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    <title>Global South World Brasil - OMS</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>El Niño se fortalece e aumenta riscos à saúde no Brasil e no mundo</title>
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      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os efeitos do super El Niño já estão em curso e se intensificam rapidamente, aumentando a preocupação com os impactos do fenômeno sobre a saúde no Brasil e em outras partes do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira, 22, para riscos que incluem calor extremo, doenças transmitidas por mosquitos e pela água, problemas respiratórios e desnutrição.</p>
<p>“El Niño representa uma grande ameaça à saúde pública”, afirmou Teresa Zakaria, chefe da Unidade de Redução de Riscos de Desastres, Operações Humanitárias e Mudanças Climáticas da OMS, durante entrevista coletiva em Genebra, reporta a AFP. “Esperamos ver repercussões na saúde em todo o mundo.”</p>
<p>O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do centro e leste do Oceano Pacífico equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e interfere nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.</p>
<p>Em análise global publicada no início do mês, a OMS esclarece que o El Niño não causa diretamente doenças. Ele funciona como um “modificador de risco”: as mudanças de temperatura e chuva podem criar condições mais favoráveis a determinados problemas de saúde, com impactos diferentes de acordo com a região e a vulnerabilidade da população e dos sistemas de atendimento.</p>
<p>Chuvas intensas e inundações, por exemplo, podem contaminar fontes de água, prejudicar o saneamento e favorecer a proliferação de mosquitos. A seca também pode aumentar criadouros quando a falta de abastecimento leva ao armazenamento de água em recipientes. Já temperaturas elevadas e tempo seco podem favorecer incêndios e piorar a qualidade do ar.</p>
<h2>Clima, doenças infecciosas e desnutrição</h2>
<p>O calor extremo está entre as principais preocupações. A exposição a temperaturas elevadas pode provocar exaustão pelo calor e insolação e agravar doenças cardiovasculares, respiratórias, renais e metabólicas. Crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores ao ar livre estão entre os grupos mais vulneráveis.</p>
<p>As mudanças de temperatura e chuva também podem alterar as condições de transmissão de dengue, zika, chikungunya, febre amarela e malária. Em áreas atingidas por enchentes, a contaminação da água e os danos ao saneamento elevam ainda o risco de doenças transmitidas pela água.</p>
<p>Outro efeito pode ocorrer na alimentação. Secas reduzem a disponibilidade de água e podem prejudicar lavouras, enquanto inundações podem destruir plantações e provocar perdas de animais. A OMS considera a insegurança alimentar e a desnutrição riscos importantes nos dois cenários, principalmente para populações que já vivem em situação vulnerável.</p>
<p>Os efeitos variam pelo mundo. Na África, a análise da OMS aponta, entre outros riscos, malária, cólera e insegurança alimentar em diferentes países. Partes do Sul e Sudeste da Ásia podem enfrentar calor, seca e escassez de água. No Pacífico, algumas áreas têm maior risco de seca, enquanto outras podem receber chuvas acima do normal.</p>
<h2>O que pode acontecer no Brasil</h2>
<p>No país, os efeitos também devem variar de acordo com a região. A OMS indica maior risco de calor, seca, redução dos níveis dos rios e incêndios em partes do Norte e da bacia Amazônica. Já áreas do Sul estão entre as regiões da América do Sul onde são esperadas chuvas acima do normal, com possibilidade de inundações e deslizamentos.</p>
<p>A análise da OMS destaca para o Brasil riscos elevados de leptospirose associada às inundações, febre amarela e oropouche. A malária exige atenção especialmente na bacia Amazônica. A dengue está entre os principais riscos identificados para as Américas.</p>
<p>Alguns problemas ambientais já são observados no país. Em comunicado na sexta-feira, 18, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) chamou atenção para a redução dos níveis de água na bacia amazônica e a deterioração da qualidade do ar associada aos incêndios florestais.</p>
