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    <title>Global South World Brasil - Outubro Rosa</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Desfile reúne participantes em diferentes fases do tratamento contra o câncer</title>
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      <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 10:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Neste sábado (17), o evento A Passarela da Vida será protagonizado por 12 mulheres em diferentes fases de enfrentamento ao câncer, no Espaço T.E.U., em Atibaia (SP). Parte da renda será destinada à Abrapec (Assistência a Pessoas com Câncer).</p>
<p>Algumas já concluíram o tratamento, outras ainda estão no meio dele, e há quem conviva com a metástase. Na Passarela da Vida, porém, a intenção é que o diagnóstico fique de fora e que elas sejam vistas pelo que são, e não pela doença.</p>
<p>"Quero que elas possam entrar naquela passarela não para mostrar uma roupa bonita, mas para mostrar que existe vida além da doença", explica Carla Dias, uma das organizadoras do evento. Ela também passou por um câncer de mama e sabe o que é não se reconhecer mais no próprio corpo.</p>
<p>A ideia veio da terapeuta Ana Paula Milinavicius e começou a tomar forma ainda em sua infância, quando a avó foi diagnosticada com câncer de mama. Na época, os recursos de tratamento eram muito mais limitados do que os de hoje, e ela conviveu com a dor da avó durante todo o tratamento. </p>
<p>Anos depois, atuando com terapias integrativas e holísticas, surgiu a vontade de organizar um desfile de moda em que as modelos "tivessem um momento de alegria", como ela descreve. </p>
<p>O projeto foi adiado até 2026, quando Ana percebeu que muitas das clientes atendidas no T.E.U., espaço de terapias e bem-estar que trabalha em Atibaia, estavam com câncer.</p>
<p>Carla, uma das pacientes que Ana acompanhou desde o primeiro exame até a remissão, foi a quem ela propôs levar o desfile adiante. Logo, fisioterapeutas, psicólogos, professores de yoga e outros profissionais do espaço também se juntaram à iniciativa.</p>
<h2>"Convocação" nas redes sociais</h2>
<p>Para encontrar as modelos, elas publicaram um convite nas redes sociais, e receberam respostas de mais de 40 mulheres da região. </p>
<p>"Foi uma escolha difícil. Por mim, eu teria colocado todas no evento", diz Carla. Na seleção, a equipe considerou a trajetória de cada candidata e se ela contava com uma rede de apoio. </p>
<p>O objetivo era que o grupo refletisse realidades distintas de quem enfrenta o câncer. As participantes têm entre 36 e 55 anos, e apenas três já conheciam o espaço de Ana.</p>
<p> A maioria perdeu os cabelos durante o tratamento, e algumas passaram pela retirada das mamas. Muitas são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e continuam trabalhando para sustentar ou ajudar a família.</p>
<p>Com consultas médicas, sessões de quimioterapia e cirurgias na agenda, a reunião de todas para um ensaio com antecedência se mostrou impossível. </p>
<p>A preparação tem sido feita em reuniões online e por um grupo de WhatsApp. No dia do evento, as participantes chegarão mais cedo para conhecer o espaço e entender a dinâmica do desfile.</p>
<h2>Por trás da organização</h2>
<p>Carla tinha 39 anos, às vésperas dos 40, quando sentiu um nódulo durante o banho. Até então, nunca havia se imaginado como paciente oncológica. </p>
<p>Nos meses seguintes, passou por quimioterapia, mastectomia bilateral, radioterapia e imunoterapia, além de complicações que a obrigaram a retirar uma das próteses. </p>
<p>Por coincidência, o dia do desfile marca exatamente um ano desde a sua última sessão de quimioterapia.</p>
<p>Ela admite que organizar o evento foi difícil. As histórias que recebeu são reais e estão acontecendo agora, inclusive as de mulheres que viram o câncer voltar e ainda vão continuar em tratamento. "Penso assim: já que veio, vou ajudar outras mulheres", diz.</p>
<p>Segundo Carla, a doença afeta profundamente a relação com o corpo. A aparência muda, a autoestima diminui, e quem passa pelo tratamento sai dele diferente, por fora e por dentro. </p>
