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    <title>Global South World Brasil - Política</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Flávio e Lula estão tecnicamente empatados a quatro dias do 2º turno, diz Datafolha</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 22:24:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa  Datafolha  divulgada nesta quinta-feira, 22, mostrou que o  senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) estão tecnicamente empatados com 50% das intenções de votos válidos  para o segundo turno da eleição presidencial. </p>
<p>Quando consideradas as intenções totais de votos, que incluem aqueles que pretendem votar em branco, anular o voto ou se disseram indecisos,  Flávio liderou com 47%, ante 46% do candidato à reeleição . A votação está marcada para este domingo, 25.</p>
<p>A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores de forma presencial entre os dias 20 e 22 de outubro.</p>
<p>Em relação ao levantamento anterior do instituto, que registrou 51% a 49% a favor do concorrente do PL,  a oscilação foi positiva para o petista . Na semana anterior, a primeira na campanha de segundo turno, foram 52% a 48% para Flávio, que terminou o primeiro turno da eleição na frente com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.</p>
<p>Este foi, portanto, o  primeiro empate numérico registrado pelo Datafolha  na disputa. Na sexta-feira, 16, pesquisa PoderData/AYA também mostrou os dois postulantes ao Palácio do Planalto com 50% das intenções de votos válidos.</p>
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        <media:title>Flávio e Lula</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quais são os efeitos de Pablo Marçal na campanha de Flávio Bolsonaro</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 15:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>No primeiro  debate que opôs o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) , o candidato mais bem votado no primeiro turno da eleição presidencial recebia, da plateia,  orientações de Pablo Marçal , influenciador e ex-coach que, dois anos atrás, ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura de São Paulo.</p>
<p>Ao longo do confronto,  momento decisivo para a campanha, o  candidato do PL gesticulava durante as falas do adversário ,  fazia provocações associando o PT à corrupção  e prometeu reiteradamente criar um “ Ministério da Propriedade ” se for eleito. Flávio demonstrou estar versado no léxico e no modus operandi de Marçal.</p>
<h2>Laço refeito</h2>
<p>O ex-coach havia declarado apoio ao “Zero Um” anteriormente, mas a aproximação encerrou em definitivo uma ruptura ocorrida durante as eleições de 2024, quando o grupo bolsonarista, em especial o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o pastor evangélico Silas Malafaia, atacaram Marçal na medida em que, então candidato à prefeitura da capital paulista, ele avançou sobre o eleitorado de direita e ameaçou a ida do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que era apoiado pela família — e acabou reeleito —, ao segundo turno.</p>
<p>O líder religioso chamou Marçal de “psicopata” e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, ironizou-o em comentário nas redes sociais. Para analistas, o comportamento repetia um  padrão do bolsonarismo de afastar lideranças que possam ameaçar a posição de liderança da família sobre a direita brasileira  — mesmo sem adesão do grupo, o influenciador saiu das urnas com mais de 1,7 milhão de votos.</p>
<p>Ao longo dos últimos meses,  Marçal sinalizou que a briga ficou no passado e trocou gestos públicos com o presidenciável . Mas o enlace aconteceu apenas na semana do primeiro turno, com sua entrada oficial na equipe da campanha.</p>
<h2>Peso e contrapeso</h2>
<p>Desde então, a mudança na comunicação digital de Flávio —- campo de domínio do aliado, que tem mais de 14 milhões de seguidores no Instagram — é evidente. Com a vantagem obtida nas urnas, o foco na construção de uma imagem “institucional” deu lugar a  publicações em tom mais provocativo , com  estética similar à adotada por influenciadores  e  exploração massiva de recortes das  provocações   do presidenciável.</p>
<p>Em termos programáticos, o  principal sinal de influência veio com a promessa de criar o “Ministério da Prosperidade” , exibida reiteradamente na propaganda eleitoral e no próprio debate. A proposta não consta no plano de governo do candidato, mas a campanha explicou ao jornal Folha de S. Paulo que o objetivo é “integrar proteção social e mobilidade social”, em sinal de que a pasta reuniria áreas como os programas sociais e o empreendedorismo. </p>
<p>“Prosperidade” é termo-chave no vocabulário de Marçal . Com carreira pregressa em palestras e cursos dedicados a pequenos empreendedores, o influenciador associa “prosperar” a alcançar progresso econômico, em resumo. A emissora CNN Brasil revelou recentemente que ele é cotado para chefiar a pasta.</p>
<p>Na terça-feira, 30, ele reuniu cerca de 300 influenciadores em evento fechado na Grande São Paulo e deu coordenadas para o engajamento digital na campanha de Flávio. Marçal ainda convocou artistas e figuras públicas a gravarem vídeos de apoio ao “Zero Um” — o pedido surtiu efeito já no dia seguinte, quando Gusttavo Lima, Zezé di Carmargo e outros sertanejos se encontraram com o presidenciável e gravaram conteúdos.</p>
<p>Os benefícios desse papel, em especial no campo digital, também oferecem riscos políticos.  Parte dos integrantes do grupo avaliaram que o candidato passou do tom no debate e atribuíram o desempenho à influência do novo aliado ; uma das estratégias para amenizar a postura foi escalar um político mais moderado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para treiná-lo para o novo confronto com Lula, marcado para sexta-feira, 23, na TV Globo.</p>
<h2>Influência sob análise</h2>
<p>Para interpretar os efeitos que a atuação do ex-coach vem tendo sobre a reta final da campanha de Flávio, o  GSW Brasil  entrevistou o consultor político  Wilson Pedroso , que coordenou as campanhas vitoriosas de João Doria e Bruno Covas pela prefeitura de São Paulo, em 2016 e 2020, e a do próprio Marçal, em 2024.</p>
<p>GSW  Nos últimos dias, as redes de Flávio foram inundadas por cortes virais, estética histriônica e mesmo o tom adotado no debate pareceu talhado para a produção de conteúdo digital. Na sua avaliação, essa mudança é um reflexo direto da entrada de Marçal na campanha? </p>
<p>Wilson Pedroso  Em grande parte, sim. Mas é preciso separar duas coisas. A campanha de Flávio já tinha uma ala digital forte, com Nikolas Ferreira [deputado federal mais votado do país] e os próprios Bolsonaro, que sempre operaram nessa linguagem. </p>
<p>O que o Pablo trouxe foi método. Debate deixa de ser um programa de TV e vira uma matéria-prima, em que você entra no estúdio já sabendo quais 30 segundos vão circular no dia seguinte.  Gesto ensaiado, reação ao adversário, posicionamento de câmera: tudo isso é escola Marçal . Nós vivemos isso na campanha de 2024. O debate era o início da produção, não o fim.</p>
<p>GSW  Qual é o principal foco de uma campanha ao adotar esse tipo de abordagem? Ampliar o alcance eleitoral ou controlar a narrativa para evitar ganho de espaço de Lula no cenário digital, que ocorreu na última semana?</p>
<p>Wilson Pedroso  Neste momento, é controle de narrativa. Em 2024, o objetivo do Marçal era alcance puro, visto que  ele precisava existir para o eleitor e o corte viral era o motor de crescimento. O Flávio não tem esse problema, ele é herdeiro político de um sobrenome  e os eleitores sabem quem ele é; o problema agora é outro:  a esquerda aprendeu o jogo e passou a pautar as redes na última semana . </p>
<p>A guinada é defensiva . É ocupar o feed para que o adversário não ocupe sozinho. Quando a campanha mobiliza centenas de influenciadores em ação coordenada, isso não é para conquistar eleitor novo. É para disputar o terreno.</p>
<p>GSW  A julgar pelos resultados obtidos até aqui e por análises que consideram que essa estratégia foi, ao mesmo tempo, a razão do sucesso e da ruína eleitoral de Marçal, quais o senhor acredita que sejam os efeitos para a campanha de Flávio? E, se Flávio ficou à frente no primeiro turno, por que dar essa guinada?</p>
<p>Wilson Pedroso  O paradoxo do Pablo em 2024 é real. A agressividade que o levou de traço a quase segundo turno também o fez bater num teto.  Cortes virais mobilizam quem já está com você, mas segundo turno se decide no eleitor moderado, que não vive na timeline .</p>
<p>Flávio chegou na frente [no primeiro turno] com uma imagem institucional. O risco é trocar esse eleitor por engajamento, que é uma métrica que não vota; a guinada vem do medo de perder a conversa digital para o adversário. Pode funcionar, ou pode ser entrar no jogo que o outro escolheu. Domingo vai dizer.</p>
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        <media:title>Marçal e Flávio</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>“Até seu pai”: vídeo de Lula sobre Jair Bolsonaro viraliza após debate; entenda a frase e o voto nos presídios</title>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Bastaram três palavras para transformar uma troca de provocações entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um dos momentos de maior repercussão do debate presidencial realizado pela Band no domingo (18). A frase “Até seu pai”, dita pelo presidente em referência a Jair Bolsonaro, viralizou nas redes sociais e alcançou mais de 4,1 milhões de curtidas em apenas seis publicações monitoradas no TikTok e no Facebook.</p>
<p>O levantamento foi realizado pela  Impactum Insights, empresa parceira do GSW Brasil , e identificou, também, mais de 142 mil comentários nessas publicações. O vídeo mais popular, publicado no TikTok, ultrapassou, sozinho, 2,3 milhões de curtidas.</p>
<p>A repercussão foi além das fronteiras brasileiras. Perfis de notícias no Brasil e no exterior publicaram diferentes versões do corte, ampliando a circulação internacional de uma das provocações mais comentadas do primeiro debate entre os dois candidatos no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.</p>
<p>A discussão começou quando Flávio Bolsonaro afirmou que 73% dos presos teriam votado em Lula no primeiro turno. O presidente rebateu dizendo que gostaria de receber o voto de todos, inclusive de Jair Bolsonaro, pai do adversário, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>A resposta provocou reações imediatas e rapidamente ganhou versões com legendas, montagens e memes, transformando uma frase de poucos segundos em conteúdo de grande circulação nas redes.</p>
<h3>Repercussão favorável </h3>
<p>A reação à frase também apareceu nos comentários. Segundo levantamento da Vox Radar,  82% das manifestações que mencionaram a provocação foram positivas para Lula.</p>
<p>A análise examinou 5,07 milhões de comentários em 2.146 publicações do Instagram relacionadas ao debate, entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira (19). Esses números correspondem ao universo geral monitorado, e não exclusivamente às publicações sobre a frase.</p>
<p>O episódio também se destacou no levantamento mais amplo da Impactum Insights sobre a repercussão do debate. Lula registrou 53% de manifestações positivas e 33% negativas, mantendo um saldo favorável de 20 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro teve 37% positivas e 47% negativas.</p>
<p>Embora o presidente tenha apresentado desempenho superior ao do adversário no ambiente digital, ambos registraram uma deterioração dos indicadores em comparação com um monitoramento da Impactum Insights realizado na manhã do dia 18 de outubro. Lula perdeu cinco pontos percentuais de manifestações positivas, enquanto Flávio recuou quatro.</p>
<p>O levantamento, que leva em conta as interações digitais até a data de ontem, dia 19, analisou publicações e comentários em sete plataformas: TikTok, Facebook, Instagram, X, YouTube, LinkedIn e Bluesky. Lula apresentou saldo favorável em cinco delas. Flávio não registrou saldo positivo em nenhuma.</p>
<h3>Desafio para abertura de sigilo</h3>
<p>A provocação envolvendo Jair Bolsonaro não foi o único episódio do debate a ganhar destaque nas redes sociais.</p>
<p>Outro momento de forte repercussão foi o desafio feito por Lula para que os dois candidatos abrissem seus sigilos bancários e telefônicos, em meio à troca de acusações sobre corrupção.</p>
<p>A discussão ganhou força com a hashtag #AbreOSigiloFlavio e continuou depois do debate, quando Lula voltou a abordar o assunto em entrevista ao SBT.</p>
<p>Um vídeo da campanha petista sobre o episódio alcançou 10,2 milhões de visualizações, segundo levantamento da Ativaweb DataLab.</p>
<p>A repercussão negativa para Flávio também envolveu críticas a sua conduta durante o debate, especialmente aos gestos e provocações feitos enquanto Lula falava.</p>
<p>Por outro lado, apoiadores do senador destacaram sua atuação no confronto e divulgaram vídeos em que o apresentavam como vencedor. Uma publicação do PL Nacional no TikTok alcançou mais de 800 mil curtidas, segundo a Impactum Insights.</p>
<p>Lula também enfrentou críticas, principalmente após uma declaração equivocada nas considerações finais, quando disse que o Brasil iria “acabar”, em uma fala explorada por adversários nas redes sociais.</p>
<h3>Votação nos presídios </h3>
<p>A discussão que deu origem à frase “Até seu pai” também levantou uma questão sobre as eleições brasileiras: quem pode votar dentro dos presídios e qual foi o resultado efetivo dessa votação no primeiro turno?</p>
<p>O percentual citado por Flávio Bolsonaro durante o debate se aproxima dos resultados registrados nas seções eleitorais instaladas em estabelecimentos prisionais e unidades socioeducativas. Mas isso não significa que 73% de toda a população carcerária brasileira tenha votado em Lula.</p>
<p>Segundo levantamento do Poder360, elaborado com base nos boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 8.118 votos, equivalentes a 72,55% dos votos válidos, nas 243 seções eleitorais destinadas a presos provisórios e eleitores de unidades socioeducativas.</p>
<p>Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 2.605 votos, ou 23,28%. Ao todo, foram contabilizados 11.190 votos válidos nessas seções.</p>
<p>A legislação brasileira não permite que pessoas condenadas criminalmente por decisão definitiva, sem possibilidade de recurso, votem enquanto durarem os efeitos da condenação. A suspensão dos direitos políticos se aplica independentemente de o condenado estar em um presídio, em prisão domiciliar ou cumprindo pena em liberdade.</p>
<p>Já os presos provisórios, que ainda não receberam condenação definitiva, mantêm o direito ao voto, desde que estejam com a situação eleitoral regularizada.</p>
<p>Adolescentes a partir dos 16 anos que cumprem medidas socioeducativas de internação também podem votar. Para jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo.</p>
<p>A votação é organizada pela Justiça Eleitoral em seções especiais instaladas nos estabelecimentos prisionais e nas unidades socioeducativas. Esses locais também podem receber votos de servidores e outros profissionais autorizados a votar nessas seções.</p>
<p>Por isso, os resultados registrados nesses estabelecimentos não representam exclusivamente o comportamento eleitoral dos presos provisórios, muito menos o conjunto da população carcerária brasileira.</p>
<p>Uma alteração legislativa aprovada em março de 2026 estabeleceu novas restrições ao voto de pessoas presas, inclusive provisoriamente. O TSE, porém, decidiu que a mudança não poderia ser aplicada às eleições deste ano, em razão do princípio constitucional da anualidade eleitoral.</p>
<p>Assim, os presos provisórios habilitados mantiveram o direito de votar no primeiro turno e poderão participar novamente do segundo.</p>
<h3>Viralização não significa mais votos</h3>
<p>O sucesso do corte “Até seu pai” ocorre em meio a uma mudança na estratégia digital da campanha de Lula para o segundo turno, com maior mobilização de apoiadores e distribuição de conteúdos nas redes sociais. </p>
<p>Uma das figuras centrais dessa reorganização é o deputado federal André Janones (Rede-MG), que lidera o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com cerca de 4,2 milhões de participantes, segundo reportagem do GSW Brasil.</p>
<p>A estratégia busca transformar apoiadores em multiplicadores de mensagens, vídeos e campanhas de engajamento, ampliando a circulação de conteúdos para além dos perfis oficiais. Entre as iniciativas está a mobilização para incentivar eleitores de Lula a publicar fotografias usando verde e amarelo, em uma tentativa de disputar símbolos nacionais frequentemente associados ao bolsonarismo.</p>
<p>Embora a viralização de “Até seu pai” esteja alinhada a essa nova dinâmica de comunicação, não há evidências de que a circulação específica do vídeo tenha sido coordenada por Janones. O episódio mostra como uma frase curta, facilmente reproduzida e compartilhada, pode alcançar milhões de interações em diferentes plataformas.</p>
<p>Mas, o sucesso nas redes não significa necessariamente mais votos. Curtidas, comentários e manifestações positivas medem repercussão digital, não intenção de voto. A poucos dias do segundo turno, ainda é incerto se esse engajamento terá impacto concreto na decisão dos eleitores.</p>
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        <media:title>Debate ente Lula e Flávio Bolsonaro</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>TSE ameaça multar Meta em R$ 1 milhão por dia; entenda o caso</title>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 15:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu um novo prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove que está cumprindo integralmente as determinações judiciais destinadas a garantir tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A ordem, expedida na noite de domingo (18), prevê a elevação da multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso a empresa não apresente as comprovações exigidas.</p>
<p>A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze representa uma nova etapa do confronto entre a Justiça Eleitoral e a gigante de tecnologia, a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Nas últimas semanas, a Meta foi alvo de questionamentos sobre o funcionamento de seus algoritmos, a distribuição de publicações políticas, as regras de publicidade eleitoral e o tratamento dado aos candidatos por ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p>Na nova determinação, Bellizze cobra explicações mais claras e documentação que permita verificar se as medidas ordenadas pelo tribunal foram efetivamente implementadas. A empresa também deverá apresentar relatórios em português, com horários ajustados ao fuso de Brasília e distinção entre providências adotadas por iniciativa própria e aquelas decorrentes de decisões judiciais.</p>
<p>O ministro também esclareceu que publicações feitas em colaboração com outros perfis não podem sofrer restrições de distribuição a partir das contas dos coautores apenas por estarem associadas a um perfil oficial de candidato. A determinação amplia o alcance das medidas destinadas a impedir diferenças injustificadas na circulação de conteúdos eleitorais.</p>
<p>A multa de R$ 1 milhão, entretanto, ainda é condicional. A nova ordem prevê a elevação do valor caso a Meta não comprove o cumprimento integral das obrigações dentro do prazo estabelecido. O documento judicial não representa uma conclusão definitiva de que a empresa tenha favorecido deliberadamente qualquer candidato.</p>
<h2>Restrições e falhas técnicas</h2>
<p>O conflito ganhou força em outubro, quando a campanha de Lula levou ao TSE denúncias de que conteúdos favoráveis ao presidente estariam enfrentando restrições de alcance e dificuldades de impulsionamento nas plataformas da Meta.</p>
<p>Em 10 de outubro, Bellizze determinou que a empresa prestasse esclarecimentos sobre possíveis diferenças na distribuição de publicações políticas. A decisão incluiu questionamentos sobre o funcionamento dos sistemas de recomendação e sobre restrições que poderiam afetar a visibilidade dos conteúdos.</p>
<p>A Meta negou qualquer favorecimento político e atribuiu parte dos problemas a uma falha técnica global registrada em 7 de outubro, que teria afetado a contagem de visualizações de vídeos publicados no formato Reels em mais de cem países. Segundo a empresa, o incidente não alterou a distribuição efetiva das publicações.</p>
<p>Outro episódio envolveu o bloqueio temporário da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro. A Meta reconheceu posteriormente que a desativação, que durou pouco mais de uma hora, ocorreu por erro de seus mecanismos de prevenção a fraudes.</p>
<p>As explicações, no entanto, não encerraram os questionamentos da Justiça Eleitoral. Segundo a Folha de S.Paulo, mensagens internas da empresa indicaram que problemas relacionados à conta do presidente teriam persistido por mais tempo do que o inicialmente informado.</p>
<h2>Inteligência artificial</h2>
<p>A atuação das ferramentas de inteligência artificial da Meta se tornou outro ponto central da disputa.</p>
<p>A campanha petista apresentou testes segundo os quais a Meta AI impedia a geração de determinadas imagens relacionadas a Lula, mas permitia a criação de conteúdos semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Diante das diferenças identificadas, Bellizze determinou medidas para assegurar tratamento igualitário entre os candidatos. O ministro reconheceu indícios de falha no funcionamento da ferramenta, mas destacou que os elementos apresentados não eram suficientes para concluir que a diferença de tratamento tivesse sido deliberada ou sistemática.</p>
<p>A Meta informou que passou a restringir temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens relacionadas a eles, incluindo comandos que utilizassem apenas seus primeiros nomes ou números eleitorais.</p>
<p>O caso levou o TSE a ampliar sua atenção sobre os sistemas automatizados das plataformas, especialmente quando seu funcionamento pode afetar a visibilidade de candidatos durante o período eleitoral.</p>
<h2>Tratamento igualitário</h2>
<p>Na sexta-feira (16), o plenário do TSE confirmou por unanimidade a decisão de Bellizze que obriga a Meta a assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais até o encerramento do segundo turno.</p>
<p>A determinação proíbe medidas discriminatórias de redução de alcance, exclusão de recomendações e restrições de busca relacionadas a conteúdos eleitorais. Também estabelece obrigações sobre impulsionamento de publicações, revisão de restrições e publicidade política financiada por fontes estrangeiras.</p>
<p>A decisão previa multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.</p>
<p>A nova cobrança feita no domingo (18) surgiu após o tribunal considerar insuficientes as informações apresentadas pela empresa e questionar sua tentativa de ampliar unilateralmente prazos estabelecidos pela Justiça.</p>
<p>Bellizze também exigiu relatórios individualizados sobre anúncios políticos e determinou que os mecanismos de permissão utilizados pela Meta contemplem partidos políticos, federações e coligações.</p>
<h2>WhatsApp sob fiscalização</h2>
<p>As medidas de fiscalização eleitoral envolvendo a Meta não se limitaram ao Facebook e ao Instagram.</p>
<p>Em outro procedimento, o TSE examinou a utilização dos canais de WhatsApp para divulgação de conteúdos políticos e a necessidade de preservar informações que possam ser utilizadas em investigações eleitorais.</p>
<p>O ministro Kassio Nunes Marques determinou providências relacionadas à preservação de metadados de publicações de canais utilizados em campanhas e envolvidos em ações judiciais.</p>
<p>A Meta informou que as publicações desses canais não utilizam criptografia de ponta a ponta e se comprometeu a preservar e fornecer os dados abrangidos pelas determinações judiciais.</p>
<p>A medida não significa autorização generalizada para acessar conversas privadas dos usuários, mas estabelece obrigações específicas de preservação de informações relevantes para processos eleitorais.</p>
<h2>Pressão na reta final</h2>
<p>A fiscalização sobre a Meta também ganhou repercussão fora do TSE. Em 17 de outubro, o Ministério da Justiça encaminhou informações ao Ministério Público Federal (MPF) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), questionando bloqueios de contas, remoções de publicações e restrições de alcance sem justificativas suficientemente transparentes.</p>
<p>O encaminhamento abriu a possibilidade de novas apurações sobre os mecanismos de moderação e o funcionamento de sistemas automatizados, em procedimentos distintos das ações eleitorais.</p>
<p>Apesar das denúncias e das sucessivas decisões judiciais, não houve até agora uma conclusão definitiva do TSE de que a Meta tenha atuado intencionalmente para beneficiar Lula ou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>A empresa nega interferência política e sustenta que seus mecanismos de moderação e recomendação seguem critérios técnicos aplicáveis aos diferentes candidatos.</p>
<p>A questão imediata para a Justiça Eleitoral é verificar se as determinações estão sendo cumpridas e se os mecanismos de distribuição, publicidade e inteligência artificial das plataformas oferecem condições equivalentes às duas campanhas nos últimos dias antes da votação.</p>
<p>Procurada, a Meta não se pronunciou a respeito da determinação do TSE até a publicação da reportagem. Assim que a empresa se manifestar, esse texto será atualizado.</p>
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        <media:title>Meta</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições 2026: veja o calendário das últimas pesquisas eleitorais antes do segundo turno</title>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 14:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A última semana antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 terá uma série de pesquisas sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pelo menos nove levantamentos nacionais estão previstos entre terça-feira (20) e sábado (24), véspera da votação.</p>
<p>O calendário inclui pesquisas dos institutos Real Time Big Data, Quaest, Datafolha, Vox Brasil, AtlasIntel e Nexus. A concentração maior será no sábado, quando estão previstas três divulgações.</p>
<p>Confira o calendário das pesquisas:</p>
<p>Nesta segunda-feira (19), a AtlasIntel/Bloomberg divulgou um levantamento que aponta Flávio Bolsonaro com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula. A diferença de 2,2 pontos percentuais é menor que a registrada na rodada anterior, quando o senador tinha vantagem de 5,6 pontos.</p>
<p>As novas pesquisas poderão indicar se houve mudanças nas intenções de voto após o primeiro debate direto entre os candidatos, realizado pela Band no domingo (18). No entanto, a avaliação de eventuais efeitos do confronto dependerá das datas de realização das entrevistas e da comparação com levantamentos anteriores.</p>
<p>O segundo turno das eleições presidenciais será realizado no domingo, 25 de outubro.</p>
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        <media:credit role="photographer">MARINA UEZIMA</media:credit>
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        <media:title>Lula e Flavio Bolsonaro participam de debate presidencial </media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Debate na Band: veja como foi o primeiro confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro</title>
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      <pubDate>Sun, 18 Oct 2026 23:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) do primeiro debate direto entre os candidatos à Presidência da República. Promovido pela Band, em São Paulo, o encontro aconteceu a uma semana do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, em um cenário de disputa acirrada nas pesquisas eleitorais.</p>
<p>Com aproximadamente duas horas de duração, o debate foi dividido em três blocos e mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. O formato teve 30 minutos de confronto livre entre os candidatos no primeiro bloco, além de perguntas, réplicas e tréplicas nos demais segmentos.</p>
<p>O  GSW Brasil  acompanhou o debate em tempo real, com atualizações sobre as principais declarações, propostas, críticas entre os candidatos e acontecimentos que possam influenciar a reta final da eleição presidencial.</p>
<p>Confira como foi.</p>
<h2>20h15 - Início do debate</h2>
<p>Primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro passa a ser exibido pela Bandeirantes por meio da emissora de TV aberta e das redes sociais.</p>
<h2>20h22 - Flávio promete guerra ao narcoterrorismo</h2>
<p>Questionado sobre como a redução da maioridade penal poderia reduzir os índices de criminalidade no país, candidato do PL prometeu "começar uma guerra contra o narcoterrorismo" a partir de janeiro de 2027, caso seja eleito, e acusou o Palácio do Planalto de "colocar presos nas ruas alegando que não tem vagas [nas prisões]".</p>
<p>Em réplica, Lula afirmou que os governos estaduais "fracassaram" na gestão da segurança pública, defendeu a ação do governo federal e a aprovação da PEC da Segurança Pública. "O que nós fizemos em quatro anos no combate ao crime organizado é  mais do que foi feito em muitos anos nesse país", disse o petista.</p>
<h2>20h33 -  Master e Lulinha vem à tona no primeiro confronto direto</h2>
<p>Após ser questionado por Lula sobre suposta postura contrária aos direitos femininos, Flávio trouxe à tona as suspeitas de corrupção que associam Fabio Luís da Silva, o Lulinha, filho do petista, às fraudes do INSS ao mencionar a lobista Roberta Luchsinger, que afirmou ser sua sócia. </p>
<p>Em resposta, o presidente afirmou que as fraudes do instituto começaram no governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do oponente, e foram apuradas durante sua gestão. Em seguida, questionou Flávio a respeito dos R$ 134 milhões negociados por ele com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master preso pela Polícia Federal, para o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente.</p>
<h2>20h51 - Lula menciona 'tetos de vidro' de Flávio</h2>
<p>O presidente questionou Flávio a respeito das relações com Daniel Vorcaro, de sua atuação como advogado de um policial militar acusado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) de matar uma criança de 5 anos, e da postura favorável a projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições adquiridas por órgãos de segurança pública. As acusações foram feitas  no período de confronto direto entre os candidatos.</p>
<h2>21h21 - Flávio justifica voto por fim da escala 6 por 1</h2>
<p>Candidato do PL afirmou que "rodou o Brasil" e "ouviu o desejo da população" como justificativa para o voto favorável ao fim da escala 6 por 1, aprovado na última semana em dois turnos pelo Senado Federal e promulgado na sexta-feira, 16. </p>
<p>Pauta prioritária da campanha de Lula, o projeto para reduzir a jornada de trabalho dos brasileiros que atuam em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) teve oposição de Flávio inicialmente, mas o senador mudou sua posição.</p>
<h2>21h44 - Lula diz que economia 'voltou a crescer' e questiona Flávio sobre soberania</h2>
<p>O presidente exaltou índices econômicos de seu terceiro mandato e projetou, para eventual reeleição, geração e qualificação de empregos por meio de Data Centers, da economia verde e da economia criativa. </p>
<p>Ainda na discussão econômica, Lula questionou o oponente sobre "entregar riquezas" nacionais aos Estados Unidos. Irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negociou com o governo de Donald Trump a imposição de tarifas adicionais sobre os produtos brasileiros enviados aos EUA em retaliação ao processamento judicial de Jair Bolsonaro. O presidenciável do PL defendeu a cooperação com a Casa Branca para enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.</p>
<h2>22h05 - Considerações finais têm discurso contra privatizações e acusação de mentira</h2>
<p>Em sua última oportunidade de se pronunciar no debate, Lula afirmou que, nas duas vezes em que chegou ao Palácio do Planalto, pegou um "país quebrado" e fez a economia crescer. Associou Flávio à pretensão de privatizar a Petrobras e outras companhias estatais e prometeu que, em sua eventual reeleição, não haverá espaço para "lesa pátria".</p>
<p>Flávio, por sua vez, abriu as considerações finais acusando o petista de ter mentido diversas vezes durante o debate, voltou a prometer a criação do Ministério da Prosperidade e afirmou que, caso seja eleito, moradores de comunidades e regiões periféricas não ficarão mais nas mãos do crime organizado.</p>
<p>Este texto foi atualizado na segunda-feira (19) às 7h50.</p>
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        <media:title>debate</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Atos públicos da direita e da esquerda marcam o último domingo antes da eleição </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/direita-e-esquerda-realizam-atos-de-apoio-a-flavio-e-lula-neste-domingo-em-sp</link>
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      <pubDate>Sun, 18 Oct 2026 19:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, se reuniram neste domingo (18) na avenida Paulista, em São Paulo, para o "Bloco do 22", manifestação de apoio à sua campanha no segundo turno. Enquanto isso, movimentos favoráveis à reeleição do presidente Lula (PT) organizaram mobilizações descentralizadas para a tarde, em diferentes regiões da capital paulista.</p>
<p>Flávio chegou por volta das 11h15 e subiu em um trio elétrico, acompanhado de lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Também estiveram presentes Deltan Dallagnol, Marcel van Hattem e André do Prado.</p>
