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    <title>Global South World Brasil - Crianças</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Duas horas ao ar livre por dia ajudam a proteger os olhos das crianças</title>
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      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 10:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Trocar parte do tempo diante das telas por brincadeiras, caminhadas e esportes ao ar livre pode ajudar a preservar a saúde dos olhos de crianças e adolescentes. A recomendação faz parte de uma cartilha elaborada pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) diante do aumento da miopia entre os mais jovens.</p>
<p>Indicada para famílias, escolas e profissionais de saúde, a cartilha “Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos” estabelece como meta pelo menos duas horas ao ar livre por dia e destaca o contato com a luz natural como fator de proteção para a saúde dos olhos. Não é exigida uma atividade específica: brincar, andar, praticar esportes ou simplesmente passar mais tempo em contato com a natureza entram na conta.</p>
<p>A recomendação está alinhada às  evidências reunidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) . A entidade afirma que passar pelo menos 90 minutos ao ar livre durante o dia é uma das medidas que podem retardar o aparecimento e desacelerar a progressão da miopia em crianças. </p>
<p>A miopia é um erro de refração que dificulta enxergar com nitidez objetos distantes. Isso acontece porque a luz que entra no olho é focalizada antes da retina, em vez de diretamente sobre ela. A condição, que também tem componente genético, costuma surgir na infância e pode avançar ao longo dos anos.</p>
<p>A OMS estima que o número de pessoas com miopia pode chegar a 3,36 bilhões em 2030. Fatores relacionados ao estilo de vida, como a maior exposição a atividades intensivas de visão de perto estão entre as causas do crescimento do problema. </p>
<h2>Quanto tempo de tela por idade</h2>
<p>Além de estimular atividades ao ar livre – evitando os horários com picos de sol e usando proteção nas crianças –, a cartilha recomenda reduzir a exposição às telas, especialmente entre meninos e meninas pequenos.</p>
<p>Os limites são os seguintes:</p>
<p> A cartilha traz mais duas dicas: fazer intervalos regulares durante atividades que exijam muito a visão de perto e, quando for necessário usar dispositivos eletrônicos, evitar deixá-los muito próximos dos olhos.</p>
<p>Outra orientação das entidades é cuidar da visão desde a infância e manter consultas periódicas com o oftalmologista, especialmente porque alterações visuais podem passar despercebidas pela própria criança.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Governo processa Discord e pede R$ 500 milhões por dano moral coletivo</title>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 11:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou nesta quarta-feira, 26, com uma  ação civil contra o Discord na Justiça Federal de Brasília e pede a condenação da plataforma ao pagamento de R$ 500 milhões por dano moral coletivo . O valor corresponde a R$ 50 milhões para cada uma das dez infrações identificadas e documentadas pelo governo.</p>
<p>Segundo a AGU, a plataforma apresenta proteção insuficiente a grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes e mulheres, além de permitir situações de violência contra animais.</p>
<p>De acordo com a Polícia Federal, o Discord não adota requisitos mínimos estabelecidos pela legislação brasileira, incluindo o ECA Digital.</p>
<p>O ministro da AGU, Jorge Messias, afirmou que o governo manteve duas semanas de reuniões e diálogos com representantes da empresa na tentativa de chegar a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve acordo.</p>
<p>“Essa plataforma tem permitido a prática de comportamentos ilegais a partir do que chamamos de proteção insuficiente a mulheres, crianças, adolescente e animais”, disse Messias.</p>
<h2>Mais de 115 relatórios desde 2025</h2>
<p>De acordo com o governo, os problemas identificados não se restringem a episódios isolados. Desde 2025, o sistema de monitoramento das autoridades produziu  mais de 115 relatórios técnicos de inteligência  sobre casos relacionados ao Discord no Brasil.</p>
<p>Os documentos envolvem indução ao suicídio e à automutilação, além de maus-tratos e sacrifícios de animais.</p>
<p>O secretário nacional de Direitos Digitais, Vitor Fernandes, declarou que  mecanismos de verificação de idade, supervisão e controle parental da plataforma também apresentaram falhas.</p>
<p>Segundo ele, a legislação brasileira exige que as plataformas adotem medidas para detectar e remover determinados conteúdos ilegais, sem esperar uma notificação do poder público.</p>
<h2>Morte de adolescente é citada na ação</h2>
<p>Entre os episódios investigados está  a morte de uma adolescente de 13 anos  durante uma transmissão ao vivo. O caso deu nome à  Operação Lívia , deflagrada em 4 de agosto, com o cumprimento de mandados em cinco estados.</p>
<p>Segundo Fernandes, a transmissão começou por volta das 2h20 e durou mais de duas horas. Às 3h50, o Discord recebeu um alerta do núcleo de observação e análise digital da Polícia Civil de São Paulo.</p>
