<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/Esporte" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - Esporte</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Alison dos Santos, ícone em um ano de grandes conquistas do esporte brasileiro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/alison-dos-santos-grandes-conquistas-esporte-brasileiro</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/alison-dos-santos-grandes-conquistas-esporte-brasileiro?feed=Esporte</guid>
      <pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um dos grandes nomes do esporte brasileiro na atualidade, Alison dos Santos celebrou mais uma conquista em uma temporada repleta de grandes feitos neste ano. No domingo, 13, o brasileiro venceu os 400 metros com barreiras do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste, na Hungria, com 45s98, o terceiro melhor tempo da história da prova.</p>
<p>O resultado coroou um ano excepcional para Piu, apelido do atleta brasileiro. No dia 27 de agosto, ele quebrou o recorde mundial, com 45s80, em Zurique, em uma etapa da Diamond League, circuito anual da World Athletics (federação internacional de atletismo). No dia 5 de setembro, conquistou pela terceira vez o título dessa competição, a Diamond League, na grande decisão, em Bruxelas.</p>
<p>Em Budapeste, onde foi realizado o Ultimate, também organizado pela World Athletics, ele deixou para trás dois outros super atletas da prova: o norte-americano Rai Benjamin, campeão olímpico em Paris 2024, e o norueguês Karsten Warholm, campeão olímpico em Tóquio (2020-2021) e detentor do recorde mundial até Piu derrubá-lo no dia 27 de agosto. Benjamin ficou em segundo, com 46s40, e Warholm, em terceiro, com 46s78.</p>
<p>Piu volta a competir neste ano na Argentina. Ele vai disputar os Jogos Sul-Americanos, na Argentina, nos 400m rasos e no revezamento 4x400m, entre 22 e 25 de setembro. Ou seja, em outras provas.</p>
<p>Em 2027, será a vez do mais importante desafio internacional dos 400 metros com barreiras: o Mundial de Atletismo, em Pequim. O título do Ultimate, competição criada neste ano, dá a Alison uma vaga no Mundial, mas não nos Jogos Olímpicos. Para Los Angeles 2028, o brasileiro ainda terá de cumprir critérios específicos da World Athletics para a classificação olímpica.</p>
<p>Mas, faltando menos de dois anos para os Jogos, o desempenho do brasileiro permite olhar para LA28 com uma boa dose de expectativa.</p>
<p>E Alison está longe de ser o único motivo.</p>
<h2>Vôlei feminino garante passagem para LA</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1WcxObtZBVFSVGP.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="A seleção feminina de vôlei venceu o Sul-Americano e garantiu vaga olímpica."/>
<p>Neste domingo, 13, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou o Campeonato Sul-Americano, no Maracanãzinho, no Rio, sem perder um set em cinco partidas. Ao derrotar a Argentina por 3 sets a 0 na decisão, garantiu a vaga nos Jogos de Los Angeles.</p>
<p>O Brasil disputa o torneio olímpico feminino de vôlei ininterruptamente desde Moscou 1980 e chegará a Los Angeles 2028 para sua 13ª participação consecutiva. Em Paris 2024, o time treinado por José Roberto Guimarães conquistou o bronze, derrotando a Turquia por 3 sets a 1.</p>
<p>A partir desta terça-feira, 15, será a vez de a seleção masculina iniciar sua tentativa de fazer o mesmo. O Brasil disputa o Sul-Americano masculino, também no Maracanãzinho, e o campeão assegura a vaga olímpica. Caso não consiga, ainda terá outras oportunidades no processo classificatório para LA28.</p>
<p>As conquistas do fim de semana se somam a uma coleção de resultados brasileiros positivos em 2026 – em contraste com a campanha da seleção masculina de futebol na Copa do Mundo: 11º lugar, após a eliminação diante da Noruega nas oitavas de final, por 2 a 1.</p>
<p>Na canoagem velocidade, Isaquias Queiroz voltou a ser campeão mundial. Em agosto, em Poznan, na Polônia, conquistou o ouro no C1 500m, seu quinto título mundial na distância e o oitavo ouro da carreira em Campeonatos Mundiais. Os 500m não fazem parte do programa olímpico — a prova individual masculina da canoa em LA28 será o C1 1000m —, mas o resultado mostrou que Isaquias continua entre os grandes nomes internacionais da modalidade.</p>
