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    <title>Global South World Brasil - Netanyahu</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Netanyahu denuncia 'tentativas de roubo' na primeira eleição desde os ataques de Hamas</title>
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      <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 19:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou nesta terça-feira, 27, tentativas de roubo nas primeiras eleições no país desde os ataques do movimento islamista Hamas em 7 de outubro de 2023, marcadas por uma forte polarização e por um comparecimento em massa às urnas.</p>
<p>A votação acontece à sombra dos três anos de guerras regionais desencadeadas pelos ataques, com questionamentos sobre a resposta do país e com a segurança como tema central da campanha.</p>
<p>As pesquisas mais recentes mostram Netanyahu empatado com seu principal rival, o centrista Gadi Eisenkot, um novato na política e ex-comandante militar de temperamento tranquilo.</p>
<p>O Likud, partido de Netanyahu, solicitou que as urnas fechassem depois do horário previsto, às 17h de Brasília (22h locais), mas a comissão eleitoral recusou o pedido, alegando que nada justificava a medida.</p>
<p>A preocupação do primeiro-ministro pode estar relacionada à taxa histórica de comparecimento às urnas, que chegava a 66,70% às 13h de Brasília (18h locais), a mais alta desde 1973, segundo dados da comissão eleitoral.</p>
<p>Com seu futuro em jogo, Netanyahu denunciou que "três funcionários de alto escalão" do partido Lista Árabe Unida (Ra’am) "estão tentando roubar as eleições", depois que foram detidos no sul do país com envelopes cheios de dinheiro.</p>
<p>As autoridades eleitorais, no entanto, afirmaram que as três pessoas foram detidas perto de suas casas e "ainda não haviam chegado aos locais de votação". É um "caso isolado" que está sendo investigado, acrescentaram.</p>
<p>O líder do Ra'am, Mansur Abbas, acusou Netanyahu de "mentir" e "espalhar medo" para "mobilizar os eleitores de direita", e o partido Yashar afirmou que o primeiro-ministro busca preparar "o terreno" para contestar os resultados em caso de derrota.</p>
<p>Também houve um incidente em Tel Aviv, onde a polícia prendeu um homem com uma faca que se aproximou de maneira ameaçadora do líder de esquerda Yair Golan.</p>
<p>"A incitação e a violência não vão nos intimidar", declarou Golan em um comunicado.</p>
<p>A eleição acontece em um momento de crescente isolamento de Israel por sua campanha militar em Gaza, a construção de assentamentos e a violência de colonos na Cisjordânia ocupada, além de uma guinada à extrema direita e ao nacionalismo religioso.</p>
<h2>"Agora ou nunca"</h2>
<p>Dezenas de milhares de expatriados voltaram ao país apenas para votar.</p>
<p>"Sinto que este é o momento decisivo. É agora ou nunca; caso contrário, o país realmente não vai sobreviver", disse Eilana Zisblit, que voltou pela primeira vez a Israel depois de morar quase 30 anos no Canadá.</p>
<p>"O país está seguindo em uma direção muito, muito ruim. Tanto para os judeus e os árabes que vivem aqui, quanto para os judeus que vivem no exterior", disse a mulher de 55 anos, que votou no bloco de Eisenkot.</p>
<p>A sensação é compartilhada por muitos israelenses entrevistados recentemente pela AFP, que refletem a profunda divisão deste país de quase 10 milhões de habitantes.</p>
<p>"Esta é a eleição mais importante porque metade do país rejeitou os valores básicos sobre os quais o Estado de Israel foi criado", opinou Noam, de 78 anos.</p>
<p>Zipporah Bennett, uma aposentada de 85 anos, disse que votaria em Netanyahu "porque ele tem a experiência de conduzir o país em momentos difíceis".</p>
<h2>O "pior governo"</h2>
<p>Netanyahu, de 77 anos, foi primeiro-ministro de Israel por 19 anos não consecutivos. Ele concentrou a campanha na área de segurança e destacou sua relação próxima com o presidente americano, Donald Trump.</p>
<p>Após retornar ao poder, em dezembro de 2022, o chefe de Governo conservador iniciou várias guerras: Gaza ficou em escombros, Israel ocupou o sul do Líbano e bombardeou seu rival Irã com apoio dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas a população israelense também enfrentou bombardeios do Irã, do Hamas, do movimento libanês Hezbollah e dos houthis do Iêmen, além de ter sofrido o pior ataque da história do país, pelo qual muitos responsabilizam Netanyahu.</p>
<p>Eisenkot, de 66 anos, prometeu uma comissão independente para investigar as falhas de segurança que possibilitaram os ataques do Hamas, algo que o governo de Netanyahu rejeitou.</p>
<p>Seu partido Yashar lidera um bloco informal que vai da direita até a centro-esquerda.</p>
<p>Eisenkot se opõe à criação de um Estado palestino e apoia os assentamentos israelenses, mas prometeu conter a violência dos colonos na Cisjordânia.</p>
<p>Por sua vez, Netanyahu tem o apoio de uma coalizão que inclui a extrema direita ultranacionalista e os ultraortodoxos, cuja influência disparou nos últimos anos.</p>