<p>É por isso que ela espera que o desfile mostre às participantes que elas continuam bonitas e vivas. E que não estão sozinhas, mesmo com as marcas, as dores e as sequelas que o pós-câncer costuma deixar.</p>
<p>A própria experiência também fez dela uma defensora de campanhas de divulgação, para além do Outubro Rosa. Carla lembra que só uma pequena parcela dos casos é hereditária, e que o simples fato de ser mulher já é um fator de risco.</p>
<p>Se a pessoa for diagnosticada precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%, de acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA). </p>
<h2>Uma rede de voluntários</h2>
<p>As organizadoras esperavam ter dificuldade para conseguir apoio, já que o evento depende quase inteiramente de parcerias. </p>
<p>Em vez disso, a ajuda apareceu rapidamente, e todo o trabalho foi voluntário. Uma loja vai emprestar as roupas e outra vai ceder os acessórios. </p>
<p>As parcerias também incluem   fotógrafo, DJ, decoração e coquetel.</p>
<p>Além disso, houve contribuições de pessoas sem vínculo com o projeto. Um senhor viu a publicação nas redes sociais e perguntou se poderia doar seis refrigerantes. </p>
<p>Vizinhos da clínica também se ofereceram para levar pães, bolos, biscoitos e salgadinhos. "Não imaginávamos que ia tomar essa proporção e tocar o coração de tantas pessoas", conta Ana.</p>
<p>A programação vai das 15h às 17h30 e inclui apresentações de dança e canto, uma fala de Carla às participantes, o desfile e um coquetel de encerramento para as modelos, as famílias e o público. </p>
<p>Mesmo com um tema delicado, Carla garante que o momento não será triste: "Será uma tarde para sorrirmos, abraçarmos e celebrarmos a vida".</p>
<p>A organização espera receber entre 120 e 150 pessoas no Espaço T.E.U., na Rua Atibaia, 721, no Jardim Paulista. Os ingressos custam R$ 26, e podem ser comprados diretamente pelo WhatsApp (11) 99683-4797. </p>
<p>Parte da arrecadação será convertida em alimentos para a Abrapec, instituição que atende pessoas com câncer em Atibaia, e que o espaço já costuma apoiar com doações de alimentos e produtos de limpeza.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Carolina Bazanini]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Outubro Rosa: saiba quais exames e tratamentos o SUS oferece contra o câncer de mama</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 11:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente exames para detectar o câncer de mama, tratamentos que incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia, reconstrução mamária e acompanhamento psicológico. As pacientes também contam com direitos previstos em lei para evitar demoras na investigação desses tumores e no início do tratamento. Neste Outubro Rosa, campanha internacional de conscientização sobre a doença, conhecer os serviços disponíveis e saber como acessá-los é uma das principais formas de garantir que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível.</p>
<p>A importância da rede de atendimento aparece nos números do Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, o equivalente a uma média de 215 diagnósticos por dia. A doença representa 30% dos novos casos de câncer entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma, e é a principal causa de morte por câncer na população feminina. Em 2024, provocou 20.849 mortes no país.</p>
<p>Na quarta-feira, 7, o Ministério das Mulheres reforçou as orientações sobre os direitos e tratamentos disponíveis pelo SUS. Entre eles estão a garantia de investigação diagnóstica, o início do tratamento dentro do prazo legal, o acesso a diferentes modalidades terapêuticas e a reconstrução mamária para mulheres que precisaram retirar parte ou toda a mama.</p>
<p>O atendimento começa, em geral, na Unidade Básica de Saúde (UBS), que funciona como porta de entrada para a realização de exames e o encaminhamento aos serviços especializados.</p>
<p>Veja como funciona o atendimento, quais são os direitos das pacientes e o que fazer quando há dificuldades para conseguir os serviços.</p>
<h2>Como fazer mamografia pelo SUS?</h2>
