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    <title>Global South World Brasil - Economia</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>BC cria indicador para mostrar se reajustes salariais superam a inflação</title>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Banco Central (BC) passa a divulgar mensalmente um novo conjunto de indicadores que permite acompanhar os reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho no setor privado formal. Na prática, os dados ajudam a mostrar não apenas quanto os salários aumentaram, mas se os trabalhadores conseguiram ganhos acima da inflação.</p>
<p>As informações são extraídas do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, e abrangem convenções de todas as regiões do país e de setores como agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços.</p>
<p>Os indicadores mostram os reajustes nominais — o percentual de aumento acertado entre trabalhadores e empregadores — e os reajustes reais, que descontam a inflação. Também mostram a parcela das convenções que ficou acima, abaixo ou no mesmo nível da inflação.</p>
<p>Um reajuste de 6%, por exemplo, não significa necessariamente que o trabalhador ganhou poder de compra. Se a inflação considerada no período tiver sido de 5%, houve ganho real. Se tiver sido de 7%, o salário subiu, mas perdeu poder de compra.</p>
<h2>Desemprego baixo favorece ganho real</h2>
<p>Um estudo divulgado pelo BC junto com os novos indicadores mostra uma relação entre a situação do mercado de trabalho e o resultado das negociações salariais. Quando a taxa de desemprego está relativamente baixa, os reajustes acima da inflação tendem a se tornar mais frequentes.</p>
<p>Isso ocorreu entre 2012 e 2014 e voltou a ser observado a partir de 2023, segundo o Banco Central. Em um mercado de trabalho mais aquecido, no qual há menos pessoas disponíveis para ocupar vagas, trabalhadores tendem a ter maior poder de negociação, enquanto empresas podem enfrentar mais dificuldade para contratar ou reter funcionários.</p>
<p>O BC também identificou uma forte relação entre os reajustes negociados e a inflação passada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O índice é calculado pelo IBGE e acompanha a variação dos preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos.</p>
<p>Não existe obrigação legal de que as negociações coletivas reponham integralmente a inflação. Mesmo assim, a alta acumulada dos preços funciona como uma das principais referências nas discussões entre trabalhadores e empregadores.</p>
<h2>Por que o Banco Central acompanha os salários</h2>
<p>A evolução dos salários é uma das informações usadas pelo BC para avaliar o comportamento da inflação. Ganhos salariais reais podem aumentar o poder de compra das famílias e sustentar o consumo. Ao mesmo tempo, aumentos persistentes dos custos com mão de obra podem ser repassados pelas empresas aos preços, dependendo das condições de cada setor e da economia.</p>
<p>Por isso, acompanhar os reajustes negociados ajuda a autoridade monetária a avaliar se as pressões salariais são compatíveis com a trajetória esperada para a inflação.</p>
<p>Os novos indicadores serão atualizados mensalmente e ficarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pix por aproximação agora permite pagamentos acima de R$ 500</title>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 19:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Fazer um Pix por aproximação no valor de R$ 600 ou acima de R$ 1 mil já é possível desde esta quinta-feira, 1º. O Banco Central (BC) eliminou o teto de R$ 500 por transação que existia especificamente para essa modalidade de pagamento.</p>
<p>Antes, um cliente poderia ter autorização para fazer um Pix de R$ 2 mil pelo aplicativo do banco, por exemplo, mas não conseguiria pagar uma compra de R$ 800 por aproximação. Nesse caso, esbarraria na trava de R$ 500 criada para esse tipo de transferência.</p>
<p>A partir de agora, a trava deixa de existir e o valor que poderá ser pago por aproximação dependerá dos limites de Pix estabelecidos para cada cliente.</p>
<p>A mudança foi determinada pelo Banco Central em junho e passou a valer em 1º de outubro.</p>
<h2>O que muda</h2>
<p>Na prática, quem tem limite suficiente para fazer um Pix de R$ 1 mil poderá usar a aproximação para pagar uma compra de R$ 800, por exemplo.</p>
<p>O cliente continua podendo solicitar ao banco aumento ou redução dos valores permitidos para o Pix. Essa gestão é feita pelo aplicativo da instituição financeira, e pedidos de aumento seguem as regras e os procedimentos de segurança de cada banco.</p>
<p>Não é preciso alterar nenhum limite por causa da nova regra. Quem está satisfeito com os valores atualmente disponíveis pode simplesmente mantê-los.</p>
<p>Também não é necessário pedir ao banco autorização para começar a fazer pagamentos acima de R$ 500 por aproximação. Se o valor estiver dentro do limite disponível e a instituição oferecer o serviço, a operação poderá ser realizada.</p>
<h2>Como funciona o Pix por aproximação</h2>
<p>O pagamento funciona de maneira semelhante à aproximação de um cartão.</p>
<p>Em vez de abrir o aplicativo do banco, digitar uma chave Pix ou ler um QR Code, o cliente aproxima o celular da máquina de pagamento, confere as informações da compra e autoriza a operação.</p>
<p>A comunicação entre o celular e a máquina é feita pela tecnologia chamada NFC, a mesma utilizada nos pagamentos por aproximação com cartões.</p>
<p>O Pix por aproximação pode funcionar pelo próprio aplicativo do banco ou por uma carteira digital compatível. Nesse último caso, a conta bancária precisa estar previamente vinculada à carteira.</p>
<h2>E a segurança?</h2>
<p>O fim do teto de R$ 500 não elimina as regras de segurança do Pix.</p>
<p>Antes de confirmar o pagamento, o usuário deve conferir informações da operação, como o valor da compra e quem receberá o dinheiro. A transação também está sujeita aos mecanismos de autenticação e segurança adotados pela instituição financeira.</p>
<p>Com a possibilidade de fazer pagamentos maiores por aproximação, a conferência dos dados antes da autorização se torna ainda mais importante.</p>
<h2>Regra também vale para carteiras digitais</h2>
<p>A mudança não se limita ao Pix por aproximação. Ela também alcança alguns pagamentos feitos por meio do Open Finance, sistema que permite integrar serviços de diferentes bancos e aplicativos.</p>
<p>Na prática, essa integração pode permitir que uma pessoa faça um Pix diretamente por outro aplicativo, como uma carteira digital, sem precisar ser levada ao aplicativo do banco para concluir o pagamento.</p>
<p>Essas operações também deixam de ter um teto específico e passam a respeitar os limites de Pix estabelecidos para cada cliente.</p>
<p>Segundo o Banco Central, a mudança busca tornar as regras mais uniformes entre as diferentes maneiras de iniciar um Pix e permitir que pagamentos de valores mais altos também sejam feitos por aproximação ou por serviços integrados ao sistema financeiro.</p>
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        <media:credit role="photographer">Bruno Peres/Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil adota medida radical contra as bets</title>
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      <pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal decidiu adotar uma das medidas mais radicais do mundo contra as bets. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na sexta-feira, 25, em São Paulo, a Medida Provisória 1.394, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país. A regra alcança apostas esportivas e jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e também se aplica às autorizações concedidas por Estados e pelo Distrito Federal. As demais modalidades de loteria autorizadas por lei continuam permitidas.</p>
<p>Há debates no mundo sobre a restrição severa às bets. Antes do Brasil, a Albânia proibiu as apostas esportivas, inclusive pela internet, em 2019, porém reabriu parcialmente o mercado em 2024. A Holanda, que legalizou os jogos online em 2021, anunciou neste ano um forte endurecimento das regras, com propostas para proibir publicidade e bônus e impor novos limites financeiros aos jogadores.</p>
<p>A decisão causa barulho, com a garantia de contestação na justiça das empresas envolvidas. Por outro lado, a medida provisória foi assinada a poucos dias do primeiro turno das eleições, o que alimentou críticas e acusações por parte dos principais adversários de Lula, que busca seu quarto mandato. A MP também deverá ser votada pelo Congresso.</p>
<p>O presidente apresentou a decisão em evento com a presença dos ministros Dario Durigan, da Fazenda; Alexandre Padilha, da Saúde; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; Miriam Belchior, da Casa Civil; Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; e Sidônio Palmeira, das Comunicações.</p>
<p>No ato, foram apresentados três instrumentos: a MP que acaba com as bets, um projeto de lei que cria crimes relacionados à exploração das apostas e outra MP que institui o Desenrola Brasil 3.0, destinado à renegociação de dívidas de pessoas físicas inadimplentes.</p>
<p>Ao justificar a decisão, Lula disse ter ouvido a equipe econômica, organizações da sociedade civil e pessoas afetadas pelas apostas. Relatou conversas com empresários, donas de casa e funcionários do Palácio da Alvorada e citou casos de pessoas que tentaram suicídio ou perderam familiares depois de contrair dívidas com jogos.</p>
<p>“Eu tomei uma medida dura e drástica necessária. Isso é como um câncer. Ou a gente tira o tumor, ou esse tumor vai matar a gente”, afirmou. Lula também comparou a disseminação do vício em apostas à do crack e disse que famílias estão sendo destruídas e acumulando dívidas impagáveis.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asTwnc0oubNPUPvvL.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou em São Paulo a MP contra proibindo as bets."/>
<h2>O que já está valendo?</h2>
<p>No Brasil, a proibição já começou. Desde sexta-feira, as plataformas não podem receber novos depósitos. Os apostadores que ainda têm dinheiro nas contas poderão retirar voluntariamente os valores até as 23h59 de 5 de outubro.</p>
<p>Em 6 de outubro, sites e aplicativos deverão sair do ar. Nos dias 7 e 8, as empresas terão de informar às instituições financeiras os saldos que ainda estiverem nas contas, identificados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os bancos farão a devolução. Quando houver algum impedimento, a Caixa Econômica Federal poderá assumir a restituição a partir do dia 14.</p>
<p>As empresas também têm até 5 de outubro para retirar publicidade e materiais de patrocínio expostos em meios físicos e publicidade exterior.</p>
<p>A medida alcança ainda autorizações concedidas por Estados e pelo Distrito Federal. Segundo o governo, qualquer plataforma que continue operando depois do prazo será considerada ilegal. Fazenda e Justiça pretendem intensificar o bloqueio de sites e aplicativos, rastrear o dinheiro movimentado e restringir os meios de pagamento usados pelas plataformas. Mais de 60 mil páginas de apostas ilegais já foram bloqueadas desde 2024, segundo o Ministério da Fazenda.</p>
<p>A MP também cria um comitê para integrar a fiscalização e o combate às apostas ilegais. As punições previstas para empresas podem chegar a R$ 2 bilhões, além da suspensão parcial ou total de atividades.</p>
<p>O governo preparou separadamente um projeto de lei para transformar em crime condutas ligadas à exploração ilegal das apostas. Entre elas estão operar bets, mesmo a partir do exterior, anunciar ou captar apostadores, usar dados pessoais para atraí-los, facilitar movimentações financeiras e disponibilizar aplicações destinadas às apostas. A proposta prevê pena de quatro a seis anos de prisão para a exploração ilegal e de dois a quatro anos para outras condutas.</p>
<h2>O tamanho do impacto no Brasil</h2>
<p>As bets têm comprometido de forma importante a vida de parte da população. Dados da Fazenda, da Saúde e de outros organismos mostram o peso que as apostas passaram a ter sobre as famílias, a economia e a saúde:</p>
<p>- R$ 62,5 bilhões  — Essa é a perda líquida estimada das famílias brasileiras com bets em 2025, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). O valor corresponde à diferença entre o dinheiro destinado às apostas e o que voltou aos jogadores.</p>
<p>- R$ 120 bilhões a R$ 141 bilhões  — Os valores correspondem ao impacto estimado sobre a atividade econômica brasileira em 2025, conforme estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP. O cálculo considera, entre outros efeitos, o consumo que deixa de ocorrer quando o dinheiro é direcionado às apostas. O intervalo equivale a 0,9% a 1,1% do PIB.</p>
<p>- R$ 38,8 bilhões por ano  — O custo social estimado do jogo problemático é bilionário, como indica estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps). Desse total, R$ 30,6 bilhões estão associados à saúde, incluindo depressão, suicídios e perda de qualidade de vida. O valor inclui custos diretos e indiretos e não corresponde apenas a despesas do SUS.</p>
<p>- 140%  — Esse é o percentual de crescimento, entre 2018 e 2025, dos atendimentos no SUS relacionados ao jogo patológico (ludopatia) e a problemas com apostas, de acordo com o Ministério da Saúde.</p>
<p>- 20,4%  — Essa é a parcela dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio que já fizeram apostas online. No terceiro ano do ensino médio, o índice chega a 49,7%, segundo dados apresentados pelo governo.</p>
<p>A preocupação também aparece nas pesquisas de opinião. Em novembro de 2024, o Datafolha constatou que 65% dos brasileiros adultos defendiam a proibição das bets, enquanto 27% eram contrários a essa decisão. A publicidade das plataformas era rejeitada por 71%.</p>
<p>Em levantamento realizado em maio passado, 57% classificaram bets e jogos online como um vício. Sete por cento dos adultos declararam apostar atualmente. Entre os que apostam ou já apostaram, 35% disseram ter comprometido as próprias finanças para jogar.</p>
<h2>A batalha no Congresso e na Justiça</h2>
<p>A publicação da medida provisória não significa que a proibição esteja definitivamente incorporada à legislação brasileira.</p>
<p>Uma MP tem força de lei desde sua publicação, por isso as novas regras já estão valendo. Mas o texto precisa ser analisado pelo Congresso. Sua vigência é de 60 dias, prorrogáveis uma vez pelo mesmo período. Câmara e Senado podem aprovar o texto, modificá-lo ou rejeitá-lo. Se a medida não for convertida em lei dentro do prazo constitucional, perde a validade.</p>
<p>Isso significa que o Congresso pode alterar substancialmente a decisão tomada pelo governo ou impedir que a proibição se torne permanente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, começa outra disputa na Justiça.</p>
<p>Até agora, foram concedidas 85 autorizações federais para exploração de apostas de quota fixa. Cada empresa pagou R$ 30 milhões para obter o direito de operar por cinco anos. Somadas, as outorgas renderam R$ 2,55 bilhões ao governo.</p>
<p>A MP estabelece que as autorizações serão extintas por motivo de interesse público e informa que isso não gera direito à devolução das outorgas nem a indenizações por investimentos, lucros que as empresas esperavam obter ou expectativa de continuidade do negócio.</p>
<p>A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) declarou que já adota medidas para tentar reverter a decisão na justiça. O setor também pretende discutir a restituição dos R$ 30 milhões pagos por cada autorização e eventuais indenizações pelos investimentos realizados e pela interrupção antecipada das operações.</p>
<p>Em comunicado, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que representa empresas do setor, criticou a proibição e destacou que a medida rompe o marco regulatório criado pelo próprio governo e deve gerar disputas judiciais. A entidade argumenta que o fim do mercado legal pode levar apostadores para plataformas clandestinas. O IBJR recorre a um estudo, da LCA Consultores, que estima que entre 38% e 44% das apostas online já ocorrem no mercado ilegal.</p>
<p>Além disso, o instituto projeta que a proibição poderia colocar em risco entre R$ 58 bilhões e R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030, caso 80% a 100% da demanda hoje atendida pelas empresas regulamentadas migre para operadores ilegais. Para a entidade, o caminho deveria ser reforçar a fiscalização, o combate às plataformas clandestinas e os mecanismos de proteção aos apostadores, em vez de extinguir o mercado autorizado.</p>
<p>Pelo cenário que se desenha, caberá aos tribunais decidir se a União pode encerrar antecipadamente essas autorizações sem ressarcimento e se os demais dispositivos da MP respeitam as garantias constitucionais e legais das empresas. A inclusão das autorizações concedidas por Estados e pelo Distrito Federal também pode abrir outra frente de discussão jurídica.</p>
<p>O destino da proibição, portanto, será decidido em duas frentes: no Congresso, que determinará se a MP se transformará em lei, e na Justiça, onde o setor tentará derrubar a medida ou obter ressarcimentos.</p>
<h2>Como outros países estão reagindo às apostas online</h2>
<p>A opção brasileira pela proibição se mostra bastante rígida frente à estratégia predominante em países que decidiram endurecer as regras nos últimos anos. Em boa parte da Europa, o movimento tem sido restringir publicidade, patrocínios, bônus e valores apostados, além de ampliar mecanismos de proteção aos jogadores, sem necessariamente acabar com o mercado legal.</p>
<p>A Albânia é um caso em que a proibição foi posteriormente revista. A lei aprovada em 2018 determinou o fechamento das casas de apostas e proibiu apostas esportivas pela internet a partir de janeiro de 2019. O governo justificou a decisão pelo impacto da dependência sobre as famílias e também pela manipulação de resultados esportivos.</p>
<p>Cinco anos depois, o país voltou atrás parcialmente. Uma lei publicada em fevereiro de 2024 autorizou novamente as apostas esportivas, mas apenas online, com limite de dez licenças e regras específicas para a operação. Mesmo com a lei aprovada, o processo de licenciamento efetivo ainda não havia sido aberto oficialmente até agosto deste ano, segundo o Ministério das Finanças albanês.</p>
<p>A Holanda percorre caminho diferente. Depois de abrir o mercado de jogos online em 2021, o país passou sucessivamente a endurecer as regras. Em junho deste ano, o governo anunciou uma nova mudança de direção, citando o aumento do número de pessoas que apostam e da dependência, principalmente entre os jovens.</p>
<p>O pacote proposto prevê proibir praticamente toda a publicidade de jogos online e os bônus usados para atrair ou manter clientes. Também estabelece um sistema centralizado para controlar limites financeiros, impedindo que uma pessoa contorne as restrições distribuindo suas apostas por várias empresas.</p>
<p>A Noruega oferece outro modelo. As principais modalidades de apostas funcionam em regime de direitos exclusivos, sob forte controle público. A Norsk Tipping detém o direito de oferecer os principais jogos, enquanto a Norsk Rikstoto responde pelas apostas ligadas às corridas de cavalos.</p>
<p>O próprio governo norueguês estabelece uma hierarquia clara: o principal objetivo da política de jogos é prevenir problemas e consequências negativas; a geração de receitas é subordinada a essa finalidade. Entre os objetivos estão ainda combater irregularidades financeiras e limitar o lucro privado. Desde 2025, a autoridade reguladora também pode determinar o bloqueio de sites de apostas ilegais.</p>
<h2>Questão de saúde pública</h2>
<p>Em estudo divulgado em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que 1,2% da população adulta mundial tinha transtorno do jogo. Com base nesse documento, algum nível de dano relacionado às apostas atinge aproximadamente 5,5% das mulheres e 11,9% dos homens. Os efeitos podem incluir problemas financeiros, conflitos familiares, violência, transtornos mentais e suicídio.</p>
<p>A entidade defende uma abordagem de saúde pública que não se limite a tratar pessoas que já desenvolveram dependência. Na prática, significa atuar também sobre o ambiente que estimula as apostas: restringir sua disponibilidade e acesso, acabar com publicidade e promoções, exigir cadastro centralizado e estabelecer limites obrigatórios para perdas.</p>
<p>A Comissão de Saúde Pública da revista científica The Lancet trouxe, também em 2024, números alarmantes. Ela estimou que cerca de 448,7 milhões de adultos no mundo apresentavam algum risco relacionado ao jogo, dos quais aproximadamente 80 milhões tinham transtorno do jogo ou jogo problemático.</p>
<p>Os riscos variavam de acordo com o tipo de jogo. Entre adultos que faziam apostas esportivas, a comissão estimou em 8,9% a parcela com transtorno ou jogo problemático. Entre os que utilizavam cassinos ou caça-níqueis online, a proporção chegava a 15,8%.</p>
<p>Neste mês, uma pesquisa publicada no American Journal of Preventive Medicine acrescentou evidências sobre o que pode acontecer depois da rápida expansão do mercado online. Pesquisadores acompanharam dados de 17,35 milhões de pessoas em Ontário, no Canadá, entre 2012 e 2025. A província abriu seu mercado a operadores privados de jogos online em abril de 2022.</p>
<p>Depois da liberalização, as idas a serviços de emergência relacionadas a transtornos do jogo começaram a crescer 7% por trimestre. Em junho de 2025, o número de atendimentos registrado era quase o dobro daquele projetado pelos pesquisadores com base na tendência observada antes da liberalização. Entre homens de 10 a 29 anos, o número registrado foi mais de duas vezes e meia o projetado.</p>
<p>Os pesquisadores ressaltam que essas ocorrências são raras e representam casos graves que chegam aos serviços de emergência — portanto, não significam que a prevalência do transtorno tenha dobrado em toda a população.</p>
<h2>E o futebol sem as bets?</h2>
<p>O fim das bets lançou uma discussão sobre o financiamento do futebol brasileiro. As casas de apostas colocaram cerca de R$ 1,03 bilhão nos clubes da Série A em 2025. O montante correspondeu a 7,2% dos R$ 14,3 bilhões de receita total dos 20 clubes que integram a série.</p>
<p>Quando se olha apenas para as receitas comerciais, porém, o peso é muito maior. Os R$ 1,03 bilhão das bets representaram cerca de um terço dos R$ 3,069 bilhões obtidos comercialmente pelos times.</p>
<p>Uma experiência recente da Premier League revela que a retirada das marcas de apostas do espaço mais valioso das camisas não provocou, até agora, queda na receita total desse tipo de patrocínio.</p>
<p>A partir da temporada 2026/27, os clubes da principal divisão inglesa deixaram de exibir bets na frente das camisas. Segundo levantamento da Ampere Analysis divulgado neste mês, a receita total desses patrocínios cresceu 8%, para £444 milhões.</p>
<p>Oito clubes da Premier League substituíram contratos com empresas de apostas avaliados em £67 milhões por novos acordos. Os patrocínios firmados com essas novas companhias, de outros setores, somaram £75 milhões.</p>
<p>Isso não significa que as bets tenham desaparecido do futebol inglês. Algumas migraram para outros espaços, como mangas e uniformes de treinamento. Ainda assim, o investimento total das empresas de apostas em patrocínios da Premier League caiu de £155 milhões para £63 milhões nesta temporada.</p>
<p>O que aconteceu no futebol inglês não pode ser automaticamente transportado para o brasileiro. Com seu alcance internacional, a Premier League tem capacidade comercial bem superiores às da maioria dos clubes brasileiros. Mas seus primeiros números mostram que a retirada das bets da frente das camisas não impediu que as equipes encontrassem outros patrocinadores, nem provocou queda na receita total desse espaço.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Como o custo de vida corroeu um trunfo de Lula e virou motor da oposição </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-o-custo-de-vida-corroeu-um-trunfo-de-lula-e-virou-motor-da-oposicao</link>
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      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O IPCA (Índice de Preços no Consumidor) caiu de 0,07% em julho para uma deflação de 0,32% em agosto, a menor taxa para o mês desde 2022, enquanto o desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, 0,3 ponto percentual abaixo de um ano antes, segundo o IBGE, e o rendimento médio real está em R$ 3.762, 3,3% acima do registrado no mesmo período de 2025. Esses bons indicadores econômicos, usados pelo governo  Lula  (PT) como argumento para a reeleição, porém,  não refletem na percepção da população.</p>
<p>Segundo pesquisa Quaest divulgada neste mês,  67% dos entrevistados disseram ter percebido aumento nos preços dos alimentos no mês anterior , enquanto apenas 9% afirmaram ter notado queda.</p>
<p>A distância entre os números da economia e a experiência cotidiana ajuda a explicar um dos principais problemas da campanha de Lula e que tem sido explorada pela oposição, especialmente  Flávio Bolsonaro  (PL), que concentra parte das suas propagandas na televisão no poder de compra das famílias e nos preços dos alimentos.</p>
<p>Em agosto, durante agenda em Alagoas, o candidato afirmou que os R$ 600 do Bolsa Família “enchiam o carrinho” durante o governo de Jair Bolsonaro, mas “agora não enchem mais”. Em outro evento, no Rio Grande do Sul, disse que seu compromisso seria “fazer com que a comida volte a ficar barata, como era na época do presidente Bolsonaro”.</p>
<p>O dilema vivido por Lula guarda paralelos diretos com o cenário enfrentado por  Joe Biden  nos Estados Unidos em 2024. Na ocasião, o democrata apresentava números de emprego históricos e queda na inflação, mas acabou tragado pela "inflação percebida" no cotidiano das famílias americanas, que não sentiam a recuperação no bolso.</p>
<p>“Existe uma percepção contagiante de mal-estar econômico ligado à alimentação que contamina até os eleitores que sabem que há números positivos na macroeconomia. Aconteceu exatamente isso com o próprio Biden nos Estados Unidos, e a oposição está sabendo explorar muito bem essa sensação”, avalia o  cientista político Leandro Consentino, professor do Insper.</p>
<p>A mesma mensagem aparece no plano de governo do filho de Jair, que dedica um capítulo ao tema com o título  “Brasil Mais Barato — para sobrar dinheiro no fim do mês”.  O documento afirma que o governo Lula tornou tudo mais caro e promete reduzir impostos sobre o consumo, os custos de transporte e a conta de luz, além de criar medidas para diminuir o preço dos alimentos e fazer acenos liberais no estilo do argentino Javier Milei.</p>
<p>Nas redes sociais, a campanha também levou a disputa para dentro dos supermercados, com vídeos de Flávio mostrando preços nas prateleiras e associando o custo da comida ao governo Lula.</p>
<p>O  avanço de Flávio nas últimas pesquisas  indica que a estratégia surtiu efeito, o que provocou respostas de Lula que passou a abordar preço de alimentos, renda e poder de compra em suas peças na televisão.</p>
<p>Para Consentino, a dificuldade do governo está justamente em transformar indicadores que melhoraram em uma percepção concreta para o eleitor. “Por mais que você exiba indicadores macroeconômicos sólidos, não é isso que o brasileiro come no dia a dia. Você precisa transformar essa narrativa de indicadores econômicos positivos em ativos do ponto de vista socioeconômico para o dia a dia da população.”</p>
<p>Ao podcast Café da Manhã, da Folha de S. Paulo, a economista  Monica de Bolle  diferencia inflação e nível de preços e ajuda a explicar por que uma queda do IPCA não significa necessariamente que o consumidor tenha a sensação de que a vida ficou mais barata.</p>
<p>“Uma coisa é a gente falar que o preço da carne, do ovo e do leite está maior do que há dois anos. Outra coisa é falar que a inflação está mais alta que há dois anos. Mas, no final, o que fica mais evidente para o consumidor é isso que muitas das campanhas estão explorando.”</p>
<h2>A contraofensiva do Planalto</h2>
<p>Em setembro, Lula anunciou um  reajuste de 15,04% no Bolsa Família , elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro — anunciado a apenas 17 dias do primeiro turno. O anúncio veio depois de reuniões do presidente com mulheres que relataram dificuldades para manter o orçamento familiar diante da alta dos preços, especialmente dos alimentos.</p>
<p>Para Consentino, a proximidade da medida com a eleição contribui para que ela seja interpretada também sob uma perspectiva eleitoral. “O governo está anunciando muita coisa agora, muito próximo das eleições, e isso tende a ser visto como algo eleitoreiro — o que, por vezes, é eleitoreiro mesmo. Reajustar o Bolsa Família faltando poucos dias para o primeiro turno guarda muita relação com a dinâmica do pleito. Em parte, o governo escancara esse tipo de percepção e, de novo, a oposição sabe explorar muito bem essa questão.”</p>
<p>A campanha de Lula também passou a responder diretamente à ofensiva de Flávio sobre os preços dos alimentos. Em 17 de setembro, o programa eleitoral do presidente levou o tema para a televisão e associou a alta do arroz e do feijão ao governo Jair Bolsonaro, reconhecendo também que a situação ainda não atinge o patamar ideal.</p>
<p> “Eu sei que ainda não está bom. Tem gente prometendo baixar o preço das coisas. Mas, quando eles tiveram a caneta na mão, o arroz e o feijão chegaram às alturas”, afirmou Lula, que citou medidas adotadas ou anunciadas pelo governo para aumentar o poder de compra, como a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, a ampliação do limite de faturamento do MEI, o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.</p>
<p>Monica de Bolle afirma que medidas como o reajuste do Bolsa Família podem produzir algum alívio no orçamento, mas o efeito eleitoral depende de quanto essas ações conseguem alterar a experiência concreta do eleitor até a votação.</p>
<p>No documento da campanha de Flávio que prevê redução de impostos sobre o consumo e medidas relacionadas aos preços de energia e combustíveis, além de propostas para diminuir custos de transporte, melhorar a logística e ampliar a capacidade de armazenamento de alimentos.</p>
<p>Para a economista, porém, as propostas de Flávio para o tema  deixa questões econômicas sem resposta, já que não explica quais mudanças seriam feitas na área fiscal e quais tributos poderiam ser reduzidos.</p>
<p>“A estratégia de apontar pro governo Lula e falar que está tudo errado, que está tudo mais caro mas não dar detalhes, é problemática porque, no final das contas, o que Flávio diz para os seus eleitores o que vão fazer?”, questiona.</p>
<p>A economista também considera que a disputa ainda está concentrada em medidas de efeito mais imediato, sem que as duas campanhas tenham apresentado ao eleitor uma discussão mais detalhada sobre os próximos anos.</p>
<p>“O importante pras duas campanhas seria apresentar para o eleitorado uma perspectiva futura, para além do imediato. Sobre isso a gente não tem qualquer discussão.”</p>
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        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert/PR</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pobreza na Argentina sobe para 32,3% no primeiro semestre de 2026</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pobreza-na-argentina-sobe-para-32-3-no-primeiro-semestre-de-2026</link>
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      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 13:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  taxa de pobreza na Argentina  alcançou  32,3% no primeiro semestre de 2026 , revertendo parte dos avanços registrados durante o governo do presidente Javier Milei na medida em que a renda das famílias não acompanhou o aumento dos preços, segundo dados oficiais divulgados na quinta-feira, 24.</p>
<p>A taxa cresceu  4,1 pontos percentuais  em relação ao segundo semestre de 2025, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos, órgão responsável pelo mapeamento no país. A  pobreza extrema  também aumentou de forma significativa, passando de  6,3% para 7,5%  da população.</p>
<p>As crianças foram as mais afetadas. Entre os argentinos de  até 14 anos , 44,5% foram classificados como pobres e 10,8% como extremamente pobres.</p>
<p>O Indec considera pobres os  adultos que não conseguem comprar uma cesta básica  de bens e serviços avaliada em cerca de US$ 340. Já a classificação de pobreza extrema é aplicada às pessoas que não conseguem adquirir uma cesta alimentar básica, estimada em aproximadamente US$ 150.</p>
<h3>Alta representa revés para Milei</h3>
<p>Os números representam um revés para Milei, presidente de orientação econômica ultraliberal, que havia reduzido quase pela metade a taxa de pobreza durante os dois primeiros anos de seu mandato, principalmente em razão da desaceleração de uma inflação historicamente elevada.</p>
<p>A taxa de pobreza apresentou forte oscilação desde que Milei chegou ao poder, prometendo recuperar a economia argentina por meio de medidas de austeridade fiscal e desregulamentação.</p>
