<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/Brasil" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - Brasil</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>‘Tarlula’: Lula e Tarcísio vencem ‘juntos’ em 33 cidades de SP</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/tarlula-lula-e-tarcisio-vencem-juntos-em-33-cidades-de-sp</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/tarlula-lula-e-tarcisio-vencem-juntos-em-33-cidades-de-sp?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 20:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) são adversários políticos, mas terminaram como os candidatos mais votados nas mesmas 33 cidades de São Paulo no primeiro turno das Eleições 2026. Lula venceu a disputa presidencial em apenas 39 dos 645 municípios paulistas e, em cerca de 85% deles, Tarcísio ficou em primeiro lugar na corrida pelo governo estadual.</p>
<p>A “chapa” ficou conhecida como “Tarlula”, movimento visto em 33 cidades. Em somente seis, o presidente e Fernando Haddad (PT) venceram simultaneamente.</p>
<p>O padrão apareceu inclusive em São Bernardo do Campo, município ligado à trajetória política do presidente, além de municípios como Mauá e Carapicuíba. Os números, porém, não permitem afirmar que os mesmos eleitores votaram em Lula e Tarcísio: os dados mostram apenas quem venceu cada disputa em cada município, e não como cada pessoa combinou seus votos.</p>
<p>Ainda assim, o resultado revela que, em boa parte das cidades paulistas vencidas por Lula, a escolha majoritária para o governo estadual foi por um candidato de outro campo político.</p>
<p>Lula disputa o segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL). Reeleito governador, Tarcísio subirá ao palanque do filho de Jair Bolsonaro.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://cdn.vpplayer.tech/agmipocc/encode/vjsomgrh/mp4/1440p.mp4" medium="video" type="video/mp4">
        <media:title>tarlula-votos</media:title>
      </media:content>
      <media:thumbnail url="https://cdn.vpplayer.tech/agmipocc/encode/vjsomgrh/thumbnails/retina.jpg" />
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>BC cria indicador para mostrar se reajustes salariais superam a inflação</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/bc-cria-indicador-para-mostrar-se-reajustes-salariais-superam-a-inflacao</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/bc-cria-indicador-para-mostrar-se-reajustes-salariais-superam-a-inflacao?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Banco Central (BC) passa a divulgar mensalmente um novo conjunto de indicadores que permite acompanhar os reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho no setor privado formal. Na prática, os dados ajudam a mostrar não apenas quanto os salários aumentaram, mas se os trabalhadores conseguiram ganhos acima da inflação.</p>
<p>As informações são extraídas do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, e abrangem convenções de todas as regiões do país e de setores como agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços.</p>
<p>Os indicadores mostram os reajustes nominais — o percentual de aumento acertado entre trabalhadores e empregadores — e os reajustes reais, que descontam a inflação. Também mostram a parcela das convenções que ficou acima, abaixo ou no mesmo nível da inflação.</p>
<p>Um reajuste de 6%, por exemplo, não significa necessariamente que o trabalhador ganhou poder de compra. Se a inflação considerada no período tiver sido de 5%, houve ganho real. Se tiver sido de 7%, o salário subiu, mas perdeu poder de compra.</p>
<h2>Desemprego baixo favorece ganho real</h2>
<p>Um estudo divulgado pelo BC junto com os novos indicadores mostra uma relação entre a situação do mercado de trabalho e o resultado das negociações salariais. Quando a taxa de desemprego está relativamente baixa, os reajustes acima da inflação tendem a se tornar mais frequentes.</p>
<p>Isso ocorreu entre 2012 e 2014 e voltou a ser observado a partir de 2023, segundo o Banco Central. Em um mercado de trabalho mais aquecido, no qual há menos pessoas disponíveis para ocupar vagas, trabalhadores tendem a ter maior poder de negociação, enquanto empresas podem enfrentar mais dificuldade para contratar ou reter funcionários.</p>
<p>O BC também identificou uma forte relação entre os reajustes negociados e a inflação passada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O índice é calculado pelo IBGE e acompanha a variação dos preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos.</p>
<p>Não existe obrigação legal de que as negociações coletivas reponham integralmente a inflação. Mesmo assim, a alta acumulada dos preços funciona como uma das principais referências nas discussões entre trabalhadores e empregadores.</p>
<h2>Por que o Banco Central acompanha os salários</h2>
<p>A evolução dos salários é uma das informações usadas pelo BC para avaliar o comportamento da inflação. Ganhos salariais reais podem aumentar o poder de compra das famílias e sustentar o consumo. Ao mesmo tempo, aumentos persistentes dos custos com mão de obra podem ser repassados pelas empresas aos preços, dependendo das condições de cada setor e da economia.</p>
<p>Por isso, acompanhar os reajustes negociados ajuda a autoridade monetária a avaliar se as pressões salariais são compatíveis com a trajetória esperada para a inflação.</p>
<p>Os novos indicadores serão atualizados mensalmente e ficarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as3miXpNaWTvx4uGe.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Pixabay/ lkzmiranda</media:credit>
        <media:title>dinheiro-real</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O retrato do Senado: mais feminino e mais à direita</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-retrato-do-senado-mais-feminino-e-mais-a-direita</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-retrato-do-senado-mais-feminino-e-mais-a-direita?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Senado que começará a trabalhar em fevereiro de 2027 terá uma configuração bastante diferente da atual: será mais feminino e terá uma presença maior de partidos de direita e centro-direita. Das 81 cadeiras, 54 foram renovadas neste domingo, 4. Outras 27 pertencem a senadores eleitos em 2022, com mandato até 2031.</p>
<p>A mudança inédita está na presença das mulheres. Foram eleitas 12 senadoras, um recorde na história do Congresso Nacional. Até então, a maior marca havia sido registrada em 2002, quando oito candidatas se elegeram senadoras. Em 2018, último pleito em que também foram definidos dois terços do Senado, sete foram eleitas. Neste ano, 69 mulheres concorreram ao Senado, o equivalente a 22% das 314 candidaturas ao cargo. A proporção contrasta com a composição do eleitorado brasileiro: segundo o TSE, as mulheres são 52,81% do eleitorado (representando 83,8 milhões de votantes).</p>
<p>Somadas às mulheres que ocupam cadeiras com mandato até 2031, a bancada feminina deve chegar a 18 integrantes em 2027, ou 22,2% dos 81 senadores. Atualmente são 15. Essa projeção considera a ocupação atual das cadeiras que têm mandato até 2031 e poderá mudar até fevereiro.</p>
<p>Ao longo de 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.</p>
<p>Além disso, pela primeira vez no Brasil, as três cadeiras no Senado de uma unidade da federação serão ocupadas exclusivamente por mulheres. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas pelo Distrito Federal e se juntarão a Damares Alves (Republicanos), que tem mandato até 2031.</p>
<h2>Quem são as 12 senadoras eleitas</h2>
<p>A posse das novas senadoras acontece em fevereiro de 2027. Elas cumprirão um mandato de oito anos, até 2035. São elas:</p>
<p>Entre elas, Marília Campos (PT-MG) foi a mulher mais votada para o Senado no país, com 3.990.342 votos.</p>
<h2>Quem ocupa cadeiras com mandato até 2031</h2>
<p>Seis mulheres ocupam atualmente cadeiras cujo mandato vai até 2031:</p>
<p>É preciso ressaltar que há a possibilidade de esse quadro mudar. Damares Alves, Professora Dorinha, Teresa Leitão e Tereza Cristina foram eleitas titulares em 2022.</p>
<p>Jussara Lima é suplente de Wellington Dias (PT-PI) e exerce o mandato enquanto ele ocupa o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Se ele deixar o governo e reassumir o mandato no Senado, Jussara deixará a Casa e, mantidas as demais condições, a bancada feminina projetada para 2027 cairá de 18 para 17 integrantes.</p>
<p>No Maranhão, Lourdinha Pereira também é suplente. Ela ocupa temporariamente a vaga de Ana Paula Lobato (PSB), licenciada até novembro. Ana Paula é a titular da cadeira, com mandato até 2031. A eventual volta dela não altera a presença feminina nem a composição partidária, já que ambas são mulheres e filiadas ao PSB.</p>
<p>Professora Dorinha disputa o segundo turno para o governo do Tocantins. Caso seja eleita em 25 de outubro e deixe o Senado, sua primeira suplente é Professora Lu (União-TO). Assim, essa eventual substituição também não reduziria a presença feminina nem mudaria a classificação da cadeira, já que ambas são do União Brasil.</p>
<p>O número de mulheres poderá, inclusive, aumentar depois do segundo turno. Omar Aziz (PSD-AM), que tem mandato no Senado até 2031, disputa o governo do Amazonas. Se for eleito e deixar a Casa, sua primeira suplente, Cheila Moreira (PT-AM), assumirá a cadeira. Nesse cenário, a bancada feminina poderá passar das 18 integrantes atualmente projetadas para 19. A substituição também mudaria a distribuição política da Casa: sairia uma cadeira do PSD, classificado aqui como de centro, e entraria uma do PT, de esquerda.</p>
<h2>Quem deixa o Senado</h2>
<p>Parte das atuais senadoras tentou renovar o mandato e foi derrotada. Outras disputaram cargos diferentes, concorreram como suplentes ou não participaram das eleições.</p>
<p>Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN) disputaram a reeleição e foram derrotadas.</p>
<p>Mara Gabrilli (PSD-SP) não concorreu à reeleição para o Senado. Disputou uma vaga de deputada estadual em São Paulo e não foi eleita. Já Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorreu a deputada federal e também não conseguiu se eleger.</p>
<p>Daniella Ribeiro (PP-PB) concorreu como primeira suplente na chapa de Nabor Wanderley ao Senado; a chapa não foi eleita. Dra. Eudócia (PSDB-AL) disputou como primeira suplente de Marina JHC, que foi eleita. Assim, Eudócia deixa a atual cadeira, mas será sua primeira suplente a partir de 2027.</p>
<p>E Ivete da Silveira (MDB-SC) não disputou outro mandato e deixa o Senado com o fim da atual legislatura.</p>
<p>Assim, das 15 mulheres atualmente em exercício, seis ocupam cadeiras com mandato até 2031 e nove deixam suas atuais posições. Com a chegada das 12 eleitas, a bancada feminina projetada passa para 18 integrantes.</p>
<h2>Casa fica mais à direita</h2>
<p>Outro movimento importante a partir dos resultados destas eleições é o crescimento dos partidos situados à direita e à centro-direita na Casa Alta.</p>
<p>Os dois candidatos ao Senado com as maiores votações absolutas do país foram eleitos em São Paulo. Guilherme Derrite (PP) recebeu 13.273.880 votos e André do Prado (PL), 12.703.089. Foram, respectivamente, o primeiro e o segundo mais votados para o cargo no Brasil.</p>
<p>Para comparar o início da atual legislatura com a composição projetada para 2027, os partidos foram distribuídos em cinco campos. PL e Novo se identificam como de direita; PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, de centro-direita. Na imprensa, MDB, PSD e PSDB são hoje costumeiramente posicionados como centro; PSB, PDT e Rede, de centro-esquerda; e PT, de esquerda. A divisão leva em conta o posicionamento adotado pelas próprias siglas e classificações utilizadas em levantamentos sobre o espectro partidário brasileiro, amparados em estudos.</p>
<p>Aplicando exatamente a mesma classificação aos dois períodos, o Senado que iniciou a atual legislatura, em fevereiro de 2023, tinha 12 senadores de direita, 24 de centro-direita, 28 de centro, oito de centro-esquerda e nove de esquerda. Somados, direita e centro-direita reuniam 36 das 81 cadeiras.</p>
<p>Naquele momento, a distribuição partidária era PSD 15, PL 12, MDB 10, PT 9, União Brasil 9, PP 6, Podemos 5, PSB 4, Republicanos 4, PDT 3, PSDB 3 e Rede 1. Romário (RJ), eleito pelo PL em 2022, integrava os 12 senadores do partido e, portanto, foi contabilizado entre os de direita.</p>
<p>Para 2027, a composição partidária projetada após as eleições aponta 31 senadores de direita, 19 de centro-direita, 15 de centro, seis de centro-esquerda e nove de esquerda. Romário, atualmente sem partido, não foi incluído em nenhum dos cinco campos, já que a classificação considera a filiação partidária, e não o posicionamento individual dos senadores.</p>
<p>A distribuição fica assim:</p>
<p>Somados, direita e centro-direita passam de 36 cadeiras no início de 2023 para 50 na projeção para 2027, um aumento de 14 assentos. O centro cai de 28 para 15 cadeiras, enquanto centro-esquerda e esquerda, juntas, passam de 17 para 15.</p>
<p>Vale salientar que parte desse aumento de 14 cadeiras decorre da situação de Romário, interferindo na comparação entre os dois períodos. Como explicado anteriormente, ele entrou na conta da direita em 2023, quando era filiado ao PL, mas fica fora dos campos ideológicos na projeção de 2027 por estar sem partido.</p>
<p>O crescimento da presença feminina acompanha esse deslocamento partidário. Das 18 mulheres projetadas para 2027, três são de partidos de direita, seis de centro-direita, três de centro, três de centro-esquerda e três de esquerda. Assim, direita e centro-direita reúnem nove das 18 senadoras projetadas. No início de 2023, entre as 15 mulheres em exercício, não havia senadoras de partidos aqui classificados como de direita; quatro eram de centro-direita, sete de centro, duas de centro-esquerda e duas de esquerda.</p>
<h2>Expansão do PL</h2>
<p>O principal fator para o crescimento do campo da direita é o desempenho do PL. O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste domingo e deverá começar 2027 com 28 integrantes, mais de um terço das cadeiras do Senado. Segundo levantamento da Agência Senado, se essa composição se confirmar na posse, será a maior bancada de um único partido no início de uma legislatura desde 1988.</p>
<p>O PL também conseguiu eleger os dois senadores em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.</p>
<p>A composição de fevereiro ainda poderá sofrer alterações. Dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos governadores no primeiro turno: Cleitinho (Republicanos-MG) deixará a cadeira para Alex Diniz (PL-MG), e Sergio Moro (PL-PR) será substituído por Luís Felipe Cunha (União-PR). Essas mudanças já estão consideradas na projeção das bancadas.</p>
<p>Outros três senadores com mandato até 2031 disputam o segundo turno para governador: Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO). Caso sejam eleitos, serão substituídos pelos respectivos suplentes.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1iQnq8D8IJ9OQaV.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Montagem feita por IA com reprodução de fotos das candidatas no TSE</media:credit>
        <media:title>senado-eleitas</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Abstenção cresce no país e chega a 21% do eleitorado; no exterior, supera 62%</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/abstencao-cresce-no-pais-e-chega-a-21-do-eleitorado-no-exterior-supera-62</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/abstencao-cresce-no-pais-e-chega-a-21-do-eleitorado-no-exterior-supera-62?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 21:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 chegou a 33,4 milhões de pessoas, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Em 2022, 32,7 milhões de eleitores não compareceram às urnas, ou 20,95%. A diferença supera os 700 mil eleitores. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>
<p>O primeiro turno deste ano tinha 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Cerca de 125,2 milhões compareceram às urnas. Na prática, aproximadamente dois em cada dez eleitores deixaram de votar.</p>
<p>A taxa de 21,08% registrada neste domingo, 4, foi a maior em um primeiro turno de eleição geral desde 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu às urnas.</p>
<p>Nas eleições municipais de 2024, a abstenção havia sido ainda maior: 21,68%, ou 33,8 milhões de eleitores. A comparação, porém, envolve tipos diferentes de eleição, já que o pleito municipal não inclui eleitores do exterior, do Distrito Federal e de Fernando de Noronha.</p>
<p>Entre os que compareceram às urnas neste ano, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o equivalente a 1,84%, enquanto 3,6 milhões anularam o voto presidencial, ou 2,93%.</p>
<h2>MS e Rio têm maiores taxas entre os estados</h2>
<p>Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção entre os estados no primeiro turno, com 23,88%. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 23,33%.</p>
<p>Minas Gerais teve abstenção de 22,82%. Em São Paulo o índice chegou a 22,56%. Nos quatro estados, a proporção de eleitores que não compareceram às urnas ficou acima da média nacional, de 21,08%.</p>
<h2>Abstenção supera 62% no exterior</h2>
<p>A ausência às urnas foi muito maior entre os brasileiros que votam no exterior. Dos 916.534 eleitores considerados na totalização, 341.766 compareceram às seções eleitorais. A abstenção chegou a 62,69%, com 574.345 eleitores que não votaram.</p>
<p>O percentual aumentou em relação ao primeiro turno de 2022, quando a abstenção no exterior foi de 56,2%. A diferença é de cerca de 6,5 pontos percentuais em quatro anos.</p>
<p>O aumento ocorreu em um período de forte expansão do eleitorado brasileiro fora do país. O número de pessoas cadastradas para votar no exterior passou de 697.078 em 2022 para 918.876 em 2026, crescimento de 31,8%. O total de cadastrados é ligeiramente superior aos 916.534 eleitores considerados na totalização deste primeiro turno.</p>
<p>Fora do Brasil, os eleitores votam apenas para presidente e vice-presidente da República.</p>
<p>Quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente no segundo, desde que esteja com o título regular. Para a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asAwjT9pyM30BDQNr.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Fernando Frazão/Agência Brasil</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Fernando Frazão</media:credit>
        <media:title>votação</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Guinada à direita: o que diz a imprensa internacional sobre o 1º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/guinada-a-direita-o-que-diz-a-imprensa-internacional-sobre-o-1-turno</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/guinada-a-direita-o-que-diz-a-imprensa-internacional-sobre-o-1-turno?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições não foi o único resultado que chamou a atenção da imprensa internacional. Jornais tradicionais como The Guardian, Le Monde e The Washington Post destacaram também um movimento mais amplo para a direita, identificado nas disputas pelo Congresso Nacional e pelos governos estaduais.</p>
<p>As análises salientam tanto a força demonstrada pelo campo conservador quanto as dificuldades de Lula, apesar de indicadores positivos de seu governo. A rejeição ao presidente brasileiro, desejo de mudança, segurança, valores conservadores e desgaste das instituições aparecem entre as explicações. A nova composição política também deixa uma consequência que independe de quem vencer o segundo turno em 25 de outubro: o próximo presidente terá pela frente um Congresso ainda mais inclinado à direita.</p>
<h2>The Guardian</h2>
<p>“Eleição presidencial brasileira vai ao segundo turno com Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula”</p>
<p>A força da direita foi além do desempenho de Flávio Bolsonaro. O  Guardian  destaca que 34 dos 54 senadores eleitos são de direita ou extrema direita e chama atenção para as vitórias de outros integrantes da família Bolsonaro e de seus aliados, entre eles Michelle e Carlos Bolsonaro para o Senado, Jair Renan para a Câmara e Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo.</p>
<p>O avanço no Senado tem importância especial para o bolsonarismo porque cabe à Casa julgar eventuais processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ressalta o jornal. A conquista de cadeiras na Suprema Corte foi tratada como prioridade por aliados de Jair Bolsonaro, que intensificaram os ataques ao STF após a condenação e prisão do ex-presidente.</p>
<p>Na disputa presidencial, a insatisfação com o custo de vida e a violência urbana aparece entre as explicações para o resultado. O jornal também situa a eleição brasileira no avanço recente da direita na América Latina e lembra a proximidade de Flávio com Donald Trump, que busca ampliar na região o grupo de governos alinhados a Washington.</p>
<h2>El País</h2>
<p>“Bolsonaro vence Lula no primeiro turno das eleições e se aproxima do retorno da extrema direita ao poder no Brasil”</p>
<p>A vitória de Flávio Bolsonaro é apresentada pelo  El País  como uma demonstração de força do bolsonarismo e uma “vitória crucial” da onda ultraconservadora que percorre a América Latina. O resultado fortaleceu a família Bolsonaro como principal referência da direita brasileira e mostrou que o movimento continua competitivo mesmo com Jair Bolsonaro condenado e afastado da disputa.</p>
<p>A guinada à direita apareceu também nas demais eleições. O jornal destaca a reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo e o fortalecimento do PL no Congresso, que pode aumentar a pressão por impeachment de ministros do STF e pela anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.</p>
<p>O  El País  coloca ainda a eleição brasileira dentro da disputa sobre os rumos políticos da América Latina: ou o país decide entre acompanhar a guinada conservadora de outros países da região ou permanece, ao lado do México, como um dos principais governos progressistas. Essa escolha tem também uma dimensão geopolítica: manter a defesa do multilateralismo ou se aproximar de Trump e da aliança regional articulada por Washington.</p>
<h2>The New York Times</h2>
<p> “Lula e filho de Bolsonaro vão ao segundo turno pela Presidência do Brasil”</p>
<p>Uma vitória de Flávio Bolsonaro seria “a maior vitória até agora para a direita em ascensão na América Latina” e levaria ao poder no maior país da região um aliado entusiasmado do governo Donald Trump, afirma o  New York Times . O jornal lembra que candidatos alinhados ao presidente norte-americano venceram as últimas sete eleições na região e descreve o Brasil como “o maior prêmio restante”. Uma vitória de Lula, por sua vez, desaceleraria a marcha da direita pelo continente e complicaria os planos de Trump.</p>
<p>O presidente norte-americano aparece como personagem central da disputa mesmo sem ter declarado apoio formal a Flávio. Segundo o  NYT , seu governo trabalhou de maneiras mais sutis para favorecer o candidato, depois de usar tarifas e sanções para tentar ajudar Jair Bolsonaro durante o processo pela tentativa de golpe. Também tentou enviar uma delegação ao Brasil para investigar a integridade das eleições e, após pressão de Flávio e seus aliados, classificou as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.</p>
<p>Lula respondeu colocando a soberania no centro da campanha, acusando o governo Trump de tentar influenciar a eleição para ter acesso aos recursos naturais brasileiros e apresentando Flávio como subordinado aos interesses norte-americanos. O governo dos Estados Unidos nega que esteja interferindo na eleição.</p>
<h2>Financial Times</h2>
<p>“Dinastia Bolsonaro no Brasil se aproxima de uma volta surpreendente”</p>
<p>Pouco mais de um ano depois da prisão de Jair Bolsonaro, sua família está perto de protagonizar uma recuperação política que o  Financial Times  classifica como surpreendente. O desempenho de Flávio, porém, não significaria necessariamente uma onda de entusiasmo por sua candidatura. Analistas ouvidos pelo jornal atribuem parte importante da votação à rejeição a Lula e ao desejo de mudança.</p>
<p>Flávio chegou a essa posição apesar das dificuldades enfrentadas durante a campanha, entre elas o caso do Banco Master, conflitos dentro da própria família (em referência à crise inicial com Michelle Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro) e problemas no começo para conquistar setores empresariais. Aos 45 anos, ele também se beneficiou do contraste geracional com Lula, de 80.</p>
<p>Segurança, autoridade e valores conservadores também tiveram peso, não apenas uma agenda econômica de direita. O resultado é inserido ainda em uma mudança política mais ampla na América Latina, marcada pelo avanço recente de forças conservadoras. No Brasil, mostra que o campo político construído em torno de Jair Bolsonaro continua competitivo mesmo com o ex-presidente preso e fora da disputa. Uma eventual vitória de Flávio poderia ainda abrir uma nova frente de conflito institucional, diante de sua promessa de buscar a libertação do pai.</p>
<h2>Le Monde</h2>
<p>“‘Lula pagou o preço do descontentamento dos eleitores’: no Brasil, Flavio Bolsonaro fica à frente de Lula no primeiro turno da eleição presidencial”</p>
<p>O presidente Lula chegou à eleição com desemprego em queda, redução da pobreza e diminuição do desmatamento da Amazônia, mas esses resultados não foram suficientes para neutralizar o descontentamento de parte do eleitorado. Para o  Le Monde , o presidente “pagou o preço” dessa insatisfação nas urnas.</p>
<p>Preocupações com a economia e a segurança se somaram ao desgaste das instituições. O caso do Banco Master e as controvérsias envolvendo o STF deram à campanha de Flávio Bolsonaro espaço para associar Lula à Suprema Corte e ao establishment, embora o próprio candidato do PL também esteja sob investigação relacionada ao caso.</p>
<p>A força da direita nas eleições para o Congresso e governos estaduais mostrou que a votação de Flávio faz parte de um movimento político mais amplo, enquanto a esquerda perdeu espaço em outras disputas. O resultado reforça as dificuldades que Lula enfrentaria no Congresso mesmo em caso de vitória no segundo turno.</p>
<h2>Washington Post</h2>
<p>“Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno: cinco conclusões da eleição brasileira”</p>
<p>O jornal   reúne cinco pontos para os resultados do primeiro turno. O primeiro é o recado dos eleitores: parte dos votos em Flávio foi motivada pela rejeição a Lula, enquanto parte dos votos no presidente veio de quem pretende impedir o retorno do bolsonarismo. O segundo é o confronto entre desejo de mudança e medo da mudança: Lula precisa responder à insatisfação com o custo de vida e o endividamento, enquanto Flávio precisa convencer eleitores de que sua eleição não representaria uma volta aos ataques às instituições ocorridos após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022. O terceiro é o comparecimento: eleitores que optaram por outras candidaturas justamente por rejeitarem os dois finalistas podem decidir não votar no segundo turno.</p>
<p>A quarta questão é o que Donald Trump fará: depois das pressões exercidas por seu governo durante o processo contra Jair Bolsonaro, permanece a dúvida sobre se Washington intensificará ou reduzirá sua atuação — o Departamento de Estado nega tentativa de interferência. A quinta é a pouca presença de políticas públicas na campanha: Banco Master, STF, interferência norte-americana e ataques entre adversários ocuparam espaço que poderia ter sido dedicado a propostas, e economia e problemas cotidianos podem ganhar importância na disputa pelos eleitores ainda não alinhados a Lula ou Flávio.</p>
<h2>La Nación</h2>
<p>“Eleições no Brasil: o que está por trás do golpe sofrido por Lula e por que a aritmética favorece Flavio Bolsonaro”</p>
<p>O mapa político brasileiro “ficou inclinado à direita”, na definição do  La Nación . A rejeição ao governo Lula, mais do que uma adesão especialmente forte a Flávio Bolsonaro, estaria por trás do crescimento do candidato, mas o movimento foi além da corrida presidencial. A direita ampliou sua força no Senado e teve desempenho expressivo nas eleições estaduais.</p>
<p>É nesse quadro que entra a “aritmética”. A maior parte dos votos dos candidatos eliminados foi para nomes situados à direita, o que oferece a Flávio um universo maior de eleitores a disputar no segundo turno. Para reverter a diferença, Lula precisaria conquistar uma parcela consideravelmente maior desses votos.</p>
<p>O presidente enfrenta ainda a falta de aliados fortes em alguns dos estados mais populosos e um Congresso mais à direita. A abstenção aparece como outra frente de disputa: trazer às urnas eleitores que não votaram no primeiro turno pode abrir uma fonte adicional de votos.</p>
<p>O resultado também projeta uma discussão para além de 25 de outubro. Uma eventual derrota de Lula colocaria em primeiro plano sua sucessão e a reorganização da esquerda brasileira. E, qualquer que seja o vencedor, a composição política saída das urnas indica que a direita terá peso ainda maior na definição da agenda do próximo governo.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/ashfc7Svvc14lKNdR.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">EVARISTO SA</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP/ Evaristo Sá</media:credit>
        <media:title>flavio bolsonaro-imprensa</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acompanhe em tempo real a apuração dos votos do primeiro turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/acompanhe-em-tempo-real-a-apuracao-dos-votos-do-primeiro-turno</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/acompanhe-em-tempo-real-a-apuracao-dos-votos-do-primeiro-turno?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 00:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A apuração do primeiro turno primeiro turno das eleições brasileiras de 2026 começou às 17h deste domingo (4), pelo horário de Brasília, após uma votação que mobilizou o maior eleitorado já registrado no país. Mais de  158,7 milhões de brasileiros  estavam aptos a participar da escolha do presidente da República, governadores, senadores e deputados.</p>
