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    <title>Global South World Brasil - Pix</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Pix supera 1 bilhão de chaves e movimenta mais de R$ 35 tri por ano</title>
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      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 15:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central (BC). Lançado em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos passou a fazer parte do cotidiano dos brasileiros, utilizado para transferir dinheiro, pagar compras, quitar contas e receber pagamentos.</p>
<p>No dia 30 de setembro, o BC contabilizava 1,008 bilhão de chaves Pix, contra 998 milhões em agosto. No fim de 2025, eram 920 milhões. Isso representa um crescimento de aproximadamente 88 milhões de cadastros em nove meses, ou 9,6%.</p>
<p>O número de chaves, entretanto, não corresponde à quantidade de usuários. Uma mesma pessoa pode cadastrar diferentes identificadores, como CPF, telefone, e-mail ou chave aleatória, além de manter registros em mais de uma instituição financeira.</p>
<p>Segundo o painel estatístico do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já fizeram pelo menos uma operação pelo Pix, o equivalente a cerca de 80% da população brasileira. O indicador é acumulado e não significa que todas essas pessoas utilizem o sistema regularmente ou tenham realizado transações em 2026. O BC não informa a data exata de referência desse total no destaque do painel.</p>
<h2>Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025</h2>
<p>A dimensão do Pix também aparece no volume de dinheiro transferido. Em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, que movimentaram mais de R$ 35 trilhões, segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023–2025, divulgado pelo Banco Central em agosto deste ano.</p>
<p>Ao final de 2025, 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas tinham enviado ou recebido pelo menos um Pix. Esses números ajudam a mostrar o alcance do sistema, embora não indiquem quantos usuários realizaram operações especificamente naquele ano.</p>
<p>Os mais de R$ 35 trilhões não representam dinheiro novo gerado na economia, mas a soma dos valores transferidos em todas as operações realizadas ao longo do ano. Um mesmo valor pode circular diversas vezes entre pessoas e empresas e ser contabilizado em diferentes pagamentos.</p>
<p>Os números de setembro também mostram a intensidade do uso. No mês passado, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), operado pelo BC, processou 7,1 bilhões de transações, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.</p>
<p>Esses dados se referem às operações liquidadas pelo SPI, responsável pelas transferências entre instituições financeiras diferentes. Pagamentos entre clientes de uma mesma instituição podem ser processados internamente, sem passar pelo sistema do BC. Por isso, os números do SPI não representam necessariamente a totalidade das operações Pix realizadas no país.</p>
<h2>Mais da metade das chaves é aleatória</h2>
<p>As chaves aleatórias são as mais numerosas nos cadastros do Pix. Em setembro, havia 526,8 milhões desses identificadores, equivalentes a 52,3% do total.</p>
<p>A distribuição das principais modalidades era a seguinte:</p>
<p>As chaves aleatórias são códigos gerados pelas instituições financeiras que permitem receber pagamentos sem compartilhar diretamente informações como CPF, telefone ou e-mail.</p>
<p>Do total de chaves registradas em setembro, 956,7 milhões pertenciam a pessoas físicas e 51,2 milhões estavam vinculadas a empresas. Os números são arredondados.</p>
<p>O cadastro de uma chave não é obrigatório para utilizar o Pix. As transferências também podem ser realizadas por meio dos dados bancários do destinatário ou pela leitura de um código QR.</p>
<p>Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode estar associada a uma conta por vez.</p>
<h2>Pix Automático chegará às contas-salário em 2027</h2>
<p>O Banco Central também prepara a ampliação das funcionalidades do Pix. A partir de 1º de julho de 2027, o Pix Automático poderá ser utilizado em contas-salário, conforme a Resolução BCB nº 587, publicada no Diário Oficial da União em 21 de setembro.</p>
<p>A mudança permitirá que trabalhadores autorizem pagamentos recorrentes diretamente da conta em que recebem o salário, sem precisar realizar uma nova transferência a cada vencimento.</p>
