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    <title>Global South World Brasil - Copa do Mundo</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Confira como será a Copa do Mundo de 2030, com jogos na Europa, África e América do Sul</title>
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      <pubDate>Mon, 20 Jul 2026 19:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 2030 será disputada em seis países, três continentes, e abre com uma homenagem ao país que sediou a primeira edição do torneio, em 1930. Nunca uma Copa teve tantos países-sede de uma vez. E até se chegar a esse formato, a disputa por sediar o torneio passou por mais reviravoltas políticas do que qualquer outra edição.</p>
<p>O núcleo do torneio é a candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos, que concentra 101 das 104 partidas. A Fifa manteve o formato de 48 seleções em 12 grupos de quatro, estreado em 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá. Os outros três jogos, todos na abertura, ficam com Uruguai, Argentina e Paraguai, numa celebração ao centenário do primeiro Mundial. Montevidéu, que sediou a final de 1930, abre oficialmente o torneio. As seis seleções anfitriãs já têm vaga garantida entre as 48.</p>
<p>A logística é o que mais preocupa a Fifa hoje. As equipes que jogarem na América do Sul vão precisar de um intervalo maior antes de embarcar para a Europa e o norte da África, onde se concentra o resto da competição. A entidade também estuda ampliar o torneio para 64 seleções a partir de 2030. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já chamou publicamente a medida de "má ideia", tanto para o Mundial quanto para as eliminatórias continentais.</p>
<p>A Conmebol insiste no assunto. No dia seguinte à final da Copa 2026, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, voltou a defender publicamente as 64 seleções para 2030, batendo na tecla de que o centenário do torneio merece uma edição maior. Não é decisão da Fifa, é desejo declarado da Conmebol, que quer justamente ampliar a participação de Uruguai, Argentina e Paraguai além dos três jogos simbólicos já garantidos. Infantino disse que o assunto só será debatido depois da Copa de 2026, sem prometer nada.</p>
<p>Ainda não há definição sobre a sede da final, mas Marrocos larga na frente. O país constrói, nos arredores de Casablanca, o Grand Stade Hassan II, projetado para ser o maior estádio do mundo, com 115 mil lugares e custo estimado em meio bilhão de dólares. Portugal já admitiu que está fora dessa disputa, já que não tem estádio com capacidade mínima de 80 mil lugares e não pretende investir para chegar lá.</p>
<p>Será a primeira vez que Marrocos sedia um torneio profissional de seleções. O país usou a Copa Africana de Nações deste ano como teste de infraestrutura para 2030, e o governo local afirma que 80% da estrutura necessária para o Mundial já estava pronta a tempo da AFCON.</p>
<h2>A novela das candidaturas</h2>
<p>A candidatura só chegou a essa configuração depois de uma sequência de movimentos que a imprensa esportiva já vem chamando de novela geopolítica. A Inglaterra cogitou candidatura própria e recuou em favor da Eurocopa de 2028. Coreia do Sul, China, Japão e Coreia do Norte chegaram a estudar uma candidatura conjunta, proposta em 2017 pelo então presidente sul-coreano Moon Jae-in como gesto de distensão entre as duas Coreias. Não passou de conversa exploratória. </p>
<p>Em outubro de 2022 a Uefa anunciou a entrada da Ucrânia na candidatura de Espanha e Portugal, vendida na época como mensagem de solidariedade em plena guerra com a Rússia. O presidente da federação espanhola chegou a dizer que a proposta tinha deixado de ser ibérica para virar europeia. Cinco meses depois, a Justiça ucraniana suspendeu o presidente da federação de futebol do país por suspeita de corrupção, o que esvaziou a posição da Ucrânia no projeto. Marrocos entrou no lugar em março de 2023. </p>
<p>O mesmo padrão se repete em 2034. A Fifa decidiu que a próxima edição só aceitaria candidaturas das confederações da Ásia e da Oceania, regra que na prática deixou a Arábia Saudita como única concorrente possível. O país garantiu a sede sem disputa alguma. O mecanismo institucional que abriu espaço para Marrocos em 2030 abriu, quase automaticamente, espaço para os sauditas em 2034.</p>
<p>Isso não é exatamente novidade. A própria Copa de 2026 já tinha deixado claro que o Mundial funciona como extensão da política externa dos países-sede. Na disputa pela sede de 2030, essa política entrou em cena antes mesmo da bola rolar.</p>
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        <media:credit role="provider">Divulgação</media:credit>
        <media:title>Grand Stade Hassan II, em Marrocos. Estádio é projetado para ser o maior estádio do mundo</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Fifa e Brasil se preparam para a Copa do Mundo Feminina em 2027</title>
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      <pubDate>Sat, 18 Jul 2026 16:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Mal termina uma Copa do Mundo, começa outra. Neste domingo, 19, às 16h, Espanha e Argentina decidem quem levará a taça deste ano para casa. Com a definição do novo campeão, a Fifa poderá anunciar os ingressos para seu próximo torneio: a Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada no Brasil. Sobre valores, há expectativas de que sejam “acessíveis”, o que não ocorreu com as entradas deste mundial, o maior de todos na história da entidade máxima do futebol, que reuniu 48 seleções e promoveu 104 jogos.</p>
<p>Em 2027, a promessa da entidade é que, pela primeira vez, uma Copa do Mundo Feminina irá gerar lucro. É o que se diz nos bastidores da organização. Em dezembro de 2025, a Fifa fez uma previsão de aporte para a estruturação do evento: US$ 800 milhões. A federação espera que o volume total de arrecadação supere esse montante.</p>
<p>A Copa do Mundo Feminina no Brasil, que reunirá 32 seleções, ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Serão 64 jogos distribuídos em oito cidades-sedes: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os estádios escolhidos são Mineirão, Mané Garrincha, Castelão, Beira-Rio, Arena de Pernambuco, Maracanã, Fonte Nova e Neo Química Arena. A final será no Maracanã.</p>
<p>A transmissão da Copa do Mundo 2027 no Brasil já está definida e pode reeditar a rivalidade vista neste ano, mas não nas mesmas proporções. A Cazé TV exibirá gratuitamente os 64 jogos no YouTube. O Grupo Globo fará a cobertura pela televisão aberta e por assinatura. A TV Globo transmitirá 56 partidas, e o SporTV mostrará todos os 64 confrontos, uma diferença em relação ao torneio masculino. Não haverá exclusividade de partidas.</p>
<p>Sobre os ingressos, ainda não se sabe quanto custarão, nem como serão as categorias, o calendário de vendas e se haverá preços fixos ou dinâmicos. Por enquanto, existe apenas um cadastro de interesse.</p>
<p>Também há expectativas sobre as chaves da Copa. O   formato da disputa é conhecido: serão oito grupos de quatro seleções, com as duas primeiras avançando às oitavas de final. Mas ainda não se sabe quais equipes estarão em cada chave. A Fifa não anunciou a data do sorteio, a composição dos potes nem a distribuição das partidas pelas cidades.</p>
<p>Neste momento, com a Copa masculina se encerrando, o mundial feminino conta com 14 seleções já classificadas. Restam 18 vagas.</p>
<p>Já estão garantidas na Copa as seguintes equipes: Brasil (país-sede); Argentina e Colômbia pela América do Sul; Dinamarca, França, Alemanha e Espanha (atual campeã mundial) pela Europa; Austrália, China, Coreia do Sul, Japão, Filipinas e Coreia do Norte pela Ásia; e Nova Zelândia pela Oceania.</p>
<p>Há competições à vista para a definição das demais seleções. É o caso da Copa Africana de Nações. Ela será realizada de 26 de julho a 16 de agosto e classificará as quatro semifinalistas para o mundial. Ainda restarão duas vagas para as equipes do continente. Elas serão definidas na repescagem internacional, que envolverá outras regiões e acontecerá entre novembro e fevereiro de 2027.</p>
<p>O Brasil terá uma atração a mais para encher os estádios em seus dias de jogos: o torneio deverá ser a despedida de Marta. A jogadora estará com 41 anos e ela anunciou, há cerca de um mês, que irá se aposentar. O mundial em casa, portanto, é a despedida da craque, dona de uma carreira de 24 anos vestindo a camisa amarelinha.</p>
<p>Marta é a maior artilheira da história das Copas, somando as edições masculina e feminina, com 17 gols marcados. Ela foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, um feito que reforça sua trajetória de destaque no esporte. Apesar de toda essa história, ela nunca conquistou um título mundial pela seleção brasileira — o que torna a Copa de 2027 ainda mais simbólica. Será, ao todo, a sétima Copa do Mundo de Marta, que estreou no torneio em 2003.</p>
<h2>Confira o calendário da Copa do Mundo Feminina 2027:</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asW5ZfX33DcDf7gy6.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Mapa da Copa do Mundo 2027"/>
<h2>Panorama do futebol feminino no Brasil</h2>
<p>A CBF divulgou recentemente os números do esporte no país, contando competições adultas e de base femininas nos últimos cinco anos. Os dados mostram como o futebol feminino cresceu em partidas, clubes, transmissões, valores de cotas e premiações.</p>
<p>De acordo com a entidade, em cinco anos, de 2021 para 2026, as competições femininas subiram de seis para nove (aumento de 50%); a quantidade de clubes disputando os torneios (times adultos ou de base) passou de 58 para 79 (36%); e as partidas saíram de 398 para 712 (79%).</p>