<p>A concentração começou nas proximidades da rua Augusta e avançou pela avenida Paulista, ocupando pistas e calçadas entre o Masp e o Parque Trianon. Em meio a palavras de ordem e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), Nikolas Ferreira defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Em seu discurso, Flávio atacou Lula, prometeu apresentar acusações contra o presidente no debate da Band, marcado para a noite deste domingo, e afirmou que, se eleito, pretende indicar quatro ministros ao STF contrários ao aborto e às drogas. Também disse que seu pai, Jair Bolsonaro, colocará a faixa presidencial nele durante a cerimônia de posse.</p>
<p>A mobilização ocorreu uma semana depois de milhares de apoiadores de Lula ocuparem a mesma avenida, no domingo (11). A campanha de Flávio, que recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, procura demonstrar força na reta final da disputa. A Paulista tornou-se, nos últimos anos, palco habitual de manifestações bolsonaristas. O ato reuniu cerca de 72 mil pessoas no momento de maior concentração, às 12h20, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Cebrap e da organização More in Common, com margem de erro de 12%.</p>
<h2>Atos pró-Lula</h2>
<p>Apoiadores do presidente Lula (PT) também foram às ruas neste domingo (18), em manifestações organizadas em diferentes regiões de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na capital paulista, centenas de pessoas participaram pela manhã de um ato no Largo da Batata, em Pinheiros, apesar do cancelamento de uma manifestação unificada inicialmente prevista para o local.</p>
<p>À tarde, movimentos sociais, entidades estudantis e artistas convocaram atos nas periferias de São Paulo, com o lema "Botar pra virar! Domingo é nas periferias!". Na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, a programação inclui apresentações de Emicida, Rashid, Karol Conká e outros nomes do rap. No Grajaú, zona sul, foi anunciada a participação do Pagode da 27, enquanto em Itaquera, zona leste, a mobilização foi marcada para a Praça Brasil, na Cohab 2.</p>
<p>No Rio de Janeiro, uma manifestação organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), com apoio do PT e do PDT, ocupou pela manhã um trecho da Avenida Presidente Vargas, nas proximidades da Candelária. O cantor Chico Buarque participou do evento e discursou em defesa dos estudantes e da democracia.</p>
<p>À tarde, uma nova concentração começou a reunir manifestantes no Posto 5 de Copacabana, onde Caetano Veloso convocou um ato musical em defesa da democracia. A organização do evento anunciou a participação de artistas como Djavan, Simone, Marina Sena, João Bosco e Frejat. Segundo o UOL, havia fluxo intenso de pessoas chegando à região por volta das 16h, além da presença de parlamentares e lideranças de esquerda. Até aquele horário, não havia uma estimativa independente de público.</p>
<p>As mobilizações fazem parte da estratégia de ampliar o apoio à reeleição de Lula na reta final do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O presidente não tem participação prevista nos eventos deste domingo.</p>
<p>O texto original desta reportagem foi atualizado às 16h25</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam pela primeira vez em debate na Band</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-bolsonaro-se-enfrentam-pela-primeira-vez-em-debate-neste-domingo</link>
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      <pubDate>Sun, 18 Oct 2026 15:51:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam neste domingo (18), às 20h, no primeiro debate direto entre os dois candidatos à Presidência da República. Promovido pela Band, em São Paulo, o encontro acontece a uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro, em um cenário de disputa eleitoral apertada. O confronto ocorre no mesmo dia em que um levantamento da Quaest aponta uma recuperação significativa do desempenho de Lula nas redes sociais, depois de Flávio ter liderado o indicador de popularidade digital.</p>
<p>Será a primeira vez que Lula e Flávio estarão frente a frente durante a campanha de 2026. O programa terá aproximadamente duas horas de duração, será dividido em três blocos e contará com a mediação dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue.</p>
<p>A principal novidade do formato será um confronto livre de 30 minutos ainda no primeiro bloco, com 15 minutos disponíveis para cada candidato administrar suas falas. Nos blocos seguintes, haverá perguntas dos mediadores e questionamentos entre os candidatos, com direito a réplica e tréplica. O programa terminará com as considerações finais. A ordem de participação e a posição dos candidatos no estúdio foram definidas por sorteio. O debate será transmitido pela Band e por veículos parceiros, incluindo TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e Estadão, além de emissoras portuguesas.</p>
<h2>Lula cresce nas redes sociais</h2>
<p>Um levantamento divulgado neste domingo (18) acrescentou outra dimensão à disputa presidencial. Segundo o Índice de Popularidade Digital (IPD) da Quaest, divulgado pela Folha de S.Paulo, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro no desempenho nas plataformas digitais.</p>
<p>Entre 4 e 15 de outubro, a pontuação do presidente passou de 70,7 para 82,6, enquanto a de Flávio caiu de 80 para 76,4. O indicador reúne 175 variáveis de plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, X, Google e Wikipédia, considerando fatores como engajamento, mobilização e interesse.</p>
<p>A mudança representa uma recuperação significativa da presença digital de Lula após o primeiro turno, quando Flávio terminou à frente do presidente nas urnas. Segundo a análise publicada pela Folha, a campanha petista intensificou sua mobilização nas redes, enquanto a candidatura do PL perdeu parte do engajamento registrado anteriormente.</p>
<p>O resultado sugere uma mudança na dinâmica da comunicação eleitoral, mas não pode ser interpretado como uma inversão das intenções de voto. Popularidade digital e preferência eleitoral são indicadores diferentes.</p>
<p>A movimentação nas redes também aumenta a importância do debate deste domingo. Os principais momentos do confronto deverão ser reproduzidos pelas campanhas e seus apoiadores, alimentando a disputa política nas plataformas digitais durante a última semana antes da votação.</p>
<h2>Entrevistas anteciparam temas do confronto</h2>
<p>O debate acontece poucos dias depois de os candidatos participarem de entrevistas individuais ao Jornal Nacional, da TV Globo. Na quinta-feira (15), Lula defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, reconheceu falhas na comunicação do governo e assumiu responsabilidade pelo desempenho no primeiro turno. Também defendeu mudanças no Judiciário, comentou o caso Banco Master e apresentou propostas para a segurança pública, incluindo a criação de um ministério específico.</p>
<p>Na sexta-feira (16), Flávio concentrou parte da entrevista em críticas ao governo, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à própria Globo. Questionado sobre o financiamento do filme  Dark Horse , relacionado a seu pai, Jair Bolsonaro, pelo empresário Daniel Vorcaro, negou qualquer contrapartida. O senador também afirmou que não tentará reverter o fim da escala de trabalho 6x1 e prometeu não disputar a reeleição caso vença. Neste domingo, pela primeira vez, os dois candidatos terão de responder diretamente às críticas e aos questionamentos um do outro.</p>
<h2>Disputa indefinida</h2>
<p>O debate acontece em um cenário de grande incerteza sobre o resultado da eleição. Pesquisa Datafolha divulgada no dia 15 mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Na Quaest, divulgada no dia anterior, Flávio apareceu com 46%, ante 44% do presidente. Os dois levantamentos apontam empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, embora o candidato do PL mantenha vantagem numérica.</p>
<p>A Quaest também mostrou que 91% dos entrevistados consideram definitiva sua escolha eleitoral, enquanto 9% admitem mudar de voto até 25 de outubro. Os índices de rejeição permanecem elevados: 54% afirmam que não votariam em Flávio, enquanto 53% rejeitam Lula. Nesse cenário, o primeiro confronto direto entre os candidatos poderá influenciar a reta final da disputa. A TV Globo também prevê um debate para sexta-feira (23), dois dias antes da votação.</p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Mais idosos votam: abstenção de eleitores acima de 70 anos cai 9,7 pontos percentuais</title>
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      <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 20:41:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições , segundo um levantamento do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que defende a participação política dos idosos.</p>
<p>Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reunidos pela entidade , o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026 .</p>
<p>No eleitorado em geral,  a abstenção em 2026 foi de 21,08% , o que significa que 33 milhões de brasileiros aptos deixaram de participar.</p>
<p>O voto é facultativo para eleitores com mais de 70 anos, assim como para os analfabetos e para os jovens com mais de 16 e menos de 18 anos.  Na hora de votar, eleitores com mais de 80 anos têm prioridade nas filas das seções eleitorais .</p>
<p>A página da Corte que apresenta os resultados da eleição traz mais detalhes sobre  o comparecimento às urnas dos idosos  que têm voto facultativo: </p>
<h2>Mais eleitores idosos</h2>
<p>A redução ocorreu em um cenário de expansão do eleitorado de mais de 70 anos, que passou de 14,9 milhões, em 2022, para 17,2 milhões de pessoas aptas a votar em 2026.  O grupo cresce para 36,8 milhões de eleitores se forem considerados também os que têm mais de 60 anos .</p>
<p>Para a idealizadora do Movimento Voto 70+, Cléa Klouri, o aumento do comparecimento representa um avanço importante, porque é um sinal de que o envelhecimento não significa afastamento da vida política.</p>
<p>A pesquisadora Adriana de Queiroz contou que, para entender o que está por trás do não comparecimento nessa faixa etária, o Movimento Voto 70+ conduziu a pesquisa exploratória  Retratos do Voto 70+: descobertas sobre a abstenção eleitoral .</p>
<p>O estudo identificou três perfis entre os eleitores 70+ que deixariam de votar ou não tinham certeza se iriam comparecer às eleições de 2026 :</p>
<p>“Entender essas diferenças é importante para compreender por que um eleitorado que cresce tão rapidamente continua apresentando níveis tão elevados de abstenção”, afirma Adriana, que é pesquisadora do Data8, centro de pesquisa, tendências, inteligência e inovação sobre a economia da longevidade.</p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>O Movimento Voto 70+ pretende ampliar o debate sobre os obstáculos que dificultam o comparecimento às urnas. Entre eles, estão as limitações de mobilidade, a ausência de redes de apoio e o etarismo.</p>
<p>No segundo turno, o comparecimento dos 70+ continua a contar com um incentivo relevante: o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. Em 2026, a medida vale, inclusive, para os que não votaram no primeiro turno.</p>
<h2>'Vovó vota'</h2>
<p>No segundo turno, o Movimento Voto 70+ promoverá também a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições. A iniciativa busca enfrentar barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade, ausência de redes de apoio e desestímulo familiar.</p>
<p>Em 2022, segundo dados reunidos pelo Data8,  64% das mulheres com mais de 70 anos não votaram, percentual dez pontos superior ao registrado entre os homens da mesma faixa etária . </p>
<p>Por meio de um guia digital, a campanha reúne orientações práticas para organizar o deslocamento até o local de votação, conferir documentos e oferecer companhia às eleitoras que desejam comparecer às urnas.</p>
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        <media:title>Idosa exibe título de eleitor</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Flávio se compromete a não disputar reeleição e promete liberar mais armas para civis</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/flavio-se-compromete-a-nao-disputar-reeleicao-e-promete-liberar-mais-armas-para-civis</link>
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      <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 01:41:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O candidato à Presidência  Flávio Bolsonaro (PL)  reafirmou nesta quinta-feira, 15, que  não disputará um novo mandato caso seja eleito  no segundo turno do pleito contra o presidente Lula (PT). A declaração foi dada em sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo.</p>
<p>Mais votado no primeiro turno da eleição, com 47,03%, ante 45,16% do candidato à reeleição,  Flávio também defendeu o aumento do acesso da população a armas de fogo. "Quem atender os requisitos legais tem direito a ter uma arma para defender sua família. Hoje, o Estatuto do Desarmamento proíbe o cidadão de se defender e autoriza os marginais a comprar armas de guerra",  afirmou o bolsonarista.</p>
<p>O acesso de civis a armas de fogo foi ampliado durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, por meio de dezenas de decretos e atos normativos que alteraram os limites de aquisição de equipamentos e munições, liberaram calibres de uso restrito e facilitaram o registro de CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores). Segundo pesquisa Quaest divulgada em setembro,  58% dos brasileiros defendem que o acesso a armas seja limitado .</p>
<p>Ainda na área da segurança pública, o candidato do PL ainda prometeu tratar  chefes de facções como narcoterroristas  e  aderir ao "Escudo das Américas" , iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem o objetivo declarado de combater o narcotráfico no continente.</p>
<p>Os elementos que o associam ao governo do pai também foram levantados na entrevista.  Flávio afirmou não ter conversado com o ex-presidente sobre cargos para ele em seu eventual governo , negou nomear o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), seu irmão, para o Ministério das Relações Exteriores, e prometeu dar liberdade para que o Ministério da Saúde tome medidas necessárias em eventual emergência sanitária -- Jair, vale lembrar, desautorizou ministros e instituições da área na gestão da pandemia de covid-19.</p>
<p>Como em momentos anteriores, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e associou sua posição favorável ao fim da escala 6x1 ao "desejo da maioria dos brasileiros". "Eu rodei o Brasil e ouvi muitos trabalhadores. Votei conforme ouvi nas ruas", disse Flávio.</p>
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        <media:title>Flávio Bolsonaro entrevista Jornal Nacional</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Promulgação do fim da escala 6x1 no Senado dá a Lula 'fotografia' para usar medida na eleição</title>
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      <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 16:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira, 16, a emenda constitucional que põe  fim à escala de trabalho 6x1 , em cerimônia realizada no plenário do Senado com a  presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). </p>
<p>A mudança, que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, tornou-se uma das  bandeiras prioritárias do projeto de reeleição do petista . Na cerimônia, Lula afirmou que " não há conquista do povo trabalhador sem aquele discurso de que vai ser um atraso para o país , que vai quebrar as empresas e a economia. Isso é histórico, é crônico".</p>
<p>A promulgação transforma a proposta em norma constitucional e encerra a tramitação da medida no Congresso. A emenda foi aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação. A Câmara já havia aprovado o texto em maio, permitindo que a proposta seguisse diretamente para a promulgação, sem necessidade de nova análise pelos deputados. </p>
<h2>O que muda com o fim da escala 6x1</h2>
<p>A Emenda Constitucional 141/2026 estabelece mudanças na jornada de trabalho e no descanso semanal. A implementação será gradual, com prazo total de 14 meses a partir da promulgação. </p>
<p>Dois dias de descanso por semana</p>
<p>A escala 5x2 passa a ser obrigatória, substituindo o regime de seis dias de trabalho para um de folga. O descanso deverá ser remunerado, preferencialmente incluindo o domingo.</p>
<p>Jornada máxima de 42 horas na primeira etapa</p>
<p>A partir de 60 dias da promulgação, a jornada semanal máxima será reduzida de 44 para 42 horas, com a adoção dos dois dias de descanso.</p>
<p>Limite definitivo de 40 horas</p>
<p>Após mais 12 meses, a jornada máxima será reduzida para 40 horas semanais, respeitado o limite de oito horas diárias previsto no texto.</p>
<p>Salários preservados</p>
<p>A redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial.</p>
<h2>Medida é ativo eleitoral em potencial para Lula</h2>
<p>A promulgação ocorre em um momento estratégico para o petista:  a reta final da campanha de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) . A redução da jornada de trabalho é uma das principais bandeiras do presidente e pode ser explorada como exemplo concreto de entrega do governo aos trabalhadores após a  desvantagem de 2,2 milhões de votos em relação ao bolsonarista no primeiro turno .</p>
<p>O potencial eleitoral da medida está na possibilidade de associar uma mudança nas regras do trabalho a benefícios cotidianos, como mais tempo para descansar, estudar, cuidar da família e realizar atividades de lazer. Segundo levantamento citado pelo portal UOL, cerca de  14,8 milhões de trabalhadores formais estão sujeitos à escala 6x1  e seriam diretamente beneficiados. </p>
<p>A pauta também pode ter relevância para eleitores de menor renda e trabalhadores do comércio, dos serviços e de outras atividades com jornadas extensas. A redução da jornada permite ao governo apresentar uma iniciativa de impacto direto na vida de parte expressiva da população, para além de indicadores macroeconômicos.</p>
<p>O efeito eleitoral, porém, não é automático . Embora a emenda passe a valer em 60 dias, a implementação  levará meses e os efeitos sobre a organização das empresas, os custos de contratação e os preços devem alimentar o debate público. Representantes empresariais têm alertado para possíveis impactos econômicos, enquanto defensores da proposta sustentam que a mudança pode melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores e criar novas oportunidades de renda.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Saulo Cruz</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Senado</media:credit>
        <media:title>Lula (PT) participa da promulgação do fim da escala 6x1 ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições 2026: entre o medo e a esperança, eleitores revelam expectativas para o segundo turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/eleicoes-2026-entre-o-medo-e-a-esperanca-eleitores-revelam-expectativas-para-o-segundo-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, eleitores brasileiros dividem suas expectativas entre a esperança de um país melhor, a preocupação com a preservação dos direitos e o receio diante da polarização política.</p>
<p>Em entrevistas realizadas pelo  Global South World Brasil na Avenida Paulista, em São Paulo, na quarta-feira (14) , eleitores falaram sobre o que esperam da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcada para 24 de outubro.</p>
<p>Para alguns entrevistados, a principal preocupação está na manutenção de direitos e políticas públicas. "O que eu espero é que o candidato que vença seja alguém que mantenha os nossos direitos preservados, que não aconteça nenhum retrocesso político", afirmou Maria Gabriela Souza. Ela também defendeu a continuidade dos programas do governo.</p>
<p>Outros demonstraram desencanto com as opções disponíveis. "A gente espera que o Brasil melhore sempre, né? Mas eu ainda fico um pouco em dúvida em relação aos candidatos", disse Cristiano dos Reis. "Em relação ao que temos aí com disponibilidade de escolha, não vejo muita expectativa, não."</p>
<p>O clima de polarização também apareceu entre as principais preocupações. Carina Alexandrina afirmou esperar que a votação transcorra de maneira organizada e democrática, mas reconheceu que o sentimento predominante é de insegurança.</p>
<p>"A minha expectativa real é uma sensação de medo. A verdade é essa. Medo pela situação política do país, por essa questão que está extremamente polarizada", declarou L. Apesar da apreensão, o entrevistado manifestou esperança de que uma escolha consciente dos eleitores contribua para melhorar o país.</p>
<p>A possibilidade de mudanças na intenção de voto também foi mencionada. "Eu estou tentando me manter positivo. Eu acho que muita gente ainda vai mudar o voto", afirmou outro eleitor, que destacou a importância de conhecer as propostas dos candidatos e avaliar os direitos já conquistados.</p>
<p>"Se já é difícil conquistar uma vez, imagina reconquistar", acrescentou, ao defender que os brasileiros estudem suas opções antes de votar.</p>
<p>Embora expressem percepções diferentes sobre a disputa, os depoimentos revelam preocupações comuns com o futuro político do Brasil. Entre a defesa de conquistas sociais, a desconfiança em relação aos candidatos e o desejo de uma eleição democrática, os entrevistados mostram como a decisão do segundo turno também é acompanhada por dúvidas e apreensão.</p>
<p>As entrevistas representam opiniões individuais colhidas nas ruas de São Paulo e não constituem uma pesquisa de opinião pública.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como podem se desenhar os eventuais governos de Flávio ou Lula</title>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 11:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Desde o primeiro turno da eleição presidencial, em que  Flávio Bolsonaro (PL)  teve 2,2 milhões de votos de vantagem sobre o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , o noticiário político ventila diversos  nomes cotados para o governo bolsonarista ou petista  que se formará a partir de janeiro de 2027.</p>
<p>Gestos das  campanhas, adesão de outros partidos e a acomodação de lideranças que saíram derrotadas no pleito consolidam um grupo de tendências para a composição da futura  Esplanada dos Ministérios , como o  GSW Brasil  explica neste texto.</p>
<h2>As apostas de Flávio</h2>
<p>Com a vantagem obtida nas urnas e a eleição de dezenas de aliados para Câmara e Senado, analistas têm avaliado que a  campanha de Flávio conduz uma espécie de "transição antecipada" , dialogando com dirigentes políticos e operadores do mercado para a formação do possível governo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p>Concorrendo sem legendas coligadas, o  "Zero Um" ganhou os apoios de Novo, União Brasil, PP, Podemos, Republicanos e MDB  para o segundo turno, assegurando a adesão quase integral do chamado centrão. Historicamente, o grupo ocupa cargos de primeiro escalão em governos da esquerda à direita, e integrantes como o deputado  Pedro Lupion (PP-PR) , o senador eleito  Mauro Mendes (União-MT)  e a senadora  Tereza Cristina (PP-MS)  são cotados para a eventual gestão bolsonarista.</p>
<p>Nomes do entorno de Flávio que integram sua equipe de campanha desde o início, como o senador  Rogério Marinho (PL-RN) , a ex-presidente da Caixa  Daniella Marques (Republicanos)  e o economista  Adolfo Sachsida  são ligados, respectivamente, a pastas da área política, social e econômica. </p>
<p>Personagens que aderiram à candidatura mais recentemente, como o presidenciável derrotado  Ronaldo Caiado (PSD) , cuja atuação pregressa o aproxima dos setores da segurança e do agronegócio, e o ex-coach  Pablo Marçal (PRTB) , outrora um desafeto da família Bolsonaro, também são cotados. O governo de Jair, a título de comparação, começou com uma aliança partidária restrita e ministros com menor traquejo político.</p>
<h2>O eventual Lula 4</h2>
<p>No caso de Lula, apesar de candidato à reeleição, a  desvantagem no primeiro turno  e a  formação de um Congresso predominantemente à direita  são condições desfavoráveis à manutenção majoritária da Esplanada. Vale lembrar que, em sua primeira reeleição, quando tinha maior popularidade, o petista trocou cerca de um terço dos ministros.</p>
<p>Já no dia seguinte à eleição, conforme revelou a agência Reuters, o vice-presidente  Geraldo Alckmin (PSB)  passou a ser aventado no Ministério da Fazenda como um gesto em direção ao mercado -- em sinal de compromisso com a responsabilidade fiscal -- e aos eleitores de centro. Ex-governador pelo PSDB, Alckmin ocupou a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no atual mandato, com atuação destacada no tarifaço, enquanto Fernando Haddad (PT) chefiou a economia.</p>
<p>O próprio  Haddad , assim como  Simone Tebet (PSB)  e  Marina Silva (Rede) , apesar das derrotas nas eleições de São Paulo, em que foram candidatos a governo e Senado, respectivamente, seguem valorizados no entorno do Palácio do Planalto e podem seguir à frente de pastas relevantes em caso de reeleição de Lula.</p>
<p>No campo das novidades, a secretária-geral do Ministério da Defesa,  Cinara Wagner Fredo , é cotada para substituir o titular da pasta, José Múcio Monteiro, que já manifestou publicamente o desejo de deixar a vida pública, conforme revelou a CNN Brasil.</p>
<p>Além disso, a tendência é que partidos de centro e direita que integraram a atual gestão, como  MDB, PSD, União Brasil, Republicanos  e  PP , cobrem por espaços ainda mais privilegiados em eventual reeleição de Lula, visto que o desequilíbrio do Congresso em favor da direita tornaria o mandatário ainda mais dependente dessas forças para aprovar projetos e evitar derrotas sensíveis no Legislativo.</p>
<p>Neste campo, políticos como  Renan Filho (MDB) , derrotado ao governo de Alagoas como aliado do presidente, e mesmo  Helder Barbalho (MDB) , senador eleito pelo Pará nas mesmas circunstâncias, são cogitados. Apesar do apoio nacional do MDB a Flávio, os diretórios da sigla nestes dois estados reforçaram endosso à reeleição de Lula.  </p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">PABLO PORCIUNCULA</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quaest: Flávio tem 46%, e Lula, 44% no segundo turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/quaest-flavio-tem-46-e-lula-44-no-segundo-turno</link>
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      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 21:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O senador  Flávio Bolsonaro (PL) registrou 46% das intenções de voto  para o segundo turno da eleição presidencial, ante  44% do presidente Lula (PT)  em pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 14. </p>
<p>A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que faz com que o  bolsonarista e o petista estejam em condição de empate técnico . Os entrevistados que se disseram indecisos foram 1%, enquanto 9% declararam a intenção de votar em branco ou anular o voto.</p>
<p>Esta é a  primeira pesquisa divulgada pela Quaest após o primeiro turno . Em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, candidato à reeleição. Ao longo da campanha eleitoral, o  petista liderou a maior parte dos levantamentos de intenção de voto .</p>
<p>O instituto ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro, de forma presencial.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Montagem/GSW Brasil</media:credit>
        <media:title>FotoJet</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Reencontro com Jair Bolsonaro recoloca peso do ex-presidente na campanha de Flávio</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/reencontro-com-jair-bolsonaro-recoloca-peso-do-ex-presidente-na-campanha-de-flavio</link>
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      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 15:48:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A visita de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , em prisão domiciliar nesta terça-feira, 13, ocorre em um momento decisivo da eleição presidencial. </p>
<p>Depois de terminar o primeiro turno à frente do presidente Lula (PT), o senador do PL tenta consolidar sua vantagem até a votação de 25 de outubro, ao mesmo tempo que procura mobilizar o eleitorado identificado com o ex-presidente, que está impedido de participar diretamente da campanha por determinação judicial.</p>
<p>A visita, realizada na residência onde Jair cumpre prisão domiciliar, em Brasília, foi a  primeira desde julho . Flávio afirmou, após o encontro, que saiu com as energias renovadas para a reta final da disputa. </p>
<p>Segundo ele, o  pai demonstrou satisfação com o resultado do primeiro turno e com a composição do Congresso  eleito para a próxima legislatura.</p>
<p>O candidato também convocou apoiadores a intensificar a mobilização nas ruas e nas redes sociais e negou que sua campanha esteja em clima de vitória antecipada. As declarações fazem parte da estratégia de manter a militância mobilizada até o segundo turno.</p>
<p>A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), depois do encerramento do prazo de 90 dias de suspensão. A decisão manteve, porém, a  proibição de utilizar os encontros para fins político-eleitorais ou divulgar cartas, manifestos e declarações do ex-presidente .</p>
<h2>Como começou a proibição das visitas</h2>
<p>A suspensão do contato entre Flávio e Jair Bolsonaro foi determinada em 13 de julho , depois que o senador publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai em apoio a sua candidatura presidencial.</p>
<p>Na ocasião, o ex-presidente estava proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, como parte das medidas cautelares impostas durante a prisão domiciliar. </p>
<p>Ao analisar o episódio,  Moraes entendeu que a divulgação da carta representou uma violação das restrições judiciais e um desvio de finalidade do direito de visita . Por isso, determinou a suspensão dos encontros entre pai e filho por 90 dias. </p>
<p>Quatro dias depois, em 17 de julho, Moraes também suspendeu por 30 dias as visitas em geral ao ex-presidente, com exceção de atendimentos médicos e jurídicos. O ministro proibiu ainda visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestações políticas de Bolsonaro, inclusive por terceiros. A decisão atingiu, naquele momento, a possibilidade de receber outros aliados e até o presidente argentino Javier Milei, que havia solicitado um encontro. </p>
<p>Em 21 de agosto, o ministro autorizou a retomada de visitas de outros familiares e pessoas previamente autorizadas, mas  manteve a proibição específica de Flávio encontrar o pai  durante o período de 90 dias.</p>
<p>A defesa do ex-presidente voltou a pedir a liberação do encontro após o primeiro turno, em 5 de outubro, quando Flávio havia terminado a apuração na liderança. Moraes solicitou manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) antes de decidir. Com o parecer favorável à retomada e sem novos episódios que justificassem a extensão da punição, o ministro autorizou o retorno das visitas em 12 de outubro. </p>
<h2>A ausência de Jair virou desafio para campanha</h2>
<p>A impossibilidade de encontrar Jair Bolsonaro presencialmente criou uma dificuldade específica para Flávio: como mobilizar o capital político do ex-presidente sem permitir que ele participasse diretamente da campanha?</p>
<p>Jair Bolsonaro continua sendo uma das principais referências do eleitorado bolsonarista, mas as restrições judiciais impediram que ele atuasse publicamente como cabo eleitoral do filho. A situação exigiu que a campanha buscasse outras maneiras de transmitir seu apoio e reforçar a associação entre os dois.</p>
<p>Um dos exemplos mais evidentes ocorreu no lançamento da candidatura de Flávio, em julho. Na ocasião, o ex-presidente apareceu por meio de um avatar criado com inteligência artificial, que declarou apoio ao filho e pediu que os presentes o recebessem como seu substituto político. A iniciativa provocou questionamentos jurídicos sobre o uso da tecnologia para contornar as restrições impostas à comunicação pública de Bolsonaro. </p>
<p>A carta publicada por Flávio, que desencadeou a suspensão das visitas, já havia sido uma tentativa de tornar explícito o apoio do ex-presidente. O episódio acabou tendo um efeito contrário no plano prático: além de impedir novos encontros durante três meses, reforçou os limites impostos pela Justiça à participação de Jair Bolsonaro na disputa.</p>
<p>A ausência de contato direto também ganhou relevância depois que Flávio se consolidou como candidato competitivo. A vantagem no primeiro turno ampliou a importância de manter unida a base política do pai, embora não seja possível atribuir o resultado eleitoral à suspensão das visitas. O desempenho nas urnas envolve outros fatores, como a transferência de votos dos candidatos derrotados, a abstenção e a composição das alianças políticas.</p>
<h2>O que a visita muda no segundo turno</h2>
<p>O encontro permite que Flávio retome o contato presencial com o pai durante a reta final, mas  não significa que Jair esteja liberado para participar da campanha . A decisão de Moraes preservou expressamente as restrições à divulgação de declarações e manifestações político-eleitorais do ex-presidente.</p>
<p>Para o candidato do PL, o reencontro tem, antes de tudo, valor pessoal e simbólico.  Flávio associou a visita à mobilização necessária para os últimos dias da disputa . A convocação para que apoiadores ocupem as ruas e intensifiquem a atuação nas redes também busca evitar acomodação diante da vantagem conquistada no primeiro turno.</p>
