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    <title>Global South World Brasil - Palestina</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>ONU autoriza Autoridade Palestina a discursar por vídeo após novo veto de visto dos EUA</title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 14:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira, 17, uma resolução que permite ao presidente da Autoridade Palestina,  Mahmoud Abbas , discursar por vídeo na sessão de alto nível da próxima semana. </p>
<p>A votação ocorre após os Estados Unidos negaram, pelo segundo ano consecutivo, o visto que permitiria a Abbas viajar a Nova York.</p>
<p>O texto foi aprovado com 152 votos a favor, três contra e quatro abstenções.  Votaram contra Estados Unidos, Israel e Paraguai.</p>
<p>A resolução também autoriza Abbas e outros representantes palestinos de alto escalão a participar remotamente de reuniões e conferências da ONU ao longo do próximo ano, sempre que estiverem impedidos de viajar aos Estados Unidos.</p>
<p>Washington associa as restrições de visto a ações da Autoridade Palestina e da OLP, incluindo iniciativas para levar Israel a instâncias internacionais. </p>
<p>O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, disse que Abbas "não pode recompensar o terrorismo e exigir legitimidade internacional", referência aos pagamentos da Autoridade Palestina a famílias de presos e atacantes.</p>
<p>Do lado palestino, o Ministério das Relações Exteriores classificou as restrições de visto como violação do Acordo de Sede de 1947, que obriga os Estados Unidos, como país-sede da ONU, a facilitar o acesso de representantes a atividades da organização. </p>
<p>Washington argumenta que o acordo prevê exceções por motivos de segurança e política externa.</p>
<p>Será a segunda vez seguida que Abbas discursa por vídeo na Assembleia Geral.</p>
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        <media:credit role="provider">Zain JAAFAR / AFP</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Doze países anunciam sanções ao comércio com colônias israelenses na Cisjordânia</title>
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      <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 22:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Doze países, incluindo Espanha, França e Reino Unido, anunciaram, nesta terça-feira, 8, sanções ao comércio de bens com os assentamentos "ilegais" de Israel na Cisjordânia, em protesto à violência dos colonos contra os palestinos e a expansão dessas comunidades.</p>
<p>Canadá, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polônia, Portugal e Suécia também aplicarão medidas contra o comércio com estes assentamentos, indicaram os ministros das Relações Exteriores dos 12 países em uma declaração conjunta.</p>
<p>Em represália às sanções impostas por países ocidentais, por iniciativa do Reino Unido, Israel ordenou nesta terça-feira o fechamento do consulado britânico em Jerusalém.</p>
<p>A decisão das 12 nações ocorre após várias semanas de intensificação dos ataques de colonos israelenses contra localidades palestinas na Cisjordânia, situação que provocou ampla condenação internacional.</p>
<p>Irlanda e Espanha já tinham adotado medidas contra o comércio com as colônias israelenses e, diante da ausência de uma decisão semelhante a nível da União Europeia, principal parceiro comercial de Israel, outros países, como a França, decidiram agir em âmbito nacional.</p>
<p>"A situação está se deteriorando rapidamente em um contexto de níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão dos assentamentos", alertaram os chanceleres dos 12 países.</p>
<p>O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disseram nesta terça-feira que os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada minam as perspectivas de uma solução de dois Estados.</p>
<p>"A expansão sistemática dos assentamentos na Cisjordânia, assim como o drástico aumento da violência por parte dos colonos, representam uma ameaça direta e urgente a essa visão de paz", disseram os líderes em comunicado conjunto.</p>
<p>O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não vão aderir às sanções.</p>
<p>"Obviamente, não vamos fazer o que o Reino Unido fez", declarou Rubio a jornalistas antes de partir em uma viagem à América Latina, acrescentando: "Não queremos ver nada desestabilizador acontecendo neste momento na Cisjordânia, com tudo o que está acontecendo na região".</p>
<p>Entre os projetos israelenses destacados pelos ministros está o do assentamento E1, aprovado por Israel no ano passado após décadas de congelamento, que prevê a construção de 1.200 moradias na Cisjordânia e isolaria ainda mais Jerusalém Oriental do restante do território ocupado.</p>
<p>"À beira da explosão"</p>
<p>Durante um discurso no Parlamento britânico, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, acusou Israel de fazer "vista grossa" à "limpeza étnica" perpetrada por colonos israelenses.</p>
<p>"Posso anunciar hoje que vamos instaurar uma proibição de importação de produtos procedentes de assentamentos ilegais situados nos territórios ocupados", acrescentou Miliband.</p>
<p>O chanceler israelense, Gideon Saar, reagiu, por sua vez, afirmando que "as acusações formuladas" pelo seu homólogo britânico perante o Parlamento "são falsas".</p>
<p>Em um comunicado publicado na rede social X, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, disse que Paris colocará "fim ao comércio com as colônias israelenses na Palestina (...) porque a Cisjordânia está à beira da explosão".</p>
<p>Cerca de três milhões de palestinos vivem ao lado de mais de 500.000 israelenses instalados em assentamentos na Cisjordânia, sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel.</p>
<p>Segundo um levantamento da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde palestino, pelo menos 1.105 palestinos morreram na Cisjordânia pelas forças israelenses ou por colonos desde o início da guerra em Gaza.</p>