<p>O Pix Automático funciona mediante autorização prévia do cliente e pode ser utilizado para pagamentos periódicos, como mensalidades e contas de serviços.</p>
<p>Nas contas-salário, essa será a única modalidade de Pix permitida para o envio de pagamentos. As restrições já existentes para recebimento de recursos, transferências e outras modalidades de pagamento continuarão valendo.</p>
<p>A medida faz parte das atualizações do regulamento do Pix aprovadas pelo Banco Central para ampliar as possibilidades de utilização do sistema.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Pix por aproximação agora permite pagamentos acima de R$ 500</title>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 19:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Fazer um Pix por aproximação no valor de R$ 600 ou acima de R$ 1 mil já é possível desde esta quinta-feira, 1º. O Banco Central (BC) eliminou o teto de R$ 500 por transação que existia especificamente para essa modalidade de pagamento.</p>
<p>Antes, um cliente poderia ter autorização para fazer um Pix de R$ 2 mil pelo aplicativo do banco, por exemplo, mas não conseguiria pagar uma compra de R$ 800 por aproximação. Nesse caso, esbarraria na trava de R$ 500 criada para esse tipo de transferência.</p>
<p>A partir de agora, a trava deixa de existir e o valor que poderá ser pago por aproximação dependerá dos limites de Pix estabelecidos para cada cliente.</p>
<p>A mudança foi determinada pelo Banco Central em junho e passou a valer em 1º de outubro.</p>
<h2>O que muda</h2>
<p>Na prática, quem tem limite suficiente para fazer um Pix de R$ 1 mil poderá usar a aproximação para pagar uma compra de R$ 800, por exemplo.</p>
<p>O cliente continua podendo solicitar ao banco aumento ou redução dos valores permitidos para o Pix. Essa gestão é feita pelo aplicativo da instituição financeira, e pedidos de aumento seguem as regras e os procedimentos de segurança de cada banco.</p>
<p>Não é preciso alterar nenhum limite por causa da nova regra. Quem está satisfeito com os valores atualmente disponíveis pode simplesmente mantê-los.</p>
<p>Também não é necessário pedir ao banco autorização para começar a fazer pagamentos acima de R$ 500 por aproximação. Se o valor estiver dentro do limite disponível e a instituição oferecer o serviço, a operação poderá ser realizada.</p>
<h2>Como funciona o Pix por aproximação</h2>
<p>O pagamento funciona de maneira semelhante à aproximação de um cartão.</p>
<p>Em vez de abrir o aplicativo do banco, digitar uma chave Pix ou ler um QR Code, o cliente aproxima o celular da máquina de pagamento, confere as informações da compra e autoriza a operação.</p>
<p>A comunicação entre o celular e a máquina é feita pela tecnologia chamada NFC, a mesma utilizada nos pagamentos por aproximação com cartões.</p>
<p>O Pix por aproximação pode funcionar pelo próprio aplicativo do banco ou por uma carteira digital compatível. Nesse último caso, a conta bancária precisa estar previamente vinculada à carteira.</p>
<h2>E a segurança?</h2>
<p>O fim do teto de R$ 500 não elimina as regras de segurança do Pix.</p>
<p>Antes de confirmar o pagamento, o usuário deve conferir informações da operação, como o valor da compra e quem receberá o dinheiro. A transação também está sujeita aos mecanismos de autenticação e segurança adotados pela instituição financeira.</p>
<p>Com a possibilidade de fazer pagamentos maiores por aproximação, a conferência dos dados antes da autorização se torna ainda mais importante.</p>
<h2>Regra também vale para carteiras digitais</h2>
<p>A mudança não se limita ao Pix por aproximação. Ela também alcança alguns pagamentos feitos por meio do Open Finance, sistema que permite integrar serviços de diferentes bancos e aplicativos.</p>
<p>Na prática, essa integração pode permitir que uma pessoa faça um Pix diretamente por outro aplicativo, como uma carteira digital, sem precisar ser levada ao aplicativo do banco para concluir o pagamento.</p>
<p>Essas operações também deixam de ter um teto específico e passam a respeitar os limites de Pix estabelecidos para cada cliente.</p>
