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    <title>Global South World Brasil - Orçamento</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Orçamento de 2027 prevê inflação de 3,6%; veja o que pode mudar no seu bolso</title>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal enviou ao Congresso nesta segunda-feira, 31, sua proposta de  Orçamento para 2027.  É o documento que reúne as previsões para a economia e estabelece quanto a União espera arrecadar e gastar no próximo ano.</p>
<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), apresentado à imprensa pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), confirma a previsão,  já divulgada pelo GSW Brasil , de que  o salário mínimo passe dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em janeiro, aumento de R$ 120, ou 7,4% . O valor ainda não é definitivo porque depende da inflação acumulada até novembro. Pela regra atual, o reajuste repõe a inflação e acrescenta um ganho acima dela, calculado a partir do crescimento da economia e limitado pelas regras fiscais.</p>
<p>O mínimo não determina apenas o pagamento de quem recebe esse salário. Também  é referência para aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. Por isso, seu reajuste alcança milhões de pessoas e também aumenta despesas do governo.</p>
<h2>Preços devem continuar subindo, mas em ritmo menor</h2>
<p>Para montar o Orçamento,  o governo considerou inflação de 3,60% em 2027 . Isso não significa queda de preços. Se a previsão se confirmar, produtos e serviços continuarão ficando mais caros, em média, mas em ritmo menor.</p>
<p>A projeção está  abaixo dos 4,28% esperados pelo mercado financeiro, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 31.  O Focus reúne previsões de instituições e profissionais do mercado.</p>
<p>Também há uma diferença importante em relação ao crescimento da economia.  O governo trabalha com avanço de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a mediana das projeções reunidas pelo Focus está em 1,50% . A apresentação do Orçamento confirma os 2,46% usados pela equipe econômica.</p>
<p>Essa diferença importa porque uma economia que cresce mais tende a favorecer emprego e renda e também a aumentar a arrecadação de impostos. Se a atividade avançar menos do que o governo prevê, as receitas podem ficar abaixo do esperado.</p>
<p>Os juros, por sua vez, devem continuar pesando . O governo elevou de 10,55% para 12,53% sua estimativa para a Selic acumulada em 2027.  Juros altos tornam mais caros empréstimos, financiamentos e compras a prazo e aumentam os custos das empresas que recorrem ao crédito.</p>
<h2>Bolsa Família não tem reajuste previsto</h2>
<p>O projeto destina R$ 157,1 bilhões ao Bolsa Família e  não prevê reajuste do benefício em 2027.  Para o BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios do programa, são R$ 145,1 bilhões. Os benefícios da Previdência somam R$ 1,169 trilhão.</p>
<p>Na Saúde, estão previstos R$ 272,2 bilhões, exatamente o mínimo exigido pelas regras atuais. A Educação terá R$ 141,2 bilhões, pouco acima do piso de R$ 138,8 bilhões. Para investimentos, a proposta reserva R$ 133,8 bilhões, ante um mínimo de R$ 88,7 bilhões.</p>
<p>Ao mesmo tempo, diminuiu o espaço previsto para despesas sobre as quais o Executivo tem maior poder de decisão. Esse montante, que inclui recursos para manter ministérios e políticas públicas funcionando e realizar investimentos, ficou em R$ 266,8 bilhões, R$ 7,9 bilhões abaixo do previsto anteriormente para 2027.</p>
<p>Isso não significa, por si só, corte de R$ 7,9 bilhões em Saúde ou Educação. A redução atinge o conjunto desses gastos mais flexíveis e mostra que o governo terá menos espaço para acomodar novas despesas e prioridades.</p>
<h2>Governo prevê terminar o ano no azul</h2>
<p>A proposta estima que o governo federal termine 2027 com R$ 18,6 bilhões a mais em receitas do que em despesas, sem contar os juros da dívida pública. É o chamado superávit primário.</p>
<p>A previsão considera R$ 2,849 trilhões em receitas, depois das transferências para estados e municípios, e R$ 2,830 trilhões em gastos com Previdência, salários, benefícios, serviços e políticas públicas.</p>
<p>Mas quem acompanhar as notícias sobre o Orçamento também encontrará outro número: R$ 83,4 bilhões. A diferença ocorre porque a legislação permite retirar determinadas despesas da conta usada para verificar se o governo cumpriu sua meta. Entre elas estão parte dos precatórios, dívidas que a União foi condenada definitivamente pela Justiça a pagar.</p>
