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    <title>Global South World Brasil - Imigração</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Colômbia ordena cerco de deportação contra imigrantes irregulares</title>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 21:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente colombiano Abelardo De la Espriella ordenou que as autoridades iniciem operações em Barranquilla para identificar e deportar estrangeiros que vivem no país em situação irregular, tendo como prioridade máxima os envolvidos em crimes.</p>
<p>De la Espriella anunciou a medida durante uma reunião do conselho de segurança no domingo, 23, instruindo o serviço de imigração e a polícia a começarem as ações durante esta semana.</p>
<p>"Iniciaremos as operações. Esta é uma posição que mantive durante a campanha e que implementarei a partir da Presidência da República. Não apenas os estrangeiros que cometem infrações e crimes, mas também aqueles que violaram as regras para estar aqui", anunciou De la Espriella.</p>
<p>O presidente disse que as autoridades focarão inicialmente em estrangeiros envolvidos em atividades criminosas, antes de direcionar as ações para aqueles que não regularizaram sua situação migratória.</p>
<p>"Primeiro, os que estão cometendo crimes. Segundo, os que não regularizaram sua situação e que, em breve, terão de ser deportados", disse.</p>
<p>De la Espriella também reiterou sua postura de "colombianos em primeiro lugar", afirmando que assumirá a responsabilidade pela política. "Não aceitarei imigração ilegal aqui. Primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos", declarou. "Essa é uma decisão política e eu a assumirei. É uma decisão administrativa e eu a assumirei", acrescentou.</p>
<p>O mandatário colombiano destacou que as operações se aplicarão a imigrantes irregulares independentemente da nacionalidade, alertando que não aceitará "imigrantes ilegais, venham de onde vierem".</p>
<p>A medida sinaliza uma abordagem mais rígida em relação à política de imigração, após anos de programas de regularização voltados amplamente para venezuelanos.</p>
<p>Estudos estimam que cerca de 2,8 milhões de venezuelanos vivem na Colômbia, com mais de 500 mil permanecendo sem status migratório regular.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução / Instagram/ Partido Defensores de La Patria </media:credit>
        <media:title>de la espriella</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Florence Naa Oyoe Quartey]]></dc:creator>
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      <title>Europa expõe divisão sobre imigração após crise de Ceuta</title>
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      <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:47:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A demonstração de unidade da União Europeia após a crise migratória em Ceuta esconde divergências profundas entre os Estados-membros e evidencia a dificuldade do bloco para construir uma política comum de imigração. Essa é a avaliação dos cientistas políticos Philippe d'Iribarne e Christophe Bouillaud, autores ouvidos pelo portal francês  Atlantico , que apontam diferenças políticas, interesses econômicos e limitações jurídicas como os principais obstáculos para uma resposta coordenada ao aumento da pressão migratória.</p>
<p>Na visão de d'Iribarne, a solidariedade manifestada pelos 27 países europeus à Espanha após a chegada de dezenas de milhares de jovens marroquinos não significa que exista uma doutrina migratória compartilhada. Segundo ele, as sociedades europeias permanecem profundamente divididas sobre o tema, e o peso das diferentes correntes de opinião varia de um país para outro.</p>
<p>O pesquisador observa que a própria percepção da imigração mudou significativamente em alguns Estados. A Suécia, por exemplo, passou de uma postura considerada altamente receptiva a um ambiente de crescente desconfiança em relação aos imigrantes. Ele afirma ainda que os franceses tendem a tratar o debate sob uma perspectiva mais ideológica, enquanto os países do Norte da Europa costumam adotar uma abordagem mais pragmática, baseada nos efeitos concretos da imigração.</p>
