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    <title>Global South World Brasil - Europa</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Óculos com câmera enfrentam reação crescente por riscos à privacidade</title>
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      <pubDate>Sun, 27 Sep 2026 18:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Cinco anos depois de colocar câmeras em uma armação Ray-Ban, Mark Zuckerberg, o dono da Meta, subiu ao palco de seu principal evento do ano para apresentar ao mundo um modelo de óculos inteligente que tira esse componente do dispositivo – funcionalidade que tem colocado a big tech contra a parede.</p>
<p>Anunciado no Meta Connect, na quarta-feira, 23, o Ray-Ban Meta Audio tem outro atributo como principal elemento: sua capacidade de ouvir e acionar a IA pelo recurso de áudio. Esse é o primeiro smart glass da parceria entre as duas marcas que não fotografa nem filma.</p>
<p>“Sem câmeras, isso abre muitas novas possibilidades de design”, disse Zuckerberg ao apresentar a novidade. Segundo ele, a retirada desse componente permitiu criar armações mais leves e finas e aumentar a duração da bateria.</p>
<p>Privacidade, porém, não apareceu entre as razões mencionadas pelo executivo para a mudança.</p>
<p>O novo dispositivo surge em um momento crítico para o mercado de smart glasses com câmeras. Investigações, propostas de regulamentação e proibições vêm se intensificando em diferentes países. O ponto comum é a capacidade de fotografar ou filmar a partir de uma armação que pouco se diferencia, à primeira vista, de óculos convencionais.</p>
<p>A Meta não relacionou o desenvolvimento do modelo sem câmera a essa reação e afirma que o produto vinha sendo preparado havia anos. Na prática, porém, passa a oferecer uma alternativa que preserva inteligência artificial, música, chamadas e comandos por voz sem incorporar o recurso que está no centro da controvérsia.</p>
<p>E há muito dinheiro em jogo. “Há quase 2 bilhões de pessoas no mundo que usam óculos hoje”, declarou Zuckerberg no Connect. A big tech acredita que, nos próximos anos, a maioria desses óculos será substituída ou atualizada por produtos equipados com inteligência artificial.</p>
<p>A companhia já parte de uma posição dominante. A Meta respondeu por cerca de 84% da distribuição mundial de smart glasses no primeiro semestre de 2026, segundo a Counterpoint Research, empresa internacional especializada em pesquisas sobre o mercado de tecnologia e dispositivos eletrônicos. O mercado global cresceu 212% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Os primeiros óculos da parceria entre Meta e EssilorLuxottica, controladora da Ray-Ban, chegaram ao mercado em setembro de 2021. Chamados Ray-Ban Stories, já tinham duas câmeras de 5 megapixels, além de microfones e alto-falantes. Custavam a partir de US$ 299.</p>
<p>Desde então, a tecnologia ganhou inteligência artificial e conquistou milhões de consumidores. Mais de 7 milhões de óculos com IA da parceria foram vendidos em 2025. A Meta apresenta o Ray-Ban Meta como o óculos com inteligência artificial mais vendido do mundo.</p>
<p>É justamente a câmera, porém, que começa a impor um desafio à ambição de transformar esses dispositivos em um objeto tão cotidiano quanto os óculos convencionais.</p>
<h2>França investiga suspeita de assédio sexual</h2>
<p>Na França, o debate deixou o campo das preocupações teóricas. Em 18 de setembro, veio a público que o Ministério Público de Paris abriu uma investigação criminal sobre suspeita de assédio sexual envolvendo smart glasses.</p>
<p>A apuração ocorre depois que mulheres foram filmadas nas ruas sem consentimento e os vídeos publicados na internet. A promotoria não revelou a marca dos aparelhos envolvidos. A unidade responsável por crimes cibernéticos também testou smart glasses para entender que tipos de infração podem ser cometidos com a tecnologia.</p>
<p>A Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL), autoridade francesa de proteção de dados, também recebeu denúncias relacionadas ao uso dos dispositivos no ambiente de trabalho. Empresas passaram a procurar o órgão para saber se podem impedir funcionários de utilizá-los.</p>
<p>A dificuldade está em algo aparentemente simples: saber quando alguém está gravando.</p>
<p>Os Ray-Ban Meta equipados com câmera possuem uma pequena luz de LED que se acende quando fotos ou vídeos estão sendo registrados. A Meta afirma que o indicador foi desenvolvido para alertar quem está ao redor e que não pode ser desativado.</p>
<p>Para a CNIL, entretanto, os smart glasses criam desafios para informar adequadamente as pessoas de que estão sendo filmadas e, quando necessário, obter seu consentimento.</p>
<p>Com um celular, o gesto de levantar o aparelho e apontar a câmera costuma tornar perceptível que uma fotografia ou um vídeo pode estar sendo feito. Com os óculos, basta olhar.</p>