<h2>Conquista histórica</h2>
<p>Na ginástica rítmica, o Brasil fez história no Mundial de Frankfurt, em agosto. Primeiro, conquistou o bronze no conjunto geral e, com isso, já garantiu a classificação para Los Angeles. Mas, depois, foi ainda mais longe: ganhou os primeiros títulos mundiais de sua história, com dois ouros, nas cinco bolas e na série mista, de três arcos e duas maças.</p>
<p>Foi também o ano da volta de Rebeca Andrade. Depois de quase dois anos sem competir, a maior medalhista olímpica brasileira retornou no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio, e foi campeã no salto. A equipe feminina ainda ficou com a prata e conquistou vaga no Mundial de Roterdã, etapa importante do caminho para LA28.</p>
<p>Rayssa Leal continuou frequentando o alto do pódio. A skatista venceu duas das três primeiras etapas da Street League Skateboarding (SLS) de 2026, na Austrália e no Rio de Janeiro, confirmando que segue entre os principais nomes mundiais do street. E vem aí o Mundial de Skate Street de 2026, em outubro, em Assunção, no Paraguai.</p>
<p>No tênis de mesa, Hugo Calderano acumulou resultados importantes: conquistou a Copa Pan-Americana, foi bronze na Copa do Mundo, venceu o WTT Star Contender de São José dos Campos e chegou neste fim de semana à final do WTT Champions de Macau, ficando com o vice-campeonato.</p>
<h2>Líder de ranking</h2>
<p>O taekwondo também produziu uma das candidaturas brasileiras mais interessantes para o próximo ciclo olímpico. Maria Clara Pacheco, campeã mundial em 2025, venceu em setembro o Grand Prix de Muju, na Coreia do Sul, na categoria até 57kg. Na final, derrotou Kim Yu-jin, campeã olímpica de Paris 2024. A brasileira chegou à competição na liderança do ranking de sua categoria.</p>
<p>O judô acumulou pódios ao longo do ano. Rafaela Silva venceu o Grand Slam de Paris e o Grand Prix da Áustria, enquanto Beatriz Souza, campeã olímpica dos +78kg em Paris-2024, conquistou o Grand Prix de Lima, em agosto. Neste fim de semana, no Grand Slam de Budapeste, foi a vez de uma nova trinca subir ao pódio: Guilherme Schimidt conquistou o ouro nos 90kg, Kaillany Cardoso ficou com a prata nos 70kg e Sarah Souza levou o bronze nos 57kg. O torneio foi o último Grand Slam antes do Mundial de outubro, em Baku.</p>
<p>O boxe brasileiro também teve uma demonstração coletiva de força. Na etapa da Copa do Mundo realizada em Foz do Iguaçu, o país conquistou nove medalhas, quatro delas de ouro, com Luiz Oliveira, o Bolinha, Yuri Falcão, Isaías Ribeiro e Wanderley Pereira.</p>
<p>Na canoagem slalom, Ana Sátila acrescentou outro resultado de peso à lista: venceu no sábado, 12, o C1 da etapa final da Copa do Mundo, na Espanha.</p>
<p>Já no tiro com arco, Marcus D'Almeida foi campeão pan-americano do recurvo em junho e segue entre os principais arqueiros do mundo.</p>
<h2>LA 2028 já começou para o Brasil</h2>
<p> A sequência de resultados ajuda a projetar o desempenho brasileiro em 2028, mas é importante separar duas situações. Uma coisa é estar entre os melhores do mundo durante o ciclo olímpico. Outra é já ter a vaga para os Jogos.</p>
<p>Alison dos Santos, Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Hugo Calderano, Beatriz Souza, Rafaela Silva, Maria Clara Pacheco, Ana Sátila e Marcus D'Almeida, por exemplo, ainda não estão individualmente garantidos em Los Angeles. Cada modalidade tem seu próprio processo de classificação, que será desenvolvido ao longo do ciclo.</p>
<p>O Brasil, porém, já começou a formar sua delegação.</p>
<p>A seleção feminina de futebol foi uma das primeiras a assegurar presença, com a conquista da Copa América de 2025.</p>
<p>Em agosto, foi a vez do conjunto da ginástica rítmica. O bronze no geral do Mundial de Frankfurt colocou o país diretamente em LA28. A vaga é do Brasil, e a definição das ginastas que disputarão os Jogos ocorrerá posteriormente.</p>
