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    <title>Global South World Brasil - Finanças</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Nubank e Bradesco lideram renegociações no Desenrola; veja bancos da lista</title>
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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 22:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  Novo Desenrola já renegociou R$ 25,51 bilhões em dívidas atrasadas . Entre as instituições financeiras, o Nubank lidera o valor dos débitos renegociados para pagamento parcelado, com R$ 1,06 bilhão, seguido por Bradesco, PicPay Bank e Itaú.</p>
<p>Os dados do Ministério da Fazenda e do Fundo de Garantia de Operações (FGO) foram  obtidos pela  Folha de S.Paulo . O volume de R$ 25,51 bilhões (em empréstimos atrasados até a quinta-feira 13)  superou a estimativa da pasta, que previa R$ 20 bilhões em renegociações.</p>
<p>Também chamado de Desenrola 2.0, o programa do governo federal foi criado para facilitar a  renegociação de dívidas bancárias de famílias com renda de até cinco salários mínimos , atualmente R$ 8.105. É uma nova versão do Desenrola Brasil, lançado em 2023, e abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal que atendam às regras do programa.</p>
<p>Os descontos concedidos até agora reduziram os R$ 25,51 bilhões em dívidas para R$ 5,09 bilhões, uma redução média de 80%. Desse valor final, R$ 3,8 bilhões foram parcelados e o restante foi pago à vista. Mais de 2 milhões de operações já haviam sido renegociadas para pagamento a prazo até esta terça-feira, 18, segundo dados do FGO.</p>
<p>O prazo para fazer novos acordos termina em 31 de agosto.</p>
<h2>Veja os bancos com mais dívidas renegociadas para pagamento parcelado</h2>
<p>A lista considera o valor das dívidas renegociadas para pagamento parcelado. Os dados foram obtidos pela  Folha  junto ao FGO:</p>
<p>Os montantes se referem aos acordos parcelados que utilizam a garantia do FGO e não incluem as dívidas quitadas à vista.</p>
<p>No Nubank, 568 mil renegociações parceladas somaram mais de R$ 1 bilhão. No Bradesco, foram 329,5 mil operações, no valor de R$ 662,7 milhões.</p>
<p>Dados do Nubank referentes ao fim de julho mostram ainda que  cerca de 2,3 milhões de clientes tinham aderido ao programa , considerando também pagamentos à vista. Quase 2 milhões renegociaram dívidas de cartão de crédito e mais da metade estava inadimplente havia mais de um ano. Entre os clientes que aderiram, 1,6 milhão tinham renda de até dois salários mínimos.</p>
<h2>Quem pode participar do Novo Desenrola?</h2>
<p>O programa é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105. Para entrar na renegociação,  a dívida precisa ter sido contratada até 31 de janeiro de 2026 e estar em atraso entre 91 dias e dois anos .</p>
<p>Entram no Novo Desenrola dívidas de cartão de crédito, incluindo o rotativo, cheque especial e crédito pessoal (CDC).</p>
<h2>Quanto é possível conseguir de desconto?</h2>
<p>Os descontos variam de acordo com a dívida e podem chegar a 90%.  Para cartão de crédito e cheque especial, ficam entre 40% e 90%.  No crédito pessoal, variam de 30% a 80%.</p>
<p>Depois do desconto, o valor da dívida incluída na renegociação pode chegar a R$ 15 mil por pessoa, em cada banco.</p>
<p>O pagamento pode ser dividido em até 48 meses , com juros de no máximo 1,99% ao mês. A primeira parcela pode vencer em até 35 dias.</p>
<p>Antes de fechar o acordo, é importante conferir não apenas o desconto, mas o valor final que será pago e se as parcelas cabem no orçamento mensal.</p>
<h2>É possível usar o FGTS?</h2>
<p>O programa permite usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar a dívida depois da renegociação.</p>
<p>O saque pode chegar a 20% do saldo disponível ou R$ 1.000, prevalecendo o maior valor.  Como o FGTS também pode ser usado em outras situações previstas em lei, como demissão sem justa causa e compra da casa própria, vale avaliar se compensa retirar o dinheiro para quitar a dívida.</p>
<h2>Como fazer a renegociação?</h2>
<p>A adesão é feita diretamente pelos canais das instituições financeiras. O consumidor deve procurar o banco onde possui a dívida para saber se ela se enquadra no programa e quais condições estão disponíveis.</p>
<p>Não há cobrança de taxa para participar . A recomendação é acessar diretamente o aplicativo ou o site oficial do banco, evitando links enviados por terceiros.</p>
<h2>Cuidado com golpes</h2>
<p>A procura pelo Novo Desenrola também é explorada por golpistas, que usam mensagens, anúncios e páginas falsas para oferecer supostas renegociações.  Para evitar fraudes, o consumidor deve procurar diretamente o aplicativo, site ou outro canal oficial de seu banco e desconfiar de links recebidos por WhatsApp, e-mail ou redes sociais.  O programa não cobra taxa de adesão.</p>
<p>Quem tiver feito pagamento ou fornecido dados em uma fraude deve avisar o banco imediatamente e registrar boletim de ocorrência. Se o dinheiro tiver sido transferido por Pix, é possível pedir à instituição financeira que avalie o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado em casos de fraude.</p>
<h2>Novo Desenrola: veja as principais regras</h2>
<p>Prazo para renegociar:  até 31 de agosto de 2026</p>
<p>Quem pode participar:  pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105)</p>
<p>Dívidas:  cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC)</p>
<p>Contratadas até:  31 de janeiro de 2026</p>
