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    <title>Global South World Brasil - Milei</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Milei volta a atacar Lula e reabre crise diplomática entre Argentina e Brasil</title>
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      <pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer duras críticas ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 2, reativando a tensão diplomática entre os dois países. Em entrevista ao canal LN+, o líder argentino voltou a chamar Lula de "ladrão" e "corrupto", além de reiterar a tese de que o governo brasileiro financiou uma campanha de desinformação contra a Argentina.</p>
<p>Durante o programa, Milei foi questionado sobre as declarações feitas no final de julho durante sua participação como convidado de honra da convenção nacional do PL, em São Paulo, no  evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.</p>
<p>No discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”, associou o kirchnerismo ao projeto do PT e defendeu o avanço de uma “onda azul” na região.</p>
<p>"A pergunta é: eu menti? Ele é um ladrão, é um corrupto. Foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário. E não só isso: ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente", declarou o presidente argentino ao canal LN+.</p>
<p>Milei classificou de "espontâneos" os xingamentos direcionados a Lula durante o recente discurso no Brasil. "Chamar um ladrão de ladrão é um ato muito mais leve do que o próprio ato de roubar", afirmou.</p>
<h2>Alegações de interferência regional</h2>
<p>O mandatário argentino acusou diretamente o governo brasileiro de ingerência política na América Latina. Citando declarações de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Milei afirmou que Lula teria investido cerca de US$ 1 bilhão para atacá-lo politicamente. "Se há alguém que interfere politicamente na região, esse alguém é Lula", sustentou.</p>
<p>Segundo Milei, a alegada "campanha anti-argentina" das últimas semanas foi movida por recursos externos, principalmente vindos de Brasília, para alavancar ataques em redes sociais com o apoio de influenciadores e atores. Ele acrescentou que o financiamento também teria tido origem em outros países:</p>
<h2>Reação brasileira</h2>
<p>As declarações de Milei em São Paulo no final de julho desencadearam uma crise diplomática que começou com a convocação para consultas do embaixador do Brasil na Argentina, em razão "das ofensas proferidas" pelo presidente argentino. O Brasil também convocou o embaixador argentino para manifestar seu "repúdio" e pedir explicações pelas "agressões" do presidente Milei contra Lula e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que também foi alvo de ofensas por parte do presidente argentino. </p>
<p>Ao longo da semana, a Argentina tentou reduzir a tensão provocada pelo incidente diplomático. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, ressaltou que, da parte de seu governo, não há qualquer possibilidade de romper relações com o país vizinho e principal parceiro comercial. As novas declarações de Milei ainda não foram comentas por Lula ou pelo governo.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ YouTube/ La Nacion</media:credit>
        <media:title>milei-la-nacion</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Como Milei se tornou o principal adversário de Lula na América Latina</title>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 18:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Depois de Donald Trump, Javier Milei se firmou como o principal adversário internacional de Lula. Quando venceu a eleição na Argentina em 2023, o argentino era o único presidente de direita entre as grandes economias da América Latina. Naquele momento, Lula, Gustavo Petro, Gabriel Boric e Andrés Manuel López Obrador controlavam o Planalto, a Casa de Nariño, La Moneda e o Palácio Nacional do México.</p>
<p>O cenário regional mudou. Com Nayib Bukele no poder em El Salvador, Daniel Noboa reeleito no Equador, Rodrigo Paz à frente da Bolívia após encerrar quase duas décadas de hegemonia do MAS e Abelardo de la Espriella próximo de assumir o comando da Colômbia, Lula passa a ser cercado por governos de direita na América Latina às vésperas da eleição presidencial brasileira de 2026.</p>
<p>No último fim de semana, a rivalidade entre Milei e o governo brasileiro se transformou em crise diplomática. Milei participou como convidado de honra da convenção nacional do PL, no sábado, 25, em São Paulo, no  evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.</p>
<p>No discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”, associou o kirchnerismo ao projeto do PT e defendeu o avanço de uma “onda azul” na região.</p>
<h2>Ataques ao STF e reação de Fachin</h2>
<p>O judiciário brasileiro também foi alvo de Milei. Após o ministro Alexandre de Moraes negar autorização para que ele visitasse Jair Bolsonaro, o argentino o chamou de “lixo careca” e lamentou não poder reencontrar seu “grande amigo”. Na plateia, apoiadores entoaram o coro “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”, ação incentivada por Milei.</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, reagiu em nota oficial classificando as declarações de Milei como “referência desrespeitosa” a um ministro da Suprema Corte, feita em solo brasileiro contra ato jurisdicional praticado conforme a Constituição. Fachin também afirmou que o episódio é “incompatível com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”.</p>
<p>No domingo, em entrevista à rádio Mitre, Milei ampliou as críticas e, sem apresentar evidências, afirmou que Brasil, México e o Partido Democrata dos EUA estariam por trás de uma campanha contra a Argentina, citando inclusive a final da Copa do Mundo de 2026, e disse que parte dos recursos viria do Brasil.</p>
<p>O governo brasileiro convocou o embaixador Julio Bitelli, de Buenos Aires, para consultas em Brasília e chamou o embaixador argentino Daniel Raimondi ao Itamaraty para prestar esclarecimentos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou o episódio como sem precedentes e lamentável, lembrando os 203 anos de relações bilaterais e o fato de o Brasil ser o principal parceiro comercial da Argentina.</p>
<p>O chanceler Mauro Vieira qualificou as falas de Milei como ríspidas, grosseiras e inaceitáveis, caracterizando-as como interferência em assuntos internos.</p>
<p>Na Argentina, o governador Axel Kicillof manifestou “vergonha alheia” e afirmou que Milei não representa o sentimento do povo argentino.</p>
<h2>Crise  ganha destaque na imprensa argentina</h2>
