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    <title>Global South World Brasil - Flávio</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Flávio termina 1º turno à frente de Lula em disputa que vai ao segundo turno</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão confirmados no segundo turno da eleição presidencial. Flávio obteve 47,07% dos votos, e Lula teve 45,12%. </p>
<p>Os dois avançam para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, no primeiro turno mais apertado de uma eleição presidencial desde 1989, quando o Brasil voltou a escolher o presidente pelo voto direto após a ditadura militar. Pela oitava vez, a disputa presidencial será decidida em uma segunda votação. As exceções foram 1994 e 1998.</p>
<p>Flávio, que ficou atrás de Lula durante boa parte da pré-campanha e da campanha, empatou tecnicamente com o petista na reta final e terminou a primeira etapa na liderança. A diferença entre os dois chegou ao fim depois de uma corrida marcada pela aproximação dos candidatos nas pesquisas de intenção de voto.</p>
<p>Na reta final da campanha, os levantamentos já mostravam uma diferença pequena entre os dois candidatos. A última pesquisa Datafolha, divulgada antes da votação, apontava Lula com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio, enquanto a Quaest registrava 46% para o petista e 45% para o candidato do PL. No segundo turno, o instituto colocou Flávio numericamente à frente de Lula: 44% a 42%.</p>
<p>Com o resultado, as campanhas passam agora a buscar o apoio dos candidatos derrotados e de partidos que ficaram fora da disputa pelo segundo turno. Entre os nomes que podem ser procurados estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que terminaram a primeira etapa fora da disputa presidencial.</p>
<h2>Virada improvável</h2>
<p>Desde 1989, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na liderança perdeu a eleição presidencial no segundo turno.</p>
<p>O padrão se repetiu em todas as eleições desde então em que houve segunda votação: Collor, em 1989, Lula, em 2002 e 2006, Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, Jair Bolsonaro, em 2018, e Lula, em 2022, venceram o segundo turno depois de terem sido os mais votados na primeira etapa.</p>
<p>Em 2022, por exemplo, Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Jair Bolsonaro, e venceu o segundo turno por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos, com 50,90% contra 49,10%.</p>
<p>Em 2018, Bolsonaro havia terminado a primeira votação com 46,03% e venceu Fernando Haddad no segundo turno com 55,13%.</p>
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        <media:credit role="provider">MAURO PIMENTEL / AFP</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 40% em votos válidos no 1º turno   </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-45-e-flavio-40-em-votos-validos-no-1-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 22:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1º, a três dias da eleição, mostra Lula com 45% das intenções em votos válidos e Flávio, 40%. Nessa modalidade, são excluídos votos brancos, indecisos e nulos.</p>
<p>Na sequência, aparecem Augusto Cury (Avante) com 4%, empatados em seguida Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) somam 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>No levantamento anterior, o petista somava 43% dos votos válidos no primeiro turno e seu principal adversário marcava 39%.</p>
<p>Às vésperas da votação, o instituto divulga levantamentos em que se consideram apenas os votos válidos — critério idêntico ao adotado pelo TSE ao descartar brancos, nulos e indecisos. Com essa metodologia, que projeta o cenário exato das urnas, vence no primeiro turno quem alcançar metade dos votos válidos mais um.</p>
<p>Vale lembrar que, para que a disputa acabe no 1º turno, um dos candidatos precisa ter 50% dos votos válidos mais um.</p>
<h2>Cenários de 2º turno</h2>
<p>Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno.</p>
<p>Lula x Flávio Bolsonaro</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 47%)</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 46%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 42% (eram 44%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 49% (eram 48%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 40% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 48%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 39% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 12%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Augusto Cury</p>
<p>Lula (PT): 47% (eram 46%)</p>
