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    <title>Global South World Brasil - IA</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>IA avança entre o alerta dos próprios criadores e a disputa entre EUA e China</title>
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      <pubDate>Mon, 14 Sep 2026 18:19:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os principais executivos da indústria de inteligência artificial defendem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia diante dos riscos de sistemas cada vez mais autônomos, mas a proposta esbarra na disputa entre Estados Unidos e China pela liderança do setor.</p>
<p> Donald Trump rejeita novas barreiras à IA e afirma que o excesso de preocupação favorece Pequim, enquanto autoridades chinesas reconhecem riscos associados à tecnologia, mas defendem seu desenvolvimento e criticam o que consideram alarmismo.</p>
<p>O debate ganhou força depois que Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu no sábado, 12, uma redução coordenada no ritmo de desenvolvimento da IA para que empresas e governos tenham mais tempo para compreender e controlar os riscos dos modelos mais avançados.</p>
<p> A proposta recebeu o apoio de Sam Altman, CEO da OpenAI, Elon Musk, da xAI, Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind, e Satya Nadella, CEO da Microsoft.</p>
<p>A defesa de uma pausa ou desaceleração ocorre em um momento em que os próprios laboratórios relatam episódios preocupantes envolvendo sistemas experimentais. Nos últimos meses, OpenAI e Anthropic identificaram casos em que modelos conseguiram escapar de ambientes restritos, acessar a internet e realizar ações sem supervisão direta.</p>
<p>Em alguns episódios, os sistemas demonstraram capacidade de se coordenar, estabelecer hierarquias, enganar operadores e apagar registros de suas atividades. Na semana passada, o pesquisador Jacob Coxon, que deixou a Anthropic e já havia trabalhado na OpenAI, acusou as duas empresas de manter padrões de segurança insuficientes diante do avanço da tecnologia.</p>
<h2>O dilema de pisar no freio</h2>
<p>O problema para as empresas é que nenhuma delas parece disposta a reduzir o ritmo sozinha. A corrida envolve investimentos bilionários e uma disputa por liderança tecnológica que ultrapassa o mercado e se tornou parte da competição estratégica entre Estados Unidos e China.</p>
<p>Amodei defende uma coordenação entre empresas e países democráticos, mas não propõe incluir a China nesse esforço. Para ele, a possibilidade de Pequim continuar avançando enquanto empresas americanas reduzem o ritmo cria um dos maiores obstáculos para qualquer tentativa de desaceleração.</p>
<p>A proposta também inclui medidas para restringir ainda mais o acesso chinês aos chips americanos mais avançados e reforçar mecanismos contra a transferência indevida de tecnologias desenvolvidas no Ocidente. A preocupação é especialmente relevante diante da diferença entre os modelos fechados das grandes empresas americanas e os modelos de código aberto promovidos por companhias chinesas, que podem ser modificados e utilizados pelos próprios usuários.</p>
<p>Anthropic e OpenAI se comprometeram, por enquanto, a permitir que observadores independentes avaliem seus trabalhos internos relacionados à segurança. A ideia é ampliar a fiscalização sobre o desenvolvimento dos modelos sem interromper completamente a corrida tecnológica.</p>
<p>A iniciativa, porém, também provocou desconfiança dentro do próprio setor. Críticos afirmam que as empresas podem ter interesses comerciais e regulatórios ao defender novas regras. O empresário Brian Roemmele, por exemplo, acusou a Anthropic de tentar se apresentar como uma empresa mais responsável justamente em um momento em que se prepara para uma possível abertura de capital.</p>
<p>David Sacks, ex-assessor de Trump para inteligência artificial e ainda influente no governo americano, também questionou a motivação das empresas. Para ele, a pressão por regras mais rígidas pode estar relacionada à exposição jurídica das companhias caso seus produtos sejam usados em ataques cibernéticos ou provoquem outros danos.</p>
<h2>Trump vê risco de entregar vantagem à China</h2>
<p>Trump rejeitou nesta segunda-feira, 14, a ideia de impor novas barreiras ao desenvolvimento da inteligência artificial. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos já têm poderes regulatórios e criminais suficientes para controlar as empresas e chamou de “conspiração doentia” as críticas contra a IA e os centros de dados.</p>
<p>Trump também afirmou que o único país beneficiado pelo aumento das dúvidas sobre a tecnologia seria a China. Para o presidente, reduzir o ritmo de desenvolvimento americano poderia comprometer a disputa pela liderança global em IA justamente no momento em que Washington tenta manter vantagem sobre Pequim.</p>
