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    <title>Global South World Brasil - Pix</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Banco Central estuda conectar Pix a sistemas de pagamento de outros países</title>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  Banco Central  (BC) estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, o que abriria caminho para remessas e compras internacionais com liquidação em moeda local em poucos segundos. A possibilidade aparece entre os projetos para os próximos anos apresentados no  Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 , divulgado nesta segunda-feira, 10.</p>
<p>Segundo o documento, estão em discussão tanto conexões bilaterais, entre o Brasil e outros países, quanto a participação em  hubs  multilaterais, estruturas capazes de conectar sistemas de diferentes nações. O BC avalia que essa integração poderia reduzir tarifas, acelerar operações, ampliar o acesso e aumentar a transparência das transações internacionais. O relatório não informa quais países poderiam participar dessas conexões.</p>
<p>A proposta representaria uma etapa diferente do uso do Pix no exterior que já existe atualmente. Hoje, empresas privadas oferecem soluções que permitem pagamentos de brasileiros em países como Chile, Argentina, Estados Unidos, Portugal e França por meio de parcerias entre instituições brasileiras e estrangeiras. Nesses casos, porém,  a infraestrutura do Pix continua limitada às transações domésticas : o Pix é realizado em reais no Brasil e a remessa ao exterior ocorre posteriormente pelos canais tradicionais.</p>
<h2>Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025</h2>
<p>O projeto de internacionalização aparece em um momento de forte expansão do sistema. Em 2025, foram realizadas  quase 80 bilhões de transações Pix , crescimento de 25,7% em relação ao ano anterior. O valor movimentado ultrapassou  R$ 35 trilhões , alta de 33,8%.</p>
<p>Em dezembro de 2025,  148 milhões de pessoas físicas  haviam feito ou recebido pelo menos um Pix, número equivalente a cerca de 86% da população adulta brasileira. O sistema também chegou a 12,8 milhões de empresas e terminou o ano com mais de 920 milhões de chaves cadastradas.</p>
<p>O relatório mostra ainda uma mudança na forma como o Pix é utilizado. Quando foi lançado, em 2020, 85% das transações ocorriam entre pessoas físicas. Em 2025,  43% já eram pagamentos de pessoas para empresas , indicando a consolidação do sistema no varejo. Além disso, 71% das operações realizadas no ano tinham valor de até R$ 100.</p>
<h2>Pix poderá funcionar sem internet</h2>
<p>Outra frente estudada pelo BC é ampliar o  Pix por aproximação para situações em que o pagador esteja sem acesso à internet . A ideia é permitir a iniciação da transação por dispositivos com tecnologia NFC, incluindo celulares, cartões,  tags , relógios e pulseiras. Eventualmente, cartões com chip também poderão ser utilizados.</p>
<p>A medida busca enfrentar uma das barreiras apontadas para a expansão do Pix: dificuldades de conectividade e de acesso à tecnologia. Pesquisa citada no relatório mostra que, mesmo entre pessoas que utilizam o sistema, 24,2% já escolheram outro meio de pagamento por dificuldade de acesso à internet.</p>
<h2>Recebimentos via Pix poderão virar garantia de crédito</h2>
<p>O Banco Central também estuda integrar o Pix ao mercado de crédito. Uma das propostas é permitir que  fluxos futuros de recebimentos pelo sistema sejam usados como garantia em operações de financiamento .</p>
<p>A expectativa é que a medida possa melhorar a qualidade das garantias e contribuir para a redução dos custos do crédito, especialmente para empresas que concentram grande parte de seus recebimentos no Pix.</p>
<p>O relatório prevê ainda a integração do Pix a outros serviços financeiros, como duplicatas escriturais, e a implementação do chamado  split  tributário, que permitirá a retenção automática de tributos incidentes sobre determinadas transações.</p>
<h2>Inteligência artificial para identificar possíveis fraudes</h2>
<p>A segurança aparece como outra prioridade para os próximos anos. Entre os projetos está a criação de um  indicador de probabilidade de fraude , que poderá ser calculado pelo BC em tempo real para as transações Pix.</p>
<p>O sistema será desenvolvido com um modelo de  machine learning  e poderá fornecer informações às instituições financeiras para alimentar seus mecanismos antifraude. A decisão de autorizar ou rejeitar a transferência, porém, continuará sendo de cada instituição. O BC ressalva que a disponibilização da ferramenta dependerá do desempenho do modelo e de avaliação jurídica.</p>
<p>Também estão em estudo critérios mínimos comuns para identificar operações suspeitas, a padronização dos alertas de golpe apresentados aos clientes e novas medidas cautelares contra instituições que coloquem o funcionamento do sistema em risco.</p>
<h2>Mensagens ofensivas pelo Pix entram na mira do BC</h2>
<p>O relatório aponta ainda que o campo destinado à descrição das transações tem sido utilizado, em alguns casos, para envio de  mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras , geralmente acompanhadas de transferências de valores muito baixos.</p>
