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    <title>Global South World Brasil - SUS</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>SUS reforça tratamento contra o câncer com oferta de mais nove medicamentos</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 16:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ganha um reforço com a oferta de nove medicamentos destinados a diferentes tipos da doença, incluindo tumores de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e leucemias. A disponibilização começou nesta semana e faz parte de uma ampliação da assistência oncológica anunciada nesta semana pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>As novas opções contemplam 13 indicações de tratamento e poderão beneficiar mais de 116 mil pessoas, segundo a pasta. Entre os avanços esperados estão o aumento da sobrevida, a melhora da qualidade de vida e a redução do risco de recorrência da doença em determinados casos.</p>
<p>A oferta começa em 20 centros especializados, distribuídos por 17 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, com representação de todas as regiões do país. A expectativa é expandir a disponibilização para os demais centros oncológicos do SUS até o fim do ano.</p>
<p>A iniciativa integra um conjunto de medidas que prevê a oferta de 23 medicamentos até dezembro deste ano, ampliando em 35% as alternativas de tratamento na rede pública.</p>
<h2>Tratamentos aguardavam disponibilização havia anos</h2>
<p>Uma das principais mudanças é que parte dos medicamentos já havia sido incorporada formalmente ao SUS, mas ainda não chegava de maneira efetiva aos pacientes. Segundo o Ministério da Saúde, alguns aguardavam disponibilização havia mais de dez anos.</p>
<p>Isso significa que, embora o uso dessas terapias já tivesse sido aprovado para determinadas condições na rede pública, dificuldades relacionadas à aquisição, ao financiamento e à organização do atendimento impediam sua oferta regular.</p>
<p>Para enfrentar esse problema, o governo criou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), responsável por organizar o acesso aos medicamentos no âmbito do programa Agora Tem Especialistas.</p>
<p>O Ministério da Saúde assumiu a compra e a negociação direta de dez dos 23 medicamentos previstos. Para outros nove, organizou um mecanismo de registro de preços que permitirá aquisições pelos estados. Nos quatro restantes, ampliou os repasses destinados ao custeio dos tratamentos.</p>
<p>O impacto financeiro estimado para o conjunto das medidas é de R$ 4 bilhões por ano. Apenas a aquisição dos nove medicamentos que começam a ser disponibilizados representa uma despesa anual prevista de R$ 155,4 milhões.</p>
<h2>Quais são os nove medicamentos e para que servem</h2>
<p>Os tratamentos contemplam diferentes tipos de câncer. Alguns atuam sobre características específicas das células tumorais, enquanto outros interferem em mecanismos que favorecem o crescimento da doença.</p>
<p>A indicação de cada medicamento depende de avaliação médica e de critérios clínicos específicos. Portanto, a inclusão na rede pública não significa que todos os pacientes com determinado tipo de câncer poderão receber a mesma terapia.</p>
<p>Entre os medicamentos de maior custo está o abemaciclibe, utilizado em determinados casos de câncer de mama. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento pode custar R$ 366 mil na rede privada, dependendo do esquema considerado.</p>
<h2>O que muda para os pacientes</h2>
<p>A principal mudança é a perspectiva de acesso a tratamentos que, embora já conhecidos e utilizados na oncologia, não estavam disponíveis de maneira regular no SUS para todas as indicações agora contempladas.</p>
<p>Alguns desses medicamentos são utilizados em pacientes com doença avançada, com o objetivo de controlar a progressão do câncer e prolongar a sobrevida. Outros podem ser indicados depois de uma cirurgia, quando não há sinais visíveis do tumor, para reduzir o risco de recorrência.</p>
<p>Nesta primeira etapa, a oferta está sendo organizada em centros de tratamento de São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe.</p>
<p>O Ministério da Saúde ainda não detalhou, no comunicado, a relação completa das unidades participantes nem o calendário de disponibilização em cada serviço. Por isso, pacientes em acompanhamento oncológico devem consultar suas equipes de tratamento sobre a indicação e a disponibilidade das novas terapias.</p>
<h2>Novos medicamentos aprovados pela Anvisa são uma medida diferente</h2>
<p>Nesta quinta-feira, 22, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também anunciou a aprovação do registro de dois medicamentos contra o câncer.</p>
<p>Um deles é o Emrelis (telisotuzumabe vedotina), destinado a adultos com um tipo específico de câncer de pulmão avançado ou metastático, com determinadas características moleculares e que já receberam tratamento anterior.</p>
<p>O outro é o Poherdy (pertuzumabe), indicado para determinadas situações de câncer de mama HER2-positivo, tanto em estágio inicial quanto metastático, em associação com outros medicamentos.</p>
<p>Essas aprovações, porém, não fazem parte da lista dos nove medicamentos que começaram a ser oferecidos pelo SUS.</p>
<p>O registro concedido pela Anvisa autoriza a comercialização de um medicamento no Brasil, mas sua disponibilização na rede pública depende de outras etapas, incluindo a avaliação para incorporação ao SUS e a organização da oferta aos pacientes.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Doenças inflamatórias intestinais crescem cinco vezes no país</title>
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      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 21:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As doenças inflamatórias intestinais avançaram rapidamente no Brasil nos últimos anos. A proporção de pessoas vivendo com essas enfermidades aumentou mais de cinco vezes entre 2012 e 2025, passando de 29,85 para 158,18 casos a cada 100 mil habitantes.</p>
<p>Os dados são de um estudo nacional apresentado nesta sexta-feira, 25, no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, em Balneário Camboriú (SC). Conduzido por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, o trabalho analisou registros do SUS e identificou 337.539 pacientes com doenças inflamatórias intestinais (DII).</p>
<p>O grupo inclui principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, enfermidades crônicas nas quais uma resposta inadequada do sistema imunológico provoca inflamação persistente no aparelho digestivo. Entre os sintomas estão diarreia persistente, dor abdominal, sangue nas fezes, perda de peso e cansaço.</p>
<p>O estudo está disponível como preprint, versão de um trabalho científico divulgada antes da revisão por outros pesquisadores da área.</p>
<h2>Mais pessoas vivem com a doença — e diagnósticos também aumentam</h2>
<p>Os pesquisadores analisaram separadamente dois indicadores importantes. A prevalência, que mostra quantas pessoas vivem com a doença, passou de 29,85 casos por 100 mil habitantes em 2012 para 158,18 em 2025 — aumento superior a cinco vezes.</p>
<p>Já a incidência, que mede apenas os novos diagnósticos registrados a cada ano, aumentou de 9,35 para 12,34 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.</p>
<p>A diferença é importante. Como Crohn e retocolite são doenças crônicas e não têm cura, pacientes diagnosticados continuam necessitando de acompanhamento e tratamento ao longo da vida. Assim, mesmo que o número anual de novos casos cresça em ritmo menor, a população total vivendo com DII vai se acumulando ao longo dos anos.</p>
<p>O novo levantamento dá continuidade a um estudo anterior do grupo, publicado em revista científica e revisado por pares. Naquela análise, que acompanhou os dados até 2020, a prevalência das doenças inflamatórias intestinais havia passado de 30 casos a cada 100 mil habitantes para 100,1 casos a cada 100 mil em oito anos.</p>
<h2>Sul e Sudeste concentram mais casos</h2>
<p>O novo estudo encontrou diferenças importantes dentro do país. As maiores concentrações de pessoas com doenças inflamatórias intestinais aparecem no Sul e no Sudeste.</p>
<p>Esse padrão já havia sido identificado no levantamento anterior, que mostrou uma espécie de gradiente entre o Sul e o Norte do país.</p>
<p>Os números, porém, precisam ser interpretados considerando a fonte dos dados. O levantamento acompanha pacientes identificados no sistema público de saúde. Diferenças regionais no acesso aos serviços médicos e ao diagnóstico também podem interferir no número de casos registrados.</p>
<p>A retocolite ulcerativa aparece com frequência cada vez maior em relação à doença de Crohn. Em 2012, havia cerca de 1,5 paciente com retocolite para cada paciente com Crohn. Em 2025, a proporção chegou a aproximadamente dois para um.</p>
<h2>Por que essas doenças estão aumentando?</h2>