<p>Tempo de atraso:  de 91 dias a dois anos</p>
<p>Descontos:  de 30% a 90%</p>
<p>Parcelamento:  até 48 meses</p>
<p>Juros:  até 1,99% ao mês</p>
<p>Primeira parcela:  em até 35 dias</p>
<p>Valor após o desconto:  até R$ 15 mil por pessoa, por banco</p>
<p>FGTS:  saque de até 20% do saldo ou R$ 1.000, prevalecendo o maior valor, após a renegociação</p>
<p>Onde negociar:  diretamente nos canais oficiais do banco</p>
<p>Taxa de adesão:  não há</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Marcello Casal JrAgência Brasil</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Marcello Casal Jr</media:credit>
        <media:title>Real-Moeda-dinheiro</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Acesso a crédito gera recorde de mulheres empreendedoras no Brasil</title>
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      <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 22:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O papel das mulheres no empreendedorismo brasileiro é preponderante. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o país atingiu o marco histórico de 10,3 milhões de proprietárias de empresas, o equivalente a um terço do total. Embora os homens ainda sejam maioria, as brasileiras lideram em setores essenciais para a economia nacional, como serviços (53% a 36%) e comércio (27% a 20%). </p>
<p>Além da alteração na dinâmica dos lares e na própria configuração social brasileira — onde, historicamente, a mulher é tida como cuidadora do lar e dos filhos e os homens são os provedores —, a lógica do avanço é explicada pelos números de financiamento e distribuição de crédito no país. O acesso a esses recursos impulsiona a superação de um cenário histórico de escassez de oportunidades no mercado de trabalho.</p>
<p>Em instituições públicas, como o Banco do Brasil (BB), destacam-se fundos de financiamento como o Mulheres no Topo, plataforma lançada em 2023 para integrar crédito e capacitação para empreendedoras. Desde então, o BB passou a atender mais de 1,3 milhão de empresas de mulheres, com a liberação de mais de R$ 102 bilhões em recursos por meio de diferentes linhas de crédito.</p>
<h2>Loja com ar-condicionado</h2>
<p>Destinado a pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal, o Programa Acredita no Primeiro Passo garantiu acesso a crédito com juros reduzidos a 176,16 mil empreendedoras — as mulheres representam 70% do público atendido pela iniciativa. </p>
<p>O impacto social é visível. Em Parnamirim, cidade do estado do Rio Grande do Norte, a autônoma Zenilda Aleix é dona de uma loja onde comercializa de roupas e cosméticos. Com os recursos do programa, instalou sua loja em um imóvel ao lado de sua casa. “Consegui investir e ampliar a loja, instalar ar-condicionado para deixar mais confortável para os clientes, porque aqui o clima é muito quente", explica Zenilda. "A autonomia financeira permite que a gente sonhe e planeje. Quero continuar crescendo", diz ela. Ao todo, R$ 2,27 bilhões foram distribuídos até o início de 2026.</p>
<h2>Financiamento rural</h2>
<p>No Nordeste, onde os índices de mulheres que vivem abaixo da linha da pobreza são de cerca de 24% — acima da média nacional —, o Agroamigo, programa de microcrédito do Banco do Nordeste destinado a agricultores, chegou a 403 mil contratos assinados por empreendedoras em 2025 — número que as fez superar os homens no acesso à modalidade.</p>
<p>Para o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio Farias Machado, os números refletem uma alteração nos padrões de gênero da economia rural. “A ampliação do crédito para mulheres está diretamente relacionada ao fortalecimento de iniciativas não agropecuárias, como artesanato, turismo rural e pequenos empreendimentos conduzidos por mulheres, que diversificam a renda e impulsionam o empreendedorismo feminino no campo”, disse.</p>
<p>O diagnóstico e os resultados do programa são indicativos fiéis da realidade do país. Conforme dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as mulheres representam mais de 67% dos tomadores de crédito do Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) — mais de três milhões de brasileiras foram atendidas pela iniciativa.</p>
<h2>Juros mais altos</h2>
<p>Apesar da perspectiva de mudança, as mulheres ainda sofrem com a aplicação de taxas de juros mais elevadas do que os homens em financiamentos voltados a pequenos negócios. Em 2024, o estudo “O financiamento do empreendedorismo feminino no Brasil: um panorama do mercado de crédito”, realizado pelo Sebrae com dados do Banco Central, revelou que os financiamentos para homens proprietários de pequenos negócios foram tributados em 36,8% ao ano, em média, enquanto o público feminino conviveu com taxas de 40,6%.</p>
<p>Com mais de 83,5 milhões de inadimplentes no Brasil em maio de 2026, segundo a Serasa Experian, empresa de avaliação de crédito, as cobranças mais elevadas obstruem os caminhos para as mulheres — que representam 50,5% dos detentores de dívidas no país —, mas não parecem frear um movimento de desenvolvimento econômico independente e sustentado pelo empreendedorismo.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Reprodução / Ministério do Desenvolvimento Social</media:credit>
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        <media:title>Mulheres empreendedoras</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
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