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    <title>Global South World Brasil - Febre do Nilo Ocidental</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Casos de febre do Nilo Ocidental acendem alerta no país; veja sintomas e como se proteger</title>
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      <pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil registra quatro casos confirmados de febre do Nilo Ocidental em 2026, dois em São Paulo e dois em Santa Catarina. Uma das pacientes morreu. Há ainda um caso provável no Piauí.</p>
<p>Transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero  Culex , o pernilongo comum, a doença não provoca sintomas na maioria das pessoas infectadas, mas pode evoluir para quadros neurológicos graves. Não há vacina nem tratamento antiviral específico disponível para humanos.</p>
<p>Em São Paulo, foram registrados os primeiros casos humanos da história do estado. Um deles se refere a uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que havia viajado para a região amazônica. Ela já está curada. O outro caso se trata de uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada.</p>
<p>A Secretaria de Estado da Saúde informa que o local provável de infecção das duas pacientes continua sob investigação.</p>
<p>Os demais casos confirmados são de Santa Catarina. Uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu em 8 de agosto depois de apresentar febre e evoluir para um quadro neurológico grave. Um homem de 56 anos, de Caçador, também apresentou manifestações neurológicas, foi internado e já recebeu alta.</p>
<p>A febre do Nilo Ocidental não é nova no Brasil. O primeiro caso humano por aqui foi registrado em 2014, no Piauí.</p>
<h2>Como a doença é transmitida</h2>
<p>A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo de vírus transmitidos por artrópodes que também inclui os responsáveis por dengue, zika, chikungunya e febre amarela.</p>
<p>A transmissão ocorre principalmente pela picada de pernilongos (do gênero  Culex ) infectados. As aves silvestres são os hospedeiros naturais do vírus. O mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e pode posteriormente transmitir o vírus a seres humanos e outros animais.</p>
<h2>Quais são os sintomas</h2>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% apresentam sintomas, geralmente leves. Os mais frequentes são febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente chamados de ínguas.</p>
<p>Em uma parcela pequena dos casos, porém, a infecção pode comprometer o sistema nervoso. Segundo o ministério, uma em cada 150 pessoas infectadas desenvolve doença neurológica grave, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.</p>
<p>Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de comprometimento neurológico. Diante dessas manifestações, é necessária avaliação médica imediata e hospitalização, quando indicada.</p>
<h2>Existe tratamento?</h2>
<p>Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental em humanos.</p>
<p>O tratamento é direcionado aos sintomas. Nos casos leves, inclui repouso, hidratação e acompanhamento médico. Quadros graves podem exigir internação e atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e outras medidas para prevenir ou tratar complicações.</p>
<h2>Como se proteger</h2>
<p>Sem uma vacina disponível para humanos, a prevenção depende principalmente de medidas para reduzir o contato com os mosquitos transmissores.</p>
<p>O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes e de telas em portas e janelas, além de evitar a exposição aos mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.</p>
<p>A Secretaria da Saúde de São Paulo também orienta usar roupas que reduzam a exposição da pele, eliminar recipientes e locais que possam acumular água e evitar o descarte de lixo em valas, valetas e margens de córregos, rios e riachos.</p>
<p>O  Culex  pode se reproduzir em ambientes com água rica em matéria orgânica, como fossas, valas e locais com água poluída. Por isso, medidas de saneamento também são importantes para reduzir a presença do mosquito.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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