<p>De acordo com o direito internacional, todas as colônias israelenses neste território ocupado desde 1967 são ilegais.</p>
<p>O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu continuar com a expansão dos assentamentos na Cisjordânia apesar da crescente pressão internacional.</p>
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        <media:credit role="photographer">ISSAM RIMAWI</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP/ Issam Rimawi / Anadolu</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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      <title>Gaza realiza funeral coletivo para vítimas mortas durante a guerra</title>
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      <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em um terreno desobstruído entre prédios destruídos por bombardeios na Cidade de Gaza, fileiras de bandeiras palestinas foram cuidadosamente estendidas sobre os restos mortais de dezenas de pessoas que seriam enterradas nesta terça-feira, 4.</p>
<p>Centenas de pessoas participaram da cerimônia fúnebre. Música foi tocada por alto-falantes no local onde ataques israelenses, no fim de 2023, mataram 112 pessoas cujos corpos foram retirados agora dos escombros, informou a Defesa Civil de Gaza.</p>
<p>Ahmed Abu Sharia, integrante de uma extensa família de pessoas que estavam sendo enterradas, disse à AFP que o funeral finalmente proporcionaria um encerramento para os parentes.</p>
<p>“Viemos lamentar nossos mártires, crianças, mulheres e idosos”, afirmou.</p>
<p>“Este é um funeral do povo palestino, porque eles são vítimas. Há pessoas sob os escombros que não lutaram nem portavam armas”, acrescentou.</p>
<p>O grupo militante palestino Hamas lançou um ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.221 pessoas, segundo levantamento da AFP baseado em dados oficiais israelenses.</p>
<p>Os militantes também levaram 251 reféns para Gaza.</p>
<p>A campanha militar de retaliação de Israel em Gaza matou mais de 73 mil pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde local, subordinado ao Hamas. Os números do órgão são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.</p>
<p>Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro, mas as negociações para encerrar definitivamente a guerra estão paralisadas, e as forças israelenses atualmente controlam quase 70% do território.</p>
<p>Escavações com as próprias mãos</p>
<p>O porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, informou que 44 dos corpos recuperados durante duas semanas de julho eram de crianças e que todos pertenciam à mesma família.</p>
<p>“Nossas equipes trabalharam continuamente durante 17 dias para recuperar esses 112 corpos e restos mortais debaixo dos escombros”, disse Mohammad Al-Mughayyir, diretor de operações da Defesa Civil.</p>
<p>Ele acrescentou que as equipes frequentemente precisaram “escavar concreto e estruturas de aço retorcidas com as próprias mãos”.</p>
<p>“Em alguns casos, esqueletos completos permaneceram intactos, mantidos unidos apenas pelas roupas.”</p>
<p>Bassal afirmou que mais de oito mil corpos ainda permanecem presos sob os escombros de Gaza.</p>
<p>Duas escavadeiras</p>
<p>A Defesa Civil, que atua como força de resgate sob a autoridade do Hamas, informou que grande parte do trabalho de recuperação foi possível graças a duas escavadeiras alugadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).</p>
<p>Pat Griffiths, porta-voz do CICV em Jerusalém, confirmou à AFP que a organização alugou “duas das únicas escavadeiras disponíveis para esse tipo de trabalho em Gaza”, pertencentes ao setor privado local, para auxiliar na operação.</p>
<p>A Defesa Civil de Gaza e organizações como o CICV reclamam há muito tempo que Israel, que controla todos os pontos de entrada no território palestino, não permite a entrada de equipamentos e maquinário de construção em quantidade suficiente para realizar a retirada dos corpos.</p>
<p>Bombardeios aéreos e disparos de artilharia continuam ocorrendo quase diariamente em Gaza, apesar do cessar-fogo.</p>
<p>Pelo menos 1.252 palestinos morreram desde a trégua, segundo o Ministério da Saúde do território.</p>
<p>No funeral coletivo desta terça-feira, um dos maiores já organizados em Gaza, homens se alinharam em silêncio sobre a areia para as orações.</p>
<p>Os restos mortais foram colocados sobre macas e cobertos com bandeiras. Havia fotografias das vítimas que puderam ser identificadas.</p>
<p>Misturados aos escombros</p>
<p>Um integrante da família Al-Husayneh, parente de pessoas que seriam enterradas, disse à AFP que não espera que os demais corpos sejam encontrados.</p>
<p>“O restante dos corpos das vítimas foi vaporizado, e seus ossos e carne se misturaram aos escombros de concreto”, afirmou o homem, que preferiu não revelar seu nome por razões de segurança.</p>
<p>“Por que Israel matou tantas crianças pequenas? Não havia nada nelas que pudesse justificar que fossem alvo de ataques.”</p>
<p>A Avaliação Rápida de Danos e Necessidades em Gaza, publicada em abril pelo Banco Mundial, pela União Europeia e pela ONU, estimou que cerca de 68 milhões de toneladas de escombros de edifícios destruídos ou danificados estão espalhadas pela Faixa de Gaza.</p>
<p>Segundo o relatório, mais de 60% dos 2,1 milhões de habitantes de Gaza perderam suas casas nos quase três anos desde o início da guerra.</p>
<p>As restrições impostas aos veículos de imprensa e o acesso limitado à Faixa de Gaza impedem que a AFP verifique de forma independente os números de mortos ou faça uma cobertura livre da violência no território.</p>
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        <media:title>Gaza-enterro-coletivo</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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