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    <title>Global South World Brasil - Prevenção</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Duas horas ao ar livre por dia ajudam a proteger os olhos das crianças</title>
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      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 10:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Trocar parte do tempo diante das telas por brincadeiras, caminhadas e esportes ao ar livre pode ajudar a preservar a saúde dos olhos de crianças e adolescentes. A recomendação faz parte de uma cartilha elaborada pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) diante do aumento da miopia entre os mais jovens.</p>
<p>Indicada para famílias, escolas e profissionais de saúde, a cartilha “Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos” estabelece como meta pelo menos duas horas ao ar livre por dia e destaca o contato com a luz natural como fator de proteção para a saúde dos olhos. Não é exigida uma atividade específica: brincar, andar, praticar esportes ou simplesmente passar mais tempo em contato com a natureza entram na conta.</p>
<p>A recomendação está alinhada às  evidências reunidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) . A entidade afirma que passar pelo menos 90 minutos ao ar livre durante o dia é uma das medidas que podem retardar o aparecimento e desacelerar a progressão da miopia em crianças. </p>
<p>A miopia é um erro de refração que dificulta enxergar com nitidez objetos distantes. Isso acontece porque a luz que entra no olho é focalizada antes da retina, em vez de diretamente sobre ela. A condição, que também tem componente genético, costuma surgir na infância e pode avançar ao longo dos anos.</p>
<p>A OMS estima que o número de pessoas com miopia pode chegar a 3,36 bilhões em 2030. Fatores relacionados ao estilo de vida, como a maior exposição a atividades intensivas de visão de perto estão entre as causas do crescimento do problema. </p>
<h2>Quanto tempo de tela por idade</h2>
<p>Além de estimular atividades ao ar livre – evitando os horários com picos de sol e usando proteção nas crianças –, a cartilha recomenda reduzir a exposição às telas, especialmente entre meninos e meninas pequenos.</p>
<p>Os limites são os seguintes:</p>
<p> A cartilha traz mais duas dicas: fazer intervalos regulares durante atividades que exijam muito a visão de perto e, quando for necessário usar dispositivos eletrônicos, evitar deixá-los muito próximos dos olhos.</p>
<p>Outra orientação das entidades é cuidar da visão desde a infância e manter consultas periódicas com o oftalmologista, especialmente porque alterações visuais podem passar despercebidas pela própria criança.</p>
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        <media:credit role="provider">Unsplash/ Mieke Campbell</media:credit>
        <media:title>criancas-oculos</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Setembro Lilás: é possível prevenir o Alzheimer e outros tipos de demência?</title>
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      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 16:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Este mês entidades médicas e de pacientes concentram esforços em uma campanha para falar mais sobre Alzheimer e outros tipos de demência. É o  Setembro Lilás , uma ação que tem como ápice o 21 de setembro, dia mundial de conscientização da doença. No mundo, cerca de 57 milhões de pessoas vivem com demência, um conjunto de sinais e sintomas relacionados a prejuízos nas habilidades cognitivas, incluindo raciocínio, linguagem e memória.</p>
<p>De acordo com a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer), cerca de 10 milhões de novos casos são registrados a cada ano, o que equivale a um novo diagnóstico a cada três segundos no planeta.</p>
<p>No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, realizado em 2024 pelo Ministério da Saúde junto com a Universidade Federal de São Paulo, indica que cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais vive com demência, o que representa aproximadamente 2,71 milhões de pessoas. As projeções calculam que, até 2050, esse número poderá alcançar 5,6 milhões de brasileiros, evidenciando a necessidade de políticas públicas que atendam a essa crescente demanda.</p>
<p>Da população brasileira que vive com demência, entre 70% e 80% têm Alzheimer, aponta a médica geriatra Yngrid Dieguez Ferreira, coordenadora das disciplinas de geriatria e cuidados paliativos da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Alzheimer é a forma mais comum de demência e é caracterizada por alterações no cérebro que causam danos aos neurônios.</p>
