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    <title>Global South World Brasil - Lula</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Principal doador de Lula doou R$ 500 mil também a Flávio; veja os maiores financiadores das campanhas</title>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 19:19:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O empresário  Erasmo Carlos Battistella  é a pessoa física que mais doou, até o momento, para campanhas de candidatos à Presidência da República em 2026. Ao todo, o gaúcho destinou  R$ 1 milhão, dividido igualmente entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).</p>
<p>Battistella é CEO da Be8, empresa com sede em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, e considerada a maior produtora de biodiesel do Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p>
<p> Ele também preside o Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio).</p>
<p>Apesar do valor, Battistella não é o principal financiador das duas campanhas.  A maior parte dos recursos declarados por Lula e Flávio veio dos próprios partidos.</p>
<p>  O candidato do PL recebeu R$ 42,9 milhões da direção nacional da legenda, enquanto o petista teve pouco mais de R$ 35 milhões repassados pelo diretório nacional do PT, além de outros recursos partidários.</p>
<h2>Os principais doadores</h2>
<p>O maior valor entre as doações individuais, porém, está na campanha de  Ronaldo Caiado (PSD).  O empresário  Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso , titular de um cartório de registro de imóveis em Taguatinga (DF),  destinou R$ 2,3 milhões ao candidato.  O valor corresponde a 34,66% da arrecadação registrada por Caiado até agora. Outros três doadores aparecem na sequência, com R$ 25 mil cada: Arnaldo Calil Pereira Jardim, Hideo Augusto Dendini e Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt.</p>
<p>Em seguida, aparecem campanhas com perfis diferentes de financiamento.  Romeu Zema (Novo) , por exemplo, recebeu R$ 3,6 milhões da direção nacional do partido. Entre as pessoas físicas, o maior doador é o empresário Renato Ribeiro Machado, que destinou R$ 200 mil ao candidato. Helio Seibel e Salo Davi Seibel aparecem na sequência, com R$ 50 mil cada.</p>
<p>Na campanha de  Augusto Cury (Avante) , o próprio candidato é o principal doador, tendo colocado  R$ 250 mil na campanha, enquanto Wilson de Matos Silva contribuiu com R$ 60 mil. A direção nacional do Avante aparece com outros R$ 50 mil, e Sergio Adriano Soares Vita doou R$ 35 mil. Noraldino Lucio Dias Junior aparece com R$ 15 mil.</p>
<p>Já  Renan Santos (Missão)  tem uma parcela significativa dos recursos obtida por meio de financiamento coletivo. A plataforma QueroApoiar aparece com R$ 1,22 milhão na prestação de contas da campanha. O serviço de "vaquinha" permite que apoiadores façam contribuições pela internet, que são posteriormente registradas na contabilidade eleitoral conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.</p>
<p>A QueroApoiar também aparece entre os financiadores de  Edmilson Costa (PCB)  e  Rui Costa Pimenta (PCO) , embora em valores bem menores. No caso de Edmilson, a plataforma registrou R$ 13,1 mil, enquanto para Rui Costa Pimenta foram R$ 6,2 mil.</p>
<p>Hertz Dias (PSTU) , por sua vez, recebeu R$ 1,07 milhão da direção nacional do partido. Entre as pessoas físicas, José Maria de Almeida, Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado e Emmanuel Oliveira da Silva fizeram doações de R$ 3 mil, R$ 3 mil e R$ 1,5 mil, respectivamente.</p>
<p>Na campanha de  Pablo Marçal (PRTB) , os maiores valores registrados entre os doadores individuais são bem menores. Carlos Eduardo dos Santos Porfirio e Rafael Marcos de Souza contribuíram com R$ 500 cada, enquanto Bruno Turtera Pierro doou R$ 459. Carlos Henrique Lopes Basoni e Danilo Martins Barboza da Silva doaram R$ 200 cada.</p>
<p>Já a campanha de  Samara Martins (UP)  não apresenta, nos dados levantados, informações sobre doadores.</p>
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        <media:credit role="provider">José Cruz/Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula lidera com oscilação negativa, Flávio mantém 33% e Cury consolida 3º lugar</title>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 22:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra  Lula (PT) na liderança com 38%  das intenções de voto, seguido por  Flávio Bolsonaro (PL), 33% . O primeiro oscilou um por cento negativamente e o segundo ficou estável se comparados ao levantamento anterior.</p>
<p>Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8% , uma subida de 6 pontos percentuais. Na sequência estão  Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.</p>
<p>Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) marcaram 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos são 6%, e 3% não decidiram o voto.</p>
<p>A pesquisa é a primeira do Datafolha após a largada do horário eleitoral gratuito e ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>O levantamento também testou um cenário com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, mas teve o registro de candidatura à Presidência protocolado e ainda aguarda decisão do TSE.</p>
<p>Cenário com Pablo Marçal</p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>O Datafolha também testou quatro cenários de segundo turno, todos com Lula na disputa: contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Augusto Cury, terceiro colocado na pesquisa, não foi incluído nas simulações.</p>
<p>Lula x Flávio Bolsonaro</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 47% em agosto)</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 47%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 40%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 3%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 48%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 39% (eram 38%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 12%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 47% (eram 47%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 38% (eram 37%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 13% (eram 14%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>O Datafolha mostra ainda que 71% dos eleitores estão convictos de seus votos, enquanto 28% consideram mudar de ideia.</p>
<p>Foram entrevistadas  2.002 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03669/2026.</p>
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        <media:credit role="provider">Montagem/Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quaest mostra espaço para candidatura fora da polarização entre Lula e Bolsonaro</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 19:16:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A pesquisa  Quaest  divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra o  avanço de um terceiro candidato na disputa presidencial , enquanto os principais nomes que apareciam à frente no levantamento anterior perderam pontos.  Augusto Cury (Avante) chegou a 10% das intenções de voto e assumiu a terceira posição, atrás de Lula (PT), com 37% das intenções de voto, e Flávio (PL), com 29%.  Na pesquisa anterior, Lula tinha 38% e Flávio, 31% — uma perda de um e dois pontos, respectivamente.</p>
<p>Leia também:  Vantagem de Lula em pesquisas mobiliza bolsonarismo contra 'voto nulo da direita '</p>
<p>Renan Santos (Missão) aparece com 3%, ante 4% no levantamento anterior. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. O primeiro caiu de 4% e o segundo, de 2%. Samara Martins (UP) soma 1% e os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>Indecisos são 11% e 7% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou não comparecer às urnas.</p>
<p>“O salto de Cury revela, antes de tudo, que existe espaço eleitoral para uma candidatura que não esteja identificada imediatamente com os dois grandes polos.  Existe, dentro de determinado grupo, uma parcela bastante disponível para experimentar uma candidatura diferente”, diz  Luciana Santana ,  doutora em Ciência Política e professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).  </p>
<p>A chegada do candidato do Avante aos dois dígitos não é, porém, um movimento isolado da nova rodada da Quaest, uma vez que o escritor passou de 2% para 11% na pesquisa BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na Atlas/Intel. </p>
<p>Embora diferentes levantamentos não permitam afirmar que os votos tenham migrado diretamente de um candidato para outro, a repetição do movimento em levantamentos distintos indica que Cury passou a ocupar um espaço que, até poucas semanas atrás, estava pulverizado entre nomes como Renan Santos, Caiado e Zema -- que, ainda que se coloquem como alternativa aos dois polos, mantiveram discursos e pautas que não escapam do campo discursivo de Flávio.</p>
<p>Felipe Nunes, CEO e fundador da Quaest , destacou como um dos números mais expressivos da pesquisa os  24% alcançados por Cury entre os eleitores independentes , percentual que o coloca numericamente à frente de Lula nesse grupo.</p>
<p>Para Luciana Santana, o quadro sugere a possível consolidação de uma parcela do eleitorado que não se identifica com nenhum dos dois polos da disputa, mas ainda não é possível afirmar que esse eleitorado esteja necessariamente em busca de uma política moderada.</p>
<p>“O crescimento pode reunir, ao mesmo tempo, a procura por uma alternativa à polarização, o voto de novidade em uma figura conhecida fora da política e o efeito da exposição recente proporcionada por debates, sabatinas e redes sociais”, explica.</p>
<p>Em comparação à Quaest anterior, o percentual de eleitores que não conhecem Cury caiu de 74% para 54%, enquanto seu potencial de voto dobrou, de 10% para 21%. A rejeição também subiu, de 16% para 25%, indicando que o candidato passou, em poucas semanas, da condição de nome pouco conhecido para a de postulante que começa a ser efetivamente avaliado pelos eleitores. </p>
<p>Depois do debate da Band, em 23 de agosto, Cury se tornou o candidato mais buscado nas redes sociais e acumulou cerca de 2,1 milhões de novos seguidores em menos de uma semana.</p>