<p>No início de setembro, o vôlei de praia acrescentou duas vagas. Thâmela e Vic foram campeãs sul-americanas no feminino, enquanto André e Renato ganharam o torneio masculino. Os resultados garantiram ao Brasil uma dupla em cada naipe em Los Angeles.</p>
<p>Agora, o vôlei feminino entrou na lista.</p>
<p>Até chegar a Los Angeles, muita coisa pode mudar. Lesões, novos adversários, processos classificatórios e quase dois anos de competições ainda separam os resultados de hoje das medalhas olímpicas. Mas o que já aconteceu em 2026 oferece razões concretas para olhar adiante com boas perspectivas.</p>
<p>Alison dos Santos é talvez a imagem mais clara desse momento. Ele ainda precisa conquistar a própria vaga para Los Angeles. Mas está no auge como recordista mundial e como invicto nos 400m com barreiras neste ano. Além disso, derrotou campeões olímpicos que são seus principais adversários.</p>
<p>Não existe medalha antecipada no esporte. Mas, do jeito que Piu está voando, sonhar com o pódio de Los Angeles em 2028 está longe de ser apenas torcida.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asbfeU327pWjg0Hqn.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - World Athletics</media:credit>
        <media:title>alison-dos-santos-ultimate</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Conheça os Jogos Mundiais Nômades, com provas diferentes de tudo o que se vê por aí</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/conheca-os-jogos-mundiais-nomades</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/conheca-os-jogos-mundiais-nomades?feed=Esporte</guid>
      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 19:16:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As competições de Kok boru começaram nos sextos Jogos Mundiais Nômades, na região de Issyk-Kul, no Quirguistão, levando um dos esportes equestres tradicionais da Ásia Central para o evento internacional.</p>
<p>O Kok boru é um esporte coletivo no qual os cavaleiros disputam a posse de uma carcaça de cabra ou de um manequim pesado para arremessá-lo no gol adversário, conhecido como  taikazan .</p>
<p>A modalidade combina velocidade, força, habilidade de montaria e trabalho em equipe, com os jogadores disputando o objeto enquanto controlam seus cavalos. </p>
<p>As partidas oficiais duram normalmente 60 minutos, divididas em três tempos de 20 minutos.</p>
<p>A sexta edição dos Jogos Mundiais Nômades teve início em Bisqueque, no dia 31 de agosto, e segue até 6 de setembro. </p>
<p>Cerca de 3 mil atletas de mais de 100 países devem competir em esportes tradicionais que incluem Kok boru, lutas, tiro com arco e caça com aves de rapina.</p>
<p>O Brasil participa com uma equipe nas provas de força.</p>
<p>Grande parte da programação esportiva e cultural é realizada na região de Issyk-Kul. A cerimônia de encerramento está programada para o dia 6 de setembro, às margens do Lago Issyk-Kul.</p>
<p>Mais do que uma competição esportiva, os Jogos Mundiais Nômades buscam preservar tradições e modos de vida por meio do esporte. </p>
<p>Música, roupas típicas, artesanato e acampamentos inspirados na cultura nômade completam um evento que transforma práticas centenárias em modalidades disputadas por atletas do mundo inteiro.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://cdn.vpplayer.tech/agmipocc/encode/vjsolnbt/mp4/1440p.mp4" medium="video" type="video/mp4">
        <media:title>087_JOGOS_MUNDIAIS_NOMADES</media:title>
      </media:content>
      <media:thumbnail url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asTgrkf4aXBxvsOMO.jpeg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" />
      <dc:creator><![CDATA[Portia Etornam Kornu]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil no topo: Alison dos Santos bate recorde mundial nos 400m com barreiras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/alison-dos-santos-recorde-400m-com-barreiras</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/alison-dos-santos-recorde-400m-com-barreiras?feed=Esporte</guid>