<p>A pobreza havia chegado a  52,9% no primeiro semestre de 2024 , após a desvalorização do peso argentino em mais de 50%. Depois, recuou para  28,2% no segundo semestre de 2025 .</p>
<p>O aumento registrado neste ano coincidiu com uma aceleração da inflação no início de 2026. Posteriormente, a alta dos preços voltou a desacelerar, chegando a  1,7% em agosto , o menor índice em 14 meses.</p>
<h3>Informalidade e perda de empregos</h3>
<p>Eduardo Donza, pesquisador do Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina, atribuiu os elevados índices de pobreza à  precarização do mercado de trabalho  na segunda maior economia da América do Sul.</p>
<p>Os setores industrial e varejista perderam muitos postos de trabalho em meio à queda do poder de compra e à decisão do governo Milei de ampliar a abertura da economia argentina à concorrência estrangeira, o que provocou aumento das importações.</p>
<p>Cerca de  30 mil empresas fecharam  desde que Milei assumiu a Presidência. A taxa de desemprego chegou a  7,9% no segundo trimestre deste ano , o maior nível desde 2021.</p>
<p>Economistas afirmam, porém, que mais do que o desemprego, a pobreza é impulsionada pela elevada proporção de  trabalhadores informais .</p>
<p>Milei afirma que seu governo retirou  14 milhões de pessoas da pobreza . A estimativa é baseada na redução do índice de pobreza em relação ao pico registrado após sua chegada à Presidência.</p>
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        <media:credit role="photographer">Luis Robayo</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Buenos Aires, Argentina</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil, com informações da AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Aluguel, transporte, creche: iniciativa mostra o que isso tem a ver de fato com a economia do país</title>
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      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 13:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A economia brasileira cresceu perto de 3% ao ano, em média, entre 2023 e 2025. A inflação acumulada em 12 meses, que chegou a 12,1% em abril de 2022, estava em 4,2% em agosto passado. E o desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor para esse período desde o início da série histórica, em 2012. Ainda assim, para uma parcela da população, é difícil sentir melhora na vida no país quando chegam as contas do aluguel, do supermercado e do transporte. E também quando faltam dinheiro e tempo para cuidar dos filhos.</p>
<p>É justamente a distância entre os grandes números da economia e o cotidiano das pessoas que a iniciativa Vida em Conta quer colocar em discussão.  Lançada nesta semana por mais de 100 economistas e 60 organizações da sociedade civil, ela propõe que questões como moradia, transporte, cuidados, jornada de trabalho e qualidade do emprego tenham mais peso na formulação das políticas econômicas.</p>
<p>A iniciativa é articulada pela Plataforma Cipó, instituto brasileiro de pesquisa voltado a temas como clima, desenvolvimento sustentável e relações internacionais, e pelo Transforma, grupo ligado ao Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dedicado à discussão de políticas econômicas e públicas.</p>
<p>Entre as organizações que integram a Vida em Conta estão Amazônia em Pé, Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades - Made/USP, Conselho Federal de Economia, Geledés - Instituto da Mulher Negra, Instituto Sou da Paz, Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas (OIMC-UERJ), Oxfam Brasil, Redes da Maré e União Nacional dos Estudantes. </p>
<p>Entre as lideranças da iniciativa estão Maiara Folly, diretora-executiva da Plataforma Cipó e especialista em desenvolvimento internacional, clima e governança global, e o economista Marco Antonio Rocha, diretor-executivo do Transforma e professor do Instituto de Economia da Unicamp.</p>
<p>“O crescimento econômico é fundamental, mas também importa como seus benefícios são distribuídos. Uma economia bem-sucedida é aquela que reduz desigualdades e transforma as capacidades e riquezas do país em avanços tecnológicos, empregos de qualidade e melhores condições de vida para a população”, afirmou Maiara à  Agência Brasil.</p>
<h2>Por que nem todos sentem melhoras?</h2>
<p>Esse é um dos pontos de partida da iniciativa. Crescimento, inflação e emprego têm consequências concretas sobre a vida da população. A questão levantada pela Vida em Conta é que bons indicadores macroeconômicos não se transformam automaticamente em sensação de prosperidade.</p>
<p>Custo de vida, endividamento e dificuldades para melhorar de vida continuam pesando na percepção das famílias.  Em outras palavras, saber quanto uma pessoa ganha ou quanto a economia cresceu não conta toda a história. É preciso observar também quanto custa morar, chegar ao trabalho, cuidar da família e ter acesso a serviços essenciais.</p>
<p>Por isso, a Vida em Conta organizou a discussão em torno de cinco eixos, que constam do documento  "Diretrizes para um projeto de país justo, sustentável e soberano".   O grupo pretende também apresentar medidas para os primeiros cem dias do próximo ciclo de governo. </p>
<h2>1. Desigualdade: saber para quem a economia melhora</h2>
<p>O primeiro eixo propõe que diferenças de renda, riqueza, gênero, raça e território sejam consideradas na elaboração do orçamento e das políticas públicas.</p>
<p>A ideia é não medir uma política apenas pelo volume de dinheiro gasto ou pelo número total de pessoas atendidas. Também seria necessário observar quem recebeu seus benefícios, quem suportou seus custos e se os resultados ajudaram a diminuir ou ampliar desigualdades.</p>
<p>Os números mostram por que isso importa.  Em 2024, os homens recebiam, em média, 27,2% mais que as mulheres. Pessoas brancas recebiam 65,9% mais que pretos ou pardos. E o rendimento médio por pessoa do 1% mais rico era 36,2 vezes o dos 40% mais pobres.</p>
<p>No Nordeste, que representava 26,9% da população brasileira em 2024, estavam 50,3% das pessoas em extrema pobreza e 45,8% das pessoas em situação de pobreza naquele ano.</p>
<p>A proposta da iniciativa é fazer essas diferenças entrarem nas decisões sobre onde e como gastar o dinheiro público.</p>
<h2>2. Custo de vida: quanto sobra depois das despesas essenciais</h2>
<p>Ganhar R$ 3 mil em uma cidade onde aluguel e transporte consomem uma parcela grande do orçamento não produz a mesma condição de vida que receber os mesmos R$ 3 mil e gastar menos com esses serviços.</p>
<p>É essa conta que o segundo eixo pretende colocar em evidência.</p>
<p>Na Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2017-2018, a mais recente realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a habitação correspondia, em média, a 36,6% das despesas de consumo das famílias. Os diferentes tipos de transporte representavam 18,1%.</p>
<p>Por isso, a iniciativa ressalta que a oferta de determinados serviços públicos também interfere na renda disponível.</p>
<p>Uma família que consegue uma vaga gratuita em creche, por exemplo, pode deixar de pagar pelo serviço particular. Isso também permite que o responsável pela criança tenha mais condições de trabalhar.</p>
<p>Um transporte público mais barato reduz diretamente a despesa mensal. Se o serviço também encurtar o deslocamento, o ganho ocorre em duas frentes: dinheiro e tempo.</p>
<p>Entre as propostas estão ampliar creches, cuidotecas e centros-dia para atendimento de pessoas que necessitam de cuidados e criar mecanismos permanentes de financiamento do transporte público entre União, estados e municípios.</p>
<h2>Quando o tempo também vira uma questão econômica</h2>
<p>Tempo pode parecer algo que não cabe na conta bancária. Mas a falta dele pode ter custo.</p>
<p>Uma mãe que não consegue vaga em creche pode precisar reduzir a jornada, recusar um emprego ou deixar o mercado de trabalho. Uma pessoa que passa horas por dia entre ônibus, trens e metrô dispõe de menos tempo para estudar, cuidar da família, descansar ou buscar outra fonte de renda.</p>
<p>É nesse sentido que a iniciativa chama atenção para a chamada pobreza de tempo.</p>
<p>O conceito considera o tempo que resta depois do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado com outras pessoas. Quando essas obrigações ocupam uma parcela tão grande do dia que sobra menos tempo do que o necessário para descanso, lazer e outras atividades essenciais ao bem-estar, existe pobreza de tempo.</p>
<p>O problema também tem efeito econômico porque não atinge homens e mulheres da mesma maneira. As mulheres dedicam, em média, 21,7 horas por semana ao trabalho doméstico e de cuidado não remunerado, quase o dobro das 11 horas dos homens. Entre as mulheres negras, são 22,3 horas. Em 2021, o cuidado foi apontado como motivo para não procurar trabalho por 30% das mulheres em idade ativa e por 32% das mulheres negras, ante apenas 2% dos homens.</p>
<p>É por isso que creche, transporte e jornada de trabalho aparecem juntos numa proposta econômica: todos podem alterar não apenas quanto dinheiro uma família gasta, mas também quanto tempo seus integrantes têm disponível para trabalhar, estudar, cuidar de si e descansar.</p>
<p>A discussão sobre a escala 6x1 entra nesse mesmo eixo. Pesquisa da Nexus, realizada entre janeiro e fevereiro deste ano, mostrou que 73% dos brasileiros apoiavam o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, desde que não houvesse redução salarial.</p>
<h2>3. Tecnologia: empregos e renda também dependem do que o Brasil produz</h2>
<p>Celulares, computadores, inteligência artificial, equipamentos médicos, baterias e inúmeras tecnologias usadas diariamente carregam conhecimento e componentes que podem ser produzidos em diferentes países. Quem domina as etapas de maior valor dessas cadeias também concentra investimentos, tecnologia e empregos mais qualificados.</p>
<p>Por isso, o terceiro eixo defende que o Brasil desenvolva maior capacidade tecnológica própria em áreas consideradas estratégicas. A proposta inclui inteligência artificial, infraestrutura digital, energia renovável, biocombustíveis e processamento de minerais importantes para novas tecnologias.</p>
<p>O Brasil possui cerca de 94% das reservas mundiais de nióbio, 23% das terras raras, 26% das de grafite e 12% das de níquel. Mas possuir o mineral não significa ficar com a maior parte da riqueza produzida por ele: boa parte do valor está no processamento, na fabricação de componentes e no domínio da tecnologia.</p>
<p>As organizações e os economistas do projeto propõem usar instrumentos como crédito, compras públicas e incentivos para estimular pesquisa, processamento e produção no país.</p>
<p>O Pix aparece como exemplo de tecnologia desenvolvida nacionalmente. Na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), cerca de 2,1 milhões de pessoas estavam empregadas em abril de 2026, com remuneração média superior à nacional.</p>
<p>A conexão com a vida cotidiana está principalmente no emprego e na renda: quanto maior a participação brasileira nas etapas mais sofisticadas da produção, maior pode ser a capacidade de gerar vagas qualificadas e mais bem remuneradas.</p>
<p>“O Brasil precisa ter a ambição de definir uma agenda de transformação social diante do novo cenário global. Não podemos ficar presos apenas às discussões fiscais de curto prazo frente às mudanças climáticas, tecnológicas e nos processos de trabalho”, afirmou Marco Antonio Rocha à Agência Brasil.</p>
<h2>4. Mais gente estudou, mas faltam empregos à altura da formação</h2>
<p>Nas últimas décadas, o Brasil ampliou fortemente o acesso ao ensino superior. O mercado de trabalho, porém, não criou ocupações qualificadas na mesma velocidade.</p>
<p>Um estudo publicado em 2024 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) analisou dados de 2012 a 2023 e mostrou o crescimento da chamada “sobre-educação”: pessoas com escolaridade superior à necessária para o trabalho que exercem.</p>
<p>A proporção passou de cerca de 26% dos trabalhadores em 2012 para 38% em 2020 e permaneceu nesse patamar até 2023.</p>
<p>Isso não quer dizer que fazer faculdade deixou de compensar. Trabalhadores com ensino superior completo continuam apresentando menor desemprego e salários maiores. No segundo trimestre de 2024, a diferença salarial em relação aos trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto ainda era de 126%.</p>
<p>O problema é o desperdício de qualificação: pessoas que estudaram para exercer determinadas funções acabam em postos que exigem menos formação e, em geral, oferecem menor remuneração.</p>
<p>O quarto eixo propõe aproximar as políticas de educação, indústria, inovação e qualificação profissional para aumentar a oferta de empregos capazes de aproveitar a formação que os trabalhadores já têm.</p>
<h2>5. Impostos: não importa apenas quanto o governo arrecada</h2>
<p>O quinto eixo olha para as duas pontas do dinheiro público: quem paga e quem recebe benefícios.</p>
<p>A proposta é tornar a tributação mais progressiva — ou seja, fazer com que quem tem maior capacidade econômica contribua proporcionalmente mais — e avaliar de forma mais sistemática quem se beneficia de isenções, deduções e subsídios concedidos pelo Estado.</p>
<p>Em 2024, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) custaram juntos cerca de R$ 280 bilhões. No mesmo ano, os subsídios da União — que incluem benefícios tributários, financeiros e creditícios concedidos a diferentes setores e grupos de empresas — chegaram a R$ 678 bilhões, mais que o dobro.</p>
<p>A comparação mostra que a discussão sobre o uso do dinheiro público não se limita aos programas sociais. A proposta da Vida em Conta é avaliar também quem se beneficia dos subsídios, quais resultados eles produzem e se esses recursos continuam justificáveis diante de outras prioridades do orçamento.</p>
<p>Parte desses benefícios nem sempre é percebida como gasto público porque ocorre quando o governo deixa de arrecadar determinados impostos. É o caso, por exemplo, das deduções de despesas privadas com saúde e educação no Imposto de Renda.</p>
<p>Essas deduções praticamente não alcançam os 78% da população de menor renda. Entre os demais, excluído o 1% mais rico, mais de 73% do benefício fica concentrado nos 10% de maior renda. O 1% do topo recebe outros 18,6% do benefício.</p>
<p>A Vida em Conta entende que é preciso revisar esse tipo de benefício e avaliar se parte dos recursos poderia ser direcionada para serviços públicos de saúde e educação. A estimativa apresentada pela iniciativa é que a eliminação das deduções dessas despesas no Imposto de Renda poderia elevar a arrecadação em cerca de R$ 34 bilhões.</p>
<h2>O que acontece agora</h2>
<p>A apresentação das diretrizes é a primeira etapa da Vida em Conta.  Em dezembro de 2026, durante o Fórum Nova Economia, em Brasília, está previsto o lançamento de um Banco de Iniciativas que reunirá propostas mais específicas de políticas públicas.</p>
<p>Ao apresentar suas diretrizes, o grupo já coloca uma questão mais básica sobre como medir o desempenho da economia. Inflação, emprego e crescimento continuam importando. A Vida em Conta defende que a análise não termine nesses indicadores: é preciso observar também quanto do salário sobra depois das despesas essenciais, quanto tempo as pessoas gastam para trabalhar e cuidar da família e que tipo de emprego a economia está conseguindo gerar.</p>
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        <media:title>onibus-passageiros</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Fim da taxa das blusinhas não livra compras internacionais de novo imposto em 2027; entenda</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/fim-da-taxa-das-blusinhas-nao-livra-compras-internacionais-de-novo-imposto-em-2027-entenda</link>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A chamada  “taxa das blusinhas”  acabou, mas o fim da cobrança não significa que as compras de baixo valor em plataformas internacionais ficarão livres de tributação</p>
<p>A lei sancionada em setembro zerou o Imposto de Importação para encomendas de até US$ 50 e encerrou a cobrança de 20% que vigorava desde 2024, quando o governo passou a tributar essas compras dentro do programa Remessa Conforme.</p>
<p>A partir de 2027, porém, esses mesmos produtos voltarão a estar sujeitos a uma cobrança federal, desta vez por meio da  Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) , um dos novos tributos criados pela reforma tributária.</p>
<p>A diferença é que a CBS não será simplesmente uma nova versão da antiga taxa, nem terá necessariamente a mesma alíquota de 20%. Trata-se de um tributo sobre o consumo que substituirá PIS e Cofins dentro da reforma tributária e que também será aplicado sobre produtos importados.</p>
<p>A cobrança ocorre porque, no modelo atual, as compras enquadradas no Regime de Tributação Simplificada (RTS) de até US$ 50 têm o Imposto de Importação como principal tributo federal sobre a entrada da mercadoria, enquanto PIS e Cofins são isentos. </p>
<p>Segundo  Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital , não é correto comparar a futura CBS com a antiga taxa das blusinhas, já que são tributos de naturezas e objetivos diferentes.</p>
<p>O Imposto de Importação incide especificamente sobre a entrada de mercadorias estrangeiras no país, enquanto a CBS fará parte de um sistema de tributação do consumo com regras semelhantes para produtos nacionais e importados.</p>
<p>“A CBS é um tributo federal sobre o consumo que substitui, entre outros, o PIS e a Cofins. Ela será cobrada de forma uniforme sobre produtos nacionais e importados, sem distinção de valor ou origem”, afirma Uarian.</p>
<p>Segundo  Felipe Queiroz, economista-chefe  da APAS (Associação Paulista de Supermercados), é equivocado fazer uma correlação entre a CBS e a extinta taxa das blusinhas.</p>
<p>“Isso porque, mesmo com a CBS, o governo pode, no futuro, colocar um imposto de importação, que incidirá sobre as importações e sobre o preço ao consumidor final” , explica.</p>
<p>A alíquota que será aplicada em 2027 ainda não está definida e, por isso, não é possível saber exatamente quanto a nova cobrança representará no preço de uma compra internacional.</p>
<p>Há, porém, estimativas que permitem dimensionar o possível impacto. “Podemos simular um aumento da carga tributária de  9,21% , considerando a alíquota estimada divulgada pelo Comitê Gestor do IBS para fins orçamentários”, explica  Cristina Camara professora de Direito Tributário e Financeiro da UERJ.</p>
<p>No curto prazo, quem compra produtos de até US$ 50 do exterior deixa de pagar os 20% do Imposto de Importação e continua sujeito ao ICMS. Em 2027, a CBS será incorporada à tributação dessas operações, mas o Imposto de Importação continuará com alíquota zero nessa faixa.</p>
<p>A alíquota da CBS para 2027 ainda não foi definida e será estabelecida ao longo do processo de regulamentação da reforma tributária. A Receita Federal ficará responsável pelo cálculo, que passará pela análise do TCU antes de chegar ao Senado, responsável por fixar a alíquota de referência.</p>
<p>A mudança também afeta a diferença de tributação entre produtos importados e nacionais. Enquanto uma mercadoria importada de até US$ 50 deixa de pagar o Imposto de Importação, produtos vendidos por empresas brasileiras continuam sujeitos à estrutura tributária incidente sobre a produção e a comercialização no país.</p>
<p>A entrada da CBS altera parte dessa diferença ao levar também para o produto importado uma cobrança federal sobre o consumo.</p>
<p>“Com a entrada da CBS essa diferença tende a diminuir. A CBS incidirá da mesma forma sobre o produto nacional e sobre o importado”, diz Uarian.</p>
<p>Entidades ligadas ao varejo brasileiro defendem que a tributação dos produtos importados precisa evitar uma vantagem competitiva para plataformas estrangeiras, enquanto a reforma tributária estabelece uma nova lógica de tributação do consumo. </p>
<p>Para Cristina, a mudança está relacionada ao princípio da neutralidade previsto na reforma. </p>
<p>“O ponto positivo é o da competitividade, uma vez que um dos princípios norteadores da reforma tributária é o da neutralidade”, analisa a Cristina.</p>
<p>“A reforma tributária pode, inclusive, trazer uma alteração nos preços e tende a produzir isso com a possível majoração dos preços. Mas isso não diz respeito exclusivamente às importações”, afirma Queiroz.</p>
]]></description>
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        <media:title>preis_king-shopping-venture-4516039</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pix terá novas funções e regras de segurança; entenda as mudanças</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pix-tera-novas-funcoes-e-regras-de-seguranca-entenda-as-mudancas</link>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Pix terá novas regras e funcionalidades voltadas a aumentar a segurança das transações e ampliar as possibilidades de uso do sistema. As mudanças, anunciadas pelo Banco Central, incluem medidas para combater fraudes, alterações na cobrança de boletos e novidades para contas-salário.</p>
<p>Uma das principais novidades é a possibilidade de usar o Pix Automático em contas-salário, que passa a valer a partir de 1º de julho de 2027.  </p>
<p>O recurso permite que pagamentos recorrentes sejam autorizados uma única vez pelo usuário e realizados de forma automática nas datas previstas, sem a necessidade de uma nova confirmação a cada cobrança.</p>
<p>A modalidade poderá ser utilizada, por exemplo, para pagamentos de serviços, assinaturas e outras despesas recorrentes.</p>
<p>Já a cobrança híbrida, que reúne o boleto e o QR Code do Pix no mesmo documento, valerá a partir de 1º de fevereiro de 2027.</p>
<p>A medida permitirá que o usuário escolha entre as duas formas de pagamento e busca evitar problemas como pagamentos indevidos ou em duplicidade.</p>
<p>As novas regras também ampliam os mecanismos de segurança do sistema. As instituições financeiras terão de adotar procedimentos mais rigorosos para identificar operações suspeitas e poderão marcar chaves Pix associadas a fraudes, impedindo que elas sejam utilizadas novamente em novas transações.</p>
<p>O Banco Central também estabeleceu critérios para o tratamento de situações com suspeita ou indícios de fraude.Outra mudança envolve as contas-salário, que poderão receber Pix de forma mais ampla (com as ressalvas já existentes) e, principalmente, utilizar o Pix Automático para envio de recursos. </p>
<p>A medida faz parte das alterações que buscam facilitar a movimentação de recursos pelos clientes, enquanto o BC também atualiza as regras de participação das instituições financeiras no Pix e os procedimentos aplicados em casos de descumprimento das exigências.</p>
<p>Em situações de liquidação extrajudicial, por exemplo, a participação da instituição no sistema poderá ser suspensa imediatamente.</p>
<p>Também foram ajustados os procedimentos relacionados à exclusão de participantes e às exigências de capital social e patrimônio líquido, com o objetivo de reforçar o controle sobre as instituições que oferecem o serviço.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula repete antecessores e reajusta Bolsa Família às vésperas de eleição</title>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 20:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  anunciou nesta quinta-feira, 17, um reajuste de  15,04% nos valores do Bolsa Família . O piso do benefício subirá de  R$ 600 para R$ 691 por família , enquanto o valor médio pago deverá chegar a cerca de R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos na folha de outubro, a partir do dia 19.</p>
<p>O reajuste ocorre a  17 dias  do primeiro turno da eleição presidencial , que terá o petista como candidato à reeleição. Lula vive um momento eleitoral delicado e chegou a ser  ultrapassado por Flávio Bolsonaro (PL) em  intenções de voto para o segundo turno . A rodada mais recente da pesquisa BTG/Nexus mostrou um  recuo na preferência pelo mandatário entre beneficiários do Bolsa Família, de 56% para 51% .</p>
<p>O governo, por sua vez, afasta a hipótese eleitoreira e atribui a correção à  inflação acumulada medida pelo INPC entre março de 2023, quando o atual programa foi relançado, em agosto de 2026 . </p>
<p>A tese é compartilhada por Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda de São Paulo. " O reajuste recompõe a inflação, respeita a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] e a Lei Eleitoral. Não se trata de conceder benefício novo, mas de neutralizar a perda real ", afirmou. </p>
<p>De fato, o piso de R$ 600 estava congelado desde  março de 2023, quando Lula relançou o Bolsa Família e substituiu o Auxílio Brasil . Na ocasião, o governo manteve o mínimo de R$ 600 estabelecido no ano anterior pela gestão de Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p>Com a correção, o Palácio do Planalto considera que recompõe os 15,04% de inflação acumulada desde a reformulação e resgata o poder de consumo perdido pelos beneficiários. A legislação permite a atualização dos valores para preservar o poder de compra, embora a interpretação do governo seja de que a regra autoriza, mas não obriga, a correção periódica. </p>
<h3>O fator eleição</h3>
<p>As circunstâncias do reajuste têm precedentes. Em 2022,  Bolsonaro aumentou de R$ 400 para R$ 600 o piso  do então Auxílio Brasil  poucos meses antes do pleito. Naquele ano, o Planalto também trabalhou pela aprovação da chamada  PEC Kamikaze , que permitiu a ampliação de gastos sociais em período eleitoral. Bolsonaro aparecia em desvantagem nas pesquisas contra Lula, para quem acabou derrotado nas urnas.</p>
<p>Em 2014, ano em que Dilma Rousseff (PT) disputava a reeleição, o governo anunciou em abril um reajuste de 10% no Bolsa Família. O anúncio se deu  após uma  queda de seis pontos percentuais da petista em pesquisa Datafolha . Presidenciáveis à época, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) criticaram o reajuste. </p>
<p>Em 2008,   durante o segundo mandato de Lula, o governo federal reajustou em média 8% os benefícios do programa a cerca de três meses das eleições municipais. Na época, a justificativa foi a necessidade de compensar a inflação, especialmente a alta dos alimentos. </p>
<h2>Munição para a oposição</h2>
<p>Flávio Bolsonaro classificou o reajuste anunciado pelo oponente como "ilegal" e afirmou que a medida teria motivação eleitoral . Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) acusou o governo de fazer uma "pedalada fiscal"; o argumento  é que o reajuste não constava da proposta de Orçamento de 2027 enviada ao Congresso em agosto. </p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o reajuste "escancara o uso eleitoreiro" do Bolsa Família por Lula . "A dívida do país está no vermelho. É um desgoverno que rifa o futuro do país sem o menor pudor", escreveu o presidenciável nas redes sociais.</p>
<p>Renan Santos (Missão) acusou o petista de cometer um crime eleitoral e prometeu processá-lo . "Lula faz caridade com o bolso alheio e usa isso para comprar votos. A lei eleitoral não permite a alteração de benefícios sociais em ano eleitoral", afirmou em vídeo.</p>
<h2>Pressão nas contas públicas</h2>
<p>Afora questões eleitorais, a estimativa do Planalto é que o reajuste provocará um impacto de  R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026  e de aproximadamente  R$ 22 bilhões em 2027 . O Ministério do Planejamento afirma que os recursos poderão ser acomodados no Orçamento por meio de remanejamentos, sem alteração das metas fiscais. </p>
<p>O bloco governista defende, ainda, a tese de que a ampliação dos pagamentos do benefício gera um efeito de consumo imediato no mercado. Pesquisa do Banco Mundial sobre o Bolsa Família encontrou efeitos positivos sobre consumo e emprego formal nas localidades onde o programa se expandiu, com um  multiplicador estimado em 2,16 sobre a economia local. </p>
<p>Ao mesmo tempo, a expansão relevantes dos gastos públicos pressiona o Planalto quanto aos reajustes do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) e pode provocar um efeito negativo nos mercados. Nesta quinta-feira, o dólar passou a subir e o Ibovespa chegou a cair após o anúncio, movimento atribuído por analistas à preocupação com o impacto fiscal e sobre a demanda.</p>
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        <media:title>Lula sanciona lei</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O que Lula, Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado, Renan Santos e Augusto Cury propõem para a economia</title>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 18:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  economia brasileira chega à eleição de 2026 com indicadores positivos  em algumas das principais frentes acompanhadas pelo próximo governo. O Produto Interno Bruto cresceu 2,3% em 2025 e alcançou R$ 12,7 trilhões, enquanto o desemprego médio ficou em 5,6%, o menor da série iniciada em 2012. A taxa de investimento, por outro lado, permaneceu em 16,8% do PIB.</p>
<p>Os números ajudam a explicar parte do cenário econômico que estará em discussão na eleição, mas  não eliminam problemas como a necessidade de ampliar a produtividade e os investimentos, equilibrar as contas públicas, reduzir o custo do crédito e discutir o peso da carga tributária  sobre empresas e consumidores.</p>
<p>Nos seis programas de governo, essas questões aparecem acompanhadas de propostas diferentes para o papel do Estado e da iniciativa privada, a política industrial, os impostos, o crédito e a condução das contas públicas. Este texto faz parte de uma série sobre os planos de quem deseja governar o Brasil. Nele, o GSW Brasil lista e examina as principais propostas econômicas dos seis candidatos à Presidência mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.</p>
<h2>Lula mantém o arcabouço fiscal</h2>
<p>Lula propõe manter o atual arcabouço fiscal e combinar o controle das despesas com medidas voltadas ao crescimento econômico, ao aumento da eficiência do gasto público e à ampliação da justiça tributária. </p>
<p>O programa também defende a criação de condições para uma redução sustentada dos juros, sem abandonar o controle da inflação.</p>
<p>Na política de investimentos, o plano prevê elevar a taxa de investimento da economia por meio de projetos de infraestrutura logística e social e incentivar a participação privada na indústria, especialmente em inovação e setores considerados estratégicos. </p>
<p>A política industrial continuaria organizada em torno da  Nova Indústria Brasil , programa federal voltado à modernização e ao aumento da competitividade da indústria nacional, com prioridades como inteligência artificial, minerais críticos, transição ecológica e cadeias tecnológicas.</p>
<p>O candidato também propõe aprofundar o mercado doméstico de capitais e ampliar os instrumentos de financiamento de longo prazo, além de fortalecer políticas de crédito produtivo e continuar a simplificação do ambiente de negócios para micro e pequenas empresas.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro quer reduzir  máquina pública</h2>
<p>Flávio Bolsonaro propõe rever a reforma tributária com o objetivo de reduzir a carga sobre produção e consumo e defende um ajuste fiscal baseado na redução do tamanho da máquina pública. </p>
<p>O programa prevê cortar pelo menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados e despesas administrativas e combater supersalários e benefícios considerados excessivos.</p>
<p>O plano também propõe revisar regras tributárias, previdenciárias e trabalhistas e realizar um “revogaço regulatório”, com a retirada de normas consideradas desnecessárias. </p>
<p>Na agenda empresarial, aparecem medidas de desburocratização, a criação do  Minha Primeira Empresa  e a ampliação do crédito para pequenos negócios.</p>
<p>A proposta inclui ainda uma nova missão para a Caixa Econômica Federal no financiamento da aquisição de patrimônio e do empreendedorismo. </p>
<p>Na infraestrutura, Flávio Bolsonaro prevê R$ 900 bilhões em investimentos ao longo de quatro anos para rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias, com forte participação da iniciativa privada.</p>
<h2>Zema propõe choque fiscal</h2>
<p>Zema propõe um choque fiscal como instrumento para estabilizar a dívida pública e criar condições para a queda dos juros. </p>
<p>O plano inclui redução de despesas, combate a fraudes em programas sociais e ampliação de parcerias com o setor privado na prestação de serviços públicos.</p>
<p>Na política de crédito, o candidato prevê reduzir impostos incidentes sobre empréstimos e diminuir gradualmente as linhas de crédito direcionado e subsidiado, ao mesmo tempo em que pretende aumentar a concorrência no sistema bancário. </p>
<p>A proposta está associada à redução do custo do financiamento e a uma menor participação do Estado na definição da oferta de crédito.</p>
<p>Para as empresas, Zema propõe reduzir gradualmente o Imposto de Renda, aproximando a tributação brasileira da praticada em outros países, além de diminuir barreiras à entrada de novos concorrentes e simplificar regras trabalhistas e regulatórias.</p>
