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    <title>Global South World Brasil - Luiz Inácio Lula da Silva</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Lula participa de desfile de 7 de Setembro ao lado dos presidentes do STF, da Câmara e do Senado</title>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu nesta segunda-feira (7) as comemorações da Independência do Brasil, em Brasília, em uma cerimônia que projetou uma imagem de coesão institucional após as turbulências provocadas por novas denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. A mensagem foi reforçada pela presença dos líderes dos Três Poderes: o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanharam Lula no palanque montado para o desfile cívico-militar.</p>
<p>A presença feminina ganhou destaque em uma parada organizada em torno de três eixos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O governo também reforçou, ainda que indiretamente, sua posição diante dos recentes atritos com os Estados Unidos. Em meio às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e às divergências entre Brasília e Washington, a cerimônia adotou como tema “Soberania, a força que une o Brasil”.</p>
<h2>Limites institucionais</h2>
<p>Em ano eleitoral, Lula e integrantes do governo procuraram manter o desfile dentro dos limites institucionais e evitar elementos que pudessem caracterizar propaganda eleitoral. O tom político ficou mais evidente no pronunciamento de Lula pelo 7 de Setembro, transmitido em rede nacional de rádio e televisão. “Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de qualquer interesse estrangeiro”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também fez uma alusão a uma das bandeiras de sua campanha pela reeleição: a redução da jornada de trabalho. Ao falar sobre o significado da independência para os brasileiros, defendeu que trabalhadores tenham mais tempo para ficar com suas famílias, em uma referência à discussão sobre o fim da escala 6x1. Durante o desfile, integrantes do público também fizeram manifestações em defesa da proposta.</p>
<h2>Contraposição a Bolsonaro</h2>
<p>O tom sóbrio da celebração em Brasília marcou um contraste com o 7 de Setembro de 2022, quando Jair Bolsonaro também disputava a reeleição. Naquele ano, as comemorações tinham um significado especial por marcar o Bicentenário da Independência e contaram, em Brasília, com a presença do então presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Bolsonaro, porém, participou após a cerimônia oficial de um ato de forte caráter eleitoral, no qual discursou ao lado de apoiadores.</p>
<p>Entre eles estavam o empresário Luciano Hang, dono da Havan, e o pastor Silas Malafaia, que também discursaram no evento. Bolsonaro fez referências diretas à eleição, pediu apoio à sua reeleição e apresentou afirmações posteriormente classificadas como falsas ou distorcidas por agências de checagem. Hang também ocupou lugar de destaque na tribuna de honra durante o desfile oficial, chegando a ficar entre Bolsonaro e o presidente português.</p>
<p>A utilização política das comemorações de 2022 teve consequências posteriores na Justiça Eleitoral. Em outubro de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral concluiu que Bolsonaro e seu então candidato a vice, Walter Braga Netto, cometeram abuso de poder político e econômico nas celebrações do Bicentenário em Brasília e no Rio de Janeiro. O tribunal considerou comprovado o desvio de finalidade eleitoral de bens, recursos e serviços públicos empregados nos eventos e declarou ambos inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2022.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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      <title>Eleições 2026 | Lula busca quarto mandato em meio a forte polarização</title>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, é uma das figuras centrais da política brasileira das últimas cinco décadas. Nascido em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns (PE), migrou ainda criança com a família para São Paulo. Torneiro mecânico de formação, ganhou projeção nacional como líder sindical no ABC paulista durante as grandes greves de metalúrgicos do final dos anos 1970.</p>
<p>Lula foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, e disputou pela primeira vez a Presidência da República em 1989. Depois de três derrotas — em 1989, 1994 e 1998 —, venceu a eleição de 2002 e foi reeleito quatro anos depois, governando o país entre 2003 e 2010.</p>
<p>Seus dois primeiros mandatos foram marcados por crescimento econômico, expansão de programas sociais e redução da pobreza, mas também por escândalos políticos, entre eles o mensalão, que atingiu dirigentes do PT e integrantes da base governista. Lula deixou a Presidência, em 2010, com elevados índices de aprovação.</p>
<p>Anos depois, sua trajetória sofreu uma reviravolta com as investigações da Operação Lava Jato. Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e preso em abril de 2018, permanecendo 580 dias na prisão. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações relacionadas aos processos conduzidos pela Justiça Federal de Curitiba, ao concluir que aquela vara não tinha competência para julgá-los. A Segunda Turma do STF também declarou a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá. Com a anulação das condenações, Lula recuperou seus direitos políticos.</p>
<p>Em 2022, Lula voltou a disputar a Presidência e derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno. Assumiu em janeiro de 2023 seu terceiro mandato, tornando-se o primeiro presidente desde a redemocratização a chegar três vezes ao Palácio do Planalto pelo voto direto.</p>
<p>Em busca de um quarto mandato, Lula se em meio a uma  disputa mais uma vez marcada por um ambiente de forte polarização. Desta vez, o principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como principal adversário. Pesquisa Datafolha divulgada em agosto mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio, dentro de um cenário em que ambos também apresentavam índices elevados de rejeição.</p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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