<p>Augusto Cury (Avante): 42% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no TSE é BR-08039/2026.</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula lidera com oscilação negativa, Flávio mantém 33% e Cury consolida 3º lugar</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-lidera-com-oscilacao-negativa-flavio-mantem-33-e-cury-consolida-3-lugar</link>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 22:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra  Lula (PT) na liderança com 38%  das intenções de voto, seguido por  Flávio Bolsonaro (PL), 33% . O primeiro oscilou um por cento negativamente e o segundo ficou estável se comparados ao levantamento anterior.</p>
<p>Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8% , uma subida de 6 pontos percentuais. Na sequência estão  Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.</p>
<p>Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) marcaram 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos são 6%, e 3% não decidiram o voto.</p>
<p>A pesquisa é a primeira do Datafolha após a largada do horário eleitoral gratuito e ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>O levantamento também testou um cenário com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, mas teve o registro de candidatura à Presidência protocolado e ainda aguarda decisão do TSE.</p>
<p>Cenário com Pablo Marçal</p>
<h2>Segundo turno</h2>
<p>O Datafolha também testou quatro cenários de segundo turno, todos com Lula na disputa: contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Augusto Cury, terceiro colocado na pesquisa, não foi incluído nas simulações.</p>
<p>Lula x Flávio Bolsonaro</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 47% em agosto)</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 46% (eram 47%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 40%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 3%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 48%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 39% (eram 38%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 12%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 47% (eram 47%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 38% (eram 37%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 13% (eram 14%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>O Datafolha mostra ainda que 71% dos eleitores estão convictos de seus votos, enquanto 28% consideram mudar de ideia.</p>
<p>Foram entrevistadas  2.002 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03669/2026.</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quaest mostra espaço para candidatura fora da polarização entre Lula e Bolsonaro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pesquisa-quaest-mostra-espaco-para-candidatura-fora-da-polarizacao-entre-lula-e-bolsonaro</link>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 19:16:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A pesquisa  Quaest  divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra o  avanço de um terceiro candidato na disputa presidencial , enquanto os principais nomes que apareciam à frente no levantamento anterior perderam pontos.  Augusto Cury (Avante) chegou a 10% das intenções de voto e assumiu a terceira posição, atrás de Lula (PT), com 37% das intenções de voto, e Flávio (PL), com 29%.  Na pesquisa anterior, Lula tinha 38% e Flávio, 31% — uma perda de um e dois pontos, respectivamente.</p>
<p>Leia também:  Vantagem de Lula em pesquisas mobiliza bolsonarismo contra 'voto nulo da direita '</p>
<p>Renan Santos (Missão) aparece com 3%, ante 4% no levantamento anterior. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. O primeiro caiu de 4% e o segundo, de 2%. Samara Martins (UP) soma 1% e os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>Indecisos são 11% e 7% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou não comparecer às urnas.</p>
<p>“O salto de Cury revela, antes de tudo, que existe espaço eleitoral para uma candidatura que não esteja identificada imediatamente com os dois grandes polos.  Existe, dentro de determinado grupo, uma parcela bastante disponível para experimentar uma candidatura diferente”, diz  Luciana Santana ,  doutora em Ciência Política e professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).  </p>
<p>A chegada do candidato do Avante aos dois dígitos não é, porém, um movimento isolado da nova rodada da Quaest, uma vez que o escritor passou de 2% para 11% na pesquisa BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na Atlas/Intel. </p>
<p>Embora diferentes levantamentos não permitam afirmar que os votos tenham migrado diretamente de um candidato para outro, a repetição do movimento em levantamentos distintos indica que Cury passou a ocupar um espaço que, até poucas semanas atrás, estava pulverizado entre nomes como Renan Santos, Caiado e Zema -- que, ainda que se coloquem como alternativa aos dois polos, mantiveram discursos e pautas que não escapam do campo discursivo de Flávio.</p>
