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    <title>Global South World Brasil - Cinema</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>50ª Mostra de SP celebra o cinema, a pluralidade e a memória</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 20:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chega à sua 50ª edição celebrando não apenas os filmes que apresenta, mas a história de uma relação construída ao longo de quase cinco décadas entre o cinema e seu público. De 15 a 29 de outubro, mais de 380 títulos de 93 países serão exibidos em 57 salas e espaços culturais da capital paulista. A programação reúne vencedores de grandes festivais internacionais, obras independentes, produções brasileiras, retrospectivas, exposições e encontros com cineastas.</p>
<p>A venda de pacotes de ingressos e passes para a Mostra se inicia neste sábado, 10, às 9h, pelo aplicativo oficial do festival e pelo site da Velox Tickets, com valores que vão de R$ 270 a R$ 640. Os ingressos avulsos, que custam de R$ 13 a R$ 32, começam a ser vendidos quatro dias antes de cada sessão. Também haverá exibições gratuitas e ingressos populares no Circuito Spcine.</p>
<p>A edição de aniversário reafirma uma característica que acompanha a Mostra desde sua criação: abrir espaço para diferentes maneiras de fazer cinema e de interpretar o mundo. Entre os destaques deste ano estão “Fjord”, do romeno Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e “Mulher Desconhecida”, da dinamarquesa May el-Toukhy, que conquistou o Leão de Ouro em Veneza. A seleção também inclui produções que discutem desigualdade, guerra, memória, relações familiares e os conflitos das sociedades contemporâneas.</p>
<p>A abertura para convidados será na quarta-feira, 14, na Sala São Paulo, com “Tigre de Papel”, do americano James Gray – autor do cartaz da Mostra –, e o curta “Sul de Teerã”, do brasileiro Kleber Mendonça Filho. Os dois cineastas estarão presentes na sessão.</p>
<h2>Uma história que começou durante a ditadura</h2>
<p>A Mostra nasceu em 1977, por iniciativa do crítico de cinema Leon Cakoff (1948-2011), no Museu de Arte de São Paulo (Masp). O Brasil ainda vivia sob a ditadura militar, e a censura, somada às limitações do mercado de distribuição, restringia o acesso a produções de diversas partes do mundo.</p>
<p>A proposta de Cakoff era ampliar esse horizonte, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer obras que dificilmente chegariam às salas comerciais brasileiras. Filmes europeus, asiáticos, latino-americanos e africanos passaram a dividir espaço com produções independentes e experimentais, permitindo o contato com diferentes linguagens, culturas e perspectivas.</p>
<p>Ao longo das décadas, a Mostra se transformou em um dos principais eventos cinematográficos do Brasil. Sua importância ultrapassa a apresentação de filmes inéditos. O festival contribuiu para formar público para o cinema de autor, deu visibilidade a diretores ainda pouco conhecidos no país e estabeleceu um espaço de encontro entre realizadores, distribuidores, críticos e espectadores.</p>
<p>Também criou uma tradição própria de cinefilia. Os chamados "mostreiros" organizam suas agendas para assistir a vários filmes por dia, acompanham debates com diretores e fazem da Mostra uma experiência que se estende para além das salas de exibição.</p>
<p>A expansão para diferentes cinemas e centros culturais mudou a relação do festival com a cidade. Na edição de 2026, as sessões chegam a equipamentos públicos em diversas regiões de São Paulo, incluindo Centros Educacionais Unificados (CEUs). A programação também terá atividades em Belém, no Pará, e uma itinerância por dez cidades do interior paulista.</p>
<h2>Um retrato do cinema contemporâneo</h2>
<p>A programação de aniversário reúne obras que se destacaram nos principais festivais internacionais. Além de prêmios, muitos filmes compartilham o interesse por questões sociais e políticas, conflitos familiares e diferentes maneiras de representar a realidade.</p>
<p>“Fjord”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, é dirigido pelo romeno Cristian Mungiu, conhecido por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, também vencedor do principal prêmio francês, em 2007. Estrelado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, o novo longa acompanha uma família envolvida em um conflito com os serviços de proteção à infância na Noruega. A recepção crítica foi marcada por elogios à construção dos dilemas morais, mas também por divergências sobre a maneira como o filme apresenta as instituições responsáveis pela proteção das crianças.</p>
<p>Outra obra premiada “Mulher Desconhecida”, de May el-Toukhy, que recebeu o Leão de Ouro em Veneza. Ambientado na Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial, o drama acompanha uma mulher em uma sociedade marcada pelas consequências da ocupação nazista.</p>
<p>“Amor Possível”, do sul-coreano Lee Chang-dong, conquistou o Grande Prêmio do Júri em Veneza. O filme examina desigualdade econômica, desejo e relações humanas.</p>
