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    <title>Global South World Brasil - Mundo</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Falta de professores se espalha pelo mundo e acende alerta para os próximos anos</title>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Encontrar professores qualificados para todas as salas de aula está se tornando um desafio para sistemas educacionais de diferentes partes do mundo. O problema não aparece apenas na existência de vagas que ninguém consegue preencher. Há escolas recorrendo a profissionais que ainda não atendem a todas as exigências de formação, regiões nas quais a dificuldade de contratação é muito maior que a média nacional e disciplinas em que a disputa por trabalhadores qualificados se tornou particularmente intensa.</p>
<p>Esse é o cenário traçado pelo “ Education at a Glance 2026” , relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que neste ano colocou a escassez de professores no centro de sua análise. O estudo reúne dados dos 38 integrantes da entidade e de países como Brasil, Argentina, China, Índia, Indonésia e África do Sul.</p>
<p>A primeira dificuldade é medir o tamanho do problema. Nos 20 sistemas educacionais com informações disponíveis, menos de 4% dos postos de professor dos ensinos primário e secundário estavam oficialmente vagos em 2024/2025. Em muitos países, a proporção ficava abaixo de 1%.</p>
<p>Os números são aparentemente pequenos, porém, escondem situações muito diferentes dentro de um mesmo país. A falta de professores pode estar concentrada em uma disciplina, uma cidade, uma região rural ou uma escola que atende alunos socialmente mais vulneráveis. Por isso, a OCDE considera que olhar apenas para o total de vagas abertas subestima a pressão enfrentada pelas escolas.</p>
<p>Na Letônia, por exemplo, 3,9% dos postos no ensino secundário estavam vagos, ante 1,9% no primário. No Chile, as proporções eram de 3,6% e 2,6%, respectivamente. Na Romênia, 3,3% das vagas do secundário estavam sem professor, mais que o dobro dos 1,5% registrados no primário.</p>
<p>A dificuldade aumenta justamente nas áreas que exigem formação especializada. Entre 16 países dos quais a OCDE obteve informações por disciplina, 11 relataram falta de professores plenamente qualificados tanto em matemática quanto em ciências naturais. Artes, estudos sociais e educação física apresentaram menos problemas de contratação.</p>
<p>A Estônia foi o único desses sistemas a informar escassez em todas as disciplinas e em todos os territórios analisados. Para essa comparação, a OCDE considera que existe escassez quando pelo menos 5% dos postos disponíveis ou das vagas anunciadas para determinada disciplina permanecem sem preenchimento.</p>
<h2>Quando há professor, falta qualificação</h2>
<p>As vagas abertas são apenas uma das faces do problema. Outra aparece quando as escolas conseguem colocar alguém diante dos alunos, mas precisam contratar profissionais que ainda não cumprem todos os requisitos nacionais para exercer a função.</p>
<p>Na média da OCDE, 9,1% dos professores dos ensinos primário e secundário não tinham qualificação completa em 2024/2025. A parcela superava 18% no Chile, Dinamarca, Estônia e Alemanha. Mais significativo ainda: entre 2017/2018 e 2024/2025, cerca de dois terços dos países com dados comparáveis registraram aumento da proporção desses profissionais.</p>
<p>A distribuição também é desigual dentro dos próprios países. No Chile, 77% dos estudantes do ensino primário e 69% dos alunos dos anos finais estudavam em escolas públicas nas quais mais de um em cada dez professores não tinha qualificação completa.</p>
<p>Em algumas regiões, a concentração é muito maior. Em Chañaral, no Chile, 40,2% dos docentes estavam nessa situação. Na região de Bruxelas pertencente à comunidade flamenga da Bélgica, eram 20,2%, e no distrito de Jerusalém, em Israel, 18,1%. Na Noruega, os percentuais mais elevados aparecem no norte do país e em áreas mais remotas, como Troms, com 11,1%, Finnmark, com 10,9%, e Nordland, com 10,5%.</p>
<p>É justamente essa concentração que torna a escassez difícil de enxergar nas médias nacionais. Um país pode ter poucos postos oficialmente vagos e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldade severa para colocar professores qualificados de determinadas matérias em determinadas escolas.</p>
