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    <title>Global South World Brasil - Israel</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Israel relembra as vítimas de 7 de outubro antes das eleições</title>
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      <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 13:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Israel homenageia nesta quarta-feira, 7, as vítimas do  ataque perpetrado há três anos pelo grupo radical islâmico Hamas , pouco antes de eleições marcadas pela lembrança do dia mais sangrento desde a criação do Estado de Israel.</p>
<p>Em Reim, onde em 7 de outubro ocorria o festival de música eletrônica Nova — invadido ao amanhecer por milicianos islamistas —, familiares das vítimas fizeram um minuto de silêncio às 06h29 (00h29, no horário de Brasília), o horário exato em que começou o ataque a partir de Gaza.</p>
<p>" Foi o minuto em que nossas vidas mudaram para sempre ", disse à AFP Katia Zohar, mãe de Bar, assassinada aos 23 anos junto com outras 360 pessoas naquele festival, a poucos quilômetros da Faixa de Gaza.</p>
<p>"Lembro de tudo", acrescentou. "Do momento em que ela me ligou para que eu fosse buscá-la, porque havia mísseis voando, e depois quando ligou da estrada, gritando que estavam atirando nela".</p>
<p>" Sinto muita falta dele ", afirmou Anna Davitashvili, de 53 anos, lembrando-se de seu filho mais velho, Shaun, morto aos 25 anos junto com amigos no festival Nova. "Sinto uma dor imensa por não ter conseguido salvá-lo", contou, com lágrimas nos olhos.</p>
<p>Um minuto de silêncio também foi observado no kibutz Kfar Aza, perto da fronteira com Gaza, onde 64 pessoas foram assassinadas e 18 sequestradas durante o fatídico ataque.</p>
<p>Na manhã de sábado,  7 de outubro de 2023 , coincidindo com um feriado judaico,  centenas de combatentes palestinos cruzaram a fronteira após dispararem uma intensa salva de foguetes a partir de Gaza .</p>
<p>Armados com fuzis e granadas, eles massacraram famílias em comunidades agrícolas e atacaram delegacias e bases do exército, em um dia que deixou 1.221 mortos, segundo um levantamento da AFP baseado em dados oficiais israelenses.</p>
<p>Os membros do Hamas também fizeram 251 reféns e os levaram para Gaza; 44 deles já estavam mortos.</p>
<p>O Hamas, que permanece presente em Gaza apesar das promessas incessantes de Netanyahu de eliminar o movimento, divulgou um comunicado apresentando o 7 de outubro como "um dia glorioso na história do nosso povo".</p>
<p>O movimento afirmou ter "derrubado o mito do exército invencível" e declarou que a ofensiva de um ano atrás foi "a resposta natural e a culminação de décadas de sofrimento amargo".</p>
<h2>Segurança reforçada </h2>
<p>As cerimônias ganham uma dimensão especial este ano por serem as primeiras desde a entrada em vigor, em outubro do ano passado, do cessar-fogo em Gaza.</p>
<p>O território palestino ficou reduzido a escombros e mergulhado em uma imensa crise humanitária após mais de dois anos de hostilidades israelenses, que deixaram mais de 74.000 mortos, segundo dados das autoridades do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.</p>
<p>As cerimônias oficiais foram realizadas em Jerusalém na segunda-feira, data definida pelo governo de acordo com o calendário hebraico. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, participou dos eventos.</p>
<p>Os atos ocorrem sob segurança reforçada, a três semanas das eleições gerais em Israel e uma semana após a tentativa frustrada de ataque contra um avião com destino a Tel Aviv.</p>
<p>O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou na terça-feira que o exército estava em alerta devido a informações "de inteligência sobre as intenções do Hamas de tentar realizar ataques e operações terroristas" por ocasião do aniversário.</p>
<p>Segundo as autoridades do enclave palestino, pelo menos duas pessoas morreram em ataques israelenses noturnos contra o território.</p>
<p>As eleições de 27 de outubro serão as primeiras desde os ataques. As pesquisas preveem uma disputa difícil para o primeiro-ministro Netanyahu que, nos últimos três anos, também lançou ofensivas em larga escala no Líbano e no Irã, além de ter intervindo na Síria e no Iêmen.</p>
<p>Um de seus rivais é Naftali Bennett, ex-primeiro-ministro que o critica por não ter evitado os ataques. d"Isso foi um fracasso colossal do Estado de Israel, que foi fundado para defender os judeus em nossa terra", declarou a jornalistas no local do festival Nova.</p>
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        <media:credit role="photographer">IDRISS BIGOU-GILLES</media:credit>
        <media:credit role="provider">Hans Lucas</media:credit>