<p>A posição está alinhada à resistência de setores do Partido Republicano a uma regulação mais ampla da inteligência artificial. A preocupação entre os republicanos é que regras excessivas aumentem os custos para as empresas americanas, reduzam a inovação e permitam que a China avance na corrida tecnológica.</p>
<p>O argumento coloca Trump em choque direto com os executivos que defendem uma supervisão maior do governo. Amodei, Altman e Hassabis avaliam que regras definidas voluntariamente pelas próprias empresas não são suficientes para lidar com os riscos dos sistemas mais avançados.</p>
<p>Trump, por outro lado, afirma que sua administração já utilizou os mecanismos existentes para impedir atividades consideradas perigosas e que os Estados Unidos não precisam abrir mão da velocidade de desenvolvimento para garantir segurança.</p>
<h2>China reconhece riscos, mas não quer ficar para trás</h2>
<p>A posição chinesa é mais complexa do que uma simples defesa do avanço irrestrito da tecnologia. Em um artigo recente, Chen Yixin, ministro da Segurança do Estado da China, afirmou que a expansão da inteligência artificial pode criar riscos para a segurança nacional, especialmente quando tecnologias como deepfakes, conteúdos gerados por IA e redes automatizadas são usadas para disseminar desinformação e provocar conflitos sociais.</p>
<p>O Ministério da Segurança do Estado apontou ainda o risco de ferramentas de IA serem utilizadas por forças estrangeiras em operações de influência e em uma espécie de “guerra cognitiva” contra a China. A avaliação inclui ameaças à segurança política, institucional e ideológica do país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Pequim rejeita a ideia de que os riscos associados à inteligência artificial justifiquem uma interrupção da corrida tecnológica. A China defende o uso da IA para o desenvolvimento econômico e social e tem criticado o que considera uma tentativa de transformar a tecnologia em instrumento de disputa geopolítica.</p>
<p>Essa diferença ajuda a explicar o impasse atual. China e Estados Unidos reconhecem que a IA pode produzir riscos graves, mas nenhum dos dois está disposto a aceitar uma posição que permita ao adversário avançar sozinho.</p>
<p>A disputa também aparece na discussão sobre os modelos de código aberto. Empresas chinesas têm apostado nesse formato, enquanto autoridades americanas discutem formas de limitar o acesso de Pequim aos chips mais avançados e às tecnologias desenvolvidas por empresas dos Estados Unidos.</p>
<h2>Segurança e corrida tecnológica </h2>
<p>A pressão por uma desaceleração ganhou força depois de uma sequência de episódios que ampliou o temor sobre o comportamento de sistemas capazes de agir de forma cada vez mais independente. Entre eles estão incidentes de segurança envolvendo agentes de IA e ataques cibernéticos nos quais ferramentas automatizadas demonstraram capacidade de executar operações complexas.</p>
<p>A Anthropic divulgou nesta segunda-feira um relatório sobre operações maliciosas envolvendo seu modelo Claude. Segundo a empresa, grupos ligados a governos, criminosos e outros atores utilizaram a ferramenta em atividades que incluem operações cibernéticas, vigilância, fraudes e campanhas de influência. A companhia afirma ter identificado e interrompido essas operações.</p>
<p>Para os executivos que defendem uma desaceleração, os episódios mostram que a evolução dos modelos está criando capacidades que ainda não são plenamente compreendidas nem controladas. O problema, porém, é que uma decisão unilateral poderia deixar a empresa ou o país que reduz o ritmo em desvantagem diante dos concorrentes.</p>
<p>A questão deve ganhar ainda mais peso nas discussões entre Washington e Pequim. Trump tem encontro previsto com o presidente chinês, Xi Jinping, em Washington, e os dois países também planejam conversas específicas sobre os riscos da inteligência artificial.</p>
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        <media:title>EUA x China</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP, GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Campanha eleitoral tem 37 posts com IA sem aviso de uso em contas oficiais de candidatos</title>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Ao menos 37 postagens geradas ou modificadas por inteligência artificial foram feitas em contas oficiais de candidatos à Presidência e partidos nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2026 sem qualquer indicação de que haviam sido produzidos com a tecnologia. </p>
<p>O dado faz parte de um levantamento do Observatório Lupa, que identificou 282 conteúdos com uso de IA entre 314 publicações consideradas suspeitas coletadas entre 16 e 26 de agosto.</p>
