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    <title>Global South World Brasil - Meta</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>IA da Meta no WhatsApp cria anúncio para 'Flávio 22', mas recusa pedidos para 'Lula 13'</title>
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      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 17:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A ferramenta de Inteligência Artificial da  Meta (Meta AI) , integrada ao WhatsApp, atende a pedidos para criar imagens de bandeiras e flyers associados a  “Flávio 22”  – em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL) – , mas  se recusa a produzir imagens semelhantes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Testes realizados pelo  GSW Brasil  com os termos “Flávio 22”, “Lula 13” e “Flávio Bolsonaro 22” apontaram disparidade no processamento. Apenas o primeiro termo resultou na geração da imagem. Nas duas últimas tentativas, a ferramenta bloqueou a criação e exibiu a mensagem:</p>
<p>“Não consegui gerar a imagem da bandeira Lula 13 agora. Se quiser, posso criar uma arte em texto com layout para você usar como base, ou tentar de novo com outro estilo — o que prefere?”</p>
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<p>A reportagem testou outras variações associadas ao candidato petista, como “Luiz Inácio 13”, “Luiz 13” e “Filho de dona Lindu 13”, e todas rejeitadas pelo sistema. O único pedido aprovado pela ferramenta relacionado ao presidente foi para a expressão “Barba 13”, um de seus apelidos.</p>
<p>Questionada sobre o critério das recusas, a inteligência artificial apresenta a seguinte justificativa:</p>
<p>“O que aconteceu aqui foi técnico: meu gerador de imagens tem um filtro automático para nomes de figuras públicas e candidaturas presidenciais. Ele bloqueou algumas das suas solicitações tanto do lado do Flávio (quando você pediu com o sobrenome completo 'Flávio Bolsonaro 22') quanto do lado do Lula (quando pediu 'Lula 13', 'Luiz Inácio 13' e 'Filho de Dona Lindu 13'). Quando você pediu 'Flávio 22' sem sobrenome e 'do barba 13', o filtro deixou passar — por isso consegui gerar os dois cartazes que você viu. Não foi uma escolha minha de fazer para um e negar para o outro.”</p>
<p>O episódio ocorre em meio a questionamentos da campanha de Lula sobre a atuação da Meta no processo eleitoral. Na última sexta-feira, 10, a equipe jurídica do PT anunciou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suposta interferência da plataforma em favor de Flávio Bolsonaro. </p>
<p>Entre os problemas relatados estão dificuldades no impulsionamento de publicações no Instagram, restrições a contas de anúncios e alegações de direcionamento algorítmico favorável ao adversário.</p>
<p>Diante das denúncias, o TSE determinou que a Meta preste esclarecimentos técnicos e preserve dados de moderação, métricas e registros de anúncios das contas investigadas, que negou qualquer irregularidade, afirmando que cumpre a legislação eleitoral e atua com isonomia em relação a todas as candidaturas.</p>
<p>Procurada pela reportagem do  GSW Brasil , a Meta enviou o seguinte comunicado: "Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens".</p>
<p>Após a resposta da Meta, a reportagem refez os testes, que geraram os mesmos resultados. </p>
<p>Esta matéria foi atualizada em 14/10/2026 às 14h51.</p>
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        <media:title>Meta cria conteúdos para Flávio, mas rejeita o mesmo pedido para Lula, segundo testes feitos pelo GSW Brasil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Óculos com câmera enfrentam reação crescente por riscos à privacidade</title>
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      <pubDate>Sun, 27 Sep 2026 18:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Cinco anos depois de colocar câmeras em uma armação Ray-Ban, Mark Zuckerberg, o dono da Meta, subiu ao palco de seu principal evento do ano para apresentar ao mundo um modelo de óculos inteligente que tira esse componente do dispositivo – funcionalidade que tem colocado a big tech contra a parede.</p>
<p>Anunciado no Meta Connect, na quarta-feira, 23, o Ray-Ban Meta Audio tem outro atributo como principal elemento: sua capacidade de ouvir e acionar a IA pelo recurso de áudio. Esse é o primeiro smart glass da parceria entre as duas marcas que não fotografa nem filma.</p>
<p>“Sem câmeras, isso abre muitas novas possibilidades de design”, disse Zuckerberg ao apresentar a novidade. Segundo ele, a retirada desse componente permitiu criar armações mais leves e finas e aumentar a duração da bateria.</p>