<p>A data é apontada pela campanha como um marco importante na candidatura, sobretudo pela forma como o candidato reagiu aos ataques de Renan Santos e ao que chamou de "agressividade".</p>
<p>“Esse episódio produziu algo de que Cury ainda carecia: contraste político; até então, sua principal credencial era biográfica”, analisa Luciana.</p>
<h2>Moraes, Master e a reação dos eleitores</h2>
<p>A pesquisa Datafolha, que será divulgada na quinta-feira, 3, será a primeira a captar o humor do eleitorado depois da repercussão do caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, episódio que ganhou dimensão política após surgirem informações sobre a relação de seu escritório, comandado por sua mulher, com o banco de Daniel Vorcaro e sobre encontros entre o empresário e o ministro.</p>
<p>Leia mais: O que pesa contra Moraes no relatório da PF sobre Vorcaro</p>
<p>O caso passou a alimentar críticas de nomes da direita ao Supremo e a Moraes, o que reabriu uma disputa em torno de um tema que costuma reorganizar o eleitorado em torno dos dois polos.</p>
<p>Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema já defenderam o afastamento do ministro, enquanto Cury defendeu investigação rigorosa e mudanças institucionais, como mandato para ministros do STF. Lula manteve o silêncio.</p>
<p>“O caso pode reativar identidades políticas já construídas em torno do bolsonarismo e do Supremo, devolvendo centralidade à disputa entre Lula e Flávio. Mas também pode produzir uma espécie de fadiga institucional entre os eleitores menos identificados com os polos, que podem reagir com a sensação de que estão novamente diante de Moraes, Bolsonaro, STF e crises institucionais e buscar uma alternativa a esse ciclo” , completa Luciana.</p>
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        <media:title>debate-band</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Segurança pública ganha protagonismo na largada das campanhas de Lula e Flávio</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-travam-disputa-de-discursos-sobre-seguranca-em-atos-simultaneos-no-rio</link>
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      <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 16:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os dois candidatos à Presidência que mais pontuam nas pesquisas de intenção de voto travaram uma “disputa” de propostas sobre  segurança pública  em agendas simultâneas no Rio de Janeiro neste sábado, 22.</p>
<p>Lula (PT) cumpriu agenda em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ao lado de Eduardo Paes (PSD) , seu aliado e que disputa o governo do Estado.  Flávio Bolsonaro (PL) esteve no Maracanãzinho, na Zona Norte da capital fluminense, durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL)  ao Palácio Guanabara.</p>
<p>O petista afirmou, em seu discurso, que pretende  recuperar as áreas do Rio dominadas por facções criminosas  e defendeu uma atuação “firme” contra os infratores. </p>
<p>“Vamos tirar o bandido da terra de vocês”, afirmou Lula, em referência às regiões sob influência de facções e grupos criminosos. O petista também voltou a defender medidas estruturais, como investimentos em educação e saúde, além do avanço da proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública.</p>
<p>A poucos quilômetros dali, Flávio Bolsonaro adotou retórica mais dura afirmando que, se eleito, pretende  declarar guerra às organizações criminosas a partir de janeiro de 2027.</p>
<p>Flávio deu até o fim deste ano para que os que ele chamou de “narcoterroristas” deixem o país e afirmou que seu governo classificará facções como o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas. A proposta já aparece no plano de governo registrado pela campanha.</p>
<p>“Não vou baixar a cabeça para bandido”, declarou. O ‘01’ também afirmou que criminosos que enfrentarem as forças de segurança serão “neutralizados” e defendeu o endurecimento das punições para diferentes tipos de crime.</p>
<h2>Segurança como eixo das campanhas</h2>
<p>O combate à violência e ao crime organizado aparece entre as principais preocupações dos eleitores para 2026 e passou a ocupar espaço cada vez maior nos discursos e planos de governo dos candidatos. Pesquisa Nexus/BTG divulgada no fim de julho apontou que  30% dos entrevistados citavam segurança pública, violência ou criminalidade entre os temas mais importantes para a eleição  – à frente de saúde pública e corrupção. </p>
<p>No discurso de Flávio, o tema apareceu associado à necessidade de uma resposta mais agressiva do Estado contra as facções. O candidato citou ainda o uso de drones com explosivos por criminosos e afirmou que crianças estariam sendo recrutadas pelo tráfico para operar esses equipamentos.</p>
<p>O candidato do PL também defendeu a castração química para condenados por crimes sexuais e mudanças na legislação penal, além da ampliação das punições para determinados delitos.</p>
<p>Ao lado de Flávio, Douglas Ruas também colocou a segurança entre as prioridades de sua candidatura ao governo do Rio. O candidato criticou a utilização de recursos públicos em camarotes de grandes eventos e afirmou que sua gestão priorizaria áreas como segurança, saúde e educação.</p>
<p>O ato no Maracanãzinho marcou oficialmente o lançamento da candidatura de Ruas e reuniu lideranças do PL e apoiadores da campanha. Segundo a organização, mais de 18 mil pessoas participaram do evento.</p>
<p>Do outro lado, Lula aproveitou o primeiro grande ato de sua campanha no Rio para reforçar a aliança com Paes e apresentar a segurança como uma questão que exige atuação coordenada entre União, Estado e municípios.</p>
<p>Os dois movimentos acontecem em um momento de disputa apertada pela Presidência. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. Em um eventual segundo turno, o levantamento registrou 47% para Lula e 43% para o candidato do PL.</p>
<p>Outros nomes da corrida presidencial também percorreram diferentes regiões do país neste sábado (22).  Renan Santos (Missão)  realizou, em São Paulo, um ato para apresentar seu projeto de “desfavelização” e afirmou que o PCC teria tentado impedir a realização do evento. “O PCC deu um salve para que a gente não fizesse um evento hoje. Mas fizemos mesmo assim”, disse o candidato nas redes sociais, vestindo um colete balístico. A declaração ocorre em meio a outros relatos de Renan sobre ameaças de facções durante a campanha.</p>
<p>Romeu Zema (Novo)  esteve na região central de São Paulo, onde conversou com aposentados e pensionistas e voltou a defender mudanças na Previdência.  Ronaldo Caiado (PSD)  cumpriu compromissos políticos em Campinas e disse não ter “dificuldade em aceitar redução da carga de trabalho”, em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1.</p>
<p>As agendas aconteceram na véspera do primeiro debate entre os candidatos, que reúne neste domingo (23) Caiado, Renan Santos e Cury. Lula, Flávio e Zema não devem comparecer, segundo suas campanhas.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha aponta redução de 4 pontos na vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro desde junho</title>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 23:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>No primeiro levantamento do  Datafolha  após o  início oficial da campanha presidencial, no domingo, 16 ,  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL) .</p>
<p>Os números foram divulgados na noite desta sexta-feira, 21.</p>
<p>A pesquisa mostra que,  no segundo turno, Lula se mantém na frente, com 47%, contra 43% de Flávio.  Em julho, esses índices ficaram em 48% e 43%, respectivamente. </p>
<p>Em relação ao primeiro turno, a distância entre os dois principais candidatos à Presidência  caiu quatro pontos desde junho, em uma redução gradual da vantagem de Lula.</p>
<p>Em junho, o presidente tinha 41% das intenções de voto, ante 31% de Flávio, diferença de dez pontos. Em julho, Lula marcou 40% e Flávio, 32%, reduzindo a distância para oito pontos.  Agora, com 39% a 33%, a vantagem caiu para seis pontos.</p>
<p>O Datafolha ouviu 2.058 eleitores em 127 cidades entre terça-feira, 18, e quarta-feira, 19. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.</p>
<p>Ainda a respeito da simulação de primeiro turno, depois de Lula e Flávio, aparecem  Ronaldo Caiado (PSD), com 5% das intenções, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%.</p>
<p>Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos,  Lula marca 32% (contra 30% no levantamento de julho). Flávio tem 19% (contra 17%).</p>
<p>O  horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira, 28.  Na disputa presidencial, Lula terá o maior tempo nos blocos de propaganda, com 5 minutos e 31 segundos, seguido por Flávio Bolsonaro, com 4 minutos e 20 segundos, e Ronaldo Caiado, com 2 minutos e 2 segundos. </p>
<p>Romeu Zema e Renan Santos não terão tempo, porque seus partidos não alcançaram a representação mínima exigida na Câmara dos Deputados.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Trump conversam sobre tarifaço e acertam retomada de negociações</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-trump-tarifaco-retomada-negociacoes</link>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  presidente Luiz Inácio Lula da Silva  telefonou na manhã desta sexta-feira, 21, para o  presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.  Um dos temas da conversa, que durou  uma hora e 20 minutos , foi o tarifaço. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a ligação “transcorreu em tom amistoso e cordial”.</p>
<p>No fim de julho foram  impostas novas tarifas ao Brasil após investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos  (USTR, na sigla em inglês). Lula enfatizou, na conversa ao telefone, que  as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas.</p>
<p>Lula comentou que  as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos . Ele afirmou, de acordo com a nota do Planalto, que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. O presidente reiterou também a importância de trabalharem juntos “para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil”.</p>