<p>Há, ainda, um componente político mais amplo:  a candidatura de Flávio representa a tentativa de manter o bolsonarismo no centro da disputa pelo poder , mesmo com Jair fora da eleição e submetido a restrições judiciais. O filho assumiu a posição de candidato presidencial, mas ainda depende da identificação de parte do eleitorado com o legado e a liderança do pai.</p>
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        <media:credit role="photographer">Evaristo Sá</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Flávio Bolsonaro (PL) concede entrevista após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prisão domiciliar em Brasília</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>TRE-RJ confirma Douglas Ruas (PL) como governador eleito do Rio de Janeiro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/tre-rj-confirma-douglas-ruas-como-governador-eleito-do-rio-de-janeiro</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/tre-rj-confirma-douglas-ruas-como-governador-eleito-do-rio-de-janeiro?feed=Pol%C3%ADtica</guid>
      <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 14:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno. </p>
<p>A decisão ocorreu após o procedimento de retotalização dos votos, determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o indeferimento definitivo e a anulação dos 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no pleito do último domingo (4).</p>
<p>Com o novo cálculo dos votos válidos, Ruas atingiu 50,88% do total, garantindo a eleição sem a necessidade de segundo turno. </p>
<p>Aos 38 anos, ele se torna o governador mais jovem a assumir o Executivo fluminense desde a fusão do antigo Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara, em 1975 – marca que antes pertencia ao próprio Garotinho, que tomou posse aos 38 anos, em 1999.</p>
<p>A sessão de retotalização foi conduzida pelo presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, e contou com a presença dos sete integrantes da Corte, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de agremiações partidárias. O TSE havia formado maioria por cinco votos a dois para anular a votação de Garotinho.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">CHARLES SHOLL</media:credit>
        <media:credit role="provider">Foto: Charles Sholl / Brazil Photo Press via AFP</media:credit>
        <media:title>Douglas Ruas press conference.</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>PL será a maior força do Congresso em 2027; veja como ficam Câmara e Senado</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pl-sera-a-maior-forca-do-congresso-em-2027-veja-como-ficam-camara-e-senado</link>
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      <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 09:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A eleição deste domingo, 4, renovou os 513 deputados federais e elegeu 54 senadores, que se somarão aos 27 senadores eleitos em 2022 e que ainda têm dois anos de mandato pela frente. </p>
<p>Os parlamentares tomam posse em 1º de fevereiro de 2027.</p>
<p>O PL terá a maior bancada nas duas Casas do Congresso a partir de 2027. Na Câmara, serão 121 deputados, enquanto o Senado terá 28 representantes da legenda. O PT aparece em seguida na Câmara, com 70 deputados, e no Senado, com nove parlamentares.</p>
<h2>Veja como fica o Congresso a partir de 2027</h2>
<h3>Senado</h3>
<p>Acre:  Alan Rick (União), Marcio Bittar* (PL) e Mara Rocha* (Republicanos)</p>
<p>Alagoas:  Renan Filho (MDB), Arthur Lira* (PP) e Marina JHC* (PSDB)</p>
<p>Amapá:  Davi Alcolumbre (União), Raíssa Furlan* (Podemos) e Lucas Barreto* (PSD)</p>
<p>Amazonas:  Cheila Moreira (PT) - suplente de Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga* (MDB) e Plínio Valério* (PSDB)</p>
<p>Bahia:  Otto Alencar (PSD), Rui Costa* (PT) e Jaques Wagner* (PT)</p>
<p>Ceará:  Camilo Santana (PT), Cid Gomes* (PSB) e Luizianne* (Rede)</p>
<p>Distrito Federal:  Damares Alves (Republicanos), Michelle Bolsonaro* (PL) e Bia Kicis* (PL)</p>
<p>Espírito Santo:  Magno Malta (PL), Renato Casagrande* (PSB) e Evair de Melo* (Republicanos)</p>
<p>Goiás:  Wilder Morais (PL), Gustavo Gayer* (PL) e Gracinha Caiado* (União)</p>
<p>Maranhão:  Ana Paula Lobato (PSB), Fufuca* (PP) e Lahesio Bonfim* (Novo)</p>
<p>Mato Grosso:  Wellington Fagundes (PL), Mauro Mendes* (União) e Zé Medeiros* (PL)</p>
<p>Mato Grosso do Sul:  Tereza Cristina (PP), Reinaldo Azambuja* (PL) e Capitão Contar* (PL)</p>
<p>Minas Gerais:  Alex Diniz (MDB) - suplente de Cleitinho (Republicanos), Domingos Sávio* (PL) e Marília Campos* (PT)</p>
<p>Pará:  Beto Faro (PT), Helder* (MDB) e Chicão* (União)</p>
<p>Paraíba:  Efraim Filho (União), Joao Azevêdo* (PSB) e Veneziano* (MDB)</p>
<p>Paraná:  Luis Felipe Cunha (União) - suplente de Sergio Moro (União), Filipe Barros* (PL) e Deltan Dallagnol* (Novo)</p>
<p>Pernambuco:  Teresa Leitão (PT), Humberto Costa* (PT) e Marília Arraes* (PDT)</p>
<p>Piauí:  Wellington Dias (PT), Marcelo Castro* (MDB) e Júlio César O Julim do Lula* (PSD)</p>
<p>Rio de Janeiro:  Romário (PL), Carlos Portinho* (PL) e Carlos Jordy* (PL)</p>
<p>Rio Grande do Norte:  Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim* (Podemos) e Samanda de Lula* (PT)</p>
<p>Rio Grande do Sul:  Hamilton Mourão (Republicanos), Sanderson* (PL) e Marcel Van Hattem* (Novo)</p>
<p>Rondônia:  Jaime Bagattoli (PL), Dr. Fernando Máximo* (PL) e Bruno Scheid* (PL)</p>
<p>Roraima:  Hiran Gonçalves (PP), Nicoletti* (PL) e Teresa Surita* (MDB)</p>
<p>Santa Catarina:  Jorge Seif (PL), Carol de Toni* (PL) e Carlos Bolsonaro* (PL)</p>
<p>São Paulo:  Marcos Pontes (PL), Guilherme Derrite* (PP) e André do Prado* (PL)</p>
<p>Sergipe:  Laércio Oliveira (PP), Rogerio Carvalho* (PT) e Delegado Alessandro* (MDB)</p>
<p>Tocantins:  Professora Dorinha (União), Eduardo Gomes* (PL) e Alexandre Guimarães* (MDB)</p>
<p>*Os nomes destacados em negrito com asterisco representam os novos senadores eleitos hoje para a legislatura 2027-2035.</p>
<h2>Câmara dos Deputados</h2>
<p>Acre (AC)</p>
<p>Socorro Neri (PP)</p>
<p>Zé Adriano (PP)</p>
<p>Dr. Fábio Rueda (União)</p>
<p>Coronel Ulysses (União)</p>
<p>Pedro Longo (MDB)</p>
<p>Perpétua Almeida (PCdoB)</p>
<p>Júnior Betão (PL)</p>
<p>Roberto Duarte (Republicanos)</p>
<p>Alagoas (AL)</p>
<p>Alvinho Lira (PP)</p>
<p>Delegado Fabio Costa (PP)</p>
<p>Daniel Barbosa (PP)</p>
<p>Rafael Brito (MDB)</p>
<p>Isnaldo Bulhões Jr (MDB)</p>
<p>Luciano Amaral (PSD)</p>
<p>Julia Nunes(PSD)</p>
<p>Gilvan Barros (PSDB)</p>
<p>Marx Beltrão (UNIÃO)</p>
<p>Amapá (AP)</p>
<p>Felipe Show (União)</p>
<p>Aline Gurgel (União)</p>
<p>Marcio Serrão (União)</p>
<p>Josenildo (PDT)</p>
<p>Dorinaldo Malafaia (PDT)</p>
<p>Professora Marcivânia (PCdoB)</p>
<p>Vinicius Gurgel (PL)</p>
<p>Dra. Erica (Podemos)</p>
<p>Amazonas (AM)</p>
<p>Sargento Salazar (PL)</p>
<p>Sidney Leite (PSD)</p>
<p>Adail Filho (MDB)</p>
<p>Fausto Jr (União)</p>
<p>Amom Mandel (Republicanos)</p>
<p>Saullo Vianna (MDB)</p>
<p>Joana Darc (União)</p>
<p>Alfredo Nascimento (PL)</p>
<p>Bahia (BA)</p>
<p>Pastor Sargento Isidório (Avante)</p>
<p>Antonio Brito (PSD)</p>
<p>Neto Carletto (Avante)</p>
<p>Daniel Alencar (PSD)</p>
<p>Lucas Reis (PT)</p>
<p>Sandro Filho (PP)</p>
<p>Ivoneide Caetano (PT)</p>
<p>Doutora Raissa Soares (PL)</p>
<p>Roberta Roma (PL)</p>
<p>Gabriel Nunes (PSD)</p>
<p>Jorge Solla (PT)</p>
<p>Valmir Assunção (PT)</p>
<p>Sergio Brito (PSD)</p>
<p>Ricardo Maia (MDB)</p>
<p>Diego Coronel (Republicanos)</p>
<p>Carlos Muniz (PSDB)</p>
<p>Afonso Florence (PT)</p>
<p>Elmar (União)</p>
<p>Olivia (PCdoB)</p>
<p>Dal Barreto (União)</p>
<p>Adolfo Viana (PSDB)</p>
<p>Daniel (PCdoB)</p>
<p>Alice Portugal (PCdoB)</p>
<p>Ditinho Avivip (União)</p>
<p>Claudio Cajado (PP)</p>
<p>Leur Lomanto Junior (União)</p>
<p>Maria Marighella (PT)</p>
<p>Joseildo (PT)</p>
<p>João Bacelar (PL)</p>
<p>Paulo Azi (União)</p>
<p>Capitão Alden (PL)</p>
<p>Manuel Rocha (União)</p>
<p>Léo Prates (Republicanos)</p>
<p>Raimundo Costa (PSD)</p>
<p>Mario Negromonte Jr (PSB)</p>
<p>Márcio Marinho (Republicanos)</p>
<p>Charles Fernandes (PSD)</p>
<p>Elmo Vaz (Avante)</p>
<p>Felix Mendonça (PDT)</p>
<p>Ceará (CE)</p>
<p>André Fernandes (PL)</p>
<p>Matheus Noronha (PL)</p>
<p>Dr. Jaziel (PL)</p>
<p>Carmelo Neto (PL)</p>
<p>Tainah Marinho (PSB)</p>
<p>Robério Monteiro (PSB)</p>
<p>Idilvan (PSB)</p>
<p>Dr. Acilon (PSB)</p>
<p>Domingos Neto (PSD)</p>
<p>Fernanda Pessoa (PSD)</p>
<p>Célio Studart (PSD)</p>
<p>Fernando Santana (PT)</p>
<p>Raimundo Martins (PT)</p>
<p>Luisa Cela (PT)</p>
<p>Yury do Paredão (MDB)</p>
<p>Nenen Coelho (MDB)</p>
<p>Danilo Forte (PP)</p>
<p>AJ Albuquerque (PP)</p>
<p>Giordanna Mano (PRD)</p>
<p>Erika Amorim (Republicanos)</p>
<p>Emanuel Acrizio (Solidariedade)</p>
<p>Moses Rodrigues (União Brasil)</p>
<p>Distrito Federal (DF)</p>
<p>Alberto Fraga (PL)</p>
<p>Thiago Manzoni (PL)</p>
<p>Izalci Lucas (PL)</p>
<p>Rafael Prudente (MDB)</p>
<p>Fábio Felix (PSOL)</p>
<p>Agnelo Queiroz (PT)</p>
<p>Prof. Reginaldo Veras (PV)</p>
<p>Julio Cesar (Republicanos)</p>
<p>Espírito Santo (ES)</p>
<p>Lucas Polese (PL)</p>
<p>Gilvan o Federal da Direita (PL)</p>
<p>Jack Rocha (PT)</p>
<p>João Coser (PT)</p>
<p>Dr. Bruno Resende (União)</p>
<p>Marcelo Santos (União)</p>
<p>Gilson Daniel (Podemos)</p>
<p>Da Vitória (PP)</p>
<p>Manu (PSB)</p>
<p>Coronel Ramalho (Republicanos)</p>
<p>Goiás (GO)</p>
<p>Fred Rodrigues (PL)</p>
<p>Magda Mofatto (PL)</p>
<p>Major Vitor Hugo (PL)</p>
<p>Fábio Sousa (PL)</p>
<p>Bruno Peixoto (UNIÃO)</p>
<p>Jose Nelto (UNIÃO)</p>
<p>Silvye Alves (UNIÃO)</p>
<p>Flávia Morais (MDB)</p>
<p>Célio Silveira (MDB)</p>
<p>Lucas Do Vale (PSD)</p>
<p>Daniel Agrobom (PSD)</p>
<p>Delegada Adriana Accorsi (PT)</p>
<p>Rubens Otoni (PT)</p>
<p>Glaustin Da Fokus (PODE)</p>
<p>Adriano Do Baldy (PP)</p>
<p>Lucas Calil (PRD)</p>
<p>Marussa Boldrin (REP)</p>
<p>Maranhão (MA)</p>
<p>Pedro Lucas Fernandes (União)</p>
<p>Iracema Vale (MDB)</p>
<p>Vinicius Ferro (MDB)</p>
<p>Fabiana Vilar (PL)</p>
<p>Aldir Junior (PL)</p>
<p>Amanda Gentil (PP)</p>
<p>Larissa DP (MDB)</p>
<p>Erlanio Xavier (PDT)</p>
<p>Juscelino Filho (PSDB)</p>
<p>Hildo Rocha (MDB)</p>
<p>Mariana Carvalho (PL)</p>
<p>Junior Lourenço (MDB)</p>
<p>Marreca Filho (PRD)</p>
<p>Rubens Pereira Jr (PT)</p>
<p>Josivaldo JP (União)</p>
<p>Aluisio Mendes (Republicanos)</p>
<p>Dr. Orlando (PL)</p>
<p>Márcio Jerry (PCdoB)</p>
<p>Mato Grosso (MT)</p>
<p>Coronel Fernanda (PL)</p>
<p>Coronel Assis (PL)</p>
<p>Thiago Boava Hey Roy (PL)</p>
<p>Fábio Garcia (União)</p>
<p>Virgínia Mendes (União)</p>
<p>Coronel Roveri (PODE)</p>
<p>Professora Rosa Neide (PT)</p>
<p>Juarez Costa (Republicanos)</p>
<p>Mato Grosso do Sul (MS)</p>
<p>Marcos Pollon (PL)</p>
<p>Mara Caseiro (PL)</p>
<p>Rodolfo Nogueira (PL)</p>
<p>Beto Pereira (Republicanos)</p>
<p>Isa Marcondes (Republicanos)</p>
<p>Dagoberto Nogueira (PP)</p>
<p>Camila Jara (PT)</p>
<p>Rose Modesto (União)</p>
<p>Minas Gerais (MG)</p>
<p>Nikolas Ferreira (PL)</p>
<p>Ana Elisa (PT)</p>
<p>Duda Salabert (PSOL)</p>
<p>Reginaldo Lopes (PT)</p>
<p>Rogério Correia (PT)</p>
<p>Pinheirinho (PP)</p>
<p>Zé Vitor (PL)</p>
<p>Ana Pimentel (PT)</p>
<p>Gleide Andrade (PT)</p>
<p>Weliton Prado (PSD)</p>
<p>Paulo Guedes (PT)</p>
<p>Gleidson Azevedo (Republicanos)</p>
<p>Pedro Rousseff (PT)</p>
<p>Bruno Farias (Republicanos)</p>
<p>Miguel Ângelo (PT)</p>
<p>Diego Andrade (PSD)</p>
<p>Dandara (PT)</p>
<p>Lohanna (PV)</p>
<p>Rodrigo de Castro (União)</p>
<p>Delegado Marcelo Freitas (União)</p>
<p>Fred Costa (PRD)</p>
<p>Bella Gonçalves (PT)</p>
<p>Gilberto Abramo (Republicanos)</p>
<p>Emidinho Madeira (PL)</p>
<p>Newton Cardoso Jr (MDB)</p>
<p>Dimas Fabiano (PP)</p>
<p>Padre João (PT)</p>
<p>Luis Tibé (Avante)</p>
<p>Rafael Simões (União)</p>
<p>Samuel Viana (União)</p>
<p>Eros Biondini (PL)</p>
<p>Vinicius Diniz (PL)</p>
<p>Leonardo Monteiro (PT)</p>
<p>André Janones (Rede)</p>
<p>Nely Aquino (Podemos)</p>
<p>Igor Santos (PL)</p>
<p>Paulo Abi-Ackel (PSDB)</p>
<p>Dr. Marcos Vinicius (PL)</p>
<p>Greyce Elias (PL)</p>
<p>Lafayette Andrada (PL)</p>
<p>Dr. Frederico (PL)</p>
<p>Caporezzo (PL)</p>
<p>Rosangela Reis (PL)</p>
<p>Marcelo Álvaro Antônio (PL)</p>
<p>Duarte Júnior (PSB)</p>
<p>Fabinho Ramalho (PL)</p>
<p>Thiago Ganem (PL)</p>
<p>Delegada Ione (PL)</p>
<p>Rodrigo Tavares (PL)</p>
<p>Lincoln Portela (PL)</p>
<p>Subtenente Gonzaga (PL)</p>
<p>Junio Amaral (PL)</p>
<p>Sargento Mello-Casal (PL)</p>
<p>Pará (PA)</p>
<p>Delegado Caveira (PL)</p>
<p>Jader Filho (MDB)</p>
<p>Dra. Alessandra Haber (Podemos)</p>
<p>Júnior Ferrari (PSD)</p>
<p>Renilce Nicodemos (MDB)</p>
<p>Dilvanda Faro (PT)</p>
<p>Priante (MDB)</p>
<p>Andréia Siqueira (PSB)</p>
<p>Joaquim Passarinho (PL)</p>
<p>Lu Ogawa (Progressistas)</p>
<p>Adriano Coelho (MDB)</p>
<p>Antonio Doido (MDB)</p>
<p>Cassio Andrade (MDB)</p>
<p>Airton Faleiro (PT)</p>
<p>Rogerio Barra (PL)</p>
<p>Raimundo Santos (PSD)</p>
<p>Bob Fllay (Podemos)</p>
<p>Paraíba (PB)</p>
<p>Murilo Galdino (REP)</p>
<p>Hugo (REP)</p>
<p>Wilson Santiago (REP)</p>
<p>Cabo Gilberto Silva (PL)</p>
<p>George Morais (REP)</p>
<p>Aguinaldo Ribeiro (PP)</p>
<p>Pollyanna (PP)</p>
<p>Gervásio Maia (PCdoB)</p>
<p>Ruy Carneiro (PODE)</p>
<p>Wellington Roberto (PSD)</p>
<p>Ricardo Coutinho (PT)</p>
<p>Dr° Damião (UNIÃO)</p>
<p>Paraná (PR)</p>
<p>Sargento Fahur (PL)</p>
<p>Rosangela Moro (PL)</p>
<p>Vermelho (PL)</p>
<p>Delegado Francischini (PL)</p>
<p>Ricardo Arruda (PL)</p>
<p>Ana Júlia (PT)</p>
<p>Zeca Dirceu (PT)</p>
<p>Renato Freitas (PT)</p>
<p>Carol Dartora (PT)</p>
<p>Arilson Chiorato (PT)</p>
<p>Jeffrey Chiquini (NOVO)</p>
<p>Guilherme Kilter (NOVO)</p>
<p>Henrique Mecabô (NOVO)</p>
<p>Paulo Martins (NOVO)</p>
<p>Ricardo Barros (PP)</p>
<p>Toninho Wandscheer (PP)</p>
<p>Tião Medeiros (PP)</p>
<p>Marcelo Belinati (PP)</p>
<p>Beto Preto (PSD)</p>
<p>Paranhos (PSD)</p>
<p>Leandre (PSD)</p>
<p>Luizão Goulart (PSD)</p>
<p>Felipe Francischini (PODE)</p>
<p>Da Costa Do Perdeu Piá (PODE)</p>
<p>Pedro Lupion (REP)</p>
<p>Newton Bonin (REP)</p>
<p>Delegado Matheus Laiola (UNIÃO)</p>
<p>Paulo Litro (UNIÃO)</p>
<p>Sergio Souza (MDB)</p>
<p>Aliel Machado (PV)</p>
<p>Pernambuco (PE)</p>
<p>Sargento Fahur (PL)</p>
<p>Rosangela Moro (PL)</p>
<p>Vermelho (PL)</p>
<p>Delegado Francischini (PL)</p>
<p>Ricardo Arruda (PL)</p>
<p>Ana Júlia (PT)</p>
<p>Zeca Dirceu (PT)</p>
<p>Renato Freitas (PT)</p>
<p>Carol Dartora (PT)</p>
<p>Arilson Chiorato (PT)</p>
<p>Jeffrey Chiquini (NOVO)</p>
<p>Guilherme Kilter (NOVO)</p>
<p>Henrique Mecabô (NOVO)</p>
<p>Paulo Martins (NOVO)</p>
<p>Ricardo Barros (PP)</p>
<p>Toninho Wandscheer (PP)</p>
<p>Tião Medeiros (PP)</p>
<p>Marcelo Belinati (PP)</p>
<p>Beto Preto (PSD)</p>
<p>Paranhos (PSD)</p>
<p>Leandre (PSD)</p>
<p>Luizão Goulart (PSD)</p>
<p>Felipe Francischini (PODE)</p>
<p>Da Costa Do Perdeu Piá (PODE)</p>
<p>Pedro Lupion (REP)</p>
<p>Newton Bonin (REP)</p>
<p>Delegado Matheus Laiola (UNIÃO)</p>
<p>Paulo Litro (UNIÃO)</p>
<p>Sergio Souza (MDB)</p>
<p>Aliel Machado (PV)</p>
<p>Piauí (PI)</p>
<p>Zé Santana (PT)</p>
<p>Dr. Francisco (PT)</p>
<p>Flávio Nogueira (PT)</p>
<p>Castro Neto (MDB)</p>
<p>Marcos Aurélio Sampaio (MDB)</p>
<p>Georgiano (PSD)</p>
<p>Wilson Martins (PSD)</p>
<p>Julio Arcoverde (PP)</p>
<p>Delegado Charles (PV)</p>
<p>Jadyel (REP)</p>
<p>Rio de Janeiro (RJ)</p>
<p>Altineu Cortes (PL)</p>
<p>Sóstenes Cavalcante (PL)</p>
<p>General Pazuello (PL)</p>
<p>Soraya Santos (PL)</p>
<p>Manoela Peres (PL)</p>
<p>Dani Cunha (PL)</p>
<p>Julia de Castro (PL)</p>
<p>Diogo Balieiro Diniz (PL)</p>
<p>Rafael Satiê (PL)</p>
<p>Chris Tonietto (PL)</p>
<p>Poubel (PL)</p>
<p>Wladimir Garotinho (PL)</p>
<p>Douglas Gomes (PL)</p>
<p>Thiago Gagliasso (PL)</p>
<p>Jorge Miranda (PL)</p>
<p>Lindbergh (PT)</p>
<p>Freixo (PT)</p>
<p>Anielle Franco (PT)</p>
<p>Fabiano Horta (PT)</p>
<p>Diego Quaqua (PT)</p>
<p>Nísia Trindade (PT)</p>
<p>Dr. Luizinho (PP)</p>
<p>Delegado Felipe Curi (PP)</p>
<p>Renato Cozzolino (PP)</p>
<p>Leniel Borel (PP)</p>
<p>Bebeto (PP)</p>
<p>Daniel Soranz (PSD)</p>
<p>Renan Ferreirinha (PSD)</p>
<p>Márcio Rezende (PSD)</p>
<p>Marcio Ribeiro (PSD)</p>
<p>Luciano Vieira (PSDB)</p>
<p>Juninho do Pneu (PSDB)</p>
<p>Marcelo Queiroz (PSDB)</p>
<p>Talita Galhardo (PSDB)</p>
<p>Rick Azevedo (PSOL)</p>
<p>Talíria Petrone (PSOL)</p>
<p>Glauber Braga (PSOL)</p>
<p>Pastor Henrique Vieira (PSOL)</p>
<p>Elias Jabbour (PCdoB)</p>
<p>Jandira Feghali (PCdoB)</p>
<p>Gutemberg Reis (MDB)</p>
<p>Luiz Lima (Novo)</p>
<p>Marcos Tavares (PDT)</p>
<p>Luis Carlos Gomes (Republicanos)</p>
<p>Aureo Ribeiro (Solidariedade)</p>
<p>Rueda (União)</p>
<p>Rio Grande do Norte (RN)</p>
<p>Nina Souza (PL)</p>
<p>Sargento Gonçalves (PL)</p>
<p>General Girão (PL)</p>
<p>Dr. Bernardo (PV)</p>
<p>Thabatta Pimenta (PV)</p>
<p>João Maia (PP)</p>
<p>Natália Bonavides (PT)</p>
<p>Benes Leocádio (UNIÃO)</p>
<p>Rio Grande do Sul (RS)</p>
<p>Maurício Marcon (PL)</p>
<p>Giovani Cherini (PL)</p>
<p>Osmar Terra (PL)</p>
<p>Marcelo Moraes (PL)</p>
<p>Jessé Sangalli (PL)</p>
<p>Diogo Siqueira (PL)</p>
<p>Bibo Nunes (PL)</p>
<p>Perondi (PL)</p>
<p>Maria do Rosário (PT)</p>
<p>Bohn Gass (PT)</p>
<p>Denise Pessôa (PT)</p>
<p>Marcon (PT)</p>
<p>Valdeci Oliveira (PT)</p>
<p>Afonso Hamm (PP)</p>
<p>Any Ortiz (PP)</p>
<p>Pedro Westphalen (PP)</p>
<p>Covatti Filho (PP)</p>
<p>Alceu Moreira (MDB)</p>
<p>Juvir Costella (MDB)</p>
<p>Vilmar Zanchin (MDB)</p>
<p>Rony Gabriel (Podemos)</p>
<p>Sergio Zambiasi (Podemos)</p>
<p>Danrlei (PSD)</p>
<p>Lucas Redecker (PSD)</p>
<p>Gustavo Victorino (Republicanos)</p>
<p>Carlos Gomes (Republicanos)</p>
<p>Felipe Camozzato (Novo)</p>
<p>Daiana Santos (PCdoB)</p>
<p>Pompeo de Mattos (PDT)</p>
<p>Fernanda Melchionna (PSOL)</p>
<p>Busato (União)</p>
<p>Rondônia (RO)</p>
<p>Lucio Mosquini (PL)</p>
<p>Coronel Chrisóstomo (PL)</p>
<p>Sofia Andrade (PL)</p>
<p>Cristiane Lopes (Podemos)</p>
<p>Dr. Jaime Gazola (Podemos)</p>
<p>Thiago Flores (União)</p>
<p>Maurício Carvalho (União)</p>
<p>Joliane Furia (PSD)</p>
<p>Roraima (RR)</p>
<p>Marcos Jorge (REP)</p>
<p>Ítalo Otávio (REP)</p>
<p>Joner Chagas (REP)</p>
<p>Rodrigo Mesquita (PODE)</p>
<p>Duda Ramos (PODE)</p>
<p>Zé Haroldo Cathedral (UNIÃO)</p>
<p>Defensor Stélio Dener (UNIÃO)</p>
<p>Daniel Trindade (PL)</p>
<p>Santa Catarina (SC)</p>
<p>Julia Zanatta (PL)</p>
<p>Ana Paula Lima (PT)</p>
<p>Professor Pedro Uczai (PT)</p>
<p>Jair Bolsonaro (PL)</p>
<p>Sargento Lima (PL)</p>
<p>Pezenti (MDB)</p>
<p>Gilson Marques (NOVO)</p>
<p>Giovana Mondardo (PCdoB)</p>
<p>Julio Garcia (PSD)</p>
<p>Daniela Reinehr (PL)</p>
<p>Zé Milton (PP)</p>
<p>Paulinha (PODE)</p>
<p>Zé Trovão (PL)</p>
<p>Ricardo Guidi (PL)</p>
<p>Daniel Freitas (PL)</p>
<p>Geovania de Sá (Republicanos)</p>
<p>São Paulo (SP)</p>
<p>Lucas Pavanato(PL) - 3.038.438 votos</p>
<p>Erika Hilton(PSOL) - 1.596.472 votos</p>
<p>Sâmia Bomfim (PSOL)—583.107 votos</p>
<p>Kim Kataguiri (Missão) — 520.071 votos</p>
<p>Tabata Amaral (PSB)—476.383 votos</p>
<p>Renato Bolsonaro (PL) - 379.312 votos</p>
<p>Sargento Nantes (PP) - 333.401 votos</p>
<p>Delegado Palumbo (podemos) - 303.271 votos</p>
<p>Guilherme Cortez (PSOL) - 275.450 votos</p>
<p>Mauricio Neves(PP) - 269.996 votos</p>
<p>Marcio Alvino (PL) - 261.325 votos</p>
<p>Professora Luciene Cavalcante (PSOL) - 253.778 votos</p>
<p>Ana Carolina Oliveira (Podemos) - 246.741 votos</p>
<p>Baleia Rossi (MDB) - 239.124 votos</p>
<p>Luna Zarattini (PT) - 233.733 votos</p>
<p>Marina Helena (Novo) - 230.866 votos</p>
<p>Delegado Bruno Lima (Podemos) - 217.952 votos</p>
<p>Rosana Valle (PL) - 213.752 votos</p>
<p>Renata Abreu (Podemos) - 199.100 votos</p>
<p>Marcos Pereira (Republicanos) - 196.681 votos</p>
<p>Luiz Philippe De O E Bragança (PL) - 187.743 votos</p>
<p>Guilherme Piai(Republicanos) - 182.328 votos</p>
<p>Igor Soares (PSD) - 181.820 votos</p>
<p>Paulo Alexandre Barbosa (PSD) - 168.207 votos</p>
<p>Felipe Becari (Podemos) - 162.957 votos</p>
<p>Thiago Surfista (PL) - 161.971 votos</p>
<p>Alencar Santana (PT) - 160.264 votos</p>
<p>Capitão Augusto (PL) - 153.745 votos</p>
<p>Jilmar Tatto(PT) - 152.984 votos</p>
<p>Celso Russomanno (Republicanos)- 138.827 votos</p>
<p>Thiago Dos Reis (PT) - 137.240 votos</p>
<p>Paulo Serra(PSDB) - 132.866 votos</p>
<p>Sidney Cruz(MDB) - 130.951 votos</p>
<p>João Cury (MDB) - 130.915 votos</p>
<p>Luiz Fernando Machado (PL) - 129.004 votos</p>
<p>Arlindo Chinaglia (PT) - 124.121 votos</p>
<p>Pastor Marco Feliciano (PL) - 122.119 votos</p>
<p>Ney Santos (Republicanos)- 118.566 votos</p>
<p>Carlos Zarattini (PT) - 117.608 votos</p>
<p>Edinho Silva (PT) - 115.341 votos</p>
<p>Nilto Tatto (PT) - 114.560 votos</p>
<p>Natália Boulos (PSOL) - 114.552 votos</p>
<p>Kiko Celeguim (PT) - 113.158 votos</p>
<p>Motta (PL) - 112.854 votos</p>
<p>Juliana Cardoso (PT) - 111.904 votos</p>
<p>Joao Paulo Cunha (PT) - 109.548 votos</p>
<p>Rodrigo Gambale (Podemos) - 106.901 votos</p>
<p>Dra. Sandra Tadeu (PL) - 106.471 votos</p>
<p>Enrico Misasi (MDB) - 106.225 votos</p>
<p>Coronel Telhada (PP) - 104.513 votos</p>
<p>Paulo Freire (PL) - 99.388 votos</p>
<p>Marcos Neves (PSD) - 98.359 votos</p>
<p>Jonas Donizette (PSB) - 97.335 votos</p>
<p>Miguel Lombardi (PL) - 96.333 votos</p>
<p>Saulo Pedroso (PSD) - 95.096 votos</p>
<p>Altair Moraes (Republicanos) - 94.770 votos</p>
<p>Jefferson Campos (PL) - 92.286 votos</p>
<p>Carlos Sampaio (PSD) - 91.902 votos</p>
<p>Maria Rosas (Republicanos) - 91.690 votos</p>
<p>Mario Frias (PL) - 91.403 votos</p>
<p>Delegado Paulo Bilynskyj (PL) - 90.363 votos</p>
<p>Carlos Bezerra Jr. (PSD) - 89.414 votos</p>
<p>Sirlange Manga (União Brasil) - 87.820 votos</p>
<p>Milton Leite Filho (União Brasil) - 71.631 votos</p>
<p>Adriana Ventura (Novo) - 69.083 votos</p>
<p>Eduardo Cury (PL) - 66.860 votos</p>
<p>Wesley Cezar Lelinho (PL) - 66.673 votos</p>
<p>Gil Diniz (PL) - 63.398 votos</p>
<p>Edinho Araújo (PRD) - 54.443 votos</p>
<p>Sônia Guajajara (PSOL) - 54.207 votos</p>
<p>Sergipe (SE)</p>
<p>Yandra Moura (União)</p>
<p>Claudio Mitidieri (PSB)</p>
<p>Joao Daniel (PT)</p>
<p>Fábio Reis (PSD)</p>
<p>Delegada Katarina (PSD)</p>
<p>Icaro de Valmir (Republicanos)</p>
<p>Capitão Samuel (União)</p>
<p>Gustinho Ribeiro (PP)</p>
<p>Tocantins (TO)</p>
<p>Professora Janad Valcari (PP)</p>
<p>Jair Farias (União)</p>
<p>Lucas Campelo (Republicanos)</p>
<p>Ricardo Ayres (Republicanos)</p>
<p>Fábio Vaz (Republicanos)</p>
<p>Filipe Martins (PL)</p>
<p>Sandoval Cardoso (Pode)</p>
<p>Iratã Abreu (PSDB)</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Mulheres no Congresso</media:title>
      </media:content>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Onda bolsonarista teve encolhimento da centro-direita e não reduziu espaço do PT</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/onda-bolsonarista-teve-encolhimento-da-centro-direita-e-nao-reduziu-espaco-do-pt</link>
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      <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula (PT) no primeiro turno da disputa presidencial  e a eleição de  dezenas de parlamentares alinhados ao bolsonarismo para Câmara e Senado  coincidiu com a  redução expressiva da representação dos partidos da centro-direita e do chamado “centrão” .</p>
<p>Principal algoz da direita radical, o PT registrou crescimento da bancada que divide, em federação, com PCdoB e PV, enquanto legendas como  PSD, MDB e PSDB perderam cadeiras no Congresso . Para pesquisadores ouvidos pelo  GSW Brasil , os resultados consolidam a calcificação de dois blocos majoritários na política brasileira, mas não indicam uma perspectiva de bipartidarismo no país.</p>
<h2>Direita amplia, mas esquerda não retrai</h2>
<p>Em termos partidários, o PL encerrou a votação de domingo, 4, como principal vitorioso. Além dos 2 milhões de votos que Flávio teve a mais que Lula, a  sigla elevou sua bancada no Senado de 15 para 28 senadores e elegeu 121 deputados federais  — maior bancada desde os 260 eleitos pelo PMDB, em 1986, quando a fragmentação partidária era  menor. </p>
<p>Abrigo secundário do bolsonarismo, o partido  Novo ampliou sua representação na Câmara com 10 eleitos e triplicou a bancada no Senado ,  onde terá três representantes . </p>
<p>Os números foram anabolizados por figuras jovens e populares da direita radical, como  Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP)  — ambos superaram 3 milhões de votos, número recorde para o cargo  — e André Fernandes (PL-CE), líderes de votação para a Câmara em seus estados e cujo alcance contribuiu para eleger correligionários. </p>
<p>A mesma fórmula impulsionou as bancadas da esquerda, ainda que em menor proporção na comparação com o bolsonarismo. A federação  PT-PCdoB-PV fez 88 deputados federais, seis a mais do que na última eleição,  e manteve uma bancada de nove senadores. Por sua vez, PSB e a federação PSOL-Rede reproduziram os resultados do pleito anterior, com 15 representantes cada na Casa Baixa do Congresso. </p>
<p>No campo, destacaram-se lideranças como Ana Elisa (PT-MG), com mais de 500 mil votos, e Erika Hilton (PSOL-SP), que superou a marca histórica de 1,5 milhão de eleitores. Ambas têm discursos mais combativos do que institucionais e ostentam forte engajamento nas mídias digitais.</p>
<h2>Centro asfixiado</h2>
<p>O campo da centro-direita, enfileirado por representantes tradicionais e líderes de uma política regionalizada, que mobiliza menos no ambiente digital do que pautas de caráter nacional, encolheu. </p>
<p>No Senado, o  PSD caiu de 13 para 5 representante s, enquanto  MDB, Podemos e PSDB perderam um parlamentar cada na Casa  — terão bancadas de oito, dois e dois representantes, respectivamente. Na Câmara Federal, o Cidadania perdeu todos os seus cinco assentos, enquanto União Brasil foi de 59 para 46 deputados, PP, de 47 para 41, e MDB, de 42 para 36, sempre na comparação com a legislatura que se encerra.</p>
<p>Essas legendas ainda perderam protagonismo na discussão nacional.  O PSD viu Ronaldo Caiado (PSD) conquistar 2,18% dos votos válidos  e amargar a quinta posição na eleição presidencial, atrás de novatos como Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), enquanto as  demais optaram por não lançar candidatura própria ou sequer apoiar um dos nomes que disputavam o Palácio do Planalto  — no segundo turno, parte delas devem se associar ao bolsonarista, como o próprio Caiado fez nesta semana.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/aslm2LPYJpfuTr8Cp.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Ronaldo Caiado em seu primeiro dia de campanha, em Goiàs"/>
<h2>Representação dividida</h2>
<p>“Podemos caminhar para um Congresso dividido.  Não em dois partidos, mas em algo parecido com dois blocos formais e grandes, à esquerda e à direita, com PT e PL como centros de gravidade ”, afirmou ao  GSW Brasil  Leandro Cosentino, professor de ciência política do Insper. “O avanço do PL sobre o ‘centrão’ é um aprofundamento da polarização nacional”, concluiu.</p>
<p>O avanço, aliás, não se restringiu às disputas pela Presidência e pelo Legislativo. Alinhados ao bolsonarismo, Cleitinho Azevedo (Republicanos), Luciano Zucco (PL) e Sergio Moro (PL) desbancaram o PSD dos governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente. O partido de Gilberto Kassab ainda disputa segundos turnos em Amazonas e Rio de Janeiro, onde filiados que são aliados de Lula — Omar Aziz e Eduardo Paes — enfrentam justamente o PL — Maria do Carmo e Douglas Ruas.</p>
<p>Esse quadro revela que  parte dos representantes do campo, agora minado pelo bolsonarismo, também se aliaram ao PT em meio à ascensão da polarização nacional . “O que havia de centro-direita democrática no Brasil passou a integrar a coalizão do presidente Lula, como Geraldo Alckmin e Simone Tebet”, observou a cientista política Lilian Sendretti, pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). Presidenciáveis por PSDB e MDB nas duas últimas eleições, os dois citados ingressaram no PSB e integraram o governo petista como vice-presidente e ministra do Planejamento, respectivamente.</p>
<p>Para a pesquisadora, porém, o cenário atual ainda não representa uma concentração absoluta dessas duas forças na representação política do país. “ Mesmo com 92% dos votos válidos para presidente, PT e PL somam menos de 40% das vagas na Câmara . O voto proporcional garante espaço a partidos médios, e as federações partidárias possibilitam que legendas pequenas cumpram a cláusula de desempenho sem deixar de existir.  A polarização na arena eleitoral majoritária e a fragmentação na proporcional convivem ”, avaliou.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">Sergio Lima</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Flávio Bolsonaro</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula reforça ‘pacote de bondades’ e zera tributos da gasolina a 16 dias do segundo turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-aposta-em-novo-pacote-de-bondade-e-zera-tributos-da-gasolina-a-16-dias-do-segundo-turno</link>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 19:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A 16 dias do segundo turno das eleições, o governo Lula anunciou, nesta sexta-feira, 9, um conjunto com quatro medidas para conter a alta de combustíveis. A principal delas é que os  impostos federais sobre a gasolina serão zerados pelo período de 30 dias.</p>
<p>A medida faz parte de um 'pacote de bondade' que Lula vem implementando durante a campanha. Em setembro,  Lula já havia reajustado em 15% o Bolsa Família  e anunciou a distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS.</p>
<p>A ampliação dos subsídios para a gasolina culminará em uma desoneração de R$ 0,89 o que zera todo o PIS/Cofins e a Cide, que são os impostos federais sobre o combustível. Até agora, o valor do benefício estava em R$ 0,63 por litro de gasolina.</p>
<p>O custo estimado pela equipe econômica do governo é de R$ 5,2 bilhões por mês para os cofres públicos. Desse total, R$ 2,8 bilhões serão destinados à desoneração da gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.</p>
<p>As medidas anunciadas — Gasolina: o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível. Com a nova medida, o desconto tributário por litro passa de R$ 0,63 para R$ 0,89.</p>
<p>— Etanol: foi prorrogada a desoneração de tributos sobre o combustível, equivalente a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>— Etanol hidratado: a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas foi ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro.</p>
<p>— Diesel: os importadores de óleo diesel de uso rodoviário receberão uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro. Com o acréscimo ao benefício já existente, de R$ 2,12, o valor total chega a R$ 3,52 por litro.</p>
<p>O custo adicional das medidas é estimado em R$ 2,65 bilhões, distribuídos da seguinte forma:</p>
<p>— Gasolina: R$ 700 milhões;</p>
<p>— Etanol: R$ 350 milhões;</p>
<p>— Diesel: R$ 1,6 bilhão.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a renúncia fiscal com a gasolina será compensada por receitas extraordinárias do petróleo, de forma a preservar a neutralidade fiscal. Segundo ele, o governo acompanhará semanalmente os preços nos postos para verificar se a redução dos tributos será repassada aos consumidores.</p>
<p>Em relação ao abastecimento, o governo descartou risco de falta de diesel no país. A estimativa para outubro é de uma demanda de 3,95 milhões de metros cúbicos, diante de uma oferta de 4,18 milhões de metros cúbicos, o que representa um saldo positivo de 6%.</p>
<p>A alta dos combustíveis tem pressionado a inflação. Em setembro, os preços do grupo subiram 1,41%, contribuindo para que o setor de transportes respondesse por 0,18 ponto percentual do IPCA, que avançou 0,82% no mês. Entre os combustíveis, o etanol teve a maior alta, de 3,16%, seguido pelo diesel, com 1,69%, e pela gasolina, com 1,21%.</p>
<p>O governo relaciona a pressão sobre os preços à guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, e às restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado na faixa de US$ 70, mas chegou a ultrapassar US$ 120 com a escalada militar</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">Foto: Ricardo Stuckert</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Mulheres são vítimas de 59% dos ataques a candidatos nas eleições de 2026</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/mulheres-sao-vitimas-de-59-dos-ataques-a-candidatos-nas-eleicoes-de-2026</link>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 15:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas na quinta-feira, 8, pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) expõem uma das faces da violência política no Brasil: a intimidação de mulheres que disputam eleições ou ocupam cargos públicos. Os ataques ocorrem em um cenário no qual candidatas, embora ainda sejam minoria na política, aparecem como as principais vítimas de ameaças e ofensas.</p>
<p>Um levantamento divulgado na quarta-feira, 7, pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global identificou 134 episódios de violência política durante os 50 dias de campanha do primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. Isso equivale a um caso a cada nove horas.</p>
<p>As mulheres foram vítimas em 70 episódios, ou 52,2% do total. A desproporção é ainda maior quando considerados apenas os ataques a pessoas que estavam disputando a eleição. Dos 102 episódios dirigidos a candidaturas, 60 tiveram mulheres como vítimas, o equivalente a 58,8%, embora elas representassem aproximadamente 35% das candidaturas.</p>
<p>Os dados fazem parte da quarta edição da pesquisa Violência Política e Eleitoral no Brasil, que acompanha agressões, ameaças e outras formas de intimidação contra agentes políticos e lideranças. Desde 2016, as organizações já mapearam 2.071 episódios.</p>
<h2>O que caracteriza a violência política contra mulheres</h2>