<p>Privacidade, porém, não apareceu entre as razões mencionadas pelo executivo para a mudança.</p>
<p>O novo dispositivo surge em um momento crítico para o mercado de smart glasses com câmeras. Investigações, propostas de regulamentação e proibições vêm se intensificando em diferentes países. O ponto comum é a capacidade de fotografar ou filmar a partir de uma armação que pouco se diferencia, à primeira vista, de óculos convencionais.</p>
<p>A Meta não relacionou o desenvolvimento do modelo sem câmera a essa reação e afirma que o produto vinha sendo preparado havia anos. Na prática, porém, passa a oferecer uma alternativa que preserva inteligência artificial, música, chamadas e comandos por voz sem incorporar o recurso que está no centro da controvérsia.</p>
<p>E há muito dinheiro em jogo. “Há quase 2 bilhões de pessoas no mundo que usam óculos hoje”, declarou Zuckerberg no Connect. A big tech acredita que, nos próximos anos, a maioria desses óculos será substituída ou atualizada por produtos equipados com inteligência artificial.</p>
<p>A companhia já parte de uma posição dominante. A Meta respondeu por cerca de 84% da distribuição mundial de smart glasses no primeiro semestre de 2026, segundo a Counterpoint Research, empresa internacional especializada em pesquisas sobre o mercado de tecnologia e dispositivos eletrônicos. O mercado global cresceu 212% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Os primeiros óculos da parceria entre Meta e EssilorLuxottica, controladora da Ray-Ban, chegaram ao mercado em setembro de 2021. Chamados Ray-Ban Stories, já tinham duas câmeras de 5 megapixels, além de microfones e alto-falantes. Custavam a partir de US$ 299.</p>
<p>Desde então, a tecnologia ganhou inteligência artificial e conquistou milhões de consumidores. Mais de 7 milhões de óculos com IA da parceria foram vendidos em 2025. A Meta apresenta o Ray-Ban Meta como o óculos com inteligência artificial mais vendido do mundo.</p>
<p>É justamente a câmera, porém, que começa a impor um desafio à ambição de transformar esses dispositivos em um objeto tão cotidiano quanto os óculos convencionais.</p>
<h2>França investiga suspeita de assédio sexual</h2>
<p>Na França, o debate deixou o campo das preocupações teóricas. Em 18 de setembro, veio a público que o Ministério Público de Paris abriu uma investigação criminal sobre suspeita de assédio sexual envolvendo smart glasses.</p>
<p>A apuração ocorre depois que mulheres foram filmadas nas ruas sem consentimento e os vídeos publicados na internet. A promotoria não revelou a marca dos aparelhos envolvidos. A unidade responsável por crimes cibernéticos também testou smart glasses para entender que tipos de infração podem ser cometidos com a tecnologia.</p>
<p>A Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL), autoridade francesa de proteção de dados, também recebeu denúncias relacionadas ao uso dos dispositivos no ambiente de trabalho. Empresas passaram a procurar o órgão para saber se podem impedir funcionários de utilizá-los.</p>
<p>A dificuldade está em algo aparentemente simples: saber quando alguém está gravando.</p>
<p>Os Ray-Ban Meta equipados com câmera possuem uma pequena luz de LED que se acende quando fotos ou vídeos estão sendo registrados. A Meta afirma que o indicador foi desenvolvido para alertar quem está ao redor e que não pode ser desativado.</p>
<p>Para a CNIL, entretanto, os smart glasses criam desafios para informar adequadamente as pessoas de que estão sendo filmadas e, quando necessário, obter seu consentimento.</p>
<p>Com um celular, o gesto de levantar o aparelho e apontar a câmera costuma tornar perceptível que uma fotografia ou um vídeo pode estar sendo feito. Com os óculos, basta olhar.</p>
<p>Na Alemanha, a discussão também chegou às autoridades. Em agosto, uma organização de defesa de direitos apresentou uma queixa criminal contra a Meta, a EssilorLuxottica e empresas envolvidas na comercialização dos aparelhos, argumentando que a tecnologia pode permitir gravações clandestinas e violar regras de privacidade. Autoridades iniciaram uma análise preliminar do caso.</p>
<h2>Austrália leva restrições a piscinas, escolas e prédios públicos</h2>
<p>Na Austrália, as restrições começaram a alcançar situações bastante concretas do cotidiano.  Em agosto, Brisbane proibiu gravações sem consentimento feitas com dispositivos equipados com câmera em suas 21 piscinas públicas. A regra alcança smart glasses, celulares e câmeras de ação.</p>
<p>Outros governos locais adotaram medidas semelhantes. Em Sydney, as regras atingem instalações municipais, como piscinas, enquanto diferentes conselhos passaram a restringir os aparelhos em espaços como vestiários, creches, academias e parques infantis.</p>