<p>A nota diz que Trump concordou com a necessidade de  preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível.</p>
<p>O USTR anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros nos termos da investigação aberta pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O tarifaço passou a valer no dia 22 de julho. Depois, impôs outra de 12,5%, que entrou em vigor no dia 24. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.</p>
<p>Entre os produtos taxados nesta nova onda de tarifas estão  calçados, máquinas e equipamentos, móveis, açúcar e etanol.</p>
<h2>Combate ao crime organizado</h2>
<p>O presidente brasileiro manifestou o interesse na  cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado.  Lula afirmou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Ressaltou que o país tem instrumentos para enfrentar as facções sem precisar de classificação especial para designá-las.</p>
<p>Na conversa, Lula disse que há planos de t ransformar 138 presídios em prisões de segurança máxima . Também mencionou a criação do  Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia , em Manaus, que reúne oficiais dos países amazônicos.</p>
<p>Por sua vez, Trump teria se disposto a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar andamento aos entendimentos na área.</p>
<p>Além disso, de acordo com a nota, os dois presidentes – que se encontraram pessoalmente na Casa Branca em maio – trocaram  impressões sobre conflitos como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio . Ambos teriam concordado sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para as questões entre Rússia e Ucrânia.</p>
<p>Trump comentou sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã – que completará seis meses na próxima sexta-feira, 28. E Lula lamentou a  inoperância do Conselho de Segurança da ONU . Ele propôs a convocação de uma reunião extraordinária da entidade para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais. Conforme a nota do Palácio do Planalto, o presidente brasileiro declarou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.</p>
<h2>Reciprocidade</h2>
<p>No dia 13 de agosto, o governo federal anunciou a  abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade . Ela foi sancionada no ano passado, após Trump impor o primeiro tarifaço ao país.</p>
<p>A abertura não significa que o país tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação contra produtos norte-americanos. </p>
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        <media:title>Lula-Trump-Casa-Branca</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Petróleo na Foz do Amazonas: o potencial e os riscos do 'novo pré-sal'</title>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dez meses após conseguir a licença do Ibama para perfurar um poço na Margem Equatorial – faixa litorânea que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte –, a  Petrobras confirmou a existência de petróleo na Foz do Amazonas.</p>
<p>Na segunda-feira, 17, a presidente da estatal, Magda Chambriard, informou que amostras retiradas do poço Morpho confirmaram a existência do combustível na bacia sedimentar ao largo do Amapá. Três dias antes, a Petrobras já havia sinalizado a descoberta de hidrocarbonetos na região, a 175 quilômetros da costa.</p>
<p>A confirmação foi dada em uma coletiva no Oiapoque (AP), com a  presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.  Segundo a presidente da estatal, a companhia pretende concluir a perfuração do poço em um prazo de 20 dias.</p>
<p>"Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área" , explicou.</p>
<p>É importante esclarecer que há uma distinção entre a "descoberta" e a "descoberta comercial". Isso porque a presença de hidrocarbonetos no poço fornece evidência de uma acumulação, mas ainda são necessários trabalhos para determinar extensão, volume, características do reservatório, produtividade e viabilidade técnica e econômica. </p>
<h2>O tamanho da aposta</h2>
<p>O interesse econômico na região data de 2013, quando o primeiro bloco da Margem Equatorial foi leiloado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). À época, a Petrobras tentava avançar na área, mas tinha concorrentes como a TotalEnergies, BP e Ecopetrol, que posteriormente desistiram diante da demora no licenciamento ambiental.</p>
<p>Desde então, a companhia destinou cerca de US$ 3 bilhões ao projeto até 2029 e vinha gastando US$ 1 milhão por dia apenas com a campanha exploratória do poço Morpho, segundo a diretora de engenharia, tecnologia e inovação da estatal, Renata Baruzzi.</p>
<p>A  Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a Bacia da Foz do Amazonas possa conter cerca de 6,2 bilhões de barris de petróleo recuperáveis . Caso esse potencial seja confirmado e posteriormente incorporado às reservas provadas, o volume seria equivalente a cerca de 35% das reservas provadas atuais do Brasil, que somaram 17,5 bilhões de barris em 2025, segundo a ANP.</p>
<p>É importante ressaltar, também, que os 6,2 bilhões são uma estimativa de potencial recuperável, e não reservas provadas ou petróleo já descoberto pela Petrobras.</p>
<p>Somadas a essa conta as demais bacias da Margem Equatorial, o Ministério de Minas e Energia fala em até 10 bilhões de barris no total, o equivalente a um "novo pré-sal".</p>
<p>Para o ministro Alexandre Silveira, a descoberta pode  "reposicionar o Brasil na geopolítica global" , colocando o país entre os seis maiores produtores globais de petróleo.</p>
<p>Segundo o  diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires , a exploração das bacias no Norte pode garantir competitividade econômica ao país sem ser incompatível com as bandeiras ambientais do governo.</p>
<p>"É preciso investir no conceito de adição energética, porque não há condição de abrir mão de nenhuma fonte. A produção de petróleo é o principal índice da nossa balança comercial e nos dá outra posição na disputa econômica global. Sem uma bacia que possa substituir o pré-sal, como é a Margem Equatorial, há um risco sério de perder esse protagonismo", afirmou.</p>
<h2>Conflito ambiental</h2>
<p>A confirmação do petróleo reforça as críticas de ambientalistas que acompanham o projeto desde as etapas iniciais. A urbanista e advogada  Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e atual coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima , já questionava a finalidade da licença concedida ainda durante a fase de estudos.</p>
<p>"Está explícita a posição do governo de expandir a produção de petróleo na foz do Amazonas. A narrativa de que estão apenas pesquisando é usada para distorcer a realidade", afirmou, ainda na fase de estudos, quando a Petrobras buscava a primeira licença para perfurar o bloco FZA-M-59, hoje o mesmo bloco onde a companhia acaba de confirmar a existência de petróleo depois de mais de uma década tentando avançar na região. O Observatório do Clima move uma ação judicial contra a licença emitida para o bloco.</p>
<p>Ambientalistas contrários à exploração argumentam que a perfuração do poço Morpho ocorre em lâmina d'água de quase 2.900 metros, profundidade que torna qualquer resposta a um eventual vazamento mais lenta e mais cara do que nos poços do pré-sal, em águas bem mais rasas. </p>
<p>A região também fica próxima do maior cinturão de manguezais contínuos do mundo e de um sistema de recifes de coral identificado na foz do Amazonas há pouco mais de dez anos, e que os pesquisadores ainda não conseguiram mapear por completo.</p>
<p>Foi justamente a distância entre o poço e a base de resgate de animais afetados por óleo, que nas primeiras versões do projeto ficava em Belém, a centenas de quilômetros dali, um dos pontos que sustentou as negativas anteriores do Ibama.</p>
<p>A Petrobras afirma ter estruturado para a operação um sistema de resposta a emergências que inclui embarcações de contenção, monitoramento, resgate e atendimento à fauna afetada por óleo, além de apoio aéreo.</p>
<p>Em 2025, a empresa realizou uma Avaliação Pré-Operacional (APO), uma simulação destinada a testar sua capacidade de resposta a uma eventual emergência. O Ibama aprovou a avaliação, mas solicitou ajustes adicionais no plano de proteção à fauna apresentado pela companhia.</p>
<p>A descoberta também expõe uma contradição do governo brasileiro. O país sediou a COP30 em Belém no fim de 2025 defendendo metas globais para a redução de combustíveis fósseis, e agora gerencia a expansão de sua própria fronteira petrolífera. </p>
<p>A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que deixou o cargo em abril para se candidatar ao Senado por São Paulo, já reconheceu o contrassenso publicamente, mas ponderou que a transição energética deve ser gradual e justa, sem interromper o planejamento econômico do país.</p>
<h2>Ativo eleitoral</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as2VimdwEKlTfnEtB.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o presidente Lula e o ministro Alexandre Silveira em visita à sonda NS-42 que realiza a perfuração do poço Morpho, na Margem Equatorial

"/>
<p>Na segunda-feira, 17, Lula chamou a descoberta de  "passaporte para o futuro do país" , a mesma expressão usada há vinte anos, quando a Petrobras anunciou o pré-sal às vésperas da eleição de 2006 que lhe deu a reeleição.</p>
<p>Àquela altura, o achado ajudou a blindar politicamente um governo já desgastado pelo escândalo do Mensalão, descoberto um ano antes, e reforçou a imagem de um projeto nacional de desenvolvimento tocado pelo PT.</p>
<p>Duas décadas depois, Lula tenta reeditar o mesmo roteiro em um cenário em que o governo é pressionado por resultados econômicos concretos, às vésperas de uma eleição em que, aos 80 anos, disputa um quarto mandato não consecutivo.</p>
<p>A diferença é que, em 2006, o pré-sal já vinha acompanhado de estimativas de reservas relativamente sólidas. Desta vez, a Petrobras ainda não sabe quanto petróleo existe no poço Morpho.</p>
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        <media:credit role="provider">Petrobrás/divulgação</media:credit>