<p>Ainda não existe uma causa única conhecida para o desenvolvimento das doenças inflamatórias intestinais. Elas resultam de uma combinação complexa de predisposição genética, alterações na resposta imunológica e fatores ambientais.</p>
<p>“Tem a genética, a poluição, os hábitos alimentares. Nossa dieta mudou muito nos últimos anos”, afirmou Abel Quaresma, um dos pesquisadores, durante a divulgação do estudo.</p>
<p>Ele chama atenção especialmente para mudanças na alimentação e para o consumo de produtos ultraprocessados, que contêm aditivos como conservantes, corantes e espessantes. Isso não significa, porém, que um alimento ou aditivo específico seja apontado pelo novo estudo como causa das doenças.</p>
<p>O aumento das DII também não é exclusivo do Brasil. Um amplo estudo internacional publicado na revista científica “Nature”, com dados de 82 regiões do mundo entre 1920 e 2024, mostrou que a incidência dessas doenças vem crescendo principalmente em países que passaram por processos mais recentes de industrialização e urbanização.</p>
<h2>Número pode continuar crescendo até 2035</h2>
<p>A tendência preocupa os pesquisadores porque o avanço pode continuar na próxima década.</p>
<p>Com base na evolução observada entre 2012 e 2025, modelos estatísticos usados no estudo projetam que a prevalência poderá chegar a 264,4 casos por 100 mil habitantes em 2035. Isso corresponde a aproximadamente uma pessoa com DII a cada 378 habitantes.</p>
<p>A incidência anual, por sua vez, poderá subir dos atuais 12,34 para 22,72 novos diagnósticos por 100 mil habitantes.</p>
<p>Esses números são projeções, e não uma previsão de quantas pessoas necessariamente terão a doença. Eles indicam o que pode ocorrer caso as tendências identificadas pelos pesquisadores continuem nos próximos anos.</p>
<p>O impacto vai além do número de pacientes. Crohn e retocolite geralmente exigem acompanhamento médico durante décadas e podem demandar medicamentos de alto custo, internações e, em alguns casos, cirurgias.</p>
<p>Quaresma afirmou à Agência Brasil que alguns tratamentos podem chegar a R$ 500 mil por paciente ao ano. “São pacientes que, muitas vezes, são diagnosticados ainda jovens e que precisarão de acompanhamento por décadas.”</p>
<p>Para os autores do estudo, o avanço das doenças inflamatórias intestinais exigirá que o sistema público de saúde se prepare cada vez mais para oferecer acompanhamento contínuo a uma população crescente de pacientes com doenças crônicas.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Governo promete oferecer canetas emagrecedoras pelo SUS; confira o que já existe</title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde anunciou que pretende disponibilizar as chamadas canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A promessa foi feita pelo ministro Alexandre Padilha na quinta-feira, 17, durante viagem a Montes Claros (MG).</p>
<p>A oferta nacional dependerá da definição de um protocolo clínico, que deverá estabelecer, entre outros pontos, quais pacientes poderão receber os medicamentos e como será feito o acompanhamento. O Ministério não informou uma data para o início da distribuição em todo o país.</p>
<p>A mudança é relevante porque, até agora, esses medicamentos não fazem parte de uma política nacional do SUS para tratamento da obesidade. Em setembro de 2025, após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a semaglutida, um dos medicamentos de nova geração desenvolvidos originalmente para tratar a diabetes tipo 2 e que também passou a ser prescrito para pacientes com obesidade. Ele pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.</p>
<p>A nova estratégia, portanto, representa uma mudança de direção, embora a incorporação ainda esteja em estudo. O anúncio foi feito a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições.</p>
<h2>Canetas já chegaram a pacientes do SUS</h2>
<p>O SUS já tinha algumas iniciativas isoladas para avaliar seu uso. Uma delas começou em junho no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), hospital federal de Porto Alegre. O projeto Real-Bari prevê oferecer semaglutida e acompanhar 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças.</p>
<p>Entre os participantes estão pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. A pesquisa pretende verificar os efeitos clínicos do tratamento, seus custos e a viabilidade de incorporar a terapia à rede pública. Também será avaliado se a perda de peso obtida com o medicamento pode permitir que alguns pacientes deixem de precisar da cirurgia.</p>
<p>O Ministério informou nesta semana que o primeiro paciente tratado no projeto perdeu seis quilos e teve redução da circunferência corporal. O resultado individual, porém, não permite antecipar as conclusões do estudo, que deverá acompanhar 250 pessoas.</p>
<p>No Rio de Janeiro, há outra iniciativa. Em março, a prefeitura começou um programa com semaglutida no Super Centro Carioca de Saúde, com previsão de atender até três mil pacientes por ano. Já o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), ligado ao governo estadual, trata 200 pacientes com obesidade extrema com liraglutida, outro medicamento dessa nova geração usada contra diabetes e obesidade.</p>
<h2>O que o governo pretende fazer</h2>
<p>A proposta agora é transformar experiências restritas como essa em uma política que possa alcançar pacientes em todo o país.</p>
<p>Segundo Padilha, o governo está estudando o uso das canetas em diferentes grupos, entre eles pessoas na fila da cirurgia bariátrica e pacientes com obesidade associada a problemas cardiovasculares. O Ministério também estuda seu uso em mulheres que tiveram câncer de mama, para avaliar possível impacto sobre o risco de recorrência da doença.</p>
<p>O governo afirma que a incorporação não será tratada como uma forma de emagrecimento estético. A intenção é estabelecer critérios clínicos e acompanhamento médico para o acesso pelo SUS.</p>
<p>Essa definição é particularmente importante porque obesidade é uma doença crônica e o tratamento medicamentoso pode precisar ser mantido por períodos prolongados.</p>
<h2>Mercado ganhou 14 novas canetas em 2026</h2>
<p>A possível expansão do tratamento no SUS ocorre em um momento de rápida transformação do mercado brasileiro desses medicamentos.</p>
<p>Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou 14 novas canetas usadas no tratamento da diabetes tipo 2 e/ou da obesidade: dez de semaglutida, três de liraglutida e uma nova apresentação do Mounjaro, cuja substância ativa, a tirzepatida, é usada para controlar a glicemia e auxiliar na perda de peso.</p>
<p>Embora sejam frequentemente agrupados sob a expressão “canetas emagrecedoras”, nem todos esses produtos têm indicação aprovada para obesidade. Alguns foram registrados especificamente para diabetes tipo 2.</p>
<p>A maior expansão ocorreu entre os medicamentos de semaglutida, princípio ativo conhecido pelas marcas Ozempic e Wegovy. Depois do fim da exclusividade da semaglutida no Brasil, em 20 de março, outras empresas começaram a obter registros.</p>
<p>As dez aprovações de semaglutida em 2026 são Ozivy, da EMS; Semavy, da Cosmed; Owozy, da Ávita Care; Zempneo, da Brainfarma; Seemasun, da Sun Farmacêutica; Orsema, da Ranbaxy; dois genéricos, um da EMS e outro da Germed; Semaclique, da Germed; e Yluméc, da EMS.</p>
<p>Também foram aprovadas três novas canetas de liraglutida: Liraclick, da Germed, e dois genéricos da EMS. A liraglutida pertence à mesma classe dos agonistas do receptor de GLP-1, mas normalmente é aplicada diariamente, enquanto a semaglutida costuma ter administração semanal.</p>
<p>A 14ª aprovação foi uma nova apresentação multidose do Mounjaro, da Eli Lilly, cujo princípio ativo é a tirzepatida. Diferentemente da semaglutida, a tirzepatida atua sobre dois receptores relacionados ao metabolismo, GLP-1 e GIP.</p>
<h2>Mais concorrência pode reduzir custos</h2>
<p>A multiplicação dos registros interessa diretamente ao SUS porque o preço é um dos principais obstáculos à incorporação de tratamentos de uso prolongado.</p>
<p>O Ministério da Saúde vem estimulando a entrada de novos fabricantes e solicitou prioridade à Anvisa na análise de medicamentos dessa classe. Segundo a pasta, o objetivo é aumentar a concorrência, ampliar a produção nacional e reduzir os preços, criando condições para uma futura oferta pelo SUS.</p>
<p>Padilha afirmou que produtos que chegavam a custar de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil já podem ser encontrados na faixa de R$ 300 a R$ 400. Os valores, no entanto, variam conforme o princípio ativo, a marca, a apresentação e a dose.</p>
<p>A expansão da oferta não significa que as diferentes canetas possam ser usadas indistintamente. Semaglutida, liraglutida e tirzepatida têm características, indicações, esquemas de aplicação e evidências clínicas diferentes. A escolha depende do diagnóstico, das doenças associadas, da tolerância ao medicamento e da possibilidade de manutenção do tratamento.</p>
