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    <title>Global South World Brasil - Exploração</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>No Oiapoque, o petróleo alimenta sonhos e temores</title>
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      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 12:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com o olhar preocupado, o cacique Wagner Karipuna contempla o rio tranquilo que atravessa sua aldeia na floresta amazônica: ele teme uma "infelicidade imensa" caso ocorra um vazamento de petróleo.</p>
<p>Sua aldeia, Mangá, fica a cerca de 20 quilômetros do centro do Oiapoque, uma cidade na fronteira com a Guiana Francesa que vive um momento de efervescência desde que, há um ano, a Petrobras iniciou sua exploração  offshore  nesta área.</p>
<p>Em agosto,  a gigante estatal anunciou ter identificado a presença de hidrocarbonetos em seu primeiro poço , a 175 km da costa. Não muito longe dali, Guiana e Suriname já exploram vastas reservas há vários anos.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição em outubro, foi logo em seguida ao local, classificando este petróleo como o "passaporte para o futuro".</p>
<p>Para chegar ao Oiapoque é preciso percorrer cerca de 600 km a partir de Macapá, capital do estado do Amapá, parte deles por uma estrada de terra vermelha esburacada, com pontes de madeira para atravessar os riachos.</p>
<p>Muitas ruas não têm calçada e são ladeadas por prédios baixos com fachadas muitas vezes deterioradas, embora haja muitas obras em andamento.</p>
<h2>"Decepcionado" com Lula</h2>
<p>Embora muitos habitantes do Oiapoque estejam entusiasmados ao pensar na perspectiva de benefícios econômicos, Wagner Karipuna diz estar "bastante preocupado".</p>
<p>"Se ocorrer um vazamento, então com certeza isso vai afetar. A água não tem fronteira", afirma o cacique de 57 anos, imaginando o pesadelo de ver manchas de petróleo arrastadas pela maré até o rio Curipi, que banha sua aldeia de 1.800 habitantes.</p>
<p>Sobre o risco de vazamento, a Petrobras declara que os resultados de suas pesquisas "indicam que não há probabilidade de toque na costa".</p>
<p>Entretanto, "não existe exploração  offshore  com risco zero", disse à AFP Jean Paul Prates, que presidiu a empresa entre 2023 e 2024 e é o atual  chairman  do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).</p>
<p>"Trata-se de um risco de baixa probabilidade, mas potencialmente de alta consequência", acrescenta.</p>
<p>Wagner Karipuna conta estar "decepcionado" com Lula, que se apresenta como defensor do meio ambiente e dos povos originários. O presidente diz que o dinheiro do petróleo permitirá financiar a transição energética.</p>
<p>O cacique afirma, por sua vez, que "os impactos já estão acontecendo", citando o "barulho de helicóptero" e de "aviões" todos os dias, o que provoca a fuga das aves e da fauna em geral.</p>
<p>Suas preocupações são compartilhadas por Joelso Mendonça, vice-presidente da colônia de pescadores Z03 do Oiapoque, que conta com cerca de 400 pessoas da região.</p>
<p>"Se houver vazamento, ninguém vai querer comprar um pescado de uma área afetada por petróleo", teme o homem de 50 anos, que conserta sua rede em uma estrutura de madeira sobre palafitas às margens do rio.</p>
<p>Consultada pela AFP, a Petrobras afirma ter mantido diálogo contínuo com a sociedade civil e as comunidades indígenas. Quanto ao tráfego aéreo, a companhia relatou ter realizado ajustes após conversar com as lideranças indígenas.</p>
<h2>"Começar tudo do zero"</h2>
<p>Se para alguns o petróleo parece uma maldição, para Jacqueline Cadete é um "sinal de Deus".</p>
<p>Esta pastora evangélica de 45 anos se instalou em um dos novos bairros do Oiapoque no fim de 2025. Ela diz estar atraída pelas "oportunidades" ligadas ao petróleo, após ter vivido muito tempo fora do Brasil, na Guiana Francesa e no sul da França, perto de Nîmes.</p>
<p>Segundo um estudo do Observatório Nacional da Indústria, mais de 50 mil empregos poderiam ser criados no Amapá. E os  royalties  que a Petrobras deverá pagar aos governos locais quando começar a produção representarão uma soma considerável.</p>
<p>A presidente da companhia, Magda Chambriard, anunciou, no entanto, em agosto, que a produção não deverá começar antes de "seis ou sete anos".</p>
<p>Enquanto isso, o prefeito Inácio Monteiro Maciel se declara "muito otimista" em relação ao futuro, embora admita que precisará "começar quase tudo do zero" em termos de infraestrutura e políticas sociais.</p>
<p>Mais da metade dos cerca de 28 mil habitantes do município registrados no censo de 2022 do IBGE recebem o Bolsa Família. Mas a cidade registrou um fluxo de novos moradores nos últimos anos, que se intensificou desde que a Petrobras iniciou sua perfuração, conta o prefeito.</p>
<p>Segundo suas estimativas, entre 40 mil e 45 mil pessoas já vivem no Oiapoque.</p>
<h2>Nova Dubai?</h2>
<p>O prefeito também cita a "especulação imobiliária", que obriga muitas famílias a deixarem o centro da cidade para se instalarem nos novos bairros periféricos, muitas vezes em condições precárias.</p>
<p>No bairro de Nova Conquista, Thais Pereira de Souza, de 32 anos, vive em uma casa minúscula com telhado de zinco, sem água nem eletricidade, junto com o marido, dois filhos e a nora grávida.</p>
<p>Eles dividem um quarto com dois colchões e duas redes, para "não ter de pagar mais" o aluguel de seu apartamento no centro. Ela espera que a vida "melhore" com o petróleo.</p>