<p>O programa também defende maior segurança jurídica para investimentos, autonomia das agências reguladoras, abertura comercial e aumento da concorrência em diferentes setores da economia.</p>
<h2>Caiado quer ajuste com crescimento</h2>
<p>Caiado propõe uma estratégia de estabilização fiscal acompanhada de uma agenda nacional de crescimento, com a iniciativa privada como principal motor dos investimentos e atuação do Estado em áreas como infraestrutura, capital humano, estabilidade econômica e regulação.</p>
<p>O programa prevê uma  Estratégia Brasil 2040 , plano de longo prazo para orientar as políticas de desenvolvimento, além de medidas para reduzir o custo do capital produtivo, ampliar acordos comerciais, diminuir barreiras à importação de insumos e tecnologia e fortalecer micro e pequenas empresas.</p>
<p>A política industrial busca aumentar a complexidade tecnológica e o valor agregado da produção brasileira, com incentivos à inovação, ao processamento de minerais estratégicos e à inteligência artificial, além de maior integração entre agronegócio, indústria, energia, mineração e ciência.</p>
<p>O candidato também propõe revisar gastos e subsídios, reduzir desperdícios e reorganizar a administração federal sem retirar, segundo o programa, a rede de proteção social das famílias de baixa renda.</p>
<h2>Renan Santos pretence criar zonas econômicas especiais</h2>
<p>Renan Santos apresenta um ajuste fiscal estimado no próprio plano em aproximadamente R$ 250 bilhões anuais e defende mudanças na estrutura do Estado e no sistema de benefícios sociais. </p>
<p>O programa associa a recuperação das contas públicas ao aumento da produtividade e propõe uma reforma do assistencialismo que procure reduzir desincentivos à entrada no mercado formal de trabalho.</p>
<p>Outra frente é a criação de  Zonas Econômicas Especiais , áreas com regras tributárias e aduaneiras próprias, redução de burocracia e infraestrutura dedicada para estimular a instalação de empresas. </p>
<p>O plano sugere inicialmente polos industriais em Suape, Pecém/Araripe e Aratu-Camaçari, voltados a setores como hidrogênio verde, petroquímica, aço de baixo carbono, fertilizantes, baterias e semicondutores.</p>
<p>A proposta procura concentrar investimentos em regiões e setores considerados estratégicos, combinando condições tributárias específicas com infraestrutura para atrair empresas e ampliar a produção.</p>
<h2>Cury e o espaço do empreendedor</h2>
<p>Augusto Cury coloca o empreendedorismo entre os principais instrumentos de desenvolvimento econômico e propõe criar uma Secretaria Executiva ou um novo Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída. </p>
<p>O programa prevê uma política nacional para estimular pequenos negócios, economia local, cooperativismo e formação empresarial, acompanhada por programas de capacitação e acesso a crédito.</p>
<p>Entre os projetos apresentados estão  Comunidades Empreendedoras do Brasil ,  Brasil Empreendedor nas Estradas ,  Agroindústria Brasil ,  Brasil Cooperativismo ,  Brasil Exportador  e  Embaixadas Empreendedoras . </p>
<p>As iniciativas procuram aproximar pequenos produtores e empreendedores dos mercados nacional e internacional e ampliar a participação de negócios de menor porte nas cadeias produtivas.</p>
<p>O programa também associa o estímulo ao empreendedorismo à formação empresarial e ao acesso ao crédito, com propostas voltadas à expansão de pequenos negócios e ao fortalecimento de atividades econômicas locais.</p>
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        <media:title>dinheiro</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Selic cai para 13,75%: como os juros afetam crédito e investimentos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/selic-cai-como-juros-afetam-credito-e-investimentos</link>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), reduziu nesta quarta-feira, 16, a taxa básica de juros da economia brasileira de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da Selic.</p>
<p>A decisão foi unânime. Esta foi a última reunião do Copom antes do primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro.</p>
<p>A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para outras taxas cobradas no país, como as de empréstimos e financiamentos. Também influencia a remuneração de investimentos. O Copom define seu valor a cada 45 dias, principalmente com o objetivo de manter a inflação sob controle.</p>
<p>Os dados recentes de preços ajudaram na decisão. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e acumula alta de 4,22% em 12 meses.</p>
<p>Na segunda-feira, 14, a Pesquisa Focus, levantamento do BC com instituições do mercado financeiro, mostrou redução da previsão de inflação para 2026, de 5% para 4,9%. Para 2027, a estimativa está em 4,3%.</p>
<p>As previsões do próprio Copom são diferentes: inflação de 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028.</p>
<p>A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5% a 4,5%.</p>
<h2>Qual efeito sobre o crédito?</h2>
<p>A redução da Selic cria espaço para a queda dos juros de empréstimos e financiamentos, mas isso não ocorre automaticamente nem na mesma proporção.</p>
<p>Os bancos consideram outros fatores para definir as taxas cobradas dos clientes, como risco de inadimplência, custos e impostos. Por isso, os efeitos tendem a aparecer gradualmente.</p>
<p>O movimento acumulado é mais relevante do que o corte de quarta-feira isoladamente. A Selic chegou a 15% ao ano e, depois de cinco reduções consecutivas, está agora em 13,75%.</p>
<p>Quem já contratou um financiamento com juros fixos não terá redução nas parcelas por causa da nova Selic. Para quem pretende contratar crédito, a sequência de cortes pode contribuir para taxas menores ao longo do tempo.</p>
<p>No cartão de crédito e no cheque especial, o efeito tende a ser ainda mais limitado. Essas modalidades têm juros muito superiores à Selic e incorporam outros custos e riscos.</p>
<h2>Onde investir?</h2>
<p>A queda dos juros também altera a rentabilidade das aplicações financeiras.</p>
<p>Investimentos que acompanham diretamente a Selic ou o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), taxa usada como referência por grande parte da renda fixa, tendem a render menos conforme os juros caem. É o caso do Tesouro Selic e de muitos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).</p>
<p>Isso não significa que esses investimentos deixaram de ser atraentes. A Selic continua em 13,75% ao ano, um patamar elevado.</p>
<p>Na poupança, a regra não muda. Enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento continua sendo de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).</p>
<h2>Por que o Banco Central cortou os juros?</h2>
<p>Além dessa desaceleração recente da inflação, o BC vê sinais de perda de ritmo da economia. Segundo o Copom, os indicadores mostram uma “moderação gradual da atividade econômica”, principalmente nos setores mais sensíveis aos juros, embora o mercado de trabalho continue aquecido.</p>
<p>Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú, destaca, em análise publicada pelo banco, que dados divulgados desde a reunião anterior, incluindo a composição do Produto Interno Bruto (PIB) e indicadores mensais de atividade, vieram, em geral, abaixo do esperado. Para o economista, a comunicação do Banco Central mostra maior confiança nesse processo de desaceleração.</p>
<p>O cenário, porém, ainda exige cautela. O Copom aponta riscos como uma nova pressão dos preços do petróleo, efeitos climáticos sobre alimentos e energia, inflação de serviços resistente e uma desvalorização persistente do real.</p>
<p>“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, afirmou o Copom no comunicado.</p>
<p>Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação dos últimos meses, segundo nota divulgada pela entidade. “Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária”.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asB8Q8dIvU1fXS10Q.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Este é o quinto corte consecutivo da Selic."/>
<h2>Estados Unidos vão na direção contrária</h2>
<p>No mesmo dia em que o Brasil reduziu os juros, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, fez o movimento contrário. Ele elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta em mais de três anos.</p>
<p>A decisão foi influenciada pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que reforçou as preocupações com a inflação americana.</p>
<p>O movimento também importa para o Brasil. Juros mais altos nos Estados Unidos tornam os investimentos naquele país mais atraentes e podem afetar o câmbio. A pressão sobre o dólar pode encarecer produtos e insumos importados e alimentar a inflação, dificultando novos cortes da Selic.</p>
<p>Em seu comunicado, o Copom afirmou que o ambiente internacional permanece incerto, citando os conflitos no Oriente Médio e a política monetária das economias avançadas.</p>
<h2>E agora?</h2>
<p>O Copom não indicou se fará novo corte na próxima reunião. A comunicação praticamente não mudou em relação ao encontro anterior e, de acordo com Guillen, não trouxe “sinalizações explícitas sobre os próximos passos” dos juros.</p>
<p>O cenário-base do Itaú é de uma pausa no ciclo de cortes. A avaliação, porém, dependerá dos novos indicadores econômicos divulgados até a próxima reunião do Copom, nos dias 3 e 4 de novembro.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brazil Pulse: 69% dos brasileiros relacionam tarifaço a eleição presidencial</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brazil-pulse-69-dos-brasileiros-relacionam-tarifaco-a-eleicao-presidencial</link>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 12:19:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Brazil Pulse divulgada com exclusividade pelo  GSW Brasil  nesta sexta-feira, 11, revela que,  para 69% dos brasileiros, o tarifaço imposto pelo governo dos EUA sobre produtos brasileiros impacta as eleições presidenciais .</p>
<p>Aqueles que consideram essa relação direta são 32% dos entrevistados, enquanto 37% responderam que há alguma relação entre as sobretaxas americanas e o pleito de outubro. Para 18%, as duas coisas não estão relacionadas; 13% disseram não saber.</p>
<p>Em sua campanha pela reeleição, o presidente  Lula (PT) tem insistido em associar Flávio Bolsonaro (PL) à retaliação comercial imposta pelo governo Donald Trump  na tentativa de desgastar o principal opositor. Nas pesquisas mais recentes, o '01' ganhou intenções de voto e chegou a superar o petista em simulações de segundo turno. </p>
<p> A primeira rodada do tarifaço,  em julho de 2025, foi anunciada pelo republicano em resposta a uma "caça às bruxas" promovida pelo Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) -- hoje em prisão domiciliar --, de quem é aliado. </p>
<p>Desde então, apesar da negociação conduzida por Lula, novas taxas foram impostas sobre produtos brasileiros. Na avaliação de 38% dos entrevistados pela Brazil Pulse, a  resposta do petista às tarifas foi ruim ou péssima; 30% a consideram ótima ou boa; e 22%, regular .</p>
<p>Assim como no diagnóstico, os brasileiros também se dividem quanto às medidas que deveriam ser adotadas no cenário atual, em que as exportações para os EUA seguem sobretaxadas na base de 25%. </p>
<p>Para 46%, a melhor alternativa é negociar um acordo com a Casa Branca. Outros 31% sugeriram buscar novos parceiros comerciais e reduzir a dependência em relação ao mercado americano, enquanto 9% gostariam de ver uma retaliação comercial à altura. Para 4%, o problema se resolverá sozinho; 9% não souberam responder.  </p>
<h2>Percepção das taxas na 'vida real'</h2>
<p>A pesquisa ainda questionou os brasileiros a respeito do impacto real do tarifaço.  Para 66%, as taxas vão prejudicar a vida dos brasileiros ; enquanto 55% responderam que elas vão atrapalhar diretamente as suas  vidas. Para 13%, a população será beneficiada pelas taxas, enquanto 12% se consideram diretamente beneficiados por elas.</p>
<p>O instuto ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais nas 27 unidades da federação por meio de  questionários online . Como os pesquisadores não estabelecem uma seleção -- o que acontece ocorre em abordagens presenciais --, os dados foram ponderados para representar um extrato do eleitorado brasileiro. </p>
<p>A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.</p>
<p>Recém-chegado ao mercado brasileiro, o  Brazil Pulse  é um instituto de pesquisas e inteligência de dados dirigido por Mauro Paulino e Alessandro Janoni, ex-executivos do Datafolha.</p>
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        <media:title>Trump e Lula</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo reduz imposto da gasolina, mas preço pode não cair nos postos</title>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A gasolina passa a ter uma redução de R$ 0,63 por litro em tributos federais a partir desta quinta-feira, 10, mas isso não significa que o motorista encontrará esse mesmo desconto — ou necessariamente uma redução equivalente — nos postos. A medida foi adotada pelo governo em meio à forte alta do petróleo provocada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio e tem como objetivo amortecer o impacto desse movimento sobre os combustíveis no Brasil.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira, 9, decreto que reduz a cobrança de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina. Com a mudança, esses tributos passam a somar R$ 0,16 por litro. </p>
<p>O decreto também zera PIS/Pasep e Cofins sobre o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível. Nesse caso, a redução tributária corresponde a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>As novas alíquotas entram em vigor nesta quinta-feira e valem até 9 de outubro.</p>
<h2>Por que o governo reduziu os tributos agora?</h2>
<p>A decisão ocorre em meio a uma nova escalada do preço internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, voltou à casa dos US$ 100 nesta quarta-feira, 9, pela primeira vez desde o fim de julho.</p>
<p>Quanto mais caro fica o petróleo, maior é a pressão sobre o custo de seus derivados, como gasolina e diesel. Esse movimento internacional também influencia o mercado brasileiro e pode acabar chegando ao consumidor.</p>
<p>É justamente essa pressão que o governo tenta amortecer. Na prática, há duas forças atuando em sentidos contrários: enquanto a alta do petróleo pressiona os combustíveis para cima, a redução dos tributos federais diminui uma parcela do custo da gasolina.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que as medidas são para conter a alta dos combustíveis decorrente da crise geopolítica e disse que elas não têm caráter eleitoral. Lula concorre à reeleição. O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro.</p>
<h2>Então, a gasolina vai ficar mais barata?</h2>
<p>Há uma redução efetiva no preço com tributos para as distribuidoras, mas ainda não é possível afirmar quanto dela chegará ao consumidor.</p>
<p>Até quarta-feira, 9, o governo concedia uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. A Petrobras repassava esse benefício reduzindo em igual valor o preço cobrado das distribuidoras.</p>
<p>Com o fim desse mecanismo, a estatal deixa de aplicar o desconto de R$ 0,44 e o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras passa a R$ 3,05 por litro. Ao mesmo tempo, o governo reduz em R$ 0,63 os tributos federais.</p>
<p>Segundo a Petrobras, a combinação das duas mudanças faz com que o preço com tributos percebido pelas distribuidoras fique R$ 0,19 por litro menor do que o praticado até quarta-feira.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o motorista encontrará automaticamente R$ 0,19 a menos na bomba.</p>
<p>O preço final da gasolina é formado por diferentes componentes. Além do valor cobrado na origem e dos tributos federais, entram nessa conta a mistura obrigatória de etanol anidro, impostos estaduais, custos de distribuição e transporte e as margens de distribuidores e postos.</p>
<p>Há ainda o próprio comportamento do petróleo. Como a cotação internacional está em patamar elevado devido à guerra, novos movimentos de alta podem pressionar novamente os custos.</p>
<p>Por isso, a redução observada na etapa inicial da cadeia pode chegar integralmente aos postos, chegar apenas em parte ou ser compensada por outros custos. O efeito para o motorista poderá ser acompanhado nos levantamentos de preços realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p>
<h2>E o diesel?</h2>
<p>Para o diesel, o governo adotou outro mecanismo. Lula assinou uma medida provisória que autoriza uma nova subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel rodoviário.</p>
<p>Já existe uma subvenção de aproximadamente R$ 1,12 por litro, válida até 26 de setembro. Enquanto os dois benefícios estiverem simultaneamente em vigor, a ajuda poderá chegar a cerca de R$ 2,12 por litro.</p>
<p>Os participantes do programa deverão descontar o valor da subvenção do preço de venda e registrar a redução na nota fiscal. A ANP será responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da ajuda.</p>
<p>O valor da nova subvenção poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado de acordo com as condições do mercado. No fim de setembro, o governo deverá reavaliar a necessidade de manter um benefício superior a R$ 1 por litro.</p>
<p>A tentativa de conter o diesel tem efeitos que vão além de quem abastece veículos com esse combustível. Como grande parte das mercadorias no Brasil é transportada por rodovias, uma forte alta do diesel encarece os fretes e pode pressionar os preços de alimentos e de outros produtos.</p>
<h2>Quanto as medidas vão custar?</h2>
<p>O governo estima em cerca de R$ 7 bilhões por mês o impacto fiscal das novas medidas para gasolina, etanol e diesel.</p>
<p>Segundo o Executivo, parte desse custo será compensada pelo aumento das receitas públicas provocado pela própria valorização do petróleo. Preços mais elevados elevam a arrecadação ligada à produção da commodity, incluindo tributos e royalties.</p>
<p>O pacote foi anunciado a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro, no qual Lula concorre à reeleição.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Argentina vai investigar empresas por projetos de petróleo próximos às Malvinas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/argentina-vai-investigar-empresas-por-projetos-de-petroleo-proximos-as-malvinas</link>
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      <pubDate>Sun, 06 Sep 2026 11:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  Argentina investigará possíveis vínculos entre 45 entidades e projetos de exploração de hidrocarbonetos nas proximidades das Ilhas Malvinas , arquipélago no Atlântico Sul cuja soberania é disputada por Londres e Buenos Aires, segundo um comunicado da Presidência.</p>
<p>O anúncio ocorreu depois de o presidente  Javier Milei  afirmar, em discurso na quinta-feira, 3, que sopram “ventos de mudança favoráveis” para a  histórica reivindicação argentina sobre as Malvinas  e anunciar  sanções mais severas para qualquer projeto de exploração de petróleo na região  do arquipélago.</p>
<p>O comunicado presidencial não identificou as entidades que serão alvo das sanções. Segundo veículos de imprensa argentinos, porém, entre elas estão empresas britânicas, canadenses, dinamarquesas, americanas, holandesas e israelenses.</p>
<p>“Será iniciado o procedimento sancionatório não apenas contra empresas que estariam realizando ilegalmente atividades de exploração de hidrocarbonetos em nossa plataforma continental, mas também contra seus acionistas e empresas que lhes tenham prestado serviços”, afirmou o texto.</p>
<p>Na tarde de sábado, 5, as empresas de serviços petrolíferos Schlumberger, Halliburton e Baker Hughes divulgaram comunicados nos quais afirmaram que não participam nem pretendem participar de projetos de exploração de hidrocarbonetos próximos às ilhas.</p>
<p>Mais tarde, Milei compartilhou no X uma notícia sobre os comunicados, acompanhada da sigla “TMAP” (“tudo marcha de acordo com o plano”, em tradução livre).</p>
<h2>Malvinas é alvo de disputa histórica</h2>
<p>Localizadas a 600 km da Argentina e administradas pelo Reino Unido, as  Ilhas Malvinas foram palco de uma guerra em 1982 . O conflito terminou com a rendição do então governo ditatorial argentino após 74 dias de combates que deixaram 649 argentinos e 255 britânicos mortos.</p>
<p>O endurecimento da posição de Milei sobre as Malvinas, tema central da identidade argentina, ocorreu poucos dias depois de uma aparente mudança de posição de seu aliado, Donald Trump, sobre a questão.</p>
<p>“Sempre reviso todas as posições. Esta é uma entre muitas”, declarou o presidente americano no início da semana, sem dar mais detalhes, ao se referir à posição de neutralidade dos EUA em relação às  Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos.</p>
<p>Em resposta ao discurso de Milei, Londres reafirmou na sexta-feira, 4, que as  ilhas “são britânicas e continuarão sendo, porque essa é a vontade esmagadora de seus habitantes”  e que seu compromisso com o território é “inquebrantável”.</p>
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        <media:title>Milei</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Congresso derruba taxa das blusinhas: entenda como ficam as compras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/taxa-das-blusinhas-como-ficam-compras</link>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem compra produtos de até US$ 50 em sites internacionais continuará sem pagar o Imposto de Importação de 20% que ficou conhecido como “taxa das blusinhas”.</p>
<p>Câmara e Senado aprovaram na quinta-feira, 3, a medida provisória que mantém zerada a cobrança. A isenção já estava valendo desde maio, quando o governo editou a MP 1.357/2026, mas poderia perder a validade em 8 de setembro sem a aprovação do Congresso.</p>
<p>A compra, porém, não fica totalmente livre de impostos. O ICMS, cobrado pelos estados e pelo Distrito Federal, continua incidindo sobre as encomendas internacionais.</p>
<p>A decisão é mais um capítulo de uma disputa que começou antes mesmo da criação da “taxa das blusinhas”, em 2024. De um lado estavam os consumidores atraídos pelos preços mais baixos de plataformas internacionais. Do outro, indústria e varejo brasileiros, que afirmam enfrentar uma concorrência desigual com os produtos importados.</p>
<h2>Por que a taxa das blusinhas foi criada?</h2>
<p>Durante anos, as compras internacionais de pequeno valor tiveram um tratamento que provocava discussões sobre tributação e fiscalização. Em 2023, o governo criou o Remessa Conforme, programa da Receita Federal que passou a permitir o recolhimento dos tributos no momento da compra e concedeu alíquota zero de Imposto de Importação para compras de até US$ 50 realizadas em plataformas participantes. O ICMS continuava sendo cobrado.</p>
<p>A medida provocou reação de representantes da indústria e do varejo. O argumento era que produtos enviados diretamente do exterior chegavam ao consumidor com uma carga tributária inferior à enfrentada por mercadorias produzidas ou comercializadas por empresas instaladas no Brasil, criando uma concorrência desigual.</p>
<p>A discussão chegou ao Congresso. Em 2024, foi aprovada a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre as compras internacionais de até US$ 50. A medida entrou em vigor em 1º de agosto daquele ano e ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.</p>
<p>Apesar do apelido, o imposto não atingia apenas roupas. A cobrança alcançava diferentes tipos de mercadorias importadas dentro dessa faixa de valor.</p>
<h2>Por que a taxa caiu?</h2>
<p>A cobrança encontrou forte resistência entre os consumidores e se tornou uma medida impopular. Pesquisa da Proteste realizada entre 12 e 21 de maio deste ano, com 1,3 mil consumidores em 12 capitais, mostrou que 92% dos entrevistados consideravam acertado acabar definitivamente com a taxa. Outros 88% defendiam que o Congresso tratasse a aprovação da isenção como prioridade.</p>
<p>O levantamento também mostrou que 75% consideravam injusta a cobrança sobre compras internacionais de baixo valor. Entre consumidores das classes C e D, o percentual chegava a 79%.</p>
<p>Em maio, o governo editou a MP 1.357/2026 e zerou novamente o Imposto de Importação sobre as compras de até US$ 50. Como a medida provisória perderia a validade em setembro sem a aprovação do Congresso, a continuidade da isenção dependia da votação de deputados e senadores.</p>
<p>Ao defender a medida, a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que as compras de pequeno valor são utilizadas por brasileiros que procuram produtos mais baratos e alternativas para fazer o orçamento caber no fim do mês.</p>
<p>A retirada do imposto, porém, voltou a provocar críticas de setores da indústria e do comércio. O argumento continua sendo o de que a isenção favorece produtos importados e aumenta a diferença tributária e concorrencial em relação às empresas que produzem e vendem no Brasil.</p>
<h2>Avaliações periódicas pelo Ministério da Fazenda</h2>
<p>O texto aprovado pelo Congresso prevê acompanhamento periódico dos efeitos da isenção sobre a economia brasileira. O Ministério da Fazenda terá de fazer a primeira avaliação em até três meses. Depois, os levantamentos deverão ocorrer em intervalos de, no máximo, seis meses.</p>
<p>Serão analisados os efeitos sobre emprego e renda, competitividade da indústria e do comércio varejista, preços dos produtos de consumo popular, volume e origem das encomendas e arrecadação federal e estadual.</p>
<p>O acompanhamento terá de incluir os setores têxtil e de vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos, particularmente expostos à concorrência dos produtos vendidos por plataformas estrangeiras.</p>
<p>O Congresso também fará uma avaliação anual. Para isso, o governo deverá apresentar até 30 de abril de cada ano dados sobre arrecadação, efeitos sobre indústria e comércio e estimativa da renúncia de receitas para o ano seguinte.</p>
<h2>Afinal, quanto de imposto continua sendo cobrado?</h2>
<p>O Imposto de Importação de 20% sobre compras de até US$ 50 permanece zerado.</p>
<p>Mas o ICMS continua sendo cobrado. Como se trata de um imposto estadual, as alíquotas são definidas pelos estados e pelo Distrito Federal.</p>
<p>Ou seja, o fim da “taxa das blusinhas” não significa que essas compras internacionais ficaram livres de tributação. O que deixa de ser cobrado é o imposto federal de 20% que recebeu esse apelido.</p>
<h2>E o dólar usado na compra?</h2>
<p>O texto aprovado traz uma mudança para quem compra em plataformas habilitadas no programa de conformidade da Receita Federal.</p>
<p>Poderá ser utilizada a taxa de câmbio vigente na data da compra para determinar o valor da mercadoria.</p>
<p>Hoje, uma oscilação do dólar entre o momento da compra e a entrada da encomenda no país pode alterar o valor considerado para a tributação. A nova regra evita essa diferença.</p>
<h2>Posso fazer várias compras de até US$ 50?</h2>
<p>O governo poderá estabelecer limites de quantidade ou de frequência para o uso da alíquota reduzida nas compras feitas por pessoas físicas.</p>
<p>Também poderá criar critérios para identificar o fracionamento artificial de encomendas — quando uma operação é dividida em várias remessas menores para se enquadrar no limite — e impedir o uso do regime em compras destinadas à atividade comercial ou à revenda.</p>
<p>Mas, até que a Receita Federal edite uma norma específica detalhando cotas por CPF (por exemplo, limite de compras por mês ou ano), o benefício de alíquota zero para compras de até US$ 50 segue sem restrições numéricas diárias para o consumidor final, desde que para uso próprio e sem finalidade comercial.</p>
<h2>Plataformas terão mais responsabilidade</h2>
<p>As plataformas participantes do programa de conformidade da Receita Federal terão de reforçar os mecanismos para identificar fraudes nas compras internacionais.</p>
<p>Elas deverão buscar indícios de subfaturamento, divisão artificial de encomendas e ocultação da identidade do remetente, além de manter a rastreabilidade dos vendedores estrangeiros e monitorar padrões anormais de remessas.</p>
<p>Também terão de verificar dados cadastrais e meios de pagamento associados aos vendedores e disponibilizar canais para denúncias de produtos ilegais ou que violem direitos de propriedade intelectual.</p>
<p>Ofertas irregulares deverão ser retiradas e vendedores infratores poderão ser suspensos. As empresas também terão de cooperar com as autoridades e apresentar relatórios trimestrais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual.</p>
<h2>Medicamentos terão regra especial</h2>
<p>O Congresso incluiu ainda a isenção do Imposto de Importação para medicamentos sem similar nacional comprados por pessoas físicas para uso próprio no tratamento de doenças raras ou negligenciadas.</p>
<p>Para ter direito ao benefício, o medicamento deverá ser classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como sem similar no Brasil.</p>
<p>Esses produtos também ficarão fora dos limites de valor do Regime de Tributação Simplificada. Os critérios ainda precisarão ser regulamentados, e a medida deverá começar a produzir efeitos em até 180 dias após a publicação da lei.</p>
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        <media:title>celular-commerce</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Orçamento de 2027 prevê inflação de 3,6%; veja o que pode mudar no seu bolso</title>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal enviou ao Congresso nesta segunda-feira, 31, sua proposta de  Orçamento para 2027.  É o documento que reúne as previsões para a economia e estabelece quanto a União espera arrecadar e gastar no próximo ano.</p>
<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), apresentado à imprensa pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), confirma a previsão,  já divulgada pelo GSW Brasil , de que  o salário mínimo passe dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em janeiro, aumento de R$ 120, ou 7,4% . O valor ainda não é definitivo porque depende da inflação acumulada até novembro. Pela regra atual, o reajuste repõe a inflação e acrescenta um ganho acima dela, calculado a partir do crescimento da economia e limitado pelas regras fiscais.</p>
<p>O mínimo não determina apenas o pagamento de quem recebe esse salário. Também  é referência para aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. Por isso, seu reajuste alcança milhões de pessoas e também aumenta despesas do governo.</p>
<h2>Preços devem continuar subindo, mas em ritmo menor</h2>
<p>Para montar o Orçamento,  o governo considerou inflação de 3,60% em 2027 . Isso não significa queda de preços. Se a previsão se confirmar, produtos e serviços continuarão ficando mais caros, em média, mas em ritmo menor.</p>
<p>A projeção está  abaixo dos 4,28% esperados pelo mercado financeiro, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 31.  O Focus reúne previsões de instituições e profissionais do mercado.</p>
<p>Também há uma diferença importante em relação ao crescimento da economia.  O governo trabalha com avanço de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a mediana das projeções reunidas pelo Focus está em 1,50% . A apresentação do Orçamento confirma os 2,46% usados pela equipe econômica.</p>
<p>Essa diferença importa porque uma economia que cresce mais tende a favorecer emprego e renda e também a aumentar a arrecadação de impostos. Se a atividade avançar menos do que o governo prevê, as receitas podem ficar abaixo do esperado.</p>
<p>Os juros, por sua vez, devem continuar pesando . O governo elevou de 10,55% para 12,53% sua estimativa para a Selic acumulada em 2027.  Juros altos tornam mais caros empréstimos, financiamentos e compras a prazo e aumentam os custos das empresas que recorrem ao crédito.</p>
<h2>Bolsa Família não tem reajuste previsto</h2>
<p>O projeto destina R$ 157,1 bilhões ao Bolsa Família e  não prevê reajuste do benefício em 2027.  Para o BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios do programa, são R$ 145,1 bilhões. Os benefícios da Previdência somam R$ 1,169 trilhão.</p>
<p>Na Saúde, estão previstos R$ 272,2 bilhões, exatamente o mínimo exigido pelas regras atuais. A Educação terá R$ 141,2 bilhões, pouco acima do piso de R$ 138,8 bilhões. Para investimentos, a proposta reserva R$ 133,8 bilhões, ante um mínimo de R$ 88,7 bilhões.</p>
<p>Ao mesmo tempo, diminuiu o espaço previsto para despesas sobre as quais o Executivo tem maior poder de decisão. Esse montante, que inclui recursos para manter ministérios e políticas públicas funcionando e realizar investimentos, ficou em R$ 266,8 bilhões, R$ 7,9 bilhões abaixo do previsto anteriormente para 2027.</p>
<p>Isso não significa, por si só, corte de R$ 7,9 bilhões em Saúde ou Educação. A redução atinge o conjunto desses gastos mais flexíveis e mostra que o governo terá menos espaço para acomodar novas despesas e prioridades.</p>
<h2>Governo prevê terminar o ano no azul</h2>
<p>A proposta estima que o governo federal termine 2027 com R$ 18,6 bilhões a mais em receitas do que em despesas, sem contar os juros da dívida pública. É o chamado superávit primário.</p>