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        <media:title>semaglutida</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O que os candidatos à Presidência propõem para o SUS e a saúde pública</title>
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      <pubDate>Wed, 16 Sep 2026 19:12:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Rede Nacional de Dados em Saúde já reúne mais de 5 bilhões de registros, segundo o Ministério da Saúde. O volume de informações é uma das dimensões de um sistema que atende milhões de brasileiros e que ainda enfrenta longas filas para consultas, exames, cirurgias e atendimento especializado.</p>
<p>Os seis programas presidenciais apresentam propostas de digitalização e reorganização do atendimento, mas divergem sobre a forma de ampliar a capacidade do sistema, o papel do setor privado, os mecanismos de financiamento e o grau de centralização das informações.</p>
<p>Este texto faz parte de uma série sobre os planos de quem deseja governar o Brasil. Nele, o  GSW Brasi l lista e examina as principais propostas para a saúde dos seis candidatos à Presidência mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.</p>
<h2>Lula quer ampliar oferta de especialistas</h2>
<p>Lula propõe dar continuidade à expansão da atenção primária e ao programa Agora Tem Especialistas, combinando a ampliação da rede pública com a contratação de serviços privados para reduzir as filas. </p>
<p>O programa prevê a expansão do terceiro turno nos serviços de saúde, a realização de mutirões de consultas, exames e cirurgias e o uso de carretas de atendimento, além da continuidade das parcerias com hospitais privados que oferecem procedimentos ao SUS em contrapartida a créditos financeiros ou dívidas.</p>
<p> O plano também prevê ampliar equipamentos de diagnóstico e tratamento, como tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, radioterapia, PET-CT e salas cirúrgicas.</p>
<p>Na regulação, o candidato propõe ampliar a transparência das filas e criar uma fila digital única, ordenada pelo risco clínico e com utilização de inteligência artificial. </p>
<p>O programa também prevê ampliar a telessaúde, a telecirurgia e a cirurgia robótica, além de consolidar o prontuário eletrônico único, com o objetivo de integrar informações e facilitar o acompanhamento dos pacientes dentro da rede.</p>
<p>Na oncologia, o plano prevê ampliar centros especializados, radioterapia, cirurgias e telediagnóstico.</p>
<p>Para as mulheres, estão previstas medidas para o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e colo do útero, tratamento de endometriose, ampliação do planejamento reprodutivo e continuidade do programa de dignidade menstrual.</p>
<h2>Flávio dá foco à atenção básica</h2>
<p>Flávio Bolsonaro propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família e reorganizar o atendimento a partir da prevenção e da atenção básica, com uma política de remuneração capaz de cobrir o custo real dos atendimentos e incentivos para levar profissionais a regiões com menor oferta de serviços. </p>
<p>O programa procura fortalecer a porta de entrada do SUS ao mesmo tempo em que prevê mecanismos para ampliar a oferta de consultas e procedimentos.</p>
<p>Para utilizar a capacidade já existente, o candidato propõe contratar exames e serviços da rede privada quando necessário, em vez de concentrar a expansão exclusivamente na construção de novas estruturas públicas.</p>
<p>A iniciativa privada aparece como complemento à rede do SUS, especialmente para atender demandas que não consigam ser absorvidas pela estrutura disponível.</p>
<p>A digitalização é outro eixo do plano, que prevê prontuário eletrônico integrado, fortalecimento da Rede Nacional de Hospitais Inteligentes e ampliação dos serviços digitais. </p>
<p>O programa também inclui ações de prevenção, maior acesso a exames e políticas específicas para envelhecimento, doenças crônicas e saúde mental.</p>
<h2>Zema aposta em integração de sistemas</h2>
<p>Zema propõe criar um registro nacional de saúde unificado e sob controle do cidadão, por meio de prontuário eletrônico, e garantir a interoperabilidade entre os sistemas públicos e privados. </p>
<p>O programa também prevê conexão de internet de qualidade em todas as unidades públicas de saúde, dentro de uma estratégia de digitalização da rede.</p>
<p>Na atenção básica, o candidato propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família e integrar a atenção primária à saúde digital, com reforço no acompanhamento de pessoas com doenças crônicas e gestantes.</p>
<p> Para enfrentar a falta de especialistas, o plano prevê aumentar as vagas de residência médica, principalmente em regiões desassistidas.</p>
<p>Na redução das filas, Zema pretende ampliar a contratação de clínicas e hospitais privados e recorrer a parcerias público-privadas para a construção e gestão de unidades. </p>
<p>O programa inclui ainda políticas de saúde mental, cuidados paliativos, saúde indígena e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista.</p>
<h2>Caiado quer reorganizar o acesso ao SUS</h2>
<p>Caiado propõe substituir gradualmente as filas passivas por um Sistema Nacional de Acesso e Regulação Inteligente, com prioridade definida pelo quadro clínico e compartilhamento da capacidade de atendimento entre municípios e estados. </p>
<p>A meta apresentada é reduzir o tempo de espera nas principais linhas de cuidado eletivas e evitar situações em que pacientes permanecem na fila sem previsão de atendimento.</p>
<p>O plano prevê modernizar as unidades básicas com prontuário interoperável, prescrição eletrônica, telemedicina e equipamentos de diagnóstico remoto, além de criar uma rede nacional de teleconsultoria para apoiar profissionais da atenção primária. </p>
<p>A proposta busca levar ferramentas que hoje estão concentradas em estruturas mais especializadas para a porta de entrada do sistema.</p>
<p>Há ainda propostas específicas para doenças cardiovasculares, câncer, saúde materna, crianças, idosos, saúde mental e povos indígenas. </p>
<p>Para o câncer, por exemplo, o plano prevê uma categoria regulatória própria para casos suspeitos e um “relógio digital” capaz de acompanhar o período entre a suspeita, o diagnóstico e o tratamento.</p>
<p>Caiado também propõe um Painel Nacional de Eficiência do SUS, reunindo indicadores como mortalidade, espera, reinternação, ocupação, produtividade, custo e experiência do paciente, além de uma mudança gradual nos mecanismos de pagamento para incorporar critérios de qualidade e resultados.</p>
<h2>Renan Santos e o ataque às filas</h2>
<p>O programa de Renan Santos apresenta o projeto SUS Fila Zero, que combina reorganização da gestão com maior integração entre o sistema público e os prestadores privados. </p>
<p>A proposta busca utilizar a capacidade ociosa existente no setor privado para atender pacientes do SUS, em vez de fazer com que a redução das filas dependa exclusivamente da expansão física da rede pública.</p>
<p>O programa também prevê mecanismos digitais para organizar a demanda e encaminhar pacientes, utilizando a tecnologia para integrar informações, reduzir desperdícios e tornar a gestão das filas mais transparente.</p>
<p>A ideia está inserida em uma visão mais ampla de revisão da administração e do financiamento do Estado, com mudanças na forma como os serviços de saúde seriam organizados e contratados.</p>
<h2>Cury e a expansão da telemedicina</h2>
<p>Augusto Cury propõe o Tele Saúde Brasil, projeto que pretende ampliar nacionalmente a telemedicina e utilizar tecnologia para reduzir a pressão sobre as unidades presenciais do SUS. </p>
<p>O programa prevê uma plataforma nacional para atendimentos a distância, triagem e acompanhamento, com uso de inteligência artificial como ferramenta de apoio aos profissionais de saúde.</p>
<p>A proposta é que casos considerados mais simples possam ser resolvidos digitalmente, enquanto situações que exijam exames ou atendimento presencial sejam encaminhadas para a rede física. </p>
<p>O candidato também propõe integrar a gestão da emoção aos cuidados em saúde e apresenta medidas voltadas à prevenção e ao acompanhamento em saúde mental.</p>
<p>Cury ainda prevê um programa específico de prevenção e detecção precoce do câncer, com busca ativa de pacientes, acompanhamento de populações vulneráveis e campanhas nacionais de prevenção.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com alerta para sarampo, campanha de multivacinação termina nesta terça</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/alerta-sarampo-campanha-de-multivacinacao-termina-terca</link>
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      <pubDate>Sun, 30 Aug 2026 19:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira, 1º, com um alerta especial para o sarampo . Diante dos casos registrados nos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o chamado para que pais e responsáveis aproveitem a reta final da mobilização para verificar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e atualizar as doses necessárias.</p>