<p>A dimensão da operação ajuda a dar uma ideia da escala da apuração. A Justiça Eleitoral preparou  mais de 560 mil urnas eletrônicas , distribuídas por mais de meio milhão de seções eleitorais em 5.571 municípios brasileiros. A votação também ocorreu em 186 cidades no exterior, onde cerca de 918 mil brasileiros estavam habilitados a participar da eleição.</p>
<p>Encerrada a votação em cada seção, a própria urna contabiliza os votos e gera o Boletim de Urna. Os dados são então transmitidos à Justiça Eleitoral e reunidos no processo de totalização, permitindo que os resultados sejam atualizados progressivamente ao longo das próximas horas.</p>
<p>Na disputa pela Presidência, a contagem começa sob expectativa especialmente elevada. As últimas pesquisas divulgadas neste sábado (3), véspera da eleição, mostraram  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos , tanto no primeiro turno quanto nas simulações de uma eventual disputa direta entre os dois.</p>
<p>No Datafolha, Lula apareceu com  45% dos votos válidos , contra  42% de Flávio Bolsonaro  no primeiro turno. Já a Quaest registrou  46% para Lula e 45% para Flávio , configurando empate técnico.</p>
<p>As pesquisas também apontaram um cenário de forte equilíbrio caso a eleição presidencial avance para o  segundo turno, marcado para 24 de outubro . No Datafolha, Lula registrou  47% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro . Na Quaest, o quadro se inverteu numericamente:  Flávio apareceu com 44% e Lula com 42% . Nos dois levantamentos, a diferença entre os candidatos ficou dentro da margem de erro.</p>
<p>Os números ajudam a dimensionar o ambiente de incerteza que antecedeu a abertura das urnas. Agora, as pesquisas dão lugar aos votos efetivamente registrados pelos eleitores. Para vencer a Presidência já neste domingo, um candidato precisa obter  mais da metade dos votos válidos . Caso ninguém alcance essa marca, os dois mais votados disputarão o segundo turno.</p>
<p>Além da Presidência, a apuração definirá os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal,  54 vagas no Senado , 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>O  Global South World Brasil acompanha em tempo real a totalização dos votos , a evolução da disputa presidencial, os resultados nos estados e as principais reações dos candidatos ao longo da noite.</p>
<h2>Veja os governadores eleitos e os estados que terão segundo turno</h2>
<h3>Governadores eleitos no primeiro turno</h3>
<h3>Estados e DF que terão segundo turno</h3>
<p>A votação será realizada em  25 de outubro .</p>
<h2>17h57 - Lula acompanha apuração em casa em São Paulo e Flávio Bolsonaro, em Brasília</h2>
<p>O presidente Lula (PT) acompanha a apuração dos votos das eleições deste domingo, 4, em sua casa, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista.</p>
<p>O petista votou pela manhã no ABC paulista, acompanhado pelo vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e pelas candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).</p>
<p>Já Flávio Bolsonaro (PL) votou no Rio de Janeiro e seguiu para Brasília, onde acompanha a contagem dos votos. Após a divulgação do resultado, Flávio fará um pronunciamento, em local ainda não divulgado por sua assessoria de imprensa.</p>
<p>Entre os demais candidatos, Romeu Zema (Novo) acompanha a apuração em Belo Horizonte, onde chegou após votar pela manhã em Araxá, no Triângulo Mineiro. Ronaldo Caiado (PSD), que votou em Nova Crixás (GO), seguiu para Goiânia e deve acompanhar a apuração no Palácio das Esmeraldas.</p>
<p>Renan Santos (Missão) acompanha os resultados em São Paulo, na sede do partido, depois de votar pela manhã na Zona Sul da capital, enquanto Augusto Cury (Avante) deve acompanhar a apuração em casa, em Ribeirão Preto (SP), para onde seguiu depois de votar em Colina, no interior do estado.</p>
<h2>17h31 - Pesquisas apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno</h2>
<p>As últimas pesquisas divulgadas antes da votação deste domingo, 4, apontam também para uma disputa apertada em um eventual  segundo turno da eleição presidencial, marcado para 24 de outubro , caso nenhum candidato obtenha neste domingo mais da metade dos votos válidos. Os levantamentos mostram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos nas simulações de confronto direto.</p>
<p>No Datafolha divulgado neste sábado, 3, véspera da eleição, Lula aparece com 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno, contra 46% de Flávio Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.</p>
<p>A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre os dois candidatos que lideram a disputa. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença também está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.</p>
<p>No levantamento anterior da Quaest, Flávio e Lula apareciam empatados, com 42% cada. Na pesquisa mais recente, 13% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não pretendem votar. Os indecisos passaram de 3% para 1%.</p>
<p>Encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa Quaest ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.</p>
<p>Os dois levantamentos, portanto, apontam para um eventual segundo turno altamente competitivo em 24 de outubro: o Datafolha registra vantagem numérica de Lula, enquanto a Quaest coloca Flávio Bolsonaro numericamente à frente, mas em ambos os casos os dois aparecem tecnicamente empatados.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as8K392jSRFdVwF5e.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
        <media:credit role="provider">GSW Brasil</media:credit>
        <media:title>Eleições 2026 Primemiro turno</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title> As principais notícias da votação no primeiro turno em todo o Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ao-vivo-acompanhe-a-votacao-em-todo-o-brasil-e-a-apuracao-do-primeiro-turno</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/ao-vivo-acompanhe-a-votacao-em-todo-o-brasil-e-a-apuracao-do-primeiro-turno?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 20:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Neste domingo (4), mais de 158,7 milhões de brasileiros  votaram no primeiro turno das eleições de 2026, o maior eleitorado já registrado no país. Das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, os eleitores escolheram o presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores — dois por estado —, além de 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>Para receber os votos, a Justiça Eleitoral preparou mais de 560 mil urnas eletrônicas. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios e também por 186 cidades no exterior, em uma operação que envolve mais de meio milhão de seções eleitorais. Cerca de 918 mil brasileiros estão habilitados a votar fora do país.</p>
<p>Os números colocam a eleição brasileira em uma escala incomum internacionalmente: em poucas horas, um contingente de eleitores superior à população da maioria dos países do mundo poderá registrar até seis escolhas diferentes na urna. Na disputa pela Presidência, 14 candidatos concorrem ao Palácio do Planalto. Nos estados, há mais de 200 candidaturas aos governos e mais de 300 ao Senado, além de milhares de candidatos às casas legislativas.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanhou ao longo deste domingo a movimentação nos locais de votação, os votos dos principais candidatos, os balanços da Justiça Eleitoral e, a partir do fechamento das urnas, a apuração dos resultados. Confira abaixo as principais notícias do primeiro turno das eleições de 2026.</p>
<h2>17h00 - Votação encerrada</h2>
<p>A votação está encerrada. O TSE exibe a  apuração em tempo real , com divulgação de resultados parciais.</p>
<h2>16h24 - Nove dos dez ministros do STF votam neste domingo</h2>
<p>Nove dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram o voto registrado publicamente neste domingo, 4, durante as eleições de 2026. Cármen Lúcia votou em Belo Horizonte (MG), enquanto André Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Edson Fachin e Luiz Fux foram às urnas em Brasília (DF). Gilmar Mendes votou em Diamantino (MT) e Alexandre de Moraes, em São Paulo (SP).</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela manhã em Brasília. Ao longo do dia, outros ministros também foram registrados em suas respectivas zonas eleitorais, incluindo Fux, que votou no início da tarde, e Moraes, que compareceu a um colégio no Jardim Paulistano, na capital paulista.</p>
<p>Até o momento, não foi localizado registro público da votação de Flávio Dino, que também integra a Corte. O levantamento considera apenas informações divulgadas publicamente por veículos de imprensa e registros de autoridades eleitorais, e pode ser atualizado caso novas informações sejam divulgadas.</p>
<p>O voto dos ministros, assim como o dos demais eleitores, é secreto. Portanto, os registros permitem identificar a presença deles nas urnas e os locais de votação, mas não revelam quais candidatos receberam seus votos.</p>
<h2>16h02 - TSE diz que não há indícios de interferência estrangeira nas eleições </h2>
<p>Durante o balanço parcial do primeiro turno das Eleições 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou que os relatórios das forças de segurança e dos órgãos de inteligência não apontaram qualquer indicativo concreto de interferência estrangeira no pleito. A avaliação de tranquilidade foi respaldada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que, mais cedo, descartou a existência de planos criminosos direcionados contra a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.</p>
<p>Ao avaliar a rotina de votação pelo país, o ministro minimizou os impactos de falhas operacionais e garantiu que o sigilo e a integridade dos votos permaneceram preservados. Embora tenha sido necessária a substituição pontual de 1.101 urnas eletrônicas que apresentaram intercorrências técnicas, a Justiça Eleitoral assegurou que o fluxo de votação seguiu sem comprometer o resultado em nenhuma seção.</p>
<p>Em relação às filas registradas em determinados locais, Nunes Marques classificou a movimentação como um comportamento padrão e recorrente em grandes centros urbanos e acrescentou que fatores climáticos atípicos, como as fortes chuvas no Paraná, levaram parte dos eleitores a se deslocar mais tarde às urnas, concentrando o fluxo de pessoas no período da tarde.</p>
<h2>15h18 - Imprensa internacional: eleição brasileira é decisiva para rumos da América Latina</h2>
<p>A eleição presidencial brasileira é acompanhada de perto por grandes veículos da imprensa internacional como uma disputa capaz de alterar não apenas os rumos do maior país da América Latina, mas também o equilíbrio político da região.</p>
<p>O britânico  The Guardian  coloca a disputa brasileira no centro da reconfiguração política da América Latina. Após uma sequência de vitórias da direita e da extrema direita e a mudança de poder na Venezuela, o jornal apresenta Lula como um dos últimos líderes da região dispostos a confrontar Donald Trump. No campo oposto, Flávio Bolsonaro é retratado como aliado do presidente norte-americano e defensor da adesão do Brasil à coalizão Escudo das Américas, liderada por Washington.</p>
<p>O jornal  The New York Times  vê no Brasil um teste para duas forças que avançaram simultaneamente na região: a ascensão da direita e a disposição do governo Trump de interferir mais diretamente nos rumos políticos dos países. O diário aponta ainda que o resultado terá consequências para a disputa de influência entre Estados Unidos e China.</p>
<p>A revista  Time   aborda as acusações de interferência do governo norte-americano na eleição brasileira. Ela recupera episódios de pressão de Washington sobre Brasília e coloca a disputa dentro de uma questão mais ampla: até que ponto Trump está contribuindo para a guinada à direita na América Latina?</p>
<p>O  Financial Times  observa que Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru já elegeram presidentes de direita ou centro-direita e avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro daria novo impulso à política de Trump para o hemisfério.</p>
<p>Já a  The Economist  faz uma leitura mais voltada para o Brasil. Em tom crítico, apresenta a escolha como uma disputa entre um “herdeiro político em busca de vingança” e um presidente de esquerda fragilizado pela idade, além de chamar a atenção para os riscos de estagnação econômica.</p>
<p>Na França, o  Le Monde   dá peso à dimensão geopolítica da disputa. O Brasil aparece como um dos últimos grandes países latino-americanos governados pela esquerda, ao lado do México. A reportagem lembra o alerta de Lula em discurso na ONU sobre o risco de interferência estrangeira na eleição e a declaração de Trump de que acompanha a eleição “muito de perto”. O  Le Figaro , por sua vez, apresenta a votação como uma escolha entre duas visões opostas da ordem mundial, resumidas pelo jornal no confronto entre “multilateralismo” e “trumpismo”.</p>
<p>O espanhol  El País   chama a atenção para o contraste entre os projetos de política externa dos dois candidatos: de um lado, a aproximação de Flávio Bolsonaro com Washington; de outro, a defesa, por Lula, de maior autonomia brasileira diante dos Estados Unidos.</p>
<p>E o argentino  La Nación  descreve o Brasil como a “peça que falta” em um mapa político da América Latina cada vez mais à direita e afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro acrescentaria um elo importante à estratégia regional de Trump.</p>
<h2>14h42 - Em países que já encerraram votação, Lula tem maioria</h2>
<p>Na eleição deste domingo (4), levantamento preliminar de boletins de urna realizado pelo portal  g1  indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em um número maior de países, enquanto Flávio Bolsonaro lidera na soma total de votos apurados até o momento fora do Brasil.</p>
<p>Entre os locais com vitória de Lula estão China, Austrália, Arábia Saudita e Finlândia. Já Flávio registrou maioria dos votos em países como Japão, Israel, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. </p>
<p>Os resultados oficiais consolidados da votação no exterior serão divulgados pelo TSE somente após as 17h (horário de Brasília), juntamente com a apuração dos votos no Brasil.</p>
<p>Ao todo, cerca de 1 milhão de eleitores brasileiros estão aptos a votar fora do território nacional. A votação conta com urnas instaladas em 186 cidades, espalhadas por 134 países, com maior concentração de eleitores nos Estados Unidos, Portugal e Japão.</p>
<p>Confira os resultados dos boletins de urna em algumas nações que já concluíram a votação, devido ao fuso horário, segundo apuração do G1.</p>
<p>Austrália Lula, 4.562 votos (53,98%) Flávio Bolsonaro, 2.579 (30,52%)</p>
<p>Arábia Saudita Lula, 52 votos (61,90%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (26,19%)</p>
<p>Catar Flávio Bolsonaro, 173 votos ( 48,45% ) Lula, 147 votos ( 41,17% )</p>
<p>China Lula, 367 votos (56,63%) Flávio Bolsonaro, 203 votos (31,33%)</p>
<p>Chipre Lula, 24 votos (42,11%) Flávio Bolsonaro, 20 votos (35,09%)</p>
<p>Coreia do Sul Lula, 123 votos (56,94%) Flávio Bolsonaro, 72 (33,33%)</p>
<p>Egito Lula, 46 votos (71,87%) Flávio Bolsonaro, 12 (18,75%)</p>
<p>Emirados Árabes Unidos Flávio Bolsonaro, 659 votos (48,92%) Lula, 469 votos (34,82%)</p>
<p>Estônia Lula, 142 votos (74,74%) Flávio Bolsonaro, 19 votos (10,00%)</p>
<p>Filipinas Flávio Bolsonaro, 33 votos (53,23%) Lula, 26 votos (41,94%)</p>
<p>Finlândia Lula, 475 votos (68,74%) Flávio Bolsonaro, 155 votos (22,43%)</p>
<p>Grécia Flávio Bolsonaro, 230 votos (46,65%) Lula, 196 (39,75%)</p>
<p>Israel Flávio Bolsonaro, 523 votos (74,40%) Lula, 92 (13,09%)</p>
<p>Japão Flávio Bolsonaro, 24.601 votos (71,59%) Lula, 5.222 votos (15,20%)</p>
<p>Kuwait Lula, 54 votos (73,97%) Flávio Bolsonaro, 12 votos (16,43%)</p>
<p>Malásia Lula, 44 votos (53,66%) Flávio Bolsonaro, 27 votos (32,93%)</p>
<p>Nova Zelândia Lula, 234 votos (70,48%) Flávio, 64 votos (19,28%)</p>
<p>Palestina Lula, 1.078 votos (93,09%) Flávio Bolsonaro, 46 (3,97%)</p>
<p>Quênia Lula, 26 votos (56,52%) Flávio Bolsonaro, 17 votos (36,95%)</p>
<p>Romênia Lula, 31 votos (50%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (35,48%)</p>
<p>Singapura Lula, 190 votos (54,60%) Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%)</p>
<p>Síria Lula, 97 votos (89,81%) Flávio Bolsonaro, 7 votos (6,48%)</p>
<p>Tailândia Flávio Bolsonaro, 51 votos (50%) Lula, 40votos (39,22%)</p>
<p>Taiwan Flávio Bolsonaro, 107 votos (48,86%) Lula, 77 votos (35,16%)</p>
<h2>13h34 - Diretor da PF diz que não há risco para embaixadas durante a eleição</h2>
<p>Neste domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações da corporação não identificaram indícios de planos de ataque ou risco efetivo contra representações diplomáticas em Brasília. A declaração foi dada durante um balanço sobre a segurança no processo eleitoral.</p>
<p>Na última sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão direcionados a dois suspeitos investigados por um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos. </p>
<p>A apuração apontou que os alvos publicavam comentários em redes sociais e, a princípio, não possuem ligação entre si — hipótese que ainda está sob análise. </p>
<p>A informação sobre as suspeitas partiu do governo dos Estados Unidos, que comunicou a embaixada dos EUA no Brasil. Esta acionou o Ministério das Relações Exteriores, que repassou o caso à Polícia Federal.</p>
<p>"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", declarou Andrei Rodrigues. </p>
<p>"Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada."</p>
<p>O diretor-geral reforçou que o material recolhido não demonstra nenhuma ação prática em andamento. Um inquérito policial foi instaurado para analisar os itens apreendidos e avaliar eventuais desdobramentos da investigação.</p>
<h2>13h07 - O peso dos votos para o Congresso</h2>
<p>Neste domingo de eleição no Brasil, a escolha de deputados estaduais, federais e senadores ganha importância porque pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), preso por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>A acirrada disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concentra as atenções. Mas a renovação da Câmara dos Deputados e de dois terços do Senado, ambos de maioria conservadora hoje, será decisiva para o futuro presidente.</p>
<p>O voto do Congresso é necessário para a anistia defendida por Flávio Bolsonaro para seu pai, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado contra Lula em 2022.</p>
<p>Michelle (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), respectivamente esposa e filho do ex-presidente, disputam dois dos 54 assentos em jogo no Senado.</p>
<p>Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), de 28 anos e o mais novo dos filhos homens do ex-presidente, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, que seu meio-irmão, Eduardo, deixou ao se autoexilar nos Estados Unidos em 2025.</p>
<p>Dezenas de pedidos para destituir Alexandre de Moraes, o juiz que conduziu o processo contra Jair Bolsonaro, aguardam tramitação no Senado.</p>
<p>Até agora, eles foram barrados pela presidência da Casa, nas mãos do "centrão", bloco conservador informal. Mas o novo Senado escolherá seu presidente em fevereiro.</p>
<p>Destituir um juiz requer 54 dos 81 votos dos senadores. Flávio Bolsonaro defende um "impeachment" de Moraes.</p>
<p>"É um poder que nunca foi utilizado, mas diversos membros do Senado, especialmente da direita, apontaram que faz parte de sua plataforma, vamos dizer, política", disse à AFP Alvaro Jorge, professor de direito da Fundação Getúlio Vargas.</p>
<p>O Senado também aprova ou rejeita os indicados do presidente para o Supremo Tribunal Federal. Quem vencer as eleições presidenciais poderá indicar quatro de seus 11 integrantes.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados disputam-se as 513 cadeiras. Cerca de 80% dos deputados tenta a reeleição no plenário, onde hoje o bolsonarismo tem a maior bancada, mas sem ser maioria. (Com informações da AFP)</p>
<h2>11h08 - Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury votam no primeiro turno</h2>
<p>Além de Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e Flavio Bolsonaro (PL) os outros quatros candidatos à Presidência que registram índices superiores a 1% nas pesquisas eleitorais votaram na manhã deste domingo (4).</p>
<p>Romeu Zema (Novo) foi às urnas por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG). O candidato entrou na cabine com o celular, o que é proibido pela Justiça Eleitoral. Zema afirmou que não utilizou o aparelho durante o voto. “Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora”, disse.</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, em Nova Crixás (GO), acompanhado do candidato a vice, Gilberto Kassab. Após votar, afirmou que sua proposta é “livrar” a população da violência e dos juros elevados e disse que agora é momento de “aguardar o resultado das urnas”.</p>
<p>Renan Santos (Missão) votou por volta das 10h30 na Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima, em Interlagos, na zona sul de São Paulo. Acompanhado por integrantes do partido, afirmou estar “muito esperançoso com o resultado” e voltou a criticar a polarização e o voto útil durante a campanha.</p>
<p>Augusto Cury (Avante) votou às 11h na Emef Coronel José Venâncio Dias, em Colina, no interior paulista, sua cidade natal. Esta é a primeira eleição disputada pelo escritor e psiquiatra. Após votar, Cury segue para Ribeirão Preto, onde acompanhará a apuração. Até a publicação das primeiras informações sobre sua votação, não havia sido divulgada uma declaração do candidato após deixar a urna.</p>
<h2>10h34 - Lula diz que eleitor escolherá entre “regime democrático ou barbárie”</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Após deixar a seção eleitoral, Lula afirmou que a votação representa uma escolha entre diferentes projetos para o país.</p>
<p>“O que está em jogo é definição de um projeto de Brasil. O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o desenvolvimento e o atraso”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também disse estar confiante no resultado e afirmou que respeitará a decisão das urnas. O presidente estava acompanhado, entre outros aliados, do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).</p>
<h2>10:05 - Flávio Bolsonaro promete "libertar o povo brasileiro"</h2>
<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, prometeu, neste domingo (4), "libertar o povo brasileiro" se vencer as eleições frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>"O Brasil precisa de mudança, o Brasil não aguenta mais tanto sofrimento, tantos impostos altos, tantas mulheres mortas, tanta perseguição política", disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), após votar no Rio de Janeiro.</p>
<h2>9h35 - Lula e Flávio Bolsonaro votam nas primeiras horas do primeiro turno</h2>
<p>A votação do primeiro turno das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo (4) em todo o país, pelo horário de Brasília. Os dois principais candidatos à Presidência votaram nas primeiras horas da manhã. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O presidente e candidato à reeleição esteve acompanhado de Janja e de aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin e candidatos da coligação em São Paulo.</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) chegou por volta das 8h05 à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e de aliados, o candidato votou e depois falou com jornalistas. Flávio afirmou confiar em uma migração de eleitores de outros candidatos para sua candidatura ainda no primeiro turno, citando levantamentos internos de sua campanha.</p>
<p>A votação prossegue até as 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila nesse horário ainda poderão votar. A divulgação dos resultados começa após o encerramento da votação.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asYjs1Bg0IENnbMd1.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">DOUGLAS SHINEIDR</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>AFP__20261004__D27T2AU__v1__HighRes__BrazilElectionVote</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Confira os últimos atos de campanha dos candidatos à presidência neste sábado </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ao-vivo-acompanhe-os-candidatos-e-as-principais-noticias-deste-sabado-antes-da-votacao</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/ao-vivo-acompanhe-os-candidatos-e-as-principais-noticias-deste-sabado-antes-da-votacao?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 23:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, os candidatos à Presidência e seus aliados fazem neste sábado (3) as últimas ações de campanha antes da abertura das urnas. Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico ainda são permitidas até as 22h, enquanto comícios e a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão já foram encerrados.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanha ao longo do dia a movimentação dos candidatos, os últimos atos de campanha e as principais notícias antes da votação deste domingo (4). Confira abaixo as atualizações em tempo real.</p>
<h2>20h08 -Flávio encerra campanha com carreata e motociata na Zona Oeste do Rio</h2>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) encerrou neste sábado (3) sua campanha de rua antes do primeiro turno com uma carreata e motociata entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O percurso de cerca de 10 quilômetros levou quase duas horas e terminou no início da noite na Praça da Fé, em Bangu.</p>
<p>O candidato participou do ato ao lado de aliados, entre eles o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), e os candidatos ao Senado, Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL). No início da mobilização, Flávio voltou a demonstrar confiança em uma vitória no primeiro turno e disse aos apoiadores que veriam “o Bolsonaro subindo a rampa do Planalto”.</p>
<p>Flávio percorreu o trajeto acenando para apoiadores e encerrou a mobilização em frente à Paróquia São Sebastião e Santa Cecília, mas deixou o local sem fazer um discurso final ou falar com a imprensa. A chegada coincidiu com uma celebração religiosa e provocou reclamações de integrantes da paróquia católica, que disseram não ter sido avisados sobre a concentração.</p>
<p>Mesmo sob chuva fraca, apoiadores permaneceram na praça após a saída do candidato, cantando jingles de campanha. Houve também queima de fogos. Um princípio de discussão entre apoiadores de Flávio e militantes ligados ao PT terminou sem maiores consequências.</p>
<h3>14h23 - Flávio diz ter “convicção” de vitória no primeiro turno durante ato com Tarcísio</h3>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) encerrou sua agenda de campanha em São Paulo neste sábado (3) afirmando ter “convicção” de que pode vencer a eleição presidencial já no primeiro turno. O candidato participou de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).</p>
<p>Ao final do evento, em Americana, Flávio agradeceu o apoio recebido durante a campanha e destacou a presença dos aliados paulistas. O candidato afirmou que, caso eleito, pretende manter um alinhamento entre o governo federal, o governo de São Paulo e administrações municipais do estado.</p>
<p>Flávio também demonstrou confiança na reeleição de Tarcísio no primeiro turno e convocou os apoiadores a comparecer às urnas neste domingo (4). A expectativa de vitória presidencial já no primeiro turno expressa pelo candidato não é confirmada pelas pesquisas divulgadas na véspera da eleição, que ainda indicam uma disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Depois do ato em Americana, Flávio segue para o Rio de Janeiro, onde encerra a campanha do primeiro turno com outra motocarreata, prevista para a tarde deste sábado entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste da capital.</p>
<h2>13h17 - Augusto Cury faz caminhada em sua cidade natal no último dia de campanha</h2>
<p>Augusto Cury (Avante) escolheu sua cidade natal, Colina, no interior de São Paulo, para o último ato público de campanha antes do primeiro turno das eleições.</p>
<p>O candidato programou para as 10h30 deste sábado uma “Caminhada pela Pacificação”, com concentração na Casa Cury de Colina, na região central da cidade.</p>
<p>Depois da caminhada, a programação prevê o retorno de Cury a Ribeirão Preto. Até o momento, não foram divulgados outros compromissos públicos do candidato para este sábado.</p>
<h2>13h15 - Renan Santos encerra campanha com atos em Santos e São Paulo</h2>
<p>Renan Santos (Missão) concentra em São Paulo seus últimos compromissos de campanha antes do primeiro turno. Ao meio-dia, o candidato tem um ato do chamado “Tour Futuro Glorioso” no Panteão dos Andradas, na Praça Barão do Rio Branco, no centro de Santos.</p>
<p>Às 15h, Renan tem previsto seu último ato de rua na capital paulista, com concentração de apoiadores na Praça da Liberdade e caminhada em direção ao Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da USP.</p>
<p>A programação divulgada pela campanha prevê ainda a participação do candidato no podcast Iron Talks, às 18h, encerrando sua agenda deste sábado.</p>
<h2>12h39 - Em discurso de cinco minutos, Lula defende fim da escala 6x1 e volta a criticar bets</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso de cerca de cinco minutos durante seu último ato de campanha antes do primeiro turno, neste sábado (3), em São Paulo. A fala terminou por volta das 12h24.</p>
<p>Lula voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1 e destacou o avanço da proposta no Senado. A PEC que trata do tema começa a ser discutida no plenário na próxima terça-feira (6) e pode ter sua tramitação acelerada.</p>
<p>O presidente também voltou a criticar as casas de apostas e repetiu uma brincadeira envolvendo o Palmeiras ao falar sobre a relação entre os clubes de futebol e as bets.</p>
<p>Outro tema abordado foi a controvérsia envolvendo os cartões de crédito. Lula procurou esclarecer declarações anteriores sobre o assunto e afirmou que sua intenção é combater práticas que estimulam o endividamento e os juros abusivos. Na sexta-feira (2), após dizer anteriormente que estudava restringir a oferta de mais de um cartão por pessoa, o presidente afirmou que os brasileiros têm direito a possuir quantos cartões quiserem e que sua proposta é impedir o envio de cartões não solicitados pelos clientes.</p>
<p>Na parte final do discurso, Lula enumerou realizações de seus governos, citando programas como o Prouni, a ampliação do acesso ao ensino superior, investimentos em educação e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.</p>
