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    <title>Global South World Brasil - Lula</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Vitória de Lula repercute no mundo como freio à direita e revés para Trump</title>
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      <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:12:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, neste domingo, 25, ganhou destaque nas manchetes de alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. A virada eleitoral que garantiu ao petista um quarto mandato foi interpretada não apenas como um acontecimento histórico no Brasil, mas também como um revés para a direita latino-americana e para as ambições políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na região.</p>
<p>Derrotado por Flávio no primeiro turno, Lula reverteu a desvantagem e venceu com 51,7% dos votos válidos, contra 48,3% do adversário. Foi a primeira vez, desde a redemocratização, que um candidato à Presidência venceu o segundo turno depois de terminar a primeira votação em segundo lugar.</p>
<p>A imprensa estrangeira destacou especialmente três aspectos do resultado: a recuperação política de Lula, a derrota do herdeiro político de Jair Bolsonaro e a possibilidade de o Brasil representar um contraponto à ascensão de governos conservadores na América Latina.</p>
<h2>EUA: derrota do bolsonarismo e influência de Trump</h2>
<p>O The New York Times destacou a reeleição com a manchete "Brasil reelege Lula, rejeitando o filho de seu antecessor". O jornal apresentou a vitória como um obstáculo ao movimento de direita liderado por Flávio e pontuou que Jair Bolsonaro foi condenado pela tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022.</p>
<p>O diário novaiorquino também ressaltou que a vitória de Lula interrompeu uma sequência de sete triunfos eleitorais da direita na América Latina nos últimos 18 meses.</p>
<p>O The Washington Post adotou perspectiva semelhante. Sua manchete afirmou que Lula venceu a reeleição, interrompendo a guinada à direita na América Latina. O periódico descreveu o resultado como uma recuperação surpreendente do presidente brasileiro.</p>
<p>Já o The Wall Street Journal mencionou a longevidade política de Lula, que, aos 80 anos – quase 81 –, conquistou mais um mandato. O jornal chamou atenção para as dificuldades de governar um país dividido e para os desafios econômicos do próximo governo.</p>
<h2>Reino Unido: vitória contraria tendência regional</h2>
<p>O britânico Financial Times interpretou o resultado como um golpe nas pretensões de Trump de ampliar a influência dos Estados Unidos sobre a América Latina. A disputa apertada entre os dois candidatos, como mostravam as pesquisas, e a extensão do horário de votação, decidida em meio a controvérsias sobre o transporte de eleitores, também foram destaques.</p>
<p>O The Guardian enfatizou a virada de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro, identificado como representante da extrema direita. A cobertura ressaltou o caráter excepcional da conquista de um quarto mandato.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asdHg3miR6nWRD9Dk.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Confira as capas de alguns jornais que falaram das eleições brasileiras."/>
<h2>Espanha e França: virada com significado internacional</h2>
<p>O El País deu grande destaque à eleição brasileira, com diferentes reportagens e análises. Na manchete, o jornal ressaltou que a vitória de Lula freou o avanço da extrema direita no Brasil.</p>
<p>Em outra análise, o diário espanhol apresentou a trajetória do presidente como uma epopeia da esquerda mundial, mencionando sua perseverança e capacidade de articulação política. A vitória também foi descrita como um estímulo para as forças progressistas internacionais.</p>
<p>Na França, o Le Monde abordou a conquista do quarto mandato e a votação marcada por controvérsias. O jornal também relacionou a continuidade do governo Lula às políticas ambientais e aos compromissos internacionais do Brasil, especialmente em relação à Amazônia.</p>
<p>O Le Figaro chamou atenção para a surpresa do resultado, salientando que Lula conquistou um quarto mandato contra as expectativas, mantendo o Brasil sob um governo de esquerda.</p>
<h2>Alemanha: quarto mandato e disputa apertada</h2>
<p>Na Alemanha, a revista Der Spiegel publicou, na madrugada desta segunda-feira, a vitória de Lula com destaque para seu quarto mandato, conquistado aos 80 anos, e em uma disputa apertada. Também abordou a decisão da Justiça Eleitoral de ampliar o horário de votação e os problemas de transporte público que provocaram controvérsias no dia da eleição.</p>
<h2>México: vitória repercute nas relações com a América Latina</h2>
<p>No México, a vitória de Lula ganhou destaque tanto pelo resultado eleitoral quanto pelas possíveis consequências para as relações entre as duas maiores economias latino-americanas.</p>
<p>O jornal La Jornada publicou a manchete "Lula da Silva derrota a Bolsonaro; Brasil não é quintal de ninguém". A reportagem mostrou a vantagem de mais de 4,4 milhões de votos conquistada pelo petista no segundo turno, ressaltando a virada inédita entre o primeiro e o segundo turno e a recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer o resultado.</p>
<p>Já o El Economista apresentou uma pergunta provocativa: "Lula vence no Brasil. O que o México ganha?". O jornal examinou as oportunidades de ampliar o comércio e a cooperação bilateral, mas ponderou que a proximidade política entre Lula e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, não elimina as diferenças econômicas e comerciais entre os países.</p>
<h2>Argentina: reviravolta impressionante</h2>
<p>País que acompanha de perto os acontecimentos políticos brasileiros, a Argentina deu boa cobertura à vitória de Lula. O Clarín ressaltou a recuperação do presidente depois da derrota no primeiro turno e a vantagem superior a três pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O La Nación apresentou o resultado como uma reviravolta impressionante e sem precedentes, após um segundo turno marcado por controvérsias. O jornal destacou a conquista do quarto mandato presidencial e a mudança de cenário em relação às expectativas anteriores à votação.</p>
<p>Ambas as publicações também abordaram a decisão de prorrogar o horário de votação e os questionamentos que acompanharam a reta final da disputa.</p>
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        <media:credit role="photographer">Foto: Ricardo Stuckert</media:credit>
        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Faria Lima e as urnas: os limites da aposta política do mercado financeiro</title>
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      <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 11:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A euforia com Flávio Bolsonaro, as previsões eleitorais e os escândalos financeiros colocam em discussão a capacidade de setores do mercado de interpretar a realidade política brasileira. Contra as previsões do setor,  Lula venceu e, pela 4º vez, será presidente da República.</p>
<p>Após o primeiro turno, em que Flávio (PL) esteve à frente, investidores apostaram em uma mudança de governo e impulsionaram uma forte valorização dos ativos brasileiros.</p>
<p>Projeções de instituições financeiras e mercados de apostas alimentaram expectativas de vitória de Flávio Bolsonaro, apesar da disputa apertada.</p>
<p>Investigações envolvendo Banco Master e Reag ampliam o debate sobre governança, credibilidade e influência do setor financeiro.</p>
<p>A eleição presidencial de 2026 colocou em evidência uma das relações mais complexas da política brasileira: a que existe entre o poder econômico concentrado na Faria Lima, em São Paulo, e as escolhas de milhões de eleitores espalhados pelo país.</p>
<p>Nas semanas que antecederam o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), parte expressiva do mercado financeiro passou a trabalhar com a perspectiva de uma mudança de governo. A expectativa foi alimentada por pesquisas eleitorais, modelos estatísticos, avaliações de consultorias e apostas realizadas em plataformas internacionais.</p>
<p>Mais do que uma preferência política, essa interpretação produziu movimentos concretos nos mercados. A valorização da Bolsa, a queda do dólar e as projeções de instituições financeiras refletiram a percepção de que uma eventual vitória de Flávio abriria caminho para uma agenda econômica mais próxima das demandas dos investidores.</p>
<p>A possibilidade de uma reeleição de Lula, porém, coloca em questão a confiança depositada nessas avaliações. Também oferece uma oportunidade para examinar como o principal centro financeiro do país interpreta os movimentos políticos e até que ponto suas expectativas podem ser influenciadas por convicções compartilhadas entre seus próprios participantes.</p>
<p>O debate ocorre em um momento particularmente delicado para o setor, marcado pelas investigações envolvendo o Banco Master, a gestora Reag e suspeitas de irregularidades em operações financeiras de grande dimensão.</p>
<h2>Da expectativa política à euforia financeira</h2>
<p>O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, reforçou a confiança dos investidores que esperavam uma mudança de governo. Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, resultado que contrariou expectativas anteriores e colocou o candidato do PL à frente na disputa.</p>
<p>No dia seguinte, a reação do mercado foi intensa. O Ibovespa registrou alta de 7,70%, chegando a aproximadamente 206,9 mil pontos, enquanto o dólar recuou 4,12%, para perto de R$ 5.</p>
<p>A valorização refletiu, em parte, a expectativa de uma política econômica mais liberal, com maior contenção de gastos públicos, redução da intervenção estatal e medidas favoráveis ao investimento privado.</p>
<p>O JPMorgan, por exemplo, projetou que a Bolsa brasileira poderia subir até 11% no curto prazo após o primeiro turno. O banco também apontou Flávio como favorito para a etapa decisiva da eleição.</p>
<p>A interpretação tinha fundamentos políticos identificáveis. O candidato do PL havia terminado a primeira etapa à frente de Lula e poderia receber votos de eleitores de centro e direita que haviam apoiado outros candidatos.</p>
<p>O problema analítico estava na possibilidade de transformar uma vantagem eleitoral estreita em uma expectativa de vitória considerada praticamente consolidada.</p>
<p>Essa distinção é fundamental. Investidores trabalham com cenários e probabilidades, e movimentos de preços não representam necessariamente uma previsão unânime. Ainda assim, a intensidade da reação financeira mostrou quanto dinheiro estava exposto à expectativa de uma mudança política.</p>
<h2>A relação difícil com Lula</h2>
<p>A distância entre Lula e setores do mercado financeiro não surgiu nesta eleição. Ao longo de seu mandato, o presidente enfrentou críticas recorrentes à expansão das despesas públicas, à trajetória da dívida, à política fiscal e à intervenção do Estado na economia.</p>
<p>Parte dessas preocupações tem fundamentos econômicos concretos. A dívida pública ultrapassou 80% do Produto Interno Bruto, enquanto os juros elevados e a necessidade de financiamento do governo continuaram entre os principais desafios da política econômica.</p>
<p>A tensão também esteve presente no relacionamento pessoal e institucional entre o presidente e representantes do setor financeiro.</p>
<p>Em 31 de agosto, Lula recebeu banqueiros e empresários para um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília. Entre os participantes estavam André Esteves, do BTG Pactual, Roberto Setúbal, do Itaú, e Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco.</p>
<p>Segundo reportagens da Folha de S.Paulo, os convidados apresentaram preocupações com a situação fiscal, os juros, a inadimplência e a segurança pública. Lula prometeu perseguir a meta fiscal estabelecida para 2027 e reafirmou sua disposição de trabalhar pela redução dos juros, sem abandonar compromissos sociais.</p>
<p>Os relatos publicados sobre o encontro descreveram um ambiente cordial. Isso não significa, entretanto, que as divergências tenham desaparecido.</p>
<p>A interlocução institucional convivia com críticas severas à condução econômica do governo e com a aproximação de empresários e investidores da candidatura adversária.</p>
<p>Comentários depreciativos atribuídos a participantes de encontros com Lula também circularam nos bastidores políticos e financeiros. Para que esses episódios integrem uma reconstrução factual, porém, é necessário identificar seus autores e confirmar o conteúdo dos relatos. O ambiente de oposição ao presidente, por si só, não permite atribuir essas manifestações ao conjunto dos banqueiros ou aos participantes do jantar no Alvorada.</p>
<p>A própria composição do encontro demonstra que a relação era mais complexa do que uma oposição uniforme. Lula manteve canais de diálogo com dirigentes de grandes instituições, enquanto integrantes do setor privado também buscavam aproximação com Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Quando os modelos reforçam as convicções</p>
<p>Uma das características da eleição de 2026 foi a crescente utilização de instrumentos quantitativos para tentar antecipar o resultado das urnas.</p>
<p>Além das pesquisas tradicionais, investidores acompanharam modelos estatísticos privados, levantamentos internos de campanha e plataformas internacionais como Polymarket e Kalshi, nas quais participantes negociam contratos associados a acontecimentos futuros.</p>
<p>Essas ferramentas ganharam espaço no debate eleitoral por oferecerem estimativas continuamente atualizadas, frequentemente apresentadas em percentuais de probabilidade.</p>
<p>Mas existe uma diferença importante entre medir a intenção de voto, estimar a probabilidade de vitória e acompanhar o preço de um contrato financeiro.</p>
<p>As pesquisas eleitorais procuram representar o eleitorado por meio de métodos amostrais. Os modelos preditivos combinam informações e hipóteses estatísticas. Já as plataformas de apostas refletem preços determinados por seus participantes, sujeitos a variações de liquidez, concentração de recursos e mudanças de expectativa.</p>
<p>Na manhã da eleição, uma análise da consultoria 4Intelligence, divulgada pelo InfoMoney, atribuía a Flávio Bolsonaro 82% de probabilidade de vitória, com base em seu modelo estatístico.</p>
<p>A estimativa não equivalia a uma certeza, assim como as probabilidades negociadas em plataformas de apostas não representavam uma medição direta da vontade dos eleitores.</p>
<p>O ponto mais relevante para a análise é compreender como essas informações foram interpretadas e reproduzidas por investidores e analistas.</p>
<p>Quando diferentes instrumentos parecem apontar na mesma direção, pode surgir uma sensação de segurança que não corresponde necessariamente à precisão real das previsões. A repetição de uma expectativa dentro de círculos relativamente homogêneos também pode reforçar convicções já existentes.</p>
<p>No caso brasileiro, a diversidade regional, social e econômica do eleitorado acrescenta uma dificuldade particular. A leitura predominante nos centros financeiros de São Paulo não necessariamente reproduz as prioridades dos eleitores em outras regiões, sobretudo quando questões como renda, programas sociais, emprego, religião e segurança pública assumem pesos diferentes.</p>
<p>Isso não invalida os modelos nem significa que os agentes financeiros tenham ignorado informações disponíveis. Mas mostra por que uma análise probabilística precisa preservar a possibilidade de resultados alternativos, especialmente em uma eleição disputada dentro das margens de erro das principais pesquisas.</p>
<p>Os escândalos no coração do sistema financeiro</p>
<p>A discussão sobre a influência política da Faria Lima acontece paralelamente a uma série de investigações que atingiram instituições e personagens importantes do mercado financeiro brasileiro.</p>
<p>O caso do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, expôs suspeitas de fraudes financeiras, operações com ativos sem lastro e movimentações envolvendo fundos de investimento e instituições públicas.</p>
<p>As investigações também alcançaram a gestora Reag, fundada por João Carlos Mansur, que chegou a administrar centenas de bilhões de reais.</p>
<p>A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025, investigou estruturas financeiras suspeitas de facilitar a lavagem de dinheiro relacionado ao setor de combustíveis e a organizações criminosas. Em janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag DTVM, apontando graves violações das normas do sistema financeiro.</p>
<p>Em setembro, a notícia de um acordo de colaboração premiada envolvendo Mansur provocou apreensão entre participantes do mercado, diante da possibilidade de novas revelações sobre operações e instituições financeiras.</p>
<p>Reportagens da Folha, da piauí e de outros veículos mostraram a complexidade das estruturas investigadas e levantaram questionamentos sobre mecanismos de controle, fiscalização e distribuição de produtos financeiros.</p>
<p>É necessário distinguir as suspeitas investigadas de responsabilidades definitivamente estabelecidas. Os episódios tampouco autorizam generalizações sobre o conjunto do sistema financeiro brasileiro.</p>
<p>Mas a sucessão de casos introduz uma questão relevante no debate público.</p>
<p>Instituições financeiras e seus representantes frequentemente reivindicam disciplina fiscal, previsibilidade regulatória, transparência e responsabilidade na administração dos recursos públicos. As investigações recentes demonstram que exigências semelhantes de governança e fiscalização também precisam ser observadas dentro do próprio mercado.</p>
<p>A discussão não está em equiparar problemas fiscais do governo a suspeitas de crimes financeiros, fenômenos de natureza distinta. Está em examinar a coerência dos critérios de responsabilidade e transparência defendidos no debate econômico.</p>
<h2>O poder econômico e os limites da influência política</h2>
<p>A Faria Lima não constitui um bloco político uniforme. Bancos, gestoras, corretoras, investidores institucionais e empresários mantêm interesses diferentes e, em muitos casos, posições divergentes sobre o governo e seus adversários.</p>
<p>Também seria equivocado interpretar uma eventual vitória de Lula como rejeição dos eleitores ao mercado financeiro. O voto presidencial é determinado por uma combinação de fatores muito mais ampla do que a preferência de investidores por determinada política econômica.</p>
<p>Ainda assim, a eleição oferece elementos para discutir os limites da influência exercida por setores economicamente poderosos sobre o ambiente político.</p>
<p>A capacidade de movimentar bilhões de reais, financiar estudos, contratar consultorias e dialogar diretamente com candidatos não significa necessariamente compreender melhor as decisões do eleitorado.</p>
<p>O mercado financeiro possui instrumentos sofisticados para avaliar empresas, títulos públicos, riscos de crédito e indicadores macroeconômicos. A política eleitoral, entretanto, envolve comportamentos coletivos que não se ajustam integralmente à lógica dos preços dos ativos.</p>
<p>A diferença entre essas duas formas de interpretar a realidade torna-se particularmente visível em eleições polarizadas, quando identidades políticas, avaliações pessoais dos candidatos e expectativas sociais podem se sobrepor às preocupações predominantes entre os agentes econômicos.</p>
<h2>O dia seguinte</h2>
<p>Independentemente do resultado eleitoral, o relacionamento entre o próximo governo e o mercado financeiro continuará sendo decisivo para a economia brasileira.</p>
<p>O país enfrentará desafios relacionados à trajetória da dívida pública, ao equilíbrio fiscal, à política de juros e à necessidade de ampliar investimentos e produtividade.</p>
<p>Uma eventual reeleição de Lula não eliminaria essas dificuldades, assim como uma vitória de Flávio Bolsonaro não garantiria, por si só, a realização das expectativas econômicas depositadas em sua candidatura.</p>
<p>Para os investidores, o desafio será separar preferências políticas de avaliações econômicas fundamentadas. Para o governo, será construir condições de estabilidade sem ignorar as restrições fiscais e institucionais.</p>
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        <media:title>Baleia da Faria Lima</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Revés de Flávio é nova derrota do bolsonarismo, que ainda assim terá maioria no Congresso</title>
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      <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 10:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, após ficar à frente no primeiro turno, não significa necessariamente o enfraquecimento da direita brasileira. Ao contrário, o campo conservador saiu das eleições de 2026 com uma presença parlamentar ampliada, governos estaduais importantes. Agora, a questão é a disputa pela liderança política do movimento iniciado por Jair Bolsonaro.</p>
<p>O resultado das urnas coloca Flávio diante de um desafio duplo: preservar o protagonismo conquistado durante a campanha presidencial e manter reunida uma coalizão que inclui diferentes correntes da direita, do bolsonarismo mais identificado com seu pai a setores conservadores e liberais próximos do empresariado e dos partidos de centro-direita.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a reeleição de Lula não elimina a influência de seus adversários sobre a agenda nacional. O fortalecimento do PL e de partidos aliados no Congresso poderá dificultar a aprovação de propostas do Executivo e ampliar a pressão por mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), na legislação penal e nas políticas econômicas e sociais.</p>
<h2>Derrota na Presidência, força no Congresso</h2>
<p>O primeiro turno mostrou que a direita poderá manter grande capacidade de influência política, independentemente do resultado presidencial. O PL elegeu 121 deputados federais e terá uma bancada de 28 senadores, entre os 81 integrantes da Casa, a partir de 2027.</p>
<p>A presença de outros partidos conservadores e de centro-direita na campanha de Flávio amplia esse campo, embora não signifique a formação automática de uma bancada unificada.</p>
<p>Para o quarto mandato de Lula, confirmado na noite do domingo (25), esse cenário representa dificuldades adicionais de governabilidade. A oposição pode bloquear projetos, exigir concessões em negociações legislativas e impulsionar propostas sobre segurança pública, gastos governamentais e limites à atuação do Judiciário.</p>
<p>Governadores ligados à direita poderão assumir papel relevante na articulação política, especialmente em estados com grande peso econômico e eleitoral.</p>
<p>Assim, uma vitória de Lula pode coexistir com o fortalecimento de seus adversários em outras esferas de poder.</p>
<h2>Flávio poderá continuar como principal nome da oposição?</h2>
<p>O futuro político de Flávio dependerá, em parte, da dimensão da derrota eleitoral.</p>
<p>Uma diferença pequena de votos permitiria ao senador apresentar sua candidatura como competitiva e reivindicar a liderança da oposição, mantendo aberta a possibilidade de disputar novamente a Presidência em 2030.</p>
<p>Mas as urnas decretaram uma derrota ampla: foram 4.430.191 de votos a mais para Lula. Essa distância significativa pode aumentar a pressão pela renovação das lideranças conservadoras.</p>
<p>Com a derrota, Flávio ficará sem mandato eletivo a partir de 1º de fevereiro de 2027, pela primeira vez desde 2003.</p>
<p>Há outro fator a ser ponderado. A campanha de 2026 expôs uma questão que poderá ganhar força depois da eleição: a liderança do bolsonarismo não depende mais exclusivamente da família Bolsonaro.</p>
<p>Como observou o cientista político Jorge Chaloub, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em entrevista ao InfoMoney, o fortalecimento da estrutura partidária reforça o peso de dirigentes do PL, como Valdemar Costa Neto, nas decisões estratégicas do movimento.</p>
<p>A derrota também poderá reabrir divergências entre integrantes da família Bolsonaro e aliados sobre a condução da oposição, as relações com outros partidos e a escolha de um futuro candidato presidencial.</p>
<h2>Quem poderá disputar a liderança da direita?</h2>
<p>Além de Flávio, outras lideranças poderão ganhar espaço na reorganização do campo conservador.</p>
<p>O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), continuará sendo um nome com potencial nacional, especialmente por sua interlocução com setores empresariais e partidos de centro-direita.</p>
<p>Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência em 2026, poderá tentar preservar uma alternativa conservadora fora do núcleo familiar Bolsonaro, embora seu desempenho eleitoral tenha evidenciado dificuldades para ampliar essa base.</p>
<p>Lideranças mais jovens, como o deputado federal Nikolas Ferreira, também ganharam projeção com a mobilização digital e resultados eleitorais expressivos, porém ainda precisariam ampliar suas alianças para construir uma candidatura presidencial competitiva.</p>
<p>O  GSW Brasil  já mostrou que o avanço do bolsonarismo nas eleições ocorreu, em parte, às custas de partidos tradicionais de centro-direita, sem necessariamente reduzir o espaço eleitoral do PT.</p>
<p>Isso sugere que uma derrota de Flávio não produziria automaticamente o retorno de uma direita mais moderada ao comando da oposição. A polarização entre PT e PL poderá continuar organizando a política nacional.</p>
<h2>Situação judicial de Jair Bolsonaro terá peso na reorganização</h2>
<p>A derrota de Flávio - que declarou que irá contestar o resultado na Justiça - também afasta a possibilidade de o senador utilizar a Presidência para tentar conceder indulto ao pai, condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>Jair Bolsonaro continuaria dependendo de medidas judiciais ou de uma eventual anistia aprovada pelo Congresso, sujeita a questionamentos constitucionais.</p>
<p>Como mostrou  reportagem do  GSW Brasil , mesmo um indulto presidencial enfrentaria obstáculos jurídicos e não devolveria automaticamente a elegibilidade ao ex-presidente.</p>
<h2>Oposição unida ou disputa interna?</h2>
<p>A coalizão formada em torno de Flávio durante o segundo turno agregou partidos e lideranças com interesses diferentes, unidos principalmente pela disputa contra Lula.</p>
<p>Sem o controle do Executivo, essa aliança poderá enfrentar dificuldades para preservar uma estratégia comum.</p>
<p>Governadores terão razões para manter relações institucionais com Brasília, enquanto parlamentares poderão negociar apoio a projetos específicos do governo.</p>
<p>O PL, por sua vez, poderá optar por uma oposição mais sistemática, combinando atuação parlamentar, mobilização nas redes sociais e manifestações públicas.</p>
<p>O posicionamento de Flávio, dos dirigentes do PL e das principais lideranças conservadoras será decisivo para definir se a oposição adotará uma postura predominantemente institucional ou de confronto permanente.</p>
<h2>O futuro do bolsonarismo depois das urnas</h2>
<p>Uma derrota presidencial não encerraria o ciclo político do movimento iniciado por Jair Bolsonaro. A ampliação da presença parlamentar e a consolidação de novas lideranças mostram que ele adquiriu uma estrutura que ultrapassa a figura do ex-presidente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, essa expansão poderá tornar mais difícil preservar uma direção única. Flávio terá de conciliar a influência da família, os interesses do PL, a atuação de governadores e as ambições de outras lideranças da direita.</p>
<p>A principal questão para os próximos quatro anos será se o bolsonarismo conseguirá transformar sua força eleitoral em uma oposição coesa e construir uma candidatura competitiva para 2030 — ou se a derrota abrirá uma disputa prolongada pelo comando da direita brasileira.</p>
<p>Este texto foi atualizado em 26/10/2026 às 7h42.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula se reelege em virada histórica que contrastará com maioria de direita no Congresso e governos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-se-reelege-em-virada-historica-que-contrastara-com-maioria-de-direita-no-congresso-e-governos</link>
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      <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 00:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato na Presidência, após uma virada sobre Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao primeiro turno, abre um novo ciclo de governo em meio a um cenário político mais adverso, com um Congresso de maioria conservadora e restrições fiscais que podem limitar a execução de sua agenda econômica e social.</p>
<p>O petista pretende manter programas sociais e investimentos públicos, mas terá de conciliar as promessas de campanha com o controle da dívida e negociar com um Legislativo fortalecido pela direita.</p>
<p>Lula chegará ao novo mandato com a experiência acumulada de três passagens pela Presidência e uma agenda centrada na redução da desigualdade, na valorização da renda, no investimento público e no fortalecimento de programas sociais.</p>
<p>O principal desafio será financiar esses compromissos sem ampliar excessivamente o endividamento público, ao mesmo tempo que busca apoio parlamentar para novas medidas e enfrenta a oposição fortalecida nas eleições legislativas.</p>
<h2>Programas sociais e custo de vida</h2>
<p>A manutenção do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da política de valorização do salário mínimo deverá permanecer entre as prioridades do governo.</p>
<p>Durante a campanha, Lula também defendeu ampliar políticas de acesso à saúde, educação, moradia e crédito, além de iniciativas destinadas a reduzir o custo de vida das famílias.</p>
<p>A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o fortalecimento de programas habitacionais e o apoio a trabalhadores de menor renda integram essa orientação.</p>
<p>O governo também deverá enfrentar pressões por novas medidas de alívio sobre os preços de alimentos, energia e combustíveis, temas que tiveram peso na disputa eleitoral.</p>
<p>A continuidade dessas políticas, entretanto, não garante automaticamente sua expansão. Parte dos benefícios depende de dotações orçamentárias anuais, e novas despesas precisarão ser conciliadas com as regras fiscais.</p>
<h2>Ajuste fiscal será o principal desafio econômico</h2>
<p>A situação das contas públicas poderá impor limites relevantes às promessas do novo mandato.</p>
<p>O crescimento das despesas obrigatórias, especialmente com Previdência, benefícios assistenciais e pessoal, reduz a margem do governo para ampliar investimentos e criar programas.</p>
<p>Levantamentos examinados durante a campanha apontaram que despesas obrigatórias representam mais de 90% dos gastos primários federais, restringindo a capacidade de ajuste sem mudanças estruturais.</p>
<p>A equipe econômica terá de enfrentar o debate sobre revisão de benefícios tributários, eficiência dos gastos, arrecadação e eventuais alterações nas regras fiscais.</p>
<p>Lula assumiu publicamente o compromisso com a responsabilidade fiscal, mas também rejeitou a ideia de realizar cortes que comprometam políticas sociais.</p>
<p>A conciliação entre esses objetivos dependerá do crescimento da economia, da arrecadação e da capacidade de conter a expansão das despesas.</p>
<p>Uma deterioração das expectativas sobre a dívida poderá pressionar os juros e reduzir o espaço para investimentos privados e públicos. Por outro lado, um ajuste considerado consistente poderá favorecer a estabilidade econômica, embora seus efeitos sobre crescimento e renda não sejam imediatos.</p>
<h2>Indústria, infraestrutura e papel do Estado</h2>
<p>A política econômica de Lula deverá preservar uma atuação ativa do Estado no financiamento do desenvolvimento, em contraste com a agenda de redução da intervenção estatal defendida por Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continuará sendo um instrumento importante para financiar infraestrutura, inovação, indústria e projetos de transição energética.</p>
<p>A Nova Indústria Brasil, lançada durante o terceiro mandato, deverá permanecer como referência para políticas de modernização produtiva e ampliação da competitividade.</p>
<p>Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também deverão continuar sob controle público, com participação em investimentos e políticas de crédito.</p>
<p>O desafio será assegurar que o uso desses instrumentos produza ganhos de produtividade e atraia capital privado, sem ampliar riscos fiscais ou comprometer a sustentabilidade financeira das empresas.</p>
<p>O governo também precisará responder a críticas sobre a eficiência dos investimentos públicos e a capacidade de transformar incentivos industriais em crescimento duradouro.</p>
<h2>Congresso mais conservador limitará margem de ação</h2>
<p>A relação com o Congresso deverá ser um dos principais obstáculos políticos do quarto mandato.</p>
<p>O fortalecimento de partidos de direita e centro-direita poderá dificultar a aprovação de propostas econômicas, sociais e institucionais, obrigando Lula a negociar com legendas que apoiaram a candidatura adversária.</p>
<p>A composição das duas Casas também poderá aumentar a influência de bancadas ligadas ao agronegócio, à segurança pública, ao conservadorismo religioso e à defesa de uma política econômica mais liberal.</p>
<p>Mesmo medidas com apoio popular poderão enfrentar resistência quando envolverem aumento de despesas, alterações tributárias ou mudanças nas relações de trabalho.</p>
<p>A proposta de redução da jornada de trabalho e revisão da escala 6x1 é um exemplo de tema que dependerá de negociação com parlamentares, empregadores e representantes dos trabalhadores.</p>
<p>Lula terá de equilibrar as demandas de sua base política com concessões necessárias à formação de maiorias legislativas.</p>