<p>As diferenças também se refletem nas necessidades econômicas. D'Iribarne lembra que determinadas regiões da Itália dependem fortemente da mão de obra migrante sazonal, embora a legislação do país procure limitar a permanência desses trabalhadores e restringir o reagrupamento familiar. Como consequência, as políticas migratórias nacionais evoluem em ritmos distintos, alternando momentos de maior abertura com movimentos de endurecimento.</p>
<p>Segundo ele, qualquer tentativa de restringir a imigração ainda enfrenta um obstáculo importante no debate público europeu: o receio de acusações de racismo, xenofobia ou islamofobia. Para o pesquisador, esse ambiente dificulta que governos adotem políticas mais rigorosas sem sofrer forte desgaste político, enquanto parte da esquerda europeia continua defendendo uma visão multicultural da sociedade e vê na imigração uma pauta relevante também do ponto de vista eleitoral.</p>
<p>Ao analisar especificamente a crise de Ceuta, d'Iribarne afirma que o episódio revela, sobretudo, o enorme diferencial de oportunidades entre o Marrocos e a Europa. Na avaliação dele, muitos jovens marroquinos acreditam que basta conseguir chegar ao continente europeu para melhorar significativamente suas condições de vida. Essa percepção seria alimentada pelo fato de que muitos emigrantes escondem as dificuldades enfrentadas após deixar o país de origem, criando uma imagem distorcida do sucesso da migração.</p>
<p>Para Christophe Bouillaud, entretanto, o principal entrave para uma política migratória mais rígida não é político, mas jurídico. Segundo ele, as regras que estruturam o direito de asilo na Europa impedem um controle mais rigoroso das fronteiras, uma vez que exigem a análise individualizada de cada pedido de proteção internacional. O resultado é um sistema que, na prática, tem dificuldades para responder rapidamente ao grande volume de solicitações.</p>
<h2>Fuga da pobreza</h2>
<p>Bouillaud argumenta que o marco jurídico europeu continua baseado na Convenção de Genebra de 1951, elaborada em um contexto completamente diferente do atual. Na época, explica, o objetivo era proteger refugiados políticos perseguidos por seus Estados, em fluxos relativamente reduzidos. Hoje, segundo ele, a maior parte dos migrantes que tenta chegar à Europa busca escapar da pobreza e melhorar sua situação econômica, e não fugir de perseguições políticas.</p>
<p>Essa mudança, afirma o cientista político, criou uma contradição estrutural. As normas continuam fundamentadas em uma realidade histórica marcada pela Guerra Fria, enquanto os fluxos migratórios contemporâneos são predominantemente econômicos. Alterar esse modelo, porém, é extremamente difícil porque o direito de asilo se tornou um dos pilares da identidade política e jurídica construída pela União Europeia ao longo das últimas décadas.</p>
<p>Bouillaud observa ainda que muitos governos europeus convivem com outra contradição: ao mesmo tempo em que defendem discursos mais duros sobre imigração, suas economias dependem da chegada de trabalhadores estrangeiros. Espanha e Alemanha são exemplos, segundo ele, de países que incorporaram a imigração de trabalho como componente importante do funcionamento de seus mercados, embora parte da classe política evite reconhecer essa dependência de forma explícita.</p>
<p>Na avaliação dos dois especialistas, a crise de Ceuta expõe, mais uma vez, a dificuldade da União Europeia para conciliar seus princípios jurídicos, suas necessidades econômicas e as diferentes sensibilidades políticas existentes entre os Estados-membros. Enquanto esse equilíbrio não for encontrado, a retórica de unidade continuará convivendo com profundas divisões sobre como enfrentar os novos fluxos migratórios.</p>
<h2>Famílias buscam notícias</h2>
<p>Enquanto a crise se desenrola, famílias marroquinas se reúnem perto da fronteira com Ceuta, em busca de notícias de parentes que desapareceram enquanto tentavam chegar à Àfica pelo mar. Até o início da tarde, dados oficiais contabilizavam 77 mortos, a maioria afogados durante a travessia a nado do Marrocos até o território.</p>
<p>Imagens de segunda-feira, 3 de agosto, mostraram várias pessoas esperando ao lado do arame farpado, enquanto veículos de segurança patrulhavam a área. Um deles era Mohamed El Kandafi. Ele contou que seu filho saiu de Tânger com um amigo na quinta-feira (30/07) e entrou no mar, mas não foi visto desde então.</p>
<p>O migrante repatriado Osama Smalidine descreveu as condições difíceis em Ceuta, dizendo que os migrantes viviam nas ruas, comiam de latas de lixo e enfrentavam agressões.</p>
