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    <title>Global South World Brasil - Eleição</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>A nova liderança da ONU está entre cinco latinos e um africano. Até o momento</title>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Já começou a disputa pela sucessão do português António Guterres, secretário-geral da ONU, cujo mandato se encerra no fim deste ano. Na corrida, estão apenas candidatos do Sul Global. São cinco latino-americanos e um africano na busca pelo posto. Ou quatro mulheres e dois homens. Ao menos, até o momento. Na Carta da ONU, espécie de estatuto da organização, o artigo 97 estabelece que o secretário-geral é nomeado pela Assembleia Geral, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Não há regras sobre inscrições, prazos ou número de candidatos.</p>
<p>Os seis postulantes que já se apresentaram são Michelle Bachelet (ex-presidente do Chile), María Fernanda Espinosa (equatoriana que foi presidente da Assembleia Geral da ONU), Rafael Grossi (argentino é o atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica), Rebeca Grynspan (costa-riquenha que é hoje a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, a UNCTAD), Carolyn Rodrigues-Birkett (ex-chanceler da Guiana) e Macky Sall (ex-presidente do Senegal). Eles participaram, na quinta-feira, 23, do primeiro debate entre candidatos que foi transmitido pela internet.</p>
<p>Dentro de uma semana, os 15 integrantes do Conselho de Segurança devem se reunir a portas fechadas para analisar os nomes postos à mesa. Embora não existam favoritos por enquanto, pelo que se nota hoje nos bastidores da ONU, comenta-se que, em oito décadas de existência da ONU, nenhuma mulher ocupou o cargo de secretário-geral. Algumas entidades da sociedade civil que gravitam em torno da organização vêm defendendo que a sucessão de Guterres represente também esse marco histórico.</p>
<p>Em meio a isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria defendendo a candidatura do ítalo-suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao cargo. A informação é do New York Post. Os dois se aproximaram por causa da Copa do Mundo. E vale lembrar que Infantino entregou a Trump o “Prêmio da Paz da Fifa”. Não se sabe quanto disso pode se tornar realidade. Pelas regras da ONU, porém, Infantino poderia entrar na disputa até mesmo nos 45 minutos do segundo tempo dessa disputa.</p>
<p>O novo líder da ONU enfrentará tarefas desafiadoras. Afinal, a organização enfrenta crise financeira e de confiança – com o próprio Trump atuando fortemente nesse sentido. Mas mesmo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva já questionou o papel hoje da ONU diante dos impasses em relação a conflitos da atualidade, como a destruição que vem ocorrendo na Faixa de Gaza desde que Israel lançou sua ofensiva militar em resposta aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns no sul do país.</p>
<h2>Confira alguns temas do debate:</h2>
<p>Como enfrentar guerras e um Conselho de Segurança frequentemente paralisado</p>
<p>O primeiro bloco foi dominado pela discussão sobre o papel do secretário-geral diante de conflitos em que o Conselho de Segurança permanece dividido, como Gaza e a crise no Estreito de Ormuz. Apesar de nuances diferentes, todos concordaram que o ocupante do cargo precisa ser mais ativo politicamente e não pode se limitar às resoluções do Conselho.</p>
<p>Michelle Bachelet (Chile)  defendeu que o secretário-geral use todos os instrumentos previstos na Carta da ONU, como mediação, bons ofícios e enviados especiais, insistindo na negociação mesmo quando as chances de sucesso parecem pequenas. Ao ser questionada sobre Gaza, afirmou que a autoridade moral continua sendo indispensável, mas precisa ser acompanhada de presença em campo e da busca permanente por aliados e alternativas diplomáticas, incluindo maior uso da Assembleia Geral quando o Conselho estiver bloqueado.</p>
<p>Rafael Grossi (Argentina)  afirmou que o problema não é a falta de instrumentos, mas a capacidade do secretário-geral de utilizá-los com credibilidade. Defendeu uma postura imparcial — que, segundo ele, não significa neutralidade passiva — e disse que o líder da ONU precisa ouvir todas as partes, compreender as causas dos conflitos e apresentar soluções concretas. Citou sua experiência à frente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que conseguiu manter inspetores em uma usina nuclear em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.</p>