<p>A escolha de ministros e articuladores políticos será decisiva. Entre os nomes mencionados nas discussões sobre a futura equipe está o vice-presidente Geraldo Alckmin, cuja eventual participação mais direta na condução econômica foi examinada pelo GSW Brasil.</p>
<p>Nenhuma definição ministerial, entretanto, deve ser tratada como confirmada antes de anúncio oficial.</p>
<h2>STF e reformas institucionais</h2>
<p>O relacionamento entre Executivo, Congresso e Supremo Tribunal Federal poderá continuar marcado por disputas sobre os limites de atuação de cada Poder.</p>
<p>A nova composição parlamentar tende a ampliar a pressão por mudanças nas competências do STF, nas regras de decisões individuais de ministros e nos mecanismos de responsabilização de integrantes da Corte.</p>
<p>Embora Lula tenha defendido a preservação da independência judicial e das instituições democráticas, seu governo poderá ser obrigado a negociar propostas de reforma apoiadas por setores da oposição e do centro político.</p>
<p>O GSW Brasil já mostrou que parte dessas discussões também envolve juristas e entidades profissionais, não se restringindo à disputa entre governo e oposição.</p>
<p>A possibilidade de indicações presidenciais para vagas no Supremo acrescenta outra dimensão ao debate, já que cada nome dependerá de aprovação do Senado.</p>
<p>Uma relação conflituosa com o Congresso poderá tornar essas indicações mais difíceis e ampliar as disputas institucionais.</p>
<h2>Meio ambiente e transição energética</h2>
<p>A política ambiental deverá manter como prioridades o combate ao desmatamento, a proteção da Amazônia e a transição para uma economia de menor emissão de carbono.</p>
<p>O governo também pretende ampliar investimentos em energias renováveis e fortalecer a posição brasileira nas negociações climáticas internacionais.</p>
<p>A execução dessa agenda, entretanto, continuará enfrentando contradições, especialmente entre a expansão da exploração de petróleo, os interesses do agronegócio, a infraestrutura e as metas ambientais.</p>
<p>A atuação de Ibama, ICMBio e Funai poderá permanecer no centro de disputas políticas e econômicas.</p>
<p>O desafio será conciliar conservação ambiental, desenvolvimento regional e segurança energética, preservando a capacidade de fiscalização e atraindo investimentos.</p>
<h2>Direitos sociais, cultura e segurança pública</h2>
<p>Em um quarto mandato, Lula deverá preservar a orientação de políticas federais voltadas à promoção da igualdade racial, aos direitos das mulheres, à população LGBTQIA+ e à proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<p>O Ministério da Cultura também deverá continuar com uma política de incentivo à produção artística, economia criativa e descentralização de recursos.</p>
<p>A continuidade dessas iniciativas, contudo, dependerá do orçamento e poderá enfrentar resistência parlamentar.</p>
<p>Na segurança pública, o governo terá de responder à demanda por redução da criminalidade e enfrentamento das organizações criminosas, uma das áreas em que a oposição conservadora ampliou sua influência.</p>
<p>O desafio será combinar investigação, inteligência, integração entre forças policiais e políticas de prevenção, respeitando as competências dos estados e as garantias constitucionais.</p>
<p>A capacidade de apresentar resultados concretos nessa área poderá ter peso importante na avaliação do novo governo.</p>
<h2>O alcance real de um quarto mandato</h2>
<p>A reeleição de Lula representaria continuidade de orientação em áreas centrais da administração federal, mas não significaria a simples repetição do terceiro mandato.</p>
<p>O novo governo encontraria um Congresso mais conservador, pressão sobre as contas públicas e demandas sociais que exigirão recursos adicionais.</p>
<p>Parte de sua agenda poderá avançar por decisões administrativas e prioridades orçamentárias. Reformas mais abrangentes dependerão de apoio parlamentar, enquanto propostas que envolvam alterações constitucionais enfrentarão exigências maiores de aprovação.</p>
<p>A experiência política de Lula poderá facilitar negociações, mas não eliminará as divergências entre partidos, setores econômicos e grupos sociais.</p>
<p>O principal teste será transformar a continuidade das políticas sociais e dos investimentos públicos em resultados econômicos sustentáveis, sem comprometer a estabilidade fiscal.</p>
<p>A questão central do quarto mandato será até que ponto Lula conseguirá preservar e ampliar seu modelo de desenvolvimento em um ambiente político mais adverso e com espaço cada vez menor para novas despesas.</p>
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        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert/PR</media:credit>
        <media:title>WhatsApp Image 2026-10-25 at 20.22.30</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições 2026: resultados fora do Brasil (extraoficiais)</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/eleicoes-2026-resultados-fora-do-brasil-extraoficiais</link>
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      <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 22:17:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Enquanto no Brasil os eleitores aguardam o encerramento oficial das urnas, já há alguns resultados sendo divulgados de forma extraoficial. </p>
<p>Em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o vitorioso. Boletins de urna divulgados pelas seções eleitorais indicam que Lula recebeu 34.319 votos (59,42%). Flávio Bolsonaro (PL) somou 23.433 votos (40,58%). No primeiro turno, o resultado foi o seguinte: Lula 26.401 (52,45%) x Flávio  19.412 (38,57%).</p>
<p>Na Austrália, os dados extraoficiais apontam Lula como vencedor, com 6.017 votos (63,46%); Flávio obteve 3.465 votos (36,54%).</p>
<p>No Japão, Flávio Bolsonaro é o ganhador, com 80,10% dos votos (28.236). Lula ficou com 19,90% (7.014 votos).</p>
<p>Confira resultados de outros países:</p>
<p>China</p>
<p>Coreia do Sul</p>
<p>Emirados Árabes Unidos</p>
<p>Arábia Saudita</p>
<p>Israel</p>
<p>Alemanha</p>
<p>Áustria</p>
<p>Bélgica</p>
<p>Dinamarca</p>
<p>Espanha</p>
<p>Finlândia</p>
<p>França</p>
<p>Grécia</p>
<p>Irlanda</p>
<p>Itália</p>
<p>Países Baixos</p>
<p>Reino Unido</p>
<p>Suécia</p>
<p>Suíça</p>
<p>Chipre</p>
<p>Croácia</p>
<p>Eslováquia</p>
<p>Eslovênia</p>
<p>Estônia</p>
<p>Noruega</p>
<p>Polônia</p>
<p>República Tcheca</p>
<p>Sérvia</p>
<p>Observação editorial: os números são extraoficiais, embora extraídos de documentos oficiais. Os resultados devem ser conferidos na totalização do TSE antes de serem apresentados como definitivos.</p>
<p>Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. </p>
<p>A totalização dessas urnas é liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a situação extraordinário de votação estendida no Brasil - devido às denúncias feitas sobre a falta de transporte público em algumas cidades - irá atrasar a divulgação.</p>
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        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ José Cruz</media:credit>
        <media:title>voto exterior</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Em decisão inédita, STF prorroga eleição até 19h em todo o país</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-bolsonaro-pedem-extensao-da-votacao-tse-vai-analisar-solicitacoes</link>
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      <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 19:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o Brasil neste domingo (25). A decisão ocorre após denúncias de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores em diferentes regiões, especialmente em São Paulo (SP) e Salvador (BA).</p>
<p>A decisão do STF ocorreu pouco antes do encerramento originalmente previsto para as 17h. A divulgação dos resultados, que havia começado, foi interrompida. Segundo a Bloomberg Línea, apenas 1.225 urnas haviam sido totalizadas antes da suspensão, uma parcela insuficiente para indicar tendência sobre o resultado nacional.</p>
<p>O episódio abre uma nova frente de atenção para a Justiça Eleitoral, que precisa garantir o cumprimento da prorrogação e esclarecer os procedimentos adotados nas seções que já haviam encerrado a votação. Ainda não há confirmação de um novo horário para a divulgação do resultado definitivo.</p>
<p>Antes da decisão, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) haviam acionado a Justiça para pedir a extensão do horário, mas apresentaram justificativas distintas. O petista citou problemas na oferta de transporte público, enquanto o candidato do PL apontou dificuldades provocadas pelas condições climáticas em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.</p>
<p>"Nós estamos pedindo prorrogação. Nós não vamos aceitar bandidismo, mau-caratismo, nem de prefeito, nem de governador e nem de empresário. Essas pessoas precisam aprender a respeitar a democracia nesse país", disse Lula em frente à sua casa, antes de formalizar o pedido.</p>
<p>A campanha do petista solicitou que a votação fosse estendida em todo o país até as 19h. A solicitação foi encaminhada ao STF, e o ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator.</p>
<p>Já Flávio Bolsonaro pediu inicialmente a extensão do horário em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Segundo sua equipe, a medida seria justificada pelas condições climáticas nas regiões.</p>
<p>"Do outro lado da balança está o eleitor que, diante de rua alagada, teria de escolher entre a própria segurança e o voto. A proporcionalidade resolve-se em favor do eleitor", diz a defesa.</p>
<p>O pedido de Flávio previa a prorrogação do horário em dez municípios paulistas, incluindo a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga. No Paraná, a medida abrangeria Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, seriam contemplados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.</p>
<h2>O problema do transporte público</h2>
<p>A redução da oferta de ônibus em diferentes cidades levou a questionamentos sobre as condições de acesso dos eleitores às urnas. Em São Paulo e Salvador, denúncias sobre a circulação de veículos motivaram medidas da Justiça Eleitoral e pedidos de prisão de gestores públicos.</p>
<p>Na capital paulista, a campanha de Lula afirmou que apenas 60% da frota prevista estava em circulação, apesar da determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para que os ônibus operassem nos mesmos moldes de um dia útil. Diante do suposto descumprimento da ordem judicial, a campanha pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.</p>
<p>O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) também anunciou que pediria a prisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A prefeitura, por sua vez, negou que houvesse redução irregular da frota e afirmou que o serviço atendia à demanda.</p>
<p>Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após denúncias de retenção de veículos nas garagens. O tribunal também determinou o restabelecimento imediato de 100% da frota de ônibus, com frequência de dia útil e manutenção da gratuidade, e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.</p>
<p>Em nota, a prefeitura de Salvador afirmou que os ônibus ficaram retidos para a retirada de adesivos do PT colados na véspera, que, segundo a gestão municipal, impediam a circulação dos veículos.</p>
<p>Também houve relatos de dificuldades de deslocamento em outras regiões, incluindo Pernambuco e Roraima, que apareceram entre os locais citados nos pedidos de extensão do horário de votação.</p>
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        <media:credit role="photographer">MATEUS BONOMI</media:credit>
        <media:credit role="provider">REUTERS</media:credit>
        <media:title>Final phase of Brazil’s former President Bolsonaro's trial continues on charges of plotting a coup to overturn the 2022 election, in Brasilia</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Após votar, Lula (PT) e Flávio (PL) fazem críticas um ao outro e acenam para o futuro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/apos-votar-lula-pt-e-flavio-pl-fazem-criticas-um-ao-outro-e-acenam-para-o-futuro</link>
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      <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 18:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) falaram com a imprensa após votarem na manhã deste domingo (25), no segundo turno das eleições presidenciais. As declarações foram marcadas por críticas ao campo adversário e apelos sobre o futuro do país.</p>
<p>O presidente Lula votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo (SP), por volta das 10h, acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de aliados, como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet.</p>
<p>Após votar, ele Lula criticou a direita ao afirmar que ela “quer governar com a bandeira americana”. O presidente busca a reeleição e seu quarto mandato à frente do Executivo.</p>
<p>Flávio Bolsonaro, por sua vez, votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por volta das 8h20, ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria, e do governador eleito do Rio, Douglas Ruas.</p>
<p>Ao conversar com jornalistas, Flávio pediu “mudanças reais” e criticou a continuidade do atual governo. “O Brasil não aguenta mais quatro anos assim”, declarou.</p>
<p>Os brasileiros escolhem neste domingo quem governará o país de 2027 a 2030. A votação segue até 17h (horário de Brasília). Os eleitore votam no segundo turno para presidente e para o cargo de governo em alguns estados (onde a disputa também não foi encerrada no primeiro turno, em 4 de outubro.</p>
]]></description>
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        <media:title>falas-lula-flavio</media:title>
      </media:content>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Imprensa estrangeira avalia impacto global das eleições para presidente no Brasil </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/imprensa-estrangeira-avalia-como-escolha-do-novo-presidente-pode-impactar-cenario-global</link>
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      <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 15:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A eleição presidencial brasileira deste domingo (25) ganhou destaque na imprensa internacional, que descreve o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como uma disputa acirrada, marcada pela polarização política e por visões opostas sobre o futuro do país . </p>
<p>Em reportagens publicadas por veículos como  Le Monde  (França),  The Guardian ( Reino Unido),  El País  (Espanha),  Al Jazeera  (Catar),  The New York Times  (Estados Unidos) e  Deutsche Welle  (Alemanha), o pleito é apresentado não apenas como uma escolha entre dois candidatos, mas como uma decisão capaz de redefinir os rumos políticos do Brasil e sua posição no cenário internacional.</p>
<p>Um dos principais pontos em comum na cobertura é a imprevisibilidade do resultado. Depois de uma campanha marcada por ataques mútuos e confrontos ideológicos, os dois candidatos chegam à votação em condições de disputar a vitória até os últimos votos. </p>
<p>O jornal francês  Le Monde  destaca o equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro após uma campanha amarga, enquanto o britânico  The Guardian  chama a atenção para a recuperação do presidente nas pesquisas ao longo do segundo turno, depois de ter ficado atrás do adversário na primeira votação. A publicação ressalta que a mobilização dos eleitores e a capacidade de atrair os indecisos podem ser determinantes para o desfecho.</p>
<p>O  The Guardian  também enfatiza o caráter histórico da disputa. Lula busca conquistar um novo mandato e consolidar sua trajetória política, enquanto Flávio Bolsonaro tenta ampliar a influência da família Bolsonaro, cujo principal representante, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar. </p>
<p>Segundo a abordagem do jornal britânico, a eleição envolve preocupações que vão além da alternância de poder, especialmente diante das declarações de Flávio sobre a possibilidade de conceder um perdão ao pai, caso seja eleito.</p>
<p>A cobertura internacional apresenta, assim, a disputa como um confronto entre dois projetos políticos distintos: de um lado, a continuidade do governo Lula, associada às políticas sociais e à redução da pobreza; de outro, a possibilidade de uma guinada à direita, com ênfase no endurecimento das políticas de segurança pública e na revisão de aspectos da atuação do atual governo.</p>
<h2>Democracia, família Bolsonaro e influência dos Estados Unidos</h2>
<p>O risco de uma mudança na orientação democrática do país é outro eixo importante da cobertura. O  The Guardian  associa a candidatura de Flávio Bolsonaro à possibilidade de continuidade do projeto político do pai e destaca as declarações do senador sobre a revisão da Constituição e a anistia a Jair Bolsonaro. </p>
<p>O jornal também levanta a hipótese de que uma eventual derrota de Flávio poderia ser contestada politicamente, diante do precedente de 2022, quando seu pai não reconheceu imediatamente o resultado eleitoral.</p>
<p>Na mesma linha, o espanhol  El País  apresenta a eleição como uma escolha entre entregar mais poder à família Bolsonaro e conceder a Lula uma nova oportunidade de governar. A reportagem amplia o foco para a força política conquistada pelos Bolsonaro no Congresso e para as possíveis consequências de uma vitória da direita radical sobre grupos minoritários, povos indígenas e políticas ambientais. </p>
<p>O jornal chama a atenção para o fato de que, independentemente do resultado presidencial, a influência parlamentar da família e de seus aliados continuará sendo um fator relevante na política brasileira.</p>
<p>A dimensão internacional também ocupa espaço central nas análises. A possibilidade de uma vitória de Flávio Bolsonaro é relacionada à aproximação do Brasil com o governo de Donald Trump (presidente dos Estados Unidos), enquanto a permanência de Lula no poder é associada à continuidade de uma política externa mais independente de Washington e favorável ao multilateralismo. </p>
<p>A  Deutsche Welle , emissora pública alemã, destaca que o resultado poderá alterar o posicionamento brasileiro diante dos Estados Unidos e influenciar a agenda ambiental internacional. O veículo também aponta que uma vitória de Lula seria recebida com alívio por setores europeus que se reaproximaram do Brasil após o governo Jair Bolsonaro (2019 a 2022).</p>
<p>O  Le Monde , por sua vez, insere a eleição no contexto de uma campanha particularmente hostil, marcada pela disputa entre dois campos ideológicos e pela dificuldade de ampliar suas bases de apoio. </p>
<p>A cobertura francesa reforça a percepção de que o resultado brasileiro terá repercussões que ultrapassam as fronteiras nacionais, em um momento de fortalecimento de forças conservadoras na América Latina.</p>
<h2>Economia e segurança  pública</h2>
<p>Embora a democracia e a política externa sejam temas recorrentes, os jornais também destacam as preocupações cotidianas dos brasileiros. O custo de vida, a percepção sobre a economia, a corrupção e a violência aparecem como fatores importantes para compreender a competitividade de Flávio Bolsonaro.</p>
<p>A  Deutsche Welle  observa que o senador procurou capitalizar o descontentamento de parte da população com os preços e a segurança pública, ao mesmo tempo que Lula apostou na defesa dos programas sociais, em indicadores positivos de emprego e na redução da pobreza durante seus governos. </p>
<p>A reportagem ressalta, contudo, que a melhora de alguns indicadores econômicos não eliminou a insatisfação de parte do eleitorado com as despesas domésticas.</p>
<p>Na segurança pública, a candidatura de Flávio Bolsonaro é associada a propostas de endurecimento penal, ampliação do sistema prisional e adoção de medidas inspiradas em governos de perfil punitivista na América Latina. </p>
<p>Lula, por outro lado, procura apresentar sua candidatura como uma alternativa de preservação dos direitos sociais e das instituições democráticas.</p>
<p>A emissora do Catar  Al Jazeera  adota um formato de cobertura ao vivo, acompanhando a votação e os acontecimentos ao longo do dia. O veículo destaca a disputa apertada, a mobilização dos eleitores e a dimensão do pleito em um país com quase 160 milhões de pessoas aptas a votar. </p>
<p>A abordagem privilegia a atualização dos fatos e o acompanhamento da jornada eleitoral, enquanto outras publicações investem mais na análise das consequências políticas do resultado.</p>
<p>O  The New York Times , em sua cobertura explicativa sobre a eleição, também integra o conjunto de veículos internacionais que procuram contextualizar a disputa e seus possíveis desdobramentos. </p>
<p>A reportagem se insere no interesse mais amplo da imprensa dos Estados Unidos pelo futuro da maior economia latino-americana e pela possibilidade de uma mudança na relação entre Brasília e Washington.</p>
<p>A participação eleitoral é outro elemento decisivo. Depois de um primeiro turno em que a abstenção teve peso significativo, a capacidade de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas pode influenciar o resultado. </p>
<p>O  The Guardian  destaca que Lula concentrou parte de sua estratégia na ampliação da participação de seus apoiadores, enquanto os dois candidatos enfrentam o desafio de conquistar uma parcela relativamente pequena de eleitores que não se identificam plenamente com nenhum dos lados.</p>
<p>A leitura conjunta das reportagens mostra que a imprensa estrangeira não trata o segundo turno apenas como uma disputa entre o atual presidente e o filho de seu antecessor. </p>
<p>O pleito é apresentado como um teste para as instituições brasileiras, para a capacidade de resistência ou expansão da direita radical e para o papel que o país pretende exercer no cenário internacional.</p>
<h2>Impacto vai além dos próximos 4 anos</h2>
<p>Apesar de diferenças entre cada uma, as publicações convergem em três pontos: a eleição é imprevisível, a polarização continua profunda e o resultado terá consequências que vão além da escolha de um presidente para os próximos quatro anos.</p>
<p>Para a imprensa internacional, o Brasil ocupa uma posição estratégica na América Latina, tanto por seu peso econômico e diplomático quanto por seu papel na agenda climática global. </p>
<p>Uma vitória de Lula representaria a continuidade de um governo de esquerda que busca preservar sua autonomia diplomática e suas políticas sociais. </p>
<p>Uma vitória de Flávio Bolsonaro, por sua vez, sinalizaria uma guinada à direita e poderia aproximar o país do campo político liderado por Donald Trump.</p>
<p>Neste domingo, portanto, o mundo acompanha uma eleição que reúne disputas sobre economia, segurança, democracia, meio ambiente e soberania nacional.</p>
<p> Mais do que decidir quem ocupará o Palácio do Planalto, os brasileiros definirão qual dos dois projetos terá a oportunidade de conduzir o país em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e pela reorganização das forças políticas na América Latina.</p>
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        <media:title>Duelo Político em Cores Primárias</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>País vai às urnas em uma das eleições mais acirradas desde a redemocratização</title>
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      <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 11:55:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil vai às urnas neste domingo, 25 de outubro, para decidir entre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Com 158.745.463 eleitores aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o país chega à decisão em um cenário de forte equilíbrio, após uma campanha marcada pela polarização e por grandes mobilizações nas ruas. </p>
<p>As últimas pesquisas Datafolha e Quaest, divulgadas no sábado, 24, apresentaram o mesmo placar: 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para Lula. Nos dois levantamentos, a diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, configurando empate técnico. Os percentuais de votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos. </p>
<p>A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, com a divulgação da apuração a partir do encerramento do pleito. O vencedor governará o país entre 2027 e 2030. Eleitores de cinco estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins — e do Distrito Federal também escolhem seus governadores neste domingo. </p>
<h2>Pesquisas mantêm resultado em aberto</h2>
<p>O Datafolha entrevistou 4.050 eleitores em 124 municípios entre sexta-feira, 23, e sábado, 24. Contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09540/2026. </p>
<p>A Quaest ouviu presencialmente 3.702 eleitores no mesmo período. Encomendada pela TV Globo, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e registro BR-09158/2026 na Justiça Eleitoral. </p>
<p>O equilíbrio já vinha sendo registrado pela cobertura do GSW Brasil. Na rodada anterior do Datafolha, divulgada na quinta-feira, 22, os candidatos apareciam com 50% dos votos válidos cada. A passagem para 51% a 49% ocorreu dentro da margem de erro e não permite, isoladamente, afirmar uma mudança consolidada nas preferências do eleitorado. </p>
<h2>Multidões no encerramento da campanha</h2>
<p>As campanhas encerraram a mobilização de rua no sábado com manifestações de grande porte em capitais do Sudeste. Os últimos atos concentraram os candidatos e seus aliados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. </p>
<p>Flávio começou o dia com uma motociata em Belo Horizonte, acompanhado de aliados, entre eles o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). À tarde, participou de uma caminhada na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, com concentração na Praça do Ó e encerramento diante do condomínio onde morou o ex-presidente Jair Bolsonaro. </p>
<p>No Rio de Janeiro, Lula reuniu apoiadores na orla de Copacabana na manhã de sábado, 24. Durante o ato, pediu aos participantes que procurassem eleitores que não compareceram ao primeiro turno e os incentivassem a votar neste domingo. O presidente também afirmou estar otimista com o resultado da disputa. </p>
<p>À tarde, o petista seguiu para São Paulo, onde encerrou a campanha com uma manifestação que reuniu uma multidão na Avenida Paulista. As mobilizações nas duas capitais marcaram o último dia de campanha nas ruas, em meio ao esforço para ampliar o comparecimento às urnas e conquistar os votos finais de uma disputa apontada pelas pesquisas como tecnicamente empatada. </p>
<h2>Onde votam os candidatos</h2>
<p>A agenda divulgada para Lula previa votação às 8h na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O comitê do presidente acompanhará a apuração no hotel Intercontinental, na capital paulista. </p>
<p>Flávio também tinha votação marcada para as 8h, na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Rua Almirante João Cândido Brasil, 352, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Depois, seguirá para Brasília, onde acompanhará o resultado. </p>
<p>O comparecimento será um dos fatores centrais da decisão. Segundo o TSE, aproximadamente 125,2 milhões de eleitores foram às urnas no primeiro turno, o equivalente a quase 79% do eleitorado. Quem não participou daquela votação pode votar neste domingo, desde que esteja com a situação eleitoral regular. </p>
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        <media:title>urna</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pesquisa Quaest: Flávio (PL) e Lula (PT) seguem em empate técnico às vésperas da eleição</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pesquisa-quaest-flavio-e-lula-seguem-em-empate-tecnico-as-vesperas-do-segundo-turno</link>
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      <pubDate>Sat, 24 Oct 2026 23:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O último levantamento do instituto Quaest antes do segundo turno foi divulgado no início da noite de sábado, 24 de outubro. A pesquisa revela empate técnico, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Flávio Bolsonaro (PL) tem 51%, enquanto Lula (PT) registra 49%</p>
<p>A votação acontece no domingo (25), entre 8h e 17h (horário de Brasília).</p>
<p>A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral como BR-09158/2026.</p>
<p>Votos válidos correspondem à forma como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga o resultado oficial das eleições. Ficam de fora os votos em branco e nulos e as abstenções (quem não vai votar). Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.</p>
<p>LEIA TAMBÉM: DATAFOLHA MANTÉM EMPATE TÉCNICO, MAS FLÁVIO CRESCE</p>
<p>No número de votos totais, Flávio Bolsonaro (PL) tem 46% (45% na pesquisa anterior, em 21 de outubro) e Lula (PT) tem 45% (44% na pesquisa anterior).  Entre os que não vão votar ou votam branco/nulo, o percentual é de 8% (era 9%). Os indecisos somam 1% (eram 2%). </p>
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        <media:title>Lula and Flávio Bolsonaro for Brazil 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Flávio amplia distância de Lula em 2%, mas empate técnico permanece</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-flavio-amplia-distancia-de-lula-em-2-mas-empate-tecnico-permanece</link>
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      <pubDate>Sat, 24 Oct 2026 22:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Atualizado às 23h29</p>
<p>Na sua última pesquisa de intenção de votos válidos antes do segundo turno (no domingo, 25), o Instituto Datafolha apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). O primeiro tem 51%, enquanto o segundo tem 49%. A margem de erro é de pois pontos percentuais, para mais ou para menos.</p>
<p>Com relação ao último levantamento divulgado pelo instituto Datafolha, no dia 21, Flávio Bolsonaro conseguiu aumentar a distância entre ele e Lula em 2%. Os resultados anteriores apontavam cada candidato com exatamente 50% das intenções de votos válidos.</p>
<p>O resultado de votos válidos é idêntico ao da pesquisa Quaest divulgada neste mesmo sábado.  Confira aqui os dados da Quaest .</p>
<p>Os votos válidos correspondem à forma como o TSE apresenta o resultado oficial das eleições. Aqui não entram os votos em branco ou nulos, assim como as abstenções.</p>
<p>Os votos totais incluem todos esses grupos. Nesse caso, a pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos saaão mostrados aos eleitores, Flávio tem 48% e Lula tem 47%. Já os indecisos somam 2%. E os que declaram voto branco ou nulo equivalem a 3%.</p>
<p>Foram entrevistadas 4.050 pessoas nos dias 23 e 24 de outubro, já sentindo o clima depois do debate entre os dois candidatos, na noite da sexta (23), na Globo, e dos últimos atos de campanha realizados neste sábado (24).</p>
<h2>Disputa acirrada</h2>
<p>Em depoimento à Globonews, a diretora do instituto Datafolha, Luciana Chong, explicou o cenário atual, depois de a pesquisa anterior mostrar os dois candidatos empatados numericamente com 50%.</p>
<p>“A gente mostra um quadro de estabilidade. Na pesquisa de quinta-feira, a gente tinha 50% para cada um dos candidatos, nos votos válidos, e hoje a gente tem 51% a 49%. Mas, considerando a margem de erro da pesquisa, as duas pesquisas são praticamente iguais. Os dois candidatos estão iguais, estão numa disputa bem acirrada“, avaliou Chong.</p>
<p>Segunda ela, é um cenário que o instituto já vinha acompanhando desde a primeira pesquisa, que tinha uma diferença de quatro pontos. Na segunda, essa diferença diminuiu e houve o empate entre os dois, e assim se manteve até agora. </p>
<p>"Eles estão empatados na espontânea, na estimulada, nos votos válidos e, também, na rejeição“, afirmou.</p>
<p>O que pode fazer diferença é a magem de voto de eleitores que ainda estão indecisos."São 5% que declararam na pesquisa que ainda podem mudar o seu voto, então o cenário vai ser bem acirrado, mesmo", afirmou.</p>
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        <media:title>eleicoes-2026-background (1)</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Propostas genéricas e ofensas marcam debate final entre Lula e Flávio Bolsonaro </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/debate-final-entre-lula-e-flavio-bolsonaro-trouxe-discussao-de-propostas-e-troca-de-ofensas</link>
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      <pubDate>Sat, 24 Oct 2026 04:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O último debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela TV Globo na sexta-feira (23), foi marcado por uma mudança de tom em relação ao primeiro confronto entre os candidatos, promovido pela Band.</p>
<p>As regras estabelecidas pela emissora contribuíram para deslocar o centro da discussão dos ataques pessoais para as propostas de governo, ainda que vagas e genéricas. Os candidatos tiveram de abordar questões relacionadas às diferentes regiões do país e discutir temas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.</p>
<p>O formato contrastou com o encontro anterior, no qual as trocas de acusações e provocações pessoais ocuparam boa parte do tempo, deixando menos espaço para a apresentação de programas e compromissos de governo.</p>
<p>Na Globo, embora os embates políticos tenham continuado, os dois presidenciáveis encontraram mais oportunidades para apresentar suas posições sobre questões que deverão enfrentar caso sejam eleitos.</p>
<h2>O peso da economia</h2>
<p>Flávio Bolsonaro concentrou parte de sua estratégia na percepção de aumento do custo de vida durante o governo Lula. O senador procurou associar as dificuldades enfrentadas pelas famílias brasileiras à gestão econômica do presidente, explorando um tema recorrente na campanha eleitoral.</p>
<p>Lula, por sua vez, voltou a abordar questões relacionadas à preservação do poder de compra dos trabalhadores e aposentados. O presidente explorou a possibilidade de um eventual governo Flávio Bolsonaro interromper a política de valorização real do salário mínimo e de reajustes dos benefícios previdenciários.</p>