<p>O servidor foi retirado do ar 25 minutos depois. De acordo com o secretário, porém, as contas dos investigados envolvidos só foram banidas às 15h20 do dia seguinte.</p>
<p>O Discord contesta a forma como o episódio vem sendo apresentado. A empresa afirma que as atividades investigadas ocorreram em diferentes aplicativos e que evidências compartilhadas pelo próprio governo indicariam que a morte aconteceu em outra plataforma.</p>
<p>A companhia diz ainda ter investigado um servidor privado no qual pessoas envolvidas em atividades criminosas teriam incentivado a automutilação. Segundo o Discord, esse servidor foi desativado antes da morte da adolescente.</p>
<h2>Governo cobra atuação preventiva</h2>
<p>O governo também cita a Lei 15.487, sancionada neste ano, que ampliou os instrumentos disponíveis para investigações de crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital.</p>
<p>A legislação passou a permitir a chamada “ronda virtual legalizada”, pela qual autoridades policiais podem identificar e coletar arquivos relacionados a esses crimes.</p>
<p>O diretor de combate a crimes cibernéticos da Polícia Federal, Otávio Margonari Russo, disse que o ECA Digital também ampliou as ferramentas para atuação preventiva e repressiva das autoridades.</p>
<p>O governo sustenta ainda que o uso de criptografia ponta a ponta pelo Discord dificultou, em casos investigados, a detecção proativa de conteúdos criminosos.</p>
<h2>Discord contesta acusações</h2>
<p>Em nota, o Discord classificou a ação civil como “desproporcional” e afirmou que mantém diálogo “de forma consistente e de boa-fé” com a AGU.</p>
<p>A empresa diz ter apresentado uma proposta para reforçar a segurança da plataforma, com mudanças técnicas e investimentos em segurança online no Brasil. Também afirma que a acusação de falta de cooperação com as autoridades é incorreta.</p>
<p>Segundo o Discord, não tem havido uma atuação coordenada entre os órgãos federais envolvidos e não há clareza sobre todas as medidas específicas exigidas da companhia.</p>
<p>A plataforma afirma contar com equipes especializadas que trabalham para identificar pessoas que representem ameaças de alto risco e possíveis vítimas, além de remover usuários e conteúdos. A empresa declara que comunicações feitas às autoridades já contribuíram para a detenção de suspeitos.</p>
<p>O Discord argumentou estar comprometido em trabalhar com as autoridades para chegar a uma solução que permita aos brasileiros continuar utilizando a plataforma.</p>
<p>Com informações da Agência Brasil.</p>
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      <title>Discord apresenta proposta para reforçar proteção de crianças e adolescentes</title>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 22:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação de mesmo nome, entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.</p>
<p>Em nota divulgada nesta terça-feira, 11, o órgão informou que representantes da companhia apresentaram a proposta na segunda-feira, 10, dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.</p>
<p>A AGU não detalhou os termos da proposta, mas destacou que vai analisá-la em parceria com os demais órgãos federais.</p>
<p>“A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras”, diz nota.</p>
<p>Ainda segundo o órgão, a busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade de a União adotar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da legislação e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.</p>
<p>A reunião da sexta-feira foi agendada após a repercussão do caso de uma  adolescente de 13 anos que foi induzida a tirar a própria vida  durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord, em 22 de julho. A situação foi investigada na  Operação Lívia .</p>
<p>De acordo com a AGU, “a identificação de falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção”, previstos na  Lei 15.211/2025 , conhecida como ECA Digital, “suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pela Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”.</p>
<p>Nas redes sociais, o caso despertou intensos debates e até pedidos de suspensão da plataforma no país.</p>
<h2>Ministério Público de São Paulo propõe acordo para mudança de condutas</h2>
<p>O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) informou, também nesta terça-feira, que o Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (GAESP), em atuação conjunta com as Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude da Capital e com o Cyber Gaeco, encaminhou à empresa responsável pelo Discord no Brasil proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).</p>
<p>Isso quer dizer que o MPSP apresentou os termos de um acordo extrajudicial para que a companhia se comprometa a corrigir condutas. Ele agora espera que o Discord diga se aceita, rejeita ou pretende negociar alterações.</p>
<p>Está em apuração a divulgação de conteúdo com violência sexual, maus-tratos a animais e estímulo à prática de automutilação por parte de crianças e adolescentes. O procedimento tramita sob sigilo.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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