<p>Rebeca  Grynspan (Costa Rica)  argumentou que o trabalho do secretário-geral começa justamente quando o Conselho de Segurança entra em impasse. Como exemplo, lembrou sua participação no acordo que permitiu a exportação de grãos pelo Mar Negro durante a guerra na Ucrânia e defendeu atuação precoce para evitar que conflitos regionais provoquem crises globais, como alta dos alimentos e da energia.</p>
<p>Como reformar uma ONU criticada por ser lenta, cara e pouco eficiente</p>
<p>Este bloco revelou consenso sobre a necessidade de reformas, mas diferenças quanto às prioridades.</p>
<p>María Fernanda Espinosa (Equador)  propôs uma transformação estrutural da organização. Defendeu uma ONU mais enxuta, moderna e orientada por resultados, mas afirmou que a reforma precisa ir além de cortes orçamentários. Segundo ela, o desafio é criar um novo modelo de gestão que integre paz, desenvolvimento e direitos humanos, reduzindo a fragmentação entre áreas que hoje trabalham de forma isolada.</p>
<p>Macky Sall (Senegal)  concentrou sua fala na governança interna. Disse que a organização acumula cerca de 40 mil mandatos e 27 mil reuniões anuais, o que exige revisão profunda dos métodos de trabalho. Para ele, a ONU precisa provar seu impacto e recuperar a confiança dos Estados-membros por meio de maior transparência e prestação de contas.</p>
<p>Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana)  destacou a necessidade de fortalecer a Secretaria da ONU com mais tecnologia, melhor gestão e maior representatividade geográfica entre os funcionários. Também defendeu dar continuidade às reformas já iniciadas e aproximar a administração das necessidades dos países.</p>
<p>Já  Michelle Bachelet ,  Rebeca  Grynspan  e  Rafael Grossi  convergiram na defesa de uma ONU mais ágil e eficiente, mas alertaram que a busca por economia não pode enfraquecer a capacidade operacional da organização.</p>
<p>Os novos desafios da ONU</p>
<p>Os candidatos discutiram inteligência artificial, mudanças climáticas, pandemias, financiamento e o crescente peso do setor privado nas decisões globais.</p>
<p>Rafael Grossi  chamou atenção para a inteligência artificial. Ele afirmou que seria um erro copiar para a IA o modelo de fiscalização usado pela AIEA para a energia nuclear. Como os sistemas de IA são desenvolvidos por empresas e distribuídos em diversas jurisdições, defendeu uma plataforma internacional de cooperação para estabelecer regras comuns sem frear a inovação.</p>
<p>María Fernanda Espinosa  afirmou que a mudança climática deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a influenciar conflitos, migrações, insegurança alimentar e crises humanitárias. Para ela, a principal falha não está na falta de conhecimento ou acordos internacionais, mas na implementação das medidas já aprovadas e no financiamento da adaptação climática.</p>
<p>Rebeca  Grynspan  defendeu que a ONU passe a trabalhar de forma mais integrada com governos locais, organizações da sociedade civil, universidades e empresas. Disse que a instituição precisa deixar de ser "orientada pela oferta" e passar a responder às demandas dos países, fortalecendo a atuação no terreno e ampliando o uso da inteligência artificial em áreas como prevenção de crises e proteção de populações vulneráveis.</p>
<p>Michelle Bachelet  e  Macky Sall  também destacaram que o secretário-geral deve atuar como articulador entre governos, setor privado e comunidade científica para enfrentar desafios globais que nenhum país consegue resolver sozinho, enquanto Rodrigues-Birkett defendeu regras internacionais para garantir que a IA estimule a inovação sem comprometer direitos e empregos.</p>
<h2>Quem já comandou a ONU antes</h2>
<p>Veja secretários-gerais desde 1946</p>
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        <media:title>Debate da ONU</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Comício de Flávio Bolsonaro junta Milei, Netanyahu e animação em IA do pai preso</title>
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      <pubDate>Sun, 26 Jul 2026 14:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro enfrentou semanas difíceis nos últimos meses. Viu seu nome ligado a um ex-banqueiro que é pivô de um dos maiores escândalos financeiros do país, foi acusado pela madrasta Michelle Bolsonaro de desrespeitá-la (ela recentemente aceitou suas desculpas) e se enrolou no último tarifaço decretado pelo presidente Donald Trump contra o Brasil.</p>