<p>Na Alemanha, a discussão também chegou às autoridades. Em agosto, uma organização de defesa de direitos apresentou uma queixa criminal contra a Meta, a EssilorLuxottica e empresas envolvidas na comercialização dos aparelhos, argumentando que a tecnologia pode permitir gravações clandestinas e violar regras de privacidade. Autoridades iniciaram uma análise preliminar do caso.</p>
<h2>Austrália leva restrições a piscinas, escolas e prédios públicos</h2>
<p>Na Austrália, as restrições começaram a alcançar situações bastante concretas do cotidiano.  Em agosto, Brisbane proibiu gravações sem consentimento feitas com dispositivos equipados com câmera em suas 21 piscinas públicas. A regra alcança smart glasses, celulares e câmeras de ação.</p>
<p>Outros governos locais adotaram medidas semelhantes. Em Sydney, as regras atingem instalações municipais, como piscinas, enquanto diferentes conselhos passaram a restringir os aparelhos em espaços como vestiários, creches, academias e parques infantis.</p>
<p>Na terça-feira, 22, o governo da Austrália Ocidental anunciou uma medida mais ampla: smart glasses serão proibidos em todas as escolas públicas do estado a partir do quarto período letivo deste ano. A regra alcança alunos, funcionários, pais, responsáveis e prestadores de serviço e vale também para excursões e atividades esportivas.</p>
<p>O debate chegou ainda ao governo federal. Em 17 de setembro, a ministra da Função Pública, Katy Gallagher, pediu que o serviço público avaliasse regras para os smart glasses nos locais de trabalho administrados pela Commonwealth, inclusive a possibilidade de proibi-los por questões de privacidade e segurança.</p>
<p>Isso não significa uma proibição nacional nem impedir a venda ou a importação dos aparelhos. O que está sendo discutido no nível federal é seu uso em determinados ambientes governamentais.</p>
<h2>Noruega discute regras mais duras</h2>
<p>Na Noruega, o governo decidiu antecipar a discussão sobre os limites da tecnologia. Em 25 de agosto, a ministra da Digitalização e Administração Pública, Karianne Tung, defendeu uma regulamentação mais rígida para smart glasses e anunciou a criação de um grupo de especialistas para analisar como o país deve lidar com esses dispositivos.</p>
<p>Entre as questões colocadas pelo governo está a possibilidade de impedir funções de reconhecimento facial de outras pessoas em espaços públicos. A ministra também pediu que instituições públicas e empresas privadas avaliem regras para o uso dos aparelhos em seus próprios ambientes.</p>
<p>A preocupação norueguesa vai além de um caso específico de abuso: envolve o que pode acontecer quando câmeras, microfones e sistemas de inteligência artificial passam a acompanhar continuamente o ponto de vista do usuário.</p>
<h2>Reino Unido e Estados Unidos fecham algumas portas</h2>
<p>No Reino Unido, não existe uma proibição nacional dos smart glasses, mas as restrições começaram a se espalhar por ambientes nos quais gravações representam um problema especial.</p>
<p>Tribunais da Inglaterra e do País de Gales proibiram os aparelhos, enquanto teatros, cinemas, restaurantes, pubs e clubes privados passaram a estabelecer regras próprias.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Justiça do Estado de Nova York anunciou em 14 de julho a proibição dos smart glasses em suas instalações. A medida, em vigor desde 20 de julho, alcança óculos com câmera, microfone, computador ou outra tecnologia capaz de fazer gravações de áudio ou vídeo.</p>
<p>São medidas de alcance diferente, adotadas por instituições distintas. Mas todas partem de uma dificuldade criada pelo mesmo desenho do produto: uma câmera instalada em um objeto que normalmente não desperta a reação provocada por alguém apontando um celular.</p>
<h2>Meta aposta com e sem câmera</h2>
<p>No Connect, ficou claro que a Meta não está abandonando as câmeras. Ao mesmo tempo em que Zuckerberg apresentou o Ray-Ban Meta Audio sem esse recurso, a companhia lançou a terceira geração do Ray-Ban Meta. O novo modelo possui câmera de 12 megapixels, grava vídeos em 3K e mantém o LED destinado a indicar quando fotos ou vídeos estão sendo registrados.</p>
<p>O preço também separa as duas propostas. O Ray-Ban Meta Audio, que chega ao mercado em 13 de outubro, parte de US$ 349. O Ray-Ban Meta Gen 3 custa a partir de US$ 449.</p>
<p>A estratégia coloca lado a lado dois caminhos. Um deles preserva a capacidade dos óculos de enxergar, registrar e, com ajuda da IA, interpretar o ambiente. O outro mantém inteligência artificial e áudio, mas abre mão da visão. Zuckerberg, ao apresentar o RayBan Meta Audio, focou nas possibilidades de design abertas pela retirada da câmera.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as0p5fmCxyHN4OCA1.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Zuckerberg apresentou o Ray-Ban Meta Audio, que não tem câmera."/>