<p>A previsão considera R$ 2,849 trilhões em receitas, depois das transferências para estados e municípios, e R$ 2,830 trilhões em gastos com Previdência, salários, benefícios, serviços e políticas públicas.</p>
<p>Mas quem acompanhar as notícias sobre o Orçamento também encontrará outro número: R$ 83,4 bilhões. A diferença ocorre porque a legislação permite retirar determinadas despesas da conta usada para verificar se o governo cumpriu sua meta. Entre elas estão parte dos precatórios, dívidas que a União foi condenada definitivamente pela Justiça a pagar.</p>
<p>Feitas essas exclusões, o saldo considerado para a meta chega a R$ 83,4 bilhões. O objetivo estabelecido para 2027 é de R$ 73,2 bilhões, o que deixa uma margem de R$ 10,1 bilhões pelas contas apresentadas pelo governo.</p>
<h2>Há pouco espaço para aumentar alguns gastos</h2>
<p>O Orçamento também carrega consequências de resultados fiscais dos anos anteriores.  Como o governo registrou déficit em 2025, uma regra limita a 0,6% acima da inflação o crescimento das despesas com pessoal do Executivo em 2027, com exceção de pagamentos determinados pela Justiça. Na prática, isso restringe o espaço para aumentos reais de gastos com servidores.</p>
<p>Outra regra limita o crescimento de despesas que têm receitas específicas destinadas por lei. O Ministério do Planejamento calcula que esse mecanismo conterá cerca de R$ 8,9 bilhões em gastos em 2027.</p>
<p>Essas restrições ajudam o governo a tentar fechar as contas no azul, mas também diminuem sua liberdade para ampliar despesas.</p>
<h2>Um Orçamento preparado antes da eleição</h2>
<p>Há ainda uma particularidade importante: o Orçamento 2027 será executado no primeiro ano do mandato presidencial que começa em janeiro.</p>
<p>Quem assumir não poderá simplesmente descartar o Orçamento nem decidir livremente o destino de todo o dinheiro.  Boa parte das despesas é obrigatória, determinada pela Constituição ou por leis. Na proposta para 2027, elas representam 91,7% das despesas primárias.</p>
<p>Também precisam ser respeitados os pisos de Saúde e Educação e as regras fiscais em vigor. O salário mínimo segue uma fórmula definida em lei. Para mudar essas regras, não basta uma decisão do presidente: é necessária alteração na legislação.</p>
<p>Há, porém, uma parcela do Orçamento em que o Executivo tem maior poder de escolha. É justamente o dinheiro usado para custear parte do funcionamento do governo, programas e investimentos.  O presidente que tomar posse poderá mudar prioridades nessa parcela e também propor ao Congresso alterações no Orçamento e nas próprias políticas públicas.</p>
<p>Antes disso, o projeto ainda será analisado pelos deputados e senadores, que poderão modificar a distribuição dos recursos. O Orçamento apresentado agora, portanto, estabelece o ponto de partida para 2027, mas nem todas as escolhas feitas pelo atual governo necessariamente permanecerão iguais depois da eleição.</p>
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        <media:credit role="photographer">Lula Marques/Agência Brasil.</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O preço do luxo em cada país: a bolsa como unidade de medida</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-preco-do-luxo-em-cada-pais-a-bolsa-como-unidade-de-medida</link>
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      <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Durante anos, comprar uma bolsa de luxo significou mais do que adquirir um acessório. Para as grandes marcas, bolsas como Louis Vuitton Speedy, Chanel Classic Flap e Prada Galleria se transformaram em símbolos de status, reconhecimento e, em alguns casos, até de investimento.</p>
<p>Mas, a escalada dos preços nos últimos anos mudou a relação do consumidor com esse mercado. Afinal, quanto custa o mesmo símbolo de luxo em diferentes países?</p>
<p>Entre 2019 e 2023, cerca de 80% do crescimento da indústria global de bens pessoais de luxo veio de aumentos de preços, enquanto o crescimento em volume foi bem menor, segundo levantamento da McKinsey em parceria com o Business of Fashion. </p>
<p>Em algumas peças icônicas, especialmente artigos de couro, os reajustes chegaram a variar entre 50% e 100% no período. </p>
<p>A estratégia ajudou a impulsionar as receitas do setor, mas também começou a produzir um efeito contrário. </p>
<p>Com os preços cada vez mais altos, consumidores aspiracionais passaram a questionar se os produtos ainda entregam valor proporcional ao que custam. </p>
<p>A McKinsey aponta que os aumentos chegaram a um limite, e passaram a pressionar a demanda. Enquanto isso, análises recentes da Vogue mostram que os artigos de luxo acumularam aumento médio de cerca de 52% entre 2019 e 2024. </p>
<p>A mudança ocorre justamente quando o mercado de luxo enfrenta uma desaceleração. Depois de anos de crescimento excepcional, a indústria passou a lidar com consumidores mais seletivos e com maior preocupação sobre preço, valor e exclusividade. </p>
<p>O resultado é um mercado cada vez mais dividido entre clientes de altíssimo poder aquisitivo e consumidores que começaram a reduzir ou adiar compras de grandes marcas. </p>
<h2>Uma bolsa Louis Vuitton como medida</h2>
<p>Para entender essa diferença, uma das referências mais interessantes é a  Louis Vuitton Speedy Bandoulière 25 Monogram . </p>
<p>O modelo é vendido por cerca de  US$ 1.980 nos Estados Unidos  (cerca de R$ 10,3 mil na conversão de 31 de agosto)   e por  R$ 13.200 no Brasil , segundo os sites oficiais da marca. </p>
<p>A bolsa possui 25 centímetros de comprimento e mantém o desenho clássico da Speedy, cuja origem remonta à década de 1930. </p>
<p>O valor, sozinho, diz pouco: R$ 13.200 pode parecer apenas o preço de uma bolsa sofisticada. Porém, quando comparado à renda média de quem vive naquele mercado, a dimensão muda completamente.</p>
<p>No Brasil, o salário mínimo nacional em 2026 é de R$ 1.621. Com isso, uma Speedy Bandoulière 25 equivale a aproximadamente 8,1 salários mínimos.  Ou seja: considerando o salário mínimo como referência, seriam necessários mais de oito meses de remuneração integral para alcançar o valor da bolsa.</p>
<p>Esse tipo de comparação ajuda a revelar algo que o preço nominal não mostra: o luxo não pesa da mesma maneira em todos os mercados.</p>
<h2>O mesmo luxo, pesos diferentes</h2>
<p>A diferença entre países não depende apenas do preço definido pela marca. Impostos, custos de importação, câmbio, logística, operação local e estratégia comercial ajudam a determinar quanto um produto chega a custar em cada mercado.</p>
<p>Por isso, comparar moedas diretamente pode ser enganoso. Uma maneira mais consistente de visualizar o impacto é calcular quantos salários mínimos seriam necessários para comprar o mesmo produto.</p>
<p>Essa métrica transforma a bolsa em uma espécie de termômetro do poder de compra. Quanto maior o número de salários necessários, maior o esforço financeiro relativo para alcançar aquele produto.</p>
<p>A metodologia também permite comparar mercados com moedas e níveis de renda muito diferentes, sem tratar o preço internacional como se tivesse o mesmo peso econômico para todos.</p>
<h2>O luxo não é apenas sobre preço</h2>
<p>O aumento dos preços também criou outra transformação: consumidores passaram a prestar mais atenção à possibilidade de revenda.</p>
<p>O  relatório Clair 2025 , da Rebag, lista, entre as bolsas mais buscadas, modelos como Hermès Birkin, Fendi Baguette, Chanel Classic Flap, Louis Vuitton Speedy e Louis Vuitton Neverfull. </p>
<p>O levantamento mostra como peças com forte reconhecimento de marca continuam concentrando atenção no mercado secundário.</p>
<p>Na mesma lógica, o relatório apresenta diferenças significativas na retenção média de valor entre marcas. </p>
<p>Hermès aparece com 138%, Louis Vuitton e Chanel com 77%, Miu Miu com 70%, Saint Laurent com 69% e Prada com 59%. </p>
<p>Esses percentuais são indicadores médios da metodologia da Rebag e não significam que toda bolsa da marca será revendida pelo mesmo valor. </p>
<p>A ascensão do mercado de segunda mão reforça uma mudança de comportamento: a bolsa deixa de ser vista apenas como um produto para consumo imediato e passa, em alguns casos, a ser avaliada também pela sua raridade, procura e potencial de revenda.</p>
<h2>Os modelos que definem o momento</h2>
<p>Enquanto modelos históricos continuam relevantes, novas bolsas passaram a disputar o espaço das chamadas “it bags”.</p>
<p>O  Lyst Index Q2 2026 , que combina dados de demanda, busca, redes sociais, cobertura editorial e descoberta de produtos, colocou  Chanel em primeiro lugar entre as marcas mais quentes do trimestre.</p>
<p>Em seguida, vêm Miu Miu, Dior e Saint Laurent . As pesquisas pela marca Miu Miu cresceram 30% no período analisado. </p>
<p>Entre os nomes que representam o momento atual estão a  Chanel 25 , a  Miu Miu Wander , a  Saint Laurent Le 5 à 7  e a  Prada Galleria . </p>
<p>A Chanel 25, por exemplo, se tornou uma das bolsas associadas à nova fase da marca, enquanto a Miu Miu ganhou força entre consumidores que procuram produtos com forte componente fashion e cultural. </p>
<p>A Prada Galleria mostra outra faceta desse mercado: um modelo tradicional, associado à ideia de atemporalidade, é vendido por  R$ 28 mil  em sua versão média de couro Saffiano no site brasileiro da marca. A Prada descreve a Galleria como um dos modelos centrais de sua identidade.</p>
<h2>O luxo brasileiro</h2>
<p>O Brasil também ocupa um espaço importante nessa equação, segundo  relatório da Euromonitor .</p>
<p>O estudo aponta o país como um mercado relevante para bens de luxo, que registrou crescimento das vendas da categoria em 2025 e mantém perspectiva de expansão nos próximos anos. </p>
<p>O levantamento também destaca São Paulo e Rio de Janeiro como os principais polos brasileiros para o consumo de luxo.</p>
<p>Isso cria um paradoxo: o Brasil é um mercado relevante para as marcas, mas o preço de uma bolsa de luxo representa um esforço financeiro muito diferente para a maioria da população.</p>
<p>É justamente essa distância entre  desejo, preço e poder de compra  que ajuda a explicar a força das bolsas como símbolos de status.</p>
<h2>Uma nova pergunta para o mercado</h2>
<p>A indústria chegou a um momento em que aumentar o preço já não garante crescimento na mesma proporção.</p>
<p>Depois de anos em que os reajustes foram uma das principais fontes de expansão do setor, marcas precisam agora convencer o consumidor de que o produto continua valendo o que custa.</p>
<p>A própria McKinsey aponta o enfraquecimento da proposta de valor como um dos principais desafios do mercado.</p>
<p>A pergunta, portanto, deixou de ser apenas “Quanto custa uma bolsa?”. E passou a ser: “Quanto do seu salário custa o luxo?”.</p>
<p>A resposta muda de país para país.</p>
<p>É essa diferença que transforma uma bolsa de grife em um indicador visual da desigualdade de poder de compra</p>
<p>E permite enxergar o mercado de luxo não apenas como moda, mas também como um retrato de renda, consumo e comportamento.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Mayara Novais]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Plano Brasil Soberano: como serão distribuídos os R$ 13,5 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/plano-brasil-soberano-como-serao-distribuidos-os-r-13-5-bilhoes-para-empresas-afetadas-pelo-tarifaco</link>
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      <pubDate>Sun, 30 Aug 2026 20:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal detalhou como serão distribuídos os  R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito  destinados a empresas prejudicados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelos impactos dos conflitos e da instabilidade internacional.</p>
<p>O pacote, anunciado em julho, foi especificado em publicação no  Diário Oficial da União (DOU)  pelo  Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano.</p>
<h2>Divisão dos recursos</h2>
<h2>Quem terá acesso</h2>
<p>As linhas de financiamento poderão ser contratadas por diferentes tipos de empresas e organizações ligadas à atividade exportadora. Entre os beneficiários estão:</p>
<p>A medida, portanto, não se restringe às companhias que vendem diretamente para o mercado externo. Fornecedores das cadeias afetadas também poderão acessar os recursos, desde que se enquadrem nas regras do programa. </p>
<h2>Como usar o crédito</h2>
<p>Os recursos poderão ser empregados tanto em despesas de curto prazo quanto em investimentos. Entre as finalidades previstas estão capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, adaptação da atividade produtiva, projetos de aumento da capacidade de produção e fortalecimento de cadeias produtivas. </p>
<p>O programa contempla ainda crédito para inovação tecnológica e para a adequação de produtos, serviços e processos às novas condições de mercado. Outras possibilidades de financiamento poderão ser definidas pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda.</p>
<h2>Impacto do tarifaço</h2>
<p>A parcela de R$ 5 bilhões destinada aos exportadores foi criada em resposta ao aumento das tarifas estadunidenses sobre produtos brasileiros. Segundo o governo, as sobretaxas elevam os custos de acesso ao mercado americano e pressionam empresas que dependem das exportações. </p>
<p>O crédito do Plano Brasil Soberano visa oferecer fôlego financeiro a essas companhias e às cadeias de fornecedores relacionadas. O programa também direciona recursos a empresas que negociam com países do Golfo Pérsico, diante dos possíveis impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.</p>
<p>Alguns setores foram particularmente afetados, como o de  madeira . </p>
<p>Segundo o  economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini , “o setor de madeira é um dos mais prejudicados pela dificuldade em abrir novos mercados. Nos Estados Unidos, utiliza-se muita madeira para construção civil e eles possuem normas muito específicas: há uma norma para cerca e outra para construção de casas, que não são as mesmas adotadas por outros países."</p>
<p>"Como a madeira é manufaturada aqui e enviada já adaptada a essas normas, torna-se muito difícil encontrar outros países para consumi-la. Por isso, o setor madeireiro de exportação foi um dos mais afetados", afirma.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será responsável pelo acompanhamento das operações. O banco deverá enviar mensalmente ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano informações sobre as operações aprovadas e contratadas, além dos valores efetivamente desembolsados.</p>
<p> A distribuição dos R$ 13,5 bilhões poderá ser alterada: a resolução permite que o Conselho revise a alocação dos recursos conforme o ritmo de execução do programa e as prioridades da política pública.</p>
<p>Esta matéria foi atualizada em 30/08, às 17h07</p>
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        <media:title>BRASIL_SOBERANO</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com emprego recorde, insegurança e salários baixos mantém eleitor pessimista, dizem especialistas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-emprego-recorde-inseguranca-e-salarios-baixos-mantem-eleitor-pessimista-dizem-especialistas</link>
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      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 19:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística) durante o mês de agosto mostraram que o  Brasil registrou queda no desemprego e na inflação .</p>
<p>Na quinta-feira, 27, a taxa de desocupação registrada pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) foi de  5,3%  no trimestre finalizado em julho, o mais baixo para o período desde o início da série histórica, em 2012. A taxa equivale a   103,3 milhões de brasileiros  ocupados, sendo 39,4 milhões em trabalhos com carteira assinada.</p>
<p>O mesmo instituto registrou, no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado uma prévia da inflação oficial,  deflação de 0,40% nos primeiros 15 dias de agosto . A redução média dos preços de bens e serviços atestada foi marcada por  quedas nos valores da energia elétrica residencial, transportes e alimentação .</p>
<p>No mesmo contexto, pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira, 24, mostrou que  50% dos eleitores acham que a economia brasileira está ruim ou péssima , ante 17% que avaliam o momento da área como ótimo ou bom e 32%, regular. Em julho, levantamento da AtlasIntel produziu registro similar:  52% dos entrevistados avaliaram negativamente a economia do país .</p>
<p>Com a  taxa básica de juros, a Selic, em 14,00% ao ano  e a  percepção de redução do poder de compra , opositores de Lula (PT) têm associado o presidente à contradição ao relembrar a promessa feita na campanha eleitoral  de 2022 de que a população voltaria a "comer picanha". A estratégia de comunicação do petista, por sua vez, reforça os números positivos e a retomada do "pleno emprego" para contornar o desgaste.</p>
<h2>Distância sob análise</h2>
<p>Para entender quais são as explicações para o distanciamento entre os índices oficiais e a percepção pública, o  GSW Brasil  entrevistou um economista e um especialista em pesquisas eleitorais.</p>
<p>GSW  Há uma contradição entre os índices econômicos e a percepção popular do momento da economia nacional?</p>
<p>Alex Agostini  A taxa de desemprego está caindo porque há maior velocidade do crescimento de população ocupada em relação à força de trabalho da economia, que cresce menos.  A estrutura etária da economia está mudando, com mais pessoas idosas do que jovens e, portanto, menor entrada no mercado de trabalho .</p>
<p>Ao mesmo tempo, há uma mudança nos formatos de trabalho, com maior adesão ao empreendedorismo. Essas pessoas que trabalham por conta própria não estão desempregadas, o que também contribui para o aumento da taxa de ocupação.</p>
<p>Para compreender essa insatisfação popular, no entanto, é preciso analisar mais do que os índices.  Quando as pessoas ligam no noticiário e recebem a informação da recuperação judicial ou extrajudicial de grandes varejistas,   há uma sensibilização que gera a percepção de que as coisas estão ruins .</p>
<p>Claro que há outros indicadores negativos da atividade econômica, como a inflação acima da meta, a taxa de juros alta e o gasto elevado do governo, mas a opinião pública não se sensibiliza quanto a isso.</p>
<p>Renato Dorgan  A realidade é de pleno emprego, mas  salários baixos e uma uniformização perigosa, em que diversos empregos de menor remuneração têm  médias similares . Ao mesmo tempo, a 'pejotização' e a 'uberização' prosseguem. Em pesquisas, ouvimos constantemente a manifestação de que é preferível trabalhar mais e complementar a renda com serviços informais do que não terem condições de se manter. </p>
<p>Os salários são baixos pela falta de fôlego das pequenas e médias empresas, sujeitas a uma carga tributária elevada e com condições cada vez piores para contratar. Nestas circunstâncias, controle de inflação e baixo índice de desemprego não sustentam uma percepção positiva da economia.</p>
<p>Há ainda um receio muito grande, quando Lula manifesta irresponsabilidade fiscal e excesso de gastos públicos , quanto a uma possível repetição da crise do governo Dilma Rousseff, em 2025. Esse "fantasma" se mantém [do ponto de vista da percepção eleitoral].</p>
<p>GSW  A estratégia da oposição para desgastar Lula com base no custo de vida elevado foi usada pelo próprio petista, em 2022, para enfrentar Jair Bolsonaro (PL). Essa repetição em um intervalo de quatro anos mostra que o Brasil enfrenta uma crise prolongada no que diz respeito a poder de consumo?</p>
<p>Alex Agostini  Naturalmente, o aumento dos preço no supermercado gera uma percepção de responsabilidade direcionada ao governo atual porque, de fato, isso ocorreu sob sua gestão. </p>
<p>O governo teve gastos elevados, houve o tarifaço e questões climáticas que pesaram para isso, mas o recorte de período está dado . A opinião pública sempre será sensível ao bolso.</p>
<p>Renato Dorgan  A vida das classes mais baixas não mudou absolutamente durante o atual governo Lula, como também não mudou no governo Bolsonaro. </p>
<p>Há uma orbital desde a crise do governo Dilma que o Brasil não consegue superar.  A classe média se distanciou dos mais ricos e se aproximou dos mais pobres [em renda], os planos de saúde e a educação privada encareceram e jogaram mais pessoas para o SUS e a educação pública, que ainda são sistemas com muitas dificuldades. Não há desenvolvimento econômico real.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">Ricardo Stuckert</media:credit>
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        <media:title>Lula e Haddad</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues, Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quanto custa se locomover em 15 capitais brasileiras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/quanto-custa-se-locomover-em-15-capitais-brasileiras</link>
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      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:58:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Ônibus, metrô, trem, VLT, BRT, barca ou ferry-boat. As opções de transporte público mudam bastante de uma capital brasileira para outra — e o mesmo acontece com o preço pago pelo passageiro.  Em algumas cidades, há vários modais à disposição; em outras, o ônibus concentra praticamente toda a rede de transporte coletivo.</p>
<p>A lista abaixo mostra  quanto custa uma viagem nos meios de transporte público disponíveis no dia a dia em 15 capitais brasileiras, das cinco regiões . A ideia é responder a uma hipotética pergunta de um visitante: quanto custa para eu andar pela cidade?</p>
<p>Foi considerado o valor efetivamente pago pelo passageiro, e não a “tarifa técnica”, que representa o custo do serviço e pode ser parcialmente coberta por subsídios públicos.</p>
<p>Os preços apresentados são os vigentes em 2026 (alguns atualizados no início do ano). Quando um sistema possui diferentes tarifas, são indicados os principais valores ou a faixa cobrada.  Também entram na relação benefícios disponíveis para qualquer passageiro, como transporte gratuito aos domingos em São Paulo e Belo Horizonte, ônibus pela metade do preço aos domingos e feriados em Curitiba e VLT gratuito em Fortaleza.</p>
<p>Não entram na conta gratuidades específicas, como os destinados a estudantes ou idosos.</p>
<p>Também não estão incluídas regras de integração e sistemas de pagamentos das cidades, como Bilhete Único em São Paulo e Jaé no Rio de Janeiro, devido à grande variedade – isso será tema de futura reportagem.</p>
<p>Dependendo do local, um mesmo pagamento permite pegar mais de um ônibus ou combinar diferentes meios de transporte dentro de determinado período. Por isso,  os valores abaixo correspondem às tarifas individuais de cada modal , sem calcular o custo das diferentes possibilidades de integração.</p>
<p>Estão incluídos os transportes aquaviários quando eles fazem parte dos deslocamentos regulares da população , como as barcas no Rio de Janeiro, o ferry-boat em Salvador e o transporte fluvial entre Icoaraci e Cotijuba, em Belém.</p>
<h2>São Paulo (SP)</h2>
<h2>Rio de Janeiro (RJ)</h2>
<p>A tarifa do metrô está congelada por subsídio do governo estadual em 2026, apesar de reajuste para R$ 8,20 ter sido homologado.</p>
<h2>Belo Horizonte (MG)</h2>
<p>Há linhas de ônibus com tarifas menores e linhas de vilas e favelas gratuitas.</p>
<h2>Brasília (DF)</h2>
<h2>Porto Alegre (RS)</h2>
<h2>Curitiba (PR)</h2>
<h2>Salvador (BA)</h2>
<h2>Recife (PE)</h2>
<p>Há linhas de ônibus com tarifas específicas.</p>
<h2>Fortaleza (CE)</h2>
<h2>Manaus (AM)</h2>
<h2>Belém (PA)</h2>
<h2>Natal (RN)</h2>
<h2>Campo Grande (MS)</h2>
<h2>Goiânia (GO)</h2>
<h2>Porto Velho (RO)</h2>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Lena Castellón</media:credit>
        <media:title>metrô-são-paulo</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Conheça seus direitos como cliente, em caso de pedidos de recuperação judicial </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/direitos-cliente-recuperacao-judicial</link>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 20:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Recentemente, várias empresas entraram com pedidos de recuperação judicial no Brasil. Entre os casos mais recentes está o das Casas Bahia, protocolado em 16 de agosto. Como cliente, é preciso saber quais seus direitos e como proceder caso se sinta prejudicado.</p>
<p>O processo das Casas Bahia envolve a companhia e nove subsidiária, somando um pasivo de cerca de R$ 17,3 bilhões.</p>
<p>Para o consumidor, esse tipo de situação pode impactar, por exemplo, pedidos sobre compras, pagamentos, entregas, garantias e eventuais solicitações de restituição. </p>
<p>Por isso mesmo, uma das primeiras coisas que tem de ficar clara é que “o protocolo do pedido de recuperação judicial não implica o cancelamento automático de compras, contratos e demais obrigações, inclusive de pagamento, dos consumidores.”</p>
<p>As informações são da  Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) , vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) – que monitora empresas que passam por recuperação judicial e apoia o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.</p>
<p>O objetivo desses órgãos é atuar na prevenção e no enfrentamento de práticas que desrespeitem os direitos dos clientes. Confira algumas das principais recomendações da Senacon  para os consumidores, em casos de pedidos de recuperação judicial por empresas.</p>
<p>. Você já recebeu suas compras, mas tem parcelas a pagar</p>
<p>O cliente que comprou um produto, recebeu, e ainda possui parcelas a quitar, deve continuar fazendo os pagamentos que estão previstos no contrato, e guardar os comprovantes. </p>
<p>Segundo a Senacon, o “pedido de recuperação judicial não significa, por si só, que a obrigação de pagamento do consumidor tenha sido suspensa ou cancelada”.</p>
<p>. Seu produto tem garantia e veio com defeito</p>
<p>A orientação, aqui, é recorrer inicialmente aos canais oficiais de atendimento ao consumidor da empresa. </p>
<p>É possível, também, solicitar os serviços de assistências técnicas autorizadas, se isso estiver previsto no contrato de compra.</p>
<p>Se a empresa nao resolver o seu problema, procure órgãos de defesa do consumidor ou o Poder Judiciário.</p>
<p>.  Você comprou, mas ainda não recebeu o produto</p>
<p>No caso do pedido de recuperação judicial Casas Bahia, por exemplo, que ainda está em análise, a Justiça determinou, provisoriamente, que a empresa entregue produtos que já estavam em trânsito.</p>
<p>De maneira geral, se houver atraso ou você não receber o que comprou de uma empresa nessa situação, o que vale é o Código de Defesa do Consumidor. </p>
<p>O JusBrasil, portal especializado em informação jurídica, explica que o cliente deve guardar os comprovantes e, inicialmente, fazer contato com a empresa para solicitar que a entrega seja feita.</p>
<p>Se a companhia não cumprir a parte dela, pode oferecer a possibilidade de o cliente aceitar um produto equivalente. O consumidor também tem direito de desistir da compra e ser reembolsado integralmente.</p>
<p>Em alguns caso, cabe indenização por danos morais.</p>
<p>.  Cancelamentos e reembolsos</p>
<p>A Senacon informa que os consumidores que tenham solicitado o cancelamento de uma compra ou tenham direito à restituição de valores devem formalizar a solicitação e guardar o protocolo de atendimento e os documentos relacionados à operação.</p>
<p>“Caso o processamento da recuperação judicial seja posteriormente deferido pela Justiça, a forma de tratamento de determinados créditos contra a empresa poderá depender da natureza e da data de constituição desses créditos, além das regras estabelecidas no processo judicial”, esclarece o órgão.</p>
<p>Por isso, é importante manter documentação capaz de comprovar a existência e o valor de eventual crédito e registrar formalmente a reclamação.</p>
<p>.  Cuidado com golpes</p>
<p>Algumas pessoas podem se aproveitar desses ocorridos para aplicar golpes, se fazendo passar por representantes das empresas que pediram recuperação judicial.</p>
<p>O cliente deve: </p>
<p>• utilizar apenas canais oficiais;</p>
<p>• conferir os dados do beneficiário antes de realizar pagamentos;</p>
<p>• evitar clicar em links suspeitos recebidos por mensagens;</p>
<p>• desconfiar de propostas de renegociação com condições fora do padrão;</p>
<p>• guardar os comprovantes de pagamentos e negociações.</p>
<h2>Entenda o que é recuperação judicial</h2>
<p>Em resumo, se trata de um processo por meio do qual a empresa está passando por dificuldades financeiras e apresenta um plano para superar essa crise. O pedido pode ou não ser aprovado pela Justiça.</p>
<p>Segundo a Serasa Experian, esse é um recurso legal que permite que as empresas com problemas financeiros tenham uma oportunidade de reestruturar suas dívidas e evitar a falência.</p>
<p>Na prática, isso significa que o processo suspende temporariamente o pagamento das dívidas, para que a empresa tenha tempo de colocar em prática seu plano de recuperação financeira.</p>
<p>A Serasa Experian esclarece que o principal objetivo é “assegurar que o negócio tenha fôlego suficiente para continuar suas atividades e honrar suas obrigações com colaboradores, fornecedores e demais credores”.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Divulgação/ Casas Bahia</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Roupas mais baratas? Estudo mostra a disputa de preços entre Shein e outras redes</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/as-roupas-parecem-mais-baratas-relatorio-mostra-a-disputa-de-precos-entre-shein-e-outras-redes</link>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:41:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Promoções de roupa estão chamando atenção nos últimos meses. São descontos oferecidos tanto por grandes redes brasileiras quanto por plataformas internacionais, movimentando o mercado no qual a chamada “taxa das blusinhas” (imposto sobre compras internacionais de até US$ 50) impacta as condições de competição.</p>
<p>Um relatório do BTG Pactual, divulgado nesta semana, ajuda a mostrar como a disputa pelo consumidor vem aparecendo nos preços. O banco acompanhou 72,2 mil produtos de 11 categorias vendidos por Shein, C&A, Renner e Riachuelo entre junho e agosto.</p>
<p>A maior queda de preços ocorreu na Shein: 19,5%. A Riachuelo veio praticamente no mesmo ritmo, com redução de 18%. Na Renner, os preços recuaram 4%. Já a C&A foi na direção contrária e registrou alta de 6%.</p>
<h2>Cesta de produtos</h2>
<p>Para comparar preços, o BTG usa como indicador uma cesta com as 11 categorias de produtos e analisa os preços medianos. Essa cesta serve como referência para a análise dos valores praticados pelas redes.</p>
<p>Em agosto, esse indicador ficou em  R$ 756 na Shein, R$ 1.266 na Riachuelo, R$ 1.327 na Renner e R$ 1.440 na C&A . Em junho, a cesta da Shein estava em R$ 939 e a média das três brasileiras, em R$ 1.427. Em agosto, essa média recuou para R$ 1.344.</p>
<p>Na comparação feita pelo banco, os preços da Shein ficaram 44% abaixo da média das três redes brasileiras em agosto. Dois meses antes, a diferença era de 34%.</p>
<p>O percentual não significa que qualquer roupa encontrada na Shein custe 44% menos do que uma semelhante nas concorrentes: ele se refere ao conjunto de produtos acompanhado pelo levantamento.</p>
<h2>Promoções aumentaram na Shein</h2>
<p>Parte do movimento da Shein aparece na própria política de descontos. Em agosto,  86% dos itens acompanhados pelo BTG estavam em promoção , e o desconto mediano era de 35%.</p>
<p>Em junho, 79% estavam em oferta, com desconto mediano de 30%.</p>
<p>A redução também não ficou limitada às tradicionais liquidações de inverno. Segundo o relatório, categorias vendidas durante todo o ano, como  jeans, blusas e camisetas , também apresentaram queda de preços.</p>
<p>Segundo os analistas do BTG, as varejistas reconhecem que o ambiente ficou mais competitivo, mas procuram evitar uma guerra de preços. A Renner revisou para baixo suas projeções de crescimento; a C&A aposta em diferenciação e qualidade, tentando preservar suas margens de lucro em vez de simplesmente reduzir preços; e a Riachuelo destaca a produção integrada (com mais controle das etapas de fabricação) e o uso de inteligência de preços, monitorando o mercado para ajustar seus valores com mais precisão.</p>
<h2>Taxa das blusinhas mudou novamente</h2>
<p>A comparação acontece depois de outra mudança importante para esse mercado. Desde maio, está zerado o Imposto de Importação federal de 20% que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas participantes do Remessa Conforme.</p>
<p>O imposto, criado em 2024 e conhecido como “taxa das blusinhas”, não era o único cobrado nessas compras. O  ICMS estadual continua valendo , com alíquota de 17% ou 20%, dependendo do Estado.</p>
<p>Antes da mudança deste ano, portanto, as compras de até US$ 50 pagavam os 20% de Imposto de Importação mais o ICMS; agora, o imposto federal está zerado, mas permanece a tributação estadual.</p>