<h2>Aposentadorias devem aumentar a pressão</h2>
<p>O problema tende a ganhar uma nova dimensão à medida que os professores envelhecem. Um em cada quatro docentes do ensino secundário na OCDE já tem 55 anos ou mais, o que significa que uma parcela expressiva do quadro deverá deixar as salas de aula nos próximos anos.</p>
<p>Há um movimento demográfico na direção contrária: o número de crianças entre 5 e 14 anos deverá cair 9% entre 2024 e 2033 nos países da organização. Isso poderia sugerir que menos alunos resolveriam naturalmente parte da falta de professores.</p>
<p>A OCDE alerta que a conta não é tão simples. A queda da população escolar não ocorrerá de maneira uniforme, assim como a escassez atual não está distribuída igualmente. Uma região pode perder alunos e ficar com professores disponíveis, enquanto outra continua sem conseguir contratar profissionais de matemática ou ciências. O desafio, portanto, envolve também redistribuir recursos e planejar onde os docentes serão necessários.</p>
<p>Há ainda problemas que não aparecem na contagem de vagas. Na Áustria, 11% dos professores ficaram afastados por mais de dois meses durante o ano letivo de 2024/2025. Na Coreia do Sul, foram 9%. Licenças prolongadas podem criar dificuldades adicionais para escolas que já não encontram profissionais qualificados para substituições.</p>
<p>“Hoje, está cada vez mais difícil recrutar, reter e alocar professores qualificados onde eles são mais necessários”, afirmou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann. De acordo com ele, os sistemas precisam se antecipar ao problema, manter os professores que já estão na profissão e ampliar a formação e a entrada de novos profissionais sem reduzir os padrões de qualidade.</p>
<h2>Uma profissão satisfeita, mas pouco valorizada</h2>
<p>A OCDE coloca a escassez de professores dentro de uma disputa maior por trabalhadores qualificados. Escolas precisam concorrer com outros setores por pessoas com formação elevada.</p>
<p>A remuneração é parte dessa equação. Nos países da organização, os professores recebem, em média, entre 87% e 95% do rendimento de outros trabalhadores com formação superior. Para quem está começando a carreira nos anos finais do ensino fundamental, a diferença é ainda maior: o salário inicial equivale, em média, a 61% do rendimento de trabalhadores com nível de escolaridade semelhante.</p>
<p>Mas dinheiro não explica tudo. Carga de trabalho, autonomia profissional, relação com a direção da escola, possibilidades de progressão na carreira e reconhecimento social também interferem na decisão de entrar ou permanecer no magistério.</p>
<p>O contraste aparece nos próprios professores: 85% dizem estar satisfeitos com seu trabalho, mas somente 22% acreditam que a profissão é valorizada pela sociedade.</p>
<p>Alguns países tentam ampliar o contingente disponível atraindo pessoas que já construíram uma carreira em outra área. Esses profissionais, definidos pela OCDE como aqueles que trabalharam pelo menos dez anos fora da educação antes de ingressar no magistério, representam 8% dos professores dos anos finais do ensino fundamental, em média.</p>
<p>A proporção passa de 16% na Austrália, Bulgária, Islândia, Holanda, Nova Zelândia e Estados Unidos, enquanto fica abaixo de 1% na Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e Turquia. Para a OCDE, criar caminhos para a mudança de carreira pode ajudar a enfrentar a escassez, desde que a ampliação das formas de ingresso não implique redução das exigências de qualificação.</p>
<p>A organização também aponta tecnologia e inteligência artificial como instrumentos capazes de reduzir tarefas administrativas e liberar mais tempo para que professores se dediquem ao ensino e aos alunos.</p>
<h2>Brasil tem professores mais jovens, mas carreira é menos valorizada</h2>
<p>O relatório não apresenta para o Brasil uma taxa de vagas docentes não preenchidas comparável à disponível para países como Chile e Letônia. Os indicadores permitem, no entanto, identificar algumas diferenças importantes entre a situação brasileira e a média da OCDE.</p>