<p>O principal avanço, segundo a CBF, foi no número de partidas, com aumento nos jogos do A1 (divisão mais disputada) do Brasileirão em 25%. Nas demais, A2 e A3, o crescimento foi de 91% e 62%, respectivamente. Na Copa do Brasil, a quantidade de partidas subiu 12,5%.</p>
<p>Para promover maior visibilidade dos embates, a CBF assumiu, por meio da CBF TV, a transmissão de 100% dos jogos da Copa do Brasil Feminina e dos Brasileiros A1, Sub-20 e Sub-17 e das quartas, semifinais e finais dos Brasileiros A2 e A3.</p>
<p>“Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente”, declarou a gerente de competições femininas da CBF, Aline Pellegrino.</p>
<p>A entidade ressaltou que os clubes passaram a ter melhores condições para planejar toda a temporada, desde a pré-temporada até a integração entre as competições nacionais e os campeonatos estaduais. Isso traz mais previsibilidade, favorece investimentos e fortalece a estrutura das equipes, de acordo com a CBF.</p>
<p>Em novembro passado, a confederação divulgou o planejamento para 2026 com o calendário e também com um aumento considerável das cotas de participação e premiações.</p>
<p>Supercopa : R$ 1 milhão para o time campeão, aumento de 43%, e R$ 600 mil para o vice-campeão, alta de 20%.</p>
<p>Brasileirão A1 : a cota de participação para os 18 clubes da primeira fase subiu para R$ 720 mil, o dobro do ano anterior; premiação de R$ 2 milhões para o campeão e de R$ 1 milhão para o vice.</p>
<p>A2 : a cota de participação para os 16 clubes da primeira fase subiu para R$ 360 mil, valor 2,4 vezes maior.</p>
<p>A3 : a cota de participação para os 32 clubes da primeira fase subiu para R$ 120 mil, valor 3,3 vezes maior.</p>
<p>Copa do Brasil : a cota de participação de todas as fases dobrou.</p>
<p>Sub-20 e Sub-17 : as cotas de participação de todas as fases foram reajustadas em 10%.</p>
<p>O Brasileirão está interrompido em função da Copa do Mundo Masculina. Os jogos retornam no dia 26 de julho. Até a 12ª rodada, os times que lideram a disputa na primeira divisão são: Corinthians — 28 pontos; Palmeiras — 27 pontos; São Paulo — 26 pontos; Ferroviária — 22 pontos; e Flamengo — 22 pontos.</p>
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        <media:credit role="provider">CBF/Kely Pereira</media:credit>
        <media:title>seleção brasileira feminina</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Reino Unido pede investigação da Fifa após jogadores da Argentina exibirem faixa sobre as Malvinas</title>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 22:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu para que a Fifa investigue a seleção da Argentina após jogadores exibirem uma faixa com a frase " Las Malvinas son argentinas " (As Malvinas são argentinas) durante a comemoração da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo de 2026, disputada nesta quarta-feira, 15.</p>
<p>A manifestação ocorreu logo após o apito final da partida disputada em Atlanta e reacendeu a histórica disputa diplomática entre Reino Unido e Argentina pela soberania das Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos.</p>
<p>Segundo um porta-voz, Starmer concorda com a posição do secretário britânico de Negócios e Comércio, Peter Kyle, que classificou a exibição da faixa como uma possível violação das regras da Fifa contra manifestações políticas em eventos esportivos. </p>
<p>O governo britânico reiterou que "a política deve permanecer fora do futebol" e reafirmou seu apoio ao direito de autodeterminação dos habitantes das ilhas.</p>
<p>A Fifa confirmou que analisa o episódio à luz de seu Código Disciplinar, que proíbe mensagens de caráter político durante competições oficiais. Até o momento, a entidade não anunciou se abrirá um processo disciplinar formal nem quais sanções poderão ser aplicadas.</p>
<h2>Dois pesos, duas medidas?</h2>
<p>Pouco antes da Copa do Mundo ,  a Fifa determinou que a seleção do Haiti alterasse sua camisa por considerar que alguns elementos visuais do uniforme poderiam ser interpretados como uma mensagem política. </p>
<p>Na época, a decisão foi comunicada pela Saeta, fornecedora do material esportivo, que afirmou que o desenho tinha como objetivo homenagear os homens e mulheres que contribuem para o futuro do país, sem qualquer intenção de fazer uma manifestação política</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/X/@Argentina</media:credit>
        <media:title>Seleção Argentina</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasileiro que criou viral de IA com Vini Jr. e Haaland explica como fez o  video </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/viral-de-ia-com-vini-jr-e-haaland-foi-feito-em-apenas-3-horas-sem-preciosismo</link>
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      <pubDate>Sun, 12 Jul 2026 20:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na última semana, um vídeo viral de inteligência artificial com Vinicius Jr. e Erling Haaland tomou as redes sociais. Nas imagens, os jogadores protagonizaram uma famosa cena do filme “As Branquelas” que utiliza a canção “A Thousand Miles” de Vanessa Carlton. </p>
<p>Até a publicação desta matéria, o vídeo contava com quase 10 milhões de curtidas, e rendeu comentários até mesmo das estrelas envolvidas.</p>
<p>“Precisamos recriar esse vídeo, Vini”, disse o jogador norueguês na postagem, marcando a conta de Vinicius. O brasileiro respondeu com uma avalanche de emojis, parecendo ter se divertido com a brincadeira.  Assista:</p>
<p>Os números e a reação da dupla foram uma surpresa para Alexandre Kazuo Kubo, diretor de criação e autor do viral. O brasileiro afirmou que fez o vídeo "sem tanto preciosismo", já que no mundo digital, gastar tempo é desperdiçar o tão precioso  timing  para as postagens.</p>
<p>“Quando vi os dois juntos, lembrei dos personagens de 'As Branquelas'. Três horas depois o vídeo estava pronto. É melhor ser o primeiro a postar do que perder tempo com muitos detalhes”, contou ao  GSW Brasil .</p>
<p>A criação ganhou mais versões após a eliminação do Brasil pelo time de Haaland. O atacante norueguês apareceu em novo vídeo, no "mesmo papel", porém encontrando como motorista o inglês Jude Bellingham, em um aquecimento para a partida entre as duas seleções pelas quartas de final. </p>
<p>Depois da vitória da Inglaterra - que despachou os "vikings" para casa -, mais uma versão chegou às redes. No lugar da "branquela" está Messi, o camisa 10 da Argentina, que vai enfrentar os ingleses na semifinal. Os vídeos mais atuais foram criados por outras pessoas, com base no meme inicial, do brasileiro.</p>
<p>Kazuo conta que começou a mexer com IA em 2022, quando foi apresentado ao ChatGPT por um colega de trabalho. O interesse aumentou ainda mais com o tempo, e hoje ele consegue criar vídeos do tipo usando ferramentas como Seedance e Kling. Em seu perfil no Instagram, há mais trabalhos que mostram seu talento.</p>
<p>Apesar de já achar que tinha uma boa ideia em mãos, o diretor de criação, que vive nos Estados Unidos, ficou surpreso com a repercussão do vídeo de Haaland e Vini Jr., que internautas chegaram a chamar de “O meme do ano”.</p>
<p>“Jamais imaginaria tanto sucesso. O ápice foi ver os comentários dos jogadores e até do ator Terry Crews (do elenco de 'As Branquelas'). Não falei diretamente com o Vini ou com algum dos envolvidos, mas seria incrível se isso acontecesse”, revelou o brasileiro, professor de um curso de IA, da Miami Ad School Brasil, escola de criatividade dedicada à área de comunicação e publicidade.</p>
<h2>Brasil e “As Branquelas”</h2>
<p>O filme do diretor Keenen Ivory Wayans, lançado em 2004, fez sucesso estrondoso no Brasil. Marlon Wayans, um dos principais atores do filme, comentou essa paixão recentemente em um talk show nos Estados Unidos.</p>
<p>“No Brasil, eles amam 'As Branquelas'. Eles não falam uma palavra de inglês. Gritam, 'tudo bem', 'tudo bem', mas assim que somos vistos na boate eles cantam essa música”, afirmou, referindo-se a canção de Vanessa Carlton.</p>
<p>Mas não se pode dizer que essa aclamação é mundial. Na época em que foi lançado, o filme recebeu cinco indicações ao prêmio Framboesa de Ouro, incluindo a categoria de Pior Filme.</p>
<p>Rumores de uma sequência para “As Branquelas” circulam desde 2009, mas até o momento não houve nenhuma confirmação de que isso irá acontecer em breve.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/Redes Sociais</media:credit>
        <media:title>haaland-vini-jr</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Alessandro Martins]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Argentina vive Copa mágica com Messi enquanto enfrenta acusações de racismo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/argentina-vive-copa-magica-com-messi-enquanto-enfrenta-acusacoes-de-racismo</link>
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      <pubDate>Sat, 11 Jul 2026 21:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Há fatos sobre a campanha argentina na Copa do Mundo 2026 que nenhuma controvérsia consegue tocar. Um deles é que Lionel Messi  é, até o momento, o maior artilheiro da história do mundial com 21 gols - nesta edição, ele superou o alemão Miroslav Klose. Também é incontestável a força do grupo no torneio que, defendendo o título que conquistou em 2022, protagonizou uma das maiores reviravoltas neste ano com a vitória de virada sobre o Egito no dia 7 de julho, que deu o passaporte para os argentinos para as quartas de final.</p>
<p>Os pontos de contestação estão nos episódios que aconteceram ao redor das partidas: as acusações de racismo envolvendo torcedores argentinos e uma sequência de questionamentos sobre possível tratamento privilegiado da arbitragem à seleção.</p>