<p>O candidato do PL já negou a intenção de adotar essas medidas. Ainda assim, o tema permanece entre os pontos de confronto das campanhas, especialmente pelo peso da renda e dos benefícios sociais na discussão sobre os programas de governo.</p>
<h2>Ofensa de Flávio a Lula</h2>
<p>Uma das mudanças mais perceptíveis foi a postura de Flávio Bolsonaro. Em comparação com o debate da Band, o senador adotou um comportamento menos provocativo, reduzindo o tom de deboche que havia marcado algumas de suas intervenções no primeiro encontro.</p>
<p>Houve, no entanto, momentos de tensão. Em uma das discussões, Flávio fez uma ofensa grosseira ao presidente ao se referir à perda de um dedo de sua mão, afirmando que Lula tinha nove dedos. A declaração levou a organização do debate a conceder direito de resposta ao petista. Ao vivo, Lula exigiu que Flávio pedisse desculpas pela ofensa, e o senador atendeu ao pedido.</p>
<p>Outro confronto ocorreu em torno da morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, atingida por um tiro de fuzil durante uma operação policial em Niterói (RJ), em 2021. A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, foi convidada pela campanha de Lula para acompanhar o debate e ficou na primeira fila da plateia.</p>
<p>Lula questionou Flávio sobre sua atuação como advogado do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público de ter efetuado o disparo que matou a menina. O senador integrou a defesa do policial em 2024 e assinou um recurso contra a decisão de submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri.</p>
<p>Flávio manifestou solidariedade à mãe da criança e afirmou acreditar na inocência do policial, argumentando que a morte ocorreu durante uma troca de tiros em uma comunidade afetada pelo tráfico de drogas. O candidato disse que pretendia ajudar a esclarecer a autoria do disparo. O policial nega a acusação e ainda não foi julgado. Seu julgamento está previsto para maio de 2027.</p>
<p>O episódio, que já havia sido explorado por Lula no debate da Band, voltou a colocar a segurança pública no centro do confronto. A atuação de Flávio na defesa judicial do acusado é um fato documentado, mas o exercício da advocacia, por si só, não implica responsabilidade pelo crime atribuído ao cliente.</p>
<h2>Guinada digital entre petistas</h2>
<p>A campanha de Lula também apresentou uma estratégia mais ativa de comunicação digital. Durante o debate, a equipe do presidente produziu pelo menos 21 conteúdos para distribuição em redes sociais e grupos de mensagens, buscando ampliar a circulação de trechos considerados favoráveis ao candidato.</p>
<p>Segundo levantamento realizado pelo GSW Brasil no canal oficial de Lula no WhatsApp, que reúne mais de 3 milhões de seguidores,  uma única publicação sobre a morte da menina Ana Clara ultrapassou 60 mil compartilhamentos e 12 mil curtidas  na plataforma.</p>
<p>No decorrer da transmissão, o deputado federal André Janones (Rede-MG) assumiu a coordenação do canal, em mais um movimento da campanha para intensificar a atuação nas plataformas digitais. Janones já havia desempenhado um papel importante na comunicação digital da campanha de Lula em 2022.</p>
<p>A movimentação reforça a aposta do PT em conteúdos de rápida circulação e potencial de repercussão nas redes sociais, em contraste com a atuação observada em parte do primeiro turno. Além das propostas econômicas e sociais, episódios de forte apelo emocional, como o caso Ana Clara, também passaram a integrar a disputa por narrativas nas plataformas digitais.</p>
<h2>Variedade de assuntos abordados</h2>
<p>A principal diferença entre os dois debates esteve no espaço dedicado às propostas. Enquanto o encontro da Band foi dominado por acusações e confrontos pessoais, o formato da Globo permitiu aos candidatos abordar uma variedade maior de assuntos diretamente relacionados às atribuições da Presidência da República.</p>
<p>Isso não significa que tenham sido esclarecidas todas as dúvidas sobre os programas de governo ou que os candidatos tenham apresentado respostas completas para os desafios do país. Mas o debate ofereceu mais elementos para a comparação entre as duas candidaturas.</p>
<p>Na reta final da campanha, com a votação marcada para domingo (25), o eleitorado chega às urnas depois de um confronto em que, além das divergências políticas e pessoais, houve espaço para discutir as propostas e prioridades de cada candidato.</p>
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        <media:credit role="photographer">EVARISTO SA</media:credit>
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        <media:title>AFP DEBATE__20261024__D4AB2DX__v1__HighRes__BrazilElectionRunoffDebate</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues, Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>TSE amplia investigação sobre suspeitas de interferência da Meta</title>
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      <pubDate>Fri, 23 Oct 2026 19:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A relação entre a Meta e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se tornou um dos focos de tensão da reta final das eleições presidenciais de 2026. Os conflitos envolvem acusações de tratamento desigual entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), falhas em ferramentas de inteligência artificial, redução do alcance de publicações, regras para anúncios eleitorais e preservação de informações de canais do WhatsApp.</p>
<p>Uma das resoluções mais importantes tomadas até agora foi a  decisão do plenário do TSE que confirmou, no dia 16, por unanimidade, uma ordem para que a Meta assegure tratamento isonômico às duas candidaturas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.  A determinação vale até a votação do segundo turno, neste domingo, 25.</p>
<p>Mas a sombra da desconfiança de eleitores e de políticos continua sobre a  big tech  – e se estende a outras plataformas digitais. Na noite de quinta-feira, 22, a corte determinou que Meta e também o X apresentem, no prazo de 24 horas,  esclarecimentos técnicos sobre o uso de inteligência artificial, a distribuição de conteúdos políticos, a veiculação de anúncios eleitorais e a remoção de publicações . Há suspeita de que as empresas estejam privilegiando Flávio no Instagram, Facebook e WhatsApp, além do antigo Twitter.</p>
<p>A decisão é do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que fixou multa diária de R$ 500 mil para cada empresa em caso de descumprimento injustificado das determinações. A medida foi tomada em uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) apresentada pela coligação Brasil Pronto pra Mais contra Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, o candidato a vice. A coligação alega abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, com suposto favorecimento da chapa adversária pelas plataformas digitais, além de restrições ao alcance de conteúdos favoráveis a Lula e falhas na distribuição de propaganda eleitoral.</p>
<p>Segundo Cueva, os elementos apresentados justificam a abertura da investigação, mas ainda não permitem comprovar as irregularidades apontadas.  Diante da proximidade do segundo turno, o ministro exigiu que as empresas expliquem os critérios de distribuição de conteúdos e eventuais diferenças de tratamento entre as candidaturas.</p>
<p>Quanto à ação contra Flávio e Gaspar, Cueva determinou que ambos apresentem defesa em cinco dias. O ministro ressaltou, contudo, que a abertura da investigação não significa reconhecimento das acusações nem da responsabilidade dos investigados.</p>
<p>A Meta também deverá prestar informações sobre traduções automáticas, buscas de GIFs e hashtags e anúncios políticos. Já o X terá de detalhar o funcionamento do Grok, sua ferramenta de inteligência artificial.</p>
<p>O corregedor determinou ainda que a Meta submeta à revisão humana a decisão de retirar do Instagram um vídeo curto sobre o episódio “Flavinho de Papai”, da série “Revelando”, que tinha sido excluído sob a justificativa de uso de IA.  A empresa deverá informar o resultado da avaliação. O post foi publicado novamente e hoje pode ser visto na plataforma.</p>
<h2>O descumprimento da Meta</h2>
<p>No dia anterior, atendendo a pedido do TSE,  o Ministério Público Eleitoral encaminhou um parecer afirmando que a Meta descumpriu parte das 17 determinações impostas pela Justiça Eleitoral para garantir tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno. Entre as falhas estão a ausência de relatórios sobre denúncias eleitorais, anúncios suspensos e o funcionamento da ferramenta Meta AI.</p>
<p>O órgão também destacou relatos de tratamento desigual pela IA da empresa, que teria criado propaganda para uma candidatura e recusado pedidos semelhantes para a campanha adversária.</p>
<p>Embora tenha reconhecido o cumprimento de várias medidas, como a liberação de contas de anúncios e a retomada de impulsionamentos, o MP Eleitoral defendeu a aplicação de multa diária de R$ 500 mil pelo descumprimento de cada determinação, enquanto persistir a irregularidade.</p>
<h2>Estadão reclama de posts excluídos</h2>
<p>O jornal O Estado de S. Paulo foi mais um a se queixar da Meta. Na quarta-feira, 21, o diário entrou com ação no TSE solicitando que se impeça a big tech de excluir ou bloquear conteúdos jornalísticos publicados no Facebook e no Instagram pelo Estadão.</p>
<p>Com isso, o jornal quer evitar que a plataforma repita o que aconteceu no primeiro turno. Segundo o veículo, 31 postagens sobre reportagens do Estadão foram excluídas do Instagram de forma arbitrária.</p>
<h2>Críticas inclusive fora do país</h2>
<p>Reportagem da Folha de S. Paulo revelou no dia 15 que, em mensagens internas, funcionários da Meta admitiram restrições que prejudicaram as contas de Lula no Instagram   e recomendação algorítmica do perfil de Flávio tanto na plataforma de imagens da companhia quanto no canal do candidato no WhatsApp. A Meta nega favorecer candidaturas.</p>
<p>A coluna de Mônica Bergamo, no jornal, relatou que  especialistas independentes em direitos humanos da ONU cobraram da companhia explicações sobre a suspeita de tratamento desigual dado às campanhas  na distribuição e circulação de posts nas redes sociais e no uso da ferramenta de IA da big tech, a Meta AI.</p>
<p>De acordo com a coluna, eles cobraram, em documento apresentado na quarta-feira, 21, mecanismos de reparação adequados, aplicação das regras de forma consistente e sem discriminação, diálogo transparente com a sociedade civil e garantia de que reclamações possam ser tratadas durante o período eleitoral.</p>
<p>Outro grupo independente, mas este ligado à própria Meta, manifestou preocupação a respeito de falhas recorrentes na aplicação das regras destinadas a proteger a integridade eleitoral.  Em comunicado divulgado na terça-feira, 20, o  Oversight Board  (Comitê de Supervisão) cobrou mais transparência da companhia.</p>
<p>Esse  board , formado por especialistas internacionais em áreas como direito, direitos humanos, tecnologia e liberdade de expressão – entre eles, o brasileiro Ronaldo Lemos – examina decisões de moderação de conteúdo nas plataformas da companhia.</p>
<p>No Congresso norte-americano, a possível influência da Meta nas eleições brasileiras entrou na pauta. Na quarta-feira, 21, o senador independente Bernie Sanders aderiu a uma carta escrita por 11 deputados democratas (partido que faz oposição a Donald Trump) que cobra de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, explicações sobre suspeitas de tratamento desigual às campanhas de Lula e Flávio.</p>
<h2>As decisões de Kassio Nunes Marques</h2>
<p>Com a disputa cada vez mais acirrada às vésperas da votação, o TSE também sofre desgastes, em especial devido à atuação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal. Indicado por Jair Bolsonaro para a principal corte do país, o STF, ele tem adotado medidas que alimentam suspeitas de favorecimento à campanha de Flávio.</p>
<p>No dia 11 de outubro,  Nunes Marques suspendeu o “Exército de Lula”, canal aberto no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atendendo a pedido feito pela campanha de Flávio , que alegou compartilhamento de desinformação. O corregedor Cueva reverteu a decisão horas depois. Posteriormente, o canal foi registrado como parte oficial da campanha de Lula.</p>
<p>Em 13 de outubro, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão do canal, condicionando seu retorno ao registro como parte oficial da campanha petista. O PT providenciou o registro, permitindo a retomada das atividades.</p>
<p>Com 9,6 milhões de inscritos até o começo da tarde desta sexta-feira, 23, o “Exército de Lula” está de novo na mira de Nunes Marques.  Na quinta-feira, 22, o presidente do TSE deu 24 horas para a Meta enviar um relatório com dados técnicos sobre o canal para identificar o que seria uma “mobilização legítima” de um comportamento irregular. Ele atendeu a pedido da campanha de Flávio.</p>
<p>Nunes Marques também incluiu Google e X na apuração. A campanha de Flávio alega que o “Exército de Lula” orientou seguidores a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a impulsionar hashtags no X. O ministro determinou que as duas empresas informem, também no prazo de 24 horas – que se encerra por volta das 19h –, se identificaram amplificação coordenada desses conteúdos entre 18 e 20 de outubro.</p>
<p>Diante disso, Janones resolveu avisar os “soldados” que  talvez o canal esteja fora do ar no horário do debate da Globo, momento crucial para as duas campanhas.  A suspeita da campanha é que a medida seja uma operação para favorecer o candidato do PL, o que aumentou as críticas em torno de Nunes Marques.</p>
<p>Antes, no mesmo dia,  ele e André Mendonça, ministro que também foi indicado por Bolsonaro, chegaram a preparar uma minuta de resolução para proibir que canais com mais de 200 mil seguidores operassem nas 48 horas antes da eleição.  O material, que estava em rascunho, foi descoberto e a medida não seguiu adiante.</p>
<h2>A queixa de Nikolas Ferreira</h2>
<p>Dono de uma base que supera 25 milhões de seguidores, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se queixou da Meta, mas o motivo está no uso de uma música sem autorização.  O Instagram retirou o áudio de um vídeo sobre nordestinos que utilizava, como fundo, uma versão sem letra da canção “Grão de Areia”, de Rubel com Xande de Pilares. A alegação foi de infração de direitos autorais.</p>
<p>Nos  Stories , ele criticou a derrubada do áudio. “Se não bastasse jogar nos stories e o vídeo ficar preto, agora também silenciaram o nosso vídeo. Eles não silenciaram o Nikolas. Silenciaram os nordestinos”, disparou. No entanto, o próprio deputado esclareceu a questão. “A Sony foi acionada pelo Rubel para derrubar o som. Ninguém mais pediu. Só ele”. Rubel declarou voto em Lula.</p>
<p>23 de setembro — Bloqueio da conta de anúncios da campanha de Lula</p>
<p>A conta de publicidade da campanha petista foi desativada por pouco mais de uma hora. Em manifestação publicada em 16 de outubro, a Meta reconheceu que o bloqueio foi um erro. Segundo sua versão, um anúncio havia sido classificado como possível tentativa de se passar por um programa social do governo, durante uma operação de combate a fraudes. A  big tech  disse não ter motivação política.</p>
<p>10 e 11 de outubro — Denúncia de seletividade algorítmica contra Lula</p>
<p>A campanha de Lula acusou a Meta de prejudicar a circulação de suas publicações por meio de mecanismos algorítmicos. A reclamação envolveu suspeitas sobre distribuição de conteúdo, recomendações e restrições geográficas. Em 10 de outubro, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, concedeu prazo de 48 horas para a empresa prestar esclarecimentos, incluindo informações sobre possíveis restrições à distribuição das postagens. A Meta alegou problemas técnicos e reafirmou seu compromisso com a isonomia entre as candidaturas.</p>
<p>11 de outubro — Nunes Marques suspende o “Exército de Lula”</p>
<p>O presidente do TSE determinou a suspensão do canal administrado por André Janones no WhatsApp, após denúncia de desinformação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e restabeleceu provisoriamente o funcionamento do canal.</p>
<p>13 de outubro — Nova suspensão e registro do canal na Justiça Eleitoral</p>
<p>Nunes Marques voltou a determinar a suspensão do “Exército de Lula”, desta vez condicionando seu retorno ao registro como canal oficial da campanha petista. O PT providenciou o registro no TSE, permitindo a retomada das atividades.</p>
<p>14 e 15 de outubro — Meta AI gera imagens de Flávio e seu número, mas não cria para Lula 13</p>
<p>Usuários das redes denunciaram e a campanha petista apresentou testes indicando que a ferramenta de inteligência artificial da Meta impedia a geração de determinadas imagens relacionadas a Lula (como uma bandeira com o nome do candidato e seu número), enquanto permitia imagens envolvendo Flávio. Em 15 de outubro, Bellizze determinou medidas para assegurar tratamento igualitário entre os candidatos. O ministro reconheceu, em análise preliminar, a existência de uma falha na ferramenta de controle dos comandos de IA. Entretanto, ressaltou que não havia elementos suficientes para afirmar que a diferença de tratamento fosse deliberada ou sistemática. A Meta informou que passou a restringir temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles, incluindo comandos com nomes e números eleitorais.</p>
<p>15 de outubro — Restrições ao alcance de conteúdos e à publicidade eleitoral</p>
<p>O TSE examinou o risco de que sistemas de recomendação, busca, distribuição de publicações e publicidade produzissem tratamento desigual entre as campanhas. Bellizze determinou que a Meta não adotasse medidas discriminatórias de redução de distribuição, exclusão de recomendações ou restrição de buscas. Também foram impostas limitações à propaganda eleitoral paga ou administrada por contas estrangeiras. A ordem estabeleceu multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. No dia seguinte, a empresa publicou uma explicação sobre as dificuldades técnicas para distinguir propaganda eleitoral, conforme a legislação brasileira, de anúncios mais amplos sobre política e temas sociais.</p>
<p>16 de outubro — TSE confirma por unanimidade as restrições impostas à Meta</p>
<p>O plenário examinou a decisão individual de Bellizze sobre a necessidade de garantir isonomia entre as candidaturas presidenciais. Os ministros confirmaram por unanimidade a determinação de que a Meta não interfira de forma desigual na distribuição, recomendação e busca de conteúdos eleitorais. A ordem permanece válida até o fim do segundo turno, sob multa diária de R$ 500 mil.</p>
<p>17 de outubro — Governo aciona MPF e ANPD contra bloqueios da Meta</p>
<p>O Ministério da Justiça encaminhou notas técnicas ao Ministério Público Federal e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados questionando bloqueios de contas, remoções de publicações e reduções de alcance sem justificativas suficientemente transparentes. Um levantamento da organização Ctrl+Z, citado pelo ministério, registrou 1.121 relatos de restrições entre 25 de setembro e 13 de outubro. O ministério recomendou que o MPF avalie uma ação civil pública, com possível multa diária de R$ 500 mil, e que a ANPD examine a necessidade de fiscalização e auditoria dos sistemas automatizados.</p>
<p>20 de outubro — Comitê de Supervisão da Meta cobra transparência</p>
<p>O  Oversight Board , grupo independente criado pela Meta para examinar decisões de moderação de conteúdo, manifestou preocupação com falhas na aplicação de regras destinadas à integridade eleitoral e cobrou mais transparência da empresa.</p>
<p>21 de outubro — MP Eleitoral aponta descumprimento de ordens judiciais</p>
<p>O Ministério Público Eleitoral encaminhou ao TSE parecer afirmando que a Meta deixou de cumprir parte das 17 determinações impostas pela Justiça Eleitoral. Entre as pendências estão relatórios sobre denúncias, anúncios eleitorais suspensos e o funcionamento da Meta AI. O órgão defendeu multa diária de R$ 500 mil por determinação descumprida, enquanto persistir a irregularidade.</p>
<p>21 de outubro — Estadão recorre ao TSE contra remoção de conteúdos</p>
<p>O jornal O Estado de S. Paulo entrou com ação para impedir que a Meta exclua ou bloqueie conteúdos jornalísticos publicados pelo veículo no Facebook e no Instagram. Segundo o Estadão, 31 postagens de reportagens foram retiradas do Instagram no primeiro turno.</p>
<p>22 de outubro — TSE exige explicações da Meta e do X</p>
<p>O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que as duas empresas apresentem esclarecimentos técnicos sobre inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, anúncios eleitorais e remoção de publicações. A decisão integra uma investigação sobre suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. O ministro estabeleceu prazo de 24 horas e multa diária de R$ 500 mil para cada empresa em caso de descumprimento injustificado.</p>
<p>22 de outubro — Nunes Marques cobra informações de Meta, Google e X sobre o “Exército de Lula”</p>
<p>Atendendo a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, o presidente do TSE deu 24 horas para a Meta apresentar informações técnicas sobre o canal de André Janones no WhatsApp. A solicitação busca identificar possíveis práticas irregulares de amplificação de conteúdos e distinguir mobilização legítima de comportamento coordenado irregular. Google e X também deverão informar se identificaram ações coordenadas para ampliar a circulação de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro, após denúncias de que o canal incentivou buscas e publicações nessas plataformas.</p>
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        <media:title>meta-urnas</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Tropeços na Band levam Lula e Flávio a rever estratégias para 'prova de fogo' na Globo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/tropecos-na-band-levam-lula-e-flavio-a-rever-estrategias-para-prova-de-fogo-na-globo</link>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 19:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O último  debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) antes do segundo turno, nesta sexta-feira, 23, na TV Globo,  deve ser marcado por mudanças na estratégia dos dois candidatos após a repercussão do primeiro confronto, transmitido pela Band no domingo, 18. O encontro foi marcado por  trocas de acusações e falta de propostas claras de governo , o que frustrou eleitores indecisos e levou as campanhas a recalibrar a preparação para o confronto final.</p>
<h3>O 'freio de arrumação' na campanha de Flávio</h3>
<p>A postura de  Flávio Bolsonaro  no primeiro debate foi contestada dentro e fora do seu comitê. Pesquisas qualitativas feitas logo após o programa mostraram que a estratégia de  interromper o adversário a todo momento e andar pelo palco atrás de Lula  passou uma imagem de agressividade gratuita. </p>
<p>Há o receio de que, para o eleitor de centro — a quem a campanha busca aglutinar —, a conduta tenha soado infantil e vazia. Integrantes do comitê admitem que a ordem agora é calibrar o tom, diminuindo a provocação e respondendo mais às dúvidas reais do eleitor sobre economia e dia a dia, sem deixar de bater no PT.</p>
<p>A principal medida pela campanha foi a  ‘suspensão’ de Pablo Marça l, que  ajudou no treinamento para a Band e deu o tom provocativo do primeiro debate .  O ex-coach foi  tirado do núcleo presencial que acompanha o candidato nesta etapa e a preparação para a Globo ficou nas mãos do marqueteiro Duda Lima e, segundo o jornal 'O Globo', do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas  (Republicanos).</p>
<p>A mudança de postura mostra a saia-justa da campanha de Flávio, que precisa parecer moderada na TV aberta ao mesmo tempo em que alimenta a militância na internet. A guinada mais agressiva nas redes e a estratégia no primeiro debate, aliás, foi um movimento para conter a  reação recente da esquerda no ambiente digital e impedir que a campanha de Lula tomasse conta da narrativa na reta final.</p>
<p>“O que o Pablo trouxe foi método. O de entrar no estúdio já sabendo quais 30 segundos vão circular no dia seguinte. Gesto ensaiado, reação ao adversário, posicionamento de câmera: tudo isso é escola Marçal. Nós vivemos isso na campanha de 2024. O debate era o início da produção, não o fim”, explica o consultor político  Wilson Pedroso, que coordenou a campanha de Pablo Marçal em 2024</p>
<h3>A blindagem de Lula</h3>
<p>Do lado do PT, a leitura do desempenho na Band também foi de cautela. Embora pesquisas de grupos focais encomendadas pelo próprio partido tenham indicado uma avaliação um pouco melhor para o presidente do que para o rival,  Lula pareceu travado em vários momentos e acabou caindo no ritmo e nas provocações impostas pelo senador.</p>
<p>Para o debate na Globo, a ordem no QG petista é blindagem total. Lula reservou dias inteiros na agenda para se preparar com um objetivo claro:  não cair nas armadilhas morais do adversário e puxar a conversa de volta para a economia e as ações do governo.</p>
<p>A aposta da campanha é  bater firme em pautas de apelo popular , como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, fim da escala de trabalho 6x1 e as medidas que beneficiam pequenos e médios empreendedores. </p>
<p>O objetivo é falar diretamente com o eleitor que reclamou da falta de propostas no primeiro encontro e mostrar entregas concretas.</p>
<h3>Regras do jogo</h3>
<p>O encontro na Globo será transmitido nesta sexta-feira, 23, às 21h20, na TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay, sob a mediação de César Tralli. O debate terá quatro blocos:</p>
<p>O portal g1 fará a checagem das falas ao vivo no  Fato ou Fake , com apurações mais detalhadas sendo publicadas ao longo da madrugada nos sites de  O Globo ,  Extra ,  Valor Econômico  e na Rádio CBN. </p>
<p>Segundo a emissora, a opção por fazer a verificação fora das transmissões visa evitar interrupções ao mediador na TV.</p>
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        <media:credit role="provider">Renato Pizzutto/Band</media:credit>
        <media:title>lula flavio debate</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Enxurrada de pesquisas eleitorais alimenta reta final da campanha para presidente</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/enxurrada-de-pesquisas-eleitorais-alimenta-reta-final-da-campanha</link>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa eleitoral nem sempre acerta, mas tem poder de influenciar voto. E aí pode estar um trunfo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na reta final das eleições deste ano.</p>
<p>Nesta semana que antecede o segundo turno de votação no Brasil (no domingo, 25), há cerca de 28 pesquisas nacionais de intenção de voto registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). </p>
<p>Entre elas, estão levantamentos de institutos mais renomados, como Quaest e Datafolha, e também de empresas pouco conhecidas (e reconhecidas). Sábado (24) é o prazo final para a divulgação desse tipo de levantamento. </p>
<p>Garimpar esse alto volume de pesquisas, divulgadas em tão poucos dias, seria uma das estratégias dos candidatos para explorar dados que favoreçam seus respectivos discursos – principalmente Lula, que busca dialogar com os indecisos.</p>
<p>Nesse caso, vale recorrer a institutos menos conceituados e tirar proveito da grande quantidade de pesquisas espremidas nos poucos dias que antecedem a votação.</p>
<p>Isso porque essa profusão de dados permite suprir as narrativas de ambos os lados, ajudando-os a encontrar números capazes de atenuar cenários desfavoráveis e reforçar a tese de vitória. </p>
<p>Por um lado, o campo de Flávio Bolsonaro aposta na vantagem do senador, que vem se mantendo na dianteira das pesquisas desde o resultado do primeiro turno.</p>
<p>Por outro, a equipe de Lula concentra forças no “vira-voto”, enfocando a redução da diferença entre os candidatos na preferência dos eleitores. Ou seja, o crescimento de Lula.</p>
<h2>Efeito bandwagon pode definir 2º turno?</h2>
<p>Esse recurso de explorar números favoráveis em pesquisas está ligado a estudos acadêmicos sobre o efeito  bandwagon  — a inclinação de parcela dos eleitores em alinhar seu voto ao candidato apontado como favorito. </p>
<p>Em experimento publicado em 2021 no International Journal of Public Opinion Research, o pesquisador Mike Farjam demonstrou que a liderança nas pesquisas conferiu aos candidatos tidos como favoritos um ganho médio de sete pontos percentuais. </p>
<p>O fenômeno se traduz na atração exercida pela perspectiva de vitória, resumida na máxima popular de não desperdiçar o voto.</p>
<p>Trata-se de um caminho particularmente atraente para Lula, que corre atrás dos votos dos indecisos.</p>
<p>Conforme análise de Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, para o Relatório Reservado, o eleitorado indeciso situa-se entre 3% e 4% do total, sendo composto majoritariamente por mulheres da classe C na região Sudeste, afetadas pelo desgaste da polarização política. </p>
<p>Esse percentual é considerado decisivo para definir a margem de vitória na apuração final.</p>
<p>Diante desse cenário, há indicações de que a equipe de campanha do atual presidente tenha intensificado a contratação de mídia paga nas redes sociais da Meta, durante esta semana. O objetivo seria justamente atingir os eleitores mais influenciáveis pelas pesquisas eleitorais.</p>
<p>A projeção aponta um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões em publicidade no Facebook e no Instagram, em apenas dois dias. </p>
<p> Nesse cenário, o foco estratégico exige alta precisão no direcionamento digital para alcançar com exatidão o eleitorado que permanece indeciso.</p>
<h2>Empurrão positivo para Lula</h2>
<p>Um fato ocorrido hoje fortalece a estratégia da equipe de Lula e pode elevar a régua dos dados explorados pelo candidato nos próximos dias. </p>
<p>A pesquisa Quaest apresentada nesta quarta-feira (21), que está entre as de maior credibilidade do país, mostrou queda de 1% na intenção de votos para Flávio Bolsonaro, diminuindo a distância entre ele e Lula – mesmo que o empate técnico, já apresentado na pesquisa anterior, se mantenha.</p>
<p>O levantamento mostra Flávio com 45% das intenções de voto (ele tinha 46% na pesquisa do dia 14/10) e Lula com 44% (mesmo percentual da semana passada). </p>
<p>Foram entrevistadas 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, de sábado (17) a terça-feira (20). A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no TSE sob o número BR-08535/2026.</p>
<p>Mais expressivos do que esses números, no entanto, são os percentuais referentes à rejeição aos candidatos. </p>
<p>Segundo a Quaest, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%, enquanto o percentual dos que poderiam votar nele oscilou para cima, de 47% para 49%.</p>
<p>Além disso, há mais mais eleitores com medo do retorno da família Bolsonaro ao poder (a partir de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro). </p>
<p>A Quaest desta quarta-feira (21) revelou que 44% temem a eleição de Flávio, enquanto 42% receiam a continuação de Lula como presidente. Na pesquisa divulgada pela Quaest na semana anterior (no dia 14), ambos apareciam empatados, com 43%.</p>
<p>Também acena positivamente para o time de Lula o resultado da pesquisa espontânea, quando não se apresenta aos entrevistados os nomes dos candidatos. Nesse caso, segundo a Quaest, Lula e Flávio aparecem empatados, com 40% das intenções de votos, cada.</p>
<p>Essa mesma categoria da pesquisa revela que dobrou o número de indecisos – alvo principal da campanha de Lula no momento – passando de 7% para 14%. Em outras palavras, quanto mais pesquisas com dados que ajudem a construir narrativas para conquistar esse público, melhor. </p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais</media:credit>
        <media:credit role="provider">GSW Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Comitê ligado à Meta amplia críticas a falhas da empresa nas eleições brasileiras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/comite-criado-pela-meta-amplia-criticas-a-falhas-da-empresa-nas-eleicoes-brasileiras</link>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 14:12:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As suspeitas de interferência das plataformas digitais na eleição presidencial brasileira ganharam um novo capítulo com as críticas de um órgão independente de supervisão da Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp.  Em comunicado divulgado na terça-feira, 20, o  Oversight Board  (Comitê de Supervisão) manifestou preocupação com falhas recorrentes na aplicação das regras destinadas a proteger a integridade eleitoral e cobrou mais transparência da companhia.</p>
<p>O documento foi divulgado cinco dias antes do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo, 25. A manifestação ocorre em meio a questionamentos judiciais sobre possíveis diferenças no tratamento dado às duas candidaturas e a denúncias de restrições à circulação de conteúdos políticos nas redes sociais.</p>
<p>O comitê afirma que as falhas da Meta durante eleições e períodos de tensão política se manifestam de duas formas: pela aplicação excessiva de regras, que pode restringir indevidamente manifestações políticas, e pela fiscalização insuficiente, que permite a circulação de conteúdos capazes de comprometer a integridade eleitoral.</p>
<p>No caso brasileiro,  o grupo apontou especificamente a aplicação excessiva das políticas antifraude às contas de anúncios de Lula. Segundo o comitê, as restrições representam uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas para análise.</p>
<p>A declaração também menciona a suspensão de contas do movimento americano  No Kings , contrário ao presidente Donald Trump, durante manifestações realizadas nos Estados Unidos, perto das eleições legislativas de meio de mandato – que acontecem em novembro. A Meta atribuiu o bloqueio a um erro de seus sistemas de segurança e pediu desculpas.</p>