<p>Os resultados finais podem demorar dias. É pouco provável que apenas um partido se aproxime das 61 cadeiras necessárias para obter maioria no Parlamento (Knesset), de 120 membros.</p>
<p>Os partidos de maioria árabe podem ser decisivos no momento de inclinar a balança. No entanto, nem Eisenkot nem Netanyahu anunciaram a possibilidade de aliança com estas legendas, que representam 21% da população.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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      <title>Comício de Flávio Bolsonaro junta Milei, Netanyahu e animação em IA do pai preso</title>
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      <pubDate>Sun, 26 Jul 2026 14:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro enfrentou semanas difíceis nos últimos meses. Viu seu nome ligado a um ex-banqueiro que é pivô de um dos maiores escândalos financeiros do país, foi acusado pela madrasta Michelle Bolsonaro de desrespeitá-la (ela recentemente aceitou suas desculpas) e se enrolou no último tarifaço decretado pelo presidente Donald Trump contra o Brasil.</p>
<p>Na tarde do último sábado, dia 25, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro quis mostrar que tudo isso é parte do passado. Junto com seu partido e aliados, ele deu uma demonstração de força na convenção que lançou oficialmente sua candidatura em um grande evento em São Paulo.</p>
<p>Além das já esperadas participações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), respectivamente os governantes do maior e mais rico estado e da maior e mais rica cidade do país, de políticos de relevância nacional e regional, o time de Flávio Bolsonaro preparou algumas surpresas. O principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na América Latina, o presidente Javier Milei surgiu pessoalmente diante de uma multidão de militantes que lotava a na Arena Pacaembu, um espaço com capacidade para juntar 7 000 pessoas.</p>
<h2>"Lixo careca"</h2>
<p>Em seu discurso, ele exaltou sua amizade com Jair Bolsonaro, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e atualmente em prisão domiciliar, e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”. Milei criticou particularmente a decisão do ministro em negar sua visita ao ex-presidente, em prisão domiciliar.  “Quando Lula esteve preso, ele recebeu a visita de diversos líderes internacionais, entre eles Alberto Fernandez”, disse Milei,  referindo-se a seu antecessor – e rival político.</p>
<p>Fiel a seu estilo histriônico, Milei se deixou fotografar ao lado de Flávio Bolsonaro exibindo a camisa da seleção argentina e, à falta de sua peculiar motosserra – seu símbolo de austeridade econômica – , apareceu em uma imagem junto com Flávio em que o candidato mostrava uma tesoura de podar arbustos de brinquedo. A presença de Milei é emblemática do atual momento em que vários países da América da Sul se movimentam em direção à direita em sucessão a governos de esquerda, como Chile, Equador e Colômbia.</p>
<h2>Participações em vídeo</h2>
<p>Uma segunda surpresa surgiu nos telões de vídeo logo após a exibição de uma produção um tanto quanto macabra feita por IA de Jair Bolsonaro (o ex-presidente está proibido de pronunciar-se sobre qualquer assunto sem autorização judicial). Por meio de um vídeo gravado em seu gabinete em Tel Aviv, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu saudou o candidato, deixando claros seus laços de amizade com o clã político brasileiro: “Flávio, meu amigo, quero parabenizá-lo pelo lançamento oficial da sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil, um grande campeão da amizade entre nossos povos, e eu sei que você levará o Brasil a patamares mais elevados. Parabéns.”</p>
<p>Encerrado o evento, o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou uma nota oficial em resposta ao ataque de Javier Milei a Alexandre de Moraes. ⁠Fachin classificou a menção do argentino como desrespeitosa,⁠  ⁠defendeu que a decisão de Moraes foi um ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis brasileiras e ⁠reafirmou a autonomia e independência do Poder Judiciário brasileiro. E usou palavras duras em sua conclusão: “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados.”</p>
<h2>Pesquisa eleitoral</h2>
<p>A última pesquisa do Datafolha divulgada no mesmo dia do comício gigante dos Bolsonaro, aponta uma disputa acirradíssima para o segundo turno, com Flávio apenas 5 pontos atrás de Lula (enquanto o primeiro detém 43% das preferências, o incumbente lidera com 48% das intenções de voto). A eleição que levou Lula ao Planalto pela terceira vez foi definida por uma margem de apenas 2 milhões de votos, o que corresponde a pouco mais de 1% do total. O grande show político armado pela direita brasileira no Pacaembu demonstrou que a campanha eleitoral brasileira será repleta de emoções.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Vittor Sales/ Campanha Flávio Bolsonaro</media:credit>
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        <media:title>Flavio Bolsonaro e Javier Milei</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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