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    <title>Global South World Brasil - Luiz Inácio Lula da Silva</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Guinada à direita: o que diz a imprensa internacional sobre o 1º turno</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições não foi o único resultado que chamou a atenção da imprensa internacional. Jornais tradicionais como The Guardian, Le Monde e The Washington Post destacaram também um movimento mais amplo para a direita, identificado nas disputas pelo Congresso Nacional e pelos governos estaduais.</p>
<p>As análises salientam tanto a força demonstrada pelo campo conservador quanto as dificuldades de Lula, apesar de indicadores positivos de seu governo. A rejeição ao presidente brasileiro, desejo de mudança, segurança, valores conservadores e desgaste das instituições aparecem entre as explicações. A nova composição política também deixa uma consequência que independe de quem vencer o segundo turno em 25 de outubro: o próximo presidente terá pela frente um Congresso ainda mais inclinado à direita.</p>
<h2>The Guardian</h2>
<p>“Eleição presidencial brasileira vai ao segundo turno com Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula”</p>
<p>A força da direita foi além do desempenho de Flávio Bolsonaro. O  Guardian  destaca que 34 dos 54 senadores eleitos são de direita ou extrema direita e chama atenção para as vitórias de outros integrantes da família Bolsonaro e de seus aliados, entre eles Michelle e Carlos Bolsonaro para o Senado, Jair Renan para a Câmara e Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo.</p>
<p>O avanço no Senado tem importância especial para o bolsonarismo porque cabe à Casa julgar eventuais processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ressalta o jornal. A conquista de cadeiras na Suprema Corte foi tratada como prioridade por aliados de Jair Bolsonaro, que intensificaram os ataques ao STF após a condenação e prisão do ex-presidente.</p>
<p>Na disputa presidencial, a insatisfação com o custo de vida e a violência urbana aparece entre as explicações para o resultado. O jornal também situa a eleição brasileira no avanço recente da direita na América Latina e lembra a proximidade de Flávio com Donald Trump, que busca ampliar na região o grupo de governos alinhados a Washington.</p>
<h2>El País</h2>
<p>“Bolsonaro vence Lula no primeiro turno das eleições e se aproxima do retorno da extrema direita ao poder no Brasil”</p>
<p>A vitória de Flávio Bolsonaro é apresentada pelo  El País  como uma demonstração de força do bolsonarismo e uma “vitória crucial” da onda ultraconservadora que percorre a América Latina. O resultado fortaleceu a família Bolsonaro como principal referência da direita brasileira e mostrou que o movimento continua competitivo mesmo com Jair Bolsonaro condenado e afastado da disputa.</p>
<p>A guinada à direita apareceu também nas demais eleições. O jornal destaca a reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo e o fortalecimento do PL no Congresso, que pode aumentar a pressão por impeachment de ministros do STF e pela anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.</p>
<p>O  El País  coloca ainda a eleição brasileira dentro da disputa sobre os rumos políticos da América Latina: ou o país decide entre acompanhar a guinada conservadora de outros países da região ou permanece, ao lado do México, como um dos principais governos progressistas. Essa escolha tem também uma dimensão geopolítica: manter a defesa do multilateralismo ou se aproximar de Trump e da aliança regional articulada por Washington.</p>
<h2>The New York Times</h2>
<p> “Lula e filho de Bolsonaro vão ao segundo turno pela Presidência do Brasil”</p>
<p>Uma vitória de Flávio Bolsonaro seria “a maior vitória até agora para a direita em ascensão na América Latina” e levaria ao poder no maior país da região um aliado entusiasmado do governo Donald Trump, afirma o  New York Times . O jornal lembra que candidatos alinhados ao presidente norte-americano venceram as últimas sete eleições na região e descreve o Brasil como “o maior prêmio restante”. Uma vitória de Lula, por sua vez, desaceleraria a marcha da direita pelo continente e complicaria os planos de Trump.</p>
<p>O presidente norte-americano aparece como personagem central da disputa mesmo sem ter declarado apoio formal a Flávio. Segundo o  NYT , seu governo trabalhou de maneiras mais sutis para favorecer o candidato, depois de usar tarifas e sanções para tentar ajudar Jair Bolsonaro durante o processo pela tentativa de golpe. Também tentou enviar uma delegação ao Brasil para investigar a integridade das eleições e, após pressão de Flávio e seus aliados, classificou as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.</p>
<p>Lula respondeu colocando a soberania no centro da campanha, acusando o governo Trump de tentar influenciar a eleição para ter acesso aos recursos naturais brasileiros e apresentando Flávio como subordinado aos interesses norte-americanos. O governo dos Estados Unidos nega que esteja interferindo na eleição.</p>
<h2>Financial Times</h2>
<p>“Dinastia Bolsonaro no Brasil se aproxima de uma volta surpreendente”</p>
<p>Pouco mais de um ano depois da prisão de Jair Bolsonaro, sua família está perto de protagonizar uma recuperação política que o  Financial Times  classifica como surpreendente. O desempenho de Flávio, porém, não significaria necessariamente uma onda de entusiasmo por sua candidatura. Analistas ouvidos pelo jornal atribuem parte importante da votação à rejeição a Lula e ao desejo de mudança.</p>
<p>Flávio chegou a essa posição apesar das dificuldades enfrentadas durante a campanha, entre elas o caso do Banco Master, conflitos dentro da própria família (em referência à crise inicial com Michelle Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro) e problemas no começo para conquistar setores empresariais. Aos 45 anos, ele também se beneficiou do contraste geracional com Lula, de 80.</p>