<p>A violência política não se limita às agressões físicas. Ela também ocorre quando uma pessoa é ameaçada, humilhada, perseguida ou intimidada em razão de sua participação na vida pública. Pode atingir candidatas, parlamentares, dirigentes partidárias e outras mulheres que exercem direitos políticos.</p>
<p>Quando os ataques estão relacionados ao fato de a vítima ser mulher, a violência assume uma dimensão de gênero. Isso acontece, por exemplo, quando uma candidata recebe ameaças de estupro, é atacada com expressões misóginas ou sofre tentativas de desqualificação baseadas em sua condição feminina.</p>
<p>A distinção é importante porque nem toda crítica dirigida a uma mulher na política constitui violência política de gênero. Questionar propostas, cobrar explicações ou discordar de decisões faz parte do debate democrático. A violência aparece quando a crítica dá lugar à intimidação, à discriminação ou a ataques destinados a restringir a participação política.</p>
<p>No Brasil, a Lei 14.192, de 2021, estabeleceu medidas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra mulheres. A legislação também tipificou no Código Eleitoral a conduta de assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidatas e mulheres que exercem mandatos, utilizando menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar sua campanha ou o desempenho do mandato.</p>
<h2>Ameaças sexuais atingem exclusivamente mulheres</h2>
<p>O levantamento revela diferenças importantes na maneira como homens e mulheres são atingidos pela violência política.</p>
<p>Entre os 97 episódios classificados como violência simbólica, categoria que inclui ameaças e ofensas, 60 tiveram mulheres como vítimas, o equivalente a 61,9%. Já entre os 32 episódios de violência física, incluindo agressões, atentados e assassinatos, a participação feminina foi de 21,9%.</p>
<p>Os dois assassinatos e dez dos 11 atentados registrados tiveram homens como vítimas. Todas as 12 ocorrências envolvendo armas de fogo também atingiram homens.</p>
<p>Em contrapartida, as sete ameaças de violência sexual identificadas pelas organizações tiveram exclusivamente mulheres como vítimas.</p>
<p>Em 53 dos 70 episódios contra mulheres, ou 75,7%, os pesquisadores identificaram elementos discriminatórios. O machismo ou a misoginia apareceram em 45 casos, o racismo em nove e a transfobia em cinco. Essas formas de discriminação podem ocorrer simultaneamente em um mesmo episódio.</p>
<p>Para Glaucia Marinho, diretora-executiva da Justiça Global, a violência tem consequências específicas para grupos historicamente afastados dos espaços de decisão.</p>
<p>“Enquanto os homens são atacados por sua atuação política, mulheres, pessoas negras e pessoas trans enfrentam também o racismo, o machismo e a transfobia que estruturam a sociedade brasileira”, afirmou a dirigente em comunicado da organização.</p>
<h2>Mulheres negras enfrentam uma violência ainda mais intensa</h2>
<p>O recorte racial mostra que a violência política não atinge todas as mulheres da mesma maneira.</p>
<p>Segundo a pesquisa, mulheres negras foram vítimas em 24,6% dos episódios registrados no primeiro turno, embora representassem 18,2% das candidaturas. Entre as 70 ocorrências contra mulheres, 19 tiveram mulheres pretas como vítimas.</p>
<p>Dos 13 episódios em que o racismo foi identificado explicitamente como motivação discriminatória, oito atingiram mulheres pretas.</p>
<p>Os números indicam que, além das barreiras enfrentadas pelas mulheres na política, o racismo amplia a exposição de candidatas negras a ataques. Mulheres trans também enfrentam formas específicas de intimidação, como mostram os cinco episódios com elementos de transfobia identificados pelo levantamento.</p>
<h2>Violência cresce durante as eleições</h2>
<p>Os 134 episódios registrados no primeiro turno de 2026 representam um aumento de aproximadamente 11% em relação aos 121 identificados no primeiro turno de 2022.</p>
<p>O levantamento também permite comparar a frequência das agressões durante e fora das campanhas eleitorais.</p>
<p>Entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, período sem campanha eleitoral, as organizações registraram 354 episódios de violência política, uma média de um caso a cada 44 horas. Durante os 50 dias de campanha do primeiro turno de 2026, a frequência passou para um episódio a cada nove horas, aproximadamente cinco vezes maior.</p>
<p>A ameaça foi a modalidade mais frequente, com 64 ocorrências. Em seguida apareceram as ofensas (33), agressões físicas (19), atentados (11), criminalização (cinco) e assassinatos (dois).</p>
<p>A maior parte dos ataques aconteceu nas ruas: foram 71 episódios durante atividades de campanha ou eventos públicos. O ambiente virtual concentrou 31,3% dos registros.</p>
<p>Para Gisele Barbieri, coordenadora do Setor de Incidência da Terra de Direitos, é necessário identificar os locais em que candidatas e agentes políticos estão mais vulneráveis para desenvolver medidas de proteção.</p>
<h2>Processos por violência política de gênero quase multiplicaram por 12</h2>
<p>Outro conjunto de dados, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro, ajuda a dimensionar o problema.</p>
<p>Como mostrou o GSW Brasil , o número de processos relacionados à violência política contra mulheres na Justiça Eleitoral passou de 15 em 2022 para 177 em 2026, até 21 de setembro. Isso representa um crescimento de quase 12 vezes em quatro anos.</p>
<p>O avanço ocorreu de forma contínua. Foram 23 processos em 2023, 78 em 2024 e 118 em 2025, antes de chegar aos 177 registrados em 2026.</p>
<p>Dos processos registrados neste ano, 75 eram inquéritos policiais, 32 eram representações criminais ou notícias-crime e 17 eram ações penais eleitorais. Até aquela data, 80,2% permaneciam em tramitação.</p>
<p>É importante distinguir os dois levantamentos. A pesquisa da Terra de Direitos e da Justiça Global contabiliza episódios de violência identificados por meio de monitoramento jornalístico, registros oficiais e denúncias públicas. Já o painel do TSE reúne procedimentos que chegaram à Justiça Eleitoral. Portanto, os números não podem ser somados nem comparados diretamente como se medissem o mesmo universo.</p>
<p>O crescimento dos processos também não significa necessariamente que a violência tenha aumentado na mesma proporção. Pode refletir maior número de denúncias e registros formais.</p>
<h2>Nenhum dos casos havia resultado em punição</h2>
<p>A ausência de responsabilização é outro ponto destacado pela pesquisa da Terra de Direitos e da Justiça Global.</p>
<p>Até o encerramento da coleta, nenhum dos 134 episódios identificados durante a campanha havia resultado em punição efetiva. Em pelo menos oito casos, a Justiça Eleitoral adotou medidas urgentes, como remoção de vídeos, suspensão de perfis e concessão de medidas protetivas.</p>
<p>Essas providências podem interromper ataques e proteger vítimas, mas não equivalem à punição dos responsáveis.</p>
<p>Em 26 episódios, ou 19,4% do total, os autores identificados eram agentes públicos. Entre eles estavam 14 parlamentares ou governantes, sete agentes de segurança e cinco outros agentes públicos.</p>
<p>As pesquisadoras também alertam para a subnotificação. Como o levantamento depende principalmente de episódios que chegam ao conhecimento público, mulheres que recebem ameaças e não denunciam por medo podem ficar fora das estatísticas.</p>
<p>“Existe essa subnotificação. Os casos muitas vezes não chegam à opinião pública por causa do medo”, afirmou Gisele Barbieri, da Terra de Direitos, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<h2>Como denunciar a violência política contra mulheres</h2>
<p>Mulheres que sofrem ameaças, perseguições ou outras formas de violência política podem procurar a Justiça Eleitoral, o Ministério Público ou a polícia, conforme a natureza dos fatos.</p>
<p>A Ouvidoria do TSE funciona como canal de acolhimento, orientação e encaminhamento de denúncias. Em setembro de 2026, o tribunal e a Procuradoria-Geral Eleitoral assinaram um protocolo para integrar o atendimento e o acompanhamento dos casos, com previsão de confidencialidade e medidas para evitar que as vítimas precisem repetir seus relatos a diferentes órgãos.</p>
<p>Também é possível encaminhar denúncias pelo portal do Ministério Público Federal.</p>
<p>A legislação brasileira prevê pena de um a quatro anos de prisão, além de multa, para o crime de violência política contra mulheres tipificado no artigo 326-B do Código Eleitoral. A pena pode ser aumentada nas circunstâncias previstas em lei.</p>
<p>Para Glaucia Marinho, da Justiça Global, o enfrentamento dessas práticas é indispensável à garantia dos direitos políticos.</p>
<p>“A violência não pode ser tratada como parte natural da disputa eleitoral. Quando ameaças e ataques são usados para intimidar candidaturas, impedir atividades de campanha e silenciar propostas, o direito à participação política é diretamente afetado”, afirmou a dirigente.</p>
<p>A quarta edição da pesquisa Violência Política e Eleitoral no Brasil terá seus resultados consolidados, incluindo os episódios do segundo turno das eleições de 2026, divulgados em novembro.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>As ferramentas de Lula e Flávio para o 2º turno: redes, alianças e disputa no Congresso</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A eleição presidencial brasileira entra, nesta sexta-feira, 9, em uma fase decisiva. O presidente  Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltam ao rádio e à televisão para disputar os eleitores que não os escolheram no primeiro turno , mas chegam à reta final com estratégias diferentes para tentar conquistar eleitores.</p>
<p>Flávio terminou a primeira etapa na frente, com  47,03% dos votos válidos , contra  45,16% do incumbente . A partir desta sexta, porém, a disputa ganha uma característica diferente: os  dois terão exatamente o mesmo espaço na propaganda eleitoral , ao contrário do primeiro turno, quando a distribuição do tempo era determinada pela representação partidária no Congresso. </p>
<p>Serão dez minutos por bloco no rádio e na televisão, divididos igualmente entre os candidatos, além das inserções ao longo da programação. A questão, portanto, é  o que cada campanha fez nos quatro dias entre a apuração do primeiro turno  e o  início oficial da nova etapa .</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asvy5oJtj2w7MKlLs.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O presidente Lula (PT) discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU de 2026"/>
<h2>Lula muda rota em busca dos eleitores  jovens</h2>
<p>O primeiro movimento de Lula foi reconhecer que a estratégia adotada no primeiro turno não funcionou como esperado. Em reunião com parlamentares jovens eleitos e reeleitos, o presidente afirmou que sua campanha ficou “aquém da capacidade” e que foi uma das menos organizadas de sua trajetória eleitoral.</p>
<p>Entre os participantes estavam  Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, eleita deputada federal com cerca de 520 mil votos , além de Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Fábio Felix (PSOL-DF). A conversa teve como um dos principais objetivos discutir como a esquerda pode melhorar sua comunicação nas redes sociais. </p>
<p>A mudança já apareceu na prática. Aos 80 anos, o  petista publicou seus primeiros vídeos gravados em formato de selfie , uma linguagem mais associada a TikTok, Reels e outras plataformas de vídeo curto. A estratégia é aproximar o presidente do eleitor sem a estética tradicional de uma peça produzida por equipe de comunicação.</p>
<p>A deputada Ana Elisa, uma das jovens lideranças ouvidas pelo presidente, afirmou que Lula está disposto a ampliar sua atuação nas redes e utilizar formatos mais próximos daqueles usados pelos candidatos que tiveram maior desempenho entre o público jovem.</p>
<p>A campanha também pretende ampliar o uso de  grupos regionais de WhatsApp, influenciadores e artistas , além de intensificar a comunicação de realizações do governo de acordo com as características de cada região.</p>
<h2>Aposta dobrada no fim da 6x1</h2>
<p>Outro eixo escolhido por Lula é uma pauta com forte apelo entre trabalhadores:  o fim da escala 6x1 . A proposta em discussão no Senado reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso remunerado e prevê uma transição para a nova jornada, sem redução salarial. A PEC já passou pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e começou a ser discutida no plenário nesta semana.</p>
<p>Lula passou a cobrar publicamente que parlamentares, inclusive adversários, assumam posição sobre a proposta. Em vídeos publicados nas redes, o presidente desafiou Flávio e o PL a apoiarem a PEC, explorando a popularidade da pauta.</p>
<p>O assunto também criou uma situação eleitoralmente delicada para a oposição. Senadores ligados a Flávio tentaram evitar que a proposta avançasse antes do segundo turno, sob o argumento de que sua aprovação poderia beneficiar Lula. A votação, no entanto, foi mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).</p>
<p>Flávio, por sua vez, classificou a discussão no momento atual como  “oportunista” e favorável a Lula . Seu programa de governo prevê outra abordagem: maior flexibilidade na jornada e negociação das condições de trabalho entre empregados e empregadores.</p>
<p>A estratégia petista é transformar a escala 6x1 em uma comparação direta entre os dois projetos — e levar o adversário a assumir uma posição sobre uma pauta com grande potencial de mobilização popular.</p>
<h2>Presidente busca endurecer discurso</h2>
<p>A reformulação não ficou restrita à comunicação. Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio, Lula passou a abordar com mais frequência temas que haviam produzido desgaste para seu governo, principalmente  segurança pública, STF e o escândalo do Banco Master . </p>
<p>O mandatário defendeu a adoção de um novo lema: " Para o trabalhador, proteção; para o bandido, prisão ". Passou ainda a defender abertamente mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo e a reforma do Judiciário. O movimento representa uma mudança em relação ao discurso adotado durante boa parte do primeiro turno e procura dialogar com um eleitorado que demonstrou, nas urnas, postura crítica às instituições.</p>
<p>Outra frente é a tentativa de reduzir a abstenção. A campanha calcula que os mais de  30 milhões de eleitores que não compareceram às urnas  podem ser decisivos em uma disputa apertada e pretende combinar mobilização territorial com comunicação digital.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/ashfc7Svvc14lKNdR.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O senador Flávio Bolsonaro fala à imprensa após o resultado do primeiro turno, em que ficou à frente de Lula. "/>
<h2>Flávio constrói a própria 'frente ampla'</h2>
<p>Se Lula passou os primeiros dias depois do primeiro turno reformulando a campanha,  o candidato do PL concentrou esforços na construção de uma ampla frente política , em movimento similar ao que o próprio petista construiu na eleição de 2022, quando ganhou o apoio dos derrotados Simone Tebet (então no MDB) e Ciro Gomes (então no PDT). </p>
<p>O candidato recebeu apoios de  Ronaldo Caiado (PSD)  e  Romeu Zema (Novo) , que terminaram derrotados no primeiro turno, além do ex-presidente  Michel Temer (MDB) . Temer afirmou que o resultado das urnas expressou um desejo de mudança e relacionou o desempenho de Flávio à nova composição do Congresso. </p>
<p>Na sequência, Flávio conquistou o apoio do  Novo , da  federação União Progressista, formada por União Brasil e PP , e do  Republicanos . Nesta quinta-feira (8), o  Podemos  também oficializou adesão à candidatura. </p>
<p>A lista tem importância que vai além da propaganda eleitoral. Os partidos que aderiram a Flávio controlam uma parcela expressiva do novo Congresso e podem fornecer ao candidato uma estrutura política e territorial maior para a reta final.</p>
<p>O Republicanos, por exemplo, tem entre suas principais lideranças o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que participou das articulações para aproximar a legenda de Flávio. </p>
<h2>Capacidade de mudar a Constituição</h2>
<p>Uma das principais armas retóricas de Flávio será justamente o resultado das eleições legislativas. O  PL elegeu 121 deputados federais e ampliou sua presença no Senado , enquanto partidos que apoiam o candidato também conquistaram bancadas expressivas. O 'Zero Um' passou a apresentar o resultado como uma demonstração de que o eleitor não escolheu apenas um presidente, mas também um Congresso à direita.</p>
<p>Na terça-feira, 6, após receber o apoio de Caiado, o presidenciável afirmou que teria condições de alterar a Constituição, caso fosse eleito, já que teria maioria para isso no Legislativo. Entre as mudanças mencionadas estão  uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, o fim da reeleição presidencial e alterações na reforma tributária .</p>
<p>Há, porém, uma limitação importante:  uma PEC exige três quintos dos votos da Câmara e do Senado, em dois turnos — 308 deputados e 49 senadores. Portanto, embora o PL tenha crescido e Flávio conte com uma coalizão maior, a aprovação de mudanças constitucionais dependeria de negociações adicionais com outras siglas. </p>
<p>A mensagem eleitoral de Flávio, assim, combina duas ideias:  a possibilidade de uma mudança de governo e a promessa de que ele teria condições políticas de implementá-la , algo que o desempenho de seu grupo nas eleições para o Congresso reforça.</p>
<h2>Cordão de governadores</h2>
<p>Outro ativo importante é a quantidade de governadores eleitos no primeiro turno que já aderiram à candidatura. Além de Tarcísio, Flávio recebeu apoios de Dr. Daniel (Podemos), eleito no Pará, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito em Minas Gerais.</p>
<p>Minas  e o Nordeste aparecem como alvos prioritários.  No estado sudestino, Nikolas Ferreira (PL-MG), que se tornou o deputado federal mais votado da história do país, foi colocado na coordenação da campanha de Flávio no estado. No Nordeste, a estratégia passa por ampliar a presença de aliados e explorar o resultado do primeiro turno para reduzir a vantagem  de Lula na região. .</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Dificuldade de Lula pela reeleição segue tendência de ‘anti-incumbência’</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A vantagem de 1,87 ponto percentual conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições de 2026 expõe um desafio diretamente conectado ao ambiente político da América Latina. A necessidade de o petista reverter um placar desfavorável no segundo turno ocorre em meio a um histórico recente de forte rejeição aos governantes em exercício na região, na qual quem ocupa o poder tem enfrentado dificuldade para transformar a gestão pública em continuidade eleitoral.</p>
<p>Um levantamento da Bloomberg Línea que analisou as 30 eleições presidenciais mais recentes na América Latina indica que os partidos governistas foram derrotados pela oposição em 22 oportunidades, uma taxa de insucesso de 73% que atingiu indistintamente administrações de esquerda e de direita. </p>
<p>A exceção à regra de punição sistemática ao incumbente restringiu-se a pouquíssimos casos no continente, como as reconduções diretas de Nayib Bukele em El Salvador, Luis Abinader na República Dominicana, Claudia Sheinbaum no México e Daniel Noboa no Equador.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asPUP80mKrzEKW6Ib.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>A cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aponta que o padrão regional indica uma incapacidade recorrente das gestões públicas em converter a máquina do Estado em capital político permanente. </p>
<p>"O eleitor cobra resultados e pode usar a alternância para punir quem governa, sem necessariamente aderir de maneira estável ao projeto da oposição. Por isso, derrotas de governos de esquerda e de direita são compatíveis com uma dinâmica comum de insatisfação", afirma.</p>
<p>Apesar do peso regional, a disputa no Brasil segue regras próprias. Enquanto em outros países da América Latina surgiram novos nomes para puxar o voto de protesto, a política brasileira continua dividida entre os dois grupos consolidados desde 2018: o petismo e o bolsonarismo.</p>
<p>Para o cientista político Leandro Consentino, do Observatório da Política do Insper, o fortalecimento da polarização mudou a dinâmica das reeleições no Brasil. Até 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff venceu uma disputa acirrada contra Aécio Neves, a competição ocorria em um espectro político mais próximo do centro.</p>
<p>"Existe essa dificuldade do incumbente de se manter no cargo, que já é tradicional e tem se acentuado nos últimos anos sob a turbulência política, econômica e pela polarização, que faz com que os governos sejam eleitos por margens pequenas. Essa polarização, somada a um contexto de crise de representação que a gente tem vivido, tornou a posição do incumbente muito mais frágil."</p>
<p>A situação atual é diferente dos primeiros anos da reeleição no Brasil, quando Fernando Henrique Cardoso (1998) e Lula (2006) venceram com folga. O cenário mudou a partir de 2014, com a crise econômica, os desdobramentos da Lava Jato e o crescimento da oposição de direita, que culminou na derrota de Jair Bolsonaro ao tentar se reeleger em 2022.</p>
<p>Luciana Santana aponta que a posição de presidente já não assegura a vitória eleitoral, pois a vantagem do cargo passou a conviver com uma oposição mais organizada. </p>
<p>"A aprovação de medidas do governo nem sempre se traduz em votos, já que o eleitor também considera identidade e posicionamento político. Assim, os recursos da administração pública deixaram de ser garantidores de maioria nas urnas", explica.</p>
<p>A situação do governo Lula também apresenta semelhanças com as eleições americanas de 2024, quando Kamala Harris, após substituir Joe Biden à frente da candidatura do partido Democrata, foi derrotada por Donald Trump. </p>
<p>Segundo Leandro Consentino, em ambos os casos, a insatisfação do eleitorado apareceu mesmo em cenários de indicadores macroeconômicos positivos, como crescimento do PIB e desemprego baixo.</p>
<p>"Nos dois casos, os índices econômicos não eram ruins nas planilhas. Mas, tanto nos EUA de 2024 quanto no Brasil de 2026, vimos uma sensação de mal-estar do ponto de vista da população com relação ao governo e com relação à própria economia", afirma Consentino.</p>
<p>"É importante enfatizar que inflação menor não significa retorno aos preços anteriores. O eleitor compara quanto conseguia comprar, quanto paga por moradia e serviços e quanto sobra no fim do mês. Crescimento e emprego podem melhorar enquanto permanece a sensação de perda de poder de compra", complementa Luciana Santana.</p>
<h3>O desafio histórico do segundo turno e o mapa da abstenção</h3>
<p>Desde a adoção do sistema de dois turnos pela Constituição de 1988, o candidato que terminou a primeira etapa na segunda colocação nunca conseguiu virar o placar na votação decisiva. </p>
<p>A diferença de 1,87 ponto percentual representa cerca de 2,2 milhões de votos, mas o espaço para buscar apoio direto entre as candidaturas derrotadas é reduzido, já que Lula e Flávio Bolsonaro concentraram 92,19% dos votos válidos, deixando apenas 7,81% distribuídos entre os demais concorrentes.</p>
<p>A transferência automática dessa fatia, no entanto, é vista com ceticismo no meio analítico. Levantamentos de intenção de voto do Datafolha realizados antes da votação no primeiro turno já mostravam que eleitores de nomes da terceira via -- como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) -- apresentavam uma inclinação significativamente maior a migrar para a candidatura de Flávio Bolsonaro do que para o projeto de reeleição petista.</p>
<p>Fechadas as urnas, Zema (Novo) e Caiado (PSD) declararam apoio a Flávio contra o PT. Já Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) liberaram os eleitores ou preferiram a neutralidade.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asFzKObCBBxehm3Xc.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>Com o teto para atração desse eleitorado e com partidos de centro como União Brasil, PP e Republicanos formalizando adesão à candidatura do PL, a estratégia da campanha petista passou por uma reestruturação.</p>
<p> Lula promoveu uma reformulação no comando da própria campanha após classificar a mobilização do primeiro turno como a "menos organizada" da qual participou desde 1989. O presidente escalou três lideranças com histórico de vitórias no Nordeste para integrar a coordenação decisória da campanha: o senador cearense Camilo Santana (PT), o senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT), e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).</p>
<p>A reação envolveu também uma mudança no engajamento digital. Para responder à vantagem expressiva da oposição nas plataformas digitais, a campanha montou um 'QG' em Brasília liderado por parlamentares jovens e influenciadores digitais para produzir conteúdos em formato mais direto, gravados pelo próprio presidente no cotidiano das agendas.</p>
<p>A necessidade de buscar quem não foi às urnas é apontada por Leandro Consentino como o único caminho viável para uma tentativa de virada no cenário atual. </p>
<p>"Não acho que haja muito espaço para buscar votos nas candidaturas de terceira via. Lula tem que buscar no único lugar que sobrou: aqueles que se abstiveram no primeiro turno. Tentar -- seja pela parte positiva, mostrando realizações, ou pela parte negativa, apontando ameaças do outro lado", avalia Consentino.</p>
<p>Sobre o comportamento das alianças formais e a heterogeneidade desse eleitorado disputado, Luciana Santana alerta que apoios partidários não garantem transferência automática de votos, especialmente quando a insatisfação com a política tradicional dificulta a formação de maiorias estáveis. </p>
<p>"Apoios anunciados por candidatos e partidos não transferem automaticamente seus votos. Esses conjuntos de eleitores são heterogêneos", ressalta a professora.</p>
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        <media:credit role="photographer">Julia Ju / Anadolu via AFP</media:credit>
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        <media:title>Lula delivers speech in Sao Paulo following first round of presidential election</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Flávio (PL) tem 52% contra 48% de Lula (PT) em primeira pesquisa de segundo turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-flavio-pl-tem-52-contra-48-de-lula-em-primeira-pesquisa-de-segundo-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta, 8, a primeira após a definição do segundo turno das eleições para presidente, mostra Flávio (PL) com 52% das intenções de votos válidos contra 48% de Lula (PT).</p>
<p>Em votos totais -- considerando brancos, nulos e indecisos --, Flávio tem 49% e Lula, 45%. Indecisos são 1% e 5% pretendem anular ou votar em branco.</p>
<p>No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do incumbente, uma distância de 1,87%, a menor distância da história desde a redemocratização.</p>
<p>Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre a última terça (6) e quarta-feira (7). O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.</p>
<h2>Os movimentos de Lula e Flávio</h2>
<p>Para reverter a desvantagem do primeiro turno, Lula reformulou sua estratégia ao reconhecer falhas na campanha inicial e focar no eleitorado jovem. Com o apoio de parlamentares eleitos como Ana Elisa, Guilherme Cortez e Fábio Felix, o petista passou a adotar vídeos em formato de selfie para o TikTok e Reels, além de planejar o uso de influenciadores, artistas e grupos regionais de WhatsApp para mobilizar eleitores e combater a abstenção. </p>
<p>Na pauta econômica e social, Lula aposta no fim da escala 6x1 (redução da jornada para 40 horas sem corte salarial), e endureceu o discurso ao defender lemas de segurança pública ("para o trabalhador, proteção; para o bandido, prisão"), mudanças na escolha de ministros do STF, reforma do Judiciário e ações contra desgastes como o escândalo do Banco Master.</p>
<p>Do outro lado, Flávio concentra esforços na construção de uma "frente ampla" à direita, garantindo os apoios formais de Michel Temer, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Cury, além dos partidos Podemos, Republicanos, Novo e União Progressista (União Brasil e PP).</p>
<p>Flávio também usou o desempenho das eleições legislativas — como a bancada de 121 deputados do PL —, para defender mudanças na Constituição e classificou a discussão da escala 6x1 como "oportunista".</p>
]]></description>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>TSE forma maioria para anular votos de Garotinho e deve selar vitória de Ruas em 1º turno no RJ</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/tse-forma-maioria-para-anular-votos-de-garotinho-e-deve-selar-vitoria-de-ruas-em-1-turno-no-rj</link>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 16:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quinta-feira, 8, para  anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro . </p>
<p>A decisão muda o resultado inicialmente apurado nas urnas e abre caminho para que  Douglas Ruas (PL) seja declarado governador eleito ainda no primeiro turno , eliminando o segundo turno que seria disputado contra Eduardo Paes (PSD). </p>
<p>Até a formação da maioria, quatro ministros haviam acompanhado o relator, Floriano de Azevedo Marques:  Estela Aranha, André Mendonça e Dias Toffoli . O julgamento ainda precisa ser concluído, mas a maioria formada já define o entendimento da Corte sobre a validade dos votos de Garotinho. A retotalização oficial caberá ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro). </p>
<h2>Como a decisão muda a eleição no Rio</h2>
<p>No primeiro turno,  Ruas terminou na liderança, com  49,27% dos votos válidos , enquanto  Paes ficou em segundo, com  42,76% . Garotinho foi o terceiro colocado, com  3,17% . Como Ruas não alcançou metade dos votos válidos na apuração original, a eleição caminhava para um segundo turno entre os dois primeiros colocados, em  resultado que por si contrariava as projeções apontadas pelas pesquisas de intenção de voto .</p>
<p>A exclusão dos votos de Garotinho, porém, reduz o universo de votos válidos utilizado para calcular a maioria absoluta. Com a nova conta,  Ruas passa a superar 50% dos votos válidos , o que permite sua eleição no primeiro turno. Segundo cálculo do jornal Folha de S. Paulo, o candidato do PL chega a  50,88%  após a retirada dos votos.</p>
<h2>Por que Garotinho foi impedido de disputar</h2>
<p>Garotinho chegou às urnas com a candidatura  sub judice . O TRE-RJ havia indeferido seu registro por entender que o ex-governador estava inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa, que resultou na suspensão de seus direitos políticos. </p>
<p>Mesmo com o registro questionado, o ex-governador participou da campanha e seu nome apareceu na urna eletrônica. Pouco antes da votação, entretanto, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado que seus votos fossem registrados como  “anulados sub judice” , enquanto a situação da candidatura permanecesse sob análise da Justiça.</p>
<p>Depois do primeiro turno, Garotinho desistiu do recurso que apresentava ao TSE contra o indeferimento. A desistência era relevante porque, caso os votos fossem definitivamente anulados, Ruas ultrapassaria 50% dos votos válidos. O próprio TSE, contudo, tem jurisprudência segundo a qual a desistência de recurso após a eleição pode ser rejeitada quando tiver potencial de alterar o resultado do pleito -- o que foi contrariado até aqui.</p>
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        <media:title>Garotinho</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Big Techs descumpriram ao menos 568 vezes regras eleitorais no dia das eleições, diz estudo</title>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 18:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Redes sociais mantiveram anúncios político-eleitorais e recomendaram conteúdos de candidatos durante o dia do primeiro turno das eleições de 2026 , em 4 de outubro, apesar das restrições previstas pela Justiça Eleitoral. É o que mostra um levantamento do  Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , que identificou anúncios irregulares na Meta, no Kwai e no Google, além de vídeos de candidatos recomendados pelo TikTok e pelo YouTube.</p>
<p>Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet deve ser suspensa de 48 horas antes até 24 horas depois da votação. As plataformas que utilizam sistemas de recomendação também devem retirar candidatos e candidatas informados à Justiça Eleitoral desses mecanismos, salvo as exceções previstas na legislação.</p>
<p>O maior volume de irregularidades foi encontrado nas plataformas da Meta, que incluem  Instagram, Facebook, WhatsApp, Messenger  e  Audience Network . Segundo o NetLab,  568 anúncios foram veiculados de forma irregular durante o período analisado.  </p>
<p>O levantamento identificou ainda seis peças que simulavam comunicações oficiais do TSE e divulgavam uma suposta modalidade de votação remota pelo celular ou de casa. A informação é falsa.</p>
<p>Os anúncios utilizavam elementos visuais e referências à Justiça Eleitoral para apresentar o chamado voto digital como uma alternativa oficial. Algumas peças mencionavam problemas de saúde, dificuldades de locomoção e fortes chuvas como motivos para o eleitor recorrer ao serviço. Em determinados casos, os usuários eram direcionados a páginas que solicitavam o CPF para iniciar a suposta votação.</p>