<p>Na campanha Setembro Lilás deste ano, organizada pela Febraz (Federação Brasileira das Associações de Alzheimer), o tema é “Alzheimer: o diagnóstico importa. Quanto mais cedo você souber, mais poderá fazer”. Informação faz realmente muita diferença quando se trata de prevenção, diagnóstico e tratamento. E isso leva à pergunta: afinal, é possível prevenir a demência?</p>
<p>Embora ainda não exista cura para o Alzheimer e para outros tipos de demência, uma parte dos casos pode ser prevenida ou adiada. Isso não significa que exista uma maneira de garantir que uma pessoa nunca desenvolverá a doença. Idade e predisposição genética estão entre os elementos que participam do aparecimento desses problemas.</p>
<p>Porém, existem fatores de risco sobre os quais é possível agir ao longo da vida. Um estudo publicado em 2025 na revista científica  The Lancet Regional Health – Americas  estimou que 59,5% dos casos de demência no Brasil estão associados a 14 fatores de risco modificáveis. A redução desses fatores poderia, portanto, evitar ou adiar uma parcela dos casos na população.</p>
<p>Estão entre eles baixa escolaridade, perda auditiva, colesterol LDL elevado, depressão, traumatismo craniano, sedentarismo, diabetes, tabagismo, hipertensão, obesidade, consumo excessivo de álcool, isolamento social, poluição do ar e perda de visão não tratada.</p>
<p>De acordo com Yngrid, há diversas estratégias que ajudam a preservar a cognição ao longo do envelhecimento. Muitas delas envolvem justamente o controle dos fatores de risco.</p>
<p>Isso quer dizer: controle adequado de doenças crônicas, principalmente diabetes, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia (alteração nos níveis de gorduras no sangue, como colesterol e triglicerídeos); alimentação saudável; atividade física; socialização (“a interação com amigos e familiares estimula continuamente o cérebro”, explica a geriatra); e detecção precoce da perda auditiva e seu tratamento, entre outras medidas.</p>
<h2>Novos medicamentos retardam a evolução do Alzheimer</h2>
<p>Quanto ao tratamento, a médica esclarece que ainda não há abordagens curativas. Além dos medicamentos usados para controlar sintomas, surgiram recentemente terapias que buscam interferir nos mecanismos da própria doença. Entre elas estão as terapias anti-amiloides.</p>
<p>São medicamentos desenvolvidos para agir sobre uma das alterações características do Alzheimer: o acúmulo, no cérebro, de uma proteína chamada beta-amiloide. Essa proteína pode formar placas entre os neurônios, associadas ao processo de degeneração provocado pela doença. As terapias anti-amiloides ajudam a reduzí-las.</p>
<p>No Brasil, há atualmente dois medicamentos desse tipo registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o donanemabe, aprovado em abril de 2025, e o lecanemabe, liberado em dezembro passado.</p>
<p>Segundo Yngrid, eles retardam a evolução da doença e mantêm o paciente mais funcional por mais tempo. No entanto, são terapias indicadas apenas para um grupo seleto de pacientes, com comprometimento cognitivo leve ou demência de Alzheimer leve. Antes de iniciar o tratamento, são necessários exames para confirmar se o paciente apresenta as alterações cerebrais sobre as quais esses medicamentos atuam e avaliar se a terapia é adequada para ele.</p>
<h2>Alertas e prevenção</h2>
<p>A campanha Setembro Lilás 2026  preparou um site repleto de informações abordando sintomas e maneiras de diminuir o risco de demência, além de desfazer mitos em relação à doença.  </p>
<h2>Atenção a estes sinais:</h2>
<p>• Esquecer com frequência informações recentes, compromissos ou conversas, a ponto de prejudicar a rotina.</p>
<p>• Fazer a mesma pergunta várias vezes, mesmo depois de receber a resposta.</p>
<p>• Ter dificuldade para realizar tarefas conhecidas, como cozinhar, pagar contas ou usar aparelhos.</p>
<p>• Perder-se em lugares conhecidos ou se confundir com datas, horários e trajetos.</p>
<p>• Ter dificuldade para encontrar palavras, esquecer nomes de objetos, interromper frases ou não conseguir acompanhar conversas.</p>
<p>• Apresentar mudanças de humor ou comportamento, como irritabilidade, apatia, desconfiança, ansiedade ou retraimento sem motivo claro.</p>
<p>• Ter mais dificuldade para tomar decisões, organizar tarefas, resolver problemas ou lidar com dinheiro.</p>
<p>• Perder o interesse por encontros, hobbies, compromissos ou atividades que antes davam prazer.</p>
<p>• Passar a precisar de ajuda em situações que antes realizava com independência.</p>
<p>Apresentar um desses sinais não significa necessariamente ter demência. As alterações, porém, indicam a necessidade de procurar avaliação profissional.</p>