<p>Felipe Nunes, CEO e fundador da Quaest , destacou como um dos números mais expressivos da pesquisa os  24% alcançados por Cury entre os eleitores independentes , percentual que o coloca numericamente à frente de Lula nesse grupo.</p>
<p>Para Luciana Santana, o quadro sugere a possível consolidação de uma parcela do eleitorado que não se identifica com nenhum dos dois polos da disputa, mas ainda não é possível afirmar que esse eleitorado esteja necessariamente em busca de uma política moderada.</p>
<p>“O crescimento pode reunir, ao mesmo tempo, a procura por uma alternativa à polarização, o voto de novidade em uma figura conhecida fora da política e o efeito da exposição recente proporcionada por debates, sabatinas e redes sociais”, explica.</p>
<p>Em comparação à Quaest anterior, o percentual de eleitores que não conhecem Cury caiu de 74% para 54%, enquanto seu potencial de voto dobrou, de 10% para 21%. A rejeição também subiu, de 16% para 25%, indicando que o candidato passou, em poucas semanas, da condição de nome pouco conhecido para a de postulante que começa a ser efetivamente avaliado pelos eleitores. </p>
<p>Depois do debate da Band, em 23 de agosto, Cury se tornou o candidato mais buscado nas redes sociais e acumulou cerca de 2,1 milhões de novos seguidores em menos de uma semana.</p>
<p>A data é apontada pela campanha como um marco importante na candidatura, sobretudo pela forma como o candidato reagiu aos ataques de Renan Santos e ao que chamou de "agressividade".</p>
<p>“Esse episódio produziu algo de que Cury ainda carecia: contraste político; até então, sua principal credencial era biográfica”, analisa Luciana.</p>
<h2>Moraes, Master e a reação dos eleitores</h2>
<p>A pesquisa Datafolha, que será divulgada na quinta-feira, 3, será a primeira a captar o humor do eleitorado depois da repercussão do caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, episódio que ganhou dimensão política após surgirem informações sobre a relação de seu escritório, comandado por sua mulher, com o banco de Daniel Vorcaro e sobre encontros entre o empresário e o ministro.</p>
<p>Leia mais: O que pesa contra Moraes no relatório da PF sobre Vorcaro</p>
<p>O caso passou a alimentar críticas de nomes da direita ao Supremo e a Moraes, o que reabriu uma disputa em torno de um tema que costuma reorganizar o eleitorado em torno dos dois polos.</p>
<p>Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema já defenderam o afastamento do ministro, enquanto Cury defendeu investigação rigorosa e mudanças institucionais, como mandato para ministros do STF. Lula manteve o silêncio.</p>
<p>“O caso pode reativar identidades políticas já construídas em torno do bolsonarismo e do Supremo, devolvendo centralidade à disputa entre Lula e Flávio. Mas também pode produzir uma espécie de fadiga institucional entre os eleitores menos identificados com os polos, que podem reagir com a sensação de que estão novamente diante de Moraes, Bolsonaro, STF e crises institucionais e buscar uma alternativa a esse ciclo” , completa Luciana.</p>
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        <media:credit role="provider">RENATO PIZZUTTO/DIVULGAÇÃO/BAND </media:credit>
        <media:title>debate-band</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Segurança pública ganha protagonismo na largada das campanhas de Lula e Flávio</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-travam-disputa-de-discursos-sobre-seguranca-em-atos-simultaneos-no-rio</link>
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      <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 16:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os dois candidatos à Presidência que mais pontuam nas pesquisas de intenção de voto travaram uma “disputa” de propostas sobre  segurança pública  em agendas simultâneas no Rio de Janeiro neste sábado, 22.</p>
<p>Lula (PT) cumpriu agenda em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ao lado de Eduardo Paes (PSD) , seu aliado e que disputa o governo do Estado.  Flávio Bolsonaro (PL) esteve no Maracanãzinho, na Zona Norte da capital fluminense, durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL)  ao Palácio Guanabara.</p>
<p>O petista afirmou, em seu discurso, que pretende  recuperar as áreas do Rio dominadas por facções criminosas  e defendeu uma atuação “firme” contra os infratores. </p>
<p>“Vamos tirar o bandido da terra de vocês”, afirmou Lula, em referência às regiões sob influência de facções e grupos criminosos. O petista também voltou a defender medidas estruturais, como investimentos em educação e saúde, além do avanço da proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública.</p>
<p>A poucos quilômetros dali, Flávio Bolsonaro adotou retórica mais dura afirmando que, se eleito, pretende  declarar guerra às organizações criminosas a partir de janeiro de 2027.</p>