        <media:title>sonda_de_perfuracao_ns-42_responsavel_pela_perfuracao_do_poco_em_aguas_profundas_do_amapa</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Segurança, soberania e defesa das mulheres marcam primeiros discursos de candidatos à Presidência</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/discursos-campanhas-candidatos-presidencia</link>
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      <pubDate>Mon, 17 Aug 2026 18:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na estreia oficial da campanha neste domingo (16), os cinco candidatos à Presidência que aparecem entre os primeiros colocados nas principais pesquisas escolheram diferentes regiões do país para seus primeiros atos e deram pistas sobre os temas que pretendem levar para a disputa. Segurança pública esteve entre os assuntos mais presentes, mas os discursos também passaram por soberania nacional, políticas para mulheres, combate à corrupção, economia e redução de gastos.</p>
<p>As prioridades, porém, variaram de acordo com a estratégia de cada candidatura. Lula combinou soberania e defesa dos resultados de seu governo com propostas para segurança e acenos ao eleitorado feminino. Flávio Bolsonaro concentrou-se no crime organizado, na defesa de Jair Bolsonaro e em críticas ao PT. Renan Santos adotou um discurso mais radical contra as facções e associou segurança ao fortalecimento do Estado, enquanto Zema juntou o combate ao crime à redução de gastos e à corrupção. Caiado, por sua vez, usou a experiência em Goiás para defender sua política de segurança e se apresentar como alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo.</p>
<p>Neste texto, o  GSW Brasil  reúne os principais trechos dos discursos de lançamento e mostra como  Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Zema  e  Caiado  escolheram abordar esses temas no primeiro dia oficial de campanha. </p>
<h2>Lula aposta em soberania e legado petista</h2>
<p>Lula escolheu o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), para abrir oficialmente a campanha à reeleição. A escolha do local, símbolo das greves do ABC que ajudaram a projetar o presidente nacionalmente no fim dos anos 1970, permitiu ao petista recuperar a própria trajetória política diante de uma militância que o acompanha há décadas. No  discurso , o petista também procurou apresentar a eleição como uma disputa sobre os resultados de seu governo e o modelo de país que pretende levar para um eventual novo mandato.</p>
<p>A soberania nacional ocupou um espaço importante no discurso, assim como na convenção petista realizada em São Paulo no início de agosto. O presidente falou sobre a exploração de minerais estratégicos e defendeu que o Brasil desenvolva capacidade própria para transformar suas riquezas naturais em produtos de maior valor agregado.  “Nós é que vamos explorar em benefício do povo brasileiro” , afirmou.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asuLCZmvvPJmKlUL3.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento oficial de sua campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP)."/>
<p>A fala acontece em um momento de tensão nas relações entre Brasília e Washington e reforça a estratégia petista de se contrapor ao alinhamento de Flávio Bolsonaro com o governo de Donald Trump.</p>
<p>Sobre segurança pública, Lula não defendeu endurecimento penal, como seus adversários, mas defendeu que o Estado precisa recuperar o controle de territórios dominados pelo crime organizado.</p>
<p>Ao falar sobre a criação de um Ministério da Segurança Pública, o presidente disse que a medida dependeria de uma mudança na Constituição e defendeu que o governo federal amplie sua participação no combate às facções.</p>
<p>“A gente precisa prender quem se acha dono de favela, quem se acha dono de bairro pobre, quem se acha dono de comunidade” , afirmou. Segundo Lula, a proposta é atingir os grupos que exercem controle territorial e, nas palavras dele,  “libertar o povo”  que vive nessas regiões.</p>
<h2>Flávio mira facções e reforça bolsonarismo</h2>
<p>Em Copacabana, Flávio Bolsonaro transformou a segurança pública no principal eixo de sua estreia e procurou associar o avanço das organizações criminosas à perda de autoridade do Estado, apresentando o problema também como uma questão de soberania nacional.</p>
<p>“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho?” , perguntou, em uma frase que estampa a estratégia do senador de colocar o combate ao crime organizado no centro da disputa eleitoral.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asinVLymNyQMn4jrV.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Flávio Bolsonaro em ato inaugural da campanha presidencial em Copacabana"/>
<p>Flávio defendeu que organizações como PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como terroristas e apresentou uma agenda de endurecimento penal.</p>
<p> O candidato também associou a segurança à defesa de mulheres vítimas de violência e prometeu medidas mais rígidas para crimes sexuais, enquanto ampliou o discurso para propostas econômicas, como cortes de impostos e redução de gastos e cargos públicos.</p>
<p>A defesa do pai, Jair Bolsonaro, completou a estratégia. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar e não participou presencialmente do ato, apareceu por meio de um áudio exibido no evento, enquanto Flávio procurou transformar a própria candidatura na continuidade do bolsonarismo e, ao mesmo tempo, na principal alternativa à permanência do PT no poder. O senador chegou a dizer que  “o resto do Brasil olha para Brasília com nojo” , ao criticar o governo e as instituições políticas.</p>
<h2>Renan endurece discurso contra crime organizado</h2>
<p>Renan Santos voltou ao Largo de São Francisco, onde estudou Direito na USP – sem completar o curso –, para iniciar a campanha usando um colete à prova de balas, depois de relatar ter recebido ameaças antes do ato. O candidato do Missão atacou Lula e Flávio Bolsonaro e fez do discurso uma defesa de medidas duras contra as organizações criminosas. Diante de uma plateia majoritariamente jovem, a reação mais entusiasmada veio quando Renan falou sobre as facções.</p>
<p>Para Renan, o problema brasileiro não se resume à violência nas ruas.  “O Brasil é uma nação derrotada, uma nação sem esperança e sem futuro” , afirmou, ao defender uma mudança na atuação do Estado e uma postura mais dura contra aqueles que considera inimigos do país. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asWYdiypSUOMErdWU.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Renan Santos (Missão) usa colete a prova de balas durantre primeiro ato da campanha à Presidência"/>
<p>Ao falar sobre PCC e Comando Vermelho, Renan projetou o que, segundo ele, aconteceria com os líderes das facções caso chegasse ao Planalto . “Já imaginaram o medo das lideranças do PCC e Comando Vermelho tentando fugir desesperadamente para Bolívia, Peru, para qualquer outra nação, sabendo que o destino deles é ser preso ou ser morto se ficarem no Brasil?” , afirmou.</p>
<p>O candidato também defendeu que o país utilize suas reservas de terras raras como instrumento de negociação tecnológica com outras potências, combinando a retórica de soberania econômica com a promessa de uma reação mais agressiva contra o crime organizado.</p>
<h2>Zema une segurança e ajuste das contas</h2>
<p>Romeu Zema abriu a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas, e aproveitou o primeiro ato para apresentar as propostas que pretende levar para a disputa presidencial. O candidato do Novo defendeu a redução dos gastos públicos, prometeu um “choque ético e moral” contra a corrupção e falou em endurecer o combate às organizações criminosas, com medidas que incluem a construção de um presídio de segurança máxima para líderes de facções.</p>
<p>Na segurança pública, Zema criticou o que considera uma dificuldade do Estado em manter presos os criminosos capturados pelas forças policiais.  “O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta” , afirmou durante o ato. O presidenciável também defendeu a redução da maioridade penal e a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, além da construção de um presídio de segurança máxima em uma área isolada do país para receber chefes de grupos criminosos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asfaM8XdnQEMftYEt.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Zema durante ato de campanha"/>
<p>A violência contra as mulheres também apareceu entre as propostas apresentadas no lançamento. Zema defendeu a ampliação das delegacias especializadas e o uso de tornozeleiras eletrônicas por homens acusados de violência doméstica, além de medidas para aumentar o controle sobre agressores.</p>
<p>O candidato também dedicou parte do discurso à economia e à administração pública. Zema afirmou que pretende reduzir despesas para abrir espaço para a queda dos juros e apresentou o combate à corrupção como uma segunda frente de seu programa, que chamou de  “choque ético e moral”.  A promessa é reduzir o tamanho da máquina pública e cortar gastos que considera desnecessários, mantendo como referência a gestão que fez em Minas Gerais.</p>
<h2>Caiado explora legado de Goiás</h2>
<p>Ronaldo Caiado começou a campanha em Goiás, estado que governou por dois mandatos, com uma agenda voltada principalmente à segurança pública. O candidato do PSD fez uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, e aproveitou o percurso para destacar a redução dos índices de criminalidade que atribui à sua administração.</p>
<p>Ao explicar a escolha da região para o primeiro dia de campanha, Caiado destacou justamente a experiência acumulada no governo estadual.  “Nós hoje fizemos um trajeto nas quatro cidades mais violentas na região mais violenta do país [...] para mostrar como hoje a população vive em paz e tranquila” , afirmou. A segurança é uma das principais bandeiras da candidatura e deve ser usada pelo ex-governador para mostrar que as medidas adotadas em Goiás podem ser levadas para o restante do país.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/aslm2LPYJpfuTr8Cp.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Ronaldo Caiado em seu primeiro dia de campanha, em Goiàs"/>
