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    <title>Global South World Brasil - Rio de Janeiro</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>TRE-RJ confirma Douglas Ruas (PL) como governador eleito do Rio de Janeiro</title>
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      <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 14:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno. </p>
<p>A decisão ocorreu após o procedimento de retotalização dos votos, determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o indeferimento definitivo e a anulação dos 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no pleito do último domingo (4).</p>
<p>Com o novo cálculo dos votos válidos, Ruas atingiu 50,88% do total, garantindo a eleição sem a necessidade de segundo turno. </p>
<p>Aos 38 anos, ele se torna o governador mais jovem a assumir o Executivo fluminense desde a fusão do antigo Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara, em 1975 – marca que antes pertencia ao próprio Garotinho, que tomou posse aos 38 anos, em 1999.</p>
<p>A sessão de retotalização foi conduzida pelo presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, e contou com a presença dos sete integrantes da Corte, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de agremiações partidárias. O TSE havia formado maioria por cinco votos a dois para anular a votação de Garotinho.</p>
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        <media:credit role="photographer">CHARLES SHOLL</media:credit>
        <media:credit role="provider">Foto: Charles Sholl / Brazil Photo Press via AFP</media:credit>
        <media:title>Douglas Ruas press conference.</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Cinema de rua ganha novas salas e recupera lugares históricos pelo Brasil</title>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 15:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem assistiu a “O Agente Secreto”, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, viu um cinema de rua ocupar papel de destaque na história. Inaugurado em 1952 às margens do rio Capibaribe, no Recife, o Cinema São Luiz é um dos principais cenários do filme estrelado por Wagner Moura.</p>
<p>Fora das telas, cinemas como o São Luiz ajudam a contar outra história. Depois de décadas em que boa parte deles migrou para os shopping centers, mais salas estão surgindo nas ruas de cidades brasileiras, enquanto espaços históricos são recuperados e voltam a receber público.</p>
<p>O exemplo mais recente está em São Paulo. Nesta sexta-feira, 2, a Vila Madalena ganha seu primeiro cinema de rua. Instalado na rua Girassol, o Cine Tutu nasce com 114 lugares e uma proposta que procura aproximar a experiência da tela grande e a vida do bairro.</p>
<p>Na véspera da inauguração oficial, o cinema recebe uma sessão especial do documentário “Naza”, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, que examina as vítimas civis das operações militares de Israel em Gaza e os sistemas por trás dos assassinatos seletivos de palestinos. A programação já está definida e os ingressos para as primeiras sessões estão à venda. Entre os títulos estão “As Dores do Mundo: Hyldon”, sobre a trajetória do cantor e compositor baiano, e “Digger”, com Tom Cruise, que faz um magnata bilionário do petróleo.</p>
<p>Idealizado por Paulo Velasco, também à frente do Cinesala, cinema de rua paulistano, no bairro de Pinheiros, o Tutu ocupa um imóvel originalmente concebido para ser um teatro, mas que permaneceu por anos sem uso. O projeto arquitetônico é de Isay Weinfeld.</p>
<p>A sala tem tela de 8,90 por 3,72 metros, projetor a laser com resolução 4K e som digital Dolby 7.1. As poltronas têm estampa floral e, antes de chegar à sala de exibição, o público atravessa espaços concebidos também para a convivência.</p>
<p>Logo na entrada fica uma unidade do Barouche, café-bar aberto mesmo para quem não vai ao cinema. Há ainda uma arquibancada com almofadas e áreas de estar. A proposta é fazer com que o público permaneça no espaço antes ou depois das sessões.</p>