<p>A retirada do imposto federal foi feita por medida provisória. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso até  8 de setembro  para não perder validade. Nesta semana, os presidentes da Câmara e do Senado acertaram com o governo acelerar a votação.</p>
<p>A tributação já aparecia nas análises anteriores do BTG sobre a disputa de preços. Em relatório de setembro de 2025, o banco afirmou que a diferença média da Shein em relação às varejistas brasileiras pesquisadas havia caído de cerca de  40% no início de 2024 para aproximadamente 9% em agosto de 2025  e relacionou parte desse movimento às mudanças nos impostos sobre as compras internacionais.</p>
<h2>No início do ano, diferença era bem menor</h2>
<p>Outro levantamento do BTG, publicado em janeiro de 2026, também ajuda a mostrar como o cenário mudou.</p>
<p>Naquele estudo, menor e com metodologia diferente, foram comparados oito tipos de peças. Os preços da Shein estavam  6% abaixo dos da Riachuelo, 10% abaixo dos da Renner e 13% abaixo dos da C&A .</p>
<p>Os números de janeiro não podem ser colocados em uma linha direta com os de agosto porque os levantamentos têm abrangências diferentes. Mas ajudam a situar o consumidor: no começo do ano, a diferença encontrada pelo BTG entre a empresa chinesa e as três grandes redes brasileiras era muito menor.</p>
<h2>Shein se prepara para abrir capital</h2>
<p>Essa disputa de preços no mercado brasileiro acontece às vésperas da abertura de capital da Shein.</p>
<p>A empresa deve estrear na Bolsa de Hong Kong em  1º de setembro . Nesta quinta-feira, 27, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que a oferta deve ser precificada em 48,56 dólares de Hong Kong por ação, levantando cerca de  US$ 1,7 bilhão  e avaliando a companhia em aproximadamente  US$ 26,5 bilhões .</p>
<p>É uma avaliação muito inferior aos quase US$ 100 bilhões alcançados pela Shein no mercado privado em 2022. A companhia também enfrenta condições mais difíceis em mercados como Estados Unidos e Europa, onde mudanças tributárias e regulatórias atingiram o modelo de importação de produtos de baixo valor.</p>
<p>Em análise recente, o BTG avaliou que esse cenário pode aumentar a importância de mercados emergentes, entre eles o Brasil, para a estratégia da companhia. Ela deve redobrar a aposta em mercados emergentes, como o brasileiro, direcionando mais investimento, marketing e atenção para cá, num momento em que crescer lá fora ficou mais difícil.</p>
<p>Essa aposta não é só sobre trazer produtos mais baratos da China: a empresa vem tentando se reinventar como uma espécie de shopping para vendedores brasileiros, ampliando seu marketplace local. A meta declarada da companhia é que até 85% das vendas no país venham de produtos nacionais ou de comerciantes brasileiros até o fim de 2026 — hoje a plataforma já reúne cerca de 30 mil vendedores por aqui.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Taxa de condomínio sobe 25% em três anos; veja o que pesa no boleto</title>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:58:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O custo de morar em prédios aumentou nos últimos três anos no Brasil. A taxa condominial média passou de R$ 413 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516 no mesmo período de 2025, uma alta de 24,9%. Ao mesmo tempo, cresceu a parcela de pagamentos atrasados por mais de 30 dias.</p>
<p>Os dados fazem parte do Censo Condominial 2025/26, elaborado pela empresa de gestão condominial uCondo. O relatório mostra que o Brasil contabiliza mais de  13 milhões de arranjos condominiais ,  327 mil empreendimentos  e  39 milhões de moradores .</p>
<p>Para calcular os valores de condomínio e a inadimplência, o estudo utilizou informações de sua base de clientes, que tem amostragem em todos os estados e no Distrito Federal. E também recorreu a dados coletados junto ao IBGE e à Receita Federal.</p>
<p>Entre as causas para essa alta está o aumento dos custos operacionais e dos serviços do condomínio. Entre eles, estão portaria, limpeza, segurança, iluminação e manutenção de áreas comuns, elevadores, jardins e espaços de lazer.</p>
<h2>O que pesa no condomínio</h2>
<p>Dados do setor em São Paulo ajudam a entender como esse dinheiro é gasto. O Índice Periódico de Variação de Custos Condominiais (Ipevecon), da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), acompanha as despesas de uma amostra de condomínios da capital paulista.</p>
<p>Em 2025, os gastos ficaram distribuídos deste modo: pessoal, 36,96%; encargos, 17,26%; benefícios, 7,32%; água, 8,31%; energia elétrica, 4,16%; manutenção, 6,87%; material de consumo, 1,03%; administração, 7,67%; despesas gerais, 2,88%; e eventuais, 7,54%.</p>
<p>Na capital paulista há mais um indicador que demonstra a elevação dos valores. O Índice de Custos Condominiais (Icon), calculado pelo Secovi-SP para condomínios residenciais da região metropolitana de São Paulo, acumulou  alta de 5,29% em 2025 .</p>
<p>Esse percentual ganha ainda mais relevância quando comparado ao IGP-M do mesmo período, que teve variação negativa de -1,05% — ou seja, os custos condominiais paulistanos subiram bem acima da inflação, evidenciando que o aumento reflete principalmente pressão de custos operacionais (mão de obra, manutenção, tarifas) e não um simples repasse inflacionário geral.</p>
<h2>Piscina, academia e pet place entram na conta</h2>
<p>As comodidades oferecidas aos moradores influenciam a composição do condomínio.  Piscina, academia, sauna, salão de festas, espaço gourmet, brinquedoteca, quadras e pet place  aumentam a estrutura que precisa ser limpa, conservada e, em alguns casos, equipada ou atendida por funcionários.</p>
<p>Isso não significa necessariamente que um condomínio com muitas áreas de lazer terá uma taxa maior que a de um prédio simples. O número de unidades entre as quais as despesas são divididas faz diferença.</p>
<p>Um edifício pequeno com porteiro 24 horas e dois elevadores, por exemplo, pode ter custos fixos elevados divididos entre poucas famílias. Em um condomínio-clube com centenas de apartamentos, despesas de piscina, academia e outras áreas podem ser rateadas entre um número muito maior de moradores.</p>
<p>Também é preciso distinguir essas despesas regulares das  extraordinárias , como grandes reformas, obras ou modernizações.</p>
<h2>Variações por regiões: Sul tem a maior taxa média</h2>
<p>Os valores também variam bastante pelo país. Segundo a uCondo, no primeiro semestre de 2025, o  Sul tinha a maior taxa condominial média, de R$ 537,32 .</p>
<p>No Nordeste, esse custo ficou em R$ 522,30; no Sudeste, R$ 516,84; e no Centro-Oeste, R$ 514,51. O estudo identificou aumento das taxas em quatro das cinco regiões entre 2022 e 2025. A exceção foi a Norte.</p>
<p>No Sudeste, por exemplo, a média passou de R$ 395,77 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516,84 no primeiro semestre de 2025, avanço de 30,6%.</p>
<p>O Censo Condominial da uCondo estima  327.248 condomínios residenciais ativos e com CNPJ  no país. O Sudeste concentra 55% deles, seguido pelo Sul, com 26%; Nordeste, 13%; Centro-Oeste, 5%; e Norte, 1%. São Paulo lidera, com 81.442 condomínios.</p>
<h2>Inadimplência também aumenta</h2>
<p>As altas na despesa com o condomínio implicaram na maior dificuldade de manter os pagamentos em dia. A inadimplência condominial superior a 30 dias chegou a  11,95% no primeiro semestre de 2025 , de acordo com o relatório da uCondo. No semestre anterior, estava em 9,83%.</p>
<p>A situação variou muito entre os estados. No primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte apresentou o maior percentual desse atraso (superior a 30 dias) entre os estados:  32,83% . O menor foi o de Santa Catarina, com 3,34%.</p>
<p>Outros estados apresentaram estes índices de inadimplência superior a 30 dias: Rio de Janeiro chegou a 17,42%, Rio Grande do Sul a 12,71%, São Paulo a 11,19% e Paraná a 6,04%.</p>
<p>Como as taxas financiam as despesas coletivas, a inadimplência reduz o dinheiro disponível para manutenção, investimentos e serviços essenciais do condomínio.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O Brasil tem um lugar especial no tarifaço de Trump. Como isso está funcionando?</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-brasil-tem-um-lugar-especial-no-plano-de-tarifas-de-trump-como-isso-esta-funcionando</link>
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      <pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Seis meses após a Suprema Corte dos Estados Unidos declarar inconstitucionais as tarifas drásticas originais de Donald Trump, as taxas revisadas redefiniram os termos do comércio internacional.</p>
<p>A decisão deveria ser um marco de recomeço. Em vez disso, a Casa Branca reconstruiu quase toda a barreira tarifária sobre diferentes bases legais em questão de cinco meses e, em alguns casos, elevou ainda mais os patamares. </p>
<p>Para os exportadores do Global South, a diferença prática tem sido menos sobre a alíquota paga e mais sobre a certeza de que as taxas vieram para ficar.</p>
<p>A maioria dos economistas concorda que as medidas configuram um cenário em que "todos perdem".</p>
<p>"Em geral, tarifas são ruins para todos. São ruins para os Estados Unidos e ruins para o resto do mundo”, observa Marcelo Estêvão, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). “Assim como os preços mais altos do petróleo, elas constituem um choque, mas o impacto desse choque varia de país para país".</p>
<p>Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte derrubou as tarifas recíprocas do "Dia da Libertação", impostas em abril de 2025. A equipe do presidente Trump reagiu imediatamente com novas medidas.</p>
<p>O efeito líquido, segundo o Budget Lab da Universidade Yale, é uma taxa tarifária estatutária média dos EUA de 11% em 11 de agosto de 2026, a caminho de atingir 11,8% até o final do ano – patamar próximo ao registrado antes da intervenção da Suprema Corte. </p>
<p>Desconsiderando o pico de 2025, o Budget Lab aponta que esse é o nível mais alto desde o início da década de 1940.</p>
<p>E quando a maior economia do mundo levanta barreiras, poucos países saem ilesos.</p>
<p>A atualização de julho de 2026 do  World Economic Outlook  do FMI projeta o crescimento global em 3,0% em 2026, com uma recuperação para 3,4% em 2027 — contra uma média de 3,5% no biênio 2024-2025. </p>
<p>O crescimento do volume do comércio mundial deve cair para 3,5% este ano, ante os 5,0% registrados em 2025.</p>
<h2>Brasil: alvo específico e em adaptação</h2>
<p>Em princípio, as nações mais afetadas são grandes exportadores cujos líderes se recusaram a se alinhar ao presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Perto do topo da lista está o Brasil, enfrentando uma alíquota nominal de até 37,5%, a mais alta entre as grandes economias, fora a China. </p>
<p>Por ser um país que registra déficit comercial com os EUA, o Brasil também é um caso único, porque suas tarifas originais foram explicitamente vinculadas a eventos políticos, e não comerciais. No caso, o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>As medidas impactam de forma desigual. Cerca de dois terços das exportações brasileiras para os EUA escapam totalmente dos novos impostos. Café, suco de laranja, carne bovina, cacau, aeronaves, petróleo e minério de ferro foram todos excluídos para proteger os consumidores estadunidenses.</p>
<p>O que permanece sob alcance das tarifas é a produção industrial de maior valor agregado: máquinas, equipamentos elétricos, pneus, açúcar, vestuário, granito e ouro.</p>
<p>Em certos setores, o impacto tem sido severo.</p>
<p>"Para nós, o tarifaço é um problema estrutural e extremamente significativo", explica André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). "Em alguns casos, está inviabilizando a continuidade da produção."</p>
<p>Isso ocorre porque o Brasil não é atingido apenas pelo impacto direto dos custos mais altos para exportar. </p>
<p>O país também sofre à medida que fabricantes chineses, enfrentando desafios semelhantes, redirecionam sua produção e inundam o mercado brasileiro, a ponto de as importações responderem agora por metade do consumo interno.</p>
<p>A Abiquim estima que as tarifas custem à indústria US$ 133 milhões por ano. A situação seria ainda pior, segundo Cordeiro, se não fossem as medidas governamentais para manter tarifas sobre importações chinesas e apoiar o setor por meio do programa de suporte financeiro Brasil Soberano.</p>
<p>Outro setor fortemente atingido foi o de calçados, cujas empresas brasileiras já enfrentavam uma concorrência acirrada com fabricantes do Vietnã, Indonésia e China. </p>
<p>Em julho, a indústria importou mais do que vendeu para o exterior pela primeira vez desde o início dos registros, há 29 anos. As exportações caíram 18% em valor nos primeiros sete meses de 2026.</p>
<p>"Diante da perspectiva de queda nas exportações, tornou-se ainda mais urgente a adoção de salvaguardas e outros instrumentos de defesa comercial para proteger o mercado interno do aumento expressivo e prejudicial das importações", disse Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), ao  Global South World .</p>
<p>Esses números afetam empresas e trabalhadores diariamente. Os líderes de ambos os grupos setoriais pediram ao governo que amplie as medidas de apoio já existentes para proteger os empregos.</p>
<h2>A guinada para o Oriente</h2>
<p>Embora outros setores também tenham sofrido perdas expressivas, a economia em geral demonstrou relativa resiliência, à medida que os exportadores encontraram novos mercados fora dos Estados Unidos.</p>
<p>O redirecionamento foi rápido e mensurável. No primeiro semestre de 2026, os EUA absorveram apenas 9,4% das exportações brasileiras – a menor fatia desde o início da série histórica em 1997, abaixo dos 12,1% registrados um ano antes. </p>
<p>As vendas para os EUA caíram 13%, somando US$ 17,4 bilhões, mesmo com o crescimento de 11,5% nas exportações totais do Brasil. China, Índia e Marrocos registraram fortes altas como destinos das exportações brasileiras.</p>
<p>"O impacto no PIB e na inflação foi o menor possível", nota Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. "A diversificação é necessária. O Brasil não pode continuar dependente dos Estados Unidos. Não vejo isso como algo prejudicial. Pelo contrário, penso que é positivo para o Brasil."</p>
<p>Agostini afirma que a competitividade do Brasil no comércio global permite ao país encontrar novos compradores para os bens que não seguem mais rumo ao Norte.</p>
<p>No fim das contas, o maior perdedor dessa guerra comercial pode ser os próprios Estados Unidos. O Budget Lab de Yale estima que as tarifas atualmente em vigor custam à família norte-americana média cerca de US$ 1.100 por ano.</p>
<p>"Politicamente, o tiro saiu pela culatra para Donald Trump. Ele atacou a democracia brasileira e viu que não há nada que a desestabilize. O resultado foi altamente negativo, e é por isso que seus índices de rejeição vêm aumentando", conclui Agostini.</p>
<p>Estêvão, do IIF, concorda: "A situação não é boa para a América Latina, mas creio que seja pior para os Estados Unidos no longo prazo. Alianças e relações econômicas estão mudando. Se a região continuar sendo empurrada nessa direção, os países terão um incentivo ainda maior para diversificar sua dependência."</p>
<h4>Leia também: </h4>
<p>Lula e Trump conversam sobre tarifaço e acertam retomada de negociações</p>
]]></description>
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      <dc:creator><![CDATA[Duncan Hooper, Carlos Eduardo Vasconcellos, Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Trump conversam sobre tarifaço e acertam retomada de negociações</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-trump-tarifaco-retomada-negociacoes</link>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  presidente Luiz Inácio Lula da Silva  telefonou na manhã desta sexta-feira, 21, para o  presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.  Um dos temas da conversa, que durou  uma hora e 20 minutos , foi o tarifaço. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a ligação “transcorreu em tom amistoso e cordial”.</p>
<p>No fim de julho foram  impostas novas tarifas ao Brasil após investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos  (USTR, na sigla em inglês). Lula enfatizou, na conversa ao telefone, que  as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas.</p>
<p>Lula comentou que  as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos . Ele afirmou, de acordo com a nota do Planalto, que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. O presidente reiterou também a importância de trabalharem juntos “para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil”.</p>
<p>A nota diz que Trump concordou com a necessidade de  preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível.</p>
<p>O USTR anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros nos termos da investigação aberta pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O tarifaço passou a valer no dia 22 de julho. Depois, impôs outra de 12,5%, que entrou em vigor no dia 24. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.</p>
<p>Entre os produtos taxados nesta nova onda de tarifas estão  calçados, máquinas e equipamentos, móveis, açúcar e etanol.</p>
<h2>Combate ao crime organizado</h2>
<p>O presidente brasileiro manifestou o interesse na  cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado.  Lula afirmou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Ressaltou que o país tem instrumentos para enfrentar as facções sem precisar de classificação especial para designá-las.</p>
<p>Na conversa, Lula disse que há planos de t ransformar 138 presídios em prisões de segurança máxima . Também mencionou a criação do  Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia , em Manaus, que reúne oficiais dos países amazônicos.</p>
<p>Por sua vez, Trump teria se disposto a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar andamento aos entendimentos na área.</p>
<p>Além disso, de acordo com a nota, os dois presidentes – que se encontraram pessoalmente na Casa Branca em maio – trocaram  impressões sobre conflitos como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio . Ambos teriam concordado sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para as questões entre Rússia e Ucrânia.</p>
<p>Trump comentou sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã – que completará seis meses na próxima sexta-feira, 28. E Lula lamentou a  inoperância do Conselho de Segurança da ONU . Ele propôs a convocação de uma reunião extraordinária da entidade para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais. Conforme a nota do Palácio do Planalto, o presidente brasileiro declarou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.</p>
<h2>Reciprocidade</h2>
<p>No dia 13 de agosto, o governo federal anunciou a  abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade . Ela foi sancionada no ano passado, após Trump impor o primeiro tarifaço ao país.</p>
<p>A abertura não significa que o país tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação contra produtos norte-americanos. </p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Simples: setembro é o prazo para adesões em 2027 e para definir como pagar tributos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/simples-nacional-setembro-e-o-prazo-para-novas-adesoes-em-2027</link>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:20:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem tem  micro ou pequena empresa tem uma nova data para colocar no calendário financeiro . Se o negócio ainda não está no Simples Nacional e houver interesse de aderir ao regime em 2027, a solicitação deverá ser feita entre 1º e 30 de setembro deste ano. Até agora, esse processo era realizado em janeiro do próprio ano de adesão.</p>
<p>Empresas que já estão no Simples não precisam fazer nova solicitação. Mas setembro também será importante para esses negócios porque empreendedores poderão escolher como recolher dois tributos: o  Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).</p>
<h2>IBS e CBS significam dois impostos a mais?</h2>
<p>Apesar de serem novos, IBS e CBS não representam simplesmente dois tributos acrescentados aos que as empresas já pagam. Segundo a Receita Federal,  eles fazem parte da substituição gradual de impostos prevista pela reforma tributária . A CBS, de competência federal, substituirá PIS e Cofins. Já o IBS, de estados e municípios, substituirá gradualmente ICMS e ISS.</p>
<p>Essa troca não acontece de uma vez. De acordo com o cronograma da reforma divulgado pela Receita, em 2027 PIS e Cofins deixam de existir e começa a cobrança da CBS. O IBS terá uma alíquota inicial reduzida e conviverá durante alguns anos com ICMS e ISS,  que serão diminuídos gradualmente até sua extinção em 2033.</p>
<p>Para quem está no Simples Nacional, o ponto mais importante é que  a empresa poderá escolher se paga IBS e CBS dentro da guia única do regime, o DAS ,  ou se recolhe os dois separadamente pelo regime regular.  Neste segundo modelo, também chamado de Simples híbrido, os demais tributos do Simples continuam sendo recolhidos pelo DAS.</p>
<p>Para saber qual opção é mais vantajosa, o empresário ou empresária deve procurar seu contador ou escritório de contabilidade, que poderá simular o impacto das duas formas de recolhimento nas contas do negócio.</p>
<h2>Qual opção pode ser mais vantajosa?</h2>
<p>Não existe uma resposta única. Uma das principais diferenças está nos créditos tributários. Ao recolher IBS e CBS separadamente, a empresa entra no sistema regular desses dois tributos e pode usar, dentro das regras previstas na legislação, créditos gerados por suas compras para reduzir o valor a pagar.</p>
<p>Essa alternativa pode ser mais interessante, por exemplo, para empresas que compram muitos insumos e vendem principalmente para outras empresas. Já negócios voltados sobretudo ao consumidor final e com poucos gastos que gerem créditos podem ter menos motivos para recolher os dois tributos separadamente.</p>
<p>Por isso,  não basta comparar alíquotas. O perfil dos clientes, as despesas da empresa e os créditos que poderão ser aproveitados também entram na conta.  Antes de setembro, vale simular as duas possibilidades com o contador para avaliar o impacto sobre custos e fluxo de caixa.</p>
<p>A escolha feita em setembro valerá para o primeiro semestre de 2027. Quem não optar pelo recolhimento separado terá IBS e CBS dentro da guia do Simples. Em março de 2027 haverá uma nova oportunidade de optar pelo regime regular para o segundo semestre.</p>
<h2>Mulheres têm participação importante nos pequenos negócios</h2>
<p>As mulheres têm presença relevante nesse universo empresarial. Dados do  Mapa de Empresas divulgados pelo Ministério do Empreendedorismo mostram que 9,9 milhões de empresas ativas no país são lideradas por mulheres,  o equivalente a  39,7% do total.</p>
<p>Entre os negócios criados em 2025, levantamento do Sebrae com dados da Receita Federal mostra que,  considerando apenas microempresas e empresas de pequeno porte, sem incluir os microempreendedores individuais (MEIs), as mulheres responderam por 39% das novas empresas.</p>
<p>Os dados públicos disponíveis, porém, não permitem identificar qual é a participação feminina especificamente entre todas as empresas atualmente optantes pelo Simples Nacional.</p>
<h2>MEI fica fora da mudança</h2>
<p>As novas datas não se aplicam ao Microempreendedor Individual (MEI). Para quem deseja optar pelo Simei, sistema de recolhimento do MEI dentro do Simples Nacional, o prazo continua em janeiro.</p>
<p>Para as demais micro e pequenas empresas, setembro passa a exigir atenção: quem pretende entrar no Simples em 2027 deverá fazer a solicitação no mês, enquanto empresas que já fazem parte do regime poderão avaliar se vale a pena manter IBS e CBS na guia única ou recolhê-los separadamente.</p>
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        <media:credit role="photographer">Marcello Casal Jr</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Marcello Casal Jr</media:credit>
        <media:title>Aplicativo-Simples-Nacional</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Petróleo na Foz do Amazonas: o potencial e os riscos do 'novo pré-sal'</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/petroleo-na-foz-do-amazonas-potencial-e-riscos</link>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dez meses após conseguir a licença do Ibama para perfurar um poço na Margem Equatorial – faixa litorânea que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte –, a  Petrobras confirmou a existência de petróleo na Foz do Amazonas.</p>
<p>Na segunda-feira, 17, a presidente da estatal, Magda Chambriard, informou que amostras retiradas do poço Morpho confirmaram a existência do combustível na bacia sedimentar ao largo do Amapá. Três dias antes, a Petrobras já havia sinalizado a descoberta de hidrocarbonetos na região, a 175 quilômetros da costa.</p>
<p>A confirmação foi dada em uma coletiva no Oiapoque (AP), com a  presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.  Segundo a presidente da estatal, a companhia pretende concluir a perfuração do poço em um prazo de 20 dias.</p>
<p>"Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área" , explicou.</p>
<p>É importante esclarecer que há uma distinção entre a "descoberta" e a "descoberta comercial". Isso porque a presença de hidrocarbonetos no poço fornece evidência de uma acumulação, mas ainda são necessários trabalhos para determinar extensão, volume, características do reservatório, produtividade e viabilidade técnica e econômica. </p>
<h2>O tamanho da aposta</h2>
<p>O interesse econômico na região data de 2013, quando o primeiro bloco da Margem Equatorial foi leiloado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). À época, a Petrobras tentava avançar na área, mas tinha concorrentes como a TotalEnergies, BP e Ecopetrol, que posteriormente desistiram diante da demora no licenciamento ambiental.</p>
<p>Desde então, a companhia destinou cerca de US$ 3 bilhões ao projeto até 2029 e vinha gastando US$ 1 milhão por dia apenas com a campanha exploratória do poço Morpho, segundo a diretora de engenharia, tecnologia e inovação da estatal, Renata Baruzzi.</p>
<p>A  Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a Bacia da Foz do Amazonas possa conter cerca de 6,2 bilhões de barris de petróleo recuperáveis . Caso esse potencial seja confirmado e posteriormente incorporado às reservas provadas, o volume seria equivalente a cerca de 35% das reservas provadas atuais do Brasil, que somaram 17,5 bilhões de barris em 2025, segundo a ANP.</p>
<p>É importante ressaltar, também, que os 6,2 bilhões são uma estimativa de potencial recuperável, e não reservas provadas ou petróleo já descoberto pela Petrobras.</p>
<p>Somadas a essa conta as demais bacias da Margem Equatorial, o Ministério de Minas e Energia fala em até 10 bilhões de barris no total, o equivalente a um "novo pré-sal".</p>
<p>Para o ministro Alexandre Silveira, a descoberta pode  "reposicionar o Brasil na geopolítica global" , colocando o país entre os seis maiores produtores globais de petróleo.</p>
<p>Segundo o  diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires , a exploração das bacias no Norte pode garantir competitividade econômica ao país sem ser incompatível com as bandeiras ambientais do governo.</p>
<p>"É preciso investir no conceito de adição energética, porque não há condição de abrir mão de nenhuma fonte. A produção de petróleo é o principal índice da nossa balança comercial e nos dá outra posição na disputa econômica global. Sem uma bacia que possa substituir o pré-sal, como é a Margem Equatorial, há um risco sério de perder esse protagonismo", afirmou.</p>
<h2>Conflito ambiental</h2>
<p>A confirmação do petróleo reforça as críticas de ambientalistas que acompanham o projeto desde as etapas iniciais. A urbanista e advogada  Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e atual coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima , já questionava a finalidade da licença concedida ainda durante a fase de estudos.</p>
<p>"Está explícita a posição do governo de expandir a produção de petróleo na foz do Amazonas. A narrativa de que estão apenas pesquisando é usada para distorcer a realidade", afirmou, ainda na fase de estudos, quando a Petrobras buscava a primeira licença para perfurar o bloco FZA-M-59, hoje o mesmo bloco onde a companhia acaba de confirmar a existência de petróleo depois de mais de uma década tentando avançar na região. O Observatório do Clima move uma ação judicial contra a licença emitida para o bloco.</p>
<p>Ambientalistas contrários à exploração argumentam que a perfuração do poço Morpho ocorre em lâmina d'água de quase 2.900 metros, profundidade que torna qualquer resposta a um eventual vazamento mais lenta e mais cara do que nos poços do pré-sal, em águas bem mais rasas. </p>
<p>A região também fica próxima do maior cinturão de manguezais contínuos do mundo e de um sistema de recifes de coral identificado na foz do Amazonas há pouco mais de dez anos, e que os pesquisadores ainda não conseguiram mapear por completo.</p>
<p>Foi justamente a distância entre o poço e a base de resgate de animais afetados por óleo, que nas primeiras versões do projeto ficava em Belém, a centenas de quilômetros dali, um dos pontos que sustentou as negativas anteriores do Ibama.</p>
<p>A Petrobras afirma ter estruturado para a operação um sistema de resposta a emergências que inclui embarcações de contenção, monitoramento, resgate e atendimento à fauna afetada por óleo, além de apoio aéreo.</p>
<p>Em 2025, a empresa realizou uma Avaliação Pré-Operacional (APO), uma simulação destinada a testar sua capacidade de resposta a uma eventual emergência. O Ibama aprovou a avaliação, mas solicitou ajustes adicionais no plano de proteção à fauna apresentado pela companhia.</p>
<p>A descoberta também expõe uma contradição do governo brasileiro. O país sediou a COP30 em Belém no fim de 2025 defendendo metas globais para a redução de combustíveis fósseis, e agora gerencia a expansão de sua própria fronteira petrolífera. </p>
<p>A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que deixou o cargo em abril para se candidatar ao Senado por São Paulo, já reconheceu o contrassenso publicamente, mas ponderou que a transição energética deve ser gradual e justa, sem interromper o planejamento econômico do país.</p>
<h2>Ativo eleitoral</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as2VimdwEKlTfnEtB.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o presidente Lula e o ministro Alexandre Silveira em visita à sonda NS-42 que realiza a perfuração do poço Morpho, na Margem Equatorial

"/>
<p>Na segunda-feira, 17, Lula chamou a descoberta de  "passaporte para o futuro do país" , a mesma expressão usada há vinte anos, quando a Petrobras anunciou o pré-sal às vésperas da eleição de 2006 que lhe deu a reeleição.</p>
<p>Àquela altura, o achado ajudou a blindar politicamente um governo já desgastado pelo escândalo do Mensalão, descoberto um ano antes, e reforçou a imagem de um projeto nacional de desenvolvimento tocado pelo PT.</p>
<p>Duas décadas depois, Lula tenta reeditar o mesmo roteiro em um cenário em que o governo é pressionado por resultados econômicos concretos, às vésperas de uma eleição em que, aos 80 anos, disputa um quarto mandato não consecutivo.</p>
<p>A diferença é que, em 2006, o pré-sal já vinha acompanhado de estimativas de reservas relativamente sólidas. Desta vez, a Petrobras ainda não sabe quanto petróleo existe no poço Morpho.</p>
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        <media:credit role="provider">Petrobrás/divulgação</media:credit>
        <media:title>sonda_de_perfuracao_ns-42_responsavel_pela_perfuracao_do_poco_em_aguas_profundas_do_amapa</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Nubank e Bradesco lideram renegociações no Desenrola; veja bancos da lista</title>
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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 22:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  Novo Desenrola já renegociou R$ 25,51 bilhões em dívidas atrasadas . Entre as instituições financeiras, o Nubank lidera o valor dos débitos renegociados para pagamento parcelado, com R$ 1,06 bilhão, seguido por Bradesco, PicPay Bank e Itaú.</p>
<p>Os dados do Ministério da Fazenda e do Fundo de Garantia de Operações (FGO) foram  obtidos pela  Folha de S.Paulo . O volume de R$ 25,51 bilhões (em empréstimos atrasados até a quinta-feira 13)  superou a estimativa da pasta, que previa R$ 20 bilhões em renegociações.</p>
<p>Também chamado de Desenrola 2.0, o programa do governo federal foi criado para facilitar a  renegociação de dívidas bancárias de famílias com renda de até cinco salários mínimos , atualmente R$ 8.105. É uma nova versão do Desenrola Brasil, lançado em 2023, e abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal que atendam às regras do programa.</p>
<p>Os descontos concedidos até agora reduziram os R$ 25,51 bilhões em dívidas para R$ 5,09 bilhões, uma redução média de 80%. Desse valor final, R$ 3,8 bilhões foram parcelados e o restante foi pago à vista. Mais de 2 milhões de operações já haviam sido renegociadas para pagamento a prazo até esta terça-feira, 18, segundo dados do FGO.</p>
