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    <title>Global South World Brasil - Medida Protetiva</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Uma em cada três medidas protetivas foi descumprida em 2025, aponta polícia</title>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 10:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As unidades especializadas no  Atendimento à Mulher  da  Polícia Civil  de todo o país realizaram  782.474 atendimentos   em 2025,  incluindo ocorrências de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio.</p>
<p>Ao todo, foram  329.451 vítimas atendidas . O número indica que muitas vezes as mulheres precisam voltar para o atendimento mais de uma vez.</p>
<p>Os dados foram divulgados no  10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres , publicado na sexta-feira, 7, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A data marcou os  20 anos da Lei Maria da Penha , principal mecanismo legal de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.</p>
<p>O levantamento compilou dados de  530 das 585 unidades espalhadas pelo país.  Apenas os estados de Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Alagoas e Goiás tiveram 100% de participação, com respostas de todos os serviços. Os menores percentuais vieram de: Amapá (33%), Distrito Federal (63%), Paraíba (72%), Sergipe (73%) e Rio de Janeiro (75%).</p>
<p>A região Sudeste concentrou o maior número de vítimas.  Foram 125.769, o que representa 47,8% do total nacional. Em seguida, estão as regiões Nordeste, com 53.067 vítimas (20,2%), Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%), Sul, com 21.087 (8,0%), e Norte, com 19.712 vítimas (7,5%).</p>
<p>Entre os estados, a maioria das vítimas atendidas foi de São Paulo (84.103). É o equivalente a 31,9% do total nacional.  Também registrou os maiores quantitativos de vítimas de ameaça (29.013), lesão corporal (22.810), injúria (16.359), perseguição (8.536), estupro (3.699), registro não autorizado da intimidade sexual (658) e feminicídio (169).</p>
<p>O Rio de Janeiro destacou-se por apresentar o maior quantitativo de vítimas de violência psicológica contra a mulher, com 3.369 registros, correspondentes a 18,1% do total nacional dessa natureza.</p>
<h2>As principais ocorrências registradas pela polícia</h2>
<p>O relatório mostra que a ocorrência com maior número de registros em 2025 foi a  ameaça  (148.544), seguida por  lesão corporal  (99.473) e  injúria  (88.739).</p>
<p>Os tipos que tiveram maior alta em relação à pesquisa anterior (ano-base 2023) foram a  perseguição  (52.855, alta de 44,3%) e a  violência psicológica  (23.911, aumento de 49,7%).</p>
<p>Os quantitativos relatados correspondem exclusivamente às informações declaradas pelas unidades especializadas participantes do levantamento e não representam a totalidade das vítimas registradas pelas Polícias Civis brasileiras.</p>
<p>As maiores ocorrências declaradas pelas unidades especializadas no ano passado , portanto, são de:</p>
<p>1.       Ameaça (34,7%);</p>
<p>2.       Lesão corporal (23,3%);</p>
<p>3.       Injúria (20,8%);</p>
<p>4.       Perseguição (12,4%);</p>
<p>5.       Violência psicológica contra a mulher (5,6%);</p>
<p>6.       Estupro (2,8%);</p>
<p>7.       Registro não autorizado da intimidade sexual (0,4%)</p>
<p>8.       Feminicídio (0,1%).</p>
<h2>Medidas protetivas concedidas</h2>
<p>De acordo com o documento, os atendimentos nas unidades especializadas resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urgência, das quais  118.672 foram concedidas (74,2% do total).  Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores.</p>
<p>Isso corresponde a 32,2%. Ou seja, quase  uma em cada três medidas protetivas foi descumprida .</p>
<p>Das medidas protetivas concedidas, 31,7% levaram até 24h para serem confirmadas; 42,5% levaram entre 24h e 48h; e 12,5% após 48h.</p>
<h2>Que atendimentos foram feitos?</h2>
<p>Em 2025, as unidades especializadas no atendimento às mulheres registraram 608.152 boletins de ocorrência, constituindo o procedimento de maior volume entre os analisados.</p>
<p>Na sequência, foram contabilizadas  329.751 medidas protetivas solicitadas, 323.196 inquéritos policiais instaurados e 53.517 prisões em flagrante.  </p>
<p>Em relação a procedimentos encaminhados ao Poder Judiciário, foram remetidos 243.962 inquéritos policiais. Desse total, 232.014 (95,1%) possuíam autoria definida.</p>
<h2>Que profissionais atuam nas delegacias?</h2>
<p>As unidades especializadas começaram a ser instaladas em 1985, com a criação da primeira  Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam)  do Brasil, na região central da cidade de São Paulo. Naquele mesmo ano foram inauguradas mais 19 unidades.</p>
<p>Desde então, novas unidades foram instaladas a cada ano, chegando às 585 atuais, em que  6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais  que seguem protocolos especiais de acolhimento e escuta das vítimas.</p>
<p>As cidades com maior quantidade de unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, em 2025, são:  São Paulo  (com 10),  Brasília e Rio de Janeiro  (cada uma com 5),  Teresina e Belo Horizonte  (com 4, cada uma).</p>
<h2>As principais carências das delegacias</h2>
<p>Desafios dessas unidades também foram apresentados pelo relatório. Um deles é o fato de  80% delas ainda não funcionarem 24 horas . </p>
<p>Entre as principais carências, o estudo identificou ainda a  insuficiência de recursos de investigação, mencionada por 57% das unidades , a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de material de menor potencial ofensivo (40%).</p>
<h2>Proporção de unidades especializadas pela população de mulheres</h2>
<p>Um dado do diagnóstico revela que a  quantidade absoluta de unidades de um estado não reflete, necessariamente, sua disponibilidade proporcional em relação à população feminina residente .</p>
<p>A razão entre o número de unidades especializadas e a população de mulheres no estado, estimada para 2025 e expressa por 100 mil pessoas, permite comparar a disponibilidade relativa dessas estruturas, considerando as diferenças de porte populacional.</p>
<p>Esse indicador não representa a capacidade operacional das unidades, nem o volume de atendimentos realizados. Para seu cálculo, foram consideradas as 585 unidades às quais o instrumento de pesquisa foi encaminhado.</p>
<p>Tocantins registrou o maior valor observado, com 1,77 unidade por 100 mil mulheres, seguido por Rondônia (1,26) e Piauí (1,21). Por outro lado,  os menores valores foram observados no Amazonas (0,09), Rio de Janeiro (0,18) e Bahia (0,20).</p>
<p>Embora São Paulo tenha concentrado o maior número absoluto de unidades especializadas (145), sua razão foi de 0,61 unidade por 100 mil mulheres.  É um valor menor do que o registrado por Goiás, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
<h3>Leia também:</h3>
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