<p>Uma delas joga a favor do país diante da onda de aposentadorias esperada em diversas economias desenvolvidas. No Brasil, 15% dos professores do ensino secundário têm 55 anos ou mais, enquanto na média da OCDE são aproximadamente 25%. Cerca de 24% dos docentes brasileiros dessa etapa têm menos de 35 anos.</p>
<p>Por outro lado, a percepção de reconhecimento da carreira é particularmente baixa. Só 14,1% dos professores brasileiros consideram que sua profissão é valorizada pela sociedade, diante de 21,7% na média da OCDE.</p>
<p>As diferenças aparecem também nas condições de trabalho. No Brasil, 63,5% dos professores têm vínculo permanente, ante 80,7% na média da organização. Outros 18,7% têm contrato por prazo determinado superior a um ano e 17,8%, contratos de um ano ou menos.</p>
<p>A satisfação também fica abaixo da média. Entre os professores brasileiros, 44,3% dizem estar satisfeitos com suas condições de emprego, sem considerar o salário, contra 68,4% na OCDE. Quando a pergunta é especificamente sobre a remuneração, a satisfação cai para 22,3% no Brasil, ante 38,7% na média da organização.</p>
<h2>Menos recursos por aluno</h2>
<p>As diferenças entre os sistemas educacionais aparecem também no dinheiro disponível para atender cada estudante.</p>
<p>Em 2023, os países da OCDE gastaram, em média, US$ 13.639 por aluno do ensino primário. Nos anos finais do ensino fundamental, o valor chegou a US$ 15.305. Os números são convertidos pela paridade do poder de compra (PPC), que leva em consideração as diferenças de preços entre os países e torna a comparação mais próxima do poder de compra real dos recursos.</p>
<p>A distância entre os países é grande. No primário, a maior parte das economias da OCDE gasta entre US$ 10 mil e US$ 17 mil por estudante. Islândia, Luxemburgo e Noruega superam US$ 19 mil. Na outra ponta, Colômbia e Turquia ficam abaixo de US$ 5 mil.</p>
<p>Considerando conjuntamente os ensinos primário, secundário e pós-secundário não superior em instituições públicas, o investimento dos governos da OCDE é de US$ 13.859 por aluno, em média. Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suíça ultrapassam US$ 20 mil. Luxemburgo chega a US$ 34.515.</p>
<p>O Brasil está muito abaixo desses valores. Isso não significa, porém, que o país simplesmente destine uma parcela pequena de sua economia à educação. Em 2023, o aporte governamental brasileiro do ensino primário ao superior correspondia a cerca de 4,4% do PIB, enquanto a média comparável da OCDE ficava próxima de 3,9%.</p>
<p>A aparente contradição se explica pelo tamanho da economia e pelo número de estudantes entre os quais os recursos precisam ser divididos. Países de renda mais alta podem transformar uma parcela semelhante — ou até menor — de seu PIB em um volume muito maior de dinheiro por aluno.</p>
<p>Essa diferença importa para a discussão sobre professores. Na média da OCDE, 66% das despesas das instituições educacionais, do ensino primário ao superior, são destinadas à remuneração de profissionais. A própria organização relaciona os recursos disponíveis para pessoal à capacidade dos sistemas de tornar o magistério atraente e enfrentar a escassez.</p>
<p>O desafio, portanto, não se limita a encontrar pessoas para ocupar vagas. Envolve formar professores, conseguir levá-los às escolas e disciplinas em que são mais necessários e oferecer condições para que permaneçam na carreira. E, com um quarto dos docentes do ensino secundário da OCDE já acima dos 55 anos, essa necessidade tende a se tornar mais urgente antes mesmo que a próxima geração de alunos chegue às salas de aula.</p>
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        <media:title>lousa-matemática</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Guerras e crises deixam 93 milhões de crianças fora da escola, diz ONU</title>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:39:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Guerras, conflitos e outras crises mantêm cerca de  93 milhões de crianças fora da escola em todo o mundo , segundo dados divulgados pela ONU (Organização das Nações Unidas). </p>
<p>O cenário se agrava com o aumento dos ataques contra a educação, que chegaram a 9.259 em 2024 e 2025, mais de 50% acima do registrado nos dois anos anteriores, segundo levantamento da Education Cannot Wait, fundo global para educação em situações de emergência.</p>