<p>O primeiro caso de maior repercussão ocorreu no dia 3 de julho, em Miami, durante a vitória da Argentina sobre Cabo Verde por 3 a 2. O streamer norte-americano Darren Jason Watkins Jr., conhecido como IShowSpeed, acompanhava a partida com a camisa cabo-verdiana quando foi hostilizado por torcedores argentinos nas arquibancadas. “Volta para casa, macaco", gritou uma torcedora para o influenciador. </p>
<p>A  situação se repetiu no dia 7, em Atlanta, após a vitória argentina sobre o Egito por 3 a 2. Speed, então usando a camisa egípcia, filmou um torcedor argentino fazendo gesto de macaco em sua direção ao final da partida.</p>
<p>A Fifa confirmou, em nota, a abertura de uma investigação e disse condenar veementemente o racismo, o ódio e a discriminação "em todas as suas formas".</p>
<p>O caso não é isolado. Segundo levantamento divulgado pela Fifa em 1º de julho, foram identificadas cerca de 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa de 2026 – um aumento de 13 vezes em relação à mesma etapa do Mundial do Catar, em 2022. </p>
<p>Jogadores holandeses também foram alvo de ofensas: Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram ataques racistas nas redes após desperdiçarem pênaltis na eliminação da Holanda para o Marrocos, nos 16 avos de final. Outro episódio que repercutiu foi o ataque de uma  senadora paraguaia, Celeste Amarilla, contra o atacante francês Kylian Mbappé , após a eliminação da seleção sul-americana para a França.</p>
<p>Durante a própria partida contra o Egito, o técnico Hossam Hassan cruzou os braços à altura dos pulsos em frente ao árbitro francês François Letexier, no minuto 93, segundos após o terceiro gol argentino. O gesto é o protocolo oficial da Fifa para denunciar suspeita de racismo em campo.</p>
<p>De acordo com o protocolo, o gesto pode acionar três níveis de resposta: interrupção momentânea da partida com aviso ao estádio, suspensão temporária com as equipes recolhidas ao vestiário, ou encerramento definitivo da partida em casos graves ou reincidentes. </p>
<p>Pelos relatos da delegação egípcia, Hassan entendeu que um gesto de caráter racista partiu da arquibancada durante a comemoração do terceiro gol argentino. </p>
<p>O árbitro optou por não interromper a partida nem acionar o protocolo, e advertiu Hassan com cartão amarelo. Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico egípcio não falou explicitamente sobre a acusação de racismo, mas afirmou que os egípcios foram “tratados injustamente”.</p>
<h2>Histórico antigo</h2>
<p>Os episódios da Copa de 2026 não são um fato isolado na trajetória recente da seleção argentina. Em julho de 2024, um mês após a Argentina conquistar o bicampeonato da Copa América, o volante Enzo Fernández transmitiu ao vivo, pelo Instagram, um vídeo dentro do ônibus da delegação em que jogadores cantavam uma música com versos considerados racistas e transfóbicos contra atletas franceses de origem africana, incluindo Mbappé.</p>
<p>A canção já havia circulado entre torcedores argentinos durante a Copa do Mundo 2022, no Catar, torneio no qual a Argentina venceu a França na final.</p>
<p>Após a repercussão do vídeo de 2024, a Federação Francesa de Futebol formalizou queixa à Fifa e para a AFA (a associação de futebol argentina), e o Chelsea, clube de Enzo Fernández na época, abriu processo disciplinar interno contra o jogador. </p>
<p>O atleta publicou um pedido de desculpas nas redes sociais, afirmando que a música "inclui linguagem extremamente ofensiva" e que "não há qualquer desculpa para essas palavras". Um dos outros poucos argentinos envolvidos a se pronunciar foi o meio-campista Rodrigo De Paul, que minimizou o caso, afirmando ter se tratado de uma “brincadeira”.</p>
<p>Fora do ambiente da seleção principal, o histórico inclui outros episódios registrados por observatórios de discriminação racial no futebol. Em abril de 2022, um torcedor argentino foi detido na Neo Química Arena, em São Paulo, por fazer gesto de macaco durante partida entre Corinthians e Boca Juniors; a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) aplicou multa ao clube argentino. </p>
<p>Em 2023, durante semifinal entre Boca e Palmeiras, um torcedor exibiu no celular a palavra "macaco" voltada para a torcida brasileira; a Conmebol multou o clube e determinou a redução de lugares disponíveis em um setor do estádio, além da obrigatoriedade de hastear uma bandeira com a frase "basta de racismo" nas partidas seguintes.</p>
<h2>Acusações de favorecimento arbitral</h2>
<p>Após a eliminação nas oitavas de final, a Federação Egípcia de Futebol apresentou queixa formal à Fifa contra a equipe de arbitragem da partida, liderada por François Letexier e pelos assistentes Cyril Mugnier e Mehdi Rahmouni, pedindo investigação e o afastamento do trio do restante da competição. </p>
<p>O técnico Hassan chegou a insinuar interesse comercial na permanência da Argentina. "Talvez quisessem manter o campeão do mundo no torneio. Talvez quisessem que Messi continuasse na disputa por uma questão de marketing", disse. O atacante Mostafa Zico, autor de um gol anulado e de outro confirmado, afirmou que o campeonato estaria "direcionado".</p>
<p>O lance mais contestado foi a anulação do gol de Zico por decisão do VAR, que identificou uma falta no início do lance. Nos minutos finais da partida, o Egito reclamou de dois pênaltis não marcados a seu favor, envolvendo os jogadores Hamdi Fathy e Mohamed Salah. Nenhum dos lances foi assinalado pela arbitragem como penalidade.</p>
<p>Entre as seleções do torneio, a Argentina lidera o número de pênaltis a favor, com três cobranças, repetindo padrão observado na conquista do título de 2022, quando recebeu cinco pênaltis – recorde para uma única edição do Mundial. </p>
<p>Outro questionamento diz respeito à escalação da arbitragem para o confronto entre França e Marrocos, nas quartas de final. Pela primeira vez na Copa de 2026, toda a equipe de arbitragem em campo – árbitro principal, assistentes, quarto árbitro e árbitro reserva – foi formada por profissionais argentinos.</p>
<p>Nem toda "evidência" de favorecimento que circula na internet, porém, deve ser considerada. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, supostamente lamentando um gol do Egito durante a partida contra a Argentina. As imagens são de outra partida, entre Marrocos e Países Baixos, disputada em 29 de junho, usadas fora de contexto. Anteriormente, esse mesmo vídeo já havia circulado como suposta reação a um gol de Cabo Verde.</p>
<p> A federação argelina de futebol também protestou formalmente à Fifa ainda na fase de grupos, questionando a ausência de punição a Messi após uma entrada considerada dura sobre o capitão da seleção argelina, Aïssa Mandi.</p>
<p>O técnico argentino Lionel Scaloni rebateu as acusações de favorecimento, classificando as teorias como "histórias de internet sem qualquer fundamento técnico ou esportivo". A Fifa, por meio de nota padrão, informou apenas que relatórios de arbitragem são analisados internamente ao longo do torneio, sem se pronunciar publicamente sobre processos em andamento.</p>
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        <media:title>Lionel Messi é lançado para o alto por companheiros de seleção após virada argentina contra o Marrocos</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quem é a senadora racista do Paraguai que atacou Mbappé</title>
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      <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 19:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A senadora Celeste Amarilla, do Paraguai, virou centro de uma polêmica mundial após fazer ataques racistas ao jogador francês Kylian Mbappé. Eleita em 2023 pelo Partido Liberal Radical Auténtico, ela usou as redes sociais para cometer racismo contra o atacante após a vitória da França sobre o Paraguai, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.</p>
<p>“Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés”, escreveu em seu perfil no X, antigo Twitter. Em outro trecho, a senadora chamou Mbappé de “camaronês colonizado, arrogante, que finge ser francês”.</p>
<p>As postagens geraram críticas dos internautas e fizeram com que o jogador se pronunciasse também nas redes sociais. Mbappé disse que Celeste é uma “mulher desprezível” e “indigna de sua função”. “Você não representa o Paraguai, país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição”, completou.</p>
<p>O presidente da França, Emmanuel Macron, entrou no debate, afirmando que o jogador fez “mais um gol, desta vez contra o racismo”.</p>
<p>Após a resposta de Mbappé, a senadora divulgou uma carta aberta em suas redes, justificando os insultos racistas. Junto com isso, pediu retratação do jogador, alegando que a reação dele seria perseguição ao gênero. Ela ameaçou acionar a justiça contra o atacante.</p>
<p>O governo paraguaio emitiu uma nota de repúdio aos comentários de Celeste. De acordo com o texto, as declarações da senadora são “contrárias aos valores e princípios de convivência pacífica” do país.</p>
<p>A nota destaca ainda que o governo tem “firme compromisso com a promoção dos direitos humanos, da igualdade e do respeito mútuo, bem como com o combate ao racismo, à xenofobia, à intolerância e a todas as formas de ódio ou discriminação”. O texto prossegue, expressando “solidariedade àqueles que possam ter sido afetados por tais declarações e reitera seu respeito pelo povo francês”.</p>
<p>Vale observar que, diferentemente do Brasil, Uruguai e da Venezuela, o Paraguai não possui uma tipificação explícita para o crime de racismo em sua legislação.</p>