<p>“O cinema de rua tem uma relação muito particular com a cidade. Você não vai apenas assistir a um filme: sai de casa, atravessa o bairro, encontra pessoas, passa pelo bar, conversa antes ou depois da sessão”, afirma Velasco. A intenção, de acordo com ele, é levar o Cine Tutu faça parte da vida na cidade e “que aproxime diferentes públicos do cinema”.</p>
<p>O Cine Tutu também tem como sócios Alfredo Setubal, sócio da Editora Todavia; Marcos Nisti, empreendedor social, sócio-fundador da Maria Farinha Filmes e vice-presidente do Instituto Alana; e Mariana Lucas, pesquisadora e professora de Cinema e Audiovisual da Faap e especialista em história e teoria do cinema, como investidores e conselheiros da iniciativa.</p>
<p>A programação reunirá produções brasileiras e internacionais, lançamentos, cinema de arte, sessões temáticas e mostras. Já no primeiro mês de funcionamento, o Tutu fará parte do circuito da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asrIo87eu0f0R1aa2.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Com 144 lugares, a sala do Cine Tutu tem assentos com estampa floral."/>
<h2>Salas de diferentes gerações em São Paulo</h2>
<p>A capital paulista mantém cinemas de rua de diferentes épocas e dimensões. O próprio Cinesala funciona em um endereço dedicado ao cinema desde 1962, quando ali foi inaugurado o Cine Fiammetta. Depois de passar por diferentes nomes e administrações, o espaço foi reformado e reaberto como Cinesala em 2014.</p>
<p>Em Perdizes, o Cine LT3 representa uma geração mais recente de pequenos cinemas de bairro. Aberto em 2022 na rua Apinajés, mantém programação de filmes brasileiros e estrangeiros em uma sala de poucas dezenas de lugares.</p>
<p>No centro, o PlayArte Multiplex Marabá preserva um endereço da antiga Cinelândia Paulistana. Inaugurado em 1945, o antigo Cine Marabá nasceu com uma única e enorme sala. Depois de uma reforma, reabriu em 2009 transformado em um complexo de cinco salas.</p>
<p>Outro endereço histórico prepara uma volta ainda mais simbólica. O antigo Cine Copan, no térreo do edifício projetado por Oscar Niemeyer, está fechado há quase quatro décadas e será transformado no Nu Cine Copan.</p>
<p>O espaço terá cerca de 440 lugares, tela LED de 17 metros e sistema de som Dolby Atmos. Neste ano, recebeu temporariamente o espetáculo “Hamlet, sonhos que virão”, antes do início das obras. A reforma começou em maio e tem conclusão prevista para junho de 2027. Só depois dessa etapa o espaço deverá entrar em funcionamento como cinema.</p>
<h2>Rio recupera cinemas de rua</h2>
<p>No Rio de Janeiro, o movimento recente tem outra característica. Em vez de se concentrar na abertura de salas privadas inteiramente novas, a cidade vem recuperando cinemas em diferentes regiões.</p>
<p>Entre eles está o CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras. O endereço estava sem cinema desde 2008 e voltou a funcionar com duas salas.</p>
<p>Também passaram por recuperação ou modernização espaços como o Ponto Cine, em Guadalupe; o Cine Santa, em Santa Teresa; o CineCarioca Penha e o CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão.</p>
<p>A Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) também reabriu sua sala de exibição em março de 2025 após uma ampla modernização, com novos equipamentos de projeção, áudio e iluminação.</p>
<p>As iniciativas fazem parte de um movimento da prefeitura para recuperar cinemas de rua. A RioFilme informa que sete espaços passaram por reformas, reaberturas ou modernizações nos últimos anos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asuNQpkfraHACfGCR.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras, retomou um espaço que estava sem cinema desde 2008."/>
<h2>Uma nova sala em Salvador</h2>
<p>Em Salvador, um dos exemplos mais recentes está longe dos tradicionais circuitos culturais do centro da cidade.</p>
<p>O Cine Lankiana foi inaugurado em janeiro de 2025 no Quilombo do Coqueiro Grande, na região de Cajazeiras. Criado pelo Instituto Audiovisual Mulheres de Odun, tem 48 lugares e programação de produções brasileiras e estrangeiras.</p>
<p>Em setembro, o espaço recebeu parte da programação da Mostra de Cinemas Africanos, com produções de países como Senegal e Quênia.</p>