<p>Diante desse uso, o BC criou em 2026 um grupo de trabalho no Fórum Pix para discutir possíveis mudanças. A instituição afirma que poderá adotar novas regras para coibir abusos sem comprometer as características do sistema.</p>
<p>A agenda mostra que o Banco Central pretende transformar o Pix em uma infraestrutura cada vez mais integrada a outros serviços financeiros e, no futuro, potencialmente conectada a sistemas internacionais. O próprio BC define o Pix como uma infraestrutura pública digital em evolução contínua, destinada a ampliar os usos do sistema sem abrir mão de segurança, competição e inclusão financeira.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Pix-mão</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pix avança como sistema de pagamento no segmento de bares e restaurantes</title>
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      <pubDate>Fri, 07 Aug 2026 18:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A adesão ao sistema de pagamento instantâneo Pix é mais intensa entre empresas de menor porte do segmento de bares e restaurantes. Cerca de 30,4% das vendas de salão e balcão dos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil são realizadas por esse meio de pagamento, mostra a Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), divulgada nesta sexta-feira, 07, e que foi realizada com 1,6 mil empresários do setor de alimentação fora do lar em todo o país.</p>
<p>Segundo o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. “O crescimento do Pix reflete mudanças profundas no comportamento do consumidor e na gestão financeira das empresas, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirma Solmucci. </p>
<p>Para outra faixa de negócios, com faturamento entre R$ 360 e R$ 1 milhão, o percentual de participação nas vendas é de 24%. Já para as empresas com faturamento entre R$ 130 mil e R$ 160 mil, a participação cai um pouco, situando-se em 22,6%. Nas empresas de maior porte, a participação nas vendas é mais moderada, variando entre 14,9% e 17,5%. </p>
<h2>Média geral</h2>
<p>Pelo levantamento, o sistema de pagamento Pix segue ampliando sua presença nos bares e restaurantes do país. Na média geral, esse meio de pagamento responde por 20,5% das vendas de salão e balcão do setor, alta de 4 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2024 (16,5%). </p>
<p>Os cartões de crédito seguem como o meio de pagamento mais usado, com participação de 41,5% das vendas, seguido dos cartões de débito (25,1%) e do dinheiro físico, com 8,3%. </p>
<p>De acordo com dados atualizados do Banco Central, o Pix foi o sistema usado em 7 bilhões de transações realizadas em maio de 2026.</p>
<h2>Perfil dos restaurantes </h2>
<p>Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix representa 24,6% das vendas. Em restaurantes especializados, a participação é de 21%. Nos bares e casas noturnas, a representatividade é de 19,9%. Nos restaurantes de almoço (tipo quilo) está em 17%. </p>
<h2>Pix por região do país </h2>
<p>O Norte é a região que mais usa o Pix nos bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão. O Nordeste vem na sequência, com participação 24,2%. O Sudeste tem 18,1% de participação, o Centro-Oeste (17,9%) e o Sul (16,5%). Em todas essas regiões, o uso do dinheiro físico permanece abaixo de 11% das vendas, o que evidencia a digitalização do consumo em todo o país.  </p>
<p>“O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor. Estamos diante de uma transformação cultural que exige adaptação, mas que também abre espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci. </p>
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        <media:title>Pix</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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      <title>Por que o Pix entrou na conta do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-o-pix-entrou-na-conta-do-tarifaco-dos-estados-unidos-contra-o-brasil</link>
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      <pubDate>Wed, 22 Jul 2026 19:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros entraram em vigor nesta quarta-feira, 22. Entre as justificativas apresentadas pelo governo de Donald Trump para a medida está uma ferramenta presente no cotidiano de milhões de brasileiros: o Pix.</p>
<p>O sistema de pagamentos instantâneos foi incluído na investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite ao governo norte-americano adotar medidas contra políticas estrangeiras que considere discriminatórias ou prejudiciais às empresas do país.</p>
<p>O Pix não é o único ponto da investigação. O governo Trump também questiona políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, às tarifas de importação, ao combate à corrupção, à proteção da propriedade intelectual, ao acesso do etanol americano ao mercado nacional e ao desmatamento ilegal.</p>
<p>No caso dos pagamentos eletrônicos, a acusação é direta. Segundo o USTR, o Brasil favorece o Pix e coloca empresas americanas concorrentes em desvantagem. A medida atinge principalmente companhias que operam no mercado de cartões e em outros serviços digitais de pagamento.</p>