<h2>Trajetória polêmica</h2>
<p>Muito antes do discurso preconceituoso contra o craque francês, a senadora já acumulava polêmicas no cenário político do Paraguai. Em 2022, quando ainda era deputada, foi denunciada após admitir ter pagado propinas para acessar licitações de merendas escolares.</p>
<p>Após o vazamento do vídeo, ela foi denunciada ao Ministério Público por admitir ter conhecimento sobre esquema de corrupção, mas não foi condenada criminalmente.</p>
<p>Celeste já havia acusado colegas de corrupção antes. Em 2020, quando era deputada, ela disse que 70% dos parlamentares paraguaios tinham comprado seus mandatos. Como não apresentou provas, a Câmara dos Deputados aprovou uma suspensão de 60 dias, afirmando que a parlamentar havia ofendido a honra da instituição.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O melancólico adeus de Neymar na seleção e a pior campanha do Brasil em 36 anos</title>
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      <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Nos acréscimos do segundo tempo do jogo entre Brasil e Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, Neymar bateu boca com o goleiro Nyland antes de cobrar o pênalti que fechou o placar em 2 a 1 para o time norueguês. O camisa 10 converteu a cobrança e provocou na comemoração: “Aqui não, otário”.  </p>
<p>A cena virou assunto por expor a escolha de Neymar em gastar segundos discutindo com o goleiro adversário, ao invés de correr para buscar a bola ou tentar levantar o time para uma última reação - o que se sabia que seria um feito quase impossível, já que o árbitro estava para apitar o fim da partida.</p>
<p>Enquanto parte da torcida viu personalidade, a postura do jogador em priorizar o bate-boca em vez de agilizar o jogo foi apontada como um reflexo do descontrole do time em campo.</p>
<p>A presença de Neymar na seleção que disputaria esta Copa do Mundo, a maior na história da Fifa, nunca foi unanimidade. O técnico Carlo Ancelotti não convocava o jogador desde que assumiu a seleção, em maio de 2025, por conta de questões físicas. O atleta vivia no Santos uma fase instável, longe da forma ideal para um atleta de alto nível.</p>
<p>Quando veio a convocação, ele estava na lista. Ancelotti revelou que usaria Neymar numa função nova, mais como um centroavante recuado do que o armador clássico como se apresenta hoje. Questionado se o santista seria titular ou opção de banco, o técnico não escondeu a dúvida: "Escolhemos porque pensamos em suas qualidades. Que jogue um minuto, cinco minutos, 90 ou pênaltis". Era uma aposta.</p>
<p>A população se dividia quanto à presença de Neymar na seleção. Em abril, 47% eram a favor da convocação do jogador do Santos, e 45%, contra, segundo pesquisa da Genial/Quaest. O apoio vinha sobretudo dos mais jovens (65% entre 16 e 24 anos). Entre quem acompanhou a carreira inteira de Neymar, a aprovação caía.</p>
<p>Ídolos de outras seleções, como Messi, aos 39 anos, são unanimidade em seus países. Mbappé é a grande referência técnica da França e levou a seleção às quartas de final. Neymar, o jogador mais caro da história do futebol brasileiro, chegou à sua quarta Copa precisando provar que o país ainda queria vê-lo em campo. A resposta não foi a sonhada por ele.</p>
<h2>A trajetória de Neymar na seleção</h2>
<p>Neymar tinha 22 anos quando estreou em Copas do Mundo, em 2014, jogando em casa. Era a esperança que o Brasil buscava desde a eliminação em 2006, para a França. Fez quatro gols antes da contusão que sofreu após a entrada de Zúñiga, do time colombiano, que o tirou do mundial. Sem ele em campo, o Brasil sofreu o famoso 7 a 1 para a Alemanha na semifinal, a pior derrota da história da seleção. Nasceu ali a expressão que perseguiria a seleção pelos anos seguintes: "Neymardependência".</p>
<p>Vieram, no meio do caminho, os títulos que quase compensaram a sede dos brasileiros pela Copa, caso do ouro olímpico de 2016, contra a própria Alemanha, num pênalti que ele bateu e converteu.</p>
<p>Em 2018, chegou à Rússia recém-operado de uma fratura no pé. Marcou dois gols, deu duas assistências, mas o que mais repercutiu globalmente foram as críticas pelas quedas exageradas no gramado em faltas sofridas. O Brasil caiu nas quartas para a Bélgica.</p>
<p>Em 2022, Neymar machucou o tornozelo já na estreia contra a Sérvia e ficou fora de duas rodadas. Voltou nas quartas de final contra a Croácia e marcou um golaço na prorrogação, tornando-se o terceiro jogador ao lado de Pelé e Ronaldo a marcar em três Copas do Mundo diferentes. A alegria, porém, não durou muito. A seleção foi eliminada nos pênaltis antes mesmo de Neymar bater o seu. </p>
<h2>Fim de um ciclo</h2>
<p>Depois da derrota deste domingo, 5, Neymar anunciou que não vestirá mais a camisa da seleção numa Copa do Mundo. Termina, aos 34 anos, uma era que começou prometendo um hexa que nunca chegou perto de se consolidar.</p>
<p>A eliminação para a Noruega foi a pior campanha da seleção em 36 anos – a primeira vez, desde 1990, em que o time se despede do mundial nas oitavas de final. Além disso, o resultado empurra o país para o maior jejum de títulos de sua história.</p>
<p> Desde o pentacampeonato de 2002, foram seis Copas seguidas sem voltar à decisão: o Brasil perdeu nas quartas para a França em 2006; para a Holanda em 2010, na mesma fase; foi goleado pela Alemanha na semifinal de 2014; foi eliminado nas quartas para a Bélgica em 2018; nos pênaltis para a Croácia em 2022; e agora, nas oitavas, para a Noruega. </p>
<p>Em 2030, o Brasil chegará à próxima Copa com 28 anos sem título, superando os 24 anos que separaram o tricampeonato de 1970 do tetra de 1994, até então a maior seca da história do futebol brasileiro.</p>
<p>Ancelotti tentou tratar a queda não como fim, mas como começo. "Quando acontece um momento assim você tem de pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura", disse, na coletiva pós-jogo, no MetLife Stadium, onde aconteceu a partida. </p>
<p>Com contrato renovado até 2030, o técnico italiano terá mais de quatro anos para moldar uma nova seleção, agora sem a presença de Neymar.</p>
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        <media:credit role="provider">Rafael Ribeiro / CBF</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Feriado na Copa: presidente libera folga no Paraguai por vitória sobre a Alemanha </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/feriado-na-copa-conheca-o-decreto-presidencial-que-liberou-folga-no-paraguai-apos-a-vitoria-sobre-a-alemanha</link>
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      <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:05:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Paraguai está em festa. A vitória sobre a Alemanha nos pênaltis na fase de 16 avos da Copa do Mundo fez o país parar e contou com a torcida dos brasileiros, principalmente em cidades próximas à fronteira, como Ponta Porã (MS). No tempo regulamentar e na prorrogação, a partida ficou em 1 a 1. Nos pênaltis, o placar foi 3 a 4, com batidas erradas e defesas de goleiro provocando arrepios nas torcidas. No final, os paraguaios bateram os alemães e passaram para as oitavas de final.</p>
<p>Com tamanha emoção, o presidente paraguaio, Santiago Peña, decretou feriado nacional no país valendo nesta terça-feira, 30. Ele usou seu perfil no Instagram para comunicar a população sobre o dia para celebrar a classificação da Albirroja, como a seleção é chamada, e para um encontro do Mercosul na cidade de Luque – o Paraguai tem a presidência temporária do bloco econômico. Peña surgiu com a camiseta da equipe enaltecendo a conquista.</p>
<p>Em vídeos compartilhados com a primeira-dama, Letícia Ocampos, o presidente mostrou cenas da população nas ruas festejando a vitória.</p>
<p>Pelo decreto nº 6280, o presidente determinou o feriado, considerando que o triunfo na Copa representa “um evento que vai muito além do esporte, devido ao profundo sentimento de união, orgulho e identidade que desperta em todos os paraguaios”.</p>
<p>De acordo com o documento, “a vitória reflete o espírito do país, inspirado pelo lema histórico ‘Conquistar ou Morrer’ e pelo espírito guarani duradouro”.</p>
<p>A medida, segundo o decreto, facilitará as reuniões de famílias e permitirá que elas participem das comemorações. Serviços públicos essenciais e os atendimentos médicos de emergência estão mantidos. Consultas e cirurgias agendadas, porém, deverão ser remarcadas em um prazo máximo de sete dias.</p>
<p>No Paraguai, a Lei nº 7544/2025 reorganizou os feriados nacionais do país e autorizou o Poder Executivo a criar feriados adicionais em situações especiais.</p>
<p>Ela permite que o presidente fixe, por decreto, até três dias adicionais de feriado nacional por ano, além dos feriados já previstos, para promover atividade turística e econômica ou celebrar ocasiões especiais.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>A força do mito Pelé se mantém em projeto do Google e em minissérie da Netflix</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/a-forca-do-mito-pele-se-mantem-em-projeto-do-google-e-em-minisserie-da-netflix</link>
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      <pubDate>Fri, 26 Jun 2026 18:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Nestes tempos de Copa do Mundo, o rei do futebol, Pelé, volta a chamar a atenção dos fãs do esporte. Primeiro com uma minissérie da Netflix que revive seu triunfo no mundial de 1970, quando se sagrou tricampeão com a seleção comandada pelo técnico Mário Jorge Lobo Zagallo. E agora com um projeto capitaneado pelo Google que fortalece a imagem do mítico camisa 10 da amarelinha e do Santos Futebol Clube, que morreu em 29 de dezembro de 2022.</p>