<p>No Kwai, o NetLab encontrou 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e outros quatro classificados como “em pausa”. Três desses quatro anúncios haviam circulado entre 1º e 3 de outubro, período de resguardo eleitoral. O levantamento também encontrou 45 anúncios vinculados a dez páginas de candidaturas cuja data de encerramento aparecia estendida para 4 de outubro.</p>
<p>O próprio laboratório, porém, faz uma ressalva sobre os dados do Kwai. Segundo o relatório, não foi possível confirmar integralmente essas ocorrências porque havia divergências entre as informações exibidas na biblioteca de anúncios da plataforma e os dados exportados pelo sistema. No Google, foi identificado um anúncio que já havia sido localizado em 3 de outubro e permanecia ativo no dia da votação.</p>
<h2>Recomendações também mantiveram conteúdo eleitoral</h2>
<p>As irregularidades também apareceram nos sistemas de recomendação. Entre 3 e 4 de outubro, o NetLab identificou 18 vídeos de sete candidatos recomendados pelo TikTok e outros 17 vídeos de seis candidatos sugeridos pelo YouTube. No Instagram, não foram encontradas recomendações de vídeos publicados por candidatos.</p>
<p>Para o NetLab, as limitações dos próprios sistemas das plataformas dificultam a fiscalização. Na Meta, por exemplo, o laboratório encontrou diferenças entre as informações apresentadas na Biblioteca de Anúncios e os dados obtidos pela ferramenta de programação da empresa. Havia peças classificadas como inativas na interface que apareciam simultaneamente em listas de anúncios ativos.</p>
<p>O Kwai apresentou divergências semelhantes entre sua biblioteca e os arquivos exportados. Já Google, LinkedIn e TikTok foram apontados pelo laboratório como plataformas que oferecem informações limitadas para o acompanhamento sistemático da propaganda eleitoral.</p>
<p>Questionada, a Meta disse atuar em conformidade com a legislação e afirmou que a amostra analisada não representa a escala de seu trabalho de integridade. Já o Kwai afirmou manter uma operação especial durante o período eleitoral e disse ter restringido o envio de novos anúncios eleitorais desde 1º de outubro.</p>
<p>O TikTok, por sua vez, informou que trabalha em conjunto com o TSE e afirmou ter removido 348.963 vídeos no Brasil entre junho e setembro por violações relacionadas à integridade eleitoral, desinformação e conteúdos enganosos gerados por inteligência artificial. O Google afirmou que proíbe anúncios políticos no Brasil desde 2024 e disse que o fato de o estudo ter identificado apenas um anúncio demonstra a atuação de suas equipes contra violações.</p>
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        <media:title>meta big techs</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>As pesquisas erraram no primeiro turno? Entenda em duas análises</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/as-pesquisas-erraram-no-primeiro-turno-entenda-em-duas-analises</link>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 11:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O primeiro turno das eleições brasileiras, realizado no domingo, 4, representou o segundo pleito nacional em que os  resultados das principais pesquisas de intenção de voto ficaram distantes da expressão das urnas  no país.</p>
<p>+Leia também: PL será a maior força do Congresso em 2027; veja como ficam Câmara e Senado</p>
<p>Esse fenômeno é registrado desde a disputa de 2022 . Na primeira rodada do pleito, o presidente Lula (PT) teve 48,43% dos votos, e Jair Bolsonaro (PL), então candidato à reeleição, 43,20%. Na última rodada de levantamentos divulgada antes da votação,  Ipec e Datafolha projetavam uma vitória do petista ainda no primeiro turno , com 14 pontos percentuais a mais do que  o rival. Quaest e PoderData também mostravam Lula com uma dezena de pontos percentuais de vantagem sobre o incumbente.</p>
<p>O instituto que mais se aproximou do resultado foi a Paraná Pesquisas, que mostrava Lula com 47,10% das intenções de voto e Bolsonaro, com 40%, quatro dias antes da votação.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asvy5oJtj2w7MKlLs.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O presidente Lula (PT) discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU de 2026"/>
<p>Naquela disputa, a  disparidade entre os extratos fornecidos pelos institutos de pesquisas e a realidade  também foi verificada em disputas por governos estaduais e cadeiras no Senado. No geral, os  eleitores deram mais votos a concorrentes bolsonaristas e menos aos de esquerda  na comparação com os levantamentos. </p>
<p>O retrato foi associado por especialistas a um fenômeno chamado " voto envergonhado ", em que eleitores não declaram sua pretensão em entrevistas, apenas na hora de votar; outros analistas consideraram que a  metodologia dos institutos falhou em captar a expressão do eleitorado conservador .</p>
<p>Na prática, os números ampliaram a  descrença do campo da direita  nos institutos de pesquisa . Políticos da família Bolsonaro e outros associados ao discurso radicalizado especializaram-se em questionar os números divulgados pelos institutos ao comparará-los com resultados das urnas. </p>
<p>Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Kassio Nunes Marques chegou a propor a criação de um "selo de acurácia" para institutos com base na comparação. A ideia, amplamente questionada por especialistas, não foi adiante.</p>
<h2>E em 2026?</h2>
<p>Na última semana, os principais institutos registraram Lula em vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas sem superar a margem de erro. Foi o caso de pesquisas divulgadas por Quaest e Datafolha no sábado, 3, véspera do pleito, em que o petista teve 46% e 42%, respectivamente, ante 45% e 40% do opositor. </p>
<p>Nas urnas, 1,87 pontos separaram os adversários, com o bolsonarista em vantagem (veja os resultados no gráfico abaixo).</p>
<p>Nas disputas por outros cargos, no entanto, a   dinâmica do pleito passado se reproduziu . Em São Paulo, o cenário de empate técnico apontado pelos institutos entre Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) por duas vagas no Senado resultou, nas urnas, em larga vantagem a favor dos dois primeiros, ambos eleitos com mais de 10 pontos percentuais de vantagem sobre a dupla de ex-ministras de Lula.</p>
<p>No Rio de Janeiro, a disparidade foi mais evidente. Na véspera da votação, o Datafolha mostrou o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) com 46% das intenções de voto e possibilidade de se eleger governador ainda em primeiro turno. As urnas, no entanto, deram 49,27% dos votos a Douglas Ruas (PL), aliado de Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Com o objetivo de compreender este cenário, o  GSW Brasil  buscou as análises de  Mauro Paulino , que dirigiu o Datafolha por 35 anos e atualmente está à frente do instituto Brazil Pulse, e  Renato Dorgan , que realiza pesquisas qualitativas em todas as regiões do país como CEO do Instituto Travessia.</p>
<h2>Mauro Paulino</h2>
<p>As pesquisas são retratos do momento em que são realizadas. Não fazem predições, mas diagnosticam o presente de acordo com as respostas emitidas pelos entrevistados, dentro de limites impostos pelas estatísticas.  Não e possível captar o que ainda não se concretizou ou desvendar o que determinados indivíduos não estão dispostos a revelar . Esses limites devem ser considerados tanto por quem divulga quanto por quem interpreta os resultados.</p>
<p>Em todo o mundo, tem sido  mais comum que o desempenho de candidaturas de direita surpreenda nas urnas . Isso pode se dar por diversos fatores que fogem do controle dos métodos de amostragem. Decisões de última hora são cada vez mais numerosas; a resistência de determinados grupos a responder aos institutos aumenta especialmente quando os líderes desses grupos disseminam essa desconfiança. São alguns fatores que podem explicar essas divergências.</p>
<p>Novos métodos -- em especial aqueles que usam a internet para coletar entrevistas -- têm sido desenvolvidos e testados como uma  alternativa para captar de forma mais eficaz o comportamento desses grupos .</p>
<p>As próprias campanhas políticas utilizam comumente pesquisas qualitativas em associação aos trackings quantitativos. São formas eficazes de buscar as melhores estratégias de comunicação; mas essas  análises são adequadas em discussões internas , pois geram conclusões a partir da subjetividade.</p>
<h2>Renato Dorgan</h2>
<p>Em primeiro lugar, há um  abuso de publicação , em especial nos últimos dias de campanha, que conduz o eleitor em direção ao 'voto útil' e contribui para a aceleração de processos que não necessariamente ocorreriam no primeiro turno. </p>
<p>No caso do Rio de Janeiro, a  vinculação de Douglas Ruas com Flávio Bolsonaro se deu especialmente na reta final , o que afastou eleitores bolsonaristas que pretendiam votar em Eduardo Paes -- o candidato do PL era pouco conhecido -- e desidratou a candidatura do ex-prefeito da capital. Em resumo, o clássico " voto casado ".</p>
<p>Em São Paulo, houve um efeito crucial da desistência de Ricardo Salles (Novo), definida dias antes do primeiro turno e que concentrou o eleitorado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em primeiro turno com ampla vantagem, em Derrite e Prado. Ao mesmo tempo, assim como no Rio, o estado registrou um  avanço muito relevante de Flávio Bolsonaro nos últimos dias de campanha , o que provocou um "efeito cascata" que beneficiou seus aliados na disputa por outros cargos.</p>
<p>Não é possível afirmar que algum dos espectros ou grupos políticos majoritários explorou melhor os números que as pesquisas apresentavam. O  PT tem uma dificuldade histórica em compreender ou dialogar outros setores ideológicos da sociedade , enquanto a direita radical se baseia especialmente em métricas das redes sociais, investindo menos em levantamentos qualitativos.</p>
<p>Na prática, o que as urnas produziram foi uma espécie de  retorno ao cenário eleitoral de 2018 , com a expressão de um anseio de ruptura do sistema e questionamento das instituições.  Isso não estava projetado de forma tão fragorosa ; os resultados das eleições para o Senado, por exemplo, revelam o desejo de enfrentamento ao Supremo, enquanto a eleição presidencial evidencia a busca pela derrota do Lula -- o que seria verificado mesmo com outro candidato que não Flávio.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Bolsonaros ampliam presença no Congresso com 4 eleitos; veja o desempenho de quem usou o sobrenome</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A família Bolsonaro ampliou sua presença no Congresso Nacional com o resultado das eleições deste domingo, 4.  Quatro dos oito familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que disputaram cargos em 2026 foram eleitos , enquanto  Flávio (PL) avançou ao segundo turno da eleição presidencial com vantagem sobre  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT).</p>
<p>Michelle Bolsonaro  foi eleita senadora pelo Distrito Federal, enquanto  Carlos Bolsonaro  conquistou uma vaga no Senado por Santa Catarina. </p>
<p>Jair Renan Bolsonaro , também por Santa Catarina, e  Renato Bolsonaro , irmão do ex-presidente, foram eleitos deputados federais por Santa Catarina e São Paulo, respectivamente.</p>
<p> Com Flávio na disputa presidencial, a família poderá chegar a cinco mandatos no Congresso e à Presidência da República a partir de 2027, caso o senador vença o segundo turno.</p>
<p>O resultado, porém, não foi positivo para todos os integrantes da família que disputaram as eleições. Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio e Carlos, tentou uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro, mas não foi eleita. </p>
<p>Em São Paulo, Valéria Bolsonaro e Marcelo Bolsonaro também ficaram fora das vagas para deputado estadual. Os três concorreram pelo PL.</p>
<h2>Outros “Bolsonaros” nas urnas</h2>
<p>O sobrenome também apareceu no nome de urna de candidatos sem parentesco com o ex-presidente. Helio Rodrigues Bolsonaro, no Tocantins, Rodrigo de Bolsonaro, no Rio Grande do Norte, Renata Bolsonaro, em São Paulo, e Bolsonaro da Shopee, em Mato Grosso, foram alguns dos candidatos que adotaram a referência na disputa deste ano. </p>
<p>A lista inclui ainda Freitas Bolsonaro, no Espírito Santo, Jean Bolsonaro, no Rio de Janeiro, Bolsonaro Sergipano, em Sergipe, Fabiana Bolsonaro, em São Paulo, Fão do Bolsonaro, no Paraná, Joel Bolsonaro, no Rio Grande do Sul, Samanta Bolsonaro, em São Paulo, e Alessandro Bolsonaro, no Distrito Federal.</p>
<p>A utilização do sobrenome por candidatos sem parentesco com o ex-presidente chegou a ser questionada pela Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral. Em agosto, tribunais regionais eleitorais barraram o uso de “Bolsonaro” por dois candidatos, sob o entendimento de que a identificação poderia levar o eleitor a associá-los à família do ex-presidente.</p>
<p> Ao todo, ao menos 29 candidatos registraram alguma referência a Bolsonaro no nome de urna em 2026.</p>
<p>O desempenho da família reforça a presença do grupo político ligado ao ex-presidente no Legislativo, em uma eleição na qual o PL ampliou sua bancada e terá a maior representação na Câmara e no Senado a partir de 2027. Confira  aqui  a composição das duas Casas.</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Erika Hilton se torna a deputada federal mais votada da história</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com 99,98% das urnas apuradas em São Paulo,  Erika Hilton, do PSOL, superou a marca de 1,5 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada na história da Câmara dos Deputados.  O recorde estava com Joice Hasselmann, que tinha recebido 1.078.666 votos em 2018.</p>
<p>Em 2022, Erika obteve 256.903 votos, quando concorreu pela primeira vez como deputada federal. Antes, foi vereadora em São Paulo, em 2020 – com mais de 50 mil votos.</p>
<p>Nascida em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, em 1992, Erika se afastou de familiares depois de sofrer rejeição à sua expressão de gênero — a parlamentar se identifica como mulher trans — e foi expulsa de casa na adolescência. Anos mais tarde, reconciliou-se com a mãe.</p>
<p>Ingressou na militância política quando estava na faculdade de gerontologia da Universidade Federal de São Carlos. Em 2018, integrou a Bancada Ativista, um mandato coletivo do PSOL eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo.</p>
<p>Como deputada federal, uma bandeira que abraçou foi o fim da escala 6x1 . Em fevereiro de 2025, a parlamentar protocolou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê reduzir a duração do trabalho a 8 horas diárias e 36 horas semanais.</p>
<p>Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC 221/2019, diminuindo a carga horária máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para a próxima semana a discussão da proposta, a partir de terça-feira, 6.</p>
<h2>Nikolas Ferreira é o mais votado</h2>
<p>Dois representantes do PL se tornaram os deputados federais mais votados da história da Câmara dos Deputados.  Nikolas Ferreira registrou mais de 3,1 milhões de votos em Minas Gerais, com 99% das urnas contabilizadas.  Em São Paulo, Lucas Pavanato passou de 3.037.919 de votos, com 99,98% dos votos.</p>
<p>Em 2018, o mais votado na Câmara foi Eduardo Bolsonaro, que teve 1,84 milhão de votos.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - Erika Hilton</media:credit>
        <media:title>erika hilton</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato são os deputados federais mais votados da história</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nikolas-ferreira-e-lucas-pavanato-sao-os-deputados-federais-mais-votados-da-historia</link>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL (MG e SP, respectivamente), se tornaram os deputados federais mais votados da história, com mais de 3 milhões de votos cada um.</p>
<p>O recorde anterior era de Eduardo Bolsonaro, que em 2018 recebeu mais de 1 milhão e 800 mil votos. O '02' não concorreu a essa eleição por estar autoexilado nos Estados Unidos.</p>
<p>Em terceiro lugar ficou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), com mais de 1,5 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. André Fernandes (PL-CE) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) aparecem na sequência, em quarto e quinto lugares.</p>
<p>Pavanato já havia alcançado um recorde em 2024, quando foi eleito vereador mais votado da história de São Paulo, com cerca de 160 mil votos. Nikolas, por sua vez, é uma das principais figuras do bolsonarismo e ganhou destaque entre os parlamentares de oposição ao governo Lula (PT). Com 22,4 milhões de seguidores no Instagram, está entre os políticos brasileiros com maior alcance na plataforma.</p>
<p>Erika Hilton foi uma das duas primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara dos Deputados e também ganhou projeção nas redes sociais, se tornando uma das principais defensoras do fim da escala de trabalho 6x1.</p>
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        <media:credit role="provider">Montagem/Gsw Brasil</media:credit>
        <media:title>FotoJet (1)</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acompanhe em tempo real a apuração dos votos do primeiro turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/acompanhe-em-tempo-real-a-apuracao-dos-votos-do-primeiro-turno</link>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A apuração do primeiro turno primeiro turno das eleições brasileiras de 2026 começou às 17h deste domingo (4), pelo horário de Brasília, após uma votação que mobilizou o maior eleitorado já registrado no país. Mais de  158,7 milhões de brasileiros  estavam aptos a participar da escolha do presidente da República, governadores, senadores e deputados.</p>
<p>A dimensão da operação ajuda a dar uma ideia da escala da apuração. A Justiça Eleitoral preparou  mais de 560 mil urnas eletrônicas , distribuídas por mais de meio milhão de seções eleitorais em 5.571 municípios brasileiros. A votação também ocorreu em 186 cidades no exterior, onde cerca de 918 mil brasileiros estavam habilitados a participar da eleição.</p>
<p>Encerrada a votação em cada seção, a própria urna contabiliza os votos e gera o Boletim de Urna. Os dados são então transmitidos à Justiça Eleitoral e reunidos no processo de totalização, permitindo que os resultados sejam atualizados progressivamente ao longo das próximas horas.</p>
<p>Na disputa pela Presidência, a contagem começa sob expectativa especialmente elevada. As últimas pesquisas divulgadas neste sábado (3), véspera da eleição, mostraram  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos , tanto no primeiro turno quanto nas simulações de uma eventual disputa direta entre os dois.</p>
<p>No Datafolha, Lula apareceu com  45% dos votos válidos , contra  42% de Flávio Bolsonaro  no primeiro turno. Já a Quaest registrou  46% para Lula e 45% para Flávio , configurando empate técnico.</p>
<p>As pesquisas também apontaram um cenário de forte equilíbrio caso a eleição presidencial avance para o  segundo turno, marcado para 24 de outubro . No Datafolha, Lula registrou  47% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro . Na Quaest, o quadro se inverteu numericamente:  Flávio apareceu com 44% e Lula com 42% . Nos dois levantamentos, a diferença entre os candidatos ficou dentro da margem de erro.</p>
<p>Os números ajudam a dimensionar o ambiente de incerteza que antecedeu a abertura das urnas. Agora, as pesquisas dão lugar aos votos efetivamente registrados pelos eleitores. Para vencer a Presidência já neste domingo, um candidato precisa obter  mais da metade dos votos válidos . Caso ninguém alcance essa marca, os dois mais votados disputarão o segundo turno.</p>
<p>Além da Presidência, a apuração definirá os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal,  54 vagas no Senado , 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>O  Global South World Brasil acompanha em tempo real a totalização dos votos , a evolução da disputa presidencial, os resultados nos estados e as principais reações dos candidatos ao longo da noite.</p>
<h2>Veja os governadores eleitos e os estados que terão segundo turno</h2>
<h3>Governadores eleitos no primeiro turno</h3>
<h3>Estados e DF que terão segundo turno</h3>
<p>A votação será realizada em  25 de outubro .</p>
<h2>17h57 - Lula acompanha apuração em casa em São Paulo e Flávio Bolsonaro, em Brasília</h2>
<p>O presidente Lula (PT) acompanha a apuração dos votos das eleições deste domingo, 4, em sua casa, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista.</p>
<p>O petista votou pela manhã no ABC paulista, acompanhado pelo vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e pelas candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).</p>
<p>Já Flávio Bolsonaro (PL) votou no Rio de Janeiro e seguiu para Brasília, onde acompanha a contagem dos votos. Após a divulgação do resultado, Flávio fará um pronunciamento, em local ainda não divulgado por sua assessoria de imprensa.</p>
<p>Entre os demais candidatos, Romeu Zema (Novo) acompanha a apuração em Belo Horizonte, onde chegou após votar pela manhã em Araxá, no Triângulo Mineiro. Ronaldo Caiado (PSD), que votou em Nova Crixás (GO), seguiu para Goiânia e deve acompanhar a apuração no Palácio das Esmeraldas.</p>
<p>Renan Santos (Missão) acompanha os resultados em São Paulo, na sede do partido, depois de votar pela manhã na Zona Sul da capital, enquanto Augusto Cury (Avante) deve acompanhar a apuração em casa, em Ribeirão Preto (SP), para onde seguiu depois de votar em Colina, no interior do estado.</p>
<h2>17h31 - Pesquisas apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno</h2>
<p>As últimas pesquisas divulgadas antes da votação deste domingo, 4, apontam também para uma disputa apertada em um eventual  segundo turno da eleição presidencial, marcado para 24 de outubro , caso nenhum candidato obtenha neste domingo mais da metade dos votos válidos. Os levantamentos mostram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos nas simulações de confronto direto.</p>
<p>No Datafolha divulgado neste sábado, 3, véspera da eleição, Lula aparece com 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno, contra 46% de Flávio Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.</p>
<p>A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre os dois candidatos que lideram a disputa. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença também está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.</p>
<p>No levantamento anterior da Quaest, Flávio e Lula apareciam empatados, com 42% cada. Na pesquisa mais recente, 13% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não pretendem votar. Os indecisos passaram de 3% para 1%.</p>
<p>Encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa Quaest ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.</p>
<p>Os dois levantamentos, portanto, apontam para um eventual segundo turno altamente competitivo em 24 de outubro: o Datafolha registra vantagem numérica de Lula, enquanto a Quaest coloca Flávio Bolsonaro numericamente à frente, mas em ambos os casos os dois aparecem tecnicamente empatados.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
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        <media:title>Eleições 2026 Primemiro turno</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Flávio termina 1º turno à frente de Lula em disputa que vai ao segundo turno</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão confirmados no segundo turno da eleição presidencial. Flávio obteve 47,07% dos votos, e Lula teve 45,12%. </p>
<p>Os dois avançam para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, no primeiro turno mais apertado de uma eleição presidencial desde 1989, quando o Brasil voltou a escolher o presidente pelo voto direto após a ditadura militar. Pela oitava vez, a disputa presidencial será decidida em uma segunda votação. As exceções foram 1994 e 1998.</p>
<p>Flávio, que ficou atrás de Lula durante boa parte da pré-campanha e da campanha, empatou tecnicamente com o petista na reta final e terminou a primeira etapa na liderança. A diferença entre os dois chegou ao fim depois de uma corrida marcada pela aproximação dos candidatos nas pesquisas de intenção de voto.</p>
<p>Na reta final da campanha, os levantamentos já mostravam uma diferença pequena entre os dois candidatos. A última pesquisa Datafolha, divulgada antes da votação, apontava Lula com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio, enquanto a Quaest registrava 46% para o petista e 45% para o candidato do PL. No segundo turno, o instituto colocou Flávio numericamente à frente de Lula: 44% a 42%.</p>
<p>Com o resultado, as campanhas passam agora a buscar o apoio dos candidatos derrotados e de partidos que ficaram fora da disputa pelo segundo turno. Entre os nomes que podem ser procurados estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que terminaram a primeira etapa fora da disputa presidencial.</p>
<h2>Virada improvável</h2>
<p>Desde 1989, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na liderança perdeu a eleição presidencial no segundo turno.</p>
<p>O padrão se repetiu em todas as eleições desde então em que houve segunda votação: Collor, em 1989, Lula, em 2002 e 2006, Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, Jair Bolsonaro, em 2018, e Lula, em 2022, venceram o segundo turno depois de terem sido os mais votados na primeira etapa.</p>
<p>Em 2022, por exemplo, Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Jair Bolsonaro, e venceu o segundo turno por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos, com 50,90% contra 49,10%.</p>
<p>Em 2018, Bolsonaro havia terminado a primeira votação com 46,03% e venceu Fernando Haddad no segundo turno com 55,13%.</p>
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        <media:credit role="provider">MAURO PIMENTEL / AFP</media:credit>
        <media:title>AFP__20261004__D27G2Z4__v2__HighRes__BrazilElectionVote</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Eleitores paulistanos dizem o que levam em conta ao decidir o voto para presidente</title>
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      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 21:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O GSW Brasil conversou com eleitoras e eleitores em São Paulo, na região da avenida Paulista, para saber o que levam em conta ao definir o voto para presidente.</p>
<p>Entre os critérios para votar no próximo presidente do Brasil, o entrevistado Danilo José destacou que escolheu aquele candidato que considera capaz de garantir "um Brasil justo, com dignidade e oportunidade para todos".</p>
<p>Outros citaram a preocupação com as novas gerações. "Para presidente, a gente pensa no futuro dos nossos netos e filhos", afirmou Marco Nigro. Neste domingo (4), mais de 158,7 milhões de brasileiros votaram no primeiro turno das eleições de 2026, o maior eleitorado já registrado no país.   </p>
<p>Confira no vídeo outros temas apontados pelo eleitores paulistas, com relação à escolha do presidente.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title> As principais notícias da votação no primeiro turno em todo o Brasil</title>
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      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 20:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Neste domingo (4), mais de 158,7 milhões de brasileiros  votaram no primeiro turno das eleições de 2026, o maior eleitorado já registrado no país. Das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, os eleitores escolheram o presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores — dois por estado —, além de 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>Para receber os votos, a Justiça Eleitoral preparou mais de 560 mil urnas eletrônicas. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios e também por 186 cidades no exterior, em uma operação que envolve mais de meio milhão de seções eleitorais. Cerca de 918 mil brasileiros estão habilitados a votar fora do país.</p>
<p>Os números colocam a eleição brasileira em uma escala incomum internacionalmente: em poucas horas, um contingente de eleitores superior à população da maioria dos países do mundo poderá registrar até seis escolhas diferentes na urna. Na disputa pela Presidência, 14 candidatos concorrem ao Palácio do Planalto. Nos estados, há mais de 200 candidaturas aos governos e mais de 300 ao Senado, além de milhares de candidatos às casas legislativas.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanhou ao longo deste domingo a movimentação nos locais de votação, os votos dos principais candidatos, os balanços da Justiça Eleitoral e, a partir do fechamento das urnas, a apuração dos resultados. Confira abaixo as principais notícias do primeiro turno das eleições de 2026.</p>
<h2>17h00 - Votação encerrada</h2>
<p>A votação está encerrada. O TSE exibe a  apuração em tempo real , com divulgação de resultados parciais.</p>
<h2>16h24 - Nove dos dez ministros do STF votam neste domingo</h2>
<p>Nove dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram o voto registrado publicamente neste domingo, 4, durante as eleições de 2026. Cármen Lúcia votou em Belo Horizonte (MG), enquanto André Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Edson Fachin e Luiz Fux foram às urnas em Brasília (DF). Gilmar Mendes votou em Diamantino (MT) e Alexandre de Moraes, em São Paulo (SP).</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela manhã em Brasília. Ao longo do dia, outros ministros também foram registrados em suas respectivas zonas eleitorais, incluindo Fux, que votou no início da tarde, e Moraes, que compareceu a um colégio no Jardim Paulistano, na capital paulista.</p>
<p>Até o momento, não foi localizado registro público da votação de Flávio Dino, que também integra a Corte. O levantamento considera apenas informações divulgadas publicamente por veículos de imprensa e registros de autoridades eleitorais, e pode ser atualizado caso novas informações sejam divulgadas.</p>
<p>O voto dos ministros, assim como o dos demais eleitores, é secreto. Portanto, os registros permitem identificar a presença deles nas urnas e os locais de votação, mas não revelam quais candidatos receberam seus votos.</p>
<h2>16h02 - TSE diz que não há indícios de interferência estrangeira nas eleições </h2>
<p>Durante o balanço parcial do primeiro turno das Eleições 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou que os relatórios das forças de segurança e dos órgãos de inteligência não apontaram qualquer indicativo concreto de interferência estrangeira no pleito. A avaliação de tranquilidade foi respaldada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que, mais cedo, descartou a existência de planos criminosos direcionados contra a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.</p>
<p>Ao avaliar a rotina de votação pelo país, o ministro minimizou os impactos de falhas operacionais e garantiu que o sigilo e a integridade dos votos permaneceram preservados. Embora tenha sido necessária a substituição pontual de 1.101 urnas eletrônicas que apresentaram intercorrências técnicas, a Justiça Eleitoral assegurou que o fluxo de votação seguiu sem comprometer o resultado em nenhuma seção.</p>
<p>Em relação às filas registradas em determinados locais, Nunes Marques classificou a movimentação como um comportamento padrão e recorrente em grandes centros urbanos e acrescentou que fatores climáticos atípicos, como as fortes chuvas no Paraná, levaram parte dos eleitores a se deslocar mais tarde às urnas, concentrando o fluxo de pessoas no período da tarde.</p>
<h2>15h18 - Imprensa internacional: eleição brasileira é decisiva para rumos da América Latina</h2>
<p>A eleição presidencial brasileira é acompanhada de perto por grandes veículos da imprensa internacional como uma disputa capaz de alterar não apenas os rumos do maior país da América Latina, mas também o equilíbrio político da região.</p>
<p>O britânico  The Guardian  coloca a disputa brasileira no centro da reconfiguração política da América Latina. Após uma sequência de vitórias da direita e da extrema direita e a mudança de poder na Venezuela, o jornal apresenta Lula como um dos últimos líderes da região dispostos a confrontar Donald Trump. No campo oposto, Flávio Bolsonaro é retratado como aliado do presidente norte-americano e defensor da adesão do Brasil à coalizão Escudo das Américas, liderada por Washington.</p>
<p>O jornal  The New York Times  vê no Brasil um teste para duas forças que avançaram simultaneamente na região: a ascensão da direita e a disposição do governo Trump de interferir mais diretamente nos rumos políticos dos países. O diário aponta ainda que o resultado terá consequências para a disputa de influência entre Estados Unidos e China.</p>
<p>A revista  Time   aborda as acusações de interferência do governo norte-americano na eleição brasileira. Ela recupera episódios de pressão de Washington sobre Brasília e coloca a disputa dentro de uma questão mais ampla: até que ponto Trump está contribuindo para a guinada à direita na América Latina?</p>
<p>O  Financial Times  observa que Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru já elegeram presidentes de direita ou centro-direita e avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro daria novo impulso à política de Trump para o hemisfério.</p>
<p>Já a  The Economist  faz uma leitura mais voltada para o Brasil. Em tom crítico, apresenta a escolha como uma disputa entre um “herdeiro político em busca de vingança” e um presidente de esquerda fragilizado pela idade, além de chamar a atenção para os riscos de estagnação econômica.</p>