<p>Um dos destaques é “Minotauro”, de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes. O cineasta russo, responsável por “Leviatã” e “Sem Amor”, constrói um drama conjugal que incorpora questões relacionadas à sociedade russa e à guerra na Ucrânia.</p>
<p>“A Terra do Meu Pai”, do polonês Paweł Pawlikowski, tem uma boa média na avaliação de críticos internacionais. A obra acompanha o escritor Thomas Mann e sua filha Erika em uma viagem pela Alemanha devastada pela Segunda Guerra Mundial. A crítica destacou a concisão da narrativa, a reflexão sobre memória e culpa e a atuação de Sandra Hüller.</p>
<p>Entre os filmes espanhóis, “O Ser Querido”, de Rodrigo Sorogoyen, tem Javier Bardem no papel de um diretor de cinema cuja relação com a filha é marcada por conflitos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/aszCdX9BaVYoxDKBS.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Um dos filmes na programação é “Amor Possível”, do sul-coreano Lee Chang-dong, que conquistou o Grande Prêmio do Júri em Veneza."/>
<h2>Diferentes linguagens e olhares</h2>
<p>Além dos filmes premiados, a Mostra apresenta produções de cineastas consagrados e títulos que exploram diferentes gêneros e formas de narrativa.</p>
<p>“O Outro Lado das Redes”, de Aaron Sorkin, retoma o universo de “A Rede Social”, filme de 2010 sobre a criação do Facebook. A nova produção reúne Jeremy Strong, Jeremy Allen White e Mikey Madison.</p>
<p>“Primetime”, produção da A24 estrelada por Robert Pattinson, também integra a programação. Mais um destaque é “Ray Gunn”, animação para adultos dirigida por Brad Bird, responsável por “Os Incríveis” e “Ratatouille”.</p>
<p>O cinema japonês terá representantes importantes. Hirokazu Kore-eda, diretor de “Assunto de Família”, vencedor da Palma de Ouro em 2018, apresenta “Look Back”, adaptação do mangá de Tatsuki Fujimoto sobre duas jovens unidas pelo interesse pelo desenho.</p>
<p>Já Ryûsuke Hamaguchi, de “Drive My Car”, participa com “O Sentido da Vida”. A presença dos dois cineastas reforça o espaço dedicado pela Mostra a diretores que exploram as relações humanas por meio de diferentes linguagens narrativas.</p>
<p>Entre as produções de maior experimentação está “I Love Boosters”, do americano Boots Riley. A sátira acompanha um grupo que furta artigos de luxo e utiliza o universo da moda para discutir consumo, exploração do trabalho e desigualdade. O diretor estará em São Paulo para apresentar o filme e participar do júri da Competição Novos Diretores.</p>
<h2>Cinema brasileiro e novos realizadores</h2>
<p>A edição comemorativa também abre espaço para produções nacionais de diferentes gêneros e formatos, além de filmes de diretores em início de carreira.</p>
<p>Um dos destaques brasileiros é “Feito Pipa”, de Allan Deberton, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional de 2027.</p>
<p>O curta “Sul de Teerã”, de Kleber Mendonça Filho, será apresentado na cerimônia de abertura, antes do novo longa de James Gray.</p>
<p>A programação inclui “Elza”, de Eryk Rocha, “Maria de Maria”, de Luiza Shelling Tubaldini, e “O Projeto”, de Sabrina Fidalgo e Yvam Rodic, além de produções documentais e trabalhos de novos realizadores.</p>
<p>A presença brasileira se estende à seção Mostra em Série. Walter Salles apresentará dois episódios ainda em finalização de “Sócrates Brasileiro”, produção sobre o jogador do Corinthians e da seleção brasileira. A conversa com o cineasta está marcada para 23 de outubro.</p>
<p>Também integra a seção “Coligay – A Torcida Impossível”, de Paulo Machline, sobre a torcida gay do Grêmio criada durante a ditadura militar.</p>
<p>A programação inclui ainda cinco curtas realizados com apoio do Displacement Film Fund, iniciativa proposta pela atriz Cate Blanchett em parceria com o Fundo Hubert Bals, do Festival de Roterdã. Os filmes abordam experiências relacionadas ao deslocamento forçado e ao refúgio, ampliando a presença de cineastas e histórias frequentemente pouco representados no cinema internacional.</p>
<h2>A memória do cinema em retrospectivas e homenagens</h2>
<p>As comemorações dos 50 anos também recuperam obras e trajetórias importantes da história do cinema.</p>
<p>James Gray é um dos principais homenageados da edição. Além de apresentar “Tigre de Papel”, o diretor terá uma retrospectiva de sua obra e receberá o Prêmio Leon Cakoff. No dia 15, participará de uma conversa com Walter Salles após a exibição de seu novo filme.</p>
<p>O produtor português Paulo Branco, responsável por mais de 300 produções, também receberá o prêmio. Uma retrospectiva apresentará parte de sua trajetória, incluindo obras de Raúl Ruiz e Werner Schroeter.</p>
<p>Outro convidado é o cineasta indiano S. S. Rajamouli, que apresentará uma sessão especial de “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução”, produção de 2022 que conquistou o Oscar de melhor canção original. O encontro está marcado para 19 de outubro.</p>
<p>A Mostra homenageará o diretor polonês Andrzej Wajda, que completaria 100 anos em 2026, com cópias restauradas de “Cinzas e Diamantes”, “O Bosque de Bétulas” e “Sem Anestesia”.</p>