<p>Segurança, autoridade e valores conservadores também tiveram peso, não apenas uma agenda econômica de direita. O resultado é inserido ainda em uma mudança política mais ampla na América Latina, marcada pelo avanço recente de forças conservadoras. No Brasil, mostra que o campo político construído em torno de Jair Bolsonaro continua competitivo mesmo com o ex-presidente preso e fora da disputa. Uma eventual vitória de Flávio poderia ainda abrir uma nova frente de conflito institucional, diante de sua promessa de buscar a libertação do pai.</p>
<h2>Le Monde</h2>
<p>“‘Lula pagou o preço do descontentamento dos eleitores’: no Brasil, Flavio Bolsonaro fica à frente de Lula no primeiro turno da eleição presidencial”</p>
<p>O presidente Lula chegou à eleição com desemprego em queda, redução da pobreza e diminuição do desmatamento da Amazônia, mas esses resultados não foram suficientes para neutralizar o descontentamento de parte do eleitorado. Para o  Le Monde , o presidente “pagou o preço” dessa insatisfação nas urnas.</p>
<p>Preocupações com a economia e a segurança se somaram ao desgaste das instituições. O caso do Banco Master e as controvérsias envolvendo o STF deram à campanha de Flávio Bolsonaro espaço para associar Lula à Suprema Corte e ao establishment, embora o próprio candidato do PL também esteja sob investigação relacionada ao caso.</p>
<p>A força da direita nas eleições para o Congresso e governos estaduais mostrou que a votação de Flávio faz parte de um movimento político mais amplo, enquanto a esquerda perdeu espaço em outras disputas. O resultado reforça as dificuldades que Lula enfrentaria no Congresso mesmo em caso de vitória no segundo turno.</p>
<h2>Washington Post</h2>
<p>“Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno: cinco conclusões da eleição brasileira”</p>
<p>O jornal   reúne cinco pontos para os resultados do primeiro turno. O primeiro é o recado dos eleitores: parte dos votos em Flávio foi motivada pela rejeição a Lula, enquanto parte dos votos no presidente veio de quem pretende impedir o retorno do bolsonarismo. O segundo é o confronto entre desejo de mudança e medo da mudança: Lula precisa responder à insatisfação com o custo de vida e o endividamento, enquanto Flávio precisa convencer eleitores de que sua eleição não representaria uma volta aos ataques às instituições ocorridos após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022. O terceiro é o comparecimento: eleitores que optaram por outras candidaturas justamente por rejeitarem os dois finalistas podem decidir não votar no segundo turno.</p>
<p>A quarta questão é o que Donald Trump fará: depois das pressões exercidas por seu governo durante o processo contra Jair Bolsonaro, permanece a dúvida sobre se Washington intensificará ou reduzirá sua atuação — o Departamento de Estado nega tentativa de interferência. A quinta é a pouca presença de políticas públicas na campanha: Banco Master, STF, interferência norte-americana e ataques entre adversários ocuparam espaço que poderia ter sido dedicado a propostas, e economia e problemas cotidianos podem ganhar importância na disputa pelos eleitores ainda não alinhados a Lula ou Flávio.</p>
<h2>La Nación</h2>
<p>“Eleições no Brasil: o que está por trás do golpe sofrido por Lula e por que a aritmética favorece Flavio Bolsonaro”</p>
<p>O mapa político brasileiro “ficou inclinado à direita”, na definição do  La Nación . A rejeição ao governo Lula, mais do que uma adesão especialmente forte a Flávio Bolsonaro, estaria por trás do crescimento do candidato, mas o movimento foi além da corrida presidencial. A direita ampliou sua força no Senado e teve desempenho expressivo nas eleições estaduais.</p>
<p>É nesse quadro que entra a “aritmética”. A maior parte dos votos dos candidatos eliminados foi para nomes situados à direita, o que oferece a Flávio um universo maior de eleitores a disputar no segundo turno. Para reverter a diferença, Lula precisaria conquistar uma parcela consideravelmente maior desses votos.</p>
<p>O presidente enfrenta ainda a falta de aliados fortes em alguns dos estados mais populosos e um Congresso mais à direita. A abstenção aparece como outra frente de disputa: trazer às urnas eleitores que não votaram no primeiro turno pode abrir uma fonte adicional de votos.</p>
<p>O resultado também projeta uma discussão para além de 25 de outubro. Uma eventual derrota de Lula colocaria em primeiro plano sua sucessão e a reorganização da esquerda brasileira. E, qualquer que seja o vencedor, a composição política saída das urnas indica que a direita terá peso ainda maior na definição da agenda do próximo governo.</p>
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        <media:credit role="provider">AFP/ Evaristo Sá</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Confira os últimos atos de campanha dos candidatos à presidência neste sábado </title>
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      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 23:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, os candidatos à Presidência e seus aliados fazem neste sábado (3) as últimas ações de campanha antes da abertura das urnas. Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico ainda são permitidas até as 22h, enquanto comícios e a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão já foram encerrados.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanha ao longo do dia a movimentação dos candidatos, os últimos atos de campanha e as principais notícias antes da votação deste domingo (4). Confira abaixo as atualizações em tempo real.</p>
<h2>20h08 -Flávio encerra campanha com carreata e motociata na Zona Oeste do Rio</h2>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) encerrou neste sábado (3) sua campanha de rua antes do primeiro turno com uma carreata e motociata entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O percurso de cerca de 10 quilômetros levou quase duas horas e terminou no início da noite na Praça da Fé, em Bangu.</p>
<p>O candidato participou do ato ao lado de aliados, entre eles o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), e os candidatos ao Senado, Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL). No início da mobilização, Flávio voltou a demonstrar confiança em uma vitória no primeiro turno e disse aos apoiadores que veriam “o Bolsonaro subindo a rampa do Planalto”.</p>