<p>Mais de 3.600 desses ataques tiveram escolas como alvo . O levantamento, que considera 28 países, aponta ainda que mais de 10.600 estudantes e profissionais da educação foram mortos, feridos ou sequestrados no período.</p>
<p>Os ataques foram registrados em 28 países e deixaram mais de 10.600 estudantes e profissionais da educação mortos, feridos ou sequestrados. O uso militar de escolas também quase dobrou no período, segundo o levantamento.</p>
<h2>Educação na linha de frente</h2>
<p>O avanço da violência ocorre em um contexto em que 258 milhões de crianças e adolescentes em 87 países têm a educação afetada por crises. O número cresceu em 21 milhões em apenas 18 meses. Dos afetados, 93 milhões estão completamente fora da escola.</p>
<p>Dos 93 milhões de crianças que estão fora da escola em razão de crises, cerca de 74 milhões vivem em apenas 20 países. São quase 80% do total, em um grupo formado principalmente por crianças refugiadas, deslocadas dentro de seus próprios países e com deficiência. </p>
<p>Para Maysa Jalbout, diretora da Education Cannot Wait, a interrupção prolongada da educação aumenta a exposição de crianças a recrutamento por grupos armados e ao tráfico de pessoas. Segundo ela, manter crianças na escola em situações de emergência também significa oferecer proteção, estabilidade e uma perspectiva de futuro.</p>
<p>A UNESCO ressaltou que escolas e universidades devem ser protegidas durante conflitos e que todas as partes envolvidas em guerras têm a obrigação de respeitar o direito internacional. Apenas em 2025, a agência verificou 1.680 ataques contra escolas, alta de 33% em relação aos 1.265 registrados no ano anterior.</p>
<h2>Crianças entre os alvos </h2>
<p>O agravamento dos ataques contra a educação ocorre paralelamente ao aumento da violência contra crianças em zonas de guerra. Dados da ONU registraram 38.558 violações graves contra crianças em 2025, afetando 24.174 menores, o maior número desde o início do monitoramento, há três décadas.</p>
<p>Entre as violações, 14.224 crianças foram mortas ou mutiladas. Também foram registrados casos de recrutamento e uso de menores em conflitos, sequestros e impedimento do acesso à ajuda humanitária. Segundo a ONU, os combates têm ocorrido cada vez mais em áreas densamente povoadas, expondo crianças a ataques aéreos, artilharia e drones.</p>
<p>Os maiores números de violações graves foram registrados em Israel e no território palestino ocupado, seguidos por República Democrática do Congo, Nigéria, Mianmar e Somália. Pela primeira vez desde o início do levantamento, forças governamentais responderam pela maioria das violações verificadas.</p>
<p>Diante do cenário, a Education Cannot Wait lançou uma campanha para arrecadar US$ 600 milhões e garantir acesso a uma educação segura e de qualidade para 10 milhões de crianças que vivem nas regiões mais afetadas por crises.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>ICE coletou DNA de quase 1 milhão de pessoas nos EUA em 2025, incluindo crianças</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ice-coletou-dna-de-quase-1-milhao-de-pessoas-nos-eua-em-2025-incluindo-criancas</link>
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      <pubDate>Sat, 08 Aug 2026 17:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ampliou drasticamente a coleta de DNA de pessoas mantidas sob custódia.Segundo uma investigação do site Wired, a agência pode ter enviado ao FBI os perfis genéticos de até 900 mil  pessoas somente em 2025. </p>
<p>Os dados são armazenados no Combined DNA Index System (CODIS), banco nacional genético utilizado por autoridades policiais em investigações criminais. </p>
<p>O Centro de Privacidade e Tecnologia (Georgetown Law's Center on Privacy) calculou que o índice do CODIS destinado a pessoas detidas pelo governo federal passou de 3 milhões de registros em dezembro de 2025, um crescimento de aproximadamente 995 mil em apenas um ano.</p>
<h2>Como o número foi estimado</h2>
<p>Para chegar à estimativa sobre a participação do ICE, os pesquisadores compararam o total do banco com registros que mostram que a Customs and Border Protection (CBP) enviou cerca de 75 mil ao FBI em 2025.</p>