<p>A campanha oferece 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação .  Entre eles está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.  As doses são aplicadas de acordo com a idade e o histórico de vacinação de cada criança ou adolescente.</p>
<p>O reforço para a vacinação contra o sarampo ocorre em meio a uma cadeia de transmissão que permanece ativa no estado de São Paulo. O Brasil confirmou  27 casos da doença em 2026 . Desse total, 24 estão relacionados a essa cadeia, iniciada em junho: são 21 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.</p>
<p>Outros três casos — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não têm relação entre si e já são considerados encerrados, após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.</p>
<p>Apesar dos registros, o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo, segundo o Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus não circula de forma contínua no país.  Em 2025, foram confirmados 38 casos importados ou relacionados à importação, controlados por ações de vigilância e vacinação.</p>
<h2>Onde se vacinar</h2>
<p>A vacinação da campanha é gratuita e  está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação definidos pelas secretarias de Saúde de cada município.  Como locais e horários variam pelo país, a orientação é consultar a prefeitura ou a secretaria municipal de Saúde antes de sair de casa.</p>
<p>Pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde verifiquem quais doses estão faltando. A campanha não exige que todas as vacinas sejam tomadas novamente: são aplicados os imunizantes necessários para completar o esquema previsto para cada faixa etária.</p>
<p>O fim da campanha na terça-feira não significa o encerramento da vacinação.  Os imunizantes do Calendário Nacional, incluindo a tríplice viral, continuam disponíveis gratuitamente no SUS após a mobilização.</p>
<h2>Reforço contra o sarampo em São Paulo</h2>
<p>Por causa da cadeia de transmissão, o Ministério da Saúde adotou uma estratégia específica nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Até 1º de setembro, a orientação é oferecer a vacina contra o sarampo a todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal anterior.</p>
<p>A medida inclui os bebês de 6 a 11 meses, que devem receber a chamada   dose zero . Essa aplicação é uma proteção adicional em um cenário de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e aos 15 meses.</p>
<p>No restante do país, o esquema de rotina prevê duas doses para crianças. Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose.</p>
<p>Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da tríplice viral aos estados e municípios, e mais de 5,4 milhões foram aplicadas.  A vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa.</p>
<h2>Quais são os sintomas</h2>
<p>Os primeiros sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus. Os sinais mais comuns são:</p>
<p>Entre três e cinco dias depois aparece a característica erupção avermelhada, que normalmente começa no rosto e se espalha pelo restante do corpo. A doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, diarreia intensa e até morte, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.</p>
<h2>Vacina 100 Dúvidas</h2>
<p>O portal Vacina 100 Dúvidas reúne  informações sobre segurança, calendário de vacinação, possíveis reações e prevenção de doenças.  A plataforma pode ser acessada em  www.vacina100duvidas.sp.gov.br .</p>
<h1>Leia também</h1>
<p>Brasil reforça combate ao sarampo</p>
<p>Capital paulista já vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>SUS lança teleatendimento psicológico a vítimas de violência e mães atípicas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/sus-oferece-teleatendimento-psicologico-a-vitimas-de-violencia-e-maes-atipicas</link>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) implantou um serviço nacional de atendimento psicológico online destinado a mulheres que vivem ou já viveram situações de violência. Também inclui mães atípicas e outras mulheres que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. A previsão é disponibilizar 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país.</p>
<p>Para mulheres em situação de violência, já existia um projeto-piloto, iniciado em março deste ano, no Rio de Janeiro e no Recife. Nesta segunda-feira, 24, o serviço passou a estar disponível em todos os estados. O teleatendimento, porém, recebeu a inclusão de mulheres que exercem o papel de cuidar de algum parente. O Ministério da Saúde menciona, além das mães, tias, avós, irmãs e outras familiares.</p>
<p>Consulta realizada a distância, o teleatendimento é composto de sessões online com psicólogas capacitadas pelo ministério para prestar atendimento em ambiente virtual e identificar possíveis situações de risco.</p>
<h2>Como pedir o atendimento</h2>
<p>O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. A pessoa deve entrar com sua conta gov.br, acessar a área “Miniapps” e selecionar “Acolhe Mais + - Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.</p>
<p>Em seguida, ela será direcionada à plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), onde deverá fazer o cadastro e informar se vive ou já viveu uma situação de violência ou se cuida de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.</p>
<p>Em até 24 horas, a equipe entra em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Na data marcada, ela recebe o link para entrar no atendimento online.</p>
<p>O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.</p>
<h2>Até dez sessões</h2>
<p>Cada usuária poderá fazer até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. No caso das mulheres em situação de violência, o primeiro contato inclui a avaliação de possíveis riscos, da rede de apoio disponível e das principais necessidades da paciente.</p>
<p>Ao final das sessões, a mulher poderá ser encaminhada para continuar o acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede do SUS. O CAPS também pode ser procurado diretamente.</p>
<p>Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190. Para casos graves que não exijam intervenção emergencial naquele momento, profissionais do atendimento poderão realizar encaminhamentos para outros serviços, de acordo com as necessidades identificadas.</p>
<h2>Cuidado para quem cuida</h2>
<p>A inclusão das mães atípicas e de outras mulheres cuidadoras procura facilitar o acesso à saúde mental de quem dedica parte significativa da rotina ao cuidado de outra pessoa e pode enfrentar dificuldades para comparecer a consultas presenciais. A modalidade online busca contornar obstáculos como falta de tempo, distância e dificuldade de deslocamento.</p>
<p>Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) citados pelo ministério apontam que, no mundo, 75% desse tipo de cuidado, que não é remunerado, são realizados por mulheres.</p>
<h2>Violência contra mulheres</h2>
<p>A expansão do serviço ocorre em um cenário de aumento das notificações de violência contra mulheres registradas pelos serviços de saúde. Os registros de violência física, psicológica, sexual ou financeira passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025, segundo o Ministério da Saúde. Os números incluem notificações feitas pelas redes pública e privada.</p>
<p>O teleatendimento funcionará como uma primeira forma de acolhimento e início do acompanhamento em saúde mental. Quando necessário, o cuidado será articulado posteriormente com os serviços do SUS nos estados e municípios.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Capital paulista vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo</title>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O município de São Paulo aplicou  1.045.758 doses da vacina de sarampo desde o dia 3 de agosto , início da campanha de multivacinação.  A capital paulista é a cidade com mais ocorrências de sarampo no país este ano: 20 dos 24 casos confirmados.</p>
<p>Confirmado em fevereiro, o primeiro caso em São Paulo foi importado da Bolívia. A confirmação do segundo ocorreu em março, importado da Guatemala. Os demais foram registrados em junho e julho.</p>
<p>Embora sem novos casos confirmados desde o dia 7,  a cidade investiga 472 possíveis ocorrências . </p>
<p>Todas as pessoas de 6 meses a 59 anos devem receber nova dose da vacina contra o sarampo, independentemente do número de doses recebidas anteriormente ou da situação vacinal registrada.</p>
<p>Para as crianças com menos de 1 ano, é ainda mais importante, pois a vacinação normal para sarampo ocorre apenas após o primeiro ano. Dez dos 20 casos confirmados atingiram esse grupo. </p>
<p>A chamada dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade.</p>
<p>A campanha de multivacinação segue até 1º de setembro . </p>