<h2>Pressão em outras frentes</h2>
<p>A discussão sobre os smart glasses ocorre quando a Meta enfrenta questões regulatórias em outros campos que vão custar um bom dinheiro para a companhia. Em agosto, um tribunal do Novo México, nos Estados Unidos, determinou que a empresa pagasse US$ 567 milhões para um fundo destinado à saúde mental de adolescentes e promovesse mudanças em suas plataformas para proteger usuários jovens.</p>
<p>Em março, um júri já havia determinado o pagamento de US$ 375 milhões no mesmo processo, relacionado a acusações sobre a segurança de crianças e adolescentes no Facebook e no Instagram. A Meta contesta as decisões e anunciou recurso.</p>
<h2>O que mais a Meta apresentou no Connect</h2>
<p>O Meta Connect demonstrou que os óculos ocupam uma posição central nessa estratégia. Além do Ray-Ban Meta Audio e da terceira geração do Ray-Ban Meta, a companhia apresentou o Meta VR Glasses, aparelho de realidade virtual de aproximadamente 100 gramas, com formato muito mais próximo ao de óculos do que dos tradicionais headsets. O lançamento comercial está previsto para 2027.</p>
<p>A big tech também anunciou a integração do Muse, seu agente pessoal de inteligência artificial, aos óculos e ampliou a variedade de armações, lentes e modelos. Até o fim deste ano, pretende oferecer mais de 100 opções entre Ray-Ban, Oakley e Meta Glasses.</p>
<p>A expansão geográfica também continua. A companhia anunciou novos mercados e informou que os Meta Glasses chegarão em breve ao Brasil.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>As viagens de avião batem recordes e desafiam o controle das emissões de carbono</title>
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      <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 11:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O tráfego aéreo mundial voltou a bater recordes durante o verão no hemifério norte, aprofundando a tensão entre o crescimento da aviação e as metas de redução de emissões adotadas principalmente pela Europa. Em 23 de julho, foram registrados cerca de 153 mil voos em um único dia, segundo dados citados pelo site francês Atlantico. Para o economista dos transportes Yves Crozet, o avanço do setor mostra como será difícil reduzir de forma significativa as emissões da aviação sem afetar hábitos de consumo, a economia e a própria mobilidade internacional.</p>
<p>Crozet lembra que o transporte aéreo ficou inicialmente fora das metas do Protocolo de Kyoto justamente por causa da dificuldade de descarbonizar o setor. Apesar dos avanços tecnológicos e do aumento da eficiência das aeronaves, os aviões comerciais ainda dependem essencialmente de combustíveis líquidos. Como o crescimento do número de voos supera a redução do consumo por passageiro ou por aeronave, as emissões continuam sendo um desafio.</p>
<p>A aviação representa uma parcela relativamente pequena das emissões globais, estimada por Crozet em cerca de 3% do total. Por isso, os governos concentraram durante muito tempo esforços maiores sobre automóveis e caminhões, enquanto apostavam em soluções tecnológicas futuras para o transporte aéreo, como combustíveis alternativos e hidrogênio.</p>
<p>O problema, segundo o economista, é que o avião passou a ocupar uma posição central no modo de vida contemporâneo. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o aumento da renda e da mobilidade transformou as viagens em uma parte cada vez mais importante da vida cotidiana. As companhias de baixo custo aceleraram esse processo ao reduzir drasticamente os preços.</p>
<h2>Baixo custo e rapidez</h2>
<p>Crozet cita como exemplo o custo por quilômetro. Segundo seus cálculos, uma viagem em uma companhia aérea low-cost pode custar entre 5 e 6 centavos de euro por quilômetro, contra cerca de 20 centavos em um automóvel e de 10 a 12 centavos em um trem de alta velocidade. Além disso, o avião oferece uma vantagem difícil de compensar em trajetos mais longos: a velocidade.</p>
<p>Essa combinação de baixo preço e rapidez ajuda a explicar por que medidas de tributação podem ter efeito limitado sobre a demanda. Uma taxa de carbono de 100 euros por tonelada, por exemplo, elevaria em cerca de 20% o preço das passagens mais baratas. Para Crozet, seria necessário um custo significativamente maior, possivelmente entre 200 e 300 euros por tonelada, para provocar uma redução mais significativa no número de viagens.</p>
<p>A União Europeia pretende ampliar o custo ambiental imposto às companhias aéreas nos próximos anos. A partir de 2029, segundo Crozet, empresas terão de adquirir cotas de carbono para determinados voos de menos de 5 mil quilômetros com partida do bloco. Ainda assim, o economista avalia que o impacto nos preços deverá ser limitado, além de não atingir, num primeiro momento, grande parte dos voos intercontinentais.</p>