<p>Uma das sessões especiais será dedicada a “Aurora”, clássico de 1927 dirigido por F. W. Murnau. O filme será exibido nos dias 23 e 24 de outubro, no Teatro Cultura Artística, com trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra Jazz Sinfônica.</p>
<h2>Exposições e um acervo de cinco décadas</h2>
<p>As comemorações também ultrapassam as salas de cinema.</p>
<p>A exposição “Tempo e Movimento: Os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”, concebida pela cineasta e multiartista Daniela Thomas, apresenta documentos, cartazes e registros da trajetória do festival no Solar Fábio Prado.</p>
<p>O título da exposição recupera uma definição de cinema feita pela artista Tomie Ohtake, responsável pelo cartaz da 17ª edição da Mostra: "Para mim cinema é isso, tempo e movimento".</p>
<p>No Museu da Imagem e do Som (MIS), a exposição “STEPS – Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami” reúne imagens produzidas pelo cineasta iraniano. A programação inclui ainda uma conversa com seu filho, Ahmad Kiarostami, e o diretor argentino Lisandro Alonso.</p>
<p>Dois livros comemorativos recuperam a memória do evento: “Antes que eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”, de Renata de Almeida, e “50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”.</p>
<p>Outro legado é o lançamento de Acervo, plataforma digital com informações sobre mais de 12 mil filmes apresentados ao longo das cinco décadas. A iniciativa permite consultar parte da história da Mostra e acompanhar a evolução das cinematografias que passaram pelo festival.</p>
<h2>Mostrinha e a formação de novas gerações</h2>
<p>A terceira edição da Mostrinha, dedicada ao público infantil, terá 20 longas e um curta de 20 países. Treze produções são animações, dez contam com participação brasileira e nove têm mulheres na direção ou codireção.</p>
<p>A abertura será com “Clarice Vê Estrelas”, escrito e dirigido por Letícia Pires, baseado em seu livro. A arte do cartaz da Mostrinha é de Ziraldo (1932-2024).</p>
<p>Parte das sessões será gratuita, especialmente nos CEUs e em outros equipamentos culturais. A iniciativa amplia o alcance da Mostra e contribui para a formação de novas gerações de espectadores.</p>
<h2>Como comprar ingressos</h2>
<p>Como informado mais acima, a venda de permanentes e pacotes começa neste sábado, 10. O passe conhecido como Permanente Integral custa R$ 640 e permite o acesso a sessões em todos os dias e horários, incluindo sessões especiais. Já a Permanente Especial custa R$ 160 e vale para exibições de segunda a sexta-feira, com início até as 17h55.</p>
<p>Há um pacote de 40 ingressos por R$ 440 e outro de 20 ingressos por R$ 270. Os créditos podem ser trocados por ingressos a partir de cinco dias antes de cada sessão.</p>
<p>E existem os ingressos avulsos. De segunda a quinta-feira, custam R$ 26 (inteira) e R$ 13 (meia). De sexta-feira a domingo, os valores são R$ 32 (inteira) e R$ 16 (meia).</p>
<p>A compra antecipada de entradas individuais começa quatro dias antes da sessão, sempre às 9h. Os ingressos também poderão ser adquiridos no dia da exibição, conforme a disponibilidade. O cancelamento pode ser feito até quatro horas antes do início.</p>
<p>No Circuito Spcine, algumas salas oferecem ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). A programação também inclui sessões gratuitas, especialmente em equipamentos públicos e espaços culturais.</p>
<h2>Serviço — 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</h2>
<p>Período: 15 a 29 de outubro de 2026.</p>
<p>Programação: mais de 380 títulos de 93 países, em 57 salas e espaços culturais.</p>
<p>Venda de pacotes e permanentes: a partir de sábado, 10 de outubro, às 9h.</p>
<p>Ingressos: pelo aplicativo oficial da Mostra ou pelo site  Velox Tickets .</p>
<p>Programação completa:  mostra.org .</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Curta resgata história da ‘mãe do futebol feminino brasileiro’</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/curta-resgata-historia-da-mae-do-futebol-feminino-brasileiro</link>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 18:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Nos anos 1940, quando jogar futebol era visto como incompatível com o papel reservado às mulheres, Carlota Rezende não apenas comandava um time feminino como planejava levá-lo para jogar no exterior. Dirigente e treinadora do Primavera Atlético Clube, ela transformou a própria casa, em Pilares, no subúrbio do Rio de Janeiro, em sede de uma equipe na qual mulheres treinavam, conviviam, festejavam e chegavam a ganhar dinheiro com o esporte.</p>
<p>A ousadia teve consequências. Em 1941, Carlota foi presa pela Delegacia de Costumes e a sede do Primavera foi fechada. Três meses depois, o governo Getúlio Vargas publicou o decreto-lei que proibiu às mulheres a prática de esportes considerados “incompatíveis com as condições de sua natureza”.</p>