<p>Na França, o  Le Monde   dá peso à dimensão geopolítica da disputa. O Brasil aparece como um dos últimos grandes países latino-americanos governados pela esquerda, ao lado do México. A reportagem lembra o alerta de Lula em discurso na ONU sobre o risco de interferência estrangeira na eleição e a declaração de Trump de que acompanha a eleição “muito de perto”. O  Le Figaro , por sua vez, apresenta a votação como uma escolha entre duas visões opostas da ordem mundial, resumidas pelo jornal no confronto entre “multilateralismo” e “trumpismo”.</p>
<p>O espanhol  El País   chama a atenção para o contraste entre os projetos de política externa dos dois candidatos: de um lado, a aproximação de Flávio Bolsonaro com Washington; de outro, a defesa, por Lula, de maior autonomia brasileira diante dos Estados Unidos.</p>
<p>E o argentino  La Nación  descreve o Brasil como a “peça que falta” em um mapa político da América Latina cada vez mais à direita e afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro acrescentaria um elo importante à estratégia regional de Trump.</p>
<h2>14h42 - Em países que já encerraram votação, Lula tem maioria</h2>
<p>Na eleição deste domingo (4), levantamento preliminar de boletins de urna realizado pelo portal  g1  indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em um número maior de países, enquanto Flávio Bolsonaro lidera na soma total de votos apurados até o momento fora do Brasil.</p>
<p>Entre os locais com vitória de Lula estão China, Austrália, Arábia Saudita e Finlândia. Já Flávio registrou maioria dos votos em países como Japão, Israel, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. </p>
<p>Os resultados oficiais consolidados da votação no exterior serão divulgados pelo TSE somente após as 17h (horário de Brasília), juntamente com a apuração dos votos no Brasil.</p>
<p>Ao todo, cerca de 1 milhão de eleitores brasileiros estão aptos a votar fora do território nacional. A votação conta com urnas instaladas em 186 cidades, espalhadas por 134 países, com maior concentração de eleitores nos Estados Unidos, Portugal e Japão.</p>
<p>Confira os resultados dos boletins de urna em algumas nações que já concluíram a votação, devido ao fuso horário, segundo apuração do G1.</p>
<p>Austrália Lula, 4.562 votos (53,98%) Flávio Bolsonaro, 2.579 (30,52%)</p>
<p>Arábia Saudita Lula, 52 votos (61,90%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (26,19%)</p>
<p>Catar Flávio Bolsonaro, 173 votos ( 48,45% ) Lula, 147 votos ( 41,17% )</p>
<p>China Lula, 367 votos (56,63%) Flávio Bolsonaro, 203 votos (31,33%)</p>
<p>Chipre Lula, 24 votos (42,11%) Flávio Bolsonaro, 20 votos (35,09%)</p>
<p>Coreia do Sul Lula, 123 votos (56,94%) Flávio Bolsonaro, 72 (33,33%)</p>
<p>Egito Lula, 46 votos (71,87%) Flávio Bolsonaro, 12 (18,75%)</p>
<p>Emirados Árabes Unidos Flávio Bolsonaro, 659 votos (48,92%) Lula, 469 votos (34,82%)</p>
<p>Estônia Lula, 142 votos (74,74%) Flávio Bolsonaro, 19 votos (10,00%)</p>
<p>Filipinas Flávio Bolsonaro, 33 votos (53,23%) Lula, 26 votos (41,94%)</p>
<p>Finlândia Lula, 475 votos (68,74%) Flávio Bolsonaro, 155 votos (22,43%)</p>
<p>Grécia Flávio Bolsonaro, 230 votos (46,65%) Lula, 196 (39,75%)</p>
<p>Israel Flávio Bolsonaro, 523 votos (74,40%) Lula, 92 (13,09%)</p>
<p>Japão Flávio Bolsonaro, 24.601 votos (71,59%) Lula, 5.222 votos (15,20%)</p>
<p>Kuwait Lula, 54 votos (73,97%) Flávio Bolsonaro, 12 votos (16,43%)</p>
<p>Malásia Lula, 44 votos (53,66%) Flávio Bolsonaro, 27 votos (32,93%)</p>
<p>Nova Zelândia Lula, 234 votos (70,48%) Flávio, 64 votos (19,28%)</p>
<p>Palestina Lula, 1.078 votos (93,09%) Flávio Bolsonaro, 46 (3,97%)</p>
<p>Quênia Lula, 26 votos (56,52%) Flávio Bolsonaro, 17 votos (36,95%)</p>
<p>Romênia Lula, 31 votos (50%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (35,48%)</p>
<p>Singapura Lula, 190 votos (54,60%) Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%)</p>
<p>Síria Lula, 97 votos (89,81%) Flávio Bolsonaro, 7 votos (6,48%)</p>
<p>Tailândia Flávio Bolsonaro, 51 votos (50%) Lula, 40votos (39,22%)</p>
<p>Taiwan Flávio Bolsonaro, 107 votos (48,86%) Lula, 77 votos (35,16%)</p>
<h2>13h34 - Diretor da PF diz que não há risco para embaixadas durante a eleição</h2>
<p>Neste domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações da corporação não identificaram indícios de planos de ataque ou risco efetivo contra representações diplomáticas em Brasília. A declaração foi dada durante um balanço sobre a segurança no processo eleitoral.</p>
<p>Na última sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão direcionados a dois suspeitos investigados por um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos. </p>
<p>A apuração apontou que os alvos publicavam comentários em redes sociais e, a princípio, não possuem ligação entre si — hipótese que ainda está sob análise. </p>
<p>A informação sobre as suspeitas partiu do governo dos Estados Unidos, que comunicou a embaixada dos EUA no Brasil. Esta acionou o Ministério das Relações Exteriores, que repassou o caso à Polícia Federal.</p>
<p>"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", declarou Andrei Rodrigues. </p>
<p>"Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada."</p>
<p>O diretor-geral reforçou que o material recolhido não demonstra nenhuma ação prática em andamento. Um inquérito policial foi instaurado para analisar os itens apreendidos e avaliar eventuais desdobramentos da investigação.</p>
<h2>13h07 - O peso dos votos para o Congresso</h2>
<p>Neste domingo de eleição no Brasil, a escolha de deputados estaduais, federais e senadores ganha importância porque pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), preso por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>A acirrada disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concentra as atenções. Mas a renovação da Câmara dos Deputados e de dois terços do Senado, ambos de maioria conservadora hoje, será decisiva para o futuro presidente.</p>
<p>O voto do Congresso é necessário para a anistia defendida por Flávio Bolsonaro para seu pai, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado contra Lula em 2022.</p>
<p>Michelle (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), respectivamente esposa e filho do ex-presidente, disputam dois dos 54 assentos em jogo no Senado.</p>
<p>Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), de 28 anos e o mais novo dos filhos homens do ex-presidente, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, que seu meio-irmão, Eduardo, deixou ao se autoexilar nos Estados Unidos em 2025.</p>
<p>Dezenas de pedidos para destituir Alexandre de Moraes, o juiz que conduziu o processo contra Jair Bolsonaro, aguardam tramitação no Senado.</p>
<p>Até agora, eles foram barrados pela presidência da Casa, nas mãos do "centrão", bloco conservador informal. Mas o novo Senado escolherá seu presidente em fevereiro.</p>
<p>Destituir um juiz requer 54 dos 81 votos dos senadores. Flávio Bolsonaro defende um "impeachment" de Moraes.</p>
<p>"É um poder que nunca foi utilizado, mas diversos membros do Senado, especialmente da direita, apontaram que faz parte de sua plataforma, vamos dizer, política", disse à AFP Alvaro Jorge, professor de direito da Fundação Getúlio Vargas.</p>
<p>O Senado também aprova ou rejeita os indicados do presidente para o Supremo Tribunal Federal. Quem vencer as eleições presidenciais poderá indicar quatro de seus 11 integrantes.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados disputam-se as 513 cadeiras. Cerca de 80% dos deputados tenta a reeleição no plenário, onde hoje o bolsonarismo tem a maior bancada, mas sem ser maioria. (Com informações da AFP)</p>
<h2>11h08 - Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury votam no primeiro turno</h2>
<p>Além de Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e Flavio Bolsonaro (PL) os outros quatros candidatos à Presidência que registram índices superiores a 1% nas pesquisas eleitorais votaram na manhã deste domingo (4).</p>
<p>Romeu Zema (Novo) foi às urnas por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG). O candidato entrou na cabine com o celular, o que é proibido pela Justiça Eleitoral. Zema afirmou que não utilizou o aparelho durante o voto. “Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora”, disse.</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, em Nova Crixás (GO), acompanhado do candidato a vice, Gilberto Kassab. Após votar, afirmou que sua proposta é “livrar” a população da violência e dos juros elevados e disse que agora é momento de “aguardar o resultado das urnas”.</p>
<p>Renan Santos (Missão) votou por volta das 10h30 na Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima, em Interlagos, na zona sul de São Paulo. Acompanhado por integrantes do partido, afirmou estar “muito esperançoso com o resultado” e voltou a criticar a polarização e o voto útil durante a campanha.</p>
<p>Augusto Cury (Avante) votou às 11h na Emef Coronel José Venâncio Dias, em Colina, no interior paulista, sua cidade natal. Esta é a primeira eleição disputada pelo escritor e psiquiatra. Após votar, Cury segue para Ribeirão Preto, onde acompanhará a apuração. Até a publicação das primeiras informações sobre sua votação, não havia sido divulgada uma declaração do candidato após deixar a urna.</p>
<h2>10h34 - Lula diz que eleitor escolherá entre “regime democrático ou barbárie”</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Após deixar a seção eleitoral, Lula afirmou que a votação representa uma escolha entre diferentes projetos para o país.</p>
<p>“O que está em jogo é definição de um projeto de Brasil. O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o desenvolvimento e o atraso”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também disse estar confiante no resultado e afirmou que respeitará a decisão das urnas. O presidente estava acompanhado, entre outros aliados, do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).</p>
<h2>10:05 - Flávio Bolsonaro promete "libertar o povo brasileiro"</h2>
<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, prometeu, neste domingo (4), "libertar o povo brasileiro" se vencer as eleições frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>"O Brasil precisa de mudança, o Brasil não aguenta mais tanto sofrimento, tantos impostos altos, tantas mulheres mortas, tanta perseguição política", disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), após votar no Rio de Janeiro.</p>
<h2>9h35 - Lula e Flávio Bolsonaro votam nas primeiras horas do primeiro turno</h2>
<p>A votação do primeiro turno das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo (4) em todo o país, pelo horário de Brasília. Os dois principais candidatos à Presidência votaram nas primeiras horas da manhã. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O presidente e candidato à reeleição esteve acompanhado de Janja e de aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin e candidatos da coligação em São Paulo.</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) chegou por volta das 8h05 à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e de aliados, o candidato votou e depois falou com jornalistas. Flávio afirmou confiar em uma migração de eleitores de outros candidatos para sua candidatura ainda no primeiro turno, citando levantamentos internos de sua campanha.</p>
<p>A votação prossegue até as 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila nesse horário ainda poderão votar. A divulgação dos resultados começa após o encerramento da votação.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Confira os últimos atos de campanha dos candidatos à presidência neste sábado </title>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 23:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, os candidatos à Presidência e seus aliados fazem neste sábado (3) as últimas ações de campanha antes da abertura das urnas. Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico ainda são permitidas até as 22h, enquanto comícios e a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão já foram encerrados.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanha ao longo do dia a movimentação dos candidatos, os últimos atos de campanha e as principais notícias antes da votação deste domingo (4). Confira abaixo as atualizações em tempo real.</p>
<h2>20h08 -Flávio encerra campanha com carreata e motociata na Zona Oeste do Rio</h2>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) encerrou neste sábado (3) sua campanha de rua antes do primeiro turno com uma carreata e motociata entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O percurso de cerca de 10 quilômetros levou quase duas horas e terminou no início da noite na Praça da Fé, em Bangu.</p>
<p>O candidato participou do ato ao lado de aliados, entre eles o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), e os candidatos ao Senado, Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL). No início da mobilização, Flávio voltou a demonstrar confiança em uma vitória no primeiro turno e disse aos apoiadores que veriam “o Bolsonaro subindo a rampa do Planalto”.</p>
<p>Flávio percorreu o trajeto acenando para apoiadores e encerrou a mobilização em frente à Paróquia São Sebastião e Santa Cecília, mas deixou o local sem fazer um discurso final ou falar com a imprensa. A chegada coincidiu com uma celebração religiosa e provocou reclamações de integrantes da paróquia católica, que disseram não ter sido avisados sobre a concentração.</p>
<p>Mesmo sob chuva fraca, apoiadores permaneceram na praça após a saída do candidato, cantando jingles de campanha. Houve também queima de fogos. Um princípio de discussão entre apoiadores de Flávio e militantes ligados ao PT terminou sem maiores consequências.</p>
<h3>14h23 - Flávio diz ter “convicção” de vitória no primeiro turno durante ato com Tarcísio</h3>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) encerrou sua agenda de campanha em São Paulo neste sábado (3) afirmando ter “convicção” de que pode vencer a eleição presidencial já no primeiro turno. O candidato participou de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).</p>
<p>Ao final do evento, em Americana, Flávio agradeceu o apoio recebido durante a campanha e destacou a presença dos aliados paulistas. O candidato afirmou que, caso eleito, pretende manter um alinhamento entre o governo federal, o governo de São Paulo e administrações municipais do estado.</p>
<p>Flávio também demonstrou confiança na reeleição de Tarcísio no primeiro turno e convocou os apoiadores a comparecer às urnas neste domingo (4). A expectativa de vitória presidencial já no primeiro turno expressa pelo candidato não é confirmada pelas pesquisas divulgadas na véspera da eleição, que ainda indicam uma disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Depois do ato em Americana, Flávio segue para o Rio de Janeiro, onde encerra a campanha do primeiro turno com outra motocarreata, prevista para a tarde deste sábado entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste da capital.</p>
<h2>13h17 - Augusto Cury faz caminhada em sua cidade natal no último dia de campanha</h2>
<p>Augusto Cury (Avante) escolheu sua cidade natal, Colina, no interior de São Paulo, para o último ato público de campanha antes do primeiro turno das eleições.</p>
<p>O candidato programou para as 10h30 deste sábado uma “Caminhada pela Pacificação”, com concentração na Casa Cury de Colina, na região central da cidade.</p>
<p>Depois da caminhada, a programação prevê o retorno de Cury a Ribeirão Preto. Até o momento, não foram divulgados outros compromissos públicos do candidato para este sábado.</p>
<h2>13h15 - Renan Santos encerra campanha com atos em Santos e São Paulo</h2>
<p>Renan Santos (Missão) concentra em São Paulo seus últimos compromissos de campanha antes do primeiro turno. Ao meio-dia, o candidato tem um ato do chamado “Tour Futuro Glorioso” no Panteão dos Andradas, na Praça Barão do Rio Branco, no centro de Santos.</p>
<p>Às 15h, Renan tem previsto seu último ato de rua na capital paulista, com concentração de apoiadores na Praça da Liberdade e caminhada em direção ao Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da USP.</p>
<p>A programação divulgada pela campanha prevê ainda a participação do candidato no podcast Iron Talks, às 18h, encerrando sua agenda deste sábado.</p>
<h2>12h39 - Em discurso de cinco minutos, Lula defende fim da escala 6x1 e volta a criticar bets</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso de cerca de cinco minutos durante seu último ato de campanha antes do primeiro turno, neste sábado (3), em São Paulo. A fala terminou por volta das 12h24.</p>
<p>Lula voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1 e destacou o avanço da proposta no Senado. A PEC que trata do tema começa a ser discutida no plenário na próxima terça-feira (6) e pode ter sua tramitação acelerada.</p>
<p>O presidente também voltou a criticar as casas de apostas e repetiu uma brincadeira envolvendo o Palmeiras ao falar sobre a relação entre os clubes de futebol e as bets.</p>
<p>Outro tema abordado foi a controvérsia envolvendo os cartões de crédito. Lula procurou esclarecer declarações anteriores sobre o assunto e afirmou que sua intenção é combater práticas que estimulam o endividamento e os juros abusivos. Na sexta-feira (2), após dizer anteriormente que estudava restringir a oferta de mais de um cartão por pessoa, o presidente afirmou que os brasileiros têm direito a possuir quantos cartões quiserem e que sua proposta é impedir o envio de cartões não solicitados pelos clientes.</p>
<p>Na parte final do discurso, Lula enumerou realizações de seus governos, citando programas como o Prouni, a ampliação do acesso ao ensino superior, investimentos em educação e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.</p>
<p>Ao se despedir dos apoiadores, Lula disse que precisava voltar ao trabalho antes da votação deste domingo. O presidente deixou o ato após o discurso, enquanto a caminhada de apoiadores e candidatos aliados continuou sem sua presença.</p>
<h2>12h21 - Caiado concentra último dia de campanha em Goiás

</h2>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) concentra em Goiás seus últimos compromissos antes do primeiro turno. Pela manhã, o candidato à Presidência participou da mobilização ao lado do governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), em Goiânia.</p>
<p>A programação começou com uma caminhada pelo Setor Campinas, com percurso pelas avenidas 24 de Outubro e Anhanguera e chegada prevista à Praça Botafogo. Na sequência, Caiado e aliados programaram uma carreata pela Região Noroeste da capital.</p>
<p>À tarde, Caiado deve percorrer diferentes regiões de Goiânia em um palanque móvel. O encerramento da campanha está previsto para as 17h, em Trindade, com uma caminhada nas proximidades da Basílica do Divino Pai Eterno.</p>
<h2>11h41 - Flávio Bolsonaro e Tarcísio fazem motocarreata no interior de São Paulo</h2>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) participa na manhã deste sábado (3) de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior de São Paulo, ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), no último dia de campanha antes do primeiro turno.</p>
<p>Apoiadores começaram a se concentrar pela manhã em Santa Bárbara d'Oeste, onde aguardaram a chegada dos políticos ao som de jingles de campanha e músicas com críticas ao PT. Flávio e Tarcísio seguiram de moto em direção a Americana pela Rodovia SP-304. Também participam do ato outros candidatos aliados.</p>
<h2>11h38 - Tensão com a PM marca início de ato na Avenida Paulista</h2>
<p>O início do último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do primeiro turno foi marcado por uma discussão entre organizadores e a Polícia Militar sobre a ocupação da Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração ocorre na região da esquina da Paulista com a Rua Augusta.</p>
<p>Por volta das 10h30, policiais pediram que a avenida fosse desobstruída e houve uma discussão entre o comandante da operação e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. Os trios elétricos foram deslocados cerca de 100 metros pela Rua Augusta. Manifestantes vaiaram a PM e fizeram protestos contra o governador Tarcísio de Freitas.</p>
<p>A caminhada havia sido autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mas com a determinação de que as vias não fossem bloqueadas. A decisão prevê a manutenção de espaço livre para a circulação e determina que os organizadores sigam as orientações da PM e da CET.</p>
<p>Lula tem participação prevista na caminhada, que integra sua agenda deste sábado, último dia de campanha antes da votação. O percurso segue pela Rua Augusta em direção à Praça Roosevelt. </p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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      <title>Quaest aponta empate técnico de Lula com Flávio Bolsonaro no primeiro turno</title>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 23:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Quaest divulgada neste sábado, 3, mostra a disputa pela Presidência da República em um cenário de indefinição na véspera do primeiro turno. Considerando apenas os votos válidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança com 46%, seguido de perto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 45%.</p>
<p>Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.</p>
<p>Logo atrás aparecem três candidatos com 3% dos votos válidos cada: o escritor Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Os demais concorrentes — Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) — não pontuaram no cálculo de votos válidos.</p>
<p>A divulgação por votos válidos segue a métrica oficial utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para determinar os vencedores nas urnas. O cálculo considera exclusivamente os votos dados aos candidatos, descartando os votos brancos, nulos e as abstenções.</p>
<p>Para vencer a eleição ainda no primeiro turno, o candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, 50% mais um voto.</p>
<p>Para chegar a essas projeções, a Quaest aplica a metodologia do  likely voter  (eleitor provável), cruzando as intenções de voto declaradas pelos entrevistados com o perfil histórico e provável de comparecimento às urnas no dia do pleito.</p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>A Quaest também simulou um eventual cenário de segundo turno entre os dois primeiros colocados na pesquisa do primeiro turno. Na disputa direta, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>No levantamento anterior, Flávio e Lula apareciam empatados com 42% cada. Na simulação atual, o percentual de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar manteve-se em 13%. Os indecisos oscilaram de 3% para 1%.</p>
<p>Encomendada pela Globo e pelo jornal  O Globo , a pesquisa ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 42% dos votos válidos na véspera do 1º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-45-e-flavio-bolsonaro-42-dos-votos-validos-na-vespera-do-1-turno</link>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 21:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 3, véspera das eleições, Lula (PT) aparece à frente do segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), com 45% ante 42% de seu rival.</p>
<p>Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3%; Escritor Augusto Cury (Avante), 3%; Romeu Zema (Novo), 1%. Os demais não pontuaram.</p>
<p>O cálculo dos votos válidos -- critério oficial da Justiça Eleitoral no pleito deste domingo, 4 -- desconsidera os votos brancos e nulos. Nas pesquisas de intenção de voto, o método é o mesmo, descartando-se também as respostas dos eleitores indecisos.</p>
<p>No levantamento anterior, o petista tinha 45%, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL). </p>
<p>Encomendada pela Folha e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 4.006 pessoas em 122 municípios entre sexta-feira (2) e sábado (3). O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708/2026.</p>
<p>A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. </p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>No segundo turno, o instituto mostra Lula com 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro, resultado que representa empate dentro da margem de erro.</p>
<p>Brancos, nulos e sem candidatos definidos são 6%, enquanto 2% não definiram o voto. </p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Aposta no Sudeste marca ofensiva final de Lula e Flávio antes do primeiro turno</title>
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      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A dois dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram a reta final de suas campanhas no  Sudeste, região que reúne Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e soma 63,3 milhões de eleitores  –  quase 40% do eleitorado nacional.</p>
<p>Leia também:   Cancelamento de debate da Globo transforma noite de Lula e Flávio em guerra de audiência</p>
<p>A movimentação reflete as escolhas de cada lado nas últimas semanas: enquanto o petista alternou viagens a redutos históricos do partido no Nordeste com agendas em estados de disputa acirrada, o candidato do PL focou na consolidação de alianças onde a estrutura bolsonarista já se mostrava mais consolidada.</p>
<p>O principal palco desse embate nesta sexta-feira, 2, é  Minas Gerais , segundo maior colégio eleitoral do país, onde Lula venceu Jair Bolsonaro em 2022 por uma margem de apenas 50 mil votos.</p>
<p>Com pesquisas indicando um novo cenário emparelhado entre os 16,3 milhões de eleitores mineiros, Lula cumpre agenda em Belo Horizonte ao lado de Patrus Ananias, candidato do PT ao governo estadual, enquanto Flávio participa do “Bloquinho do Nikolas” em Montes Claros, acompanhado do deputado Nikolas Ferreira e de candidatos do PL.</p>
<p>Para além dos atos de rua, as estratégias para captar o eleitorado decisivo tomaram caminhos distintos nesta reta final. A campanha de Lula lançou o “Lulaço”, uma mobilização de 48 horas com panfletagens e carreatas focada em estimular o comparecimento às urnas e atrair mulheres e idosos através da defesa das medidas do governo.</p>
<p>Já Flávio voltou seus esforços para a tese do voto útil, buscando absorver eleitores de candidaturas como as de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, com o endosso público de aliados como o governador paulista Tarcísio de Freitas.</p>
<p>A divergência de tom também ficou evidente no encerramento da propaganda na televisão e na migração da disputa para o ambiente digital após o cancelamento do debate da TV Globo. </p>
<p>Enquanto Lula combinou a prestação de contas do mandato com críticas ao adversário em temas como apostas esportivas, religião e segurança, encerrando a semana com 1,7 milhão de espectadores simultâneos em entrevista ao Flow Podcast, Flávio usou o horário eleitoral para pedir um "voto de confiança" e transmitiu uma live ao lado de aliados que atingiu 900 mil conexões no pico de audiência. </p>
<p>No sábado, 3, os dois encerram as atividades de rua no maior colégio eleitoral do país: o presidente faz caminhada na capital paulista ao lado de Fernando Haddad, e o senador realiza carreata pelo interior de São Paulo com Tarcísio de Freitas.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cancelamento de debate da Globo transforma noite de Lula e Flávio em guerra de audiência</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cancelamento-de-debate-da-globo-transforma-noite-de-lula-e-flavio-em-guerra-de-audiencia</link>
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      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 11:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  cancelamento do debate presidencial da TV Globo  na noite de quinta-feira, 1º, anunciado menos de uma hora antes do início previsto, concretizou a  ausência de um confronto direto entre o presidente Lula (PT)  e o  senador Flávio Bolsonaro (PL) , candidatos mais competitivos ao Palácio do Planalto, antes do primeiro turno da eleição.</p>
<p>O mundo político conviveu com expectativas distintas quanto ao evento. O  petista emitia sinais de que abriria mão de comparecer , enquanto o  filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prometia a participação mesmo sem o oponente . Por fim, Lula marcou uma entrevista ao Flow Podcast e Flávio manteve a posição.</p>
<h2>Judicialização interdita debate</h2>
<p>O desfecho  foi selado após uma  sequência de decisões judiciais  que interferiram nas regras previamente acordadas para o debate. Na tarde de quinta-feira, a ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral),  proibiu a TV Globo de exibir o púlpito do presidente vazio e os concorrentes de formularem perguntas a ele . A determinação atendeu a um pedido da campanha do PT, que havia endossado essa regra.</p>
<p>Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido do partido Solidariedade e  decidiu que Renan Santos (Missão) deveria ser convidado ao debate . </p>
<p>A emissora havia convidado Lula, Flávio, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), que concorrem por siglas com a representação exigida no Congresso; por  determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Romeu Zema (Novo) havia sido incluído na lista anteriormente.</p>
<p>A Globo atribuiu às intervenções judiciais a responsabilidade pelo cancelamento do encontro. Mas um fato importante antecedeu esse anúncio:  após a decisão de Gilmar, Flávio voltou atrás em sua promessa e desistiu de debater .</p>
<p>O cenário sintetiza um processo eleitoral marcado pela judicialização. Para além da  disputa de liminares e quebras de sigilo que alimenta as campanhas bolsonarista e petista em torno do escândalo do Banco Master , nos últimos dias STF e TSE interviram sobre a  circulação de notícias falsas associando Flávio à possibilidade de retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de Padroeira do Brasil  com decisões contraditórias que expuseram a capitalização eleitoral das cortes.</p>
<h2>Candidatos e suas agendas</h2>
<p>Habituado à postura de embates com o Judiciário, o  candidato do PL  chamou as intervenções no debate de " censura no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha ".  Lula, que já não iria, disse que o formato é "infrutífero" .</p>
<p>Ambas as declarações foram proferidas durante  transmissões digitais em que os dois presidenciáveis que lideram as pesquisas de intenção de voto estiveram . O presidente, conforme previsto, concedeu entrevista ao Flow Podcast, enquanto Flávio abriu uma live de protesto em seu próprio canal de YouTube, a TV Celular.</p>
<p>No pico de audiência das transmissões, a  entrevista do petista somava 1,64 milhão de aparelhos conectados no canal do Flow e outros 153 mil no canal de Lula . A  live de Flávio alcançou cerca de 534 mil aparelhos sintonizados .</p>
<p>O alcance não é comparável ao que o debate projetava. Para se ter uma estimativa, o Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo, alcança diariamente cerca de 23 milhões de espectadores, conforme dados interpretados do PNT (Painel Nacional de Televisão). Mas os principais postulantes ao Planalto sinalizam  preferir a comunicação direta com seu eleitorado, em canais próprios ou mais informais  e  sem possibilidade de serem confrontados  por concorrentes.</p>
<p>A condição já havia sido estabelecida quando Lula e Flávio se ausentaram da TV Bandeirantes, que promove o debate inaugural da campanha, e no cancelamento do encontro que seria promovido por um pool de emissoras em razão da recusa de ambos ao convite. O embate não ocorrerá até o primeiro turno, mas isso não parece afetar o desempenho eleitoral dos dois favoritos ao pleito.</p>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 40% em votos válidos no 1º turno   </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-45-e-flavio-40-em-votos-validos-no-1-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 22:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1º, a três dias da eleição, mostra Lula com 45% das intenções em votos válidos e Flávio, 40%. Nessa modalidade, são excluídos votos brancos, indecisos e nulos.</p>
<p>Na sequência, aparecem Augusto Cury (Avante) com 4%, empatados em seguida Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) somam 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>No levantamento anterior, o petista somava 43% dos votos válidos no primeiro turno e seu principal adversário marcava 39%.</p>
<p>Às vésperas da votação, o instituto divulga levantamentos em que se consideram apenas os votos válidos — critério idêntico ao adotado pelo TSE ao descartar brancos, nulos e indecisos. Com essa metodologia, que projeta o cenário exato das urnas, vence no primeiro turno quem alcançar metade dos votos válidos mais um.</p>
<p>Vale lembrar que, para que a disputa acabe no 1º turno, um dos candidatos precisa ter 50% dos votos válidos mais um.</p>
<h2>Cenários de 2º turno</h2>
<p>Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno.</p>
<p>Lula x Flávio Bolsonaro</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 47%)</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 46%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 42% (eram 44%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 49% (eram 48%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 40% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 48%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 39% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 12%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Augusto Cury</p>
<p>Lula (PT): 47% (eram 46%)</p>