<p>Criado pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, o Pix permite transferências e pagamentos em poucos segundos, a qualquer hora e em todos os dias da semana. O serviço é gratuito para pessoas físicas na maior parte das operações e tem custos relativamente baixos para empresas.</p>
<h2>Concorrência ou vantagem indevida?</h2>
<p>Para o governo norte-americano, a participação do Banco Central na criação e na administração da infraestrutura, somada à obrigação de determinadas instituições financeiras oferecerem o Pix, concede uma vantagem indevida ao sistema brasileiro.</p>
<p>Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, contesta esse raciocínio. Em texto publicado em seu   perfil na plataforma Substack   na segunda-feira, 20, o economista afirmou que o tarifaço procura punir o Brasil pelo sucesso de uma plataforma pública que oferece pagamentos mais rápidos e baratos.</p>
<p>“Por que seria desleal um país oferecer aos próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?”, questionou.</p>
<p>Na avaliação de Krugman, a perda de participação de empresas norte-americanas não comprova a existência de uma prática comercial injusta. Representa o resultado da concorrência com uma tecnologia que conquistou os consumidores por sua eficiência e pelo baixo custo.</p>
<p>“Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?”, escreveu.</p>
<p>O economista compara a situação à atuação do serviço postal dos Estados Unidos e de plataformas americanas como PayPal e Venmo. Para ele, não faria sentido impedir o funcionamento desses serviços apenas porque competem com outras empresas privadas.</p>
<h2>Cartões perderam espaço, mas continuaram crescendo</h2>
<p>O avanço do Pix alterou a distribuição do mercado brasileiro de pagamentos, até então dominado pelos cartões. No segundo semestre de 2025, o sistema respondeu por 54,7% das transações realizadas no país, enquanto cartões de crédito, débito e pré-pagos, somados, ficaram com 30,4%, segundo dados do Banco Central.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o uso dos cartões tenha diminuído. No mesmo período, as operações com cartão de crédito cresceram 9,4% em relação ao ano anterior. Desde a criação do Pix, o número de cartões ativos também aumentou de 324 milhões, em 2020, para 477 milhões, no final de 2025.</p>
<p>Os cartões perderam participação relativa porque o Pix cresceu mais rapidamente, mas continuaram avançando em números absolutos. No segundo semestre de 2025, as três modalidades somaram 23,8 bilhões de transações.</p>
<p>Os dados relativizam a acusação de que o sistema brasileiro teria impedido o crescimento de empresas americanas. Visa e Mastercard estão entre as principais bandeiras que operam no Brasil, ao lado da brasileira Elo.</p>
<h2>Resistência às inovações</h2>
<p>Krugman considera que a reação ao Pix faz parte de uma postura mais ampla do governo Trump contra inovações digitais do sistema financeiro quando elas ameaçam os interesses de grupos privados.</p>
<p>Segundo ele, os Estados Unidos ficaram para trás nessa área devido à resistência política e à pressão de empresas que poderiam perder mercado. O economista menciona especialmente os interesses ligados aos cartões e às criptomoedas.</p>
<p>Para Krugman, esses setores receiam que uma solução pública eficiente reduza o interesse dos consumidores por produtos privados mais caros, arriscados ou difíceis de usar. A preocupação, argumenta, não seria a possibilidade de o sistema fracassar, mas de funcionar bem demais.</p>
<p>Ele compara o sucesso do Pix à tentativa de El Salvador de transformar o Bitcoin em um meio de pagamento amplamente utilizado. Enquanto o sistema brasileiro foi incorporado à rotina da população, a iniciativa salvadorenha não alcançou a mesma adesão.</p>
<h2>Tarifa entrou em vigor com exceções</h2>
<p>A cobrança adicional de 25% passou a atingir nesta quarta-feira diferentes produtos exportados pelo Brasil. Entre os itens alcançados estão etanol e outros biocombustíveis, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, transformadores elétricos, calçados, móveis de madeira, pisos, revestimentos, rochas ornamentais, roupas e tecidos.</p>
<p>A medida contém exceções para mercadorias importantes da pauta brasileira, como café, carne bovina, suco de laranja, aeronaves e peças aeronáuticas.</p>
<p>Krugman havia avaliado que o alcance das tarifas seria limitado pelo receio do próprio governo americano de elevar os preços pagos pela população. Ao mesmo tempo, argumentou que o Brasil poderia ampliar sua presença em outros mercados.</p>
<p>Embora o Pix tenha entrado formalmente na lista de práticas contestadas pelos Estados Unidos, a tarifa não incide sobre o sistema nem impede seu funcionamento. A cobrança recai sobre mercadorias brasileiras. O Pix tornou-se uma das justificativas usadas pelo governo Trump para ampliar uma disputa comercial que ultrapassa o setor financeiro.</p>
<p>Para Krugman, a ofensiva dificilmente levará o Brasil a abandonar um sistema amplamente utilizado pela população. “O governo Trump declarou guerra ao futuro”, escreveu. “E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam.”</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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