<p>Como o ICE não divulgou dados equivalentes, a diferença levou a Georgetown a estimar que a agência pode ter sido responsável por até 919 mil novos perfis. O FBI não informa qual agência federal enviou cada perfil.</p>
<p>O governo americano justificou a coleta, em parte, como uma medida administrativa de identificação, comparável à coleta de impressões digitais durante o processo de custódia.</p>
<h2>Banco tem DNA de pessoas sem condenação criminal</h2>
<p>A reportagem destacou que a maioria das pessoas sob custódia do ICE não possui condenação criminal. A permanência irregular nos Estados Unidos é, em geral, uma infração civil, e não criminal.</p>
<p>Depois que um perfil é incluído no CODIS, no entanto, autoridades policiais de todo o país podem compará-lo com material genético encontrado em cenas de crimes não solucionados. Essas comparações podem ocorrer inclusive com evidências coletadas anos ou décadas depois.</p>
<h2>Crianças também tiveram DNA enviado ao FBI</h2>
<p>Tammbém foram encontradas evidências de que a coleta atingiu crianças.</p>
<p>Durante uma inspeção realizada em maio de 2026 no Centro de Processos Imigratórios de Dilley, no Texas, integrantes do Congresso disseram que funcionários do ICE confirmaram que a agência coletava DNA de famílias detidas há cerca de três meses.</p>
<p>O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Department of Homeland Security), afirmou que o ICE tem direito de coletar DNA de crianças a partir dos 14 anos, mas investigações apontam que a coleta atingiu crianças mais novas.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Adolescentes seguem usando redes sociais banidas na Austrália, mostra relatório </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/adolescentes-seguem-usando-redes-sociais-banidas-na-australia-mostra-relatorio</link>
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      <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Três meses após a implementação, o banimento de redes sociais para menores de 16 anos na Austrália tem se provado menos efetivo do que o esperado. </p>
<p>É o que mostra o  mais recente estudo da eSafety,  comissão australiana responsável por implementar e avaliar as medidas definidas nas novas leis.</p>
<p>O novo relatório foi elaborado por um painel consultivo global de pesquisadores universitários, e comparou dados coletados de mais de 4 mil crianças e famílias antes e depois da proibição.</p>
<p>Segundo os dados, a maioria das crianças e adolescentes entre 10 e 15 anos  criaram novas contas  ou  mantiveram suas antigas  desde dezembro, quando o banimento entrou em ação. </p>
<p>Se antes  86% dos adolescentes  utilizavam ao menos uma plataforma banida, hoje o número teve uma  queda discreta para 81%.  </p>
<p>Segundo a própria comissão, as plataformas  são as principais culpadas  pelo número pouco expressivo, já que relatos mostram que a checagem de idade não está sendo implementada corretamente.</p>
<p>"Embora a eSafety tenha observado algumas melhorias por parte do setor desde a atualização de março sobre a idade mínima para uso de redes sociais, persistem preocupações quanto à conformidade das cinco plataformas citadas naquela ocasião. Uma segunda atualização será publicada nas próximas semanas”, afirmou a comissão em nota.</p>
<h2>Brasil no caminho certo?</h2>
<p>No início do mês,  o GSW Brasil conversou  com uma das responsáveis pela articulação e composição do texto do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o ECA Digital, Lilian Cintra de Melo.</p>
<p>O estatuto sacramentou as regras do modelo brasileiro para segurança para jovens nas redes. Em vez de proibir, há um foco maior em  educação  e  exigência de designs mais seguros  por parte das plataformas. Após analisar o cenário global de maneira aprofundada, Lilian já apostava que o sistema australiano seria pouco efetivo.</p>
<p>"O custo de implementação e fiscalização é muito alto, além de que esses jovens acabam usando métodos para burlar a proibição, como VPN”, explicou na época.</p>
<p>Vale lembrar que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar as ações dessas plataformas no Brasil, firmou um acordo com a Direção-Geral das Redes de Comunicações, Conteúdos e Tecnologias (DG CONNECT) da Comissão Europeia, para fiscalização e proteção de crianças e adolescentes na internet.</p>