<p>As ferramentas de Inteligência Artificial da big tech prometem emocionar quem acompanhou a carreira de Pelé e conhece a história do “gol mais bonito” do rei. É notório, entre os boleiros, que esse momento aconteceu na rua Javari, na Mooca, casa do Juventus. Ele não foi registrado em filme e isso aumentou a aura em torno desse gol.</p>
<p>No dia 2 de agosto de 1959, num confronto entre Juventus e Santos, pelo Campeonato Paulista, Pelé aplicou três chapéus consecutivos, sem que a bola tocasse o chão, até fazer o gol. Era o terceiro, feito já no segundo tempo. O Santos, que foi hostilizado pela torcida local, aplicou uma derrota de 4 a 0. Pelé, ao comemorar aquele feito, saltou e realizou um gesto que se tornaria famoso: o soco no ar.</p>
<p>A partida teve um público de 10 mil pessoas, mas tantas foram as pessoas que alegaram estar no jogo, como testemunha desse momento histórico, que o estádio da rua Javari teria se transformado no Maracanã, pela quantidade de gente.</p>
<p>Mas o Google vai mostrar para o mundo como foi esse gol. Na semana do Festival Internacional de Criatividade, em Cannes, no sul da França, a empresa apresentou bastidores de um projeto que exigiu cerca de dois anos de pesquisas e trabalho intenso e que resultará em documentário que lançará no YouTube em julho.</p>
<p>Foram reunidos historiadores, jornalistas esportivos – caso de Mauro Beting –, personalidades do futebol – como Pepe, ex-companheiro de Pelé no Santos – e a família do camisa 10 para reconstruir o lance. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Pelé Brand, responsável pela gestão oficial do legado de Pelé e que pertence à NR Sports, do empresário Neymar da Silva Santos, pai do jogador Neymar Jr. O fruto desse trabalho será incorporado ao Museu Pelé, em Santos, ainda este ano.</p>
<p>Para recriar o gol, equipes do Google DeepMind utilizaram modelos de IA de última geração, como Gemini Omni e Veo 3, para transformar fragmentos históricos em imagens em movimento. As cenas foram filmadas no gramado original, na rua Javari, com atores.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asfaht80i3L6avg2y.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Cenas dos bastidores do projeto do Google para recriar gol de Pelé"/>
<p>Foram reproduzidos uniformes dos dois times daquele período. Além disso, foi usada uma bola como as da época, marrom. A peça se assemelhava também no peso e no tamanho.</p>
<p>"Recriar o 'gol perdido' de uma lenda como Pelé significou respeitar o atletismo e a arte do futebol, algo que as ferramentas de IA generativa ainda enfrentam dificuldades para reproduzir. Para alcançar esse resultado, utilizamos o recurso Performance Control para combinar performances de movimento com arquivos históricos e culturais da época de Pelé”, contou Doug Eck ,  diretor sênior de pesquisa no Google DeepMind .</p>
<p>O executivo revelou que foram convocados jogadores profissionais como dublês de movimentos para treinar ainda mais os modelos. “Essas etapas garantiram que o vídeo transmitisse uma sensação de autenticidade", completou.</p>
<h2>A saga do tricampeonato</h2>
<p>Enquanto julho não chega, os fãs de Pelé têm a opção de ver o atleta em uma versão humana. O ator Lucas Agrícola impressiona pela semelhança física com o rei na minissérie “Brasil 70: A saga do tri”, produção da O2 Filmes com a Netflix. “Muito orgulho de fazer parte de uma história que emociona, inspira e mantém viva a memória de uma das maiores conquistas do nosso futebol”, escreveu ele em um post em seu perfil no Instagram.</p>
<p>A minissérie, que estreou na plataforma no dia 29 de maio, recria o universo da seleção brasileira de 1970 na campanha rumo à conquista do tricampeonato no México. A trama mostra como o time se preparou para a Copa, período da ditadura militar, e mostra, com cenas bem construídas, momentos decisivos das partidas até a conquista do título.</p>
<p>A direção geral é de Paulo Morelli e Pedro Morelli. Quico Meirelles dirige alguns episódios. O roteiro é de Naná Xavier e Rafael Dornellas.</p>
<p>Na primeira semana de junho, “Brasil 70” entrou no top 10 global das produções em língua não inglesa da Netflix. Além de Pelé, o público pode conhecer com mais detalhes o jornalista João Saldanha, magistralmente interpretado por Rodrigo Santoro. Figura destemida, ele foi o técnico que deu início à escalada do tri. Diz a lenda que foi temido por não querer aceitar uma indicação de jogador, feita pelo governo militar.</p>
<p>Em seu lugar, assumiu Zagallo, ex-jogador e que disputou duas Copas ao lado de Pelé (1958 e 1962), quando o Brasil levantou a taça. O papel coube a Bruno Mazzeo que também impressiona pela atuação. Outro destaque da minissérie é Marcelo Adnet, que vive um locutor esportivo, Eusébio Teixeira, que se torna companheiro inseparável de Saldanha durante o mundial no México.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/aspKifjF90xtbGsru.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Bruno Mazzeo, Lucas Agrícola e Rodrigo Santoro na minissérie 'Brasil 70'"/>
<p>Embora tenha elementos mais roteirizados do que históricos em certos trechos, como apontados por alguns ex-jogadores da famosa equipe, “Brasil 70” é uma bela produção para quem quiser sentir um pouco do que foi a lendária conquista do tri, com uma seleção considerada por muitos a melhor que o país já teve.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>8 estrelas da Copa que apoiaram publicamente direitos LGBTQIAP+ – e por que isso ainda é tabu</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/8-estrelas-da-copa-que-apoiaram-publicamente-direitos-lgbtqiap-e-por-que-isso-ainda-e-tabu</link>
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      <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 2026 é a maior da história: 1.248 jogadores inscritos. Nenhum deles é abertamente gay ou bissexual.</p>
<p>Em quase 100 anos de torneio, apenas dois atletas tornaram pública a homossexualidade – ambos só depois de pendurar as chuteiras. O primeiro foi o francês Olivier Rouyer, companheiro de Michel Platini na seleção da França de 1978. O segundo foi o alemão Thomas Hitzlsperger, que disputou o Mundial de 2006 e revelou a orientação sexual só após a aposentadoria.</p>
<p>Nesta Copa, encontramos 8 jogadores com declarações públicas sobre o tema. O que cada um deles disse? </p>
<p>Manuel Neuer (Alemanha)   Capitão alemão no Catar-2022 e um dos líderes da seleção nesta copa, o goleiro tentou usar a braçadeira arco-íris do movimento One Love sob a manga, driblando a proibição da Fifa. A seleção alemã divulgou nota: "Queríamos usar nossa braçadeira de capitão para nos posicionar sobre os valores que defendemos na seleção da Alemanha: diversidade e respeito mútuo." </p>
<p> Antes disso, na Eurocopa de 2020, o goleiro já usava uma braçadeira arco-íris inspirada na campanha Rainbow Laces da Stonewall, gesto que a Uefa chegou a investigar e depois validou como símbolo de diversidade, não político.   </p>
<p>Leon Goretzka (Alemanha)</p>
<p>O meio-campista é descrito como um dos jogadores mais vocais do futebol europeu na pauta LGBTQIAP+. Em 2021, fez coração com as mãos para a torcida da Hungria após marcar contra o adversário, em protesto à lei anti-LGBT do país, e publicou nas redes a mensagem "spread love" (espalhe amor). </p>
<p>Em 2022, rebateu o embaixador do Mundial do Catar, Khalid Salman, que chamara a homossexualidade de dano mental. "É muito opressivo. Essa é uma imagem de homem que vem de outro milênio. Deixa a gente sem acreditar que algo assim possa ser dito por um embaixador da Copa do Mundo pouco antes do torneio."</p>
<p>Harry Kane (Inglaterra)</p>
<p>O craque da seleção inglesa fazia parte do grupo de  seleções europeias que prometeu usar a braçadeira One Love. Diante da ameaça de cartão amarelo pela Fifa, a Inglaterra recuou junto aos demais.</p>
<p>Bruno Fernandes e Marcus Rashford (Portugal e Inglaterra) À época, colegas de Manchester United participaram da campanha "Love United", lançada pelo clube em apoio à comunidade LGBTQIAP+. A campanha reuniu jogadores e funcionários do United para afirmar que o futebol é para todos e que ninguém deve ser excluído do esporte. </p>
<p>Patrick Berg (Noruega)</p>
<p>Em maio de 2024, durante partida do Bodø/Glimt contra o Kristiansund, Berg confrontou um torcedor que gritava xingamentos homofóbicos contra o time. O torcedor foi banido do estádio. Em entrevista a uma TV norueguesa, Berg disse: "Vejo  como positivo quando algo que acontece numa arena de futebol pode contribuir para que nós, como sociedade, fiquemos melhores em nos apoiar e ajudar uns aos outros. A gente sempre pode se posicionar quando as coisas saem dos limites do que se pensa ser aceitável numa sociedade."</p>
<p>Borja Iglesias (Espanha)   É o caso mais robusto da lista. O atleta pinta as unhas em jogos como símbolo de inclusão desde 2023 e protagonizou uma campanha irônica com a frase "Sou Borja Iglesias e sou heterossexual", questionando por que ninguém estranha alguém declarar a heterossexualidade, mas a homossexualidade ainda ser tabu no futebol. </p>
<p>Em janeiro de 2026, voltou a ser alvo de insultos homofóbicos em jogo contra o Sevilla. O Celta de Vigo, clube onde joga, organizou um ato de torcedores com unhas pintadas em solidariedade. Em março de 2026, ao jornal L'Équipe, disse que o entristece, no século 21, ainda ser tão difícil para jogadores homossexuais declarar a orientação publicamente.</p>
<p>Jackson Irvine (Austrália)</p>