<p>O futebol feminino passaria décadas submetido a restrições e só seria regulamentado no país em 1982. Agora, o esporte atravessa outro momento no país, que receberá a Copa do Mundo em 2027.</p>
<p>Mais de oito décadas depois, a mulher chamada de “mãe do futebol feminino brasileiro” tem sua trajetória levada ao cinema. Carlota é a protagonista de “A Casa de Dona Carlota”, curta-metragem escrito e dirigido por Lili Fialho e Bruna Linzmeyer que terá sua primeira exibição no Festival do Rio, que começou no dia 1º e vai até 11 de outubro.</p>
<p>O filme será apresentado nesta terça-feira, 7, na Estação Gávea; na quarta-feira, 8, no Cine Odeon, em sessão seguida de debate; e na sexta-feira, 9, no Cinesystem Belas Artes Botafogo. A estreia no Festival do Rio dá início à trajetória do curta por festivais nacionais e internacionais. Segundo a produção, há perspectiva de distribuição em plataformas de streaming em 2027.</p>
<h2>Uma casa onde mulheres podiam jogar</h2>
<p>Baseado na pesquisa histórica de Aira Bonfim, o curta acompanha Carlota enquanto prepara o Primavera para uma excursão internacional no início da década de 1940. No centro da trama está a negociação da dirigente com o empresário argentino Afonso Doce para levar suas jogadoras ao exterior.</p>
<p>A história revela também o que existia no futebol feminino brasileiro antes da proibição. Nas décadas de 1930 e 1940, equipes de mulheres atraíam público e começavam a reivindicar a profissionalização, ao mesmo tempo que enfrentavam a pressão do Estado Novo e de setores da imprensa que condenavam a presença feminina nos campos.</p>
<p>O Primavera era parte desse movimento. Mais do que sede do clube, a casa de Carlota tornou-se um espaço de autonomia pouco comum para as mulheres daquele período.</p>
<p>No cinema, Carlota é interpretada pela atriz paraibana Ingrid Trigueiro, que tem mais de três décadas de carreira no teatro e no audiovisual. Ela esteve em filmes como “Bacurau”, “Manas”, “Rebento” e “Central do Brasil”.</p>
<p>O elenco reúne ainda Tay O’hana, Luisa Mangini, Diego Pallardo e Bruna Linzmeyer – que faz sua estreia como diretora e roteirista. A produção conta com participação especial de Sandra Sá.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asMs8TBSP3jBHdj8N.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Lili Fialho e Bruna Linzmeyer assinam a direção e o roteiro de "A Casa de Dona Carlota". Bruna também atua no filme."/>
<h2>Memória do futebol feminino</h2>
<p>Bruna Linzmeyer atua há quase dez anos em projetos ligados à cultura do futebol de mulheres e, ao longo desse período, aproximou-se de atletas, torcedoras, pesquisadoras e profissionais da modalidade.</p>
<p>Lili Fialho, que também assina o argumento do filme, já desenvolvia trabalhos dedicados à memória do futebol feminino. Entre eles estão “Absolutas”, série documental sobre a modalidade, e “Joias Brutas”, sobre jovens promessas do esporte. O curta nasceu de anos de pesquisa sobre as mulheres que participaram dessa história e acabaram apagadas de sua narrativa mais conhecida.</p>
<p>“Mesmo durante a proibição, elas nunca pararam de jogar bola”, afirma Bruna, em comunicado. Segundo ela, recuperar o sucesso de Carlota e do Primavera é também uma maneira de desafiar a história oficial do futebol feminino e seguir os rastros deixados por essas mulheres.</p>
<p>Produzido por Mayra Faour Auad e Gabrielle Auad, “A Casa de Dona Carlota” é uma produção da MyMama Entertainment. A produtora completou 15 anos em 2026. Entre seus projetos recentes estão “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira; “Fogaréu”, de Flávia Neves; “Alice”, de Gabriel Novis; e a coprodução “Vitória”, dirigida por Andrucha Waddington e estrelada por Fernanda Montenegro.</p>
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        <media:title>A Casa de Dona Carlota</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cinema de rua ganha novas salas e recupera lugares históricos pelo Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cinema-de-rua-ganha-novas-salas</link>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 15:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem assistiu a “O Agente Secreto”, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, viu um cinema de rua ocupar papel de destaque na história. Inaugurado em 1952 às margens do rio Capibaribe, no Recife, o Cinema São Luiz é um dos principais cenários do filme estrelado por Wagner Moura.</p>
<p>Fora das telas, cinemas como o São Luiz ajudam a contar outra história. Depois de décadas em que boa parte deles migrou para os shopping centers, mais salas estão surgindo nas ruas de cidades brasileiras, enquanto espaços históricos são recuperados e voltam a receber público.</p>
<p>O exemplo mais recente está em São Paulo. Nesta sexta-feira, 2, a Vila Madalena ganha seu primeiro cinema de rua. Instalado na rua Girassol, o Cine Tutu nasce com 114 lugares e uma proposta que procura aproximar a experiência da tela grande e a vida do bairro.</p>