<p>Dos materiais analisados, a maior parte era composta por deepfakes – isto é, vídeos ou imagens que simulam a aparência, a voz ou manifestações de pessoas reais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o maior alvo dos conteúdos falsos, com 115 ocorrências, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 56. Os dois lideram as pesquisas.</p>
<p>A maior parte dos casos foi registrada no Facebook e Instagram, com 202 e 62 ocorrências, respectivamente.</p>
<p>Para Cristina Tardáguila, fundadora da Agência Lupa e gerente de inovação e formação, o principal alerta está no fato de que parte desse conteúdo não circulou apenas em contas anônimas ou desconhecidas, mas nos próprios perfis oficiais de candidatos e partidos. Segundo ela, essas contas têm a obrigação de informar o eleitor quando recorrem à inteligência artificial.</p>
<p>O levantamento complementa um estudo anterior do próprio Observatório Lupa, realizado entre fevereiro e junho deste ano com estudantes da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), que reuniram 226 conteúdos que levantaram suspeitas de terem sido produzidos ou alterados por IA. Desses, 101 tiveram o uso da tecnologia confirmado.</p>
<h3>Política domina conteúdos sintéticos</h3>
<p>Entre os 101 casos confirmados, 92 eram vídeos e 40 tratavam de política, o tema mais frequente entre os conteúdos sintéticos identificados. Os pesquisadores encontraram principalmente deepfakes de figuras públicas declarando apoio ou pedindo votos para candidatos e avatares produzidos por IA usados para divulgar pesquisas eleitorais falsas, inclusive antes do início oficial da campanha.</p>
<p>Lula foi a personalidade mais retratada na primeira etapa, com 17 ocorrências, seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com 16, e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com oito. Em alguns dos conteúdos envolvendo Bolsonaro, ele aparecia pedindo apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. </p>
<p>Flávio, aliás, apareceu em quatro conteúdos sintéticos, todos de caráter eleitoral, entre eles um deepfake do deputado Nikolas Ferreira divulgando uma falsa pesquisa que colocava Flávio à frente de Lula no primeiro turno.</p>
<p>O uso de IA esteve presente inclusive na própria campanha de Flávio. Durante a convenção nacional do PL, em julho, o  candidato exibiu um vídeo que recriava a imagem e a voz de Jair Bolsonaro para declarar apoio à sua candidatura . O PT levou o caso à Justiça Eleitoral e pediu a retirada do material e a aplicação de multa.</p>
<p>Em 1º de setembro, porém, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido por 4 votos a 3. A maioria entendeu que a exibição ocorreu dentro de uma convenção partidária, um evento destinado às deliberações internas da legenda, e que não houve pedido explícito de voto. A Corte também considerou que a transmissão do evento pela internet, por si só, não transforma a manifestação em propaganda eleitoral antecipada.</p>
<p>A decisão estabeleceu ainda uma tese que deve orientar casos semelhantes nas eleições deste ano. Para o TSE, um deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por IA, ou tecnologia equivalente, com grau de realismo ou verossimilhança e capaz de criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa. A proibição prevista na legislação eleitoral, no entanto, depende de que o conteúdo também seja caracterizado como propaganda eleitoral.</p>
<p>Nesta semana, o TikTok apresentou ao TSE um plano para as eleições que prevê monitoramento reforçado de conteúdos produzidos ou alterados por IA, combinando ferramentas automáticas de detecção, moderação humana e denúncias. </p>
<p>A empresa também anunciou ações de educação midiática, em parceria com a Lupa, e medidas específicas contra redes coordenadas de contas usadas para interferir artificialmente no debate político.</p>
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        <media:title>deepfake</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Modelos de IA mudam de posição política conforme o usuário, mostra estudo</title>
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      <pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, mostra que modelos de linguagem artificial mudam de posicionamento político dependendo da ideologia declarada pelo usuário. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e batizou o fenômeno de "camaleão ideológico".</p>
<p>Os pesquisadores testaram 21 modelos de IA, entre eles versões do ChatGPT, Grok, Gemini e Llama. Ao todo, foram coletadas 47.376 respostas dos modelos a perguntas políticas.</p>
<p>Foram criados pelos pesquisadores 56 pares de afirmações políticas opostas sobre sete temas: assistência social, segurança pública, instituições democráticas, meio ambiente, economia, educação e cultura, e corrupção e justiça. Cada afirmação foi validada por outros modelos de IA, que classificaram os enunciados como de esquerda ou de direita.</p>
<p>Os 21 modelos avaliados responderam às mesmas perguntas em três cenários.</p>
<p>-- Sem informação sobre o usuário.</p>