<p>A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama, pois permite identificar alterações que ainda não provocam sintomas ou que não são percebidas pelo toque.</p>
<p>Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a realização periódica do exame. A orientação é que mulheres entre 50 e 74 anos façam a mamografia a cada dois anos, mesmo quando não apresentam sinais suspeitos.</p>
<p>Mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar a mamografia pelo SUS, após receberem orientação de um profissional de saúde sobre os benefícios e os possíveis riscos do exame nessa faixa etária. A realização também pode ser avaliada em mulheres acima dos 74 anos, conforme suas condições clínicas.</p>
<p>Para conseguir a mamografia, a mulher deve procurar uma UBS, onde a equipe de saúde fará a avaliação e o encaminhamento necessário. O agendamento e o local de realização dependem da organização da rede de saúde de cada município.</p>
<p>É importante diferenciar a mamografia de rastreamento daquela utilizada para investigar uma suspeita de câncer. Se houver um caroço ou outra alteração na mama, a mulher deve procurar atendimento independentemente da idade. Nesses casos, não é necessário esperar até os 50 anos nem aguardar o intervalo de dois anos recomendado para os exames de rotina.</p>
<h2>Como reconhecer os sinais de alerta?</h2>
<p>O câncer de mama nem sempre provoca sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, as alterações mais comuns incluem caroços endurecidos na mama ou na axila, geralmente indolores.</p>
<p>Outros sinais que precisam de avaliação médica são mudanças no formato da mama, vermelhidão persistente, retração da pele ou do mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo, principalmente quando contém sangue.</p>
<p>Essas alterações não significam necessariamente a presença de câncer. Muitas são provocadas por condições benignas, mas precisam ser investigadas.</p>
<p>O Inca recomenda que as mulheres conheçam a aparência e as características habituais das próprias mamas para perceber mudanças. Não é necessário seguir uma técnica obrigatória de autoexame. Observar as mamas durante o banho ou ao trocar de roupa, por exemplo, pode ajudar a identificar alterações, mas não substitui a mamografia nem a avaliação profissional.</p>
<h2>Suspeita de câncer: o SUS tem até 30 dias para realizar os exames</h2>
<p>Quando há suspeita de câncer, a paciente tem direito à investigação diagnóstica pelo SUS. A Lei nº 13.896, de 30 de outubro de 2019, estabelece um prazo máximo de 30 dias para a realização dos exames necessários à confirmação da doença.</p>
<p>Essa garantia vale quando o câncer é a principal hipótese diagnóstica e existe uma solicitação fundamentada do médico responsável. Não significa que toda mamografia de rotina tenha obrigatoriamente de ser realizada nesse prazo.</p>
<p>Na investigação do câncer de mama, o médico pode solicitar diferentes procedimentos:</p>
<p>Nem todas as pacientes precisam passar pelos três procedimentos. A escolha depende das características da alteração encontrada e da avaliação médica.</p>
<p>A lei dos 30 dias trata da realização dos exames necessários à confirmação do diagnóstico. Ela não estabelece que todos os resultados e laudos tenham de ficar prontos dentro desse mesmo período.</p>
<h2>Diagnóstico confirmado: tratamento em até 60 dias</h2>
<p>A chamada Lei dos 60 Dias é a Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012. Ela determina que pacientes com câncer têm direito a iniciar o primeiro tratamento pelo SUS em até 60 dias após a confirmação da doença por laudo patológico.</p>
<p>O prazo pode ser menor quando houver necessidade médica registrada no prontuário. A regra vale para todos os tipos de câncer, não apenas para o de mama.</p>
<p>O início do tratamento pode ocorrer com uma cirurgia, uma sessão de radioterapia ou a administração de medicamentos, como os utilizados na quimioterapia, conforme a indicação da equipe médica.</p>
<p>As duas leis procuram evitar atrasos em momentos diferentes. A primeira estabelece um prazo para realizar os exames necessários diante de uma suspeita fundamentada. A segunda determina quanto tempo a paciente pode esperar para começar a tratar a doença depois da confirmação.</p>
