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    <title>Global South World Brasil - El Niño</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>El Niño ‘muito forte’, inclusive no Brasil, amplia alerta climático da ONU</title>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU especializada em clima, tempo e recursos hídricos, fez nesta quinta-feira, 3, um novo alerta sobre a intensidade do El Niño. O fenômeno deve continuar se fortalecendo nos próximos meses, atingir um nível muito forte e ampliar os riscos de eventos extremos em diferentes partes do mundo ao longo de 2027.</p>
<p>No Brasil, um boletim divulgado na terça-feira, 1, pelo Painel El Niño 2026-2027 aponta probabilidade superior a 90% de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro.</p>
<p>A avaliação divulgada pela OMM reforça o cenário de alerta. A organização considera excepcionalmente alta a probabilidade de o El Niño persistir até fevereiro de 2027 e prevê que ele atinja o pico de intensidade no fim deste ano.</p>
<p>Pacífico registra forte aquecimento</p>
<p>O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico na porção equatorial. Essas alterações interferem na circulação atmosférica e, consequentemente, nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.</p>
<p>As medições ajudam a explicar a preocupação atual. Segundo a OMM, as temperaturas da superfície do Pacífico ficaram 1,5 °C acima da média entre maio e junho e 2 °C acima em julho. Em agosto, as anomalias semanais variaram entre 2,2 °C e 2,6 °C.</p>
<p>Abaixo da superfície, o aquecimento é ainda maior. Em determinadas áreas, as temperaturas chegaram a mais de 8 °C acima da média.</p>
<p>A intensidade do El Niño, porém, não determina sozinha o tamanho de seus efeitos em cada país. Outros fatores climáticos regionais podem reforçar, reduzir ou modificar os impactos. A OMM destaca, por exemplo, que tanto o Atlântico Tropical Norte quanto o Sul devem permanecer com temperaturas acima da média.</p>
<p>Para os últimos três meses de 2026, a organização prevê temperaturas elevadas em todos os continentes, acompanhadas por alterações nos padrões de chuva.</p>
<p>Diante do cenário, a OMM iniciou a maior mobilização de sua história com serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais para reforçar a preparação, as previsões e os sistemas de alerta precoce.</p>
<p>Outro alerta: estamos prestes a ultrapassar o limite de aquecimento</p>
<p>O aviso sobre o El Niño veio um dia depois de outro alerta climático das Nações Unidas. Na quarta-feira, 2, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou um relatório que aponta que a humanidade está prestes a ultrapassar temporariamente o limite de 1,5 °C de aquecimento em relação ao período pré-industrial.</p>
<p>Mesmo no cenário mais favorável analisado pelo Pnuma, o aquecimento chegaria a um pico de aproximadamente 1,8 °C antes de começar a recuar. Em outros cenários, ultrapassaria 2 °C.</p>
<p>Isso não significa abandonar a meta de limitar o aquecimento a 1,5 °C, estabelecida pelo Acordo de Paris. Segundo a ONU, quanto menor for a elevação da temperatura e o período em que o planeta permanecer acima desse patamar, menores serão os riscos para a população e os ecossistemas.</p>
<p>O Pnuma defende, entre outras medidas, a redução acelerada da dependência de combustíveis fósseis, a expansão das fontes renováveis de energia, cortes nas emissões de metano e a recuperação de ecossistemas, como florestas e oceanos.</p>
<p>Os dois alertas tratam de fenômenos diferentes. O El Niño é um fenômeno natural e não é provocado pelo aquecimento global. A preocupação está nos efeitos de um episódio muito forte em um planeta que já registra temperaturas mais elevadas.</p>
<p>O que pode acontecer no Brasil</p>
<p>Por aqui, o alerta vem do Painel El Niño 2026-2027, iniciativa que reúne sete órgãos federais ligados ao monitoramento do clima, das águas e dos riscos de desastres.</p>
<p>Participam dele o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), responsável pelo monitoramento meteorológico do país; o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que realiza pesquisas e previsões sobre tempo e clima; e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que acompanha ameaças como secas, enchentes e deslizamentos.</p>
<p>Segundo o Painel, a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro supera 90%. O documento também cita projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), agência científica norte-americana responsável pelo monitoramento dos oceanos e da atmosfera, que calcula em 69% a possibilidade de o episódio de 2026/2027 ser o mais forte registrado desde 1950.</p>
<p>Os impactos previstos variam bastante pelo país. Para setembro, outubro e novembro, há maior probabilidade de chuvas acima da média no Sul e em partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul.</p>
<p>A maior preocupação é com a região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul. O boletim alerta para a possibilidade de chuvas intensas, grandes inundações e movimentos de massa, como deslizamentos.</p>
<p>O cenário é diferente no Norte e no Nordeste, onde são previstas chuvas abaixo da média. A mesma tendência aparece em partes de Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do território nacional.</p>
<p>Na Amazônia Legal, área que engloba nove estados, a combinação de menos chuva e temperaturas elevadas pode prolongar a estação seca, diminuir a disponibilidade de água e aumentar o risco de incêndios florestais. O Pantanal também exige atenção diante do risco de fogo.</p>