<p>Na tarde do último sábado, dia 25, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro quis mostrar que tudo isso é parte do passado. Junto com seu partido e aliados, ele deu uma demonstração de força na convenção que lançou oficialmente sua candidatura em um grande evento em São Paulo.</p>
<p>Além das já esperadas participações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), respectivamente os governantes do maior e mais rico estado e da maior e mais rica cidade do país, de políticos de relevância nacional e regional, o time de Flávio Bolsonaro preparou algumas surpresas. O principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na América Latina, o presidente Javier Milei surgiu pessoalmente diante de uma multidão de militantes que lotava a na Arena Pacaembu, um espaço com capacidade para juntar 7 000 pessoas.</p>
<h2>"Lixo careca"</h2>
<p>Em seu discurso, ele exaltou sua amizade com Jair Bolsonaro, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e atualmente em prisão domiciliar, e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”. Milei criticou particularmente a decisão do ministro em negar sua visita ao ex-presidente, em prisão domiciliar.  “Quando Lula esteve preso, ele recebeu a visita de diversos líderes internacionais, entre eles Alberto Fernandez”, disse Milei,  referindo-se a seu antecessor – e rival político.</p>
<p>Fiel a seu estilo histriônico, Milei se deixou fotografar ao lado de Flávio Bolsonaro exibindo a camisa da seleção argentina e, à falta de sua peculiar motosserra – seu símbolo de austeridade econômica – , apareceu em uma imagem junto com Flávio em que o candidato mostrava uma tesoura de podar arbustos de brinquedo. A presença de Milei é emblemática do atual momento em que vários países da América da Sul se movimentam em direção à direita em sucessão a governos de esquerda, como Chile, Equador e Colômbia.</p>
<h2>Participações em vídeo</h2>
<p>Uma segunda surpresa surgiu nos telões de vídeo logo após a exibição de uma produção um tanto quanto macabra feita por IA de Jair Bolsonaro (o ex-presidente está proibido de pronunciar-se sobre qualquer assunto sem autorização judicial). Por meio de um vídeo gravado em seu gabinete em Tel Aviv, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu saudou o candidato, deixando claros seus laços de amizade com o clã político brasileiro: “Flávio, meu amigo, quero parabenizá-lo pelo lançamento oficial da sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil, um grande campeão da amizade entre nossos povos, e eu sei que você levará o Brasil a patamares mais elevados. Parabéns.”</p>
<p>Encerrado o evento, o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou uma nota oficial em resposta ao ataque de Javier Milei a Alexandre de Moraes. ⁠Fachin classificou a menção do argentino como desrespeitosa,⁠  ⁠defendeu que a decisão de Moraes foi um ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis brasileiras e ⁠reafirmou a autonomia e independência do Poder Judiciário brasileiro. E usou palavras duras em sua conclusão: “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados.”</p>
<h2>Pesquisa eleitoral</h2>
<p>A última pesquisa do Datafolha divulgada no mesmo dia do comício gigante dos Bolsonaro, aponta uma disputa acirradíssima para o segundo turno, com Flávio apenas 5 pontos atrás de Lula (enquanto o primeiro detém 43% das preferências, o incumbente lidera com 48% das intenções de voto). A eleição que levou Lula ao Planalto pela terceira vez foi definida por uma margem de apenas 2 milhões de votos, o que corresponde a pouco mais de 1% do total. O grande show político armado pela direita brasileira no Pacaembu demonstrou que a campanha eleitoral brasileira será repleta de emoções.</p>
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        <media:title>Flavio Bolsonaro e Javier Milei</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições no Peru: Keiko Fujimori alcança vantagem irreversível e oposição contesta urnas</title>
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      <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O processo eleitoral para a presidência do Peru entrou na fase final de apuração das urnas. Com 99,8% das atas processadas pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), a candidata Keiko Fujimori (Fuerza Popular) atingiu uma diferença de aproximadamente 40 mil votos sobre o deputado Roberto Sánchez (Juntos por el Perú), uma margem que as autoridades eleitorais classificam como estatisticamente irreversível para alteração do resultado.</p>