<p>A cautela dos governos também está relacionada ao peso econômico da aviação. Na França, por exemplo, o setor envolve companhias aéreas, aeroportos e uma indústria aeronáutica liderada pela Airbus. Reduzir de forma drástica o número de voos significaria atingir empregos, arrecadação de impostos e atividades econômicas associadas ao turismo e à mobilidade.</p>
<h2>Limitação de demanda</h2>
<p>Para Crozet, existe uma contradição entre as metas ambientais e a expectativa de que a tecnologia seja capaz de resolver o problema sem mudanças significativas no comportamento da população. Uma redução profunda das emissões da aviação, segundo ele, provavelmente exigiria alguma forma de limitação da demanda, e não apenas a substituição dos combustíveis atuais por alternativas menos poluentes.</p>
<p>A situação se torna ainda mais complexa porque a maior parte da expansão do tráfego aéreo mundial ocorre fora da Europa, principalmente na Ásia e nos países do Golfo. Isso reduz o impacto global de políticas adotadas apenas pela União Europeia e aumenta as preocupações do bloco com a competitividade de suas empresas.</p>
<p>Crozet também relaciona o crescimento da aviação à expansão do turismo de massa. À medida que a renda aumenta, a população tende a gastar proporcionalmente mais com lazer, cultura e viagens. A popularização das passagens aéreas tornou destinos antes restritos a grupos de maior renda acessíveis a milhões de pessoas, mas também provocou problemas de saturação em cidades e atrações turísticas.</p>
<p>Barcelona, Veneza, Praga e outros destinos europeus já adotaram ou discutem restrições para controlar o excesso de visitantes. Medidas semelhantes aparecem em áreas naturais, como o Mont Blanc e as Calanques de Marselha. Crozet, porém, argumenta que essas iniciativas têm alcance limitado. Se um destino restringe a chegada de turistas, operadores e viajantes podem simplesmente escolher outros lugares.</p>
<h2>Necessidade de controle</h2>
<p>A tendência, portanto, é de aumento das restrições à medida que o turismo se torna mais acessível. Para o economista, isso reproduz um fenômeno já observado no transporte rodoviário: quanto mais pessoas passam a utilizar determinada infraestrutura, maior é a necessidade de regras, limites e controles.</p>
<p>Mesmo assim, Crozet considera improvável que governos europeus adotem medidas capazes de tornar o transporte aéreo inacessível para grande parte da população. Além de responder por uma parcela limitada das emissões globais, o setor tem importância estratégica para a economia europeia e representa uma das áreas industriais em que o continente continua altamente competitivo.</p>
<p>Uma alternativa mais provável seria reduzir gradualmente a quantidade de permissões de emissão disponíveis ao longo da próxima década, pressionando os preços das passagens para cima. Tentativas mais duras, no entanto, já enfrentaram resistência. No aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, uma iniciativa para limitar o número de voos foi contestada judicialmente.</p>
<p>O debate expõe uma questão mais ampla sobre a relação entre crescimento econômico, consumo e política climática. A expansão da renda aumenta a demanda por viagens, ao mesmo tempo em que governos tentam reduzir as emissões associadas a esse crescimento. Para Crozet, limitar a aviação de maneira realmente significativa exigiria enfrentar não apenas um problema tecnológico, mas também escolhas econômicas e sociais difíceis sobre mobilidade, turismo, emprego e padrão de vida.</p>
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        <media:title>Avião</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Síria celebra retorno de peças históricas devolvidas pela França</title>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Vinte e três peças artísticas históricas estão em exibição em Damasco, capital da Síria, após retornarem da França. Os artefatos permaneceram por mais de 15 anos no país europeu, durante o conflito vivido pela nação do Oriente Médio.</p>
<p>As  obras devolvidas pela França fazem parte de uma exposição pública na Cidadela de Damasco , fortaleza medieval reconhecida como patrimônio mundial pela Unesco.</p>
<p>Na mostra, visitantes têm a oportunidade de ver peças que abrangem milhares de anos da história da Síria.</p>
<p>A coleção está sendo exibida no Salão do Trono da cidadela, como parte do  festival  Syria Summer 2026 , que teve início em 6 de agosto. </p>
<p>Uma placa na entrada celebra o momento: "A Síria recupera suas Antiguidades – 23 artefatos abraçam o solo sírio mais uma vez".</p>