<p>As vacinas estão disponíveis nas 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs/UBSs Integradas), no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na  plataforma Busca Saúde .</p>
<h2>Dia D</h2>
<p>Neste sábado, 22, acontece uma grande ação de imunização nos postos de saúde de todo o Brasil.  Voltado para o público de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, o chamado Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação. </p>
<p>Entre as vacinas com maior procura e volume de aplicação ao longo do ano, destacam-se os imunizantes contra a gripe, a poliomielite e o sarampo (no caso, via tríplice viral, que inclui caxumba e rubéola).</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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        <media:credit role="provider">Paulo Pinto/ Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cirurgias plásticas de mama crescem 54% no SUS em quase dez anos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cirurgias-plasticas-de-mama-crescem-54-no-sus-em-quase-dez-anos</link>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 20:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O número de cirurgias plásticas de mama feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 54,3% entre 2016 e 2025, passando de aproximadamente 9 mil procedimentos para 14.213. A informação é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Rio de Janeiro, que divulgou um levantamento durante evento na cidade na semana passada, a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica.</p>
<p>Outro dado é que, em 2020, ano em que eclodiu a pandemia de covid-19, foram realizadas 4.547 operações de mama, a metade do que vinha sendo praticado rotineiramente.</p>
<p>O estudo inclui procedimentos indicados para a reconstrução da mama e o tratamento de diferentes alterações na estrutura. O SUS oferece cirurgias plásticas com foco em procedimentos reparadores (não estéticos).</p>
<p>De acordo com esse trabalho, em quase dez anos, o sistema único de saúde aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Os estados com maior registro desse tipo de procedimento foram:</p>
<p>Do total de registros analisados, 74.619 correspondem à plástica mamária feminina não estética, responsável por 82,3% das internações.</p>
<p>Segundo o levantamento da regional carioca, foram feitas, no período, 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia, com implante de prótese, além de 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total.</p>
<p>O objetivo principal das cirurgias plásticas oferecidas pelo SUS é corrigir alterações decorrentes de doenças ou acidentes, como excesso de pele após grande perda de peso, ginecomastia (aumento anormal das mamas em homens) e reconstrução após mastectomia.</p>
<p>Para fazer uma cirurgia plástica reparadora pelo SUS, é necessário passar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) indicada para a residência da pessoa. Feita a análise do caso, o procedimento é encaminhado, se houver indicação médica. É imprescindível avaliação médica documentada e laudo que justifique a necessidade funcional ou reparadora.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aponta que, apesar do avanço no acesso, ainda há grandes disparidades regionais: a região Sudeste concentra a maioria dos procedimentos (49,7% de cirurgias pós-bariátricas; 43,83% das mastectomias), seguida pelo Sul e Nordeste, enquanto o Norte registra os menores índices.</p>
<p>De acordo com a entidade em seu site, “fatores como infraestrutura limitada, poucos profissionais especializados e linhas de código pouco detalhadas no Data SUS dificultam análises mais precisas”.</p>
<p>Como a entidade ressalta, “o SUS oferece procedimentos essenciais de cirurgia plástica reparadora, assegurando direitos legais e contribuindo para a recuperação da saúde física, emocional e social dos pacientes. No entanto, o acesso ainda é desigual e requer melhorias”.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pode Falar, plataforma de saúde mental para jovens, chega ao Meu SUS Digital</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pode-falar-plataforma-de-saude-mental-para-jovens-chega-ao-meu-sus-digital</link>
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      <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Adolescentes e jovens de  13 a 24 anos  ganharam uma nova forma de acessar atendimento gratuito em saúde mental pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A plataforma  Pode Falar , criada em  2021  pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Núcleo do Cuidado Humano da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), passou a integrar o aplicativo  Meu SUS Digital , ampliando o acesso ao serviço em todo o país.</p>
<p>Antes, a plataforma era acessada pelo site www.podefalar.org.br. Com essa integração, cresce seu potencial de atendimento. A expectativa do Ministério da Saúde é aumentar significativamente o alcance, saindo dos atuais  1,1 mil acolhimentos por mês  (média) para  11 mil , segundo estimativa da pasta, que anunciou a novidade na semana passada.</p>
<p>O Pode Falar oferece acolhimento emocional, orientação em saúde mental e atendimento humanizado, com opção de anonimato. A iniciativa busca reduzir as barreiras para que adolescentes e jovens procurem ajuda diante de situações como ansiedade, tristeza persistente, conflitos familiares, dificuldades escolares, solidão e outros tipos de sofrimento psíquico.</p>
<h2>O que é o Pode Falar?</h2>
<p>A plataforma nasceu como um canal digital de escuta acolhedora voltado à saúde mental de adolescentes e jovens, semelhante ao CVV. A iniciativa reúne instituições parceiras que desenvolvem pesquisas, produzem conhecimento e ajudam a aperfeiçoar políticas públicas voltadas a essa faixa etária.</p>
<p>Em  junho deste ano , o Ministério da Saúde passou a integrar o projeto para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a oferta de cuidado em saúde mental dentro do SUS.</p>
<h2>Como funciona</h2>
<p>O acesso agora pode ser feito diretamente pelo aplicativo  Meu SUS Digital . É preciso entrar na área de  miniaplicativos  e selecionar a opção  Pode Falar . O serviço também continua disponível pelo site oficial da plataforma.</p>
<p>O atendimento funciona  de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília) .</p>
<p>O primeiro contato é feito por  Ariel , chatbot criado pela plataforma para realizar uma escuta inicial. O nome foi sugerido pelos primeiros usuários do serviço por ser não-binário. Com o tempo, Ariel ganhou contornos, formas, cores e expressões pelas mãos de uma ilustradora.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asjVXYEdEMHmb84lO.png?width=800&height=600&quality=75" alt="O chatbot Ariel faz o primeiro atendimento aos usuários."/>
<p>O sistema também oferece conteúdos educativos sobre saúde mental para ajudar o jovem a compreender melhor suas emoções.</p>
<p>Quando o usuário manifesta interesse ou o sistema identifica necessidade de apoio mais direto, a conversa é encaminhada para um atendimento humano.</p>
<p>Os acolhimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sempre supervisionados por professores e profissionais experientes, que recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação.</p>
<h2>Inteligência artificial identifica casos prioritários</h2>
<p>A plataforma utiliza recursos de inteligência artificial para ajudar a identificar usuários que possam estar em situação de maior risco emocional.</p>
<p>Enquanto aguardam atendimento, as mensagens são analisadas pela ferramenta. Caso sejam detectados indícios de uma possível crise, um alerta é enviado imediatamente à equipe responsável para que aquele atendimento receba prioridade na fila.</p>
<p>De acordo o Ministério da Saúde, o objetivo é agilizar o acolhimento das situações mais urgentes.</p>
<h2>Quando procurar atendimento presencial</h2>
<p>Embora funcione como uma importante porta de entrada para o cuidado, o Pode Falar não substitui o atendimento presencial quando o sofrimento psíquico é intenso ou persistente.</p>
<p>Se os sintomas comprometem a rotina, os estudos, o trabalho ou as relações pessoais, a orientação é procurar uma  Unidade Básica de Saúde (UBS) . A partir daí, quando necessário, o paciente é encaminhado para serviços especializados da rede pública, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).</p>
<p>Além de prestar atendimento, a Rede Pode Falar atua na formação de futuros profissionais da saúde e desenvolve pesquisas sobre a saúde mental de adolescentes e jovens para subsidiar políticas públicas no país.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo faz campanha de saúde mental para os riscos das apostas online</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-faz-campanha-de-saude-mental-para-os-riscos-das-apostas-online</link>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 19:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde lançou uma ação dirigida a quem está enfrentando problemas por causa das apostas online, as chamadas bets. A estratégia está calcada em uma campanha nacional de prevenção aos danos à saúde mental provocados por esses jogos. Ela entrou no ar, na TV, no rádio e nas redes sociais, em pleno domingo, 26, dia em que acontecem muitos jogos e eventos esportivos. Esse mercado é um dos principais patrocinadores do universo do futebol e a comunicação visa impactar exatamente o público que acompanha as partidas.</p>