<p>Esses prazos são limites máximos, não períodos de espera recomendados. A urgência de cada caso deve ser avaliada pelos profissionais de saúde.</p>
<h2>Quais tratamentos contra o câncer de mama o SUS oferece?</h2>
<p>O SUS dispõe de diferentes tratamentos, que podem ser utilizados separadamente ou combinados. A escolha depende do tamanho e do estágio do tumor, das características das células cancerosas e das condições clínicas da paciente.</p>
<p>Cirurgia</p>
<p>Pode envolver a retirada apenas do tumor e de uma margem de tecido saudável, preservando parte da mama, ou a retirada completa da mama, procedimento conhecido como mastectomia.</p>
<p>Em algumas situações, também é necessário avaliar ou retirar linfonodos, pequenas estruturas do sistema linfático localizadas, entre outras regiões, nas axilas.</p>
<p>Quimioterapia</p>
<p>Utiliza medicamentos para destruir células cancerosas ou impedir que se multipliquem. Pode ser realizada antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor, ou depois, para diminuir o risco de retorno da doença.</p>
<p>Também pode ser indicada em casos avançados. A administração depende do medicamento e pode ocorrer por via oral ou intravenosa.</p>
<p>Radioterapia</p>
<p>Emprega radiação direcionada à região afetada para destruir células cancerosas ou impedir sua multiplicação.</p>
<p>É um tratamento local ou locorregional, frequentemente utilizado depois da cirurgia para reduzir o risco de que a doença volte na mama ou nas regiões próximas.</p>
<p>Hormonioterapia</p>
<p>É indicada quando o crescimento do tumor depende da ação de determinados hormônios, como o estrogênio.</p>
<p>Os medicamentos atuam bloqueando os efeitos desses hormônios ou reduzindo sua produção no organismo. Nem todos os tipos de câncer de mama respondem a esse tratamento.</p>
<p>Terapias-alvo</p>
<p>São medicamentos que atuam sobre características específicas das células cancerosas. Alguns são indicados, por exemplo, para tumores que apresentam excesso de uma proteína chamada HER2, associada à multiplicação das células.</p>
<p>A utilização depende dos resultados dos exames que identificam as características do tumor e dos critérios de acesso a cada medicamento no SUS.</p>
<p>Imunoterapia</p>
<p>É uma modalidade que ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerosas. Pode ser indicada para determinados tipos de tumor, mas não é utilizada em todos os casos de câncer de mama.</p>
<p>A Lei nº 15.379, de 2026, incluiu a imunoterapia entre as modalidades que devem ser consideradas nos protocolos clínicos e nas diretrizes terapêuticas do câncer.</p>
<p>Isso não significa que qualquer medicamento imunoterápico esteja automaticamente disponível no SUS. A oferta depende da incorporação da tecnologia à rede pública, das regras de utilização e da indicação para cada paciente.</p>
<p>O Ministério das Mulheres ressalta que as decisões sobre o tratamento devem considerar as características individuais da doença e ser discutidas com a paciente, que tem direito a receber informações sobre os benefícios e os possíveis efeitos adversos de cada alternativa.</p>
<h2>Reconstrução mamária pelo SUS é um direito garantido por lei</h2>
<p>A mulher que precisa retirar parte ou toda a mama durante o tratamento do câncer tem direito à cirurgia de reconstrução pelo SUS. Esse direito é garantido desde 1999, pela Lei nº 9.797, e foi ampliado por legislações posteriores.</p>
<p>A reconstrução busca recuperar a forma da mama e pode ser realizada com tecidos da própria paciente ou com próteses, conforme a avaliação médica.</p>
<p>Quando houver condições clínicas e não existir contraindicação, o procedimento deve ser realizado na mesma cirurgia em que ocorre a retirada da mama. Se isso não for possível, a reconstrução poderá ser feita posteriormente.</p>
<p>Em 2025, a Lei nº 15.171 ampliou o direito à cirurgia reparadora para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial da mama por outras causas, como doenças, traumas e violência.</p>
