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    <title>Global South World Brasil - Neymar</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>O melancólico adeus de Neymar na seleção e a pior campanha do Brasil em 36 anos</title>
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      <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Nos acréscimos do segundo tempo do jogo entre Brasil e Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, Neymar bateu boca com o goleiro Nyland antes de cobrar o pênalti que fechou o placar em 2 a 1 para o time norueguês. O camisa 10 converteu a cobrança e provocou na comemoração: “Aqui não, otário”.  </p>
<p>A cena virou assunto por expor a escolha de Neymar em gastar segundos discutindo com o goleiro adversário, ao invés de correr para buscar a bola ou tentar levantar o time para uma última reação - o que se sabia que seria um feito quase impossível, já que o árbitro estava para apitar o fim da partida.</p>
<p>Enquanto parte da torcida viu personalidade, a postura do jogador em priorizar o bate-boca em vez de agilizar o jogo foi apontada como um reflexo do descontrole do time em campo.</p>
<p>A presença de Neymar na seleção que disputaria esta Copa do Mundo, a maior na história da Fifa, nunca foi unanimidade. O técnico Carlo Ancelotti não convocava o jogador desde que assumiu a seleção, em maio de 2025, por conta de questões físicas. O atleta vivia no Santos uma fase instável, longe da forma ideal para um atleta de alto nível.</p>
<p>Quando veio a convocação, ele estava na lista. Ancelotti revelou que usaria Neymar numa função nova, mais como um centroavante recuado do que o armador clássico como se apresenta hoje. Questionado se o santista seria titular ou opção de banco, o técnico não escondeu a dúvida: "Escolhemos porque pensamos em suas qualidades. Que jogue um minuto, cinco minutos, 90 ou pênaltis". Era uma aposta.</p>
<p>A população se dividia quanto à presença de Neymar na seleção. Em abril, 47% eram a favor da convocação do jogador do Santos, e 45%, contra, segundo pesquisa da Genial/Quaest. O apoio vinha sobretudo dos mais jovens (65% entre 16 e 24 anos). Entre quem acompanhou a carreira inteira de Neymar, a aprovação caía.</p>
<p>Ídolos de outras seleções, como Messi, aos 39 anos, são unanimidade em seus países. Mbappé é a grande referência técnica da França e levou a seleção às quartas de final. Neymar, o jogador mais caro da história do futebol brasileiro, chegou à sua quarta Copa precisando provar que o país ainda queria vê-lo em campo. A resposta não foi a sonhada por ele.</p>
<h2>A trajetória de Neymar na seleção</h2>
<p>Neymar tinha 22 anos quando estreou em Copas do Mundo, em 2014, jogando em casa. Era a esperança que o Brasil buscava desde a eliminação em 2006, para a França. Fez quatro gols antes da contusão que sofreu após a entrada de Zúñiga, do time colombiano, que o tirou do mundial. Sem ele em campo, o Brasil sofreu o famoso 7 a 1 para a Alemanha na semifinal, a pior derrota da história da seleção. Nasceu ali a expressão que perseguiria a seleção pelos anos seguintes: "Neymardependência".</p>
<p>Vieram, no meio do caminho, os títulos que quase compensaram a sede dos brasileiros pela Copa, caso do ouro olímpico de 2016, contra a própria Alemanha, num pênalti que ele bateu e converteu.</p>
<p>Em 2018, chegou à Rússia recém-operado de uma fratura no pé. Marcou dois gols, deu duas assistências, mas o que mais repercutiu globalmente foram as críticas pelas quedas exageradas no gramado em faltas sofridas. O Brasil caiu nas quartas para a Bélgica.</p>
<p>Em 2022, Neymar machucou o tornozelo já na estreia contra a Sérvia e ficou fora de duas rodadas. Voltou nas quartas de final contra a Croácia e marcou um golaço na prorrogação, tornando-se o terceiro jogador ao lado de Pelé e Ronaldo a marcar em três Copas do Mundo diferentes. A alegria, porém, não durou muito. A seleção foi eliminada nos pênaltis antes mesmo de Neymar bater o seu. </p>
<h2>Fim de um ciclo</h2>
<p>Depois da derrota deste domingo, 5, Neymar anunciou que não vestirá mais a camisa da seleção numa Copa do Mundo. Termina, aos 34 anos, uma era que começou prometendo um hexa que nunca chegou perto de se consolidar.</p>
<p>A eliminação para a Noruega foi a pior campanha da seleção em 36 anos – a primeira vez, desde 1990, em que o time se despede do mundial nas oitavas de final. Além disso, o resultado empurra o país para o maior jejum de títulos de sua história.</p>
<p> Desde o pentacampeonato de 2002, foram seis Copas seguidas sem voltar à decisão: o Brasil perdeu nas quartas para a França em 2006; para a Holanda em 2010, na mesma fase; foi goleado pela Alemanha na semifinal de 2014; foi eliminado nas quartas para a Bélgica em 2018; nos pênaltis para a Croácia em 2022; e agora, nas oitavas, para a Noruega. </p>
<p>Em 2030, o Brasil chegará à próxima Copa com 28 anos sem título, superando os 24 anos que separaram o tricampeonato de 1970 do tetra de 1994, até então a maior seca da história do futebol brasileiro.</p>
<p>Ancelotti tentou tratar a queda não como fim, mas como começo. "Quando acontece um momento assim você tem de pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura", disse, na coletiva pós-jogo, no MetLife Stadium, onde aconteceu a partida. </p>
<p>Com contrato renovado até 2030, o técnico italiano terá mais de quatro anos para moldar uma nova seleção, agora sem a presença de Neymar.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>neymar-penalti-noruega</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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