<p>Lilma Campos, presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque (Acoi), prevê uma "mudança radical" na cidade, mas prefere manter os pés no chão.</p>
<p>"Só porque acharam petróleo, estão dando uma especulação para o povo que diz que isso vai explodir, que vai ser a segunda Dubai. A gente não sabe se isso realmente é verdade", afirmou.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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      <title>Mais de 100 pessoas morrem após desabamento em garimpo na República Centro-Africana</title>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 18:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Mais de 100 pessoas morreram após um  deslizamento de terra atingir uma área de mineração artesanal de ouro em Zamboye,  no oeste da República Centro-Africana, perto da fronteira com Camarões. As equipes de resgate ainda trabalham na retirada das vítimas e o número de mortos pode aumentar.</p>
<p>O acidente ocorreu na tarde de terça-feira, 18, a cerca de 50 km da cidade de Baboua, na região de Nana-Mambéré.  Imagens divulgadas nas redes sociais mostram parte do terreno cedendo e uma grande quantidade de terra avançando sobre pessoas que estavam na área de mineração.</p>
<p>As autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial. O número de pessoas que estavam no local no momento do desabamento também é desconhecido.</p>
<p>Segundo a Promotoria de Baboua, a principal hipótese é que  o acidente tenha sido provocado pelo "desabamento de vários túneis subterrâneos nos quais os garimpeiros trabalhavam".  Uma investigação judicial foi aberta para apurar as circunstâncias da tragédia.</p>
<p>Sobreviventes foram levados a um hospital de Baboua. Entre os mortos também há cidadãos de Camarões. Autoridades camaronesas informaram que estão trabalhando em conjunto com as da República Centro-Africana no atendimento às vítimas e nas ações após o desastre.</p>
<h2>Buscas enfrentam dificuldades</h2>
<p>Os trabalhos de resgate são dificultados pela grande quantidade de terra que cobriu a área.  Máquinas pesadas, incluindo tratores, estão sendo utilizadas para remover o material , informou o site centro-africano Corbeau News.</p>
<p>Mas o uso desses equipamentos pode colocar em risco eventuais sobreviventes ainda soterrados, acrescentou o veículo. Famílias permanecem no local à espera de informações sobre parentes que trabalhavam na mina.</p>
<p>Zamboye é uma região de exploração de ouro. Um relatório do Grupo de Especialistas das Nações Unidas sobre a República Centro-Africana já havia documentado atividades de mineração na área e rotas de comercialização em direção a Camarões.</p>
<h2>Garimpo e falta de segurança</h2>
<p>O garimpo é uma importante fonte de renda para parte da população da República Centro-Africana. Em Zamboye, jovens e adultos trabalham em poços e galerias escavados para alcançar as camadas de minério.</p>
<p>De acordo com o Corbeau News, a falta de empregos e de outras oportunidades econômicas leva inclusive jovens a abandonar a escola ou atividades agrícolas para trabalhar na extração de ouro. Os poços são frequentemente escavados de forma manual e podem atingir vários metros de profundidade.</p>
<p>As condições precárias de segurança tornam os desabamentos recorrentes. Em 8 de junho, outro acidente em uma área de garimpo em Kinyémé, também na região de Nana-Mambéré, deixou pelo menos oito mortos e mais de dez desaparecidos.</p>
<p>Outros acidentes fatais ocorreram neste ano no país. O  Le Monde  reporta que sete pessoas morreram em março após um deslizamento em uma mina no vilarejo de Ngourroum, no oeste, e outras 20 morreram em fevereiro em Gordi, no nordeste.</p>
<p>A República Centro-Africana possui grandes reservas minerais, entre elas ouro e diamantes, mas parte da exploração ocorre artesanalmente e fora do controle do Estado. O desabamento em Zamboye reacendeu críticas às condições de trabalho nesses locais e à falta de medidas de segurança para os garimpeiros.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Petrobras encontra sinais de petróleo e gás na costa do Amapá</title>
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      <pubDate>Sat, 15 Aug 2026 14:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. É o primeiro achado feito na região. O anúncio foi feito pela empresa nesta sexta-feira, 14.</p>
<p>Hidrocarbonetos são compostos que constituem principalmente o petróleo e o gás natural. Sua presença é um indício da existência dessas fontes de energia. Eles também são matérias-primas para produtos como combustíveis, plásticos e borrachas.</p>
<p>“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país", declarou, em comunicado, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.</p>
<p>O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), onde foram encontrados os hidrocarbonetos, está situado a cerca de 175 km do litoral do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros. Existem outros três no bloco.</p>
<p>A Petrobras localizou os hidrocarbonetos por meio de medições realizadas no poço e de indícios encontrados nas rochas. A companhia continua a perfuração para avaliar as características e o potencial da descoberta.</p>
<p>A atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da Petrobras de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Sonda-NS-42-Foresea</media:title>
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