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    <title>Global South World Brasil - Notícia Boa</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Nobel de Medicina premia técnica que usa luz para desvendar o cérebro</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 14:24:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma pequena alga que nada em direção à luz ajudou a criar uma das ferramentas mais poderosas para estudar o cérebro. A descoberta rendeu nesta segunda-feira, 5, o Nobel de Medicina de 2026 aos pesquisadores Karl Deisseroth, dos Estados Unidos, e Peter Hegemann e Georg Nagel, ambos da Alemanha.</p>
<p>Os três foram premiados pelos estudos que levaram à optogenética, método que permite aos cientistas usar luz para ativar ou desativar tipos específicos de neurônios. Com ela, tornou-se possível investigar com uma precisão antes inimaginável quais circuitos do cérebro estão envolvidos em funções como memória, medo, prazer, atenção, sono e comportamento social. </p>
<p>A história começou na década de 1990. O biofísico Hegemann, professor sênior de neurociência na Universidade Humboldt de Berlim, queria entender como a  Chlamydomonas , uma alga unicelular, conseguia perceber a luz e nadar rapidamente em direção a ela. A reação era extraordinariamente veloz: apenas meio milissegundo depois de a luz atingir uma pequena estrutura sensível na alga, surgia um impulso elétrico.</p>
<h3>Da alga para os neurônios</h3>
<p>A investigação levou Hegemann e o também biofísico Nagel, professor de fisiologia molecular de plantas na Universidade de Würzburg, à descoberta das canalrodopsinas, proteínas que funcionam como canais na membrana das células. </p>
<p>Quando atingidas pela luz, elas se abrem e permitem a passagem de partículas eletricamente carregadas, os íons. O resultado é um sinal elétrico. Mais importante: os pesquisadores perceberam que era possível inserir o gene responsável pela produção dessas proteínas em outras células e torná-las sensíveis à luz. </p>
<p>Foi aí que entrou o psiquiatra e neurocientista Karl Deisseroth, professor de bioengenharia e de psiquiatria e ciências do comportamento da Universidade Stanford,  que já buscava uma maneira de controlar com precisão a atividade dos neurônios. Ao conhecer a descoberta da canalrodopsina-2, ele escreveu a Nagel e pediu acesso ao DNA responsável pela produção da proteína. </p>
<p>Com o material em mãos, introduziu o gene em neurônios de ratos cultivados em laboratório e descobriu que podia produzir um impulso nervoso simplesmente iluminando as células com luz azul. O resultado foi publicado em 2005.</p>
<p>Dois anos depois, o método já funcionava no cérebro de camundongos vivos. Os pesquisadores inseriram o gene em determinados neurônios da região cerebral responsável pelos movimentos e fizeram a luz chegar até eles por uma fibra óptica. Dessa forma, conseguiram controlar o movimento dos bigodes dos animais. </p>
<p>Nascia a optogenética, combinação de genética e luz para controlar a atividade de células específicas.</p>
<h3>Uma janela para entender o cérebro</h3>
<p>O avanço resolveu um problema que acompanhava a neurociência havia décadas. Os cientistas conseguiam associar determinadas regiões cerebrais a funções do organismo, mas tinham dificuldade para demonstrar exatamente quais células causavam determinada resposta.</p>
<p>Com a optogenética, passaram a poder ligar ou desligar circuitos neurais específicos e observar o que acontecia. Desde então, cientistas identificaram circuitos relacionados à dor, sede, alimentação, recompensa, atenção e comportamento social, além de células envolvidas no controle do ritmo circadiano e até na produção da febre durante uma resposta do sistema imunológico. </p>
<p>Um dos experimentos mais marcantes ocorreu em 2012. Cientistas identificaram os neurônios ativados quando camundongos vivenciaram uma situação de medo. Mais tarde, ao reativar essas mesmas células, os animais voltaram a demonstrar medo mesmo sem estarem diante do perigo. O experimento permitiu mostrar quais células nervosas eram necessárias para uma memória específica. </p>
<p>“A optogenética oferece oportunidades de mapear o cérebro de uma forma com a qual antes só podíamos sonhar”, afirmou Per Svenningsson, presidente do Comitê Nobel de  Medicina.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as6AcswIfB6sKpi3t.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Ilustração do Nobel para os ganhadores em medicina: Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel. "/>
<h3>Da pesquisa para possíveis tratamentos</h3>
<p>A técnica é, sobretudo, uma ferramenta de pesquisa, mas o conhecimento produzido com ela já ampliou a compreensão de transtornos e doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, Alzheimer e Parkinson. E começam a surgir tentativas de levar seus princípios para a medicina. </p>
<p>Uma das frentes mais promissoras envolve pessoas que perderam a visão por retinite pigmentosa, doença que destrói células da retina responsáveis pela captação da luz. Em estudos clínicos, pesquisadores introduziram na retina uma proteína semelhante à canalrodopsina. Em um dos casos descritos pelo Comitê Nobel, uma pessoa cega recuperou parcialmente a capacidade visual e, com óculos especiais que emitem luz, conseguiu distinguir e pegar objetos sobre uma mesa. </p>
<p>Também há expectativa de que a técnica possa, no futuro, tornar implantes cocleares mais precisos ao estimular o nervo auditivo com luz em vez de eletricidade. </p>
<p>Deisseroth, Hegemann e Nagel dividirão igualmente o prêmio de 12 milhões de coroas suecas atribuído pelo Nobel.</p>
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        <media:credit role="provider">Divulgação/ Nobel Prize</media:credit>
        <media:title>cérebr-interruptor</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Escolas brasileiras terão nova política nacional de educação ambiental: entenda o que muda</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/escolas-brasileiras-terao-nova-politica-nacional-de-educacao-ambiental-entenda-o-que-muda</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 20:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As escolas brasileiras terão novas diretrizes para trabalhar educação ambiental, com a criação de uma política nacional pelo Ministério da Educação (MEC) que prevê a inclusão de temas como mudanças climáticas, preservação do meio ambiente e prevenção de desastres nas redes de ensino.</p>
<p>A medida foi formalizada pela Portaria nº 734, de 25 de setembro de 2026, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).</p>
<p>O objetivo, segundo a pasta, é ampliar a presença da educação ambiental nos currículos e nas atividades das escolas, além de apoiar a formação continuada de profissionais da educação e da comunidade escolar.</p>
<p> O texto também prevê iniciativas voltadas à percepção de riscos e vulnerabilidades diante de desastres socioambientais, ao enfrentamento da perda de biodiversidade e à preparação das redes de ensino para os efeitos das mudanças do clima.</p>
<p>A adesão à Pneae será feita pelas próprias redes de ensino. A política prevê atenção especial a regiões consideradas mais vulneráveis aos riscos climáticos e socioambientais, levando em conta as características de cada território. Assim, a implementação poderá considerar situações específicas enfrentadas por comunidades escolares expostas a eventos extremos e outros impactos ambientais.</p>
<h2>O que está previsto para as escolas</h2>
<p>A operacionalização da política será organizada em seis eixos; entre eles, a coordenação entre os diferentes níveis de governo, a formação de profissionais, o reconhecimento e compartilhamento de práticas, a educação popular e a ação climática, a prevenção e adaptação a riscos e emergências socioambientais e climáticas e o monitoramento das ações.</p>
<p>A proposta também cria uma estrutura de governança para apoiar a implementação da política. A chamada Rede de Governança Executiva será formada por coordenadores estaduais e distrital de Educação Ambiental Escolar, agentes de Governança de Educação Ambiental Escolar e agentes Territoriais de Educação Ambiental.</p>
<p>Entre as atribuições previstas está o apoio a gestores escolares e redes de ensino na elaboração e implementação de protocolos e planos relacionados às emergências climáticas. Isso inclui Protocolos Escolares para Emergência Climática, Planos de Adaptação Climática da Infraestrutura Escolar e Planos Escolares para Prevenção, Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas.</p>
<p>A política havia sido anunciada pelo governo federal durante a COP30, realizada em Belém, no Pará, em novembro de 2025. Agora, a portaria formaliza a iniciativa e estabelece sua estrutura de implementação na educação básica.</p>
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        <media:credit role="provider">Rovena Rosa/Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cinema de rua ganha novas salas e recupera lugares históricos pelo Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cinema-de-rua-ganha-novas-salas</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 15:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem assistiu a “O Agente Secreto”, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, viu um cinema de rua ocupar papel de destaque na história. Inaugurado em 1952 às margens do rio Capibaribe, no Recife, o Cinema São Luiz é um dos principais cenários do filme estrelado por Wagner Moura.</p>
<p>Fora das telas, cinemas como o São Luiz ajudam a contar outra história. Depois de décadas em que boa parte deles migrou para os shopping centers, mais salas estão surgindo nas ruas de cidades brasileiras, enquanto espaços históricos são recuperados e voltam a receber público.</p>
<p>O exemplo mais recente está em São Paulo. Nesta sexta-feira, 2, a Vila Madalena ganha seu primeiro cinema de rua. Instalado na rua Girassol, o Cine Tutu nasce com 114 lugares e uma proposta que procura aproximar a experiência da tela grande e a vida do bairro.</p>
<p>Na véspera da inauguração oficial, o cinema recebe uma sessão especial do documentário “Naza”, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, que examina as vítimas civis das operações militares de Israel em Gaza e os sistemas por trás dos assassinatos seletivos de palestinos. A programação já está definida e os ingressos para as primeiras sessões estão à venda. Entre os títulos estão “As Dores do Mundo: Hyldon”, sobre a trajetória do cantor e compositor baiano, e “Digger”, com Tom Cruise, que faz um magnata bilionário do petróleo.</p>
<p>Idealizado por Paulo Velasco, também à frente do Cinesala, cinema de rua paulistano, no bairro de Pinheiros, o Tutu ocupa um imóvel originalmente concebido para ser um teatro, mas que permaneceu por anos sem uso. O projeto arquitetônico é de Isay Weinfeld.</p>
<p>A sala tem tela de 8,90 por 3,72 metros, projetor a laser com resolução 4K e som digital Dolby 7.1. As poltronas têm estampa floral e, antes de chegar à sala de exibição, o público atravessa espaços concebidos também para a convivência.</p>
<p>Logo na entrada fica uma unidade do Barouche, café-bar aberto mesmo para quem não vai ao cinema. Há ainda uma arquibancada com almofadas e áreas de estar. A proposta é fazer com que o público permaneça no espaço antes ou depois das sessões.</p>
<p>“O cinema de rua tem uma relação muito particular com a cidade. Você não vai apenas assistir a um filme: sai de casa, atravessa o bairro, encontra pessoas, passa pelo bar, conversa antes ou depois da sessão”, afirma Velasco. A intenção, de acordo com ele, é levar o Cine Tutu faça parte da vida na cidade e “que aproxime diferentes públicos do cinema”.</p>
<p>O Cine Tutu também tem como sócios Alfredo Setubal, sócio da Editora Todavia; Marcos Nisti, empreendedor social, sócio-fundador da Maria Farinha Filmes e vice-presidente do Instituto Alana; e Mariana Lucas, pesquisadora e professora de Cinema e Audiovisual da Faap e especialista em história e teoria do cinema, como investidores e conselheiros da iniciativa.</p>
<p>A programação reunirá produções brasileiras e internacionais, lançamentos, cinema de arte, sessões temáticas e mostras. Já no primeiro mês de funcionamento, o Tutu fará parte do circuito da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asrIo87eu0f0R1aa2.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Com 144 lugares, a sala do Cine Tutu tem assentos com estampa floral."/>
<h2>Salas de diferentes gerações em São Paulo</h2>
<p>A capital paulista mantém cinemas de rua de diferentes épocas e dimensões. O próprio Cinesala funciona em um endereço dedicado ao cinema desde 1962, quando ali foi inaugurado o Cine Fiammetta. Depois de passar por diferentes nomes e administrações, o espaço foi reformado e reaberto como Cinesala em 2014.</p>
<p>Em Perdizes, o Cine LT3 representa uma geração mais recente de pequenos cinemas de bairro. Aberto em 2022 na rua Apinajés, mantém programação de filmes brasileiros e estrangeiros em uma sala de poucas dezenas de lugares.</p>
<p>No centro, o PlayArte Multiplex Marabá preserva um endereço da antiga Cinelândia Paulistana. Inaugurado em 1945, o antigo Cine Marabá nasceu com uma única e enorme sala. Depois de uma reforma, reabriu em 2009 transformado em um complexo de cinco salas.</p>
<p>Outro endereço histórico prepara uma volta ainda mais simbólica. O antigo Cine Copan, no térreo do edifício projetado por Oscar Niemeyer, está fechado há quase quatro décadas e será transformado no Nu Cine Copan.</p>
<p>O espaço terá cerca de 440 lugares, tela LED de 17 metros e sistema de som Dolby Atmos. Neste ano, recebeu temporariamente o espetáculo “Hamlet, sonhos que virão”, antes do início das obras. A reforma começou em maio e tem conclusão prevista para junho de 2027. Só depois dessa etapa o espaço deverá entrar em funcionamento como cinema.</p>
<h2>Rio recupera cinemas de rua</h2>
<p>No Rio de Janeiro, o movimento recente tem outra característica. Em vez de se concentrar na abertura de salas privadas inteiramente novas, a cidade vem recuperando cinemas em diferentes regiões.</p>
<p>Entre eles está o CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras. O endereço estava sem cinema desde 2008 e voltou a funcionar com duas salas.</p>
<p>Também passaram por recuperação ou modernização espaços como o Ponto Cine, em Guadalupe; o Cine Santa, em Santa Teresa; o CineCarioca Penha e o CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão.</p>
<p>A Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) também reabriu sua sala de exibição em março de 2025 após uma ampla modernização, com novos equipamentos de projeção, áudio e iluminação.</p>
<p>As iniciativas fazem parte de um movimento da prefeitura para recuperar cinemas de rua. A RioFilme informa que sete espaços passaram por reformas, reaberturas ou modernizações nos últimos anos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asuNQpkfraHACfGCR.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras, retomou um espaço que estava sem cinema desde 2008."/>
<h2>Uma nova sala em Salvador</h2>
<p>Em Salvador, um dos exemplos mais recentes está longe dos tradicionais circuitos culturais do centro da cidade.</p>
<p>O Cine Lankiana foi inaugurado em janeiro de 2025 no Quilombo do Coqueiro Grande, na região de Cajazeiras. Criado pelo Instituto Audiovisual Mulheres de Odun, tem 48 lugares e programação de produções brasileiras e estrangeiras.</p>
<p>Em setembro, o espaço recebeu parte da programação da Mostra de Cinemas Africanos, com produções de países como Senegal e Quênia.</p>
<p>Com isso, a programação cultural de Salvador ganhou uma nova sala, após a cidade ter perdido grande parte de seus antigos cinemas de rua. Entre os que permanecem está o Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. O endereço abrigou o antigo Cine Guarany, inaugurado em 1919. Depois de fechar em 1998, foi recuperado e voltou a funcionar como complexo cinematográfico em 2008.</p>
<h2>No Recife, o cinema que virou personagem</h2>
<p>A capital pernambucana se destaca pela recuperação de cinemas que fazem parte da memória da cidade. Inaugurado em 1952 na rua da Aurora, o São Luiz se tornou um dos mais emblemáticos cinemas de rua do país. Fechado por mais de dois anos para obras estruturais, reabriu em 2024. Em janeiro deste ano, passou por uma nova intervenção para recuperação do forro, modernização da climatização e melhorias de acessibilidade.</p>