<p>A reconstrução, entretanto, não é obrigatória. A mulher tem direito a receber informações sobre as alternativas disponíveis e decidir se deseja realizar o procedimento.</p>
<h2>O SUS também oferece apoio psicológico e reabilitação</h2>
<p>O tratamento do câncer de mama não termina com a cirurgia ou com a última sessão de quimioterapia. Algumas mulheres precisam de acompanhamento para enfrentar os efeitos físicos e emocionais da doença.</p>
<p>O SUS prevê atendimento por equipes multiprofissionais, que podem incluir médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais.</p>
<p>O acompanhamento psicológico ajuda a lidar com o impacto do diagnóstico, o medo da volta da doença, as mudanças na imagem corporal e as dificuldades emocionais que podem surgir durante o tratamento.</p>
<p>A fisioterapia pode ser necessária para recuperar os movimentos do braço e do ombro após a cirurgia. Também é utilizada na prevenção e no tratamento do linfedema, um inchaço que pode atingir o braço quando há comprometimento da circulação linfática.</p>
<p>O acompanhamento nutricional e o atendimento social também podem integrar os cuidados, conforme as necessidades da paciente.</p>
<p>O Ministério das Mulheres ressalta ainda que a paciente tem direito a informações claras sobre sua doença e a participar das decisões sobre o tratamento, conhecendo as alternativas disponíveis e seus possíveis efeitos.</p>
<h2>O que fazer quando o SUS demora para marcar exames ou iniciar o tratamento?</h2>
<p>Quando o atendimento não ocorre dentro dos prazos legais, a paciente pode solicitar esclarecimentos à unidade de saúde responsável e procurar a secretaria municipal ou estadual de Saúde.</p>
<p>É fundamental guardar os pedidos médicos, laudos, comprovantes de agendamento e protocolos de atendimento. Esses documentos ajudam a demonstrar quando a investigação foi solicitada e quando o diagnóstico foi confirmado.</p>
<p>A reclamação também pode ser registrada na Ouvidoria-Geral do SUS, que recebe manifestações sobre dificuldades de acesso a consultas, exames, medicamentos e tratamentos.</p>
<p>Disque Saúde 136</p>
<p>Ligação gratuita para a Ouvidoria-Geral do SUS</p>
<p>Horário de atendimento</p>
<p>Segunda a sexta, das 8h às 20h; sábados, das 8h às 18h</p>
<p>Ouvidoria-Geral do SUS</p>
<p>Informações, solicitações, reclamações e denúncias pela internet</p>
<p>Ao registrar a manifestação, a paciente deve solicitar o número de protocolo para acompanhar a resposta. Se a dificuldade persistir, também pode buscar orientação na Defensoria Pública para exigir o atendimento previsto em lei.</p>
<h2>O que os números do Inca mostram sobre o câncer de mama?</h2>
<p>A estimativa de 78.610 novos casos anuais para o período de 2026 a 2028 corresponde a uma taxa de 71,57 casos por 100 mil mulheres no país.</p>
<p>A incidência apresenta diferenças regionais. O Sudeste tem o maior risco estimado, com 88,29 novos casos por 100 mil mulheres, seguido pelo Sul, com 77,91. As taxas são de 61,32 no Centro-Oeste, 58,02 no Nordeste e 31,28 no Norte.</p>
<p>As diferenças podem estar associadas à composição etária da população, à exposição a fatores de risco e às condições de identificação e registro dos casos. Por isso, taxas menores não significam necessariamente maior proteção contra a doença.</p>
<p>O Inca aponta que aproximadamente quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Entre os fatores que podem aumentar o risco estão o excesso de gordura corporal, a falta de atividade física, o consumo de bebidas alcoólicas e determinadas alterações genéticas hereditárias.</p>
<p>Embora não seja possível evitar todos os casos, manter o peso adequado, praticar atividades físicas, evitar o álcool e amamentar são medidas que ajudam a reduzir o risco.</p>
<p>O Outubro Rosa é uma oportunidade para lembrar que o enfrentamento do câncer de mama depende tanto do diagnóstico precoce quanto da continuidade do atendimento. No SUS, isso envolve acesso aos exames, cumprimento dos prazos legais, tratamento adequado e assistência durante a recuperação. Conhecer esses serviços e direitos permite às pacientes buscar atendimento e cobrar as garantias previstas na legislação.</p>
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