<p>Durante a agenda, Caiado também falou sobre a violência como uma das principais preocupações dos brasileiros.  “Violência hoje, sem dúvida nenhuma, angustia todas as pessoas” , disse. O candidato afirmou que pretende ampliar, no governo federal, medidas de combate ao crime e à corrupção e voltou a defender uma atuação mais dura contra as organizações criminosas.</p>
<p>A tentativa de se apresentar como uma alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo também apareceu no primeiro dia de campanha. A ausência de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa, ganhou espaço depois de declarações do dirigente sobre uma possível aproximação do Centrão com Lula. Caiado reagiu e foi direto ao afirmar:  “Em nenhuma hipótese, em nenhum cenário, em nenhum turno, eu estarei ao lado de Lula ou do PT” .</p>
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        <media:credit role="photographer">Pedro França/Agência Senado</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Lula lança campanha à reeleição no estádio que marcou início de sua trajetória política</title>
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      <pubDate>Sun, 16 Aug 2026 16:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente neste domingo (16) sua campanha à reeleição à Presidência da República em um dos lugares mais simbólicos de sua trajetória política. No Estádio Municipal Primeiro de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o petista discursou por cerca de 30 minutos para um público que ocupou boa parte do campo e das arquibancadas.</p>
<p>Com o lema  “O Brasil pronto para mais” , acompanhado da frase  “Onde tudo começou” , o ato recuperou episódios da trajetória de Lula desde os anos em que era metalúrgico e líder sindical até as duas passagens pela prisão. A escolha do estádio, conhecido historicamente como Vila Euclides, reforçou a estratégia de associar a campanha às origens políticas do presidente. </p>
<p>Logo no início da fala, Lula explicou o uso do chapéu que tem aparecido em suas aparições públicas. O presidente contou que passou por sessões de radioterapia para tratar um câncer de pele e, por orientação, precisa evitar a exposição da cabeça ao sol. Em seguida, disse que, apesar do acessório, iria “tirar o chapéu” para o público presente. Durante o discurso, Lula relembrou a história da mãe, Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, falou sobre a carreira política e mencionou os períodos em que esteve preso. Ao defender a busca por um quarto mandato, afirmou que pretende impedir que a direita volte a governar o país.</p>
<h2>A lembrança de Vavá e a crítica a Toffoli</h2>
<p>Ao relembrar os períodos em que esteve preso, Lula também fez uma crítica ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comparar duas situações ocorridas em momentos políticos distintos.</p>
<p>O presidente lembrou que, durante a ditadura militar, quando ainda era líder sindical, um delegado permitiu que ele deixasse a prisão para acompanhar o velório de sua mãe. Em seguida, fez referência à prisão de 2019, quando estava detido em Curitiba e foi impedido de acompanhar o velório e o enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. </p>
<p>Na ocasião, Toffoli autorizou que Lula se encontrasse com familiares em uma unidade militar, mas a decisão foi divulgada quando o sepultamento já estava em andamento, inviabilizando a participação do ex-presidente na cerimônia.</p>
<h2>Soberania em meio à tensão com os EUA</h2>
<p>Outro eixo do discurso foi a defesa da soberania nacional. Lula afirmou que o Brasil não deve se submeter aos interesses de nenhuma potência estrangeira e citou tanto os Estados Unidos quanto a China ao defender a autonomia do país nas relações internacionais.</p>
<p>A fala ocorre em um momento de forte tensão diplomática e comercial entre Brasília e Washington. O governo Donald Trump impôs novas tarifas sobre produtos brasileiros, com alíquotas que podem chegar a 37,5% em determinados casos. Em resposta, o Brasil acionou a Lei da Reciprocidade Econômica e também levou a disputa à Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<p>Ao incorporar o tema à largada da campanha, Lula tenta apresentar a soberania como uma das marcas de sua candidatura e reforça a ideia de que o Brasil deve manter relações comerciais e diplomáticas sem ficar subordinado a Estados Unidos, China ou qualquer outra potência.</p>
<h2>Janja homenageia Marisa Letícia</h2>
<p>A primeira-dama Janja da Silva também participou do ato e fez uma homenagem que chamou a atenção do público ao lembrar Marisa Letícia, ex-mulher de Lula, que morreu em  3 de fevereiro de 2017 .</p>
<p>Janja destacou a participação de Marisa na construção do Partido dos Trabalhadores e lembrou que ela ajudou a costurar a primeira bandeira da legenda. A homenagem também recuperou o papel de mulheres que participaram dos primeiros anos do movimento sindical e da formação do PT.</p>
<p>“Essas mulheres foram de uma força importante e, sem a presença delas, essa história poderia ser diferente”, afirmou Janja durante o discurso.</p>
<p>A menção a Marisa ganhou peso justamente em um evento marcado pela recuperação da memória da origem política de Lula. Antes de chegar à Presidência, o petista construiu sua liderança no movimento sindical do ABC ao lado de trabalhadores e de militantes que participaram das greves que desafiaram a ditadura militar no fim dos anos 1970.</p>
<p>O estádio Primeiro de Maio, antigo Vila Euclides, foi o principal palco dessa história. Foi ali que Lula liderou assembleias que reuniram dezenas de milhares de metalúrgicos durante as greves do ABC. Décadas depois, o mesmo espaço voltou a receber o presidente para o primeiro ato público de sua campanha em busca de um quarto mandato.</p>
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        <media:credit role="photographer">Foto: Ricardo Stuckert</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Larissa Pereira]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula aposta na biografia operária na disputa pelo 4º mandato à Presidência</title>
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      <pubDate>Sun, 16 Aug 2026 04:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Neste domingo, 16, se iniciam oficialmente as campanhas eleitorais dos candidatos à Presidência da República. O senador Flávio Bolsonaro, o representante do PL, fará seu lançamento na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição pelo PT, optou por São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, no estádio municipal 1º de Maio, também conhecido pelo nome da região: Vila Euclides. </p>
<p>Os dois principais concorrentes na corrida rumo ao Palácio do Planalto, pelo que apontam as pesquisas de intenção de voto, tomaram decisões que remetem a seus berços eleitorais. Flávio recorre à praia de Copacabana local onde aconteceram grandes mobilizações e atos em torno de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p> A escolha do estádio 1º de Maio, palco em que Lula construiu sua figura como líder sindical durante as greves operárias das décadas de 1970 e 1980,  está afinada ao mote adotado pela campanha até aqui. Em materiais que divulgam o ato em São Bernardo do Campo, a chamada é "Lula onde tudo começou".</p>
<p>O petista participa de disputas eleitorais desde a redemocratização, concorre pela sétima vez à Presidência da República e, aos 80 anos, não deverá participar de outro pleito mesmo que seja derrotado em outubro. No primeiro jingle oficial, uma adaptação do "Rap do Silva", a trajetória política do mandatário é resgatada desde o período de luta sindical.</p>
<p>" Foi com a melhor camisa pra porta da fundição / Subiu em cima da mesa, falou pra multidão " . Esse é um dos versos da música, acompanhado por imagens de Lula à frente das paralisações de operários no ABC. Em outras peças oficiais de campanha e em conteúdos divulgados por apoiadores nas redes sociais, eleitores são convocados a dar um "último voto" ao petista.</p>
<p>A estratégia tem surtido efeito na militância, mas analistas e profissionais do marketing político ouvidos pelo  GSW Brasil  colocam em dúvida o quanto o resgate da trajetória de Lula, usado pela campanha como argumento eleitoral, ressoa em eleitores que não são "convertidos" à imagem do petista — grupo que, como em 2022, deve ser decisivo para a corrida presidencial.</p>
<p>Por outro lado, recorrer ao perfil de liderança construído antes de subir a rampa do Palácio do Planalto tem sido efetivo para a estratégia eleitoral do governo. Em convenções partidárias de que participou nas últimas semanas, Lula deu espaço privilegiado em seus discursos à defesa do fim da escala 6x1 — seis dias de trabalho e um de descanso — e da soberania nacional.</p>
<p>Embora tenha sido eleito com o mote da "frente ampla" e a interpretação de cientistas políticos de que teria de fazer mais gestos ao centro do que em mandatos anteriores, o petista se recuperou de uma forte crise de popularidade, desde 2025, ao associar o governo a uma pauta de interesse prioritário dos trabalhadores mais pobres e assumir uma posição reativa às tarifas aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros — garantindo o discurso de defesa da soberania.</p>
<p>O recurso à própria biografia como prova de legitimidade não é exclusividade desta campanha. Em abril de 2018, ao saber que seria preso por decisão do juiz Sergio Moro, Lula foi para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, espaço simbólico ligado às greves da Vila Euclides, onde uma multidão formou um cordão humano ao redor do prédio.</p>
<p>Dezenove meses depois, ao deixar a prisão em Curitiba, recusou a oferta da Polícia Federal de seguir de helicóptero direto ao aeroporto e caminhou até a vigília montada em sua homenagem.</p>
<p>Nos dois episódios, como agora, a repetição do mesmo repertório buscou funcionar como prova pública de que o apoio segue de pé.</p>