<p>Em julho, voltou a manter sessões permanentes de quarta-feira a domingo. O prédio também passou a abrigar o Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano.</p>
<p>E a relação entre a sala e o cinema ganhou uma nova dimensão com “O Agente Secreto”. Ambientado no Recife de 1977, o filme – que entrou na disputa do Oscar – transformou o São Luiz em parte da própria narrativa. O personagem interpretado por Carlos Francisco trabalha como projecionista, e o interior da sala aparece em momentos importantes da história.</p>
<p>Recife prepara ainda a retomada de outro cinema de rua. O Teatro Apolo, no Recife Antigo, deverá voltar a receber sessões de cinema até o fim de 2026.</p>
<p>O espaço ganhou uma sala de exibição em 1996, mas as sessões foram interrompidas em 2016 por problemas técnicos. O projeto de recuperação prevê obras e novos equipamentos para que o cinema volte a funcionar uma década depois.</p>
<p>Os exemplos de São Paulo, Rio, Salvador e Recife mostram que as salas de cinema oferecem mais do que títulos de filmes: são acessos para uma relação maior com a vida do bairro e da cidade.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Musculação começa a mudar metabolismo da gordura antes da perda de peso, mostra estudo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/musculacao-metabolismo-da-gordura-estudo</link>
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      <pubDate>Mon, 28 Sep 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os resultados da musculação podem começar muito antes de aparecerem no espelho ou na balança. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que um curto período de treinamento de força foi suficiente para provocar mudanças importantes no metabolismo da gordura de camundongos obesos, mesmo sem que os animais perdessem peso.</p>
<p>Depois de sete sessões de treinamento, mecanismos envolvidos na quebra da gordura estavam mais ativos. Os animais também apresentavam menor quantidade de gordura mesentérica — a localizada ao redor do intestino — e células de gordura menores.</p>
<p>Publicado na revista científica  Life Sciences , o trabalho procurou identificar o que acontece no tecido adiposo no início da prática de exercícios de força, antes que a perda de peso possa, por si só, provocar alterações no organismo.</p>
<p>Os pesquisadores concluíram que o treinamento de curta duração foi capaz de começar a reverter alterações provocadas pela obesidade no metabolismo da gordura. Isso reforça o papel da musculação não apenas no ganho e na preservação da massa muscular, mas também como estratégia para a saúde metabólica.</p>
<h2>O que aconteceu dentro das células</h2>
<p>Para entender o resultado, é preciso olhar para o que acontece dentro de uma célula de gordura. Os adipócitos funcionam como reservatórios de energia: armazenam gordura, principalmente na forma de triglicérides, e podem liberá-la quando o organismo precisa utilizá-la. Esse processo de mobilização da gordura armazenada é chamado de lipólise.</p>
<p>Na obesidade, porém, esse mecanismo pode ficar prejudicado. Foi o que os pesquisadores encontraram nos camundongos obesos sedentários: uma importante engrenagem molecular responsável por colocar a gordura armazenada em circulação estava funcionando abaixo do esperado.</p>
<p>Entre as proteínas envolvidas nesse sistema estão PLIN1, ABHD5 e ATGL. A primeira ajuda a controlar o acesso à gordura armazenada dentro da célula. Diante de determinados estímulos, como o exercício, ela passa por uma alteração que permite liberar a ABHD5. Esta, por sua vez, ativa a ATGL, uma enzima que participa do início da quebra dos triglicérides.</p>
<p>É como retirar uma trava que dificultava o acesso à gordura estocada: depois das sessões de treinamento, esse sistema voltou a ser acionado com maior intensidade.</p>
<p>A musculação aumentou a quantidade de ABHD5 e ativou outros marcadores ligados à lipólise. Ao mesmo tempo, reduziu a expressão do gene  Scd1 , relacionado à formação de gordura. Em outras palavras, os pesquisadores observaram mudanças nas duas pontas do processo: mecanismos associados ao armazenamento ficaram menos ativos, enquanto os envolvidos na quebra da gordura ganharam atividade.</p>
<p>“A população tem uma ideia de que fez musculação por dois meses, não emagreceu e, portanto, não adiantou nada. Mas o que vimos nesse estudo é que, com apenas sete dias de treinamento de força, mesmo quando ainda não havia perda de peso, vias moleculares que favorecem o acúmulo de gordura estavam menos ativas, enquanto aquelas que estimulam a quebra estavam mais ativas”, afirmou  Leandro Moura, professor da Unicamp e um dos autores do estudo, à Agência Fapesp.</p>
<h2>Células de gordura ficaram menores</h2>
<p>A mudança não apareceu apenas nas análises moleculares. Os pesquisadores encontraram menor massa de tecido adiposo mesentérico nos camundongos obesos que se exercitaram em comparação com os obesos sedentários. Os adipócitos também diminuíram de tamanho.</p>
<p>Esse é um dado relevante porque  o tecido adiposo não funciona simplesmente como um lugar onde o corpo guarda calorias. Ele participa da regulação do metabolismo e libera hormônios e outras substâncias que atuam no organismo. Na obesidade, o aumento excessivo dos adipócitos está relacionado à disfunção desse tecido.</p>
<p>O foco dos cientistas foi justamente o tecido adiposo mesentérico, localizado ao redor dos intestinos e utilizado no experimento como modelo de gordura visceral. Em seres humanos, o excesso de gordura visceral — acumulada profundamente no abdôme, ao redor dos órgãos — está associado a maior risco metabólico.</p>
<h2>Por que estudar apenas sete sessões?</h2>
<p>O período curto foi uma escolha importante do experimento.</p>
<p>Os camundongos obesos foram divididos entre animais sedentários e animais submetidos ao treinamento de força. Durante o estudo, ambos continuaram recebendo a mesma dieta rica em gordura. Dessa forma, os pesquisadores procuraram isolar o efeito do exercício e observá-lo antes que o próprio emagrecimento começasse a alterar o metabolismo.</p>
<p>Para simular o esforço de uma sessão de musculação, os animais subiam uma escada carregando uma carga presa ao corpo. O treinamento foi realizado a 70% da capacidade de carga de cada animal.</p>
<p>Ao final das sete sessões, o peso corporal não havia mudado. Dentro do tecido adiposo, porém, as alterações já estavam em curso. O resultado ajuda a mostrar por que a balança não conta toda a história sobre os efeitos do exercício.</p>
<p>“Mesmo que a gente não esteja vendo nada ainda a olho nu, metabolicamente, lá dentro do nosso organismo, várias sinalizações benéficas para a saúde, inclusive para o emagrecimento, estão acontecendo”, reforçou Moura.</p>
<h2>Musculação não serve apenas para ganhar músculos</h2>
<p>Os resultados também acrescentam evidências a uma visão mais ampla sobre o papel do treinamento de força. Estudos anteriores já tinham mostrado que exercícios aeróbicos de curta e longa duração reduzem gordura corporal e ativam proteínas envolvidas na lipólise. Também existiam evidências dos efeitos do treinamento de força realizado por períodos mais longos.</p>
<p>O que faltava compreender era o que acontece logo no início do treinamento de força: se ele seria capaz de acionar esses mecanismos moleculares antes mesmo de aparecer uma redução significativa do peso corporal. É justamente essa lacuna que o estudo procurou investigar.</p>
<p>Para Moura, como declarou à Agência Fapesp,  os achados ajudam a afastar a ideia de que o exercício aeróbico seria destinado ao emagrecimento enquanto a musculação serviria apenas para aumentar músculos. Segundo ele, os dois tipos de exercício ativam vias semelhantes, em intensidades diferentes, e também vias diferentes.  Por isso, a associação dos dois continua sendo a melhor recomendação e a melhor estratégia para quem quer emagrecer.</p>
<h2>Resultado ainda precisa ser confirmado em humanos</h2>
<p>O estudo traz uma limitação fundamental: foi realizado com camundongos, e não com pessoas. Portanto, não é possível concluir que sete sessões de musculação produzirão em seres humanos as mesmas alterações observadas no experimento.</p>
<p>Além disso, foram estudados apenas animais machos, e os pesquisadores analisaram um único depósito de gordura. O próprio artigo ressalta ainda que são necessários novos experimentos para medir diretamente o fluxo de lipídios, já que parte dos resultados se baseia em alterações de genes, proteínas e outros marcadores associados à lipólise.</p>
<p>A equipe pretende agora acompanhar períodos mais longos de treinamento para verificar como essas respostas evoluem quando começa a ocorrer perda de peso. Também estão sendo investigados os efeitos do exercício em outros depósitos de gordura, inclusive o localizado ao redor do coração.</p>
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        <media:credit role="provider">Pixabay/ Steve Buissinne</media:credit>
        <media:title>musculacao-exercicios</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Festival gratuito em SP debate como viver por mais tempo — e bem</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/festival-como-viver-por-mais-tempo-e-bem</link>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 20:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Como você imagina sua vida a caminho dos 100 anos? Viajando? Morando só? Trabalhando? Às voltas com algum projeto? A pergunta que há algumas décadas poderia parecer improvável ganha cada vez mais sentido — e está no centro de um festival gratuito que começou nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, e que vai até o sábado, 26.</p>
<p>O  8º Fórum e Festival Longevidade — Reimaginando Futuros  acontece no Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera. São mais de 200 horas de programação e mais de 300 debatedores, entre pesquisadores, artistas, especialistas, gestores públicos, organizações sociais e representantes de empresas.</p>
<p>A programação é extensa porque viver mais mexe com praticamente tudo: saúde, trabalho, dinheiro, moradia, relações familiares, cultura e até a maneira como as cidades são desenhadas.</p>
<p>Um dado apresentado pela organização ajuda a mostrar a transformação. O Brasil já reúne 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos, número que cresceu cerca de 60% na última década. Uma em cada cinco pessoas em idade ativa já pertence a essa faixa etária.</p>
<p>Por isso, o futuro do trabalho terá espaço importante no encontro. Haverá discussões sobre profissionais seniores, equipes formadas por diferentes gerações, novas formas de construir uma carreira e o valor do conhecimento acumulado ao longo da vida.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as9HAZvz1Jp5WJNT0.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Evento reúne mais de 300 palestrantes."/>
<h2>Saúde, menopausa e até calor extremo</h2>
<p>Uma parte da programação se concentra em como chegar às idades mais avançadas com saúde, autonomia e qualidade de vida. Vacinação, imunidade, menopausa, medicamentos, atividade física e saúde mental estão entre os assuntos previstos.</p>
<p>As mudanças climáticas também entram na programação, com discussões sobre os efeitos das ondas de calor na saúde e na qualidade de vida das pessoas mais velhas.</p>
<p>Haverá ainda atividades práticas, como yoga, caminhada, movimento e mindfulness.</p>
<p>Outro assunto que ganha importância à medida que a população envelhece é o cuidado. Quem cuidará de uma população que vive cada vez mais? E quem cuida de quem dedica a vida a cuidar dos outros?</p>
<p>Painéis vão discutir a formalização da profissão de cuidador, o financiamento dos cuidados de longa duração e a divisão dessa responsabilidade entre famílias, Estado, serviços e sociedade.</p>
<h2>Como será você aos 100 anos?</h2>
<p>Uma das experiências mais curiosas do festival é o “Túnel do Tempo”. Com inteligência artificial generativa e fundamentos científicos, a atividade convida cada participante a imaginar a própria vida aos 100 anos.</p>
<p>A programação vai além dos debates. Estão previstos filmes, shows, oficinas, lançamentos de livros e atividades de convivência.</p>
<p>O encontro também recebe discussões internacionais. A programação inclui o II Congresso Internacional Cidades Amigas do Idoso e o III Congresso Internacional Envelhecer com Futuro, além da participação de especialistas ligados ao Fórum Econômico Mundial (WEF) e à Global Initiative on Ageing and Longevity, iniciativa ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<h2>E onde vamos morar?</h2>
<p>Chegar aos 90 ou 100 anos com autonomia depende também do lugar onde se vive.</p>
<p>Por isso, outra pergunta proposta pelo festival é bastante concreta: nossas casas e cidades estão preparadas para uma vida de 100 anos?</p>
<p>Os debates passam por habitação, mobilidade, acessibilidade, tecnologia e segurança dentro de casa. A discussão inclui desde calçadas e transporte até museus, teatros e bibliotecas capazes de receber pessoas com diferentes condições de mobilidade.</p>
<p>Uma atividade leva essa discussão para fora das salas. Em “Caminhando pela Cidade: Uma Experiência de Acessibilidade”, na sexta-feira, 25, das 11h30 às 12h30, os participantes serão convidados a percorrer o espaço urbano identificando barreiras encontradas pelo caminho.</p>
<h2>Dinheiro para uma vida mais longa</h2>
<p>Há ainda uma questão bastante prática: se a vida fica mais longa e a trajetória profissional muda, o planejamento financeiro também precisa mudar.</p>
<p>O evento dedica um eixo às finanças e à capacidade do sistema financeiro de acompanhar pessoas que vivem mais e podem ter carreiras menos lineares. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) participa dessa discussão.</p>
<p>Tecnologia e novos negócios completam a programação. Os debates incluem acessibilidade digital, mercado 50+ e as chamadas AgeTechs e SeniorTechs — empresas que desenvolvem produtos e serviços pensando nas necessidades de uma população mais velha.</p>
<p>No fundo, assuntos tão diversos convergem para uma questão: já que estamos vivendo mais, como transformar esse tempo adicional em anos com saúde, autonomia, participação social e espaço para novos projetos?</p>
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        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>mulher-viagem</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Laranjeiras e República estão entre os bairros mais legais do mundo</title>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dois bairros brasileiros estão entre os 40 mais legais do mundo em 2026, segundo  ranking da revista britânica Time Out . Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aparece na 17ª posição, enquanto República, no centro de São Paulo, ocupa o 25º lugar.</p>
<p>O levantamento é liderado por Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, seguido pelo distrito de L'Ocean, em Rabat, no Marrocos, e Neos Kosmos, em Atenas, na Grécia.</p>
<p>Segundo a  Time Out , os bairros foram inicialmente indicados por uma rede internacional de especialistas locais. Depois, um painel de editores avaliou os selecionados a partir de fatores como gastronomia, vida noturna, cultura, negócios locais, qualidade de vida e senso de comunidade para definir a classificação final.</p>
<h2>Laranjeiras é o brasileiro mais bem colocado</h2>
<p>Na 17ª colocação, Laranjeiras é o bairro brasileiro mais bem posicionado na lista. Ao apresentar a região, a revista destaca diferentes períodos de sua história, desde as plantações de laranja que deram origem ao nome até a transformação em área residencial da aristocracia carioca e, posteriormente, em polo da indústria têxtil.</p>
<p>Atualmente, a  Time Out  ressalta as ruas arborizadas, os edifícios residenciais, os bares tradicionais e a oferta cultural. Entre os exemplos está a feira realizada aos sábados na Rua General Glicério, que reúne gastronomia e apresentações de choro.</p>
<p>A revista também aponta mudanças recentes, como a reabertura do Cine Carioca José Wilker após 16 anos, as transformações no Mercadinho São José, a abertura de uma nova livraria e a chegada de restaurantes.</p>
<p>Laranjeiras aparece à frente de bairros de cidades como Chicago, Singapura, Buenos Aires, Mumbai, Lisboa, Nova York, Paris e Londres.</p>
<h2>República ocupa 25º lugar</h2>
<p>Em São Paulo, a República ocupa a 25ª posição. Localizado no centro da capital paulista, o bairro é apresentado pela revista pela combinação de edifícios históricos e modernistas com restaurantes, bares, galerias, livrarias e outros espaços culturais.</p>