        <media:title>Inauguração de memorial em homenagem a vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Piloto de voo com destino a Israel tentou matar copiloto, diz mãe de passageira</title>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um dos pilotos do voo da flydubai com destino a Israel, que foi desviado na quarta-feira (30), atacou o copiloto e tentou derrubar a aeronave para matar todos a bordo, afirmou uma passageira.</p>
<p>Segundo a passageira Miryam Shira Ohayon, o avião ficou "praticamente descontrolado" quando o esfaqueamento ocorreu sobre a Jordânia, durante o trajeto entre Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Tel Aviv (Israel).</p>
<p>"O copiloto tentou assassinar o piloto e, basicamente, realizar um ataque suicida no avião", disse ela a jornalistas, por meio do viva-voz do telefone de sua mãe, que a aguardava no Aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv.</p>
<p>"O avião estava realmente prestes a cair. Várias pessoas  assumiram o controle do copiloto e o neutralizaram", afirmou.</p>
<p>"Havia também um médico que prestou os primeiros socorros, e pessoas que cuidaram de ambos. Fora o piloto, não houve outros feridos, mas o maior perigo era realmente a queda, que era exatamente o que ele estava tentando fazer."</p>
<p>Em um vídeo gravado dentro da aeronave e republicado por usuários israelenses nas redes sociais, um passageiro — com sangue escorrendo de um ferimento aberto na cabeça — implorava por assistência e dizia que estavam descendo na Arábia Saudita, país com o qual Israel não mantém relações diplomáticas.</p>
<p>"Estamos aqui durante um ataque ao avião. Acabamos de subjugar os terroristas e estamos nos preparando para pousar", disse o homem, em hebraico.</p>
<p>"Quem puder me ouvir, precisamos de ajuda. Estamos prestes a pousar em Tabuk, aparentemente na Arábia Saudita. Uma área desconhecida. Todos os passageiros estão salvos e bem, exceto o piloto. Precisamos de ajuda."</p>
<p>A mãe de Ohayon, Yasmin Abukasis, relatou que a filha estava no voo para participar de uma cerimônia em memória do irmão, morto no ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.</p>
<p>A filha "achou que eles iriam morrer", disse Abukasis à AFP, acrescentando que uma mulher "foi até a (cabine de comando) e viu muito sangue".</p>
<h2>Queda brusca de altitude</h2>
<p>Foi como "se tivéssemos uma grande turbulência, mas não havia turbulências", contou o passageiro Almog Italie à AFP, ao relatar o que sentiu quando a aeronave perdeu milhares de pés de altitude em questão de segundos, lembrando uma "montanha-russa".</p>
<p>Segundo dados do portal de monitoramento aéreo Flightradar, o avião caiu bruscamente às 05h21 GMT (02h21 de Brasília), passando de 34.000 pés de altitude para menos de 17.000 em um minuto.</p>
<p>Em fotos enviadas à AFP por um dos passageiros, alguns – inclusive crianças – aparecem em um salão do aeroporto. Uns estão sentados no chão e vê-se um homem com uma camiseta branca e calças manchadas de sangue.</p>
<p>Miryam Shira Ohayon, que estava a bordo, explicou que, em dado momento, a aeronave estava "muito fora de controle".</p>
<p>O avião "estava realmente a ponto de cair", disse Ohayon, mas isso não aconteceu "graças ao engenho de muitas pessoas que conseguiram controlar o copiloto e o neutralizaram".</p>
<h2>Benjamin Netanyahu se pronuncia</h2>
<p>O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, após o ocorrido, que um dos pilotos do voo tentou derrubar o avião e matar seus passageiros, com a aeronave sendo forçada a fazer um pouso de emergência na Árabia Saudita.</p>
<p>"Durante o voo, quando se aproximavam do país, um dos pilotos esfaqueou o outro, e aparentemente tentou derrubar o avião com todos a bordo", disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo.</p>
<p>Segundo a companhia aérea, todos os passageiros estão sãos e salvos.</p>
<p>O atacante está vivo e, de acordo com o primeiro-ministro, estava sendo interrogado pelas autoridades da Arábia Saudita.</p>
<p>O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreve o inicidente como uma tentativa de ataque terrorista por parte dos jihadistas. Mas não identificou sua fonte para apontar esse motivo.</p>
<h2>Se preparando para ameaças</h2>
<p>Um correspondente da AFP em Tabuk, onde o avião pousou, viu forte esquema de segurança perto do aeroporto, com vários veículos policiais e uma ambulância estacionados no terminal. O aeroporto continou funcionando. </p>
<p>Depois do ocorrido nesta quarta-feira (30), Netanyahu disse que instruiu os serviços de segurança para se preparar para outras possíveis ameaças.</p>
<p>Atualizado às 15h43.</p>
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        <media:title>VÍDEO AVIÃO</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Doze países anunciam sanções ao comércio com colônias israelenses na Cisjordânia</title>