<p>Com isso, a programação cultural de Salvador ganhou uma nova sala, após a cidade ter perdido grande parte de seus antigos cinemas de rua. Entre os que permanecem está o Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. O endereço abrigou o antigo Cine Guarany, inaugurado em 1919. Depois de fechar em 1998, foi recuperado e voltou a funcionar como complexo cinematográfico em 2008.</p>
<h2>No Recife, o cinema que virou personagem</h2>
<p>A capital pernambucana se destaca pela recuperação de cinemas que fazem parte da memória da cidade. Inaugurado em 1952 na rua da Aurora, o São Luiz se tornou um dos mais emblemáticos cinemas de rua do país. Fechado por mais de dois anos para obras estruturais, reabriu em 2024. Em janeiro deste ano, passou por uma nova intervenção para recuperação do forro, modernização da climatização e melhorias de acessibilidade.</p>
<p>Em julho, voltou a manter sessões permanentes de quarta-feira a domingo. O prédio também passou a abrigar o Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano.</p>
<p>E a relação entre a sala e o cinema ganhou uma nova dimensão com “O Agente Secreto”. Ambientado no Recife de 1977, o filme – que entrou na disputa do Oscar – transformou o São Luiz em parte da própria narrativa. O personagem interpretado por Carlos Francisco trabalha como projecionista, e o interior da sala aparece em momentos importantes da história.</p>
<p>Recife prepara ainda a retomada de outro cinema de rua. O Teatro Apolo, no Recife Antigo, deverá voltar a receber sessões de cinema até o fim de 2026.</p>
<p>O espaço ganhou uma sala de exibição em 1996, mas as sessões foram interrompidas em 2016 por problemas técnicos. O projeto de recuperação prevê obras e novos equipamentos para que o cinema volte a funcionar uma década depois.</p>
<p>Os exemplos de São Paulo, Rio, Salvador e Recife mostram que as salas de cinema oferecem mais do que títulos de filmes: são acessos para uma relação maior com a vida do bairro e da cidade.</p>
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        <media:credit role="provider">Divulgação/ Fran Parente</media:credit>
        <media:title>cine tutu</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Laranjeiras e República estão entre os bairros mais legais do mundo</title>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dois bairros brasileiros estão entre os 40 mais legais do mundo em 2026, segundo  ranking da revista britânica Time Out . Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aparece na 17ª posição, enquanto República, no centro de São Paulo, ocupa o 25º lugar.</p>
<p>O levantamento é liderado por Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, seguido pelo distrito de L'Ocean, em Rabat, no Marrocos, e Neos Kosmos, em Atenas, na Grécia.</p>
<p>Segundo a  Time Out , os bairros foram inicialmente indicados por uma rede internacional de especialistas locais. Depois, um painel de editores avaliou os selecionados a partir de fatores como gastronomia, vida noturna, cultura, negócios locais, qualidade de vida e senso de comunidade para definir a classificação final.</p>
<h2>Laranjeiras é o brasileiro mais bem colocado</h2>
<p>Na 17ª colocação, Laranjeiras é o bairro brasileiro mais bem posicionado na lista. Ao apresentar a região, a revista destaca diferentes períodos de sua história, desde as plantações de laranja que deram origem ao nome até a transformação em área residencial da aristocracia carioca e, posteriormente, em polo da indústria têxtil.</p>
<p>Atualmente, a  Time Out  ressalta as ruas arborizadas, os edifícios residenciais, os bares tradicionais e a oferta cultural. Entre os exemplos está a feira realizada aos sábados na Rua General Glicério, que reúne gastronomia e apresentações de choro.</p>
<p>A revista também aponta mudanças recentes, como a reabertura do Cine Carioca José Wilker após 16 anos, as transformações no Mercadinho São José, a abertura de uma nova livraria e a chegada de restaurantes.</p>
<p>Laranjeiras aparece à frente de bairros de cidades como Chicago, Singapura, Buenos Aires, Mumbai, Lisboa, Nova York, Paris e Londres.</p>
<h2>República ocupa 25º lugar</h2>