<h2>Medidas para reduzir o risco de demência</h2>
<p>• Controlar a hipertensão, a diabetes e o colesterol.</p>
<p>• Praticar atividade física regularmente.</p>
<p>• Parar de fumar.</p>
<p>• Evitar o consumo excessivo de álcool.</p>
<p>• Identificar e tratar a perda auditiva.</p>
<p>• Identificar e tratar problemas de visão.</p>
<p>• Cuidar da saúde mental, incluindo a identificação e o tratamento da depressão.</p>
<p>• Manter vínculos sociais e participar de atividades de convivência.</p>
<p>• Ter acesso à educação e continuar aprendendo ao longo da vida, o que contribui para fortalecer a chamada reserva cognitiva, capacidade do cérebro de lidar melhor com alterações e danos.</p>
<p>Nem todos os fatores de risco dependem de escolhas individuais. Condições sociais, ambientais e de acesso à saúde também influenciam o risco de demência, e a proteção da saúde cerebral deve ocorrer ao longo de toda a vida.</p>
<h2>Mitos sobre Alzheimer e outras demências</h2>
<p>“Demência é uma consequência natural do envelhecimento”</p>
<p>A demência não faz parte do envelhecimento normal. Considerar alterações importantes de memória e outras capacidades cognitivas apenas como consequência da idade pode atrasar a procura por ajuda e o diagnóstico.</p>
<p>“Pessoas com demência são incapazes”</p>
<p>Pessoas nos estágios inicial ou moderado podem manifestar suas necessidades e desejos e participar das decisões sobre o próprio tratamento e outros aspectos da vida.</p>
<p>“A pessoa com demência não precisa saber do diagnóstico”</p>
<p>A pessoa deve ser informada de forma cuidadosa para que possa participar das decisões, preservar sua autonomia, aderir ao tratamento e se preparar para as mudanças provocadas pela doença.</p>
<p>“Pessoas com demência são teimosas ou rebeldes”</p>
<p>Comportamentos interpretados dessa maneira podem estar relacionados à tentativa de preservar a autonomia diante das limitações impostas pela doença.</p>
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        <media:title>prevencao-demencia</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pesquisa de polipílula para prevenir o AVC busca voluntários</title>
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      <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 15:20:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma  polipílula , medicamento que reúne  três substâncias em uma única formulação , está no centro de uma  pesquisa com foco na prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC) . O comprimido reúne remédios para hipertensão e colesterol, dois dos principais fatores de risco para a doença. Desde 2025, o  Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, em parceria com o Ministério da Saúde, conduz um estudo com voluntários para avaliar a eficácia da abordagem.  Mas ele precisa de mais participantes.</p>
<p>O objetivo é reunir  8,5 mil pessoas, que serão acompanhadas por médicos entre três e quatro anos.  Os pesquisadores procuram por  homens e mulheres com idades entre 50 e 75 anos que nunca tiveram AVC ou infarto e que não façam uso de medicamentos para colesterol, hipertensão ou diabetes.</p>
<p>Coordenado pela  neurologista Sheila Martins , chefe do serviço de neurologia e neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, o estudo Promote testa a combinação de rosuvastatina 10 mg, indicada para reduzir o colesterol, e valsartana 80 mg e amlodipina 5 mg, usados contra a pressão alta. </p>
<p>A proposta da polipílula é tornar o tratamento mais simples e prático, facilitando a adesão dos pacientes, além de antecipar os cuidados com a saúde cerebral e cardiovascular.</p>
<p>A pesquisa também avalia estratégias para mudança de hábitos que são fatores de risco para o AVC, caso de fumo, obesidade, sedentarismo e alimentação não saudável.</p>
<p>Já foi realizada uma  primeira fase de testes em humanos, considerada bem-sucedida. Ela envolveu 370 pessoas em Porto Alegre, entre 2020 e 2023.  O projeto, que tem a parceria do ministério via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), conta com outros centros para ampliar o atendimento.</p>
<p>O recrutamento de participantes e o acompanhamento ocorrem em  14 centros de AVC distribuídos por São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Acre, além do Rio Grande do Sul. Outros centros em todo o país serão incluídos.</p>
<p>"Quanto maior o número de participantes, mais robustas serão as evidências geradas e maior o potencial de orientar futuras políticas públicas de prevenção", afirmou a coordenadora para a  Agência Brasil .</p>
<h2>Como é o estudo</h2>