<p>Segundo o Banco Central, a mudança busca tornar as regras mais uniformes entre as diferentes maneiras de iniciar um Pix e permitir que pagamentos de valores mais altos também sejam feitos por aproximação ou por serviços integrados ao sistema financeiro.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pix terá novas funções e regras de segurança; entenda as mudanças</title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Pix terá novas regras e funcionalidades voltadas a aumentar a segurança das transações e ampliar as possibilidades de uso do sistema. As mudanças, anunciadas pelo Banco Central, incluem medidas para combater fraudes, alterações na cobrança de boletos e novidades para contas-salário.</p>
<p>Uma das principais novidades é a possibilidade de usar o Pix Automático em contas-salário, que passa a valer a partir de 1º de julho de 2027.  </p>
<p>O recurso permite que pagamentos recorrentes sejam autorizados uma única vez pelo usuário e realizados de forma automática nas datas previstas, sem a necessidade de uma nova confirmação a cada cobrança.</p>
<p>A modalidade poderá ser utilizada, por exemplo, para pagamentos de serviços, assinaturas e outras despesas recorrentes.</p>
<p>Já a cobrança híbrida, que reúne o boleto e o QR Code do Pix no mesmo documento, valerá a partir de 1º de fevereiro de 2027.</p>
<p>A medida permitirá que o usuário escolha entre as duas formas de pagamento e busca evitar problemas como pagamentos indevidos ou em duplicidade.</p>
<p>As novas regras também ampliam os mecanismos de segurança do sistema. As instituições financeiras terão de adotar procedimentos mais rigorosos para identificar operações suspeitas e poderão marcar chaves Pix associadas a fraudes, impedindo que elas sejam utilizadas novamente em novas transações.</p>
<p>O Banco Central também estabeleceu critérios para o tratamento de situações com suspeita ou indícios de fraude.Outra mudança envolve as contas-salário, que poderão receber Pix de forma mais ampla (com as ressalvas já existentes) e, principalmente, utilizar o Pix Automático para envio de recursos. </p>
<p>A medida faz parte das alterações que buscam facilitar a movimentação de recursos pelos clientes, enquanto o BC também atualiza as regras de participação das instituições financeiras no Pix e os procedimentos aplicados em casos de descumprimento das exigências.</p>
<p>Em situações de liquidação extrajudicial, por exemplo, a participação da instituição no sistema poderá ser suspensa imediatamente.</p>
<p>Também foram ajustados os procedimentos relacionados à exclusão de participantes e às exigências de capital social e patrimônio líquido, com o objetivo de reforçar o controle sobre as instituições que oferecem o serviço.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Banco Central estuda conectar Pix a sistemas de pagamento de outros países</title>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  Banco Central  (BC) estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, o que abriria caminho para remessas e compras internacionais com liquidação em moeda local em poucos segundos. A possibilidade aparece entre os projetos para os próximos anos apresentados no  Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 , divulgado nesta segunda-feira, 10.</p>
<p>Segundo o documento, estão em discussão tanto conexões bilaterais, entre o Brasil e outros países, quanto a participação em  hubs  multilaterais, estruturas capazes de conectar sistemas de diferentes nações. O BC avalia que essa integração poderia reduzir tarifas, acelerar operações, ampliar o acesso e aumentar a transparência das transações internacionais. O relatório não informa quais países poderiam participar dessas conexões.</p>
<p>A proposta representaria uma etapa diferente do uso do Pix no exterior que já existe atualmente. Hoje, empresas privadas oferecem soluções que permitem pagamentos de brasileiros em países como Chile, Argentina, Estados Unidos, Portugal e França por meio de parcerias entre instituições brasileiras e estrangeiras. Nesses casos, porém,  a infraestrutura do Pix continua limitada às transações domésticas : o Pix é realizado em reais no Brasil e a remessa ao exterior ocorre posteriormente pelos canais tradicionais.</p>
<h2>Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025</h2>
<p>O projeto de internacionalização aparece em um momento de forte expansão do sistema. Em 2025, foram realizadas  quase 80 bilhões de transações Pix , crescimento de 25,7% em relação ao ano anterior. O valor movimentado ultrapassou  R$ 35 trilhões , alta de 33,8%.</p>
<p>Em dezembro de 2025,  148 milhões de pessoas físicas  haviam feito ou recebido pelo menos um Pix, número equivalente a cerca de 86% da população adulta brasileira. O sistema também chegou a 12,8 milhões de empresas e terminou o ano com mais de 920 milhões de chaves cadastradas.</p>