<p>Augusto Cury (Avante): 42% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no TSE é BR-08039/2026.</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com desistências na reta final, direita busca unidade por governos e maioria do Senado</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-desistencias-na-reta-final-direita-busca-unidade-por-governos-e-maioria-do-senado</link>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:55:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em movimento pouco habitual nas eleições gerais brasileiras,  concorrentes ao Senado e ao governo de estados relevantes do país decidiram abandonar a candidatura  às vésperas do primeiro turno. Os políticos que não estarão mais nas urnas neste domingo, 4, têm em comum o pertencimento ao  campo ideológico da direita .</p>
<p>Alinhado à candidatura de  Flávio Bolsonaro (PL)  à Presidência da República, este grupo reforça, com o movimento da reta final, a busca por  alterar a dinâmica de poder em redutos do presidente Lula (PT)  e obter a  maioria entre as 54 cadeiras em disputa no Senado.</p>
<h2>Bolsonaristas evitam divisão por foco no Senado</h2>
<p>O bloco de desistências foi puxado em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, onde  Ricardo Salles (Novo)  anunciou na segunda-feira, 28, que abdicaria de concorrer à Casa Alta do Congresso em favor das candidaturas de  André do Prado (PL)  e  Guilherme Derrite (PP) .</p>
<p>Ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PL), o ex-candidato atribuiu a decisão à necessidade de deixar " diferenças de lado " para evitar a "catástrofe" representada por eventual reeleição de Lula. Na campanha, fez duras críticas em especial a Prado, associando-o à ala do PL que se aliou ao petismo em eleições passadas.</p>
<p>Salles, 4º deputado federal mais votado do estado em 2022, era ligado a uma chance de  divisão dos votos da direita que poderia favorecer Simone Tebet (PSB) ou Marina Silva (Rede) , concorrentes ao cargo no campo lulista.</p>
<p>As principais pesquisas de intenção de voto indicam um cenário de empate técnico entre Derrite, Tebet, Marina e Prado, equação que dá  poder decisivo à transferência de eleitores de Salles  -- que figurava entre 3% e 4%. Pesou ainda o alinhamento dos dois postulantes remanescentes ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou da articulação pela desistência do ex-ministro.</p>
<p>Situação semelhante foi protagonizada no Distrito Federal, onde na mesma data  Ronaldo Fonseca (PSD ) anunciou a desistência da candidatura ao Senado e o apoio a  Michelle Bolsonaro  e  Bia Kicis , ambas postulantes do PL às duas vagas em disputa. Na capital federal, a sigla integra o grupo político bolsonarista.</p>
<p>" Decidi desistir para ajudar as candidaturas da direita que estão, hoje, mais bem posicionadas . Eu milito com a direita há muito tempo e agora é a vez das mulheres", afirmou Fonseca ao site g1. O pessedista registrou 2% das intenções de voto em pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro, enquanto a ex-primeira-dama liderou o levantamento, com 22%, e a deputada federal pontuou 15%.</p>
<p>Em patamar similar ao da dupla bolsonarista, ficaram a atual senadora  Leila do Vôlei (PDT) , 19%, e  Erika Kokay (PT) , 15%, números que colocam em risco em especial a eleição de Kicis para uma das cadeiras.</p>
<p>Os dois movimentos contemplam esforços para  unificar o quadro de alianças de Flávio e evitar a divisão de votos no eleitorado à direita,  sob o risco de abrir espaço para lulistas conquistarem terreno. </p>
<p>A eleição de senadores é tratada abertamente como prioridade por lideranças bolsonaristas muito antes do início da campanha. A obtenção de maioria absoluta na Casa -- 54 das 81 cadeiras -- coincide com os  votos exigidos para abrir e dar continuidade ao processo de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), pauta prioritária deste campo . </p>
<p>Ao mesmo tempo, o  grupo de Flávio busca conquistar a presidência do Senado  -- hoje ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP), político mais próximo de Lula --, o que depende de 41 votos no plenário, para destravar pedidos de impedimento já apresentados.</p>
<p>Do outro lado, a aliança governista trabalha justamente para frear as pretensões da direita, mas falhou em articular gestos de unificação como os do campo opositor. Em estados estratégicos, como Rio de Janeiro e Pará,  políticos simpáticos a Lula mantém  candidaturas "paralelas" ao Senado apesar do apelo expresso do presidente pela centralização do apoio às chapas oficiais de sua aliança .</p>
<h2>Desistência a governo mira reduto lulista</h2>
<p>O movimento pela unificação do grupo contrário a Lula também foi registrado em uma disputa por Executivo estadual. No  Sergipe , governado por  Fábio Mitidieri (PSD) , que é aliado do petista,  Emanuel Cacho (PSDB)  anunciou a desistência da corrida para apoiar  Valmir de Francisquinho (Republicanos) .</p>
<p>Também nesta semana, Ricardo Marques (PL) teve a candidatura ao cargo indeferida pelo TRE-SE (Tribunal Regional Eleitoral). Com a barreira jurídica e a saída do tucano, a  direita concentra seus esforços em Francisquinho  como alternativa única do campo. </p>
<p>O cenário deve consolidar o pleito entre o incumbente e concorrente do Republicanos e, naturalmente, favorecer as chances de uma definição ainda em primeiro turno. </p>
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        <media:credit role="photographer">MATEUS BONOMI</media:credit>
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        <media:title>Ricardo Salles</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como Lula e Flávio se mobilizam para ‘liquidar a fatura’ em primeiro turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-lula-e-flavio-se-mobilizam-para-liquidar-a-fatura-em-primeiro-turno</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na semana do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo, 4, tanto o presidente Lula (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassam 40% das intenções de voto e trabalham para conquistar a vitória sem necessidade de segunda votação — o que depende da obtenção de maioria entre os votos válidos.</p>
<p>Com um cenário em que os demais concorrentes não empolgam nas pesquisas e seus respectivos movimentos, lulismo e bolsonarismo, se solidificam eleitoralmente, o  GSW Brasil  explica neste texto como as duas campanhas estão trabalhando, cada uma a seu modo, para acelerar a definição da disputa pelo Palácio do Planalto.</p>
<h2>Derretimento de um lado, calcificação do outro</h2>
<p>O histórico pesa contra os dois concorrentes mais competitivos à Presidência da República. Em nove eleições diretas desde a redemocratização, apenas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) alcançou mais de 50% dos votos válidos e venceu em turno único (foram duas vezes, em 1994 e 1998).</p>
<p>Nos demais pleitos, a disputa estendeu-se por duas votações, todas elas opondo um candidato do PT a um adversário à direita, dualidade que se mantém para 2026. Desde a ascensão de Jair Bolsonaro (PL) ao Executivo, em 2018, no entanto, o eleitorado brasileiro passa por um fenômeno que Felipe Nunes e Thomas Traumann, autores de “Biografia do Abismo” (HarperCollins Brasil, 2023), chamam de “calcificação”. </p>
<p>Nesta dinâmica, petismo e bolsonarismo fidelizam grupos que não trocam de candidato sob nenhuma hipótese e são capazes de concentrar a maior parte dos votantes do país.</p>
<p>Nas rodadas mais recentes de Datafolha e Quaest, Lula e Flávio somaram mais de 80% das intenções de votos válidos — soma que exclui brancos, nulos e indecisos — para este domingo.</p>
<p> Somada à tendência de redução daqueles que ainda não se decidiram e de estabilização ou queda do percentual que declara voto em Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), a equação levou analistas e pesquisadores a apontarem para a possibilidade de migração de eleitores rumo às candidaturas que estão em vantagem, aumentando as chances de que uma delas alcance o número “mágico”.</p>
<h2>As peças se movem pelo ‘voto útil’</h2>
<p>Diante da possibilidade de exercitar um fenômeno conhecido como “voto útil”, tanto a campanha do incumbente quanto a do bolsonarista têm buscado estimular essa migração, usando o alto nível de rejeição ao respectivo oponente — 54% rejeitam Lula e 56%, Flávio, segundo a Quaest — como incentivo à resolução antecipada. </p>
<p>O PL tem reforçado o investimento na imagem da família Bolsonaro como única capaz de derrotar o petismo e, nos últimos dias, articulações para que Zema desistisse da candidatura para apoiar o “Zero Um” ganharam força sob a premissa de agregar os votos da direita.</p>
<p>Os petistas têm mais dificuldade em atrair eleitores dos postulantes menores, que estão alinhados à direita, e optam por reeditar um discurso conhecido da eleição de 2022 de que, com Flávio no páreo, a democracia estaria ameaçada — seu pai, vale lembrar, foi condenado por tentar um golpe de Estado após perder a reeleição. </p>
<p>Em 28 de setembro, a Fundação Perseu Abramo, braço acadêmico do PT, publicou um artigo intitulado “Voto útil: especialistas analisam a escolha estratégica no primeiro turno das eleições” em que considera essa dinâmica.</p>
<p>Além do risco de que o oponente tenha maior potencial de crescimento na segunda etapa da votação — dada a possibilidade de herdar votos dos derrotados por similaridade ideológica —, Lula é ameaçado ainda por outros fatores, como o risco de perder palanques em estados estratégicos. </p>
<p>Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, pesquisas projetam uma derrota do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sem necessidade de segundo turno; em Minas Gerais, o segundo, os levantamentos indicam chances de Cleitinho Azevedo (Republicanos) terminar o domingo eleito.</p>
<p>Fundador do instituto de pesquisas Ideia e professor da Universidade George Washington, Maurício Moura afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o “Zero Um” poderá ser beneficiado, nesta definição, por um fenômeno conhecido como “antipetismo de chegada”. </p>
<p>Neste cenário, é comum “as pessoas largarem os candidatos de alguma preferência no primeiro turno e votarem naquele candidato que tem melhor condição de ganhar do PT já no primeiro turno”, afirmou.</p>
<p>Por outro lado, o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, avaliou à emissora GloboNews que as chances de conclusão em turno único são baixas. </p>
<p>“Pelo menos metade dos eleitores desses outros nomes da terceira via já definiu o voto e provavelmente não vai abandonar os seus candidatos preferidos. Até porque a rejeição dessas pessoas ao Flávio Bolsonaro e ao Lula é uma rejeição muito óbvia. Então, essa migração é difícil”, avaliou.</p>
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        <media:title>FotoJet</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Flávio Bolsonaro: o que os candidatos dizem sobre os principais temas da eleição</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-bolsonaro-o-que-os-candidatos-dizem-sobre-os-principais-temas-da-eleicao</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A campanha presidencial colocou frente a frente diferentes posicionamentos e visões dos dois principais candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a respeito dos maiores desafios do país. Segurança pública, custo de vida, contas públicas, programas sociais, Supremo Tribunal Federal, democracia, violência contra a mulher e apostas online estão entre os temas abordados nos últimos dias por ambos em seus discursos e entrevistas.</p>
<p>A seguir, reunimos declarações recentes dos dois candidatos sobre esses assuntos, permitindo comparar, tema a tema, o que cada um tem dito durante a campanha.</p>
<p>SEGURANÇA PÚBLICA E CRIME ORGANIZADO</p>
<p>Lula</p>
<p>“Para melhorar a segurança pública, vai ter que dobrar o efetivo da Polícia Federal, vai ter que investir mais em inteligência, vai ter que dobrar o número da Polícia Rodoviária Federal”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Vamos abrir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, para que os marginais fiquem presos.”</p>
<p>  CUSTO DE VIDA E ENDIVIDAMENTO</p>
<p> Lula</p>
<p>“O custo de vida está caro – mas comparado a quê? Comparado ao salário da pessoa que ganha hoje.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“O que acaba mesmo com o seu endividamento é baixar os juros e cortar impostos.”</p>
<p>  CONTAS PÚBLICAS</p>
<p>Lula</p>
<p>“Vou continuar tendo responsabilidade fiscal, porque tomar conta do dinheiro da nossa casa e do nosso País é da nossa responsabilidade. Se a gente deixar as contas desequilibradas, quem perde é o povo pobre.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“O Brasil precisa de um governo moderno. Um governo que vai cortar despesas, vai aumentar arrecadação e reduzir os impostos.”</p>
<p>  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL</p>
<p>Lula</p>
<p>“Acho que temos que ter uma reforma profunda, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Eu vou resgatar a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, porque o Judiciário não é Alexandre de Moraes.”</p>
<p>  BOLSA FAMÍLIA E PROGRAMAS SOCIAIS</p>
<p> Lula</p>
<p>“É possível colocar o pobre no Orçamento e fazer os ricos pagarem a sua parte. É necessário cortar privilégios e investir em educação e saúde gratuitas e de qualidade.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Comigo, está garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, só que vou fazer muito mais do que isso.”</p>
<p>  DEMOCRACIA E ELEIÇÕES</p>
<p>Lula</p>
<p>“O que está em jogo não é o Lula disputando com outros, ou outros disputando com Lula. O que está em jogo nesta eleição é se a gente vai escolher a barbárie ou a democracia.”</p>
<p>Flávio Bolsonaro</p>
<p>“Esqueçam, nem eleição vai ter em 2030 se o Lula se reeleger.”</p>
<p>  VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER</p>
<p>Lula</p>
<p>“Quem bater em mulher sabe que agora vai ser preso. Se você levantar a mão para bater na sua mulher, é melhor você baixar a mão e bater com a sua cabeça na parede. Porque a gente não vai aceitar desrespeito mais.”</p>
<p>  Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Atenção, você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira.”</p>
<p>apostas E APOSTAS ONLINE</p>
<p> Lula</p>
<p>“Resolvi acabar com as bets porque, se não, as bets acabariam com o Brasil. E eu não vou permitir que o povo pobre seja responsável de segurar a luxúria dos clubes.”</p>
<p>  Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Durante meus quatro anos como presidente do Brasil, não haverá cassinos online, nem Tigrinho, nem roleta online.</p>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O que a arqueologia revela sobre a origem dos tiranos e autocracias</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-que-a-arqueologia-revela-sobre-a-origem-dos-tiranos-e-autocracias</link>
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      <pubDate>Sun, 27 Sep 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A ideia de que o crescimento das sociedades humanas levou inevitavelmente à concentração de poder nas mãos de reis, déspotas e outros governantes autoritários está sendo questionada por novas pesquisas arqueológicas. Evidências encontradas em diferentes partes do mundo indicam que sociedades numerosas e complexas desenvolveram, em vários momentos da história, formas coletivas e relativamente inclusivas de governo — e que o surgimento de autocracias pode estar mais relacionado ao controle da riqueza e de recursos estratégicos do que simplesmente ao tamanho da população.</p>
<p>Essa é uma das principais conclusões dos trabalhos conduzidos pelo arqueólogo Gary Feinman, do Field Museum, em Chicago. Especialista em sociedades pré-modernas, com décadas de pesquisas de campo no México e na China, Feinman argumenta que descobertas arqueológicas das últimas décadas desafiam uma narrativa profundamente enraizada nas ciências sociais: a de que pequenas comunidades de caçadores e coletores tomavam decisões coletivamente, mas que a agricultura, a sedentarização e o crescimento populacional teriam produzido desigualdades e tornado inevitável o aparecimento de governantes fortes.</p>
<p>Segundo essa interpretação tradicional, a expansão das aldeias e sua transformação em cidades teriam exigido estruturas cada vez mais centralizadas para manter a ordem. A democracia surgiria muito mais tarde como uma inovação associada principalmente à Grécia Antiga e à Roma republicana. Os dados arqueológicos, porém, mostram uma história muito menos linear.</p>
<p>Feinman afirma que formas menos autocráticas de organização política existiram em diferentes partes do mundo e não eram exclusividade da Europa. Os exemplos vão de Teotihuacan, no atual México, a Mohenjo-daro, no atual Paquistão. Em alguns casos, grandes centros urbanos apresentam indícios de decisões coletivas, espaços públicos acessíveis e uma distribuição de poder muito diferente daquela encontrada em sociedades claramente dominadas por reis e elites hereditárias.</p>
<h2>Casas ajudaram a mudar a interpretação do passado</h2>
<p>Parte dessa mudança de perspectiva começou a surgir nas próprias escavações arqueológicas. Feinman iniciou sua carreira estudando a Mesoamérica nos anos 1970, período em que predominava entre pesquisadores a interpretação de que as antigas sociedades da região eram governadas de cima para baixo por Estados coercitivos, capazes de controlar a economia, monopolizar recursos importantes e determinar a distribuição de mercadorias.</p>
<p>As escavações de residências, no entanto, começaram a revelar uma realidade diferente. Em muitas casas, os arqueólogos encontraram evidências de que os moradores produziam ferramentas, cerâmicas e outros objetos destinados à troca. Ao mesmo tempo, utilizavam produtos fabricados em outros lugares.</p>
<p>Se a produção e o comércio estavam espalhados por inúmeras residências, seria muito difícil para uma autoridade central controlar toda a atividade econômica. Os pesquisadores também não encontraram os grandes armazéns que seriam esperados caso governantes concentrassem e estocassem parte substancial dos recursos disponíveis.</p>
<p>A conclusão foi que não existia um único modelo político para a Mesoamérica pré-hispânica. Algumas sociedades eram fortemente hierarquizadas, enquanto outras apresentavam características muito mais coletivas.</p>
<h2>Teotihuacan e os maias mostram dois modelos diferentes</h2>
<p>A comparação entre Teotihuacan e as cidades maias do período Clássico tornou-se um dos exemplos mais interessantes dessa diferença.</p>
<p>Entre os maias, os governantes eram explicitamente glorificados. Reis apareciam em obras de arte, viviam em palácios muito maiores que as demais residências e eram sepultados em túmulos monumentais. A arquitetura e a iconografia deixavam clara a existência de uma estrutura hierárquica.</p>
<p>Teotihuacan apresenta um cenário diferente. A enorme cidade localizada próxima à atual Cidade do México também construiu pirâmides e edifícios monumentais, o que durante muito tempo levou pesquisadores a supor que um governante poderoso deveria estar por trás dessas obras.</p>
<p>Mas as evidências de um rei nunca apareceram.</p>
<p>Arqueólogos chegaram a escavar túneis sob as três maiores pirâmides da cidade procurando uma possível sepultura real. Encontraram oferendas e, em alguns casos, vítimas de sacrifícios, mas nenhum túmulo de rei. O contraste é significativo em relação aos grandes templos maias, muitos dos quais também serviam como mausoléus de governantes.</p>
<p>Até o desenho das construções sugere modelos políticos diferentes. Os topos das pirâmides de Teotihuacan tinham espaço para grupos de dez ou 12 pessoas. Nos templos maias de cidades como Tikal, o espaço podia comportar apenas uma, duas ou três pessoas — uma configuração mais compatível com a exibição de uma autoridade individual.</p>
<p>A própria organização urbana reforça essa interpretação. Teotihuacan possuía largas avenidas e grandes praças onde multidões podiam se reunir. Seus murais frequentemente mostram personagens importantes em grupos ou procissões, sem um rei ocupando a posição central. Em algumas representações, figuras de destaque distribuem água, sementes e outros bens.</p>
<p>Na arte maia do período Clássico, por outro lado, reis aparecem em cenas nas quais pisoteiam prisioneiros ou se apropriam de bens. Para os pesquisadores, essas diferenças fornecem pistas sobre como cada sociedade entendia e representava o exercício do poder.</p>
<h2>Crescimento populacional explica apenas parte da autocracia</h2>
<p>Nos últimos anos, Feinman e outros pesquisadores tentaram transformar essas observações arqueológicas em análises comparativas mais amplas.</p>
<p>Um estudo publicado em 2025 na revista  Proceedings of the National Academy of Sciences  (PNAS) analisou a relação entre desigualdade e tamanho das sociedades utilizando como indicador as diferenças entre as maiores e as menores residências encontradas em mais de mil sítios arqueológicos.</p>
<p>Outro trabalho, liderado por Feinman e publicado em março de 2026 na  Science Advances , examinou a relação entre formas de governo e escala populacional em 40 contextos arqueológicos e históricos.</p>
<p>Os resultados indicam que populações maiores podem favorecer a concentração do poder, mas estão longe de determinar o resultado. Nos dois estudos, o tamanho da população explicou aproximadamente um quarto das diferenças observadas no nível de desigualdade ou de autocracia.</p>
<p>As pesquisas também identificaram indícios de práticas consideradas mais democráticas em regiões fora da Grécia e de Roma aproximadamente na mesma época — e, em alguns casos, até antes. Isso não reduz a influência das civilizações grega e romana sobre as democracias modernas, mas sugere que experiências de governança coletiva ocorreram de maneira mais ampla na história humana.</p>
<h2>O que importa é quem controla os recursos</h2>
<p>Para Feinman, uma das principais chaves para compreender por que algumas sociedades se tornam autocráticas está na maneira como o governo obtém os recursos necessários para funcionar.</p>
<p>Quando o Estado depende de pequenas contribuições de um grande número de agricultores, artesãos ou outros cidadãos, precisa manter algum grau de cooperação com essa população. Os pesquisadores classificam esse tipo de financiamento como baseado em “recursos internos”.</p>
<p>Em sociedades antigas nas quais as pessoas tinham maior possibilidade de migrar, ignorar completamente esses cidadãos poderia significar perdê-los — e, consequentemente, perder também a riqueza e os impostos que produziam. Governantes tinham, portanto, incentivos para oferecer infraestrutura, segurança e outros benefícios em troca de suas contribuições.</p>
<p>A situação muda quando uma elite consegue monopolizar fontes de riqueza como minas, grandes plantações, rotas comerciais, espólios de guerra ou trabalho escravo. Esses são classificados pelos pesquisadores como “recursos externos”.</p>
<p>Nesse modelo, o governante deixa de depender economicamente de milhares de cidadãos. Uma fonte concentrada de riqueza pode ser protegida e administrada por um grupo relativamente pequeno, reduzindo a necessidade de negociar com o restante da população.</p>
<p>Essa interpretação leva Feinman a fazer uma distinção importante sobre o funcionamento das autocracias. Governantes autoritários não precisam necessariamente explorar diretamente todos os seus cidadãos. Em determinadas circunstâncias, podem simplesmente ignorá-los porque sua principal fonte de riqueza está em outro lugar.</p>
<h2>Como medir uma autocracia de milhares de anos atrás?</h2>
<p>Determinar se uma sociedade sem registros políticos detalhados era mais ou menos autocrática representa outro desafio. Para tentar resolver o problema, Feinman e seus colegas desenvolveram um conjunto de 27 indicadores arqueológicos e históricos.</p>
<p>Os pesquisadores observaram, por exemplo, onde as decisões políticas aparentemente eram tomadas: em fortalezas de acesso restrito ou em espaços públicos? Analisaram também se a arte oficial glorificava um único governante ou privilegiava representações de deuses, da natureza e da comunidade.</p>
<p>A arquitetura também entrou na análise. Grandes praças onde milhares de pessoas podiam se reunir foram interpretadas de maneira diferente de espaços deliberadamente restritivos.</p>
<p>Os indicadores foram aplicados a 31 localidades em diferentes regiões do mundo. Como alguns lugares foram analisados em mais de um período histórico, o conjunto final chegou a 40 casos. Os pesquisadores então combinaram os resultados para criar um índice destinado a comparar o grau de concentração de poder e de participação existente em cada sociedade.</p>
<p>O uso de dezenas de indicadores procura reduzir o peso de qualquer evidência isolada: mesmo que a interpretação de um determinado elemento arqueológico seja contestada, seu impacto sobre o resultado geral tende a ser limitado.</p>
<h2>Impostos também contam uma história</h2>
<p>A análise produz ainda uma conclusão que pode parecer contraintuitiva: a cobrança de impostos não seria necessariamente um sinal de autoritarismo.</p>
<p>Em sociedades nas quais governos dependiam economicamente de agricultores e pequenos produtores, a tributação podia criar uma relação de interdependência. Os recursos arrecadados permitiam construir sistemas de abastecimento de água, grandes vias, espaços públicos e estruturas de defesa.</p>
<p>Esses investimentos, por sua vez, podiam melhorar as condições de vida, estimular a produção e atrair mais habitantes para determinada região — ampliando também a base de arrecadação.</p>
<p>Os pesquisadores encontraram ainda sinais de que sociedades consideradas mais coletivas realizavam rituais igualmente participativos, como grandes festas, danças e procissões. Essas atividades ajudariam a produzir confiança, cooperação e coesão social.</p>
<h2>Democracias também podem se deteriorar</h2>
<p>Nada disso significa, porém, que sociedades com sistemas mais coletivos permaneçam assim indefinidamente. Feinman argumenta que a concentração progressiva da riqueza pode alterar o equilíbrio político e favorecer também uma concentração de poder.</p>
<p>Monte Albán, no atual México, oferece um exemplo. A cidade existiu por mais de mil anos e é considerada por Feinman uma das experiências de organização coletiva mais duradouras conhecidas pela arqueologia. Em períodos posteriores, porém, começaram a aparecer estátuas glorificando governantes e evidências de que determinadas posições de poder haviam se tornado hereditárias.</p>
<p>A transformação precedeu o colapso da cidade.</p>
<p>Para o arqueólogo, sistemas políticos mais participativos podem ser particularmente frágeis justamente porque dependem de estruturas institucionais complexas. Essa complexidade ajuda a explicar a presença de grandes burocracias em sociedades com formas mais coletivas de governo.</p>
<p>Teotihuacan e Monte Albán, por exemplo, possuíam numerosos edifícios públicos aparentemente destinados a funções administrativas, e não a servir como palácios ou residências de governantes.</p>
<p>A burocracia, nessa interpretação, pode funcionar também como um limite à concentração de poder. Feinman cita a China antiga, onde um complexo sistema administrativo chegou, em determinados períodos, a impor restrições aos governantes. O acesso a cargos públicos por exames introduzia critérios de mérito, enquanto funcionários podiam desenvolver interesses distintos dos soberanos e defender suas próprias comunidades.</p>
<h2>Experiências coletivas não foram exceção</h2>
<p>Outros exemplos aparecem na América do Norte. Feinman menciona os iroqueses, os zunis e os povos de Chaco Canyon como sociedades que, apesar de controlarem territórios suficientemente grandes para permitir níveis mais elevados de desigualdade, desenvolveram formas coletivas de governança e mantiveram o poder distribuído entre diferentes comunidades.</p>
<p>Há pesquisadores que defendem inclusive a possibilidade de algumas práticas políticas dos povos indígenas norte-americanos terem influenciado os primeiros formuladores do sistema político dos Estados Unidos.</p>
<p>Para Feinman, a principal contribuição dessas descobertas é mostrar que a história política humana não seguiu uma trajetória inevitável, partindo de pequenas sociedades igualitárias para grandes Estados autocráticos e, somente muito mais tarde, para democracias.</p>
<p>Agricultura, crescimento populacional e urbanização criaram condições que poderiam favorecer a concentração do poder, mas não determinaram o resultado. Ao longo da história, sociedades semelhantes em tamanho e complexidade desenvolveram modelos políticos muito diferentes.</p>
<p>As evidências arqueológicas sugerem que uma variável decisiva pode estar em outro lugar: na forma como riqueza e recursos são distribuídos — e, principalmente, em quem consegue controlá-los.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Atlantico.fr]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acirramento no Nordeste e vantagem para Flávio no Sudeste: as disputas pelos governos</title>
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      <pubDate>Sat, 26 Sep 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições, a rodada mais recente das pesquisas de intenção de voto de  Datafolha  e  Quaest  revelou um mapa heterogêneo da corrida pelos governos de  São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco  e  Ceará  -- os oito maiores colégios eleitorais do país.</p>
<p>Na reta final para a definição  da disputa presidencial,  aliados de Flávio Bolsonaro (PL) têm vantagem em quatro estados, enquanto apenas um apoiador do presidente Lula (PT) liderou levantamentos de seu certame.  Nos três pleitos restantes, quem está na dianteira não se alinhou a nenhum dos presidenciáveis mais competitivos.</p>
<h2>Veja os números dessa rodada</h2>
<h3>São Paulo: Tarcísio abre 20 pontos sobre Haddad</h3>
<p>Em São Paulo, o atual governador pontuou 50%, em condições de liquidar a fatura ainda em 4 de outubro contra o ex-ministro da Fazenda, a quem também derrotou no segundo turno da última eleição pelo Palácio dos Bandeirantes. </p>
<p>O Datafolha indicou 56% dos votos válidos para Tarcísio e 34% para Haddad. O levantamento ouviu 1.610 eleitores em 65 cidades paulistas entre 22 e 24 de setembro. </p>
<p>A disputa paulista  tem dimensão nacional. Tarcísio foi oficializado candidato à reeleição ao lado de Flávio Bolsonaro e tem aumentado a frequência de gestos em direção ao aliado, enquanto Haddad foi convencido a concorrer novamente ao cargo por Lula. </p>
<p>Mesmo com as dificuldades locais, o principal objetivo da candidatura petista, segundo integrantes do grupo, é garantir que o presidente tenha uma votação expressiva no maior colégio eleitoral do país, feito decisivo para sua vitória nas urnas em 2022.</p>
<h3>Minas Gerais: Cleitinho consolida ponta com 40%</h3>
<p>Em Minas, a dianteira de Cleitinho é acompanhada a certa distância por Patrus e Kalil, que estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Embora o petista dê palanque a Lula no estado, o ex-prefeito de Belo Horizonte conta com o eleitorado lulista -- a quem apoiou na última eleição -- e, para isso, tem apostado na estratégia de comunicar que tem melhores condições de derrotar o líder das pesquisas em provável segundo turno.</p>
<p>A liderança isolada do senador, aliás, ajuda a explicar as performances abaixo da média de Simões, que postula a reeleição, e Roscoe, que dá palanque oficialmente a Flavio Bolsonaro no estado. Mesmo assim, a popularidade de Cleitinho -- que apoia o presidenciável do PL -- dá indicativos de ser capaz de se superar acordos partidários para garantir o voto da direita.</p>
<p>O Datafolha ouviu 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. Na rodada anterior, Cleitinho tinha 37%, Patrus, 13%, e Kalil, 11%. </p>
<h3>Rio de Janeiro: Paes lidera, mas Ruas reduz diferença</h3>
<p>No Rio, apesar de manter a liderança, o ex-prefeito da capital viu sua distância em relação a Douglas Ruas cair de 18 para 13 pontos percentuais em duas semanas. O candidato do PL, que é deputado estadual e foi secretário do governo Cláudio Castro (PL), tem apostado em associar Paes ao presidente Lula -- o PT faz parte de sua aliança -- em um estado que deu sucessivas vitórias ao grupo bolsonarista.</p>
<p>Por sua vez, o único aliado do petista a liderar a corrida no grupo analisado pelo  GSW Brasil  tem apostado cada vez mais em atacar o adversário e firmar alianças fora da capital, onde sofre maior rejeição histórica -- Paes, vale lembrar, perdeu uma eleição para o governo do estado após largar como favorito em 2018. </p>
<h3>Bahia: ACM Neto e Jerônimo seguem empatados</h3>
<p>Na Bahia, a disputa promete ser acirrada até o fechamento das urnas. Em liderança numérica, o ex-prefeito de Salvador está tecnicamente empatado -- a margem de erro é de três pontos  -- com o atual governador, que o derrotou no segundo turno de 2022.</p>
<p>A disputa baiana tem uma particularidade em relação aos demais estados. Jerônimo é um dos principais palanques de Lula no Nordeste. ACM Neto, por sua vez, declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial, embora não tenha feito campanha nacional para o governador de Goiás. </p>
<p>Isso não impede, porém, a tentativa de setores ligados a Neto de conquistar eleitores de Lula. O jornal Folha de S. Paulo registrou a existência do chamado voto "LuNeto", movimento de eleitores que pretendem combinar o voto no presidente petista com o ex-prefeito de Salvador. A campanha petista, naturalmente, tenta coibir esse movimento.</p>
<h3>Paraná: Moro lidera, mas há dois adversários com 20%</h3>
<p>No Paraná, a Quaest registrou o ex-juiz da Lava Jato ainda na dianteira, mas distante dos cenários anteriores que chegaram a indicar possibilidade de vitória em primeiro turno. O principal dilema, no momento, é pela definição de quem Moro enfrentará: Requião Filho e Sando Alex estão numericamente empatados.</p>