<p>Após a divulgação dos dados parciais na noite de terça-feira, 23, o candidato Roberto Sánchez fez pronunciamentos públicos em que afirmou não aceitar o resultado sob a configuração atual. Sánchez alega a existência de inconsistências na contagem dos votos e demanda a auditoria e anulação de seções eleitorais específicas, com foco nos votos provenientes do exterior.</p>
<p>Sánchez, que exerceu o cargo de ministro durante a gestão do ex-presidente Pedro Castillo, argumenta que modificações logísticas implementadas para a votação de cidadãos fora do país alteraram o equilíbrio do pleito e informou que recorrerá a órgãos internacionais. A representação do Fuerza Popular, por sua vez, emitiu nota solicitando a validação institucional do trabalho dos órgãos eleitorais do país.</p>
<p>O Jurado Nacional de Eleições (JNE), instância máxima da justiça eleitoral no Peru, informou que as atas sob contestação — que somam mais de 80 mil votos — passam por análise técnica. O procedimento conta com o acompanhamento de missões de observação internacional.</p>
<p>A proclamação oficial do candidato eleito está prevista para ocorrer até a primeira quinzena de julho. O início do novo período presidencial está constitucionalmente previsto para o dia 28 de julho.</p>
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<h2>Oito presidentes em 10 anos</h2>
<p>A atual disputa ocorre em um ambiente de frequentes alterações na chefia do Executivo peruano. Desde o ano de 2016, o país teve oito presidentes devido à aplicação recorrente do mecanismo constitucional de "vacância por incapacidade moral permanente" pelo Congresso Nacional. </p>
<p>A última transição formal ocorreu após a destituição de Dina Boluarte, o que levou à presidência interina de José María Balcázar até a realização do pleito atual.</p>
<p>Início: 28 de julho de 2016</p>
<p>Término: 23 de março de 2018</p>
<p>Motivo da saída: Renunciou ao cargo após a divulgação de vídeos que sugeriam compra de votos no Congresso para evitar um processo de impeachment, em meio a investigações sobre ligações com a empreiteira Odebrecht.</p>
<p>Início: 23 de março de 2018</p>
<p>Término: 9 de novembro de 2020</p>
<p>Motivo da saída: Foi destituído pelo Congresso Nacional sob o argumento de "incapacidade moral permanente", decorrente de alegações de recebimento de suborno durante seu mandato como governador da região de Moquegua.</p>
<p>Início: 10 de novembro de 2020</p>
<p>Término: 15 de novembro de 2020</p>
<p>Motivo da saída: Renunciou ao cargo após cinco dias devido à eclosão de protestos sociais em massa em diversas cidades do país, que resultaram na morte de manifestantes e na perda de apoio político no Legislativo.</p>
<p>Início: 17 de novembro de 2020</p>
<p>Término: 28 de julho de 2021</p>
<p>Motivo da saída: Concluiu o mandato presidencial interino programado, transmitindo o cargo ao vencedor das eleições gerais regulares de 2021.</p>
<p>Início: 28 de julho de 2021</p>
<p>Término: 7 de dezembro de 2022</p>
<p>Motivo da saída: Foi destituído pelo Congresso por "incapacidade moral permanente" após anunciar publicamente em rede nacional um decreto de dissolução do Legislativo e a instituição de um governo de exceção.</p>
<p>Início: 7 de dezembro de 2022</p>
<p>Término: 10 de outubro de 2025</p>
<p>Motivo da saída: Teve a vacância aprovada pelo Congresso do Peru sob a justificativa de "incapacidade moral", encerrando um período marcado por protestos sociais e investigações internas sobre sua gestão.</p>
<p>Início: 10 de outubro de 2025</p>
<p>Término: 17 de fevereiro de 2026</p>
<p>Motivo da saída: Foi destituído após quatro meses no cargo. Jerí é investigado pelo Ministério Público em dois casos de suposto tráfico de influência.  </p>
<p>Início: Fevereiro de 2026</p>
<p>* Atual presidente interino responsável por guiar a transição governamental até a posse da nova liderança eleita.</p>
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        <media:title>AFP__20260412__A7JM63N__v1__HighRes__PeruElectionVote</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>"El Tigre": o outsider que encerrou o experimento de esquerda na Colômbia</title>
