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    <title>Global South World Brasil - Rubio</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Rubio encerra viagem pela América Latina com ofensiva contra narcotráfico e influência da China </title>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco  Rubio , encerra nesta quinta-feira, 10, no Peru, uma viagem de três dias pela América Larina marcada pela  ofensiva contra o narcotráfico e o crime organizado . Antes do Peru, Rubio esteve na Colômbia e no Equador.</p>
<p>A agenda também expôs o objetivo da administração de Donald Trump de conter a crescente influência da China na região.</p>
<p>Hoje Rubio se reúne em Lima com a presidente peruana, Keiko Fujimori, em sua primeira visita oficial ao país como chefe da diplomacia americana. O Peru é o mais recente integrante do Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater organizações criminosas transnacionais. A Colômbia também anunciou sua entrada durante a passagem do secretário por Bogotá.</p>
<p>A viagem ocorre em um momento de aproximação política entre Washington e governos conservadores que chegaram recentemente ao poder na América do Sul. Rubio se encontrou com o colombiano Abelardo de la Espriella, que assumiu a Presidência em agosto, com o equatoriano Daniel Noboa e, agora, com Keiko Fujimori, empossada no fim de julho. Os três governos adotam posições mais próximas às defendidas por Trump em temas como segurança, imigração e combate ao narcotráfico.</p>
<h2>Frente contra o narcotráfico</h2>
<p>A segurança foi o principal ponto de convergência da viagem. Na Colômbia, Rubio anunciou o reforço da cooperação com o governo de De la Espriella, que pediu apoio americano para modernizar equipamentos usados no combate ao narcotráfico, incluindo drones, radares e aeronaves.</p>
<p> O presidente colombiano também defendeu um novo programa inspirado no Plano Colômbia, iniciativa lançada no fim dos anos 1990 que recebeu bilhões de dólares em apoio dos Estados Unidos.</p>
<p>No Equador, Rubio anunciou que pedirá ao Congresso americano US$ 45 milhões em recursos adicionais para a segurança do país e confirmou o envio de uma embarcação da Guarda Costeira e cinco barcos interceptadores para a Marinha equatoriana. Washington também pretende destinar US$ 10 milhões para ações contra mineração ilegal, recrutamento por organizações criminosas e operações de financiamento ilícito.</p>
<p>Durante a visita a Quito, Rubio classificou o grupo criminoso Los Tiguerones como organização terrorista estrangeira. </p>
<p>A medida restringe o acesso da organização ao sistema financeiro americano e amplia as possibilidades de ação dos Estados Unidos contra seus integrantes. Segundo o governo americano, o grupo está envolvido com narcotráfico e outras atividades criminosas e ficou conhecido internacionalmente após a invasão de uma emissora de televisão equatoriana durante uma transmissão ao vivo, em 2024.</p>
<p>Rubio também defendeu a estratégia militar americana contra o tráfico de drogas na região. A campanha dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de transportar drogas já matou mais de 220 pessoas em operações realizadas ao longo do último ano, segundo a Reuters. Em Quito, o secretário afirmou que Washington passou a privilegiar operações conjuntas com governos aliados, mas manteve a possibilidade de ataques militares contra embarcações consideradas ameaças.</p>
<p>O secretário americano aproveitou ainda a passagem pelo Equador para fazer críticas à esquerda latino-americana. Questionado sobre o risco de uma reação política às ações de Washington, Rubio afirmou que governos de esquerda "destruíram" países da região e associou esses grupos a organizações ligadas ao narcotráfico.</p>
<p>"Podemos enfrentar essa ameaça em parceria com outros presidentes e outros líderes desta região que pensam da mesma forma", disse Rubio, em uma referência à aproximação dos Estados Unidos com governos que compartilham sua visão sobre segurança.</p>
<h2>Disputa por influência</h2>
<p>Por trás da agenda de segurança, a viagem também serviu para reforçar a disputa de Washington com Pequim pela influência política e econômica na América Latina. Na Colômbia, Rubio tratou de acordos envolvendo minerais críticos e cooperação nuclear civil, enquanto os Estados Unidos pressionam o novo governo a reduzir a dependência de investimentos chineses em setores considerados estratégicos.</p>
<p>No Peru, a questão é ainda mais sensível, já que a China é o principal parceiro comercial do país e possui forte presença em setores como infraestrutura e mineração. Antes de chegar a Lima, Rubio criticou investimentos chineses no país e afirmou que projetos apoiados por Pequim poderiam representar riscos à transparência e à segurança de dados.</p>
<p>A própria escolha dos países visitados reforça esse componente da estratégia americana. Colômbia, Equador e Peru mantêm relações comerciais importantes com a China e, ao mesmo tempo, passaram recentemente a ser governados por líderes de direita mais próximos de Trump. Para Washington, a aproximação em áreas como defesa, energia, tecnologia e infraestrutura também pode funcionar como instrumento para reduzir o espaço ocupado por Pequim na região.</p>
<p>A embaixada chinesa no Peru reagiu à movimentação de Rubio antes da chegada do secretário a Lima. "O hemisfério ocidental não é o 'quintal' de ninguém", afirmou a representação diplomática em uma publicação nas redes sociais.</p>
<p>*Com informações da AFP</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Marco Rubio, secretário de estado dos EUA</media:title>
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