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      <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 22:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Doze países, incluindo Espanha, França e Reino Unido, anunciaram, nesta terça-feira, 8, sanções ao comércio de bens com os assentamentos "ilegais" de Israel na Cisjordânia, em protesto à violência dos colonos contra os palestinos e a expansão dessas comunidades.</p>
<p>Canadá, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polônia, Portugal e Suécia também aplicarão medidas contra o comércio com estes assentamentos, indicaram os ministros das Relações Exteriores dos 12 países em uma declaração conjunta.</p>
<p>Em represália às sanções impostas por países ocidentais, por iniciativa do Reino Unido, Israel ordenou nesta terça-feira o fechamento do consulado britânico em Jerusalém.</p>
<p>A decisão das 12 nações ocorre após várias semanas de intensificação dos ataques de colonos israelenses contra localidades palestinas na Cisjordânia, situação que provocou ampla condenação internacional.</p>
<p>Irlanda e Espanha já tinham adotado medidas contra o comércio com as colônias israelenses e, diante da ausência de uma decisão semelhante a nível da União Europeia, principal parceiro comercial de Israel, outros países, como a França, decidiram agir em âmbito nacional.</p>
<p>"A situação está se deteriorando rapidamente em um contexto de níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão dos assentamentos", alertaram os chanceleres dos 12 países.</p>
<p>O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disseram nesta terça-feira que os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada minam as perspectivas de uma solução de dois Estados.</p>
<p>"A expansão sistemática dos assentamentos na Cisjordânia, assim como o drástico aumento da violência por parte dos colonos, representam uma ameaça direta e urgente a essa visão de paz", disseram os líderes em comunicado conjunto.</p>
<p>O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não vão aderir às sanções.</p>
<p>"Obviamente, não vamos fazer o que o Reino Unido fez", declarou Rubio a jornalistas antes de partir em uma viagem à América Latina, acrescentando: "Não queremos ver nada desestabilizador acontecendo neste momento na Cisjordânia, com tudo o que está acontecendo na região".</p>
<p>Entre os projetos israelenses destacados pelos ministros está o do assentamento E1, aprovado por Israel no ano passado após décadas de congelamento, que prevê a construção de 1.200 moradias na Cisjordânia e isolaria ainda mais Jerusalém Oriental do restante do território ocupado.</p>
<p>"À beira da explosão"</p>
<p>Durante um discurso no Parlamento britânico, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, acusou Israel de fazer "vista grossa" à "limpeza étnica" perpetrada por colonos israelenses.</p>
<p>"Posso anunciar hoje que vamos instaurar uma proibição de importação de produtos procedentes de assentamentos ilegais situados nos territórios ocupados", acrescentou Miliband.</p>
<p>O chanceler israelense, Gideon Saar, reagiu, por sua vez, afirmando que "as acusações formuladas" pelo seu homólogo britânico perante o Parlamento "são falsas".</p>
<p>Em um comunicado publicado na rede social X, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, disse que Paris colocará "fim ao comércio com as colônias israelenses na Palestina (...) porque a Cisjordânia está à beira da explosão".</p>
<p>Cerca de três milhões de palestinos vivem ao lado de mais de 500.000 israelenses instalados em assentamentos na Cisjordânia, sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel.</p>
<p>Segundo um levantamento da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde palestino, pelo menos 1.105 palestinos morreram na Cisjordânia pelas forças israelenses ou por colonos desde o início da guerra em Gaza.</p>
<p>De acordo com o direito internacional, todas as colônias israelenses neste território ocupado desde 1967 são ilegais.</p>
<p>O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu continuar com a expansão dos assentamentos na Cisjordânia apesar da crescente pressão internacional.</p>
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        <media:credit role="photographer">ISSAM RIMAWI</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP/ Issam Rimawi / Anadolu</media:credit>
        <media:title>funeral-jovem-palestino</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Israel abre investigação sobre o caso de Hind Rajab, menina morta em Gaza</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/israel-abre-investigacao-sobre-morte-de-crianca-de-5-anos-em-gaza</link>
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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As Forças Armadas de Israel investigam dois ataques durante a guerra em Gaza que incluem as mortes de Hind Rajab, de 5 anos e de sua família. O outro diz respeito à morte de 15 socorristas palestinos.