<p>-- Informados de que o usuário se identificava com a esquerda.</p>
<p>-- Com a informação de que o usuário era de direita. </p>
<h2>Os resultados</h2>
<p>Quando não há contexto sobre o usuário, 20 dos 21 modelos testados pendem para posições mais à esquerda. A exceção é o Grok, da xAI, que aparece mais à direita nessa condição neutra.</p>
<p>Essa posição muda, porém, de maneira significativa quando o modelo sabe a ideologia do usuário. Informado de que fala com alguém de esquerda, o modelo reforça respostas de esquerda. Quando sabe que está falando com alguém de direita, as respostas são deslocadas para a direita. Segundo os autores, essa variação é maior do que a diferença de posicionamento entre os próprios modelos.</p>
<p>O estudo criou um índice para medir essa oscilação, batizado de índice camaleão. Os modelos mais suscetíveis a mudar de posição foram o Gemma 3 27B (Google), o GPT-5 Nano (OpenAI) e o Grok 4.1. Os mais estáveis foram o Llama 3.1 8B (Meta) e o DeepSeek V3.2.</p>
<p>Os pesquisadores não encontraram relação entre o tamanho do modelo e essa tendência a mudar de posição.</p>
<h2>Onde a assimetria cresce</h2>
<p>A maioria dos modelos oscila mais quando o usuário se apresenta como de direita do que quando se apresenta como de esquerda, segundo o estudo.</p>
<p>Os temas economia e segurança pública concentram a maior variação nas respostas. Já os temas instituições democráticas e corrupção e justiça mostraram respostas mais estáveis, pouco influenciadas pela ideologia declarada do usuário.</p>
<p>Os modelos raramente escolhem opções neutras. Na maior parte das vezes, respondem com concordância ou discordância firme às afirmações apresentadas.</p>
<p>Segundo os autores, o comportamento identificado configura uma forma de bajulação ideológica, em que os modelos priorizam agradar o usuário em vez de manter uma posição consistente. O estudo aponta que esse padrão pode reforçar câmaras de eco personalizadas, especialmente em ambientes de forte polarização digital como o Brasil.</p>
<p>Os dados completos da pesquisa, incluindo os prompts e o código usado nos testes, estão disponíveis publicamente no GitHub do grupo de pesquisa.</p>
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        <media:title>Juca Varella. Melhorada com IA</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>1000 por 50: GM troca funcionários por robôs em fábrica de Detroit</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/1000-por-50-gm-troca-funcionarios-por-robos-em-fabrica-de-detroit</link>
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      <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A General Motors, maior fabricante de automóveis com sede nos EUA, anunciou a aquisição de 50 robôs colaborativos para sua fábrica de Detroit, a mesma que há poucos meses demitiu mais de 1000 funcionários.</p>
<p>O desligamento em massa veio após a empresa pausar a produção de veículos elétricos em março deste ano. Após as queixas dos a GM afirmou que os robôs colaborativos (ou ‘cobôs’) “melhoram a segurança e ergonomia” da linha de produção.</p>
<p>Dentro da fábrica, as máquinas foram rapidamente instaladas e já produzem ao lado de um time reduzido, auxiliando no encaixe de peças de carroceria.</p>
<h2>O que explica a crise</h2>
<p>Investimentos em elétricos têm arrefecido nos Estados Unidos desde o fim de 2025, quando incentivos federais ao setor foram cortados.</p>
<p>A própria GM já havia anunciado, no início deste ano, um prejuízo de US$ 6 bi por conta da redução na fabricação destes veículos.</p>
<p>A dominância da China também contribuiu para o arrefecimento local. Com linhas de produção mais azeitadas e preços mais acessíveis nos veículos eletrificados, as marcas chinesas apresentaram um salto de 70% em valor de mercado, segundo dados do Globaldata.</p>
<h2>Robôs humanoides viram aposta do setor</h2>
<p>Se máquinas que fazem o ‘trabalho pesado’ já são o presente, as grandes montadoras olham para os humanoides como o futuro. </p>
<p>No início do ano, a Toyota anunciou a implementação de robôs humanoides em sua fábrica de Woodstock, no Canadá, após um ano de testes. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asZV2FgJrbI9Y8rve.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Robô humanoide de cor verde"/>
<p>As aquisições da Agility Robots vão realizar tarefas simples, como descarga de peças, mas demonstram que a integração desse tipo de máquina em um ambiente de fábrica real  já é uma realidade.</p>
<p>Além da gigante japonesa, a BMW também anunciou um projeto piloto para implementação de robôs humanoides em sua fábrica de Leipzig. Segundo o comunicado, o projeto visa "integrar robótica humanoide em produção em série existente de carros e para explorar novas aplicações na produção de baterias e componentes".</p>
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