      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 22:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O atletismo brasileiro está em festa. Alison dos Santos, conhecido como Piu, bateu o recorde mundial dos 400m com barreiras nesta quinta-feira, 27, na etapa de Zurique da Diamond League (principal circuito anual do atletismo mundial). Ele fechou a prova com o tempo de 45s80, superando por 14 centésimos a marca anterior, que pertencia desde 2021 ao norueguês Karsten Warholm.</p>
<p>Com o feito, o atleta de São Joaquim da Barra (SP) coroa uma temporada brilhante. Ao longo de 2026, ele vem dominando os 400m com barreira. Piu venceu todas as etapas da Diamond League que disputou. No domingo 23, na etapa da Polônia, fez 46s43, então o melhor tempo do mundo dos 400m com barreiras no ano.</p>
<p>Alison chega agora como líder à final da Diamond League, que será nos dias 4 e 5 de setembro, em Bruxelas, na Bélgica, onde buscará seu terceiro título do circuito.</p>
<p>Mas a conquista de Alison traz outro componente importante para o esporte brasileiro. Antes desse recorde mundial, o último estabelecido por um atleta do país foi há quase 28 anos. Ronaldo da Costa correu os 42,195 km da Maratona de Berlim com o tempo de 2h06min05s em 20 de setembro de 1998.</p>
<p>Antes dele, João do Pulo estabeleceu o recorde mundial do salto triplo: 17,89 metros registrados em 15 de outubro de 1975, nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México. Ele foi o terceiro brasileiro a chegar a um recorde mundial no atletismo, depois de Adhemar Ferreira da Silva, em 1950, e Nelson Prudêncio, em 1968, ambos também no salto triplo.</p>
<p>Ou seja, Alison é o quinto brasileiro da história a estabelecer um recorde mundial no atletismo.</p>
<p>Na maratona, vale destacar que neste ano, em abril, o queniano Sabastian Sawe quebrou o recorde mundial, estabelecendo incríveis 1h59min30s na Maratona de Londres, tornando-se o primeiro atleta a correr oficialmente a clássica distância abaixo de duas horas.</p>
<h2>O recorde de Alison em Zurique</h2>
<p>Campeão mundial e duas vezes medalhista olímpico, Alison acumula títulos e algumas das marcas mais rápidas já registradas nos 400m com barreira (ele também disputa os 400m rasos). Nesta quinta, ele largou bem, na raia 6. Ganhou velocidade rapidamente e manteve um ritmo constante. Passou com segurança pelas últimas barreiras e seguiu forte até a chegada, cruzando a linha com uma vitória inconteste.</p>
<p>Warholm foi o segundo colocado. Outro brasileiro, Matheus Lima, ficou com a quarta posição.</p>
<h2>As marcas de Piu</h2>
<p>Confira os melhores tempos da carreira de Alison dos Santos nos 400m com barreiras:</p>
<p>Os recordes pessoais de Piu incluem 44s38 nos 400m rasos e 33s01 nos 300m com barreiras.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as3KXQyfrYePhw6LT.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram/ Diamond League Athletics</media:credit>
        <media:title>alison-dos-santos-zurique</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Barcelona anuncia Kerolin em negociação recorde do futebol feminino brasileiro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/barcelona-anuncia-kerolin-em-negociacao-recorde-do-futebol-feminino-brasileiro</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/barcelona-anuncia-kerolin-em-negociacao-recorde-do-futebol-feminino-brasileiro?feed=Esporte</guid>
      <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A atacante Kerolin é a nova jogadora do Barcelona. Anunciada pelo clube catalão nesta terça-feira (4), a contratação da titular da seleção brasileira tornou-se a maior transferência da história envolvendo uma jogadora do futebol feminino brasileiro.</p>
<p>Segundo estimativas da imprensa espanhola e britânica, o Barcelona pagou 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 7 milhões) ao Manchester City para contratar Kerolin. O valor supera o recorde anterior, que pertencia à atacante Amanda Gutierres. Em outubro de 2025, o Boston Legacy, dos Estados Unidos, desembolsou US$ 1,1 milhão (R$ 5,89 milhões na cotação da época) ao Palmeiras para contratar a brasileira.</p>
<p>Kerolin assinou contrato com o Barcelona até 2030. Em comunicado oficial, o clube destacou a capacidade da atacante de decidir partidas por meio do drible, da velocidade e da eficiência nas finalizações.</p>