<p>Na terça-feira, 22, o governo da Austrália Ocidental anunciou uma medida mais ampla: smart glasses serão proibidos em todas as escolas públicas do estado a partir do quarto período letivo deste ano. A regra alcança alunos, funcionários, pais, responsáveis e prestadores de serviço e vale também para excursões e atividades esportivas.</p>
<p>O debate chegou ainda ao governo federal. Em 17 de setembro, a ministra da Função Pública, Katy Gallagher, pediu que o serviço público avaliasse regras para os smart glasses nos locais de trabalho administrados pela Commonwealth, inclusive a possibilidade de proibi-los por questões de privacidade e segurança.</p>
<p>Isso não significa uma proibição nacional nem impedir a venda ou a importação dos aparelhos. O que está sendo discutido no nível federal é seu uso em determinados ambientes governamentais.</p>
<h2>Noruega discute regras mais duras</h2>
<p>Na Noruega, o governo decidiu antecipar a discussão sobre os limites da tecnologia. Em 25 de agosto, a ministra da Digitalização e Administração Pública, Karianne Tung, defendeu uma regulamentação mais rígida para smart glasses e anunciou a criação de um grupo de especialistas para analisar como o país deve lidar com esses dispositivos.</p>
<p>Entre as questões colocadas pelo governo está a possibilidade de impedir funções de reconhecimento facial de outras pessoas em espaços públicos. A ministra também pediu que instituições públicas e empresas privadas avaliem regras para o uso dos aparelhos em seus próprios ambientes.</p>
<p>A preocupação norueguesa vai além de um caso específico de abuso: envolve o que pode acontecer quando câmeras, microfones e sistemas de inteligência artificial passam a acompanhar continuamente o ponto de vista do usuário.</p>
<h2>Reino Unido e Estados Unidos fecham algumas portas</h2>
<p>No Reino Unido, não existe uma proibição nacional dos smart glasses, mas as restrições começaram a se espalhar por ambientes nos quais gravações representam um problema especial.</p>
<p>Tribunais da Inglaterra e do País de Gales proibiram os aparelhos, enquanto teatros, cinemas, restaurantes, pubs e clubes privados passaram a estabelecer regras próprias.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Justiça do Estado de Nova York anunciou em 14 de julho a proibição dos smart glasses em suas instalações. A medida, em vigor desde 20 de julho, alcança óculos com câmera, microfone, computador ou outra tecnologia capaz de fazer gravações de áudio ou vídeo.</p>
<p>São medidas de alcance diferente, adotadas por instituições distintas. Mas todas partem de uma dificuldade criada pelo mesmo desenho do produto: uma câmera instalada em um objeto que normalmente não desperta a reação provocada por alguém apontando um celular.</p>
<h2>Meta aposta com e sem câmera</h2>
<p>No Connect, ficou claro que a Meta não está abandonando as câmeras. Ao mesmo tempo em que Zuckerberg apresentou o Ray-Ban Meta Audio sem esse recurso, a companhia lançou a terceira geração do Ray-Ban Meta. O novo modelo possui câmera de 12 megapixels, grava vídeos em 3K e mantém o LED destinado a indicar quando fotos ou vídeos estão sendo registrados.</p>
<p>O preço também separa as duas propostas. O Ray-Ban Meta Audio, que chega ao mercado em 13 de outubro, parte de US$ 349. O Ray-Ban Meta Gen 3 custa a partir de US$ 449.</p>
<p>A estratégia coloca lado a lado dois caminhos. Um deles preserva a capacidade dos óculos de enxergar, registrar e, com ajuda da IA, interpretar o ambiente. O outro mantém inteligência artificial e áudio, mas abre mão da visão. Zuckerberg, ao apresentar o RayBan Meta Audio, focou nas possibilidades de design abertas pela retirada da câmera.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as0p5fmCxyHN4OCA1.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Zuckerberg apresentou o Ray-Ban Meta Audio, que não tem câmera."/>
<h2>Pressão em outras frentes</h2>
<p>A discussão sobre os smart glasses ocorre quando a Meta enfrenta questões regulatórias em outros campos que vão custar um bom dinheiro para a companhia. Em agosto, um tribunal do Novo México, nos Estados Unidos, determinou que a empresa pagasse US$ 567 milhões para um fundo destinado à saúde mental de adolescentes e promovesse mudanças em suas plataformas para proteger usuários jovens.</p>
<p>Em março, um júri já havia determinado o pagamento de US$ 375 milhões no mesmo processo, relacionado a acusações sobre a segurança de crianças e adolescentes no Facebook e no Instagram. A Meta contesta as decisões e anunciou recurso.</p>
<h2>O que mais a Meta apresentou no Connect</h2>