<p>Esse movimento, porém, ocorre em um ambiente eleitoral que favorece Lula por razões que não têm relação direta com o resgate de sua biografia.  Nos últimos meses, a estratégia foi combinada à crise que assola a campanha de Flávio Bolsonaro desde a revelação de que o presidenciável pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master preso pela Polícia Federal, para financiar a produção de " Dark Horse " — cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) —, para consolidar o momento de alta de Lula.</p>
<p>Em pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira, 14, foram  43% das intenções de voto para o mandatário e 40% para o senador de oposição  - em eventual segundo turno.</p>
<p>A vantagem de três pontos sobre Flávio Bolsonaro, porém, não permite isolar o efeito da nostalgia sobre o eleitorado que ainda decide o voto em outubro.</p>
<p>Segundo analistas, os próximos levantamentos, após o período de início oficial das campanhas, devem captar o impacto do ato de domingo nas intenções de voto.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Brasil cobra fim de ataques de Milei para normalizar relações com Argentina</title>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo argentino precisa interromper imediatamente as agressões contra o Brasil para que os dois países retomem a normalidade nas relações diplomáticas. Em entrevista ao  jornal argentino Clarín , no sábado, 8, o chanceler disse que a crise chegou ao ponto de as representações dos dois países serem comandadas por encarregados de negócios.</p>
<p>Vieira atribuiu o desgaste às declarações recentes do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades e instituições brasileiras. Ele pontuou que os ataques ocorreram repetidamente em um intervalo de menos de uma semana.</p>
<p>“É preciso parar imediatamente com esse tipo de agressão para trabalhar na relação bilateral, que é tão importante”, afirmou. O chanceler ressaltou que, para o governo brasileiro, a relação com a Argentina é “primordial” e questionou se o governo de Milei atribui a mesma importância ao Brasil.</p>
<h2>Relação diplomática é rebaixada</h2>
<p>A crise levou o Brasil a reduzir o nível de sua representação diplomática na Argentina. O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado a Brasília para consultas no fim de julho e permanece no país. No dia 4, o Itamaraty comunicou ao embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, que passaria a manter a interlocução entre os dois países por meio de encarregados de negócios enquanto persistirem os ataques de Milei.</p>
<p>Na entrevista, Vieira vinculou a normalização da representação diplomática ao fim das condições que provocaram a saída dos embaixadores.</p>
<p>“É necessário um gesto: parar as agressões. É um gesto simples diante da importância das relações bilaterais”, declarou.</p>
<p>Apesar da crise, o ministro procurou separar a relação histórica entre os dois países das divergências entre seus atuais governos. Vieira lembrou que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina e destacou os mecanismos de cooperação construídos ao longo de décadas.</p>
<p>O chanceler citou como marco a aproximação promovida pelos então presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín, que abriu uma importante etapa nas relações entre os vizinhos e levou à criação de mecanismos de confiança e transparência, inclusive na área nuclear.</p>
<h2>Vieira rebate acusação de Milei</h2>
<p>Ao Clarín, Vieira rebateu a acusação de Milei de que o governo brasileiro teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina. “Isso é totalmente falso”, ressaltou.</p>
<p>Vieira também contestou as referências do presidente argentino à passagem de Sergio Massa pelo Brasil. Massa, que disputou a presidência argentina contra Milei em 2023, esteve no país quando ocupava o Ministério da Economia.</p>
<p>De acordo com Vieira, a visita ocorreu em razão de interesses comuns entre os dois governos e incluiu uma reunião com o ministro da Fazenda brasileiro. Para o chanceler, usar o encontro como evidência de apoio do Brasil à candidatura de Massa é uma interpretação falsa.</p>
<p>Mesmo diante do atual conflito, Vieira declarou esperar voltar a visitar a Argentina em breve. Para ele, a relação bilateral deve prevalecer sobre as diferenças entre os governos. “A relação entre Argentina e Brasil é muito importante e superior a quem esteja no poder em determinado momento”, afirmou.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Pesquisas mostram Lula mais forte que em 2022, mas com desafio contra rejeição inédita</title>
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      <pubDate>Mon, 03 Aug 2026 19:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O PT  oficializou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva  à reeleição no domingo, 2, em convenção realizada na capital paulista.</p>
<p>É a oitava vez que Lula é candidato à Presidência desde 1989 – em 2018, a candidatura não foi até o final, já que Lula estava preso e teve o nome barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa.</p>
<p>Aos 80 anos, o petista vai em busca do seu quarto mandato, novamente em chapa com Geraldo Alckmin (PSB), e uma coligação com PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.</p>
<p>O maior rival, mostram as pesquisas, é Flávio Bolsonaro (PL), que oficializou a própria candidatura em convenção no dia 25 de julho, também em São Paulo, com o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e inelegível desde a condenação por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>Com o calendário de convenções fechando em todo o país até o dia 5 e o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral previsto para 15 de agosto, a campanha entra em sua fase formal.</p>
<p>Neste texto, o  GSW Brasil  faz um comparativo entre o desempenho de Lula nas pesquisas de 2026 e o das campanhas presidenciais anteriores em que ele foi candidato.</p>
<h2>O que dizem os números até agora</h2>
<p>Os dados da pesquisa mais recente da Genial/Quaest, divulgados entre os dias 28 e 30 de julho, indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a campanha presidencial de 2026 em posição mais favorável se comparada à disputa de 2022 na maior parte dos estados.</p>
<p>Felipe Nunes, CEO da Quaest, argumentou em artigo publicado n’O Globo que a comparação correta deve usar o eleitorado apto como base, e não os votos válidos de 2022, já que os dois números partem de universos diferentes. Aplicado esse critério, Lula aparece à frente do patamar do pleito passado em oito dos dez estados pesquisados.</p>
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<p>Os maiores avanços estão em Pernambuco (de 51,9% para 58% do eleitorado apto, alta de 6,1 pontos percentuais), Ceará (de 55,8% para 60%, 4,2 pontos) e Goiás (de 31,7% para 35%, 3,3 pontos). </p>
<p>Atrás deles vêm Pará (+2,7 pontos), Rio de Janeiro (+2,6), Bahia (+2,0), São Paulo (+1,8) e Rio Grande do Sul (+1,3). </p>
<p>Em Minas Gerais o desempenho é idêntico ao de 2022, 38% nas duas medições. Só no Paraná ele está pior do que estava, caindo de 29,6% para 28%. </p>
<p>Levando em conta o eleitorado de cada estado em 2022, os 44,9 milhões de votos que Lula obteve então equivaleriam hoje a cerca de 47,1 milhões, aplicando as intenções de voto atuais sobre a mesma base.</p>
<p>A base de comparação de 2022 já embutia abstenção relevante, cerca de um quinto a um quarto do eleitorado apto nos dez estados, somando abstenção e votos brancos e nulos.</p>
<p>Ou seja, esse crescimento nas intenções de voto pode não se transformar em votos reais, já que a parcela do eleitorado apto que hoje declara apoio a Lula continua girando em torno de 39%, praticamente o mesmo nível de 2022. Parte desse avanço acaba sendo compensada por indícios de menor disposição do eleitorado, principalmente fora do Nordeste, em comparecer às urnas.</p>
<p>A mesma pesquisa perguntou diretamente se Lula merece mais quatro anos de governo, e a resposta segue o mesmo desenho regional da intenção de voto. Maioria diz que sim na Bahia (57%), em Pernambuco (56%) e no Ceará (55%). Maioria diz que não em Minas Gerais (64%), São Paulo (67%), Rio de Janeiro (68%), no Rio Grande do Sul (69%), em Goiás (71%) e no Paraná (73%). O Pará é o único estado fora do Nordeste com resultado mais equilibrado, 45% a 55% contra a permanência de Lula.</p>
<p>Esse retrato estadual confirma o cenário nacional medido pela própria Quaest. Na pesquisa de 10 a 13 de julho, Lula tinha 45% das intenções de voto no segundo turno. Flávio Bolsonaro registrava 37%, oito pontos atrás. Foi a terceira queda seguida do senador na série mensal do instituto.</p>
<p>Como foram as outras seis campanhas</p>
<p>1989:  Na primeira eleição direta pós-ditadura, Lula chegou ao segundo turno com 16% dos votos válidos no primeiro turno, superando Leonel Brizola por menos de um ponto percentual, e perdeu para Fernando Collor por 53% a 47%.  </p>
<p>1994:  Lula liderava as pesquisas até março. O lançamento do Plano Real, em julho, mudou o quadro: Fernando Henrique Cardoso decolou nas intenções de voto e venceu em primeiro turno, com 54% contra os 27% de Lula.</p>
<p>1998:  Em 1998, o cenário se repetiu. FHC foi reeleito em primeiro turno, com 53% dos votos, contra 32% de Lula.</p>
<p>2002:  Em 2002, Lula chegou a agosto em situação mais parecida com a atual: à frente nas pesquisas, mas sem vitória garantida, em uma corrida que teve ainda Ciro Gomes, José Serra e a fugaz candidatura de Roseana Sarney, interrompida por um escândalo envolvendo dinheiro em espécie. Lula venceu em segundo turno.</p>
<p>2006:  Foi a eleição mais tranquila da carreira: Lula chegou à disputa com a economia em expansão e programas sociais consolidados e venceu a reeleição com folga sobre Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB.</p>
<p>2018:  Preso por decisão em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá, Lula teve sua candidatura registrada pelo PT e chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto mesmo atrás das grades. O TSE barrou a candidatura em setembro, com base na Lei da Ficha Limpa. Fernando Haddad assumiu a chapa faltando pouco mais de um mês para o primeiro turno e perdeu para Jair Bolsonaro.</p>
<p>2022:  Lula venceu Bolsonaro por menos de dois pontos percentuais, a margem mais estreita de uma eleição presidencial desde a redemocratização.</p>