<p>Na véspera da inauguração oficial, o cinema recebe uma sessão especial do documentário “Naza”, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, que examina as vítimas civis das operações militares de Israel em Gaza e os sistemas por trás dos assassinatos seletivos de palestinos. A programação já está definida e os ingressos para as primeiras sessões estão à venda. Entre os títulos estão “As Dores do Mundo: Hyldon”, sobre a trajetória do cantor e compositor baiano, e “Digger”, com Tom Cruise, que faz um magnata bilionário do petróleo.</p>
<p>Idealizado por Paulo Velasco, também à frente do Cinesala, cinema de rua paulistano, no bairro de Pinheiros, o Tutu ocupa um imóvel originalmente concebido para ser um teatro, mas que permaneceu por anos sem uso. O projeto arquitetônico é de Isay Weinfeld.</p>
<p>A sala tem tela de 8,90 por 3,72 metros, projetor a laser com resolução 4K e som digital Dolby 7.1. As poltronas têm estampa floral e, antes de chegar à sala de exibição, o público atravessa espaços concebidos também para a convivência.</p>
<p>Logo na entrada fica uma unidade do Barouche, café-bar aberto mesmo para quem não vai ao cinema. Há ainda uma arquibancada com almofadas e áreas de estar. A proposta é fazer com que o público permaneça no espaço antes ou depois das sessões.</p>
<p>“O cinema de rua tem uma relação muito particular com a cidade. Você não vai apenas assistir a um filme: sai de casa, atravessa o bairro, encontra pessoas, passa pelo bar, conversa antes ou depois da sessão”, afirma Velasco. A intenção, de acordo com ele, é levar o Cine Tutu faça parte da vida na cidade e “que aproxime diferentes públicos do cinema”.</p>
<p>O Cine Tutu também tem como sócios Alfredo Setubal, sócio da Editora Todavia; Marcos Nisti, empreendedor social, sócio-fundador da Maria Farinha Filmes e vice-presidente do Instituto Alana; e Mariana Lucas, pesquisadora e professora de Cinema e Audiovisual da Faap e especialista em história e teoria do cinema, como investidores e conselheiros da iniciativa.</p>
<p>A programação reunirá produções brasileiras e internacionais, lançamentos, cinema de arte, sessões temáticas e mostras. Já no primeiro mês de funcionamento, o Tutu fará parte do circuito da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asrIo87eu0f0R1aa2.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Com 144 lugares, a sala do Cine Tutu tem assentos com estampa floral."/>
<h2>Salas de diferentes gerações em São Paulo</h2>
<p>A capital paulista mantém cinemas de rua de diferentes épocas e dimensões. O próprio Cinesala funciona em um endereço dedicado ao cinema desde 1962, quando ali foi inaugurado o Cine Fiammetta. Depois de passar por diferentes nomes e administrações, o espaço foi reformado e reaberto como Cinesala em 2014.</p>
<p>Em Perdizes, o Cine LT3 representa uma geração mais recente de pequenos cinemas de bairro. Aberto em 2022 na rua Apinajés, mantém programação de filmes brasileiros e estrangeiros em uma sala de poucas dezenas de lugares.</p>
<p>No centro, o PlayArte Multiplex Marabá preserva um endereço da antiga Cinelândia Paulistana. Inaugurado em 1945, o antigo Cine Marabá nasceu com uma única e enorme sala. Depois de uma reforma, reabriu em 2009 transformado em um complexo de cinco salas.</p>
<p>Outro endereço histórico prepara uma volta ainda mais simbólica. O antigo Cine Copan, no térreo do edifício projetado por Oscar Niemeyer, está fechado há quase quatro décadas e será transformado no Nu Cine Copan.</p>
<p>O espaço terá cerca de 440 lugares, tela LED de 17 metros e sistema de som Dolby Atmos. Neste ano, recebeu temporariamente o espetáculo “Hamlet, sonhos que virão”, antes do início das obras. A reforma começou em maio e tem conclusão prevista para junho de 2027. Só depois dessa etapa o espaço deverá entrar em funcionamento como cinema.</p>
<h2>Rio recupera cinemas de rua</h2>
<p>No Rio de Janeiro, o movimento recente tem outra característica. Em vez de se concentrar na abertura de salas privadas inteiramente novas, a cidade vem recuperando cinemas em diferentes regiões.</p>
<p>Entre eles está o CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras. O endereço estava sem cinema desde 2008 e voltou a funcionar com duas salas.</p>
<p>Também passaram por recuperação ou modernização espaços como o Ponto Cine, em Guadalupe; o Cine Santa, em Santa Teresa; o CineCarioca Penha e o CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão.</p>
<p>A Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) também reabriu sua sala de exibição em março de 2025 após uma ampla modernização, com novos equipamentos de projeção, áudio e iluminação.</p>
<p>As iniciativas fazem parte de um movimento da prefeitura para recuperar cinemas de rua. A RioFilme informa que sete espaços passaram por reformas, reaberturas ou modernizações nos últimos anos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asuNQpkfraHACfGCR.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras, retomou um espaço que estava sem cinema desde 2008."/>
<h2>Uma nova sala em Salvador</h2>
<p>Em Salvador, um dos exemplos mais recentes está longe dos tradicionais circuitos culturais do centro da cidade.</p>