<p>Ao se despedir dos apoiadores, Lula disse que precisava voltar ao trabalho antes da votação deste domingo. O presidente deixou o ato após o discurso, enquanto a caminhada de apoiadores e candidatos aliados continuou sem sua presença.</p>
<h2>12h21 - Caiado concentra último dia de campanha em Goiás

</h2>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) concentra em Goiás seus últimos compromissos antes do primeiro turno. Pela manhã, o candidato à Presidência participou da mobilização ao lado do governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), em Goiânia.</p>
<p>A programação começou com uma caminhada pelo Setor Campinas, com percurso pelas avenidas 24 de Outubro e Anhanguera e chegada prevista à Praça Botafogo. Na sequência, Caiado e aliados programaram uma carreata pela Região Noroeste da capital.</p>
<p>À tarde, Caiado deve percorrer diferentes regiões de Goiânia em um palanque móvel. O encerramento da campanha está previsto para as 17h, em Trindade, com uma caminhada nas proximidades da Basílica do Divino Pai Eterno.</p>
<h2>11h41 - Flávio Bolsonaro e Tarcísio fazem motocarreata no interior de São Paulo</h2>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) participa na manhã deste sábado (3) de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior de São Paulo, ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), no último dia de campanha antes do primeiro turno.</p>
<p>Apoiadores começaram a se concentrar pela manhã em Santa Bárbara d'Oeste, onde aguardaram a chegada dos políticos ao som de jingles de campanha e músicas com críticas ao PT. Flávio e Tarcísio seguiram de moto em direção a Americana pela Rodovia SP-304. Também participam do ato outros candidatos aliados.</p>
<h2>11h38 - Tensão com a PM marca início de ato na Avenida Paulista</h2>
<p>O início do último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do primeiro turno foi marcado por uma discussão entre organizadores e a Polícia Militar sobre a ocupação da Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração ocorre na região da esquina da Paulista com a Rua Augusta.</p>
<p>Por volta das 10h30, policiais pediram que a avenida fosse desobstruída e houve uma discussão entre o comandante da operação e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. Os trios elétricos foram deslocados cerca de 100 metros pela Rua Augusta. Manifestantes vaiaram a PM e fizeram protestos contra o governador Tarcísio de Freitas.</p>
<p>A caminhada havia sido autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mas com a determinação de que as vias não fossem bloqueadas. A decisão prevê a manutenção de espaço livre para a circulação e determina que os organizadores sigam as orientações da PM e da CET.</p>
<p>Lula tem participação prevista na caminhada, que integra sua agenda deste sábado, último dia de campanha antes da votação. O percurso segue pela Rua Augusta em direção à Praça Roosevelt. </p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asR8DAn0RJEaRU1un.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">LUIS ROBAYO</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>AFP__20261003__D26C7YB__v1__HighRes__BrazilElectionCampaign</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Falta de professores se espalha pelo mundo e acende alerta para os próximos anos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/falta-de-professores-se-espalha-pelo-mundo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/falta-de-professores-se-espalha-pelo-mundo?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Encontrar professores qualificados para todas as salas de aula está se tornando um desafio para sistemas educacionais de diferentes partes do mundo. O problema não aparece apenas na existência de vagas que ninguém consegue preencher. Há escolas recorrendo a profissionais que ainda não atendem a todas as exigências de formação, regiões nas quais a dificuldade de contratação é muito maior que a média nacional e disciplinas em que a disputa por trabalhadores qualificados se tornou particularmente intensa.</p>
<p>Esse é o cenário traçado pelo “ Education at a Glance 2026” , relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que neste ano colocou a escassez de professores no centro de sua análise. O estudo reúne dados dos 38 integrantes da entidade e de países como Brasil, Argentina, China, Índia, Indonésia e África do Sul.</p>
<p>A primeira dificuldade é medir o tamanho do problema. Nos 20 sistemas educacionais com informações disponíveis, menos de 4% dos postos de professor dos ensinos primário e secundário estavam oficialmente vagos em 2024/2025. Em muitos países, a proporção ficava abaixo de 1%.</p>
<p>Os números são aparentemente pequenos, porém, escondem situações muito diferentes dentro de um mesmo país. A falta de professores pode estar concentrada em uma disciplina, uma cidade, uma região rural ou uma escola que atende alunos socialmente mais vulneráveis. Por isso, a OCDE considera que olhar apenas para o total de vagas abertas subestima a pressão enfrentada pelas escolas.</p>
<p>Na Letônia, por exemplo, 3,9% dos postos no ensino secundário estavam vagos, ante 1,9% no primário. No Chile, as proporções eram de 3,6% e 2,6%, respectivamente. Na Romênia, 3,3% das vagas do secundário estavam sem professor, mais que o dobro dos 1,5% registrados no primário.</p>
<p>A dificuldade aumenta justamente nas áreas que exigem formação especializada. Entre 16 países dos quais a OCDE obteve informações por disciplina, 11 relataram falta de professores plenamente qualificados tanto em matemática quanto em ciências naturais. Artes, estudos sociais e educação física apresentaram menos problemas de contratação.</p>
<p>A Estônia foi o único desses sistemas a informar escassez em todas as disciplinas e em todos os territórios analisados. Para essa comparação, a OCDE considera que existe escassez quando pelo menos 5% dos postos disponíveis ou das vagas anunciadas para determinada disciplina permanecem sem preenchimento.</p>
<h2>Quando há professor, falta qualificação</h2>
<p>As vagas abertas são apenas uma das faces do problema. Outra aparece quando as escolas conseguem colocar alguém diante dos alunos, mas precisam contratar profissionais que ainda não cumprem todos os requisitos nacionais para exercer a função.</p>
<p>Na média da OCDE, 9,1% dos professores dos ensinos primário e secundário não tinham qualificação completa em 2024/2025. A parcela superava 18% no Chile, Dinamarca, Estônia e Alemanha. Mais significativo ainda: entre 2017/2018 e 2024/2025, cerca de dois terços dos países com dados comparáveis registraram aumento da proporção desses profissionais.</p>
<p>A distribuição também é desigual dentro dos próprios países. No Chile, 77% dos estudantes do ensino primário e 69% dos alunos dos anos finais estudavam em escolas públicas nas quais mais de um em cada dez professores não tinha qualificação completa.</p>
<p>Em algumas regiões, a concentração é muito maior. Em Chañaral, no Chile, 40,2% dos docentes estavam nessa situação. Na região de Bruxelas pertencente à comunidade flamenga da Bélgica, eram 20,2%, e no distrito de Jerusalém, em Israel, 18,1%. Na Noruega, os percentuais mais elevados aparecem no norte do país e em áreas mais remotas, como Troms, com 11,1%, Finnmark, com 10,9%, e Nordland, com 10,5%.</p>
<p>É justamente essa concentração que torna a escassez difícil de enxergar nas médias nacionais. Um país pode ter poucos postos oficialmente vagos e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldade severa para colocar professores qualificados de determinadas matérias em determinadas escolas.</p>
<h2>Aposentadorias devem aumentar a pressão</h2>
<p>O problema tende a ganhar uma nova dimensão à medida que os professores envelhecem. Um em cada quatro docentes do ensino secundário na OCDE já tem 55 anos ou mais, o que significa que uma parcela expressiva do quadro deverá deixar as salas de aula nos próximos anos.</p>
<p>Há um movimento demográfico na direção contrária: o número de crianças entre 5 e 14 anos deverá cair 9% entre 2024 e 2033 nos países da organização. Isso poderia sugerir que menos alunos resolveriam naturalmente parte da falta de professores.</p>
<p>A OCDE alerta que a conta não é tão simples. A queda da população escolar não ocorrerá de maneira uniforme, assim como a escassez atual não está distribuída igualmente. Uma região pode perder alunos e ficar com professores disponíveis, enquanto outra continua sem conseguir contratar profissionais de matemática ou ciências. O desafio, portanto, envolve também redistribuir recursos e planejar onde os docentes serão necessários.</p>
<p>Há ainda problemas que não aparecem na contagem de vagas. Na Áustria, 11% dos professores ficaram afastados por mais de dois meses durante o ano letivo de 2024/2025. Na Coreia do Sul, foram 9%. Licenças prolongadas podem criar dificuldades adicionais para escolas que já não encontram profissionais qualificados para substituições.</p>
<p>“Hoje, está cada vez mais difícil recrutar, reter e alocar professores qualificados onde eles são mais necessários”, afirmou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann. De acordo com ele, os sistemas precisam se antecipar ao problema, manter os professores que já estão na profissão e ampliar a formação e a entrada de novos profissionais sem reduzir os padrões de qualidade.</p>
<h2>Uma profissão satisfeita, mas pouco valorizada</h2>
<p>A OCDE coloca a escassez de professores dentro de uma disputa maior por trabalhadores qualificados. Escolas precisam concorrer com outros setores por pessoas com formação elevada.</p>
<p>A remuneração é parte dessa equação. Nos países da organização, os professores recebem, em média, entre 87% e 95% do rendimento de outros trabalhadores com formação superior. Para quem está começando a carreira nos anos finais do ensino fundamental, a diferença é ainda maior: o salário inicial equivale, em média, a 61% do rendimento de trabalhadores com nível de escolaridade semelhante.</p>
<p>Mas dinheiro não explica tudo. Carga de trabalho, autonomia profissional, relação com a direção da escola, possibilidades de progressão na carreira e reconhecimento social também interferem na decisão de entrar ou permanecer no magistério.</p>
<p>O contraste aparece nos próprios professores: 85% dizem estar satisfeitos com seu trabalho, mas somente 22% acreditam que a profissão é valorizada pela sociedade.</p>
<p>Alguns países tentam ampliar o contingente disponível atraindo pessoas que já construíram uma carreira em outra área. Esses profissionais, definidos pela OCDE como aqueles que trabalharam pelo menos dez anos fora da educação antes de ingressar no magistério, representam 8% dos professores dos anos finais do ensino fundamental, em média.</p>
<p>A proporção passa de 16% na Austrália, Bulgária, Islândia, Holanda, Nova Zelândia e Estados Unidos, enquanto fica abaixo de 1% na Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e Turquia. Para a OCDE, criar caminhos para a mudança de carreira pode ajudar a enfrentar a escassez, desde que a ampliação das formas de ingresso não implique redução das exigências de qualificação.</p>
<p>A organização também aponta tecnologia e inteligência artificial como instrumentos capazes de reduzir tarefas administrativas e liberar mais tempo para que professores se dediquem ao ensino e aos alunos.</p>
<h2>Brasil tem professores mais jovens, mas carreira é menos valorizada</h2>
<p>O relatório não apresenta para o Brasil uma taxa de vagas docentes não preenchidas comparável à disponível para países como Chile e Letônia. Os indicadores permitem, no entanto, identificar algumas diferenças importantes entre a situação brasileira e a média da OCDE.</p>
<p>Uma delas joga a favor do país diante da onda de aposentadorias esperada em diversas economias desenvolvidas. No Brasil, 15% dos professores do ensino secundário têm 55 anos ou mais, enquanto na média da OCDE são aproximadamente 25%. Cerca de 24% dos docentes brasileiros dessa etapa têm menos de 35 anos.</p>
<p>Por outro lado, a percepção de reconhecimento da carreira é particularmente baixa. Só 14,1% dos professores brasileiros consideram que sua profissão é valorizada pela sociedade, diante de 21,7% na média da OCDE.</p>
<p>As diferenças aparecem também nas condições de trabalho. No Brasil, 63,5% dos professores têm vínculo permanente, ante 80,7% na média da organização. Outros 18,7% têm contrato por prazo determinado superior a um ano e 17,8%, contratos de um ano ou menos.</p>
<p>A satisfação também fica abaixo da média. Entre os professores brasileiros, 44,3% dizem estar satisfeitos com suas condições de emprego, sem considerar o salário, contra 68,4% na OCDE. Quando a pergunta é especificamente sobre a remuneração, a satisfação cai para 22,3% no Brasil, ante 38,7% na média da organização.</p>
<h2>Menos recursos por aluno</h2>
<p>As diferenças entre os sistemas educacionais aparecem também no dinheiro disponível para atender cada estudante.</p>
<p>Em 2023, os países da OCDE gastaram, em média, US$ 13.639 por aluno do ensino primário. Nos anos finais do ensino fundamental, o valor chegou a US$ 15.305. Os números são convertidos pela paridade do poder de compra (PPC), que leva em consideração as diferenças de preços entre os países e torna a comparação mais próxima do poder de compra real dos recursos.</p>
<p>A distância entre os países é grande. No primário, a maior parte das economias da OCDE gasta entre US$ 10 mil e US$ 17 mil por estudante. Islândia, Luxemburgo e Noruega superam US$ 19 mil. Na outra ponta, Colômbia e Turquia ficam abaixo de US$ 5 mil.</p>
<p>Considerando conjuntamente os ensinos primário, secundário e pós-secundário não superior em instituições públicas, o investimento dos governos da OCDE é de US$ 13.859 por aluno, em média. Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suíça ultrapassam US$ 20 mil. Luxemburgo chega a US$ 34.515.</p>
<p>O Brasil está muito abaixo desses valores. Isso não significa, porém, que o país simplesmente destine uma parcela pequena de sua economia à educação. Em 2023, o aporte governamental brasileiro do ensino primário ao superior correspondia a cerca de 4,4% do PIB, enquanto a média comparável da OCDE ficava próxima de 3,9%.</p>
<p>A aparente contradição se explica pelo tamanho da economia e pelo número de estudantes entre os quais os recursos precisam ser divididos. Países de renda mais alta podem transformar uma parcela semelhante — ou até menor — de seu PIB em um volume muito maior de dinheiro por aluno.</p>
<p>Essa diferença importa para a discussão sobre professores. Na média da OCDE, 66% das despesas das instituições educacionais, do ensino primário ao superior, são destinadas à remuneração de profissionais. A própria organização relaciona os recursos disponíveis para pessoal à capacidade dos sistemas de tornar o magistério atraente e enfrentar a escassez.</p>
<p>O desafio, portanto, não se limita a encontrar pessoas para ocupar vagas. Envolve formar professores, conseguir levá-los às escolas e disciplinas em que são mais necessários e oferecer condições para que permaneçam na carreira. E, com um quarto dos docentes do ensino secundário da OCDE já acima dos 55 anos, essa necessidade tende a se tornar mais urgente antes mesmo que a próxima geração de alunos chegue às salas de aula.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asRa7spNLLAigG1J4.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Unsplash/ Artturi Jalli</media:credit>
        <media:title>lousa-matemática</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>EUA e Austrália fecham embaixadas no Brasil às vésperas da eleição em meio a tensão sobre possível interferência</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/eua-e-australia-fecham-embaixadas-no-brasil-as-vesperas-da-eleicao-em-meio-a-tensao-sobre-possivel-interferencia</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/eua-e-australia-fecham-embaixadas-no-brasil-as-vesperas-da-eleicao-em-meio-a-tensao-sobre-possivel-interferencia?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As embaixadas dos  Estados Unidos  e da  Austrália  suspenderam as atividades presenciais no Brasil nesta sexta-feira, 2,  dois dias antes do primeiro turno das eleições de 2026 . </p>
<p>A diplomacia americana justificou o fechamento da embaixada em Brasília e dos consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre por “questões de segurança”, mas não informou qual seria a ameaça nem estabeleceu uma data para a retomada dos serviços. </p>
<p>O Departamento de Estado americano também orientou cidadãos dos EUA que precisem de assistência emergencial a  não comparecer às instalações diplomáticas  durante o período de suspensão. </p>
<p>Segundo a agência de notícias Reuters, a  Casa Branca afirmou que trabalha em conjunto com autoridades brasileiras para lidar com as preocupações de segurança , mas não relacionou oficialmente o alerta ao primeiro turno da eleição, marcado para domingo, 4.</p>
<p>A decisão americana foi seguida pela Austrália. A embaixada australiana em Brasília permaneceu fechada nesta sexta-feira, citando   preocupações de segurança e o alerta emitido pelos EUA . O governo australiano recomendou ainda que seus cidadãos evitassem as embaixadas e consulados americanos no Brasil. Em seu aviso, a Austrália mencionou a possibilidade de ataques terroristas em locais públicos e orientou estrangeiros a permanecerem atentos. </p>
<p>A nação mantém, assim como os EUA, participação no  Five Eyes ,  aliança de compartilhamento de inteligência  que conta ainda com Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia. Apesar do alerta, a classificação australiana de risco para viagens ao Brasil permanece no nível 2, que recomenda “exercer um alto grau de cautela”. </p>
<h2>Fechamento se dá em momento de tensão política</h2>
<p>A coincidência entre o fechamento das representações diplomáticas e a reta final da eleição acrescentou um novo elemento à crise nas relações entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, o  governo de Donald Trump adotou sanções comerciais e diplomáticas contra o Brasil , enquanto integrantes da oposição brasileira estreitaram contatos com autoridades americanas.</p>
<p>Na segunda-feira, 28,  três senadores democratas dos EUA — Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch — enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, questionando a atuação do governo Trump na eleição brasileira . Os parlamentares questionaram, entre outros pontos, se Washington se comprometeria a reconhecer o resultado certificado das urnas e a manter relações diplomáticas normais com o candidato escolhido pelos brasileiros. </p>
<p>Os senadores mencionaram como pontos de preocupação o tarifaço imposto ao Brasil, medidas  adotadas durante o processo contra Jair Bolsonaro (PL), o encontro de Trump com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca e a atuação de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado para assuntos brasileiros. </p>
<p>As manifestações de parlamentares americanos, porém,  não equivalem a uma confirmação de que o governo Trump esteja promovendo uma interferência eleitoral . O próprio Departamento de Estado rejeitou acusações de ingerência, segundo a Reuters. A suspensão dos serviços consulares também não foi oficialmente apresentada pelos EUA como uma medida relacionada à eleição. </p>
<h2>Trump diz acompanhar eleição 'muito de perto'</h2>
<p>O episódio ocorreu um dia depois do  mandatário americano afirmar que acompanha “muito de perto” a eleição presidencial brasileira . Questionado por jornalistas na quinta-feira, 1º,Trump afirmou que o Brasil e seu pleito são “muito importantes”, mas  não declarou apoio explícito a nenhum candidato naquela ocasião . </p>
<p>Acontece que o republicano tem   proximidade política reconhecida com Flávio Bolsonaro e o objetivo declarado de contribuir para a  eleição de mais chefes de Estado alinhados a seus objetivos na América do Sul , como  mostrou o  GSW Brasil . </p>
<p>Ao mesmo tempo, Washington afirmou anteriormente que respeitaria o resultado das urnas brasileiras. Uma fonte do governo Trump disse à CNN Brasil que os EUA reconhecerão a escolha dos brasileiros.</p>
<p>Em análise publicada nesta sexta-feira, o correspondente internacional Jamil Chade relacionou o fechamento dos postos americanos ao ambiente de tensão eleitoral. Segundo a apuração do jornalista, integrantes do alto escalão do governo brasileiro interpretaram a medida como mais um sinal de possível ingerência americana.</p>
<p>Chade destacou, porém, um ponto relevante:  os EUA não elevaram a classificação de risco para turistas que viajam ao Brasil , apesar do fechamento dos postos. Na avaliação dele, a sinalização pública de que Washington teme violência pode contribuir para a construção de uma percepção internacional de instabilidade em torno da eleição.</p>
<p>Outros analistas da área, como Lourival Sant'Anna, da CNN Brasil, avaliam que a postura intervencionista pode provocar efeito contrário ao pretendido: segundo ele, sinais de interferência podem provocar reação negativa entre eleitores e levar impopularidade a candidatos alinhados a Trump. Essa percepção pode contribuir para demover os interesses do republicano.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asIwRV2pXe67beFg9.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">EVARISTO SA</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Embaixada da Austrália, no Distrito Federal, fechada por 'razões de segurança' dois dias antes das eleições brasileiras</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/petrobras-faz-2-descoberta-de-petroleo-no-amapa-e-reforca-potencial-da-foz-do-amazonas</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/petrobras-faz-2-descoberta-de-petroleo-no-amapa-e-reforca-potencial-da-foz-do-amazonas?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 16:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 2, uma segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá. O novo achado ocorreu durante o aprofundamento da perfuração. Em agosto, no mesmo poço, a companhia já havia encontrado petróleo.</p>
<p>O Morpho, identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, está no bloco FZA-M-59, a cerca de 180 quilômetros da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. No local, a profundidade do mar chega a 2.886 metros.</p>
<p>A Bacia da Foz do Amazonas é uma das cinco bacias que formam a Margem Equatorial brasileira. Essa faixa se estende pelo litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada uma das novas fronteiras de exploração de petróleo do país.</p>
<p>Depois da primeira descoberta, a Petrobras continuou a perfuração para investigar formações mais profundas. Foi nesse processo que encontrou outro intervalo com petróleo, identificado por meio de perfis elétricos, indícios em rochas e amostras de fluidos coletadas durante a operação.</p>
<p>O material da nova descoberta ainda será analisado em laboratório. No caso do petróleo encontrado em agosto, a Petrobras informou que os estudos realizados até agora confirmaram a boa qualidade do óleo.</p>
<h2>Ainda não é uma nova reserva</h2>
<p>A segunda descoberta aumenta o conhecimento sobre uma região ainda pouco explorada e reforça os indícios de que a Bacia da Foz do Amazonas pode abrigar volumes relevantes de petróleo. Mas encontrar óleo não significa que uma nova reserva comercial tenha sido comprovada.</p>
<p>Ainda é necessário determinar a extensão da acumulação, quanto petróleo existe, quanto poderá ser retirado e se os custos e as condições técnicas tornam a produção economicamente viável.</p>
<p>Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima em 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente o volume recuperável potencial na porção noroeste da bacia. O número indica o que a região pode conter a partir de estudos geológicos, e não quanto petróleo já foi comprovado.</p>
<p>A nova descoberta no Morpho acrescenta informações para que a Petrobras consiga avaliar melhor esse potencial.</p>
<h2>Produção nas próximas décadas</h2>
<p>O Brasil atualmente produz mais petróleo do que consome e é exportador líquido. Isso não significa, porém, que o nível atual de produção esteja garantido no futuro.</p>
<p>Campos de petróleo perdem produtividade ao longo dos anos. Por isso, novas descobertas são importantes para repor reservas e sustentar a produção à medida que áreas hoje relevantes amadurecem.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as6qmnrk7UTeDIGP2.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Mapa mostra a localização do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a cerca de 180 km da costa do Amapá, onde a Petrobras fez duas descobertas de petróleo neste ano. "/>
<p>É nesse contexto que a Margem Equatorial se configura como uma das novas fronteiras de exploração. Se as descobertas na Foz do Amazonas se mostrarem comercialmente viáveis, a região poderá ampliar a produção nacional e ajudar o país a manter sua capacidade de produzir e exportar petróleo nas próximas décadas.</p>
<p>A exploração da Foz do Amazonas ocorre, no entanto, em uma área ambientalmente sensível.  Entre as preocupações estão a grande profundidade da perfuração, que pode dificultar a resposta a um eventual vazamento de óleo, e a proximidade de ecossistemas importantes, como manguezais e um sistema de recifes que ainda não foi totalmente mapeado.  </p>
<p>A Petrobras afirma ter montado uma estrutura de emergência com embarcações para contenção e recolhimento de óleo, monitoramento e atendimento à fauna.</p>
<p>Por enquanto, a companhia continuará a perfuração e a avaliação das formações encontradas no Morpho. Os próximos estudos deverão indicar a dimensão das descobertas e se o petróleo identificado poderá, no futuro, ser explorado comercialmente.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asaLpORxylCaK8lU7.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Divulgação/ Foresea</media:credit>
        <media:title>PETROBRAS-sonda-perfuraçao</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Baixa adesão às vacinas contra gripe e Covid-19 amplia vulnerabilidade de gestantes e bebês</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/baixa-adesao-vacinas-gripe-covid19-amplia-riscos-gestantes-bebes</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/baixa-adesao-vacinas-gripe-covid19-amplia-riscos-gestantes-bebes?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 16:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O receio contra vacinas durante a gestação tem gerado graves consequências para a saúde materna e infantil no Brasil. </p>
<p>Embora o acompanhamento pré-natal rígido e a vacinação completa garantam a proteção de mulheres, parcela significativa das grávidas no Brasil não alcança a imunização adequada. Particularmente no caso de gripe e Covid-19.</p>
<p>Levantamentos do Ministério da Saúde indicam um cenário preocupante. A cobertura vacinal de gestantes contra a Covid-19 permaneceu estagnada em 55% em 2025 e nos dados preliminares deste ano. </p>
<p>Já no caso da Influenza, o índice atingiu 63% no ano passado e subiu para 76% nos registros parciais atuais. Ambas as taxas continuam distantes da meta oficial de 90%.</p>
<h2>Como se proteger</h2>
<p>O Sistema Único de Saúde disponibiliza um calendário específico para gestantes, que inclui, além de gripe e Covid-19, imunizantes contra hepatite B, tétano e difteria (dT), coqueluche (dTpa) e vírus sincicial respiratório (VSR), além da indicação pontual para febre amarela em áreas de risco. Confira:</p>
<p>Ao saber da gravidez:</p>
<p>. Hepatite B (3 doses). dT - difteria e tétano (3 doses). Influenza (1 dose). Covid-19 (1 dose)</p>
<p>A partir da 20ª semana:</p>
<p>. dTpa - difteria, tétano e coqueluche (1 dose)</p>
<p>A partir da 28ª semana:</p>
<p>. VSR - vírus sincicial respiratório (1 dose)</p>
<h2>Impacto clínico </h2>
<p>A baixa cobertura resulta em complicações severas. Entre 2023 e o início de agosto de 2026, pelo menos 286 gestantes e puérperas evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrente de Influenza, culminando em 25 óbitos (sete deles registrados este ano). </p>
<p>No mesmo intervalo, a Covid-19 ocasionou 205 quadros graves e 21 mortes nesse grupo. Durante o ápice da pandemia (2020 a 2022), o vírus provocou 3.547 diagnósticos de SRAG e 811 mortes entre gestantes e puérperas — uma letalidade próxima a 25%.</p>
<p>Embora os índices gerais tenham recuado com o progresso da imunização, as duas enfermidades ainda respondem por cerca de 30% dos episódios de SRAG gestacional em 2026, e por mais de metade dos óbitos registrados da síndrome.</p>
<p>Especialistas apontam que a desinformação e a subestimação do risco explicam os números. Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que há negligência quanto à gravidade da gripe e persistência de mitos infundados sobre a segurança dos imunizantes de Covid-19. </p>
<p>A médica desfaz esses mitos e reforça que a tecnologia empregada nessas vacinas conta com respaldo de segurança global.</p>
<p>Transferência de imunidade</p>
<p>O cuidado redobrado durante a gravidez justifica-se por alterações fisiológicas do organismo. </p>
<p>Segundo Giuliane Lajos, médica da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, a adaptação do sistema imunológico da mulher para evitar a rejeição do feto, somada à diminuição do espaço pulmonar no terço final da gestação, eleva a suscetibilidade a infecções e a casos graves. </p>
<p>Níveis severos de infecção podem gerar estresse metabólico, afetar o funcionamento da placenta e precipitar partos prematuros.</p>
<p>Além de resguardar a mãe, as vacinas asseguram a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida, via transferência placentária de anticorpos. Isso porque esquemas vacinais para Covid-19 e influenza, nos bebês, só começa aos 6 meses de idade.</p>
<p>Estudos indicam que a imunização materna contra a gripe reduz em até 70% as infecções nos lactentes e que a concentração de anticorpos específicos contra Covid-19 no cordão umbilical chega a superar a do sangue materno.</p>
<p>A vulnerabilidade dos lactentes sem proteção é evidenciada pelos números do Ministério da Saúde.</p>
<p>Até setembro deste ano, a Influenza causou quase 4 mil casos graves de SRAG e 55 mortes em crianças menores de 2 anos. </p>
<p>No mesmo período, a Covid-19 vitimou 18 crianças nessa faixa etária, somando 808 hospitalizações graves.</p>