<p>De acordo com o monitoramento citado pela entidade, 630 municípios brasileiros registravam concentrações de partículas finas acima dos níveis recomendados pela OMS. Essas partículas presentes na fumaça podem penetrar profundamente nos pulmões.</p>
<p>A situação brasileira faz parte de um cenário mais amplo nas Américas. A Opas que mais de 5,2 milhões de pessoas estavam afetadas, expostas ou em situação de insegurança alimentar aguda nas áreas monitoradas. Oito países ou territórios apresentavam seca ou déficit hídrico, seis tinham incêndios florestais com impacto ou risco para a saúde e cinco registravam efeitos de chuvas intensas ou inundações. A entidade ressalta que nem todos esses eventos foram atribuídos diretamente ao El Niño.</p>
<h2>Fenômeno deve se intensificar</h2>
<p>A tendência é de fortalecimento nos próximos meses. Em declaração nesta terça-feira, 22, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, reforçou que “o El Niño está firmemente estabelecido e se intensificando rapidamente”.</p>
<p>“As previsões da OMM indicam uma probabilidade de quase 100% de que ele persista até fevereiro de 2027”, comentou Celeste. A expectativa é de que o fenômeno se torne muito forte no fim deste ano e possa atingir o limite superior dos registros históricos iniciados em 1950.</p>
<p>Isso não significa que cada região terá necessariamente seca, enchente ou calor extremo. “O El Niño altera as probabilidades; ele não determina o clima em todas as cidades nem causa todas as ondas de calor”, afirmou. A influência depende da região, da época do ano e da interação com outros fatores climáticos.</p>
<h2>Serviços de saúde também estão sob risco</h2>
<p>Além de aumentar a probabilidade de determinados problemas de saúde, os eventos extremos podem prejudicar o próprio atendimento. Inundações, deslizamentos, incêndios e interrupções de estradas podem danificar unidades ou dificultar o acesso dos pacientes. Falhas no fornecimento de água e energia também podem afetar hospitais, laboratórios e a conservação de medicamentos e vacinas.</p>
<p>A Opas recomenda que os países reforcem a vigilância epidemiológica e os sistemas de alerta, garantam acesso a água segura, vacinação e medicamentos e revisem os planos de contingência de hospitais e redes de atendimento.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Avanço veloz de variante do ebola na África acende alerta global</title>
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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 21:08:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A aceleração do ebola na República Democrática do Congo (RDC) coloca em risco a segurança sanitária de países vizinhos e ultrapassa as fronteiras do continente africano. </p>
<p>Passados três meses do decreto de emergência internacional, o avanço da variante Bundibugyo atinge proporções inéditas.</p>
<p>O balanço apresentado pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), durante a 2ª reunião do Comitê de Emergência, aponta cerca de 5 mil infectados e mais de 2,3 mil vítimas fatais espalhadas por seis províncias e 55 zonas de saúde congolesas.</p>
<h2>Mobilidade e subnotificação agravam a crise regional</h2>
<p>A contenção do fluxo transfronteiriço virou prioridade absoluta para evitar o colapso dos sistemas de saúde regionais. </p>
<p>O intenso trânsito comercial, a atividade mineradora e o deslocamento de populações aumentam o risco de contágio na vizinha República Centro-Africana. </p>
<p>Internamente, o vírus avança sobre regiões vulneráveis como Tshopo e Haut-Uélé, onde a emergência médica se soma a crises humanitárias pré-existentes.</p>
<p>Em Uganda, a intervenção estatal tinha conseguido controlar o surto local após o registro de 20 casos e dois óbitos, mas o país segue em vigilância máxima. </p>
<p>O alcance global da doença ficou evidente com a identificação de um passageiro infectado na França, comprovando que barreiras geográficas apenas retardam, mas não impedem a disseminação viral.</p>
<h2>Cadeias invisíveis de contágio e novas frentes de combate</h2>
<p>Um dos maiores obstáculos enfrentados pelas equipes de resgate é a transmissão comunitária silenciosa. </p>
<p>Diversas mortes ocorrem nas próprias residências, fora do alcance dos centros médicos e do rastreamento de contatos, o que cria novas linhas de infecção não catalogadas.</p>