<p>O El Niño se intensifica em um momento em que parte do país já enfrenta falta de chuva. Em julho, 157 municípios brasileiros estavam em situação de seca severa. No Sudeste, algum grau de seca atingia 89% da região, quadro que pode se agravar caso a estação chuvosa comece mais tarde ou tenha volumes insuficientes.</p>
<p>No Nordeste, a seca também estava mais intensa e abrangente em julho de 2026 do que no mesmo mês de 2023. Dados da ANA indicavam seca moderada em 45% da região, ante 12% três anos antes.</p>
<p>Diante das projeções, o Painel recomenda que estados e municípios atualizem seus planos de contingência e reforcem o monitoramento e os sistemas de alerta. Para a população, a orientação é acompanhar as previsões meteorológicas e os avisos das Defesas Civis diante da possibilidade de eventos extremos nos próximos meses.</p>
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        <media:title>El Niño</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellón]]></dc:creator>
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      <title>El Niño pode elevar casos de dengue e chikungunya</title>
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      <pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde alertou estados e municípios para a possibilidade de aumento dos casos de dengue, chikungunya e outras arboviroses no Brasil ao longo do segundo semestre. As autoridades governamentais recomendam o planejamento antecipado de ações de vigilância e controle por parte das secretarias de saúde. A preocupação está relacionada à formação de um El Niño que pode alcançar intensidade elevada e produzir alterações de temperatura e chuva favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.</p>
<p>A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) confirmou em junho a formação do El Niño. Em julho, o órgão informou que o fenômeno estava se fortalecendo e calculou em 81% a probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.</p>
<p>Uma nota técnica do InfoDengue, sistema de alerta epidemiológico desenvolvido pela Fiocruz, prevê maior impacto sobre a transmissão de dengue nas regiões Sul e Sudeste, principalmente a partir de outubro. A projeção indica que o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.</p>
<p>O alerta ocorre apesar da redução observada neste ano. Até 20 de junho de 2026, o país havia contabilizado 392,8 mil casos prováveis de dengue, queda de 73% em comparação com o mesmo período de 2025. Os registros de chikungunya diminuíram 46%.</p>
<h2>Por que o El Niño aumenta o risco</h2>
<p>O El Niño é um fenômeno periódico provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos, as temperaturas e a distribuição das chuvas em diferentes partes do Brasil.</p>
<p>O fenômeno não causa dengue ou chikungunya diretamente. Mas temperaturas mais elevadas podem favorecer a presença e a atividade do Aedes aegypti, enquanto as chuvas aumentam a quantidade de recipientes com água parada nos quais a fêmea deposita seus ovos.</p>
<p>A seca também pode ampliar o risco quando leva a população a armazenar água em caixas, tonéis e outros reservatórios sem vedação adequada. Neste ano, a preocupação é maior porque as projeções apontam um El Niño mais intenso, com efeitos já no segundo semestre.</p>
<h2>Sintomas de dengue e chikungunya</h2>
<p>Dengue e chikungunya são doenças virais transmitidas principalmente pela picada do Aedes aegypti. Ambas podem causar febre, dor de cabeça, cansaço, náuseas, dores musculares e manchas na pele. Na dengue, são mais comuns a febre alta, a dor atrás dos olhos e as dores no corpo. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, dificuldade para respirar e sangramentos indicam risco de agravamento.</p>
<p>A chikungunya se distingue principalmente pela dor intensa e pelo inchaço nas articulações, que podem persistir por meses ou anos. Como os sintomas das duas doenças são semelhantes, a orientação é procurar atendimento e evitar a automedicação, especialmente ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramento em casos de dengue.</p>
<h2>Mais fatores que podem influenciar uma epidemia</h2>
<p>A estimativa de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027 foi construída a partir de cenários climáticos e não representa um número definitivo.</p>
<p>A evolução real da epidemia dependerá ainda de fatores que não podem ser antecipados pelo cenário climático, como a imunidade da população, os sorotipos em circulação, a cobertura vacinal, as condições socioeconômicas e a eficácia das ações de controle do mosquito. Também não antecipam a possibilidade de novas áreas passarem a registrar transmissão.</p>
<p>As estimativas poderão ser atualizadas conforme os indicadores climáticos e epidemiológicos evoluírem ao longo do segundo semestre.</p>
<h2>Como evitar a proliferação do mosquito</h2>
<p>O Aedes aegypti vive principalmente dentro das casas ou em suas proximidades. A principal forma de prevenção é eliminar os locais onde o mosquito pode depositar seus ovos.</p>
<p>A população deve esvaziar e limpar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água e outros reservatórios bem tampados, limpar calhas e ralos, tratar piscinas e descartar corretamente pneus, garrafas e outros objetos. Telas, mosquiteiros, roupas que protejam o corpo e repelentes também ajudam a evitar as picadas.</p>
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        <media:title>aedes aegypti</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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