<p>O Cine Lankiana foi inaugurado em janeiro de 2025 no Quilombo do Coqueiro Grande, na região de Cajazeiras. Criado pelo Instituto Audiovisual Mulheres de Odun, tem 48 lugares e programação de produções brasileiras e estrangeiras.</p>
<p>Em setembro, o espaço recebeu parte da programação da Mostra de Cinemas Africanos, com produções de países como Senegal e Quênia.</p>
<p>Com isso, a programação cultural de Salvador ganhou uma nova sala, após a cidade ter perdido grande parte de seus antigos cinemas de rua. Entre os que permanecem está o Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. O endereço abrigou o antigo Cine Guarany, inaugurado em 1919. Depois de fechar em 1998, foi recuperado e voltou a funcionar como complexo cinematográfico em 2008.</p>
<h2>No Recife, o cinema que virou personagem</h2>
<p>A capital pernambucana se destaca pela recuperação de cinemas que fazem parte da memória da cidade. Inaugurado em 1952 na rua da Aurora, o São Luiz se tornou um dos mais emblemáticos cinemas de rua do país. Fechado por mais de dois anos para obras estruturais, reabriu em 2024. Em janeiro deste ano, passou por uma nova intervenção para recuperação do forro, modernização da climatização e melhorias de acessibilidade.</p>
<p>Em julho, voltou a manter sessões permanentes de quarta-feira a domingo. O prédio também passou a abrigar o Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano.</p>
<p>E a relação entre a sala e o cinema ganhou uma nova dimensão com “O Agente Secreto”. Ambientado no Recife de 1977, o filme – que entrou na disputa do Oscar – transformou o São Luiz em parte da própria narrativa. O personagem interpretado por Carlos Francisco trabalha como projecionista, e o interior da sala aparece em momentos importantes da história.</p>
<p>Recife prepara ainda a retomada de outro cinema de rua. O Teatro Apolo, no Recife Antigo, deverá voltar a receber sessões de cinema até o fim de 2026.</p>
<p>O espaço ganhou uma sala de exibição em 1996, mas as sessões foram interrompidas em 2016 por problemas técnicos. O projeto de recuperação prevê obras e novos equipamentos para que o cinema volte a funcionar uma década depois.</p>
<p>Os exemplos de São Paulo, Rio, Salvador e Recife mostram que as salas de cinema oferecem mais do que títulos de filmes: são acessos para uma relação maior com a vida do bairro e da cidade.</p>
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        <media:credit role="provider">Divulgação/ Fran Parente</media:credit>
        <media:title>cine tutu</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Brasil tem seis pré-indicados ao Oscar e encara cenário desafiador</title>
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      <pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Desde 2025, o cinema brasileiro atravessa um período que críticos de cinema e pesquisadores da área têm  classificado como auge de sua participação em premiações.</p>
<p>A inédita vitória de "Ainda Estou Aqui" no Oscar de melhor filme internacional e, em 2026, a indicação de "O Agente Secreto" à mesma estatueta foram acompanhados de inesperados prêmios de atuação no Globo de Ouro -- para Fernanda Torres e Wagner Moura -- e colocaram o cinema brasileiro definitivamente no mapa dessa indústria.</p>
<p>Para o próximo ano, no entanto, as perspectivas dão  menos razão para otimismo . Na terça-feira, 9, Academia Brasileira de Cinema anunciou os seis filmes pré-selecionados para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de 2027.</p>
<h2>Veja a lista</h2>
<p>Após essa definição, a comissão responsável se reunirá novamente em 16 de setembro para anunciar e indicar um único longa-metragem à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Esse título, ao lado de representantes das outras nações, concorre a uma das cinco vagas na categoria.</p>
<p>No mercado cinematográfico, o período entre a submissão do título e a seleção pelos votantes do Oscar é conhecido pela intensa campanha realizada por equipes de produção, estúdios e distribuidoras. É este ponto que revela as dificuldades brasileiras.</p>
<p>Nos dois últimos anos, os  indicados do país tinham diretores reconhecidos internacionalmente -- Walter Salles, de "Ainda Estou Aqui", e Kleber Mendonça Filho, de "O Agente Secreto -- e trajetórias sólidas em festivais internacionais, que são considerados "termômetros" para a  premiação mais popular do cinema mundial. </p>
<p>O longa de Kleber, por exemplo, venceu os prêmios de melhor direção e ator no Festival de Cannes meses antes do Oscar. Por esta ótica, as principais apostas recaem sobre "Feito Pipa", exibido no Festival de Berlim, e "Vicentina Pede Desculpas", que estará em competição no Festival de Toronto.</p>
<p>Este segundo, inclusive, garantiu distribuição e estreará mundialmente em novembro na Netflix. O serviço de streaming assegura, além de maior visibilidade, recursos para uma participação robusta em eventos da indústria nos Estados Unidos, onde estão concentrados os votantes da Academia.</p>