<p>"Kerolin Nicoli é uma das jogadoras de ataque mais empolgantes do futebol mundial. Sua chegada traz uma atleta capaz de fazer a diferença no terço final do campo, graças à sua excepcional habilidade no drible, velocidade e faro de gol", afirmou o Barcelona.</p>
<p>A transferência também estabeleceu novos recordes para os dois clubes. Para o Manchester City, a negociação representa a maior venda da história da equipe feminina.</p>
<p> Já o Barcelona realizou o maior investimento de sua história no futebol feminino, superando a contratação da inglesa Keira Walsh, em 2022. Na ocasião, o clube espanhol pagou 460 mil euros (cerca de R$ 2,56 milhões na cotação da época) à equipe inglesa.</p>
<p>"O acerto com Kerolin Nicoli é uma nova demonstração da ambição do FC Barcelona. O clube segue apostando em reunir as melhores jogadoras do cenário internacional para se manter na elite do futebol mundial e continuar trilhando o caminho da excelência", acrescentou o clube.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as8xuLltwdW4edLRS.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Kerolin durante treino da Seleção Brasileira Feminina "/>
<p>Aos 26 anos, Kerolin chega ao Barcelona após conquistar a Copa da Inglaterra e o Campeonato Inglês pelo Manchester City. Com o título da Women's Super League, tornou-se a primeira brasileira campeã da principal liga feminina da Inglaterra.</p>
<p>Revelada nas categorias de base do Valinhos, no interior de São Paulo, Kerolin estreou profissionalmente pela Ponte Preta. A atacante também defendeu Corinthians, Palmeiras, Madrid CFF e North Carolina Courage antes de atuar pelo Manchester City.</p>
<p>Titular da seleção brasileira comandada por Arthur Elias, Kerolin é uma das cotadas para disputar a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.</p>
<p>*Com informações da Agência Brasil.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asb76HLZMoCZj8n9z.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Thais Magalhães/CBF</media:credit>
        <media:title>52801617206_16b05b7949_o</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Projeto de ícone da maratona no Brasil prepara jovens corredores para o alto rendimento</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/icone-da-maratona-prepara-jovens-corredores</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/icone-da-maratona-prepara-jovens-corredores?feed=Esporte</guid>
      <pubDate>Sun, 02 Aug 2026 19:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Único maratonista brasileiro a conquistar uma medalha olímpica,  Vanderlei Cordeiro de Lima  lançou um projeto de longo prazo que visa  preparar jovens corredores para o alto rendimento . Foram selecionados dez talentos, com idades entre 17 e 23 anos, de diferentes partes do país. A expectativa é vê-los atingir índices que os façam brilhar em grandes competições internacionais no futuro.</p>
<p>Batizada de Corre do Amanhã, a iniciativa une os esforços do  Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima (IVCL)  e da  Olympikus , idealizadores do projeto, que dá largada neste mês de agosto. </p>
<p>Os dez integrantes da equipe (quatro mulheres e seis homens) começam a preparação no Centro Esportivo de Alto Rendimento (Cear), em Campinas (SP), sob orientação de  Ricardo D'Angelo , técnico responsável pelo time e gestor do IVCL.</p>
<p>Além do trabalho esportivo, os jovens corredores terão acesso a acompanhamento médico, psicológico, nutricional e social, bolsa de estudos, alojamento, e acesso à infraestrutura do Cear, com quem o IVCL tem parceria. Outro benefício é a oferta de um programa de medicina desenvolvido com outro apoiador, a Unimed Campinas.</p>
<p>Entre setembro e dezembro de 2025, formou-se uma primeira turma com quatro competidores, que despontavam como  promessas na corrida de fundo . No primeiro semestre, os responsáveis pelo projeto percorreram as cinco regiões do Brasil em busca de mais atletas.</p>
<p>Na segunda etapa do processo seletivo, que envolveu 370 inscrições, foram preenchidas seis vagas, anunciadas no fim de julho. As seletivas foram realizadas em Porto Alegre (RS), Campinas, Manaus (AM), Recife (PE) e Cuiabá (MT).</p>
