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    <title>Global South World Brasil - Nepal</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Nepal e Tibete enfrentam risco de novas enxurradas após tragédia</title>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 21:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O risco de novas enxurradas mantém em alerta nesta quinta-feira, 27, áreas do Nepal e do Tibete atingidas no dia anterior por uma avalanche de gelo e rochas que desencadeou uma violenta corrente de água, lama e detritos. O material acumulado bloqueou cursos de água e formou lagos temporários que podem romper.</p>
<p>No Nepal, a Autoridade Nacional de Redução e Gestão do Risco de Desastres alertou para um lago formado pelo represamento do rio Bhote Koshi, na região atingida. No Tibete, outro lago se formou próximo ao posto fronteiriço de Gyirong, onde o acúmulo de gelo, rochas e sedimentos criou uma barragem natural. Autoridades chinesas informaram que o reservatório já começava a transbordar e consideram elevado o risco de uma descarga repentina. Moradores e equipes de resgate foram orientados a se manter afastados das margens dos rios nas áreas ameaçadas.</p>
<p>As enxurradas atingiram na quarta-feira, 26, a região montanhosa da fronteira entre o Nepal e o Tibete, território autônomo da China. Entre as áreas mais afetadas estão o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, e Gyirong, no lado tibetano, em uma importante rota terrestre entre Katmandu e Lhasa.</p>
<p>Os números de vítimas continuam sendo atualizados. Os balanços mais recentes apontam cerca de 390 mortos e quase 1.400 pessoas desaparecidas ou sem contato. Mais de 500 estrangeiros estão entre elas.</p>
<p>Enquanto autoridades trabalham no resgate e no atendimento às vítimas, um terremoto de magnitude 5.0 atingiu nesta quinta-feira outra parte do Tibete. O tremor ocorreu centenas de quilômetros ao norte da área devastada pelas enxurradas e não há indicação de relação entre os dois acontecimentos.</p>
<p>A destruição dificulta as operações de busca. Vilarejos foram arrasados, dezenas de pontes e cerca de 40 quilômetros de estradas foram destruídos ou ficaram intransitáveis. Casas, veículos e instalações de geração de energia também foram atingidos, deixando localidades isoladas e sem eletricidade. Helicópteros estão sendo usados para procurar sobreviventes, retirar feridos e levar alimentos, barracas e outros suprimentos.</p>
<h2>O que provocou a tragédia</h2>
<p>Novas análises ajudaram a reconstruir o início da catástrofe. Imagens de satélite indicam que uma grande massa de gelo se desprendeu da parte frontal de uma geleira próxima ao Langtang Lirung, a cerca de 5.200 metros de altitude, e despencou aproximadamente 1.200 metros até o fundo do vale. Já se falava nessa queda no dia da tragédia.</p>
<p>A avalanche incorporou rochas e sedimentos e atingiu o sistema de rios da região. A massa de água, lama e detritos avançou pelos vales, atingiu o posto fronteiriço de Gyirong e seguiu em direção ao Nepal. Segundo informações reunidas pela Reuters, o fluxo chegou a avançar a cerca de 180 km/h. Em um ponto de medição, o nível do rio subiu até nove metros em meia hora.</p>
<p>Um sinal sísmico produzido pelo desastre chegou a ser identificado como um terremoto de magnitude 4,4 na própria quarta-feira. Mas o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) esclareceu que ele havia sido gerado pelo próprio colapso do gelo e pelo fluxo de detritos.</p>
<p>Ainda não se sabe o que desestabilizou a geleira. Cientistas ouvidos pela Reuters afirmam que temperaturas mais altas e o derretimento do gelo podem aumentar a instabilidade em regiões de alta montanha, mas neste momento não é possível atribuir diretamente este episódio às mudanças climáticas.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ X / Nepal Red Cross Society - A imagem teve a resolução melhorada por IA.</media:credit>
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      <title>No Nepal, inundações causam centenas de mortos e desaparecidos, entre eles turistas</title>
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      <pubDate>Wed, 26 Aug 2026 23:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O colapso de uma geleira pode ser a causa de enchentes repentinas que atingiram nesta quarta-feira, 26, regiões turísticas entre o Nepal e o Tibete (região autônoma da China). De acordo com a polícia nepalesa, já são 157 mortes. Há mais de 700 desaparecidos ou sem contato, incluindo registros do lado chinês. Muitos deles são turistas.</p>
<p>As enxurradas deixaram uma espessa camada de lama e destroços em partes de um vale fluvial no distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, afetando também áreas agrícolas e povoados nas encostas.</p>
<p>Cientistas calculam que o rompimento da geleira ocorreu a cerca de 65 km ao norte de Katmandu. Pelas projeções, o bloco que se rompeu teria cerca de 600 m de largura e despencou de uma altitude acima de 5 mil metros.</p>
<p>A embaixada do Brasil em Katmandu e a de Pequim informaram na tarde desta quarta-feira que estão acompanhando os desdobramentos da calamidade no país. “Não há, até o momento, registro de brasileiros entre as vítimas”, declarou o Ministério das Relações Exteriores em nota.</p>
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