<p>Em resposta ao cenário crítico, uma força-tarefa liderada pelo governo congolês, OMS e o CDC África atua na ampliação das medidas de contenção e no avanço científico:</p>
<p>Para sustentar as operações, a OMS cobra celeridade no compartilhamento de dados epidemiológicos, aportes financeiros contínuos e reforço no controle de divisas. </p>
<p>A entidade reforça, ainda, que o combate ao ebola não pode eclipsar a atenção a outras crises de saúde recorrentes na RDC, como a malária, cólera, pneumonia e os altos índices de mortalidade materna.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Ebola já matou mais de 2,6 mil pessoas na República Democrática do Congo e OMS corre contra o tempo</title>
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      <pubDate>Thu, 13 Aug 2026 20:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Passa de 2,6 mil o número de mortes causadas pela atual epidemia de ebola na República Democrática do Congo. O contágio cresce aceleradamente, uma vez que não há vacina específica para a variante do vírus que está em circulação.</p>
<p>O avanço descontrolado da febre hemorrágica no país também é intensificado pelo diagnóstico tardio e pela instabilidade armada na região. </p>
<p>Diferente de crises sanitárias passadas, desta vez o surto é provocado pelo vírus  Bundibugyo . E aí é que está o grande problema: ainda não existem imunizantes ou medicamentos com validação definitiva no mercado contra essa linhagem.</p>
<p>A velocidade com que a doença se espalha reflete a gravidade da tragédia. Os primeiros mil mortos foram registrados em nove semanas. Porém, esse número mais que duplicou nos últimos 20 dias.</p>
<p>Registros indicam mais de 4,4 mil contaminações em cinco províncias do leste congolês, com destaque para a severidade dos focos em Ituri. Há cerca de 595 pacientes sob rigoroso isolamento ou hospitalização. </p>
<h2>Diagnóstico tardio e confusão de sintomas</h2>
<p>Um dos maiores desafios enfrentados na linha de frente é o atraso no socorro. Pela semelhança dos sintomas iniciais com os de enfermidades comuns na região — como malária, cólera e febre tifóide —, muitos doentes demoram a procurar os centros de isolamento. </p>
<p>Quando a caracterização clínica do ebola se manifesta por meio de hemorragias externas visíveis, o quadro já se encontra avançado. Como consequência, acaba resultando em mortes em ambiente doméstico, antes de qualquer intervenção especializada.</p>
<p>A taxa de letalidade do atual surto alcançou 45,9%, superando o percentual observado na grande epidemia da África Ocidental entre 2014 e 2016. </p>
<p>Em nota, lideranças da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas alertam que as equipes operacionais trabalham no limite para acompanhar o rastro da doença.</p>
<p>Paralelamente, esses times tentam conscientizar as comunidades locais sobre a necessidade de isolamento imediato ao sinal dos primeiros indícios de contágio.</p>
<p>Segundo a OMS, o rastreamento de contatos chegou a 83,4%. A meta é chegar a 85%, e a organização reforça a necessidade de intensificar ações de monitoramento, prevenção e mobilização comunitária.</p>
<h2>Desafios estruturais e conflitos na região</h2>
<p>A contenção da epidemia enfrenta barreiras que vão além da medicina. A precariedade das rotas de transporte terrestre inviabiliza o acesso rápido a vilarejos distantes, onde famílias numerosas coabitam em espaços reduzidos, favorecendo a proliferação do vírus.</p>
<p>Além da geografia hostil, a crise é agravada por questões de segurança. A presença de agrupações rebeldes armadas bloqueia a circulação de agentes sanitários em áreas de risco. </p>
<p>Paralelamente, paralisações e greves promovidas por profissionais de saúde locais — motivadas pelo atraso no pagamento de vencimentos — paralisam frentes essenciais de atendimento.</p>
<p>O diretor regional da OMS para a África, Mohamed Janabi, expressou profunda preocupação com a gravidade da situação, classificando o surto na RD Congo como um desafio crítico de saúde pública.</p>
<p>Em entrevista coletiva para a imprensa, Janabi afirmou que as autoridades estão correndo contra o tempo, e que, por enquanto, o vírus está na frente.</p>
<h2>Plano de emergência</h2>