<p>"Hoje, como parte das comemorações do  Damascus Summer 2026 , inauguramos uma exposição apresentando antiguidades sírias recuperadas da França. Esses artefatos são particularmente significativos, dados os acontecimentos pelos quais passaram nos últimos 16 anos", disse Ammar Kanawi, Diretor de Assuntos de Museus na Síria .</p>
<p>Segundo Kanawi, o processo de empréstimo das obras começou em 2010. As peças deixaram a Síria no ano seguinte, com destino ao Instituto do Mundo Árabe, em Paris, capital francesa.</p>
<p>Kanawi afirmou que a coleção inclui objetos de diversos períodos históricos, incluindo peças ligadas aos antigos reinos de Mari e Ugarit, além de itens do período Clássico.</p>
<p>Os  artefatos permaneceram na França após o início da guerra na Síria  e o rompimento das relações diplomáticas entre Paris e Damasco. </p>
<p>Autoridades sírias disseram que preocupações com a segurança e a necessidade de preservar a coleção atrasaram seu retorno.</p>
<p>O expatriado sírio Khaldoun Taktouk descreveu a emoção de ver a coleção pela primeira vez durante uma visita à Cidadela de Damasco: Essas peças são incrivelmente cativantes e fascinantes. Não sei como descrever essa sensação, é algo que não pode ser colocado em palavras."</p>
<p>A França  devolveu os 23 artefatos em 7 de julho, durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron à Síria , ocorrida entre 6 e 7 de julho. </p>
<p>Durante a visita, Paris e Damasco restabeleceram relações diplomáticas plenas e concordaram em trocar embaixadores.</p>
<p>Autoridades sírias disseram que a  coleção inclui artefatos de grandes sítios arqueológicos que datam desde a pré-história até a era islâmica .</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Florence Naa Oyoe Quartey]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Europa expõe divisão sobre imigração após crise de Ceuta</title>
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      <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:47:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A demonstração de unidade da União Europeia após a crise migratória em Ceuta esconde divergências profundas entre os Estados-membros e evidencia a dificuldade do bloco para construir uma política comum de imigração. Essa é a avaliação dos cientistas políticos Philippe d'Iribarne e Christophe Bouillaud, autores ouvidos pelo portal francês  Atlantico , que apontam diferenças políticas, interesses econômicos e limitações jurídicas como os principais obstáculos para uma resposta coordenada ao aumento da pressão migratória.</p>
<p>Na visão de d'Iribarne, a solidariedade manifestada pelos 27 países europeus à Espanha após a chegada de dezenas de milhares de jovens marroquinos não significa que exista uma doutrina migratória compartilhada. Segundo ele, as sociedades europeias permanecem profundamente divididas sobre o tema, e o peso das diferentes correntes de opinião varia de um país para outro.</p>
<p>O pesquisador observa que a própria percepção da imigração mudou significativamente em alguns Estados. A Suécia, por exemplo, passou de uma postura considerada altamente receptiva a um ambiente de crescente desconfiança em relação aos imigrantes. Ele afirma ainda que os franceses tendem a tratar o debate sob uma perspectiva mais ideológica, enquanto os países do Norte da Europa costumam adotar uma abordagem mais pragmática, baseada nos efeitos concretos da imigração.</p>
<p>As diferenças também se refletem nas necessidades econômicas. D'Iribarne lembra que determinadas regiões da Itália dependem fortemente da mão de obra migrante sazonal, embora a legislação do país procure limitar a permanência desses trabalhadores e restringir o reagrupamento familiar. Como consequência, as políticas migratórias nacionais evoluem em ritmos distintos, alternando momentos de maior abertura com movimentos de endurecimento.</p>
<p>Segundo ele, qualquer tentativa de restringir a imigração ainda enfrenta um obstáculo importante no debate público europeu: o receio de acusações de racismo, xenofobia ou islamofobia. Para o pesquisador, esse ambiente dificulta que governos adotem políticas mais rigorosas sem sofrer forte desgaste político, enquanto parte da esquerda europeia continua defendendo uma visão multicultural da sociedade e vê na imigração uma pauta relevante também do ponto de vista eleitoral.</p>
<p>Ao analisar especificamente a crise de Ceuta, d'Iribarne afirma que o episódio revela, sobretudo, o enorme diferencial de oportunidades entre o Marrocos e a Europa. Na avaliação dele, muitos jovens marroquinos acreditam que basta conseguir chegar ao continente europeu para melhorar significativamente suas condições de vida. Essa percepção seria alimentada pelo fato de que muitos emigrantes escondem as dificuldades enfrentadas após deixar o país de origem, criando uma imagem distorcida do sucesso da migração.</p>