<p>VSR e Coqueluche</p>
<p>O impacto da vacinação materna reflete-se no controle do VSR e da coqueluche:</p>
<h3>A importância da prevenção</h3>
<p>Especialistas e profissionais de saúde reforçam que as vacinas recomendadas na gestação são seguras e isentas de riscos de malformações ou sequelas fetais.</p>
<p> Contudo, barreiras de informação persistem tanto entre a população quanto entre parte dos profissionais médicos.</p>
<p>Na atenção básica, estratégias de integração têm mostrado eficiência para elevar a cobertura. </p>
<p>Na rede municipal de saúde do Rio de Janeiro, por exemplo, a verificação do cartão de vacina é realizada no acolhimento do pré-natal, com aplicação imediata das doses no mesmo dia da consulta. </p>
<p>A busca ativa executada por agentes comunitários de saúde e a abordagem do tema em grupos de gestantes auxiliam na checagem do calendário e no combate a receios sobre a segurança dos imunizantes.</p>
<p>Com informações da Agência Brasil.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as9nR6tJG15QjG2zW.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">DIEGO CERRO</media:credit>
        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>Depositphotos_vacina-gestantes</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Futebol brasileiro enfrenta desafio de romper o ciclo de violência contra as mulheres</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/futebol-brasileiro-desafio-ciclo-de-violencia-contra-mulheres</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/futebol-brasileiro-desafio-ciclo-de-violencia-contra-mulheres?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 14:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Ao fim de uma partida, as arquibancadas se esvaziam, mas um grupo de torcedoras não sai do lugar. "Hoje, ficar no estádio é mais seguro do que em casa", dizem mensagens projetadas na Arena Fonte Nova, estádio do Bahia.</p>
<p>A ação foi promovida pelo clube, suas torcedoras e a ONU, em resposta a um relatório que registrou um aumento das denúncias de violência contra a mulher nos dias de jogos.</p>
<p>Tanto as ameaças quanto as lesões corporais, que acontecem sobretudo em casa, aumentam mais de 25%, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que analisou dados entre 2023 e 2025 em grandes cidades do país. O número sobe para 44% entre mulheres de 15 a 29 anos.</p>
<p>Embora o futebol não cause a violência, a entidade destaca que esse esporte pode intensificá-la quando ela já existe. Fatores como o consumo de álcool potencializam o problema.</p>
<p>À medida que o Brasil se prepara para se tornar o primeiro país sul-americano a sediar a Copa do Mundo Feminina, em 2027, Virgínia Campos, sócia-torcedora do Bahia, pede ações para frear este flagelo.</p>
<p>No fim de agosto, esta desenvolvedora de software, de 35 anos, participou do ato "Terceiro tempo", após uma partida entre Bahia e o Internacional, na Arena Fonte Nova, em Salvador.</p>
<p>Eram 180 mulheres, o número da linha de emergência para denunciar agressões contra a mulher. O protesto foi gravado para gerar vídeos de uma campanha que incentiva as torcedoras a denunciarem casos.</p>
<h2>"Xingadas e agredidas"</h2>
<p>Virgínia não foi vítima de violência doméstica, mas diz que os problemas não acontecem apenas nesse contexto.</p>
<p>"O tempo todo somos xingadas e agredidas pelos próprios torcedores do clube", relata à AFP.</p>
<p>"Jogam um copo de cerveja para baixar a bandeira" e "já chegaram a acontecer casos de violência física", conta a torcedora, que exige que os clubes assumam seu "papel social".</p>
<p>A violência contra a mulher é um problema generalizado no Brasil há décadas. Em 2025, foi registrado um recorde de feminicídios pelo quarto ano consecutivo, com uma média de quatro mortes por dia.</p>
<p>E o futebol brasileiro tem sido manchado por casos dramáticos, como o assassinato, em 2010, da modelo Eliza Samudio pelo goleiro Bruno, na época titular do Flamengo. Ele foi condenado a 22 anos de prisão, mas o corpo da vítima nunca foi encontrado.</p>
<p>Para o CEO do Bahia, Raul Aguirre, o clube tem a responsabilidade de utilizar sua visibilidade "para provocar reflexões e mobilizar a sociedade em torno de temas urgentes", para que nenhuma mulher enfrente este problema sozinha.</p>
<h2>Rumo à Copa do Mundo</h2>
<p>Por sua popularidade, o esporte pode ser uma "ótima ferramenta de mudança social e de direitos humanos", analisa Michele Dantas, representante do Bahia do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), copromotor da iniciativa "Terceiro Tempo".</p>
<p>Ela explica que o fundo trabalha na preparação da Copa do Mundo Feminina, que será disputada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho de 2027.</p>
<p>Por este motivo, estabelece contatos com clubes, com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa para campanhas de conscientização e desenvolve um protocolo de segurança para a mulher em estádios.</p>
<p>Procuradas pela AFP, a Fifa e a CBF não fizeram comentários. Em março, a CBF aderiu a uma campanha lançada pelo governo contra o feminicídio.</p>
<p>Virgínia pede a "naturalização" da presença das mulheres no futebol, que foi proibido por decreto para elas no Brasil de 1941 a 1979.</p>
<h2>"Salvar vidas"</h2>
<p>Projetos de prevenção relacionados ao futebol ganham espaço: um aplicativo gratuito para celulares que envia alertas em casos de violência contra a mulher, o "Todas por Uma", participa de campanhas de conscientização com organizações esportivas.</p>
<p>Ele funciona com um pequeno dispositivo que captura áudios e fotos e envia alertas e localização em tempo real para uma rede de pessoas de confiança, a fim de contatar autoridades em situações de emergência.</p>
<p>O ponto de partida foi o Campeonato Paulista de Futebol Feminino em 2023, quando o aplicativo foi apresentado nos estádios e nas transmissões das partidas.</p>
<p>Centenas de mulheres o instalaram e 13 casos foram gerenciados com sucesso durante estes eventos.</p>
<p>O trabalho com o esporte continua e em agosto, 500 dispositivos do "Todas por Uma" foram entregues em Rondônia, em conjunto com a Federação de Futebol do Estado de Rondônia.</p>
<p>"O futebol pode salvar milhares de vidas em vez de provocar uma tragédia", disse à AFP Matheus Diniz, responsável pelo desenvolvimento do aplicativo.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as2YhbZB4dhQpWJJN.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ EC Bahia</media:credit>
        <media:title>estadio-mulheres-bahia</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cancelamento de debate da Globo transforma noite de Lula e Flávio em guerra de audiência</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cancelamento-de-debate-da-globo-transforma-noite-de-lula-e-flavio-em-guerra-de-audiencia</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/cancelamento-de-debate-da-globo-transforma-noite-de-lula-e-flavio-em-guerra-de-audiencia?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 11:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  cancelamento do debate presidencial da TV Globo  na noite de quinta-feira, 1º, anunciado menos de uma hora antes do início previsto, concretizou a  ausência de um confronto direto entre o presidente Lula (PT)  e o  senador Flávio Bolsonaro (PL) , candidatos mais competitivos ao Palácio do Planalto, antes do primeiro turno da eleição.</p>
<p>O mundo político conviveu com expectativas distintas quanto ao evento. O  petista emitia sinais de que abriria mão de comparecer , enquanto o  filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prometia a participação mesmo sem o oponente . Por fim, Lula marcou uma entrevista ao Flow Podcast e Flávio manteve a posição.</p>
<h2>Judicialização interdita debate</h2>
<p>O desfecho  foi selado após uma  sequência de decisões judiciais  que interferiram nas regras previamente acordadas para o debate. Na tarde de quinta-feira, a ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral),  proibiu a TV Globo de exibir o púlpito do presidente vazio e os concorrentes de formularem perguntas a ele . A determinação atendeu a um pedido da campanha do PT, que havia endossado essa regra.</p>
<p>Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido do partido Solidariedade e  decidiu que Renan Santos (Missão) deveria ser convidado ao debate . </p>
<p>A emissora havia convidado Lula, Flávio, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), que concorrem por siglas com a representação exigida no Congresso; por  determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Romeu Zema (Novo) havia sido incluído na lista anteriormente.</p>
<p>A Globo atribuiu às intervenções judiciais a responsabilidade pelo cancelamento do encontro. Mas um fato importante antecedeu esse anúncio:  após a decisão de Gilmar, Flávio voltou atrás em sua promessa e desistiu de debater .</p>
<p>O cenário sintetiza um processo eleitoral marcado pela judicialização. Para além da  disputa de liminares e quebras de sigilo que alimenta as campanhas bolsonarista e petista em torno do escândalo do Banco Master , nos últimos dias STF e TSE interviram sobre a  circulação de notícias falsas associando Flávio à possibilidade de retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de Padroeira do Brasil  com decisões contraditórias que expuseram a capitalização eleitoral das cortes.</p>
<h2>Candidatos e suas agendas</h2>
<p>Habituado à postura de embates com o Judiciário, o  candidato do PL  chamou as intervenções no debate de " censura no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha ".  Lula, que já não iria, disse que o formato é "infrutífero" .</p>
<p>Ambas as declarações foram proferidas durante  transmissões digitais em que os dois presidenciáveis que lideram as pesquisas de intenção de voto estiveram . O presidente, conforme previsto, concedeu entrevista ao Flow Podcast, enquanto Flávio abriu uma live de protesto em seu próprio canal de YouTube, a TV Celular.</p>
<p>No pico de audiência das transmissões, a  entrevista do petista somava 1,64 milhão de aparelhos conectados no canal do Flow e outros 153 mil no canal de Lula . A  live de Flávio alcançou cerca de 534 mil aparelhos sintonizados .</p>
<p>O alcance não é comparável ao que o debate projetava. Para se ter uma estimativa, o Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo, alcança diariamente cerca de 23 milhões de espectadores, conforme dados interpretados do PNT (Painel Nacional de Televisão). Mas os principais postulantes ao Planalto sinalizam  preferir a comunicação direta com seu eleitorado, em canais próprios ou mais informais  e  sem possibilidade de serem confrontados  por concorrentes.</p>
<p>A condição já havia sido estabelecida quando Lula e Flávio se ausentaram da TV Bandeirantes, que promove o debate inaugural da campanha, e no cancelamento do encontro que seria promovido por um pool de emissoras em razão da recusa de ambos ao convite. O embate não ocorrerá até o primeiro turno, mas isso não parece afetar o desempenho eleitoral dos dois favoritos ao pleito.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1EzpvF1lhE8hn1q.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
        <media:credit role="provider">Global South World Brasil</media:credit>
        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos, Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>INSS garantirá renda a mulher que se afastar do trabalho por violência doméstica</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/inss-renda-mulher-afastada-trabalho-violencia-domestica</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/inss-renda-mulher-afastada-trabalho-violencia-domestica?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 20:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Mulheres que precisarem se afastar do trabalho por decisão da Justiça para se proteger de violência doméstica terão a renda mantida por um período de até seis meses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou nesta quinta-feira, 1º, parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que determina como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá fazer esses pagamentos.</p>
<p>A medida vale para os casos em que o afastamento do local de trabalho for determinado pela Justiça como medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.</p>
<p>Para as mulheres que têm emprego e são seguradas da Previdência, os primeiros 15 dias de afastamento serão pagos pelo empregador. A partir do 16º dia, o pagamento ficará a cargo do INSS, pelo período determinado pela Justiça, respeitado o limite de seis meses.</p>
<p>Já as mulheres seguradas da Previdência, mas sem vínculo de emprego, como contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, receberão o pagamento integralmente do INSS desde o início do afastamento.</p>
<p>Para mulheres que não são seguradas da Previdência, o pagamento será assistencial e ficará a cargo do Estado ou município indicado pelo juiz. Nesse caso, a Justiça também deverá reconhecer que, com o afastamento, a mulher ficará sem meios para garantir o próprio sustento.</p>
<h2>Decisão judicial será suficiente para pagamento</h2>
<p>A Lei Maria da Penha já prevê que a Justiça pode determinar o afastamento da mulher do local de trabalho por até seis meses, mantendo o vínculo de emprego, quando a medida for necessária para protegê-la. A legislação, porém, não tinha estabelecido expressamente quem deveria garantir sua renda durante esse período.</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu a questão ao julgar um caso envolvendo uma vítima de violência doméstica no Paraná. Em dezembro de 2025, a Corte decidiu que a mulher que tivesse o afastamento determinado pela Justiça como medida protetiva deveria continuar recebendo renda. Em junho deste ano, ao analisar recurso apresentado pelo INSS, o STF complementou a decisão e esclareceu pontos sobre contribuição previdenciária, tempo de contribuição e pagamento às mulheres que não são seguradas.</p>
<p>A decisão do STF nesse tipo de processo obrigava diretamente juízes e tribunais, mas ainda faltava uma orientação para que os órgãos federais, especialmente o INSS, aplicassem o entendimento de maneira uniforme.</p>
<p>É essa lacuna que o parecer da AGU aprovado por Lula preenche. Com a aprovação, o entendimento passa a ser obrigatório para os órgãos e entidades do governo federal.</p>
<p>Na prática, quando a Justiça determinar o afastamento como medida protetiva, essa decisão será suficiente para que o INSS providencie o pagamento. A autarquia deverá verificar apenas se a mulher é segurada da Previdência.</p>
<p>Não poderá exigir nova perícia médica, comprovação de incapacidade para o trabalho nem fazer outra análise sobre a necessidade do afastamento. Essa avaliação já terá sido feita pela Justiça ao conceder a medida protetiva.</p>
<h2>Sem carência e com tempo contado para aposentadoria</h2>
<p>A mulher não precisará ter feito um número mínimo de contribuições ao INSS para receber o pagamento. Também não haverá desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido durante o afastamento.</p>
<p>Além disso, o período será contado como tempo de contribuição para a aposentadoria, sem que a mulher tenha de recolher a contribuição correspondente.</p>
<p>O Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias, contados da publicação da aprovação do parecer, para regulamentar o procedimento.</p>
<p>A regulamentação deverá prever um serviço específico nos canais de atendimento do INSS, inclusive no Meu INSS, para apresentação da decisão judicial. O atendimento terá de ser prioritário e sigiloso para preservar a privacidade da vítima.</p>
<p>As regras também serão aplicadas aos afastamentos que já estiverem em andamento quando a regulamentação entrar em vigor, desde que tenham sido determinados pela Justiça com base na Lei Maria da Penha.</p>
<h2>INSS poderá cobrar valor do agressor</h2>
<p>Os valores desembolsados pelo INSS poderão ser cobrados posteriormente do responsável pela violência doméstica. A cobrança será feita judicialmente para ressarcir a Previdência dos recursos pagos à vítima.</p>
<p>O parecer relaciona a garantia de renda à possibilidade de a mulher se afastar de uma situação de risco sem perder sua independência financeira. O documento destaca que o local de trabalho pode se tornar um ponto de vulnerabilidade porque o agressor frequentemente conhece o endereço e os horários da vítima.</p>
<p>A AGU mencionou dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Ele aponta que 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no país em 2025, alta de 4% em relação ao ano anterior e o maior número da série histórica. Outras 4.189 sobreviveram a tentativas de feminicídio.</p>
<p>Crédito da foto:  Depositphotos</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as79hMgzkagVfgX4E.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Depositphotos/ People Images</media:credit>
        <media:title>violencia domestica</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com desistências na reta final, direita busca unidade por governos e maioria do Senado</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-desistencias-na-reta-final-direita-busca-unidade-por-governos-e-maioria-do-senado</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-desistencias-na-reta-final-direita-busca-unidade-por-governos-e-maioria-do-senado?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:55:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em movimento pouco habitual nas eleições gerais brasileiras,  concorrentes ao Senado e ao governo de estados relevantes do país decidiram abandonar a candidatura  às vésperas do primeiro turno. Os políticos que não estarão mais nas urnas neste domingo, 4, têm em comum o pertencimento ao  campo ideológico da direita .</p>
<p>Alinhado à candidatura de  Flávio Bolsonaro (PL)  à Presidência da República, este grupo reforça, com o movimento da reta final, a busca por  alterar a dinâmica de poder em redutos do presidente Lula (PT)  e obter a  maioria entre as 54 cadeiras em disputa no Senado.</p>
<h2>Bolsonaristas evitam divisão por foco no Senado</h2>
<p>O bloco de desistências foi puxado em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, onde  Ricardo Salles (Novo)  anunciou na segunda-feira, 28, que abdicaria de concorrer à Casa Alta do Congresso em favor das candidaturas de  André do Prado (PL)  e  Guilherme Derrite (PP) .</p>
<p>Ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PL), o ex-candidato atribuiu a decisão à necessidade de deixar " diferenças de lado " para evitar a "catástrofe" representada por eventual reeleição de Lula. Na campanha, fez duras críticas em especial a Prado, associando-o à ala do PL que se aliou ao petismo em eleições passadas.</p>
<p>Salles, 4º deputado federal mais votado do estado em 2022, era ligado a uma chance de  divisão dos votos da direita que poderia favorecer Simone Tebet (PSB) ou Marina Silva (Rede) , concorrentes ao cargo no campo lulista.</p>
<p>As principais pesquisas de intenção de voto indicam um cenário de empate técnico entre Derrite, Tebet, Marina e Prado, equação que dá  poder decisivo à transferência de eleitores de Salles  -- que figurava entre 3% e 4%. Pesou ainda o alinhamento dos dois postulantes remanescentes ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou da articulação pela desistência do ex-ministro.</p>
<p>Situação semelhante foi protagonizada no Distrito Federal, onde na mesma data  Ronaldo Fonseca (PSD ) anunciou a desistência da candidatura ao Senado e o apoio a  Michelle Bolsonaro  e  Bia Kicis , ambas postulantes do PL às duas vagas em disputa. Na capital federal, a sigla integra o grupo político bolsonarista.</p>
<p>" Decidi desistir para ajudar as candidaturas da direita que estão, hoje, mais bem posicionadas . Eu milito com a direita há muito tempo e agora é a vez das mulheres", afirmou Fonseca ao site g1. O pessedista registrou 2% das intenções de voto em pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro, enquanto a ex-primeira-dama liderou o levantamento, com 22%, e a deputada federal pontuou 15%.</p>
<p>Em patamar similar ao da dupla bolsonarista, ficaram a atual senadora  Leila do Vôlei (PDT) , 19%, e  Erika Kokay (PT) , 15%, números que colocam em risco em especial a eleição de Kicis para uma das cadeiras.</p>
<p>Os dois movimentos contemplam esforços para  unificar o quadro de alianças de Flávio e evitar a divisão de votos no eleitorado à direita,  sob o risco de abrir espaço para lulistas conquistarem terreno. </p>
<p>A eleição de senadores é tratada abertamente como prioridade por lideranças bolsonaristas muito antes do início da campanha. A obtenção de maioria absoluta na Casa -- 54 das 81 cadeiras -- coincide com os  votos exigidos para abrir e dar continuidade ao processo de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), pauta prioritária deste campo . </p>
<p>Ao mesmo tempo, o  grupo de Flávio busca conquistar a presidência do Senado  -- hoje ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP), político mais próximo de Lula --, o que depende de 41 votos no plenário, para destravar pedidos de impedimento já apresentados.</p>
<p>Do outro lado, a aliança governista trabalha justamente para frear as pretensões da direita, mas falhou em articular gestos de unificação como os do campo opositor. Em estados estratégicos, como Rio de Janeiro e Pará,  políticos simpáticos a Lula mantém  candidaturas "paralelas" ao Senado apesar do apelo expresso do presidente pela centralização do apoio às chapas oficiais de sua aliança .</p>
<h2>Desistência a governo mira reduto lulista</h2>
<p>O movimento pela unificação do grupo contrário a Lula também foi registrado em uma disputa por Executivo estadual. No  Sergipe , governado por  Fábio Mitidieri (PSD) , que é aliado do petista,  Emanuel Cacho (PSDB)  anunciou a desistência da corrida para apoiar  Valmir de Francisquinho (Republicanos) .</p>
<p>Também nesta semana, Ricardo Marques (PL) teve a candidatura ao cargo indeferida pelo TRE-SE (Tribunal Regional Eleitoral). Com a barreira jurídica e a saída do tucano, a  direita concentra seus esforços em Francisquinho  como alternativa única do campo. </p>
<p>O cenário deve consolidar o pleito entre o incumbente e concorrente do Republicanos e, naturalmente, favorecer as chances de uma definição ainda em primeiro turno. </p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asE3pcXiOd0FANDwh.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">MATEUS BONOMI</media:credit>
        <media:credit role="provider">AGIF</media:credit>
        <media:title>Ricardo Salles</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Justiça manda Discord adotar medidas de proteção a menores sob pena de multa diária de R$ 100 mil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/justica-manda-discord-adotar-medidas-de-protecao-a-menores-sob-pena-de-multa-diaria-de-r-100-mil</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/justica-manda-discord-adotar-medidas-de-protecao-a-menores-sob-pena-de-multa-diaria-de-r-100-mil?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:36:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Justiça Federal determinou que o  Discord adote imediatamente medidas para ampliar a proteção de crianças, adolescentes e mulheres na plataforma , sob pena de aplicação de  multas diárias de R$ 100 mil . A decisão é do juiz Anderson Silva, da 14ª Vara Federal Cível de Brasília, e atende a um  pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), feito em ação civil pública contra a empresa .</p>
<p>A ação foi ajuizada pela AGU em agosto e aponta  falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção dos usuários contra riscos graves no ambiente digital . Entre os casos considerados pela Justiça está a morte de uma adolescente de 13 anos, em julho.</p>
<p>O Discord negou ter responsabilidade direta pelo episódio e afirmou que a transmissão do ato fatal ocorreu em outra plataforma. O juiz, porém, considerou que houve utilização do Discord em etapas relevantes das interações que antecederam a morte e que a plataforma foi usada em ambientes relacionados a ameaças, coação, aliciamento, automutilação e outras práticas graves.</p>
<p>Segundo a decisão, mesmo diante dos argumentos apresentados pela empresa, há elementos suficientes para justificar a adoção de medidas preventivas. O magistrado apontou a existência de um  “risco suficientemente concreto para exigir o cumprimento de deveres preventivos” .</p>
<h2>O que o Discord terá de fazer</h2>
<p>Entre as determinações estão medidas para  impedir que comunidades e canais removidos sejam recriados por meio de novas contas ou identidades . A plataforma também deverá preservar, por ao menos seis meses, registros relacionados à moderação, contas, servidores, comunidades, comunicações e notificações vinculadas aos fatos investigados.</p>
<p>O Discord deverá ainda  criar um protocolo específico para casos de sextorsão envolvendo crianças e adolescentes , com comunicação às autoridades competentes. Também terá de aprimorar os mecanismos de moderação relacionados a conteúdos de maus-tratos, mutilação ou crueldade contra animais quando houver risco de exposição de menores.</p>
<p>A decisão exige que a empresa comprove capacidade operacional em língua portuguesa para segurança, moderação e recebimento de denúncias no Brasil. </p>
<p>O Discord ainda deverá apresentar informações sobre seus mecanismos de  verificação de idade , eventual plano de adequação à legislação e as medidas adotadas para cumprir as regras relativas a usuários menores de 16 anos e seus responsáveis legais.</p>
<h2>Supervisão parental e segurança de menores</h2>
<p>A plataforma terá de comprovar a existência e a eficácia de mecanismos de supervisão parental, configurações de proteção e controles de privacidade. Também deverá apresentar uma avaliação de impacto sobre a segurança e a saúde de crianças, considerando riscos como aliciamento, violência, automutilação e suicídio.</p>
<p>Outra determinação é impedir o uso de convites para reconstruir comunidades removidas ou levar menores a ambientes associados a contas reincidentes.</p>
<p>A empresa deverá ainda preservar e comunicar às autoridades conteúdos relacionados a  automutilação, suicídio e violência grave , quando identificados de forma legítima. </p>
<p>Entre as exigências estão também a manutenção de representante legal no Brasil, a disponibilização de canal de denúncias em português e a remoção de republicações tecnicamente idênticas de gravações e materiais de incentivo após notificação válida.</p>
<h2>Discord questiona classificação como rede social</h2>
<p>Durante o processo, o  Discord argumentou que não deve ser classificado como uma rede social . A empresa sustenta que sua atividade consiste em uma plataforma de comunicação direta entre usuários, que permite a criação de comunidades e o compartilhamento de textos, imagens e vídeos.</p>
<p>A decisão judicial, contudo, determina a adoção das medidas preventivas diante dos riscos identificados no funcionamento da plataforma e da exposição de crianças e adolescentes a situações potencialmente graves.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asXL0FAEDwtdh36bK.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Deposit Photos</media:credit>
        <media:title>Discord</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Flávio Bolsonaro: o que os candidatos dizem sobre os principais temas da eleição</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-bolsonaro-o-que-os-candidatos-dizem-sobre-os-principais-temas-da-eleicao</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-e-flavio-bolsonaro-o-que-os-candidatos-dizem-sobre-os-principais-temas-da-eleicao?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A campanha presidencial colocou frente a frente diferentes posicionamentos e visões dos dois principais candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a respeito dos maiores desafios do país. Segurança pública, custo de vida, contas públicas, programas sociais, Supremo Tribunal Federal, democracia, violência contra a mulher e apostas online estão entre os temas abordados nos últimos dias por ambos em seus discursos e entrevistas.</p>
<p>A seguir, reunimos declarações recentes dos dois candidatos sobre esses assuntos, permitindo comparar, tema a tema, o que cada um tem dito durante a campanha.</p>
<p>SEGURANÇA PÚBLICA E CRIME ORGANIZADO</p>
<p>Lula</p>
<p>“Para melhorar a segurança pública, vai ter que dobrar o efetivo da Polícia Federal, vai ter que investir mais em inteligência, vai ter que dobrar o número da Polícia Rodoviária Federal”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Vamos abrir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, para que os marginais fiquem presos.”</p>
<p>  CUSTO DE VIDA E ENDIVIDAMENTO</p>
<p> Lula</p>
<p>“O custo de vida está caro – mas comparado a quê? Comparado ao salário da pessoa que ganha hoje.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“O que acaba mesmo com o seu endividamento é baixar os juros e cortar impostos.”</p>
<p>  CONTAS PÚBLICAS</p>
<p>Lula</p>
<p>“Vou continuar tendo responsabilidade fiscal, porque tomar conta do dinheiro da nossa casa e do nosso País é da nossa responsabilidade. Se a gente deixar as contas desequilibradas, quem perde é o povo pobre.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“O Brasil precisa de um governo moderno. Um governo que vai cortar despesas, vai aumentar arrecadação e reduzir os impostos.”</p>
<p>  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL</p>
<p>Lula</p>
<p>“Acho que temos que ter uma reforma profunda, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Eu vou resgatar a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, porque o Judiciário não é Alexandre de Moraes.”</p>
<p>  BOLSA FAMÍLIA E PROGRAMAS SOCIAIS</p>
<p> Lula</p>
<p>“É possível colocar o pobre no Orçamento e fazer os ricos pagarem a sua parte. É necessário cortar privilégios e investir em educação e saúde gratuitas e de qualidade.”</p>
<p>Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Comigo, está garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, só que vou fazer muito mais do que isso.”</p>
<p>  DEMOCRACIA E ELEIÇÕES</p>
<p>Lula</p>
<p>“O que está em jogo não é o Lula disputando com outros, ou outros disputando com Lula. O que está em jogo nesta eleição é se a gente vai escolher a barbárie ou a democracia.”</p>
<p>Flávio Bolsonaro</p>