<p>Em São Paulo, a República ocupa a 25ª posição. Localizado no centro da capital paulista, o bairro é apresentado pela revista pela combinação de edifícios históricos e modernistas com restaurantes, bares, galerias, livrarias e outros espaços culturais.</p>
<p>Um dos principais pontos citados é o Edifício Copan. O complexo residencial reúne, no térreo, restaurantes como Bar da Dona Onça e Cuia, além de cafés, lojas, livrarias e a galeria Pivô.</p>
<p>A  Time Out  também destaca A Casa do Porco, o Edifício Itália e instituições culturais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade. Outro local mencionado é o recém-inaugurado Espaço República, que reúne estúdios e áreas destinadas a exposições. A vida noturna também aparece entre os atrativos citados.</p>
<p>Morador da região há cerca de 20 anos, o chef e empresário Olivier Anquier considera a inclusão da República no ranking um reconhecimento de um processo que acompanha há duas décadas.</p>
<p>“Faz 20 anos que eu estou esperando esse momento, essa consagração. Quando eu cheguei aqui para morar no Edifício Esther, esse prédio icônico da arquitetura modernista brasileira, eu sabia que esse dia ia chegar”, afirmou.</p>
<p>Anquier também relaciona o reconhecimento internacional  às mudanças observadas no entorno da Praça da República ao longo desse período.</p>
<p>“Fico muito feliz de ter tido essa visão, essa certeza, de ter capinado ao longo desses 20 anos para ajudar a fazer com que a Praça da República, o bairro da República, chegasse a esse reconhecimento internacional”, disse.</p>
<h2>Transformação do centro é vista de formas diferentes</h2>
<p>Ao apresentar o ranking, a Time Out destaca mudanças recentes nos centros urbanos, com a abertura de novas casas de shows, galerias, cafeterias e outros estabelecimentos, além do retorno de trabalhadores a essas regiões.</p>
<p>Para o arquiteto e urbanista Alex Sartori, pesquisador de temas ligados ao desenvolvimento urbano e às transformações do centro de São Paulo, há uma mudança em andamento na região. Ele questiona, no entanto, o uso do termo “revitalização” para definir esse processo.</p>
<p>“Não há dúvidas de que existe uma transformação em curso no centro de São Paulo, mas eu não trato isso por revitalização. Esse termo significa ‘dar nova vida’ ou ‘dar vida novamente’, o que implica que antes não havia vida ou que ela era ruim, e isso não é verdade”, afirmou.</p>
<p>Segundo Sartori, o centro nunca deixou de ser uma área intensamente ocupada e com grande concentração de empregos. Para ele, o que mudou ao longo das últimas décadas foi o perfil das atividades econômicas e dos grupos que ocupam e circulam pelo local.</p>
<p>Com a transferência de sedes de empresas para outros eixos da cidade, como as regiões das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, o centro passou a concentrar mais atividades ligadas ao comércio e aos serviços populares, além de universidades e escritórios de profissionais autônomos, segundo o arquiteto.</p>
<p>“Em uma sociedade tão desigual como a nossa, o que aconteceu com o centro é uma expressão da nossa desigualdade. Só que, quando ela acontece no centro, isso incomoda. Quando acontece na periferia, não vira pauta”, disse.</p>
<p>Na avaliação de Sartori, características urbanas preservadas ao longo das décadas, como a oferta de transporte, os menores tempos de deslocamento e a concentração de atividades comerciais e culturais, voltaram a atrair investimentos.</p>
<p>“O centro aparece como uma reserva de área que mantém qualidades que nunca foram perdidas e que têm sido reforçadas nos últimos anos, como a acessibilidade, os curtos tempos de deslocamento, a densidade de atividades comerciais, culturais, etc”, afirmou.</p>
<p>O arquiteto também questiona os critérios de rankings como o da  Time Out . “Esses rankings não têm critérios objetivos de avaliação e estão misturados com interesses comerciais e imobiliários”, avaliou.</p>
<p>Para Sartori, as mudanças no centro ainda levantam outra discussão: “Quem de fato poderá usufruir dessas melhorias que estão sendo feitas no centro e quem será expulso?”.</p>
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        <media:credit role="provider">Wilfredor/Wikimedia Commons</media:credit>