<p>Um dos principais pontos citados é o Edifício Copan. O complexo residencial reúne, no térreo, restaurantes como Bar da Dona Onça e Cuia, além de cafés, lojas, livrarias e a galeria Pivô.</p>
<p>A  Time Out  também destaca A Casa do Porco, o Edifício Itália e instituições culturais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade. Outro local mencionado é o recém-inaugurado Espaço República, que reúne estúdios e áreas destinadas a exposições. A vida noturna também aparece entre os atrativos citados.</p>
<p>Morador da região há cerca de 20 anos, o chef e empresário Olivier Anquier considera a inclusão da República no ranking um reconhecimento de um processo que acompanha há duas décadas.</p>
<p>“Faz 20 anos que eu estou esperando esse momento, essa consagração. Quando eu cheguei aqui para morar no Edifício Esther, esse prédio icônico da arquitetura modernista brasileira, eu sabia que esse dia ia chegar”, afirmou.</p>
<p>Anquier também relaciona o reconhecimento internacional  às mudanças observadas no entorno da Praça da República ao longo desse período.</p>
<p>“Fico muito feliz de ter tido essa visão, essa certeza, de ter capinado ao longo desses 20 anos para ajudar a fazer com que a Praça da República, o bairro da República, chegasse a esse reconhecimento internacional”, disse.</p>
<h2>Transformação do centro é vista de formas diferentes</h2>
<p>Ao apresentar o ranking, a Time Out destaca mudanças recentes nos centros urbanos, com a abertura de novas casas de shows, galerias, cafeterias e outros estabelecimentos, além do retorno de trabalhadores a essas regiões.</p>
<p>Para o arquiteto e urbanista Alex Sartori, pesquisador de temas ligados ao desenvolvimento urbano e às transformações do centro de São Paulo, há uma mudança em andamento na região. Ele questiona, no entanto, o uso do termo “revitalização” para definir esse processo.</p>
<p>“Não há dúvidas de que existe uma transformação em curso no centro de São Paulo, mas eu não trato isso por revitalização. Esse termo significa ‘dar nova vida’ ou ‘dar vida novamente’, o que implica que antes não havia vida ou que ela era ruim, e isso não é verdade”, afirmou.</p>
<p>Segundo Sartori, o centro nunca deixou de ser uma área intensamente ocupada e com grande concentração de empregos. Para ele, o que mudou ao longo das últimas décadas foi o perfil das atividades econômicas e dos grupos que ocupam e circulam pelo local.</p>
<p>Com a transferência de sedes de empresas para outros eixos da cidade, como as regiões das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, o centro passou a concentrar mais atividades ligadas ao comércio e aos serviços populares, além de universidades e escritórios de profissionais autônomos, segundo o arquiteto.</p>
<p>“Em uma sociedade tão desigual como a nossa, o que aconteceu com o centro é uma expressão da nossa desigualdade. Só que, quando ela acontece no centro, isso incomoda. Quando acontece na periferia, não vira pauta”, disse.</p>
<p>Na avaliação de Sartori, características urbanas preservadas ao longo das décadas, como a oferta de transporte, os menores tempos de deslocamento e a concentração de atividades comerciais e culturais, voltaram a atrair investimentos.</p>
<p>“O centro aparece como uma reserva de área que mantém qualidades que nunca foram perdidas e que têm sido reforçadas nos últimos anos, como a acessibilidade, os curtos tempos de deslocamento, a densidade de atividades comerciais, culturais, etc”, afirmou.</p>
<p>O arquiteto também questiona os critérios de rankings como o da  Time Out . “Esses rankings não têm critérios objetivos de avaliação e estão misturados com interesses comerciais e imobiliários”, avaliou.</p>
<p>Para Sartori, as mudanças no centro ainda levantam outra discussão: “Quem de fato poderá usufruir dessas melhorias que estão sendo feitas no centro e quem será expulso?”.</p>
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        <media:credit role="provider">Wilfredor/Wikimedia Commons</media:credit>
        <media:title>Vista da Avenida Ipiranga, nas proximidades da Praça da República, no centro de São Paulo.</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
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      <title>Produção agrícola do Brasil alcança valor recorde de R$ 927 bilhões</title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A produção agrícola brasileira alcançou em 2025 o maior valor já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais culturas do país movimentaram R$ 927,2 bilhões, crescimento nominal de 18,4% em relação ao ano anterior.</p>
<p>O resultado aparece na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo IBGE na quinta-feira, 17. O levantamento também mostra um recorde no volume produzido de cereais, leguminosas e oleaginosas: foram 345,4 milhões de toneladas, 18,2% acima de 2024.</p>
<p>Parte desse avanço ocorreu depois de um 2024 marcado por problemas climáticos. O El Niño prejudicou áreas produtoras do Sul e do Centro-Oeste, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu perdas provocadas pelo excesso de chuvas. Em 2025, condições melhores favoreceram algumas das principais lavouras do país.</p>
<h2>Soja e milho puxam produção</h2>
<p>Soja e milho, juntos, responderam por 88,7% da produção brasileira de grãos em 2025. A soja alcançou 165,3 milhões de toneladas, aumento de 14,4%, e permaneceu como a cultura de maior valor de produção do país. Sozinha, respondeu por 34% do valor total das culturas pesquisadas pela PAM.</p>
<p>O milho teve crescimento ainda maior. A produção avançou 23,1% e atingiu o recorde de 141,2 milhões de toneladas. Mesmo com redução de 5,4% da área colhida na primeira safra, a produtividade aumentou 16,6%, favorecida pelas melhores condições climáticas.</p>
<p>Na lista das culturas que mais geraram valor aparecem, pela ordem, soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Na comparação com 2024, milho e cana trocaram de posição.</p>
<p>O café também teve forte valorização. Embora a produção tenha crescido apenas 3%, para 3,4 milhões de toneladas, o valor gerado aumentou 44,7% e chegou a R$ 100 bilhões, impulsionado pela alta dos preços no mercado internacional.</p>
<h2>Centro-Oeste passa o Sudeste</h2>
<p>A expansão de soja, milho e algodão mudou também o mapa econômico da produção agrícola brasileira. O Centro-Oeste registrou R$ 288 bilhões em 2025, crescimento de 31,8%, e ultrapassou o Sudeste, que havia liderado no ano anterior.</p>
<p>A diferença entre as duas regiões ficou em R$ 17 bilhões. O Sudeste também cresceu, 17,7%, mas foi afetado pela queda de 23,4% no valor da produção de laranja.</p>
<p>Mato Grosso permaneceu como o estado de maior valor de produção agrícola do país. O resultado avançou 37,1% e passou a representar 17,9% do total nacional. São Paulo aparece na sequência.</p>
<p>Entre os municípios, Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança, com R$ 8,6 bilhões em produção agrícola. São Desidério, na Bahia, ficou em segundo, com R$ 8,2 bilhões. Dos dez municípios com maior valor de produção, oito estão no Centro-Oeste.</p>
<h2>Morango e açaí ganham espaço</h2>
<p>A PAM 2025 também ampliou o retrato da fruticultura brasileira. O IBGE passou a contabilizar morango, acerola, cupuaçu e graviola e chegou a 24 frutas pesquisadas.</p>
<p>Considerando a nova lista, a fruticultura gerou R$ 95,6 bilhões em 2025. A comparação com o ano anterior, porém, exige cuidado: sem as quatro frutas recém-incluídas, teria havido queda de 1,8% no valor da produção, principalmente pela retração da laranja.</p>
<p>O morango estreou no levantamento já como a sexta fruta de maior valor de produção, com R$ 4,2 bilhões. Minas Gerais liderou o país nessa cultura.</p>
<p>O açaí, por sua vez, avançou 12,4%, movimentou R$ 8,7 bilhões e ultrapassou a uva, assumindo a terceira posição entre as frutas em valor gerado. O Pará concentrou 92,9% da produção brasileira.</p>
<p>A Pesquisa Agrícola Municipal reúne dados sobre área plantada e colhida, produção, rendimento e preços médios pagos aos produtores. A edição de 2025 passou a acompanhar 70 produtos em todo o país.</p>
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        <media:credit role="photographer">Jose Cruz/Agência Brasil</media:credit>
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        <media:title>soja</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Conheça o tilcayo, primeira espécie de gato selvagem descoberta em mais de um século</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/conheca-o-tilcayo-gato-selvagem-descoberta-seculo</link>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma nova espécie de gato selvagem acaba de entrar para a lista de felinos conhecidos pela ciência. Encontrado nos Yungas bolivianos, região de florestas montanhosas na transição entre os Andes e a Amazônia, o  Leopardus tilcayo  é a primeira espécie de felino descoberta em mais de um século, segundo estudo publicado na revista científica Current Biology.</p>
<p>A descoberta é resultado de um trabalho internacional com forte participação brasileira. Entre os pesquisadores está Eduardo Eizirik, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O estudo também envolve instituições como Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Instituto Pró-Carnívoros e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Genômica da Biodiversidade. Eizirik é um dos autores seniores da pesquisa.</p>
<p>O tilcayo é um felino pequeno. O corpo mede entre 42,5 e 50,5 centímetros e a cauda, de 25 a 26,5 centímetros. A pelagem é marrom-clara, mais escura no dorso, com grandes manchas irregulares, do marrom-escuro ao preto, que lembram as de um leopardo.</p>
<p>O nome nasceu na região. Tilcayo é a denominação usada pela população local para se referir ao animal. Os pesquisadores decidiram preservá-la como nome da nova espécie em reconhecimento à sua importância cultural e regional.</p>
<p>O animal que foi referência para a descrição científica é um macho adulto capturado vivo em 2021 nas proximidades do vilarejo de Arapata, no departamento de La Paz, a 1.570 metros de altitude. Posteriormente, ele foi conduzido ao santuário de vida selvagem Senda Verde, da Bolívia.</p>
<h2>DNA revelou uma espécie diferente</h2>
<p>A aparência, sozinha, não era suficiente para mostrar que se tratava de uma espécie até então desconhecida. Transitam pela região os chamados gatos-tigre, pequenos felinos muito semelhantes entre si, com diferenças discretas nas proporções do corpo e nos desenhos da pelagem.</p>
<p>Os pesquisadores analisaram genomas completos de 38 indivíduos do gênero  Leopardus , incluindo material obtido de espécimes preservados em museus. A comparação genética mostrou que os animais dos Yungas bolivianos formavam uma linhagem própria, diferente das demais.</p>
<p>As análises indicam que a linhagem do tilcayo se separou daquela que deu origem a outros gatos-tigre há cerca de 1,4 milhão de anos. Os pesquisadores relacionam essa história evolutiva às mudanças climáticas e geográficas ocorridas nos Andes durante o Pleistoceno. A fragmentação das florestas montanhosas pode ter contribuído para o isolamento das populações e sua diferenciação ao longo do tempo.</p>
<p>Ainda não se sabe exatamente qual é a área de distribuição da nova espécie. Até agora, os registros confirmados geneticamente estão restritos aos Yungas da Bolívia.</p>
<h2>Cinco espécies de gatos-tigre</h2>
<p>A descoberta do tilcayo faz parte de um resultado mais amplo. O estudo concluiu que o complexo dos gatos-tigre reúne cinco espécies distintas:  Leopardus guttulus ,  Leopardus emiliae ,  Leopardus pardinoides ,  Leopardus tigrinus  e o recém-descoberto  Leopardus tilcayo .</p>
<p>Duas delas têm ocorrência no Brasil. O  Leopardus guttulus  é nativo da Mata Atlântica, enquanto o  Leopardus emiliae  ocorre na Caatinga e no Cerrado. O trabalho traz novas evidências genômicas que sustentam o reconhecimento do  L. emiliae  como uma espécie própria.</p>
<p>A pesquisa também descreveu uma nova subespécie encontrada no Peru, o  Leopardus tigrinus antisuyo . “Antisuyo” faz referência a Antisuyu, uma das quatro grandes regiões administrativas do Império Inca, que abrangia parte dos Andes.</p>
<p>A nova classificação também pode contribuir para a preservação desses pequenos felinos. Ao identificar espécies e subespécies distintas, os pesquisadores fornecem uma base para que cada uma seja estudada e tenha suas necessidades de conservação avaliadas separadamente.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Current Biology / Paola Nogales-Ascarrunz</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Sucesso de vendas da Bienal reflete expansão do mercado editorial</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/sucesso-bienal-expansao-do-mercado-editorial</link>
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      <pubDate>Mon, 14 Sep 2026 19:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Números recordes embalam a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que terminou neste domingo, 13, no Distrito Anhembi. Foram 760 mil visitantes em dez dias, ante 722 mil na edição de 2024, crescimento de 5,3%. Os organizadores informam crescimento de 57% no faturamento médio dos expositores em relação à Bienal anterior.</p>
<p>Esses resultados ajudam a dimensionar uma edição que teve metade dos dias com ingressos esgotados. O número de expositores passou de 227 em 2024 para 269 neste ano, alta de 18,5%, enquanto o de autores subiu de 716 para 800, avanço de quase 12% - e 91% deles foram brasileiros. Ao todo, 3,65 milhões de livros foram colocados à disposição do público, mesmo número informado no balanço da edição anterior.</p>
<p>O desempenho das editoras também traz bons números. A Rocco registrou alta de 121% no faturamento em relação à Bienal de São Paulo de 2024 e de 37% na comparação com a última edição do evento no Rio de Janeiro, em 2025. Entre os livros que movimentaram seu estande estavam “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, títulos de “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins, e os romances da brasileira Ariani Castelo, 27 anos, que se tornou a autora mais vendida da editora no evento.</p>
<p>A Intrínseca, que levou à Bienal lançamentos como “História de Taipei”, de R.F. Kuang, registrou crescimento de 85%. Sextante/Arqueiro avançou 82%. Já a Companhia das Letras, que teve entre os destaques do evento o lançamento de “A Estranha na Cama”, de Raphael Montes, aumentou o faturamento em 67% e vendeu 55% mais exemplares do que em 2024.</p>
<p>A Editora Mostarda informou crescimento de 50% nas vendas, enquanto a VR Editora avançou 32% e classificou esta como a melhor Bienal de sua história. A Livraria Loyola vendeu mais de 60 mil exemplares durante os dez dias.</p>
<p>O Grupo Editorial Record é mais uma a celebrar as vendas: crescimento de 76%. Ela teve, entre os autores presentes, Carla Madeira, de “Tudo É Rio” e “Véspera”, que levou para a Bienal seu novo romance, “Quando”. A Autêntica avançou 85%, enquanto a Globo dobrou o faturamento em relação à edição anterior.</p>
<p>Outro indicador da intensidade das vendas veio da Rocco: nos quatro primeiros dias da Bienal, a editora vendeu mais livros do que costuma comercializar durante um mês inteiro para a Livraria Leitura, maior rede de livrarias do país.</p>
<h2>Setor já vinha crescendo</h2>
<p>Os números excepcionais da Bienal não aparecem isolados. Eles refletem um mercado editorial que já vinha registrando expansão nas vendas e na base de consumidores.</p>
<p>Em 2025, o Brasil ganhou cerca de três milhões de novos compradores de livros, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Nielsen BookData. No mesmo ano, as editoras venderam ao mercado 6,5% mais exemplares do que em 2024.</p>
<p>De acordo com a CBL, o setor faturou R$ 4,5 bilhões em 2025, com a venda de 185,1 milhões de exemplares, considerando livros impressos e digitais comercializados no mercado brasileiro.</p>
<p>A tendência de alta continua em 2026. Até 12 de julho, tinham sido vendidos no varejo 35,6 milhões de exemplares, crescimento de 10,2% em volume sobre o mesmo período de 2025. O faturamento chegou a R$ 1,89 bilhão, aumento de 12,7%, segundo o Painel do Varejo de Livros no Brasil, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da NielsenIQ BookScan.</p>
<h2>Novos autores ganham espaço</h2>