<p>Para Christophe Bouillaud, entretanto, o principal entrave para uma política migratória mais rígida não é político, mas jurídico. Segundo ele, as regras que estruturam o direito de asilo na Europa impedem um controle mais rigoroso das fronteiras, uma vez que exigem a análise individualizada de cada pedido de proteção internacional. O resultado é um sistema que, na prática, tem dificuldades para responder rapidamente ao grande volume de solicitações.</p>
<h2>Fuga da pobreza</h2>
<p>Bouillaud argumenta que o marco jurídico europeu continua baseado na Convenção de Genebra de 1951, elaborada em um contexto completamente diferente do atual. Na época, explica, o objetivo era proteger refugiados políticos perseguidos por seus Estados, em fluxos relativamente reduzidos. Hoje, segundo ele, a maior parte dos migrantes que tenta chegar à Europa busca escapar da pobreza e melhorar sua situação econômica, e não fugir de perseguições políticas.</p>
<p>Essa mudança, afirma o cientista político, criou uma contradição estrutural. As normas continuam fundamentadas em uma realidade histórica marcada pela Guerra Fria, enquanto os fluxos migratórios contemporâneos são predominantemente econômicos. Alterar esse modelo, porém, é extremamente difícil porque o direito de asilo se tornou um dos pilares da identidade política e jurídica construída pela União Europeia ao longo das últimas décadas.</p>
<p>Bouillaud observa ainda que muitos governos europeus convivem com outra contradição: ao mesmo tempo em que defendem discursos mais duros sobre imigração, suas economias dependem da chegada de trabalhadores estrangeiros. Espanha e Alemanha são exemplos, segundo ele, de países que incorporaram a imigração de trabalho como componente importante do funcionamento de seus mercados, embora parte da classe política evite reconhecer essa dependência de forma explícita.</p>
<p>Na avaliação dos dois especialistas, a crise de Ceuta expõe, mais uma vez, a dificuldade da União Europeia para conciliar seus princípios jurídicos, suas necessidades econômicas e as diferentes sensibilidades políticas existentes entre os Estados-membros. Enquanto esse equilíbrio não for encontrado, a retórica de unidade continuará convivendo com profundas divisões sobre como enfrentar os novos fluxos migratórios.</p>
<h2>Famílias buscam notícias</h2>
<p>Enquanto a crise se desenrola, famílias marroquinas se reúnem perto da fronteira com Ceuta, em busca de notícias de parentes que desapareceram enquanto tentavam chegar à Àfica pelo mar. Até o início da tarde, dados oficiais contabilizavam 77 mortos, a maioria afogados durante a travessia a nado do Marrocos até o território.</p>
<p>Imagens de segunda-feira, 3 de agosto, mostraram várias pessoas esperando ao lado do arame farpado, enquanto veículos de segurança patrulhavam a área. Um deles era Mohamed El Kandafi. Ele contou que seu filho saiu de Tânger com um amigo na quinta-feira (30/07) e entrou no mar, mas não foi visto desde então.</p>
<p>O migrante repatriado Osama Smalidine descreveu as condições difíceis em Ceuta, dizendo que os migrantes viviam nas ruas, comiam de latas de lixo e enfrentavam agressões.</p>
<p>As autoridades vincularam o aumento nas travessias, com a que ocorreu recentemente, a informações falsas na internet e a redes de contrabando, à medida que dezenas de milhares de pessoas se deslocaram em direção a Ceuta, desencadeando uma grande operação de segurança e estado de emergência no enclave.</p>
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        <media:title>Imigrantes em Ceuta </media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Câmeras que vigiam motoristas na Europa podem chegar ao Brasil</title>
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      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 15:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Desde o início de julho, todos os novos carros vendidos no território da União Europeia devem obrigatoriamente contar com uma câmera apontada para o rosto do motorista. </p>
<p>Essa câmera integra um sistema nomeado  Aviso Avançado de Distração do Motorista  (ADDW, em inglês), que consegue detectar o movimento dos olhos e disparar um alerta visual e sonoro quando o motorista tira os olhos da estrada.</p>
<p>Parece uma solução inteligente e sem contrapartidas, mas onde há câmeras, também existe informação sensível. Por se tratar de um veículo particular, uma questão se torna vital: para onde vão essas imagens? </p>
<h2>Destino nebuloso</h2>
<p>Ao que tudo indica, privacidade foi uma grande prioridade na elaboração do  Regulamento Geral de Segurança   da UE,  conjunto de normas de segurança para condutores que vem sendo implementado gradualmente desde 2022. </p>
<p>O sistema é  fechado  e instruído a  deletar imagens  que não são relevantes para a proteção do motorista. </p>