<h2>Os dez atletas do Corre do Amanhã</h2>
<p>Os candidatos foram avaliados com base em critérios como ranking nacional, marcas pessoais, histórico esportivo e desempenho técnico. Os selecionados são:</p>
<p>"O Brasil sempre revelou grandes corredores, mas  muitos talentos acabaram ficando pelo caminho por falta de oportunidade e estrutura . O Corre do Amanhã nasceu para mudar essa realidade, oferecendo condições para que esses jovens possam desenvolver todo o seu potencial com planejamento, acompanhamento e visão de longo prazo", afirma Ricardo D'Angelo, treinador de Vanderlei por muito tempo e que esteve com ele nos preparativos para os  Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, quando o brasileiro conquistou a medalha de Bronze na maratona (42,195 km) .</p>
<p>Para Vanderlei, o projeto representa a continuidade de uma trajetória construída dentro das pistas e das ruas. Ele comentou os trabalhos com a primeira turma (formada por Cael, Ana Laura, Gustavo e Mateus). </p>
<p>“É bonito ver como cada um deles carrega a mistura de disciplina e vontade de crescer. Poder trocar experiência com eles, contar um pouco do que vivi e ver esse aprendizado se transformando em resultado no dia a dia é algo que me realiza muito”, contou.</p>
<p>Ícone no universo da corrida e do atletismo, Vanderlei festeja a formação da equipe. “Com a chegada dos seis novos integrantes, estamos completando um ciclo importante; um grupo maior, mais forte, pronto para escrever suas próprias histórias dentro do atletismo brasileiro", declarou.</p>
<h2>Quantos são os corredores no país?</h2>
<p>O Brasil vive um  boom  de corridas de rua. Um estudo encomendado pela Olympikus mostrou que houve um aumento de dois milhões de corredores no ano passado, fazendo com que esse público atinja  15 milhões de pessoas que correm ao menos uma vez por semana . </p>
<p>De acordo com essa pesquisa, a atividade física é a quarta mais praticada no país, atrás de caminhada (39% das respostas), musculação (25%) e futebol (16%). A corrida ficou com 14%.</p>
<p>Com tamanho contingente e popularidade, seria de se esperar que despontassem talentos para as modalidades de alto rendimento. Mas os resultados não estão atingindo os níveis dos grandes corredores no mundo.</p>
<p>“A atual geração tem muito mais acesso para fazer esporte, principalmente na corrida. Tem potencial. Mas o mundo virtual tira um pouco do foco. É preciso buscar as ferramentas certas para que eles tenham mais determinação e comprometimento”, diz Vanderlei.</p>
<p>Ricardo reforça o valor de treinamento seguindo uma metodologia própria para o alto rendimento. E ressalta que paciência também é necessária, o que o medalhista corrobora. “Essa é uma geração que quer resultados, mas não querem processos. Resultados expressivos vêm depois de sete anos”, emendou.</p>
<p>Por isso, o projeto se volta ao longo prazo. Ricardo explica que, no curto prazo, bons  resultados nas provas nacionais devem vir entre dois e três anos.  De quatro a cinco anos, a expectativa é ver a equipe alcançar boas marcas nas provas sul-americanas. E,  entre sete e oito anos, os atletas do Corre do Amanhã podem obter índices competitivos no calendário global .</p>
<p>Se os atletas que já iniciaram essa jornada se prepararem bem e os cálculos se cumprirem, eles podem almejar presença nos  Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032 .</p>
<h2>Como o Brasil perdeu espaço no cenário internacional</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asDg96S2Qtt8UzRuZ.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Ricardo D'Angelo e Vanderlei visam preparar atletas para se destacarem nas provas nacionais, depois nas competições sul-americanas e nas grandes disputas globais."/>
<p>“Em termos de massificação da corrida, o Brasil é um dos países do topo. Mas quando você olha para o alto rendimento, já estivemos nesse lugar. Hoje não produzimos o que tínhamos. Na América do Sul, colombianos, uruguaios, argentinos, chilenos, peruanos e equatorianos estão na nossa frente”, avalia Ricardo.</p>