</p>
<p>A criança tentava fugir de Gaza quando tropas de Israel abriram fogo contra um carro que a transportava junto à sua família, em 2024.</p>
<p>  A informação foi divulgada em um comunicado que informa a conclusão de análises sobre 150 incidentes ligados à conduta das tropas em Gaza e as decisões tomadas em cinco desses casos.</p>
<p>Hind Rajab morreu em fevereiro de 2024, enquanto o assassinato dos 15 socorristas ocorreu em maio de 2025. Os dois episódios tiveram repercussão internacional.</p>
<p>A prima de Hind, Layan Hamada, de 15 anos, ligou para a central de socorro do Crescente Vermelho Palestino e disse que um tanque se aproximava e que parentes dela já haviam sido mortos. Poucos segundos depois ouviram-se novos disparos e os gritos de Layan pararam, segundo a gravação da chamada.</p>
<p>Hind era a única pessoa viva no carro naquele momento. O Crescente Vermelho manteve contato com ela enquanto pedia autorização aos militares para fazer o resgate, mas o contato foi perdido. Doze dias depois, Hind, cinco parentes e dois socorristas foram encontrados mortos.</p>
<p>Já os 15 socorristas morreram quando tropas israelenses abriram fogo contra os veículos deles em Rafah, no sul de Gaza, e em seguida os corpos foram enterrados em uma vala comum. </p>
<p>As tropas atiraram primeiro contra uma ambulância que ia resgatar vítimas de uma ofensiva israelense e depois contra outros veículos de emergência que saíram em busca do primeiro, conforme imagens de celular e o relato do único sobrevivente. Depois disso, as tropas passaram com tratores por cima dos corpos e dos veículos destruídos. </p>
<p>A ONU e as equipes de resgate só conseguiram chegar ao local uma semana depois para retirar os corpos.</p>
<p>Inicialmente, o exército israelense afirmou ter aberto fogo porque os veículos avançavam de forma suspeita em direção a tropas que estavam próximas, sem faróis ou sinais de emergência, mas a versão foi alterada depois que imagens mostraram as equipes do Crescente Vermelho e da Defesa Civil se deslocando lentamente, com as luzes de emergência acesas e os logotipos visíveis.</p>
<p>À Associated Press, o porta-voz do Crescente Vermelho Palestino, Eid Azizi, disse não ter  obrigação de provar a verdade, "pois ela já está provada para o mundo todo". </p>
<p>"Não teríamos chegado a esse ponto se eles respeitassem e cumprissem o direito internacional humanitário", afirmou.</p>
<p>O comunicado não citou outras mortes que os militares haviam prometido investigar ao longo da guerra e também não mencionou os ataques israelenses a um hospital no sul de Gaza que mataram cinco jornalistas em agosto de 2025. </p>
<p>As Forças Armadas de Israel informaram ainda que não vão abrir investigações criminais sobre outros três ataques que resultaram na morte de trabalhadores humanitários da World Central Kitchen e de Médicos Sem Fronteiras.</p>
<h2>Caso de Hind Rajab inspirou filme</h2>
<p>O caso de Hind Rajab inspirou o filme " A Voz de Hind Rajab ", de 2025, escrito e dirigido pela cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania. A obra é um docudrama que se passa quase inteiramente no centro de atendimento do Crescente Vermelho Palestino, em Ramallah, e acompanha os esforços dos operadores para coordenar o resgate da menina enquanto mantêm contato telefônico com ela. </p>
<p>O filme incorpora a gravação real da ligação de emergência feita por Hind.A estreia mundial ocorreu em setembro de 2025, no Festival de Veneza, onde a produção recebeu uma ovação de pé de cerca de 23 minutos e conquistou o Prêmio do Júri. O longa também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.</p>
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        <media:credit role="provider">Wikimedia Commons/ Daniel Arauz</media:credit>
        <media:title>protesto-gaza</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>'Escolaricídio' e sufocamento territorial: Gaza, Cisjordânia e Líbano perdem educação, renda e terra</title>
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      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Gaza, Cisjordânia e o sul do Líbano estão enfrentando processos de destruição de infraestrutura, retenção de receitas e ocupação territorial. Embora os contextos militares e políticos sejam diferentes em cada região, as consequências imediatas atingem os mesmos setores estruturais, sobretudo a educação e a economia.</p>