]]></description>
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      <dc:creator><![CDATA[Alessandro Martins]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil assina acordo inicial da WAICO, organização internacional de IA liderada pela China</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasil-assina-acordo-inicial-da-waico-organizacao-internacional-de-ia-liderada-pela-china</link>
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      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira,16, o Brasil participou da cerimônia de fundação da Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO, na sigla em inglês), em Xangai. </p>
<p>Segundo nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a WAICO é uma ‘organização internacional intergovernamental independente, com personalidade jurídica própria e sede na cidade chinesa’.</p>
<p>Além do Brasil, outras 28 nações assinaram o acordo inicial, incluindo a China, Rússia, África do Sul e outros países da Ásia, África e América Latina.</p>
<h2>Quais são os objetivos da WAICO?</h2>
<p>A organização terá como objetivo promover a cooperação internacional em inteligência artificial, com foco no desenvolvimento, implantação e aplicação da tecnologia de forma benéfica, segura, ética e ‘centrada no ser humano’. </p>
<p>Entre as atribuições previstas, estão a atuação como plataforma para aproximar ofertas e demandas dos Estados-membros na área de inteligência artificial, o apoio a iniciativas de capacitação, a promoção da coordenação de estratégias nacionais e o incentivo ao diálogo, à interoperabilidade e ao compartilhamento de boas práticas.</p>
<h2>De olho no avanço da IA</h2>
<p>A WAICO também pretende contribuir para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias e serviços de IA, além de estimular respostas coletivas aos riscos relacionados ao avanço da tecnologia.</p>
<p>A ideia é fomentar a cooperação científica e tecnológica, incluindo ecossistemas de código aberto, e manter articulação com processos e organismos internacionais, especialmente no âmbito das Nações Unidas.</p>
<p>A participação brasileira ocorre por meio do MGI, do MRE e do MCTI e, segundo a nota conjunta, faz parte do acompanhamento dos debates internacionais sobre governança da inteligência artificial e da atuação do país em mecanismos multilaterais de cooperação tecnológica.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Sony removerá filmes comprados no PlayStation; entenda se a prática é permitida</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/sony-removera-filmes-comprados-por-usuarios-no-playstation-entenda-se-pratica-e-permitida</link>
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      <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Sony anunciou no último dia 30 que vai remover mais de 500 filmes de seu catálogo digital na loja PlayStation do Reino Unido. A decisão foi publicada no blog da companhia. A retirada, porém, deve acontecer em toda a Europa, já que a ação foi resultado do fim de um acordo com a produtora francesa StudioCanal, que detém os direitos de distribuição dos filmes na região.</p>
<p>A medida passa a valer partir de setembro deste ano. Usuários que adquiriram as obras divulgadas na lista da empresa terão o conteúdo removido de suas bibliotecas, sem direito a reembolso.</p>
<p>A má notícia rodou as redes sociais e gerou reclamações de usuários, que agora perderão acesso a filmes populares como “ O Exterminador do Futuro 2 ” e “ John Wick ”.</p>
<p>A legalidade da ação também foi questionada, levantando discussões sobre o futuro das mídias digitais. Nas redes sociais e nos fóruns de internet a pergunta que se fazia era: "será que realmente somos donos dos conteúdos que compramos online?". </p>
<h2>Licença para consumir</h2>
<p>O que a maioria das pessoas que consome mídias digitais não sabe é que esse tipo de aquisição é feita com base nos "Termos e Condições" estipulados pelas empresas. </p>
<p>No caso de Amazon, Google e Sony, os termos dizem que os usuários estão adquirindo uma licença revogável para a reprodução de seus e-books, filmes e jogos. Não é uma licença permanente, que garante posse do conteúdo.</p>