<p>O texto afirma que o ADDW ` deve ser projetado para não realizar gravações de maneira contínua`  e que não deve reter dados  `que não sejam necessários para seu propósito`</p>
<p>O problema é que falta clareza para identificar os tais  `momentos necessários` , fator que preocupa especialistas em privacidade justamente pelo histórico de má gestão de dados sensíveis de clientes no setor automotivo.  </p>
<p>“Nada no texto impede, na prática, que o fabricante alegue ser “necessário” reter dados para aprimorar o algoritmo ou calibrar o sistema”, explica Tiago Silveira Camargo, especialista em Direito Digital, Privacidade e Proteção de Dados e IA do IW Melcheds Advogados.</p>
<h2>Sistema deve chegar ao Brasil</h2>
<p>Com diversas marcas que atuam no Brasil, a Europa deve exportar o sistema. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o ADDW está previsto como um dos itens de segurança do programa Mover, aprovado no ano passado.</p>
<h2>Histórico do setor preocupa</h2>
<p>Entre 2019 e 2022, funcionários da Tesla compartilharam imagens sensíveis vindas diretamente de carros de clientes em grupos internos da empresa. Em um dos vídeos que "viralizaram" nas conversas internas, um cliente aparece completamente sem roupa.</p>
<p>Segundo apuração da agência de notícias Reuters, nove ex-funcionários relataram que a prática era comum e que os dados também continham informações pessoais como cidade e endereço.</p>
<h2>Distração é fator chave para acidentes</h2>
<p>Antes de lançar esse `pacote` de ações, a UE financiou um estudo para entender quais eram as principais causas dos acidentes envolvendo automóveis, e o resultado não surpreendeu: estima-se que os motoristas de carros passem entre  25% e 30%  do tempo total de direção realizando atividades que causam distração, segundo o estudo  Driver Safety.</p>
<p>O cruzamento de casos indica que o uso do celular aumenta o risco de acidente em 4 vezes. O risco para motoristas de caminhão e ônibus pode ser de  23 a 160 vezes maior  do que em uma condução normal.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <dc:creator><![CDATA[Alessandro Martins]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Macron apoia apelo de Gana por reparação devida à escravidão</title>
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      <pubDate>Sat, 20 Jun 2026 02:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente francês Emmanuel Macron prometeu o "apoio total" da França aos esforços africanos para avançar na justiça reparatória pela escravidão, durante um pronunciamento virtual em uma conferência em Acra, na quinta-feira, 18.</p>
<p>Falando na Conferência Consultiva de Alto Nível sobre a histórica Resolução da ONU sobre o Tráfico e a Escravização de Africanos, Macron endossou o apelo de Gana por maior reconhecimento histórico e responsabilização.</p>
<p>"Não quero que surja nenhum mal-entendido; a França apoia totalmente o apelo feito por Gana", disse Macron. "Este apelo visa estabelecer a verdade histórica em toda a sua profundidade."</p>
<p>O presidente francês disse que mais trabalho é necessário para abordar o que ele descreveu como as "zonas sombrias" da história, enfatizando a importância de ensinar as futuras gerações sobre a escravidão e compreender suas consequências de longo prazo.</p>
<p>"A primeira das reparações é a verdade, a verdade reconhecida e aceita", disse ele.</p>
<p>Macron reafirmou o compromisso da França com o processo de reconhecimento histórico.</p>
<p>"Quero assegurar-lhes aqui a minha total determinação e da França em continuar este caminho de reconhecimento histórico com todos os seus parceiros", declarou.</p>
<p>Ele também argumentou que as reparações devem ir além da compensação financeira e incluir a busca pela verdade, educação, memorialização e a devolução de artefatos culturais saqueados.</p>
<p>"A resolução apresentada por Gana expressa uma profunda aspiração por justiça, e isso nós não podemos ignorar", disse Macron. "Espero, portanto, que através deste trabalho inédito de reconhecimento histórico, possamos juntos lançar as primeiras bases de um caminho rumo às reparações, à reconciliação e a um futuro compartilhado."</p>
<p>A conferência foi sediada pelo presidente ganês John Dramani Mahama e reuniu os presidentes do Senegal e da Namíbia, além de representantes da União Africana, da CARICOM e da diáspora africana para discutir medidas práticas de justiça reparatória relacionadas à escravidão e ao colonialismo.</p>
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        <media:credit role="photographer">ANNA KURTH</media:credit>
        <media:credit role="provider">Pool</media:credit>
        <media:title>France's President Macron addresses a national defence council following U.S. and Israeli strikes on Iran, in Paris</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O país com mais jogadores na Copa do Mundo</title>
