<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:base="https://globalsouthworld.com/rss/tag/Israel" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/Israel" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - Israel</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Israel abre investigação sobre o caso de Hind Rajab, menina morta em Gaza</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/israel-abre-investigacao-sobre-morte-de-crianca-de-5-anos-em-gaza</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/israel-abre-investigacao-sobre-morte-de-crianca-de-5-anos-em-gaza?feed=Israel</guid>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As Forças Armadas de Israel investigam dois ataques durante a guerra em Gaza que incluem as mortes de Hind Rajab, de 5 anos e de sua família. O outro diz respeito à morte de 15 socorristas palestinos.

</p>
<p>A criança tentava fugir de Gaza quando tropas de Israel abriram fogo contra um carro que a transportava junto à sua família, em 2024.</p>
<p>  A informação foi divulgada em um comunicado que informa a conclusão de análises sobre 150 incidentes ligados à conduta das tropas em Gaza e as decisões tomadas em cinco desses casos.</p>
<p>Hind Rajab morreu em fevereiro de 2024, enquanto o assassinato dos 15 socorristas ocorreu em maio de 2025. Os dois episódios tiveram repercussão internacional.</p>
<p>A prima de Hind, Layan Hamada, de 15 anos, ligou para a central de socorro do Crescente Vermelho Palestino e disse que um tanque se aproximava e que parentes dela já haviam sido mortos. Poucos segundos depois ouviram-se novos disparos e os gritos de Layan pararam, segundo a gravação da chamada.</p>
<p>Hind era a única pessoa viva no carro naquele momento. O Crescente Vermelho manteve contato com ela enquanto pedia autorização aos militares para fazer o resgate, mas o contato foi perdido. Doze dias depois, Hind, cinco parentes e dois socorristas foram encontrados mortos.</p>
<p>Já os 15 socorristas morreram quando tropas israelenses abriram fogo contra os veículos deles em Rafah, no sul de Gaza, e em seguida os corpos foram enterrados em uma vala comum. </p>
<p>As tropas atiraram primeiro contra uma ambulância que ia resgatar vítimas de uma ofensiva israelense e depois contra outros veículos de emergência que saíram em busca do primeiro, conforme imagens de celular e o relato do único sobrevivente. Depois disso, as tropas passaram com tratores por cima dos corpos e dos veículos destruídos. </p>
<p>A ONU e as equipes de resgate só conseguiram chegar ao local uma semana depois para retirar os corpos.</p>
<p>Inicialmente, o exército israelense afirmou ter aberto fogo porque os veículos avançavam de forma suspeita em direção a tropas que estavam próximas, sem faróis ou sinais de emergência, mas a versão foi alterada depois que imagens mostraram as equipes do Crescente Vermelho e da Defesa Civil se deslocando lentamente, com as luzes de emergência acesas e os logotipos visíveis.</p>
<p>À Associated Press, o porta-voz do Crescente Vermelho Palestino, Eid Azizi, disse não ter  obrigação de provar a verdade, "pois ela já está provada para o mundo todo". </p>
<p>"Não teríamos chegado a esse ponto se eles respeitassem e cumprissem o direito internacional humanitário", afirmou.</p>
<p>O comunicado não citou outras mortes que os militares haviam prometido investigar ao longo da guerra e também não mencionou os ataques israelenses a um hospital no sul de Gaza que mataram cinco jornalistas em agosto de 2025. </p>
<p>As Forças Armadas de Israel informaram ainda que não vão abrir investigações criminais sobre outros três ataques que resultaram na morte de trabalhadores humanitários da World Central Kitchen e de Médicos Sem Fronteiras.</p>
<h2>Caso de Hind Rajab inspirou filme</h2>
<p>O caso de Hind Rajab inspirou o filme " A Voz de Hind Rajab ", de 2025, escrito e dirigido pela cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania. A obra é um docudrama que se passa quase inteiramente no centro de atendimento do Crescente Vermelho Palestino, em Ramallah, e acompanha os esforços dos operadores para coordenar o resgate da menina enquanto mantêm contato telefônico com ela. </p>
<p>O filme incorpora a gravação real da ligação de emergência feita por Hind.A estreia mundial ocorreu em setembro de 2025, no Festival de Veneza, onde a produção recebeu uma ovação de pé de cerca de 23 minutos e conquistou o Prêmio do Júri. O longa também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as35aCwgxFL44h5cL.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Wikimedia Commons/ Daniel Arauz</media:credit>
