<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/Narcotr%C3%A1fico" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - Narcotráfico</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Que países das Américas apoiam Trump na classificação de 24 grupos como terroristas, entre eles PCC e CV</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/quais-sao-os-14-paises-das-americas-que-apoiam-trump-na-classificacao-de-24-organizacoes-como-terroristas</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/quais-sao-os-14-paises-das-americas-que-apoiam-trump-na-classificacao-de-24-organizacoes-como-terroristas?feed=Narcotr%C3%A1fico</guid>
      <pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na terça-feira, 22, com governos de 14 países da América Latina e do Caribe sua estratégia de combate a 24 organizações que Washington classifica como terroristas. Entre elas estão as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), cartéis mexicanos, como Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, o venezuelano Tren de Aragua, gangues do Haiti e do Equador e grupos armados como o ELN, da Colômbia, e o Sendero Luminoso, do Peru.</p>
<p>A decisão foi anunciada durante a segunda reunião do Escudo das Américas, iniciativa criada pelo governo Trump em março para articular governos de direita da região em ações de combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional. O encontro, organizado pelo Departamento de Estado, liderado pelo secretário Marco Rubio, ocorreu em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.</p>
<p>A declaração conjunta foi assinada por: Estados Unidos (Trump), Argentina (que teve a presença do presidente Javier Milei), Bolívia (Rodrigo Paz), Chile (José Antonio Kast), Colômbia, Costa Rica, Equador (Daniel Noboa), El Salvador, Guiana (Irfaan Ali), Honduras (Nasry Asfura), Panamá, Paraguai (Santiago Peña), Peru (Keiko Fujimori), República Dominicana (Luis Abinader) e Trinidad e Tobago. Os nomes entre parênteses indicam os presidentes que participaram do encontro.</p>
<p>O Escudo das Américas é composto por 19 países. Bahamas, Belize, Guatemala e Jamaica também integram a coalizão, mas não tiveram representantes para assinar a declaração do encontro de terça-feira.</p>
<p>Ao falar aos líderes presentes, Trump destacou a afinidade política do grupo e comemorou o que chamou de uma “grande mudança para a direita” na região.</p>
<p>A estratégia já envolve atuação direta das forças norte-americanas em parte da América Latina e do Caribe, com autorização de governos locais. Equador, Colômbia, Honduras, Jamaica e Guatemala autorizaram operações militares conjuntas contra grupos armados em seus territórios. A Colômbia também concordou em receber, em Medellín, uma sede regional da Americas Counter Cartel Coalition (AC3), braço operacional da iniciativa.</p>
<h2>O que os 14 países decidiram</h2>
<p>Os 24 grupos da lista já tinham sido classificados pelo governo dos Estados Unidos como terroristas estrangeiros. Na reunião de terça-feira, 22, Trump pediu aos integrantes do Escudo das Américas que os reconhecessem formalmente como ameaças comuns à estabilidade da região e aplicassem sanções às organizações.</p>
<p>Nesse ponto, surge uma diferença jurídica importante. Nos Estados Unidos, esses grupos estão formalmente classificados como terroristas. O comunicado conjunto, porém, não determina que os outros 14 países que assinaram a declaração passem a enquadrá-los da mesma maneira em suas legislações.</p>
<p>O documento ressalva que as ações serão adotadas de acordo com as leis nacionais e internacionais de cada país. As 24 organizações serão alvo das medidas independentemente de como sejam denominadas por cada governo.</p>
<p>Na prática, os 14 países aceitam ações coordenadas contra o que os Estados Unidos chamam de narcoterrorismo.</p>
<h2>Congelamento de bens e restrições de vistos</h2>
<p>Entre as medidas previstas estão congelamento de bens e ativos; restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores; responsabilização criminal de quem conscientemente fornecer apoio material, inclusive logístico; e outras sanções permitidas pelas legislações nacionais.</p>
<p>Os países também pretendem ampliar o compartilhamento de informações de inteligência, facilitar o acesso a tecnologias e capacidades de segurança e promover treinamento conjunto.</p>
<p>O Escudo das Américas estabelece três frentes de atuação: economia, segurança e coordenação multilateral. Na área econômica, os governos pretendem aumentar a cooperação, proteger cadeias de minerais críticos e avaliar mecanismos de controle de investimentos, entre outras ações.</p>
<p>Os signatários também decidiram solicitar uma reunião de consulta na Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a criação de um órgão baseado no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), de 1947. A intenção é avaliar medidas coletivas contra as organizações da lista.</p>
<h2>Coalizão e discurso na ONU</h2>
<p>Trump lançou o Escudo das Américas em março, nos Estados Unidos. Desde então, a coalizão foi ampliada. Chile, Colômbia e Peru estão entre as adesões mais recentes. Na reunião de Nova York, Rubio apresentou Keiko Fujimori como a integrante mais recente da iniciativa.</p>