<p>Flávio percorreu o trajeto acenando para apoiadores e encerrou a mobilização em frente à Paróquia São Sebastião e Santa Cecília, mas deixou o local sem fazer um discurso final ou falar com a imprensa. A chegada coincidiu com uma celebração religiosa e provocou reclamações de integrantes da paróquia católica, que disseram não ter sido avisados sobre a concentração.</p>
<p>Mesmo sob chuva fraca, apoiadores permaneceram na praça após a saída do candidato, cantando jingles de campanha. Houve também queima de fogos. Um princípio de discussão entre apoiadores de Flávio e militantes ligados ao PT terminou sem maiores consequências.</p>
<h3>14h23 - Flávio diz ter “convicção” de vitória no primeiro turno durante ato com Tarcísio</h3>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) encerrou sua agenda de campanha em São Paulo neste sábado (3) afirmando ter “convicção” de que pode vencer a eleição presidencial já no primeiro turno. O candidato participou de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).</p>
<p>Ao final do evento, em Americana, Flávio agradeceu o apoio recebido durante a campanha e destacou a presença dos aliados paulistas. O candidato afirmou que, caso eleito, pretende manter um alinhamento entre o governo federal, o governo de São Paulo e administrações municipais do estado.</p>
<p>Flávio também demonstrou confiança na reeleição de Tarcísio no primeiro turno e convocou os apoiadores a comparecer às urnas neste domingo (4). A expectativa de vitória presidencial já no primeiro turno expressa pelo candidato não é confirmada pelas pesquisas divulgadas na véspera da eleição, que ainda indicam uma disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Depois do ato em Americana, Flávio segue para o Rio de Janeiro, onde encerra a campanha do primeiro turno com outra motocarreata, prevista para a tarde deste sábado entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste da capital.</p>
<h2>13h17 - Augusto Cury faz caminhada em sua cidade natal no último dia de campanha</h2>
<p>Augusto Cury (Avante) escolheu sua cidade natal, Colina, no interior de São Paulo, para o último ato público de campanha antes do primeiro turno das eleições.</p>
<p>O candidato programou para as 10h30 deste sábado uma “Caminhada pela Pacificação”, com concentração na Casa Cury de Colina, na região central da cidade.</p>
<p>Depois da caminhada, a programação prevê o retorno de Cury a Ribeirão Preto. Até o momento, não foram divulgados outros compromissos públicos do candidato para este sábado.</p>
<h2>13h15 - Renan Santos encerra campanha com atos em Santos e São Paulo</h2>
<p>Renan Santos (Missão) concentra em São Paulo seus últimos compromissos de campanha antes do primeiro turno. Ao meio-dia, o candidato tem um ato do chamado “Tour Futuro Glorioso” no Panteão dos Andradas, na Praça Barão do Rio Branco, no centro de Santos.</p>
<p>Às 15h, Renan tem previsto seu último ato de rua na capital paulista, com concentração de apoiadores na Praça da Liberdade e caminhada em direção ao Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da USP.</p>
<p>A programação divulgada pela campanha prevê ainda a participação do candidato no podcast Iron Talks, às 18h, encerrando sua agenda deste sábado.</p>
<h2>12h39 - Em discurso de cinco minutos, Lula defende fim da escala 6x1 e volta a criticar bets</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso de cerca de cinco minutos durante seu último ato de campanha antes do primeiro turno, neste sábado (3), em São Paulo. A fala terminou por volta das 12h24.</p>
<p>Lula voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1 e destacou o avanço da proposta no Senado. A PEC que trata do tema começa a ser discutida no plenário na próxima terça-feira (6) e pode ter sua tramitação acelerada.</p>
<p>O presidente também voltou a criticar as casas de apostas e repetiu uma brincadeira envolvendo o Palmeiras ao falar sobre a relação entre os clubes de futebol e as bets.</p>
<p>Outro tema abordado foi a controvérsia envolvendo os cartões de crédito. Lula procurou esclarecer declarações anteriores sobre o assunto e afirmou que sua intenção é combater práticas que estimulam o endividamento e os juros abusivos. Na sexta-feira (2), após dizer anteriormente que estudava restringir a oferta de mais de um cartão por pessoa, o presidente afirmou que os brasileiros têm direito a possuir quantos cartões quiserem e que sua proposta é impedir o envio de cartões não solicitados pelos clientes.</p>
<p>Na parte final do discurso, Lula enumerou realizações de seus governos, citando programas como o Prouni, a ampliação do acesso ao ensino superior, investimentos em educação e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.</p>
<p>Ao se despedir dos apoiadores, Lula disse que precisava voltar ao trabalho antes da votação deste domingo. O presidente deixou o ato após o discurso, enquanto a caminhada de apoiadores e candidatos aliados continuou sem sua presença.</p>
<h2>12h21 - Caiado concentra último dia de campanha em Goiás

</h2>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) concentra em Goiás seus últimos compromissos antes do primeiro turno. Pela manhã, o candidato à Presidência participou da mobilização ao lado do governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), em Goiânia.</p>
<p>A programação começou com uma caminhada pelo Setor Campinas, com percurso pelas avenidas 24 de Outubro e Anhanguera e chegada prevista à Praça Botafogo. Na sequência, Caiado e aliados programaram uma carreata pela Região Noroeste da capital.</p>
<p>À tarde, Caiado deve percorrer diferentes regiões de Goiânia em um palanque móvel. O encerramento da campanha está previsto para as 17h, em Trindade, com uma caminhada nas proximidades da Basílica do Divino Pai Eterno.</p>
<h2>11h41 - Flávio Bolsonaro e Tarcísio fazem motocarreata no interior de São Paulo</h2>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) participa na manhã deste sábado (3) de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior de São Paulo, ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), no último dia de campanha antes do primeiro turno.</p>