<p>A campanha divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo SUS para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. O sistema público dispõe de teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância.</p>
<p>Quem precisar de ajuda, pode entrar no “Meu SUS Digital” (no aplicativo ou na web) e fazer login com a conta gov.br. Na página inicial, é necessário selecionar “ miniapps ”. Em seguida, “Problemas com jogos de apostas?”.</p>
<p>Há um autoteste para ser feito na plataforma. As perguntas ajudam a avaliar a relação da pessoa com as apostas e a identificar o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente.</p>
<p>Em outros casos, o aplicativo orienta sobre os serviços da  Rede de Atenção Psicossocial  (RAPS), que atende, dentro do SUS, pacientes com sofrimento mental ou que enfrentam problemas com uso prejudicial de álcool, drogas e apostas.</p>
<p>O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, o paciente é encaminhado a um  Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) .</p>
<h2>Como bloquear o acesso às plataformas de apostas</h2>
<p>Outra ferramenta disponível é a  Plataforma Centralizada de Autoexclusão , do Ministério da Fazenda. A pessoa pode solicitar o bloqueio do acesso aos sites de apostas legalizados. Também nesse caso é preciso entrar com a conta gov.br.</p>
<h2>Bets, um transtorno no Brasil e no mundo</h2>
<p>O Transtorno do Jogo é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) como um transtorno de comportamento aditivo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 1,2% da população adulta mundial.</p>
<p>Dados do Ministério da Fazenda, divulgados em junho passado, indicam que cerca de 25,2 milhões de brasileiros realizam apostas em plataformas ilegais. A pasta informou ainda que uma em cada quatro dessas pessoas aposta diariamente.</p>
<p>Disponíveis 24 horas por dia, as bets utilizam recursos como notificações, bônus, apostas em tempo real e recompensas variáveis, que podem estimular a permanência e a repetição dos jogos.</p>
<p>Segundo o Ministério da Saúde, o uso problemático dessas plataformas pode levar a pessoa a apostar por mais tempo ou gastar mais do que havia planejado. Os efeitos podem ser devastadores para o indivíduo como para a família.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ YouTube / Ministério da Saúde</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Para diretor-geral da OMS, SUS é exemplo para o mundo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/para-diretor-geral-da-oms-sus-e-exemplo-para-o-mundo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/para-diretor-geral-da-oms-sus-e-exemplo-para-o-mundo?feed=SUS</guid>
      <pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O diretor-geral da  Organização Mundial da Saúde (OMS),   Tedros Adhanom Ghebreyesus , afirmou nesta  terça-feira, 28 , que o  Sistema Único de Saúde (SUS)  é um exemplo para o mundo por oferecer atendimento universal a toda a população brasileira. A declaração foi feita durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro.</p>
<p>“O SUS é um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre toda a população. Com isso,  garante acesso às pessoas que não têm condições de pagar pelos serviços de saúde ”, declarou. Segundo ele, o Brasil demonstra que a saúde “deve ser para todos, não apenas para alguns”.</p>
<p>No mundo, poucas nações contam com um sistema de saúde com atendimento universal e gratuito e que inclua oferta de medicamentos e também tratamento odontológico, como ocorre no SUS. Cuba possui o  Sistema Nacional de Salud (SNS), que segue nesse molde. Sri Lanka e Brunei também têm modelos semelhantes.</p>
<p>O National Health Service (NHS), do Reino Unido, que costuma ser destacado pelas autoridades sanitárias, oferece atendimento gratuito e universal, porém  a cobertura de medicamentos e da assistência odontológica não é integral .</p>
<p>Microbiologista e pesquisador da malária, Tedros também ressaltou que a existência de um sistema universal não depende apenas do reconhecimento da saúde como um direito. “Saúde é escolha política e exige compromisso político”, disse.</p>
<p>Entre as  principais queixas dos usuários do SUS  estão a demora para marcar consultas, exames e cirurgias, a dificuldade de acesso a médicos especialistas e as longas filas de espera, problemas apontados repetidamente por pesquisas de opinião sobre o sistema. Também são recorrentes as reclamações sobre falta de medicamentos e as diferenças na qualidade do atendimento e da infraestrutura em diversas partes do país.</p>
<h2>Quantas pessoas são atendidas pelo SUS?</h2>
<p>Criado pela  Constituição Federal de 1988  e regulamentado pelas leis nº 8.080 e nº 8.142, ambas de  1990 , o SUS garante acesso gratuito aos serviços de saúde a toda a população brasileira, estimada pelo IBGE em  213,4 milhões de pessoas . O atendimento inclui consultas, exames, cirurgias, vacinação, transplantes, distribuição de medicamentos e ações de vigilância sanitária e epidemiológica.</p>
<p>No país,  cerca de 75% dos brasileiros não possuem plano de saúde privado , segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizados em maio de 2026. Mas mesmo o restante da população que paga por planos costuma acessar o SUS, seja para buscar vacinação, fazer transplante ou recorrer a tratamentos de alto custo.</p>
<p>A principal porta de entrada da rede pública é a Atenção Primária à Saúde (APS). De acordo com dados de dezembro de 2025, esse serviço alcançou  70,6% da população , o equivalente a  150,1 milhões de pessoas. Elas foram  cadastradas e acompanhadas por equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária. O trabalho da APS concentra ações como consultas, vacinação, acompanhamento de gestantes, controle de doenças crônicas como diabetes e prevenção.</p>
<h2>Por que o diretor-geral da OMS veio ao Brasil?</h2>
<p>Tedros veio ao Rio de Janeiro para participar da  26ª Conferência Internacional de Aids,  que acontece na cidade desde o dia  26 e se estende até a sexta-feira, 31 . O encontro, promovido pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), ocorre pela primeira vez na América do Sul e reúne pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e representantes da sociedade civil.</p>
<p>Na  segunda-feira, 27 , Tedros recebeu o título de  doutor honoris causa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) . A homenagem reconhece sua atuação na defesa da saúde universal, da equidade no acesso aos serviços e da cooperação internacional no enfrentamento de emergências sanitárias.</p>
<h2>Por dentro do SUS</h2>
<p>Criação:  Constituição de 1988 (saúde como direito universal) + Lei 8.080/1990, que regulamentou o sistema. Substituiu o modelo anterior, vinculado à Previdência Social.</p>
<p>Serviços oferecidos:</p>
<p>Cobertura:  100% da população, conforme a legislação; cerca de 75% dos brasileiros não possuem planos de saúde privados.</p>
<p>Financiamento:  impostos e contribuições sociais (federal, estadual e municipal).</p>
<h2>Sistemas públicos de saúde universais e gratuitos</h2>
<h2>Sistemas públicos universais com atendimento médico gratuito, mas sem gratuidade integral de medicamentos e/ou odontologia</h2>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Um sistema brasileiro de monitoramento está ajudando o SUS a antecipar surtos</title>
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      <pubDate>Wed, 22 Jul 2026 14:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Criado por pesquisadores da Fiocruz da Bahia com apoio da Coppe/UFRJ, um dos mais importantes centros de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, um sistema de alerta epidemiológico vem apresentando resultados promissores para o controle de surtos respiratórios. Trata-se do Aesop, que usa dados do SUS para emitir alertas e antecipar em até três semanas o aumento de casos desse tipo de doenças.</p>
<p>O novo sistema, que está em fase de implementação no Sistema Único de Saúde, foi validado no Amazonas e teve artigos divulgados em publicações científicas de prestígio internacional. Um dos estudos faz parte da edição de agosto de 2026 do  The Lancet Regional Health Americas . Outro foi divulgado pela revista  npj Digital Public Health , do grupo  Nature , em abril.</p>
