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    <title>Global South World Brasil - De la Espriella</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Espriella toma posse na Colômbia com promessas de guerra contra o narcotráfico e aproximação com os EUA</title>
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      <pubDate>Fri, 07 Aug 2026 22:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Abelardo de La Espriella tomou posse nesta sexta-feira, 7, como presidente da Colômbia em uma cerimômia realizada em Cali, no sudoeste do país, rompendo  a tradição bicentenária de realizar a cerimônia em Bogotá.</p>
<p>'El Tigre', como é conhecido, assume após vencer no segundo turno o ex-senador Iván Cepeda com 49,66% dos votos.</p>
<p>Na chegada ao ato, De la Espriella classificou a data como "um grande dia para a democracia". O discurso à nação, porém, fica para mais tarde. O novo presidente decidiu transferir a fala para o Batalhão Pichincha, sede do Exército em Cali, onde vai falar ao lado dos comandantes das Forças Militares.</p>
<p>A posse contou com a presença de cerca de dez chefes de Estado, entre eles os presidentes Javier Milei, da Argentina, e José Antonio Kast, do Chile, dois dos principais nomes da nova direita latino-americana. Também esteve em Cali o rei Felipe VI, da Espanha. O presidente Lula não compareceu.</p>
<p>Uma delegação da Casa Branca, liderada pelo procurador-geral dos Estados Unidos, e chanceleres de vários países, entre eles o de Israel, também acompanharam a cerimônia. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, chegou a Cali durante a madrugada, em meio a uma forte crise que atinge a entidade. </p>
<p>Durante a cerimônia, o presidente do Senado, Honorio Henríquez, fez referência a Miguel Uribe Turbay, senador que faleceu em 2025 após um atentado em Bogotá.</p>
<p>Honorio Henríquez também afirmou que, com a eleição de Espriella, a Colômbia mostra que decidiu "reencontrar seu verdadeiro propósito: servir e facilitar que os cidadãos construam e alcancem o bem-estar”,</p>
<p>Após o juramento e a fala de Henríquez, a cerimônia reservou um espaço a representantes de diferentes credos colombianos, em um momento de diálogo interreligioso dedicado ao novo presidente. </p>
<h3>Quem é 'El Tigre'</h3>
<p>Nascido em Bogotá em 1978 e criado em Montería, no Caribe colombiano, De la Espriella construiu carreira como advogado de causas complexas antes de estrear na política, tendo defendido  nomes do entretenimento e do futebol, mas também figuras ligadas ao paramilitarismo, ao escândalo financeiro da pirâmide DMG e o ex-ministro venezuelano Alex Saab, apontado como operador financeiro de Nicolás Maduro.</p>
<p>Com três cidadanias -- colombiana, italiana e americana --, viveu em Miami e é filiado ao Partido Republicano dos Estados Unidos. Ateu até 2020, quando se converteu ao cristianismo após uma perda familiar, Espriella passou a transformar os valores cristãos em um dos pilares de sua retórica.</p>
<p>O apelido "El Tigre" nasceu de uma frase do ex-presidente Álvaro Uribe, que disse em 2024 que a Colômbia precisava de "um tigre" no poder, numa referência ao leão de Javier Milei e à águia de Donald Trump.</p>
<p> A entrada na política foi impulsionada pelo assassinato do jornalista e pré-candidato Miguel Uribe Turbay, alvo de dois tiros na cabeça em Bogotá em junho de 2025. Foi assim que De la Espriella fundou o movimento Defensores de la Patria e, com apoio do Movimento de Salvação Nacional, reuniu 4,8 milhões de assinaturas para viabilizar a candidatura independente. </p>
<p>A escolha do vice, José Manuel Restrepo, ex-ministro da Economia de Iván Duque, trouxe respeitabilidade técnica à chapa e acalmou o mercado financeiro.</p>
<h3>Os efeitos na América Latina</h3>
<p>A posse consolida o comando da direita em sete dos dez países da América do Sul. Além da Colômbia, a direita governa Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e, desde a posse de Keiko Fujimori, o Peru. </p>
<p>Para Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Unifesp, De la Espriella integra uma geração de líderes que rompe com a direita tradicional da região. </p>
<p>"Trata-se de uma vertente de líderes radicais, de matriz midiática e populista. Uma direita que não se confunde com o conservadorismo tradicional de Uribe", disse ao GSW Brasil.</p>
<p> Segundo ela, "Milei introduziu a estética do 'rockstar' libertário, Bukele o modelo do millenial tecnocrático autoritário. Espriella representa um advogado ostentador e influenciador digital."</p>
<p>A ascensão de De la Espriella também reforça a influência de Washington na região. Donald Trump chamou a eleição colombiana de "grande vitória" e compartilhou nas redes um artigo que aponta oito vitórias suas na América Latina. </p>
<p>Para Tomaz Paoliello, da PUC-SP, a troca de poder em Bogotá cria "um corredor estratégico de alinhamento a Washington na América do Sul", com potencial para isolar a diplomacia multilateral de Lula no continente.</p>
<p>O avanço, porém, não deve ser lido apenas pela chave geopolítica regional. Bressan lembra que o fenômeno tem raiz mais ampla. "Vivemos um momento de adesão crescente a ideias e lideranças de direita que não se restringe à América Latina, bem como de crise das democracias liberais."</p>
<p>*Com informações da AFP</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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