<p>Apoiadores começaram a se concentrar pela manhã em Santa Bárbara d'Oeste, onde aguardaram a chegada dos políticos ao som de jingles de campanha e músicas com críticas ao PT. Flávio e Tarcísio seguiram de moto em direção a Americana pela Rodovia SP-304. Também participam do ato outros candidatos aliados.</p>
<h2>11h38 - Tensão com a PM marca início de ato na Avenida Paulista</h2>
<p>O início do último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do primeiro turno foi marcado por uma discussão entre organizadores e a Polícia Militar sobre a ocupação da Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração ocorre na região da esquina da Paulista com a Rua Augusta.</p>
<p>Por volta das 10h30, policiais pediram que a avenida fosse desobstruída e houve uma discussão entre o comandante da operação e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. Os trios elétricos foram deslocados cerca de 100 metros pela Rua Augusta. Manifestantes vaiaram a PM e fizeram protestos contra o governador Tarcísio de Freitas.</p>
<p>A caminhada havia sido autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mas com a determinação de que as vias não fossem bloqueadas. A decisão prevê a manutenção de espaço livre para a circulação e determina que os organizadores sigam as orientações da PM e da CET.</p>
<p>Lula tem participação prevista na caminhada, que integra sua agenda deste sábado, último dia de campanha antes da votação. O percurso segue pela Rua Augusta em direção à Praça Roosevelt. </p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Flávio Bolsonaro: o que os candidatos dizem sobre os principais temas da eleição</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-bolsonaro-o-que-os-candidatos-dizem-sobre-os-principais-temas-da-eleicao</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A campanha presidencial colocou frente a frente diferentes posicionamentos e visões dos dois principais candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a respeito dos maiores desafios do país. Segurança pública, custo de vida, contas públicas, programas sociais, Supremo Tribunal Federal, democracia, violência contra a mulher e apostas online estão entre os temas abordados nos últimos dias por ambos em seus discursos e entrevistas.</p>
<p>A seguir, reunimos declarações recentes dos dois candidatos sobre esses assuntos, permitindo comparar, tema a tema, o que cada um tem dito durante a campanha.</p>
<p>SEGURANÇA PÚBLICA E CRIME ORGANIZADO</p>
<p>Lula</p>
<p>“Para melhorar a segurança pública, vai ter que dobrar o efetivo da Polícia Federal, vai ter que investir mais em inteligência, vai ter que dobrar o número da Polícia Rodoviária Federal”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Vamos abrir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, para que os marginais fiquem presos.”</p>
<p>  CUSTO DE VIDA E ENDIVIDAMENTO</p>
<p> Lula</p>
<p>“O custo de vida está caro – mas comparado a quê? Comparado ao salário da pessoa que ganha hoje.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“O que acaba mesmo com o seu endividamento é baixar os juros e cortar impostos.”</p>
<p>  CONTAS PÚBLICAS</p>
<p>Lula</p>
<p>“Vou continuar tendo responsabilidade fiscal, porque tomar conta do dinheiro da nossa casa e do nosso País é da nossa responsabilidade. Se a gente deixar as contas desequilibradas, quem perde é o povo pobre.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“O Brasil precisa de um governo moderno. Um governo que vai cortar despesas, vai aumentar arrecadação e reduzir os impostos.”</p>
<p>  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL</p>
<p>Lula</p>
<p>“Acho que temos que ter uma reforma profunda, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Eu vou resgatar a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, porque o Judiciário não é Alexandre de Moraes.”</p>
<p>  BOLSA FAMÍLIA E PROGRAMAS SOCIAIS</p>
<p> Lula</p>
<p>“É possível colocar o pobre no Orçamento e fazer os ricos pagarem a sua parte. É necessário cortar privilégios e investir em educação e saúde gratuitas e de qualidade.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Comigo, está garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, só que vou fazer muito mais do que isso.”</p>
<p>  DEMOCRACIA E ELEIÇÕES</p>
<p>Lula</p>
<p>“O que está em jogo não é o Lula disputando com outros, ou outros disputando com Lula. O que está em jogo nesta eleição é se a gente vai escolher a barbárie ou a democracia.”</p>
<p>Flávio Bolsonaro</p>
<p>“Esqueçam, nem eleição vai ter em 2030 se o Lula se reeleger.”</p>
<p>  VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER</p>
<p>Lula</p>
<p>“Quem bater em mulher sabe que agora vai ser preso. Se você levantar a mão para bater na sua mulher, é melhor você baixar a mão e bater com a sua cabeça na parede. Porque a gente não vai aceitar desrespeito mais.”</p>
<p>  Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Atenção, você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira.”</p>
<p>apostas E APOSTAS ONLINE</p>
<p> Lula</p>
<p>“Resolvi acabar com as bets porque, se não, as bets acabariam com o Brasil. E eu não vou permitir que o povo pobre seja responsável de segurar a luxúria dos clubes.”</p>
<p>  Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Durante meus quatro anos como presidente do Brasil, não haverá cassinos online, nem Tigrinho, nem roleta online.</p>
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        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil adota medida radical contra as bets</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasil-medidas-mais-radicais-contra-as-bets</link>
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      <pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal decidiu adotar uma das medidas mais radicais do mundo contra as bets. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na sexta-feira, 25, em São Paulo, a Medida Provisória 1.394, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país. A regra alcança apostas esportivas e jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e também se aplica às autorizações concedidas por Estados e pelo Distrito Federal. As demais modalidades de loteria autorizadas por lei continuam permitidas.</p>