<p>Os voluntários selecionados serão sorteados e divididos em dois grupos. Um irá usar a polipílula e o outro vai receber placebo, que é uma polipílula sem a medicação ativa. </p>
<p>Ao longo de três anos, em média,  será avaliado se esse tratamento reduz o risco de AVC, demência ou piora da memória. E, como desfecho secundário, a pesquisa vai comparar se foi reduzido também o risco de infarto, insuficiência cardíaca e morte por doença circulatória.</p>
<p>As informações sobre o processo de participação na pesquisa podem ser obtidas pelo telefone ou  WhatsApp (51) 99935-6911. </p>
<h2>Aplicativo para medir riscos</h2>
<p>O projeto tem um aplicativo, o Riscômetro, que permite ao paciente calcular o risco de ter um AVC, um infarto ou uma doença circulatória e aprender a monitorar a redução dos fatores que predispõe ao problema.  O app foi criado na Universidade da Nova Zelândia e traduzido em 30 línguas, inclusive português.</p>
<p>“Uma coisa importante na fase inicial do estudo foi que as pessoas, usando o aplicativo, puderam mudar seu estilo de vida. Aumentaram a atividade física, por exemplo. Isso é maravilhoso. Elas recebiam mensagens lembrando de fazer atividade física. Quem fumava, parou de fumar. Então, isso motiva as pessoas a mudar para também reduzir o risco”, contou Sheila.</p>
<h2>Alerta no Brasil e no mundo</h2>
<p>O AVC é  a principal causa de morte no Brasil.  De acordo com dados do Portal da Transparência do Registro Civil,  89.490 pessoas morreram em decorrência da doença no ano passado.  </p>
<p>Em termos globais, a Organização Mundial do AVC estima que  o número de mortes pode crescer até 50% nas próximas décadas , passando de 6,6 milhões de óbitos, em 2020, para cerca de 9,7 milhões, em 2050. </p>
<p>Para a Agência Brasil, a neurologista destacou que  90% dos casos podem ser prevenidos se houver controle dos principais fatores de risco. E o mais importante deles é a hipertensão. </p>
<p>A pressão alta começa a aumentar o risco de AVC a partir de 115 milímetros de mercúrio (mmHg) de sistólica, que é a pressão máxima, e 75 mmHg de diastólica (pressão mínima). A partir daí, quanto maior a pressão, maior o risco.</p>
<p>A pressão arterial sistólica (PAS) se refere à pressão do sangue no momento que o coração se contrai para impulsionar o fluído para as artérias. Já a pressão arterial diastólica (PAD) ocorre no início do ciclo cardíaco e se refere à capacidade de adaptação ao volume de sangue que o coração ejetou. A leitura da pressão arterial é medida por milímetros de mercúrio (mmHg).</p>
<p>Sheila explicou que, normalmente, o que se faz é orientar as pessoas que têm a pressão levemente aumentada a mudar o estilo de vida, diminuir sal na alimentação, fazer atividade física e não abusar do álcool. A médica disse que só a partir de 140 x 90 também é prescrita medicação.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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        <media:title>raio-x-cérebro</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>SUS inclui teste não invasivo que moderniza rastreamento de câncer de intestino</title>
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      <pubDate>Wed, 12 Aug 2026 15:20:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em sua lista de procedimentos oferecidos à população, o SUS incluiu um exame não invasivo que pode ajudar na prevenção do câncer de intestino, o segundo mais frequente no Brasil quando se analisam os tumores que atingem homens e mulheres. Chamado de Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês), ele passa a ser referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, ele apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.</p>
<p>O teste é simples e detecta sangue oculto nas fezes. O exame já existe em laboratórios particulares. Anunciado em maio pelo ministério, ele entrou na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde nesta semana. O governo tem até 180 dias para efetivamente disponibilizar o exame na rede pública.</p>
<p>A expectativa é ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Na estratificação por gênero, entre os homens, o câncer mais frequente é o de próstata; enquanto o de mulheres é o de mama.</p>
<p>A estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) é de 53,8 mil novos casos de tumores de intestino no país por ano.</p>
<h2>Como funciona o FIT?</h2>
<p>O novo método disponibilizado pelo SUS é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.</p>
<p>Diferentemente dos exames tradicionais (um método químico) para identificar sangue oculto, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar a hemoglobina humana presente nas fezes, o que aumenta a precisão do teste.</p>