        <media:title>Vista da Avenida Ipiranga, nas proximidades da Praça da República, no centro de São Paulo.</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Joia da arquitetura barroca, Igreja de Ouro do Rio abrirá para visitação aos sábados</title>
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      <pubDate>Wed, 26 Aug 2026 21:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma das joias mais importantes da arte barroca e do rococó no Brasil, a famosa Igreja do Ouro do Rio, localizada no Largo da Carioca, abrirá para visitação aos sábados a partir de outubro. Hoje, quem quiser conhecer a formidável construção – que faz parte de um conjunto arquitetônico cuja história remonta ao início do século XVII – só pode fazer visitas de segunda a sexta-feira.</p>
<p>Apesar dessa limitação, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, o nome oficial, recebe em torno de quatro mil pessoas por mês. No local, também está o Museu Sacro Franciscano, criado em 1933. O ingresso comum para conhecer os dois espaços custa R$ 30. E há uma visita mediada, que acontece na segunda terça-feira do mês, com valor de R$ 50. Ainda não há informações sobre valores para visitação aos sábados.</p>
<p>A decisão sobre a abertura permitirá que o passeio pelo conjunto arquitetônico e, em especial, pela igreja – cujo interior é quase inteiramente revestido por talhas de cedro cobertas com folhas e partículas de ouro – seja integrado ao circuito turístico do Rio de Janeiro.</p>
<p>Outra medida que poderá tornar a Igreja do Ouro uma parada turística nos passeios de sábado é a reabertura da rampa de acesso ao Morro de Santo Antônio, fechada há décadas. O conjunto arquitetônico é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/askGl2n5tVMfOr1OA.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, o nome oficial, recebe 4 mil pessoas por mês."/>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Facebook / Museu Sacro Franciscano</media:credit>
        <media:title>igreja-do-ouro-rio</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Vendaval que atingiu SP e RJ deixa cinco mortos e um desaparecido</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/vendaval-que-atingiu-sp-e-rj-deixa-cinco-mortos-e-um-desaparecido-vendaval-devastador-em-sp-e-rj-deixa-5-mortos-e-1-desaparecido-ventos-fortes-seguem-nesta-quinta</link>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 14:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O avanço de uma frente fria que atinge São Paulo e o Rio de Janeiro deixou, até o momento, cinco mortos, dezenas de feridos e um desaparecido. Os estragos ainda são sentidos por moradores dos dois estados na manhã desta quinta-feira, 30, dia seguinte do ápice dos vendavais.</p>
<p>No estado de São Paulo, três pessoas morreram. Em Santos, litoral paulista, um homem em situação de rua foi a óbito após ser atingido por uma árvore na avenida Almirante Cochrane, no bairro Estuário. Em Cesário Lange, na região metropolitana de Sorocaba, foi registrada outra morte decorrente de queda de árvore. A terceira  ocorreu em São Sebastião, no litoral norte, após um barco naufragar no canal entre a cidade e Ilhabela, na altura do bairro Cigarras. Cinco pessoas estavam a bordo – dos quatro sobreviventes, dois tiveram hipotermia. Ao todo, são dez feridos no estado.</p>
<p>As rajadas mais fortes do estado foram registradas no interior: 124,9 km/h em Itaporanga e Itaí, 117 km/h em Taquarituba e entre 111 e 113 km/h em Santos e Itanhaém, segundo a Defesa Civil. </p>
<p>Segundo o mapa de falta de energia da Enel, consultado às 10h21 desta quinta-feira, 9.372 clientes estavam sem energia no estado, o equivalente a 0,10% da base de consumidores.</p>
<p>No Rio, duas pessoas morreram após a queda de um muro na rua Itapuiru, em Santa Teresa, zona sul da capital. Equipes de resgate seguem à procura de um pescador desaparecido em Tarituba, na região de Mambucaba, em Angra dos Reis.</p>
<p>A Prefeitura do Rio decretou Estágio 2 de atenção, nível que indica risco de ocorrências de alto impacto. O Corpo de Bombeiros atendeu dezenas de chamados relacionados a quedas de árvores, desabamentos e salvamentos.</p>