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      <pubDate>Mon, 22 Jun 2026 23:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A vitória de Abelardo de la Espriella por menos de 250 mil votos interrompe a breve experiência colombiana de ser governada pela esquerda. O advogado de 47 anos, filiado ao Movimento de Salvação Nacional e estreante em cargos públicos derrotou o senador Iván Cepeda – candidato de Gustavo Petro – no segundo turno deste domingo, 21. A posse está marcada para 7 de agosto.</p>
<p>No discurso logo após a contagem preliminar dos votos, o ultraliberal adotou tom mais comedido do que o habitual e prometeu respeitar a Carta de 1991, afastando a ideia de uma nova Assembleia Constituinte.</p>
<p>“Serei o presidente de todos os colombianos. Vou governar para todos. Esta será a pátria de todos os colombianos, de todas as religiões, a pátria de todas as comunidades ancestrais, de todos os jovens, avós, agricultores, empreendedores. Uma pátria de todos, para todos”, disse, diante de milhares de apoiadores em Barranquilla.</p>
<p>A transição é que não deve ser pacífica. Iván Cepeda e Gustavo Petro já anunciaram que vão contestar o resultado em cerca de 33 mil urnas durante o escrutínio oficializado pelos juízes eleitorais, apontando supostas inconsistências na contagem rápida de domingo e alegando "ingerência estrangeira" no pleito. </p>
<h2>Da candidatura relâmpago à Casa de Nariño</h2>
<p>Abelardo Gabriel de la Espriella Otero nasceu em Bogotá em 31 de julho de 1978, mas cresceu em Montería, no Caribe colombiano. É casado com Ana Lucía Pineda Aruachan, com quem tem quatro filhos: Lucía, Salvador, Filippo e Francesca. Fora dos tribunais e dos palanques, cultiva seu lado artístico cantando vallenato, a música folclórica tradicional da região caribenha.</p>
<p>Antes de se lançar à presidência, construiu carreira como advogado de causas consideradas complexas. Defendeu desde figuras do entretenimento e do futebol até nomes ligados ao paramilitarismo, escândalos financeiros (como o esquema de pirâmide DMG) e o empresário e ex-ministro da Indústria e da Produção Nacional da Venezuela Alex Saab, apontado como operador financeiro de Nicolás Maduro.</p>
<p>Embora adote o discurso de “defensor da pátria”, De la Espriella tem uma trajetória marcada pelo trânsito internacional: possui três cidadanias (colombiana, italiana e americana), viveu em Miami e é filiado ao Partido Republicano nos Estados Unidos. Declarava-se ateu até 2020, quando se converteu ao cristianismo após uma perda familiar, transformando os valores cristãos em um dos pilares de sua retórica.</p>
<p>A entrada na política foi gestada pelo atentado contra o jornalista e então pré-candidato Miguel Uribe Turbay, alvo de dois tiros na cabeça em Bogotá em 7 de junho de 2025. Ele faleceu após mais de dois meses de internação.</p>
<p>O crime gerou um forte clamor público por segurança. Aproveitando a onda de indignação, De la Espriella fundou o movimento Defensores de la Patria e, com o apoio do Movimento de Salvação Nacional, lançou uma campanha que reuniu 4,8 milhões de assinaturas para registrar sua candidatura independente.</p>
<p>O lançamento oficial da campanha ocorreu em novembro de 2025, em uma casa de shows lotada em Bogotá. O projeto, que inicialmente enfrentou a fragmentação do espectro conservador, ganhou força definitiva com a escolha do vice: José Manuel Restrepo. Ex-ministro da Economia de Iván Duque, Restrepo trouxe respeitabilidade técnica à chapa e acalmou o mercado financeiro.</p>
<h2>Cartilha da nova direita</h2>
<p>A imagem de outsider foi o principal capital eleitoral de De la Espriella. A estratégia tem parentesco direto com a de outros líderes da nova direita latino-americana. O apelido "El Tigre" nasceu de uma frase do ex-presidente Álvaro Uribe, que disse em 2024 que a Colômbia precisava de "um tigre" no poder –  uma analogia ao leão de Javier Milei na Argentina e à águia de Donald Trump nos Estados Unidos. </p>
<p>Em comícios, ele encerra os discursos levando a mão ao cenho e gritando "Firme pela pátria!", gesto militar repetido por apoiadores.</p>
<p>Uma das maiores forças visuais da campanha foi a apropriação da camisa amarela da seleção colombiana de futebol como uniforme não oficial. Apoiadores foram às urnas vestindo peças com os nomes de ídolos como James Rodríguez e Luis Díaz.</p>
<p>O fenômeno guarda um paralelo direto com a direita brasileira, que transformou a camisa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em seu principal símbolo de identidade política e nacionalismo estético nas ruas.</p>
