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    <title>Global South World Brasil - Ceuta</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Crise se agrava: migrantes em Ceuta relatam violência e fome </title>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Migrantes que vivem em acampamentos improvisados no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, afirmam enfrentar violência, fome e uma incerteza crescente, enquanto aguardam a decisão das autoridades sobre seu futuro.</p>
<p>Nesta semana, equipes médicas atenderam migrantes feridos e distribuíram suprimentos na área de Samu Naves, onde diversas pessoas se aglomeraram ao redor de uma ambulância em busca de ajuda.</p>
<p>Um jovem migrante afirmou que moradores de áreas próximas têm ido ao local para agredi-los e roubar seus alimentos e pertences.</p>
<p>"Eles nos tratam com profundo desprezo. Dormimos na rua, e há pessoas que levam nossa comida. Eles nos batem, nos agridem e tentam levar nossos pertences à força", declarou. "Estamos indefesos porque somos estrangeiros aqui. Então, somos forçados a ficar calados. Isso é mais do que conseguimos suportar."</p>
<p>Outro migrante descreveu a situação como "horrível", alegando que mulheres e crianças enfrentam graves perigos na região, incluindo drogas, ataques armados e exploração sexual.</p>
<p>"Mulheres estão sendo despidas e forçadas à prostituição em público", alegou. "Vivemos  aterrorizados. Às vezes, estamos apenas reunidos e algumas pessoas nos atacam com armas de fogo e outros objetos, assustando as crianças."</p>
<p>Um terceiro migrante relatou as dificuldades com a fome e a exposição ao clima, afirmando que os alimentos fornecidos são insuficientes.</p>
<p>"Sofremos com o frio à noite e com o calor escaldante de dia. O inverno está chegando e não temos cobertores. O frio aqui vai nos matar", disse. "O segundo problema é a fome, porque as autoridades só nos dão comida uma vez ao dia, o que não é suficiente" .</p>
<p>Relatos de violência contra migrantes surgiram em outras partes de Ceuta. No início de agosto, o jornal  El País  documentou a ação de patrulhas de bairro, incluindo grupos armados que se organizavam para expulsar migrantes de áreas residenciais.</p>
<p>As autoridades espanholas não se pronunciaram publicamente sobre as acusações específicas de violência contra os migrantes em Ceuta. O governo reforçou a segurança no enclave e anunciou acomodações adicionais e ampliação do apoio humanitário.</p>
<p>Paralelamente, autoridades espanholas investigam denúncias de violência sexual contra mulheres e meninas migrantes em Ceuta. Pelo menos quatro jovens receberam atendimento hospitalar após alegados abusos sexuais.</p>
<p>A UNICEF alertou que centenas de crianças migrantes permanecem em condições inseguras e insalubres, com algumas dormindo nas ruas há semanas e necessitando urgentemente de alimentos e cuidados médicos.</p>
<p>O Ministério da Inclusão da Espanha informou que quatro locais temporários estão sendo preparados em Ceuta, adicionando 1.500 vagas. O ministério acrescentou que a Cruz Vermelha tem distribuído cerca de 4.000 kits de alimentação por dia desde 3 de agosto.</p>
<p>As medidas ocorrem após um grande fluxo migratório vindo do Marrocos nos dias 30 e 31 de julho, quando dezenas de milhares de pessoas entraram em Ceuta por terra e mar. Acredita-se que milhares ainda permaneçam na região, embora as estimativas das autoridades locais e espanholas variem.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução </media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>O que aconteceu depois que 70 mil imigrantes chegaram a Ceuta?</title>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 20:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Crianças e famílias de imigrantes permaneceram em abrigos improvisados no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, após a chegada em massa de pessoas vindas do Marrocos nos últimos dias.</p>
<p>Imagens mostram crianças dormindo sobre papelões e camas improvisadas ao lado de armazéns. Algumas disseram que passaram dias sem comida, água ou saneamento básico, enquanto imploravam às autoridades para que as transferissem para abrigos.</p>
<p>"Nós dormimos aqui no chão. Não tínhamos como ir a um banheiro. Estamos pedindo às autoridades que nos levem para o abrigo de menores”, disse uma delas. </p>