<p>A OMS está capacitando mais agentes comunitários e ampliando os leitos disponíveis para atender os pacientes afetados pelo Ebola.</p>
<p>Junto à organização The Africa Centres for Disease Control and Prevention (Africa CDC), a OMS elaborou um plano de resposta e prevenção estimado em US$ 518 milhões. Esse montante cobriria ações até dezembro deste ano. </p>
<p>A estratégia reúne governos, parceiros e comunidades sob uma abordagem unificada de “resposta única" ( One Response ) para fortalecer as medidas de resposta a surtos, incluindo coordenação de emergência, vigilância epidemiológica, testes laboratoriais, prevenção e controle de infecções, atendimento clínico, engajamento comunitário, pesquisa, logística e suporte a serviços essenciais de saúde.</p>
<p>Pelo lado positivo, cerca de 886 pacientes já se recuperam do ebola durante esta epidemia em andamento.</p>
<p>Por fim, há duas novas vacinas contra essa cepa específica (Bundibugyo) sendo desenvolvidas, já na primeira fase de teste clínicos em humanos.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>OMS reage e defende vacinação após Trump reduzir imunização infantil nos EUA</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/oms-reage-e-defende-vacinacao-apos-trump-reduzir-imunizacao-infantil-nos-eua</link>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu nesta terça-feira, 11, que os calendários de vacinação infantil sejam definidos com base em evidências científicas, após o governo de Donald Trump reduzir o número de imunizações recomendadas de forma ampla para crianças nos Estados Unidos. A nova orientação americana abrange 11 doenças, ante 17 anteriormente.</p>
<p>Na segunda-feira, 10, Trump assinou uma ordem executiva que alterou as recomendações de vacinação infantil nos Estados Unidos.</p>
<p>A mudança não significa que as crianças norte-americanas passarão a tomar apenas 11 injeções. O número se refere às doenças para as quais o governo recomenda vacinação de rotina a todas as crianças. Algumas vacinas exigem mais de uma dose ao longo da infância.</p>
<p>Trump afirmou que a reformulação oferecerá às crianças uma proteção de “padrão-ouro” e aproximará o calendário americano do adotado por outros países desenvolvidos, alguns dos quais recomendam menos imunizações de forma universal. Especialistas ouvidos pela Reuters, no entanto, ressaltam que calendários nacionais não são diretamente comparáveis, porque os países enfrentam riscos diferentes de doenças e possuem sistemas de saúde distintos.</p>
<h2>O que diz a OMS</h2>
<p>Em entrevista coletiva em Genebra, nesta terça, o porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que as recomendações de vacinação da organização são fundamentadas em mais de 60 anos de pesquisas, além de análises de autoridades nacionais e de grupos independentes de especialistas.</p>
<p>Segundo ele, o momento adequado para a aplicação de cada vacina é definido a partir de estudos sobre a idade em que as pessoas ficam mais vulneráveis a determinadas doenças e sobre o desenvolvimento do sistema imunológico.</p>
<p>A OMS também destacou o papel dos grupos técnicos consultivos nacionais de imunização. Formados por especialistas de diferentes áreas, eles fornecem recomendações aos governos e aos responsáveis pelos programas de vacinação. Esses grupos levam em consideração, entre outras referências, as orientações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), da OMS.</p>
<p>“O que a OMS apresenta tem base científica”, afirmou Jašarević. Ele acrescentou que a entidade espera que os países utilizem as melhores evidências científicas disponíveis ao estabelecer suas políticas de vacinação.</p>
<h2>O que mudou nos Estados Unidos</h2>
<p>A nova política mantém como recomendações centrais as vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, coqueluche, tétano, difteria, Haemophilus influenzae tipo B (Hib), doença pneumocócica, HPV e varicela.</p>
<p>Com a reformulação, vacinas contra outras doenças, entre elas hepatite B, covid-19 e influenza, deixaram de integrar o conjunto de imunizações recomendadas de forma ampla para todas as crianças, segundo a Reuters.</p>
<p>A decisão dá continuidade a uma revisão da política de vacinação iniciada pelo governo Trump. Em dezembro de 2025, o presidente havia determinado que as autoridades de saúde comparassem o calendário dos Estados Unidos com o de outros países desenvolvidos e avaliassem mudanças nas recomendações.</p>