<p>Talvez a declaração mais longa e pessoal da lista, feita via FIFPRO antes do Catar-2022: "Tenho família e amigos que fazem parte da comunidade LGBTQIAP+, um grupo de pessoas que, por muito tempo, foi imensamente marginalizado e discriminado. Quero falar por eles. Sejamos claros: a homofobia no futebol ainda é um problema." Ele também integra a PFA Australia, que organiza a Pride Cup no país.</p>
<h2>Por que isso é tabu</h2>
<p>A explicação não vem de torcedor nem de comentarista, mas de quem viveu o problema por dentro.</p>
<p>"É matematicamente impossível que não existam jogadores homossexuais em todos os principais campeonatos do mundo. Eles existem, e são muitos", diz Eric Najib, jogador e técnico do Stonewall FC, clube londrino fundado por gays que sofriam preconceito em outros times.</p>
<p>Josh Cavallo, australiano que em 2021 se tornou o primeiro jogador profissional ativo abertamente gay do futebol masculino, descreve o ambiente como hostil e diz receber múltiplas ameaças de morte por dia.</p>
<p>Cavallo compara a lógica do tabu à pressão por desempenho em campo: "No mundo normal do futebol, se você erra um chute a gol ou faz algo errado em campo, a torcida grita com você. Eu acho que é parecido em termos de sexualidade. As pessoas não querem ser o alvo, e é por isso que elas não querem se assumir."</p>
<p>O recorte histórico ajuda a entender o silêncio. Justin Fashanu foi o primeiro jogador profissional a se assumir gay ainda em atividade, em 1990; suicidou-se oito anos depois. Passaram-se mais de 30 anos até outro jogador profissional britânico repetir o gesto: o jovem Jake Daniels, do Blackpool, em 2022, citando o próprio Cavallo como inspiração.</p>
<p> Para Aslie Pitter, fundador do Stonewall FC, a explicação é econômica antes de cultural: "O futebol é uma carreira curta, e jogadores temem perder patrocínios e contratos." O contraste com o futebol feminino, onde a presença de atletas e treinadoras assumidamente LGBTQIP+ é comum, reforça que o problema não é o esporte em si, mas a cultura hipermasculina do futebol masculino de elite. </p>
<p>Há também a camada institucional: mesmo o gesto simbólico de uma braçadeira foi vetado pela Fifa no Catar-2022 sob ameaça de sanção. </p>
<p>O padrão se repete em 2026, com o "Jogo do Orgulho" em Seattle gerando protesto das federações do Irã e do Egito, países onde a homossexualidade é crime. </p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ @jacksonirvine_</media:credit>
        <media:title>australiano</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Irã agradece Los Angeles por Copa do Mundo 2026</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ira-agradece-los-angeles-por-copa-do-mundo-2026</link>
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      <pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os atletas do Irã deixaram uma emocionante carta de agradecimento à cidade de Los Angeles após o empate de 0 a 0 com a Bélgica na noite de domingo, 21. </p>
<p>O texto, escrito em uma letra caprichosa e com corações desenhados, tem um tom emocional e exalta o desejo de paz,  respeito e amizade da Copa do Mundo. </p>
<h2>"Que a paz e o respeito prevaleçam"</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asdx0k9B1sgMzBidp.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="Carta deixada pelos jogadores do Irã no vestiário em Los Angeles. Confira texto na íntegra:

“Da antiga Pérsia de milhares de anos atrás ao Irã civilizado de hoje, o espírito do Irã segue vivo e firme.

Nós viemos para Los Angeles com orgulho, competimos com honra e deixamos a cidade com dignidade. Obrigado, Los Angeles, por sua hospitalidade.

E obrigado a cada iraniano que deu que deu seu coração, sua voz e sua alma pelo Irã durante esse 180 minutos

Que a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações.” "/>
<p>A  mensagem na íntegra, em português:</p>
<p> “Da antiga Pérsia de milhares de anos atrás ao Irã civilizado de hoje, o espírito do Irã segue vivo e firme</p>
<p>Viemos para Los Angeles com orgulho, competimos com honra e deixamos a cidade com dignidade. Obrigado, Los Angeles, por sua hospitalidade.</p>
<p>E obrigado a cada iraniano que dedicou  seu coração, sua voz e sua alma ao Irã durante esses 180 minutos</p>
<p>Que a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações.”</p>
<h2>Deslocamento cansativo</h2>
<p>A cidade de Los Angeles recebeu os dois jogos do Irã no Grupo G, sempre indo e voltando de sua concentração baseada em Tijuana, no México. No dia 15, o Irã jogou com a Nova Zelândia, partida que acabou empatada em 2 a 2. </p>
<p>Em ambos os jogos houve massivo suporte da comunidade iraniana que vive nos Estados Unidos, que chegou a exibir antigas bandeiras do país, anteriores ao regime atual, em vigor desde 1979. O próximo jogo no Grupo G, será contra o Egito em Seattle, dia 27.</p>
<p>O esforço de deslocamento, bastante cansativo para os jogadores, foi adotado depois de uma série de restrições envolvendoa estadia do time nos Estados Unidos, uma vez que boa parte dos jogadores e dirigentes iranianos tiveram sua estadia e circulação no país vetada pelo governo americano.</p>
<h2>Negociações complexas</h2>
<p>O conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, com ataques também ao Líbano, está passando por negociações, com um acordo de cessar fogo provisório, depois de intenso conflito armado direto iniciado em fevereiro deste ano. </p>
<p>Em meio a uma situação  extremamente frágil e complexa, representantes do Irã e dos Estados Unidos seguem em reuniões diplomáticas na Suíça, com intermediação do Paquistão e do Catar.</p>
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        <media:credit role="photographer">Divulgação </media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O país com mais jogadores na Copa do Mundo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-pais-com-mais-jogadores-na-copa-do-mundo</link>
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      <pubDate>Sat, 20 Jun 2026 00:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A França é o principal local de nascimento dos jogadores da Copa do Mundo FIFA de 2026, com 98 atletas nascidos no país participando do torneio. Esse total vai muito além da própria seleção francesa.</p>
<p>Essa tendência faz parte de uma mudança mais ampla na composição das seleções nacionais. Quase um em cada quatro jogadores na Copa do Mundo de 2026 nasceu fora do país que representa. A dupla nacionalidade, a migração e o aumento da mobilidade global expandiram o grupo de jogadores elegíveis e remodelaram o futebol internacional.</p>
<p>Os números reforçam como o futebol moderno opera além das fronteiras. Jogadores nascidos na França estão presentes em diversas seleções, especialmente na África e no Caribe. Padrões históricos de migração, comunidades de diáspora há muito estabelecidas e conexões familiares contribuíram para que a França se tornasse um dos polos de produção de talentos mais importantes do futebol internacional.</p>
<p>O Brasil fica na décima primeira posição, logo atrás da Argentina, com 29 jogadores. Além dos 26 convocados para a seleção brasileira, outros três atletas jogam nos times de Portugal, Paraguai e Catar. </p>
<p>Maurício Magalhães Prado, meio-campista do Palmeiras conseguiu sua cidadania paraguaia por conta de seu pai, que morou no Paraguai por muitos anos. Ele estreou oficialmente pela seleção paraguaia recentemente.</p>
<p>O carioca Matheus Nunes é meio-campista do Manchester City e construiu toda a sua carreira profissional em solo português, optando por defender a equipe europeia, em que já havia jogado no Mundial de 2022.</p>
<p> Lucas Mendes, do Catar, foi revelado pelo Coritiba, mas jogo país do Orinte Médio há mais de dez anos. Ele se naturalizou e foi peça fundamental no título da Copa da Ásia do país antes de chegar ao Mundial.</p>
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        <media:credit role="photographer">The World Visualized Brasil</media:credit>
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        <media:title>Infografia onde nascem os jogadores da copa</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cazé TV avança sobre a Globo na briga pela audiência na Copa </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/caze-tv-x-globo-disputa-audiencia-copa-do-mundo</link>
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      <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 22:05:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Rede Globo transmitiu integralmente a Copa do Mundo entre 1970, quando o Brasil foi tricampeão, e 2022. No intervalo, por meio do sublicenciamento e de pacotes inferiores, emissoras concorrentes na televisão aberta — como a Bandeirantes — e canais por assinatura — caso da ESPN Brasil — também exibiram a maior competição do futebol mundial para os brasileiros, mas em um meio dominado pela principal empresa de comunicação do país.</p>
<p>Para a edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, tudo mudou. O pacote que inclui os 104 jogos do torneio foi adquirido pela Cazé TV, que transmite a Copa no YouTube e em plataformas como Amazon Prime Video e Disney+. A Globo ficou com um pacote secundário, que dá direito a exibir 55 partidas na televisão aberta, na TV por assinatura — com o SporTV — e no serviço de streaming Globoplay.</p>
<p>A conta ainda incluiu um pacote alternativo, adquirido em parceria entre o SBT e a NSports, com 32 partidas sem exclusividade — em um modelo similar ao que o próprio canal e a Bandeirantes fizeram em edições passadas.</p>