<p>Em relatório divulgado em junho deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu a situação em Gaza como "obliteração sistêmica" do sistema educacional, com 95% dos 38 campi universitários de Gaza afetados pela guerra. Desses, 22 foram completamente destruídos. A prática passou a ser chamada de “escolaricídio”.</p>
<p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estimou, quando a guerra completou dois anos em outubro do ano passado, que cerca de 745 mil crianças e estudantes em Gaza estavam fora da escola. Segundo a Unesco, "a perspectiva de retomar a educação permanece altamente incerta devido aos extensos danos à infraestrutura educacional".</p>
<p>Dados compilados pela Deutsche Welle (DW) mostram que a destruição do sistema de ensino superior interrompeu a formação dos 88 mil estudantes universitários que viviam no enclave.</p>
<p>Segundo comunicado do órgão militar israelense responsável pela coordenação de atividades no território, cerca de 50 mil moradores da Faixa de Gaza deixaram o enclave desde o início da guerra rumo a outros países, por motivos que incluem tratamento médico, cidadania estrangeira, vistos de residência e estudos acadêmicos.</p>
<p>Outros levantamentos reforçam o tamanho do problema. Segundo a Euro-Med Human Rights Monitor, mais de sete mil estudantes e acadêmicos universitários foram mortos ou feridos desde outubro de 2023, e mais de 60 prédios universitários foram completamente demolidos. De acordo com a Unesco, mais de 1.100 trabalhadores do ensino superior foram mortos, detidos ou feridos até novembro de 2025. </p>
<p>Um estudo da Universidade de Cambridge em parceria com a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina) estima que os fechamentos recorrentes de escolas desde 2020 – primeiro pela pandemia, depois pela guerra – já custaram às crianças de Gaza cinco anos de escolaridade. </p>
<p>Caso as escolas permaneçam fechadas até setembro de 2027, o mesmo estudo projeta atrasos escolares de até uma década para parte dos adolescentes. A reconstrução do sistema educacional palestino, segundo a pesquisa, custaria cerca de US$ 1,38 bilhão.</p>
<h2>A versão israelense</h2>
<p>O exército israelense (IDF) e a Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat) atribuem a destruição de escolas e universidades ao uso militar dessas estruturas pelo Hamas. Segundo comunicado do IDF, o grupo instala "ilegalmente seus ativos militares em, sob e próximo a áreas civis densamente povoadas" e "explora cinicamente a infraestrutura civil para fins terroristas", incluindo escolas e instalações da UNRWA. </p>
<p>O IDF e a Cogat afirmam ter documentado dezenas de casos de túneis sob escolas – inclusive unidades da UNRWA – e uso de prédios civis como escudos humanos. Para Israel, a reconstrução da infraestrutura educacional só é viável após a desmilitarização completa de Gaza e a saída do Hamas do poder.</p>
<p>A Cogat diz coordenar a entrada de ajuda humanitária e materiais de construção no território, mas acusa o Hamas de desviar parte desses recursos para fins militares. Israel também argumenta que reconstruiu infraestrutura em Gaza após rodadas anteriores de conflito, e que o Hamas priorizou a construção de túneis e o armamento em detrimento do bem-estar civil. O Hamas nega repetidamente esconder combatentes em áreas civis.</p>
<h2>Colapso econômico na Cisjordânia</h2>
<p>Enquanto Gaza perde infraestrutura física, a Cisjordânia perde capacidade econômica por decisão orçamentária. Há mais de um ano, Israel retém o repasse das receitas fiscais e alfandegárias devidas à Autoridade Palestina (AP) sobre mercadorias importadas para os territórios ocupados. Segundo o ministro das Finanças da AP, Estephan Salameh, a medida gerou um prejuízo de US$ 5,7 bilhões apenas no último ano. A decisão foi tomada pelo ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich.</p>
<p>Segundo relatório do International Crisis Group (ICG) divulgado em junho de 2026, com base em investigações em Naplusa, Hebron, Ramallah, Jenin, Tulkarem, Belém e outras cidades da Cisjordânia, cerca de 160 mil pessoas – 28% da população economicamente ativa da região – dependem diretamente do orçamento da AP. </p>
<p>O relatório do ICG registra ainda que Israel construiu cerca de mil novas barreiras na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, segundo dado da Associated Press de outubro de 2025; o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) já havia contabilizado 849 barreiras em julho de 2025.</p>