<p>O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia. Ela é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.</p>
<p> Segundo o Ministério da Saúde, entre as principais vantagens do FIT estão:</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Epidemia de Aids pode retornar; Brasil teve aumento de novos casos em 15 anos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/epidemia-de-aids-pode-retornar</link>
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      <pubDate>Tue, 28 Jul 2026 11:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostra que há risco de a epidemia ressurgir. O estudo aponta que a redução do financiamento internacional e cortes nos serviços comunitários e de prevenção em vários países estão entre os fatores que podem levar a esse retorno.</p>
<p>Os dados foram apresentados na 26ª Conferência Internacional de Aids, que acontece no Rio de Janeiro até a sexta-feira, 31.</p>
<p>Segundo o relatório, em 2025, houve 1,2 milhão de novas infecções por HIV no mundo. Em 2010, esse número foi de 2,1 milhões. Isso representa uma queda de 42% no período.</p>
<p>Em relação às mortes relacionadas à Aids, entre 2010 e 2025, o número anual caiu de 1,3 milhão para 570 mil, uma redução de 57%.</p>
<p>De acordo com o Unaids, registros de novos casos e de mortes relacionadas à Aids estão nos níveis mais baixos dos últimos 30 anos.</p>
<p>Mas a resposta ao avanço da síndrome não é igual na análise por países. Ou seja, os esforços para acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030 – meta do programa – estão sob risco, “a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam abordadas”, como ressalta o Unaids.</p>
<p>Os índices de novas infecções por HIV, no período entre 2010 e 2025, aumentaram em três regiões (América Latina, 25%; Oriente Médio e norte da África,78%; e Europa Oriental e Ásia Central, 17%).</p>
<p>Na relação dos países, sob essa análise, 21 países tiveram aumento superior a 20%. Entre eles, o Brasil.</p>
<p>Por outro lado, sete nações alcançaram uma redução de aproximadamente 80% nas novas infecções desde 2010. A meta é chegar a 90% em 2030. Os sete países são: Benin, Eswatini (antiga Suazilândia), Quênia, Lesoto, Nepal, Ruanda e Zimbábue.</p>
<p>Além disso, 11 nações atingiram as metas de tratamento “95-95-95”. O conceito significa: 95% das pessoas que vivem com HIV sabem que estão infectadas; 95% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento com antirretrovirais; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida, condição que preserva a saúde e reduz o risco de transmissão a níveis próximos de zero.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as0uEnM6TFLdUQ5sD.png?width=800&height=600&quality=75" alt="O infográfico mostra a evolução dos quadros de novas infecções de HIV."/>
<h2>Brasil amplia acesso à profilaxia preventiva</h2>
<p>Apesar de estar na lista dos países que registraram aumento das novas infecções desde 2010, o Brasil tem números positivos em outra frente. O relatório indica que aumentou em 41% o número de pessoas que utilizaram PrEP (profilaxia pré-exposição) ao HIV pelo menos uma vez no ano, passando de 165 mil em 2024 para 233 mil em 2025. Esse crescimento é um exemplo de expansão da prevenção, em contraste com países que sofreram forte redução no acesso a esse tipo de profilaxia devido aos cortes de financiamento.</p>
<p>PrEP é um tratamento preventivo com medicamentos antirretrovirais destinado a pessoas sem HIV, mas com maior risco de infecção. Quando tomada corretamente, reduz de forma significativa a chance de adquirir o vírus.</p>
<h2>Cortes no financiamento ameaçam contenção de epidemia</h2>
<p>Como o relatório demonstra, o financiamento internacional para o HIV proveniente de diversos países caiu mais de US$ 1,5 bilhão, passando de US$ 8,8 bilhões em 2024 para US$ 7,3 bilhões em 2025, uma redução de 18% e o menor nível registrado em quase duas décadas.</p>
<p>O documento ressalta que os serviços de prevenção ao HIV eram amplamente financiados por recursos internacionais. Na África Subsaariana, 83% do financiamento para prevenção veio de apoio externo.</p>
<p>Na ausência do apoio de países e organismos doadores e sem investimentos domésticos mais robustos, os serviços de prevenção e a prestação de serviços de HIV liderados por comunidades correm risco de colapso.</p>
<h2>OMS: nove milhões de pessoas no mundo sem tratamento</h2>
<p>No mesmo dia da apresentação do relatório, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que, até o fim de 2025, cerca de 32 milhões de pessoas vivendo com HIV recebiam tratamento.</p>