<p>Os primeiros resultados da estratégia ficaram evidentes. A transmissão do jogo entre Brasil e Haiti na sexta, 19, consagrou a Cazé TVV com o recorde mundial de audiência simultânea no YouTube, atingindo pico de 15,7 milhões de aparelhos conectados ao mesmo tempo. A força do canal digital já se mostrava expressiva antes mesmo de a bola rolar, quando mais de 11 milhões de dispositivos já aguardavam o início da partida. No dia 16, o canal já havia cravado 12,7 milhões de aparelhos quando mostrou com exclusividade a estreia da seleção Argentina contra a Argélia às 22h, horário nobre da televisão brasileira.</p>
<p>A transmissão do jogo da Argentina, por sinal, contou com uma provocação da Cazé TV à Globo. Nos minutos iniciais, o narrador Luís Felipe Freitas ironizou a ausência da gigante concorrente na transmissão, afirmando que a audiência estava “procurando no controle remoto” onde assistir aos atuais campeões do mundo, mas precisaria mudar para o YouTube para alcançar o objetivo.</p>
<p>Lionel Messi e seus companheiros venceram por 3 a 0 e a transmissão da Cazé TV atingiu o pico de 11 milhões de aparelhos conectados simultaneamente, resultado inferior apenas à estreia do Brasil em empate contra Marrocos, em 13 de junho, quando o pico de 12,7 milhões de dispositivos estabeleceu o recorde mundial de visualização simultânea, ao vivo, no YouTube. </p>
<p>No momento em que os argentinos jogavam, a Globo exibia “Quem Ama Cuida”, novela do horário nobre, que liderou a programação televisiva com média de 22,8 pontos no PNT (Painel Nacional de Televisão), conforme reportou o site TV Pop. </p>
<p>Ao longo do segundo tempo, porém, a soma dos streamings — que inclui os aparelhos de televisão conectados (CTV) ao YouTube — chegou a alcançar 20,65 pontos no PNT e assumir a liderança da programação. O número não engloba os celulares que estavam sintonizados na Cazé TV para acompanhar a partida.</p>
<p>Ao contrário da disputa das últimas décadas, por uma audiência distribuída no mesmo meio de consumo — a televisão —, e da expectativa de rivalidade com os serviços de streaming por assinatura, a Globo encontra na concorrência com a Cazé TV o confronto com uma plataforma gratuita e consolidada no país. De acordo com um estudo divulgado no final de 2025 pela Kantar Ibope Media, o YouTube é o streaming mais consumido na TV dos brasileiros, alcançando mais de 80 milhões de usuários. </p>
<h2>Ringue aberto</h2>
<p>Desde o início da competição, as duas empresas têm apostado em exaltar seus próprios trunfos e desqualificar elementos da concorrente. Durante o empate sem gols entre Espanha e Cabo Verde, na tarde de segunda-feira, 15, Casimiro Miguel, sócio e símbolo da Cazé TV, brincou que a Globo estava “passando novelas” durante a partida.</p>
<p>Por sua vez, a emissora carioca promoveu uma campanha incentivando a aquisição de antenas digitais para assistir aos jogos na televisão aberta e poder “gritar gol na hora certa”, em referência ao delay — termo em inglês para nomear o atraso na exibição da ação — das plataformas digitais.</p>
<p>De acordo com uma comparação realizada pelo jornalista Allan Simon, especializado em transmissões esportivas, o delay da Cazé TV é de 12 a 20 segundos em relação à TV linear. O atraso se dá porque as transmissões televisivas ocorrem por meio de um broadcast, que codifica o sinal captado no estádio e envia com mais rapidez às antenas e aparelhos. No streaming, a transmissão depende de um sistema individual para cada conexão, o que leva mais tempo. O resultado disso, na prática, é o momento em que um vizinho grita gol antes do outro, como a Globo relatou em sua campanha publicitária.</p>
<p>Além do menor delay, a emissora carioca aposta no hábito do espectador brasileiro ao exaltar a tradição de mais de 50 anos cobrindo a Copa. Em participação no evento Web Summit Rio 2026, no início de junho, o diretor de conteúdo e esporte da Globo, Renato Ribeiro, resumiu a importância do torneio para a empresa em uma “tradição” que se tornou “fenômeno cultural” no país por meio da televisão.</p>
<p>Exaltar a tradição é, por si, uma resposta à concorrência. Em 2022, quando nasceu exclusivamente no YouTube e justamente para transmitir a Copa, a Cazé TV herdou os direitos de transmissão digital que tinham sido abdicados pela Globo na negociação com a Fifa, organizadora do evento. O potencial de retorno ainda era considerado inferior ao dos direitos televisivos.</p>
<p>Empresa especializada em negociações do tipo, a Live Mode — cujos donos, Edgar Diniz e Sérgio Lopes, são sócios de Casimiro Miguel na Cazé TV — adquiriu esses direitos por um valor considerado simbólico e apressou-se para se associar a Miguel, então produtor de conteúdo na TNT Sports, e montar a própria estrutura de transmissão. </p>
<p>Em entrevista à revista Exame, Diniz relatou que a Live Mode mostrou à Fifa ser capaz de “fazer diferente” na transmissão e levar o principal torneio de futebol do mundo ao público nativo digital brasileiro. Na ocasião, a Globo ainda transmitiu o torneio integralmente, mas já se sabia que isso mudaria em quatro anos — por decisão financeira da direção da emissora, o pacote adquirido para 2026 foi menor.</p>
<p>O “fazer diferente” consistiu em ofertar transmissões mais irreverentes, distantes do modelo tradicional da emissora carioca, que historicamente produziu coberturas jornalísticas. O estilo não é unânime e desagrada a parte do público, mas é consistente especialmente entre os mais jovens — 80% da audiência da Cazé TV tem até 44 anos.</p>
<p>Fato é que, consolidada no segmento, a Cazé TV se adaptou ao status de principal transmissora da Copa aos brasileiros. Em quatro anos de intervalo, adquiriu outros eventos esportivos, estreou programas de debate e tirou profissionais de canais conhecidos pelo jornalismo esportivo — casos do comentarista Fernando Campos, que veio da ESPN, e do repórter Fred Caldeira, oriundo da TNT Sports.</p>
<p>Mesmo que não admita a ameaça, a Globo se esforça para manter — ou retomar — o protagonismo. Conforme apuração da coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, a empresa quer voltar a transmitir todos os jogos da Copa em 2030. Para isso, apostou no envio de 130 profissionais para cobrir a atual edição — delegação consideravelmente superior às concorrentes — e garantiu visibilidade ao torneio na programação, com entradas em programas de auditório e telejornais. Nas mídias digitais, sem os direitos de transmissão, a emissora aposta em parcerias com influenciadores e nos formatos da Ge TV, vertical lançada em 2025 para produção de conteúdo no YouTube.</p>
<p>Por sua vez, a Cazé TV reitera a máxima de que a Globo “passa novelas” ao apostar em uma programação completa — e linear — dedicada ao torneio. Em dias cheios de jogos, o canal faz transmissões ao vivo das 9h30, com o programa de debates Geral Cazé TV, até horas após o encerramento da última partida, com a exibição da Live da Madrugada. Os formatos já são conhecidos do público da plataforma.</p>
<p>Antes menosprezados pela maior empresa de comunicação do país, os direitos de transmissão digital — e tudo que vem com eles — agora ditam os rumos do futuro da maior competição do futebol mundial no Brasil.</p>
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        <media:credit role="photographer">Montagem/Reprodução/YouTube/Internet</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Maníacos por redes sociais, brasileiros adotam Vozinha como ídolo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasileiros-transformam-vozinha-o-goleiro-cabo-verdiano-em-potencia-nas-redes-sociais</link>
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      <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 15:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil é famoso por impulsionar nomes nas redes sociais. São mais de 144 milhões de usuários ativos na mídia social, o que representa mais de 67% da população. Além do tamanho da base, os brasileiros são conhecidos pelo alto engajamento. Isso ajuda a explicar a explosão de popularidade de um dos personagens da Copa do Mundo, o goleiro da seleção de Cabo Verde, Vozinha.</p>
<p>Depois da goleada da Alemanha sobre Curaçao, por 7 a 1, a maioria dos boleiros acreditava que seria fácil para a Espanha ter um placar elástico sobre o time cabo-verdiano, novato em Copas. Mas a realidade se apresentou de modo bem diferente.</p>
<p>Transmitida pela Cazé TV – que irá exibir todos os 104 confrontos da Copa –, a partida ganhou a simpatia dos brasileiros por Cabo Verde resistir aos ataques da seleção espanhola. E um personagem se destacou na resistência, Vozinha, cujo nome real é Josimar Dias, uma homenagem ao ex-jogador Josimar, lateral direito do Botafogo e da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986.</p>
<p>A atuação do goleiro, que tem 40 anos, empolgou a equipe da Cazé TV que estava no ar. Eles começaram a fazer uma campanha para que o número de seguidores de Vozinha no Instagram subisse. Naquele momento, eram cerca de 50 mil as pessoas que seguiam o goleiro, cujo perfil foi anunciado na transmissão.</p>
<p>De fato, a partida de Vozinha foi extraordinária, a ponto de ter sido escolhido o craque do jogo, que terminou em 0 a 0, resultado celebrado com muita festa pela torcida cabo-verdiana presente no estádio, em Atlanta, e por diversos ex-jogadores mundo afora, em seus comentários do mundial.</p>
<p>Cenas das lágrimas do goleiro com o reconhecimento da Fifa por sua atuação em campo foram exibidas na TV. Naquele momento, sua popularidade no Instagram escalava de forma fenomenal: nas entrevistas logo após a partida, sua base de seguidores chegou a perto de dois milhões de seguidores e, 24 horas depois do jogo, superou oito milhões.</p>
<h2>Como Cabo Verde se classificou para a Copa</h2>