<p>As autoridades espanholas estimam que mais de 70 mil pessoas cruzaram para Ceuta em menos de 48 horas, entre 30 e 31 de julho – o maior fluxo migratório registrado na região.</p>
<p>A maioria dos que fizeram a travessia já retornaram ao Marrocos, mas mais de 1.000 crianças desacompanhadas permanecem em Ceuta, onde os centros de recepção continuam operando acima da capacidade.</p>
<p>Até 25 de fevereiro, as autoridades espanholas haviam realocado 1.019 crianças migrantes desacompanhadas de Ceuta, Melilla e das Ilhas Canárias para outras partes da Espanha, sob mudanças no sistema de imigração do país. A legislação foi aprovada sem o apoio do conservador Partido Popular ou do Vox.</p>
<p>Em julho, a Espanha aprovou € 35 milhões para apoiar o atendimento a crianças imigrantes desacompanhadas em todo o país, incluindo € 5,5 milhões para Ceuta.</p>
<p>De acordo com a lei espanhola, menores desacompanhados são protegidos por procedimentos de bem-estar infantil e não podem simplesmente serem devolvidos do outro lado da fronteira. </p>
<p>As autoridades devem determinar o status deles antes de colocá-los sob os cuidados dos serviços de proteção à infância.</p>
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        <media:credit role="photographer">JORGE GUERRERO</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>ceuta-imigrantes-espanha</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Florence Naa Oyoe Quartey]]></dc:creator>
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      <title>Entenda a crise migratória que levou milhares de migrantes marroquinos a Ceuta em um dia  </title>
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      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 13:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A cidade espanhola de Ceuta, enclave no norte da África, registrou nas últimas 24 horas uma das maiores entradas de imigrantes na história. </p>
<p>De acordo o balanço mais recente do Ministério do Interior da Espanha, cerca de 49 mil pessoas atravessaram a fronteira com o Marrocos em 24 horas, por mar e por terra. </p>
<p>O número de mortos, a maioria jovens que tentaram nadar até o enclave, é de 24, segundo a EFE, agência de notícias espanhola.</p>
<h2>Por que agora</h2>
<p>O governo espanhol atribui o afluxo a uma decisão do Tribunal Supremo do início de julho, que determinou que migrantes interceptados no mar ao tentar chegar a Ceuta ou Melilla não podem ser devolvidos de imediato ao país de origem, por causa do regime jurídico especial desses enclaves. </p>
<p>Marrocos, por sua vez, culpa "organizações criminosas" pela mobilização em massa.</p>
<p>Ceuta tem cerca de 83,6 mil habitantes recenseados. A entrada estimada de 49 mil pessoas em um único dia equivale a quase metade da população local, e supera de longe a crise de maio de 2021, quando cerca de 10 mil migrantes cruzaram a fronteira em dois dias. </p>
<p>Os centros de acolhida (CETI) e os destinados a menores estão completamente saturados, com centenas de pessoas dormindo nas ruas e parques. Houve também relatos de saques em lojas e tensão com a população local.</p>
<p>Diante do cenário, o presidente da cidade, Juan Jesús Vivas, pediu a declaração de emergência nacional e o fechamento da fronteira, e alguns migrantes já começaram a ser transferidos para a península.</p>
<p>O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, cancelou compromissos e viajou a Ceuta nesta sexta-feira, onde classificou o episódio como um ataque à integridade territorial espanhola. O governo enviou o Exército para reforçar a Guarda Civil na cidade e prometeu acelerar o repatriamento dos migrantes marroquinos.</p>
<p>O caso gerou reação de outros países. A Itália e a Holanda defenderam a suspensão da Espanha do Espaço Schengen, zona de livre circulação entre 29 países. </p>
<p>A Finlândia fez cobrança semelhante, alegando falha espanhola na proteção da fronteira externa da União Europeia, e a França ativou uma força de intervenção rápida na fronteira com a Espanha, segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Casa Branca atribuiu a crise a "políticas globalistas de extrema esquerda" do governo espanhol.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">JORGE GUERRERO / AFP</media:credit>
        <media:title>ceuta</media:title>
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