<p>“Esqueçam, nem eleição vai ter em 2030 se o Lula se reeleger.”</p>
<p>  VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER</p>
<p>Lula</p>
<p>“Quem bater em mulher sabe que agora vai ser preso. Se você levantar a mão para bater na sua mulher, é melhor você baixar a mão e bater com a sua cabeça na parede. Porque a gente não vai aceitar desrespeito mais.”</p>
<p>  Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Atenção, você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira.”</p>
<p>apostas E APOSTAS ONLINE</p>
<p> Lula</p>
<p>“Resolvi acabar com as bets porque, se não, as bets acabariam com o Brasil. E eu não vou permitir que o povo pobre seja responsável de segurar a luxúria dos clubes.”</p>
<p>  Flávio  Bolsonaro</p>
<p>“Durante meus quatro anos como presidente do Brasil, não haverá cassinos online, nem Tigrinho, nem roleta online.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1EzpvF1lhE8hn1q.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="photographer">Mayara Novais </media:credit>
        <media:credit role="provider">Global South World Brasil</media:credit>
        <media:title>Lula e Flavio Eleições 2026</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cinema de rua ganha novas salas e recupera lugares históricos pelo Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cinema-de-rua-ganha-novas-salas</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/cinema-de-rua-ganha-novas-salas?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 15:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem assistiu a “O Agente Secreto”, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, viu um cinema de rua ocupar papel de destaque na história. Inaugurado em 1952 às margens do rio Capibaribe, no Recife, o Cinema São Luiz é um dos principais cenários do filme estrelado por Wagner Moura.</p>
<p>Fora das telas, cinemas como o São Luiz ajudam a contar outra história. Depois de décadas em que boa parte deles migrou para os shopping centers, mais salas estão surgindo nas ruas de cidades brasileiras, enquanto espaços históricos são recuperados e voltam a receber público.</p>
<p>O exemplo mais recente está em São Paulo. Nesta sexta-feira, 2, a Vila Madalena ganha seu primeiro cinema de rua. Instalado na rua Girassol, o Cine Tutu nasce com 114 lugares e uma proposta que procura aproximar a experiência da tela grande e a vida do bairro.</p>
<p>Na véspera da inauguração oficial, o cinema recebe uma sessão especial do documentário “Naza”, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, que examina as vítimas civis das operações militares de Israel em Gaza e os sistemas por trás dos assassinatos seletivos de palestinos. A programação já está definida e os ingressos para as primeiras sessões estão à venda. Entre os títulos estão “As Dores do Mundo: Hyldon”, sobre a trajetória do cantor e compositor baiano, e “Digger”, com Tom Cruise, que faz um magnata bilionário do petróleo.</p>
<p>Idealizado por Paulo Velasco, também à frente do Cinesala, cinema de rua paulistano, no bairro de Pinheiros, o Tutu ocupa um imóvel originalmente concebido para ser um teatro, mas que permaneceu por anos sem uso. O projeto arquitetônico é de Isay Weinfeld.</p>
<p>A sala tem tela de 8,90 por 3,72 metros, projetor a laser com resolução 4K e som digital Dolby 7.1. As poltronas têm estampa floral e, antes de chegar à sala de exibição, o público atravessa espaços concebidos também para a convivência.</p>
<p>Logo na entrada fica uma unidade do Barouche, café-bar aberto mesmo para quem não vai ao cinema. Há ainda uma arquibancada com almofadas e áreas de estar. A proposta é fazer com que o público permaneça no espaço antes ou depois das sessões.</p>
<p>“O cinema de rua tem uma relação muito particular com a cidade. Você não vai apenas assistir a um filme: sai de casa, atravessa o bairro, encontra pessoas, passa pelo bar, conversa antes ou depois da sessão”, afirma Velasco. A intenção, de acordo com ele, é levar o Cine Tutu faça parte da vida na cidade e “que aproxime diferentes públicos do cinema”.</p>
<p>O Cine Tutu também tem como sócios Alfredo Setubal, sócio da Editora Todavia; Marcos Nisti, empreendedor social, sócio-fundador da Maria Farinha Filmes e vice-presidente do Instituto Alana; e Mariana Lucas, pesquisadora e professora de Cinema e Audiovisual da Faap e especialista em história e teoria do cinema, como investidores e conselheiros da iniciativa.</p>
<p>A programação reunirá produções brasileiras e internacionais, lançamentos, cinema de arte, sessões temáticas e mostras. Já no primeiro mês de funcionamento, o Tutu fará parte do circuito da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asrIo87eu0f0R1aa2.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Com 144 lugares, a sala do Cine Tutu tem assentos com estampa floral."/>
<h2>Salas de diferentes gerações em São Paulo</h2>
<p>A capital paulista mantém cinemas de rua de diferentes épocas e dimensões. O próprio Cinesala funciona em um endereço dedicado ao cinema desde 1962, quando ali foi inaugurado o Cine Fiammetta. Depois de passar por diferentes nomes e administrações, o espaço foi reformado e reaberto como Cinesala em 2014.</p>
<p>Em Perdizes, o Cine LT3 representa uma geração mais recente de pequenos cinemas de bairro. Aberto em 2022 na rua Apinajés, mantém programação de filmes brasileiros e estrangeiros em uma sala de poucas dezenas de lugares.</p>
<p>No centro, o PlayArte Multiplex Marabá preserva um endereço da antiga Cinelândia Paulistana. Inaugurado em 1945, o antigo Cine Marabá nasceu com uma única e enorme sala. Depois de uma reforma, reabriu em 2009 transformado em um complexo de cinco salas.</p>
<p>Outro endereço histórico prepara uma volta ainda mais simbólica. O antigo Cine Copan, no térreo do edifício projetado por Oscar Niemeyer, está fechado há quase quatro décadas e será transformado no Nu Cine Copan.</p>
<p>O espaço terá cerca de 440 lugares, tela LED de 17 metros e sistema de som Dolby Atmos. Neste ano, recebeu temporariamente o espetáculo “Hamlet, sonhos que virão”, antes do início das obras. A reforma começou em maio e tem conclusão prevista para junho de 2027. Só depois dessa etapa o espaço deverá entrar em funcionamento como cinema.</p>
<h2>Rio recupera cinemas de rua</h2>
<p>No Rio de Janeiro, o movimento recente tem outra característica. Em vez de se concentrar na abertura de salas privadas inteiramente novas, a cidade vem recuperando cinemas em diferentes regiões.</p>
<p>Entre eles está o CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras. O endereço estava sem cinema desde 2008 e voltou a funcionar com duas salas.</p>
<p>Também passaram por recuperação ou modernização espaços como o Ponto Cine, em Guadalupe; o Cine Santa, em Santa Teresa; o CineCarioca Penha e o CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão.</p>
<p>A Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) também reabriu sua sala de exibição em março de 2025 após uma ampla modernização, com novos equipamentos de projeção, áudio e iluminação.</p>
<p>As iniciativas fazem parte de um movimento da prefeitura para recuperar cinemas de rua. A RioFilme informa que sete espaços passaram por reformas, reaberturas ou modernizações nos últimos anos.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asuNQpkfraHACfGCR.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O CineCarioca José Wilker, inaugurado em dezembro de 2024 nas Casas Casadas, em Laranjeiras, retomou um espaço que estava sem cinema desde 2008."/>
<h2>Uma nova sala em Salvador</h2>
<p>Em Salvador, um dos exemplos mais recentes está longe dos tradicionais circuitos culturais do centro da cidade.</p>
<p>O Cine Lankiana foi inaugurado em janeiro de 2025 no Quilombo do Coqueiro Grande, na região de Cajazeiras. Criado pelo Instituto Audiovisual Mulheres de Odun, tem 48 lugares e programação de produções brasileiras e estrangeiras.</p>
<p>Em setembro, o espaço recebeu parte da programação da Mostra de Cinemas Africanos, com produções de países como Senegal e Quênia.</p>
<p>Com isso, a programação cultural de Salvador ganhou uma nova sala, após a cidade ter perdido grande parte de seus antigos cinemas de rua. Entre os que permanecem está o Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. O endereço abrigou o antigo Cine Guarany, inaugurado em 1919. Depois de fechar em 1998, foi recuperado e voltou a funcionar como complexo cinematográfico em 2008.</p>
<h2>No Recife, o cinema que virou personagem</h2>
<p>A capital pernambucana se destaca pela recuperação de cinemas que fazem parte da memória da cidade. Inaugurado em 1952 na rua da Aurora, o São Luiz se tornou um dos mais emblemáticos cinemas de rua do país. Fechado por mais de dois anos para obras estruturais, reabriu em 2024. Em janeiro deste ano, passou por uma nova intervenção para recuperação do forro, modernização da climatização e melhorias de acessibilidade.</p>
<p>Em julho, voltou a manter sessões permanentes de quarta-feira a domingo. O prédio também passou a abrigar o Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano.</p>
<p>E a relação entre a sala e o cinema ganhou uma nova dimensão com “O Agente Secreto”. Ambientado no Recife de 1977, o filme – que entrou na disputa do Oscar – transformou o São Luiz em parte da própria narrativa. O personagem interpretado por Carlos Francisco trabalha como projecionista, e o interior da sala aparece em momentos importantes da história.</p>
<p>Recife prepara ainda a retomada de outro cinema de rua. O Teatro Apolo, no Recife Antigo, deverá voltar a receber sessões de cinema até o fim de 2026.</p>
<p>O espaço ganhou uma sala de exibição em 1996, mas as sessões foram interrompidas em 2016 por problemas técnicos. O projeto de recuperação prevê obras e novos equipamentos para que o cinema volte a funcionar uma década depois.</p>
<p>Os exemplos de São Paulo, Rio, Salvador e Recife mostram que as salas de cinema oferecem mais do que títulos de filmes: são acessos para uma relação maior com a vida do bairro e da cidade.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as7kFIV8BuMLuzRTQ.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Divulgação/ Fran Parente</media:credit>
        <media:title>cine tutu</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>AGU pede prazo no STF sobre liberação de apostas e cobra R$ 1 bi de plataformas de bets</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/agu-pede-prazo-no-stf-sobre-liberacao-de-apostas</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/agu-pede-prazo-no-stf-sobre-liberacao-de-apostas?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 29 Sep 2026 19:39:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), um prazo de 72 horas para apresentar sua manifestação nas ações em que o setor de apostas online defende a retomada de suas atividades. </p>
<p>A solicitação foi feita na segunda-feira (28). Segundo o órgão, o tempo é necessário para ouvir os órgãos governamentais envolvidos na regulamentação do setor.</p>
<p>A solicitação ocorreu após a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) entrarem com petições para derrubar a medida provisória (MP) que proibiu a exploração e a publicidade dos jogos online no país. </p>
<p>Os processos estão sob a relatoria do ministro Luiz Fux, que já determinou medidas para impedir que beneficiários de programas sociais realizem apostas nesses sites.</p>
<p>Pelas regras estabelecidas na MP, as empresas do setor têm até o dia 5 de outubro para realizar o pagamento do saldo remanescente aos apostadores. </p>
<p>A partir do dia 6 de outubro, o bloqueio de sites e aplicativos de apostas passa a ser total.</p>
<h2>Ação para ressarcir o SUS</h2>
<p>Paralelamente às tratativas no STF, a AGU anunciou o ajuizamento de uma ação civil pública na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas. </p>
<p>A iniciativa busca cobrar o ressarcimento dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dos danos causados pelos jogos online, além de pedir uma reparação mínima de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos.</p>
<p>Na ação, o órgão solicita ainda a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia — transtorno caracterizado pelo vício compulsivo em jogos. </p>
<p>De acordo com a AGU, os custos gerados ao SUS superam a arrecadação tributária do governo com o setor, que repassaria cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.</p>
<p>A advocacia do governo sustentou que as plataformas "privatizam proveitos expressivos" enquanto transferem para o Estado e para a sociedade os custos do adoecimento coletivo. </p>
<p>O órgão apontou, também, que o modelo de negócios das empresas é projetado para maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas, utilizando mecanismos equivalentes aos jogos de azar convencionais. </p>
<p>Esse formato, segundo a AGU, favorece a dependência e gera efeitos colaterais como ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos graves, ideação suicida associada ao endividamento.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asJEcM3n2pTbDrJwC.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Deposit Photos</media:credit>
        <media:credit role="provider">Deposit Photos</media:credit>
        <media:title>Depositphotos_Bets</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Bandeira verde: conta de luz não terá taxa extra em outubro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/bandeira-verde-conta-de-luz-nao-tera-taxa-extra-em-outubro</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/bandeira-verde-conta-de-luz-nao-tera-taxa-extra-em-outubro?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Mon, 28 Sep 2026 20:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em outubro, as contas de luz no Brasil voltarão  à bandeira verde, sem cobrança de tarifas adicionais. </p>
<p>A mudança encerra uma sequência de cinco meses em que vigorou a bandeira amarela, que incluía um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.</p>
<p>Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o retorno da bandeira verde se deve ao aumento no volume de chuvas, em especial nas regiões Sul e Sudeste, o que estabiliza o armazenamento nos reservatórios das usinas hidrelétricas.</p>
<p>Consequentemente, será possível reduzir o uso de fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas, à base de combustíveis.</p>
<p>Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica no país.</p>
<p>Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.</p>
<p>As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. </p>
<p>Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.</p>
<h2>Conheça os valores das bandeiras </h2>
<p>Bandeira verde:  nenhum acréscimo.</p>
<p>Bandeira amarela : acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.</p>
<p>Bandeira vermelha, no Patamar 1 : acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumidos.</p>
<p>Bandeira vermelha, no Patamar 2 : acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumidoss.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asbsSmsqhQDqlW1ki.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:credit>
        <media:credit role="provider">Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>energia-agenciabrasil</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acirramento no Nordeste e vantagem para Flávio no Sudeste: as disputas pelos governos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/acirramento-no-nordeste-e-vantagem-para-flavio-no-sudeste-as-disputas-pelos-governos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/acirramento-no-nordeste-e-vantagem-para-flavio-no-sudeste-as-disputas-pelos-governos?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sat, 26 Sep 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições, a rodada mais recente das pesquisas de intenção de voto de  Datafolha  e  Quaest  revelou um mapa heterogêneo da corrida pelos governos de  São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco  e  Ceará  -- os oito maiores colégios eleitorais do país.</p>
<p>Na reta final para a definição  da disputa presidencial,  aliados de Flávio Bolsonaro (PL) têm vantagem em quatro estados, enquanto apenas um apoiador do presidente Lula (PT) liderou levantamentos de seu certame.  Nos três pleitos restantes, quem está na dianteira não se alinhou a nenhum dos presidenciáveis mais competitivos.</p>
<h2>Veja os números dessa rodada</h2>
<h3>São Paulo: Tarcísio abre 20 pontos sobre Haddad</h3>
<p>Em São Paulo, o atual governador pontuou 50%, em condições de liquidar a fatura ainda em 4 de outubro contra o ex-ministro da Fazenda, a quem também derrotou no segundo turno da última eleição pelo Palácio dos Bandeirantes. </p>
<p>O Datafolha indicou 56% dos votos válidos para Tarcísio e 34% para Haddad. O levantamento ouviu 1.610 eleitores em 65 cidades paulistas entre 22 e 24 de setembro. </p>
<p>A disputa paulista  tem dimensão nacional. Tarcísio foi oficializado candidato à reeleição ao lado de Flávio Bolsonaro e tem aumentado a frequência de gestos em direção ao aliado, enquanto Haddad foi convencido a concorrer novamente ao cargo por Lula. </p>
<p>Mesmo com as dificuldades locais, o principal objetivo da candidatura petista, segundo integrantes do grupo, é garantir que o presidente tenha uma votação expressiva no maior colégio eleitoral do país, feito decisivo para sua vitória nas urnas em 2022.</p>
<h3>Minas Gerais: Cleitinho consolida ponta com 40%</h3>
<p>Em Minas, a dianteira de Cleitinho é acompanhada a certa distância por Patrus e Kalil, que estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Embora o petista dê palanque a Lula no estado, o ex-prefeito de Belo Horizonte conta com o eleitorado lulista -- a quem apoiou na última eleição -- e, para isso, tem apostado na estratégia de comunicar que tem melhores condições de derrotar o líder das pesquisas em provável segundo turno.</p>
<p>A liderança isolada do senador, aliás, ajuda a explicar as performances abaixo da média de Simões, que postula a reeleição, e Roscoe, que dá palanque oficialmente a Flavio Bolsonaro no estado. Mesmo assim, a popularidade de Cleitinho -- que apoia o presidenciável do PL -- dá indicativos de ser capaz de se superar acordos partidários para garantir o voto da direita.</p>
<p>O Datafolha ouviu 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. Na rodada anterior, Cleitinho tinha 37%, Patrus, 13%, e Kalil, 11%. </p>
<h3>Rio de Janeiro: Paes lidera, mas Ruas reduz diferença</h3>
<p>No Rio, apesar de manter a liderança, o ex-prefeito da capital viu sua distância em relação a Douglas Ruas cair de 18 para 13 pontos percentuais em duas semanas. O candidato do PL, que é deputado estadual e foi secretário do governo Cláudio Castro (PL), tem apostado em associar Paes ao presidente Lula -- o PT faz parte de sua aliança -- em um estado que deu sucessivas vitórias ao grupo bolsonarista.</p>
<p>Por sua vez, o único aliado do petista a liderar a corrida no grupo analisado pelo  GSW Brasil  tem apostado cada vez mais em atacar o adversário e firmar alianças fora da capital, onde sofre maior rejeição histórica -- Paes, vale lembrar, perdeu uma eleição para o governo do estado após largar como favorito em 2018. </p>
<h3>Bahia: ACM Neto e Jerônimo seguem empatados</h3>
<p>Na Bahia, a disputa promete ser acirrada até o fechamento das urnas. Em liderança numérica, o ex-prefeito de Salvador está tecnicamente empatado -- a margem de erro é de três pontos  -- com o atual governador, que o derrotou no segundo turno de 2022.</p>
<p>A disputa baiana tem uma particularidade em relação aos demais estados. Jerônimo é um dos principais palanques de Lula no Nordeste. ACM Neto, por sua vez, declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial, embora não tenha feito campanha nacional para o governador de Goiás. </p>
<p>Isso não impede, porém, a tentativa de setores ligados a Neto de conquistar eleitores de Lula. O jornal Folha de S. Paulo registrou a existência do chamado voto "LuNeto", movimento de eleitores que pretendem combinar o voto no presidente petista com o ex-prefeito de Salvador. A campanha petista, naturalmente, tenta coibir esse movimento.</p>
<h3>Paraná: Moro lidera, mas há dois adversários com 20%</h3>
<p>No Paraná, a Quaest registrou o ex-juiz da Lava Jato ainda na dianteira, mas distante dos cenários anteriores que chegaram a indicar possibilidade de vitória em primeiro turno. O principal dilema, no momento, é pela definição de quem Moro enfrentará: Requião Filho e Sando Alex estão numericamente empatados.</p>
<p>Moro dá palanque a Flávio Bolsonaro no estado. Requião, por outro lado, conta com o apoio de Lula. Mas a polarização ganha um novo elemento na política paranaense: Alex é o candidato à sucessão de Ratinho Júnior (PSD), governador que encerra seu segundo mandato com índices de aprovação popular superiores a 80%.</p>
<h3>Rio Grande do Sul: Zucco e  Brizola no limite da margem de erro</h3>
<p>No Rio Grande do Sul, o candidato do PL aparece numericamente à frente, com 29%, seguido por Juliana Brizola, com 23%. A diferença é seis pontos, exatamente o dobro da margem de erro de três pontos. Por isso, os dois estão empatados no limite dessa margem.</p>
<p>O cenário também reproduz a divisão nacional: Zucco é o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro, enquanto a pedetista tem Edegar Pretto (PT) como vice e apoio de Lula. Mais distante da dualidade, o vice-governador Gabriel Souza disputa na raia do centro a manutenção do grupo do governador Eduardo Leite (PSD) no poder.</p>
<h3>Pernambuco: Raquel  e João Campos em empate técnico</h3>
<p>Em outra disputa que promete acirramento, a atual governadora e o ex-prefeito do Recife estão em empate técnico, com viés de alta para João Campos. O pessebista é o candidato de Lula e, para se opor ao poder de máquina da adversária, tem apostado na associação ao presidente num estado que lhe deu 66,93% dos votos no segundo turno de 2022.</p>
<p>Justamente por esta conjuntura, mesmo sem o apoio do petista, a governadora faz gestos simpáticos a ele e evita explorar associações à direita. Sem candidatura ao Executivo no estado, Flávio Bolsonaro não fez orientações públicas aos aliados, que demonstram maior propensão a apoiar a reeleição de Lyra. </p>
<h3>Ceará: Ciro mantém liderança, mas Elmano reduz distância</h3>
<p>Com 47% das intenções de voto, o ex-presidenciável viu sua vantagem em relação ao atual governador se dissipar desde agosto, quando chegou a ter 52% contra 33% do petista, e ficar próxima do limite da margem de erro. </p>
<p>Elmano é um dos palanques estaduais de Lula e tem utilizado a associação com o presidente em sua campanha em um reduto petista. Ciente disso, Ciro não declarou voto em Flávio, diz que seu foco é no estado e, mesmo com apoio do PL local, chegou a levar à propaganda eleitoral a lembrança de que foi ministro de Lula.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asRGiEvrijbYhGCRN.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Valter Campanato/ Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>urna eletronica</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Festival gratuito em SP debate como viver por mais tempo — e bem</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/festival-como-viver-por-mais-tempo-e-bem</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/festival-como-viver-por-mais-tempo-e-bem?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 20:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Como você imagina sua vida a caminho dos 100 anos? Viajando? Morando só? Trabalhando? Às voltas com algum projeto? A pergunta que há algumas décadas poderia parecer improvável ganha cada vez mais sentido — e está no centro de um festival gratuito que começou nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, e que vai até o sábado, 26.</p>
<p>O  8º Fórum e Festival Longevidade — Reimaginando Futuros  acontece no Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera. São mais de 200 horas de programação e mais de 300 debatedores, entre pesquisadores, artistas, especialistas, gestores públicos, organizações sociais e representantes de empresas.</p>
<p>A programação é extensa porque viver mais mexe com praticamente tudo: saúde, trabalho, dinheiro, moradia, relações familiares, cultura e até a maneira como as cidades são desenhadas.</p>
<p>Um dado apresentado pela organização ajuda a mostrar a transformação. O Brasil já reúne 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos, número que cresceu cerca de 60% na última década. Uma em cada cinco pessoas em idade ativa já pertence a essa faixa etária.</p>
<p>Por isso, o futuro do trabalho terá espaço importante no encontro. Haverá discussões sobre profissionais seniores, equipes formadas por diferentes gerações, novas formas de construir uma carreira e o valor do conhecimento acumulado ao longo da vida.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as9HAZvz1Jp5WJNT0.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="Evento reúne mais de 300 palestrantes."/>
<h2>Saúde, menopausa e até calor extremo</h2>
<p>Uma parte da programação se concentra em como chegar às idades mais avançadas com saúde, autonomia e qualidade de vida. Vacinação, imunidade, menopausa, medicamentos, atividade física e saúde mental estão entre os assuntos previstos.</p>
<p>As mudanças climáticas também entram na programação, com discussões sobre os efeitos das ondas de calor na saúde e na qualidade de vida das pessoas mais velhas.</p>
<p>Haverá ainda atividades práticas, como yoga, caminhada, movimento e mindfulness.</p>
<p>Outro assunto que ganha importância à medida que a população envelhece é o cuidado. Quem cuidará de uma população que vive cada vez mais? E quem cuida de quem dedica a vida a cuidar dos outros?</p>
<p>Painéis vão discutir a formalização da profissão de cuidador, o financiamento dos cuidados de longa duração e a divisão dessa responsabilidade entre famílias, Estado, serviços e sociedade.</p>
<h2>Como será você aos 100 anos?</h2>
<p>Uma das experiências mais curiosas do festival é o “Túnel do Tempo”. Com inteligência artificial generativa e fundamentos científicos, a atividade convida cada participante a imaginar a própria vida aos 100 anos.</p>
<p>A programação vai além dos debates. Estão previstos filmes, shows, oficinas, lançamentos de livros e atividades de convivência.</p>
<p>O encontro também recebe discussões internacionais. A programação inclui o II Congresso Internacional Cidades Amigas do Idoso e o III Congresso Internacional Envelhecer com Futuro, além da participação de especialistas ligados ao Fórum Econômico Mundial (WEF) e à Global Initiative on Ageing and Longevity, iniciativa ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<h2>E onde vamos morar?</h2>
<p>Chegar aos 90 ou 100 anos com autonomia depende também do lugar onde se vive.</p>
<p>Por isso, outra pergunta proposta pelo festival é bastante concreta: nossas casas e cidades estão preparadas para uma vida de 100 anos?</p>
<p>Os debates passam por habitação, mobilidade, acessibilidade, tecnologia e segurança dentro de casa. A discussão inclui desde calçadas e transporte até museus, teatros e bibliotecas capazes de receber pessoas com diferentes condições de mobilidade.</p>
<p>Uma atividade leva essa discussão para fora das salas. Em “Caminhando pela Cidade: Uma Experiência de Acessibilidade”, na sexta-feira, 25, das 11h30 às 12h30, os participantes serão convidados a percorrer o espaço urbano identificando barreiras encontradas pelo caminho.</p>
<h2>Dinheiro para uma vida mais longa</h2>
<p>Há ainda uma questão bastante prática: se a vida fica mais longa e a trajetória profissional muda, o planejamento financeiro também precisa mudar.</p>
<p>O evento dedica um eixo às finanças e à capacidade do sistema financeiro de acompanhar pessoas que vivem mais e podem ter carreiras menos lineares. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) participa dessa discussão.</p>
<p>Tecnologia e novos negócios completam a programação. Os debates incluem acessibilidade digital, mercado 50+ e as chamadas AgeTechs e SeniorTechs — empresas que desenvolvem produtos e serviços pensando nas necessidades de uma população mais velha.</p>
<p>No fundo, assuntos tão diversos convergem para uma questão: já que estamos vivendo mais, como transformar esse tempo adicional em anos com saúde, autonomia, participação social e espaço para novos projetos?</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asgJSiwfTayK0xnhG.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>mulher-viagem</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Avanço de Flávio nas pesquisas antecipa articulações com Centrão por 2º turno</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/crescimento-de-flavio-nas-pesquisas-antecipa-articulacoes-com-centrao-para-o-2-turno</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/crescimento-de-flavio-nas-pesquisas-antecipa-articulacoes-com-centrao-para-o-2-turno?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O avanço de  Flávio Bolsonaro (PL)  nas últimas pesquisas, que passaram a mostrar um cenário de  empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  em  eventual segundo turno, já leva partidos do Centrão a antecipar movimentos em relação à disputa.</p>
<p>Legendas que   adotaram neutralidade no primeiro turno a fim de preservar arranjos regionais e aguardar o resultado das urnas  já discutem a possibilidade de apoiar o senador na segunda etapa do pleito , enquanto Lula tenta manter parte desse grupo ao seu lado ou, ao menos, evitar uma adesão em bloco ao candidato do ‘Zero Um’.</p>
<p>Para a campanha de Flávio, terminar o primeiro turno à frente de Lula seria um trunfo nas negociações com os partidos que ainda não escolheram um lado. Aliados do senador avaliam que a  liderança nas urnas na votação de 4 de outubro fortaleceria sua posição para atrair o Centrão  e reunir setores que hoje mantêm neutralidade em torno de sua candidatura. </p>
<p>O jornal Folha de S. Paulo reportou que Flávio já costura acordos com dirigentes partidários e, nesta semana, encontrou o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, e Antonio Rueda, do União Brasil, para lograr o apoio das siglas à candidatura em eventual segundo turno.</p>
<p>A federação avalia a possibilidade, mas a negociação envolve garantias de espaço em um eventual governo bolsonarista e, principalmente, na eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2027.</p>