<p>Mas nove milhões ainda não têm acesso à terapia preconizada pelas autoridades sanitárias. Outro ponto destacado pela OMS é que as novas infecções continuam aumentando em várias regiões, sobretudo entre populações-chave, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans e pessoas privadas de liberdade.</p>
<h2>Quais são os novos medicamentos de prevenção?</h2>
<p>Apesar dos desafios, o Unaids afirma que a ciência oferece uma oportunidade inédita para melhorar o controle da epidemia. Começa a chegar ao mercado uma nova geração de medicamentos de longa duração, indicados para prevenir a infecção pelo HIV em pessoas que não têm o vírus, mas apresentam maior risco de exposição. Um deles é o cabotegravir, aplicado por injeção a cada dois meses e já recomendado pela OMS.</p>
<p>Outro é o lenacapavir, aplicado por injeção apenas duas vezes ao ano. Em estudos clínicos, ele demonstrou um nível de proteção contra o HIV comparável ao das vacinas, embora não funcione como uma vacina tradicional.</p>
<p>Para o programa da ONU, o principal desafio deixou de ser o desenvolvimento dessas tecnologias e passou a ser garantir sua produção em escala e o acesso equitativo, especialmente nos países de baixa e média renda.</p>
<p>No Brasil, uma dessas inovações pode chegar ao SUS. Na segunda-feira, 27, o Ministério da Saúde informou que enviará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) o pedido para incluir o cabotegravir, da ViiV Healthcare, empresa controlada majoritariamente pela GSK. O governo teria acertado com o laboratório um “valor adequado” para a compra (os números não foram revelados).</p>
<p>Já o lenacapavir, da Gilead Sciences, ficou de fora. O medicamento custa cerca de US$ 28,2 mil por pessoa ao ano nos Estados Unidos — aproximadamente R$ 136 mil —, mas ainda não tem preço comercial oficial no país. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a fabricante recusou a proposta do governo mesmo após o Brasil aceitar pagar até dez vezes o preço oferecido a nações como Indonésia e Tailândia.</p>
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        <media:title>HIV</media:title>
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      <title>Banco de dados reunirá iniciativas para prevenir a violência contra a mulher</title>
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      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 20:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Programas que deram resultado no combate à violência contra a mulher em diferentes regiões do Brasil passarão a integrar uma base nacional de consulta pública. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.466, publicada nesta sexta-feira, 10, no Diário Oficial da União, que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher.</p>
<p>A proposta é reunir, em uma única plataforma, experiências desenvolvidas por governos, instituições e organizações da sociedade civil que possam servir de referência para estados e municípios. A expectativa é facilitar o compartilhamento de estratégias já testadas, fortalecer políticas públicas e estimular a adoção de iniciativas bem-sucedidas em diferentes partes do país.</p>
<p>O banco será organizado e administrado pelo governo federal. As informações serão públicas e deverão ser atualizadas pelo menos uma vez por ano. Entre os dados disponíveis estarão o nome do programa ou projeto, o ano de início, os órgãos e entidades responsáveis, os locais onde a iniciativa foi implementada e o perfil do público atendido.</p>
<p>A nova lei também prevê que seminários, reuniões técnicas, pesquisas e levantamentos de dados contribuam para ampliar continuamente o conteúdo da plataforma, permitindo que ela funcione como um repositório nacional de experiências voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.</p>
<p>A medida teve origem no Projeto de Lei 6.113/2023, de autoria do deputado federal Duda Ramos (Podemos-RR). A sanção ocorre em um contexto de persistência da violência de gênero no país. Segundo o Ministério da Justiça, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, reforçando a necessidade de ampliar e aperfeiçoar as políticas de prevenção e proteção.</p>
<p>Em fevereiro, o governo federal lançou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que reúne os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para coordenar ações de prevenção da violência contra mulheres, ampliar a proteção às vítimas, fortalecer a responsabilização de agressores e integrar políticas públicas em todo o país.</p>
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        <media:title>Manifestação-feminina</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Um em cada quatro brasileiros não sabe que é possível prevenir o câncer</title>