<h2>O que muda em 2026</h2>
<p>A comparação direta entre 2026 e 2022 tem limites, já que Jair Bolsonaro está preso, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, e inelegível. Seu lugar na disputa foi ocupado pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, que recebeu o aval público do pai em novembro passado. Diferentemente de 2022, quando Lula enfrentava um presidente em exercício, o adversário de outubro concorre pela primeira vez à presidência.</p>
<p>Do lado dos recursos, o desequilíbrio é maior do que no pleito anterior. Do Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões partilhado entre os 30 partidos em 2026 – o mesmo total de 2022 –, o PL ficou com a maior fatia, R$ 881,7 milhões, contra R$ 615 milhões do PT, que também cresceu em relação aos R$ 499,6 milhões de quatro anos atrás.</p>
<p>No terreno econômico, os indicadores citados por analistas como um dos principais balizadores de voto – inflação e desemprego – estão em patamar mais favorável ao governo do que em 2022: taxa de desemprego na casa dos 6%, a mais baixa em uma década, e inflação ao consumidor perto de 5% ao ano, abaixo dos dois dígitos do início do governo Bolsonaro, ainda que acima da meta do Banco Central.</p>
<p>Politicamente, porém, a rejeição de Lula segue mais alta do que em qualquer outra de suas campanhas, e a idade (Lula completa 81 anos durante o mandato) é alvo recorrente entre adversários. A disputa também chega mais polarizada em termos de renda e região do que as de 2002 e 2006, com o Nordeste concentrando a base mais estável de Lula e o desempenho fora dessa região mais sujeito a oscilação.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Milei volta a atacar Lula e reabre crise diplomática entre Argentina e Brasil</title>
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      <pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer duras críticas ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 2, reativando a tensão diplomática entre os dois países. Em entrevista ao canal LN+, o líder argentino voltou a chamar Lula de "ladrão" e "corrupto", além de reiterar a tese de que o governo brasileiro financiou uma campanha de desinformação contra a Argentina.</p>
<p>Durante o programa, Milei foi questionado sobre as declarações feitas no final de julho durante sua participação como convidado de honra da convenção nacional do PL, em São Paulo, no  evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.</p>
<p>No discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”, associou o kirchnerismo ao projeto do PT e defendeu o avanço de uma “onda azul” na região.</p>
<p>"A pergunta é: eu menti? Ele é um ladrão, é um corrupto. Foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário. E não só isso: ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente", declarou o presidente argentino ao canal LN+.</p>
<p>Milei classificou de "espontâneos" os xingamentos direcionados a Lula durante o recente discurso no Brasil. "Chamar um ladrão de ladrão é um ato muito mais leve do que o próprio ato de roubar", afirmou.</p>
<h2>Alegações de interferência regional</h2>
<p>O mandatário argentino acusou diretamente o governo brasileiro de ingerência política na América Latina. Citando declarações de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Milei afirmou que Lula teria investido cerca de US$ 1 bilhão para atacá-lo politicamente. "Se há alguém que interfere politicamente na região, esse alguém é Lula", sustentou.</p>
<p>Segundo Milei, a alegada "campanha anti-argentina" das últimas semanas foi movida por recursos externos, principalmente vindos de Brasília, para alavancar ataques em redes sociais com o apoio de influenciadores e atores. Ele acrescentou que o financiamento também teria tido origem em outros países:</p>
<h2>Reação brasileira</h2>
<p>As declarações de Milei em São Paulo no final de julho desencadearam uma crise diplomática que começou com a convocação para consultas do embaixador do Brasil na Argentina, em razão "das ofensas proferidas" pelo presidente argentino. O Brasil também convocou o embaixador argentino para manifestar seu "repúdio" e pedir explicações pelas "agressões" do presidente Milei contra Lula e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que também foi alvo de ofensas por parte do presidente argentino. </p>
<p>Ao longo da semana, a Argentina tentou reduzir a tensão provocada pelo incidente diplomático. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, ressaltou que, da parte de seu governo, não há qualquer possibilidade de romper relações com o país vizinho e principal parceiro comercial. As novas declarações de Milei ainda não foram comentas por Lula ou pelo governo.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula lança candidatura com discurso antietarista, em favor das mulheres e com apelo nacionalista</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-lanca-candidatura-com-discurso-antietarista-em-favor-das-mulheres-e-com-apelo-nacionalista</link>
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      <pubDate>Sun, 02 Aug 2026 16:59:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O PT oficializou neste domingo, 2, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção realizada em São Paulo. A chapa repete a formação de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice, já confirmado em convenção do PSB realizada na quarta-feira (29) em Brasília.</p>
<p> O evento reuniu sete partidos em torno da candidatura: PT, PCdoB e PV, que formam a Federação Brasil da Esperança, além de PSB, PDT, PSOL e Rede.</p>
<p>Antes da chegada de Lula, a militância cobrou a ausência de mulheres na programação de discursos. O presidente deu bronca na organização e convocou de improviso a primeira-dama, Janja da Silva, para falar. Ela discursou em tom de identificação com trabalhadoras. "Nós, mulheres, que fazemos marmita, limpamos a casa, chegamos em casa às dez horas da noite, nós que vamos te eleger", afirmou.</p>
<p>Em discurso, Lula adotou um tom saudosista, dedicando boa parte da fala à eleição de 1989 e à própria infância, citando nomes do passado da política brasileira para fazer críticas à política atual, incluindo o modelo de financiamento partidário. "Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade", disse.</p>
<p>O presidente também comentou o episódio ocorrido um dia antes na Bahia, quando pediu votos publicamente antes do período permitido pela legislação eleitoral. A lei só autoriza esse tipo de pedido a partir de 16 de agosto. "Eu não posso falar que sou candidato. Ontem eu falei na Bahia e vou ser multado. Eu falei na Bahia, eu pedi voto", afirmou.</p>
<p>Lula também dedicou parte do discurso à violência contra a mulher, citando o pacto contra o feminicídio e defendendo que vítimas denunciem sem medo. "O meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som - não tem problema perder voto -. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou bate em mulher. O cara que bate em mulher não precisa votar em mim", disse.</p>
<p>Depois das mulheres, Lula acenou aos eleitores mais velhos, prometendo políticas públicas ao eleitorado idoso, que classificou como "abandonado" pelo Estado e pelas famílias, defendendo programas de atividade física, social e intelectual para essa população. "Não é só porque tenho 80 anos", justificou. "Sou infinitamente melhor do que quando tinha 57 anos e assumi o primeiro mandato. Estou inteiraço."</p>
<p>O presidente também tratou de defesa nacional, dizendo que o Brasil deve se preparar para evitar ser invadido por potências estrangeiras e que a indústria de defesa deverá receber investimentos para proteger as fronteiras e as riquezas naturais, incluindo a fabricação de drones e baterias elétricas.</p>
<p> "Precisamos investir na defesa. Eu quero estar preparado para que ninguém invada este país para levar o presidente, como eles invadiram. Eu quero estar preparado para a paz, não é para a guerra. Quero estar preparado para ninguém ousar a se fazer de besta conosco. Nós precisamos saber da importância da defesa", afirmou. "Tem muita gente querendo meter o dedo na nossa terra e isso vai parar", completou.</p>
<p>Em outro momento do discurso, Lula se comparou a Pelé ao projetar uma eventual vitória em outubro. "Se eu ganhar essa, são quatro Copas. Não vou ter chance de tentar o Penta. Decidi que, depois de entregar o Brasil perfeitamente em ordem para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais 20 anos", disse.</p>
<p>Ao falar de Alckmin, Lula elogiou o histórico do vice à frente do Ministério da Indústria e Comércio e agradeceu a Fernando Haddad por intermediar a aliança que resultou na chapa vitoriosa em 2022. "Além da competência tenho que agradecer o companheirismo. O Brasil já teve muitos empresários, já teve muita gente sabida da Faria Lima no Ministério da Indústria, mas o Brasil nunca teve um ministro da Indústria e Comércio da sua competência", afirmou.</p>
<p>Nos agradecimentos aos partidos coligados, o PCdoB recebeu a reação mais calorosa da militância presente. Lula também agradeceu nominalmente a políticos de outras siglas, como João Campos, pré-candidato a governador em Pernambuco, Marina Silva (Rede), pré-candidata ao Senado por São Paulo, e Carlos Lupi, presidente do PDT.</p>
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    </item>
    <item>
      <title>Como Milei se tornou o principal adversário de Lula na América Latina</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-milei-se-tornou-o-principal-adversario-internacional-de-lula</link>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 18:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Depois de Donald Trump, Javier Milei se firmou como o principal adversário internacional de Lula. Quando venceu a eleição na Argentina em 2023, o argentino era o único presidente de direita entre as grandes economias da América Latina. Naquele momento, Lula, Gustavo Petro, Gabriel Boric e Andrés Manuel López Obrador controlavam o Planalto, a Casa de Nariño, La Moneda e o Palácio Nacional do México.</p>