<p>A permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando da Casa é defendida pelos partidos, mas o senador tem mantido diálogo com o governo Lula e é contrário ao avanço de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, pauta cara ao bolsonarismo.</p>
<h2>Os cálculos dos partidos</h2>
<p>A movimentação do PP também passa pela situação de Ciro Nogueira, que disputa a reeleição ao Senado pelo Piauí e vinha defendendo a neutralidade do partido no primeiro turno, mas acabou se aproximando da possibilidade de apoiar Flávio depois que a relação com Lula se desgastou em razão do nível de apoio do presidente a outros candidatos na disputa pelas duas vagas ao Senado do estado -- Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).</p>
<p>Enquanto a federação União-PP se reaproxima de Flávio, os demais partidos do Centrão mantêm maior cautela. No Republicanos, lideranças avaliam que a eleição continua aberta e trabalham para preservar a distância da disputa presidencial, deixando para depois do primeiro turno a decisão sobre  eventual apoio. </p>
<p>A legenda, que tem uma bancada significativa no Congresso e interesses eleitorais espalhados por diferentes estados, também precisa considerar as alianças regionais antes de aderir a qualquer candidato.</p>
<p>No PSD, aliados de Lula tentam garantir a neutralidade do partido no segundo turno, enquanto  Ronaldo Caiado, candidato da legenda à Presidência, tende a apoiar Flávio  caso fique de fora da disputa definitiva. O presidente nacional do partido e vice de Caiado na chapa, Gilberto Kassab, deve ficar neutro e pode dificultar uma decisão nacional de apoio ao candidato do PL. </p>
<p>O partido ainda reúne uma ala importante no Nordeste, onde lideranças têm maior proximidade com Lula, o que aumenta a dificuldade de construir uma posição única para a legenda.</p>
<p>A movimentação de Flávio também recalibrou a estratégia da campanha de Lula , que passou a concentrar esforços menos na tentativa de conter uma aproximação nacional das siglas com o candidato do PL e mais na preservação de suas alianças regionais.</p>
<p>O petista busca dissidências entre governadores, senadores, deputados e outras lideranças de cada estado, mantendo canais com nomes como  Hugo Motta (Republicanos-PB) , presidente da Câmara, e  Alcolumbre , numa tentativa de preservar nos estados alianças que podem não acompanhar uma eventual decisão nacional dos partidos pelo candidato do PL.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asoMAK9Z6gsMnd7am.jpeg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Campanha/PL</media:credit>
        <media:credit role="provider">Campanha/PL</media:credit>
        <media:title>Flávio Bolsonaro (PL)</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Laranjeiras e República estão entre os bairros mais legais do mundo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/laranjeiras-e-republica-estao-entre-os-bairros-mais-legais-do-mundo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/laranjeiras-e-republica-estao-entre-os-bairros-mais-legais-do-mundo?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dois bairros brasileiros estão entre os 40 mais legais do mundo em 2026, segundo  ranking da revista britânica Time Out . Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aparece na 17ª posição, enquanto República, no centro de São Paulo, ocupa o 25º lugar.</p>
<p>O levantamento é liderado por Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, seguido pelo distrito de L'Ocean, em Rabat, no Marrocos, e Neos Kosmos, em Atenas, na Grécia.</p>
<p>Segundo a  Time Out , os bairros foram inicialmente indicados por uma rede internacional de especialistas locais. Depois, um painel de editores avaliou os selecionados a partir de fatores como gastronomia, vida noturna, cultura, negócios locais, qualidade de vida e senso de comunidade para definir a classificação final.</p>
<h2>Laranjeiras é o brasileiro mais bem colocado</h2>
<p>Na 17ª colocação, Laranjeiras é o bairro brasileiro mais bem posicionado na lista. Ao apresentar a região, a revista destaca diferentes períodos de sua história, desde as plantações de laranja que deram origem ao nome até a transformação em área residencial da aristocracia carioca e, posteriormente, em polo da indústria têxtil.</p>
<p>Atualmente, a  Time Out  ressalta as ruas arborizadas, os edifícios residenciais, os bares tradicionais e a oferta cultural. Entre os exemplos está a feira realizada aos sábados na Rua General Glicério, que reúne gastronomia e apresentações de choro.</p>
<p>A revista também aponta mudanças recentes, como a reabertura do Cine Carioca José Wilker após 16 anos, as transformações no Mercadinho São José, a abertura de uma nova livraria e a chegada de restaurantes.</p>
<p>Laranjeiras aparece à frente de bairros de cidades como Chicago, Singapura, Buenos Aires, Mumbai, Lisboa, Nova York, Paris e Londres.</p>
<h2>República ocupa 25º lugar</h2>
<p>Em São Paulo, a República ocupa a 25ª posição. Localizado no centro da capital paulista, o bairro é apresentado pela revista pela combinação de edifícios históricos e modernistas com restaurantes, bares, galerias, livrarias e outros espaços culturais.</p>
<p>Um dos principais pontos citados é o Edifício Copan. O complexo residencial reúne, no térreo, restaurantes como Bar da Dona Onça e Cuia, além de cafés, lojas, livrarias e a galeria Pivô.</p>
<p>A  Time Out  também destaca A Casa do Porco, o Edifício Itália e instituições culturais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade. Outro local mencionado é o recém-inaugurado Espaço República, que reúne estúdios e áreas destinadas a exposições. A vida noturna também aparece entre os atrativos citados.</p>
<p>Morador da região há cerca de 20 anos, o chef e empresário Olivier Anquier considera a inclusão da República no ranking um reconhecimento de um processo que acompanha há duas décadas.</p>
<p>“Faz 20 anos que eu estou esperando esse momento, essa consagração. Quando eu cheguei aqui para morar no Edifício Esther, esse prédio icônico da arquitetura modernista brasileira, eu sabia que esse dia ia chegar”, afirmou.</p>
<p>Anquier também relaciona o reconhecimento internacional  às mudanças observadas no entorno da Praça da República ao longo desse período.</p>
<p>“Fico muito feliz de ter tido essa visão, essa certeza, de ter capinado ao longo desses 20 anos para ajudar a fazer com que a Praça da República, o bairro da República, chegasse a esse reconhecimento internacional”, disse.</p>
<h2>Transformação do centro é vista de formas diferentes</h2>
<p>Ao apresentar o ranking, a Time Out destaca mudanças recentes nos centros urbanos, com a abertura de novas casas de shows, galerias, cafeterias e outros estabelecimentos, além do retorno de trabalhadores a essas regiões.</p>
<p>Para o arquiteto e urbanista Alex Sartori, pesquisador de temas ligados ao desenvolvimento urbano e às transformações do centro de São Paulo, há uma mudança em andamento na região. Ele questiona, no entanto, o uso do termo “revitalização” para definir esse processo.</p>
<p>“Não há dúvidas de que existe uma transformação em curso no centro de São Paulo, mas eu não trato isso por revitalização. Esse termo significa ‘dar nova vida’ ou ‘dar vida novamente’, o que implica que antes não havia vida ou que ela era ruim, e isso não é verdade”, afirmou.</p>
<p>Segundo Sartori, o centro nunca deixou de ser uma área intensamente ocupada e com grande concentração de empregos. Para ele, o que mudou ao longo das últimas décadas foi o perfil das atividades econômicas e dos grupos que ocupam e circulam pelo local.</p>
<p>Com a transferência de sedes de empresas para outros eixos da cidade, como as regiões das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, o centro passou a concentrar mais atividades ligadas ao comércio e aos serviços populares, além de universidades e escritórios de profissionais autônomos, segundo o arquiteto.</p>
<p>“Em uma sociedade tão desigual como a nossa, o que aconteceu com o centro é uma expressão da nossa desigualdade. Só que, quando ela acontece no centro, isso incomoda. Quando acontece na periferia, não vira pauta”, disse.</p>
<p>Na avaliação de Sartori, características urbanas preservadas ao longo das décadas, como a oferta de transporte, os menores tempos de deslocamento e a concentração de atividades comerciais e culturais, voltaram a atrair investimentos.</p>
<p>“O centro aparece como uma reserva de área que mantém qualidades que nunca foram perdidas e que têm sido reforçadas nos últimos anos, como a acessibilidade, os curtos tempos de deslocamento, a densidade de atividades comerciais, culturais, etc”, afirmou.</p>
<p>O arquiteto também questiona os critérios de rankings como o da  Time Out . “Esses rankings não têm critérios objetivos de avaliação e estão misturados com interesses comerciais e imobiliários”, avaliou.</p>
<p>Para Sartori, as mudanças no centro ainda levantam outra discussão: “Quem de fato poderá usufruir dessas melhorias que estão sendo feitas no centro e quem será expulso?”.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asvw3gP1L6kvfvNjI.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Wilfredor/Wikimedia Commons</media:credit>
        <media:title>Vista da Avenida Ipiranga, nas proximidades da Praça da República, no centro de São Paulo.</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Fumaça faz Manaus registrar pior ar do mundo e gera alerta para a saúde</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/fumaca-manaus-pior-ar-do-mundo-alerta-saude</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/fumaca-manaus-pior-ar-do-mundo-alerta-saude?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 16:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A fumaça das queimadas que encobre Manaus desde o início de setembro levou a poluição do ar a níveis preocupantes para a saúde. Na quarta-feira, 23, a capital amazonense chegou a registrar a pior qualidade do ar do mundo em um ranking internacional com avaliação em tempo real.</p>
<p>O levantamento é da plataforma suíça IQAir, cujos indicadores mudam ao longo do dia, de acordo com as medições disponíveis. Por isso, a posição indicou a situação registrada em um momento específico, não significando que Manaus tenha permanentemente o ar mais poluído do planeta.</p>
<p>Já os dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) ajudam a dar uma dimensão mais exata do problema. Pesquisadores da instituição que integram a RedeAr registraram, desde o início do mês, concentração média superior a 30 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, conhecido como PM2,5. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a média em um período de 24 horas não ultrapasse 15 microgramas por metro cúbico.</p>
<p>No dia 23, os sensores chegaram a registrar mais de 160 microgramas por metro cúbico, mais de dez vezes o valor recomendado pela OMS para a média de 24 horas.</p>
<h2>Por que a fumaça preocupa a saúde</h2>
<p>O material particulado fino é formado por partículas microscópicas presentes na fumaça. Elas são tão pequenas que conseguem chegar às regiões mais profundas dos pulmões e podem alcançar a corrente sanguínea.</p>
<p>A exposição a concentrações elevadas pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, tosse e chiado, além de agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ministério da Saúde alerta que a exposição prolongada a níveis elevados desse poluente pode aumentar a procura por atendimento médico e as hospitalizações.</p>
<p>Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. Gestantes também exigem atenção especial durante períodos de exposição intensa à fumaça. Os efeitos já são sentidos pela população. Moradores estão relatando ardência nos olhos, nariz e garganta.</p>
<h2>Queimadas avançam perto da cidade</h2>
<p>O Ipam relaciona a piora da qualidade do ar principalmente às queimadas na região metropolitana de Manaus. Ela registra, nos últimos dias, "uma alta significativa no número de focos de calor”, explicou Newton Monteiro, analista de pesquisa do instituto.</p>
<p>Segundo ele, o fogo se concentra em áreas ao longo do rio Amazonas, inclusive nas proximidades do chamado Encontro das Águas, e no eixo da BR-319. A consequência é a formação de grandes colunas de fumaça.</p>
<p>Embora a área queimada no Amazonas entre janeiro e agosto tenha caído 26% em comparação com o mesmo período de 2025, municípios próximos da capital tiveram forte aumento.</p>
<p>Em Manacapuru, a menos de 100 quilômetros de Manaus, cerca de dois mil hectares foram atingidos pelo fogo entre janeiro e agosto, alta de 293% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Iranduba, a menos de 40 quilômetros da capital, o crescimento foi de 212%, de acordo com dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas, citados pelo Ipam.</p>
<h2>El Niño dificulta dispersão da fumaça</h2>
<p>Além das queimadas, as condições do tempo ajudam a explicar por que tanta fumaça permanece sobre Manaus.</p>
<p>Em condições normais, os ventos predominantes na região tendem a carregar a fumaça para oeste, em direção ao Peru. Segundo Monteiro, o El Niño está alterando esse padrão e favorecendo o transporte da fuligem para Manaus e municípios vizinhos.</p>
<p>O Ministério da Saúde também alerta que o El Niño pode favorecer períodos de estiagem, temperaturas elevadas e condições propícias à propagação de incêndios florestais em algumas regiões do país. A baixa umidade pode ainda intensificar os efeitos da fumaça sobre a saúde.</p>
<h2>Como se proteger</h2>
<p>Nos períodos em que a qualidade do ar estiver comprometida, o Ministério da Saúde recomenda evitar atividades físicas e esforços intensos ao ar livre, beber água regularmente e, sempre que possível, permanecer em ambientes fechados e protegidos da fumaça.</p>
<p>Quando for necessário sair, máscaras N95, PFF2 ou P100 bem ajustadas ao rosto ajudam a reduzir a inalação das partículas presentes no ar.</p>
<p>Em 2025, o Amazonas teve 67 dias com concentração de partículas finas acima dos 15 microgramas por metro cúbico recomendados pela OMS para a média diária. A média anual chegou a 10,67 microgramas por metro cúbico, mais que o dobro dos 5 recomendados pela organização para a exposição de longo prazo, segundo o Ipam.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asdiUTD878dF4tdEP.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">p</media:credit>
        <media:credit role="provider">Pexels/ K</media:credit>
        <media:title>manaus-teatro-amazonas</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>STF iguala licença-maternidade de mães biológicas e adotantes</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/stf-iguala-licenca-maternidade-de-maes-biologicas-e-adotantes</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/stf-iguala-licenca-maternidade-de-maes-biologicas-e-adotantes?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 11:19:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, nesta quarta-feira, 23, igualar os critérios e os prazos da licença-maternidade para mães biológicas e adotantes. A regra estabelece 120 dias de afastamento remunerado, prorrogável por mais 60 dias, independentemente da natureza do vínculo profissional.</p>
<p>A decisão alcança trabalhadoras contratadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), servidoras públicas federais e militares. No caso de adoção, o período não poderá variar de acordo com a idade da criança.</p>
<p>Até agora, havia diferenças importantes entre as categorias. Pela CLT, mães biológicas e adotantes já tinham direito a 120 dias. No serviço público federal, porém, mães adotantes tinham 90 dias de licença quando a criança tinha até um ano e apenas 30 dias nos demais casos. Nas Forças Armadas, havia previsão de licença-maternidade de 120 dias, prorrogável por outros 60, mas não de licença para mães adotantes.</p>
<p>E os 60 dias adicionais?</p>
<p>A decisão do STF estabelece um período de 120 dias, que pode ser prorrogado por mais 60. Para trabalhadoras da iniciativa privada, a extensão está prevista no Programa Empresa Cidadã. A companhia precisa participar dele e a trabalhadora deve solicitar a prorrogação até o fim do primeiro mês após o parto. O período adicional começa logo depois dos 120 dias iniciais.</p>
<p>A prorrogação também se aplica à adoção ou à guarda judicial para fins de adoção, agora sem diferença de prazo entre mães biológicas e adotantes.</p>
<p>Quando começa a contar</p>
<p>O afastamento pode ser contado a partir do nono mês de gestação, do parto, da adoção ou da obtenção da guarda para fins de adoção. Em caso de internação, a contagem considera a alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorrer por último.</p>
<p>A nova regra vale desde 23 de setembro para licenças iniciadas a partir dessa data e para aquelas que já estavam em andamento. Licenças encerradas antes da conclusão do julgamento não serão reabertas.</p>
<p>A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7495, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O STF considerou inconstitucionais as diferenças de tratamento decorrentes da forma de maternidade ou do vínculo profissional.</p>
<p>O tribunal rejeitou, porém, o pedido para permitir o compartilhamento da licença entre os integrantes da família. Segundo o STF, cabe ao Congresso definir por lei se e como esse período poderá ser dividido.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asGYFYZnwLg8SHdxP.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Unsplash/ Kateryna Hliznitsova </media:credit>
        <media:title>mão-mulher-crianca</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Nova norma para saúde surge em cenário de alta no afastamento de professores por transtornos mentais</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nova-norma-saude-professores-afastados-por-problemas-psicologicos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/nova-norma-saude-professores-afastados-por-problemas-psicologicos?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 23 Sep 2026 23:24:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em 2025, o Brasil registrou 65.123 afastamentos de professores da rede pública por transtornos mentais, o equivalente a 12% de todos os benefícios concedidos por problemas de saúde mental no país naquele ano, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Esses números ajudam a explicar por que o país passou a exigir expressamente que fatores capazes de afetar a saúde mental dos trabalhadores sejam considerados riscos ocupacionais. Desde maio, uma nova norma trabalhista obriga escolas e faculdades a considerar esse risco tão seriamente quanto um acidente físico.</p>
<p>Apesar de ser uma pauta cada vez mais discutida, esse tipo de esgotamento costuma se construir devagar, ao longo de anos. É o caso de João Dias, professor de português e inglês por mais de duas décadas em uma escola pública de Fernandópolis, no interior de São Paulo.</p>
<p>Hoje com 64 anos, João conta que os primeiros 15 anos de sala de aula foram bons, talvez os melhores de sua vida. "Eu gostava de ir para a escola, tinha um bom relacionamento com os alunos, com todo mundo". Depois, por uma somatória de fatores, esse ânimo começou a desvanecer.</p>
<p>"Do 16º ano em diante começou só frustração", relembra. Ele voltava do trabalho de trem e passava a noite sem dormir, se irritava com facilidade e se sentia exausto, mas não entendia o que estava acontecendo. O entusiasmo foi sumindo aos poucos, até que os colegas de escola começaram a notar e um deles sugeriu que ele buscasse ajuda.</p>
<h2>Uma epidemia com números cada vez maiores</h2>
<p>A história de João não é um caso isolado. De acordo com o Ministério da Previdência Social, os afastamentos por transtornos mentais cresceram 38% no país em 2023, na comparação com 2022 – e isso inclui docentes.</p>
<p>Uma pesquisa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), mostra que 24,8% dos profissionais da educação entrevistados já tinham se afastado do trabalho por questões de saúde mental nos cinco anos anteriores.</p>
<p>Entre os problemas relatados estavam ansiedade e síndrome do pânico, distúrbios do sono ou insônia e depressão. O levantamento foi realizado entre dezembro de 2025 e março de 2026 com trabalhadores da rede estadual paulista.</p>
<p>A rede privada também não escapa. Um levantamento do Instituto Semesp,   centro de estudos e pesquisas do Semesp, entidade que representa mantenedoras de instituições de ensino em São Paulo, feito com 1.285 profissionais da educação privada de todo o país, encontrou algum grau de sofrimento psicológico em 36,58% dos entrevistados. O índice foi maior entre os professores da educação básica, chegando a 46,78%, enquanto no ensino superior ficou em 33,98%.</p>
<h2>O que ninguém ensinou</h2>
<p>Amanda Camargo trabalhou 25 anos com recursos humanos e deu aula na universidade por mais de duas décadas antes de fundar a Edumind, empresa que apoia pais e professores a lidar com saúde mental. E, para ela, o problema não começa dentro da escola. "O ser humano não deixa a bagagem emocional do lado de fora e entra na escola dizendo: agora eu só sou professor", afirma.</p>
<p>Hoje, um em cada sete adolescentes possui algum tipo de transtorno mental, conforme estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso faz com que o professor passe a ocupar um papel completamente diferente do de apenas ensinar.</p>
<p>Para Amanda, a sala de aula mudou rápido demais para que eles conseguissem acompanhar. "Os cursos de pedagogia são muito retrógrados. Eles não ensinam o professor a identificar um sinal de sofrimento psíquico em uma criança, nem como lidar com isso de forma adequada", avalia.</p>
<h2>Diferentes tipos de violência</h2>
<p>Segundo Amanda, na escola pública a violência contra o professor costuma ser explícita, física ou verbal, e o profissional enfrenta isso sozinho, sem estrutura para lidar com crises em sala.</p>
<p>Já na escola privada, o quadro é outro. "É uma violência implícita, silenciosa", diz. Os pais, que pagam a mensalidade, tendem a cobrar da escola a disciplina que eles nem sempre estão dispostos a oferecer em casa, como destaca. "Sei de professores que entram em reunião de pais já com crise de ansiedade, porque nunca sabem como vão ser tratados", explica.</p>
<p>João, que lecionou só na rede pública, relembra que agressões verbais eram rotina, com pelo menos um episódio por semana envolvendo algum colega. Ele nunca chegou a presenciar agressão física, mas o desrespeito era cotidiano. Em suas palavras, naquela época os diretores tinham receio até de registrar ocorrência contra os alunos. Acabava sobrando para os próprios professores resolverem sozinhos a questão.</p>
<p>Nos tempos atuais, o celular representa um grande entrave, de acordo com João. Antes de o uso do aparelho ser restringido nas escolas, hoje por lei federal, os professores perdiam a disputa pela atenção dos alunos. "Podíamos fazer malabarismo na frente da sala que não chamava atenção", conta.</p>
<h2>Quando o corpo já não aguenta</h2>
<p>Foram quatro meses para João procurar ajuda depois dos primeiros sintomas. E isso ocorreu porque a diretora da escola sugeriu que ele buscasse tratamento. O psiquiatra que o atendeu receitou medicação e, já na consulta seguinte, disse que ele não deveria mais voltar para a sala de aula. "Ele falou que eu teria de me preparar para uma readaptação", lembra.</p>
<p>João ficou dois anos afastado antes de ser reintegrado em outra função na mesma escola. Passou a trabalhar na recepção, recebendo os pais e encaminhando as pessoas até a direção, função que mantém até hoje, mesmo depois de se aposentar do magistério, há quatro anos. "Para mim, chega a ser uma terapia. Fico ali, lido com uma pessoa, com outra, tranquilo, num clima agradável", diz.</p>
<p>Porém, ele revela que ainda reage mal quando é insultado por algum aluno na recepção. É como um lembrete do período em que lecionava. Ainda hoje, ele diz que não existe nenhum tipo de apoio psicológico para professores na escola onde trabalha; só há para os alunos.</p>
<h2>A escola adoece o professor?</h2>
<p>É essa lacuna que a nova versão da NR-1 (Norma Reguladora 1) tenta mudar. Desde 26 de maio, o Capítulo 1.5 da norma obriga escolas, colégios e faculdades a incluir riscos psicossociais – entre eles sobrecarga, violência escolar, assédio moral e falta de suporte institucional – no Programa de Gerenciamento de Riscos.</p>
<p>A aplicação de multas, porém, ficou suspensa por 90 dias por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em 25 de junho e confirmada pelo plenário da Corte em agosto. O prazo da suspensão terminou nesta quarta-feira, 23. As sanções podem voltar a ser aplicadas a partir desta quinta-feira, 24, salvo nova decisão do Supremo.</p>
<p>Na visão de Amanda, o motivo por trás da nova regra tem tanto de saúde pública quanto de questão monetária. Apenas entre 2024 e 2025, mais de um milhão de afastamentos foram concedidos pelo INSS. "Não dá para dizer que a escola adoeceu o professor. Foi o sistema educacional, e a cultura que desvaloriza esse papel", enfatiza.</p>
<p>Crédito da imagem do alto: edição por IA sobre foto de  Depositphotos/ Coscaron</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asO1M3VKwB9EcMAdg.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Edição de IA sobre foto de Depositphotos</media:credit>
        <media:title>professora-esgotamento</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carolyna Bazanini]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Por que Lula ainda aposta na soberania como bandeira de campanha</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/por-que-lula-ainda-aposta-na-soberania-como-bandeira-de-campanha</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/por-que-lula-ainda-aposta-na-soberania-como-bandeira-de-campanha?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  elegeu — mais uma vez — a  defesa da soberania nacional  como mote de seu  discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) , dividido entre a agenda diplomática brasileira e a pressão da campanha eleitoral, com primeiro turno marcado para 4 de outubro.</p>
<p>“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas.  O Brasil não cabe no quintal de ninguém ”, disse. “Somos chamados a optar entre soberania ou subordinação”, acrescentou o petista ao discursar na terça-feira, 22.</p>
<p>A fala antecedeu um discurso  diametralmente oposto proferido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , a quem a defesa da soberania nacional de Lula foi endereçada — ainda que sem menção direta. Entre outras ameaças, o chefe da Casa Branca sugeriu usar “poderio militar” na América Latina para “garantir os interesses nacionais vitais” de sua nação.</p>
<h2>A aposta na herança</h2>
<p>Não por acaso. Desde que  Trump assinou o primeiro decreto para sobretaxar em 50% produtos brasileiros enviados aos EUA , em julho de 2025, Lula tomou para si o discurso de que defenderia a soberania nacional da ofensiva americana. </p>
<p>A decisão foi declaradamente atribuída ao que o republicano chamou de “perseguição” do Judiciário brasileiro contra Jair Bolsonaro (PL), então às vésperas de ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e preso por uma tentativa de golpe de Estado. Os filhos do ex-presidente chegaram a comemorar a medida.</p>
<p>O governo federal enfrentava uma maré ruim. No início daquele ano, o Datafolha registrou a pior avaliação popular de todos os períodos de Lula no Palácio do Planalto. Anúncios descalibrados e resistências do Congresso frearam  chances de reação — até o tarifaço.</p>
<p>Diante da ação trumpista, o  petista rapidamente assumiu um tom que aludiu a seu período como líder sindical , na década de 1970, e situou o Brasil em condição de ator resistente à política de sanções comerciais dos EUA. </p>
<p>Ao longo dos meses seguintes, quando os  mandatários chegaram a se reunir para negociações diplomáticas, a avaliação popular da gestão federal melhorou — com os institutos de pesquisa relacionando diretamente a defesa da soberania a esse fenômeno — e o  presidente ganhou terreno em levantamentos eleitorais . Esta fase, no entanto, aparenta ter ficado para trás.</p>
<h2>Impacto sob questão</h2>
<p>A menos de um mês para o primeiro turno da eleição,  Lula levou à propaganda eleitoral a defesa da soberania, das terras raras e do Pix — alvo declarado de incômodo da Casa Branca — sem efeito semelhante . </p>
<p>Pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro registrou, pela primeira vez, o  petista em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL)  nas simulações de primeiro e segundo turnos. </p>
<p>Em viés de alta, o ‘Zero Um’ evita associar-se a Trump e tem levado aos programas eleitorais a estratégia de confrontar o  endividamento das famílias e a má avaliação popular da segurança pública , agendas que mais pressionam o oponente. Na televisão, deixou a estratégia clara: “Vou devolver a primeira de todas as soberanias: a da segurança pública. A soberania de você poder andar na rua sem medo”.</p>
<p>A tônica encontra sustento na percepção popular. Pesquisa divulgada pela AtlasIntel na quarta-feira, 23, registrou  49% de preferência pelo candidato do PL para combater a criminalidade e o tráfico de drogas ; em agosto, levantamento divulgado por Nexus e BTG mostrou que 35% dos brasileiros consideram a segurança pública o principal problema do país. Apesar dos números darem fôlego ao opositor, o incumbente reforça a aposta no protagonismo dado à bandeira da soberania.</p>
<p>Para  Karolina Roeder , professora de ciência política da Uninter-PR, Lula aposta no enquadramento para “associar o governo à ideia de proteção nacional” e aproximar o bolsonarismo da defesa oposta. “O saldo tende a ser positivo à medida que a campanha consiga  conectar a soberania ao cotidiano , mostrando que pressões externas afetam empregos, exportações e renda. Se ficar restrita ao plano abstrato, rende pouco voto novo, embora ajude a mobilizar a base e a demarcar o campo adversário”, disse ao  GSW Brasil .</p>