<p>O Meta Connect demonstrou que os óculos ocupam uma posição central nessa estratégia. Além do Ray-Ban Meta Audio e da terceira geração do Ray-Ban Meta, a companhia apresentou o Meta VR Glasses, aparelho de realidade virtual de aproximadamente 100 gramas, com formato muito mais próximo ao de óculos do que dos tradicionais headsets. O lançamento comercial está previsto para 2027.</p>
<p>A big tech também anunciou a integração do Muse, seu agente pessoal de inteligência artificial, aos óculos e ampliou a variedade de armações, lentes e modelos. Até o fim deste ano, pretende oferecer mais de 100 opções entre Ray-Ban, Oakley e Meta Glasses.</p>
<p>A expansão geográfica também continua. A companhia anunciou novos mercados e informou que os Meta Glasses chegarão em breve ao Brasil.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Meta substitui checagem profissional por Notas da Comunidade em 16 países e enfrenta críticas; entenda</title>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 19:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Meta anunciou, nesta quarta-feira, 9, que começou a testar suas  Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina . O mecanismo é pensado para substituir o programa de checagem profissional de conteúdos realizado por jornalistas na região.</p>
<p>O anúncio foi imediatamente questionado pela  Rede Internacional de Checagem de Fatos  (IFCN, na sigla em inglês), que afirmou que o  programa da Meta "não é suficiente quando se trata de reduzir o impacto de informações falsas prejudiciais"  nas redes sociais. </p>
<p>O sistema colaborativo é inspirado no modelo usado pela rede social X, de Elon Musk, e foi desenvolvido para substituir as checagens realizadas por redações e agências especializadas, programa que a Meta encerrou nos Estados Unidos no ano passado.</p>
<p>A medida abrange  Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai  e  Venezuela.</p>
<p>O Brasil, que realizará eleições presidenciais em outubro e é o maior mercado das plataformas da Meta na região, não foi incluído.</p>
<p>"O lançamento completo em determinado país, que inclui começar a publicar Notas da Comunidade e migrar gradualmente o programa de checagem independente, ocorrerá quando tivermos confiança de que o produto funciona corretamente", afirmou a Meta em comunicado.</p>
<p>Phil Chetwynd, diretor de Informação da AFP, afirmou nesta quarta-feira que as equipes de checagem da agência na região realizaram durante oito anos "um trabalho excepcional", elogiado pela própria Meta.</p>
<p>Chetwynd ressaltou que os dois sistemas não deveriam ser tratados como alternativas. "Pesquisas confiáveis sugerem que as Notas da Comunidade só podem ser eficazes quando os colaboradores podem se apoiar em jornalismo verificado, produzido de forma ética, e em outras fontes de alta qualidade ao redigir suas notas", afirmou.</p>
<p>"A checagem de fatos e as Notas da Comunidade devem andar de mãos dadas. O que importa é a qualidade das notas, não a quantidade", acrescentou.</p>
<h2>Avanço da extrema direita</h2>
<p>O anúncio ocorre em um momento em que um  número crescente de candidatos conservadores e de extrema direita chegou à Presidência de países latino-americanos com promessas de desregulamentação, políticas de linha-dura e resultados rápidos no combate ao narcotráfico e ao crime . Esses políticos têm como referências os presidentes salvadorenho, Nayib Bukele, e americano, Donald Trump, e receberam apoio dos Estados Unidos.</p>
<p>Eles adotam fortes estratégias nas redes sociais, onde circula desinformação, para promover sua imagem e disseminar propaganda. Em El Salvador, foi identificado o uso de "fazendas de trolls" para criar simpatizantes fictícios e simular apoio ao governo.</p>
<p>Muitos buscam projetar uma imagem de governantes de ação: o presidente do Equador aparece de colete à prova de balas em operações policiais; o da Colômbia, vestido de verde-oliva ao lado de militares e entre sacos brancos com corpos de guerrilheiros; e o do Chile, na árida fronteira com a Bolívia ao anunciar uma vala para impedir a passagem de migrantes.</p>
<p>Em sua maioria, esses governantes — assim como líderes na Europa e nos Estados Unidos — se opõem a programas de checagem de conteúdos nas redes sociais, que acusam de serem tendenciosos.</p>
<p>A Meta lançou as Notas da Comunidade nos Estados Unidos em janeiro de 2025. Segundo a empresa, trata-se de "uma forma colaborativa para que as pessoas que usam nossas plataformas acrescentem informações de contexto às publicações no Facebook, Instagram e Threads".</p>
<p>De acordo com a Meta, as Notas da Comunidade reúnem "mais de 1,4 milhão de colaboradores, que produziram mais de 50.000 publicações" desde o lançamento.</p>