<p>De la Espriella ancora seu programa de governo em uma agenda de segurança pública de linha-dura. Entre as principais medidas estão uma ofensiva militar contra o crime organizado, a construção de dez megaprisões, a erradicação química de plantações de coca, o bombardeio de acampamentos de grupos armados e a autorização para derrubar aviões e embarcações suspeitos de transportar drogas. </p>
<p>Na economia, o candidato prometeu reduzir o tamanho do Estado, cortar impostos corporativos e retomar de forma agressiva a exploração de petróleo, gás e mineração.</p>
<h2>O novo mapa sul-americano </h2>
<p>A vitória de De la Espriella consolida uma mudança na geopolítica da América do Sul. A região, que há poucos anos vivia uma "nova onda rosa" de governos de esquerda, agora testemunha o avanço de uma direita reformulada.</p>
<p>Com o atual cenário, a direita governará seis países na América do Sul: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Paraguai.</p>
<p>À esquerda estão cinco países: Brasil, Guiana, Suriname, Uruguai e Venezuela.</p>
<p>Já o Peru tem apuração em curso entre o candidato de esquerda Roberto Sánchez e a rival de direita Keiko Fujimori, que lidera a disputa.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Candidato de extrema direita vence eleição na Colômbia</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/candidato-de-extrema-direita-vence-eleicao-na-colombia</link>
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      <pubDate>Mon, 22 Jun 2026 00:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia, realizado no domingo, 21, derrotando o senador de esquerda Iván Cepeda, da coalizão governista Pacto Histórico. Com a apuração preliminar praticamente concluída (mais de 99% das urnas), o resultado oficial apontou uma diferença de menos de 1% entre os dois candidatos. </p>
<p>Segundo os resultados apurados até 21 horas de ontem, Abelardo de la Espriella teve 49,65% dos votos (cerca de 12,94 milhões), enquanto Iván Cepeda registrou 48,70% dos votos (cerca de 12,70 milhões). Os votos em branco contabilizaram aproximadamente 1,6% do total.</p>
<p>Em uma das eleições mais acirradas e polarizadas já disputadas no país, o segundo turno teve uma participação recorde de eleitores, com o contingente de votantes atingindo a marca histórica de 63,52%, um sinal de alto engajamento e a forte divisão da sociedade colombiana.</p>
<h2>Questionamentos e tensão</h2>
<p>O atual presidente, Gustavo Petro, e aliados de Iván Cepeda adotaram uma postura de cautela diante dos resultados preliminares. Petro utilizou suas redes sociais para apontar supostas irregularidades em alguns boletins de urna, afirmando que alguns documentos careciam de assinaturas dos jurados de votação.</p>
<p>"Não se pode proclamar nenhum presidente antes do escrutínio oficial (voto a voto) determinado pelos juízes. A realidade nos dá um país dividido ao meio", declarou  Petro.</p>
<p>Embora De la Espriella já tenha sido amplamente apontado como o vencedor pelos meios de comunicação e analistas internacionais, o clima institucional nos próximos dias exige atenção enquanto as autoridades eleitorais finalizam a contagem oficial definitiva.</p>
<h2>Apoio de Trump</h2>
<p>Apelidado de "O Tigre", Abelardo de la Espriella é um advogado milionário e se projeta politicamente como um outsider, alguém de fora da política tradicional. Com uma plataforma fortemente focada em segurança pública e no combate rigoroso a organizações criminosas, ele recebeu o apoio explícito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p>
<p>A vitória de De La Espriella marca uma guinada radical da Colômbia  à direita, após quatro anos do governo de Gustavo Petro — o primeiro líder de esquerda na história do país, que constitucionalmente não podia disputar a reeleição.</p>
<h2>Desafios do novo presidente</h2>
<p>O vencedor assumirá o cargo no dia 7 de agosto de 2026 e enfrentará desafios imensos. O cenário econômico da Colômbia inspira cuidados, com baixo investimento privado e um crescimento abaixo das médias históricas pré-pandemia. Além disso, com um Congresso fragmentado e um país literalmente dividido ao meio, De la Espriella precisará de muita articulação se quiser aprovar suas reformas e implementar sua agenda de segurança sem desencadear uma onda de protestos sociais.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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