<p>O dilema, na equação, recai sobre a distância aparente dessa conexão. “Esse efeito perde força quando a ameaça deixa de ser novidade ou quando seus custos não se materializam no cotidiano.  Na reta final [da campanha], a agenda tende a se voltar para temas de avaliação retrospectiva, como emprego, preços e violência , que são os que o eleitor mais sente”, concluiu a professora.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asv9u6MnDYkkJNkfD.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">ANDREW CABALLERO-REYNOLDS</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>Lula e Trump</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Processos por violência política contra mulheres crescem quase 12 vezes em quatro anos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/violencia-politica-contra-mulheres-cresce-12-vezes-em-quatro-anos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/violencia-politica-contra-mulheres-cresce-12-vezes-em-quatro-anos?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O número de processos relacionados à violência política contra mulheres na Justiça Eleitoral passou de 15 em 2022 para 177 em 2026, até 21 de setembro — quase 12 vezes mais em quatro anos. Os dados fazem parte de um painel apresentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 22, a 12 dias antes do primeiro turno.</p>
<p>No mesmo momento, foi lançada a ação “Violência Política Tem Gênero”. TSE e Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) também assinaram um protocolo para integrar medidas de prevenção, recebimento de denúncias, acolhimento e monitoramento dos casos.</p>
<p>A violência política contra mulheres pode assumir formas muito diferentes. O assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, mostrou sua expressão mais extrema. A ex-deputada federal Manuela d’Ávila, candidata do PSOL ao Senado pelo Rio Grande do Sul, foi ameaçada de morte, enquanto sua filha, então com 5 anos, foi alvo de ameaças de estupro.</p>
<p>A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) acionou a Polícia Federal por perseguição e violência política de gênero. Em setembro de 2025, a PF deflagrou a Operação Assédio para apurar crimes praticados contra ela, a deputada federal Silvye Alves (União-GO) e outras mulheres. Soraya afirmou na ocasião que vinha sendo alvo frequente de crimes dessa natureza, incluindo ameaças de morte.</p>
<p>Os episódios aconteceram em momentos e circunstâncias diferentes — o assassinato de Marielle ocorreu três anos antes de ser adotada uma legislação sobre violência política de gênero —, mas ajudam a mostrar a dimensão de um problema que pode ir da intimidação e perseguição a ataques sexuais, ameaças e agressões. Parlamentares de distintos campos políticos são alvos desse tipo de violência.</p>
<h2>O que é violência política contra a mulher</h2>
<p>A Lei 14.192, de agosto de 2021, define como violência política contra a mulher qualquer ação, conduta ou omissão destinada a impedir, dificultar ou restringir seus direitos políticos. A legislação também abrange distinções, exclusões ou restrições no reconhecimento, exercício ou gozo de direitos e liberdades políticas fundamentais em razão do sexo.</p>
<p>A legislação criou também um crime específico no Código Eleitoral. O artigo 326-B pune quem assedia, constrange, humilha, persegue ou ameaça candidata ou mulher que exerça mandato eletivo, utilizando menosprezo ou discriminação por ela ser mulher, ou em razão de cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar sua campanha ou o desempenho do mandato. A pena é de um a quatro anos de prisão e multa e pode ser aumentada em determinadas situações.</p>
<p>Isso significa que crítica, discordância ou confronto político, mesmo duro, não constitui automaticamente violência política de gênero. Para a configuração do crime previsto no Código Eleitoral, a conduta precisa reunir os elementos estabelecidos pela legislação.</p>
<h2>177 processos até 21 de setembro</h2>
<p>Os números do novo painel do TSE informam 177 processos abertos em 2026. São casos que entraram no sistema da Justiça Eleitoral relacionado à violência política de gênero. O conjunto reúne procedimentos de diferentes naturezas e em diferentes etapas.</p>
<p>Desses registros, 75 são inquéritos policiais, destinados à investigação de suspeitas de crime. Outros 32 são representações criminais ou notícias-crime e 17 são ações penais eleitorais, quando uma acusação já chegou formalmente à Justiça. O restante inclui recursos criminais, petições, habeas corpus, medidas cautelares e outras classes processuais.</p>
<p>Dos 177 processos autuados até 21 de setembro, 80,2%, permaneciam em tramitação.</p>
<p>A série mostra uma expansão acentuada dos registros na Justiça Eleitoral. Foram 15 em 2022, 23 em 2023, 78 em 2024 e 118 em 2025. O painel mede o que chegou à Justiça Eleitoral e foi registrado no sistema.</p>
<h2>Sudeste concentra 35,6% dos registros de 2026</h2>
<p>O Sudeste reúne o maior número de processos abertos neste ano: 63 casos (35,6% do total nacional). A região é seguida por Sul, com 37 casos (20,9%), e Nordeste, com 36 (20,3%). O Norte reúne 21 registros (11,9%) e o Centro-Oeste contabiliza 20 (11,3%).</p>
<p>São Paulo tem 29 processos em 2026, Minas Gerais, 17, e Rio de Janeiro, 14. Juntos, os três estados respondem por 33,9% do total nacional.</p>
<h2>MPF reúne 436 registros desde 2018</h2>
<p>Uma segunda base do painel reúne informações do Ministério Público Federal (MPF). São 436 registros de violência política de gênero desde 2018, distribuídos por 26 unidades da Federação e 219 municípios.</p>
<p>Esses números não devem ser somados aos da Justiça Eleitoral. As duas bases acompanham registros de naturezas e etapas diferentes.</p>
<p>A violência moral é a categoria mais frequente na base do MPF: aparece em 221 registros, pouco mais da metade do total. A psicológica está presente em 177; a simbólica, em 163; a econômica e estrutural, em 78; a física, em 49; e a sexual, em 25.</p>
<p>Um mesmo caso pode envolver mais de uma forma de violência. Por isso, a soma das categorias é superior aos 436 registros.</p>
<p>Os dados também mostram quem aparece como vítima. Parlamentares estão em 222 registros e candidatas, em 128. Há ainda 25 envolvendo governantes, quatro magistradas e quatro presidentes de partido.</p>
<h2>TSE e PGE integram atendimento e monitoramento</h2>
<p>Além de apresentar os dados, a ação “Violência Política Tem Gênero” estabeleceu um protocolo de atuação conjunta entre TSE e Procuradoria-Geral Eleitoral. O acordo prevê intercâmbio seguro de informações sobre os casos, que também deverão alimentar o painel de monitoramento.</p>
<p>A Ouvidoria do TSE foi reconhecida como canal especializado para escuta, acolhimento, orientação, registro, triagem, encaminhamento e acompanhamento das denúncias. O protocolo permite ainda que uma manifestação seja redirecionada entre ouvidorias sem que a mulher precise fazer um novo registro ou repetir integralmente seu relato.</p>
<p>O atendimento deverá seguir princípios como confidencialidade, escuta qualificada e não revitimização. Denúncias anônimas também poderão ser registradas.</p>
<p>O protocolo prevê ainda ações para ampliar a informação sobre os direitos políticos das mulheres e orientá-las a reconhecer situações de violência e buscar os mecanismos de denúncia. A ação incluiu uma capacitação para integrantes da Justiça Eleitoral.</p>
<p>MPF e Justiça Eleitoral lançaram também a campanha “Política é Substantivo Feminino”, destinada a informar e conscientizar a população sobre as diferentes formas de violência política praticadas contra mulheres.</p>
<h2>Como denunciar</h2>
<p>A  Ouvidoria do TSE   é um dos canais. Ela deve receber, orientar, registrar e encaminhar os relatos aos órgãos responsáveis.</p>
<p>Também é possível registrar denúncias sobre esse tipo de crime no  MPF Serviços , disponível no Portal do MPF. Na página, basta selecionar “Denúncias e Pedidos de Informação”. Em seguida, para acessar o formulário, é necessário aceitar os termos descritos e fazer login com a conta gov.br. Por fim, é preciso preencher o formulário com as informações solicitadas e clicar em “cadastrar”.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as9J5NXia7kiGyg8a.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</media:credit>
        <media:title>bancada feminina-camara dos deputados</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>El Niño se fortalece e aumenta riscos à saúde no Brasil e no mundo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/el-nino-se-fortalece-e-aumenta-riscos-a-saude-no-brasil-e-no-mundo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/el-nino-se-fortalece-e-aumenta-riscos-a-saude-no-brasil-e-no-mundo?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os efeitos do super El Niño já estão em curso e se intensificam rapidamente, aumentando a preocupação com os impactos do fenômeno sobre a saúde no Brasil e em outras partes do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira, 22, para riscos que incluem calor extremo, doenças transmitidas por mosquitos e pela água, problemas respiratórios e desnutrição.</p>
<p>“El Niño representa uma grande ameaça à saúde pública”, afirmou Teresa Zakaria, chefe da Unidade de Redução de Riscos de Desastres, Operações Humanitárias e Mudanças Climáticas da OMS, durante entrevista coletiva em Genebra, reporta a AFP. “Esperamos ver repercussões na saúde em todo o mundo.”</p>
<p>O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do centro e leste do Oceano Pacífico equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e interfere nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.</p>
<p>Em análise global publicada no início do mês, a OMS esclarece que o El Niño não causa diretamente doenças. Ele funciona como um “modificador de risco”: as mudanças de temperatura e chuva podem criar condições mais favoráveis a determinados problemas de saúde, com impactos diferentes de acordo com a região e a vulnerabilidade da população e dos sistemas de atendimento.</p>
<p>Chuvas intensas e inundações, por exemplo, podem contaminar fontes de água, prejudicar o saneamento e favorecer a proliferação de mosquitos. A seca também pode aumentar criadouros quando a falta de abastecimento leva ao armazenamento de água em recipientes. Já temperaturas elevadas e tempo seco podem favorecer incêndios e piorar a qualidade do ar.</p>
<h2>Clima, doenças infecciosas e desnutrição</h2>
<p>O calor extremo está entre as principais preocupações. A exposição a temperaturas elevadas pode provocar exaustão pelo calor e insolação e agravar doenças cardiovasculares, respiratórias, renais e metabólicas. Crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores ao ar livre estão entre os grupos mais vulneráveis.</p>
<p>As mudanças de temperatura e chuva também podem alterar as condições de transmissão de dengue, zika, chikungunya, febre amarela e malária. Em áreas atingidas por enchentes, a contaminação da água e os danos ao saneamento elevam ainda o risco de doenças transmitidas pela água.</p>
<p>Outro efeito pode ocorrer na alimentação. Secas reduzem a disponibilidade de água e podem prejudicar lavouras, enquanto inundações podem destruir plantações e provocar perdas de animais. A OMS considera a insegurança alimentar e a desnutrição riscos importantes nos dois cenários, principalmente para populações que já vivem em situação vulnerável.</p>
<p>Os efeitos variam pelo mundo. Na África, a análise da OMS aponta, entre outros riscos, malária, cólera e insegurança alimentar em diferentes países. Partes do Sul e Sudeste da Ásia podem enfrentar calor, seca e escassez de água. No Pacífico, algumas áreas têm maior risco de seca, enquanto outras podem receber chuvas acima do normal.</p>
<h2>O que pode acontecer no Brasil</h2>
<p>No país, os efeitos também devem variar de acordo com a região. A OMS indica maior risco de calor, seca, redução dos níveis dos rios e incêndios em partes do Norte e da bacia Amazônica. Já áreas do Sul estão entre as regiões da América do Sul onde são esperadas chuvas acima do normal, com possibilidade de inundações e deslizamentos.</p>
<p>A análise da OMS destaca para o Brasil riscos elevados de leptospirose associada às inundações, febre amarela e oropouche. A malária exige atenção especialmente na bacia Amazônica. A dengue está entre os principais riscos identificados para as Américas.</p>
<p>Alguns problemas ambientais já são observados no país. Em comunicado na sexta-feira, 18, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) chamou atenção para a redução dos níveis de água na bacia amazônica e a deterioração da qualidade do ar associada aos incêndios florestais.</p>
<p>De acordo com o monitoramento citado pela entidade, 630 municípios brasileiros registravam concentrações de partículas finas acima dos níveis recomendados pela OMS. Essas partículas presentes na fumaça podem penetrar profundamente nos pulmões.</p>
<p>A situação brasileira faz parte de um cenário mais amplo nas Américas. A Opas que mais de 5,2 milhões de pessoas estavam afetadas, expostas ou em situação de insegurança alimentar aguda nas áreas monitoradas. Oito países ou territórios apresentavam seca ou déficit hídrico, seis tinham incêndios florestais com impacto ou risco para a saúde e cinco registravam efeitos de chuvas intensas ou inundações. A entidade ressalta que nem todos esses eventos foram atribuídos diretamente ao El Niño.</p>
<h2>Fenômeno deve se intensificar</h2>
<p>A tendência é de fortalecimento nos próximos meses. Em declaração nesta terça-feira, 22, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, reforçou que “o El Niño está firmemente estabelecido e se intensificando rapidamente”.</p>
<p>“As previsões da OMM indicam uma probabilidade de quase 100% de que ele persista até fevereiro de 2027”, comentou Celeste. A expectativa é de que o fenômeno se torne muito forte no fim deste ano e possa atingir o limite superior dos registros históricos iniciados em 1950.</p>
<p>Isso não significa que cada região terá necessariamente seca, enchente ou calor extremo. “O El Niño altera as probabilidades; ele não determina o clima em todas as cidades nem causa todas as ondas de calor”, afirmou. A influência depende da região, da época do ano e da interação com outros fatores climáticos.</p>
<h2>Serviços de saúde também estão sob risco</h2>
<p>Além de aumentar a probabilidade de determinados problemas de saúde, os eventos extremos podem prejudicar o próprio atendimento. Inundações, deslizamentos, incêndios e interrupções de estradas podem danificar unidades ou dificultar o acesso dos pacientes. Falhas no fornecimento de água e energia também podem afetar hospitais, laboratórios e a conservação de medicamentos e vacinas.</p>
<p>A Opas recomenda que os países reforcem a vigilância epidemiológica e os sistemas de alerta, garantam acesso a água segura, vacinação e medicamentos e revisem os planos de contingência de hospitais e redes de atendimento.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asSTdHwcfERm4kGB1.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Paulo Pinto</media:credit>
        <media:title>sao-paulo-chuvas</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pisa 2025: 67% dos alunos mais pobres no Brasil não atingem nível mínimo de leitura</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pisa-2025-67-dos-alunos-mais-pobres-no-brasil-nao-atingem-nivel-minimo-de-leitura</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/pisa-2025-67-dos-alunos-mais-pobres-no-brasil-nao-atingem-nivel-minimo-de-leitura?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Mon, 21 Sep 2026 17:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A desigualdade socioeconômica no desempenho em leitura é um dos principais desafios revelados pelo Pisa 2025 no Brasil. Uma análise do Iede (Instituto de Evidência Educativa), feita a partir dos dados da avaliação internacional, mostra que  67% dos estudantes brasileiros de menor nível socioeconômico não atingiram o nível mínimo de proficiência em leitura . Entre os alunos mais favorecidos economicamente, o percentual foi de 26%.</p>
<p>Os números consideram os 25% dos estudantes em pior situação socioeconômica e os 25% em melhor situação. Segundo o estudo, a proporção de alunos abaixo do nível mínimo entre os mais pobres é  2,5 vezes maior  do que entre os mais ricos.</p>
<p>A diferença também aparece na pontuação média. Os estudantes do grupo de menor nível socioeconômico obtiveram  375 pontos , enquanto os mais favorecidos alcançaram  462 pontos  — uma distância de 93 pontos. Em 2022, a diferença havia sido de 88 pontos.</p>
<h2>Brasil tem desempenho abaixo da média da OCDE</h2>
<p>No resultado geral, o Brasil registrou  408 pontos em leitura no Pisa 2025 , ficando na 52ª posição entre 89 países e economias com dados comparáveis. A pontuação foi dois pontos inferior à de 2022, quando o país alcançou 410 pontos, mas a variação não foi considerada estatisticamente significativa pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). </p>
<p>A média dos países da OCDE foi de  461 pontos , 53 pontos acima do resultado brasileiro. Cerca de  49% dos estudantes brasileiros alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência , considerado o patamar mínimo na avaliação. Na média da OCDE, esse percentual foi de 69%. </p>
<p>O nível 2 envolve habilidades como identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informações a partir de critérios explícitos e refletir sobre o propósito e a forma de um texto quando há orientação para isso. </p>
<h2>Desigualdade aumentou em relação a 2022</h2>
<p>Embora a média brasileira tenha permanecido praticamente estável, a distância entre estudantes de diferentes níveis socioeconômicos aumentou. De acordo com a análise, a diferença entre os grupos passou de  88 para 93 pontos  entre 2022 e 2025.</p>
<p>A situação brasileira também se insere em um cenário de dificuldades para a leitura em outros países da América Latina e do Caribe. Segundo Romina Durán, chefe de pesquisa do Iede, em 10 dos 13 países da região que participaram do Pisa 2025, pelo menos metade dos estudantes de 15 anos ficou abaixo do nível 2.</p>
<h2>Países asiáticos lideram desempenho</h2>
<p>O ranking de leitura do Pisa 2025 foi liderado por  Singapura, com 535 pontos . Na sequência aparecem o grupo formado por Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, na China, com 527 pontos; Taiwan, com 508; Japão, com 503; e Macau e Coreia do Sul, ambos com 501 pontos.</p>
<p>No Brasil, apenas  1% dos estudantes atingiu o nível 5 ou superior  em leitura, enquanto a média da OCDE foi de 6%. Nesse nível, os alunos são capazes, entre outras habilidades, de compreender textos longos, lidar com conceitos abstratos e estabelecer distinções entre fato e opinião a partir de informações implícitas. </p>
<p>O Pisa é aplicado pela OCDE a estudantes de 15 anos e avalia a capacidade de utilizar conhecimentos e habilidades em situações do cotidiano. No Brasil, a edição de 2025 contou com  30.140 estudantes , e as provas foram aplicadas entre abril e maio daquele ano.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/ascHPhVLrMvgQefGr.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Tomaz Silva/Agência Brasil</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Tomaz Silva</media:credit>
        <media:title>sala-de-aula</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Setembro Lilás: é possível prevenir o Alzheimer e outros tipos de demência?</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/setembro-lilas-prevenir-alzheimer-outros-tipos-de-demencia</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/setembro-lilas-prevenir-alzheimer-outros-tipos-de-demencia?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 16:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Este mês entidades médicas e de pacientes concentram esforços em uma campanha para falar mais sobre Alzheimer e outros tipos de demência. É o  Setembro Lilás , uma ação que tem como ápice o 21 de setembro, dia mundial de conscientização da doença. No mundo, cerca de 57 milhões de pessoas vivem com demência, um conjunto de sinais e sintomas relacionados a prejuízos nas habilidades cognitivas, incluindo raciocínio, linguagem e memória.</p>
<p>De acordo com a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer), cerca de 10 milhões de novos casos são registrados a cada ano, o que equivale a um novo diagnóstico a cada três segundos no planeta.</p>
<p>No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, realizado em 2024 pelo Ministério da Saúde junto com a Universidade Federal de São Paulo, indica que cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais vive com demência, o que representa aproximadamente 2,71 milhões de pessoas. As projeções calculam que, até 2050, esse número poderá alcançar 5,6 milhões de brasileiros, evidenciando a necessidade de políticas públicas que atendam a essa crescente demanda.</p>
<p>Da população brasileira que vive com demência, entre 70% e 80% têm Alzheimer, aponta a médica geriatra Yngrid Dieguez Ferreira, coordenadora das disciplinas de geriatria e cuidados paliativos da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Alzheimer é a forma mais comum de demência e é caracterizada por alterações no cérebro que causam danos aos neurônios.</p>
<p>Na campanha Setembro Lilás deste ano, organizada pela Febraz (Federação Brasileira das Associações de Alzheimer), o tema é “Alzheimer: o diagnóstico importa. Quanto mais cedo você souber, mais poderá fazer”. Informação faz realmente muita diferença quando se trata de prevenção, diagnóstico e tratamento. E isso leva à pergunta: afinal, é possível prevenir a demência?</p>
<p>Embora ainda não exista cura para o Alzheimer e para outros tipos de demência, uma parte dos casos pode ser prevenida ou adiada. Isso não significa que exista uma maneira de garantir que uma pessoa nunca desenvolverá a doença. Idade e predisposição genética estão entre os elementos que participam do aparecimento desses problemas.</p>
<p>Porém, existem fatores de risco sobre os quais é possível agir ao longo da vida. Um estudo publicado em 2025 na revista científica  The Lancet Regional Health – Americas  estimou que 59,5% dos casos de demência no Brasil estão associados a 14 fatores de risco modificáveis. A redução desses fatores poderia, portanto, evitar ou adiar uma parcela dos casos na população.</p>
<p>Estão entre eles baixa escolaridade, perda auditiva, colesterol LDL elevado, depressão, traumatismo craniano, sedentarismo, diabetes, tabagismo, hipertensão, obesidade, consumo excessivo de álcool, isolamento social, poluição do ar e perda de visão não tratada.</p>
<p>De acordo com Yngrid, há diversas estratégias que ajudam a preservar a cognição ao longo do envelhecimento. Muitas delas envolvem justamente o controle dos fatores de risco.</p>
<p>Isso quer dizer: controle adequado de doenças crônicas, principalmente diabetes, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia (alteração nos níveis de gorduras no sangue, como colesterol e triglicerídeos); alimentação saudável; atividade física; socialização (“a interação com amigos e familiares estimula continuamente o cérebro”, explica a geriatra); e detecção precoce da perda auditiva e seu tratamento, entre outras medidas.</p>
<h2>Novos medicamentos retardam a evolução do Alzheimer</h2>
<p>Quanto ao tratamento, a médica esclarece que ainda não há abordagens curativas. Além dos medicamentos usados para controlar sintomas, surgiram recentemente terapias que buscam interferir nos mecanismos da própria doença. Entre elas estão as terapias anti-amiloides.</p>
<p>São medicamentos desenvolvidos para agir sobre uma das alterações características do Alzheimer: o acúmulo, no cérebro, de uma proteína chamada beta-amiloide. Essa proteína pode formar placas entre os neurônios, associadas ao processo de degeneração provocado pela doença. As terapias anti-amiloides ajudam a reduzí-las.</p>
<p>No Brasil, há atualmente dois medicamentos desse tipo registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o donanemabe, aprovado em abril de 2025, e o lecanemabe, liberado em dezembro passado.</p>
<p>Segundo Yngrid, eles retardam a evolução da doença e mantêm o paciente mais funcional por mais tempo. No entanto, são terapias indicadas apenas para um grupo seleto de pacientes, com comprometimento cognitivo leve ou demência de Alzheimer leve. Antes de iniciar o tratamento, são necessários exames para confirmar se o paciente apresenta as alterações cerebrais sobre as quais esses medicamentos atuam e avaliar se a terapia é adequada para ele.</p>
<h2>Alertas e prevenção</h2>
<p>A campanha Setembro Lilás 2026  preparou um site repleto de informações abordando sintomas e maneiras de diminuir o risco de demência, além de desfazer mitos em relação à doença.  </p>
<h2>Atenção a estes sinais:</h2>
<p>• Esquecer com frequência informações recentes, compromissos ou conversas, a ponto de prejudicar a rotina.</p>
<p>• Fazer a mesma pergunta várias vezes, mesmo depois de receber a resposta.</p>
<p>• Ter dificuldade para realizar tarefas conhecidas, como cozinhar, pagar contas ou usar aparelhos.</p>
<p>• Perder-se em lugares conhecidos ou se confundir com datas, horários e trajetos.</p>
<p>• Ter dificuldade para encontrar palavras, esquecer nomes de objetos, interromper frases ou não conseguir acompanhar conversas.</p>
<p>• Apresentar mudanças de humor ou comportamento, como irritabilidade, apatia, desconfiança, ansiedade ou retraimento sem motivo claro.</p>
<p>• Ter mais dificuldade para tomar decisões, organizar tarefas, resolver problemas ou lidar com dinheiro.</p>
<p>• Perder o interesse por encontros, hobbies, compromissos ou atividades que antes davam prazer.</p>
<p>• Passar a precisar de ajuda em situações que antes realizava com independência.</p>
<p>Apresentar um desses sinais não significa necessariamente ter demência. As alterações, porém, indicam a necessidade de procurar avaliação profissional.</p>
<h2>Medidas para reduzir o risco de demência</h2>
<p>• Controlar a hipertensão, a diabetes e o colesterol.</p>
<p>• Praticar atividade física regularmente.</p>
<p>• Parar de fumar.</p>
<p>• Evitar o consumo excessivo de álcool.</p>
<p>• Identificar e tratar a perda auditiva.</p>
<p>• Identificar e tratar problemas de visão.</p>
<p>• Cuidar da saúde mental, incluindo a identificação e o tratamento da depressão.</p>
<p>• Manter vínculos sociais e participar de atividades de convivência.</p>
<p>• Ter acesso à educação e continuar aprendendo ao longo da vida, o que contribui para fortalecer a chamada reserva cognitiva, capacidade do cérebro de lidar melhor com alterações e danos.</p>
<p>Nem todos os fatores de risco dependem de escolhas individuais. Condições sociais, ambientais e de acesso à saúde também influenciam o risco de demência, e a proteção da saúde cerebral deve ocorrer ao longo de toda a vida.</p>
<h2>Mitos sobre Alzheimer e outras demências</h2>
<p>“Demência é uma consequência natural do envelhecimento”</p>
<p>A demência não faz parte do envelhecimento normal. Considerar alterações importantes de memória e outras capacidades cognitivas apenas como consequência da idade pode atrasar a procura por ajuda e o diagnóstico.</p>
<p>“Pessoas com demência são incapazes”</p>
<p>Pessoas nos estágios inicial ou moderado podem manifestar suas necessidades e desejos e participar das decisões sobre o próprio tratamento e outros aspectos da vida.</p>
<p>“A pessoa com demência não precisa saber do diagnóstico”</p>
<p>A pessoa deve ser informada de forma cuidadosa para que possa participar das decisões, preservar sua autonomia, aderir ao tratamento e se preparar para as mudanças provocadas pela doença.</p>
<p>“Pessoas com demência são teimosas ou rebeldes”</p>
<p>Comportamentos interpretados dessa maneira podem estar relacionados à tentativa de preservar a autonomia diante das limitações impostas pela doença.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1w3wdC9u14pIUBs.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Unsplash/ Centre for Ageing Better</media:credit>
        <media:title>prevencao-demencia</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula viaja a Nova York para Assembleia Geral da ONU em meio a conflitos internacionais</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-viaja-a-nova-york-para-assembleia-geral-da-onu-em-meio-a-conflitos-internacionais</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-viaja-a-nova-york-para-assembleia-geral-da-onu-em-meio-a-conflitos-internacionais?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 15:18:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participa da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). </p>
<p>O principal compromisso será o discurso de abertura da sessão de alto nível, na terça-feira (22), quando o presidente deve defender o multilateralismo, a negociação como caminho para a solução de conflitos e o respeito ao direito internacional humanitário.</p>
<p>A guerra e as demais crises internacionais devem ocupar espaço no discurso, assim como a defesa brasileira pela não interferência em assuntos internos de outros países. </p>
<p>Lula também deve voltar a defender uma reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, cuja composição e funcionamento são considerados pelo governo brasileiro incompatíveis com a realidade atual das relações internacionais.</p>
<p>A agenda começa com a chegada a Nova York ainda no domingo. Na segunda-feira (21), Lula terá reuniões bilaterais, incluindo um encontro com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, do Partido Democrata. </p>
<p>Na manhã de terça-feira, antes do discurso na Assembleia Geral, o presidente se reunirá com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Lula retorna ao Brasil no mesmo dia.</p>
<p>Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral da ONU como presidente da República. Ao longo dos três mandatos, ele deixou de comparecer apenas em 2010.</p>
<h2>Possível encontro de Lula e Trump</h2>
<p>O Itamaraty não confirmou um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a passagem dos dois pela ONU. Trump será o segundo chefe de Estado a discursar na sessão de abertura, logo depois do presidente brasileiro, o que pode levar os dois a se encontrar nos bastidores.</p>
<p>No ano passado, Lula e Trump tiveram um breve contato quando o brasileiro deixava o palco após seu discurso e o norte-americano se preparava para falar.</p>
<p> Depois, Trump classificou a relação entre os dois como marcada por uma "química excelente". Desde então, os presidentes tiveram outros encontros.</p>
<h2>Mauro Vieira terá agenda durante toda a semana</h2>
<p>O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de reuniões do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de encontros da Celac e do Consenso de Brasília.</p>
<p>Vieira também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23, comandará o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante sua presidência do G20.</p>