<p>O relatório mostra ainda uma mudança na forma como o Pix é utilizado. Quando foi lançado, em 2020, 85% das transações ocorriam entre pessoas físicas. Em 2025,  43% já eram pagamentos de pessoas para empresas , indicando a consolidação do sistema no varejo. Além disso, 71% das operações realizadas no ano tinham valor de até R$ 100.</p>
<h2>Pix poderá funcionar sem internet</h2>
<p>Outra frente estudada pelo BC é ampliar o  Pix por aproximação para situações em que o pagador esteja sem acesso à internet . A ideia é permitir a iniciação da transação por dispositivos com tecnologia NFC, incluindo celulares, cartões,  tags , relógios e pulseiras. Eventualmente, cartões com chip também poderão ser utilizados.</p>
<p>A medida busca enfrentar uma das barreiras apontadas para a expansão do Pix: dificuldades de conectividade e de acesso à tecnologia. Pesquisa citada no relatório mostra que, mesmo entre pessoas que utilizam o sistema, 24,2% já escolheram outro meio de pagamento por dificuldade de acesso à internet.</p>
<h2>Recebimentos via Pix poderão virar garantia de crédito</h2>
<p>O Banco Central também estuda integrar o Pix ao mercado de crédito. Uma das propostas é permitir que  fluxos futuros de recebimentos pelo sistema sejam usados como garantia em operações de financiamento .</p>
<p>A expectativa é que a medida possa melhorar a qualidade das garantias e contribuir para a redução dos custos do crédito, especialmente para empresas que concentram grande parte de seus recebimentos no Pix.</p>
<p>O relatório prevê ainda a integração do Pix a outros serviços financeiros, como duplicatas escriturais, e a implementação do chamado  split  tributário, que permitirá a retenção automática de tributos incidentes sobre determinadas transações.</p>
<h2>Inteligência artificial para identificar possíveis fraudes</h2>
<p>A segurança aparece como outra prioridade para os próximos anos. Entre os projetos está a criação de um  indicador de probabilidade de fraude , que poderá ser calculado pelo BC em tempo real para as transações Pix.</p>
<p>O sistema será desenvolvido com um modelo de  machine learning  e poderá fornecer informações às instituições financeiras para alimentar seus mecanismos antifraude. A decisão de autorizar ou rejeitar a transferência, porém, continuará sendo de cada instituição. O BC ressalva que a disponibilização da ferramenta dependerá do desempenho do modelo e de avaliação jurídica.</p>
<p>Também estão em estudo critérios mínimos comuns para identificar operações suspeitas, a padronização dos alertas de golpe apresentados aos clientes e novas medidas cautelares contra instituições que coloquem o funcionamento do sistema em risco.</p>
<h2>Mensagens ofensivas pelo Pix entram na mira do BC</h2>
<p>O relatório aponta ainda que o campo destinado à descrição das transações tem sido utilizado, em alguns casos, para envio de  mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras , geralmente acompanhadas de transferências de valores muito baixos.</p>
<p>Diante desse uso, o BC criou em 2026 um grupo de trabalho no Fórum Pix para discutir possíveis mudanças. A instituição afirma que poderá adotar novas regras para coibir abusos sem comprometer as características do sistema.</p>
<p>A agenda mostra que o Banco Central pretende transformar o Pix em uma infraestrutura cada vez mais integrada a outros serviços financeiros e, no futuro, potencialmente conectada a sistemas internacionais. O próprio BC define o Pix como uma infraestrutura pública digital em evolução contínua, destinada a ampliar os usos do sistema sem abrir mão de segurança, competição e inclusão financeira.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pix avança como sistema de pagamento no segmento de bares e restaurantes</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pix-avanca-como-sistema-de-pagamento-no-segmento-de-bares-e-restaurantes</link>
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      <pubDate>Fri, 07 Aug 2026 18:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A adesão ao sistema de pagamento instantâneo Pix é mais intensa entre empresas de menor porte do segmento de bares e restaurantes. Cerca de 30,4% das vendas de salão e balcão dos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil são realizadas por esse meio de pagamento, mostra a Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), divulgada nesta sexta-feira, 07, e que foi realizada com 1,6 mil empresários do setor de alimentação fora do lar em todo o país.</p>