<p>O fator foi essencial para as últimas campanhas brasileiras. "Ainda Estou Aqui", com orçamento de produção estimado em R$ 45 milhões, teve investimento robusto para levar elenco e diretor a noites de estreia e programas de entrevistas nos EUA, além da distribuição da Sony Pictures Classics. </p>
<p>"O Agente Secreto", por sua vez, contou com distribuição internacional da Neon, vencedora do Oscar de Melhor Filme com o americano "Anora", em 2025, e o sul-coreano "Parasita", cinco anos antes.</p>
<p>Comentarista do Oscar na TV Globo e especialista na temporada de premiações, o crítico Waldemar Dalenogare afirmou ao jornal O Globo que este é um "ano diferente"  para o cinema brasileiro em relação aos dois anteriores. "Existia uma expectativa gigantesta de indicações e amplo apoio das distribuidoras nos EUA", relembrou.</p>
<p>Para 2027, a bússola indica outras direções. Ao contrário dos últimos dois anos, nenhuma produção brasileira foi incluída pela Variety, principal revista americana do segmento,na projeção mais recente da lista de cinco indicados a melhor filme internacional. No site Spoiler Movies, principal veículo brasileiro a fazer essa projeção, também não.</p>
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        <media:credit role="photographer">PATRICK T. FALLON</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Walter Salles sobe ao palco do Oscar para receber estatueta por 'Ainda Estou Aqui': reconhecimento inédito para o Brasil</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>'Não Existe Almoço Grátis': documentário sobre cozinheiras do MTST discute fome e desigualdade</title>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 13:36:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O documentário “ Não Existe Almoço Grátis ” estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 3, com  sessões nas salas de 10 cidades . </p>
<p>Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, o longa acompanha o trabalho de  três mulheres negras que coordenam uma Cozinha Solidária do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)  no Sol Nascente, em Brasília, considerada a maior favela do país.</p>
<p>As três foram responsáveis pela  preparação de refeições para centenas de militantes que foram à posse do presidente Lula (PT)  na volta ao cargo, em 1º de janeiro de 2023.</p>
<p>O documentário parte do cenário de fome agravado durante a pandemia de covid-19 para discutir os efeitos da  ausência de políticas públicas e o papel da organização coletiva diante da desigualdade . </p>
<p>"Não Existe Almoço Grátis" também atravessa o contexto  que antecedeu a posse presidencial, marcado por ameaças de golpe e episódios de violência política, e discute ideias como meritocracia e mercantilização da fome.</p>
<p>Antes de chegar aos cinemas, o documentário foi premiado em festivais brasileiros. No Festival de Brasília, venceu o prêmio de melhor filme pelo júri popular e recebeu menção honrosa do júri oficial; na Mostra Ecofalante, levou melhor filme pela votação popular.</p>
<p>O longa-metragem terá sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Penedo, Poços de Caldas, Porto Alegre e Salvador. Veja o trailer abaixo:</p>
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        <media:credit role="photographer">Divulgação/Descoloniza Filmes</media:credit>
        <media:credit role="provider">Divulgação/Descoloniza Filmes</media:credit>
        <media:title>Não Existe Almoço Grátis</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Semana do Cinema tem ingressos a partir de R$ 10; confira como funciona</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/semana-do-cinema-tera-ingressos-a-partir-de-r-10-em-setembro-veja-como-funciona</link>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 15:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Entre os dias 10 e 16 de setembro, começa a  Semana do Cinema  de 2026 com preços promocionais em todo o Brasil. Os ingressos custarão  R$ 10  para sessões iniciadas antes das 17h, enquanto os filmes exibidos a partir desse horário custarão  R$ 12 , incluindo sábados e domingos.</p>
<p>A promoção é válida para as sessões tradicionais das redes participantes, mas não contempla pré-estreias, shows ou salas especiais, então quem pretende aproveitar o preço reduzido precisa ficar atento ao tipo de sessão escolhido no momento da compra. Além dos ingressos,  as redes de cinema também devem oferecer combos de pipoca e refrigerante com valores promocionais durante a semana.</p>
<p>Haverá também  combos de pipoca e refrigerante  com preços promocionais, de acordo com cada rede.</p>
<p>Entre os filmes que estarão disponíveis com preços promocionais estão sucessos de bilheteria como  Homem-Aranha: Um Novo Dia ;  A Odisseia ;  Minha Melhor Amiga , com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli;  Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor ;  Ponto Sem Retorno , de Ridley Scott; e  O Convite  e  Código: Vingança , filme de ação estrelado por Jason Statham. A programação, no entanto, pode variar de acordo com cada cinema e cidade.</p>