<p>A Bienal deste ano deu visibilidade a uma nova geração de autores brasileiros que chega às grandes editoras depois de formar seu público fora dos caminhos tradicionais do mercado.</p>
<p>A fluminense Ariani Castelo é um desses casos. “Coração de Cristal Partido” esgotou quatro remessas durante o evento, enquanto seu livro anterior, “O Abismo de Celina”, também apareceu entre os mais vendidos da editora no evento.</p>
<p>A trajetória de Ariani começou com fanfics ainda na adolescência. Aos 27 anos, passou para a autopublicação na Amazon e, pouco depois de publicar de forma independente “O Abismo de Celina”, foi contratada pela Rocco. É um percurso ligado à formação de comunidades de leitores na internet, capazes de acompanhar e impulsionar autores.</p>
<p>Outra fluminense que se destaca é Nicole Oliveira. A autora também começou no mercado independente, publicou cinco romances por conta própria e acumulou mais de sete milhões de páginas lidas e mais de 20 mil e-books vendidos na Amazon. Seus livros independentes se esgotaram na Bienal de São Paulo de 2024 e na do Rio de Janeiro de 2025.</p>
<p>Em 2026, Nicole chegou ao mercado editorial tradicional com “Altarin”, lançado pela Neon, selo jovem da Buzz. Na Bienal deste ano, o romance ficou entre os dez livros mais vendidos da editora.</p>
<h2>Livros que também viram acessórios</h2>
<p>Não são apenas novos nomes que ganharam espaço no vento. Um formato que chamou atenção é o dos chamados  book charms . São edições em miniatura que reproduzem o conteúdo do livro e podem ser carregadas como chaveiros ou acessórios.</p>
<p>A Planeta apostou no formato em um lançamento. “O Diário de Tarefas Gnomosas do Floreante Viajante”, de Maidy Lacerda, chega em versão  book charm . Foi o título mais vendido do estande da editora no primeiro fim de semana da Bienal. Segundo a Planeta, o resultado superou as expectativas.</p>
<p>A Rocco, por sua vez, escolheu a Bienal para fazer o pré-lançamento da versão  book charm  de “A hora da estrela”, de Clarice Lispector. O clássico já atravessava um novo ciclo comercial: até o fim de agosto, havia ultrapassado 100 mil exemplares vendidos em 2026 e era o segundo livro de ficção mais vendido do ano, conforme dados Nielsen-PublishNews informados pela editora.</p>
<p>Na Bienal, a procura pelo  book charm  de “A hora da estrela” exigiu uma nova remessa. A Rocco pretende ampliar a coleção, inclusive com títulos de ficção jovem.</p>
<p>O formato aparece também em catálogos de outras editoras. A Principis levou  book charms  de clássicos de Jane Austen e Emily Brontë; a Pé da Letra, de obras de Machado de Assis, Franz Kafka e Antoine de Saint-Exupéry. A Culturama havia lançado em agosto “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, no mesmo formato.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Alison dos Santos, ícone em um ano de grandes conquistas do esporte brasileiro</title>
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      <pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um dos grandes nomes do esporte brasileiro na atualidade, Alison dos Santos celebrou mais uma conquista em uma temporada repleta de grandes feitos neste ano. No domingo, 13, o brasileiro venceu os 400 metros com barreiras do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste, na Hungria, com 45s98, o terceiro melhor tempo da história da prova.</p>
<p>O resultado coroou um ano excepcional para Piu, apelido do atleta brasileiro. No dia 27 de agosto, ele quebrou o recorde mundial, com 45s80, em Zurique, em uma etapa da Diamond League, circuito anual da World Athletics (federação internacional de atletismo). No dia 5 de setembro, conquistou pela terceira vez o título dessa competição, a Diamond League, na grande decisão, em Bruxelas.</p>
<p>Em Budapeste, onde foi realizado o Ultimate, também organizado pela World Athletics, ele deixou para trás dois outros super atletas da prova: o norte-americano Rai Benjamin, campeão olímpico em Paris 2024, e o norueguês Karsten Warholm, campeão olímpico em Tóquio (2020-2021) e detentor do recorde mundial até Piu derrubá-lo no dia 27 de agosto. Benjamin ficou em segundo, com 46s40, e Warholm, em terceiro, com 46s78.</p>
<p>Piu volta a competir neste ano na Argentina. Ele vai disputar os Jogos Sul-Americanos, na Argentina, nos 400m rasos e no revezamento 4x400m, entre 22 e 25 de setembro. Ou seja, em outras provas.</p>
<p>Em 2027, será a vez do mais importante desafio internacional dos 400 metros com barreiras: o Mundial de Atletismo, em Pequim. O título do Ultimate, competição criada neste ano, dá a Alison uma vaga no Mundial, mas não nos Jogos Olímpicos. Para Los Angeles 2028, o brasileiro ainda terá de cumprir critérios específicos da World Athletics para a classificação olímpica.</p>
<p>Mas, faltando menos de dois anos para os Jogos, o desempenho do brasileiro permite olhar para LA28 com uma boa dose de expectativa.</p>
<p>E Alison está longe de ser o único motivo.</p>
<h2>Vôlei feminino garante passagem para LA</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1WcxObtZBVFSVGP.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="A seleção feminina de vôlei venceu o Sul-Americano e garantiu vaga olímpica."/>
<p>Neste domingo, 13, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou o Campeonato Sul-Americano, no Maracanãzinho, no Rio, sem perder um set em cinco partidas. Ao derrotar a Argentina por 3 sets a 0 na decisão, garantiu a vaga nos Jogos de Los Angeles.</p>
<p>O Brasil disputa o torneio olímpico feminino de vôlei ininterruptamente desde Moscou 1980 e chegará a Los Angeles 2028 para sua 13ª participação consecutiva. Em Paris 2024, o time treinado por José Roberto Guimarães conquistou o bronze, derrotando a Turquia por 3 sets a 1.</p>
<p>A partir desta terça-feira, 15, será a vez de a seleção masculina iniciar sua tentativa de fazer o mesmo. O Brasil disputa o Sul-Americano masculino, também no Maracanãzinho, e o campeão assegura a vaga olímpica. Caso não consiga, ainda terá outras oportunidades no processo classificatório para LA28.</p>
<p>As conquistas do fim de semana se somam a uma coleção de resultados brasileiros positivos em 2026 – em contraste com a campanha da seleção masculina de futebol na Copa do Mundo: 11º lugar, após a eliminação diante da Noruega nas oitavas de final, por 2 a 1.</p>
<p>Na canoagem velocidade, Isaquias Queiroz voltou a ser campeão mundial. Em agosto, em Poznan, na Polônia, conquistou o ouro no C1 500m, seu quinto título mundial na distância e o oitavo ouro da carreira em Campeonatos Mundiais. Os 500m não fazem parte do programa olímpico — a prova individual masculina da canoa em LA28 será o C1 1000m —, mas o resultado mostrou que Isaquias continua entre os grandes nomes internacionais da modalidade.</p>
<h2>Conquista histórica</h2>
<p>Na ginástica rítmica, o Brasil fez história no Mundial de Frankfurt, em agosto. Primeiro, conquistou o bronze no conjunto geral e, com isso, já garantiu a classificação para Los Angeles. Mas, depois, foi ainda mais longe: ganhou os primeiros títulos mundiais de sua história, com dois ouros, nas cinco bolas e na série mista, de três arcos e duas maças.</p>
<p>Foi também o ano da volta de Rebeca Andrade. Depois de quase dois anos sem competir, a maior medalhista olímpica brasileira retornou no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio, e foi campeã no salto. A equipe feminina ainda ficou com a prata e conquistou vaga no Mundial de Roterdã, etapa importante do caminho para LA28.</p>
<p>Rayssa Leal continuou frequentando o alto do pódio. A skatista venceu duas das três primeiras etapas da Street League Skateboarding (SLS) de 2026, na Austrália e no Rio de Janeiro, confirmando que segue entre os principais nomes mundiais do street. E vem aí o Mundial de Skate Street de 2026, em outubro, em Assunção, no Paraguai.</p>
<p>No tênis de mesa, Hugo Calderano acumulou resultados importantes: conquistou a Copa Pan-Americana, foi bronze na Copa do Mundo, venceu o WTT Star Contender de São José dos Campos e chegou neste fim de semana à final do WTT Champions de Macau, ficando com o vice-campeonato.</p>
<h2>Líder de ranking</h2>
<p>O taekwondo também produziu uma das candidaturas brasileiras mais interessantes para o próximo ciclo olímpico. Maria Clara Pacheco, campeã mundial em 2025, venceu em setembro o Grand Prix de Muju, na Coreia do Sul, na categoria até 57kg. Na final, derrotou Kim Yu-jin, campeã olímpica de Paris 2024. A brasileira chegou à competição na liderança do ranking de sua categoria.</p>
<p>O judô acumulou pódios ao longo do ano. Rafaela Silva venceu o Grand Slam de Paris e o Grand Prix da Áustria, enquanto Beatriz Souza, campeã olímpica dos +78kg em Paris-2024, conquistou o Grand Prix de Lima, em agosto. Neste fim de semana, no Grand Slam de Budapeste, foi a vez de uma nova trinca subir ao pódio: Guilherme Schimidt conquistou o ouro nos 90kg, Kaillany Cardoso ficou com a prata nos 70kg e Sarah Souza levou o bronze nos 57kg. O torneio foi o último Grand Slam antes do Mundial de outubro, em Baku.</p>
<p>O boxe brasileiro também teve uma demonstração coletiva de força. Na etapa da Copa do Mundo realizada em Foz do Iguaçu, o país conquistou nove medalhas, quatro delas de ouro, com Luiz Oliveira, o Bolinha, Yuri Falcão, Isaías Ribeiro e Wanderley Pereira.</p>
<p>Na canoagem slalom, Ana Sátila acrescentou outro resultado de peso à lista: venceu no sábado, 12, o C1 da etapa final da Copa do Mundo, na Espanha.</p>
<p>Já no tiro com arco, Marcus D'Almeida foi campeão pan-americano do recurvo em junho e segue entre os principais arqueiros do mundo.</p>
<h2>LA 2028 já começou para o Brasil</h2>
<p> A sequência de resultados ajuda a projetar o desempenho brasileiro em 2028, mas é importante separar duas situações. Uma coisa é estar entre os melhores do mundo durante o ciclo olímpico. Outra é já ter a vaga para os Jogos.</p>
<p>Alison dos Santos, Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Hugo Calderano, Beatriz Souza, Rafaela Silva, Maria Clara Pacheco, Ana Sátila e Marcus D'Almeida, por exemplo, ainda não estão individualmente garantidos em Los Angeles. Cada modalidade tem seu próprio processo de classificação, que será desenvolvido ao longo do ciclo.</p>
<p>O Brasil, porém, já começou a formar sua delegação.</p>
<p>A seleção feminina de futebol foi uma das primeiras a assegurar presença, com a conquista da Copa América de 2025.</p>
<p>Em agosto, foi a vez do conjunto da ginástica rítmica. O bronze no geral do Mundial de Frankfurt colocou o país diretamente em LA28. A vaga é do Brasil, e a definição das ginastas que disputarão os Jogos ocorrerá posteriormente.</p>
<p>No início de setembro, o vôlei de praia acrescentou duas vagas. Thâmela e Vic foram campeãs sul-americanas no feminino, enquanto André e Renato ganharam o torneio masculino. Os resultados garantiram ao Brasil uma dupla em cada naipe em Los Angeles.</p>
<p>Agora, o vôlei feminino entrou na lista.</p>
<p>Até chegar a Los Angeles, muita coisa pode mudar. Lesões, novos adversários, processos classificatórios e quase dois anos de competições ainda separam os resultados de hoje das medalhas olímpicas. Mas o que já aconteceu em 2026 oferece razões concretas para olhar adiante com boas perspectivas.</p>
<p>Alison dos Santos é talvez a imagem mais clara desse momento. Ele ainda precisa conquistar a própria vaga para Los Angeles. Mas está no auge como recordista mundial e como invicto nos 400m com barreiras neste ano. Além disso, derrotou campeões olímpicos que são seus principais adversários.</p>
<p>Não existe medalha antecipada no esporte. Mas, do jeito que Piu está voando, sonhar com o pódio de Los Angeles em 2028 está longe de ser apenas torcida.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - World Athletics</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pesquisadores brasileiros criam açúcar com baixo índice glicêmico</title>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 17:48:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisadores brasileiros desenvolveram um açúcar de cana com baixo índice glicêmico, indicador que mede a velocidade com que os carboidratos elevam a concentração de glicose no sangue. A nova formulação não altera o sabor e utiliza antioxidantes extraídos de resíduos de café e amendoim. A tecnologia poderá ser aplicada pela indústria alimentícia. </p>
<p>A inovação foi criada por pesquisadores ligados à Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), que reúne instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).</p>
<p>A pesquisa buscou criar uma opção com menor impacto sobre a glicemia e aproveitar resíduos gerados pelo setor alimentício.</p>
<p>“Nosso objetivo foi desenvolver um açúcar que pudesse ser absorvido de maneira mais lenta pelo organismo e, ao mesmo tempo, agregasse subprodutos agroindustriais no Brasil, como grãos de café defeituosos rejeitados pela indústria e a pele de amendoim”, explicou Juliana Macedo, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e coordenadora do projeto, à Agência Fapesp.</p>
<p>O pedido de patente já foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Desenvolvido na forma de cristais, o ingrediente poderá substituir o açúcar convencional em alimentos processados sem mudanças significativas nas formulações.</p>
<h2>Como funciona o novo açúcar</h2>
<p>Para desenvolver o novo açúcar, a equipe utilizou extratos obtidos da película do amendoim e de grãos defeituosos de café verde, materiais normalmente descartados. Esses resíduos contêm compostos fenólicos, com ação antioxidante, que contribuíram para retardar a digestão dos carboidratos durante os testes.</p>
<p>As substâncias foram adicionadas ao açúcar por meio da cocristalização, técnica que modifica a estrutura dos cristais de sacarose. Uma adaptação no método aumentou em 7,5 vezes a capacidade de incorporação desses materiais. </p>
<p>Regiane de Brito Vieira, integrante do projeto e doutoranda da Unicamp, disse à Agência Fapesp que a mudança aumentou em 7,5 vezes a capacidade de incorporação de material, preservando as propriedades fenólicas do produto. </p>
<h2>Teste com voluntários</h2>
<p>O novo açúcar foi testado em um ensaio clínico com 25 voluntários durante seis dias. Em diferentes sessões, eles consumiram formulações com derivados do café e do amendoim, separados ou combinados, além de amostras usadas para comparação.</p>
<p>A glicemia foi monitorada por duas horas após o consumo. Os resultados preliminares mostraram que a combinação dos ingredientes fez o índice glicêmico da sacarose passar de médio para baixo.</p>
<p>Ainda não há resultados sobre uma possível redução no valor calórico. Macedo afirmou à Agência FAPESP que novos testes serão necessários. “A princípio, supomos que o valor calórico seja igual ao da sacarose convencional. Mas também é possível que esse novo açúcar não seja totalmente absorvido e que exista alguma redução.”</p>
<p>Os próximos estudos devem avaliar os efeitos do açúcar sobre a microbiota intestinal, em parceria com a Universidade de Bolonha, na Itália. A tecnologia está pronta para ser oferecida ao mercado para licenciamento, mas produtos desenvolvidos a partir dela ainda terão de passar pelas etapas regulatórias.</p>
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        <media:credit role="photographer">Juliana Macedo</media:credit>
        <media:credit role="provider"> Juliana Macedo/Reprodução/FAPESP</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Em dois anos, recua em 300 mil o número de lares com idosos em insegurança alimentar</title>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 11:51:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O número de lares brasileiros com pessoas idosas em situação de insegurança alimentar caiu em 300 mil entre 2023 e 2024. O total passou de 5,9 milhões para 5,6 milhões de domicílios, segundo levantamento da consultoria Nexus a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.</p>
<p>Os dados mostram também uma melhora proporcional: a parcela dos domicílios com moradores da faixa etária acima de 60 anos que enfrentavam algum grau de insegurança alimentar passou de 23,7% em 2023 para 21,8% em 2024.</p>
<p>A maior redução ocorreu justamente entre os lares em situação mais grave. O número caiu de 894 mil para 744 mil no período, 150 mil domicílios a menos — uma redução de quase 17%.</p>
<p>“A redução na insegurança alimentar grave nos domicílios com brasileiros 60+ é uma notícia importante”, afirmou Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, à  Agência Brasil . Segundo ele, apesar do avanço, os dados mostram que o desafio estrutural permanece e apontam onde as políticas públicas e as decisões estratégicas precisam focar com urgência.</p>