<p>Ao relacionar os episódios, o grupo afirma que a big tech precisa garantir procedimentos transparentes e consistentes, capazes de proteger a manifestação política, em vez de restringi-la. A entidade, porém, não conclui que tenha havido interferência eleitoral deliberada no Brasil.</p>
<h2>Promessa ainda não cumprida</h2>
<p>No comunicado, o comitê lembrou que,  após as eleições de 2022, já havia recomendado à Meta a criação de indicadores públicos para medir a eficácia das medidas de proteção eleitoral. A cobrança, segundo o  board , ainda não foi atendida adequadamente.</p>
<p>O grupo considera insuficiente a divulgação de números gerais, como a quantidade de anúncios armazenados ou de contas removidas. Defende que a companhia apresente informações que permitam avaliar os resultados de suas ações e identificar falhas.</p>
<p>Em 2025, a Meta anunciou mudanças em suas políticas para permitir maior liberdade de expressão e reduzir erros de moderação. Para o comitê, os acontecimentos recentes demonstram que a promessa ainda não foi cumprida integralmente.</p>
<h2>O que é o Comitê de Supervisão</h2>
<p>Criado com financiamento da Meta, o  Oversight Board  atua de forma independente para examinar decisões de moderação de conteúdo nas plataformas da companhia. É formado por especialistas internacionais em áreas como direito, direitos humanos, tecnologia e liberdade de expressão. Suas decisões em casos específicos de conteúdo são vinculantes para a empresa, dentro das competências do órgão, enquanto suas recomendações mais amplas não têm o mesmo caráter obrigatório.</p>
<p>Entre seus integrantes está o brasileiro Ronaldo Lemos, advogado especializado em tecnologia e políticas públicas, professor de direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e um dos responsáveis pela elaboração do Marco Civil da Internet.</p>
<h2>Meta nega interferência e responde às críticas</h2>
<p>Em resposta às críticas do Comitê,  a Meta afirmou, segundo o Jornal Nacional, na terça-feira, 20, que cada incidente técnico mencionado possui uma explicação documentada. A empresa negou motivação política nos episódios e declarou que cumpre a legislação brasileira, corrige erros quando eles ocorrem e garante condições igualitárias aos usuários.</p>
<p>Em comunicado publicado na sexta-feira, 16, a companhia afirmou que a suspensão temporária de uma conta de anúncios de Lula, em 23 de setembro, ocorreu por engano, depois que um anúncio foi identificado como possível tentativa de se passar por um programa social do governo.</p>
<h2>Restrições a Lula e denúncias de favorecimento a Flávio</h2>
<p>A controvérsia ganhou força depois que a campanha de Lula relatou dificuldades para impulsionar publicações no Instagram e questionou o funcionamento das ferramentas de recomendação e inteligência artificial da Meta.</p>
<p>O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconheceu, em análise preliminar, a existência de uma falha no funcionamento da ferramenta de inteligência artificial, mas ressaltou que não havia elementos para afirmar que o problema tivesse sido deliberado ou sistemático.</p>
<h2>Pesquisas apontam problemas na fiscalização da Meta</h2>
<p>Levantamentos de organizações independentes também identificaram problemas na moderação de conteúdos e na circulação de anúncios políticos. O NetLab, laboratório de estudos sobre internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou 1.613 anúncios político-eleitorais impulsionados nas plataformas da Meta a partir do exterior, entre julho e setembro de 2026.</p>
<p>Segundo o  levantamento do NetLab , os anúncios foram publicados por páginas localizadas principalmente nos Estados Unidos, mas também na Itália, no México, em Bangladesh e na Colômbia. Os pagamentos foram feitos em moedas estrangeiras, sobretudo em dólares, contrariando as regras brasileiras de propaganda eleitoral.</p>
<p>O laboratório constatou que parte dos anúncios circulou inicialmente sem identificação adequada de conteúdo político e só foi classificada dessa maneira depois de alcançar usuários. Os pesquisadores apontam falhas nos mecanismos de fiscalização da Meta e riscos de interferência estrangeira na disputa eleitoral.</p>
<p>Em entrevista ao britânico  The Guardian , nesta quarta-feira, 21,  a coordenadora-geral do NetLab, Débora Salles, afirmou que os resultados revelam dificuldades da empresa para cumprir a legislação eleitoral brasileira.  Segundo ela, os pesquisadores não identificaram favorecimento político a nenhuma das candidaturas.</p>
<p>O jornal também informou que o laboratório identificou anúncios pagos que se passavam por comunicados da Justiça Eleitoral e divulgavam informações falsas para estimular a abstenção. Uma das mensagens dizia que, em caso de chuva, os eleitores poderiam votar pela internet, possibilidade que não existe no Brasil.</p>
<p>Outro levantamento, realizado pela CTRL+Z, organização brasileira da sociedade civil que atua contra abusos das grandes empresas de tecnologia, reuniu 1.121 relatos de usuários sobre perda ou redução de alcance, dificuldades para republicar conteúdos e bloqueios de contas. Os registros envolvem principalmente perfis de esquerda.</p>
<p>A Meta contestou o relatório, afirmando que ele reúne relatos e percepções dos usuários, e não comprova que as restrições tenham ocorrido por motivações políticas.</p>
<p>As denúncias reunidas pela CTRL+Z também deram origem a uma representação apresentada ao Ministério Público Federal (MPF), com apoio de organizações de direitos humanos. O caso passou a ser analisado pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que solicitou esclarecimentos sobre os critérios de moderação e os mecanismos de revisão de bloqueios.</p>
<h2>TSE exige tratamento igualitário às campanhas</h2>
<p>As acusações levaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a determinar que a Meta comprovasse a aplicação de critérios iguais às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Bellizze exigiu informações sobre o funcionamento dos sistemas de recomendação, as restrições à distribuição de conteúdos políticos, a veiculação de anúncios e o uso de ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p>A decisão proíbe a empresa de reduzir injustificadamente a distribuição de publicações políticas, excluir conteúdos dos sistemas de recomendação, restringir sua visibilidade em buscas ou alterar métricas sem justificativa.</p>
<p>Diante da avaliação de que as primeiras explicações eram insuficientes, Bellizze voltou a cobrar comprovações e advertiu sobre a possibilidade de elevar a multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.  A Meta apresentou ao tribunal dados de uma auditoria sobre 1.204 publicações sinalizadas pelo uso de inteligência artificial durante o período eleitoral . Segundo a empresa, 720 tiveram a veiculação suspensa ou os rótulos ajustados.</p>
<p>A big tech informou ainda ter estabelecido um procedimento de revisão humana, com prazo de até duas horas, para analisar restrições automáticas às contas de anúncios das campanhas presidenciais. A medida deve vigorar até domingo, 25, dia da votação.</p>
<p>Na manifestação, a Meta, que negou favorecimento político, pediu o cancelamento das multas. A empresa alegou limitações técnicas para separar recomendações de publicações feitas em colaboração entre diferentes perfis no Instagram.</p>
<p>A controvérsia provocou eleitores de Lula. Na segunda-feira, 19, c entenas de pessoas protestaram nas cercanias da sede da Meta, em São Paulo. Com o slogan "Meta, não se meta", os manifestantes criticaram restrições à circulação de conteúdos políticos e cobraram neutralidade das plataformas na disputa presidencial.</p>
<p>Na noite de terça-feira, 20, representantes da Meta e das duas campanhas participaram de uma reunião com Bellizze, em Brasília, solicitada pela empresa para apresentar as medidas adotadas. O TSE confirmou o encontro e reiterou que o objetivo é assegurar transparência e igualdade entre os candidatos.</p>
<h2>Ministério Público Eleitoral terá de se manifestar</h2>
<p>Nesta quarta-feira, 21, o caso teve mais um desdobramento.  Bellizze concedeu prazo de 24 horas para que o Ministério Público Eleitoral se manifeste sobre as alegações da Meta de que cumpre as determinações destinadas a assegurar tratamento igualitário às candidaturas.</p>
<p>A decisão mantém sob análise judicial as medidas anunciadas pela empresa. Até o momento, não há conclusão definitiva do TSE de que tenha ocorrido favorecimento deliberado de uma das campanhas.</p>
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        <media:title>protesto-meta</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Em resposta ao TSE, Meta nega privilégio a Flávio, cita auditoria e pede fim de multas</title>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 15:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  Meta enviou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para negar que tenha favorecido a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL)  em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento encaminhado ao relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, a  empresa pediu o cancelamento de multas  e apresentou dados sobre a moderação de conteúdos e o uso de inteligência artificial nas redes.</p>
<p>Segundo a empresa, uma auditoria analisou 1.204 publicações sinalizadas pelo uso de inteligência artificial durante o período eleitoral, das quais 720 foram suspensas ou tiveram os rótulos ajustados. A  plataforma também informou ter criado um fluxo de revisão humana, com tempo de resposta de até duas horas, para avaliar bloqueios automáticos em contas de anúncios presidenciais.</p>
<p>A manifestação ocorreu após o ministro Bellizze dar prazo de  24 horas para a Meta comprovar tratamento igualitário às duas campanhas , sob pena de a multa diária subir de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. O relator havia considerado insuficientes as explicações anteriores, afirmando que a empresa fixou prazos por conta própria e enviou documentos sem contexto. O TSE ainda não confirmou a homologação das medidas nem o cancelamento das multas.</p>
<h2>Os nós da disputa no TSE</h2>
<p>A disputa no tribunal começou após a campanha de Lula acusar a empresa de restringir o alcance de suas publicações e favorecer recomendações a Flávio Bolsonaro. Mensagens internas da Meta obtidas pela Folha mostraram que a  conta do presidente ficou impedida de impulsionar postagens no Instagram por quase 24 horas no dia 9 de outubro.  A equipe de Lula estima que 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver os anúncios. A Meta alegou falha técnica.</p>
<p>A apuração também indicou diferenças no funcionamento das ferramentas:</p>
<p>Em 16 de outubro, a campanha de Flávio Bolsonaro também acionou o TSE. A equipe do senador acusou a Meta de permitir anúncios pejorativos contra sua candidatura e pediu para entrar na ação como terceira interessada. A Meta respondeu que atua de forma neutra e que as acusações das duas campanhas não têm fundamento. Folha de S.Paulo</p>
<h2>Limitações técnicas e pedido de cassação</h2>
<p>Na petição entregue ao TSE, a Meta citou limitações operacionais e declarou que não consegue separar a recomendação algorítmica de publicações feitas no formato colaborativo (Collabs) entre um candidato e um coautor.</p>
<p>Na visão de especialistas, os algoritmos das redes são configurados para priorizar conteúdos com alto engajamento, o que favorece postagens de apelo emocional.</p>
<p>“Esses sistemas dependem de inúmeras variáveis relacionadas à capacidade de manter a característica 'social' desses serviços, somada às adaptações constantes dos modelos de negócio”, afirmou ao UOL Tatiana Dourado, pesquisadora da PUC-Rio e diretora do Instituto Democracia em Xeque.</p>
<p>Também ao UOL,  Bruno Mattos, coordenador de projetos do NetLab da UFRJ, afirmou que a ausência de acesso a dados detalhados impede determinar se as variações de alcance foram provocadas por falhas técnicas ou pelo funcionamento padrão dos algoritmos.</p>
<p>Além do processo sobre a distribuição de conteúdo, a campanha de Lula entrou com uma ação eleitoral pedindo a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. O pedido aguarda análise do plenário do TSE.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>“Até seu pai”: vídeo de Lula sobre Jair Bolsonaro viraliza após debate; entenda a frase e o voto nos presídios</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ate-seu-pai-lula-flavio-bolsonaro-video-viral-voto-presidios</link>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Bastaram três palavras para transformar uma troca de provocações entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um dos momentos de maior repercussão do debate presidencial realizado pela Band no domingo (18). A frase “Até seu pai”, dita pelo presidente em referência a Jair Bolsonaro, viralizou nas redes sociais e alcançou mais de 4,1 milhões de curtidas em apenas seis publicações monitoradas no TikTok e no Facebook.</p>
<p>O levantamento foi realizado pela  Impactum Insights, empresa parceira do GSW Brasil , e identificou, também, mais de 142 mil comentários nessas publicações. O vídeo mais popular, publicado no TikTok, ultrapassou, sozinho, 2,3 milhões de curtidas.</p>
<p>A repercussão foi além das fronteiras brasileiras. Perfis de notícias no Brasil e no exterior publicaram diferentes versões do corte, ampliando a circulação internacional de uma das provocações mais comentadas do primeiro debate entre os dois candidatos no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.</p>
<p>A discussão começou quando Flávio Bolsonaro afirmou que 73% dos presos teriam votado em Lula no primeiro turno. O presidente rebateu dizendo que gostaria de receber o voto de todos, inclusive de Jair Bolsonaro, pai do adversário, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>A resposta provocou reações imediatas e rapidamente ganhou versões com legendas, montagens e memes, transformando uma frase de poucos segundos em conteúdo de grande circulação nas redes.</p>
<h3>Repercussão favorável </h3>
<p>A reação à frase também apareceu nos comentários. Segundo levantamento da Vox Radar,  82% das manifestações que mencionaram a provocação foram positivas para Lula.</p>
<p>A análise examinou 5,07 milhões de comentários em 2.146 publicações do Instagram relacionadas ao debate, entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira (19). Esses números correspondem ao universo geral monitorado, e não exclusivamente às publicações sobre a frase.</p>
<p>O episódio também se destacou no levantamento mais amplo da Impactum Insights sobre a repercussão do debate. Lula registrou 53% de manifestações positivas e 33% negativas, mantendo um saldo favorável de 20 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro teve 37% positivas e 47% negativas.</p>
<p>Embora o presidente tenha apresentado desempenho superior ao do adversário no ambiente digital, ambos registraram uma deterioração dos indicadores em comparação com um monitoramento da Impactum Insights realizado na manhã do dia 18 de outubro. Lula perdeu cinco pontos percentuais de manifestações positivas, enquanto Flávio recuou quatro.</p>
<p>O levantamento, que leva em conta as interações digitais até a data de ontem, dia 19, analisou publicações e comentários em sete plataformas: TikTok, Facebook, Instagram, X, YouTube, LinkedIn e Bluesky. Lula apresentou saldo favorável em cinco delas. Flávio não registrou saldo positivo em nenhuma.</p>
<h3>Desafio para abertura de sigilo</h3>
<p>A provocação envolvendo Jair Bolsonaro não foi o único episódio do debate a ganhar destaque nas redes sociais.</p>
<p>Outro momento de forte repercussão foi o desafio feito por Lula para que os dois candidatos abrissem seus sigilos bancários e telefônicos, em meio à troca de acusações sobre corrupção.</p>
<p>A discussão ganhou força com a hashtag #AbreOSigiloFlavio e continuou depois do debate, quando Lula voltou a abordar o assunto em entrevista ao SBT.</p>
<p>Um vídeo da campanha petista sobre o episódio alcançou 10,2 milhões de visualizações, segundo levantamento da Ativaweb DataLab.</p>
<p>A repercussão negativa para Flávio também envolveu críticas a sua conduta durante o debate, especialmente aos gestos e provocações feitos enquanto Lula falava.</p>
<p>Por outro lado, apoiadores do senador destacaram sua atuação no confronto e divulgaram vídeos em que o apresentavam como vencedor. Uma publicação do PL Nacional no TikTok alcançou mais de 800 mil curtidas, segundo a Impactum Insights.</p>
<p>Lula também enfrentou críticas, principalmente após uma declaração equivocada nas considerações finais, quando disse que o Brasil iria “acabar”, em uma fala explorada por adversários nas redes sociais.</p>
<h3>Votação nos presídios </h3>
<p>A discussão que deu origem à frase “Até seu pai” também levantou uma questão sobre as eleições brasileiras: quem pode votar dentro dos presídios e qual foi o resultado efetivo dessa votação no primeiro turno?</p>
<p>O percentual citado por Flávio Bolsonaro durante o debate se aproxima dos resultados registrados nas seções eleitorais instaladas em estabelecimentos prisionais e unidades socioeducativas. Mas isso não significa que 73% de toda a população carcerária brasileira tenha votado em Lula.</p>
<p>Segundo levantamento do Poder360, elaborado com base nos boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 8.118 votos, equivalentes a 72,55% dos votos válidos, nas 243 seções eleitorais destinadas a presos provisórios e eleitores de unidades socioeducativas.</p>
<p>Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 2.605 votos, ou 23,28%. Ao todo, foram contabilizados 11.190 votos válidos nessas seções.</p>
<p>A legislação brasileira não permite que pessoas condenadas criminalmente por decisão definitiva, sem possibilidade de recurso, votem enquanto durarem os efeitos da condenação. A suspensão dos direitos políticos se aplica independentemente de o condenado estar em um presídio, em prisão domiciliar ou cumprindo pena em liberdade.</p>
<p>Já os presos provisórios, que ainda não receberam condenação definitiva, mantêm o direito ao voto, desde que estejam com a situação eleitoral regularizada.</p>
<p>Adolescentes a partir dos 16 anos que cumprem medidas socioeducativas de internação também podem votar. Para jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo.</p>
<p>A votação é organizada pela Justiça Eleitoral em seções especiais instaladas nos estabelecimentos prisionais e nas unidades socioeducativas. Esses locais também podem receber votos de servidores e outros profissionais autorizados a votar nessas seções.</p>
<p>Por isso, os resultados registrados nesses estabelecimentos não representam exclusivamente o comportamento eleitoral dos presos provisórios, muito menos o conjunto da população carcerária brasileira.</p>
<p>Uma alteração legislativa aprovada em março de 2026 estabeleceu novas restrições ao voto de pessoas presas, inclusive provisoriamente. O TSE, porém, decidiu que a mudança não poderia ser aplicada às eleições deste ano, em razão do princípio constitucional da anualidade eleitoral.</p>
<p>Assim, os presos provisórios habilitados mantiveram o direito de votar no primeiro turno e poderão participar novamente do segundo.</p>
<h3>Viralização não significa mais votos</h3>
<p>O sucesso do corte “Até seu pai” ocorre em meio a uma mudança na estratégia digital da campanha de Lula para o segundo turno, com maior mobilização de apoiadores e distribuição de conteúdos nas redes sociais. </p>
<p>Uma das figuras centrais dessa reorganização é o deputado federal André Janones (Rede-MG), que lidera o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com cerca de 4,2 milhões de participantes, segundo reportagem do GSW Brasil.</p>
<p>A estratégia busca transformar apoiadores em multiplicadores de mensagens, vídeos e campanhas de engajamento, ampliando a circulação de conteúdos para além dos perfis oficiais. Entre as iniciativas está a mobilização para incentivar eleitores de Lula a publicar fotografias usando verde e amarelo, em uma tentativa de disputar símbolos nacionais frequentemente associados ao bolsonarismo.</p>
<p>Embora a viralização de “Até seu pai” esteja alinhada a essa nova dinâmica de comunicação, não há evidências de que a circulação específica do vídeo tenha sido coordenada por Janones. O episódio mostra como uma frase curta, facilmente reproduzida e compartilhada, pode alcançar milhões de interações em diferentes plataformas.</p>
<p>Mas, o sucesso nas redes não significa necessariamente mais votos. Curtidas, comentários e manifestações positivas medem repercussão digital, não intenção de voto. A poucos dias do segundo turno, ainda é incerto se esse engajamento terá impacto concreto na decisão dos eleitores.</p>
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        <media:title>Debate ente Lula e Flávio Bolsonaro</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Debate expõe distância entre polarização e eleitores indecisos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/primeiro-debate-entre-lula-e-flavio-expoe-distancia-entre-polarizacao-e-eleitores-indecisos</link>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 16:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) , realizado pela Band na noite de domingo, 18, terminou sem sinais claros de que um dos candidatos tenha conseguido  conquistar os eleitores indecisos . </p>
<p>As avaliações qualitativas apontaram  insatisfação com o tom do confronto e críticas aos dois presidenciáveis , enquanto pesquisas divulgadas nesta segunda-feira, 19, mantêm a disputa apertada a seis dias da votação definitiva.</p>
<p>Em levantamento BTG/Nexus, Flávio registrou com 50,3% das intenções de votos válidos, ante 49,7% de Lula. A AtlasIntel/Bloomberg registrou 51,1% a 48,9% a favor do “Zero Um”, enquanto o PoderData mostrou um cenário de 52% a 48%. Vale lembrar que as entrevistas foram realizadas antes ou durante o debate e não permitem medir o efeito do confronto sobre as intenções de voto.</p>
<h2>Indecisos mais distantes</h2>
<p>Uma pesquisa qualitativa encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo ao instituto Travessia de pesquisas. Entre 12 eleitores que acompanharam o debate em São Paulo, divididos entre apoiadores de Lula, de Flávio e indecisos, houve  críticas ao excesso de ataques e à falta de discussão sobre propostas .</p>
<p>“O primeiro bloco, sobretudo, teve uma carga emocional muito pesada, o que prejudicou as avaliações ao longo do debate.  O tom do confronto baixou as expectativas em relação aos candidatos e deixou os eleitores desanimados quanto às perspectivas para o futuro . Lula pareceu repetitivo e um tanto demagogo, enquanto Flávio soou vazio e agressivo demais”, comentou Renato Dorgan, presidente do instituto, em entrevista à emissora Times Brasil.</p>
<p>O resultado entre os indecisos foi limitado. Uma das quatro pessoas desse grupo passou a preferir o petista, citando a falta de propostas de seu oponente e dúvidas sobre sua capacidade de governar.  As outras três continuaram considerando votar em branco ou anular o voto , embora duas tenham indicado que, se escolhessem um candidato, tenderiam a votar no representante do bolsonarismo.</p>
<p>A avaliação se aproxima da análise de Thomas Traumann, ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) do governo Dilma Rousseff (PT), ao jornal O Globo, para quem o confronto representou uma “ derrota para os eleitores indecisos ”. Segundo Trumann, Flávio adotou uma estratégia de provocar o presidente sem se comprometer com respostas detalhadas para “irritar o adversário”.</p>
<p>Traumann também apontou falhas na atuação de  Lula, que teria demonstrado mais nervosismo do que o adversário e deixado de explorar oportunidades para pressioná-lo . Na mesma linha, Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics, avaliou que Flávio é um “candidato digital”, que foi bem preparado para “não responder nada e explorar o passivo da relação entre o PT e a corrupção”, enquanto incumbente “não conseguiu encontrar um espaço de pressão”.</p>
<p>Mauricio Moura, economista e fundador do Instituto Ideia, disse à TV Cultura que a troca de provocações sem discussão de propostas fez eleitores indecisos “se desconectarem” do debate. “Na minha experiência, essa postura desengaja.  Se você imagina que, com esse tipo de atitude, fará quem não apareceu no primeiro turno decidir votar no segundo, é uma expectativa muito alta; pelo contrário, as pessoas ficam desmotivadas ”, avaliou.</p>
<p>Uma segunda pesquisa qualitativa, encomendada pela campanha do PT e divulgada pelo Poder360, identificou uma  avaliação mais favorável ao presidente em cinco grupos focais com eleitores que votaram nele em 2022, mas não o escolheram no primeiro turno de 2026 . Flávio foi descrito por participantes como “despreparado”, “agressivo” e “infantil”, mas a maioria continuou em dúvida e manifestou desejo de mudança.</p>
<p>O levantamento também indicou que os participantes preferiram os momentos em que os candidatos discutiram temas concretos, como custo de vida, saúde, fim da escala 6x1 e privatizações. A  predominância de ataques, por outro lado, dificultou a comparação entre as propostas . Como os grupos focais têm caráter qualitativo e não representam estatisticamente o eleitorado, os resultados identificam percepções, mas não permitem estimar quantos votos cada candidato ganhou ou perdeu.</p>
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        <media:credit role="photographer">MARINA UEZIMA</media:credit>
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        <media:title>Lula e Flavio Bolsonaro participam de debate presidencial </media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>TSE ameaça multar Meta em R$ 1 milhão por dia; entenda o caso</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/tse-ameaca-multar-meta-em-r-1-milhao-por-dia-entenda-o-caso</link>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 15:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu um novo prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove que está cumprindo integralmente as determinações judiciais destinadas a garantir tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A ordem, expedida na noite de domingo (18), prevê a elevação da multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso a empresa não apresente as comprovações exigidas.</p>
<p>A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze representa uma nova etapa do confronto entre a Justiça Eleitoral e a gigante de tecnologia, a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Nas últimas semanas, a Meta foi alvo de questionamentos sobre o funcionamento de seus algoritmos, a distribuição de publicações políticas, as regras de publicidade eleitoral e o tratamento dado aos candidatos por ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p>Na nova determinação, Bellizze cobra explicações mais claras e documentação que permita verificar se as medidas ordenadas pelo tribunal foram efetivamente implementadas. A empresa também deverá apresentar relatórios em português, com horários ajustados ao fuso de Brasília e distinção entre providências adotadas por iniciativa própria e aquelas decorrentes de decisões judiciais.</p>
<p>O ministro também esclareceu que publicações feitas em colaboração com outros perfis não podem sofrer restrições de distribuição a partir das contas dos coautores apenas por estarem associadas a um perfil oficial de candidato. A determinação amplia o alcance das medidas destinadas a impedir diferenças injustificadas na circulação de conteúdos eleitorais.</p>
<p>A multa de R$ 1 milhão, entretanto, ainda é condicional. A nova ordem prevê a elevação do valor caso a Meta não comprove o cumprimento integral das obrigações dentro do prazo estabelecido. O documento judicial não representa uma conclusão definitiva de que a empresa tenha favorecido deliberadamente qualquer candidato.</p>
<h2>Restrições e falhas técnicas</h2>
<p>O conflito ganhou força em outubro, quando a campanha de Lula levou ao TSE denúncias de que conteúdos favoráveis ao presidente estariam enfrentando restrições de alcance e dificuldades de impulsionamento nas plataformas da Meta.</p>
<p>Em 10 de outubro, Bellizze determinou que a empresa prestasse esclarecimentos sobre possíveis diferenças na distribuição de publicações políticas. A decisão incluiu questionamentos sobre o funcionamento dos sistemas de recomendação e sobre restrições que poderiam afetar a visibilidade dos conteúdos.</p>
<p>A Meta negou qualquer favorecimento político e atribuiu parte dos problemas a uma falha técnica global registrada em 7 de outubro, que teria afetado a contagem de visualizações de vídeos publicados no formato Reels em mais de cem países. Segundo a empresa, o incidente não alterou a distribuição efetiva das publicações.</p>
<p>Outro episódio envolveu o bloqueio temporário da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro. A Meta reconheceu posteriormente que a desativação, que durou pouco mais de uma hora, ocorreu por erro de seus mecanismos de prevenção a fraudes.</p>
<p>As explicações, no entanto, não encerraram os questionamentos da Justiça Eleitoral. Segundo a Folha de S.Paulo, mensagens internas da empresa indicaram que problemas relacionados à conta do presidente teriam persistido por mais tempo do que o inicialmente informado.</p>
<h2>Inteligência artificial</h2>
<p>A atuação das ferramentas de inteligência artificial da Meta se tornou outro ponto central da disputa.</p>
<p>A campanha petista apresentou testes segundo os quais a Meta AI impedia a geração de determinadas imagens relacionadas a Lula, mas permitia a criação de conteúdos semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Diante das diferenças identificadas, Bellizze determinou medidas para assegurar tratamento igualitário entre os candidatos. O ministro reconheceu indícios de falha no funcionamento da ferramenta, mas destacou que os elementos apresentados não eram suficientes para concluir que a diferença de tratamento tivesse sido deliberada ou sistemática.</p>
<p>A Meta informou que passou a restringir temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens relacionadas a eles, incluindo comandos que utilizassem apenas seus primeiros nomes ou números eleitorais.</p>
<p>O caso levou o TSE a ampliar sua atenção sobre os sistemas automatizados das plataformas, especialmente quando seu funcionamento pode afetar a visibilidade de candidatos durante o período eleitoral.</p>
<h2>Tratamento igualitário</h2>
<p>Na sexta-feira (16), o plenário do TSE confirmou por unanimidade a decisão de Bellizze que obriga a Meta a assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais até o encerramento do segundo turno.</p>
<p>A determinação proíbe medidas discriminatórias de redução de alcance, exclusão de recomendações e restrições de busca relacionadas a conteúdos eleitorais. Também estabelece obrigações sobre impulsionamento de publicações, revisão de restrições e publicidade política financiada por fontes estrangeiras.</p>
<p>A decisão previa multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.</p>
<p>A nova cobrança feita no domingo (18) surgiu após o tribunal considerar insuficientes as informações apresentadas pela empresa e questionar sua tentativa de ampliar unilateralmente prazos estabelecidos pela Justiça.</p>
<p>Bellizze também exigiu relatórios individualizados sobre anúncios políticos e determinou que os mecanismos de permissão utilizados pela Meta contemplem partidos políticos, federações e coligações.</p>
<h2>WhatsApp sob fiscalização</h2>
<p>As medidas de fiscalização eleitoral envolvendo a Meta não se limitaram ao Facebook e ao Instagram.</p>
<p>Em outro procedimento, o TSE examinou a utilização dos canais de WhatsApp para divulgação de conteúdos políticos e a necessidade de preservar informações que possam ser utilizadas em investigações eleitorais.</p>
<p>O ministro Kassio Nunes Marques determinou providências relacionadas à preservação de metadados de publicações de canais utilizados em campanhas e envolvidos em ações judiciais.</p>
<p>A Meta informou que as publicações desses canais não utilizam criptografia de ponta a ponta e se comprometeu a preservar e fornecer os dados abrangidos pelas determinações judiciais.</p>
<p>A medida não significa autorização generalizada para acessar conversas privadas dos usuários, mas estabelece obrigações específicas de preservação de informações relevantes para processos eleitorais.</p>
<h2>Pressão na reta final</h2>
<p>A fiscalização sobre a Meta também ganhou repercussão fora do TSE. Em 17 de outubro, o Ministério da Justiça encaminhou informações ao Ministério Público Federal (MPF) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), questionando bloqueios de contas, remoções de publicações e restrições de alcance sem justificativas suficientemente transparentes.</p>
<p>O encaminhamento abriu a possibilidade de novas apurações sobre os mecanismos de moderação e o funcionamento de sistemas automatizados, em procedimentos distintos das ações eleitorais.</p>
<p>Apesar das denúncias e das sucessivas decisões judiciais, não houve até agora uma conclusão definitiva do TSE de que a Meta tenha atuado intencionalmente para beneficiar Lula ou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>A empresa nega interferência política e sustenta que seus mecanismos de moderação e recomendação seguem critérios técnicos aplicáveis aos diferentes candidatos.</p>
<p>A questão imediata para a Justiça Eleitoral é verificar se as determinações estão sendo cumpridas e se os mecanismos de distribuição, publicidade e inteligência artificial das plataformas oferecem condições equivalentes às duas campanhas nos últimos dias antes da votação.</p>
<p>Procurada, a Meta não se pronunciou a respeito da determinação do TSE até a publicação da reportagem. Assim que a empresa se manifestar, esse texto será atualizado.</p>