<p>Antecipar um surto antes que ele vire uma crise de saúde pública é um dos maiores desafios da vigilância epidemiológica em qualquer lugar do mundo e é particularmente difícil em um país do tamanho do Brasil, onde a notificação formal de doenças costuma chegar com atraso às autoridades sanitárias. O Aesop visa diminuir esse problema.</p>
<p>O nome vem da sigla em inglês: Alert-Early System of Outbreaks with Pandemic Potential. Em português fica como Sistema de Alerta Precoce de Surtos com Potencial Pandêmico. Ele foi desenvolvido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, em parceria com a Coppe/UFRJ e com apoio da Fundação Rockefeller.</p>
<p>O estudo publicado na revista  The Lancet Regional Health – Americas  trouxe os primeiros resultados de um teste em escala real do sistema. A experiência, conduzida no Amazonas, foi considerada positiva.</p>
<p>Esse sistema começou a ser desenhado em 2022, no rastro das lições deixadas pela pandemia de covid-19. O mundo descobriu, naquela época, o custo de identificar tarde demais o avanço de uma doença respiratória. Isso demonstrou a urgência da implementação de sistemas de vigilância capazes de captar sinais de alerta antes que a transmissão se intensifique.</p>
<p>A equipe do Cidacs encontrou a resposta em uma fonte de informação que já existia, mas seguia subaproveitada: o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), que reúne os registros de atendimento de toda a Atenção Primária à Saúde do SUS. Ou seja, a porta de entrada do sistema de saúde brasileiro, cuja cobertura é estimada em aproximadamente 75% da população brasileira, ou cerca de 160 milhões de pessoas.”</p>
<p>A lógica por trás do Aesop é simples e prática: quando um vírus respiratório começa a circular com mais intensidade em uma cidade, isso normalmente aparece primeiro nos postos de saúde, com pessoas buscando atendimento por sintomas leves a moderados. É um movimento que ocorre antes de esse aumento se refletir nas internações hospitalares, quando os casos já se agravaram. Ao monitorar esses atendimentos em tempo quase real, o sistema consegue captar o início de um surto semanas antes de ele se tornar visível pelos canais tradicionais de notificação.</p>
<h2>Como o sistema funciona</h2>
<p>O Aesop recebe, semanalmente, os dados de atendimento da atenção primária de todo o Brasil, agregados por município, data e motivo da consulta. Antes de qualquer análise, o sistema passa por uma etapa de checagem de qualidade das informações — verificando pontualidade, completude e consistência das informações — e só gera alertas para os municípios cujos dados atendem a esse padrão mínimo de confiabilidade.</p>
<p>A partir daí, três algoritmos diferentes de detecção de anomalias analisam a série de atendimentos por síndrome gripal em busca de desvios incomuns do padrão esperado. Um deles, o Modelo Misto de Inteligência Artificial e Próxima Geração (MMAING), foi desenvolvido pela própria equipe do projeto. Um alerta só é emitido quando pelo menos dois dos três algoritmos "concordam" que existe uma anomalia. A estratégia foi pensada para tornar o sistema mais confiável e reduzir alarmes falsos.</p>
<p>Os alertas chegam às autoridades de saúde municipais, estaduais e federais por meio de um painel interativo ( dashboard ), com mapas, gráficos e tabelas exportáveis, desenvolvido inteiramente com tecnologias de código aberto, o que facilita a adaptação do sistema a outros contextos e países.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as9dkUy6rQEhbaPLT.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O painel tem mapas, gráficos e tabelas exportáveis."/>
<p>O escopo do Aesop vai além da detecção estatística. Quando um padrão anormal é identificado, o sistema também pode orientar a coleta inteligente de amostras clínicas para sequenciamento genético, ajudando a identificar rapidamente o patógeno responsável — incluindo vírus ainda desconhecidos. Modelos de mobilidade terrestre, aérea e fluvial também são usados para projetar como um patógeno pode se espalhar entre regiões, apoiando gestores na alocação estratégica de recursos.</p>
<p>Mas o sistema não se limita a dados do SUS. Ele coleta informações também de farmácias (com a compra de remédios e produtos, o que permite identificar que medicamentos estão sendo mais consumidos para que tipo de problema) e mesmo das redes sociais.</p>
<h2>O teste que comprovou o potencial do sistema</h2>
<p>No caso dos dados do SUS, a prova de fogo foi realizada entre abril e julho de 2024. Foi feita uma experiência nos 62 municípios do Amazonas, um estado estratégico para esse tipo de teste, por fazer fronteira com cinco outros estados brasileiros e três países (Colômbia, Peru e Venezuela).</p>
<p>Durante as 11 semanas do piloto, os 62 municípios registraram 1,8 milhão de atendimentos de atenção primária, dos quais 6,6% estavam relacionados à síndrome gripal. O sistema emitiu 104 alertas em 41 municípios diferentes — e, semana a semana, autoridades de saúde locais confirmavam, com base em investigação de campo, se cada alerta correspondia mesmo a um surto real.</p>
<p>Os resultados foram expressivos. Considerando a confirmação de surtos na mesma semana do alerta ou na semana seguinte, o sistema detectou 62,8% dos surtos que de fato ocorreram (sensibilidade) e teve uma taxa de acerto de 95,5% ao identificar semanas sem surto (especificidade). Quando o Aesop emitia um alerta, havia 82,7% de chance de que ele correspondesse a um surto real e quando o sistema não emitia alerta, havia 88,1% de chance de que realmente não havia surto em curso.</p>
<p>Em 72% dos surtos confirmados, o Aesop forneceu o primeiro sinal às autoridades de saúde. Isso quer dizer que o sistema "chegou na frente" na maior parte das vezes. E em 56% dos casos, o alerta efetivamente influenciou decisões concretas de resposta, como reforço da comunicação de risco, distribuição de testes e equipamentos de proteção, e melhor coordenação entre os níveis municipal, estadual e federal de gestão em saúde.</p>
<p>Segundo informações do Cidacs, durante a operação no Amazonas, o sistema chegou a detectar um surto de síndrome gripal três semanas antes do aumento dos casos, tempo suficiente para uma resposta local rápida e planejada, em vez de reativa.</p>
<h2>Política pública</h2>
<p>Passado o teste no Amazonas, o Aesop deixou a etapa exclusivamente experimental e entrou em fase de adoção nos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde, em articulação com a Rede de Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Rede Cievs), vem conduzindo oficinas de implementação assistida em estados de todas as regiões do país. Esse movimento de capilarização nacional já passou por Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Tocantins, São Paulo, Rio Grande do Norte e Pernambuco, entre outros.</p>
<p>Além da vigilância de síndromes respiratórias, o sistema pode ser aplicado a outros quadros. Um estudo mostrou desempenho promissor do Aesop na detecção precoce de surtos de dengue, usando a mesma lógica de dados administrativos da atenção primária. É um indício de que a ferramenta pode ser adaptada para monitorar outras síndromes relevantes para a saúde pública brasileira, como diarreicas.</p>
<p>O sistema também tem uma dimensão molecular: por meio de métodos metagenômicos, o Aesop já colaborou na identificação de mais de 330 patógenos respiratórios, aprimorando diagnósticos moleculares com redução de custo e tempo de análise.</p>
<h2>As farmácias como fontes de dados</h2>
<p>Enquanto o piloto no Amazonas testou o Aesop em campo, o estudo publicado na  npj Digital Public Health  demonstrou a capacidade de escala do sistema. O trabalho testou o uso combinado de dados de venda de medicamentos isentos de prescrição, vendidos livremente em farmácias, junto aos dados de atenção primária.</p>
<p>A ideia por trás dessa iniciativa é aproveitar mais um tipo de informação que o país já produz em grande volume, sem gerar nenhuma carga extra para o sistema de saúde: é comum que o consumo de remédios de venda livre, como paracetamol,  vitamina C e descongestionantes, aumente antes mesmo de as pessoas procurarem uma unidade de saúde. Desse modo, ele funciona também como um sinal precoce do início de um surto respiratório.</p>
<p>Os pesquisadores utilizaram dados fornecidos pela IQVIA, empresa que cobre mais de 95% do varejo farmacêutico brasileiro, cruzando as vendas de seis medicamentos associados ao tratamento de síndrome gripal com os registros de atendimento da atenção primária e com as internações hospitalares por doenças respiratórias.</p>
<p>Foram analisados quase três anos de dados semanais (de novembro de 2022 a junho de 2025) em 510 regiões que cobrem todo o território brasileiro, identificando 746 picos de internação por doenças respiratórias ao longo do período. Os resultados reforçam a robustez da abordagem: os dados de venda de medicamentos conseguiram antecipar 56,6% desses picos de internação, com uma a três semanas de antecedência, enquanto os dados de atenção primária anteciparam 59,5% — desempenho ligeiramente superior, mas próximo o suficiente para confirmar que as duas fontes se complementam.</p>