<p>A insegurança alimentar moderada também diminuiu, de 1,2 milhão para 1,1 milhão de lares. Já a leve permaneceu praticamente estável, em cerca de 3,7 milhões.</p>
<h2>Como é medida a insegurança alimentar</h2>
<p>A PNAD Contínua utiliza a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) para identificar se os moradores têm acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade adequadas. A escala permite classificar os domicílios em segurança alimentar ou em insegurança leve, moderada ou grave.</p>
<p>Na insegurança leve, há preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro e comprometimento da qualidade da alimentação. Na moderada, já ocorre redução quantitativa de alimentos entre os adultos. A grave é a situação mais severa, marcada pela redução de alimentos também entre crianças, quando há menores no domicílio, e pela experiência da fome.</p>
<p>A melhora entre os lares com pessoas de 60 anos ou mais acompanha um movimento observado no conjunto do país. Entre 2023 e 2024, o número total de domicílios brasileiros em algum grau de insegurança alimentar caiu de 21,1 milhões para 18,9 milhões. A proporção passou de 27,6% para 24,2%.</p>
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        <media:title>mulher idosa</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>GSW Brasil cria comunidades no WhatsApp para ouvir leitores de diferentes regiões</title>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Global South World Brasil está ampliando os canais de diálogo com seus leitores por meio da criação de comunidades regionais no WhatsApp. A iniciativa pretende abrir um espaço de conversa sobre questões que afetam diretamente a vida dos brasileiros e, ao mesmo tempo, aproximar o trabalho jornalístico das experiências e preocupações da população.</p>
<p>As comunidades são organizadas por região e reúnem grupos menores de participantes, que poderão compartilhar opiniões e experiências sobre temas como educação, saúde, economia, custo de vida, segurança e direitos humanos. A proposta é estimular a troca de diferentes pontos de vista e identificar assuntos que ganham relevância no cotidiano de cada localidade.</p>
<p>Jornalistas da Global South World Brasil também acompanham as conversas. Além de compartilhar informações produzidas pela redação, a equipe poderá usar as discussões para compreender melhor as prioridades dos leitores, identificar tendências e encontrar novas pautas e histórias que mereçam ser investigadas e contadas.</p>
<p>A iniciativa parte da ideia de que questões nacionais nem sempre são vividas da mesma maneira em diferentes regiões do país. O impacto do custo de vida, por exemplo, pode variar de uma cidade para outra, assim como os desafios relacionados à segurança, ao acesso à saúde ou à qualidade da educação. As comunidades pretendem ajudar a revelar essas diferenças a partir dos relatos de quem convive diariamente com elas.</p>
<h2>Como participar</h2>
<p>A participação começa com um breve cadastro, que permite ao usuário ingressar na comunidade correspondente. Clique  aqui  e siga as instruções para escolher os assuntos que mais interessam. Você também pode se inscrever em nosso canal no WhatsApp e receber atualizações sobre nossas reportagens e projetos por meio deste  link .</p>
<p>Os espaços têm moderação ativa para preservar um ambiente de discussão livre e segura. Conteúdos com discurso de ódio e situações de assédio não serão tolerados.</p>
<p>O projeto integra a estratégia da Global South World de reduzir desigualdades no acesso à informação e ampliar a representação de diferentes perspectivas sobre o Sul Global. A equipe brasileira da organização está baseada em São Paulo.</p>
<p>Ao criar um canal direto entre jornalistas e leitores, a Global South World Brasil pretende não apenas levar notícias às comunidades, mas também ouvir o que seus integrantes têm a dizer.</p>
<p>Participe da comunidade da Global South World Brasil no WhatsApp e faça sua voz ser ouvida.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Novo computador quântico chega ao Rio para formar profissionais</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/novo-computador-quantico-comeca-a-ser-usado-para-formacao-profissional-no-rio-de-janeiro</link>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:35:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Triangulum II, novo computador quântico educacional fabricado pela chinesa SpinQ, entrou em operação no Rio de Janeiro com a proposta de capacitar estudantes, pesquisadores, professores e profissionais para o uso da tecnologia em diferentes setores da indústria. Apresentado nesta terça-feira, 8, o equipamento está instalado no DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan Senai. </p>
<p>Segundo a instituição, o equipamento é um dos três computadores quânticos educacionais existentes no Brasil, o mais moderno do país e o primeiro instalado no Rio de Janeiro.</p>
<p>A chegada da máquina é resultado de uma parceria entre a Firjan Senai e a empresa brasileira Dobslit. O computador será utilizado principalmente para capacitação e experimentação, permitindo que alunos desenvolvam projetos que posteriormente possam ser executados em computadores quânticos de maior capacidade.</p>
<p>O novo equipamento é um computador quântico de pequeno porte criado para o aprendizado e a realização de experimentos. Com ele, estudantes e pesquisadores podem aprender na prática como funciona a computação quântica, testar algoritmos e desenvolver projetos que, mais tarde, poderão ser levados a máquinas muito mais potentes.</p>
<p>Ele trabalha com três qubits, como são chamadas as unidades básicas de informação dos computadores quânticos. Embora seja uma capacidade pequena diante das máquinas mais avançadas, é suficiente para atividades de ensino e para os primeiros testes de soluções baseadas nessa tecnologia.</p>
<p>Durante a apresentação, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que a capacidade de realizar determinados cálculos de maneira mais eficiente abre possibilidades de aplicação na indústria. “Ao realizar determinados cálculos de forma muito mais eficiente, abre perspectivas para aplicações futuras em diversas áreas industriais”.</p>
<p>Segundo o presidente, embora a adoção comercial da computação quântica ainda esteja em estágio inicial, países, empresas e universidades já disputam profissionais qualificados para trabalhar com a tecnologia. No DigiTech, a formação será destinada a estudantes, pesquisadores, professores e profissionais em requalificação.</p>
<p>“Os estudantes poderão trabalhar sobre desafios reais da indústria, desenvolvendo provas de conceito que poderão, no futuro, ser executadas em plataformas quânticas de maior porte”, disse Caetano.</p>
<p>A Firjan também pretende desenvolver projetos com empresas de setores como petróleo e gás, energia, telecomunicações, segurança da informação e serviços financeiros.</p>
<p>Um dos exemplos citados durante o evento foi o uso da computação quântica na operação de plataformas de petróleo, atividade que envolve o gerenciamento simultâneo de diversas variáveis. Segundo Alexandre dos Reis, diretor-executivo da Firjan Senai Sesi, o planejamento pode considerar desde rotas de helicópteros e embarcações, até condições climáticas, consumo de combustível, disponibilidade das equipes e manutenção dos equipamentos.</p>
<p>Nesse cenário, a tecnologia poderia contribuir para encontrar soluções mais eficientes diante de um grande número de combinações possíveis. “Ela pode ser aplicada a desafios de otimização, simulação e análise de grandes quantidades de possibilidades”, afirmou Reis.</p>
<h2>O que é um computador quântico?</h2>
<p>Os computadores tradicionais processam informações por meio de bits, que assumem os valores 0 ou 1. Na computação quântica, essa função é desempenhada pelos qubits, capazes de explorar fenômenos da física quântica, como a superposição e o emaranhamento.</p>
<p>Na prática, essas características permitem que os computadores quânticos lidem de maneira diferente com um grande número de possibilidades. Essa forma de processamento pode oferecer vantagens em determinados tipos de problema, como simulações de sistemas físicos e alguns problemas de otimização. A tecnologia, no entanto, não torna todas as tarefas mais rápidas nem deve substituir os computadores convencionais.</p>
<p>De acordo com Maurício Bonabitacola de Almeida, gerente de operações do Centro de Referência da Firjan Senai, os dois tipos de computador podem atuar de forma complementar. Enquanto a máquina convencional prepara os dados, controla o processo e interpreta os resultados, o computador quântico atua em cálculos mais complexos, podendo encontrar soluções de forma mais eficiente.</p>
<h2>Tecnologia quântica no Brasil</h2>
<p>Antes da chegada do Triangulum II ao Rio de Janeiro, o Senai-SP já utilizava um computador quântico para fins educacionais da SpinQ em São Caetano do Sul (SP).</p>
<p>Instalado em 2023, o equipamento do Senai paulista foi apresentado na época como o primeiro computador quântico educacional do tipo no Brasil. Posteriormente, uma segunda unidade foi instalada na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus. Com a chegada do Triangulum II à Firjan Senai, no Rio de Janeiro, o país passa a contar com três equipamentos educacionais que utilizam tecnologia da SpinQ, em parceria com a brasileira Dobslit. </p>
<p>O país também dispõe de outras iniciativas na área. No Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP, pesquisadores desenvolvem há anos estudos de informação e computação quântica por ressonância magnética nuclear.</p>
<p>Há ainda equipamentos quânticos portáteis destinados a ensino e demonstrações, como modelos da linha Gemini Mini utilizados pela Dobslit.</p>
<p>Para o presidente da Firjan, além de ampliar a estrutura disponível para ensino e pesquisa, a chegada do Triangulum II pode contribuir para consolidar o Rio de Janeiro como um polo de tecnologias avançadas na América Latina, atraindo investimentos e profissionais especializados.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Conhece uma mestra artesã? Ela pode ter seu saber reconhecido em carteira</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/mestra-do-artesanato-reconhecimento-em-carteira</link>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 13:34:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Aquela mulher que há décadas domina uma técnica artesanal aprendida com a família ou com a comunidade muitas vezes tira desse trabalho seu sustento e ainda ensina o que sabe a outras gerações. Ela pode ter essa dedicação reconhecida nacionalmente.</p>
<p>O Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) recebe até 18 de outubro candidaturas para o reconhecimento de mestras artesãs pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB). As selecionadas receberão a Carteira Nacional de Mestra Artesã. O prazo, inicialmente previsto para terminar em julho, foi prorrogado. O edital também contempla homens, que podem obter a Carteira Nacional de Mestre Artesão. </p>
<p>A iniciativa busca fortalecer em âmbito nacional um reconhecimento que também é realizado nos estados, onde artesãos e artesãs de longa trajetória já são identificados como mestres pela importância de seu trabalho para a cultura local. Em Goiás,  Ivanilde Reis  é uma dessas mulheres reconhecidas como mestra artesã pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro. Ela trabalha com fibras e outros materiais do Cerrado.</p>
<p>Para receber a carteira nacional, não basta dominar uma técnica ou trabalhar há muito tempo com artesanato. O programa procura pessoas ligadas à cultura tradicional ou popular que detenham conhecimento, experiência e domínio técnico de um saber recebido no meio familiar - seja pela mãe, pela avó ou por outra parente - ou pela prática comunitária e que contribuam para sua preservação e transmissão.</p>
<p> O artesanato pode ser sua principal fonte de renda, mas isso não é uma exigência para participar do processo. A própria ficha de inscrição prevê a possibilidade de o ofício não ser a primeira atividade remunerada da candidata.</p>
<h2>Quem pode ser reconhecida como mestra artesã</h2>
<p>É preciso comprovar uma longa trajetória com o artesanato. Currículo e portfólio devem demonstrar mais de 20 anos de atividade, além de pelo menos dez anos de transmissão da técnica. Também é exigida residência e domicílio por no mínimo 20 anos no estado ou no distrito pelo qual concorre à carteira nacional.</p>
<p>Outro requisito é o reconhecimento formal ou informal pela comunidade, instituições culturais, associações ou entidades relacionadas ao artesanato. Isso significa que a candidata não precisa ser conhecida nacionalmente nem acumular grandes prêmios.</p>
<p>A trajetória pode ser comprovada de diversas formas. Valem reportagens e entrevistas, fotografias, certificados, premiações, cartas de instituições, cartazes e programas de eventos, contratos, referências em trabalhos acadêmicos e registros de oficinas e outras atividades. A orientação é priorizar documentos antigos e capazes de demonstrar a continuidade do trabalho.</p>
<h2>Como ajudar uma artesã a se candidatar</h2>
<p>Ensinar o que sabe é uma parte importante do reconhecimento. A candidata deve mostrar que contribui para a continuidade da técnica e sua transmissão a outras gerações.</p>
<p>Um dos critérios pede pelo menos dez depoimentos da comunidade, de forma oral ou manuscrita, envolvendo no mínimo duas gerações. Oficinas, cursos e outras atividades, além de fotos, vídeos e materiais educativos, também podem ajudar a demonstrar como o conhecimento vem sendo compartilhado.</p>
<p>Quem conhece uma mulher com esse perfil pode ajudá-la inclusive com a candidatura. A inscrição não precisa ser apresentada pela própria artesã: uma pessoa maior de 18 anos pode representá-la, desde que tenha sua autorização. Órgãos públicos, associações e cooperativas de artesãos e determinadas entidades sem fins lucrativos também estão entre os representantes admitidos pelo edital.</p>
<p>Há um formulário específico para autorizar o representante, que pode ser assinado ou receber a impressão digital da candidata.</p>
<h2>Inscrições podem ser feitas online</h2>
<p>As inscrições são gratuitas. Pela internet, a candidatura deve ser apresentada no Sistema de Inscrições do Programa do Artesanato Brasileiro (SIPAB), com acesso pela conta Gov.br da candidata ou de seu representante. O sistema pode ser acessado pelo  Portal do Artesanato Brasileiro  ou pelo  site do MEMP .</p>
<p>Também é possível enviar a documentação pelos correios, com Aviso de Recebimento (AR), para a Diretoria de Artesanato e Economia Criativa, Ministério do Empreendedorismo, Esplanada dos Ministérios, Bloco J, Brasília (DF), CEP 70053-900. A postagem deve ser feita até 18 de outubro.</p>
<p>Entre os documentos exigidos estão ficha de inscrição, documento de identificação, CPF, comprovante ou declaração de residência, currículo e portfólio. Quando outra pessoa apresenta a candidatura, também é necessária a declaração de autorização do representante.</p>
<p>O edital prevê ainda inscrição oral gravada em vídeo. Candidatas indígenas podem se apresentar em sua língua materna, desde que o material seja acompanhado de tradução, e pessoas com deficiência podem utilizar recursos de apoio, como intérprete de Libras ou leitor de tela.</p>
<p>Depois da análise da documentação, as candidaturas passam pela avaliação que determinará quem receberá o reconhecimento. Pelo cronograma, o resultado definitivo está previsto para 15 de março de 2027.</p>
<p>As reconhecidas poderão concorrer a vagas destinadas especificamente a mestres e mestras em editais para participação em eventos e ter benefícios, bonificações ou prioridade em determinados certames públicos relacionados ao artesanato. </p>
<p>O título também traz um compromisso: continuar transmitindo seus conhecimentos à comunidade e participar de ações de difusão e formação.</p>
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        <media:credit role="photographer">Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Projeto do Cerrado é reconhecido pela ONU como ‘Referência de Restauração’</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/projeto-do-cerrado-reconhecimento-da-onu-restauracao</link>