<p>Um dos principais fatores para isso é a falta de oportunidade para os talentos que surgem. Segundo ele, para a grande maioria não há estruturas que os preparem para o alto rendimento. Há provas, por exemplo, em que as distâncias não são exatas, o que não permite medir o nível técnico. Mesmo sistemas de cronometragem apresentam erros e falhas.</p>
<p>“O atleta que não conta com estrutura para se preparar acaba correndo no final de semana para ganhar dinheiro. E, se correr muitas dessas provas, não há probabilidade de sustentar o alto rendimento.  O Vanderlei corria apenas duas maratonas por ano ”, conta o técnico.</p>
<p>Oportunidade é uma palavra importante, nesse sentido. Um dos atletas do projeto era carregador de feira. Seu talento foi descoberto e agora é hora de preparar seu futuro.</p>
<p>No mesmo dia em que os novos integrantes da equipe foram anunciados, foi lançado um  documentário , produzido pela Olympikus, que revisita um dos momentos mais marcantes da carreira de Vanderlei: a maratona nos Jogos de Atenas, na qual  teve a liderança prejudicada ao ser atacado por um irlandês , que invadiu o percurso em um momento transmitido ao vivo para o mundo.</p>
<p>Quase duas décadas depois, ele retornou à capital grega para correr mais uma vez os 42 km. O documentário mostra sua participação na Maratona de Atenas dezenove anos depois do bronze olímpico. Aos 54 anos, Vanderlei completou o percurso em 2h54min29s.</p>
<h2>O legado de Vanderlei Cordeiro de Lima</h2>
<p>Nascido em Cruzeiro do Oeste (PR), Vanderlei começou a correr ainda criança. Ele ajudava os pais nas lavouras de café e cana-de-açúcar e, aos 11 anos, ganhou seu primeiro par de tênis, começando a participar de competições na escola. Incentivado por um professor de educação física,  ele passou a se dedicar ao atletismo aos 14 anos . Disputou sua primeira corrida oficial em 1985, antes de iniciar a carreira profissional em São Paulo, em 1988.</p>
<p>Em 1998, Vanderlei terminou a  Maratona de Tóquio em segundo lugar com a marca de 2h08min31s , seu recorde pessoal. É o quarto melhor tempo dentre os atletas brasileiros.</p>
<p>Para os Jogos de Atenas, Vanderlei chegou com boas expectativas, já que tinha vencido a Maratona de Hamburgo e tinha feito uma preparação específica para o percurso olímpico. A estratégia combinada com Ricardo D’Angelo era acelerar em momentos determinados da prova.</p>
<p>Durante o percurso, ele percebeu que os favoritos estavam se marcando e decidiu atacar antes do planejado. Por volta do quilômetro 20, Vanderlei assumiu a liderança. Aos poucos, foi abrindo vantagem sobre o pelotão perseguidor e chegou a ter cerca de 50 segundos de vantagem.</p>
<p>Com pouco mais de 6 km para o fim, seguia para uma conquista inédita: seria o primeiro brasileiro campeão olímpico da maratona. Foi então que o ex-padre irlandês Cornelius (Neil) Horan invadiu o percurso e agarrou Vanderlei,  empurrando-o para fora da pista .</p>
<p>O brasileiro ficou preso por alguns segundos até ser ajudado por um espectador, que afastou o invasor. Mais do que o tempo perdido, Vanderlei teve o ritmo e a concentração quebrados em uma etapa decisiva da prova.</p>
<p>Pouco depois, o italiano Stefano Baldini assumiu a liderança. Em seguida, o norte-americano Meb Keflezighi também ultrapassou o brasileiro. Vanderlei resistiu até o fim e cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, com o tempo de 2h12min11s. Baldini conquistou o Ouro em 2h10min55s, e Keflezighi ficou com a Prata em 2h11min29s.</p>
<p>Ao entrar no estádio Panatenaico, Vanderlei comemorou o resultado com os  braços abertos, em celebração , o que emocionou o público. Meses depois, o  Comitê Olímpico Internacional  lhe concedeu a  Medalha Pierre de Coubertin , uma das mais altas honrarias do movimento olímpico, em reconhecimento ao espírito esportivo demonstrado diante da adversidade.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asYjUDcxr9IwziwfN.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Buena Onda/ Schari Kozak</media:credit>
        <media:title>Corre-Amanhã-Vanderlei</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>