<p>Segundo o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. “O crescimento do Pix reflete mudanças profundas no comportamento do consumidor e na gestão financeira das empresas, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirma Solmucci. </p>
<p>Para outra faixa de negócios, com faturamento entre R$ 360 e R$ 1 milhão, o percentual de participação nas vendas é de 24%. Já para as empresas com faturamento entre R$ 130 mil e R$ 160 mil, a participação cai um pouco, situando-se em 22,6%. Nas empresas de maior porte, a participação nas vendas é mais moderada, variando entre 14,9% e 17,5%. </p>
<h2>Média geral</h2>
<p>Pelo levantamento, o sistema de pagamento Pix segue ampliando sua presença nos bares e restaurantes do país. Na média geral, esse meio de pagamento responde por 20,5% das vendas de salão e balcão do setor, alta de 4 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2024 (16,5%). </p>
<p>Os cartões de crédito seguem como o meio de pagamento mais usado, com participação de 41,5% das vendas, seguido dos cartões de débito (25,1%) e do dinheiro físico, com 8,3%. </p>
<p>De acordo com dados atualizados do Banco Central, o Pix foi o sistema usado em 7 bilhões de transações realizadas em maio de 2026.</p>
<h2>Perfil dos restaurantes </h2>
<p>Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix representa 24,6% das vendas. Em restaurantes especializados, a participação é de 21%. Nos bares e casas noturnas, a representatividade é de 19,9%. Nos restaurantes de almoço (tipo quilo) está em 17%. </p>
<h2>Pix por região do país </h2>
<p>O Norte é a região que mais usa o Pix nos bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão. O Nordeste vem na sequência, com participação 24,2%. O Sudeste tem 18,1% de participação, o Centro-Oeste (17,9%) e o Sul (16,5%). Em todas essas regiões, o uso do dinheiro físico permanece abaixo de 11% das vendas, o que evidencia a digitalização do consumo em todo o país.  </p>
<p>“O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor. Estamos diante de uma transformação cultural que exige adaptação, mas que também abre espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci. </p>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Por que o Pix entrou na conta do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-o-pix-entrou-na-conta-do-tarifaco-dos-estados-unidos-contra-o-brasil</link>
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      <pubDate>Wed, 22 Jul 2026 19:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros entraram em vigor nesta quarta-feira, 22. Entre as justificativas apresentadas pelo governo de Donald Trump para a medida está uma ferramenta presente no cotidiano de milhões de brasileiros: o Pix.</p>
<p>O sistema de pagamentos instantâneos foi incluído na investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite ao governo norte-americano adotar medidas contra políticas estrangeiras que considere discriminatórias ou prejudiciais às empresas do país.</p>
<p>O Pix não é o único ponto da investigação. O governo Trump também questiona políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, às tarifas de importação, ao combate à corrupção, à proteção da propriedade intelectual, ao acesso do etanol americano ao mercado nacional e ao desmatamento ilegal.</p>
<p>No caso dos pagamentos eletrônicos, a acusação é direta. Segundo o USTR, o Brasil favorece o Pix e coloca empresas americanas concorrentes em desvantagem. A medida atinge principalmente companhias que operam no mercado de cartões e em outros serviços digitais de pagamento.</p>
<p>Criado pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, o Pix permite transferências e pagamentos em poucos segundos, a qualquer hora e em todos os dias da semana. O serviço é gratuito para pessoas físicas na maior parte das operações e tem custos relativamente baixos para empresas.</p>
<h2>Concorrência ou vantagem indevida?</h2>
<p>Para o governo norte-americano, a participação do Banco Central na criação e na administração da infraestrutura, somada à obrigação de determinadas instituições financeiras oferecerem o Pix, concede uma vantagem indevida ao sistema brasileiro.</p>
<p>Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, contesta esse raciocínio. Em texto publicado em seu   perfil na plataforma Substack   na segunda-feira, 20, o economista afirmou que o tarifaço procura punir o Brasil pelo sucesso de uma plataforma pública que oferece pagamentos mais rápidos e baratos.</p>