<p>Há debates no mundo sobre a restrição severa às bets. Antes do Brasil, a Albânia proibiu as apostas esportivas, inclusive pela internet, em 2019, porém reabriu parcialmente o mercado em 2024. A Holanda, que legalizou os jogos online em 2021, anunciou neste ano um forte endurecimento das regras, com propostas para proibir publicidade e bônus e impor novos limites financeiros aos jogadores.</p>
<p>A decisão causa barulho, com a garantia de contestação na justiça das empresas envolvidas. Por outro lado, a medida provisória foi assinada a poucos dias do primeiro turno das eleições, o que alimentou críticas e acusações por parte dos principais adversários de Lula, que busca seu quarto mandato. A MP também deverá ser votada pelo Congresso.</p>
<p>O presidente apresentou a decisão em evento com a presença dos ministros Dario Durigan, da Fazenda; Alexandre Padilha, da Saúde; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; Miriam Belchior, da Casa Civil; Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; e Sidônio Palmeira, das Comunicações.</p>
<p>No ato, foram apresentados três instrumentos: a MP que acaba com as bets, um projeto de lei que cria crimes relacionados à exploração das apostas e outra MP que institui o Desenrola Brasil 3.0, destinado à renegociação de dívidas de pessoas físicas inadimplentes.</p>
<p>Ao justificar a decisão, Lula disse ter ouvido a equipe econômica, organizações da sociedade civil e pessoas afetadas pelas apostas. Relatou conversas com empresários, donas de casa e funcionários do Palácio da Alvorada e citou casos de pessoas que tentaram suicídio ou perderam familiares depois de contrair dívidas com jogos.</p>
<p>“Eu tomei uma medida dura e drástica necessária. Isso é como um câncer. Ou a gente tira o tumor, ou esse tumor vai matar a gente”, afirmou. Lula também comparou a disseminação do vício em apostas à do crack e disse que famílias estão sendo destruídas e acumulando dívidas impagáveis.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asTwnc0oubNPUPvvL.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou em São Paulo a MP contra proibindo as bets."/>
<h2>O que já está valendo?</h2>
<p>No Brasil, a proibição já começou. Desde sexta-feira, as plataformas não podem receber novos depósitos. Os apostadores que ainda têm dinheiro nas contas poderão retirar voluntariamente os valores até as 23h59 de 5 de outubro.</p>
<p>Em 6 de outubro, sites e aplicativos deverão sair do ar. Nos dias 7 e 8, as empresas terão de informar às instituições financeiras os saldos que ainda estiverem nas contas, identificados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os bancos farão a devolução. Quando houver algum impedimento, a Caixa Econômica Federal poderá assumir a restituição a partir do dia 14.</p>
<p>As empresas também têm até 5 de outubro para retirar publicidade e materiais de patrocínio expostos em meios físicos e publicidade exterior.</p>
<p>A medida alcança ainda autorizações concedidas por Estados e pelo Distrito Federal. Segundo o governo, qualquer plataforma que continue operando depois do prazo será considerada ilegal. Fazenda e Justiça pretendem intensificar o bloqueio de sites e aplicativos, rastrear o dinheiro movimentado e restringir os meios de pagamento usados pelas plataformas. Mais de 60 mil páginas de apostas ilegais já foram bloqueadas desde 2024, segundo o Ministério da Fazenda.</p>
<p>A MP também cria um comitê para integrar a fiscalização e o combate às apostas ilegais. As punições previstas para empresas podem chegar a R$ 2 bilhões, além da suspensão parcial ou total de atividades.</p>
<p>O governo preparou separadamente um projeto de lei para transformar em crime condutas ligadas à exploração ilegal das apostas. Entre elas estão operar bets, mesmo a partir do exterior, anunciar ou captar apostadores, usar dados pessoais para atraí-los, facilitar movimentações financeiras e disponibilizar aplicações destinadas às apostas. A proposta prevê pena de quatro a seis anos de prisão para a exploração ilegal e de dois a quatro anos para outras condutas.</p>
<h2>O tamanho do impacto no Brasil</h2>
<p>As bets têm comprometido de forma importante a vida de parte da população. Dados da Fazenda, da Saúde e de outros organismos mostram o peso que as apostas passaram a ter sobre as famílias, a economia e a saúde:</p>
<p>- R$ 62,5 bilhões  — Essa é a perda líquida estimada das famílias brasileiras com bets em 2025, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). O valor corresponde à diferença entre o dinheiro destinado às apostas e o que voltou aos jogadores.</p>
<p>- R$ 120 bilhões a R$ 141 bilhões  — Os valores correspondem ao impacto estimado sobre a atividade econômica brasileira em 2025, conforme estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP. O cálculo considera, entre outros efeitos, o consumo que deixa de ocorrer quando o dinheiro é direcionado às apostas. O intervalo equivale a 0,9% a 1,1% do PIB.</p>
<p>- R$ 38,8 bilhões por ano  — O custo social estimado do jogo problemático é bilionário, como indica estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps). Desse total, R$ 30,6 bilhões estão associados à saúde, incluindo depressão, suicídios e perda de qualidade de vida. O valor inclui custos diretos e indiretos e não corresponde apenas a despesas do SUS.</p>
<p>- 140%  — Esse é o percentual de crescimento, entre 2018 e 2025, dos atendimentos no SUS relacionados ao jogo patológico (ludopatia) e a problemas com apostas, de acordo com o Ministério da Saúde.</p>
<p>- 20,4%  — Essa é a parcela dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio que já fizeram apostas online. No terceiro ano do ensino médio, o índice chega a 49,7%, segundo dados apresentados pelo governo.</p>
<p>A preocupação também aparece nas pesquisas de opinião. Em novembro de 2024, o Datafolha constatou que 65% dos brasileiros adultos defendiam a proibição das bets, enquanto 27% eram contrários a essa decisão. A publicidade das plataformas era rejeitada por 71%.</p>
<p>Em levantamento realizado em maio passado, 57% classificaram bets e jogos online como um vício. Sete por cento dos adultos declararam apostar atualmente. Entre os que apostam ou já apostaram, 35% disseram ter comprometido as próprias finanças para jogar.</p>