        <media:title>protesto-gaza</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>'Escolaricídio' e sufocamento territorial: Gaza, Cisjordânia e Líbano perdem educação, renda e terra</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/escolaricidio-e-sufocamento-territorial-gaza-cisjordania-e-libano-perdem-educacao-renda-e-terra</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/escolaricidio-e-sufocamento-territorial-gaza-cisjordania-e-libano-perdem-educacao-renda-e-terra?feed=Israel</guid>
      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Gaza, Cisjordânia e o sul do Líbano estão enfrentando processos de destruição de infraestrutura, retenção de receitas e ocupação territorial. Embora os contextos militares e políticos sejam diferentes em cada região, as consequências imediatas atingem os mesmos setores estruturais, sobretudo a educação e a economia.</p>
<p>Em relatório divulgado em junho deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu a situação em Gaza como "obliteração sistêmica" do sistema educacional, com 95% dos 38 campi universitários de Gaza afetados pela guerra. Desses, 22 foram completamente destruídos. A prática passou a ser chamada de “escolaricídio”.</p>
<p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estimou, quando a guerra completou dois anos em outubro do ano passado, que cerca de 745 mil crianças e estudantes em Gaza estavam fora da escola. Segundo a Unesco, "a perspectiva de retomar a educação permanece altamente incerta devido aos extensos danos à infraestrutura educacional".</p>
<p>Dados compilados pela Deutsche Welle (DW) mostram que a destruição do sistema de ensino superior interrompeu a formação dos 88 mil estudantes universitários que viviam no enclave.</p>
<p>Segundo comunicado do órgão militar israelense responsável pela coordenação de atividades no território, cerca de 50 mil moradores da Faixa de Gaza deixaram o enclave desde o início da guerra rumo a outros países, por motivos que incluem tratamento médico, cidadania estrangeira, vistos de residência e estudos acadêmicos.</p>
<p>Outros levantamentos reforçam o tamanho do problema. Segundo a Euro-Med Human Rights Monitor, mais de sete mil estudantes e acadêmicos universitários foram mortos ou feridos desde outubro de 2023, e mais de 60 prédios universitários foram completamente demolidos. De acordo com a Unesco, mais de 1.100 trabalhadores do ensino superior foram mortos, detidos ou feridos até novembro de 2025. </p>
<p>Um estudo da Universidade de Cambridge em parceria com a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina) estima que os fechamentos recorrentes de escolas desde 2020 – primeiro pela pandemia, depois pela guerra – já custaram às crianças de Gaza cinco anos de escolaridade. </p>
<p>Caso as escolas permaneçam fechadas até setembro de 2027, o mesmo estudo projeta atrasos escolares de até uma década para parte dos adolescentes. A reconstrução do sistema educacional palestino, segundo a pesquisa, custaria cerca de US$ 1,38 bilhão.</p>
<h2>A versão israelense</h2>
<p>O exército israelense (IDF) e a Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat) atribuem a destruição de escolas e universidades ao uso militar dessas estruturas pelo Hamas. Segundo comunicado do IDF, o grupo instala "ilegalmente seus ativos militares em, sob e próximo a áreas civis densamente povoadas" e "explora cinicamente a infraestrutura civil para fins terroristas", incluindo escolas e instalações da UNRWA. </p>
<p>O IDF e a Cogat afirmam ter documentado dezenas de casos de túneis sob escolas – inclusive unidades da UNRWA – e uso de prédios civis como escudos humanos. Para Israel, a reconstrução da infraestrutura educacional só é viável após a desmilitarização completa de Gaza e a saída do Hamas do poder.</p>
<p>A Cogat diz coordenar a entrada de ajuda humanitária e materiais de construção no território, mas acusa o Hamas de desviar parte desses recursos para fins militares. Israel também argumenta que reconstruiu infraestrutura em Gaza após rodadas anteriores de conflito, e que o Hamas priorizou a construção de túneis e o armamento em detrimento do bem-estar civil. O Hamas nega repetidamente esconder combatentes em áreas civis.</p>
<h2>Colapso econômico na Cisjordânia</h2>
<p>Enquanto Gaza perde infraestrutura física, a Cisjordânia perde capacidade econômica por decisão orçamentária. Há mais de um ano, Israel retém o repasse das receitas fiscais e alfandegárias devidas à Autoridade Palestina (AP) sobre mercadorias importadas para os territórios ocupados. Segundo o ministro das Finanças da AP, Estephan Salameh, a medida gerou um prejuízo de US$ 5,7 bilhões apenas no último ano. A decisão foi tomada pelo ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich.</p>
<p>Segundo relatório do International Crisis Group (ICG) divulgado em junho de 2026, com base em investigações em Naplusa, Hebron, Ramallah, Jenin, Tulkarem, Belém e outras cidades da Cisjordânia, cerca de 160 mil pessoas – 28% da população economicamente ativa da região – dependem diretamente do orçamento da AP. </p>