<p>Em 76,7% das regiões do país, pelo menos uma das duas fontes de dados apresentou alta precisão. E quase um terço das regiões (28%) teve bom desempenho nas duas fontes simultaneamente. Em outras palavras, onde um tipo de dado falha ou está indisponível, o outro tende a compensar.</p>
<p>Para os pesquisadores, a abordagem baseada em vendas de farmácia é particularmente promissora para regiões com infraestrutura de saúde pública mais frágil, justamente as mais vulneráveis a surtos respiratórios. Como os dados de venda já são coletados rotineiramente para fins comerciais, o método oferece uma forma de estender a vigilância epidemiológica a áreas onde os registros de atendimento em saúde são mais escassos ou menos confiáveis.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asb4PbMT8ZBRuqlcA.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Um estudo científico mostrou como o sistema recorreu a dados de venda de remédios nas farmácias para antecipar surtos."/>
<p>Como a tecnologia por trás da ferramenta é toda de código aberto, o modelo desenvolvido no Brasil pode, em tese, ser replicado por outros países que também possuam sistemas de saúde com registros administrativos centralizados. No entendimento dos pesquisadores, o Aesop pode se tornar componente de uma futura rede regional ou global de vigilância e resposta a patógenos.</p>
<p>O projeto já dialoga com estratégias internacionais recentes de fortalecimento da vigilância respiratória, como o  Mosaic Respiratory Surveillance Framework  da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Estratégia de Inteligência Epidemiológica para o Fortalecimento do Alerta Precoce de Emergências em Saúde, aprovada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).</p>
<h2>Ferramenta ainda em construção</h2>
<p>Os responsáveis pelo projeto são transparentes sobre os pontos que ainda precisam de ajuste. O piloto no Amazonas foi relativamente curto — 11 semanas —, o que limita a avaliação de variações sazonais de longo prazo. Também falta, segundo os pesquisadores, uma definição operacional padronizada do que efetivamente conta como "surto", algo que a equipe do Aesop identificou como prioridade para as próximas etapas do projeto.</p>
<p>Outro fator a ser considerado é a qualidade dos dados recebidos dos municípios, que varia entre as localidades. Ainda assim, o Aesop mostra que é possível usar os próprios dados do SUS a favor da antecipação, e não apenas como registro histórico.</p>
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        <media:title>produtos de farmácia</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>SUS impressiona estrangeiros com universalidade, mas opera sob pressão</title>
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      <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 21:12:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Criado em 1988 e oficializado em 1990, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um modelo de cobertura universal de saúde implantado no Brasil que vem atraindo mais atenção de populações de outras nações. E quem está gerando mais interesse pelo atendimento público brasileiro são os estrangeiros que residem no país, em especial influenciadores. Em 2025, foram realizados 775.619 atendimentos a 256.946 gringos só na atenção primária, a porta de entrada do sistema. </p>
<p> Em 2024, foram 337.187 estrangeiros atendidos, alta de quase 18% frente aos 286.990 de 2023. Os dados foram fornecidos pelo Ministério da Saúde a pedido do  GSW Brasil .</p>
<p>As cinco nacionalidades com mais registros são Venezuela, Haiti, Paraguai, Argentina e Cuba. O acesso ao sistema independe de nacionalidade ou situação migratória regular. Isso porque a Lei 8.080/1990 garante atendimento integral sem distinção entre residentes e não residentes. </p>
<p>A Lei de Migração, de 2017, estende essa garantia a qualquer pessoa em território nacional, documentada ou não. Desde 2024, o Ministério da Saúde tem nota técnica orientando unidades de saúde sobre acolhimento de migrantes, refugiados e apátridas, incluindo cadastro sem documentação completa. </p>
<p>Esse é um desenho raro mesmo entre países com saúde pública consolidada. O NHS britânico, citado por décadas como inspiração para o SUS, cobra por atendimento hospitalar de quem não é residente ordinário no Reino Unido, com isenção só para emergência. Quem não tem direito a atendimento gratuito paga 150% do custo do tratamento pelo NHS. O modelo que ajudou a inspirar o SUS hoje pratica o oposto da universalidade sem fronteira que o Brasil mantém.</p>
<h3>O que as redes mostram</h3>
<p>Turistas, expatriados e criadores de conteúdo de países ricos têm relatado nas redes o atendimento gratuito que receberam no SUS.</p>
<p>A alemã Lea Maria Jahn, com 1,6 milhão de seguidores, contou em vídeo que sempre foi atendida de graça no país. Segundo ela, na Alemanha há idosos que juntam dinheiro para cobrir o tratamento de problemas de saúde porque, mesmo pagando plano a vida inteira, sempre existem custos extras e altos. "O Brasil pode ter vários problemas, mas tem o maior sistema público de saúde do mundo", disse.</p>
<p>A cantora escocesa Georgia Santana, radicada no Brasil, engravidou cinco meses depois de chegar ao país, ainda como turista, e relatou ter feito todo o pré-natal e o parto pelo SUS sem custo algum. De acordo com Georgia, ela teve "sorte" de engravidar no país e ter facilidade para fazer todo o acompanhamento no sistema público.</p>
<p>O influenciador britânico Nick Whincup gravou um vídeo em Botafogo, no Rio de Janeiro, dizendo estar "chocado" com a qualidade do atendimento. "Na Inglaterra temos saúde gratuita, e é muito boa, mas nunca experimentei essa qualidade de cuidado e serviço no Reino Unido em toda a minha vida", afirmou. Whincup descreveu o atendimento como rápido, o ambiente como organizado e limpo, e os funcionários como extremamente gentis e educados.</p>
<p>O jornalista Terrence McCoy, chefe da sucursal do Washington Post no Rio, sofreu um acidente em Paraty e foi atendido pelo SUS gratuitamente. Ele realizou exames de tomografia e raio-X, além de sutura. McCoy relatou que ninguém pediu seu seguro de saúde. O caso teve forte repercussão nas redes sociais.</p>
<h3>Sistema que  opera no limite</h3>
<p>A universalidade do SUS convive com uma estrutura que encolhe. Entre 2010 e 2023, o Brasil perdeu 25 mil leitos de internação, uma redução de 8% no total, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina baseado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Somados apenas os leitos pediátricos, psiquiátricos e obstétricos, a perda chega a 44 mil, queda de 33% em 13 anos. </p>
<p>Em terapia intensiva, o SUS opera com 24,87 leitos de UTI por 100 mil habitantes, menos de um terço da proporção disponível na rede privada, de 69,28 por 100 mil beneficiários. O resultado são filas longas. </p>
<p>Um levantamento obtido pelo Jornal Nacional via Lei de Acesso à Informação mostrou que a espera por cirurgias eletivas no SUS cresceu 26% em 2024 em relação ao ano anterior. Mais de 1,3 milhão de brasileiros aguardavam por um procedimento – o equivalente à população de Porto Alegre –, com tempo médio de espera de dois anos e quatro meses.  São Paulo e Minas Gerais concentram quase metade dos pacientes na fila, com mais de 600 mil pessoas à espera.</p>
<p>Em 2025, o governo informou recorde de cirurgias realizadas, mas  não divulgou o tamanho atualizado da fila nacional.</p>
<p>Há também escassez de médicos, com distribuição desigual. O Brasil tem cerca de 2,8 médicos por mil habitantes, abaixo da média da OCDE de 3,5. Enquanto 94% dos municípios brasileiros, aqueles com até 100 mil habitantes, têm acesso a apenas 14% dos médicos do país, 48 cidades grandes - a maioria no Sudeste e no Sul - concentram 62% dos profissionais.</p>
<p>Por trás da pressão sobre a estrutura está o financiamento. Um estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, publicado em julho de 2025, projeta que as despesas do SUS crescerão em média 3,9% ao ano nas próximas quatro décadas e meia, ritmo superior ao limite de 2,5% previsto no arcabouço fiscal. </p>
<p>Segundo o levantamento, não é possível atender plenamente as necessidades de saúde dentro das regras fiscais atuais sem realocar recursos. É essa mesma estrutura, com redução de leitos, filas crescentes e orçamento restrito, que continua atendendo brasileiros e estrangeiros sem cobrança.  </p>
<p>O governo federal vem anunciando medidas para ampliar a capacidade do sistema. Nesta sexta-feira, 3, foram liberados R$ 464,8 milhões para novos hospitais, equipamentos, inovação e atendimento especializado.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Acervo FNS/ Ministério da Saúde</media:credit>
        <media:title>Médicos do Sistema Único de Saúde (SUS)</media:title>
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