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      <pubDate>Sun, 06 Sep 2026 15:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A iniciativa brasileira Araticum – Restauração do Cerrado Brasileiro recebeu da Organização das Nações Unidas (ONU) o título de Referência da Restauração Mundial (World Restoration Flagship), reconhecimento concedido a iniciativas consideradas exemplos de recuperação de ecossistemas em grande escala e de longo prazo.</p>
<p>Com a escolha, anunciada no fim de agosto, o Brasil se tornou o único país a ter dois reconhecimentos desse tipo. O primeiro veio em 2022, com o Pacto Trinacional pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa conjunta de Brasil, Argentina e Paraguai.</p>
<p>Além da iniciativa brasileira, foram reconhecidos projetos na Arábia Saudita e no Sahel, região da África onde o projeto abrange Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger. Juntos, os três assumem o compromisso de colocar quase cinco milhões de hectares em restauração até 2030.</p>
<p>As Referências da Restauração Mundial fazem parte da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O reconhecimento destaca iniciativas que possam servir de referência para esforços de recuperação de ecossistemas em outras partes do mundo.</p>
<h2>O que é a Araticum</h2>
<p>Criada em 2020, a Araticum, Articulação pela Restauração do Cerrado, é uma rede colaborativa que atua para promover e monitorar a restauração ecológica do bioma. A iniciativa nasceu com a meta de contribuir para a restauração de dois milhões de hectares até 2030.</p>
<p>A rede reúne mais de 180 organizações e envolve povos indígenas e quilombolas, comunidades locais, agricultores, pesquisadores, organizações da sociedade civil, empresas e instituições governamentais. As ações apoiadas pela iniciativa alcançam nove estados brasileiros e incluem regeneração natural, semeadura direta, restauração ecológica e sistemas agroflorestais com espécies nativas.</p>
<p>A atuação não se limita à recuperação de áreas degradadas. A Araticum faz monitoramento territorial, produz e dissemina conhecimento sobre restauração, trabalha para ampliar as áreas e os recursos disponíveis e atua na construção de políticas públicas. Também busca fortalecer as organizações locais e incluir povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares nos diferentes elos da cadeia da restauração, combinando conhecimentos tradicionais e locais com a pesquisa científica.</p>
<p>Mais de 27 mil hectares em processo de restauração já foram mapeados pela iniciativa. Sementes de mais de 150 espécies de plantas nativas foram coletadas e utilizadas nas ações, contribuindo para uma cadeia produtiva que inclui coletores de sementes, viveiros, técnicos de restauração e serviços de monitoramento.</p>
<p>O trabalho combina ainda a restauração ecológica com instrumentos como pagamento por serviços ambientais, agricultura sustentável, sistemas agroflorestais e planejamento territorial.</p>
<p>O esforço ganha dimensão diante da situação do Cerrado. Com mais de dois milhões de quilômetros quadrados, o bioma já perdeu mais da metade de sua vegetação nativa, principalmente pela conversão de terras em grande escala. A degradação afeta a biodiversidade, a disponibilidade de água, a produção de alimentos e a capacidade de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p>“Restaurar o Cerrado significa cuidar do nosso clima, da nossa água e do nosso futuro”, afirmou Fabrícia Santarém, coordenadora da Araticum e coletora de sementes e integrante da comunidade tradicional geraizeira. Segundo ela, a escolha como Referência da Restauração Mundial reafirma a necessidade de investir na recuperação de florestas, savanas e campos nativos e no fortalecimento das organizações comunitárias que atuam na conservação.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asjkKpc5Nmcz43QVp.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="A rede nasceu com a meta de contribuir para a restauração de dois milhões de hectares até 2030."/>
<h2>Brasil tem dois reconhecimentos</h2>
<p>O primeiro reconhecimento com participação brasileira ocorreu em 13 de dezembro de 2022, quando a ONU anunciou as dez primeiras Referências da Restauração Mundial.</p>
<p>Entre elas estava o Pacto Trinacional pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa de Brasil, Argentina e Paraguai. Na época, cerca de 700 mil hectares já haviam sido restaurados. A meta era alcançar um milhão de hectares até 2030 e 15 milhões até 2050.</p>
<p>O trabalho reúne centenas de organizações dos três países para recuperar a Mata Atlântica. As ações incluem recuperação da vegetação nativa, criação de corredores para a fauna e proteção de fontes de água.</p>
<h2>Os dez princípios da restauração</h2>
<p>As iniciativas reconhecidas como Referências da Restauração Mundial incorporam os dez princípios que orientam a Década da ONU da Restauração de Ecossistemas. Eles estabelecem que a restauração:</p>
<h2>Mais dois reconhecimentos em 2026</h2>
<p>A ONU concedeu o título também ao Programa Nacional de Reflorestamento da Arábia Saudita, que pretende restaurar 2,5 milhões de hectares e plantar 215 milhões de árvores até 2030. Até junho de 2026, um milhão de hectares de terras degradadas estava em processo de restauração e 159 milhões de árvores haviam sido plantadas.</p>
<p>A terceira iniciativa escolhida foi a Iniciativa Integrada de Resiliência do Sahel, desenvolvida em Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger. Liderado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, o trabalho combina recuperação de terras, manejo de solo e água e apoio às populações locais.</p>
<p>Até junho, mais de 335 mil hectares haviam sido restaurados. A meta é alcançar 470 mil hectares até 2030. De acordo com o Pnuma, mais de 4 milhões de pessoas já foram beneficiadas pela iniciativa.</p>
<p>A Araticum, o programa saudita e a iniciativa do Sahel se somam às Referências da Restauração Mundial reconhecidas desde 2022. Ao todo, 30 iniciativas já receberam o título. Juntas, elas somam quase 20 milhões de hectares em processo de restauração e compromissos para recuperar cerca de 75 milhões de hectares até 2030.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Decisão judicial facilita acesso de idosos a viagens interestaduais com 50% de desconto</title>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 18:08:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma decisão definitiva da Justiça Federal de Rondônia, obtida a partir de ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), ampliou o acesso de idosos de baixa renda ao benefício tarifário em viagens interestaduais de ônibus. A medida, divulgada pelo MPF em 19 de agosto, tem alcance nacional e já transitou em julgado, não cabendo mais recurso.</p>
<p>Com a decisão, passageiros que preencham os requisitos e não consigam uma das duas vagas gratuitas reservadas a esse público poderão solicitar passagens com desconto de, no mínimo, 50% sem ficarem sujeitos aos antigos limites máximos de antecedência para a compra.</p>
<p>A Justiça anulou dispositivos dos decretos nº 5.934/2006 e nº 9.921/2019, além de trechos da Resolução ANTT nº 1.692/2006. As normas estabeleciam que o bilhete com desconto fosse adquirido com, no máximo, seis horas de antecedência para viagens de até 500 quilômetros e 12 horas para percursos superiores a essa distância.</p>
<p>As limitações já estavam suspensas por decisão judicial e agora foram definitivamente afastadas. Segundo o MPF, a Justiça entendeu que as restrições de horário e antecedência criavam uma barreira não prevista no Estatuto da Pessoa Idosa.</p>
<p>A decisão não cria o desconto de 50%, que já é assegurado pela legislação aos idosos de baixa renda quando as duas vagas gratuitas estiverem ocupadas. A mudança elimina a restrição temporal para a solicitação do benefício, dando a esse público mais flexibilidade para comprar a passagem e planejar a viagem.</p>
<p>Ainda de acordo com o MPF, com o encerramento da fase de recursos, o processo retornou à 2ª Vara Federal Cível de Porto Velho, onde serão apresentados os trâmites necessários para que as empresas de transporte interestadual se ajustem à ordem judicial.</p>
<h2>Quem tem direito</h2>
<p>O benefício é destinado a pessoas com 60 anos ou mais e renda individual igual ou inferior a dois salários mínimos. O Estatuto da Pessoa Idosa prevê a reserva de duas vagas gratuitas por veículo no transporte coletivo interestadual para esse público. Caso essas vagas já estejam ocupadas, os demais passageiros que atendam aos critérios têm direito a desconto de, no mínimo, 50% no valor da passagem.</p>
<p>A gratuidade e o desconto são oferecidos nas viagens em que há serviço convencional. Com a nova determinação, o desconto pode ser solicitado assim que a viagem estiver disponível para venda ao público, sem a necessidade de esperar a proximidade da data ou do horário de embarque.</p>
<h2>Como comprovar</h2>
<p>Para ter acesso à gratuidade ou ao desconto, o passageiro deve apresentar documentos que comprovem o cumprimento dos requisitos. Uma das formas é a Carteira da Pessoa Idosa, disponível para pessoas com 60 anos ou mais, renda individual de até dois salários mínimos e inscrição atualizada no Cadastro Único.</p>
<p>O documento pode ser emitido pela internet, por meio do Gov.br, ou presencialmente, com auxílio de uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).</p>
<p>Na ausência da Carteira da Pessoa Idosa, o beneficiário também pode apresentar um documento de identidade oficial acompanhado de um comprovante de renda.</p>
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        <media:credit role="photographer">Nataliya Korchmar</media:credit>
        <media:credit role="provider">Depositphotos/ Nataliya Korchmar</media:credit>
        <media:title>mulher-onibus</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Semana do Cinema tem ingressos a partir de R$ 10; confira como funciona</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/semana-do-cinema-tera-ingressos-a-partir-de-r-10-em-setembro-veja-como-funciona</link>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 15:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Entre os dias 10 e 16 de setembro, começa a  Semana do Cinema  de 2026 com preços promocionais em todo o Brasil. Os ingressos custarão  R$ 10  para sessões iniciadas antes das 17h, enquanto os filmes exibidos a partir desse horário custarão  R$ 12 , incluindo sábados e domingos.</p>
<p>A promoção é válida para as sessões tradicionais das redes participantes, mas não contempla pré-estreias, shows ou salas especiais, então quem pretende aproveitar o preço reduzido precisa ficar atento ao tipo de sessão escolhido no momento da compra. Além dos ingressos,  as redes de cinema também devem oferecer combos de pipoca e refrigerante com valores promocionais durante a semana.</p>
<p>Haverá também  combos de pipoca e refrigerante  com preços promocionais, de acordo com cada rede.</p>
<p>Entre os filmes que estarão disponíveis com preços promocionais estão sucessos de bilheteria como  Homem-Aranha: Um Novo Dia ;  A Odisseia ;  Minha Melhor Amiga , com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli;  Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor ;  Ponto Sem Retorno , de Ridley Scott; e  O Convite  e  Código: Vingança , filme de ação estrelado por Jason Statham. A programação, no entanto, pode variar de acordo com cada cinema e cidade.</p>
<p>O evento é realizado pela FENEEC (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas), com apoio da ABRAPLEX,  Ingresso.com  e Grupo Consciência. A edição anterior registrou mais de 3,9 milhões de ingressos vendidos. Desde a criação da iniciativa, mais de 26,7 milhões de pessoas já foram aos cinemas durante as edições da campanha.</p>
<h2>Como aproveitar</h2>
<p>Basta consultar a programação da rede de cinema escolhida e selecionar uma sessão participante entre 10 e 16 de setembro. </p>
<p>Para quem puder ir durante a tarde, o ingresso de R$ 10 vale para as sessões que começam até 16h59, enquanto tiver preferência pelo período noturno encontrará entradas por R$ 12, desde que a sessão não seja uma das modalidades excluídas da campanha.</p>
<h2>Semana do Cinema 2026</h2>
<p>Quando:  10 a 16 de setembro</p>
<p>Quanto:  R$ 10 para sessões iniciadas antes das 17h e R$ 12 para sessões a partir das 17h</p>
<p>Onde:  cinemas participantes de todo o Brasil</p>
<p>O que não entra na promoção:  pré-estreias, shows e salas especiais</p>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Pexels</media:credit>
        <media:title>cinema</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Capacitação gratuita em IA oferece 5 mil vagas para empreendedoras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/capacitacao-gratuita-em-ia-oferece-5-mil-vagas-para-mulheres-empreendedoras</link>
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      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 21:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para o novo curso do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), realizado em parceria com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). A iniciativa visa ensinar mulheres, na prática, a aplicar ferramentas de IA para impulsionar vendas, organizar as finanças e otimizar a gestão do negócio.</p>
<p>O projeto Impacto Feminino – Inteligência Artificial para Pequenos Negócios Liderados por Mulheres é financiado por uma emenda parlamentar e, ao todo, serão ofertadas cinco mil vagas, totalmente gratuitas e online, abertas para participantes de todo o país.</p>
<h2>Quem pode se inscrever </h2>
<p>Para concorrer às vagas, é preciso ter 25 anos ou mais, ser mulher e ter renda familiar de até R$ 810,50 por pessoa, dividido pelo número total de moradores da casa. Ter um negócio, formal ou informal, é obrigatório, assim como disponibilidade para participar de pelo menos sete das dez aulas. </p>
<p>Mulheres negras e moradoras de bairros periféricos ou de regiões mais vulneráveis terão prioridade na escolha e, para participar, será preciso ter familiaridade com ferramentas como Zoom e Google Meet.</p>
<p>As participantes que trabalham ou têm parentesco até o terceiro grau com a diretoria do IRME ou com agentes públicos do MEMP não poderão concorrer ao edital, assim como empreendedoras com negócios voltados à política partidária.</p>
<h2>Como serão as aulas</h2>
<p>As aulas irão começar em 1º de setembro e seguem até 5 de novembro, sempre pela internet. São dez aulas ao vivo intercaladas com dez rodadas de mentoria coletiva, cada uma com uma hora de duração.</p>
<p>O conteúdo abordará temas como: </p>
<p>Após cada aula, a aluna deve emitir o certificado diretamente na plataforma para comprovar sua participação e as turmas irão contar com dois grupos no WhatsApp, um exclusivo para avisos oficiais e outro para networking e troca de ideias entre as participantes.</p>
<h2>Apoio financeiro e capital semente</h2>
<p>Ao término do projeto, 50 empreendedoras serão selecionadas para receber um aporte financeiro de R$ 1.000 cada para ajudar na implementação do plano desenvolvido durante o curso.</p>
<p>Para concorrer a esse valor as regras do edital mudam um pouco. O negócio precisa ter CNPJ ativo, porque o dinheiro irá ser depositado direto na conta da empresa, não na conta pessoal da empreendedora.</p>
<p>Também será preciso apresentar o certificado do curso e contar como pretende usar o crédito. As inscrições para essa etapa abrem em 27 de outubro, e as 50 empreendedoras escolhidas serão divulgadas em 17 de novembro.</p>
<p>O depósito acontece até 30 de novembro. Depois disso elas ainda terão até 17 de dezembro para mandar os comprovantes de que o dinheiro realmente foi utilizado no negócio, com fotos e notas fiscais.</p>
<h2>Como se inscrever</h2>
<p>Basta acessar e preencher o formulário de  inscrição , sem nenhum custo adicional. Quem tiver dúvida na hora de mandar os documentos pode escrever para projetos@rme.net.br.</p>
<p>O link ficará aberto até 20 de outubro, prazo que já foi atualizado depois de uma retificação feita no edital em 25 de agosto.</p>
<h2>Outras iniciativas ao redor do país</h2>
<p>Vale ressaltar que o projeto não é o único caminho para quem quer auxílio para expandir o negócio. A própria Rede Mulher Empreendedora disponibiliza vários cursos gratuitos em sua  plataforma , desde marketing à inteligência artificial, sem processo seletivo.</p>
<p>O Sebrae Delas, maior programa de empreendedorismo feminino do Sebrae, também está presente em diversos estados e têm investido em formações gratuitas, tanto  online  quanto presenciais.</p>