<p>O relatório do ICG registra ainda que Israel construiu cerca de mil novas barreiras na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, segundo dado da Associated Press de outubro de 2025; o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) já havia contabilizado 849 barreiras em julho de 2025.</p>
<p>O Produto Interno Bruto (PIB) da Cisjordânia caiu cerca de 17% desde 7 de outubro de 2023, e o desemprego na região está em torno de 28%, segundo dados de junho deste ano. Em Naplusa, especificamente, o ICG documenta a multiplicação de pontos de controle militares israelenses desde outubro de 2023, nove ao redor da cidade e 63 em todo o território.</p>
<p>O impacto sobre a educação é direto. Segundo estimativas da AP, mais de 84 mil estudantes na Cisjordânia tiveram a educação interrompida por ataques de colonos, incursões militares e demolições de escolas. Mais de 80 escolas, atendendo cerca de 13 mil estudantes, estão sob ameaça de demolição total ou parcial por parte das autoridades israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. </p>
<p>Só entre julho e setembro de 2025, mais de 90 incidentes ligados à educação foram documentados na região. Em escolas públicas da Cisjordânia, incluindo a escola primária Zenabia, em Naplusa, as aulas passaram a funcionar no máximo três dias por semana, em razão dos cortes de recursos.</p>
<p>Em Jerusalém Oriental, o quadro tem contornos específicos. De acordo com relatório de 2026 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o acesso à educação e à saúde na região é restrito, o que afeta diretamente a qualidade do capital humano palestino – considerado pelo próprio relatório como "o mais importante recurso" da população local. </p>
<p>Em janeiro de 2026, o Ministério da Educação e do Ensino Superior da Autoridade Palestina classificou a negação de licenças a centenas de professores e funcionários com documento de identidade da Cisjordânia como "uma violação grave e flagrante do direito à educação", em nota oficial. </p>
<p>Segundo o ministério, a medida forçou escolas particulares de Jerusalém a suspender aulas por dois dias para garantir a continuidade do processo educacional e a segurança da equipe.</p>
<p>Ainda segundo o relatório do OCHA de 26 de junho de 2026, entre 16 e 22 de junho as autoridades israelenses demoliram 21 estruturas de propriedade palestina por falta de licenças de construção emitidas por Israel, descritas pelo próprio órgão da ONU como "quase impossíveis de obter" para palestinos. Cinco dessas demolições ocorreram em Jerusalém Oriental. </p>
<p>No mesmo período, mais de 2.600 palestinos na área de Kafr Aqab, em Jerusalém Oriental, foram afetados pela demolição de um prédio residencial e de uma via, que danificou redes de água, eletricidade e esgoto.</p>
<h2>Yellow line: o novo território sob ocupação no Líbano</h2>
<p>Desde abril de 2026, o exército israelense estabeleceu no sul do Líbano uma linha de demarcação batizada de "yellow line", uma faixa de controle militar criada para servir como zona de isolamento tático e segurança na região fronteiriça, que se estende entre três e dez quilômetros ao norte da fronteira com Israel. A área abrange cerca de 6% do território libanês e corta a região de Arqoub, no distrito de Hasbaya, incluindo sete vilarejos principais.</p>
<p>Em 15 de junho de 2026, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as forças israelenses permaneceriam na "zona de segurança" do Líbano "pelo tempo que for necessário". Em 24 de junho, o ministro da defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as tropas não deixariam o sul do Líbano "mesmo que os Estados Unidos exijam", acrescentando que "200 mil residentes não retornarão" às suas casas.</p>
<p>Segundo a Reuters, a ocupação israelense de 2026 chega a cobrir entre 570 e 600 quilômetros quadrados de território libanês. De acordo com o Líbano, mais de 1,2 milhão de cidadãos libaneses, um sexto da população do país, foram deslocados desde o início do conflito em março de 2026. Mais de 40 mil residências no sul do Líbano foram destruídas, conforme o mesmo levantamento.</p>
<p>O impacto sobre a infraestrutura educacional e social já é registrado por organizações humanitárias. Segundo o Arab Center Washington DC, aproximadamente 400 mil crianças deslocadas enfrentam o que psicólogos classificam como ruptura no senso de segurança, com potencial de trauma duradouro; escolas em todo o país tiveram atividades interrompidas, e mais de 200 unidades de saúde foram atingidas por ataques.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as085ZhqKLshL8pUh.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Mohammed Abubakr - Pexels</media:credit>
        <media:title> Manifestantes segurando bandeiras da Palestina</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>