<p>As autoridades vincularam o aumento nas travessias, com a que ocorreu recentemente, a informações falsas na internet e a redes de contrabando, à medida que dezenas de milhares de pessoas se deslocaram em direção a Ceuta, desencadeando uma grande operação de segurança e estado de emergência no enclave.</p>
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        <media:credit role="photographer">LUCIA DIAZ</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Imigrantes em Ceuta </media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Como Milei usa suposta campanha contra Argentina para endurecer políticas anti-imigração</title>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 20:17:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente da Argentina,  Javier Milei , alterou por decreto a Lei de Imigração para  proibir a entrada de estrangeiros que expressem discurso de ódio contra o país . A medida ainda terá de ser analisada pelo Congresso e abre espaço para a discricionariedade, segundo especialistas.</p>
<p>A nova norma publicada na noite de quarta-feira, 29, prevê a expulsão e o cancelamento da residência de estrangeiros que se envolverem nessas condutas.</p>
<p>O Congresso deve confirmar a validade do decreto que está em vigor enquanto avança o processo legislativo. "O decreto não é claro e também não há certeza sobre o quanto é aplicável", disse à  AFP  Lucía Galoppo, advogada da equipe de trabalho internacional do Centro de Estudos Legais e Sociais.</p>
<p>Segundo o decreto presidencial, as medidas se aplicam aqueles que forem considerados culpados de "proferir discurso de ódio oralmente ou por escrito, ou incitar violência contra o povo argentino como um todo, ou contra qualquer cidadão argentino, motivado por sua nacionalidade".</p>
<p>"Ter cometido ou participado de atos de profanação de símbolos nacionais; ou ter incitado outros a cometer qualquer um dos atos previstos nesta seção", acrescenta o texto, que não especifica qual é o teor dos discursos enquadrados, como serão detectados ou quais são os critérios para punição.</p>
<h2>Campanha anti-Argentina</h2>
<p>A Argentina é um país historicamente aberto à imigração, que garante igualdade de direitos em saúde, educação e moradia para seus residentes, assim como os direitos civis garantidos pela Constituição.</p>
<p>O mandatário decidiu pela medida dias após denunciar a existência de uma suposta "campanha anti-Argentina" sem apresentar provas. Segundo ele, ela é financiada pelos governos do Brasil e do México e pelo Partido Democrata dos Estados Unidos.</p>
<p>"Milei tenta capitalizar isso a seu favor em um momento em que as perspectivas econômicas não são boas para a maioria da população", explicou à  AFP  o cientista político e pesquisador da Universidade de San Martín Iván Schuliaquer.</p>
<p>O mandatário " aproveita um clima da sociedade para tirar proveito de algo que, em geral, não tem feito parte de seu projeto político ", disse o especialista, em alusão ao ambiente de rivalidade gerado pela disputa da Copa do Mundo, em que a Argentina foi vice-campeã.</p>
<p>"Milei tem se mostrado muito contrário às agendas nacionais, por exemplo, tentando eliminar qualquer limite à compra de terras por estrangeiros e também priorizando suas viagens aos Estados Unidos e a Israel mais do que ao próprio interior da Argentina", analisou.</p>
<p>O possível cancelamento da residência "implica em ordem de saída do país dentro de um prazo determinado ou expulsão do território nacional", segundo o decreto.</p>
<p>O texto elucida que "em hipótese alguma" essas penalidades podem ser aplicadas a "manifestações de dissidência ideológica ou críticas políticas, acadêmicas ou cívicas que constituam exercício legítimo de direitos constitucionalmente garantidos".</p>
<p>A Argentina atravessa uma crise diplomática com o governo brasileiro desde o último final de semana, quando, ao  participar da convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República, Milei referiu-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como "ladrão" e "presidiário" e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como "lixo careca" .</p>
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        <media:title>Milei</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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