<p>O maior registro de vento no estado foi de 105,5 km/h no aeroporto do Galeão, entre 16h e 17h. O temporal interrompeu as três linhas do metrô às 16h40, suspendeu as operações do Aeroporto Santos Dumont às 16h52, causando fechamento da pista durante toda a noite, e obrigou o desvio de ao menos quatro voos que tentavam pousar no Galeão.</p>
<p>No Rio, parte da população segue sofrendo com a queda de energia elétrica. A concessionária Light chegou a colocar no ar um site de monitoramento de ocorrências, que mostrou números próximos de 400 mil clientes sem luz antes de sair do ar horas depois. </p>
<p>A empresa afirmou que a página era um teste e que só voltará a funcionar a partir de 1º de agosto. Segundo o portal de monitoramento da Aneel, o número de clientes afetados no Rio chegou a 1.577.977 às 21h de quarta. </p>
<p>A frente fria que provocou o vendaval ainda não deixou São Paulo e o Rio. O Inmet prevê rajadas de até 50 km/h nos dois estados ao longo desta quinta, enquanto a frente fria avança para o oceano.</p>
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        <media:title>ventanias-litoral</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como o novo PAC Periferia Viva planeja revitalizar três das maiores favelas do Rio</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-o-novo-pac-periferia-viva-planeja-revitalizar-tres-das-maiores-favelas-do-rio</link>
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      <pubDate>Mon, 20 Jul 2026 21:34:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um dos símbolos recentes do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, o teleférico, teve obras retomadas recentemente. Foi o que reportou o jornal Voz das Comunidades, baseado na região, em suas redes sociais, dizendo que o equipamento é mais do que transporte: “representa mobilidade, acesso e valorização de um território que merece investimento e respeito”.</p>
<p>Inaugurado em 2011, o teleférico estava contemplado nas obras do PAC dirigido às comunidades e apresentado em 2008 pela então presidente Dilma Rousseff. Ele foi desativado em 2016 e foi se deteriorando no período. A expectativa agora é que ele seja reativado no segundo semestre deste ano, provavelmente após outubro, quando acontece o primeiro turno das eleições gerais.</p>
<p>Outras novidades prometem chegar ao Complexo do Alemão. Ele é um dos três focos do novo PAC Periferia Viva, anunciado pelo governo federal em junho. Os investimentos para revitalizar três das maiores comunidades do Rio de Janeiro – Alemão, Favela da Maré e Rocinha – superam R$ 700 milhões.</p>
<p>As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e melhorar a qualidade de vida da população das periferias.</p>
<p>No Complexo do Alemão, o projeto prevê a construção de 162 unidades habitacionais e a implantação de redes de esgoto, abastecimento de água, energia elétrica e iluminação pública. Também estão programadas obras de pavimentação e drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária. Outras 140 residências receberão melhorias de até R$ 40 mil por imóvel, executadas pelo Instituto Raízes em Movimento.</p>
<p>O PAC contempla ainda a construção de um campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro, com 15 salas de aula, laboratórios, oficinas, espaços multiuso, ginásio, restaurante, auditório e biblioteca.</p>
<p>Já na Favela da Maré, as intervenções incluem a construção de um parque linear em uma área atualmente degradada e a implantação de um ecoponto para o recebimento e a destinação adequada de resíduos. As ações combinam recuperação ambiental, criação de espaço público e melhoria da gestão do lixo na comunidade.</p>
<p>Na Rocinha, as intervenções abrangerão cerca de 280 mil metros quadrados e deverão beneficiar aproximadamente 10 mil famílias. O plano inclui abertura de ruas, obras de água, esgoto, drenagem e urbanização, além de um terminal de transporte de cerca de 3 mil metros quadrados e da requalificação de 9 mil metros quadrados do Parque Ecológico da Rocinha. As propostas ainda serão debatidas com os moradores antes da definição do plano de ação.</p>
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