<p>Essa confusão tem intensificado os debates entre órgãos reguladores no mundo inteiro, especialmente quando expressões como "comprar" levam o consumidor a acreditar que está adquirindo um direito permanente.</p>
<p>“A discussão nos Estados Unidos, por exemplo, tem migrado menos para a validade da remoção em si e mais para a necessidade de transparência sobre aquilo que efetivamente está sendo vendido”, explica Stefano Ribeiro, advogado especializado em direito do consumidor, ao  GSW Brasil</p>
<h2>Prática antiga</h2>
<p>Não é a primeira vez que a Sony é criticada por remoção de conteúdo já pago por seus usuários. Em 2023, a gigante japonesa removeu todas as series da Discovery TV de sua plataforma. </p>
<p>Após críticas, a empresa acabou voltando atrás e renovou a duração do contrato por mais 30 meses, antes de novamente retirar o conteúdo, desta vez de maneira permanente.</p>
<h2>Brasileiro é mais protegido </h2>
<p>Caso chegue ao Brasil, esse tipo de medida deve enfrentar sérios questionamentos à luz do Código de Defesa ao Consumidor. </p>
<p>Enquanto a lei norte-americana tende a privilegiar a força dos termos de uso, o direito brasileiro confere maior proteção à confiança legítima do consumidor.</p>
<p>“Se o consumidor adquire um filme em uma loja digital com a aparência de uma compra definitiva, ele forma a expectativa de que poderá acessá-lo de maneira contínua. A retirada deste conteúdo, sem qualquer compensação, pode caracterizar descumprimento da oferta e alteração unilateral do contrato em prejuízo do consumidor”, diz Ribeiro</p>
<p>O  GSW Brasil  entrou em contato com a PlayStation Brasil. Ela afirmou que não recebeu nenhum posicionamento da empresa-mãe sobre o tema.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Markennamen</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Alessandro Martins]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Global South World Brasil chega com novo modelo de jornalismo </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/global-south-world-brasil-chega-com-novo-modelo-de-jornalismo</link>
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      <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 23:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os grandes veículos que costumam informar o resto do mundo sobre assuntos internacionais e geopolíticos estão predominantemente baseados nos Estados Unidos e na Europa, sejam eles agências de notícias, websites, jornais, revistas ou emissoras de TV. No entanto, a maior parte da população mundial, bem como o impulso por trás da economia global, vem das nações emergentes da África, Ásia e América Latina.</p>
<p>O Global South World, criado em 2023, se propõe a reequilibrar esse cenário. A proposta do site é ir além da cobertura simplista e esporádica dessas nações e povos tão vibrantes quanto diversos. O objetivo é ampliar as vozes do Sul Global para aumentar a conscientização sobre as mudanças e tendências que afetam esses países, sustentada na comunicação profissional e de qualidade livre de estereótipos, superficialidade e viés político ou econômico.</p>
<p>Depois de três anos de atuação como plataforma de língua inglesa e apoiado pelo Impactum Group, o Global South World lança sua primeira versão em outro idioma - no caso, o português. Essa escolha não é acidental. O Brasil transformou-se em um protagonista de grande peso no cenário internacional, muito além de seu já tradicional papel de potência regional. E como tal merece ter suas histórias contadas para o mundo e também para os brasileiros de uma forma diferente. </p>
<p>A partir de agora, o  Global South World   Brasil  passa a oferecer notícias, coberturas especiais, conteúdo em vídeo baseados nos mais criteriosos padrões internacionais em suas plataformas digitais, redes sociais e de compartilhamento de conteúdo. Com isso, São Paulo, a sede brasileira, se soma a uma rede formada por cidades como Londres (Reino Unido), Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Acra (Gana), Jacarta (Indonésia) e Bucareste (Romênia), onde o grupo mantém unidades, e que reúnem dezenas de jornalistas dedicados a produzir notícias para um novo mundo.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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