<p>A nova ordem também recomenda separar a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em três aplicações individuais. A MSD, fabricante de vacinas, afirmou que não há evidências científicas publicadas de benefício com a separação e alertou que a necessidade de aplicações distintas pode aumentar o risco de atrasos ou de doses não tomadas.</p>
<h2>Especialistas criticam redução</h2>
<p>A mudança provocou críticas de associações médicas, especialistas em saúde pública e fabricantes de vacinas nos Estados Unidos. Segundo esses grupos, não foram apresentadas novas evidências científicas que justifiquem a redução do calendário e as recomendações anteriores refletiam décadas de pesquisas e as necessidades epidemiológicas específicas do país.</p>
<p>Médicos também alertam que a mudança pode aumentar a vulnerabilidade de crianças a doenças que podem ser prevenidas pela vacinação e provocar confusão entre pais e responsáveis sobre quais imunizantes devem ser administrados e em que momento.</p>
<p>A reformulação é defendida pelo secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., que há anos questiona políticas de vacinação e já promoveu alegações relacionando vacinas ao autismo. Grandes estudos científicos e autoridades de saúde pública não encontraram evidências de relação causal entre vacinação e autismo.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Casa Branca</media:credit>
        <media:title>trump-pronunciamento</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Para diretor-geral da OMS, SUS é exemplo para o mundo</title>
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      <pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O diretor-geral da  Organização Mundial da Saúde (OMS),   Tedros Adhanom Ghebreyesus , afirmou nesta  terça-feira, 28 , que o  Sistema Único de Saúde (SUS)  é um exemplo para o mundo por oferecer atendimento universal a toda a população brasileira. A declaração foi feita durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro.</p>
<p>“O SUS é um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre toda a população. Com isso,  garante acesso às pessoas que não têm condições de pagar pelos serviços de saúde ”, declarou. Segundo ele, o Brasil demonstra que a saúde “deve ser para todos, não apenas para alguns”.</p>
<p>No mundo, poucas nações contam com um sistema de saúde com atendimento universal e gratuito e que inclua oferta de medicamentos e também tratamento odontológico, como ocorre no SUS. Cuba possui o  Sistema Nacional de Salud (SNS), que segue nesse molde. Sri Lanka e Brunei também têm modelos semelhantes.</p>
<p>O National Health Service (NHS), do Reino Unido, que costuma ser destacado pelas autoridades sanitárias, oferece atendimento gratuito e universal, porém  a cobertura de medicamentos e da assistência odontológica não é integral .</p>
<p>Microbiologista e pesquisador da malária, Tedros também ressaltou que a existência de um sistema universal não depende apenas do reconhecimento da saúde como um direito. “Saúde é escolha política e exige compromisso político”, disse.</p>
<p>Entre as  principais queixas dos usuários do SUS  estão a demora para marcar consultas, exames e cirurgias, a dificuldade de acesso a médicos especialistas e as longas filas de espera, problemas apontados repetidamente por pesquisas de opinião sobre o sistema. Também são recorrentes as reclamações sobre falta de medicamentos e as diferenças na qualidade do atendimento e da infraestrutura em diversas partes do país.</p>
<h2>Quantas pessoas são atendidas pelo SUS?</h2>
<p>Criado pela  Constituição Federal de 1988  e regulamentado pelas leis nº 8.080 e nº 8.142, ambas de  1990 , o SUS garante acesso gratuito aos serviços de saúde a toda a população brasileira, estimada pelo IBGE em  213,4 milhões de pessoas . O atendimento inclui consultas, exames, cirurgias, vacinação, transplantes, distribuição de medicamentos e ações de vigilância sanitária e epidemiológica.</p>
<p>No país,  cerca de 75% dos brasileiros não possuem plano de saúde privado , segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizados em maio de 2026. Mas mesmo o restante da população que paga por planos costuma acessar o SUS, seja para buscar vacinação, fazer transplante ou recorrer a tratamentos de alto custo.</p>