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      <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O câncer é uma das doenças mais estudadas pela medicina e uma das mais abordadas na mídia. Ainda assim, um em cada quatro brasileiros ignora que existe prevenção para certos tipos de tumores malignos. O dado faz parte do relatório “ Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer” , recentemente divulgado.</p>
<p>Realizado pelas entidades Vital Strategies e Umane, focadas em saúde pública, com parceria técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estudo contempla entrevistas com 6.566 brasileiros acima de 18 anos, entre setembro e outubro de 2025, por meio de um questionário digital. A amostra foi ponderada para representar a população adulta, utilizando dados do Censo 2022 do IBGE e da Pesquisa Nacional de Saúde.</p>
<p>Os resultados revelam que 99,1% da população conhece ou já ouviu falar da doença. Entretanto, apenas 27% não sabem que o câncer pode ser prevenido. Essa lacuna é preocupante porque até 40% dos casos poderiam ser evitados por meio de mudanças no estilo de vida e na redução da exposição a fatores de risco.</p>
<p>Entre os perigos que podem levar ao aparecimento desse mal, o papel do tabagismo é amplamente conhecido, com 90,5% das respostas. Em seguida, estão herança genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%).</p>
<p>No entanto, fatores relacionados ao estilo de vida apresentam menor reconhecimento, como o excesso de peso (54,1%), o consumo de bebidas adoçadas (55,3%), a baixa ingestão de frutas e verduras (53,3%) e uma dieta baseada em carne vermelha (27,5%).</p>
<p>A crença de que a doença depende apenas de herança genética e a falta de informações sobre prevenção podem desestimular a adoção de hábitos saudáveis e levar à redução da adesão a programas de rastreamento.</p>
<p>Há mais mitos influenciando a percepção dos brasileiros quanto à doença. De acordo com o estudo, 61,3% acreditam, de forma equivocada, que o uso de suplementos de vitaminas e minerais reduz o risco de câncer.  Por outro lado, quatro em cada dez pessoas não sabem que o aleitamento materno é fator de proteção para o câncer de mama, um efeito benéfico que se amplia quanto mais tempo a mãe amamentar o filho.</p>
<h2>Desconhecimento entre os mais jovens</h2>
<p>Outro ponto destacado pelo relatório é que jovens e pessoas com menor renda apresentam menor conhecimento sobre fatores de risco e, ao mesmo tempo, maior exposição a comportamentos prejudiciais à saúde. Na faixa entre 18 e 24 anos, apenas 39,9% sabem que o sedentarismo é um fator de risco. No grupo entre 25 e 59 anos, esse percentual é de 50,7%. O percentual sobe para 54,8% entre os maiores de 60 anos.</p>
<p>Na análise pela renda, apenas 45,5% dos brasileiros que recebem até R$ 2 mil por mês associam o sedentarismo ao risco de câncer, índice que sobe para 59,6% entre aqueles com rendimento superior a R$ 10 mil. No caso de bebidas alcoólicas, 68,2% da faixa de menor renda reconhecem o consumo como fator de risco, contra 82,7% entre os mais ricos.</p>
<p>Vale ressaltar que o álcool é um importante fator de risco. Mas cerca de três em cada dez brasileiros reconhecem essa associação.</p>
<p>O estudo enfatiza que muitos cânceres podem ser prevenidos por meio de hábitos saudáveis, como: manter peso adequado; praticar atividade física regularmente; consumir frutas, legumes e verduras; reduzir alimentos ultraprocessados; diminuir o consumo de carnes processadas e carne vermelha; evitar bebidas alcoólicas; não fumar; e prevenir a infecção pelo HPV (a vacinação contra o vírus, disponível no SUS, é uma medida altamente eficaz para prevenção do câncer de colo de útero).</p>
<p>O Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, de acordo com estimativas do Inca. Trata-se de uma das principais causas de adoecimento e morte no país, aproximando-se dos males cardiovasculares. Um dos desafios da medicina é ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce.</p>
<p>Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral, respectivamente. Na população feminina, predominam os tumores de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.</p>
<p>Segundo os autores do relatório, o fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle do câncer depende, em grande medida, do conhecimento da população sobre a doença, seus fatores de risco e as possibilidades de prevenção.</p>
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        <media:title>cancer-de-mama</media:title>
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