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        <media:title>Meta</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Ataques e poucas propostas em confronto na Band são destaque no exterior</title>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 14:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Confronto caótico, deslocamentos invasivos, provocações calculadas para as redes sociais e dificuldades para conquistar o eleitor indeciso. Essas foram algumas das avaliações da imprensa internacional sobre o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo, 18, a uma semana do segundo turno da eleição presidencial brasileira.</p>
<p>A repercussão foi além das críticas ao tom agressivo. Jornais espanhóis analisaram as estratégias de comunicação dos candidatos e apontaram diferenças entre o desempenho televisivo e a capacidade de responder às perguntas. A BBC ouviu especialistas que alertaram para o possível impacto do confronto sobre a abstenção eleitoral, enquanto a imprensa argentina deu atenção às referências ao governo de Javier Milei.</p>
<p>Veja o que alguns veículos internacionais noticiaram:</p>
<h2>BBC: debate pode afastar eleitores das urnas</h2>
<p>O risco de aumento da abstenção eleitoral foi um dos aspectos abordados pela  BBC News , em reportagem de Vanessa Buschschlüter e Mariana Schreiber. A emissora ouviu três analistas que apresentaram interpretações diferentes sobre o desempenho dos candidatos.</p>
<p>Yuri Sanches, da AtlasIntel, avaliou que o debate não apresentou discussão de políticas públicas nem argumentos racionais. Para ele, os eleitores independentes, que ora rejeitam Bolsonaro, ora o PT, terminaram o encontro com uma impressão muito negativa.</p>
<p>Lucas Aragão, da Arko Advice, considerou que Flávio se mostrou mais tranquilo e conseguiu irritar Lula. Já Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, avaliou que o presidente marcou um ponto ao propor que ambos abrissem seus registros financeiros e telefônicos, assim como os de seus familiares, para análise da Justiça.</p>
<p>O formato do programa também recebeu críticas. Houve momentos caóticos, com os candidatos circulando pelo estúdio enquanto o adversário falava.</p>
<h2>El País: Flávio provocou, mas Lula complicou suas respostas</h2>
<p>Mensagens simples e diretas deram vantagem a Flávio Bolsonaro na disputa pela atenção do público, segundo a análise do espanhol  El País , assinada por Joan Royo Gual e María Martín.</p>
<p>O jornal descreveu Lula como tecnocrático e Flávio como provocador. O senador tomou a iniciativa desde o início, procurando desestabilizar o presidente, que demorou a reagir. Posteriormente, Lula conseguiu direcionar parte da discussão para a economia e para as relações da família Bolsonaro com Donald Trump.</p>
<p>Na avaliação do El País, o presidente desperdiçou oportunidades ao recorrer a explicações complexas, enquanto o adversário apostou em frases de efeito. A reportagem também apontou que Flávio deixou sem resposta perguntas sobre corrupção, direitos trabalhistas e suas relações com os Estados Unidos.</p>
<h2>Alemanha: espetáculo televisivo substituiu discussão de propostas</h2>
<p>A preocupação dos candidatos em produzir cenas para as redes sociais chamou atenção do alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ). Na análise do jornal alemão, alguns momentos do debate se assemelharam a espetáculos de luta encenada.</p>
<p>Na avaliação do diário, as provocações e os gestos destinados a circular em vídeos curtos ganharam espaço em detrimento das respostas sobre como os candidatos pretendem governar o Brasil. O FAZ também observou que Flávio evitou responder diretamente a diversas perguntas feitas por Lula.</p>
<h2>Le Monde: polarização e acusações dominaram confronto</h2>
<p>Insegurança, custo de vida e gastos sociais foram os principais temas explorados por Flávio Bolsonaro em seus ataques ao governo, observou o francês Le Monde.</p>
<p>Na cobertura, o jornal também abordou a estratégia de Lula de associar o adversário às políticas de austeridade do presidente argentino Javier Milei. O Le Monde destacou que Flávio não respondeu diretamente se adotaria medidas semelhantes no Brasil.</p>
<h2>La Nación: Milei entrou no centro da disputa brasileira</h2>
<p>O presidente argentino acabou se tornando um dos personagens do confronto brasileiro. Essa foi uma das principais observações do  La Nación .</p>
<p>Lula questionou se Flávio pretendia reproduzir no Brasil o modelo econômico argentino, marcado por cortes de gastos públicos. O senador evitou responder diretamente e afirmou que promoveria cortes na corrupção.</p>
<p>A reportagem também examinou o embate sobre a saúde pública. Segundo o jornal, Lula conseguiu equilibrar a disputa no segundo bloco, ao questionar Flávio sobre a condução da pandemia de covid no governo de Jair Bolsonaro. O senador reconheceu que a saúde não havia sido a área de melhor desempenho da gestão do pai.</p>
<p>Na avaliação do La Nación, o debate produziu material para as redes sociais dos dois candidatos, mas não houve erro decisivo capaz de alterar significativamente a disputa eleitoral.</p>
<h2>Clarín: perguntas evitadas e embate sobre relações com os EUA</h2>
<p>As relações da família Bolsonaro com os Estados Unidos estiveram entre os assuntos acompanhados pelo argentino  Clarín , que fez a cobertura do debate em tempo real.</p>
<p>Lula acusou a família Bolsonaro de estar subordinada aos interesses norte-americanos e de ter contribuído para pressionar o Brasil por meio das tarifas comerciais impostas por Washington. Flávio negou a acusação.</p>
<p>O jornal também registrou perguntas que o senador não respondeu, entre elas as relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ao irmão Eduardo Bolsonaro e ao voto contrário à ampliação da licença-maternidade das funcionárias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 2009, quando ele era 2009.</p>
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        <media:credit role="provider">Crédito: Renato Pizzutto/Band</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Meta bloqueia conteúdos políticos pró-Lula e contra Flávio acusando terrorismo e nudez</title>
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      <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 09:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Por Marcelo Oliveira</p>
<p>Imagine de uma noite para a outra você ficar sem o seu WhatsApp, Instagram e sem seu número de telefone? Foi o que aconteceu com a arquiteta e urbanista Carolina Martins, 43 anos, moradora de Brasília. Ela coordena uma comunidade no WhatsApp de mobilização para “virar voto” em prol da candidatura de Lula. A comunidade tem um grupo de bate-papo e ambos foram suspensos pela Meta (dona do WhatsApp, Instagram e Facebook) sob a alegação de “atividade relacionada a organizações terroristas”. </p>
<p>A suspensão ocorreu no último dia 8 de outubro e o grupo ficou paralisado por pelo menos três dias. Martins adoeceu. Teve uma crise de fibromialgia e ficou acamada boa parte do tempo. Até agora ela conta que está sem seu número, que foi bloqueado, e só está conseguindo voltar aos aplicativos e à gestão do grupo pois adquiriu outro chip de telefone. </p>
<p>“Eu tenho fibromialgia, então assim, fiquei tão estressada, sem andar. Para além das outras coisas, dos atentados à soberania, nossa liberdade de reunião e de expressão, teve toda essa parte da minha saúde emocional”, contou a arquiteta à Agência Pùblica. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as84B9ZZoLeOrX4CU.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>Martins já está com o Instagram ativo novamente e com a comunidade, que tem agora 895 participantes. Antes do bloqueio, a comunidade tinha atingido o limite de mil membros. Por intermédio de uma amiga ela conseguiu contato com a Meta e apurou que o bloqueio teria se dado por uma suposta “falha de tradução” de um monitoramento da comunidade que apontou “disruptive behaviour” (comportamento perturbador), o que teria sido interpretado como terrorismo. </p>
<h2>Meta bloqueia vídeo crítico a Flávio por “nudez infantil” </h2>
<p>Já o professor e artesão Karl Hadzic Júnior, 47 anos, morador de São Paulo, republicou em sua timeline o vídeo viral “como mãe de menina, meu voto jamais será dessa família”, postado originalmente pela professora paraense Vanessa Silva, no dia 7 de outubro, e que teve quase 45 mil compartilhamentos e 115 mil curtidas. O vídeo foi bloqueado pela Meta também no dia 8 de outubro, sob a acusação de ter ferido padrões de comunidade sobre nudez infantil. </p>
<p>O vídeo começa com uma foto de Silva abraçada com a filha, sem expor nenhuma região sensível da garota. A publicação utiliza um vídeo de Flávio Bolsonaro que ficou conhecido em 2023 no qual ele aparece sem camisa, supostamente imitando o irmão Jair Renan, dizendo: “sou filho do presidente, quer me dar?”. </p>
<p>O vídeo de Silva segue no ar, mas foi sinalizado com um filtro do Instagram que aparece antes da reprodução, informando sobre “conteúdo sensível”. A professora contou à Pública que várias pessoas que publicaram o vídeo nos stories disseram a ela que a publicação foi suspensa ou até mesmo tiveram as contas bloqueadas. </p>
<p>A Pública procurou a Meta para ouvir a companhia sobre casos relatados nessa reportagem, mas não houve resposta.</p>
<h2>MPF pede esclarecimentos à Meta após levantamento indicar parcialidade nos bloqueios</h2>
<p>Tanto o caso de Marins, quanto de Júnior foram compilados pela organização social brasileira Ctrl+Z, voltada ao enfrentamento dos abusos e do modelo de operação das grandes empresas de tecnologia, que reuniu mais de mil denúncias de usuários de produtos da Meta e do X que relatam casos de bloqueio ou suspensão de contas e postagens relacionados às eleições.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asNeu9JiiI7egurjL.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>A Pública mostrou como esse levantamento indica que a Meta tem barrado mais conteúdos pró-Lula e progressistas que pró-Flávio. Reportagem da Folha mostrou que funcionários da Meta admitiram em mensagens internas que a “conta de Lula estava ‘limitada’ em comparação à de Flávio, e que isso seria negativo pela “alta chance” de haver ação jurídica”.</p>
<p>O levantamento da Ctrl+Z ganhou apoio das organizações de direitos humanos Conectas, Artigo 19 e Sleeping Giants Brasil e transformou-se em uma representação à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF) que abriu uma investigação no último dia 13 e pediu, no dia seguinte, uma série de esclarecimentos à Meta. </p>
<p>A reportagem da Pública teve acesso ao ofício do MPF, à representação e a um anexo contendo 74 relatos de casos envolvendo suspensões e bloqueios de posts e perfis de usuários do Instagram e do WhatsApp. Dos 74 relatos, recolhidos entre 25 de setembro e 9 de outubro, 33 (44,5%) aconteceram no dia 8 de outubro. </p>
<p>O levantamento foi iniciado pela CTRL+Z em 25 de setembro, dois dias após a Meta ter suspendido o perfil no Instagram do projeto Revelando Brasil, que postou no YouTube o vídeo viral sobre as ligações entre a igreja Batista da Lagoinha e o escândalo do Banco Master. Devido à repercussão do caso, a Meta liberou o perfil novamente. </p>
<h2>Meta é investigada por violação da liberdade de expressão</h2>
<p>A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) apura na investigação a regularidade e a legalidade das práticas de moderação de conteúdo adotadas pelo X e pela Meta, e verifica se a companhia está violando a liberdade de expressão dos usuários. </p>
<p>Segundo as organizações, os atingidos formam um conjunto heterogêneo de perfis orgânicos, sem vínculo direto com candidaturas, partidos, federações ou coligações. A denúncia narra que a maioria dos afetados são cidadãos comuns, mas há dezenas de influenciadores, comunicadores, pesquisadores e movimentos estudantis e sociais. </p>
<p>“Ao que tudo indica, há falhas graves na moderação e aplicação irregular da lei, com conteúdos políticos classificados erroneamente como exploração sexual infantil ou terrorismo”, afirmam os autores da denúncia ao MPF.</p>
<p>O procedimento da PFDC apura como se dá a moderação automatizada de conteúdo e restrições desproporcionais ou injustificadas aplicadas a perfis, publicações e funcionalidades de cidadãos, jornalistas, veículos independentes de imprensa, entidades estudantis e movimentos sociais nas plataformas controladas pela Meta. </p>
<p>A PFDC remeteu cópia integral do procedimento ao coordenador-Geral de fiscalização da ANPD, Fabrício Madruga, pois as organizações autoras da denúncia relatam a aplicação de sanções recorrentes por sistemas automatizados/algorítmicos sem notificação adequada, a ausência de motivação individualizada e a falta de canais efetivos de revisão aos donos dos perfis, o que fere deveres de transparência das plataformas digitais e a forma como tratam os dados dos clientes. </p>
<p>À Meta e ao X, o MPF indaga se as medidas de moderação noticiadas foram promovidas, indicando a conta ou publicação atingida, as plataformas em que foram aplicadas, a data e o horário de sua adoção e sua duração; a natureza exata da medida adotada e seus fundamentos fáticos e jurídicos; se a medida permanece em vigor ou foi revertida, indicando, neste último caso, a data da reversão e as suas razões; os procedimentos adotados para garantir a notificação prévia, a motivação individualizada e o canal de recurso ao usuário e se há mecanismos internos de auditoria e correção de erros de moderação em massa. </p>
<p>O MPF deu cinco dias para a Meta e para o X responderem ao ofício e quer uma explicação para cada medida de moderação tomada contra cada perfil listado na representação feita pelas ONGs. Esse prazo vence no início da última semana antes da votação do segundo turno.</p>
<p>Ainda em relação a cada uma dessas medidas, devem ser esclarecidos seus fundamentos jurídicos ou contratuais. Deve ser informado, para cada caso, se a medida de moderação foi adotada espontaneamente pela empresa, se foi a Meta quem identificou a irregularidade ou se houve denúncia, notificação ou reclamação apresentada por terceiros ou se a Meta cumpria ordem judicial.</p>
<p>A reportagem questionou a Meta sobre as denúncias e o procedimento do MPF, que ainda não respondeu.</p>
<h2>Bloqueios em série de perfis progressistas</h2>
<p>Em conjunto, os casos compilados pela CTRL+Z descrevem restrições à liberdade de expressão no ambiente digital em diferentes níveis: perda do perfil inteiro, retirada de uma publicação, bloqueio apenas para quem acessa do Brasil, restrição de mensagens e dificuldade de publicar ou republicar conteúdo. Em alguns relatos, houve recuperação posterior; em outros, o acesso continuava indisponível na data da manifestação. Vários denunciantes relataram não ter recebido explicação individualizada ou não ter conseguido recorrer.</p>
<p>Uma categoria importante de contas que sofreram restrições são aquelas vinculadas a coletivos ou organizações. Por exemplo, a União Paranaense dos Estudantes — UPE Paraná (@upeparana) relatou a derrubada de seu antigo perfil quando este se aproximava de 600 mil visualizações.</p>
<p>O coordenador do Diretório Acadêmico Alfredo Balena, da UFMG, informou que a conta da entidade foi apagada um dia depois de uma postagem de apoio a um dos candidatos à Presidência da República e a candidaturas em Minas Gerais. Houve restrição também ao perfil do DCE da UFMG, cuja suspensão ocorreu durante uma mobilização estudantil.</p>
<p>O perfil do Movimento Sem Terra no Pará teria sido desativado desde a noite de 2 de outubro, mesmo após o setor de comunicação ter realizado os procedimentos de autenticação solicitados pela plataforma.</p>
<p>A representação também relata o bloqueio de perfis de jornalistas como Eduardo Moreira, dono do ICL, de postagens da Mídia Ninja, Folha de S. Paulo e Amado Mundo. </p>
<p>Edição: Bruno Fonseca</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Agência Pública]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula defende redução da maioridade penal e rejeita ajuste fiscal 'às custas dos pobres'</title>
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      <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 01:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Lula (PT) defendeu nesta quinta-feira, 15, pela primeira vez, a redução da maioridade penal para crimes hediondos cometidos por maiores de 16 anos. A declaração foi dada em sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo.</p>
<p>“Para todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a maioridade", disse o petista, em declaração que contraria a posição histórica de seu partido.</p>
<p>Embora tenha defendido a medida, Lula afirmou que a discussão  não cabe na PEC da Segurança Pública , que nesta quinta teve votação adiada no Senado por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).</p>
<p>Durante a entrevista, quando questionado sobre a solução fiscal do País, Lula assumiu preocupação com a dívida pública, mas afirmou que, se eleito, manterá a atual política econômica de incentivos fiscais.</p>
<p>“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia crescer (...) Toda vez que querem resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague", afirmou.</p>
<h2>Trump, crise no STF e pacote de bondades</h2>
<p>A relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi abordada durante a sabatina, em meio à disputa comercial entre os dois países após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano. O petista afirmou manter boa relação com seu par e minimizou os efeitos do tarifaço ao citar o aumento do comércio com outros países, como a China.</p>
<p>“Quem deve estar preocupado conosco nesse momento é os EUA. Eu não fiz a Lei da Reciprocidade, quero continuar negociando, mas, se for necessário, nós vamos fazer. Eu acho que eles vão ter problemas conosco porque nós temos coisas que eles precisam mais do que eles têm coisas que eu preciso deles”, declarou.</p>
<p>Questionado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao Banco Master, o incumbente disse que a oposição tenta colá-lo à imagem desgastada da Corte e defendeu investigações e discussões sobre reforma no Judiciário, com mudanças nos critérios de indicação de ministros do Supremo e adoção de mandatos fixos.</p>
<p>“A extrema direita tenta jogar o Supremo nas minhas costas porque eles querem cassar Alexandre de Moraes não apenas por causa do banco Master, mas porque ele prendeu o pai do Flávio Bolsonaro”, afirmou.</p>
<p>O presidente também comentou o reajuste do Bolsa Família e afirmou que desconhecia a ausência de uma correção do benefício antes de tomar conhecimento do caso. Lula relatou que a descoberta provocou uma reação durante uma reunião com seus ministros e reconheceu que não sabia que o valor não havia sido reajustado.</p>
<p> “Eu não sabia [que não tinham reajustado o Bolsa Família]. É impensável, mas aconteceu”, afirmou.</p>
<p>Nas considerações finais, Lula citou medidas anunciadas, instituídas ou aprovadas pelo governo nos últimos dias para defender sua gestão, entre elas o fim da escala 6x1, a gratuidade do transporte público aos finais de semana e iniciativas de alívio das dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs). “Eu tenho certeza que o País está no rumo certo”, concluiu.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Flávio Bolsonaro (51%) e Lula (49%) empatam dentro da margem de erro no 2º turno, diz Datafolha</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/flavio-bolsonaro-51-e-lula-49-empatam-dentro-da-margem-de-erro-no-2-turno-diz-datafolha</link>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 21:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A segunda pesquisa Datafolha para Presidência divulgada após o primeiro turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de votos válidos contra 49% de Lula (PT). O resultado representa um empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.</p>
<p>Há uma semana, o instituto mostrava Flávio com 52% e Lula, com 48% dos votos válidos. Nesta modalidade, são excluídos da conta os brancos, nulos e indecisos.</p>
<p>Em votos totais, o '01' aparece com 47% e o incumbente, 45%. Nulos são 6%, e 2% dos entrevistados se disseram indecisos.</p>
<p>O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), em 153 municípios, em pesquisa encomendada pela Folha. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-00466/2026.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Fim da 6x1: Lula conquista vitória no Senado com voto favorável de Flávio Bolsonaro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/fim-da-6x1-lula-conquista-vitoria-no-senado-com-apoio-de-flavio-bolsonaro</link>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 12:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Senado aprovou nesta quarta-feira, 14, em primeiro e segundo turnos, a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a  escala de trabalho 6x1 ,  em uma votação que reuniu o apoio de governistas e oposicionistas depois de meses de divergências sobre a redução da jornada. </p>
<p>O texto recebeu 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno – o parlamentar dissidente foi o ex-vice-presidente  Hamilton Mourão (Republicanos-RS ). A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, deve ser promulgada pelas mesas das duas Casas na próxima terça-feira, 20.</p>
<p>O resultado representou uma mudança em relação à posição que grande parte da oposição vinha adotando durante a tramitação da proposta, quando parlamentares, liderados pelo PL de Flávio Bolsonaro, questionavam a redução da jornada por meio de uma mudança constitucional e defendiam alternativas que permitissem maior flexibilidade na relação entre empregados e empregadores.</p>
<p>A mudança de posição da bancada acompanhou a do próprio senador e candidato à Presidência, que havia criticado a redução da jornada, mas anunciou na véspera da votação que apoiaria o fim da escala 6x1. Ao justificar a decisão, o  parlamentar afirmou que, durante viagens pelo país, ouviu de trabalhadores que a mudança era uma demanda da categoria.  Flávio não compareceu presencialmente à sessão e registrou seu voto de forma remota, de Porto Alegre (RS), onde cumpria agenda de campanha.</p>
<p>Apesar do apoio à PEC, Flávio mantém a defesa de uma proposta alternativa para tratar da jornada de trabalho. Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o senador pretende tentar aprovar, após as eleições, uma PEC que permita a  remuneração por hora trabalhada, com a possibilidade de escolha entre esse modelo e o vínculo formal regido pela CLT.</p>
<p>Três parlamentares da sigla não votaram, entre eles Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Sérgio Moro (PL-PR) registrou presença, mas não votou. Durante a sessão, oposicionistas mantiveram ressalvas ao texto e alguns afirmaram que a legislação poderia ser revista em um eventual governo de Flávio.</p>
<p>A aprovação da matéria ocorre na mesma semana em que o candidato também reviu sua posição sobre a participação no  debate da Band, marcado para domingo, 18 , e da  primeira pesquisa Quaest após o primeiro turno, que mostrou empate técnico entre Lula e Flávio dentro da margem de erro.</p>
<h2>Vitória política para Lula</h2>
<p>O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a redução da jornada como forma de ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores. A aprovação no Senado permite ao petista apresentar a medida como um avanço de sua agenda para o mercado de trabalho, mesmo com o apoio de uma oposição que, até pouco tempo antes, criticava a proposta. </p>
<p>Após o anúncio do resultado, senadores entoaram cantos de apoio ao presidente no plenário, enquanto Lula comemorou a votação nas redes sociais e afirmou que a mudança representa uma conquista para milhões de brasileiros.</p>
<p>Antes da votação, Lula havia criticado a mudança de posição dos adversários e afirmado que eles decidiram apoiar a medida por oportunismo eleitoral. </p>
<p>Integrantes da campanha petista avaliam, porém, sob reserva, que a aprovação pode não ser suficiente, por si só, para alterar o resultado da disputa presidencial. Uma das limitações apontadas é que a mudança na jornada beneficia diretamente os trabalhadores abrangidos pelas regras trabalhistas, mas não alcança da mesma forma os profissionais autônomos e informais, segmento que também está no centro da disputa eleitoral.</p>
<p>Na mesma quarta-feira, o governo também comemorou a aprovação da Câmara dos Deputados  do projeto que aumenta o limite de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs), que  prevê o perdão de dívidas tributárias inscritas na Dívida Ativa da União. </p>
<p>As medidas integram o  Prospera MEI , pacote anunciado pelo governo Lula na véspera, e o texto segue agora para análise do Senado. A proposta eleva o teto anual de faturamento dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de permitir que cada MEI contrate até dois funcionários.</p>
<p>A expectativa do Planalto é que a medida beneficie cerca de 3,6 milhões de microempreendedores, enquanto outra iniciativa do pacote, o Pix MEI, prevê apoio de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios a partir de 2027, mas ainda está em fase de elaboração.</p>
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        <media:credit role="provider">Ton Molina/Agência Senado</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Campanhas recalculam estratégia e confirmam Lula e Flávio no debate da Band</title>
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      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 19:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro  (PL) anunciou nesta quarta-feira, 14, que vai participar do debate  Band/Estadão  no próximo domingo, 18.  Lula  (PT) também está confirmado no evento.</p>
<p>“Estarei no debate da TV Bandeirantes e espero que meu adversário compareça para que possamos mostrar para o povo a diferença entre os nossos projetos”, disse o candidato do PL.</p>
<p>A decisão acontece menos de 24 horas após Flávio declarar que não participaria do encontro. Na terça-feira, 13, o candidato havia sinalizado que ficaria de fora do debate e que sua equipe avaliava concentrar a preparação no último confronto antes do segundo turno, previsto para a TV Globo, em 23 de outubro.</p>
<h2>O cálculo das campanhas</h2>
<p>A estratégia inicial do entorno de Flávio era que o candidato só participasse do último debate, o que daria mais tempo para sua preparação.</p>
<p>O cenário mudou após a confirmação da presença de Lula no debate da Band. O petista já havia anunciado, na terça-feira, 13, que participaria do encontro, mesmo diante da possibilidade de ausência do adversário.</p>
<p>A movimentação também ocorre em meio à intensificação da  campanha petista nas ruas  e à avaliação, atribuída a pesquisas internas das duas campanhas, de que as mobilizações têm surtido efeito para Lula.</p>
<p>Para explicar a mudança de decisão, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que se dirigiu diretamente ao adversário: “Lula, como você é previsível. Bastou eu falar que não ia no debate da Band para você, no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate”.</p>
<p>Pesa também na campanha de Flávio o receio de que a ausência do candidato seja interpretada como medo de enfrentar Lula. Nas redes sociais, os termos “fujão” e “covarde” entraram nos tópicos mais comentados.</p>
<p>Já Lula está confirmado no debate desde terça-feira, 13. O anúncio foi feito pelo ex-ministro da Educação e um dos coordenadores da campanha, Camilo Santana (PT-CE).</p>
<p>“A gente espera que ele [Flávio] consiga ir e confrontar as ideias e ver a diferença dos projetos que estão sendo colocados ao povo brasileiro”, disse Camilo.</p>
<p>A estratégia petista é aproveitar o confronto direto para expor as diferenças entre os dois projetos de governo e questionar o adversário sobre suas propostas, segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva.</p>
<p>No primeiro turno, o petista deixou de comparecer aos debates, em uma decisão justificada pelo formato das discussões e ao número de candidatos na disputa.</p>
<h2>O debate</h2>
<p>Data:  domingo, 18 de outubro de 2026.</p>
<p>Horário:  20h.</p>
<p>Local:  sede da TV Bandeirantes, em São Paulo.</p>
<p>Participantes confirmados:  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).</p>
<p>Transmissão:  Band TV, BandNews TV, rádios BandNews FM e Bandeirantes,  Band.com.br , Bandplay e YouTube do Band Jornalismo, além de veículos parceiros, como Estadão, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan.</p>
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        <media:credit role="provider">Montagem/GSW Brasil</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>IA da Meta no WhatsApp cria anúncio para 'Flávio 22', mas recusa pedidos para 'Lula 13'</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ia-da-meta-no-whatsapp-libera-arte-para-flavio-22-mas-recusa-pedidos-para-lula-13</link>
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      <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 17:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A ferramenta de Inteligência Artificial da  Meta (Meta AI) , integrada ao WhatsApp, atende a pedidos para criar imagens de bandeiras e flyers associados a  “Flávio 22”  – em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL) – , mas  se recusa a produzir imagens semelhantes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Testes realizados pelo  GSW Brasil  com os termos “Flávio 22”, “Lula 13” e “Flávio Bolsonaro 22” apontaram disparidade no processamento. Apenas o primeiro termo resultou na geração da imagem. Nas duas últimas tentativas, a ferramenta bloqueou a criação e exibiu a mensagem:</p>
<p>“Não consegui gerar a imagem da bandeira Lula 13 agora. Se quiser, posso criar uma arte em texto com layout para você usar como base, ou tentar de novo com outro estilo — o que prefere?”</p>
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<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as5NFipzSV5BXM9OA.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>A reportagem testou outras variações associadas ao candidato petista, como “Luiz Inácio 13”, “Luiz 13” e “Filho de dona Lindu 13”, e todas rejeitadas pelo sistema. O único pedido aprovado pela ferramenta relacionado ao presidente foi para a expressão “Barba 13”, um de seus apelidos.</p>
<p>Questionada sobre o critério das recusas, a inteligência artificial apresenta a seguinte justificativa:</p>
<p>“O que aconteceu aqui foi técnico: meu gerador de imagens tem um filtro automático para nomes de figuras públicas e candidaturas presidenciais. Ele bloqueou algumas das suas solicitações tanto do lado do Flávio (quando você pediu com o sobrenome completo 'Flávio Bolsonaro 22') quanto do lado do Lula (quando pediu 'Lula 13', 'Luiz Inácio 13' e 'Filho de Dona Lindu 13'). Quando você pediu 'Flávio 22' sem sobrenome e 'do barba 13', o filtro deixou passar — por isso consegui gerar os dois cartazes que você viu. Não foi uma escolha minha de fazer para um e negar para o outro.”</p>
<p>O episódio ocorre em meio a questionamentos da campanha de Lula sobre a atuação da Meta no processo eleitoral. Na última sexta-feira, 10, a equipe jurídica do PT anunciou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suposta interferência da plataforma em favor de Flávio Bolsonaro. </p>
<p>Entre os problemas relatados estão dificuldades no impulsionamento de publicações no Instagram, restrições a contas de anúncios e alegações de direcionamento algorítmico favorável ao adversário.</p>
<p>Diante das denúncias, o TSE determinou que a Meta preste esclarecimentos técnicos e preserve dados de moderação, métricas e registros de anúncios das contas investigadas, que negou qualquer irregularidade, afirmando que cumpre a legislação eleitoral e atua com isonomia em relação a todas as candidaturas.</p>
<p>Procurada pela reportagem do  GSW Brasil , a Meta enviou o seguinte comunicado: "Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens".</p>
<p>Após a resposta da Meta, a reportagem refez os testes, que geraram os mesmos resultados. </p>
<p>Esta matéria foi atualizada em 14/10/2026 às 14h51.</p>
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        <media:title>Meta cria conteúdos para Flávio, mas rejeita o mesmo pedido para Lula, segundo testes feitos pelo GSW Brasil</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula acelera pacote para aliviar o bolso dos MEIs na reta final da campanha</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-acelera-pacote-para-aliviar-o-bolso-dos-meis-na-reta-final-da-campanha-para-o-2-turno</link>
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      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 16:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal anunciou nesta terça-feira, 13, o envio ao Congresso de um pacote com cinco medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs). Batizado de  “Prospera MEI” , o conjunto prevê o  perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas com o governo, a criação de uma linha de fomento de até R$ 5 mil para investimentos  e mudanças nas regras de funcionamento da categoria.</p>
<p>O anúncio foi feito a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL). Entre as iniciativas apresentadas pelo Planalto, estão medidas que dependem de aprovação do Congresso e outras que serão implementadas por decreto.</p>
<h2>Os 5 pontos do pacote</h2>
<p>-  Perdão de dívidas:  projeto de lei complementar prevê o perdão de débitos de MEIs com o governo, que somam R$ 12,6 bilhões.</p>
<p>-  Desenrola 3.0:  o governo pretende comprar dívidas de microempreendedores com bancos e oferecer descontos superiores a 90% para a quitação dos débitos.</p>
<p>-  Pix MEI:  criação de uma linha de fomento que destinará até R$ 5 mil por empreendedor para investimentos no negócio.</p>
<p>-  Aumento do teto de faturamento:  o governo pretende aprovar a elevação progressiva do limite anual de faturamento dos MEIs, dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.</p>
<p>-  Dispensa de nota fiscal:  decreto vai retirar a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal por MEIs nas vendas de produtos e serviços para pessoas físicas. Nanoempreendedores também serão dispensados de emitir nota fiscal e criar CNPJ.</p>