<p>Flávio deu até o fim deste ano para que os que ele chamou de “narcoterroristas” deixem o país e afirmou que seu governo classificará facções como o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas. A proposta já aparece no plano de governo registrado pela campanha.</p>
<p>“Não vou baixar a cabeça para bandido”, declarou. O ‘01’ também afirmou que criminosos que enfrentarem as forças de segurança serão “neutralizados” e defendeu o endurecimento das punições para diferentes tipos de crime.</p>
<h2>Segurança como eixo das campanhas</h2>
<p>O combate à violência e ao crime organizado aparece entre as principais preocupações dos eleitores para 2026 e passou a ocupar espaço cada vez maior nos discursos e planos de governo dos candidatos. Pesquisa Nexus/BTG divulgada no fim de julho apontou que  30% dos entrevistados citavam segurança pública, violência ou criminalidade entre os temas mais importantes para a eleição  – à frente de saúde pública e corrupção. </p>
<p>No discurso de Flávio, o tema apareceu associado à necessidade de uma resposta mais agressiva do Estado contra as facções. O candidato citou ainda o uso de drones com explosivos por criminosos e afirmou que crianças estariam sendo recrutadas pelo tráfico para operar esses equipamentos.</p>
<p>O candidato do PL também defendeu a castração química para condenados por crimes sexuais e mudanças na legislação penal, além da ampliação das punições para determinados delitos.</p>
<p>Ao lado de Flávio, Douglas Ruas também colocou a segurança entre as prioridades de sua candidatura ao governo do Rio. O candidato criticou a utilização de recursos públicos em camarotes de grandes eventos e afirmou que sua gestão priorizaria áreas como segurança, saúde e educação.</p>
<p>O ato no Maracanãzinho marcou oficialmente o lançamento da candidatura de Ruas e reuniu lideranças do PL e apoiadores da campanha. Segundo a organização, mais de 18 mil pessoas participaram do evento.</p>
<p>Do outro lado, Lula aproveitou o primeiro grande ato de sua campanha no Rio para reforçar a aliança com Paes e apresentar a segurança como uma questão que exige atuação coordenada entre União, Estado e municípios.</p>
<p>Os dois movimentos acontecem em um momento de disputa apertada pela Presidência. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. Em um eventual segundo turno, o levantamento registrou 47% para Lula e 43% para o candidato do PL.</p>
<p>Outros nomes da corrida presidencial também percorreram diferentes regiões do país neste sábado (22).  Renan Santos (Missão)  realizou, em São Paulo, um ato para apresentar seu projeto de “desfavelização” e afirmou que o PCC teria tentado impedir a realização do evento. “O PCC deu um salve para que a gente não fizesse um evento hoje. Mas fizemos mesmo assim”, disse o candidato nas redes sociais, vestindo um colete balístico. A declaração ocorre em meio a outros relatos de Renan sobre ameaças de facções durante a campanha.</p>
<p>Romeu Zema (Novo)  esteve na região central de São Paulo, onde conversou com aposentados e pensionistas e voltou a defender mudanças na Previdência.  Ronaldo Caiado (PSD)  cumpriu compromissos políticos em Campinas e disse não ter “dificuldade em aceitar redução da carga de trabalho”, em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1.</p>
<p>As agendas aconteceram na véspera do primeiro debate entre os candidatos, que reúne neste domingo (23) Caiado, Renan Santos e Cury. Lula, Flávio e Zema não devem comparecer, segundo suas campanhas.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Segurança, soberania e defesa das mulheres marcam primeiros discursos de candidatos à Presidência</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/discursos-campanhas-candidatos-presidencia</link>
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      <pubDate>Mon, 17 Aug 2026 18:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na estreia oficial da campanha neste domingo (16), os cinco candidatos à Presidência que aparecem entre os primeiros colocados nas principais pesquisas escolheram diferentes regiões do país para seus primeiros atos e deram pistas sobre os temas que pretendem levar para a disputa. Segurança pública esteve entre os assuntos mais presentes, mas os discursos também passaram por soberania nacional, políticas para mulheres, combate à corrupção, economia e redução de gastos.</p>
<p>As prioridades, porém, variaram de acordo com a estratégia de cada candidatura. Lula combinou soberania e defesa dos resultados de seu governo com propostas para segurança e acenos ao eleitorado feminino. Flávio Bolsonaro concentrou-se no crime organizado, na defesa de Jair Bolsonaro e em críticas ao PT. Renan Santos adotou um discurso mais radical contra as facções e associou segurança ao fortalecimento do Estado, enquanto Zema juntou o combate ao crime à redução de gastos e à corrupção. Caiado, por sua vez, usou a experiência em Goiás para defender sua política de segurança e se apresentar como alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo.</p>