<p>O Produto Interno Bruto (PIB) da Cisjordânia caiu cerca de 17% desde 7 de outubro de 2023, e o desemprego na região está em torno de 28%, segundo dados de junho deste ano. Em Naplusa, especificamente, o ICG documenta a multiplicação de pontos de controle militares israelenses desde outubro de 2023, nove ao redor da cidade e 63 em todo o território.</p>
<p>O impacto sobre a educação é direto. Segundo estimativas da AP, mais de 84 mil estudantes na Cisjordânia tiveram a educação interrompida por ataques de colonos, incursões militares e demolições de escolas. Mais de 80 escolas, atendendo cerca de 13 mil estudantes, estão sob ameaça de demolição total ou parcial por parte das autoridades israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. </p>
<p>Só entre julho e setembro de 2025, mais de 90 incidentes ligados à educação foram documentados na região. Em escolas públicas da Cisjordânia, incluindo a escola primária Zenabia, em Naplusa, as aulas passaram a funcionar no máximo três dias por semana, em razão dos cortes de recursos.</p>
<p>Em Jerusalém Oriental, o quadro tem contornos específicos. De acordo com relatório de 2026 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o acesso à educação e à saúde na região é restrito, o que afeta diretamente a qualidade do capital humano palestino – considerado pelo próprio relatório como "o mais importante recurso" da população local. </p>
<p>Em janeiro de 2026, o Ministério da Educação e do Ensino Superior da Autoridade Palestina classificou a negação de licenças a centenas de professores e funcionários com documento de identidade da Cisjordânia como "uma violação grave e flagrante do direito à educação", em nota oficial. </p>
<p>Segundo o ministério, a medida forçou escolas particulares de Jerusalém a suspender aulas por dois dias para garantir a continuidade do processo educacional e a segurança da equipe.</p>
<p>Ainda segundo o relatório do OCHA de 26 de junho de 2026, entre 16 e 22 de junho as autoridades israelenses demoliram 21 estruturas de propriedade palestina por falta de licenças de construção emitidas por Israel, descritas pelo próprio órgão da ONU como "quase impossíveis de obter" para palestinos. Cinco dessas demolições ocorreram em Jerusalém Oriental. </p>
<p>No mesmo período, mais de 2.600 palestinos na área de Kafr Aqab, em Jerusalém Oriental, foram afetados pela demolição de um prédio residencial e de uma via, que danificou redes de água, eletricidade e esgoto.</p>
<h2>Yellow line: o novo território sob ocupação no Líbano</h2>
<p>Desde abril de 2026, o exército israelense estabeleceu no sul do Líbano uma linha de demarcação batizada de "yellow line", uma faixa de controle militar criada para servir como zona de isolamento tático e segurança na região fronteiriça, que se estende entre três e dez quilômetros ao norte da fronteira com Israel. A área abrange cerca de 6% do território libanês e corta a região de Arqoub, no distrito de Hasbaya, incluindo sete vilarejos principais.</p>
<p>Em 15 de junho de 2026, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as forças israelenses permaneceriam na "zona de segurança" do Líbano "pelo tempo que for necessário". Em 24 de junho, o ministro da defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as tropas não deixariam o sul do Líbano "mesmo que os Estados Unidos exijam", acrescentando que "200 mil residentes não retornarão" às suas casas.</p>
<p>Segundo a Reuters, a ocupação israelense de 2026 chega a cobrir entre 570 e 600 quilômetros quadrados de território libanês. De acordo com o Líbano, mais de 1,2 milhão de cidadãos libaneses, um sexto da população do país, foram deslocados desde o início do conflito em março de 2026. Mais de 40 mil residências no sul do Líbano foram destruídas, conforme o mesmo levantamento.</p>
<p>O impacto sobre a infraestrutura educacional e social já é registrado por organizações humanitárias. Segundo o Arab Center Washington DC, aproximadamente 400 mil crianças deslocadas enfrentam o que psicólogos classificam como ruptura no senso de segurança, com potencial de trauma duradouro; escolas em todo o país tiveram atividades interrompidas, e mais de 200 unidades de saúde foram atingidas por ataques.</p>
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