<p>A lista das organizações ganhou dois integrantes brasileiros em maio. O governo de Trump decidiu pela classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas globais e pela inclusão das duas facções brasileiras entre as organizações terroristas estrangeiras.</p>
<p>A decisão foi unilateral. O governo brasileiro rejeitou a classificação de PCC e CV como grupos terroristas, sustentando que elas devem ser enfrentadas como organizações criminosas. O Itamaraty alertou que o enquadramento adotado por Washington poderia ser usado para justificar ações extraterritoriais e afirmou haver risco até de uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.</p>
<p>A reunião do Escudo das Américas ocorreu no mesmo dia em que  Trump mencionou os cartéis em seu discurso na sessão inaugural da 81ª Assembleia Geral da ONU . O presidente comparou essas organizações ao Estado Islâmico e defendeu o uso do poder militar do país contra o que Washington considera ameaças aos Estados Unidos.</p>
<h2>Confira as 24 organizações listadas</h2>
<p>A relação adotada como alvo da primeira ação conjunta do Escudo das Américas reúne cartéis do narcotráfico, facções criminosas, gangues e grupos armados.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as3RTW6TnYncUB5m0.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">BRENDAN SMIALOWSKI</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP/ Brendan Smialowski</media:credit>
        <media:title>marco-rubio-trump</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Colômbia se torna o quarto país a permitir operações militares dos EUA em seu território</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/colombia-se-torna-o-quarto-pais-a-permitir-operacoes-militares-dos-eua-em-seu-territorio</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/colombia-se-torna-o-quarto-pais-a-permitir-operacoes-militares-dos-eua-em-seu-territorio?feed=Narcotr%C3%A1fico</guid>
      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 17:41:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos anunciaram que pretendem realizar operações militares conjuntas com a Colômbia contra grupos ligados ao narcotráfico, a pedido do recém-empossado presidente colombiano, Abelardo de la Espriella.</p>
<p>A informação foi dada pelo  secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth , durante uma reunião do “Escudo das Américas”, coalizão antidrogas liderada por Trump e que tem a Colômbia como mais novo membro. Não há, por enquanto, data para início das ações.</p>
<p>“Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror”, afirmou o chefe do Pentágono. A declaração de Hegseth foi divulgada nesta quarta-feira, 12, durante reunião da  Americas Counter-Cartel Coalition , em curso no Panamá. </p>
<p>A solicitação de Espriella aos Estados Unidos cumpre uma promessa feita ainda na campanha: combater, nas palavras do presidente durante a posse, “sem trégua o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas no país”. No mesmo dia, os Estados Unidos anunciaram a destinação de US$ 1 bilhão à Colômbia para ações na área de segurança.</p>
<h2>Roteiro regional</h2>
<p>O anúncio de Hegseth não estabelece, por enquanto, uma data ou um plano operacional detalhado para as ações. O que foi tornado público é a autorização para operações militares conjuntas entre forças americanas e colombianas contra organizações classificadas por Washington como terroristas e ligadas ao narcotráfico.</p>
<p>A iniciativa amplia para a Colômbia um modelo que já começou a ser aplicado no Equador. Em março, forças equatorianas e americanas iniciaram operações conjuntas contra organizações designadas como terroristas pelos Estados Unidos. O presidente Daniel Noboa havia anunciado que as ações ocorreriam ao longo daquele mês e apresentado a operação como uma nova fase do combate ao narcoterrorismo.</p>
<p>No caso colombiano, ainda não foram divulgados os alvos, o número de militares envolvidos, a área de atuação ou o formato das operações. A declaração de Hegseth, portanto, estabelece a autorização política para a cooperação militar, mas não detalha como ela será executada.</p>
<p>A adesão colombiana ao Escudo das Américas segue um roteiro que já tem precedentes na região. A coalizão, batizada oficialmente de Americas Counter-Cartel Coalition (A3C), nasceu em março deste ano e hoje reúne 19 países latino-americanos sob liderança de Washington. A iniciativa foi criada a partir da conferência realizada em março, quando 17 países se comprometeram a ampliar a cooperação militar contra cartéis e organizações criminosas.</p>
<p>O Equador foi o primeiro a transformar a coalizão em ação militar concreta. Em 3 de março, forças equatorianas e americanas iniciaram operações conjuntas contra organizações classificadas como terroristas pelos Estados Unidos. Dias depois, o governo de Daniel Noboa confirmou que uma operação aérea em Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia, havia sido realizada com apoio americano.</p>
<p>Na Guatemala, o processo avançou de forma diferente. Em maio, o governo de Bernardo Arévalo solicitou aos Estados Unidos cooperação em operações conduzidas pelas forças guatemaltecas contra organizações de narcotráfico. O New York Times informou, citando pessoas familiarizadas com as negociações, que Arévalo havia concordado com ataques aéreos e outras ações militares conjuntas. O governo guatemalteco, porém, contestou a existência de um acordo que autorizasse operações militares estrangeiras em seu território e afirmou que o pedido estava dentro dos acordos bilaterais já existentes.</p>