<p>Neste texto, o  GSW Brasil  reúne os principais trechos dos discursos de lançamento e mostra como  Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Zema  e  Caiado  escolheram abordar esses temas no primeiro dia oficial de campanha. </p>
<h2>Lula aposta em soberania e legado petista</h2>
<p>Lula escolheu o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), para abrir oficialmente a campanha à reeleição. A escolha do local, símbolo das greves do ABC que ajudaram a projetar o presidente nacionalmente no fim dos anos 1970, permitiu ao petista recuperar a própria trajetória política diante de uma militância que o acompanha há décadas. No  discurso , o petista também procurou apresentar a eleição como uma disputa sobre os resultados de seu governo e o modelo de país que pretende levar para um eventual novo mandato.</p>
<p>A soberania nacional ocupou um espaço importante no discurso, assim como na convenção petista realizada em São Paulo no início de agosto. O presidente falou sobre a exploração de minerais estratégicos e defendeu que o Brasil desenvolva capacidade própria para transformar suas riquezas naturais em produtos de maior valor agregado.  “Nós é que vamos explorar em benefício do povo brasileiro” , afirmou.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asuLCZmvvPJmKlUL3.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento oficial de sua campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP)."/>
<p>A fala acontece em um momento de tensão nas relações entre Brasília e Washington e reforça a estratégia petista de se contrapor ao alinhamento de Flávio Bolsonaro com o governo de Donald Trump.</p>
<p>Sobre segurança pública, Lula não defendeu endurecimento penal, como seus adversários, mas defendeu que o Estado precisa recuperar o controle de territórios dominados pelo crime organizado.</p>
<p>Ao falar sobre a criação de um Ministério da Segurança Pública, o presidente disse que a medida dependeria de uma mudança na Constituição e defendeu que o governo federal amplie sua participação no combate às facções.</p>
<p>“A gente precisa prender quem se acha dono de favela, quem se acha dono de bairro pobre, quem se acha dono de comunidade” , afirmou. Segundo Lula, a proposta é atingir os grupos que exercem controle territorial e, nas palavras dele,  “libertar o povo”  que vive nessas regiões.</p>
<h2>Flávio mira facções e reforça bolsonarismo</h2>
<p>Em Copacabana, Flávio Bolsonaro transformou a segurança pública no principal eixo de sua estreia e procurou associar o avanço das organizações criminosas à perda de autoridade do Estado, apresentando o problema também como uma questão de soberania nacional.</p>
<p>“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho?” , perguntou, em uma frase que estampa a estratégia do senador de colocar o combate ao crime organizado no centro da disputa eleitoral.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asinVLymNyQMn4jrV.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Flávio Bolsonaro em ato inaugural da campanha presidencial em Copacabana"/>
<p>Flávio defendeu que organizações como PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como terroristas e apresentou uma agenda de endurecimento penal.</p>
<p> O candidato também associou a segurança à defesa de mulheres vítimas de violência e prometeu medidas mais rígidas para crimes sexuais, enquanto ampliou o discurso para propostas econômicas, como cortes de impostos e redução de gastos e cargos públicos.</p>
<p>A defesa do pai, Jair Bolsonaro, completou a estratégia. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar e não participou presencialmente do ato, apareceu por meio de um áudio exibido no evento, enquanto Flávio procurou transformar a própria candidatura na continuidade do bolsonarismo e, ao mesmo tempo, na principal alternativa à permanência do PT no poder. O senador chegou a dizer que  “o resto do Brasil olha para Brasília com nojo” , ao criticar o governo e as instituições políticas.</p>
<h2>Renan endurece discurso contra crime organizado</h2>
<p>Renan Santos voltou ao Largo de São Francisco, onde estudou Direito na USP – sem completar o curso –, para iniciar a campanha usando um colete à prova de balas, depois de relatar ter recebido ameaças antes do ato. O candidato do Missão atacou Lula e Flávio Bolsonaro e fez do discurso uma defesa de medidas duras contra as organizações criminosas. Diante de uma plateia majoritariamente jovem, a reação mais entusiasmada veio quando Renan falou sobre as facções.</p>