<p>O prazo para fazer novos acordos termina em 31 de agosto.</p>
<h2>Veja os bancos com mais dívidas renegociadas para pagamento parcelado</h2>
<p>A lista considera o valor das dívidas renegociadas para pagamento parcelado. Os dados foram obtidos pela  Folha  junto ao FGO:</p>
<p>Os montantes se referem aos acordos parcelados que utilizam a garantia do FGO e não incluem as dívidas quitadas à vista.</p>
<p>No Nubank, 568 mil renegociações parceladas somaram mais de R$ 1 bilhão. No Bradesco, foram 329,5 mil operações, no valor de R$ 662,7 milhões.</p>
<p>Dados do Nubank referentes ao fim de julho mostram ainda que  cerca de 2,3 milhões de clientes tinham aderido ao programa , considerando também pagamentos à vista. Quase 2 milhões renegociaram dívidas de cartão de crédito e mais da metade estava inadimplente havia mais de um ano. Entre os clientes que aderiram, 1,6 milhão tinham renda de até dois salários mínimos.</p>
<h2>Quem pode participar do Novo Desenrola?</h2>
<p>O programa é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105. Para entrar na renegociação,  a dívida precisa ter sido contratada até 31 de janeiro de 2026 e estar em atraso entre 91 dias e dois anos .</p>
<p>Entram no Novo Desenrola dívidas de cartão de crédito, incluindo o rotativo, cheque especial e crédito pessoal (CDC).</p>
<h2>Quanto é possível conseguir de desconto?</h2>
<p>Os descontos variam de acordo com a dívida e podem chegar a 90%.  Para cartão de crédito e cheque especial, ficam entre 40% e 90%.  No crédito pessoal, variam de 30% a 80%.</p>
<p>Depois do desconto, o valor da dívida incluída na renegociação pode chegar a R$ 15 mil por pessoa, em cada banco.</p>
<p>O pagamento pode ser dividido em até 48 meses , com juros de no máximo 1,99% ao mês. A primeira parcela pode vencer em até 35 dias.</p>
<p>Antes de fechar o acordo, é importante conferir não apenas o desconto, mas o valor final que será pago e se as parcelas cabem no orçamento mensal.</p>
<h2>É possível usar o FGTS?</h2>
<p>O programa permite usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar a dívida depois da renegociação.</p>
<p>O saque pode chegar a 20% do saldo disponível ou R$ 1.000, prevalecendo o maior valor.  Como o FGTS também pode ser usado em outras situações previstas em lei, como demissão sem justa causa e compra da casa própria, vale avaliar se compensa retirar o dinheiro para quitar a dívida.</p>
<h2>Como fazer a renegociação?</h2>
<p>A adesão é feita diretamente pelos canais das instituições financeiras. O consumidor deve procurar o banco onde possui a dívida para saber se ela se enquadra no programa e quais condições estão disponíveis.</p>
<p>Não há cobrança de taxa para participar . A recomendação é acessar diretamente o aplicativo ou o site oficial do banco, evitando links enviados por terceiros.</p>
<h2>Cuidado com golpes</h2>
<p>A procura pelo Novo Desenrola também é explorada por golpistas, que usam mensagens, anúncios e páginas falsas para oferecer supostas renegociações.  Para evitar fraudes, o consumidor deve procurar diretamente o aplicativo, site ou outro canal oficial de seu banco e desconfiar de links recebidos por WhatsApp, e-mail ou redes sociais.  O programa não cobra taxa de adesão.</p>
<p>Quem tiver feito pagamento ou fornecido dados em uma fraude deve avisar o banco imediatamente e registrar boletim de ocorrência. Se o dinheiro tiver sido transferido por Pix, é possível pedir à instituição financeira que avalie o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado em casos de fraude.</p>
<h2>Novo Desenrola: veja as principais regras</h2>
<p>Prazo para renegociar:  até 31 de agosto de 2026</p>
<p>Quem pode participar:  pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105)</p>
<p>Dívidas:  cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC)</p>
<p>Contratadas até:  31 de janeiro de 2026</p>
<p>Tempo de atraso:  de 91 dias a dois anos</p>
<p>Descontos:  de 30% a 90%</p>
<p>Parcelamento:  até 48 meses</p>
<p>Juros:  até 1,99% ao mês</p>
<p>Primeira parcela:  em até 35 dias</p>
<p>Valor após o desconto:  até R$ 15 mil por pessoa, por banco</p>
<p>FGTS:  saque de até 20% do saldo ou R$ 1.000, prevalecendo o maior valor, após a renegociação</p>
<p>Onde negociar:  diretamente nos canais oficiais do banco</p>
<p>Taxa de adesão:  não há</p>
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        <media:credit role="photographer">Marcello Casal JrAgência Brasil</media:credit>
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        <media:title>Real-Moeda-dinheiro</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com Lei da Reciprocidade, Brasil inicia processo para reagir a tarifas dos EUA</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-lei-da-reciprocidade-brasil-inicia-processo-para-reagir-a-tarifas-dos-eua</link>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal anunciou na noite de quinta-feira, 13, a abertura formal do  processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos contra exportações brasileiras será respondida com base na  Lei da Reciprocidade . Ela foi sancionada no ano passado, após o presidente Donald Trump impor o primeiro tarifaço ao país.</p>
<p>A abertura não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente contratarifas ou outras medidas de retaliação contra produtos norte-americanos. Neste momento, o governo inicia uma análise formal para verificar se as medidas dos EUA justificam a adoção de respostas previstas na legislação brasileira.</p>
<p>O Palácio do Planalto informou que o procedimento foi iniciado a partir do  compartilhamento do pedido pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) com os demais integrantes de seu Comitê-Executivo de Gestão.  Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores notificará o governo dos Estados Unidos e solicitará a abertura de consultas diplomáticas.</p>
<p>Essas consultas, segundo comunicado do governo, “visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais".</p>
<p>O governo de Donald Trump anunciou no dia 15 de julho que aplicaria uma  tarifa adicional de 25%,  com entrada em vigor no dia 22 de julho. Depois,  impôs outra de 12,5% , que entrou em vigor no dia 24. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.</p>
<p>Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.</p>
<p>Em vigor desde o fim do mês passado,  as tarifas atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado norte-americano , de acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.</p>
<p>Ao podcast  Não Inviabilize , o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva  declarou nesta sexta-feira, 14: "Entramos com a Lei da Reciprocidade para mostrar que a gente não é pouca coisa. Mas estou muito tranquilo. Estou preparado para debater defesa do Brasil em qualquer lugar do planeta Terra".</p>
<h2>Lei de Reciprocidade</h2>
<p>Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço de Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.</p>
<p>Dentre as possíveis medidas, o país poderá impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou ainda restringir importações de bens ou serviços.  Pela lei, as contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.</p>
<p>"As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis", prossegue a nota emitida pelo Planalto.</p>
<h2>OMC</h2>
<p>O governo federal já havia apresentado um  pedido de consultas por meio do sistema de solução de controvérsias na Organização Mundial do Comércio (OMC),  argumentando que as tarifas aplicadas são "inconsistentes" com as regras definidas pela entidade. Na segunda-feira, 10, os Estados Unidos aceitaram o pedido participar das consultas na OMC.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Ascom/ Casa Civil</media:credit>
        <media:title>palacio-do-planalto</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo eleva projeção do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-eleva-projecao-do-salario-minimo-para-r-1741-em-2027</link>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal elevou  de R$ 1.717 para R$ 1.741  a projeção do salário mínimo para 2027, segundo a  Folha de S.Paulo . Se confirmado, o valor representará um  reajuste de 7,4%  sobre o piso atual, de R$ 1.621.</p>
<p>A nova estimativa deverá constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será  enviado pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto.  O valor ainda não é definitivo e poderá mudar antes de entrar em vigor, em 1º de janeiro.</p>
<p>O piso também serve de referência para aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por isso, qualquer aumento também eleva despesas obrigatórias do governo federal.</p>
<p>Cálculos feitos pelo governo em abril indicavam que  cada R$ 1 acrescentado ao salário mínimo aumenta as despesas federais em cerca de R$ 413,2 milhões . A diferença de R$ 24 entre a projeção anterior e a atual poderia, portanto, acrescentar aproximadamente R$ 9,9 bilhões aos gastos em 2027.</p>
<h2>Por que a projeção aumentou</h2>
<p>A revisão ocorreu principalmente por causa do aumento da inflação esperada para este ano. A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, trabalha agora com uma inflação acumulada de 4,93% nos 12 meses até novembro.  A estimativa subiu diante do risco de impactos do El Niño sobre os preços dos alimentos.</p>
<p>Pela política de valorização do salário mínimo, o reajuste considera a inflação acumulada até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de dois anos antes.</p>
<p>Para o salário mínimo de 2027, será considerado o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, quando a economia brasileira cresceu 2,3%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A fórmula permite repor a inflação e conceder aumento real, ou seja, acima da alta dos preços. Pelas atuais regras fiscais, no entanto, esse ganho real está limitado a 2,5%.</p>
<p>O valor definitivo do salário mínimo de 2027 será estabelecido após a divulgação dos indicadores que entram no cálculo do reajuste.</p>
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        <media:credit role="photographer">Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Senado aprova redução de tributos sobre combustíveis com possível impacto na renda dos brasileiros</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/senado-aprova-reducao-de-tributos-sobre-combustiveis-com-potencial-de-impacto-renda-dos-brasileiros</link>
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      <pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:36:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A aprovação, pelo Senado, do projeto que permite ao governo federal usar receitas extraordinárias obtidas com o petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis abre uma discussão que vai além das contas públicas:  quanto uma eventual queda nos preços da gasolina, do diesel, do etanol e do querosene de aviação pode representar para a renda dos brasileiros .</p>
<p>A proposta foi aprovada na quarta-feira, 12, por 61 votos a 2 e, como já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>O mecanismo previsto no texto permite que o governo utilize receitas adicionais associadas ao setor de petróleo — como royalties, participações especiais, impostos e dividendos de estatais — para compensar a redução de tributos federais incidentes sobre combustíveis.</p>
<h2>Menos gasto na bomba</h2>
<p>O principal efeito esperado para os consumidores é direto:  se a redução tributária for efetivamente repassada aos preços, parte do dinheiro que atualmente é destinada ao abastecimento poderá permanecer no orçamento das famílias .</p>
<p>O impacto, porém, não se limita aos motoristas. O diesel é um dos principais custos do transporte rodoviário de cargas e influencia a precificação de produtos distribuídos pelo país. Uma redução no preço na bomba pode, portanto, reduzir custos de transporte e ajudar a conter pressões sobre os preços de alimentos e outras mercadorias.</p>
<p>Na prática, isso significa que uma eventual queda dos combustíveis pode produzir dois efeitos sobre o poder de compra: reduzir a despesa direta de quem abastece veículos e, indiretamente, aliviar custos incorporados aos preços de outros produtos.</p>
<p>O projeto autoriza a redução de tributos federais sobre óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. O texto também determina que eventual benefício concedido à gasolina preserve a competitividade do etanol.</p>
<h2>Influência na renda depende de repasses</h2>
<p>A aprovação da medida, entretanto,  não significa automaticamente que todo o benefício fiscal chegará ao bolso do consumidor .</p>
<p>Os preços dos combustíveis continuam sujeitos às condições do mercado, incluindo o preço internacional do petróleo, câmbio, custos de produção, margens de distribuição e revenda e tributos estaduais. Por isso, o efeito sobre a renda disponível dependerá tanto do tamanho da desoneração quanto do repasse efetivo para o preço final.</p>
<p>O próprio desenho da política busca justamente amortecer um problema provocado pela alta internacional do petróleo. Quando a cotação do petróleo sobe, o Brasil pode arrecadar mais com a exploração e exportação da commodity, mas consumidores e empresas também enfrentam combustíveis mais caros. O projeto procura utilizar parte dessa receita adicional para compensar o impacto sobre os preços domésticos.</p>
<h2>Diesel tem efeito especialmente amplo</h2>
<p>Entre os combustíveis contemplados, o diesel tem importância particular para a renda das famílias porque está diretamente ligado ao transporte de cargas e ao abastecimento das cidades.</p>
<p>A lógica é semelhante à de uma cadeia:  combustível mais barato reduz um dos custos de transporte; transporte mais barato pode diminuir o custo de circulação das mercadorias; e preços menores preservam o poder de compra dos salários .</p>
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        <media:title>Combustíveis</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Banco Central estuda conectar Pix a sistemas de pagamento de outros países</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/banco-central-estuda-conectar-pix-a-sistemas-de-pagamento-de-outros-paises</link>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  Banco Central  (BC) estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, o que abriria caminho para remessas e compras internacionais com liquidação em moeda local em poucos segundos. A possibilidade aparece entre os projetos para os próximos anos apresentados no  Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 , divulgado nesta segunda-feira, 10.</p>
<p>Segundo o documento, estão em discussão tanto conexões bilaterais, entre o Brasil e outros países, quanto a participação em  hubs  multilaterais, estruturas capazes de conectar sistemas de diferentes nações. O BC avalia que essa integração poderia reduzir tarifas, acelerar operações, ampliar o acesso e aumentar a transparência das transações internacionais. O relatório não informa quais países poderiam participar dessas conexões.</p>
<p>A proposta representaria uma etapa diferente do uso do Pix no exterior que já existe atualmente. Hoje, empresas privadas oferecem soluções que permitem pagamentos de brasileiros em países como Chile, Argentina, Estados Unidos, Portugal e França por meio de parcerias entre instituições brasileiras e estrangeiras. Nesses casos, porém,  a infraestrutura do Pix continua limitada às transações domésticas : o Pix é realizado em reais no Brasil e a remessa ao exterior ocorre posteriormente pelos canais tradicionais.</p>
<h2>Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025</h2>
<p>O projeto de internacionalização aparece em um momento de forte expansão do sistema. Em 2025, foram realizadas  quase 80 bilhões de transações Pix , crescimento de 25,7% em relação ao ano anterior. O valor movimentado ultrapassou  R$ 35 trilhões , alta de 33,8%.</p>
<p>Em dezembro de 2025,  148 milhões de pessoas físicas  haviam feito ou recebido pelo menos um Pix, número equivalente a cerca de 86% da população adulta brasileira. O sistema também chegou a 12,8 milhões de empresas e terminou o ano com mais de 920 milhões de chaves cadastradas.</p>
<p>O relatório mostra ainda uma mudança na forma como o Pix é utilizado. Quando foi lançado, em 2020, 85% das transações ocorriam entre pessoas físicas. Em 2025,  43% já eram pagamentos de pessoas para empresas , indicando a consolidação do sistema no varejo. Além disso, 71% das operações realizadas no ano tinham valor de até R$ 100.</p>
<h2>Pix poderá funcionar sem internet</h2>
<p>Outra frente estudada pelo BC é ampliar o  Pix por aproximação para situações em que o pagador esteja sem acesso à internet . A ideia é permitir a iniciação da transação por dispositivos com tecnologia NFC, incluindo celulares, cartões,  tags , relógios e pulseiras. Eventualmente, cartões com chip também poderão ser utilizados.</p>
<p>A medida busca enfrentar uma das barreiras apontadas para a expansão do Pix: dificuldades de conectividade e de acesso à tecnologia. Pesquisa citada no relatório mostra que, mesmo entre pessoas que utilizam o sistema, 24,2% já escolheram outro meio de pagamento por dificuldade de acesso à internet.</p>
<h2>Recebimentos via Pix poderão virar garantia de crédito</h2>
<p>O Banco Central também estuda integrar o Pix ao mercado de crédito. Uma das propostas é permitir que  fluxos futuros de recebimentos pelo sistema sejam usados como garantia em operações de financiamento .</p>
<p>A expectativa é que a medida possa melhorar a qualidade das garantias e contribuir para a redução dos custos do crédito, especialmente para empresas que concentram grande parte de seus recebimentos no Pix.</p>
<p>O relatório prevê ainda a integração do Pix a outros serviços financeiros, como duplicatas escriturais, e a implementação do chamado  split  tributário, que permitirá a retenção automática de tributos incidentes sobre determinadas transações.</p>
<h2>Inteligência artificial para identificar possíveis fraudes</h2>
<p>A segurança aparece como outra prioridade para os próximos anos. Entre os projetos está a criação de um  indicador de probabilidade de fraude , que poderá ser calculado pelo BC em tempo real para as transações Pix.</p>
<p>O sistema será desenvolvido com um modelo de  machine learning  e poderá fornecer informações às instituições financeiras para alimentar seus mecanismos antifraude. A decisão de autorizar ou rejeitar a transferência, porém, continuará sendo de cada instituição. O BC ressalva que a disponibilização da ferramenta dependerá do desempenho do modelo e de avaliação jurídica.</p>
<p>Também estão em estudo critérios mínimos comuns para identificar operações suspeitas, a padronização dos alertas de golpe apresentados aos clientes e novas medidas cautelares contra instituições que coloquem o funcionamento do sistema em risco.</p>
<h2>Mensagens ofensivas pelo Pix entram na mira do BC</h2>
<p>O relatório aponta ainda que o campo destinado à descrição das transações tem sido utilizado, em alguns casos, para envio de  mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras , geralmente acompanhadas de transferências de valores muito baixos.</p>
<p>Diante desse uso, o BC criou em 2026 um grupo de trabalho no Fórum Pix para discutir possíveis mudanças. A instituição afirma que poderá adotar novas regras para coibir abusos sem comprometer as características do sistema.</p>
<p>A agenda mostra que o Banco Central pretende transformar o Pix em uma infraestrutura cada vez mais integrada a outros serviços financeiros e, no futuro, potencialmente conectada a sistemas internacionais. O próprio BC define o Pix como uma infraestrutura pública digital em evolução contínua, destinada a ampliar os usos do sistema sem abrir mão de segurança, competição e inclusão financeira.</p>
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        <media:title>Pix-mão</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Dívida bruta do governo alcança 81,9% do PIB em junho</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/divida-bruta-do-governo-alcanca-81-9-do-pib</link>
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      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 14:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A dívida bruta do governo geral, que compreende o governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, somou R$ 10,809 trilhões em junho, o equivalente a 81,9% do (PIB) Produto Interno Bruto do Brasil, e representa um aumento de 0,9 (p.p - ponto percentual)  em relação a maio, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta, 31. É o patamar mais alto desde abril de 2021.</p>
<p>O Banco Central informa que o aumento de 0,9 ponto percentual em junho contra maio foi decorrente, principalmente dos juros nominais apropriados (0,8 p.p), das emissões líquidas de dívidas (0,6 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No recorte anual, a dívida bruta do governo geral acelerou 3,3 ponto percentual do PIB, resultado da incorporação de juros nominais (4,9 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,3 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-2,7 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.).  </p>
<h2>Dívida líquida</h2>
<p>Já a dívida líquida do setor público, que é o total das dívidas de todo o setor público menos os diversos créditos do governo (com destaque para as reservas internacionais), alcançou 68,5% do PIB, o equivalente a R$ 9,0 trilhões em junho, uma elevação de 0,6 ponto percentual do PIB no mês. </p>
<p>O resultado decorre dos impactos dos juros nominais  apropriados (0,8 p.p.), do déficit primário (0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (0,1 p.p.), da desvalorização cambial de 2,4% no mês (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.).</p>
<h2>Déficit primário</h2>
<p>O setor público consolidado, que inclui o governo geral mais as empresas estatais não financeiras (inclusive estaduais e municipais), exceto a Petrobras e a Eletrobras, registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho, aumento de R$ 8,2 bilhões em relação ao déficit de R$ 47,1 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. </p>
<p>Em 12 meses encerrados em junho, o déficit do  setor público consolidado foi de R$ 157,2 bilhões, o que é equivalente a 1,19% do PIB, e representa aumento de 0,06 p.p. do PIB em relação ao período acumulado até maio.</p>
<p>No governo central, composto pelo Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário, o déficit foi de R$ 47,2 bilhões em junho de 2026.</p>
<h2>Juros</h2>
<p>Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 110,7 bilhões em junho de 2026, ante R$ 61 bilhões em junho de 2025. O crescimento da conta de juros nominais deve-se à evolução das operações de swap cambial no período - ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026. No acumulado de 12 meses até junho, os juros nominais alcançaram R$ 1.160 bilhões (8,80% do PIB), comparativamente a R$ 912,3 bilhões (7,41% do PIB) nos 12 meses até junho de 2025.</p>
<p>As operações de swap cambial são usadas pelo Banco Central para acalmar o mercado de dólar e evitar usar moeda estrangeira alocada nas reservas internacionais do país. Esses contratos financeiros têm foco em proteção cambial, regulação da liquidez interna e influencia as taxas. </p>
<h2>Nominal</h2>
<p>O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 166,0 bilhões em junho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 1.317,8 bilhões (9,99% do PIB), elevando-se 0,38 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.​</p>
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        <media:title>Nota de real</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Taxa de desemprego cai a 5,4% no 2º trimestre, mas renda real diminui 1,5% no Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/taxa-de-desemprego-cai-a-5-4-no-2-trimestre-mas-renda-real-diminui-1-5-no-brasil</link>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 16:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A taxa de desemprego no segundo trimestre deste ano ficou em 5,4% no país, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda mensal real de todos os trabalhos, entretanto, caiu 1,5% no segundo trimestre (R$3.738) em relação ao primeiro trimestre do ano (R$ 3.795). Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a renda mensal real teve alta de 2,8% ante o primeiro trimestre de 2025.</p>
<h2>Total de desocupados</h2>
<p>O número de desocupados está em 5,9 milhões no segundo trimestre do ano, o que representa que  718 mil pessoas deixaram de estar desocupadas em relação ao primeiro trimestre deste ano.</p>
<p>No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação ficou em 6,1%, 0,7 ponto percentual acima do resultado do segundo trimestre. Em relação ao ano passado, mesmo período de comparação, a taxa de desocupação foi de 5,8%. </p>
<h2>Ocupação</h2>
<p>No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Em relação ao período de abril a junho de 2025, o indicador apresentou variação positiva (0,7%), quando </p>
<h2>Geração de vaga</h2>
<p>Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:</p>
<p>- Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)</p>
<p>- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)</p>
<h2>Rendimento</h2>
<p>A renda real mensal (descontada a inflação) habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738; registrando estabilidade frente ao primeiro trimestre (janeiro a março de 2026) e crescimento de 2,8% relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A inflação medida pelo índice oficial IPCA no primeiro trimestre do ano foi de 4,44% em janeiro, 3,81% em fevereiro, 4,14% em março.  No segundo trimestre ficou em 4,39% em abril, 4,72% em maio e 4,64% em junho.</p>
<p>Já a massa de rendimento real habitual total (R$ 380,3 bilhões) quando comparada ao primeiro trimestre (janeiro a março de 2026) apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.</p>
<h2>Perfil do mercado de trabalho</h2>
<p>Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (39,4 milhões) apresentaram estabilidade frente ao trimestre anterior. No confronto com o trimestre de abril a junho de 2025, houve, também, estabilidade.</p>
<p>Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,6 milhões) apresentaram elevação em relação ao trimestre anterior de (2,2%), representando um incremento de 288 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado estabilidade.</p>
<p>Os empregados no setor público (13,0 milhões) apresentaram aumento de 2,6% frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior não houve variação estatisticamente significativa.</p>
<p>Na categoria dos trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) foi registrado estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador também apresentou estabilidade.</p>
]]></description>
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        <media:title>Trabalhador - indústria</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Petrobras bate recorde de produção e exportações ampliam no segundo trimestre do ano</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/petrobras-bate-recorde-de-producao-e-exportacoes-ampliam-no-segundo-trimestre-do-ano</link>
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      <pubDate>Wed, 29 Jul 2026 18:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Petrobras alcançou produção total recorde de petróleo e gás no 2º trimestre de 2026, impulsionada pela produção de novas plataformas e avanço das operações no pré-sal. A produção própria de óleo, líquido de gás natural e gás natural chegou à marca recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia entre abril e junho.</p>
<p>O volume produzido representa crescimento de 14,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e de 3,4% acima do 1º trimestre de 2026. Foram produzidos 70 mil barris a mais no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado (2T25). </p>
<p>O avanço no processamento de petróleo nas refinarias levou à ampliação das exportações e reduziu significativamente a necessidade de importação de combustíveis. Os embarques de petróleo chegaram a um patamar próximo a 1 milhão barris por dia (bpd). Já as importações de óleo cairam para 89 mil barris por dia (mbpd) no segundo trimestre deste ano, o menor volume desde a pandemia.</p>
<p>Em nota, a empresa informa que no contexto geopolítico atual, a elevada utilização do parque de refino tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional, como o diesel e o GLP, e redução significativa de importação de derivados, o menor volume trimestral de importações.</p>
<h2>Eficiência operacional</h2>
<p>A companhia atribui o resultado à melhora de eficiência dos navios-plataforma Maria Quitéria, no campo de Jubarte; Alexandre de Gusmão; e no campo de Mero, P-78, no campo de Búzios, além do início de produção do FPSO P-79, no campo de Búzios. Fora isso, a empresa informou que dez novos poços produtores entraram em operação no trimestre avaliado, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.</p>
<h2>Destaques</h2>
<p>A Petrobras chama a atenção para a comercialização da gasolina Petrobras Podium que registrou o maior volume mensal de vendas nos 24 anos desde seu lançamento, com 12,49 milhões de litros comercializados. </p>
<p>Entre os principais eventos do período, a empresa destaca o aumento da comercialização de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido por coprocessamento na REDUC com 1% de conteúdo renovável e com certificação de sustentabilidade internacional CORSIA. </p>
<p>Produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), o SAF Petrobras combina querosene de aviação convencional com uma fração renovável obtida a partir de matérias-primas sustentáveis. O resultado é um produto quimicamente semelhante ao JET A/A1, porém com menor intensidade de carbono e potencial de reduzir em mais de 80 % as emissões de CO₂ na parcela renovável. </p>
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        <media:title>Plataforma da Petrobras no campo de Búzios</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo prorroga Desenrola até 31 de agosto</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-prorroga-desenrola-ate-31-de-agosto</link>
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      <pubDate>Wed, 29 Jul 2026 15:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quarta-feira, 29, que o governo vai prorrogar até 31 de agosto o programa Novo Desenrola Brasil, que faz o refinanciamento de dívidas em atraso. Lançado em maio, o governo tinha previsão inicial de duração de 90 dias. O programa terminaria na próxima segunda-feira, dia 3.</p>
<p>O ministro disse que a prorrogação será feita sem custo adicional para o Tesouro Nacional, porque os recursos existentes serão suficientes para cobrir as famílias que ainda podem renegociar as suas dívidas. Segundo Durigan, as condições originais do programa permanecem inalteradas. </p>
<p>"Acho que com esse mês adicional, nós atingiremos um total de 10 milhões de pessoas beneficiadas", disse o ministro. Os números apresentados por Durigan mostram que o programa já alcançou mais de 9 milhões de famílias. </p>
<p>  2,5 milhões de pessoas renegociaram dívidas bancárias e realizaram o pagamento à vista; </p>
<p>1,6 milhão de brasileiros optaram pelo parcelamento do débito; </p>
<p>5 milhões de cidadãos foram “desnegativados” automaticamente devido a dívidas debeneficiáriosnstituições financeiras.</p>
<p>Com o prazo adicional, a expectativa da Fazenda é bater a meta de 10 milhões de beneficiários totais</p>
<p>O prazo adicional poderá beneficiar  motoqueiros e motoristas que tenham interesse no crédito para troca de veículos oferecido pelo programa Move Brasil, mas que estejam com nome negativo e, consequentemente, impedidos de acessar, ressaltou o ministro. </p>
<p>A medida estende o prazo para adesão ao programa até a data-limite de vigência da medida provisória que rege a iniciativa. O ato do Ministério da Fazenda que formaliza a prorrogação deve ser publicado até 6ª feira (31.jul)</p>
<p>Clique aqui para saber as regras do programa</p>
]]></description>
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        <media:title>Durigan, Fazenda</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Por que o Pix entrou na conta do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-o-pix-entrou-na-conta-do-tarifaco-dos-estados-unidos-contra-o-brasil</link>
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      <pubDate>Wed, 22 Jul 2026 19:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros entraram em vigor nesta quarta-feira, 22. Entre as justificativas apresentadas pelo governo de Donald Trump para a medida está uma ferramenta presente no cotidiano de milhões de brasileiros: o Pix.</p>
<p>O sistema de pagamentos instantâneos foi incluído na investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite ao governo norte-americano adotar medidas contra políticas estrangeiras que considere discriminatórias ou prejudiciais às empresas do país.</p>