<h2>A batalha no Congresso e na Justiça</h2>
<p>A publicação da medida provisória não significa que a proibição esteja definitivamente incorporada à legislação brasileira.</p>
<p>Uma MP tem força de lei desde sua publicação, por isso as novas regras já estão valendo. Mas o texto precisa ser analisado pelo Congresso. Sua vigência é de 60 dias, prorrogáveis uma vez pelo mesmo período. Câmara e Senado podem aprovar o texto, modificá-lo ou rejeitá-lo. Se a medida não for convertida em lei dentro do prazo constitucional, perde a validade.</p>
<p>Isso significa que o Congresso pode alterar substancialmente a decisão tomada pelo governo ou impedir que a proibição se torne permanente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, começa outra disputa na Justiça.</p>
<p>Até agora, foram concedidas 85 autorizações federais para exploração de apostas de quota fixa. Cada empresa pagou R$ 30 milhões para obter o direito de operar por cinco anos. Somadas, as outorgas renderam R$ 2,55 bilhões ao governo.</p>
<p>A MP estabelece que as autorizações serão extintas por motivo de interesse público e informa que isso não gera direito à devolução das outorgas nem a indenizações por investimentos, lucros que as empresas esperavam obter ou expectativa de continuidade do negócio.</p>
<p>A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) declarou que já adota medidas para tentar reverter a decisão na justiça. O setor também pretende discutir a restituição dos R$ 30 milhões pagos por cada autorização e eventuais indenizações pelos investimentos realizados e pela interrupção antecipada das operações.</p>
<p>Em comunicado, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que representa empresas do setor, criticou a proibição e destacou que a medida rompe o marco regulatório criado pelo próprio governo e deve gerar disputas judiciais. A entidade argumenta que o fim do mercado legal pode levar apostadores para plataformas clandestinas. O IBJR recorre a um estudo, da LCA Consultores, que estima que entre 38% e 44% das apostas online já ocorrem no mercado ilegal.</p>
<p>Além disso, o instituto projeta que a proibição poderia colocar em risco entre R$ 58 bilhões e R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030, caso 80% a 100% da demanda hoje atendida pelas empresas regulamentadas migre para operadores ilegais. Para a entidade, o caminho deveria ser reforçar a fiscalização, o combate às plataformas clandestinas e os mecanismos de proteção aos apostadores, em vez de extinguir o mercado autorizado.</p>
<p>Pelo cenário que se desenha, caberá aos tribunais decidir se a União pode encerrar antecipadamente essas autorizações sem ressarcimento e se os demais dispositivos da MP respeitam as garantias constitucionais e legais das empresas. A inclusão das autorizações concedidas por Estados e pelo Distrito Federal também pode abrir outra frente de discussão jurídica.</p>
<p>O destino da proibição, portanto, será decidido em duas frentes: no Congresso, que determinará se a MP se transformará em lei, e na Justiça, onde o setor tentará derrubar a medida ou obter ressarcimentos.</p>
<h2>Como outros países estão reagindo às apostas online</h2>
<p>A opção brasileira pela proibição se mostra bastante rígida frente à estratégia predominante em países que decidiram endurecer as regras nos últimos anos. Em boa parte da Europa, o movimento tem sido restringir publicidade, patrocínios, bônus e valores apostados, além de ampliar mecanismos de proteção aos jogadores, sem necessariamente acabar com o mercado legal.</p>
<p>A Albânia é um caso em que a proibição foi posteriormente revista. A lei aprovada em 2018 determinou o fechamento das casas de apostas e proibiu apostas esportivas pela internet a partir de janeiro de 2019. O governo justificou a decisão pelo impacto da dependência sobre as famílias e também pela manipulação de resultados esportivos.</p>
<p>Cinco anos depois, o país voltou atrás parcialmente. Uma lei publicada em fevereiro de 2024 autorizou novamente as apostas esportivas, mas apenas online, com limite de dez licenças e regras específicas para a operação. Mesmo com a lei aprovada, o processo de licenciamento efetivo ainda não havia sido aberto oficialmente até agosto deste ano, segundo o Ministério das Finanças albanês.</p>
<p>A Holanda percorre caminho diferente. Depois de abrir o mercado de jogos online em 2021, o país passou sucessivamente a endurecer as regras. Em junho deste ano, o governo anunciou uma nova mudança de direção, citando o aumento do número de pessoas que apostam e da dependência, principalmente entre os jovens.</p>
<p>O pacote proposto prevê proibir praticamente toda a publicidade de jogos online e os bônus usados para atrair ou manter clientes. Também estabelece um sistema centralizado para controlar limites financeiros, impedindo que uma pessoa contorne as restrições distribuindo suas apostas por várias empresas.</p>
<p>A Noruega oferece outro modelo. As principais modalidades de apostas funcionam em regime de direitos exclusivos, sob forte controle público. A Norsk Tipping detém o direito de oferecer os principais jogos, enquanto a Norsk Rikstoto responde pelas apostas ligadas às corridas de cavalos.</p>
<p>O próprio governo norueguês estabelece uma hierarquia clara: o principal objetivo da política de jogos é prevenir problemas e consequências negativas; a geração de receitas é subordinada a essa finalidade. Entre os objetivos estão ainda combater irregularidades financeiras e limitar o lucro privado. Desde 2025, a autoridade reguladora também pode determinar o bloqueio de sites de apostas ilegais.</p>
<h2>Questão de saúde pública</h2>
<p>Em estudo divulgado em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que 1,2% da população adulta mundial tinha transtorno do jogo. Com base nesse documento, algum nível de dano relacionado às apostas atinge aproximadamente 5,5% das mulheres e 11,9% dos homens. Os efeitos podem incluir problemas financeiros, conflitos familiares, violência, transtornos mentais e suicídio.</p>
<p>A entidade defende uma abordagem de saúde pública que não se limite a tratar pessoas que já desenvolveram dependência. Na prática, significa atuar também sobre o ambiente que estimula as apostas: restringir sua disponibilidade e acesso, acabar com publicidade e promoções, exigir cadastro centralizado e estabelecer limites obrigatórios para perdas.</p>