<p>A principal porta de entrada da rede pública é a Atenção Primária à Saúde (APS). De acordo com dados de dezembro de 2025, esse serviço alcançou  70,6% da população , o equivalente a  150,1 milhões de pessoas. Elas foram  cadastradas e acompanhadas por equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária. O trabalho da APS concentra ações como consultas, vacinação, acompanhamento de gestantes, controle de doenças crônicas como diabetes e prevenção.</p>
<h2>Por que o diretor-geral da OMS veio ao Brasil?</h2>
<p>Tedros veio ao Rio de Janeiro para participar da  26ª Conferência Internacional de Aids,  que acontece na cidade desde o dia  26 e se estende até a sexta-feira, 31 . O encontro, promovido pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), ocorre pela primeira vez na América do Sul e reúne pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e representantes da sociedade civil.</p>
<p>Na  segunda-feira, 27 , Tedros recebeu o título de  doutor honoris causa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) . A homenagem reconhece sua atuação na defesa da saúde universal, da equidade no acesso aos serviços e da cooperação internacional no enfrentamento de emergências sanitárias.</p>
<h2>Por dentro do SUS</h2>
<p>Criação:  Constituição de 1988 (saúde como direito universal) + Lei 8.080/1990, que regulamentou o sistema. Substituiu o modelo anterior, vinculado à Previdência Social.</p>
<p>Serviços oferecidos:</p>
<p>Cobertura:  100% da população, conforme a legislação; cerca de 75% dos brasileiros não possuem planos de saúde privados.</p>
<p>Financiamento:  impostos e contribuições sociais (federal, estadual e municipal).</p>
<h2>Sistemas públicos de saúde universais e gratuitos</h2>
<h2>Sistemas públicos universais com atendimento médico gratuito, mas sem gratuidade integral de medicamentos e/ou odontologia</h2>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Tomaz Silva/Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Epidemia de Aids pode retornar; Brasil teve aumento de novos casos em 15 anos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/epidemia-de-aids-pode-retornar</link>
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      <pubDate>Tue, 28 Jul 2026 11:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostra que há risco de a epidemia ressurgir. O estudo aponta que a redução do financiamento internacional e cortes nos serviços comunitários e de prevenção em vários países estão entre os fatores que podem levar a esse retorno.</p>
<p>Os dados foram apresentados na 26ª Conferência Internacional de Aids, que acontece no Rio de Janeiro até a sexta-feira, 31.</p>
<p>Segundo o relatório, em 2025, houve 1,2 milhão de novas infecções por HIV no mundo. Em 2010, esse número foi de 2,1 milhões. Isso representa uma queda de 42% no período.</p>
<p>Em relação às mortes relacionadas à Aids, entre 2010 e 2025, o número anual caiu de 1,3 milhão para 570 mil, uma redução de 57%.</p>
<p>De acordo com o Unaids, registros de novos casos e de mortes relacionadas à Aids estão nos níveis mais baixos dos últimos 30 anos.</p>
<p>Mas a resposta ao avanço da síndrome não é igual na análise por países. Ou seja, os esforços para acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030 – meta do programa – estão sob risco, “a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam abordadas”, como ressalta o Unaids.</p>
<p>Os índices de novas infecções por HIV, no período entre 2010 e 2025, aumentaram em três regiões (América Latina, 25%; Oriente Médio e norte da África,78%; e Europa Oriental e Ásia Central, 17%).</p>
<p>Na relação dos países, sob essa análise, 21 países tiveram aumento superior a 20%. Entre eles, o Brasil.</p>
<p>Por outro lado, sete nações alcançaram uma redução de aproximadamente 80% nas novas infecções desde 2010. A meta é chegar a 90% em 2030. Os sete países são: Benin, Eswatini (antiga Suazilândia), Quênia, Lesoto, Nepal, Ruanda e Zimbábue.</p>