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      <pubDate>Sat, 20 Jun 2026 00:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A França é o principal local de nascimento dos jogadores da Copa do Mundo FIFA de 2026, com 98 atletas nascidos no país participando do torneio. Esse total vai muito além da própria seleção francesa.</p>
<p>Essa tendência faz parte de uma mudança mais ampla na composição das seleções nacionais. Quase um em cada quatro jogadores na Copa do Mundo de 2026 nasceu fora do país que representa. A dupla nacionalidade, a migração e o aumento da mobilidade global expandiram o grupo de jogadores elegíveis e remodelaram o futebol internacional.</p>
<p>Os números reforçam como o futebol moderno opera além das fronteiras. Jogadores nascidos na França estão presentes em diversas seleções, especialmente na África e no Caribe. Padrões históricos de migração, comunidades de diáspora há muito estabelecidas e conexões familiares contribuíram para que a França se tornasse um dos polos de produção de talentos mais importantes do futebol internacional.</p>
<p>O Brasil fica na décima primeira posição, logo atrás da Argentina, com 29 jogadores. Além dos 26 convocados para a seleção brasileira, outros três atletas jogam nos times de Portugal, Paraguai e Catar. </p>
<p>Maurício Magalhães Prado, meio-campista do Palmeiras conseguiu sua cidadania paraguaia por conta de seu pai, que morou no Paraguai por muitos anos. Ele estreou oficialmente pela seleção paraguaia recentemente.</p>
<p>O carioca Matheus Nunes é meio-campista do Manchester City e construiu toda a sua carreira profissional em solo português, optando por defender a equipe europeia, em que já havia jogado no Mundial de 2022.</p>
<p> Lucas Mendes, do Catar, foi revelado pelo Coritiba, mas jogo país do Orinte Médio há mais de dez anos. Ele se naturalizou e foi peça fundamental no título da Copa da Ásia do país antes de chegar ao Mundial.</p>
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        <media:credit role="photographer">The World Visualized Brasil</media:credit>
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        <media:title>Infografia onde nascem os jogadores da copa</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Global South World Brasil chega com novo modelo de jornalismo </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/global-south-world-brasil-chega-com-novo-modelo-de-jornalismo</link>
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      <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 23:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os grandes veículos que costumam informar o resto do mundo sobre assuntos internacionais e geopolíticos estão predominantemente baseados nos Estados Unidos e na Europa, sejam eles agências de notícias, websites, jornais, revistas ou emissoras de TV. No entanto, a maior parte da população mundial, bem como o impulso por trás da economia global, vem das nações emergentes da África, Ásia e América Latina.</p>
<p>O Global South World, criado em 2023, se propõe a reequilibrar esse cenário. A proposta do site é ir além da cobertura simplista e esporádica dessas nações e povos tão vibrantes quanto diversos. O objetivo é ampliar as vozes do Sul Global para aumentar a conscientização sobre as mudanças e tendências que afetam esses países, sustentada na comunicação profissional e de qualidade livre de estereótipos, superficialidade e viés político ou econômico.</p>
<p>Depois de três anos de atuação como plataforma de língua inglesa e apoiado pelo Impactum Group, o Global South World lança sua primeira versão em outro idioma - no caso, o português. Essa escolha não é acidental. O Brasil transformou-se em um protagonista de grande peso no cenário internacional, muito além de seu já tradicional papel de potência regional. E como tal merece ter suas histórias contadas para o mundo e também para os brasileiros de uma forma diferente. </p>
<p>A partir de agora, o  Global South World   Brasil  passa a oferecer notícias, coberturas especiais, conteúdo em vídeo baseados nos mais criteriosos padrões internacionais em suas plataformas digitais, redes sociais e de compartilhamento de conteúdo. Com isso, São Paulo, a sede brasileira, se soma a uma rede formada por cidades como Londres (Reino Unido), Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Acra (Gana), Jacarta (Indonésia) e Bucareste (Romênia), onde o grupo mantém unidades, e que reúnem dezenas de jornalistas dedicados a produzir notícias para um novo mundo.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Depostphotos</media:credit>
        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>Depositphotos_277381954_XL</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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