<p>Já para quem está em busca de incentivo financeiro, o  Prêmio Sebrae Mulher de Negócios,  desde 2004, distribui anualmente até R$ 50 mil para negócios de sucesso escolhidos em etapas estadual, regional e nacional. </p>
<p>A Trilha Mulheres de Sucesso, do Grupo Mulheres do Brasil, também está com inscrições abertas pelo  Sympla . O curso é gratuito e vai acontecer de 1º de setembro a 13 de outubro, sempre às terças e quintas, das 19h às 21h. As aulas passam por posicionamento de marca, formalização, gestão financeira e precificação, tudo online e sem processo seletivo.</p>
<p>Quem mora em São Paulo também pode aproveitar o Ela Empreende, do programa estadual Qualifica SP Empreenda, feito em parceria com o Itaú, com aulas curtas enviadas direto pelo WhatsApp, cobrindo dez módulos sobre gestão, finanças e marketing. As  inscrições  vão até o dia 14 de setembro. </p>
<p>Já o  Itaú Mulher Empreendedora , é um programa contínuo do banco, sem prazo nem limite de vagas, com vídeos, artigos e ferramentas de gestão liberados o ano inteiro.</p>
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        <media:credit role="photographer">Dragos Condrea</media:credit>
        <media:credit role="provider">Depositphotos/ Dragos Condrea</media:credit>
        <media:title>empreendedora-IA</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carolyna Bazanini]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil no topo: Alison dos Santos bate recorde mundial nos 400m com barreiras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/alison-dos-santos-recorde-400m-com-barreiras</link>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 22:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O atletismo brasileiro está em festa. Alison dos Santos, conhecido como Piu, bateu o recorde mundial dos 400m com barreiras nesta quinta-feira, 27, na etapa de Zurique da Diamond League (principal circuito anual do atletismo mundial). Ele fechou a prova com o tempo de 45s80, superando por 14 centésimos a marca anterior, que pertencia desde 2021 ao norueguês Karsten Warholm.</p>
<p>Com o feito, o atleta de São Joaquim da Barra (SP) coroa uma temporada brilhante. Ao longo de 2026, ele vem dominando os 400m com barreira. Piu venceu todas as etapas da Diamond League que disputou. No domingo 23, na etapa da Polônia, fez 46s43, então o melhor tempo do mundo dos 400m com barreiras no ano.</p>
<p>Alison chega agora como líder à final da Diamond League, que será nos dias 4 e 5 de setembro, em Bruxelas, na Bélgica, onde buscará seu terceiro título do circuito.</p>
<p>Mas a conquista de Alison traz outro componente importante para o esporte brasileiro. Antes desse recorde mundial, o último estabelecido por um atleta do país foi há quase 28 anos. Ronaldo da Costa correu os 42,195 km da Maratona de Berlim com o tempo de 2h06min05s em 20 de setembro de 1998.</p>
<p>Antes dele, João do Pulo estabeleceu o recorde mundial do salto triplo: 17,89 metros registrados em 15 de outubro de 1975, nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México. Ele foi o terceiro brasileiro a chegar a um recorde mundial no atletismo, depois de Adhemar Ferreira da Silva, em 1950, e Nelson Prudêncio, em 1968, ambos também no salto triplo.</p>
<p>Ou seja, Alison é o quinto brasileiro da história a estabelecer um recorde mundial no atletismo.</p>
<p>Na maratona, vale destacar que neste ano, em abril, o queniano Sabastian Sawe quebrou o recorde mundial, estabelecendo incríveis 1h59min30s na Maratona de Londres, tornando-se o primeiro atleta a correr oficialmente a clássica distância abaixo de duas horas.</p>
<h2>O recorde de Alison em Zurique</h2>
<p>Campeão mundial e duas vezes medalhista olímpico, Alison acumula títulos e algumas das marcas mais rápidas já registradas nos 400m com barreira (ele também disputa os 400m rasos). Nesta quinta, ele largou bem, na raia 6. Ganhou velocidade rapidamente e manteve um ritmo constante. Passou com segurança pelas últimas barreiras e seguiu forte até a chegada, cruzando a linha com uma vitória inconteste.</p>
<p>Warholm foi o segundo colocado. Outro brasileiro, Matheus Lima, ficou com a quarta posição.</p>
<h2>As marcas de Piu</h2>
<p>Confira os melhores tempos da carreira de Alison dos Santos nos 400m com barreiras:</p>
<p>Os recordes pessoais de Piu incluem 44s38 nos 400m rasos e 33s01 nos 300m com barreiras.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram/ Diamond League Athletics</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Joia da arquitetura barroca, Igreja de Ouro do Rio abrirá para visitação aos sábados</title>
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      <pubDate>Wed, 26 Aug 2026 21:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma das joias mais importantes da arte barroca e do rococó no Brasil, a famosa Igreja do Ouro do Rio, localizada no Largo da Carioca, abrirá para visitação aos sábados a partir de outubro. Hoje, quem quiser conhecer a formidável construção – que faz parte de um conjunto arquitetônico cuja história remonta ao início do século XVII – só pode fazer visitas de segunda a sexta-feira.</p>
<p>Apesar dessa limitação, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, o nome oficial, recebe em torno de quatro mil pessoas por mês. No local, também está o Museu Sacro Franciscano, criado em 1933. O ingresso comum para conhecer os dois espaços custa R$ 30. E há uma visita mediada, que acontece na segunda terça-feira do mês, com valor de R$ 50. Ainda não há informações sobre valores para visitação aos sábados.</p>
<p>A decisão sobre a abertura permitirá que o passeio pelo conjunto arquitetônico e, em especial, pela igreja – cujo interior é quase inteiramente revestido por talhas de cedro cobertas com folhas e partículas de ouro – seja integrado ao circuito turístico do Rio de Janeiro.</p>
<p>Outra medida que poderá tornar a Igreja do Ouro uma parada turística nos passeios de sábado é a reabertura da rampa de acesso ao Morro de Santo Antônio, fechada há décadas. O conjunto arquitetônico é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/askGl2n5tVMfOr1OA.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, o nome oficial, recebe 4 mil pessoas por mês."/>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Facebook / Museu Sacro Franciscano</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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      <title>Ceará vai ganhar a primeira fábrica de curativos de pele de tilápia do Brasil</title>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A cidade de Jaguaribara, a 226 quilômetros de Fortaleza, receberá a primeira fábrica do país dedicada à produção de curativos biológicos feitos com pele de tilápia. A tecnologia foi desenvolvida no estado, a partir de um estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC).</p>
<p>A pesquisa começou em 2015 no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC, com a participação de pesquisadores do Ceará, de Pernambuco e de Goiás. O resultado é um curativo com base em pele de animal aquático e que agora ganha escala industrial. </p>
<p>A fábrica foi viabilizada por meio de uma parceria entre o Governo do Ceará e a empresa Biotec Medical Xenograft Engineering e a escolha da cidade não foi por acaso. Jaguaribara é a maior produtora de tilápia do Ceará e ocupa a 14ª posição no ranking nacional, sendo que a piscicultura sustenta boa parte da economia local. </p>
<p>O empreendimento representa um investimento superior a R$ 52 milhões nos próximos três anos. A expectativa é impulsionar a capacidade produtiva de 180 mil peles processadas mensalmente no início das atividades para 400 mil por mês ao final do terceiro ano. </p>
<p>Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a fábrica deve gerar mais de 200 empregos diretos já no primeiro ano e a previsão é de que os trâmites para sua instalação, incluindo a compra de equipamentos e a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sejam concluídos em até 15 meses. </p>
<p>Manoel Odorico de Moraes Filho, pesquisador e um dos coordenadores do projeto, também acredita que a fábrica "vai colocar a cidade de Jaguaribara no mapa do Ceará, do Brasil e do mundo". </p>
<h2>Como se deu a descoberta </h2>
<p>A tecnologia começou a ser desenvolvida há mais de uma década, em 2015, no NPDM. Os pesquisadores estavam em busca de uma solução para o tratamento tradicional de queimaduras, que até então dependia de sulfadiazina de prata (creme antibiótico de uso tópico) ou de bancos de pele humana, um recurso escasso e caro no país.</p>
<p>A pele humana é doada por familiares próximos de uma pessoa falecida. É o principal método utilizado até hoje. Ela cobre menos de 1% da demanda dos cerca de 500 mil pacientes que sofrem queimaduras todos os anos no Brasil e que seriam elegíveis para esse tipo de tratamento.</p>
<p>Foi aí que a tilápia virou o centro do estudo, pois sua pele tem alta concentração de colágeno tipo 1 e tem características equivalentes à da pele humana. O peixe é um animal de criação rápida, pronto para consumo em seis a oito meses. "A pele da tilápia era o único produto da cadeia produtiva da tilápia que era descartado, jogado no lixo", conta Odorico.</p>
<p>O estudo desenvolveu um processo que usa liofilização (processo avançado de desidratação) e esterilização por radiação gama, o que permite guardar a pele em temperatura ambiente, sem a necessidade de refrigeração. Na hora de usar, basta reidratar o curativo com soro fisiológico.</p>
<h2>Mas o que muda para os pacientes?</h2>
<p>Mais de 350 pacientes já passaram pelo tratamento, com resultados positivos na cicatrização de queimaduras de segundo grau. Diferentemente do curativo tradicional, a pele de tilápia é aplicada uma única vez e retirada apenas quando a cicatrização termina.</p>
<p>Além do conforto com a diminuição das trocas constantes de curativo, os pacientes passam por menos sessões de anestesia e correm menor risco de infecção hospitalar. "O tratamento convencional exige que você substitua o curativo a cada 24h ou no máximo 48h. Então, você imagina uma pessoa queimada, com 30% da área corporal queimada, e você tendo que substituir esse curativo. Imagine a dor que esse paciente vai sentir", explica. </p>
<p>Hoje, a tecnologia já saiu do Ceará e ganhou diferentes aplicações, com seu uso em cirurgias ginecológicas. Já foi utilizada com sucesso em procedimentos de reconstrução vaginal de mulheres transsexuais, com síndrome de Rokitansky (malformação congênita rara que afeta o sistema reprodutivo feminino e que faz com que a menina nasça sem o útero e com ausência total ou parcial do canal vaginal), agenesia vaginal (malformação congênita) e câncer pélvico.</p>
<h2>O próximo passo do estudo</h2>
<p>Em 2017, pesquisadores da UFC inauguraram o primeiro banco de pele de tilápia para uso em tratamentos médicos. Atualmente, estuda-se um potencial subproduto, com o uso do scaffold, ou matriz dérmica acelular da tilápia. </p>
<p>O processo retira quimicamente todas as células da pele do peixe, deixando apenas uma membrana pura de colágeno. "Consegui identificar 48 aplicações em medicina humana, medicina veterinária e em odontologia", afirma Odorico.</p>
<p>O scaffold já foi testado com sucesso em lesões de córnea de cerca de 900 cães e gatos, e agora passa por pesquisas clínicas em córneas humanas. Também está sendo estudado para a reconstrução da dura-máter, a membrana que protege o cérebro, em procedimentos de neurocirurgia.</p>
<h2>Economia bilionária para o SUS</h2>
<p>Fora os pacientes, o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá sentir o impacto da tecnologia. Responsável por 93% dos atendimentos a queimados no país, enquanto uma membrana artificial importada custa cerca de R$ 50 por centímetro quadrado, a pele de tilápia sairia por apenas R$ 0,12 por centímetro quadrado, aponta Odorico.</p>
<p>A diferença de preço, multiplicada pela escala de produção industrial, deve representar uma economia bilionária para o setor de saúde, além de otimizar o trabalho das equipes médicas, reduzir o tempo de internação e diminuir o desperdício de insumos descartáveis.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Universidade Federal do Ceará</media:credit>
        <media:title>pele-de-tilápia</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carolyna Bazanini]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Alok doa cachê da Festa do Peão de Barretos para Hospital de Amor</title>
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      <pubDate>Mon, 24 Aug 2026 15:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Atração da  Festa do Peão de Barretos , o  DJ Alok  lotou o estádio na madrugada do domingo, 23, e fez um show de drones que hipnotizou o público, com direito a uma homenagem a Marília Mendonça. Mas, antes de sua apresentação, seu nome foi celebrado por um gesto revelado na véspera:  ele doou integralmente seu cachê ao Hospital de Amor , referência no atendimento de pacientes com câncer no interior paulista.</p>
<p>O valor não foi informado.  Alok está entre os DJs brasileiros de maior projeção internacional , e seu cachê pode chegar a R$ 1 milhão.</p>
<p>O show deste ano marcou a volta de Alok a Barretos. Ele havia se apresentado na festa três anos antes e também naquela ocasião doou o cachê à instituição. Em  entrevista ao G1,  afirmou que, nas seis vezes em que esteve na Festa do Peão, sempre destinou o dinheiro ao hospital.</p>
<p>As contribuições são feitas por meio do  Instituto Alok , fundado pelo DJ em dezembro de 2020 para apoiar projetos de transformação social.</p>
<p>Alok contou ao G1 ainda que uma prima fez tratamento contra o câncer no Hospital de Amor. Hoje, ela está curada, mas segue fazendo exames de acompanhamento. O DJ ressaltou que a instituição faz um trabalho muito acima da média.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asrzUzLEcyTjyJYDN.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Alok fez doação por meio de seu Instituto Alok. Ele já ajudou o Hospital de Amor em outras ocasiões"/>
<p>Criado em 1962, o Hospital de Amor (antigo Hospital de Câncer de Barretos) realizou, em 2025,  mais de 2 milhões de atendimentos gratuito s para mais de 613 mil pessoas de 2.711 municípios brasileiros.</p>
<p>Em suas redes sociais, o Hospital de Amor confirmou as contribuições de Alok, que incluem cachês de apresentações e outras doações. Em 2022,  recursos do Instituto Alok permitiram a aquisição do Nirvana, sistema de realidade virtual usado na reabilitação física e cognitiva de pacientes da instituição.</p>
<p>O Hospital de Amor informou ainda que o Instituto Alok apoia o  Cora – Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás , inaugurado em 2025, em Goiânia, cidade natal do DJ. Entre as iniciativas está a construção do Lar dos Artistas do Amor, espaço destinado a acolher pacientes e familiares durante o tratamento.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">© Alisson Demetrio | 2026</media:credit>
        <media:credit role="provider">Alisson Demetrio/ Facebook/ Festa do Peão de Barretos</media:credit>
        <media:title>festa-peao-barretos-alok</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>CPTM faz campanha para arrecadar 8 mil brinquedos em SP; saiba como doar</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cptm-campanha-arrecadar-8-mil-brinquedos-sp-saiba-como-doar</link>
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      <pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:17:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) realiza mais uma edição da  Campanha Criança Feliz , com a meta de arrecadar  8 mil brinquedos  até  9 de outubro .</p>
<p>Os itens arrecadados serão distribuídos no Dia das Crianças, em 12 de outubro, para crianças em situação de vulnerabilidade social. As doações serão destinadas a cerca de 30 instituições cadastradas no Fundo Social do Estado de São Paulo e nos municípios atendidos pela companhia.</p>
<p>Nas últimas seis edições, a iniciativa já arrecadou mais de  36 mil brinquedos  e beneficiou aproximadamente 110 entidades.</p>
<h2>Quais brinquedos podem ser doados?</h2>
<h2>Onde doar brinquedos?</h2>
<p>As caixas de coleta estão instaladas nas seguintes estações e linhas da CPTM:</p>
<h4>Linha 10-Turquesa</h4>
<h4>Linha 11-Coral</h4>
<h4>Linha 12-Safira</h4>
<h4>Linha 13-Jade</h4>
<h4>Sede Administrativa da CPTM</h4>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Divulgação</media:credit>