<p>Conhecida como “tubarões azuis”, a seleção cabo-verdiana obteve a classificação para a Copa do Mundo com o formato do torneio, que ampliou as equipes de 32 para 48. Este é o maior mundial de todos na história da Fifa.</p>
<p>A expansão permitiu crescer a participação do continente africano. De cinco seleções, o número passou para nove. Foram criadas eliminatórias em nove grupos de seis equipes. Quem vencesse seu grupo estaria classificado para o torneio.</p>
<p>No grupo dos “tubarões azuis” estava a seleção de Camarões, país que já esteve em oito Copas. Acreditava-se que eles iriam para seu nono mundial. Porém, Cabo Verde, país insular da África Ocidental que fica a quatro ou cinco horas de voo de Portugal, que colonizou a região, demonstrou seu valor em campo e foi o vencedor em seu grupo. A população de 530 mil habitantes comemorou o feito: teriam uma Copa.</p>
<h2>Do apelido ao sucesso nas redes</h2>
<p>A carreira profissional de Vozinha se estabeleceu tardiamente, para os padrões do futebol: aos 25 anos. Mas desde pequeno o esporte estava em seu radar. Quando criança, ganhou o apelido que se tornou famoso. Criado por seus avós, ele costumava jogar com meninos mais velhos e fortes. Ainda assim, enfrentava as partidas e as consequências do futebol de rua. Os maiores brincavam com ele, quando se machucava ou reclamava de algo. Diziam que ia correr para a vozinha. E passou a ser chamado assim. No começo, não gostou do apelido que ficou.</p>
<p>Em Angola, foi jogar profissionalmente no Progresso Sambizanga. No entanto, já havia um goleiro Josimar na equipe. Para não ser chamado de Josimar II decidiu resgatar o antigo apelido. Que, por fim, está fazendo história. Hoje, o atleta está sem clube. Mas, a depender de sua popularidade, logo conquistará algo. Nesta sexta-feira, 19, já tem um time de apoiadores com mais de 14 milhões de seguidores.</p>
<p>Futebol é um campo engajador mesmo. Um dos grandes nomes, nesse quesito, no Brasil é Neymar. São 235 milhões de seguidores no Instagram. Cristiano Ronaldo é campeão nessa seara: 666 milhões. A base de Messi é de 508 milhões. Para dar noção do alcance dos boleiros, vale mencionar alguns artistas: Taylor Swift arrebata 273 milhões de seguidores na mesma rede. Anitta tem 61,3 milhões.</p>
<p>Na época da disputa pelo Oscar com o filme “Ainda Estou Aqui”, Fernanda Torres foi o símbolo do engajamento dos brasileiros. A atriz tem hoje 4,8 milhões de seguidores (menos do que Vozinha) e causou barulho em um post da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em 2025. A entidade que rege o Oscar apenas publicou uma foto dela em evento anterior à premiação.</p>
<p>Em 24 horas, o post recebeu mais de um milhão de curtidas, em sua grande maioria de brasileiros. Nenhum outro feito com outros atores – famosos globalmente – atingiu algo parecido com isso. Naquele dia, os organizadores do Oscar entenderam: para engajar conteúdo, é importante conquistar o brasileiro.</p>
<p>O fenômeno de popularidade alimentado pelas redes é reconhecido por Vozinha. Em um post no Stories, escreveu: “O mundial é um sonho de criança que se tornou realidade. Grato por todo o apoio recebido. Agora é continuar focado no trabalho”.</p>
<p>No domingo, 21, Cabo Verde enfrenta o Uruguai. A equipe celeste só conseguiu um ponto até o momento, após empatar em 1 a 1 com a Arábia Saudita. Ou seja, partirá para o ataque sobre a seleção que se tornou a queridinha da Copa na primeira rodada da fase de grupos. Os “tubarões azuis” e Vozinha vão precisar mostrar, mais uma vez, seu poder de resistência.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/Instagram</media:credit>
        <media:title>Vozinha-goleiro-Cabo-Verde</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Corrida pelo hexa atrai torcedores mundo afora</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/na-corrinda-do-hexa-o-brasil-tem-insolitas-torcidas-no-paquistao-na-india-e-ate-em-vanuatu</link>
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      <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 13:20:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Corriam 21 minutos do primeiro tempo quando o meia Ismael Saibari, da seleção de Marrocos, aproveitou uma brecha na defesa e encobriu o goleiro Alisson no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), na estreia do Brasil na Copa do Mundo, no sábado, 13. O baque que atingiu os torcedores brasileiros foi sentido em diferentes fusos horários.</p>
<p>Em Lyari, no Paquistão, já passava de uma da manhã, mas centenas de pessoas estavam espremidas diante de um telão na rua, conforme vídeos que circulam nas redes sociais. Os amantes do futebol brasileiro levaram as mãos à cabeça, repetindo o mesmo gesto de desolação visto em bares do Rio de Janeiro, de Salvador ou de São Paulo.</p>
<p>À mesma hora, em Kerala, no sudoeste da Índia, imagens monumentais de Neymar erguidas pela própria comunidade emolduravam a multidão. O estado se divide entre torcedores de Brasil e Argentina com uma seriedade que, em 2022, produziu brigas entre torcedores nas ruas de Kollam. </p>
<p>A Índia nunca disputou uma Copa do Mundo, nem por isso deixa de acompanhar o principal torneio de futebol do planeta. Em 1950, chegou a se classificar, mas desistiu da competição – não pela lenda do impedimento de “jogar descalço”, que virou folclore, mas por desorganização da federação local e falta de interesse na época.</p>
<p>A ansiedade também chegou às vilas de Vanuatu, um arquipélago remoto de 83 ilhas vulcânicas no Pacífico Sul. Até o gol de empate de Vinicius Júnior, aos 32 minutos do primeiro tempo, o futebol operou um pequeno milagre geopolítico: fez três cantos distantes do planeta prenderem a respiração no mesmo fuso horário de sofrimento brasileiro. Todos conectados na busca pelo hexacampeonato na Copa do Mundo.</p>
<p>O que essas três torcidas improváveis têm em comum? Para entender como essa paixão se consolidou em lugares tão remotos, é preciso olhar de perto para a realidade de cada uma delas.</p>
<h2>O mini-Brasil no Paquistão</h2>
<p>Situado a 12,8 mil quilômetros de Brasília, o epicentro do fenômeno fica em Lyari, um dos bairros mais antigos e pobres de Karachi. A cada Copa do Mundo, o bairro ganha o apelido de “Mini Brazil”.</p>
<p>Enquanto o resto do Paquistão tem no críquete a sua quase exclusiva paixão esportiva, os jovens de Lyari crescem chutando bola nos becos estreitos. </p>
<p>A obsessão começou nas transmissões via satélite dos anos 1970 e 1980, com Pelé e Zico. Para os sheedis, descendentes de africanos levados ao subcontinente como escravos entre os séculos 12 e 19, a identificação foi imediata.</p>
<p>A cada Copa, Lyari para. Lojas fecham mais cedo, casamentos são reagendados e mutirões pintam fachadas de verde e amarelo. Os telões nas ruas são financiados pelos próprios moradores, de porta em porta.</p>
<h2>A guerra das imagens em Kerala</h2>
<p>No sudoeste da Índia, a paixão pelo futebol se mede em altura de cartazes. Especialmente em Malappuram, a rivalidade Brasil x Argentina (e Portugal) virou uma verdadeira “guerra dos outdoors”.</p>
<p>No dia da estreia do Brasil na Copa de 2026, torcedores da cidade de Munda ergueram uma imagem de quase 122 metros de comprimento com imagens de Neymar, Vinicius Júnior e todo o elenco. Os argentinos responderam com estruturas ainda maiores. Teve tréplica e os brasileiros saíram vencedores. E foi só a primeira rodada da fase de grupos do torneio.</p>
<p>Essa mobilização não é novidade. Dias antes dos jogos, comunidades inteiras se organizam para montar as estruturas, muitas vezes financiadas coletivamente. O comércio para, riquixás – os tradicionais táxis de três rodas da Índia – circulam pintados de verde e amarelo, e vilarejos inteiros se transformam em um mar de bandeiras e cores.</p>
<p>A rivalidade já chegou a extrapolar o clima de festa. Em novembro de 2022, às vésperas da Copa do Catar, o vilarejo litorâneo de Sakthikulangara virou palco de um confronto físico entre dezenas de torcedores de Brasil e Argentina. </p>
<p>A confusão começou durante uma caminhada das torcidas, quando uma provocação sobre os outdoors escalou para uma briga generalizada com o uso de paus e canos de ferro. O vídeo das agressões viralizou pelo mundo, exigindo a intervenção da polícia local para dispersar o tumulto.</p>
<h2>A conexão do Pacífico em Vanuatu</h2>
<p>Mais longe ainda, em Vanuatu, o futebol consegue romper o isolamento de um arquipélago espalhado pelo Pacífico Sul.</p>
<p>Neste mês de junho, o país vive o chamado “Brazil fever”. Dias antes da estreia da seleção verde-e-amarela, milhares de vanuatuenses participaram da tradicional World Cup Parade, um desfile de rua organizado pela VBTC, a emissora nacional de televisão do país. </p>
<p>Vestidos com camisas amarelas, carregando bandeiras grandes e tocando música, os torcedores tomaram as ruas de Port Vila. As poucas lojas que vendem bandeiras esgotaram o estoque do Brasil em poucas horas.</p>
<p>Ali, a paixão pelo futebol canarinho se fortaleceu na década de 1990, com a chegada das primeiras antenas parabólicas comunitárias. Nos dias de jogos, as vilas que têm gerador viram ponto de encontro e comunidades inteiras se reúnem em torno de telões improvisados, bebendo kava, a bebida cerimonial feita da raiz de uma planta local, de efeito relaxante, que estrutura a vida social do arquipélago há séculos.</p>
<p>Nesta sexta-feira, 19, quando o Brasil enfrentar o Haiti, a cena deve se repetir nos três cantos do mundo. Curiosamente, o adversário também carrega uma torcida histórica pela seleção brasileira. </p>
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        <media:title>torcidas pelo Brasil no mundo</media:title>
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