<p>Para Renan, o problema brasileiro não se resume à violência nas ruas.  “O Brasil é uma nação derrotada, uma nação sem esperança e sem futuro” , afirmou, ao defender uma mudança na atuação do Estado e uma postura mais dura contra aqueles que considera inimigos do país. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asWYdiypSUOMErdWU.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Renan Santos (Missão) usa colete a prova de balas durantre primeiro ato da campanha à Presidência"/>
<p>Ao falar sobre PCC e Comando Vermelho, Renan projetou o que, segundo ele, aconteceria com os líderes das facções caso chegasse ao Planalto . “Já imaginaram o medo das lideranças do PCC e Comando Vermelho tentando fugir desesperadamente para Bolívia, Peru, para qualquer outra nação, sabendo que o destino deles é ser preso ou ser morto se ficarem no Brasil?” , afirmou.</p>
<p>O candidato também defendeu que o país utilize suas reservas de terras raras como instrumento de negociação tecnológica com outras potências, combinando a retórica de soberania econômica com a promessa de uma reação mais agressiva contra o crime organizado.</p>
<h2>Zema une segurança e ajuste das contas</h2>
<p>Romeu Zema abriu a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas, e aproveitou o primeiro ato para apresentar as propostas que pretende levar para a disputa presidencial. O candidato do Novo defendeu a redução dos gastos públicos, prometeu um “choque ético e moral” contra a corrupção e falou em endurecer o combate às organizações criminosas, com medidas que incluem a construção de um presídio de segurança máxima para líderes de facções.</p>
<p>Na segurança pública, Zema criticou o que considera uma dificuldade do Estado em manter presos os criminosos capturados pelas forças policiais.  “O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta” , afirmou durante o ato. O presidenciável também defendeu a redução da maioridade penal e a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, além da construção de um presídio de segurança máxima em uma área isolada do país para receber chefes de grupos criminosos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asfaM8XdnQEMftYEt.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Zema durante ato de campanha"/>
<p>A violência contra as mulheres também apareceu entre as propostas apresentadas no lançamento. Zema defendeu a ampliação das delegacias especializadas e o uso de tornozeleiras eletrônicas por homens acusados de violência doméstica, além de medidas para aumentar o controle sobre agressores.</p>
<p>O candidato também dedicou parte do discurso à economia e à administração pública. Zema afirmou que pretende reduzir despesas para abrir espaço para a queda dos juros e apresentou o combate à corrupção como uma segunda frente de seu programa, que chamou de  “choque ético e moral”.  A promessa é reduzir o tamanho da máquina pública e cortar gastos que considera desnecessários, mantendo como referência a gestão que fez em Minas Gerais.</p>
<h2>Caiado explora legado de Goiás</h2>
<p>Ronaldo Caiado começou a campanha em Goiás, estado que governou por dois mandatos, com uma agenda voltada principalmente à segurança pública. O candidato do PSD fez uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, e aproveitou o percurso para destacar a redução dos índices de criminalidade que atribui à sua administração.</p>
<p>Ao explicar a escolha da região para o primeiro dia de campanha, Caiado destacou justamente a experiência acumulada no governo estadual.  “Nós hoje fizemos um trajeto nas quatro cidades mais violentas na região mais violenta do país [...] para mostrar como hoje a população vive em paz e tranquila” , afirmou. A segurança é uma das principais bandeiras da candidatura e deve ser usada pelo ex-governador para mostrar que as medidas adotadas em Goiás podem ser levadas para o restante do país.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/aslm2LPYJpfuTr8Cp.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Ronaldo Caiado em seu primeiro dia de campanha, em Goiàs"/>
<p>Durante a agenda, Caiado também falou sobre a violência como uma das principais preocupações dos brasileiros.  “Violência hoje, sem dúvida nenhuma, angustia todas as pessoas” , disse. O candidato afirmou que pretende ampliar, no governo federal, medidas de combate ao crime e à corrupção e voltou a defender uma atuação mais dura contra as organizações criminosas.</p>
<p>A tentativa de se apresentar como uma alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo também apareceu no primeiro dia de campanha. A ausência de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa, ganhou espaço depois de declarações do dirigente sobre uma possível aproximação do Centrão com Lula. Caiado reagiu e foi direto ao afirmar:  “Em nenhuma hipótese, em nenhum cenário, em nenhum turno, eu estarei ao lado de Lula ou do PT” .</p>
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