<h2>A ofensiva econômica de Lula </h2>
<p>O pacote voltado aos microempreendedores se soma a outras iniciativas anunciadas pelo governo Lula durante a campanha eleitoral, entre elas medidas direcionadas à renda das famílias e ao custo de vida. </p>
<p>Em setembro, o Executivo   reajustou em 15% o Bolsa Família   e anunciou a distribuição de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Na sexta-feira, 9, a 16 dias do segundo turno, o governo também anunciou um  pacote de quatro medidas para conter a alta dos combustíveis.   A principal prevê zerar por 30 dias os impostos federais PIS/Cofins sobre a gasolina, ampliando o desconto tributário de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. O conjunto inclui ainda a prorrogação da desoneração do etanol e a ampliação de subsídios ao combustível e ao diesel.</p>
<p>Segundo estimativas da equipe econômica, as medidas para os combustíveis têm custo de R$ 5,2 bilhões por mês, dos quais R$ 2,8 bilhões correspondem à desoneração da gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.</p>
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        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert/PR</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>'Exército do Lula' é registrado como canal oficial de campanha após determinação de Nunes Marques</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nunes-marques-volta-a-suspender-exercito-do-lula-e-condiciona-retorno-ao-registro-eleitoral</link>
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      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 15:08:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Partido dos Trabalhadores (PT) registrou o canal 'Exército do Lula' como canal oficial da campanha à reeleição do petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida atenda uma determinação do ministro  Kassio Nunes Marques , que determinou nesta terça-feira (13) a  nova suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp e condicionou sua retomada ao registro prévio do grupo junto à Justiça Eleitoral .</p>
<h2>O vai e vem do canal</h2>
<p>A ação do PT ocorre horas depois da decisão de Nunes Marques e dois dias após o ministro suspender o canal sob a justificativa de disseminação de conteúdos falsos --  medida que foi revertida horas mais tarde pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva .</p>
<p>Ao justificar a reversão, o corregedor afirmou que a suspensão havia sido determinada antes da conclusão das diligências necessárias à apuração. </p>
<p>“Entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia”, escreveu Cueva, ressalvando a possibilidade de uma medida mais restritiva caso surgissem novos elementos.</p>
<p>O caso abriu uma disputa dentro do próprio TSE e provocou  críticas de especialistas em direito digital e eleitoral , que questionam a proporcionalidade da suspensão integral de um canal com milhões de inscritos. </p>
<p>A decisão passou a ser ainda mais contestada após a área técnica do TSE informar que não encontrou, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos apontados pela campanha de Flávio como desinformativos. O relatório, porém, ressalvou que a análise de mensagens anteriores foi prejudicada pela exclusão ou edição de parte das publicações.</p>
<p>Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o “Exército do Lula” já conta com  4,2 milhões de membros  e é utilizado para divulgar conteúdos favoráveis à candidatura do presidente e mobilizar apoiadores pelo aplicativo.</p>
<h2>Especialistas questionam decisões do TSE</h2>
<p>A decisão inicial de Nunes Marques provocou críticas de especialistas, que apontaram riscos à mobilização política e à liberdade de expressão dos eleitores.  Bruna Santos, gerente de políticas públicas da organização de direitos humanos Witness e especialista em direito digital , disse à Agência Brasil que a suspensão integral é “desproporcional” e questionou a necessidade de retirar do ar todo o canal antes da conclusão da análise sobre os conteúdos denunciados.</p>
<p>“O fato de o TSE ter considerado que esse canal não deveria existir neste momento é uma potencial tentativa de restrição de mobilização de apoiadores do presidente Lula”, afirmou.</p>
<p>Para a especialista, a Justiça Eleitoral poderia determinar a retirada de publicações específicas, caso fossem identificadas irregularidades, em vez de impedir o funcionamento de toda a ferramenta.</p>
<p> “Me parece mais uma tentativa de diminuir o alcance da campanha do presidente Lula às vésperas do segundo turno do que, de fato, tentar criar uma estratégia contra a desinformação em torno desse canal.”</p>
<p>A discussão não se restringe, porém, à abrangência da medida. Em entrevista à CNN Brasil, o advogado  José Paes Neto, especialista em direito eleitoral , questionou a possibilidade de o corregedor-geral suspender os efeitos de uma decisão tomada pela presidência do tribunal. “A gente se depara com a mesmíssima situação, dois ministros do TSE dando decisões em sentidos totalmente contrários”, afirmou.</p>
<p>Paes Neto explicou que os dois procedimentos envolvidos tinham naturezas distintas: um processo administrativo, relacionado à atuação do WhatsApp, e outro de natureza jurisdicional, voltado às condutas atribuídas a Janones. “Me parece que o ministro Cueva não teria essa autoridade para suspender uma decisão do ministro Nunes Marques”, declarou à CNN Brasil. </p>
<p>A avaliação do advogado se refere à competência para rever a decisão, e não necessariamente ao mérito da suspensão do canal.</p>
<h2>TSE reunirá campanhas</h2>
<p>Nunes Marques convocou representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para uma reunião nesta terça-feira, às 15h30. O encontro deverá discutir a atuação das candidaturas nas plataformas digitais e os critérios adotados pela Justiça Eleitoral para combater a desinformação.</p>
<p>A reunião ocorre após a área técnica do tribunal não encontrar, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos apontados pela campanha de Flávio como desinformativos. Lula criticou a suspensão inicial e afirmou que sua campanha recorreria à Justiça, enquanto a equipe do senador contestou a decisão do corregedor-geral eleitoral que restabeleceu o funcionamento do canal.</p>
<p>O caso ainda poderá ser analisado pelo plenário do TSE, que deverá avaliar os argumentos das campanhas e a legalidade das medidas adotadas durante o segundo turno.</p>
<p>*Matéria atualizada às 14h57</p>
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        <media:credit role="provider">Rosinei Coutinho/STF</media:credit>
        <media:title>nunes marques</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Nossa Senhora Aparecida ressurge na campanha às vésperas do 2º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nossa-senhora-aparecida-ressurge-na-campanha-eleitoral-as-vesperas-do-2-turno</link>
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      <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 21:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com bengalas, flores e lágrimas nos olhos, milhares de peregrinos veneraram, nesta segunda-feira, 12, Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, no Santuário Nacional, em Aparecida (11). Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram de missas, com cenas distribuídas pelas redes sociais. A 13 dias da votação do segundo turno, os dois candidatos disputam o voto dos católicos.</p>
<p>A Virgem Negra tornou-se protagonista do primeiro turno das eleições presidenciais, quando o senador conservador teve de negar uma informação falsa que sugeria que ele pretendia retirar-lhe o título de padroeira caso se tornasse presidente.</p>
<p>Favorito no segundo turno de acordo com as rodadas mais recentes das pesquisas de intenção de voto, Flávio é evangélico e declarou, em agosto, que um de seus primeiros atos como presidente seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Mas apenas isso.</p>
<p>No entanto, houve um projeto de lei que tencionava restringir o título de Nossa Senhora aos católicos. Apresentada em 2007 pelo então deputado Victorio Galli, a proposta foi arquivada. Galli foi assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro e declarou apoio à candidatura de Flávio neste ano.</p>
<p>Em atos de campanha no primeiro turno, Lula tratou de dizer que, enquanto for presidente, Nossa Senhora Aparecida continuará a ser padroeira do Brasil.</p>
<p>Nesta segunda-feira, no feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, Lula assistiu à missa na capela da residência oficial. Flávio esteve na catedral de Brasília.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asHs8BV0z0S87ZXvi.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Lula, com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, participou de missa realizada na capela do Palácio do Alvorada. "/>
<p>Após a missa, o presidente lamentou que a virgem seja "ofendida" por "alguns religiosos que não querem respeitar a religião dos outros". Ele salientou que a fé deve aproximar as pessoas, e não servir de motivo para intolerância. “Cada um segue a religião que quiser e todos temos de respeitar. Ninguém é obrigado a ser da mesma religião”.</p>
<h2>Visita a Jair Bolsonaro</h2>
<p>Por sua vez, o senador quis deixar claro ao sair da missa seu "respeito à fé de milhões de brasileiros". Ele aproveitou o momento para falar sobre a visita que fará ao pai na manhã desta terça-feira, 13. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas regulares ao ex-presidente. “Fiquei muito feliz que bem no dia de Nossa Senhora Aparecida é bem o dia em que estou autorizado a voltar a visitar o meu pai”, comentou.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/aseW57ikDm62e0d8H.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Flávio Bolsonaro esteve na Catedral de Brasília. Ele comentou a visita que fará ao pai, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes."/>
<p>Na missa solene no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, um dos presentes foi o candidato a vice-presidente de Lula, Geraldo Alckmin (PSB). Ele estava na primeira fila de uma missa onde milhares de pessoas cantaram emocionadas, agitando os tradicionais lenços azuis. Alckmin é do Vale do Paraíba, onde fica a cidade de Aparecida. Também esteve presente Alexandre Padilha, ministro da Saúde.</p>
<p>Os católicos são maioria no Brasil (quase 57%), mas seu número está em declínio diante do forte avanço dos evangélicos (27%), segundo os dados oficiais mais recentes, de 2022.</p>
<h2>"Pura jogada política"</h2>
<p>Apoiada na bengala que a guiou durante sete dias e 240 km de caminhada de sua cidade Valinhos, Maria Vanda Lopes se preparava, do lado de fora do templo, para entrar e ver a Virgem — uma pequena estátua de terracota encontrada por três pescadores em 1717 que encheu suas redes de peixes.</p>
<p>"A controvérsia é um absurdo. Pura jogada política, ninguém vai tirar o título de padroeira", disse à AFP a mulher de 54 anos, que estuda pedagogia.</p>
<p>Ela tem seu voto definido: "Sou feminina, não feminista. Eu sou tradicional, eu sou de direita. Vou com Bolsonaro", acrescentou, em uma esplanada guardada por estátuas de apóstolos e santos.</p>
<p>As pesquisas indicam que a maioria dos católicos vota em Lula, enquanto os evangélicos preferem Flávio Bolsonaro, assim como preferiam seu pai.</p>
<p>O Brasil é um "Estado laico", mas com Flávio "a gente não vive isso. A gente está vivendo um momento de insegurança em relação à fé católica (...), com medo", disse Amanda Rosa Alves, estudante de 29 anos, eleitora de Lula, que chegou a Aparecida vinda de Viçosa (MG).</p>
<p>A Igreja aplaca os temores sobre o título da padroeira, outorgado pelo papa em 1930.</p>
<p>"Claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano dependendo das eleições no segundo turno, mas no momento não cabe a nós fazer cenários que nos assustem", disse o arcebispo de Aparecida, dom Mário Antonio da Silva.</p>
<h2>Convivência "super normal"</h2>
<p>"Seria importante não misturar política com religião", afirmou David de Santos, com chapéu de caubói, após percorrer 50 km debaixo de chuva para chegar ao santuário, que autodenomina como o maior templo mariano do mundo.</p>
<p>Sem querer revelar seu voto, este operador de motosserra, de 47 anos, exaltou a convivência entre católicos e evangélicos.</p>
<p>Ele conta que, em seu trajeto, encontrou evangélicos oferecendo apoio aos peregrinos. "Distribuíam água, fruta, remédio", contou.</p>
<p>"Um bom exemplo dessa convivência super normal está no núcleo familiar da família Bolsonaro", disse à AFP o pastor Gustavo Knauer, lembrando que, ao contrário de Flávio, Jair é católico.</p>
<p>Knauer, especialista em ciências políticas, defende o maior peso eleitoral de seu grupo.</p>
<p>"Hoje nós decidimos quem é o presidente do Brasil, porque o evangélico tem um fenômeno que é o voto em bloco, tem um sentimento de pertencimento no grupo maior que o católico", afirmou.</p>
<p>Para Rodrigo Nunes, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, o discurso conservador dos evangélicos tem funcionado como "um polo magnético no debate público".</p>
<p>Questões morais, como as de gênero, ganharam força inclusive entre os católicos, e isso faz com que, nestas eleições, ocorra uma "migração" de votos católicos para a direita, explicou à AFP.</p>
<p>As pesquisas preveem uma vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula no segundo turno, depois de o senador ter superado o presidente por 2,22 milhões de votos no primeiro turno.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - Padroeira</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP, GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Nova disputa eleitoral: a batalha pelas multidões nas ruas</title>
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      <pubDate>Mon, 12 Oct 2026 18:35:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Depois da massiva manifestação pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, 11, na avenida Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez uma convocação pelas redes para tomar o mesmo espaço no domingo, 18, em uma disputa pelas imagens de mobilização de eleitores. A chamada foi proposta com a ajuda do deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), que confirmou o ato e apresentou uma lista de “bloquinhos” pelo país até a véspera da votação do segundo turno, em 25 de outubro.</p>
<p>As cenas da Paulista pintada de vermelho, cor do PT, e marcada por bandeiras gigantescas, entre elas, uma do Brasil, invadiram as redes sociais. A organização do ato estima que a multidão foi de um milhão de pessoas. Mas não há aferições técnicas a respeito do tamanho do público presente. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) não autorizou o sobrevoo de drone do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP/Cebrap, que faz esse tipo de avaliação.</p>
<p>Mas drones foram permitidos pela organização, que teve o apoio de movimentos como o MST, fandoms (comunidades de fãs, como as de astros da música) e de entidades de estudantes. As imagens aéreas da “Marcha pela Democracia” exibidas pela campanha e pela Mídia Ninja demonstraram a extensão da manifestação pró-Lula, que compreendeu cerca de dez quarteirões. No mesmo dia, outras cidades realizaram manifestações pela reeleição do presidente, caso do Recife.</p>
<p>Antes disso, outras capitais também reuniram multidões de eleitores do petista, em especial à noite. Foi o que ocorreu em Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, 12, apoiadores de Lula ocuparam a praia de Copacabana, com um ato que se estendeu por cerca de sete quarteirões. </p>
<p>Novo encontro em São Paulo já está marcado. Nesta terça-feira, 13, a campanha está convocando a militância para um ato no Largo da Batata, às 18h, com a presença de Fernando Haddad.</p>
<p>Os “bloquinhos” de Flávio Bolsonaro, conforme a lista divulgada por Nikolas, passam pelas capitais Vitória, Salvador e Teresina (os três no sábado, 17), Belo Horizonte (domingo, 18), Manaus (segunda, 19), Aracaju (terça, 20), São Luís (quarta, 21), Recife (quinta, 22), Fortaleza (sexta, 23) e Rio de Janeiro (sábado, 24).</p>
<h2>Discurso aos jovens</h2>
<p>Durante o ato na Paulista, Lula se dirigiu aos jovens na manifestação, um público que se destacou na multidão. “Esse país não pode perder a democracia”, disse o presidente. Em seguida, pontuou que, para mantê-la, é preciso envolvimento constante da sociedade, especialmente das novas gerações. “Ou vocês participam da vida política, ou ela não tem conserto”, declarou, incentivando os  jovens a participar da atividade política. Lula salientou ainda que a juventude deve ser mais ouvida.</p>
<p>À imprensa, o presidente criticou decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que havia determinado a derrubada do canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp, atendendo a pedido da campanha de Flávio.</p>
<p>Aberto pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), ele já reunia mais de três milhões de pessoas. "Acho que nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação ao presidente da Corte Eleitoral, porque já há alguns dias estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura", disse Lula.</p>
<p>Horas depois da decisão de Nunes Marques, o ministro do TSE Ricardo Villas Bôas Cueva cancelou a suspensão. Relator do processo, ele determinou o envio do caso ao plenário do TSE.</p>
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        <media:credit role="provider">AFP/ Miguel Schincariol</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula reforça ‘pacote de bondades’ e zera tributos da gasolina a 16 dias do segundo turno</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 19:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A 16 dias do segundo turno das eleições, o governo Lula anunciou, nesta sexta-feira, 9, um conjunto com quatro medidas para conter a alta de combustíveis. A principal delas é que os  impostos federais sobre a gasolina serão zerados pelo período de 30 dias.</p>
<p>A medida faz parte de um 'pacote de bondade' que Lula vem implementando durante a campanha. Em setembro,  Lula já havia reajustado em 15% o Bolsa Família  e anunciou a distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS.</p>
<p>A ampliação dos subsídios para a gasolina culminará em uma desoneração de R$ 0,89 o que zera todo o PIS/Cofins e a Cide, que são os impostos federais sobre o combustível. Até agora, o valor do benefício estava em R$ 0,63 por litro de gasolina.</p>
<p>O custo estimado pela equipe econômica do governo é de R$ 5,2 bilhões por mês para os cofres públicos. Desse total, R$ 2,8 bilhões serão destinados à desoneração da gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.</p>
<p>As medidas anunciadas — Gasolina: o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível. Com a nova medida, o desconto tributário por litro passa de R$ 0,63 para R$ 0,89.</p>
<p>— Etanol: foi prorrogada a desoneração de tributos sobre o combustível, equivalente a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>— Etanol hidratado: a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas foi ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro.</p>
<p>— Diesel: os importadores de óleo diesel de uso rodoviário receberão uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro. Com o acréscimo ao benefício já existente, de R$ 2,12, o valor total chega a R$ 3,52 por litro.</p>
<p>O custo adicional das medidas é estimado em R$ 2,65 bilhões, distribuídos da seguinte forma:</p>
<p>— Gasolina: R$ 700 milhões;</p>
<p>— Etanol: R$ 350 milhões;</p>
<p>— Diesel: R$ 1,6 bilhão.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a renúncia fiscal com a gasolina será compensada por receitas extraordinárias do petróleo, de forma a preservar a neutralidade fiscal. Segundo ele, o governo acompanhará semanalmente os preços nos postos para verificar se a redução dos tributos será repassada aos consumidores.</p>
<p>Em relação ao abastecimento, o governo descartou risco de falta de diesel no país. A estimativa para outubro é de uma demanda de 3,95 milhões de metros cúbicos, diante de uma oferta de 4,18 milhões de metros cúbicos, o que representa um saldo positivo de 6%.</p>
<p>A alta dos combustíveis tem pressionado a inflação. Em setembro, os preços do grupo subiram 1,41%, contribuindo para que o setor de transportes respondesse por 0,18 ponto percentual do IPCA, que avançou 0,82% no mês. Entre os combustíveis, o etanol teve a maior alta, de 3,16%, seguido pelo diesel, com 1,69%, e pela gasolina, com 1,21%.</p>
<p>O governo relaciona a pressão sobre os preços à guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, e às restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado na faixa de US$ 70, mas chegou a ultrapassar US$ 120 com a escalada militar</p>
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        <media:credit role="photographer">Foto: Ricardo Stuckert</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Dificuldade de Lula pela reeleição segue tendência de ‘anti-incumbência’</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A vantagem de 1,87 ponto percentual conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições de 2026 expõe um desafio diretamente conectado ao ambiente político da América Latina. A necessidade de o petista reverter um placar desfavorável no segundo turno ocorre em meio a um histórico recente de forte rejeição aos governantes em exercício na região, na qual quem ocupa o poder tem enfrentado dificuldade para transformar a gestão pública em continuidade eleitoral.</p>
<p>Um levantamento da Bloomberg Línea que analisou as 30 eleições presidenciais mais recentes na América Latina indica que os partidos governistas foram derrotados pela oposição em 22 oportunidades, uma taxa de insucesso de 73% que atingiu indistintamente administrações de esquerda e de direita. </p>
<p>A exceção à regra de punição sistemática ao incumbente restringiu-se a pouquíssimos casos no continente, como as reconduções diretas de Nayib Bukele em El Salvador, Luis Abinader na República Dominicana, Claudia Sheinbaum no México e Daniel Noboa no Equador.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asPUP80mKrzEKW6Ib.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>A cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aponta que o padrão regional indica uma incapacidade recorrente das gestões públicas em converter a máquina do Estado em capital político permanente. </p>
<p>"O eleitor cobra resultados e pode usar a alternância para punir quem governa, sem necessariamente aderir de maneira estável ao projeto da oposição. Por isso, derrotas de governos de esquerda e de direita são compatíveis com uma dinâmica comum de insatisfação", afirma.</p>
<p>Apesar do peso regional, a disputa no Brasil segue regras próprias. Enquanto em outros países da América Latina surgiram novos nomes para puxar o voto de protesto, a política brasileira continua dividida entre os dois grupos consolidados desde 2018: o petismo e o bolsonarismo.</p>
<p>Para o cientista político Leandro Consentino, do Observatório da Política do Insper, o fortalecimento da polarização mudou a dinâmica das reeleições no Brasil. Até 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff venceu uma disputa acirrada contra Aécio Neves, a competição ocorria em um espectro político mais próximo do centro.</p>
<p>"Existe essa dificuldade do incumbente de se manter no cargo, que já é tradicional e tem se acentuado nos últimos anos sob a turbulência política, econômica e pela polarização, que faz com que os governos sejam eleitos por margens pequenas. Essa polarização, somada a um contexto de crise de representação que a gente tem vivido, tornou a posição do incumbente muito mais frágil."</p>
<p>A situação atual é diferente dos primeiros anos da reeleição no Brasil, quando Fernando Henrique Cardoso (1998) e Lula (2006) venceram com folga. O cenário mudou a partir de 2014, com a crise econômica, os desdobramentos da Lava Jato e o crescimento da oposição de direita, que culminou na derrota de Jair Bolsonaro ao tentar se reeleger em 2022.</p>
<p>Luciana Santana aponta que a posição de presidente já não assegura a vitória eleitoral, pois a vantagem do cargo passou a conviver com uma oposição mais organizada. </p>
<p>"A aprovação de medidas do governo nem sempre se traduz em votos, já que o eleitor também considera identidade e posicionamento político. Assim, os recursos da administração pública deixaram de ser garantidores de maioria nas urnas", explica.</p>
<p>A situação do governo Lula também apresenta semelhanças com as eleições americanas de 2024, quando Kamala Harris, após substituir Joe Biden à frente da candidatura do partido Democrata, foi derrotada por Donald Trump. </p>
<p>Segundo Leandro Consentino, em ambos os casos, a insatisfação do eleitorado apareceu mesmo em cenários de indicadores macroeconômicos positivos, como crescimento do PIB e desemprego baixo.</p>
<p>"Nos dois casos, os índices econômicos não eram ruins nas planilhas. Mas, tanto nos EUA de 2024 quanto no Brasil de 2026, vimos uma sensação de mal-estar do ponto de vista da população com relação ao governo e com relação à própria economia", afirma Consentino.</p>
<p>"É importante enfatizar que inflação menor não significa retorno aos preços anteriores. O eleitor compara quanto conseguia comprar, quanto paga por moradia e serviços e quanto sobra no fim do mês. Crescimento e emprego podem melhorar enquanto permanece a sensação de perda de poder de compra", complementa Luciana Santana.</p>
<h3>O desafio histórico do segundo turno e o mapa da abstenção</h3>
<p>Desde a adoção do sistema de dois turnos pela Constituição de 1988, o candidato que terminou a primeira etapa na segunda colocação nunca conseguiu virar o placar na votação decisiva. </p>
<p>A diferença de 1,87 ponto percentual representa cerca de 2,2 milhões de votos, mas o espaço para buscar apoio direto entre as candidaturas derrotadas é reduzido, já que Lula e Flávio Bolsonaro concentraram 92,19% dos votos válidos, deixando apenas 7,81% distribuídos entre os demais concorrentes.</p>
<p>A transferência automática dessa fatia, no entanto, é vista com ceticismo no meio analítico. Levantamentos de intenção de voto do Datafolha realizados antes da votação no primeiro turno já mostravam que eleitores de nomes da terceira via -- como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) -- apresentavam uma inclinação significativamente maior a migrar para a candidatura de Flávio Bolsonaro do que para o projeto de reeleição petista.</p>
<p>Fechadas as urnas, Zema (Novo) e Caiado (PSD) declararam apoio a Flávio contra o PT. Já Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) liberaram os eleitores ou preferiram a neutralidade.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asFzKObCBBxehm3Xc.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>Com o teto para atração desse eleitorado e com partidos de centro como União Brasil, PP e Republicanos formalizando adesão à candidatura do PL, a estratégia da campanha petista passou por uma reestruturação.</p>
<p> Lula promoveu uma reformulação no comando da própria campanha após classificar a mobilização do primeiro turno como a "menos organizada" da qual participou desde 1989. O presidente escalou três lideranças com histórico de vitórias no Nordeste para integrar a coordenação decisória da campanha: o senador cearense Camilo Santana (PT), o senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT), e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).</p>
<p>A reação envolveu também uma mudança no engajamento digital. Para responder à vantagem expressiva da oposição nas plataformas digitais, a campanha montou um 'QG' em Brasília liderado por parlamentares jovens e influenciadores digitais para produzir conteúdos em formato mais direto, gravados pelo próprio presidente no cotidiano das agendas.</p>
<p>A necessidade de buscar quem não foi às urnas é apontada por Leandro Consentino como o único caminho viável para uma tentativa de virada no cenário atual. </p>
<p>"Não acho que haja muito espaço para buscar votos nas candidaturas de terceira via. Lula tem que buscar no único lugar que sobrou: aqueles que se abstiveram no primeiro turno. Tentar -- seja pela parte positiva, mostrando realizações, ou pela parte negativa, apontando ameaças do outro lado", avalia Consentino.</p>
<p>Sobre o comportamento das alianças formais e a heterogeneidade desse eleitorado disputado, Luciana Santana alerta que apoios partidários não garantem transferência automática de votos, especialmente quando a insatisfação com a política tradicional dificulta a formação de maiorias estáveis. </p>
<p>"Apoios anunciados por candidatos e partidos não transferem automaticamente seus votos. Esses conjuntos de eleitores são heterogêneos", ressalta a professora.</p>
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        <media:title>Lula delivers speech in Sao Paulo following first round of presidential election</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Flávio (PL) tem 52% contra 48% de Lula (PT) em primeira pesquisa de segundo turno</title>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta, 8, a primeira após a definição do segundo turno das eleições para presidente, mostra Flávio (PL) com 52% das intenções de votos válidos contra 48% de Lula (PT).</p>
<p>Em votos totais -- considerando brancos, nulos e indecisos --, Flávio tem 49% e Lula, 45%. Indecisos são 1% e 5% pretendem anular ou votar em branco.</p>
<p>No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do incumbente, uma distância de 1,87%, a menor distância da história desde a redemocratização.</p>
<p>Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre a última terça (6) e quarta-feira (7). O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.</p>
<h2>Os movimentos de Lula e Flávio</h2>
<p>Para reverter a desvantagem do primeiro turno, Lula reformulou sua estratégia ao reconhecer falhas na campanha inicial e focar no eleitorado jovem. Com o apoio de parlamentares eleitos como Ana Elisa, Guilherme Cortez e Fábio Felix, o petista passou a adotar vídeos em formato de selfie para o TikTok e Reels, além de planejar o uso de influenciadores, artistas e grupos regionais de WhatsApp para mobilizar eleitores e combater a abstenção. </p>
<p>Na pauta econômica e social, Lula aposta no fim da escala 6x1 (redução da jornada para 40 horas sem corte salarial), e endureceu o discurso ao defender lemas de segurança pública ("para o trabalhador, proteção; para o bandido, prisão"), mudanças na escolha de ministros do STF, reforma do Judiciário e ações contra desgastes como o escândalo do Banco Master.</p>
<p>Do outro lado, Flávio concentra esforços na construção de uma "frente ampla" à direita, garantindo os apoios formais de Michel Temer, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Cury, além dos partidos Podemos, Republicanos, Novo e União Progressista (União Brasil e PP).</p>
<p>Flávio também usou o desempenho das eleições legislativas — como a bancada de 121 deputados do PL —, para defender mudanças na Constituição e classificou a discussão da escala 6x1 como "oportunista".</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>‘Tarlula’: Lula e Tarcísio vencem ‘juntos’ em 33 cidades de SP</title>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 20:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) são adversários políticos, mas terminaram como os candidatos mais votados nas mesmas 33 cidades de São Paulo no primeiro turno das Eleições 2026. Lula venceu a disputa presidencial em apenas 39 dos 645 municípios paulistas e, em cerca de 85% deles, Tarcísio ficou em primeiro lugar na corrida pelo governo estadual.</p>
<p>A “chapa” ficou conhecida como “Tarlula”, movimento visto em 33 cidades. Em somente seis, o presidente e Fernando Haddad (PT) venceram simultaneamente.</p>
<p>O padrão apareceu inclusive em São Bernardo do Campo, município ligado à trajetória política do presidente, além de municípios como Mauá e Carapicuíba. Os números, porém, não permitem afirmar que os mesmos eleitores votaram em Lula e Tarcísio: os dados mostram apenas quem venceu cada disputa em cada município, e não como cada pessoa combinou seus votos.</p>
<p>Ainda assim, o resultado revela que, em boa parte das cidades paulistas vencidas por Lula, a escolha majoritária para o governo estadual foi por um candidato de outro campo político.</p>
<p>Lula disputa o segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL). Reeleito governador, Tarcísio subirá ao palanque do filho de Jair Bolsonaro.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acompanhe em tempo real a apuração dos votos do primeiro turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/acompanhe-em-tempo-real-a-apuracao-dos-votos-do-primeiro-turno</link>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A apuração do primeiro turno primeiro turno das eleições brasileiras de 2026 começou às 17h deste domingo (4), pelo horário de Brasília, após uma votação que mobilizou o maior eleitorado já registrado no país. Mais de  158,7 milhões de brasileiros  estavam aptos a participar da escolha do presidente da República, governadores, senadores e deputados.</p>
<p>A dimensão da operação ajuda a dar uma ideia da escala da apuração. A Justiça Eleitoral preparou  mais de 560 mil urnas eletrônicas , distribuídas por mais de meio milhão de seções eleitorais em 5.571 municípios brasileiros. A votação também ocorreu em 186 cidades no exterior, onde cerca de 918 mil brasileiros estavam habilitados a participar da eleição.</p>
<p>Encerrada a votação em cada seção, a própria urna contabiliza os votos e gera o Boletim de Urna. Os dados são então transmitidos à Justiça Eleitoral e reunidos no processo de totalização, permitindo que os resultados sejam atualizados progressivamente ao longo das próximas horas.</p>