<p>A Comissão de Saúde Pública da revista científica The Lancet trouxe, também em 2024, números alarmantes. Ela estimou que cerca de 448,7 milhões de adultos no mundo apresentavam algum risco relacionado ao jogo, dos quais aproximadamente 80 milhões tinham transtorno do jogo ou jogo problemático.</p>
<p>Os riscos variavam de acordo com o tipo de jogo. Entre adultos que faziam apostas esportivas, a comissão estimou em 8,9% a parcela com transtorno ou jogo problemático. Entre os que utilizavam cassinos ou caça-níqueis online, a proporção chegava a 15,8%.</p>
<p>Neste mês, uma pesquisa publicada no American Journal of Preventive Medicine acrescentou evidências sobre o que pode acontecer depois da rápida expansão do mercado online. Pesquisadores acompanharam dados de 17,35 milhões de pessoas em Ontário, no Canadá, entre 2012 e 2025. A província abriu seu mercado a operadores privados de jogos online em abril de 2022.</p>
<p>Depois da liberalização, as idas a serviços de emergência relacionadas a transtornos do jogo começaram a crescer 7% por trimestre. Em junho de 2025, o número de atendimentos registrado era quase o dobro daquele projetado pelos pesquisadores com base na tendência observada antes da liberalização. Entre homens de 10 a 29 anos, o número registrado foi mais de duas vezes e meia o projetado.</p>
<p>Os pesquisadores ressaltam que essas ocorrências são raras e representam casos graves que chegam aos serviços de emergência — portanto, não significam que a prevalência do transtorno tenha dobrado em toda a população.</p>
<h2>E o futebol sem as bets?</h2>
<p>O fim das bets lançou uma discussão sobre o financiamento do futebol brasileiro. As casas de apostas colocaram cerca de R$ 1,03 bilhão nos clubes da Série A em 2025. O montante correspondeu a 7,2% dos R$ 14,3 bilhões de receita total dos 20 clubes que integram a série.</p>
<p>Quando se olha apenas para as receitas comerciais, porém, o peso é muito maior. Os R$ 1,03 bilhão das bets representaram cerca de um terço dos R$ 3,069 bilhões obtidos comercialmente pelos times.</p>
<p>Uma experiência recente da Premier League revela que a retirada das marcas de apostas do espaço mais valioso das camisas não provocou, até agora, queda na receita total desse tipo de patrocínio.</p>
<p>A partir da temporada 2026/27, os clubes da principal divisão inglesa deixaram de exibir bets na frente das camisas. Segundo levantamento da Ampere Analysis divulgado neste mês, a receita total desses patrocínios cresceu 8%, para £444 milhões.</p>
<p>Oito clubes da Premier League substituíram contratos com empresas de apostas avaliados em £67 milhões por novos acordos. Os patrocínios firmados com essas novas companhias, de outros setores, somaram £75 milhões.</p>
<p>Isso não significa que as bets tenham desaparecido do futebol inglês. Algumas migraram para outros espaços, como mangas e uniformes de treinamento. Ainda assim, o investimento total das empresas de apostas em patrocínios da Premier League caiu de £155 milhões para £63 milhões nesta temporada.</p>
<p>O que aconteceu no futebol inglês não pode ser automaticamente transportado para o brasileiro. Com seu alcance internacional, a Premier League tem capacidade comercial bem superiores às da maioria dos clubes brasileiros. Mas seus primeiros números mostram que a retirada das bets da frente das camisas não impediu que as equipes encontrassem outros patrocinadores, nem provocou queda na receita total desse espaço.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Candidatos à Presidência: GSW Brasil apresenta perfis dos líderes na disputa de 2026</title>
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      <pubDate>Sun, 13 Sep 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Escolher o presidente da República é uma decisão que envolve propostas para o futuro, mas também passa pelo conhecimento sobre a trajetória de quem pretende comandar o país. Quem são os candidatos? De onde vieram? Que experiências acumularam na política ou fora dela? Quais são suas principais bandeiras e quais episódios marcaram suas carreiras?</p>
<p>Para contribuir com esse processo, a Global South World Brasil preparou um especial com os perfis de seis candidatos à Presidência nas eleições de 2026:  Luiz Inácio Lula da Silva  (PT),  Flávio Bolsonaro  (PL),  Ronaldo Caiado  (PSD),  Augusto Cury  (Avante),  Renan Santos  (Missão) e  Romeu Zema  (Novo).</p>
<p>Os seis nomes representam diferentes trajetórias e projetos políticos. A lista inclui desde políticos com décadas de experiência e passagens pela Presidência, governos estaduais, Congresso e assembleias legislativas até candidatos que chegam à disputa presidencial depois de construir suas carreiras principalmente fora da política institucional.</p>
<p>Em cada perfil, a GSW Brasil apresenta informações sobre a formação e a vida profissional dos candidatos, sua entrada na política, os principais momentos de suas carreiras e os episódios que ajudam a compreender como cada um chegou à corrida presidencial de 2026. Os textos também abordam propostas, posicionamentos, realizações, controvérsias e desafios enfrentados pelos candidatos.</p>
<p>O objetivo é oferecer informação e contexto para que cada pessoa possa fazer sua própria avaliação. Em uma eleição marcada pela polarização política e por uma enorme quantidade de informações circulando nas redes sociais, conhecer o histórico de quem disputa a Presidência é uma ferramenta importante para uma decisão mais consciente.</p>
<p>Ao reunir essas trajetórias em um único especial, a GSW Brasil busca facilitar a comparação entre os candidatos e oferecer subsídios para algumas das perguntas que estarão diante dos brasileiros até o dia da eleição.</p>
<p>A decisão final pertence ao eleitor. Nosso papel é ajudar a torná-la mais informada.</p>