<p>A  fala do ministro da Fazenda Dario Durigan, que chamou Javier Milei de “palhaço” , dominou as manchetes dos principais jornais argentinos nesta segunda-feira.</p>
<p>Os jornais Clarín e La Nación destacaram a declaração como resposta direta aos ataques feitos por Milei contra Lula e a economia brasileira durante o evento do PL em São Paulo e trataram o episódio como novo agravamento da crise diplomática entre os dois países.</p>
<p>Durigan disse que a economia brasileira está em melhor situação que a argentina e rebateu as críticas do presidente argentino. </p>
<p>“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, afirmou em entrevista. </p>
<p>Depois, o ministro esclareceu que a declaração foi de iniciativa própria e não representa posição oficial do governo.</p>
<p>As publicações argentinas também deram espaço às medidas do Itamaraty, como o chamado do embaixador brasileiro para consultas e a convocação do embaixador argentino em Brasília. </p>
<h2>A cronologia dos embates</h2>
<p>A hostilidade entre Lula e Milei não começou no último sábado, mas remonta à campanha presidencial argentina de 2023.</p>
<p>Ainda como candidato, Milei chamou Lula de “comunista” e “corrupto”, disse que não pretendia se encontrar com ele caso eleito e acusou assessores brasileiros de terem atuado na campanha de Sergio Massa, seu adversário no segundo turno.</p>
<p>Eleito presidente, Milei convidou Lula para a posse em dezembro de 2023. Lula declinou do convite, e o Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira.</p>
<p>Em junho de 2024, Lula declarou publicamente que Milei lhe devia desculpas pelas declarações feitas durante a campanha. Milei negou o pedido e questionou por que teria de se desculpar por “dizer a verdade”.</p>
<p>No mês seguinte, Milei evitou a cúpula de chefes de Estado do Mercosul em Assunção e optou por participar da CPAC em Balneário Camboriú, movimento interpretado como provocação direta ao governo brasileiro.</p>
<p>A divergência de visões voltou a transparecer em julho de 2025, na cúpula do Mercosul em Buenos Aires. Em discursos marcados por tom de confronto, Milei defendeu a abertura irrestrita ao livre-comércio, enquanto Lula contrapôs o argentino ao reafirmar defesas protecionistas e o fortalecimento interno do bloco.</p>
<p>Até o fechamento desta reportagem, o embaixador argentino Daniel Raimondi já havia sido recebido no Itamaraty para prestar esclarecimentos. O embaixador brasileiro Julio Bitelli retornou a Brasília para consultas com o chanceler Mauro Vieira, mas ainda não houve divulgação de novos desdobramentos ou medidas adicionais por parte do governo brasileiro.</p>
<p>Este texto foi atualizado às 17h15 desta segunda-feira, 27.</p>
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        <media:credit role="provider">AFP/ Nelson Almeida</media:credit>
        <media:title>presidente argentina javier milei e flavio bolsonaro</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Ministro Durigan chama Milei de 'palhaço' ao rebater críticas sobre economia brasileira</title>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou nesta segunda-feira, 27, o presidente da Argentina, Javier Milei, de "palhaço" ao participar de entrevista para o programa Passando a Limpo, do Rádio Jornal, veículo de Pernambuco. </p>
<p>"O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou do Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é mais alta. Não dá para considerar, entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar o apocalipse", afirmou o ministro.</p>
<p>Durigan fez a declaração em resposta à pergunta do jornalista da rádio sobre a possibilidade da economia brasileira entrar em recessão nos próximos anos. "O Brasil está com mínimo de desemprego, mínimo de inflação, recorde de balança comercial. Agora, não estou dizendo que está tudo resolvido. A gente tem essa milha final para cumprir que é lidar com os juros e o endividamento", disse o ministro Durigan.</p>
<p>O ministro fez referência ao presidente da Argentina, Javier Milei, por ele ter participado  da convenção do Partido Liberal (PL), em que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.</p>
<p>Durante o evento, Milei fez um discurso considerado pelo governo brasileiro como ofensivo. Chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "presidiário" e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes de "lixo careca". </p>
<p>Em razão disso, o Ministério das Relações Exteriores chamou nesta segunda-feira, 27, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas, após o presidente da Argentina, Javier Milei, fazer ofensas públicas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
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        <media:credit role="photographer">Agência Brasil</media:credit>
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        <media:title>Ministro da Fazenda, Dario Durigan </media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Itamaraty chama embaixador brasileiro na Argentina para consulta após discurso ofensivo do presidente Milei contra Lula</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/itamaraty-chama-embaixador-brasileiro-na-argentina-para-consulta-apos-discurso-ofensivo-do-presidente-milei-contra-lula</link>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 13:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério das Relações Exteriores chamou para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após o presidente da Argentina, Javier Milei, fazer ofensas públicas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com a Agência Brasil.</p>
<p>O presidente argentino participou, no sábado (25/07) da convenção do Partido Liberal (PL), em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.</p>
<p>O governo brasileiro considerou o discurso de Javier Milei repleto de ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Milei chegou a chamar Lula de “presidiário”. Os insultos se estenderam ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem Javier Milei chamou de “lixo careca” por não ter autorizado visita a Jair Bolsonaro.</p>
<p>Na diplomacia, o gesto de chamar o embaixador para consultas significa descontentamento, um momento de tensão e gravidade entre dois países. O embaixador Bitelli deve chegar a Brasília netsa segunda-feira (27/07), segundo a Agência Brasil. </p>
<h2>STF</h2>
<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou no sábado (25/07), uma nota oficial em que classifica como “referência desrespeitosa” a declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.</p>
<p>“Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, disse Fachin, em nota.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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