<p>Além disso, 11 nações atingiram as metas de tratamento “95-95-95”. O conceito significa: 95% das pessoas que vivem com HIV sabem que estão infectadas; 95% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento com antirretrovirais; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida, condição que preserva a saúde e reduz o risco de transmissão a níveis próximos de zero.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as0uEnM6TFLdUQ5sD.png?width=800&height=600&quality=75" alt="O infográfico mostra a evolução dos quadros de novas infecções de HIV."/>
<h2>Brasil amplia acesso à profilaxia preventiva</h2>
<p>Apesar de estar na lista dos países que registraram aumento das novas infecções desde 2010, o Brasil tem números positivos em outra frente. O relatório indica que aumentou em 41% o número de pessoas que utilizaram PrEP (profilaxia pré-exposição) ao HIV pelo menos uma vez no ano, passando de 165 mil em 2024 para 233 mil em 2025. Esse crescimento é um exemplo de expansão da prevenção, em contraste com países que sofreram forte redução no acesso a esse tipo de profilaxia devido aos cortes de financiamento.</p>
<p>PrEP é um tratamento preventivo com medicamentos antirretrovirais destinado a pessoas sem HIV, mas com maior risco de infecção. Quando tomada corretamente, reduz de forma significativa a chance de adquirir o vírus.</p>
<h2>Cortes no financiamento ameaçam contenção de epidemia</h2>
<p>Como o relatório demonstra, o financiamento internacional para o HIV proveniente de diversos países caiu mais de US$ 1,5 bilhão, passando de US$ 8,8 bilhões em 2024 para US$ 7,3 bilhões em 2025, uma redução de 18% e o menor nível registrado em quase duas décadas.</p>
<p>O documento ressalta que os serviços de prevenção ao HIV eram amplamente financiados por recursos internacionais. Na África Subsaariana, 83% do financiamento para prevenção veio de apoio externo.</p>
<p>Na ausência do apoio de países e organismos doadores e sem investimentos domésticos mais robustos, os serviços de prevenção e a prestação de serviços de HIV liderados por comunidades correm risco de colapso.</p>
<h2>OMS: nove milhões de pessoas no mundo sem tratamento</h2>
<p>No mesmo dia da apresentação do relatório, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que, até o fim de 2025, cerca de 32 milhões de pessoas vivendo com HIV recebiam tratamento.</p>
<p>Mas nove milhões ainda não têm acesso à terapia preconizada pelas autoridades sanitárias. Outro ponto destacado pela OMS é que as novas infecções continuam aumentando em várias regiões, sobretudo entre populações-chave, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans e pessoas privadas de liberdade.</p>
<h2>Quais são os novos medicamentos de prevenção?</h2>
<p>Apesar dos desafios, o Unaids afirma que a ciência oferece uma oportunidade inédita para melhorar o controle da epidemia. Começa a chegar ao mercado uma nova geração de medicamentos de longa duração, indicados para prevenir a infecção pelo HIV em pessoas que não têm o vírus, mas apresentam maior risco de exposição. Um deles é o cabotegravir, aplicado por injeção a cada dois meses e já recomendado pela OMS.</p>
<p>Outro é o lenacapavir, aplicado por injeção apenas duas vezes ao ano. Em estudos clínicos, ele demonstrou um nível de proteção contra o HIV comparável ao das vacinas, embora não funcione como uma vacina tradicional.</p>
<p>Para o programa da ONU, o principal desafio deixou de ser o desenvolvimento dessas tecnologias e passou a ser garantir sua produção em escala e o acesso equitativo, especialmente nos países de baixa e média renda.</p>
<p>No Brasil, uma dessas inovações pode chegar ao SUS. Na segunda-feira, 27, o Ministério da Saúde informou que enviará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) o pedido para incluir o cabotegravir, da ViiV Healthcare, empresa controlada majoritariamente pela GSK. O governo teria acertado com o laboratório um “valor adequado” para a compra (os números não foram revelados).</p>
<p>Já o lenacapavir, da Gilead Sciences, ficou de fora. O medicamento custa cerca de US$ 28,2 mil por pessoa ao ano nos Estados Unidos — aproximadamente R$ 136 mil —, mas ainda não tem preço comercial oficial no país. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a fabricante recusou a proposta do governo mesmo após o Brasil aceitar pagar até dez vezes o preço oferecido a nações como Indonésia e Tailândia.</p>
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