<p>O Pix não é o único ponto da investigação. O governo Trump também questiona políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, às tarifas de importação, ao combate à corrupção, à proteção da propriedade intelectual, ao acesso do etanol americano ao mercado nacional e ao desmatamento ilegal.</p>
<p>No caso dos pagamentos eletrônicos, a acusação é direta. Segundo o USTR, o Brasil favorece o Pix e coloca empresas americanas concorrentes em desvantagem. A medida atinge principalmente companhias que operam no mercado de cartões e em outros serviços digitais de pagamento.</p>
<p>Criado pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, o Pix permite transferências e pagamentos em poucos segundos, a qualquer hora e em todos os dias da semana. O serviço é gratuito para pessoas físicas na maior parte das operações e tem custos relativamente baixos para empresas.</p>
<h2>Concorrência ou vantagem indevida?</h2>
<p>Para o governo norte-americano, a participação do Banco Central na criação e na administração da infraestrutura, somada à obrigação de determinadas instituições financeiras oferecerem o Pix, concede uma vantagem indevida ao sistema brasileiro.</p>
<p>Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, contesta esse raciocínio. Em texto publicado em seu   perfil na plataforma Substack   na segunda-feira, 20, o economista afirmou que o tarifaço procura punir o Brasil pelo sucesso de uma plataforma pública que oferece pagamentos mais rápidos e baratos.</p>
<p>“Por que seria desleal um país oferecer aos próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?”, questionou.</p>
<p>Na avaliação de Krugman, a perda de participação de empresas norte-americanas não comprova a existência de uma prática comercial injusta. Representa o resultado da concorrência com uma tecnologia que conquistou os consumidores por sua eficiência e pelo baixo custo.</p>
<p>“Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?”, escreveu.</p>
<p>O economista compara a situação à atuação do serviço postal dos Estados Unidos e de plataformas americanas como PayPal e Venmo. Para ele, não faria sentido impedir o funcionamento desses serviços apenas porque competem com outras empresas privadas.</p>
<h2>Cartões perderam espaço, mas continuaram crescendo</h2>
<p>O avanço do Pix alterou a distribuição do mercado brasileiro de pagamentos, até então dominado pelos cartões. No segundo semestre de 2025, o sistema respondeu por 54,7% das transações realizadas no país, enquanto cartões de crédito, débito e pré-pagos, somados, ficaram com 30,4%, segundo dados do Banco Central.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o uso dos cartões tenha diminuído. No mesmo período, as operações com cartão de crédito cresceram 9,4% em relação ao ano anterior. Desde a criação do Pix, o número de cartões ativos também aumentou de 324 milhões, em 2020, para 477 milhões, no final de 2025.</p>
<p>Os cartões perderam participação relativa porque o Pix cresceu mais rapidamente, mas continuaram avançando em números absolutos. No segundo semestre de 2025, as três modalidades somaram 23,8 bilhões de transações.</p>
<p>Os dados relativizam a acusação de que o sistema brasileiro teria impedido o crescimento de empresas americanas. Visa e Mastercard estão entre as principais bandeiras que operam no Brasil, ao lado da brasileira Elo.</p>
<h2>Resistência às inovações</h2>
<p>Krugman considera que a reação ao Pix faz parte de uma postura mais ampla do governo Trump contra inovações digitais do sistema financeiro quando elas ameaçam os interesses de grupos privados.</p>
<p>Segundo ele, os Estados Unidos ficaram para trás nessa área devido à resistência política e à pressão de empresas que poderiam perder mercado. O economista menciona especialmente os interesses ligados aos cartões e às criptomoedas.</p>
<p>Para Krugman, esses setores receiam que uma solução pública eficiente reduza o interesse dos consumidores por produtos privados mais caros, arriscados ou difíceis de usar. A preocupação, argumenta, não seria a possibilidade de o sistema fracassar, mas de funcionar bem demais.</p>
<p>Ele compara o sucesso do Pix à tentativa de El Salvador de transformar o Bitcoin em um meio de pagamento amplamente utilizado. Enquanto o sistema brasileiro foi incorporado à rotina da população, a iniciativa salvadorenha não alcançou a mesma adesão.</p>
<h2>Tarifa entrou em vigor com exceções</h2>
<p>A cobrança adicional de 25% passou a atingir nesta quarta-feira diferentes produtos exportados pelo Brasil. Entre os itens alcançados estão etanol e outros biocombustíveis, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, transformadores elétricos, calçados, móveis de madeira, pisos, revestimentos, rochas ornamentais, roupas e tecidos.</p>
<p>A medida contém exceções para mercadorias importantes da pauta brasileira, como café, carne bovina, suco de laranja, aeronaves e peças aeronáuticas.</p>
<p>Krugman havia avaliado que o alcance das tarifas seria limitado pelo receio do próprio governo americano de elevar os preços pagos pela população. Ao mesmo tempo, argumentou que o Brasil poderia ampliar sua presença em outros mercados.</p>
<p>Embora o Pix tenha entrado formalmente na lista de práticas contestadas pelos Estados Unidos, a tarifa não incide sobre o sistema nem impede seu funcionamento. A cobrança recai sobre mercadorias brasileiras. O Pix tornou-se uma das justificativas usadas pelo governo Trump para ampliar uma disputa comercial que ultrapassa o setor financeiro.</p>
<p>Para Krugman, a ofensiva dificilmente levará o Brasil a abandonar um sistema amplamente utilizado pela população. “O governo Trump declarou guerra ao futuro”, escreveu. “E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam.”</p>
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        <media:title>pix</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Tarifa de 25% dos EUA deve reduzir competitividade e causar queda de 7,1% nas exportações brasileiras de calçados em 2026</title>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 19:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O setor calçadista está entre os afetados pela nova tarifa sobre produtos importados brasileiros de 25%, imposta pelos Estados Unidos na quarta-feira, 15/07, e que entra em vigor no dia 22 de julho. O calçado brasileiro destinado aos Estados Unidos é o principal destino do setor no exterior. Com a aplicação da tarifa, as exportações totais de calçados devem ter uma queda média de 7,1% ao fim de 2026. A projeção é da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).  </p>
<p>A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados emitiu nota para manifestar a preocupação com a decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25%. A decisão foi tomada no âmbito da investigação conduzida sob a Seção 301 da lei de Comércio dos EUA. </p>
<p>O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, afirma que a aplicação da tarifa representa um retrocesso para uma relação comercial construída ao longo de décadas. “A aplicação desta tarifa adicional reduz significativamente a competitividade do calçado brasileiro nos Estados Unidos e inviabiliza muitas operações que vinham sendo retomadas desde o fim da tarifa adicional de 40%, em fevereiro deste ano. Trata-se de uma medida que penaliza não apenas os exportadores brasileiros, mas também importadores, marcas, varejistas e consumidores norte-americanos, dada a interdependência produtiva e comercial entre os dois países”, afirma. </p>
<h2>Segunda rodada de tarifa </h2>
<p>Os calçados brasileiros já tinham sofrido aplicação de tarifa adicional de 40% dos Estados Unidos no ano passado, que caiu em fevereiro deste ano. Na época, a projeção da Abicalçados indicava retração média de 3,6% nas exportações totais de calçados ao fim de 2026. A expectativa era de estabilidade no segundo semestre deste ano, compensando parcialmente a queda registrada na primeira parte do ano. </p>
<p>Com o anúncio da nova tarifa, a Abicalçados revisou sua projeção para o ano. Agora, a associação estima queda média de 7,1% ao fim de 2026, para as exportações totais de calçados, o que representa uma piora de 3,5 pontos percentuais em relação à projeção anterior. </p>
<h2>Empresas americanas manifestaram apoio ao Brasil</h2>
<p>Empresas americanas do setor calçadista chegaram a manifestar contrariedade à aplicação da tarifa sobre calçados brasileiros nas reuniões técnicas que aconteceram antes da decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), de acordo com a Abicalçados. </p>
<p>Entre elas, a Footwear Distributors and Retailers of America (FDRA), da American Apparel & Footwear Association (AAFA), da United States Fashion Industry Association (USFIA), além de importadores e varejistas norte-americanos, representados pelo JPT Group LLC, Bernardo Footwear e Dillard’s Inc. </p>
<p>De acordo com a Abicalçados, o mercado norte-americano é dependente de importação de calçados. Os Estados Unidos consomem mais de 2 bilhões de pares de calçados por ano e produzem cerca de 20 milhões de pares, volume equivalente a aproximadamente 1% de seu consumo interno. O principal exportador para o mercado americano é a região da Ásia. </p>
<p>Para Haroldo Ferreira, “o diferencial tarifário que se amplia entre o calçado exportado pelo Brasil e demais países exportadores reforçará a concentração das compras norte-americanas em origens já dominantes, especialmente asiáticas, em sentido contrário aos interesses dos Estados Unidos de diversificação, resiliência e segurança das cadeias de suprimentos”.  </p>
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        <media:title>Calçados</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>EUA aplicam tarifa de 25% sobre importação de produtos do Brasil a partir de 22 de julho</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/eua-aplicam-tarifa-de-25-sobre-importacao-de-produtos-do-brasil-a-partir-de-22-de-julho</link>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou oficialmente na noite da quarta-feira, 15/07, a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros nos termos da investigação aberta pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a partir da próxima quarta-feira, 22/07. </p>
<p>No comunicado oficial, o embaixador americano Jamieson Greer informa que está tomando as medidas finais, a pedido do presidente Trump, ao impor uma tarifa de 25% sobre certos produtos do Brasil. Apesar das restrições, o governo americano se diz aberto a prosseguir com as negociações com o governo brasileiro. </p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse,  em postagem na rede social X,  disse que repudia a decisão anunciada pelo governo dos EUA. “Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. “Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, afirmou Lula.  </p>
<p>Lula disse ainda que o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. “O governo seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional e retornará o tema no âmbito do mecanismo de soluções de controvérsia da OMC”, afirmou. </p>
<p>A Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP) emitiu uma  nota na qual diz  que o resultada da investigação e aplicação da tarifa é muito negativa para a relação bilateral. A nota diz: "A medida, que entra em vigor a partir de 22 de julho, coloca o Brasil entre os países com condições mais restritivas no mundo para acessar o mercado norte-americano, afetando duramente mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agronegócio sobre cerca de 3.000 produtos que o Brasil exporta"</p>
<h2>Relação de alguns produtos taxados  </h2>
<p>Entre os produtos listados estão artigos de aeronaves civis (todas as aeronaves, exceto as militares); seus motores, peças e componentes; suas outras peças, componentes, certos artigos destinados ao uso em aplicações farmacêuticas, certos artigos de alumínio, de aço ou de cobre, ou artigos derivados de alumínio ou de aço; produtos de madeira; e artigos semicondutores do Brasil; artigos originários do Brasil que sejam materiais informativos, incluindo, mas não se limitando a: publicações, filmes, cartazes, discos fonográficos, fotografias, microfilmes, microfichas, fitas, discos compactos, CD-ROMs, obras de arte e agências de notícias. ( Veja a lista completa aqui)  </p>
<h2>Relação de alguns produtos isentos</h2>
<p>Os produtos isentos de tarifa relacionados a alimentos são: café instantâneo sem sabor, carne bovina, peixes como tilápia, mel orgânico, tomate e frutas. Entre os produtos industriais que ficaram isentos de taxas estão: hidróxido de alumínio; antiguidades, itens de coleção e obras de arte; cinzas contendo metais preciosos ou compostos de metais preciosos; certas peles de animais, peles com pelos e couro; certos produtos farmacêuticos e ingredientes farmacêuticos adicionais; certos produtos de madeira; resíduos e sucata de ferro e aço; mel orgânico e ferro-gusa. ( Veja a lista completa aqui ) </p>
<h2>Alegações do USTR</h2>
<p>O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos justifica a decisão ao dizer, em nota, que “após uma investigação de um ano, determinou que certas medidas brasileiras relacionadas ao comércio digital e aos serviços de pagamentos eletrônicos; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal são injustificadas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos.”  </p>
<p>A decisão dos EUA foi tomada após o USTR ter realizado duas audiências públicas, recebido mais de 360 comentários do público e negociado intensamente com o governo brasileiro para buscar uma solução para as preocupações dos EUA. </p>
<p>A comunicação diz ainda que a proteção dos interesses econômicos americanos contra práticas comerciais desleais é a base das políticas “America First” do presidente Trump. “Seja punindo empresas de tecnologia dos EUA por se recusarem a censurar discursos políticos, seja recuando na aplicação das medidas anticorrupção, ou permitindo que agricultores brasileiros explorem terras desmatadas ilegalmente para obter vantagem sobre os agricultores americanos, as práticas comerciais desleais do Brasil têm impedido que trabalhadores e produtores dos EUA tenham acesso a esse importante mercado com mais de 210 milhões de consumidores”, afirmou o embaixador Greer.   </p>
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        <media:title>EUA aplicam tarifa de 25% sobre importados do Brasil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Ministério da Fazenda eleva projeção de inflação de 2026 para 5,1%, acima do teto da meta</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ministerio-da-fazenda-eleva-projecao-de-inflacao-de-2026-para-5-1-acima-do-teto-da-meta</link>
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      <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 20:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda, incorporou às projeções do Boletim Macrofiscal os efeitos das novas tarifas às importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos em seu Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira, dia 15.  </p>
<p>Na avaliação do cenário externo, a SPE menciona as novas tarifas, os desdobramentos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, além dos efeitos do super El Niño, como riscos que podem pressionar a inflação de alimentos e de energia, especialmente nas regiões da América Latina e da Ásia.  A secretária de Política Econômica, Debora Freire, disse que o governo “tem mais clareza” da intensidade do El Niño. O evento climático ocorre quando os ventos alísios do Pacífico Tropical enfraquecem e o oceano aquece, como consequência tende a provocar seca e severo calor em várias partes do mundo.</p>
<h2>Incertezas geopolíticas</h2>
<p>O documento avalia que as incertezas geopolíticas não foram totalmente eliminadas. A assinatura de um acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir os riscos externos associados ao choque de oferta do petróleo. O preço da commodity recuou no começo de março, mas a retomada dos conflitos e a escalada dos ataques reverteu essa tendência de queda no preço do petróleo. O desdobramento da guerra não foi incorporado ao cenário-base, mas o SPE destaca a existência do risco altista relevante para os preços de energia e baixista para a atividade mundial. </p>
<p>No Brasil, o boletim informa que a atividade econômica segue em expansão, mas a projeção é de desaceleração do PIB no segundo trimestre de 2026. Essa moderação deve-se mais à composição do crescimento, ou seja, o impulso da economia registrado no primeiro trimestre, puxado pelo setor agrícola, já está consolidado e não deve se dissipar para o segundo trimestre. </p>
<p>A perda de tração do crédito no trimestre encerrado em maio é outro fator de destaque entre os vetores contrários à aceleração da atividade. Junto à redução do crédito, a inadimplência voltou a subir, em meio a um ambiente de juros reais elevados, além do amplo comprometimento da renda das famílias. Para o ano, a projeção de crescimento do PIB segue em 2,3%, sustentada pela recomposição setorial, especialmente da agropecuária, que foi revisada de 1,2% para 1,8%.  </p>
<h2>Juros restritivos por mais tempo </h2>
<p>A economia dos EUA mantém sinais de resiliência, enquanto a inflação permanece acima da meta. Com a maior resiliência da inflação, o banco central americano (Federal Reserve) elevou as expectativas de juros nos EUA. Na Zona do Euro, o cenário é de estabilização gradual da atividade em meio à inflação persistente e juros elevados. Na China, a força da indústria contrasta com fraqueza da demanda doméstica. Diante desse conjunto de fatores, persistência inflacionária, pressões cambiais e a postura mais dura do Fed tendem a manter os bancos centrais da região mais cautelosos, com juros restritivos por mais tempo. </p>
<h2>Inflação</h2>
<p>No boletim, as projeções de inflação para 2026 foram revisadas para cima. A revisão do IPCA de 2026, de 4,5% para 5,1%, decorre apenas em parte dos dados já divulgados, com serviços e bens industriais, excluído o etanol, acelerando acima do projetado.</p>
<p>A aceleração projetada reflete os seguintes efeitos: a segunda ordem do choque do petróleo, o repasse ainda pendente da alta do IPA industrial aos preços ao consumidor, a expectativa de alimentos mais pressionados no segundo semestre do que na projeção anterior, diante da possibilidade de um El Niño mais intenso, e a piora das expectativas de mercado para o IPCA, que passaram de 4,9% para 5,3% no Focus para 2026.</p>
<p>Entre os fatores que contribuem para conter a inflação, o relatório cita  a manutenção da Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica, além das medidas adotadas para limitar o repasse do aumento dos combustíveis ao mercado doméstico. </p>
<p>Já para 2027, o IPCA foi revisado de 3,5% para 3,6%. Para o INPC, a projeção de 2026 saiu de 4,6% para 5,3%, refletindo o maior peso de alimentos no índice. Para o IGP-DI, a projeção passou de 4,9% para 5,6%, em razão da alta acima do esperado no atacado em abril e maio.</p>
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        <media:title>Economia global</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Início do Move Brasil para entregadores e motoristas de app muda para 27 de julho </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/inicio-do-move-brasil-para-entregadores-e-motoristas-de-app-muda-para-o-dia-27-de-julho</link>
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      <pubDate>Sun, 12 Jul 2026 15:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os profissionais que usam motocicletas ou bicicletas como ferramentas de trabalho terão de aguardar até 27 de julho para aderir ao programa de financiamento Move Brasil. O início do acesso à linha de crédito estava previsto para segunda-feira, dia 13, no entanto, o governo federal informou que o prazo mudou em razão de questões tecnológicas.  </p>
<p>De acordo com a Agência Brasil, a mudança de data ocorreu para que fossem concluídos testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas dos órgãos públicos e das instituições financeiras, para evitar falhas na contratação e garantir um atendimento seguro aos interessados.  </p>
<h2>O que é o Move Brasil </h2>
<p>O programa oferece financiamento para os profissionais do transporte trocarem seus veículos por modelos novos e mais sustentáveis. O Move Brasil está estruturado em três modalidades:  </p>
<p>Motoristas e taxistas : financiamento de veículos novos com tecnologias de menor impacto ambiental. Esses profissionais devem estar cadastrados em aplicativos credenciados. Já os taxistas devem ter autorização para trabalhar. </p>
<p>Caminhoneiros : financiamento de caminhões novos. A linha de crédito pode ser solicitada por caminhoneiros autônomos e coopreados de transporte de cargas.  </p>
<p>Entregadores:  financiamento de motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas para uso profissional. Para solicitar, é preciso ter CNH categoria A, em caso de motos; estar cadastrado em app de entrega há pelo menos 6 meses, com no mínimo 100 corridas/entregas feitas e trabalhar como entregador, motofretista, mototaxista ou ciclista com carteira assinada (CLT) há pelo menos seis meses na mesma empresa. </p>
<h2>Condições gerais na Caixa Econômica Federal</h2>
<h2>Solicitação </h2>
<p>Para dar início ao pedido, é preciso realizar o cadastro na plataforma Gov.Br. Depois da inscrição, o governo irá verificar se o trabalhador atende aos critérios estabelecidos pelo programa. </p>
<p>
A aprovação cadastral não garante a liberação do crédito de forma automática. O financiamento vai depender da análise da instituição financeira escolhida. Cada beneficiário poderá financiar um único veículo, entre bicicleta elétrica, motoneta, ciclomotor, motocicleta elétrica ou motocicleta flex.
 </p>
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        <media:title>Entregadores</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Novas regras contra bets preveem restrições publicitárias e multas de até R$ 14 milhões</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/novas-regras-contra-bets-preveem-restricoes-publicitarias-e-multas-de-ate-r-14-milhoes</link>
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      <pubDate>Sat, 11 Jul 2026 16:16:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo publicou nesta sexta-feira, dia 10/07, duas portarias que fixam um conjunto de novas regras sobre proteção do consumidor na publicidade, comunicação, marketing e oferta da modalidade lotérica de aposta de quota fixa, as chamadas bets. </p>
<p>A partir do dia 17 de julho, todas as propagandas e comunicações publicitárias de empresas autorizadas a operar bets no Brasil deverão exibir, de forma obrigatória, advertências do Ministério da Fazenda sobre os efeitos negativos da aposta. O modelo é similar ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarro e bebidas alcoólicas.  </p>
<p>As novas regras também são mais restritivas às transmissões esportivas e programas de análise. Em outras palavras, os comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos. Com relação à Copa, as medidas afetam parcialmente as transmissões do evento, porque entram em vigor dois dias antes do mundial terminar, que é no dia 19 de julho. </p>
<p>De acordo com a Agência Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo. </p>
<h2>Advertência </h2>
<p>Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens: "Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência"; "Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro"; "Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento".  </p>
<p>Esses alertas devem ocupar 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio, que deve aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, de acordo com a nova portaria. Algo similar ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarro e bebidas alcoólicas. </p>
<h2>Transmissões esportivas </h2>
<p>Pelas novas regras, as transmissões esportivas e programas de análise também sofrerão restrições a partir da entrada em vigor das portarias, que é no dia 17 de julho. Os dispositivos legais fixam que comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos. </p>
<p>A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado. </p>
<h2>Sucesso pessoal </h2>
<p>Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das  bets . Entre elas, as comunicações que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.  </p>
<p>Entre as principais vedações estão:  </p>
<p>• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira; </p>
<p>• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido; </p>
<p>• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas; </p>
<p>• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas; </p>
<p>• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas; </p>
<p>• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo; </p>
<p>• direcionar publicidade a crianças e adolescentes. </p>
<h2>Tolerância zero com bets ilegais </h2>
<p>As medidas incluem a determinação de que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.  </p>
<p>A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de  fintechs  que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares. </p>
<h2>Penalidades </h2>
<p>Entre as sanções previstas pelas novas portarias, o descumprimento das regras acarretam em multa de até 20% do faturamento da operadora, suspensão da autorização de funcionamento da operadora por até 180 dias, cassação da licença em casos de reincidência grave.  </p>
<p>Para os veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular, a multa prevista é de até R$ 14 milhões. Com relação às casas de apostas que contratam influenciadores descumpridores das regras serão responsabilizados com a remoção do conteúdo. </p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Agência Brasil</media:credit>
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        <media:title>Restrição às bets</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Como o Brasil saiu do "muito baixo" para o "muito alto" em desenvolvimento humano</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/como-o-brasil-saiu-do-muito-baixo-para-o-muito-alto-no-desenvolvimento-humano-em-50-anos</link>
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      <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:39:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Se alguém perguntar sobre a qualidade de vida no Brasil, que resposta receberá? Do ponto de vista do desenvolvimento humano, o resultado talvez surpreenda. Vivemos um momento positivo, em seu grau mais elevado. É o que aponta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que se baseia em três fatores – longevidade, educação e renda – para avaliar como estamos. No fim de maio, anunciou-se que o Brasil atingiu, pela primeira vez, a marca de 0,805, entrando na faixa de "muito alto desenvolvimento humano".</p>
<p>O resultado, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro (FJP), é a fotografia atual de um cenário de meio século e que começa em um Brasil radicalmente diferente.</p>
<p>Para entender esse processo, o GSW Brasil conversou com Cláudio Hamilton Matos dos Santos, doutor em economia e técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, e Rodrigo Prando, doutor em sociologia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.</p>
<h2>Evolução desde 1970</h2>
<p>Séries históricas reconstruídas pelo Ipea, PNUD, FJP e IBGE com base nos dados disponíveis para cada período mostram o caminho brasileiro, desde 1970, à faixa de “muito alto desenvolvimento humano”.</p>
<p>O índice usa a mesma escala do IDHM atual, de 0 a 1, com os mesmos cortes de classificação: muito baixo (até 0,499), baixo (0,500–0,599), médio (0,600–0,699), alto (0,700–0,799) e muito alto (acima de 0,800).</p>
<p>Nos anos 1970, o Brasil estava na faixa "muito baixo", com índice estimado entre 0,487 e 0,507. Era um país marcado por aceleração da urbanização e crescimento econômico concentrado, mas que ainda deixava parcelas enormes da população sem acesso à educação ou renda digna.</p>
<p>Nos anos 1980, mesmo em meio à crise da dívida externa e à hiperinflação, o índice subiu para a faixa "baixo", chegando a cerca de 0,610 ao final da década. A redemocratização e a Constituição de 1988 estruturaram o avanço observado em 1990, com garantias constitucionais de gastos mínimos em educação e, mais tarde, em saúde.</p>
<p>Nos anos 1990 veio o Plano Real, que trouxe a estabilização econômica necessária para alçar o país à faixa dos “médios”, chegando a 0,660.</p>
<p>Nos anos 2000 o ritmo se acelerou, especialmente por conta das políticas de inclusão social, expansão do ensino superior e o ciclo de crescimento das commodities. O Brasil alcançou o nível "alto". Em 2012, quando começa a série do Radar IDHM, o Brasil estava em 0,744. Em 2024, chegou a 0,805.</p>
<p>Para o sociólogo Rodrigo Prando, professor do Mackenzie, o avanço do Brasil nesses 50 anos vai além do crescimento do PIB. Ele aponta quatro fatores: urbanização acelerada, transição demográfica, a Constituição de 1988 – que universalizou saúde e educação como direitos –, e o ciclo redistributivo dos anos 2000.</p>
<h2>Diferença em relação ao IDH Global</h2>
<p>Antes de entrar nos dados recentes, há uma distinção técnica que importa.</p>
<p>O IDHM não é o mesmo que o IDH Global, que compara 193 países. Os dois medem o mesmo conceito (longevidade, educação e expectativa de vida), mas com metodologias e fontes diferentes. O IDH Global usa renda nacional bruta per capita e bases internacionais; o IDHM usa a PNAD Contínua do IBGE e indicadores específicos do sistema educacional brasileiro. Ambos seguem a mesma escala de 0 a 1, mas não são diretamente comparáveis.</p>
<p>É por isso que o Brasil aparece com 0,805 (muito alto) no IDHM de 2024 e com 0,786 (alto, 84ª posição entre 193 países) no ranking global do IDH referente a 2023.</p>
<p>Cláudio Hamilton Matos dos Santos, do Ipea, explica a diferença. "O IDH global é calculado por organizações internacionais com base em uma metodologia uniforme para quase duas centenas de países e não é publicado todos os anos – e quando é, traz dados defasados. O Radar IDHM traz uma base anual no período 2012-2024. É normal, portanto, que os dados do Radar IDHM sejam mais tempestivos. Os números são parecidos, entretanto".</p>
<h2>Educação, o motor</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asqGkjnNsevIyDzGv.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Gráfico mostra como evoluíram os fatores que compõem o IDHM em 12 anos."/>
<p>O gráfico acima mostra que o avanço de 2012 a 2024 não foi uniforme entre as três dimensões do índice.</p>
<p>A Educação cresceu a uma taxa média de 1,35% ao ano, passando de 0,679 para 0,798. O indicador mais dinâmico de toda a série foi o percentual de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo, que saltou de 47,46% para 64,37%, crescimento médio de 2,57% ao ano.</p>
<p>A escolaridade da população adulta com ensino fundamental completo passou de 59,53% para 71,38%. Longevidade e Renda cresceram em ritmo mais modesto, 0,31% ao ano cada.</p>
<p>Na Renda, a domiciliar per capita média nacional avançou de R$ 759,11 para R$ 903,42 (valores deflacionados), a proporção de pessoas vulneráveis à pobreza caiu de 26,78% para 17,56% e o Índice de Gini (que mede o grau de concentração de renda) recuou de 0,540 para 0,506.</p>
<p>A interrupção da curva ascendente fica por conta de 2020 e 2021, quando o IDHM caiu, chegando a 0,757, reflexo direto da pandemia. A recuperação foi rápida: em 2022 o Brasil retomou crescimento em todas as três dimensões e em 2024 atingiu o melhor resultado da série.</p>
<p>Na visão de Cláudio Hamilton, esse avanço independe da paternidade de qualquer governo recente. “O Brasil tem mínimos constitucionais para gastos em educação desde 1934 e em saúde desde a Emenda 29/2000. Desde a Constituição de 1988, há uma preocupação sistemática com os componentes de longevidade e educação do IDH”.</p>
<p>Prando complementa com uma ressalva sobre o que o índice de educação mede e o que deixa de fora.</p>
<p>“A variável educação no índice mede anos de escolaridade e fluxo escolar, não o que se aprende nem como se aprende. Indicadores de aprendizagem como o Pisa e os índices de analfabetismo funcional não acompanharam esse ritmo quantitativo."</p>
<p>Para ele, a desigualdade educacional não desapareceu, apenas migrou de lugar: "Antes, havia uma porta de escola separando quem entrava e quem ficava fora. Hoje, o problema está dentro da escola, na diferença enorme de qualidade entre as redes de ensino dos mais ricos e dos mais pobres."</p>
<h2>O papel do Bolsa Família</h2>
<p>Um dos pilares silenciosos do avanço educacional está nas políticas de transferência de renda. Prando destaca a arquitetura específica do Bolsa Família como o que o diferencia de um simples auxílio financeiro.</p>
<p>"Ele condicionou a transferência de renda à frequência escolar e à vacinação. Não atacou apenas o sintoma, que é a renda baixa dos pais, mas também o mecanismo que transmite pobreza, que é a escolaridade interrompida dos filhos."</p>
<p>O sociólogo aponta que os efeitos foram sentidos com defasagem de quase uma década: as crianças que não foram para o trabalho infantil graças ao programa puderam completar o ciclo educacional.</p>