<p>O cenário regional mudou. Com Nayib Bukele no poder em El Salvador, Daniel Noboa reeleito no Equador, Rodrigo Paz à frente da Bolívia após encerrar quase duas décadas de hegemonia do MAS e Abelardo de la Espriella próximo de assumir o comando da Colômbia, Lula passa a ser cercado por governos de direita na América Latina às vésperas da eleição presidencial brasileira de 2026.</p>
<p>No último fim de semana, a rivalidade entre Milei e o governo brasileiro se transformou em crise diplomática. Milei participou como convidado de honra da convenção nacional do PL, no sábado, 25, em São Paulo, no  evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.</p>
<p>No discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”, associou o kirchnerismo ao projeto do PT e defendeu o avanço de uma “onda azul” na região.</p>
<h2>Ataques ao STF e reação de Fachin</h2>
<p>O judiciário brasileiro também foi alvo de Milei. Após o ministro Alexandre de Moraes negar autorização para que ele visitasse Jair Bolsonaro, o argentino o chamou de “lixo careca” e lamentou não poder reencontrar seu “grande amigo”. Na plateia, apoiadores entoaram o coro “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”, ação incentivada por Milei.</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, reagiu em nota oficial classificando as declarações de Milei como “referência desrespeitosa” a um ministro da Suprema Corte, feita em solo brasileiro contra ato jurisdicional praticado conforme a Constituição. Fachin também afirmou que o episódio é “incompatível com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”.</p>
<p>No domingo, em entrevista à rádio Mitre, Milei ampliou as críticas e, sem apresentar evidências, afirmou que Brasil, México e o Partido Democrata dos EUA estariam por trás de uma campanha contra a Argentina, citando inclusive a final da Copa do Mundo de 2026, e disse que parte dos recursos viria do Brasil.</p>
<p>O governo brasileiro convocou o embaixador Julio Bitelli, de Buenos Aires, para consultas em Brasília e chamou o embaixador argentino Daniel Raimondi ao Itamaraty para prestar esclarecimentos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou o episódio como sem precedentes e lamentável, lembrando os 203 anos de relações bilaterais e o fato de o Brasil ser o principal parceiro comercial da Argentina.</p>
<p>O chanceler Mauro Vieira qualificou as falas de Milei como ríspidas, grosseiras e inaceitáveis, caracterizando-as como interferência em assuntos internos.</p>
<p>Na Argentina, o governador Axel Kicillof manifestou “vergonha alheia” e afirmou que Milei não representa o sentimento do povo argentino.</p>
<h2>Crise  ganha destaque na imprensa argentina</h2>
<p>A  fala do ministro da Fazenda Dario Durigan, que chamou Javier Milei de “palhaço” , dominou as manchetes dos principais jornais argentinos nesta segunda-feira.</p>
<p>Os jornais Clarín e La Nación destacaram a declaração como resposta direta aos ataques feitos por Milei contra Lula e a economia brasileira durante o evento do PL em São Paulo e trataram o episódio como novo agravamento da crise diplomática entre os dois países.</p>
<p>Durigan disse que a economia brasileira está em melhor situação que a argentina e rebateu as críticas do presidente argentino. </p>
<p>“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, afirmou em entrevista. </p>
<p>Depois, o ministro esclareceu que a declaração foi de iniciativa própria e não representa posição oficial do governo.</p>
<p>As publicações argentinas também deram espaço às medidas do Itamaraty, como o chamado do embaixador brasileiro para consultas e a convocação do embaixador argentino em Brasília. </p>
<h2>A cronologia dos embates</h2>
<p>A hostilidade entre Lula e Milei não começou no último sábado, mas remonta à campanha presidencial argentina de 2023.</p>
<p>Ainda como candidato, Milei chamou Lula de “comunista” e “corrupto”, disse que não pretendia se encontrar com ele caso eleito e acusou assessores brasileiros de terem atuado na campanha de Sergio Massa, seu adversário no segundo turno.</p>
<p>Eleito presidente, Milei convidou Lula para a posse em dezembro de 2023. Lula declinou do convite, e o Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira.</p>
<p>Em junho de 2024, Lula declarou publicamente que Milei lhe devia desculpas pelas declarações feitas durante a campanha. Milei negou o pedido e questionou por que teria de se desculpar por “dizer a verdade”.</p>
<p>No mês seguinte, Milei evitou a cúpula de chefes de Estado do Mercosul em Assunção e optou por participar da CPAC em Balneário Camboriú, movimento interpretado como provocação direta ao governo brasileiro.</p>
<p>A divergência de visões voltou a transparecer em julho de 2025, na cúpula do Mercosul em Buenos Aires. Em discursos marcados por tom de confronto, Milei defendeu a abertura irrestrita ao livre-comércio, enquanto Lula contrapôs o argentino ao reafirmar defesas protecionistas e o fortalecimento interno do bloco.</p>
<p>Até o fechamento desta reportagem, o embaixador argentino Daniel Raimondi já havia sido recebido no Itamaraty para prestar esclarecimentos. O embaixador brasileiro Julio Bitelli retornou a Brasília para consultas com o chanceler Mauro Vieira, mas ainda não houve divulgação de novos desdobramentos ou medidas adicionais por parte do governo brasileiro.</p>
<p>Este texto foi atualizado às 17h15 desta segunda-feira, 27.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
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      <title>Comício de Flávio Bolsonaro junta Milei, Netanyahu e animação em IA do pai preso</title>
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      <pubDate>Sun, 26 Jul 2026 14:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro enfrentou semanas difíceis nos últimos meses. Viu seu nome ligado a um ex-banqueiro que é pivô de um dos maiores escândalos financeiros do país, foi acusado pela madrasta Michelle Bolsonaro de desrespeitá-la (ela recentemente aceitou suas desculpas) e se enrolou no último tarifaço decretado pelo presidente Donald Trump contra o Brasil.</p>
<p>Na tarde do último sábado, dia 25, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro quis mostrar que tudo isso é parte do passado. Junto com seu partido e aliados, ele deu uma demonstração de força na convenção que lançou oficialmente sua candidatura em um grande evento em São Paulo.</p>
<p>Além das já esperadas participações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), respectivamente os governantes do maior e mais rico estado e da maior e mais rica cidade do país, de políticos de relevância nacional e regional, o time de Flávio Bolsonaro preparou algumas surpresas. O principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na América Latina, o presidente Javier Milei surgiu pessoalmente diante de uma multidão de militantes que lotava a na Arena Pacaembu, um espaço com capacidade para juntar 7 000 pessoas.</p>
<h2>"Lixo careca"</h2>
<p>Em seu discurso, ele exaltou sua amizade com Jair Bolsonaro, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e atualmente em prisão domiciliar, e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”. Milei criticou particularmente a decisão do ministro em negar sua visita ao ex-presidente, em prisão domiciliar.  “Quando Lula esteve preso, ele recebeu a visita de diversos líderes internacionais, entre eles Alberto Fernandez”, disse Milei,  referindo-se a seu antecessor – e rival político.</p>
<p>Fiel a seu estilo histriônico, Milei se deixou fotografar ao lado de Flávio Bolsonaro exibindo a camisa da seleção argentina e, à falta de sua peculiar motosserra – seu símbolo de austeridade econômica – , apareceu em uma imagem junto com Flávio em que o candidato mostrava uma tesoura de podar arbustos de brinquedo. A presença de Milei é emblemática do atual momento em que vários países da América da Sul se movimentam em direção à direita em sucessão a governos de esquerda, como Chile, Equador e Colômbia.</p>
<h2>Participações em vídeo</h2>
<p>Uma segunda surpresa surgiu nos telões de vídeo logo após a exibição de uma produção um tanto quanto macabra feita por IA de Jair Bolsonaro (o ex-presidente está proibido de pronunciar-se sobre qualquer assunto sem autorização judicial). Por meio de um vídeo gravado em seu gabinete em Tel Aviv, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu saudou o candidato, deixando claros seus laços de amizade com o clã político brasileiro: “Flávio, meu amigo, quero parabenizá-lo pelo lançamento oficial da sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil, um grande campeão da amizade entre nossos povos, e eu sei que você levará o Brasil a patamares mais elevados. Parabéns.”</p>
<p>Encerrado o evento, o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou uma nota oficial em resposta ao ataque de Javier Milei a Alexandre de Moraes. ⁠Fachin classificou a menção do argentino como desrespeitosa,⁠  ⁠defendeu que a decisão de Moraes foi um ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis brasileiras e ⁠reafirmou a autonomia e independência do Poder Judiciário brasileiro. E usou palavras duras em sua conclusão: “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados.”</p>
<h2>Pesquisa eleitoral</h2>
<p>A última pesquisa do Datafolha divulgada no mesmo dia do comício gigante dos Bolsonaro, aponta uma disputa acirradíssima para o segundo turno, com Flávio apenas 5 pontos atrás de Lula (enquanto o primeiro detém 43% das preferências, o incumbente lidera com 48% das intenções de voto). A eleição que levou Lula ao Planalto pela terceira vez foi definida por uma margem de apenas 2 milhões de votos, o que corresponde a pouco mais de 1% do total. O grande show político armado pela direita brasileira no Pacaembu demonstrou que a campanha eleitoral brasileira será repleta de emoções.</p>
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        <media:credit role="photographer">Vittor Sales/ Campanha Flávio Bolsonaro</media:credit>
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        <media:title>Flavio Bolsonaro e Javier Milei</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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