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        <media:title>eleicoes-2026</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula participa de desfile de 7 de Setembro ao lado dos presidentes do STF, da Câmara e do Senado</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-participa-de-desfile-de-7-de-setembro-ao-lado-dos-presidentes-do-stf-da-camara-e-do-senado</link>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu nesta segunda-feira (7) as comemorações da Independência do Brasil, em Brasília, em uma cerimônia que projetou uma imagem de coesão institucional após as turbulências provocadas por novas denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. A mensagem foi reforçada pela presença dos líderes dos Três Poderes: o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanharam Lula no palanque montado para o desfile cívico-militar.</p>
<p>A presença feminina ganhou destaque em uma parada organizada em torno de três eixos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O governo também reforçou, ainda que indiretamente, sua posição diante dos recentes atritos com os Estados Unidos. Em meio às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e às divergências entre Brasília e Washington, a cerimônia adotou como tema “Soberania, a força que une o Brasil”.</p>
<h2>Limites institucionais</h2>
<p>Em ano eleitoral, Lula e integrantes do governo procuraram manter o desfile dentro dos limites institucionais e evitar elementos que pudessem caracterizar propaganda eleitoral. O tom político ficou mais evidente no pronunciamento de Lula pelo 7 de Setembro, transmitido em rede nacional de rádio e televisão. “Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de qualquer interesse estrangeiro”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também fez uma alusão a uma das bandeiras de sua campanha pela reeleição: a redução da jornada de trabalho. Ao falar sobre o significado da independência para os brasileiros, defendeu que trabalhadores tenham mais tempo para ficar com suas famílias, em uma referência à discussão sobre o fim da escala 6x1. Durante o desfile, integrantes do público também fizeram manifestações em defesa da proposta.</p>
<h2>Contraposição a Bolsonaro</h2>
<p>O tom sóbrio da celebração em Brasília marcou um contraste com o 7 de Setembro de 2022, quando Jair Bolsonaro também disputava a reeleição. Naquele ano, as comemorações tinham um significado especial por marcar o Bicentenário da Independência e contaram, em Brasília, com a presença do então presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Bolsonaro, porém, participou após a cerimônia oficial de um ato de forte caráter eleitoral, no qual discursou ao lado de apoiadores.</p>
<p>Entre eles estavam o empresário Luciano Hang, dono da Havan, e o pastor Silas Malafaia, que também discursaram no evento. Bolsonaro fez referências diretas à eleição, pediu apoio à sua reeleição e apresentou afirmações posteriormente classificadas como falsas ou distorcidas por agências de checagem. Hang também ocupou lugar de destaque na tribuna de honra durante o desfile oficial, chegando a ficar entre Bolsonaro e o presidente português.</p>
<p>A utilização política das comemorações de 2022 teve consequências posteriores na Justiça Eleitoral. Em outubro de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral concluiu que Bolsonaro e seu então candidato a vice, Walter Braga Netto, cometeram abuso de poder político e econômico nas celebrações do Bicentenário em Brasília e no Rio de Janeiro. O tribunal considerou comprovado o desvio de finalidade eleitoral de bens, recursos e serviços públicos empregados nos eventos e declarou ambos inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2022.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula busca quarto mandato em meio a forte polarização</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/eleicoes-2026-lula-busca-quarto-mandato-em-meio-a-forte-polarizacao</link>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, é uma das figuras centrais da política brasileira das últimas cinco décadas. Nascido em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns (PE), migrou ainda criança com a família para São Paulo. Torneiro mecânico de formação, ganhou projeção nacional como líder sindical no ABC paulista durante as grandes greves de metalúrgicos do final dos anos 1970.</p>
<p>Lula foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, e disputou pela primeira vez a Presidência da República em 1989. Depois de três derrotas — em 1989, 1994 e 1998 —, venceu a eleição de 2002 e foi reeleito quatro anos depois, governando o país entre 2003 e 2010.</p>
<p>Seus dois primeiros mandatos foram marcados por crescimento econômico, expansão de programas sociais e redução da pobreza, mas também por escândalos políticos, entre eles o mensalão, que atingiu dirigentes do PT e integrantes da base governista. Lula deixou a Presidência, em 2010, com elevados índices de aprovação.</p>
<p>Anos depois, sua trajetória sofreu uma reviravolta com as investigações da Operação Lava Jato. Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e preso em abril de 2018, permanecendo 580 dias na prisão. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações relacionadas aos processos conduzidos pela Justiça Federal de Curitiba, ao concluir que aquela vara não tinha competência para julgá-los. A Segunda Turma do STF também declarou a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá. Com a anulação das condenações, Lula recuperou seus direitos políticos.</p>
<p>Em 2022, Lula voltou a disputar a Presidência e derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno. Assumiu em janeiro de 2023 seu terceiro mandato, tornando-se o primeiro presidente desde a redemocratização a chegar três vezes ao Palácio do Planalto pelo voto direto.</p>
<p>Em busca de um quarto mandato, Lula se em meio a uma  disputa mais uma vez marcada por um ambiente de forte polarização. Desta vez, o principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como principal adversário. Pesquisa Datafolha divulgada em agosto mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio, dentro de um cenário em que ambos também apresentavam índices elevados de rejeição.</p>
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        <media:credit role="photographer">Mayara Novais</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
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