<p>"O programa de Notas da Comunidade, por si só, simplesmente não é suficiente quando se trata de reduzir o impacto de informações falsas prejudiciais nas plataformas de redes sociais", afirmou em comunicado Angie Holan, diretora da IFCN.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP, Global South World]]></dc:creator>
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      <title>Nova IA da Meta pega fotos de perfis abertos no Instagram para gerar imagens alteradas; veja como evitar </title>
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      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 22:48:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O primeiro modelo de geração de imagens da Meta mal foi anunciado e já está no topo dos assuntos polêmicos da semana nas redes. O motivo é que o recurso chamado Muse Image permite que qualquer pessoa mencione um perfil público do Instagram e use as fotos dela como referência para gerar imagens com IA. A questão é que isso pode ser feito sem que a pessoa marcada seja notificada.  </p>
<p>No material de divulgação do novo recurso, que foi no dia 07 de julho, a Meta informa: “Você também pode mencionar contas do Instagram no app da Meta AI para trazer perfis específicos do Instagram diretamente para as suas imagens. Seja para criar um convite personalizado para um evento, esboçar um conceito criativo colaborativo ou gerar um gráfico personalizado, marcar um nome de usuário permite que a Meta AI use fotos públicas para criar um visual pronto para postar. Você tem controle sobre como seu conteúdo pode ser marcado para criação com IA, com uma configuração simples para desativar esse recurso a qualquer momento.” </p>
<h2>Como desabilitar o recurso</h2>
<p>O novo gerador de imagens da Meta está ativado por padrão e pode ser usado no Instagram, no WhatsApp e no site da Meta AI. Então, quem não está aberto a esse tipo de experiência, o ideal é fechar o acesso a sua imagem. Para isso, toque no menu do seu perfil, que fica no canto superior direito, depois vá até a opção ‘compartilhamento e reutilização’ e desmarque as opções ‘permita que as pessoas reutilizem seu conteúdo no Instagram e com recursos de IA da Meta’ para posts e reels.  </p>
<p>Em resposta ao site de notícias G1, a empresa disse, por nota, que  “Desenvolvemos o Muse Image com controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia. Contas privadas e aquelas pertencentes a usuários menores de 18 anos são automaticamente excluídas, e usuários adultos com contas públicas podem optar por não participar com apenas alguns cliques. Tomaremos medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade."  </p>
<h2>Histórico de problemas </h2>
<p>O recurso reacende históricos problemáticos que envolvem a Meta e privacidade, como o caso Cambridge Analytica, no qual o Facebook vazou os dados de 50 milhões de pessoas sem o devido consentimento. Tratou-se de um esquema de coleta de dados realizado por meio de um teste psicológico chamado ‘This is your digital life’.  </p>
<p>Essas informações pessoais foram colocadas à venda para a Cambridge Analytica, empresa que trabalhava na campanha presidencial de Donald Trump, em 2016. Uma brecha nos termos e condições do Facebook não proibia expressamente a venda de dados coletados na rede social por aplicativos. </p>
<p>Outro caso foi o de reconhecimento facial do Facebook em 2021. A empresa foi obrigada a desativar seu sistema de leitura facil, que identificava automaticamente os usuários em fotos e vídeos. </p>
<p>O escritório de advocacia Camargo e Vieira lembra que o caso Cambridge abriu um debate no Brasil para a elaboração de uma legislação específica para o assunto, levando à formulação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD, que foi sancionada em agosto de 2018 e entrou em vigor dois anos depois. </p>
<h2>Meta Superintelligence Labs</h2>
<p>O Muse Image é o primeiro modelo de geração de imagens da empresa disponível no site da Meta IA e desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs, a divisão liderada por Alexandr Wang, conhecido por ter fundado a Scale IA, em 2016, quando era um estudante de 19 anos da renomada escola americana MIT (Massachusetts Institute of Technology). A Scale AI cresceu para uma avaliação de quase US$ 29 bilhões e esteve envolvida no desenvolvimento de quase todos os modelos de IA líderes do setor. </p>
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        <media:title>Imagem do site do Muse Image e Muse Video</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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