<p>Na disputa pela Presidência, a contagem começa sob expectativa especialmente elevada. As últimas pesquisas divulgadas neste sábado (3), véspera da eleição, mostraram  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos , tanto no primeiro turno quanto nas simulações de uma eventual disputa direta entre os dois.</p>
<p>No Datafolha, Lula apareceu com  45% dos votos válidos , contra  42% de Flávio Bolsonaro  no primeiro turno. Já a Quaest registrou  46% para Lula e 45% para Flávio , configurando empate técnico.</p>
<p>As pesquisas também apontaram um cenário de forte equilíbrio caso a eleição presidencial avance para o  segundo turno, marcado para 24 de outubro . No Datafolha, Lula registrou  47% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro . Na Quaest, o quadro se inverteu numericamente:  Flávio apareceu com 44% e Lula com 42% . Nos dois levantamentos, a diferença entre os candidatos ficou dentro da margem de erro.</p>
<p>Os números ajudam a dimensionar o ambiente de incerteza que antecedeu a abertura das urnas. Agora, as pesquisas dão lugar aos votos efetivamente registrados pelos eleitores. Para vencer a Presidência já neste domingo, um candidato precisa obter  mais da metade dos votos válidos . Caso ninguém alcance essa marca, os dois mais votados disputarão o segundo turno.</p>
<p>Além da Presidência, a apuração definirá os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal,  54 vagas no Senado , 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>O  Global South World Brasil acompanha em tempo real a totalização dos votos , a evolução da disputa presidencial, os resultados nos estados e as principais reações dos candidatos ao longo da noite.</p>
<h2>Veja os governadores eleitos e os estados que terão segundo turno</h2>
<h3>Governadores eleitos no primeiro turno</h3>
<h3>Estados e DF que terão segundo turno</h3>
<p>A votação será realizada em  25 de outubro .</p>
<h2>17h57 - Lula acompanha apuração em casa em São Paulo e Flávio Bolsonaro, em Brasília</h2>
<p>O presidente Lula (PT) acompanha a apuração dos votos das eleições deste domingo, 4, em sua casa, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista.</p>
<p>O petista votou pela manhã no ABC paulista, acompanhado pelo vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e pelas candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).</p>
<p>Já Flávio Bolsonaro (PL) votou no Rio de Janeiro e seguiu para Brasília, onde acompanha a contagem dos votos. Após a divulgação do resultado, Flávio fará um pronunciamento, em local ainda não divulgado por sua assessoria de imprensa.</p>
<p>Entre os demais candidatos, Romeu Zema (Novo) acompanha a apuração em Belo Horizonte, onde chegou após votar pela manhã em Araxá, no Triângulo Mineiro. Ronaldo Caiado (PSD), que votou em Nova Crixás (GO), seguiu para Goiânia e deve acompanhar a apuração no Palácio das Esmeraldas.</p>
<p>Renan Santos (Missão) acompanha os resultados em São Paulo, na sede do partido, depois de votar pela manhã na Zona Sul da capital, enquanto Augusto Cury (Avante) deve acompanhar a apuração em casa, em Ribeirão Preto (SP), para onde seguiu depois de votar em Colina, no interior do estado.</p>
<h2>17h31 - Pesquisas apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno</h2>
<p>As últimas pesquisas divulgadas antes da votação deste domingo, 4, apontam também para uma disputa apertada em um eventual  segundo turno da eleição presidencial, marcado para 24 de outubro , caso nenhum candidato obtenha neste domingo mais da metade dos votos válidos. Os levantamentos mostram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos nas simulações de confronto direto.</p>
<p>No Datafolha divulgado neste sábado, 3, véspera da eleição, Lula aparece com 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno, contra 46% de Flávio Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.</p>
<p>A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre os dois candidatos que lideram a disputa. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença também está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.</p>
<p>No levantamento anterior da Quaest, Flávio e Lula apareciam empatados, com 42% cada. Na pesquisa mais recente, 13% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não pretendem votar. Os indecisos passaram de 3% para 1%.</p>
<p>Encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa Quaest ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.</p>
<p>Os dois levantamentos, portanto, apontam para um eventual segundo turno altamente competitivo em 24 de outubro: o Datafolha registra vantagem numérica de Lula, enquanto a Quaest coloca Flávio Bolsonaro numericamente à frente, mas em ambos os casos os dois aparecem tecnicamente empatados.</p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
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        <media:title>Eleições 2026 Primemiro turno</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Flávio termina 1º turno à frente de Lula em disputa que vai ao segundo turno</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão confirmados no segundo turno da eleição presidencial. Flávio obteve 47,07% dos votos, e Lula teve 45,12%. </p>
<p>Os dois avançam para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, no primeiro turno mais apertado de uma eleição presidencial desde 1989, quando o Brasil voltou a escolher o presidente pelo voto direto após a ditadura militar. Pela oitava vez, a disputa presidencial será decidida em uma segunda votação. As exceções foram 1994 e 1998.</p>
<p>Flávio, que ficou atrás de Lula durante boa parte da pré-campanha e da campanha, empatou tecnicamente com o petista na reta final e terminou a primeira etapa na liderança. A diferença entre os dois chegou ao fim depois de uma corrida marcada pela aproximação dos candidatos nas pesquisas de intenção de voto.</p>
<p>Na reta final da campanha, os levantamentos já mostravam uma diferença pequena entre os dois candidatos. A última pesquisa Datafolha, divulgada antes da votação, apontava Lula com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio, enquanto a Quaest registrava 46% para o petista e 45% para o candidato do PL. No segundo turno, o instituto colocou Flávio numericamente à frente de Lula: 44% a 42%.</p>
<p>Com o resultado, as campanhas passam agora a buscar o apoio dos candidatos derrotados e de partidos que ficaram fora da disputa pelo segundo turno. Entre os nomes que podem ser procurados estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que terminaram a primeira etapa fora da disputa presidencial.</p>
<h2>Virada improvável</h2>
<p>Desde 1989, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na liderança perdeu a eleição presidencial no segundo turno.</p>
<p>O padrão se repetiu em todas as eleições desde então em que houve segunda votação: Collor, em 1989, Lula, em 2002 e 2006, Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, Jair Bolsonaro, em 2018, e Lula, em 2022, venceram o segundo turno depois de terem sido os mais votados na primeira etapa.</p>
<p>Em 2022, por exemplo, Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Jair Bolsonaro, e venceu o segundo turno por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos, com 50,90% contra 49,10%.</p>
<p>Em 2018, Bolsonaro havia terminado a primeira votação com 46,03% e venceu Fernando Haddad no segundo turno com 55,13%.</p>
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        <media:credit role="provider">MAURO PIMENTEL / AFP</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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    <item>
      <title> As principais notícias da votação no primeiro turno em todo o Brasil</title>
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      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 20:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Neste domingo (4), mais de 158,7 milhões de brasileiros  votaram no primeiro turno das eleições de 2026, o maior eleitorado já registrado no país. Das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, os eleitores escolheram o presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores — dois por estado —, além de 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>Para receber os votos, a Justiça Eleitoral preparou mais de 560 mil urnas eletrônicas. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios e também por 186 cidades no exterior, em uma operação que envolve mais de meio milhão de seções eleitorais. Cerca de 918 mil brasileiros estão habilitados a votar fora do país.</p>
<p>Os números colocam a eleição brasileira em uma escala incomum internacionalmente: em poucas horas, um contingente de eleitores superior à população da maioria dos países do mundo poderá registrar até seis escolhas diferentes na urna. Na disputa pela Presidência, 14 candidatos concorrem ao Palácio do Planalto. Nos estados, há mais de 200 candidaturas aos governos e mais de 300 ao Senado, além de milhares de candidatos às casas legislativas.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanhou ao longo deste domingo a movimentação nos locais de votação, os votos dos principais candidatos, os balanços da Justiça Eleitoral e, a partir do fechamento das urnas, a apuração dos resultados. Confira abaixo as principais notícias do primeiro turno das eleições de 2026.</p>
<h2>17h00 - Votação encerrada</h2>
<p>A votação está encerrada. O TSE exibe a  apuração em tempo real , com divulgação de resultados parciais.</p>
<h2>16h24 - Nove dos dez ministros do STF votam neste domingo</h2>
<p>Nove dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram o voto registrado publicamente neste domingo, 4, durante as eleições de 2026. Cármen Lúcia votou em Belo Horizonte (MG), enquanto André Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Edson Fachin e Luiz Fux foram às urnas em Brasília (DF). Gilmar Mendes votou em Diamantino (MT) e Alexandre de Moraes, em São Paulo (SP).</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela manhã em Brasília. Ao longo do dia, outros ministros também foram registrados em suas respectivas zonas eleitorais, incluindo Fux, que votou no início da tarde, e Moraes, que compareceu a um colégio no Jardim Paulistano, na capital paulista.</p>
<p>Até o momento, não foi localizado registro público da votação de Flávio Dino, que também integra a Corte. O levantamento considera apenas informações divulgadas publicamente por veículos de imprensa e registros de autoridades eleitorais, e pode ser atualizado caso novas informações sejam divulgadas.</p>
<p>O voto dos ministros, assim como o dos demais eleitores, é secreto. Portanto, os registros permitem identificar a presença deles nas urnas e os locais de votação, mas não revelam quais candidatos receberam seus votos.</p>
<h2>16h02 - TSE diz que não há indícios de interferência estrangeira nas eleições </h2>
<p>Durante o balanço parcial do primeiro turno das Eleições 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou que os relatórios das forças de segurança e dos órgãos de inteligência não apontaram qualquer indicativo concreto de interferência estrangeira no pleito. A avaliação de tranquilidade foi respaldada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que, mais cedo, descartou a existência de planos criminosos direcionados contra a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.</p>
<p>Ao avaliar a rotina de votação pelo país, o ministro minimizou os impactos de falhas operacionais e garantiu que o sigilo e a integridade dos votos permaneceram preservados. Embora tenha sido necessária a substituição pontual de 1.101 urnas eletrônicas que apresentaram intercorrências técnicas, a Justiça Eleitoral assegurou que o fluxo de votação seguiu sem comprometer o resultado em nenhuma seção.</p>
<p>Em relação às filas registradas em determinados locais, Nunes Marques classificou a movimentação como um comportamento padrão e recorrente em grandes centros urbanos e acrescentou que fatores climáticos atípicos, como as fortes chuvas no Paraná, levaram parte dos eleitores a se deslocar mais tarde às urnas, concentrando o fluxo de pessoas no período da tarde.</p>
<h2>15h18 - Imprensa internacional: eleição brasileira é decisiva para rumos da América Latina</h2>
<p>A eleição presidencial brasileira é acompanhada de perto por grandes veículos da imprensa internacional como uma disputa capaz de alterar não apenas os rumos do maior país da América Latina, mas também o equilíbrio político da região.</p>
<p>O britânico  The Guardian  coloca a disputa brasileira no centro da reconfiguração política da América Latina. Após uma sequência de vitórias da direita e da extrema direita e a mudança de poder na Venezuela, o jornal apresenta Lula como um dos últimos líderes da região dispostos a confrontar Donald Trump. No campo oposto, Flávio Bolsonaro é retratado como aliado do presidente norte-americano e defensor da adesão do Brasil à coalizão Escudo das Américas, liderada por Washington.</p>
<p>O jornal  The New York Times  vê no Brasil um teste para duas forças que avançaram simultaneamente na região: a ascensão da direita e a disposição do governo Trump de interferir mais diretamente nos rumos políticos dos países. O diário aponta ainda que o resultado terá consequências para a disputa de influência entre Estados Unidos e China.</p>
<p>A revista  Time   aborda as acusações de interferência do governo norte-americano na eleição brasileira. Ela recupera episódios de pressão de Washington sobre Brasília e coloca a disputa dentro de uma questão mais ampla: até que ponto Trump está contribuindo para a guinada à direita na América Latina?</p>
<p>O  Financial Times  observa que Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru já elegeram presidentes de direita ou centro-direita e avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro daria novo impulso à política de Trump para o hemisfério.</p>
<p>Já a  The Economist  faz uma leitura mais voltada para o Brasil. Em tom crítico, apresenta a escolha como uma disputa entre um “herdeiro político em busca de vingança” e um presidente de esquerda fragilizado pela idade, além de chamar a atenção para os riscos de estagnação econômica.</p>
<p>Na França, o  Le Monde   dá peso à dimensão geopolítica da disputa. O Brasil aparece como um dos últimos grandes países latino-americanos governados pela esquerda, ao lado do México. A reportagem lembra o alerta de Lula em discurso na ONU sobre o risco de interferência estrangeira na eleição e a declaração de Trump de que acompanha a eleição “muito de perto”. O  Le Figaro , por sua vez, apresenta a votação como uma escolha entre duas visões opostas da ordem mundial, resumidas pelo jornal no confronto entre “multilateralismo” e “trumpismo”.</p>
<p>O espanhol  El País   chama a atenção para o contraste entre os projetos de política externa dos dois candidatos: de um lado, a aproximação de Flávio Bolsonaro com Washington; de outro, a defesa, por Lula, de maior autonomia brasileira diante dos Estados Unidos.</p>
<p>E o argentino  La Nación  descreve o Brasil como a “peça que falta” em um mapa político da América Latina cada vez mais à direita e afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro acrescentaria um elo importante à estratégia regional de Trump.</p>
<h2>14h42 - Em países que já encerraram votação, Lula tem maioria</h2>
<p>Na eleição deste domingo (4), levantamento preliminar de boletins de urna realizado pelo portal  g1  indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em um número maior de países, enquanto Flávio Bolsonaro lidera na soma total de votos apurados até o momento fora do Brasil.</p>
<p>Entre os locais com vitória de Lula estão China, Austrália, Arábia Saudita e Finlândia. Já Flávio registrou maioria dos votos em países como Japão, Israel, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. </p>
<p>Os resultados oficiais consolidados da votação no exterior serão divulgados pelo TSE somente após as 17h (horário de Brasília), juntamente com a apuração dos votos no Brasil.</p>
<p>Ao todo, cerca de 1 milhão de eleitores brasileiros estão aptos a votar fora do território nacional. A votação conta com urnas instaladas em 186 cidades, espalhadas por 134 países, com maior concentração de eleitores nos Estados Unidos, Portugal e Japão.</p>
<p>Confira os resultados dos boletins de urna em algumas nações que já concluíram a votação, devido ao fuso horário, segundo apuração do G1.</p>
<p>Austrália Lula, 4.562 votos (53,98%) Flávio Bolsonaro, 2.579 (30,52%)</p>
<p>Arábia Saudita Lula, 52 votos (61,90%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (26,19%)</p>
<p>Catar Flávio Bolsonaro, 173 votos ( 48,45% ) Lula, 147 votos ( 41,17% )</p>
<p>China Lula, 367 votos (56,63%) Flávio Bolsonaro, 203 votos (31,33%)</p>
<p>Chipre Lula, 24 votos (42,11%) Flávio Bolsonaro, 20 votos (35,09%)</p>
<p>Coreia do Sul Lula, 123 votos (56,94%) Flávio Bolsonaro, 72 (33,33%)</p>
<p>Egito Lula, 46 votos (71,87%) Flávio Bolsonaro, 12 (18,75%)</p>
<p>Emirados Árabes Unidos Flávio Bolsonaro, 659 votos (48,92%) Lula, 469 votos (34,82%)</p>
<p>Estônia Lula, 142 votos (74,74%) Flávio Bolsonaro, 19 votos (10,00%)</p>
<p>Filipinas Flávio Bolsonaro, 33 votos (53,23%) Lula, 26 votos (41,94%)</p>
<p>Finlândia Lula, 475 votos (68,74%) Flávio Bolsonaro, 155 votos (22,43%)</p>
<p>Grécia Flávio Bolsonaro, 230 votos (46,65%) Lula, 196 (39,75%)</p>
<p>Israel Flávio Bolsonaro, 523 votos (74,40%) Lula, 92 (13,09%)</p>
<p>Japão Flávio Bolsonaro, 24.601 votos (71,59%) Lula, 5.222 votos (15,20%)</p>
<p>Kuwait Lula, 54 votos (73,97%) Flávio Bolsonaro, 12 votos (16,43%)</p>
<p>Malásia Lula, 44 votos (53,66%) Flávio Bolsonaro, 27 votos (32,93%)</p>
<p>Nova Zelândia Lula, 234 votos (70,48%) Flávio, 64 votos (19,28%)</p>
<p>Palestina Lula, 1.078 votos (93,09%) Flávio Bolsonaro, 46 (3,97%)</p>
<p>Quênia Lula, 26 votos (56,52%) Flávio Bolsonaro, 17 votos (36,95%)</p>
<p>Romênia Lula, 31 votos (50%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (35,48%)</p>
<p>Singapura Lula, 190 votos (54,60%) Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%)</p>
<p>Síria Lula, 97 votos (89,81%) Flávio Bolsonaro, 7 votos (6,48%)</p>
<p>Tailândia Flávio Bolsonaro, 51 votos (50%) Lula, 40votos (39,22%)</p>
<p>Taiwan Flávio Bolsonaro, 107 votos (48,86%) Lula, 77 votos (35,16%)</p>
<h2>13h34 - Diretor da PF diz que não há risco para embaixadas durante a eleição</h2>
<p>Neste domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações da corporação não identificaram indícios de planos de ataque ou risco efetivo contra representações diplomáticas em Brasília. A declaração foi dada durante um balanço sobre a segurança no processo eleitoral.</p>
<p>Na última sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão direcionados a dois suspeitos investigados por um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos. </p>
<p>A apuração apontou que os alvos publicavam comentários em redes sociais e, a princípio, não possuem ligação entre si — hipótese que ainda está sob análise. </p>
<p>A informação sobre as suspeitas partiu do governo dos Estados Unidos, que comunicou a embaixada dos EUA no Brasil. Esta acionou o Ministério das Relações Exteriores, que repassou o caso à Polícia Federal.</p>
<p>"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", declarou Andrei Rodrigues. </p>
<p>"Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada."</p>
<p>O diretor-geral reforçou que o material recolhido não demonstra nenhuma ação prática em andamento. Um inquérito policial foi instaurado para analisar os itens apreendidos e avaliar eventuais desdobramentos da investigação.</p>
<h2>13h07 - O peso dos votos para o Congresso</h2>
<p>Neste domingo de eleição no Brasil, a escolha de deputados estaduais, federais e senadores ganha importância porque pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), preso por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>A acirrada disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concentra as atenções. Mas a renovação da Câmara dos Deputados e de dois terços do Senado, ambos de maioria conservadora hoje, será decisiva para o futuro presidente.</p>
<p>O voto do Congresso é necessário para a anistia defendida por Flávio Bolsonaro para seu pai, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado contra Lula em 2022.</p>
<p>Michelle (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), respectivamente esposa e filho do ex-presidente, disputam dois dos 54 assentos em jogo no Senado.</p>
<p>Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), de 28 anos e o mais novo dos filhos homens do ex-presidente, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, que seu meio-irmão, Eduardo, deixou ao se autoexilar nos Estados Unidos em 2025.</p>
<p>Dezenas de pedidos para destituir Alexandre de Moraes, o juiz que conduziu o processo contra Jair Bolsonaro, aguardam tramitação no Senado.</p>
<p>Até agora, eles foram barrados pela presidência da Casa, nas mãos do "centrão", bloco conservador informal. Mas o novo Senado escolherá seu presidente em fevereiro.</p>
<p>Destituir um juiz requer 54 dos 81 votos dos senadores. Flávio Bolsonaro defende um "impeachment" de Moraes.</p>
<p>"É um poder que nunca foi utilizado, mas diversos membros do Senado, especialmente da direita, apontaram que faz parte de sua plataforma, vamos dizer, política", disse à AFP Alvaro Jorge, professor de direito da Fundação Getúlio Vargas.</p>
<p>O Senado também aprova ou rejeita os indicados do presidente para o Supremo Tribunal Federal. Quem vencer as eleições presidenciais poderá indicar quatro de seus 11 integrantes.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados disputam-se as 513 cadeiras. Cerca de 80% dos deputados tenta a reeleição no plenário, onde hoje o bolsonarismo tem a maior bancada, mas sem ser maioria. (Com informações da AFP)</p>
<h2>11h08 - Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury votam no primeiro turno</h2>
<p>Além de Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e Flavio Bolsonaro (PL) os outros quatros candidatos à Presidência que registram índices superiores a 1% nas pesquisas eleitorais votaram na manhã deste domingo (4).</p>
<p>Romeu Zema (Novo) foi às urnas por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG). O candidato entrou na cabine com o celular, o que é proibido pela Justiça Eleitoral. Zema afirmou que não utilizou o aparelho durante o voto. “Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora”, disse.</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, em Nova Crixás (GO), acompanhado do candidato a vice, Gilberto Kassab. Após votar, afirmou que sua proposta é “livrar” a população da violência e dos juros elevados e disse que agora é momento de “aguardar o resultado das urnas”.</p>
<p>Renan Santos (Missão) votou por volta das 10h30 na Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima, em Interlagos, na zona sul de São Paulo. Acompanhado por integrantes do partido, afirmou estar “muito esperançoso com o resultado” e voltou a criticar a polarização e o voto útil durante a campanha.</p>
<p>Augusto Cury (Avante) votou às 11h na Emef Coronel José Venâncio Dias, em Colina, no interior paulista, sua cidade natal. Esta é a primeira eleição disputada pelo escritor e psiquiatra. Após votar, Cury segue para Ribeirão Preto, onde acompanhará a apuração. Até a publicação das primeiras informações sobre sua votação, não havia sido divulgada uma declaração do candidato após deixar a urna.</p>
<h2>10h34 - Lula diz que eleitor escolherá entre “regime democrático ou barbárie”</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Após deixar a seção eleitoral, Lula afirmou que a votação representa uma escolha entre diferentes projetos para o país.</p>
<p>“O que está em jogo é definição de um projeto de Brasil. O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o desenvolvimento e o atraso”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também disse estar confiante no resultado e afirmou que respeitará a decisão das urnas. O presidente estava acompanhado, entre outros aliados, do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).</p>
<h2>10:05 - Flávio Bolsonaro promete "libertar o povo brasileiro"</h2>
<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, prometeu, neste domingo (4), "libertar o povo brasileiro" se vencer as eleições frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>"O Brasil precisa de mudança, o Brasil não aguenta mais tanto sofrimento, tantos impostos altos, tantas mulheres mortas, tanta perseguição política", disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), após votar no Rio de Janeiro.</p>
<h2>9h35 - Lula e Flávio Bolsonaro votam nas primeiras horas do primeiro turno</h2>
<p>A votação do primeiro turno das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo (4) em todo o país, pelo horário de Brasília. Os dois principais candidatos à Presidência votaram nas primeiras horas da manhã. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O presidente e candidato à reeleição esteve acompanhado de Janja e de aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin e candidatos da coligação em São Paulo.</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) chegou por volta das 8h05 à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e de aliados, o candidato votou e depois falou com jornalistas. Flávio afirmou confiar em uma migração de eleitores de outros candidatos para sua candidatura ainda no primeiro turno, citando levantamentos internos de sua campanha.</p>
<p>A votação prossegue até as 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila nesse horário ainda poderão votar. A divulgação dos resultados começa após o encerramento da votação.</p>
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      <title>Quaest aponta empate técnico de Lula com Flávio Bolsonaro no primeiro turno</title>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 23:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Quaest divulgada neste sábado, 3, mostra a disputa pela Presidência da República em um cenário de indefinição na véspera do primeiro turno. Considerando apenas os votos válidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança com 46%, seguido de perto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 45%.</p>
<p>Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.</p>
<p>Logo atrás aparecem três candidatos com 3% dos votos válidos cada: o escritor Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Os demais concorrentes — Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) — não pontuaram no cálculo de votos válidos.</p>
<p>A divulgação por votos válidos segue a métrica oficial utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para determinar os vencedores nas urnas. O cálculo considera exclusivamente os votos dados aos candidatos, descartando os votos brancos, nulos e as abstenções.</p>
<p>Para vencer a eleição ainda no primeiro turno, o candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, 50% mais um voto.</p>
<p>Para chegar a essas projeções, a Quaest aplica a metodologia do  likely voter  (eleitor provável), cruzando as intenções de voto declaradas pelos entrevistados com o perfil histórico e provável de comparecimento às urnas no dia do pleito.</p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>A Quaest também simulou um eventual cenário de segundo turno entre os dois primeiros colocados na pesquisa do primeiro turno. Na disputa direta, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>No levantamento anterior, Flávio e Lula apareciam empatados com 42% cada. Na simulação atual, o percentual de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar manteve-se em 13%. Os indecisos oscilaram de 3% para 1%.</p>
<p>Encomendada pela Globo e pelo jornal  O Globo , a pesquisa ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.</p>
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        <media:title>FotoJet</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 42% dos votos válidos na véspera do 1º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-45-e-flavio-bolsonaro-42-dos-votos-validos-na-vespera-do-1-turno</link>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 21:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 3, véspera das eleições, Lula (PT) aparece à frente do segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), com 45% ante 42% de seu rival.</p>
<p>Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3%; Escritor Augusto Cury (Avante), 3%; Romeu Zema (Novo), 1%. Os demais não pontuaram.</p>
<p>O cálculo dos votos válidos -- critério oficial da Justiça Eleitoral no pleito deste domingo, 4 -- desconsidera os votos brancos e nulos. Nas pesquisas de intenção de voto, o método é o mesmo, descartando-se também as respostas dos eleitores indecisos.</p>
<p>No levantamento anterior, o petista tinha 45%, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL). </p>
<p>Encomendada pela Folha e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 4.006 pessoas em 122 municípios entre sexta-feira (2) e sábado (3). O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708/2026.</p>
<p>A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. </p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>No segundo turno, o instituto mostra Lula com 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro, resultado que representa empate dentro da margem de erro.</p>
<p>Brancos, nulos e sem candidatos definidos são 6%, enquanto 2% não definiram o voto. </p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Aposta no Sudeste marca ofensiva final de Lula e Flávio antes do primeiro turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/aposta-no-sudeste-marca-ofensiva-final-de-lula-e-flavio-antes-do-primeiro-turno</link>
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      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A dois dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram a reta final de suas campanhas no  Sudeste, região que reúne Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e soma 63,3 milhões de eleitores  –  quase 40% do eleitorado nacional.</p>
<p>Leia também:   Cancelamento de debate da Globo transforma noite de Lula e Flávio em guerra de audiência</p>
<p>A movimentação reflete as escolhas de cada lado nas últimas semanas: enquanto o petista alternou viagens a redutos históricos do partido no Nordeste com agendas em estados de disputa acirrada, o candidato do PL focou na consolidação de alianças onde a estrutura bolsonarista já se mostrava mais consolidada.</p>
<p>O principal palco desse embate nesta sexta-feira, 2, é  Minas Gerais , segundo maior colégio eleitoral do país, onde Lula venceu Jair Bolsonaro em 2022 por uma margem de apenas 50 mil votos.</p>
<p>Com pesquisas indicando um novo cenário emparelhado entre os 16,3 milhões de eleitores mineiros, Lula cumpre agenda em Belo Horizonte ao lado de Patrus Ananias, candidato do PT ao governo estadual, enquanto Flávio participa do “Bloquinho do Nikolas” em Montes Claros, acompanhado do deputado Nikolas Ferreira e de candidatos do PL.</p>
<p>Para além dos atos de rua, as estratégias para captar o eleitorado decisivo tomaram caminhos distintos nesta reta final. A campanha de Lula lançou o “Lulaço”, uma mobilização de 48 horas com panfletagens e carreatas focada em estimular o comparecimento às urnas e atrair mulheres e idosos através da defesa das medidas do governo.</p>
<p>Já Flávio voltou seus esforços para a tese do voto útil, buscando absorver eleitores de candidaturas como as de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, com o endosso público de aliados como o governador paulista Tarcísio de Freitas.</p>
<p>A divergência de tom também ficou evidente no encerramento da propaganda na televisão e na migração da disputa para o ambiente digital após o cancelamento do debate da TV Globo. </p>
<p>Enquanto Lula combinou a prestação de contas do mandato com críticas ao adversário em temas como apostas esportivas, religião e segurança, encerrando a semana com 1,7 milhão de espectadores simultâneos em entrevista ao Flow Podcast, Flávio usou o horário eleitoral para pedir um "voto de confiança" e transmitiu uma live ao lado de aliados que atingiu 900 mil conexões no pico de audiência. </p>
<p>No sábado, 3, os dois encerram as atividades de rua no maior colégio eleitoral do país: o presidente faz caminhada na capital paulista ao lado de Fernando Haddad, e o senador realiza carreata pelo interior de São Paulo com Tarcísio de Freitas.</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 40% em votos válidos no 1º turno   </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-45-e-flavio-40-em-votos-validos-no-1-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 22:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1º, a três dias da eleição, mostra Lula com 45% das intenções em votos válidos e Flávio, 40%. Nessa modalidade, são excluídos votos brancos, indecisos e nulos.</p>
<p>Na sequência, aparecem Augusto Cury (Avante) com 4%, empatados em seguida Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) somam 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>No levantamento anterior, o petista somava 43% dos votos válidos no primeiro turno e seu principal adversário marcava 39%.</p>
<p>Às vésperas da votação, o instituto divulga levantamentos em que se consideram apenas os votos válidos — critério idêntico ao adotado pelo TSE ao descartar brancos, nulos e indecisos. Com essa metodologia, que projeta o cenário exato das urnas, vence no primeiro turno quem alcançar metade dos votos válidos mais um.</p>
<p>Vale lembrar que, para que a disputa acabe no 1º turno, um dos candidatos precisa ter 50% dos votos válidos mais um.</p>
<h2>Cenários de 2º turno</h2>
<p>Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno.</p>
<p>Lula x Flávio Bolsonaro</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 47%)</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 46%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 42% (eram 44%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 49% (eram 48%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 40% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 48%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 39% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 12%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Augusto Cury</p>