<p>O evento é realizado pela FENEEC (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas), com apoio da ABRAPLEX,  Ingresso.com  e Grupo Consciência. A edição anterior registrou mais de 3,9 milhões de ingressos vendidos. Desde a criação da iniciativa, mais de 26,7 milhões de pessoas já foram aos cinemas durante as edições da campanha.</p>
<h2>Como aproveitar</h2>
<p>Basta consultar a programação da rede de cinema escolhida e selecionar uma sessão participante entre 10 e 16 de setembro. </p>
<p>Para quem puder ir durante a tarde, o ingresso de R$ 10 vale para as sessões que começam até 16h59, enquanto tiver preferência pelo período noturno encontrará entradas por R$ 12, desde que a sessão não seja uma das modalidades excluídas da campanha.</p>
<h2>Semana do Cinema 2026</h2>
<p>Quando:  10 a 16 de setembro</p>
<p>Quanto:  R$ 10 para sessões iniciadas antes das 17h e R$ 12 para sessões a partir das 17h</p>
<p>Onde:  cinemas participantes de todo o Brasil</p>
<p>O que não entra na promoção:  pré-estreias, shows e salas especiais</p>
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        <media:title>cinema</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com viés antibolsonarista, documentário sobre CPI da Covid estreia nos cinemas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/documentario-sobre-cpi-da-covid-chega-aos-cinemas-com-lado-e-criticas-a-atuacao-de-bolsonaro</link>
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      <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 21:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>“Anatomia do Caos”, documentário que estreou na quinta-feira, 2, nos cinemas brasileiros, destaca o papel dos senadores responsáveis pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 para que a pandemia não fizesse ainda mais vítimas no país.</p>
<p>O coronavírus matou cerca de 693 mil pessoas no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), que durou de 2019 a 2022. Ao  Global South World Brasil,  a diretora Dandara Ferreira atribuiu à investigação parlamentar responsabilidade parcial pelo fracasso na tentativa de reeleição do ex-presidente, ainda que não tenha gerado responsabilização judicial -- o relatório final pediu o indiciamento de 65 pessoas pela atuação na pandemia, mas as investigações foram arquivadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).</p>
<p>"Há um sentimento de injustiça, claro. Bolsonaro foi preso [por uma tentativa de golpe de Estado], mas não foi punido [pela pandemia]", disse Dandara. "Ao mesmo tempo, a CPI provocou a aceleração na compra de vacinas, paralisou um esquema de corrupção que estava em curso e foi muito responsável pelo resultado das eleições de 2022. Não 'terminou em pizza'", concluiu.</p>
<p>Vale lembrar que, na contramão de entidades científicas e da OMS (Organização Mundial da Saúde), o ex-presidente se opôs à vacinação, ao uso de máscaras e ao isolamento social. Durante seu governo, o Brasil -- sétima população do mundo -- tornou-se o segundo país com maior número de vítimas fatais da Covid-19.</p>
<h2>Documentário tem abordagem unilateral</h2>
<p>Ao longo de 85 minutos, a produção intercala registros das sessões em que integrantes do alto escalão do governo federal, médicos que defenderam o tratamento precoce contra o coronavírus e empresários aliados de Bolsonaro foram interrogados na CPI, declarações agressivas do então chefe do Executivo e entrevistas realizadas nos gabinetes do Senado, onde  Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) -- presidente e vice da CPI -- detalham os trabalhos em curso.</p>
<p>Dandara relatou à reportagem que o acesso aos políticos foi fruto de uma relação de confiança com os parlamentares, construída durante os mais de cinco meses de filmagens, e da percepção de que o trabalho da CPI precisava ser divulgado.</p>
<p> Ao mesmo tempo, atribuiu a uma decisão narrativa a escolha de não abrir o microfone a aliados de Bolsonaro. "Os apoiadores do governo optaram por obstruir [as investigações] e negar obviedades que estavam sendo denunciadas. Eu adoraria, inclusive, que eles tivessem levado a CPI a sério e explicassem o atraso para a compra de vacinas, a descrença na ciência, a falta de empatia com os mortos e suas famílias. Se isso tivesse acontecido, eu poderia ouvi-los. Mas todo filme tem um lado, ainda que pareça neutro. Eu não escondo o lado do meu filme, que é favorável à ciência", concluiu.</p>
<p>"Anatomia do Caos" engrossa uma lista que já conta com títulos como  "Apocalipse nos Trópicos" (2025, disponível na Netflix), de Petra Costa, e "O Processo" (2018, também disponível na Netflix), de documentários  que registram episódios recentes da política nacional. Ao  Global South World Brasil , a diretora classificou o próprio filme como uma obra sobre a necessidade de preservação da memória.</p>
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        <media:title>Anatomia do Caos</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
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