<p>Moro dá palanque a Flávio Bolsonaro no estado. Requião, por outro lado, conta com o apoio de Lula. Mas a polarização ganha um novo elemento na política paranaense: Alex é o candidato à sucessão de Ratinho Júnior (PSD), governador que encerra seu segundo mandato com índices de aprovação popular superiores a 80%.</p>
<h3>Rio Grande do Sul: Zucco e  Brizola no limite da margem de erro</h3>
<p>No Rio Grande do Sul, o candidato do PL aparece numericamente à frente, com 29%, seguido por Juliana Brizola, com 23%. A diferença é seis pontos, exatamente o dobro da margem de erro de três pontos. Por isso, os dois estão empatados no limite dessa margem.</p>
<p>O cenário também reproduz a divisão nacional: Zucco é o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro, enquanto a pedetista tem Edegar Pretto (PT) como vice e apoio de Lula. Mais distante da dualidade, o vice-governador Gabriel Souza disputa na raia do centro a manutenção do grupo do governador Eduardo Leite (PSD) no poder.</p>
<h3>Pernambuco: Raquel  e João Campos em empate técnico</h3>
<p>Em outra disputa que promete acirramento, a atual governadora e o ex-prefeito do Recife estão em empate técnico, com viés de alta para João Campos. O pessebista é o candidato de Lula e, para se opor ao poder de máquina da adversária, tem apostado na associação ao presidente num estado que lhe deu 66,93% dos votos no segundo turno de 2022.</p>
<p>Justamente por esta conjuntura, mesmo sem o apoio do petista, a governadora faz gestos simpáticos a ele e evita explorar associações à direita. Sem candidatura ao Executivo no estado, Flávio Bolsonaro não fez orientações públicas aos aliados, que demonstram maior propensão a apoiar a reeleição de Lyra. </p>
<h3>Ceará: Ciro mantém liderança, mas Elmano reduz distância</h3>
<p>Com 47% das intenções de voto, o ex-presidenciável viu sua vantagem em relação ao atual governador se dissipar desde agosto, quando chegou a ter 52% contra 33% do petista, e ficar próxima do limite da margem de erro. </p>
<p>Elmano é um dos palanques estaduais de Lula e tem utilizado a associação com o presidente em sua campanha em um reduto petista. Ciente disso, Ciro não declarou voto em Flávio, diz que seu foco é no estado e, mesmo com apoio do PL local, chegou a levar à propaganda eleitoral a lembrança de que foi ministro de Lula.</p>
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        <media:title>urna eletronica</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como o custo de vida corroeu um trunfo de Lula e virou motor da oposição </title>
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      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O IPCA (Índice de Preços no Consumidor) caiu de 0,07% em julho para uma deflação de 0,32% em agosto, a menor taxa para o mês desde 2022, enquanto o desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, 0,3 ponto percentual abaixo de um ano antes, segundo o IBGE, e o rendimento médio real está em R$ 3.762, 3,3% acima do registrado no mesmo período de 2025. Esses bons indicadores econômicos, usados pelo governo  Lula  (PT) como argumento para a reeleição, porém,  não refletem na percepção da população.</p>
<p>Segundo pesquisa Quaest divulgada neste mês,  67% dos entrevistados disseram ter percebido aumento nos preços dos alimentos no mês anterior , enquanto apenas 9% afirmaram ter notado queda.</p>
<p>A distância entre os números da economia e a experiência cotidiana ajuda a explicar um dos principais problemas da campanha de Lula e que tem sido explorada pela oposição, especialmente  Flávio Bolsonaro  (PL), que concentra parte das suas propagandas na televisão no poder de compra das famílias e nos preços dos alimentos.</p>
<p>Em agosto, durante agenda em Alagoas, o candidato afirmou que os R$ 600 do Bolsa Família “enchiam o carrinho” durante o governo de Jair Bolsonaro, mas “agora não enchem mais”. Em outro evento, no Rio Grande do Sul, disse que seu compromisso seria “fazer com que a comida volte a ficar barata, como era na época do presidente Bolsonaro”.</p>
<p>O dilema vivido por Lula guarda paralelos diretos com o cenário enfrentado por  Joe Biden  nos Estados Unidos em 2024. Na ocasião, o democrata apresentava números de emprego históricos e queda na inflação, mas acabou tragado pela "inflação percebida" no cotidiano das famílias americanas, que não sentiam a recuperação no bolso.</p>
<p>“Existe uma percepção contagiante de mal-estar econômico ligado à alimentação que contamina até os eleitores que sabem que há números positivos na macroeconomia. Aconteceu exatamente isso com o próprio Biden nos Estados Unidos, e a oposição está sabendo explorar muito bem essa sensação”, avalia o  cientista político Leandro Consentino, professor do Insper.</p>
<p>A mesma mensagem aparece no plano de governo do filho de Jair, que dedica um capítulo ao tema com o título  “Brasil Mais Barato — para sobrar dinheiro no fim do mês”.  O documento afirma que o governo Lula tornou tudo mais caro e promete reduzir impostos sobre o consumo, os custos de transporte e a conta de luz, além de criar medidas para diminuir o preço dos alimentos e fazer acenos liberais no estilo do argentino Javier Milei.</p>
<p>Nas redes sociais, a campanha também levou a disputa para dentro dos supermercados, com vídeos de Flávio mostrando preços nas prateleiras e associando o custo da comida ao governo Lula.</p>
<p>O  avanço de Flávio nas últimas pesquisas  indica que a estratégia surtiu efeito, o que provocou respostas de Lula que passou a abordar preço de alimentos, renda e poder de compra em suas peças na televisão.</p>
<p>Para Consentino, a dificuldade do governo está justamente em transformar indicadores que melhoraram em uma percepção concreta para o eleitor. “Por mais que você exiba indicadores macroeconômicos sólidos, não é isso que o brasileiro come no dia a dia. Você precisa transformar essa narrativa de indicadores econômicos positivos em ativos do ponto de vista socioeconômico para o dia a dia da população.”</p>
<p>Ao podcast Café da Manhã, da Folha de S. Paulo, a economista  Monica de Bolle  diferencia inflação e nível de preços e ajuda a explicar por que uma queda do IPCA não significa necessariamente que o consumidor tenha a sensação de que a vida ficou mais barata.</p>
<p>“Uma coisa é a gente falar que o preço da carne, do ovo e do leite está maior do que há dois anos. Outra coisa é falar que a inflação está mais alta que há dois anos. Mas, no final, o que fica mais evidente para o consumidor é isso que muitas das campanhas estão explorando.”</p>
<h2>A contraofensiva do Planalto</h2>
<p>Em setembro, Lula anunciou um  reajuste de 15,04% no Bolsa Família , elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro — anunciado a apenas 17 dias do primeiro turno. O anúncio veio depois de reuniões do presidente com mulheres que relataram dificuldades para manter o orçamento familiar diante da alta dos preços, especialmente dos alimentos.</p>
<p>Para Consentino, a proximidade da medida com a eleição contribui para que ela seja interpretada também sob uma perspectiva eleitoral. “O governo está anunciando muita coisa agora, muito próximo das eleições, e isso tende a ser visto como algo eleitoreiro — o que, por vezes, é eleitoreiro mesmo. Reajustar o Bolsa Família faltando poucos dias para o primeiro turno guarda muita relação com a dinâmica do pleito. Em parte, o governo escancara esse tipo de percepção e, de novo, a oposição sabe explorar muito bem essa questão.”</p>
<p>A campanha de Lula também passou a responder diretamente à ofensiva de Flávio sobre os preços dos alimentos. Em 17 de setembro, o programa eleitoral do presidente levou o tema para a televisão e associou a alta do arroz e do feijão ao governo Jair Bolsonaro, reconhecendo também que a situação ainda não atinge o patamar ideal.</p>
<p> “Eu sei que ainda não está bom. Tem gente prometendo baixar o preço das coisas. Mas, quando eles tiveram a caneta na mão, o arroz e o feijão chegaram às alturas”, afirmou Lula, que citou medidas adotadas ou anunciadas pelo governo para aumentar o poder de compra, como a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, a ampliação do limite de faturamento do MEI, o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.</p>
<p>Monica de Bolle afirma que medidas como o reajuste do Bolsa Família podem produzir algum alívio no orçamento, mas o efeito eleitoral depende de quanto essas ações conseguem alterar a experiência concreta do eleitor até a votação.</p>
<p>No documento da campanha de Flávio que prevê redução de impostos sobre o consumo e medidas relacionadas aos preços de energia e combustíveis, além de propostas para diminuir custos de transporte, melhorar a logística e ampliar a capacidade de armazenamento de alimentos.</p>
<p>Para a economista, porém, as propostas de Flávio para o tema  deixa questões econômicas sem resposta, já que não explica quais mudanças seriam feitas na área fiscal e quais tributos poderiam ser reduzidos.</p>
<p>“A estratégia de apontar pro governo Lula e falar que está tudo errado, que está tudo mais caro mas não dar detalhes, é problemática porque, no final das contas, o que Flávio diz para os seus eleitores o que vão fazer?”, questiona.</p>
<p>A economista também considera que a disputa ainda está concentrada em medidas de efeito mais imediato, sem que as duas campanhas tenham apresentado ao eleitor uma discussão mais detalhada sobre os próximos anos.</p>
<p>“O importante pras duas campanhas seria apresentar para o eleitorado uma perspectiva futura, para além do imediato. Sobre isso a gente não tem qualquer discussão.”</p>
]]></description>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36; candidatos empatam tecnicamente em 2º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-40-e-flavio-bolsonaro-36-candidatos-empatam-tecnicamente-em-2-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 22:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 24, mostra o presidente Lula (PT) na liderança com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.</p>
<p>Na comparação com a rodada anterior do instituto, Lula oscilou um ponto positivamente, enquanto Flávio manteve o percentual de votos.</p>
<p>Aparecem na sequência Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3% e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) com 1%. Os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>Brancos e nulos são 5%, enquanto 2% ainda não decidiram em quem votar.</p>
<p>Na modalidade espontânea -- quando os candidatos não são apresentados ao eleitor --, Lula também oscilou um ponto positivamente (de 35 para 36%) e Flávio manteve o percentual de intenção de voto.</p>
<h2>2º turno</h2>
<p>Em eventual disputa de 2º turno, o petista soma 47% das intenções de voto e Flávio, 45%, em situação de empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.</p>
<p>Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e seu oponente somava 44%.</p>
<p>O Datafolha também simulou cenários de segundo turno entre Lula e os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 46%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)</p>
<p>Indecisos: 1% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 49%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 1% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 47%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Augusto Cury</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 44%)</p>
<p>Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>O levantamento do Datafolha foi realizado entre os dias 22 e 23 de setembro, ouvindo 2.002 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00304/2026.   </p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Avanço de Flávio nas pesquisas antecipa articulações com Centrão por 2º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/crescimento-de-flavio-nas-pesquisas-antecipa-articulacoes-com-centrao-para-o-2-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O avanço de  Flávio Bolsonaro (PL)  nas últimas pesquisas, que passaram a mostrar um cenário de  empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  em  eventual segundo turno, já leva partidos do Centrão a antecipar movimentos em relação à disputa.</p>
<p>Legendas que   adotaram neutralidade no primeiro turno a fim de preservar arranjos regionais e aguardar o resultado das urnas  já discutem a possibilidade de apoiar o senador na segunda etapa do pleito , enquanto Lula tenta manter parte desse grupo ao seu lado ou, ao menos, evitar uma adesão em bloco ao candidato do ‘Zero Um’.</p>
<p>Para a campanha de Flávio, terminar o primeiro turno à frente de Lula seria um trunfo nas negociações com os partidos que ainda não escolheram um lado. Aliados do senador avaliam que a  liderança nas urnas na votação de 4 de outubro fortaleceria sua posição para atrair o Centrão  e reunir setores que hoje mantêm neutralidade em torno de sua candidatura. </p>
<p>O jornal Folha de S. Paulo reportou que Flávio já costura acordos com dirigentes partidários e, nesta semana, encontrou o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, e Antonio Rueda, do União Brasil, para lograr o apoio das siglas à candidatura em eventual segundo turno.</p>
<p>A federação avalia a possibilidade, mas a negociação envolve garantias de espaço em um eventual governo bolsonarista e, principalmente, na eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2027.</p>
<p>A permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando da Casa é defendida pelos partidos, mas o senador tem mantido diálogo com o governo Lula e é contrário ao avanço de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, pauta cara ao bolsonarismo.</p>
<h2>Os cálculos dos partidos</h2>
<p>A movimentação do PP também passa pela situação de Ciro Nogueira, que disputa a reeleição ao Senado pelo Piauí e vinha defendendo a neutralidade do partido no primeiro turno, mas acabou se aproximando da possibilidade de apoiar Flávio depois que a relação com Lula se desgastou em razão do nível de apoio do presidente a outros candidatos na disputa pelas duas vagas ao Senado do estado -- Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).</p>
<p>Enquanto a federação União-PP se reaproxima de Flávio, os demais partidos do Centrão mantêm maior cautela. No Republicanos, lideranças avaliam que a eleição continua aberta e trabalham para preservar a distância da disputa presidencial, deixando para depois do primeiro turno a decisão sobre  eventual apoio. </p>
<p>A legenda, que tem uma bancada significativa no Congresso e interesses eleitorais espalhados por diferentes estados, também precisa considerar as alianças regionais antes de aderir a qualquer candidato.</p>
<p>No PSD, aliados de Lula tentam garantir a neutralidade do partido no segundo turno, enquanto  Ronaldo Caiado, candidato da legenda à Presidência, tende a apoiar Flávio  caso fique de fora da disputa definitiva. O presidente nacional do partido e vice de Caiado na chapa, Gilberto Kassab, deve ficar neutro e pode dificultar uma decisão nacional de apoio ao candidato do PL. </p>
<p>O partido ainda reúne uma ala importante no Nordeste, onde lideranças têm maior proximidade com Lula, o que aumenta a dificuldade de construir uma posição única para a legenda.</p>
<p>A movimentação de Flávio também recalibrou a estratégia da campanha de Lula , que passou a concentrar esforços menos na tentativa de conter uma aproximação nacional das siglas com o candidato do PL e mais na preservação de suas alianças regionais.</p>
<p>O petista busca dissidências entre governadores, senadores, deputados e outras lideranças de cada estado, mantendo canais com nomes como  Hugo Motta (Republicanos-PB) , presidente da Câmara, e  Alcolumbre , numa tentativa de preservar nos estados alianças que podem não acompanhar uma eventual decisão nacional dos partidos pelo candidato do PL.</p>
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        <media:title>Flávio Bolsonaro (PL)</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Por que Lula ainda aposta na soberania como bandeira de campanha</title>
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      <pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  elegeu — mais uma vez — a  defesa da soberania nacional  como mote de seu  discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) , dividido entre a agenda diplomática brasileira e a pressão da campanha eleitoral, com primeiro turno marcado para 4 de outubro.</p>
<p>“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas.  O Brasil não cabe no quintal de ninguém ”, disse. “Somos chamados a optar entre soberania ou subordinação”, acrescentou o petista ao discursar na terça-feira, 22.</p>
<p>A fala antecedeu um discurso  diametralmente oposto proferido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , a quem a defesa da soberania nacional de Lula foi endereçada — ainda que sem menção direta. Entre outras ameaças, o chefe da Casa Branca sugeriu usar “poderio militar” na América Latina para “garantir os interesses nacionais vitais” de sua nação.</p>
<h2>A aposta na herança</h2>
<p>Não por acaso. Desde que  Trump assinou o primeiro decreto para sobretaxar em 50% produtos brasileiros enviados aos EUA , em julho de 2025, Lula tomou para si o discurso de que defenderia a soberania nacional da ofensiva americana. </p>
<p>A decisão foi declaradamente atribuída ao que o republicano chamou de “perseguição” do Judiciário brasileiro contra Jair Bolsonaro (PL), então às vésperas de ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e preso por uma tentativa de golpe de Estado. Os filhos do ex-presidente chegaram a comemorar a medida.</p>
<p>O governo federal enfrentava uma maré ruim. No início daquele ano, o Datafolha registrou a pior avaliação popular de todos os períodos de Lula no Palácio do Planalto. Anúncios descalibrados e resistências do Congresso frearam  chances de reação — até o tarifaço.</p>
<p>Diante da ação trumpista, o  petista rapidamente assumiu um tom que aludiu a seu período como líder sindical , na década de 1970, e situou o Brasil em condição de ator resistente à política de sanções comerciais dos EUA. </p>
<p>Ao longo dos meses seguintes, quando os  mandatários chegaram a se reunir para negociações diplomáticas, a avaliação popular da gestão federal melhorou — com os institutos de pesquisa relacionando diretamente a defesa da soberania a esse fenômeno — e o  presidente ganhou terreno em levantamentos eleitorais . Esta fase, no entanto, aparenta ter ficado para trás.</p>
<h2>Impacto sob questão</h2>
<p>A menos de um mês para o primeiro turno da eleição,  Lula levou à propaganda eleitoral a defesa da soberania, das terras raras e do Pix — alvo declarado de incômodo da Casa Branca — sem efeito semelhante . </p>
<p>Pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro registrou, pela primeira vez, o  petista em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL)  nas simulações de primeiro e segundo turnos. </p>
<p>Em viés de alta, o ‘Zero Um’ evita associar-se a Trump e tem levado aos programas eleitorais a estratégia de confrontar o  endividamento das famílias e a má avaliação popular da segurança pública , agendas que mais pressionam o oponente. Na televisão, deixou a estratégia clara: “Vou devolver a primeira de todas as soberanias: a da segurança pública. A soberania de você poder andar na rua sem medo”.</p>
<p>A tônica encontra sustento na percepção popular. Pesquisa divulgada pela AtlasIntel na quarta-feira, 23, registrou  49% de preferência pelo candidato do PL para combater a criminalidade e o tráfico de drogas ; em agosto, levantamento divulgado por Nexus e BTG mostrou que 35% dos brasileiros consideram a segurança pública o principal problema do país. Apesar dos números darem fôlego ao opositor, o incumbente reforça a aposta no protagonismo dado à bandeira da soberania.</p>
<p>Para  Karolina Roeder , professora de ciência política da Uninter-PR, Lula aposta no enquadramento para “associar o governo à ideia de proteção nacional” e aproximar o bolsonarismo da defesa oposta. “O saldo tende a ser positivo à medida que a campanha consiga  conectar a soberania ao cotidiano , mostrando que pressões externas afetam empregos, exportações e renda. Se ficar restrita ao plano abstrato, rende pouco voto novo, embora ajude a mobilizar a base e a demarcar o campo adversário”, disse ao  GSW Brasil .</p>
<p>O dilema, na equação, recai sobre a distância aparente dessa conexão. “Esse efeito perde força quando a ameaça deixa de ser novidade ou quando seus custos não se materializam no cotidiano.  Na reta final [da campanha], a agenda tende a se voltar para temas de avaliação retrospectiva, como emprego, preços e violência , que são os que o eleitor mais sente”, concluiu a professora.</p>
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        <media:title>Lula e Trump</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Processos por violência política contra mulheres crescem quase 12 vezes em quatro anos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/violencia-politica-contra-mulheres-cresce-12-vezes-em-quatro-anos</link>
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      <pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O número de processos relacionados à violência política contra mulheres na Justiça Eleitoral passou de 15 em 2022 para 177 em 2026, até 21 de setembro — quase 12 vezes mais em quatro anos. Os dados fazem parte de um painel apresentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 22, a 12 dias antes do primeiro turno.</p>
<p>No mesmo momento, foi lançada a ação “Violência Política Tem Gênero”. TSE e Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) também assinaram um protocolo para integrar medidas de prevenção, recebimento de denúncias, acolhimento e monitoramento dos casos.</p>
<p>A violência política contra mulheres pode assumir formas muito diferentes. O assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, mostrou sua expressão mais extrema. A ex-deputada federal Manuela d’Ávila, candidata do PSOL ao Senado pelo Rio Grande do Sul, foi ameaçada de morte, enquanto sua filha, então com 5 anos, foi alvo de ameaças de estupro.</p>
<p>A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) acionou a Polícia Federal por perseguição e violência política de gênero. Em setembro de 2025, a PF deflagrou a Operação Assédio para apurar crimes praticados contra ela, a deputada federal Silvye Alves (União-GO) e outras mulheres. Soraya afirmou na ocasião que vinha sendo alvo frequente de crimes dessa natureza, incluindo ameaças de morte.</p>
<p>Os episódios aconteceram em momentos e circunstâncias diferentes — o assassinato de Marielle ocorreu três anos antes de ser adotada uma legislação sobre violência política de gênero —, mas ajudam a mostrar a dimensão de um problema que pode ir da intimidação e perseguição a ataques sexuais, ameaças e agressões. Parlamentares de distintos campos políticos são alvos desse tipo de violência.</p>
<h2>O que é violência política contra a mulher</h2>
<p>A Lei 14.192, de agosto de 2021, define como violência política contra a mulher qualquer ação, conduta ou omissão destinada a impedir, dificultar ou restringir seus direitos políticos. A legislação também abrange distinções, exclusões ou restrições no reconhecimento, exercício ou gozo de direitos e liberdades políticas fundamentais em razão do sexo.</p>
<p>A legislação criou também um crime específico no Código Eleitoral. O artigo 326-B pune quem assedia, constrange, humilha, persegue ou ameaça candidata ou mulher que exerça mandato eletivo, utilizando menosprezo ou discriminação por ela ser mulher, ou em razão de cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar sua campanha ou o desempenho do mandato. A pena é de um a quatro anos de prisão e multa e pode ser aumentada em determinadas situações.</p>
<p>Isso significa que crítica, discordância ou confronto político, mesmo duro, não constitui automaticamente violência política de gênero. Para a configuração do crime previsto no Código Eleitoral, a conduta precisa reunir os elementos estabelecidos pela legislação.</p>
<h2>177 processos até 21 de setembro</h2>
<p>Os números do novo painel do TSE informam 177 processos abertos em 2026. São casos que entraram no sistema da Justiça Eleitoral relacionado à violência política de gênero. O conjunto reúne procedimentos de diferentes naturezas e em diferentes etapas.</p>
<p>Desses registros, 75 são inquéritos policiais, destinados à investigação de suspeitas de crime. Outros 32 são representações criminais ou notícias-crime e 17 são ações penais eleitorais, quando uma acusação já chegou formalmente à Justiça. O restante inclui recursos criminais, petições, habeas corpus, medidas cautelares e outras classes processuais.</p>
<p>Dos 177 processos autuados até 21 de setembro, 80,2%, permaneciam em tramitação.</p>
<p>A série mostra uma expansão acentuada dos registros na Justiça Eleitoral. Foram 15 em 2022, 23 em 2023, 78 em 2024 e 118 em 2025. O painel mede o que chegou à Justiça Eleitoral e foi registrado no sistema.</p>
<h2>Sudeste concentra 35,6% dos registros de 2026</h2>
<p>O Sudeste reúne o maior número de processos abertos neste ano: 63 casos (35,6% do total nacional). A região é seguida por Sul, com 37 casos (20,9%), e Nordeste, com 36 (20,3%). O Norte reúne 21 registros (11,9%) e o Centro-Oeste contabiliza 20 (11,3%).</p>
<p>São Paulo tem 29 processos em 2026, Minas Gerais, 17, e Rio de Janeiro, 14. Juntos, os três estados respondem por 33,9% do total nacional.</p>
<h2>MPF reúne 436 registros desde 2018</h2>
<p>Uma segunda base do painel reúne informações do Ministério Público Federal (MPF). São 436 registros de violência política de gênero desde 2018, distribuídos por 26 unidades da Federação e 219 municípios.</p>
<p>Esses números não devem ser somados aos da Justiça Eleitoral. As duas bases acompanham registros de naturezas e etapas diferentes.</p>
<p>A violência moral é a categoria mais frequente na base do MPF: aparece em 221 registros, pouco mais da metade do total. A psicológica está presente em 177; a simbólica, em 163; a econômica e estrutural, em 78; a física, em 49; e a sexual, em 25.</p>
<p>Um mesmo caso pode envolver mais de uma forma de violência. Por isso, a soma das categorias é superior aos 436 registros.</p>
<p>Os dados também mostram quem aparece como vítima. Parlamentares estão em 222 registros e candidatas, em 128. Há ainda 25 envolvendo governantes, quatro magistradas e quatro presidentes de partido.</p>
<h2>TSE e PGE integram atendimento e monitoramento</h2>
<p>Além de apresentar os dados, a ação “Violência Política Tem Gênero” estabeleceu um protocolo de atuação conjunta entre TSE e Procuradoria-Geral Eleitoral. O acordo prevê intercâmbio seguro de informações sobre os casos, que também deverão alimentar o painel de monitoramento.</p>
<p>A Ouvidoria do TSE foi reconhecida como canal especializado para escuta, acolhimento, orientação, registro, triagem, encaminhamento e acompanhamento das denúncias. O protocolo permite ainda que uma manifestação seja redirecionada entre ouvidorias sem que a mulher precise fazer um novo registro ou repetir integralmente seu relato.</p>
<p>O atendimento deverá seguir princípios como confidencialidade, escuta qualificada e não revitimização. Denúncias anônimas também poderão ser registradas.</p>
<p>O protocolo prevê ainda ações para ampliar a informação sobre os direitos políticos das mulheres e orientá-las a reconhecer situações de violência e buscar os mecanismos de denúncia. A ação incluiu uma capacitação para integrantes da Justiça Eleitoral.</p>
<p>MPF e Justiça Eleitoral lançaram também a campanha “Política é Substantivo Feminino”, destinada a informar e conscientizar a população sobre as diferentes formas de violência política praticadas contra mulheres.</p>
<h2>Como denunciar</h2>
<p>A  Ouvidoria do TSE   é um dos canais. Ela deve receber, orientar, registrar e encaminhar os relatos aos órgãos responsáveis.</p>
<p>Também é possível registrar denúncias sobre esse tipo de crime no  MPF Serviços , disponível no Portal do MPF. Na página, basta selecionar “Denúncias e Pedidos de Informação”. Em seguida, para acessar o formulário, é necessário aceitar os termos descritos e fazer login com a conta gov.br. Por fim, é preciso preencher o formulário com as informações solicitadas e clicar em “cadastrar”.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Mulheres lideram pesquisas pelo Senado em 18 estados e podem registrar recorde em outubro</title>
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      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 19:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres são apenas 35% das concorrentes aos cargos em disputa nas eleições de outubro, com redução de 24% das candidaturas à Câmara dos Deputados e uma mudança drástica de patamar com relação à Presidência. Na corrida pelo Senado, por sua vez, o cenário é outro.</p>
<p>Conforme os levantamentos mais recentes divulgados pela Quaest, candidaturas femininas lideram numericamente as intenções de voto para o cargo em 18 das 27 unidades da federação e são apostas dos principais partidos em estados estratégicos para o pleito. O movimento é demonstrado nas composições das chapas e no investimento nas campanhas.</p>
<p>Além das posições de liderança, mulheres que postulam a Casa Alta do Congresso ainda são competitivas pela segunda vaga em outros estados, incluindo polos relevantes como São Paulo e Distrito Federal, em equação que pode representar uma alteração relevante na composição do Senado em 4 de outubro, quando 54 de suas 81 cadeiras serão renovadas.</p>
<h2>Mudança de paradigma</h2>
<p>Maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de votantes — 21,4% do eleitorado nacional —, São Paulo é uma arena essencial para o embate entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). </p>
<p>No campo governista, a chapa contemplou as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) com candidaturas ao Senado. </p>
<p>Nas simulações mais recentes, a pessedista apareceu na liderança numérica, em empate técnico com a própria Marina e Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), postulantes do campo bolsonarista.</p>
<p>O partido de Lula, aliás, apostou em mulheres para o cargo nos três maiores colégios eleitorais do país. Além do pleito paulista, elas disputam o Senado em Minas Gerais, com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, e no Rio de Janeiro, com a deputada federal Benedita da Silva. Ambas lideram suas disputas.</p>
<p>Também no campo lulista, a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) aparece na segunda posição em pesquisas pelo Senado no Paraná, enquanto Manuela D’Ávila (PSOL) chega a liderar levantamentos pelo cargo no Rio Grande do Sul. </p>
<p>Nos dois estados, a forte presença direita gera um fenômeno chamado por analistas de “antipetismo de chegada” que ameaça os cenários mapeados atualmente. Como antídoto, os partidos investem fortemente nas candidatas — o PSOL repassou R$ 3,4 milhões à campanha de D’Ávila, enquanto o PT enviou R$ 4,02 milhões para que a ex-presidente do partido peça votos.</p>
<p>O movimento que anaboliza a representação feminina na corrida não se restringe, no entanto, ao campo identificado como progressista — historicamente mais ligado às causas das mulheres. Ainda na região Sul, a bolsonarista Cristina Graeml (PSD) aparece em condições competitivas pela segunda vaga na Casa do Paraná, enquanto a deputada Carol de Toni (PL) ocupou a segunda posição nas simulações para o cargo em Santa Catarina.</p>
<p>No Distrito Federal, o partido de Flávio Bolsonaro ocupou suas duas candidaturas ao cargo com mulheres. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem liderado os levantamentos, enquanto a deputada Bia Kicis oscila entre a terceira e a quarta posições. </p>
<p>Na capital federal, a corrida ainda tem duas representantes femininas no campo aliado a Lula, com a senadora Leila do Vôlei (PDT) e a deputada Erika Kokay (PT). </p>
<p>Em condição majoritária na região Norte, a direita tem candidaturas femininas competitivas ainda em Roraima e Rondônia.</p>
<p>Historicamente associadas — muitas vezes de forma negativa — à atuação política de familiares homens, as candidatas competitivas ao Senado também dão continuidade a esta espécie de “tradição” com representantes de sobrenomes conhecidos de seus estados. </p>
<p>Em Goiás, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que lidera as simulações pelo cargo, é esposa do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), governador do estado por dois mandatos.</p>
<p>No Amapá, a liderança é de Rayssa Furlan (Podemos), que concorre na chapa do marido, o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), líder com folga nas pesquisas pelo governo; a composição se reproduz em Alagoas, com Marina JHC (PSDB) como candidata ao Senado na chapa do marido, o ex-prefeito de Maceió e candidato a governador JHC (PSDB) — em levantamentos recentes, ela figurou na terceira posição.</p>
<p>Neta do ex-governador Miguel Arraes e integrante de uma longa linhagem de políticos, a ex-deputada Marília Arraes (PDT) lidera as pesquisas pelo Senado em Pernambuco, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que ostenta um dos sobrenomes mais tradicionais da política brasileira, aparece na mesma condição na disputa pelo cargo no Maranhão. </p>
<p>O fenômeno das oligarquias —- famílias que se perpetuam na política ao longo de diversas gerações —, vale registrar, não se restringe às mulheres e também ocorre por meio de centenas de candidaturas masculinas.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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