<p>Honduras também vinha sendo pressionada por Washington a aceitar uma cooperação militar semelhante. Em junho, o Comando Sul americano tratava a expansão da parceria de defesa com o país como parte da implementação da coalizão. Agora, no entanto, Hegseth afirma que Honduras e Colômbia concordaram em iniciar operações conjuntas com os Estados Unidos.</p>
<p>A sequência mostra que a coalizão deixou de ser apenas uma plataforma diplomática. No Equador, operações conjuntas já ocorreram; Guatemala avançou em pedidos de cooperação, embora tenha contestado publicamente a existência de uma autorização para operações americanas; e Honduras e Colômbia passaram agora a ser apresentadas por Washington como novos parceiros para ações militares conjuntas.</p>
<h2>Significado estratégico</h2>
<p>A expansão da cooperação militar ocorre dentro de uma mudança mais ampla na política americana para a América Latina. </p>
<p>Ao  GSW Brasil , a cientista política  Denilde Holzhacker , professora da ESPM, explica por que a Colômbia aceitou tão rapidamente o pedido americano.</p>
<p>“Trump tem demonstrado como o alinhamento com Washington pode gerar contrapartidas aos países aliados. No plano retórico, Trump utiliza sua capacidade de mobilização para respaldar aliados ou pressionar adversários, indicando que recursos americanos serão direcionados a quem apoiar sua agenda. Por outro lado, governos alinhados a posições opostas enfrentam pressões diplomáticas, tarifas e sanções, como se observa nas relações com o Brasil, o México e o Canadá.”</p>
<p>A mudança também aparece nos documentos oficiais de Washington. Em março, durante a primeira conferência da coalizão, Hegseth afirmou que os Estados Unidos estavam dispostos a combater os cartéis sozinhos, se necessário, mas que a preferência de Washington era atuar em conjunto com os governos da região. Na mesma ocasião, apresentou a iniciativa como uma forma de reforçar a Doutrina Monroe.</p>
<p>A Estratégia de Segurança Nacional publicada pela Casa Branca em dezembro cita a Doutrina Monroe como referência explícita para a política americana no continente. O documento de março que criou formalmente a Americas Counter-Cartel Coalition também deixa explícita essa orientação.</p>
<p>A Casa Branca afirma que os Estados Unidos pretendem treinar e mobilizar forças militares de países parceiros para desmontar cartéis e organizações terroristas e estabelece como objetivo manter afastadas “influências malignas” externas ao hemisfério.</p>
<h2>Além da coalizão antidrogas</h2>
<p>A lista de países onde os Estados Unidos ampliaram presença ou influência nos últimos meses vai além da coalizão antidrogas. Na Venezuela, o governo apoiado por Washington, chefiado por Delcy Rodríguez, segue como exemplo de parceria estratégica em uma nação que durante décadas manteve relações marcadas por forte antagonismo com os interesses americanos.</p>
<p>Na Argentina, a proximidade entre Trump e Javier Milei também se traduziu em uma aproximação militar. Em abril, o presidente argentino participou de exercícios navais combinados a bordo do porta-aviões USS Nimitz, no Atlântico Sul. A atividade ocorreu no âmbito do exercício Passex 2026 e incluiu uma demonstração de aeronaves americanas.</p>
<p>Além disso, o governo argentino autorizou, por decreto publicado em abril, a entrada de meios e pessoal das Forças Armadas dos Estados Unidos para a participação no exercício Daga Atlántica, realizado em território argentino entre abril e junho. O decreto previa operações em áreas terrestres, aéreas, marítimas e fluviais e estabelecia que a atividade teria como objetivo ampliar a interoperabilidade entre as forças dos dois países.</p>
<p>Ao El País,  Michael Shifter , pesquisador e ex-presidente do Diálogo Interamericano, um dos centros de análise mais influentes de Washington sobre política hemisférica, afirma que entender os limites dessa escalada exige abandonar a lógica jurídica. “Os obstáculos à intervenção militar não estão relacionados a fatores legais ou jurídicos, porque estes não têm peso para esta administração. O que eles estão medindo são os fatores práticos: no caso de Cuba, uma intervenção poderia gerar uma situação totalmente caótica ou uma onda migratória massiva”, explica ele.</p>
<p>Shifter afirma que a agenda antes comum de fortalecimento institucional e defesa dos direitos humanos entre os EUA e a América Latina foi completamente marginalizada em favor de uma estratégia agressiva focada na segurança e no combate ao narcotráfico. “Toda a abordagem voltada para o fortalecimento das instituições e a proteção dos direitos humanos foi suplantada, se não totalmente eliminada. Washington essencialmente deu sinal verde para qualquer projeto autoritário que um líder latino-americano possa empreender”, alerta Shifter.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asoQIYnjRpnrTV5Wb.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Gage Skidmore/Flickr</media:credit>
        <media:title>52252441625_fcb6d85f9c_k</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>