<p>"Há evidências de que estamos quebrando, sim, uma certa hereditariedade da miséria. Mas quebrar a transmissão de pobreza extrema não é a mesma coisa que garantir mobilidade e ascensão social. As duas questões precisam ser conjugadas."</p>
<h2>O Brasil e o Sul Global</h2>
<p>O marco brasileiro ganha peso quando visto no contexto internacional. O Relatório de Desenvolvimento Humano 2025 do PNUD revela que o progresso global está na pior desaceleração dos últimos 35 anos.</p>
<p>Pelo quarto ano consecutivo, a desigualdade entre países com IDH baixo e IDH muito alto continua aumentando, revertendo uma tendência de longo prazo de redução das desigualdades entre nações ricas e pobres.</p>
<p>Entre os BRICS (incluindo os novos membros), o Brasil (0,786, 84ª posição) ocupa um lugar intermediário num bloco de enorme diversidade de desenvolvimento humano, considerando o índice global. Os Emirados Árabes Unidos lideram com folga (IDH 0,940, 15ª posição no mundo), seguidos pela Rússia (64ª), os únicos do bloco na faixa “muito alto”.</p>
<p>A maioria está na faixa “alto”, incluindo China (78ª, IDH 0,797), Irã, Brasil, Egito, África do Sul e Indonésia. A Índia é o único grande membro ainda na faixa de desenvolvimento humano médio (0,685, 130ª posição), enquanto a Etiópia figura entre os de desenvolvimento “baixo”.</p>
<p>A China está a apenas um passo de cruzar para a faixa “muito alto” no IDH Global – a mesma fronteira que o Brasil acabou de ultrapassar no IDHM nacional. Em 1990, a China registrava apenas 0,484; em 2023 chegou a 0,797, uma das maiores transformações já registradas na história do índice.</p>
<p>Para Prando, o Brasil não é um modelo a ser copiado nem um desastre a ser evitado, mas um laboratório que oferece uma demonstração clara de que é possível, num país semiperiférico, dentro de uma democracia e sem ruptura revolucionária, mover os indicadores sociais de centenas de milhões de pessoas por meio de política pública focada em transferir renda, universalizar serviços e valorizar o salário mínimo.</p>
<p>“Mas ainda temos uma posição subordinada na divisão internacional do trabalho e uma distância enorme dos países capitalistas centrais”, completa, citando o sociólogo Fernando Henrique Cardoso e Celso Furtado para ancorar a leitura: o Brasil demonstrou que há desenvolvimento possível, ainda que dependente. A questão é o que se faz com ele.</p>
<h2>A questão racial</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asF8oBkq3Krz5UZk7.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Quadro traz os dados do IDHM revelados em maio de 2026, com os números de 2024."/>
<p>O avanço nacional coexiste com desigualdades que o relatório não esconde. A mais profunda delas é racial.</p>
<p>Em 2024, a população branca tem IDHM de 0,851 (muito alto) e a negra, 0,774 (alto). A distância caiu de 0,110 pontos em 2012 para 0,077 em 2024, uma redução de 14% para 9% na proporção entre os dois grupos. O ritmo de avanço da população negra foi quase o dobro do da branca no período, 10,3% contra 5,5%. Ainda assim, o melhor IDHM já alcançado pela população negra, em 2024 (0,774), ainda é inferior ao que a população branca tinha em 2012 (0,804).</p>
<p>Santos, do Ipea, localiza a raiz no tempo: "A desigualdade entre brancos e não brancos é traço estrutural de toda a América Latina, enraizado na colonização europeia e, no caso brasileiro, no legado da escravidão africana".</p>
<p>Embora as políticas públicas consigam universalizar serviços básicos como escola fundamental e acesso básico à saúde, há uma parte mais resistente, relacionada à renda, ao patrimônio construído, à ocupação no topo da estrutura social e à violência letal a que jovens negros são submetidos.</p>
<p>Para Rodrigo Prando, a convergência futura depende de decisões políticas, não apenas do tempo: "A aceleração recente decorre das ações afirmativas dos últimos anos. O futuro dessa convergência depende de escolhas, não de se acreditar que os números vão, sozinhos, equiparar brancos e negros."</p>
<h2>Desigualdade de gênero e território</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/ascaNBXPgchinX5gA.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Gráfico mostra os indicadores de longevidade por sexo e por raça/cor"/>
<p>O IDHM geral mostra homens (0,802) e mulheres (0,798) quase no mesmo patamar. Mas isolando a dimensão Renda do trabalho, a diferença cresce: homens chegam a 0,822 (muito alto) e mulheres a 0,679 (médio), distância de 0,143 ponto. O mercado de trabalho segue expondo a desigualdade de gênero no país.</p>
<p>No território, o avanço também foi desigual, mas mostra que os estados que mais cresceram entre 2012 e 2024 foram os mais pobres. Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte lideraram o crescimento do IDHM no período, o que é explicado pelo economista do Ipea.</p>
<p>"Como as políticas nacionais de educação e saúde são claramente redistributivas, é de se supor que os dados mostrem alguma convergência. Mesmo no componente econômico: o peso da economia do Sudeste no PIB nacional caiu de 56,1% em 2010 para 53% em 2023, enquanto o peso do Norte cresceu de 5,3% para 5,8% e o do Nordeste de 13,5% para 13,8%."</p>
<h2>O que só o IDHMAD mostra</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asErbrkeqeBoxUbjc.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Gráfico mostra a diferença entre IDHM e IDHMAD"/>
<p>O Radar IDHM traz, pela primeira vez, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade (IDHMAD). A lógica é simples: o índice perde pontos quanto mais desigual for a distribuição de renda, educação e longevidade entre a população.</p>
<p>Com o ajuste, o Brasil vai de 0,805 (muito alto) para 0,641 (médio) em 2024. A perda causada pela desigualdade foi de 20,4% do potencial do índice, contra 23,9% em 2012.</p>
<p>Prando argumenta que o Brasil é competente para produzir desenvolvimento, mas estruturalmente incompetente em distribuir.</p>
<p>“A gente gera renda, escolaridade e longevidade em volume. O que falha é a socialização desses ganhos”, completa.</p>
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        <media:title>Desigualdade no Brasil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil tem segundo passaporte mais poderoso da América Latina, aponta ranking </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasil-tem-segundo-passaporte-mais-poderoso-da-america-latina-aponta-ranking</link>
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      <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil subiu uma posição e alcançou o 49º lugar no ranking mundial do  Global Passport Index (GPI) 2026 , elaborado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions (GCS). Divulgado nesta terça-feira, 30, o relatório avalia 197 países e territórios com base em 14 indicadores divididos em três pilares: mobilidade (peso de 50%), investimentos (25%) e qualidade de vida (25%). No recorte da América Latina, o país manteve a segunda colocação com 82,4 pontos de um total de 100, atrás apenas do Chile.</p>
<p>O relatório de 2026 destaca que o cenário global foi marcado pela consolidação de sistemas digitais de gestão de fronteiras e pela persistência da desigualdade estrutural de mobilidade entre as nações do Norte Global e do Sul Global.</p>
<h2>Entenda o desempenho do Brasil </h2>
<p>•  Mobilidade (43ª posição global | Nota: 90,7):  O pilar é o principal ativo do documento brasileiro, que lidera o indicador na América Latina devido à política de reciprocidade diplomática. Em janeiro de 2026, o Brasil oficializou o e-Visa permanente para cidadãos de EUA, Canadá e Austrália, estendendo a medida para México, França e Argentina. Em maio do mesmo ano, firmou acordo de isenção mútua de vistos de 30 dias com a China e, em fevereiro, liberou a entrada sem visto para portadores de passaportes comuns de oito países, incluindo Irlanda e Dinamarca. O relatório pondera, contudo, que a implementação do sistema europeu ETIAS gerará custos adicionais na rota mais utilizada pelos brasileiros.</p>
<p>•  Qualidade de vida (37ª posição global | Nota: 75,0):  O desempenho é sustentado pelo custo de vida e pelos índices de satisfação pessoal (ambos na 36ª colocação mundial). O desempenho ambiental (53ª) e as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (63ª) ficaram abaixo da média interna, mas superam o índice regional.</p>
<p>•  Investimentos e oportunidades (81ª posição global | Nota: 43,9):  Setor apontado como o principal freio para o avanço do Brasil e de outros países latino-americanos no ranking geral. O país lidera em inovação entre as grandes economias da América Latina, mas perde pontos devido à tributação sobre pessoa física (89ª posição) e à Renda Nacional Bruta (RNB) per capita (85ª). No entanto, a RNB per capita utilizada no modelo registrou evolução, passando de US$ 14.900 para US$ 18.900 nos últimos cinco anos.</p>
<h2>Suécia lidera ranking </h2>
<p>A Suécia lidera o ranking mundial de 2026 com uma pontuação de 96,05 de 100, seguida por Suíça e Finlândia. Na outra extremidade da lista, o Afeganistão ocupa a última posição (197ª) com 23,10 pontos, compondo os cinco menores índices junto a Somália, Sudão do Sul, Iêmen e Síria.</p>
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        <media:credit role="provider">Marcelo Camargo / Agência Brasil</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Avanço das mulheres na liderança no Brasil é maior que em outros países</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/avanco-das-mulheres-na-lideranca-no-brasil-e-maior-que-em-outros-paises</link>
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      <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A presença feminina em altos cargos de liderança recuou tanto nas grandes corporações como nas empresas de médio porte de forma global. O Brasil, entretanto, seguiu outra via. O país avançou na representatividade feminina na alta gestão, apresentando percentual superior ao da média global. Esse cenário foi traçado pela pesquisa “Woman in Business 2026”, feita pela consultoria Grant Thornton. </p>
<p>O Brasil mostrou avanço na representatividade feminina na alta gestão, alcançando 37,7% de mulheres em posições seniores em 2026, aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. A consultoria global atribui o avanço às alterações previstas na Lei 14.611/2023, que obriga empresas com mais de 100 empregados a divulgar salários e critérios remuneratórios em relatórios de transparência a serem enviados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). </p>
<p>Com isso, o país apresenta um dos menores índices de empresas sem mulheres em cargos de liderança. “Vimos bons avanços aqui no Brasil, mas é importante não estagnarmos neste patamar”, diz Élica Martins, Sócia de Auditoria da Grant Thornton Brasil, em material de divulgação. </p>
<h2>Crescimento na América do Sul</h2>
<p>Por região, a América do Sul segue com o maior percentual de mulheres na alta liderança, alcançando 37,0%, apesar de uma pequena redução de 0,2 ponto percentual em 2026. O Chile se destaca com a aprovação de um projeto de lei que promove a diversidade de gênero em conselhos corporativos. </p>
<p>Ao olhar de forma mais ampla, todas as regiões, exceto a Europa, apresentaram redução no percentual de mulheres na alta liderança em 2026. Na Europa, houve um pequeno aumento de 0,1 ponto percentual, enquanto que a África e a América do Norte registraram quedas superiores a 2,0 pontos percentuais. </p>
<p>A região Ásia-Pacífico continua com o menor percentual geral de líderes mulheres, com 31,8%. Apesar de incluir países de bom desempenho, como Filipinas e Tailândia, também concentra os dois países com os menores índices: Coreia do Sul e Japão. De forma positiva, porém, o Japão registrou um aumento de 3,1 pontos percentuais, superando pela primeira vez o marco de 20%. </p>
<h2>Liderança no setor público </h2>
<p>Com relação à participação feminina na alta liderança da estrutura administrativa federal do Brasil, a pesquisa ‘Perfil das Lideranças no Governo Federal – Recorte de Gênero” mostra um avanço significativo em quatro anos, saindo de 29%, fevereiro de 2022, para 38% em fevereiro de 2026. No total dos cargos de liderança, a presença de mulheres era de 39% em 2022. </p>
<p>Embora a presença feminina ainda não alcance a paridade plena nesse ambiente de trabalho, a trajetória dos últimos anos revela tendência de crescimento gradual, de acordo com a coordenadora-geral de Informações Gerenciais do  Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos  (MGI), Mayara Farias.  </p>
<p>As conquistas nessa esfera são, em boa medida, relacionadas às ações de afirmação do governo. Um exemplo é o que foi estabelecido no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), no qual deveria haver equiparação no número de mulheres convocadas em relação aos homens. “Políticas de inclusão e equidade vêm produzindo efeitos, ainda que o caminho para igualdade substantiva permaneça em construção", diz Mayara. </p>
<h2>Custo pessoal e novos desafios</h2>
<p>O avanço feminino em cargos de liderança no país é positivo, mas é preciso notar o custo pessoal para cobrir a diferença competitiva já existente entre homens e mulheres. Há muito tempo que as mulheres em cargos de liderança sofrem mais com a síndrome de burnout. Em 2025, esse sintoma foi identificado em um grupo expressivo de líderes mulheres. Foi o mais alto em muito tempo mostra uma pesquisa da organização Lean In, feita em parceria com a consultoria McKinsey & Company. </p>
<p>A pesquisa "Mulheres no Ambiente de Trabalho 2025" — o maior estudo do gênero, baseado em dados de mais de 120 empresas e 9 mil funcionários — aponta para um momento crucial: o recuo das empresas com o movimento de diversificação de gênero e isso tem levado as mulheres a dobrar seu empenho, o que tem gerado exaustão emocional e profissional. E a inteligência artificial representa uma pressão adicional a esse quadro sintomático. </p>
<p>Os dados mostram que há uma probabilidade 27% maior de homens receberem elogios por seus esforços ao utilizar IA. Já as mulheres receiam ser vistas como trapaceiras ao usarem ferramentas de IA. Em 32% das mulheres entrevistadas, essa é a preocupação.  </p>
<h2>Inteligência artificial</h2>
<p>O estudo não traz recorte sobre o mercado de trabalho brasileiro, mas o que se percebe é que o uso de IA tem se difundido de forma mais positiva entre as profissionais e que a adoção da tecnologia está otimizando de forma consistente o fluxo de trabalho. E não é apenas na carreira, as mulheres estão dinamizando a vida pessoal com os agentes de IA. Só que o equilíbrio entre o uso dessas ferramentas e os demais aspectos pessoais estão em fase de amadurecimento para se alcançar um equilíbrio. </p>
<p>"Estou exercitando a disciplina pessoal para conseguir usar o tempo livre para atividades que não sejam relacionadas ao trabalho. Mas, é complicado porque a IA otimiza os processos e propicia ganho de tempo, só que eu acabo inserindo mais tarefas e isso gera novas ansiedades", diz Tati Oliva, sócia-fundadora da Cross Networking, consultoria de parcerias estratégicas. </p>
<p>Apesar de precisar estar equilirando pratos, a executiva defende o uso da tecnologia.  "Uso a IA para gerar informação, não para gerar confiança. Nada substitui as relações e as experiências presenciais. É a partir disso que geramos dados. Eu pego esses dados e jogo na IA, que mostra caminhos para melhorar o negócio, mas a direção e a visão estratégica é do gestor", afirma. Tati Oliva.</p>
<p>A dificuldade de equilibrar o benefício que a tecnologia propicia com os demais aspectos da vida acaba abrindo novos desafios para as profissionais. Quanto mais informação se consegue alcançar, mais tempo sobra. Só que esse tempo acaba sendo usado para adicionar mais trabalho. “Aí vem a exaustão mental. Eu tenho que me esforçar para usar esse tempo para o meu descanso. Num mundo com excesso de informação, multitelas e ainda por cima uma Copa do Mundo no meio do caminho, a gente não vai dar conta de tudo. Não tem versão otimizada de agenda que resolva isso”, diz Lisiane Lemos, executiva de tecnologia, cofundadora do Instituto Conselheira 101, mentora no Black Founders Fund do Google e professora no MBA de Tecnologia para Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). </p>
<p>Para a gerente médica do grupo de Atenção Primária e Doenças Raras da farmacêutica Daiichi Sankyo Brasil, Renata Gebara, a IA ajuda mais do que atrapalha.  “A inteligência artificial propicia acessar estudos científicos relevantes que são necessários para as minhas pesquisas. A busca é muito mais eficiente, tanto de qualidade dos dados como no design que eles são apresentados. Isso se traduz em mais tempo livre porque eu consigo terminar minhas pesquisas mais rápido e dedicar mais tempo para as crianças e casa. Com relação ao tempo para desenvolvimento pessoal, bom, esse ainda preciso buscar mais tempo”, diz. </p>
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        <media:credit role="photographer">Divulgação / Reprodução LinkedIn</media:credit>
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        <media:title>Executivas brasileiras</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>1000 por 50: GM troca funcionários por robôs em fábrica de Detroit</title>
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      <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A General Motors, maior fabricante de automóveis com sede nos EUA, anunciou a aquisição de 50 robôs colaborativos para sua fábrica de Detroit, a mesma que há poucos meses demitiu mais de 1000 funcionários.</p>
<p>O desligamento em massa veio após a empresa pausar a produção de veículos elétricos em março deste ano. Após as queixas dos a GM afirmou que os robôs colaborativos (ou ‘cobôs’) “melhoram a segurança e ergonomia” da linha de produção.</p>
<p>Dentro da fábrica, as máquinas foram rapidamente instaladas e já produzem ao lado de um time reduzido, auxiliando no encaixe de peças de carroceria.</p>
<h2>O que explica a crise</h2>
<p>Investimentos em elétricos têm arrefecido nos Estados Unidos desde o fim de 2025, quando incentivos federais ao setor foram cortados.</p>
<p>A própria GM já havia anunciado, no início deste ano, um prejuízo de US$ 6 bi por conta da redução na fabricação destes veículos.</p>
<p>A dominância da China também contribuiu para o arrefecimento local. Com linhas de produção mais azeitadas e preços mais acessíveis nos veículos eletrificados, as marcas chinesas apresentaram um salto de 70% em valor de mercado, segundo dados do Globaldata.</p>
<h2>Robôs humanoides viram aposta do setor</h2>
<p>Se máquinas que fazem o ‘trabalho pesado’ já são o presente, as grandes montadoras olham para os humanoides como o futuro. </p>
<p>No início do ano, a Toyota anunciou a implementação de robôs humanoides em sua fábrica de Woodstock, no Canadá, após um ano de testes. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asZV2FgJrbI9Y8rve.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Robô humanoide de cor verde"/>
<p>As aquisições da Agility Robots vão realizar tarefas simples, como descarga de peças, mas demonstram que a integração desse tipo de máquina em um ambiente de fábrica real  já é uma realidade.</p>
<p>Além da gigante japonesa, a BMW também anunciou um projeto piloto para implementação de robôs humanoides em sua fábrica de Leipzig. Segundo o comunicado, o projeto visa "integrar robótica humanoide em produção em série existente de carros e para explorar novas aplicações na produção de baterias e componentes".</p>
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        <media:credit role="provider">Divulgação/General Motors</media:credit>
        <media:title>general-motors</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acesso a crédito gera recorde de mulheres empreendedoras no Brasil</title>
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      <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 22:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O papel das mulheres no empreendedorismo brasileiro é preponderante. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o país atingiu o marco histórico de 10,3 milhões de proprietárias de empresas, o equivalente a um terço do total. Embora os homens ainda sejam maioria, as brasileiras lideram em setores essenciais para a economia nacional, como serviços (53% a 36%) e comércio (27% a 20%). </p>
<p>Além da alteração na dinâmica dos lares e na própria configuração social brasileira — onde, historicamente, a mulher é tida como cuidadora do lar e dos filhos e os homens são os provedores —, a lógica do avanço é explicada pelos números de financiamento e distribuição de crédito no país. O acesso a esses recursos impulsiona a superação de um cenário histórico de escassez de oportunidades no mercado de trabalho.</p>
<p>Em instituições públicas, como o Banco do Brasil (BB), destacam-se fundos de financiamento como o Mulheres no Topo, plataforma lançada em 2023 para integrar crédito e capacitação para empreendedoras. Desde então, o BB passou a atender mais de 1,3 milhão de empresas de mulheres, com a liberação de mais de R$ 102 bilhões em recursos por meio de diferentes linhas de crédito.</p>
<h2>Loja com ar-condicionado</h2>
<p>Destinado a pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal, o Programa Acredita no Primeiro Passo garantiu acesso a crédito com juros reduzidos a 176,16 mil empreendedoras — as mulheres representam 70% do público atendido pela iniciativa. </p>
<p>O impacto social é visível. Em Parnamirim, cidade do estado do Rio Grande do Norte, a autônoma Zenilda Aleix é dona de uma loja onde comercializa de roupas e cosméticos. Com os recursos do programa, instalou sua loja em um imóvel ao lado de sua casa. “Consegui investir e ampliar a loja, instalar ar-condicionado para deixar mais confortável para os clientes, porque aqui o clima é muito quente", explica Zenilda. "A autonomia financeira permite que a gente sonhe e planeje. Quero continuar crescendo", diz ela. Ao todo, R$ 2,27 bilhões foram distribuídos até o início de 2026.</p>
<h2>Financiamento rural</h2>
<p>No Nordeste, onde os índices de mulheres que vivem abaixo da linha da pobreza são de cerca de 24% — acima da média nacional —, o Agroamigo, programa de microcrédito do Banco do Nordeste destinado a agricultores, chegou a 403 mil contratos assinados por empreendedoras em 2025 — número que as fez superar os homens no acesso à modalidade.</p>
<p>Para o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio Farias Machado, os números refletem uma alteração nos padrões de gênero da economia rural. “A ampliação do crédito para mulheres está diretamente relacionada ao fortalecimento de iniciativas não agropecuárias, como artesanato, turismo rural e pequenos empreendimentos conduzidos por mulheres, que diversificam a renda e impulsionam o empreendedorismo feminino no campo”, disse.</p>
<p>O diagnóstico e os resultados do programa são indicativos fiéis da realidade do país. Conforme dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as mulheres representam mais de 67% dos tomadores de crédito do Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) — mais de três milhões de brasileiras foram atendidas pela iniciativa.</p>
<h2>Juros mais altos</h2>
<p>Apesar da perspectiva de mudança, as mulheres ainda sofrem com a aplicação de taxas de juros mais elevadas do que os homens em financiamentos voltados a pequenos negócios. Em 2024, o estudo “O financiamento do empreendedorismo feminino no Brasil: um panorama do mercado de crédito”, realizado pelo Sebrae com dados do Banco Central, revelou que os financiamentos para homens proprietários de pequenos negócios foram tributados em 36,8% ao ano, em média, enquanto o público feminino conviveu com taxas de 40,6%.</p>
<p>Com mais de 83,5 milhões de inadimplentes no Brasil em maio de 2026, segundo a Serasa Experian, empresa de avaliação de crédito, as cobranças mais elevadas obstruem os caminhos para as mulheres — que representam 50,5% dos detentores de dívidas no país —, mas não parecem frear um movimento de desenvolvimento econômico independente e sustentado pelo empreendedorismo.</p>
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        <media:credit role="photographer">Reprodução / Ministério do Desenvolvimento Social</media:credit>
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        <media:title>Mulheres empreendedoras</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>As cinco marcas mais valiosas do Brasil são bancos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/as-cinco-marcas-mais-valiosas-do-brasil-sao-bancos</link>
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      <pubDate>Sat, 20 Jun 2026 01:34:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O relatório Brand Finance com as 100 maiores marcas do Brasil, que acaba de ser divulgado, aponta que o setor bancário é a força dominante no panorama empresarial nacional. No top 10 das marcas mais valiosas, os cinco primeiros postos são ocupados por bancos. A liderança é exercida pelo Itaú, pelo 10º ano consecutivo.</p>
<p>De acordo com o documento da Brand Finance – consultoria britânica especializada em avaliação e valorização de marcas, com atuação em mais de 25 países –, as 100 maiores marcas brasileiras cresceram 14% em relação a 2025, atingindo um valor combinado de US$ 90,2 bilhões. Esse montante se destaca em um cenário de economia em moderação, com taxas de juros elevadas e demanda do consumidor mais fraca. </p>
<p>O ranking das dez marcas mais valiosas de 2026 está composto desta maneira: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Nubank, Caixa, Petrobras (indústria do petróleo), Sadia (alimentos processados), Localiza (empresa de aluguel de carros), Vale (mineração) e Vivo (operadora de telecomunicações). Dentre as 100 marcas, o setor bancário representa 35,3% das companhias listadas.</p>
<p>Em comparação ao relatório 2025, o valor de marca do Itaú cresceu 15%, atingindo US$ 9,9 bilhões. De acordo com a Brand Finance, a liderança do Itaú é sustentada por um sólido desempenho financeiro e pelo fortalecimento da confiança do mercado.</p>
<p>O Itaú assumiu a liderança no relatório de 2017.  Naquele ano, as marcas que ocuparam da segunda à décima posição foram: Bradesco, Banco do Brasil, Petrobras, Brahma, Skol, Caixa, Vale, Vivo e Antarctica. Entre as 100 marcas mais valiosas, o segmento bancário respondeu por 31% das empresas.</p>
<h2>Marcas mais fortes</h2>
<p>Outra análise que faz parte do relatório se refere à força da marca. A Brand Finance adota uma métrica, o Índice de Força de Marca (BSI, na sigla em inglês), que mede a saúde e a capacidade competitiva de uma marca, com base em investimentos, percepção dos consumidores e desempenho comercial. Quanto maior a pontuação, mais forte é a marca. O BSI compreende notas de 0 a 100.</p>
<p>No ranking deste ano das marcas mais fortes, o primeiro lugar ficou com Porto. A empresa de serviços financeiros e seguro teve aumento em seu valor de marca na ordem de 14%, atingindo US$ 757 milhões. Seu BSI chegou a 96,9.</p>
<p>Segundo o relatório, a força da marca da Porto é impulsionada pelo alto grau de familiaridade e confiança dos consumidores, apoiada por seu ecossistema em expansão de soluções de seguros, serviços bancários, saúde e serviços, que atinge milhões de clientes em todo o Brasil.</p>
<p>Além disso, ainda de acordo com o documento, o sucesso da companhia se apoia em investimentos contínuos na transformação digital, incluindo o aprimoramento de seu ecossistema de superaplicativos e plataformas de serviços integradas.</p>
<p>No ano passado, o primeiro lugar ficou com o Nubank, atualmente na segunda posição. O valor de marca do banco digital cresceu 5%, chegando a US$ 4,2 bilhões. O BSI ficou em 95,2.</p>
<p>A explicação está no forte envolvimento emocional dos consumidores com o banco e por níveis excepcionalmente elevados de confiança, preferência e apego à marca entre os brasileiros.</p>
<h2>Confira o top das marcas mais valiosas e das mais fortes</h2>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/Facebook</media:credit>
        <media:title>Campanha-Itau</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo autoriza bloqueio de recurso de bets ilegais no país</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-autoriza-bloqueio-de-recurso-de-bets-ilegais-no-pais</link>
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      <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 21:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo anunciou na sexta-feira, dia 19, um novo conjunto de medidas para inibir de forma mais ampla o mercado de bets ilegais. As ações incluem mecanismos que vão identificar casas de apostas ilegais e bloquear suas contas bancárias, penalizar instituições financeiras que permitam o fluxo de transações e vai responsabilizar pessoas físicas e jurídicas que façam publicidade de marcas e serviços de operadoras de bets ilegais.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto 13.033/26, que amplia os instrumentos para interromper fluxos financeiros, bloquear valores obtidos de forma irregular e desarticular a atuação econômica de agentes que operam à margem da regulamentação. </p>
<p>O governo também anunciou a regulamentação da portaria que trata da 'responsabilidade tributária solidária' de instituições financeiras que viabilizem operações de bets não autorizadas. As empresas que, após serem comunicadas formalmente que estão processando transações destinadas à realização de apostas com empresas sem autorização, serão penalizadas com a cobrança de imposto de renda e Pis/Cofins. A portaria responsabiliza as instituições financeiras, incluindo as fintechs, que fazem a movimentação de recursos de bets ilegais. </p>
<p>No combate à publicidade irregular, o governo informou que as pessoas físicas e jurídicas que divulgarem publicidade ou propaganda comercial das marcas e serviços de operadoras de apostas ilegais também serão punidas com a cobrança de tributos sobre a atividade irregular. </p>
<h2>Novos mecanismos</h2>
<p>Os mecanismos anunciados se assemelham aos que já foram utilizados contra o crime organizado no âmbito da aprovação da Lei Antifacção, pelo Congresso, em março deste ano. Na prática, o decreto anunciado hoje insere o mecanismo "perdimento de bens" das empresas que operam as chamadas "bets ilegais". Esse mecanismo permite que os bens ilegais sejam utilizados pelo governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública.  </p>
<p>“A medida vem em boa hora. O decreto viabiliza que valores vinculados às bets ilegais sejam revertidos para ações que integram o Brasil Contra o Crime Organizado”, aponta Wellington Lima, ministro da Justiça e da Segurança Pública. </p>
<p>Vale lembrar que as regras para autorizar e fiscalizar empresas de apostas esportivas no país foi formalmente regulamentada pela Lei 14.790/23. Essa lei exige que as operadoras obtenham autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, para funcionar legalmente. O decreto assinado hoje pelo presidente Lula recai sobre as operadoras que atuam sem essa autorização. </p>
<p>“A medida fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público”, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que participou ao lado do presidente da assinatura do decreto. </p>
<p>Governo divulgou um passo a passo de como vai funcionar o mecanismo,  veja no link</p>
<h2>Instituições financeiras</h2>
<p>A SPA vai identificar o operador não autorizado e formalizar a sua irregularidade por meio de auto de constatação. Após esse passo, a SPA vai notificar as instituições financeiras e de pagamentos para que bloqueiem em até 24 horas os valores existentes e interrompam novas transações relacionadas à bet irregular. As instituições devem comunicar que executaram a ordem em até 48 horas. </p>
<p>O Banco Central será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentará os procedimentos operacionais de bloqueio das contas e dos valores. </p>
<h2>Saldo das ações de combate</h2>
<p>O governo informou que já realizou a identificação e o bloqueio de 50 mil domínios ilegais desde outubro de 2024, por meio da cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com a implantação de um laboratório virtual. </p>
<p>No combate à publicidade irregular, já foram removidos 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. Desta forma, pessoas físicas e jurídicas que divulguem publicidade ou propaganda comercial de bets ilegais poderão ser punidas com a cobrança de tributos sobre a atividade que estão fazendo. </p>
<h2>Autoexclusão</h2>
<p>A SPA disponibilizou, em dezembro de 2025, a  Plataforma Centralizada de Autoexclusão .  A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. Até o momento, foram  mais de 650 mil pedidos de autobloqueio . A plataforma está disponível em  gov.br/autoexclusaoapostas .</p>
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        <media:credit role="photographer">Ricardo Stuckert / PR</media:credit>
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        <media:title>Decreto contra bets ilegais </media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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