        <media:title>cptm-doacao</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Síria celebra retorno de peças históricas devolvidas pela França</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/siria-pecas-historicas-devolvidas-franca</link>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Vinte e três peças artísticas históricas estão em exibição em Damasco, capital da Síria, após retornarem da França. Os artefatos permaneceram por mais de 15 anos no país europeu, durante o conflito vivido pela nação do Oriente Médio.</p>
<p>As  obras devolvidas pela França fazem parte de uma exposição pública na Cidadela de Damasco , fortaleza medieval reconhecida como patrimônio mundial pela Unesco.</p>
<p>Na mostra, visitantes têm a oportunidade de ver peças que abrangem milhares de anos da história da Síria.</p>
<p>A coleção está sendo exibida no Salão do Trono da cidadela, como parte do  festival  Syria Summer 2026 , que teve início em 6 de agosto. </p>
<p>Uma placa na entrada celebra o momento: "A Síria recupera suas Antiguidades – 23 artefatos abraçam o solo sírio mais uma vez".</p>
<p>"Hoje, como parte das comemorações do  Damascus Summer 2026 , inauguramos uma exposição apresentando antiguidades sírias recuperadas da França. Esses artefatos são particularmente significativos, dados os acontecimentos pelos quais passaram nos últimos 16 anos", disse Ammar Kanawi, Diretor de Assuntos de Museus na Síria .</p>
<p>Segundo Kanawi, o processo de empréstimo das obras começou em 2010. As peças deixaram a Síria no ano seguinte, com destino ao Instituto do Mundo Árabe, em Paris, capital francesa.</p>
<p>Kanawi afirmou que a coleção inclui objetos de diversos períodos históricos, incluindo peças ligadas aos antigos reinos de Mari e Ugarit, além de itens do período Clássico.</p>
<p>Os  artefatos permaneceram na França após o início da guerra na Síria  e o rompimento das relações diplomáticas entre Paris e Damasco. </p>
<p>Autoridades sírias disseram que preocupações com a segurança e a necessidade de preservar a coleção atrasaram seu retorno.</p>
<p>O expatriado sírio Khaldoun Taktouk descreveu a emoção de ver a coleção pela primeira vez durante uma visita à Cidadela de Damasco: Essas peças são incrivelmente cativantes e fascinantes. Não sei como descrever essa sensação, é algo que não pode ser colocado em palavras."</p>
<p>A França  devolveu os 23 artefatos em 7 de julho, durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron à Síria , ocorrida entre 6 e 7 de julho. </p>
<p>Durante a visita, Paris e Damasco restabeleceram relações diplomáticas plenas e concordaram em trocar embaixadores.</p>
<p>Autoridades sírias disseram que a  coleção inclui artefatos de grandes sítios arqueológicos que datam desde a pré-história até a era islâmica .</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">SANA/Ministério da Informação da Siria</media:credit>
        <media:credit role="provider">SANA/Ministério da Informação da Siria</media:credit>
        <media:title>WhatsApp Image 2026-08-11 at 10.58.59</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Florence Naa Oyoe Quartey]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Desmatamento na Amazônia cai 36,87% no último ano</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/desmatamento-na-amazonia-cai-36-87-no-ultimo-ano</link>
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      <pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. A área sob alerta ficou em 2.874,38 km².  É o menor valor desde 2016, quando se iniciou a série histórica.  Na medição do período anterior, ela foi de 4.495 km². </p>
<p>O tamanho da área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez ciclos, ou seja, de 2015/2016 a 2025/2026.</p>
<p>Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e foram apresentados na tarde desta sexta-feira, 7, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). </p>
<p>A divulgação desses números coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3.</p>
<p>O Deter também analisou áreas de desmatamento no Cerrado,  apontando redução de 7,8%, com 5.119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano . Diferentemente da Amazônia, nas áreas registradas desse bioma, a maior parte é de propriedade privada.</p>
<p>O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas. Os alertas emitidos pelo sistema permitem que os órgãos ambientais atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento.</p>
<p>Entre os estados que compõem a Amazônia Legal, os maiores volumes de alertas de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²). </p>
<p>Em relação ao ciclo anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%.</p>
<h2>Desmatamento</h2>
<p>O ano de 2025 registrou queda de 20,1% no desmatamento em todo o Brasil, em comparação com 2024.</p>
<p>A redução no desmatamento ocorreu em todos os biomas do país.  No recorte por biomas, a queda mais expressiva ocorreu no Pantanal. Em 2025, foi 65,4% menor do que no ano anterior. Em seguida está o Pampa, com diminuição de 41,7%.</p>
<p>Na Caatinga, o desmatamento caiu 34,3%. Na Amazônia a queda foi de 15,8% e no Cerrado, a redução foi de 11,5%.</p>
<p>Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe. </p>
<p>O Prodes faz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, funcionando como a referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.</p>
<h2>Repercussão</h2>
<p>Em nota, o Observatório do Clima comemorou os dados do Deter. </p>
<p>“Os números apresentados hoje são históricos, fruto de políticas sérias de proteção ambiental, e provam que é plenamente possível cumprir o compromisso assumido pelo país de zerar e reverter o desmatamento até 2030”, disse  Marcio Astrini,  secretário-executivo da entidade.</p>
<p>O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também considera os números significativos para  buscar a meta de zerar o desmatamento na região.</p>
<p>“Os dados do Deter indicam uma consolidação da redução do desmatamento na Amazônia, o que é muito positivo. Temos a menor taxa do Prodes desde que começou a ser medida”, afirmou  Ane Alencar , diretora de ciência do Ipam.</p>
<p>“Isso mostra a possibilidade de o país realmente continuar seguindo uma trajetória para alcançar o desmatamento zero. Prova que é possível reduzir o desmatamento na Amazônia, mesmo com todas as adversidades como as mudanças climáticas e o El Niño”, avalia a diretora do Ipam.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Unsplash/ Nathalia Segato</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Projeto de ícone da maratona no Brasil prepara jovens corredores para o alto rendimento</title>
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      <pubDate>Sun, 02 Aug 2026 19:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Único maratonista brasileiro a conquistar uma medalha olímpica,  Vanderlei Cordeiro de Lima  lançou um projeto de longo prazo que visa  preparar jovens corredores para o alto rendimento . Foram selecionados dez talentos, com idades entre 17 e 23 anos, de diferentes partes do país. A expectativa é vê-los atingir índices que os façam brilhar em grandes competições internacionais no futuro.</p>
<p>Batizada de Corre do Amanhã, a iniciativa une os esforços do  Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima (IVCL)  e da  Olympikus , idealizadores do projeto, que dá largada neste mês de agosto. </p>
<p>Os dez integrantes da equipe (quatro mulheres e seis homens) começam a preparação no Centro Esportivo de Alto Rendimento (Cear), em Campinas (SP), sob orientação de  Ricardo D'Angelo , técnico responsável pelo time e gestor do IVCL.</p>
<p>Além do trabalho esportivo, os jovens corredores terão acesso a acompanhamento médico, psicológico, nutricional e social, bolsa de estudos, alojamento, e acesso à infraestrutura do Cear, com quem o IVCL tem parceria. Outro benefício é a oferta de um programa de medicina desenvolvido com outro apoiador, a Unimed Campinas.</p>
<p>Entre setembro e dezembro de 2025, formou-se uma primeira turma com quatro competidores, que despontavam como  promessas na corrida de fundo . No primeiro semestre, os responsáveis pelo projeto percorreram as cinco regiões do Brasil em busca de mais atletas.</p>
<p>Na segunda etapa do processo seletivo, que envolveu 370 inscrições, foram preenchidas seis vagas, anunciadas no fim de julho. As seletivas foram realizadas em Porto Alegre (RS), Campinas, Manaus (AM), Recife (PE) e Cuiabá (MT).</p>
<h2>Os dez atletas do Corre do Amanhã</h2>
<p>Os candidatos foram avaliados com base em critérios como ranking nacional, marcas pessoais, histórico esportivo e desempenho técnico. Os selecionados são:</p>
<p>"O Brasil sempre revelou grandes corredores, mas  muitos talentos acabaram ficando pelo caminho por falta de oportunidade e estrutura . O Corre do Amanhã nasceu para mudar essa realidade, oferecendo condições para que esses jovens possam desenvolver todo o seu potencial com planejamento, acompanhamento e visão de longo prazo", afirma Ricardo D'Angelo, treinador de Vanderlei por muito tempo e que esteve com ele nos preparativos para os  Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, quando o brasileiro conquistou a medalha de Bronze na maratona (42,195 km) .</p>
<p>Para Vanderlei, o projeto representa a continuidade de uma trajetória construída dentro das pistas e das ruas. Ele comentou os trabalhos com a primeira turma (formada por Cael, Ana Laura, Gustavo e Mateus). </p>
<p>“É bonito ver como cada um deles carrega a mistura de disciplina e vontade de crescer. Poder trocar experiência com eles, contar um pouco do que vivi e ver esse aprendizado se transformando em resultado no dia a dia é algo que me realiza muito”, contou.</p>
<p>Ícone no universo da corrida e do atletismo, Vanderlei festeja a formação da equipe. “Com a chegada dos seis novos integrantes, estamos completando um ciclo importante; um grupo maior, mais forte, pronto para escrever suas próprias histórias dentro do atletismo brasileiro", declarou.</p>
<h2>Quantos são os corredores no país?</h2>
<p>O Brasil vive um  boom  de corridas de rua. Um estudo encomendado pela Olympikus mostrou que houve um aumento de dois milhões de corredores no ano passado, fazendo com que esse público atinja  15 milhões de pessoas que correm ao menos uma vez por semana . </p>
<p>De acordo com essa pesquisa, a atividade física é a quarta mais praticada no país, atrás de caminhada (39% das respostas), musculação (25%) e futebol (16%). A corrida ficou com 14%.</p>
<p>Com tamanho contingente e popularidade, seria de se esperar que despontassem talentos para as modalidades de alto rendimento. Mas os resultados não estão atingindo os níveis dos grandes corredores no mundo.</p>
<p>“A atual geração tem muito mais acesso para fazer esporte, principalmente na corrida. Tem potencial. Mas o mundo virtual tira um pouco do foco. É preciso buscar as ferramentas certas para que eles tenham mais determinação e comprometimento”, diz Vanderlei.</p>
<p>Ricardo reforça o valor de treinamento seguindo uma metodologia própria para o alto rendimento. E ressalta que paciência também é necessária, o que o medalhista corrobora. “Essa é uma geração que quer resultados, mas não querem processos. Resultados expressivos vêm depois de sete anos”, emendou.</p>
<p>Por isso, o projeto se volta ao longo prazo. Ricardo explica que, no curto prazo, bons  resultados nas provas nacionais devem vir entre dois e três anos.  De quatro a cinco anos, a expectativa é ver a equipe alcançar boas marcas nas provas sul-americanas. E,  entre sete e oito anos, os atletas do Corre do Amanhã podem obter índices competitivos no calendário global .</p>
<p>Se os atletas que já iniciaram essa jornada se prepararem bem e os cálculos se cumprirem, eles podem almejar presença nos  Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032 .</p>
<h2>Como o Brasil perdeu espaço no cenário internacional</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asDg96S2Qtt8UzRuZ.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Ricardo D'Angelo e Vanderlei visam preparar atletas para se destacarem nas provas nacionais, depois nas competições sul-americanas e nas grandes disputas globais."/>
<p>“Em termos de massificação da corrida, o Brasil é um dos países do topo. Mas quando você olha para o alto rendimento, já estivemos nesse lugar. Hoje não produzimos o que tínhamos. Na América do Sul, colombianos, uruguaios, argentinos, chilenos, peruanos e equatorianos estão na nossa frente”, avalia Ricardo.</p>
<p>Um dos principais fatores para isso é a falta de oportunidade para os talentos que surgem. Segundo ele, para a grande maioria não há estruturas que os preparem para o alto rendimento. Há provas, por exemplo, em que as distâncias não são exatas, o que não permite medir o nível técnico. Mesmo sistemas de cronometragem apresentam erros e falhas.</p>
<p>“O atleta que não conta com estrutura para se preparar acaba correndo no final de semana para ganhar dinheiro. E, se correr muitas dessas provas, não há probabilidade de sustentar o alto rendimento.  O Vanderlei corria apenas duas maratonas por ano ”, conta o técnico.</p>
<p>Oportunidade é uma palavra importante, nesse sentido. Um dos atletas do projeto era carregador de feira. Seu talento foi descoberto e agora é hora de preparar seu futuro.</p>
<p>No mesmo dia em que os novos integrantes da equipe foram anunciados, foi lançado um  documentário , produzido pela Olympikus, que revisita um dos momentos mais marcantes da carreira de Vanderlei: a maratona nos Jogos de Atenas, na qual  teve a liderança prejudicada ao ser atacado por um irlandês , que invadiu o percurso em um momento transmitido ao vivo para o mundo.</p>
<p>Quase duas décadas depois, ele retornou à capital grega para correr mais uma vez os 42 km. O documentário mostra sua participação na Maratona de Atenas dezenove anos depois do bronze olímpico. Aos 54 anos, Vanderlei completou o percurso em 2h54min29s.</p>
<h2>O legado de Vanderlei Cordeiro de Lima</h2>
<p>Nascido em Cruzeiro do Oeste (PR), Vanderlei começou a correr ainda criança. Ele ajudava os pais nas lavouras de café e cana-de-açúcar e, aos 11 anos, ganhou seu primeiro par de tênis, começando a participar de competições na escola. Incentivado por um professor de educação física,  ele passou a se dedicar ao atletismo aos 14 anos . Disputou sua primeira corrida oficial em 1985, antes de iniciar a carreira profissional em São Paulo, em 1988.</p>
<p>Em 1998, Vanderlei terminou a  Maratona de Tóquio em segundo lugar com a marca de 2h08min31s , seu recorde pessoal. É o quarto melhor tempo dentre os atletas brasileiros.</p>
<p>Para os Jogos de Atenas, Vanderlei chegou com boas expectativas, já que tinha vencido a Maratona de Hamburgo e tinha feito uma preparação específica para o percurso olímpico. A estratégia combinada com Ricardo D’Angelo era acelerar em momentos determinados da prova.</p>
<p>Durante o percurso, ele percebeu que os favoritos estavam se marcando e decidiu atacar antes do planejado. Por volta do quilômetro 20, Vanderlei assumiu a liderança. Aos poucos, foi abrindo vantagem sobre o pelotão perseguidor e chegou a ter cerca de 50 segundos de vantagem.</p>
<p>Com pouco mais de 6 km para o fim, seguia para uma conquista inédita: seria o primeiro brasileiro campeão olímpico da maratona. Foi então que o ex-padre irlandês Cornelius (Neil) Horan invadiu o percurso e agarrou Vanderlei,  empurrando-o para fora da pista .</p>
<p>O brasileiro ficou preso por alguns segundos até ser ajudado por um espectador, que afastou o invasor. Mais do que o tempo perdido, Vanderlei teve o ritmo e a concentração quebrados em uma etapa decisiva da prova.</p>
<p>Pouco depois, o italiano Stefano Baldini assumiu a liderança. Em seguida, o norte-americano Meb Keflezighi também ultrapassou o brasileiro. Vanderlei resistiu até o fim e cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, com o tempo de 2h12min11s. Baldini conquistou o Ouro em 2h10min55s, e Keflezighi ficou com a Prata em 2h11min29s.</p>
<p>Ao entrar no estádio Panatenaico, Vanderlei comemorou o resultado com os  braços abertos, em celebração , o que emocionou o público. Meses depois, o  Comitê Olímpico Internacional  lhe concedeu a  Medalha Pierre de Coubertin , uma das mais altas honrarias do movimento olímpico, em reconhecimento ao espírito esportivo demonstrado diante da adversidade.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Corre-Amanhã-Vanderlei</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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