<p>Lula (PT): 47% (eram 46%)</p>
<p>Augusto Cury (Avante): 42% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no TSE é BR-08039/2026.</p>
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        <media:credit role="provider">Montagem/GSW Brasil</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como Lula e Flávio se mobilizam para ‘liquidar a fatura’ em primeiro turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-lula-e-flavio-se-mobilizam-para-liquidar-a-fatura-em-primeiro-turno</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na semana do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo, 4, tanto o presidente Lula (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassam 40% das intenções de voto e trabalham para conquistar a vitória sem necessidade de segunda votação — o que depende da obtenção de maioria entre os votos válidos.</p>
<p>Com um cenário em que os demais concorrentes não empolgam nas pesquisas e seus respectivos movimentos, lulismo e bolsonarismo, se solidificam eleitoralmente, o  GSW Brasil  explica neste texto como as duas campanhas estão trabalhando, cada uma a seu modo, para acelerar a definição da disputa pelo Palácio do Planalto.</p>
<h2>Derretimento de um lado, calcificação do outro</h2>
<p>O histórico pesa contra os dois concorrentes mais competitivos à Presidência da República. Em nove eleições diretas desde a redemocratização, apenas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) alcançou mais de 50% dos votos válidos e venceu em turno único (foram duas vezes, em 1994 e 1998).</p>
<p>Nos demais pleitos, a disputa estendeu-se por duas votações, todas elas opondo um candidato do PT a um adversário à direita, dualidade que se mantém para 2026. Desde a ascensão de Jair Bolsonaro (PL) ao Executivo, em 2018, no entanto, o eleitorado brasileiro passa por um fenômeno que Felipe Nunes e Thomas Traumann, autores de “Biografia do Abismo” (HarperCollins Brasil, 2023), chamam de “calcificação”. </p>
<p>Nesta dinâmica, petismo e bolsonarismo fidelizam grupos que não trocam de candidato sob nenhuma hipótese e são capazes de concentrar a maior parte dos votantes do país.</p>
<p>Nas rodadas mais recentes de Datafolha e Quaest, Lula e Flávio somaram mais de 80% das intenções de votos válidos — soma que exclui brancos, nulos e indecisos — para este domingo.</p>
<p> Somada à tendência de redução daqueles que ainda não se decidiram e de estabilização ou queda do percentual que declara voto em Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), a equação levou analistas e pesquisadores a apontarem para a possibilidade de migração de eleitores rumo às candidaturas que estão em vantagem, aumentando as chances de que uma delas alcance o número “mágico”.</p>
<h2>As peças se movem pelo ‘voto útil’</h2>
<p>Diante da possibilidade de exercitar um fenômeno conhecido como “voto útil”, tanto a campanha do incumbente quanto a do bolsonarista têm buscado estimular essa migração, usando o alto nível de rejeição ao respectivo oponente — 54% rejeitam Lula e 56%, Flávio, segundo a Quaest — como incentivo à resolução antecipada. </p>
<p>O PL tem reforçado o investimento na imagem da família Bolsonaro como única capaz de derrotar o petismo e, nos últimos dias, articulações para que Zema desistisse da candidatura para apoiar o “Zero Um” ganharam força sob a premissa de agregar os votos da direita.</p>
<p>Os petistas têm mais dificuldade em atrair eleitores dos postulantes menores, que estão alinhados à direita, e optam por reeditar um discurso conhecido da eleição de 2022 de que, com Flávio no páreo, a democracia estaria ameaçada — seu pai, vale lembrar, foi condenado por tentar um golpe de Estado após perder a reeleição. </p>
<p>Em 28 de setembro, a Fundação Perseu Abramo, braço acadêmico do PT, publicou um artigo intitulado “Voto útil: especialistas analisam a escolha estratégica no primeiro turno das eleições” em que considera essa dinâmica.</p>
<p>Além do risco de que o oponente tenha maior potencial de crescimento na segunda etapa da votação — dada a possibilidade de herdar votos dos derrotados por similaridade ideológica —, Lula é ameaçado ainda por outros fatores, como o risco de perder palanques em estados estratégicos. </p>
<p>Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, pesquisas projetam uma derrota do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sem necessidade de segundo turno; em Minas Gerais, o segundo, os levantamentos indicam chances de Cleitinho Azevedo (Republicanos) terminar o domingo eleito.</p>
<p>Fundador do instituto de pesquisas Ideia e professor da Universidade George Washington, Maurício Moura afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o “Zero Um” poderá ser beneficiado, nesta definição, por um fenômeno conhecido como “antipetismo de chegada”. </p>
<p>Neste cenário, é comum “as pessoas largarem os candidatos de alguma preferência no primeiro turno e votarem naquele candidato que tem melhor condição de ganhar do PT já no primeiro turno”, afirmou.</p>
<p>Por outro lado, o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, avaliou à emissora GloboNews que as chances de conclusão em turno único são baixas. </p>
<p>“Pelo menos metade dos eleitores desses outros nomes da terceira via já definiu o voto e provavelmente não vai abandonar os seus candidatos preferidos. Até porque a rejeição dessas pessoas ao Flávio Bolsonaro e ao Lula é uma rejeição muito óbvia. Então, essa migração é difícil”, avaliou.</p>
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        <media:credit role="provider">Montagem/GSW Brasil</media:credit>
        <media:title>FotoJet</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como a disputa pelo eleitor religioso virou munição na campanha e tensionou as relações entre STF e TSE </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-a-disputa-pelo-eleitor-religioso-virou-municao-eleitoral-e-tensionou-as-relacoes-entre-stf-e-tse</link>
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      <pubDate>Mon, 28 Sep 2026 16:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Faltando uma semana para o primeiro turno da eleição presidencial, a circulação de um projeto de lei de 2007 que propunha restringir aos católicos o título de padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida passou a ser usada nas redes sociais para desgastar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). </p>
<p>A proposta, de autoria do ex-deputado Victorio Galli (à época, do PMDB) e arquivada há anos na Câmara dos Deputados, ganhou alcance ao ser associada falsamente ao parlamentar, num movimento impulsionado pelo fato de ele ser evangélico e ter um histórico de declarações sobre a relação entre o Estado e a religião, embora jamais tenha apresentado qualquer iniciativa para alterar o estatuto da santa. </p>
<p>A controvérsia escalou quando o ator e humorista Antonio Tabet publicou uma mensagem afirmando que "a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida", levando a defesa do candidato a acionar a Justiça Eleitoral sob a alegação de difusão de desinformação.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asDiJU7asGFUumDyy.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>A publicação atingiu milhões de visualizações e abriu espaço para que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explorasse o episódio para desgastar o adversário e avançar sobre o eleitorado religioso. </p>
<p>O movimento contou com a participação direta da primeira-dama, Janja da Silva, que compartilhou mensagens de devoção à padroeira, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), provocando reações da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e levando Flávio a acusar membros da entidade de atuarem politicamente contra a sua candidatura.</p>
<p> Diante das acusações do parlamentar e do avanço das falsas narrativas, a CNBB reforçou sua posição ao publicar um manifesto em vídeo defendendo que "a democracia também é espaço para que nossas diferenças possam existir com respeito e liberdade" e que "a mentira não se combate com outra mentira", rebatendo qualquer envolvimento institucional na disputa partidária.</p>
<p> A postura da entidade forçou o candidato do PL a ir a público desmentir a autoria do projeto e realizar transmissões ao vivo ao lado de lideranças religiosas para conter o desgaste e frear a perda de apoio entre os católicos moderados.</p>
<h2>O embate no Judiciário e o peso das pesquisas</h2>
<p>O episódio gerou um atrito institucional entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) em um intervalo de menos de 72 horas. Atuando na Corte Eleitoral, o ministro André Mendonça atendeu a um pedido da campanha de Flávio e mandou remover a postagem de Tabet e conteúdos correlatos sob multa diária de R$ 30 mil, argumentando a necessidade de estancar narrativas inverídicas na reta final da disputa.</p>
<p> No dia seguinte, porém, o ministro Flávio Dino, do STF, acolheu uma reclamação constitucional da defesa do humorista e cassou a decisão de Mendonça, sustentando que a medida configurava censura prévia e apontando que a Justiça Eleitoral não poderia presumir que o termo "família miliciana" se referia diretamente a Flávio Bolsonaro. </p>
<p>A decisão de Dino fez o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, procurar o presidente do STF, Edson Fachin, para protestar contra a interferência direta sobre a jurisdição eleitoral e defender a autonomia do tribunal no controle da propaganda eleitoral.</p>
<p>Paralelamente ao desgaste no segmento católico, o debate religioso acumulou tensão no campo evangélico devido à pressão exercida por aliados conservadores sobre a atuação do próprio André Mendonça no julgamento do Caso Master. </p>
<p>Indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro sob a premissa de representar a bancada "terrivelmente evangélica", Mendonça passou a ser cobrado ostensivamente por apoiadores do ex-presidente por posicionamentos considerados desalinhados das expectativas da base política que viabilizou sua nomeação, expondo a volatilidade do eleitorado religioso perante a conduta dos tribunais superiores.</p>
<p>A exploração do episódio pela campanha de Lula e a reação defensiva do grupo de Flávio refletem os recortes demográficos das últimas pesquisas de intenção de voto. </p>
<p>No levantamento Quaest divulgado nesta segunda-feira, Lula registra 39% das intenções de voto gerais no primeiro turno contra 34% de Flávio Bolsonaro, mas as estratificações por religião mostram que o atual presidente soma 48% das preferências entre os católicos — grupo que representa quase metade do eleitorado nacional —, enquanto o senador do PL mantém 27%. Entre os evangélicos, o cenário mostra Flávio liderando com 46% contra 27% de Lula.</p>
<p>Com o avanço para 48% entre os católicos e a aproximação com símbolos religiosos na reta final, a campanha petista busca blindar sua vantagem e explorar a rejeição de Flávio no segmento, enquanto a candidatura do PL atua na contenção de danos entre os católicos e tenta assegurar a coesão de sua base evangélica diante das cobranças sobre o STF.</p>
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        <media:credit role="provider">Antonio Cruz/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>Nossa Senhora da Conceição Aparecida</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula chega à reta final da campanha sem a folga que tinha sobre Bolsonaro em 2022 </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-chega-a-reta-final-da-campanha-sem-a-folga-que-tinha-sobre-bolsonaro-em-2022</link>
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      <pubDate>Sun, 27 Sep 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A uma semana do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra quatro pontos percentuais de vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, segundo levantamento Datafolha divulgado nesta quinta-feira (24). Com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado no limite do intervalo de variação configura um empate técnico.</p>
<p>O dado revela um caminho mais difícil para o petista do que o registrado no mesmo período da campanha de 2022, quando Lula mantinha uma dianteira de 14 pontos sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL), marcando 47% das intenções de voto contra 33% do adversário. A margem de erro da pesquisa era a mesma que a do último levantamento feito pelo instituto.</p>
<p>Há quatro anos, o Datafolha indicava que Lula tinha 50% dos votos válidos na reta final, alimentando a expectativa de liquidar a eleição no primeiro turno. Nas urnas, contudo, o petista obteve 48,4% dos votos válidos contra 43,2% de Jair Bolsonaro, levando a decisão para a segunda rodada, na qual se elegeu com 50,9% dos votos. </p>
<p>Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula registra hoje 46% das intenções de voto contra 32% de Flávio Bolsonaro, patamar inferior aos 57% contra 24% registrados em 2022. </p>
<p>Na faixa de dois a cinco salários mínimos, o petista soma 33% contra 41% do rival do PL, mantendo a desvantagem que já apresentava na eleição passada (36% a 43%). Já no eleitorado feminino, a liderança de Lula caiu de 49% contra 29% em 2022 para 42% contra 33% no levantamento atual.</p>
<p>O quadro de rejeição e avaliação de governo também se mostra menos favorável ao Palácio do Planalto do que há quatro anos. A taxa de eleitores que afirmam não votar em Lula de jeito nenhum subiu de 39% em 2022 para 45% em 2026, empatando exatamente com a rejeição creditada a Flávio Bolsonaro (45%). Em 2022, Jair Bolsonaro acumulava 52% de rejeição a dez dias do pleito. </p>
<p>Quanto ao desempenho da gestão, 40% dos entrevistados classificam o governo Lula 3 como ruim ou péssimo, enquanto 34% o consideram ótimo ou bom. No mesmo período da campanha anterior, a gestão de Jair Bolsonaro era reprovada por 44% e aprovada por 32% do eleitorado.</p>
<p>A pesquisa mais recente do Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre os dias 22 e 23 de setembro em 125 municípios, e foi ecomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como o custo de vida corroeu um trunfo de Lula e virou motor da oposição </title>
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      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O IPCA (Índice de Preços no Consumidor) caiu de 0,07% em julho para uma deflação de 0,32% em agosto, a menor taxa para o mês desde 2022, enquanto o desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, 0,3 ponto percentual abaixo de um ano antes, segundo o IBGE, e o rendimento médio real está em R$ 3.762, 3,3% acima do registrado no mesmo período de 2025. Esses bons indicadores econômicos, usados pelo governo  Lula  (PT) como argumento para a reeleição, porém,  não refletem na percepção da população.</p>
<p>Segundo pesquisa Quaest divulgada neste mês,  67% dos entrevistados disseram ter percebido aumento nos preços dos alimentos no mês anterior , enquanto apenas 9% afirmaram ter notado queda.</p>
<p>A distância entre os números da economia e a experiência cotidiana ajuda a explicar um dos principais problemas da campanha de Lula e que tem sido explorada pela oposição, especialmente  Flávio Bolsonaro  (PL), que concentra parte das suas propagandas na televisão no poder de compra das famílias e nos preços dos alimentos.</p>
<p>Em agosto, durante agenda em Alagoas, o candidato afirmou que os R$ 600 do Bolsa Família “enchiam o carrinho” durante o governo de Jair Bolsonaro, mas “agora não enchem mais”. Em outro evento, no Rio Grande do Sul, disse que seu compromisso seria “fazer com que a comida volte a ficar barata, como era na época do presidente Bolsonaro”.</p>
<p>O dilema vivido por Lula guarda paralelos diretos com o cenário enfrentado por  Joe Biden  nos Estados Unidos em 2024. Na ocasião, o democrata apresentava números de emprego históricos e queda na inflação, mas acabou tragado pela "inflação percebida" no cotidiano das famílias americanas, que não sentiam a recuperação no bolso.</p>
<p>“Existe uma percepção contagiante de mal-estar econômico ligado à alimentação que contamina até os eleitores que sabem que há números positivos na macroeconomia. Aconteceu exatamente isso com o próprio Biden nos Estados Unidos, e a oposição está sabendo explorar muito bem essa sensação”, avalia o  cientista político Leandro Consentino, professor do Insper.</p>
<p>A mesma mensagem aparece no plano de governo do filho de Jair, que dedica um capítulo ao tema com o título  “Brasil Mais Barato — para sobrar dinheiro no fim do mês”.  O documento afirma que o governo Lula tornou tudo mais caro e promete reduzir impostos sobre o consumo, os custos de transporte e a conta de luz, além de criar medidas para diminuir o preço dos alimentos e fazer acenos liberais no estilo do argentino Javier Milei.</p>
<p>Nas redes sociais, a campanha também levou a disputa para dentro dos supermercados, com vídeos de Flávio mostrando preços nas prateleiras e associando o custo da comida ao governo Lula.</p>
<p>O  avanço de Flávio nas últimas pesquisas  indica que a estratégia surtiu efeito, o que provocou respostas de Lula que passou a abordar preço de alimentos, renda e poder de compra em suas peças na televisão.</p>
<p>Para Consentino, a dificuldade do governo está justamente em transformar indicadores que melhoraram em uma percepção concreta para o eleitor. “Por mais que você exiba indicadores macroeconômicos sólidos, não é isso que o brasileiro come no dia a dia. Você precisa transformar essa narrativa de indicadores econômicos positivos em ativos do ponto de vista socioeconômico para o dia a dia da população.”</p>
<p>Ao podcast Café da Manhã, da Folha de S. Paulo, a economista  Monica de Bolle  diferencia inflação e nível de preços e ajuda a explicar por que uma queda do IPCA não significa necessariamente que o consumidor tenha a sensação de que a vida ficou mais barata.</p>
<p>“Uma coisa é a gente falar que o preço da carne, do ovo e do leite está maior do que há dois anos. Outra coisa é falar que a inflação está mais alta que há dois anos. Mas, no final, o que fica mais evidente para o consumidor é isso que muitas das campanhas estão explorando.”</p>
<h2>A contraofensiva do Planalto</h2>
<p>Em setembro, Lula anunciou um  reajuste de 15,04% no Bolsa Família , elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro — anunciado a apenas 17 dias do primeiro turno. O anúncio veio depois de reuniões do presidente com mulheres que relataram dificuldades para manter o orçamento familiar diante da alta dos preços, especialmente dos alimentos.</p>
<p>Para Consentino, a proximidade da medida com a eleição contribui para que ela seja interpretada também sob uma perspectiva eleitoral. “O governo está anunciando muita coisa agora, muito próximo das eleições, e isso tende a ser visto como algo eleitoreiro — o que, por vezes, é eleitoreiro mesmo. Reajustar o Bolsa Família faltando poucos dias para o primeiro turno guarda muita relação com a dinâmica do pleito. Em parte, o governo escancara esse tipo de percepção e, de novo, a oposição sabe explorar muito bem essa questão.”</p>
<p>A campanha de Lula também passou a responder diretamente à ofensiva de Flávio sobre os preços dos alimentos. Em 17 de setembro, o programa eleitoral do presidente levou o tema para a televisão e associou a alta do arroz e do feijão ao governo Jair Bolsonaro, reconhecendo também que a situação ainda não atinge o patamar ideal.</p>
<p> “Eu sei que ainda não está bom. Tem gente prometendo baixar o preço das coisas. Mas, quando eles tiveram a caneta na mão, o arroz e o feijão chegaram às alturas”, afirmou Lula, que citou medidas adotadas ou anunciadas pelo governo para aumentar o poder de compra, como a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, a ampliação do limite de faturamento do MEI, o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.</p>
<p>Monica de Bolle afirma que medidas como o reajuste do Bolsa Família podem produzir algum alívio no orçamento, mas o efeito eleitoral depende de quanto essas ações conseguem alterar a experiência concreta do eleitor até a votação.</p>
<p>No documento da campanha de Flávio que prevê redução de impostos sobre o consumo e medidas relacionadas aos preços de energia e combustíveis, além de propostas para diminuir custos de transporte, melhorar a logística e ampliar a capacidade de armazenamento de alimentos.</p>
<p>Para a economista, porém, as propostas de Flávio para o tema  deixa questões econômicas sem resposta, já que não explica quais mudanças seriam feitas na área fiscal e quais tributos poderiam ser reduzidos.</p>
<p>“A estratégia de apontar pro governo Lula e falar que está tudo errado, que está tudo mais caro mas não dar detalhes, é problemática porque, no final das contas, o que Flávio diz para os seus eleitores o que vão fazer?”, questiona.</p>
<p>A economista também considera que a disputa ainda está concentrada em medidas de efeito mais imediato, sem que as duas campanhas tenham apresentado ao eleitor uma discussão mais detalhada sobre os próximos anos.</p>
<p>“O importante pras duas campanhas seria apresentar para o eleitorado uma perspectiva futura, para além do imediato. Sobre isso a gente não tem qualquer discussão.”</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36; candidatos empatam tecnicamente em 2º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-40-e-flavio-bolsonaro-36-candidatos-empatam-tecnicamente-em-2-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 22:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 24, mostra o presidente Lula (PT) na liderança com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.</p>
<p>Na comparação com a rodada anterior do instituto, Lula oscilou um ponto positivamente, enquanto Flávio manteve o percentual de votos.</p>
<p>Aparecem na sequência Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3% e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) com 1%. Os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>Brancos e nulos são 5%, enquanto 2% ainda não decidiram em quem votar.</p>
<p>Na modalidade espontânea -- quando os candidatos não são apresentados ao eleitor --, Lula também oscilou um ponto positivamente (de 35 para 36%) e Flávio manteve o percentual de intenção de voto.</p>
<h2>2º turno</h2>
<p>Em eventual disputa de 2º turno, o petista soma 47% das intenções de voto e Flávio, 45%, em situação de empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.</p>
<p>Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e seu oponente somava 44%.</p>
<p>O Datafolha também simulou cenários de segundo turno entre Lula e os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 46%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)</p>
<p>Indecisos: 1% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 49%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 1% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 47%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Augusto Cury</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 44%)</p>
<p>Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>O levantamento do Datafolha foi realizado entre os dias 22 e 23 de setembro, ouvindo 2.002 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00304/2026.   </p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Avanço de Flávio nas pesquisas antecipa articulações com Centrão por 2º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/crescimento-de-flavio-nas-pesquisas-antecipa-articulacoes-com-centrao-para-o-2-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O avanço de  Flávio Bolsonaro (PL)  nas últimas pesquisas, que passaram a mostrar um cenário de  empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  em  eventual segundo turno, já leva partidos do Centrão a antecipar movimentos em relação à disputa.</p>
<p>Legendas que   adotaram neutralidade no primeiro turno a fim de preservar arranjos regionais e aguardar o resultado das urnas  já discutem a possibilidade de apoiar o senador na segunda etapa do pleito , enquanto Lula tenta manter parte desse grupo ao seu lado ou, ao menos, evitar uma adesão em bloco ao candidato do ‘Zero Um’.</p>
<p>Para a campanha de Flávio, terminar o primeiro turno à frente de Lula seria um trunfo nas negociações com os partidos que ainda não escolheram um lado. Aliados do senador avaliam que a  liderança nas urnas na votação de 4 de outubro fortaleceria sua posição para atrair o Centrão  e reunir setores que hoje mantêm neutralidade em torno de sua candidatura. </p>
<p>O jornal Folha de S. Paulo reportou que Flávio já costura acordos com dirigentes partidários e, nesta semana, encontrou o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, e Antonio Rueda, do União Brasil, para lograr o apoio das siglas à candidatura em eventual segundo turno.</p>
<p>A federação avalia a possibilidade, mas a negociação envolve garantias de espaço em um eventual governo bolsonarista e, principalmente, na eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2027.</p>
<p>A permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando da Casa é defendida pelos partidos, mas o senador tem mantido diálogo com o governo Lula e é contrário ao avanço de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, pauta cara ao bolsonarismo.</p>
<h2>Os cálculos dos partidos</h2>
<p>A movimentação do PP também passa pela situação de Ciro Nogueira, que disputa a reeleição ao Senado pelo Piauí e vinha defendendo a neutralidade do partido no primeiro turno, mas acabou se aproximando da possibilidade de apoiar Flávio depois que a relação com Lula se desgastou em razão do nível de apoio do presidente a outros candidatos na disputa pelas duas vagas ao Senado do estado -- Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).</p>
<p>Enquanto a federação União-PP se reaproxima de Flávio, os demais partidos do Centrão mantêm maior cautela. No Republicanos, lideranças avaliam que a eleição continua aberta e trabalham para preservar a distância da disputa presidencial, deixando para depois do primeiro turno a decisão sobre  eventual apoio. </p>
<p>A legenda, que tem uma bancada significativa no Congresso e interesses eleitorais espalhados por diferentes estados, também precisa considerar as alianças regionais antes de aderir a qualquer candidato.</p>
<p>No PSD, aliados de Lula tentam garantir a neutralidade do partido no segundo turno, enquanto  Ronaldo Caiado, candidato da legenda à Presidência, tende a apoiar Flávio  caso fique de fora da disputa definitiva. O presidente nacional do partido e vice de Caiado na chapa, Gilberto Kassab, deve ficar neutro e pode dificultar uma decisão nacional de apoio ao candidato do PL. </p>
<p>O partido ainda reúne uma ala importante no Nordeste, onde lideranças têm maior proximidade com Lula, o que aumenta a dificuldade de construir uma posição única para a legenda.</p>
<p>A movimentação de Flávio também recalibrou a estratégia da campanha de Lula , que passou a concentrar esforços menos na tentativa de conter uma aproximação nacional das siglas com o candidato do PL e mais na preservação de suas alianças regionais.</p>
<p>O petista busca dissidências entre governadores, senadores, deputados e outras lideranças de cada estado, mantendo canais com nomes como  Hugo Motta (Republicanos-PB) , presidente da Câmara, e  Alcolumbre , numa tentativa de preservar nos estados alianças que podem não acompanhar uma eventual decisão nacional dos partidos pelo candidato do PL.</p>
]]></description>
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        <media:title>Flávio Bolsonaro (PL)</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula pede a prefeito de NY que ele seja um ‘soldado’ contra a pobreza</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-se-encontra-com-prefeito-de-nova-york-e-pede-que-ele-seja-um-soldado-contra-a-pobreza</link>
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      <pubDate>Mon, 21 Sep 2026 19:34:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Lula (PT)  aproveitou sua viagem aos Estados Unidos, onde fará um discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) , para se encontrar com o prefeito de Nova York (NY), Zohran Mamdani, na tarde desta segunda-feira (21).</p>
<p>Durante o encontro, o petista presenteou o americano com uma camisa do Corinthians, clube de coração do presidente, e ganhou uma camiseta comemorativa da cidade feita para a Copa do Mundo.</p>
<p>Lula e Mamdani se reuniram na casa do embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, na véspera da Assembleia.</p>
<p>Durante cerca de uma hora de conversa, Lula e Mamdani discutiram o custo de vida em Nova York e políticas públicas voltadas à população de baixa renda, em uma troca na qual o prefeito nova-iorquino apresentou algumas das principais preocupações da cidade e o presidente brasileiro relatou experiências adotadas no Brasil em áreas como inclusão social, educação, habitação, alimentação escolar e saúde.</p>
<p>Mamdani, que construiu parte de sua campanha em torno do aumento do custo de vida e das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores para morar e viver em Nova York, também falou sobre os desafios de administrar uma das maiores cidades do mundo. </p>
<p>Lula, por sua vez, compartilhou experiências de governos do PT e mencionou iniciativas como o orçamento participativo, além de políticas sociais desenvolvidas durante seus mandatos na Presidência.</p>
<p>O prefeito também afirmou que Lula é uma inspiração para sua trajetória política e para a defesa dos trabalhadores e das pessoas em situação de vulnerabilidade. </p>
<p>O encontro ocorreu em meio à agenda internacional do presidente brasileiro e às primeiras semanas de Mamdani à frente da Prefeitura de Nova York, cargo que assumirá oficialmente em janeiro de 2027 após sua vitória na eleição municipal.</p>
<p>Nas redes sociais, Lula afirmou ainda que os dois conversaram sobre a defesa da democracia, o enfrentamento ao extremismo e o combate à desinformação, temas que têm ocupado espaço na agenda internacional do presidente. </p>
<p>Ao final da reunião, Lula convidou Mamdani para visitar o Brasil, mas ainda não há uma data definida para a viagem; nesta terça-feira (22), o petista fará o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, mantendo uma tradição brasileira que se repete desde 1955.</p>
]]></description>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula viaja a Nova York para Assembleia Geral da ONU em meio a conflitos internacionais</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-viaja-a-nova-york-para-assembleia-geral-da-onu-em-meio-a-conflitos-internacionais</link>
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      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 15:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participa da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). </p>
<p>O principal compromisso será o discurso de abertura da sessão de alto nível, na terça-feira (22), quando o presidente deve defender o multilateralismo, a negociação como caminho para a solução de conflitos e o respeito ao direito internacional humanitário.</p>
<p>A guerra e as demais crises internacionais devem ocupar espaço no discurso, assim como a defesa brasileira pela não interferência em assuntos internos de outros países. </p>
<p>Lula também deve voltar a defender uma reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, cuja composição e funcionamento são considerados pelo governo brasileiro incompatíveis com a realidade atual das relações internacionais.</p>
<p>A agenda começa com a chegada a Nova York ainda no domingo. Na segunda-feira (21), Lula terá reuniões bilaterais, incluindo um encontro com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, do Partido Democrata. </p>
<p>Na manhã de terça-feira, antes do discurso na Assembleia Geral, o presidente se reunirá com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Lula retorna ao Brasil no mesmo dia.</p>
<p>Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral da ONU como presidente da República. Ao longo dos três mandatos, ele deixou de comparecer apenas em 2010.</p>
<h2>Possível encontro de Lula e Trump</h2>
<p>O Itamaraty não confirmou um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a passagem dos dois pela ONU. Trump será o segundo chefe de Estado a discursar na sessão de abertura, logo depois do presidente brasileiro, o que pode levar os dois a se encontrar nos bastidores.</p>
<p>No ano passado, Lula e Trump tiveram um breve contato quando o brasileiro deixava o palco após seu discurso e o norte-americano se preparava para falar.</p>
<p> Depois, Trump classificou a relação entre os dois como marcada por uma "química excelente". Desde então, os presidentes tiveram outros encontros.</p>
<h2>Mauro Vieira terá agenda durante toda a semana</h2>
<p>O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de reuniões do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de encontros da Celac e do Consenso de Brasília.</p>
<p>Vieira também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23, comandará o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante sua presidência do G20.</p>
<p> No dia seguinte, presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), atualmente sob presidência brasileira.</p>
<p>O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também estará em Nova York entre os dias 21 e 23 para participar de atividades relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. Ele participará do encontro da Aliança Global no dia 23.</p>
<p>A delegação brasileira ainda terá reuniões e atividades relacionadas à situação da Palestina e à solução de dois Estados, ao combate à desigualdade, à Comissão de Consolidação da Paz e ao direito internacional humanitário.</p>
<p>Além de Mauro Vieira e Wellington Dias, participam da programação a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades ligadas às respectivas áreas de atuação.</p>
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