<p>“Por que seria desleal um país oferecer aos próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?”, questionou.</p>
<p>Na avaliação de Krugman, a perda de participação de empresas norte-americanas não comprova a existência de uma prática comercial injusta. Representa o resultado da concorrência com uma tecnologia que conquistou os consumidores por sua eficiência e pelo baixo custo.</p>
<p>“Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?”, escreveu.</p>
<p>O economista compara a situação à atuação do serviço postal dos Estados Unidos e de plataformas americanas como PayPal e Venmo. Para ele, não faria sentido impedir o funcionamento desses serviços apenas porque competem com outras empresas privadas.</p>
<h2>Cartões perderam espaço, mas continuaram crescendo</h2>
<p>O avanço do Pix alterou a distribuição do mercado brasileiro de pagamentos, até então dominado pelos cartões. No segundo semestre de 2025, o sistema respondeu por 54,7% das transações realizadas no país, enquanto cartões de crédito, débito e pré-pagos, somados, ficaram com 30,4%, segundo dados do Banco Central.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o uso dos cartões tenha diminuído. No mesmo período, as operações com cartão de crédito cresceram 9,4% em relação ao ano anterior. Desde a criação do Pix, o número de cartões ativos também aumentou de 324 milhões, em 2020, para 477 milhões, no final de 2025.</p>
<p>Os cartões perderam participação relativa porque o Pix cresceu mais rapidamente, mas continuaram avançando em números absolutos. No segundo semestre de 2025, as três modalidades somaram 23,8 bilhões de transações.</p>
<p>Os dados relativizam a acusação de que o sistema brasileiro teria impedido o crescimento de empresas americanas. Visa e Mastercard estão entre as principais bandeiras que operam no Brasil, ao lado da brasileira Elo.</p>
<h2>Resistência às inovações</h2>
<p>Krugman considera que a reação ao Pix faz parte de uma postura mais ampla do governo Trump contra inovações digitais do sistema financeiro quando elas ameaçam os interesses de grupos privados.</p>
<p>Segundo ele, os Estados Unidos ficaram para trás nessa área devido à resistência política e à pressão de empresas que poderiam perder mercado. O economista menciona especialmente os interesses ligados aos cartões e às criptomoedas.</p>
<p>Para Krugman, esses setores receiam que uma solução pública eficiente reduza o interesse dos consumidores por produtos privados mais caros, arriscados ou difíceis de usar. A preocupação, argumenta, não seria a possibilidade de o sistema fracassar, mas de funcionar bem demais.</p>
<p>Ele compara o sucesso do Pix à tentativa de El Salvador de transformar o Bitcoin em um meio de pagamento amplamente utilizado. Enquanto o sistema brasileiro foi incorporado à rotina da população, a iniciativa salvadorenha não alcançou a mesma adesão.</p>
<h2>Tarifa entrou em vigor com exceções</h2>
<p>A cobrança adicional de 25% passou a atingir nesta quarta-feira diferentes produtos exportados pelo Brasil. Entre os itens alcançados estão etanol e outros biocombustíveis, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, transformadores elétricos, calçados, móveis de madeira, pisos, revestimentos, rochas ornamentais, roupas e tecidos.</p>
<p>A medida contém exceções para mercadorias importantes da pauta brasileira, como café, carne bovina, suco de laranja, aeronaves e peças aeronáuticas.</p>
<p>Krugman havia avaliado que o alcance das tarifas seria limitado pelo receio do próprio governo americano de elevar os preços pagos pela população. Ao mesmo tempo, argumentou que o Brasil poderia ampliar sua presença em outros mercados.</p>
<p>Embora o Pix tenha entrado formalmente na lista de práticas contestadas pelos Estados Unidos, a tarifa não incide sobre o sistema nem impede seu funcionamento. A cobrança recai sobre mercadorias brasileiras. O Pix tornou-se uma das justificativas usadas pelo governo Trump para ampliar uma disputa comercial que ultrapassa o setor financeiro.</p>
<p>Para Krugman, a ofensiva dificilmente levará o Brasil a abandonar um sistema amplamente utilizado pela população. “O governo Trump declarou guerra ao futuro”, escreveu. “E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam.”</p>
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