<p>Feitas essas exclusões, o saldo considerado para a meta chega a R$ 83,4 bilhões. O objetivo estabelecido para 2027 é de R$ 73,2 bilhões, o que deixa uma margem de R$ 10,1 bilhões pelas contas apresentadas pelo governo.</p>
<h2>Há pouco espaço para aumentar alguns gastos</h2>
<p>O Orçamento também carrega consequências de resultados fiscais dos anos anteriores.  Como o governo registrou déficit em 2025, uma regra limita a 0,6% acima da inflação o crescimento das despesas com pessoal do Executivo em 2027, com exceção de pagamentos determinados pela Justiça. Na prática, isso restringe o espaço para aumentos reais de gastos com servidores.</p>
<p>Outra regra limita o crescimento de despesas que têm receitas específicas destinadas por lei. O Ministério do Planejamento calcula que esse mecanismo conterá cerca de R$ 8,9 bilhões em gastos em 2027.</p>
<p>Essas restrições ajudam o governo a tentar fechar as contas no azul, mas também diminuem sua liberdade para ampliar despesas.</p>
<h2>Um Orçamento preparado antes da eleição</h2>
<p>Há ainda uma particularidade importante: o Orçamento 2027 será executado no primeiro ano do mandato presidencial que começa em janeiro.</p>
<p>Quem assumir não poderá simplesmente descartar o Orçamento nem decidir livremente o destino de todo o dinheiro.  Boa parte das despesas é obrigatória, determinada pela Constituição ou por leis. Na proposta para 2027, elas representam 91,7% das despesas primárias.</p>
<p>Também precisam ser respeitados os pisos de Saúde e Educação e as regras fiscais em vigor. O salário mínimo segue uma fórmula definida em lei. Para mudar essas regras, não basta uma decisão do presidente: é necessária alteração na legislação.</p>
<p>Há, porém, uma parcela do Orçamento em que o Executivo tem maior poder de escolha. É justamente o dinheiro usado para custear parte do funcionamento do governo, programas e investimentos.  O presidente que tomar posse poderá mudar prioridades nessa parcela e também propor ao Congresso alterações no Orçamento e nas próprias políticas públicas.</p>
<p>Antes disso, o projeto ainda será analisado pelos deputados e senadores, que poderão modificar a distribuição dos recursos. O Orçamento apresentado agora, portanto, estabelece o ponto de partida para 2027, mas nem todas as escolhas feitas pelo atual governo necessariamente permanecerão iguais depois da eleição.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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      <title>Governo eleva projeção do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027</title>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal elevou  de R$ 1.717 para R$ 1.741  a projeção do salário mínimo para 2027, segundo a  Folha de S.Paulo . Se confirmado, o valor representará um  reajuste de 7,4%  sobre o piso atual, de R$ 1.621.</p>
<p>A nova estimativa deverá constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será  enviado pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto.  O valor ainda não é definitivo e poderá mudar antes de entrar em vigor, em 1º de janeiro.</p>
<p>O piso também serve de referência para aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por isso, qualquer aumento também eleva despesas obrigatórias do governo federal.</p>
<p>Cálculos feitos pelo governo em abril indicavam que  cada R$ 1 acrescentado ao salário mínimo aumenta as despesas federais em cerca de R$ 413,2 milhões . A diferença de R$ 24 entre a projeção anterior e a atual poderia, portanto, acrescentar aproximadamente R$ 9,9 bilhões aos gastos em 2027.</p>
<h2>Por que a projeção aumentou</h2>
<p>A revisão ocorreu principalmente por causa do aumento da inflação esperada para este ano. A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, trabalha agora com uma inflação acumulada de 4,93% nos 12 meses até novembro.  A estimativa subiu diante do risco de impactos do El Niño sobre os preços dos alimentos.</p>
<p>Pela política de valorização do salário mínimo, o reajuste considera a inflação acumulada até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de dois anos antes.</p>
<p>Para o salário mínimo de 2027, será considerado o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, quando a economia brasileira cresceu 2,3%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A fórmula permite repor a inflação e conceder aumento real, ou seja, acima da alta dos preços. Pelas atuais regras fiscais, no entanto, esse ganho real está limitado a 2,5%.</p>
<p>O valor definitivo do salário mínimo de 2027 será estabelecido após a divulgação dos indicadores que entram no cálculo do reajuste.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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