<p> No dia seguinte, presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), atualmente sob presidência brasileira.</p>
<p>O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também estará em Nova York entre os dias 21 e 23 para participar de atividades relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. Ele participará do encontro da Aliança Global no dia 23.</p>
<p>A delegação brasileira ainda terá reuniões e atividades relacionadas à situação da Palestina e à solução de dois Estados, ao combate à desigualdade, à Comissão de Consolidação da Paz e ao direito internacional humanitário.</p>
<p>Além de Mauro Vieira e Wellington Dias, participam da programação a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades ligadas às respectivas áreas de atuação.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/ascWjipZTqrRWvP8u.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert/PR</media:credit>
        <media:title>lula onu</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>CasaCor Rio abre celebrações pelo centenário de Sergio Rodrigues, ícone do design nacional</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/casacor-rio-centenario-de-sergio-rodrigues</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/casacor-rio-centenario-de-sergio-rodrigues?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Sat, 19 Sep 2026 17:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Grande nome do design e da arquitetura nacional, o carioca Sergio Rodrigues é um dos homenageados pela CasaCor Rio 2026, que está de portas abertas em um edifício modernista, o Aliança da Bahia, no centro do Rio de Janeiro até 8 de novembro. Esta edição marca os 35 anos do evento e traz outro componente histórico, o centenário de nascimento de Rodrigues. Com um ambiente inteiramente dedicado a ele, a CasaCor dá início às celebrações pelos 100 anos, que se completam em 22 de setembro de 2027.</p>
<p>A mostra “A Forma Informal" reúne 36 peças emblemáticas de sua trajetória e desenhos de sua prancheta, que são projetados para o piso e as paredes. Os visitantes poderão ouvir a voz gravada do designer contando histórias de seu trabalho.</p>
<p>O projeto tem a assinatura de Bel Lobo e Marianna Travassos, do escritório Bebo Arquitetos, que fizeram uma leitura contemporânea da obra de Rodrigues, que morreu em 1 de setembro de 2014, aos 86 anos.</p>
<p>Instalada no sexto andar do edifício, a mostra destaca também o sistema SR2, desenhos e referências provenientes do processo original de criação do designer, que ficou notabilizado internacionalmente por peças de mobiliário. Sua biografia, no site do Instituto Sergio Rodrigues, aponta que “a busca deliberada e incessante do móvel moderno brasileiro foi uma das grandes contribuições que deu à história da criatividade no Brasil”.</p>
<p>De fato, os móveis criados por Rodrigues, com o uso de materiais como madeira, couro e palhinha, ajudaram a compor uma identidade brasileira no design moderno, o que é reconhecido internacionalmente. Seu nome começou a ganhar o mundo quando a sua hoje famosa poltrona Mole conquistou o primeiro prêmio do Concurso Internacional do Móvel em Cantù (Itália), em 1961.</p>
<p>A poltrona Mole rompeu com o mobiliário moderno de linhas rígidas e assentos contidos. Com uma estrutura robusta de madeira e grandes almofadas de couro sustentadas por tiras, foi pensada para que o corpo pudesse afundar e relaxar, quase como em uma rede. A combinação de conforto informal, madeira brasileira e couro deu à peça uma identidade muito diferente do modernismo europeu dominante na época.</p>
<p>Em uma entrevista que deu para a revista Casa e Jardim, em 1985, Rodrigues – sobrinho do escritor Nelson Rodrigues – disse que para criar o móvel brasileiro basta imaginar algumas cenas: “Aquele encanto de fim de tarde em varanda de fazenda, depois de aguaceiro de verão, com cheiro de terra úmida, manga madura, certo toque de curral, com uma xícara de cafezinho fresco e broinhas de milho quentinhas. Ou o amanhecer em praia de areia branca, o mar calmo, cenário com o horizonte bem marcado de primavera, onde se mesclam a brisa fresca e a maresia. Ou noite fria na serra, penumbra só perturbada pela agitação do fogo na lareira que queima nó de pinho, certa aragem de lavanda, mofo, um cachimbo com bom fumo, talvez uma sopinha de cebolas”.</p>
<p>Rodrigues fundou em 1955 a Oca, loja que era não apenas ponto de venda como também ambiente de criação. Ela se tornou também uma referência. Como consta em sua biografia no Instituto Sergio Rodrigues, no dia da inauguração, ele entrou na Oca carregando o banco Mocho, que tinha criado em 1954, e que se transformaria em um ícone do seu trabalho. “O banco Mocho, que celebrou, em 2014, seus 60 anos, começava ali sua extensa e brilhante carreira. O sofá Hauner, que ele desenhara em São Paulo, foi levado para a loja já na inauguração e seria a segunda peça de Sergio a entrar na Oca”.</p>
<p>Ao longo de 60 anos de carreira, Rodrigues criou cerca de 1.200 modelos de móveis. Além da poltrona Mole, do banco Mocho e do sofá Hauner, outras de suas peças emblemáticas são a poltronas Oscar (1956), peça em homenagem a Oscar Niemeyer feita em jacarandá, com assento e encosto de palhinha; Kilin (1973), com estrutura de madeira e uma única peça de couro formando assento e encosto – que se tornaria uma de suas obras mais copiadas no mundo –; e a Chifruda (1962), peça criada para a exposição “O Móvel como Objeto de Arte”, na Oca, que explorava as possibilidades artesanais da madeira e do couro e que causou estranhamento na época.</p>
<p>Na mostra da CasaCor Rio, o visitante poderá conferir a poltrona Chifruda e peças menos conhecidas, como a cadeira Bule, o banco Eleh, a mesa Stella e o espelho Azen. A seleção também inclui reedições e raridades do acervo do designer.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asaFYW1XibNe5KpFV.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - Sergio Rodrigues Atelier</media:credit>
        <media:title>sergio-rodrigues</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Fim da taxa das blusinhas não livra compras internacionais de novo imposto em 2027; entenda</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/fim-da-taxa-das-blusinhas-nao-livra-compras-internacionais-de-novo-imposto-em-2027-entenda</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/fim-da-taxa-das-blusinhas-nao-livra-compras-internacionais-de-novo-imposto-em-2027-entenda?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A chamada  “taxa das blusinhas”  acabou, mas o fim da cobrança não significa que as compras de baixo valor em plataformas internacionais ficarão livres de tributação</p>
<p>A lei sancionada em setembro zerou o Imposto de Importação para encomendas de até US$ 50 e encerrou a cobrança de 20% que vigorava desde 2024, quando o governo passou a tributar essas compras dentro do programa Remessa Conforme.</p>
<p>A partir de 2027, porém, esses mesmos produtos voltarão a estar sujeitos a uma cobrança federal, desta vez por meio da  Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) , um dos novos tributos criados pela reforma tributária.</p>
<p>A diferença é que a CBS não será simplesmente uma nova versão da antiga taxa, nem terá necessariamente a mesma alíquota de 20%. Trata-se de um tributo sobre o consumo que substituirá PIS e Cofins dentro da reforma tributária e que também será aplicado sobre produtos importados.</p>
<p>A cobrança ocorre porque, no modelo atual, as compras enquadradas no Regime de Tributação Simplificada (RTS) de até US$ 50 têm o Imposto de Importação como principal tributo federal sobre a entrada da mercadoria, enquanto PIS e Cofins são isentos. </p>
<p>Segundo  Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital , não é correto comparar a futura CBS com a antiga taxa das blusinhas, já que são tributos de naturezas e objetivos diferentes.</p>
<p>O Imposto de Importação incide especificamente sobre a entrada de mercadorias estrangeiras no país, enquanto a CBS fará parte de um sistema de tributação do consumo com regras semelhantes para produtos nacionais e importados.</p>
<p>“A CBS é um tributo federal sobre o consumo que substitui, entre outros, o PIS e a Cofins. Ela será cobrada de forma uniforme sobre produtos nacionais e importados, sem distinção de valor ou origem”, afirma Uarian.</p>
<p>Segundo  Felipe Queiroz, economista-chefe  da APAS (Associação Paulista de Supermercados), é equivocado fazer uma correlação entre a CBS e a extinta taxa das blusinhas.</p>
<p>“Isso porque, mesmo com a CBS, o governo pode, no futuro, colocar um imposto de importação, que incidirá sobre as importações e sobre o preço ao consumidor final” , explica.</p>
<p>A alíquota que será aplicada em 2027 ainda não está definida e, por isso, não é possível saber exatamente quanto a nova cobrança representará no preço de uma compra internacional.</p>
<p>Há, porém, estimativas que permitem dimensionar o possível impacto. “Podemos simular um aumento da carga tributária de  9,21% , considerando a alíquota estimada divulgada pelo Comitê Gestor do IBS para fins orçamentários”, explica  Cristina Camara professora de Direito Tributário e Financeiro da UERJ.</p>
<p>No curto prazo, quem compra produtos de até US$ 50 do exterior deixa de pagar os 20% do Imposto de Importação e continua sujeito ao ICMS. Em 2027, a CBS será incorporada à tributação dessas operações, mas o Imposto de Importação continuará com alíquota zero nessa faixa.</p>
<p>A alíquota da CBS para 2027 ainda não foi definida e será estabelecida ao longo do processo de regulamentação da reforma tributária. A Receita Federal ficará responsável pelo cálculo, que passará pela análise do TCU antes de chegar ao Senado, responsável por fixar a alíquota de referência.</p>
<p>A mudança também afeta a diferença de tributação entre produtos importados e nacionais. Enquanto uma mercadoria importada de até US$ 50 deixa de pagar o Imposto de Importação, produtos vendidos por empresas brasileiras continuam sujeitos à estrutura tributária incidente sobre a produção e a comercialização no país.</p>
<p>A entrada da CBS altera parte dessa diferença ao levar também para o produto importado uma cobrança federal sobre o consumo.</p>
<p>“Com a entrada da CBS essa diferença tende a diminuir. A CBS incidirá da mesma forma sobre o produto nacional e sobre o importado”, diz Uarian.</p>
<p>Entidades ligadas ao varejo brasileiro defendem que a tributação dos produtos importados precisa evitar uma vantagem competitiva para plataformas estrangeiras, enquanto a reforma tributária estabelece uma nova lógica de tributação do consumo. </p>
<p>Para Cristina, a mudança está relacionada ao princípio da neutralidade previsto na reforma. </p>
<p>“O ponto positivo é o da competitividade, uma vez que um dos princípios norteadores da reforma tributária é o da neutralidade”, analisa a Cristina.</p>
<p>“A reforma tributária pode, inclusive, trazer uma alteração nos preços e tende a produzir isso com a possível majoração dos preços. Mas isso não diz respeito exclusivamente às importações”, afirma Queiroz.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/astZmIoMY1GQNKX3G.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Pexels</media:credit>
        <media:title>preis_king-shopping-venture-4516039</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>GSW Brasil promove live com advogadas sobre alienação parental </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/gsw-brasil-live-advogadas-alienacao-parental</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/gsw-brasil-live-advogadas-alienacao-parental?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 20:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um projeto de lei que propõe revogar integralmente a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318/2010) está tramitando no Congresso. A proposta foi aprovada no final do ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados e, atualmente, aguarda analisa do Senado.</p>
<p>A Lei de Alienação Parental  define a tentativa de um pai ou uma mãe de afastar o filho do outro genitor. A legislação traz exemplos como falas que desqualificam, decisões de mudança de cidade e omissões sobre o estado dos filhos. As punições vão de advertência até a mudança no regime de guarda. </p>
<p>Para os defensores da revogação, a lei em vigor há mais de 15 anos não gerou os efeitos esperados, ou seja, os de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa pela guarda.      </p>
<p>Mas o que diz a legislação hoje? Quais são seus impactos para pais e crianças? E o que acontece quando uma acusação de alienação parental surge em meio a uma denúncia de violência doméstica ou a uma disputa de guarda?</p>
<p>Para discutir essas e outras questões, o  Global South World Brasil  promove sua primeira live  para a comunidade  “ Segurança para mulheres ” , com as advogadas  Fernanda Morinel e Franciele Mundstock , uma das fundadoras do projeto  Protagonizza .</p>
<h2>Serviço:</h2>
<p>Evento:  Live "Alienação parental: por que a revogação está sendo discutida no Congresso"</p>
<p>Realização:  Global South World Brasil (GSW Brasil), advogadas Fernanda Morinel e Franciele Mundstock e comunidade Segurança para Mulheres</p>
<p>   Data:  Terça-feira, 22/09 </p>
<p>  Horário:  19h (horário de Brasília) </p>
<p>   Onde assistir:  Canal do YouTube e redes sociais do GSW Brasil </p>
<p>   Acesso:  Gratuito</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/aslq0EFaoDcdB5Vkj.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Divulgação</media:credit>
        <media:title>live-thumb-youtube</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Produção agrícola do Brasil alcança valor recorde de R$ 927 bilhões</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/producao-agricola-do-brasil-bate-recorde-e-chega-a-r-927-bilhoes</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/producao-agricola-do-brasil-bate-recorde-e-chega-a-r-927-bilhoes?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A produção agrícola brasileira alcançou em 2025 o maior valor já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais culturas do país movimentaram R$ 927,2 bilhões, crescimento nominal de 18,4% em relação ao ano anterior.</p>
<p>O resultado aparece na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo IBGE na quinta-feira, 17. O levantamento também mostra um recorde no volume produzido de cereais, leguminosas e oleaginosas: foram 345,4 milhões de toneladas, 18,2% acima de 2024.</p>
<p>Parte desse avanço ocorreu depois de um 2024 marcado por problemas climáticos. O El Niño prejudicou áreas produtoras do Sul e do Centro-Oeste, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu perdas provocadas pelo excesso de chuvas. Em 2025, condições melhores favoreceram algumas das principais lavouras do país.</p>
<h2>Soja e milho puxam produção</h2>
<p>Soja e milho, juntos, responderam por 88,7% da produção brasileira de grãos em 2025. A soja alcançou 165,3 milhões de toneladas, aumento de 14,4%, e permaneceu como a cultura de maior valor de produção do país. Sozinha, respondeu por 34% do valor total das culturas pesquisadas pela PAM.</p>
<p>O milho teve crescimento ainda maior. A produção avançou 23,1% e atingiu o recorde de 141,2 milhões de toneladas. Mesmo com redução de 5,4% da área colhida na primeira safra, a produtividade aumentou 16,6%, favorecida pelas melhores condições climáticas.</p>
<p>Na lista das culturas que mais geraram valor aparecem, pela ordem, soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Na comparação com 2024, milho e cana trocaram de posição.</p>
<p>O café também teve forte valorização. Embora a produção tenha crescido apenas 3%, para 3,4 milhões de toneladas, o valor gerado aumentou 44,7% e chegou a R$ 100 bilhões, impulsionado pela alta dos preços no mercado internacional.</p>
<h2>Centro-Oeste passa o Sudeste</h2>
<p>A expansão de soja, milho e algodão mudou também o mapa econômico da produção agrícola brasileira. O Centro-Oeste registrou R$ 288 bilhões em 2025, crescimento de 31,8%, e ultrapassou o Sudeste, que havia liderado no ano anterior.</p>
<p>A diferença entre as duas regiões ficou em R$ 17 bilhões. O Sudeste também cresceu, 17,7%, mas foi afetado pela queda de 23,4% no valor da produção de laranja.</p>
<p>Mato Grosso permaneceu como o estado de maior valor de produção agrícola do país. O resultado avançou 37,1% e passou a representar 17,9% do total nacional. São Paulo aparece na sequência.</p>
<p>Entre os municípios, Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança, com R$ 8,6 bilhões em produção agrícola. São Desidério, na Bahia, ficou em segundo, com R$ 8,2 bilhões. Dos dez municípios com maior valor de produção, oito estão no Centro-Oeste.</p>
<h2>Morango e açaí ganham espaço</h2>
<p>A PAM 2025 também ampliou o retrato da fruticultura brasileira. O IBGE passou a contabilizar morango, acerola, cupuaçu e graviola e chegou a 24 frutas pesquisadas.</p>
<p>Considerando a nova lista, a fruticultura gerou R$ 95,6 bilhões em 2025. A comparação com o ano anterior, porém, exige cuidado: sem as quatro frutas recém-incluídas, teria havido queda de 1,8% no valor da produção, principalmente pela retração da laranja.</p>
<p>O morango estreou no levantamento já como a sexta fruta de maior valor de produção, com R$ 4,2 bilhões. Minas Gerais liderou o país nessa cultura.</p>
<p>O açaí, por sua vez, avançou 12,4%, movimentou R$ 8,7 bilhões e ultrapassou a uva, assumindo a terceira posição entre as frutas em valor gerado. O Pará concentrou 92,9% da produção brasileira.</p>
<p>A Pesquisa Agrícola Municipal reúne dados sobre área plantada e colhida, produção, rendimento e preços médios pagos aos produtores. A edição de 2025 passou a acompanhar 70 produtos em todo o país.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/aswLQrm0PYhTwXbSK.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Jose Cruz/Agência Brasil</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Jose Cruz</media:credit>
        <media:title>soja</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pix terá novas funções e regras de segurança; entenda as mudanças</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pix-tera-novas-funcoes-e-regras-de-seguranca-entenda-as-mudancas</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/pix-tera-novas-funcoes-e-regras-de-seguranca-entenda-as-mudancas?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Pix terá novas regras e funcionalidades voltadas a aumentar a segurança das transações e ampliar as possibilidades de uso do sistema. As mudanças, anunciadas pelo Banco Central, incluem medidas para combater fraudes, alterações na cobrança de boletos e novidades para contas-salário.</p>
<p>Uma das principais novidades é a possibilidade de usar o Pix Automático em contas-salário, que passa a valer a partir de 1º de julho de 2027.  </p>
<p>O recurso permite que pagamentos recorrentes sejam autorizados uma única vez pelo usuário e realizados de forma automática nas datas previstas, sem a necessidade de uma nova confirmação a cada cobrança.</p>
<p>A modalidade poderá ser utilizada, por exemplo, para pagamentos de serviços, assinaturas e outras despesas recorrentes.</p>
<p>Já a cobrança híbrida, que reúne o boleto e o QR Code do Pix no mesmo documento, valerá a partir de 1º de fevereiro de 2027.</p>
<p>A medida permitirá que o usuário escolha entre as duas formas de pagamento e busca evitar problemas como pagamentos indevidos ou em duplicidade.</p>
<p>As novas regras também ampliam os mecanismos de segurança do sistema. As instituições financeiras terão de adotar procedimentos mais rigorosos para identificar operações suspeitas e poderão marcar chaves Pix associadas a fraudes, impedindo que elas sejam utilizadas novamente em novas transações.</p>
<p>O Banco Central também estabeleceu critérios para o tratamento de situações com suspeita ou indícios de fraude.Outra mudança envolve as contas-salário, que poderão receber Pix de forma mais ampla (com as ressalvas já existentes) e, principalmente, utilizar o Pix Automático para envio de recursos. </p>
<p>A medida faz parte das alterações que buscam facilitar a movimentação de recursos pelos clientes, enquanto o BC também atualiza as regras de participação das instituições financeiras no Pix e os procedimentos aplicados em casos de descumprimento das exigências.</p>
<p>Em situações de liquidação extrajudicial, por exemplo, a participação da instituição no sistema poderá ser suspensa imediatamente.</p>
<p>Também foram ajustados os procedimentos relacionados à exclusão de participantes e às exigências de capital social e patrimônio líquido, com o objetivo de reforçar o controle sobre as instituições que oferecem o serviço.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asncLzGmL7Klqg8EY.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Bruno Peres/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>_mg_5235</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo promete oferecer canetas emagrecedoras pelo SUS; confira o que já existe</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-promete-ampliar-acesso-a-canetas-emagrecedoras-via-sus</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-promete-ampliar-acesso-a-canetas-emagrecedoras-via-sus?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde anunciou que pretende disponibilizar as chamadas canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A promessa foi feita pelo ministro Alexandre Padilha na quinta-feira, 17, durante viagem a Montes Claros (MG).</p>
<p>A oferta nacional dependerá da definição de um protocolo clínico, que deverá estabelecer, entre outros pontos, quais pacientes poderão receber os medicamentos e como será feito o acompanhamento. O Ministério não informou uma data para o início da distribuição em todo o país.</p>
<p>A mudança é relevante porque, até agora, esses medicamentos não fazem parte de uma política nacional do SUS para tratamento da obesidade. Em setembro de 2025, após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a semaglutida, um dos medicamentos de nova geração desenvolvidos originalmente para tratar a diabetes tipo 2 e que também passou a ser prescrito para pacientes com obesidade. Ele pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.</p>
<p>A nova estratégia, portanto, representa uma mudança de direção, embora a incorporação ainda esteja em estudo. O anúncio foi feito a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições.</p>
<h2>Canetas já chegaram a pacientes do SUS</h2>
<p>O SUS já tinha algumas iniciativas isoladas para avaliar seu uso. Uma delas começou em junho no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), hospital federal de Porto Alegre. O projeto Real-Bari prevê oferecer semaglutida e acompanhar 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças.</p>
<p>Entre os participantes estão pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. A pesquisa pretende verificar os efeitos clínicos do tratamento, seus custos e a viabilidade de incorporar a terapia à rede pública. Também será avaliado se a perda de peso obtida com o medicamento pode permitir que alguns pacientes deixem de precisar da cirurgia.</p>
<p>O Ministério informou nesta semana que o primeiro paciente tratado no projeto perdeu seis quilos e teve redução da circunferência corporal. O resultado individual, porém, não permite antecipar as conclusões do estudo, que deverá acompanhar 250 pessoas.</p>
<p>No Rio de Janeiro, há outra iniciativa. Em março, a prefeitura começou um programa com semaglutida no Super Centro Carioca de Saúde, com previsão de atender até três mil pacientes por ano. Já o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), ligado ao governo estadual, trata 200 pacientes com obesidade extrema com liraglutida, outro medicamento dessa nova geração usada contra diabetes e obesidade.</p>
<h2>O que o governo pretende fazer</h2>
<p>A proposta agora é transformar experiências restritas como essa em uma política que possa alcançar pacientes em todo o país.</p>
<p>Segundo Padilha, o governo está estudando o uso das canetas em diferentes grupos, entre eles pessoas na fila da cirurgia bariátrica e pacientes com obesidade associada a problemas cardiovasculares. O Ministério também estuda seu uso em mulheres que tiveram câncer de mama, para avaliar possível impacto sobre o risco de recorrência da doença.</p>
<p>O governo afirma que a incorporação não será tratada como uma forma de emagrecimento estético. A intenção é estabelecer critérios clínicos e acompanhamento médico para o acesso pelo SUS.</p>
<p>Essa definição é particularmente importante porque obesidade é uma doença crônica e o tratamento medicamentoso pode precisar ser mantido por períodos prolongados.</p>
<h2>Mercado ganhou 14 novas canetas em 2026</h2>
<p>A possível expansão do tratamento no SUS ocorre em um momento de rápida transformação do mercado brasileiro desses medicamentos.</p>
<p>Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou 14 novas canetas usadas no tratamento da diabetes tipo 2 e/ou da obesidade: dez de semaglutida, três de liraglutida e uma nova apresentação do Mounjaro, cuja substância ativa, a tirzepatida, é usada para controlar a glicemia e auxiliar na perda de peso.</p>
<p>Embora sejam frequentemente agrupados sob a expressão “canetas emagrecedoras”, nem todos esses produtos têm indicação aprovada para obesidade. Alguns foram registrados especificamente para diabetes tipo 2.</p>
<p>A maior expansão ocorreu entre os medicamentos de semaglutida, princípio ativo conhecido pelas marcas Ozempic e Wegovy. Depois do fim da exclusividade da semaglutida no Brasil, em 20 de março, outras empresas começaram a obter registros.</p>
<p>As dez aprovações de semaglutida em 2026 são Ozivy, da EMS; Semavy, da Cosmed; Owozy, da Ávita Care; Zempneo, da Brainfarma; Seemasun, da Sun Farmacêutica; Orsema, da Ranbaxy; dois genéricos, um da EMS e outro da Germed; Semaclique, da Germed; e Yluméc, da EMS.</p>
<p>Também foram aprovadas três novas canetas de liraglutida: Liraclick, da Germed, e dois genéricos da EMS. A liraglutida pertence à mesma classe dos agonistas do receptor de GLP-1, mas normalmente é aplicada diariamente, enquanto a semaglutida costuma ter administração semanal.</p>
<p>A 14ª aprovação foi uma nova apresentação multidose do Mounjaro, da Eli Lilly, cujo princípio ativo é a tirzepatida. Diferentemente da semaglutida, a tirzepatida atua sobre dois receptores relacionados ao metabolismo, GLP-1 e GIP.</p>
<h2>Mais concorrência pode reduzir custos</h2>
<p>A multiplicação dos registros interessa diretamente ao SUS porque o preço é um dos principais obstáculos à incorporação de tratamentos de uso prolongado.</p>
<p>O Ministério da Saúde vem estimulando a entrada de novos fabricantes e solicitou prioridade à Anvisa na análise de medicamentos dessa classe. Segundo a pasta, o objetivo é aumentar a concorrência, ampliar a produção nacional e reduzir os preços, criando condições para uma futura oferta pelo SUS.</p>
<p>Padilha afirmou que produtos que chegavam a custar de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil já podem ser encontrados na faixa de R$ 300 a R$ 400. Os valores, no entanto, variam conforme o princípio ativo, a marca, a apresentação e a dose.</p>
<p>A expansão da oferta não significa que as diferentes canetas possam ser usadas indistintamente. Semaglutida, liraglutida e tirzepatida têm características, indicações, esquemas de aplicação e evidências clínicas diferentes. A escolha depende do diagnóstico, das doenças associadas, da tolerância ao medicamento e da possibilidade de manutenção do tratamento.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as8N3Xupi0nqe3uvd.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Unsplah/ Haberdoedas</media:credit>
        <media:title>semaglutida</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Conheça o tilcayo, primeira espécie de gato selvagem descoberta em mais de um século</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/conheca-o-tilcayo-gato-selvagem-descoberta-seculo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/conheca-o-tilcayo-gato-selvagem-descoberta-seculo?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma nova espécie de gato selvagem acaba de entrar para a lista de felinos conhecidos pela ciência. Encontrado nos Yungas bolivianos, região de florestas montanhosas na transição entre os Andes e a Amazônia, o  Leopardus tilcayo  é a primeira espécie de felino descoberta em mais de um século, segundo estudo publicado na revista científica Current Biology.</p>
<p>A descoberta é resultado de um trabalho internacional com forte participação brasileira. Entre os pesquisadores está Eduardo Eizirik, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O estudo também envolve instituições como Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Instituto Pró-Carnívoros e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Genômica da Biodiversidade. Eizirik é um dos autores seniores da pesquisa.</p>
<p>O tilcayo é um felino pequeno. O corpo mede entre 42,5 e 50,5 centímetros e a cauda, de 25 a 26,5 centímetros. A pelagem é marrom-clara, mais escura no dorso, com grandes manchas irregulares, do marrom-escuro ao preto, que lembram as de um leopardo.</p>
<p>O nome nasceu na região. Tilcayo é a denominação usada pela população local para se referir ao animal. Os pesquisadores decidiram preservá-la como nome da nova espécie em reconhecimento à sua importância cultural e regional.</p>
<p>O animal que foi referência para a descrição científica é um macho adulto capturado vivo em 2021 nas proximidades do vilarejo de Arapata, no departamento de La Paz, a 1.570 metros de altitude. Posteriormente, ele foi conduzido ao santuário de vida selvagem Senda Verde, da Bolívia.</p>
<h2>DNA revelou uma espécie diferente</h2>
<p>A aparência, sozinha, não era suficiente para mostrar que se tratava de uma espécie até então desconhecida. Transitam pela região os chamados gatos-tigre, pequenos felinos muito semelhantes entre si, com diferenças discretas nas proporções do corpo e nos desenhos da pelagem.</p>
<p>Os pesquisadores analisaram genomas completos de 38 indivíduos do gênero  Leopardus , incluindo material obtido de espécimes preservados em museus. A comparação genética mostrou que os animais dos Yungas bolivianos formavam uma linhagem própria, diferente das demais.</p>
<p>As análises indicam que a linhagem do tilcayo se separou daquela que deu origem a outros gatos-tigre há cerca de 1,4 milhão de anos. Os pesquisadores relacionam essa história evolutiva às mudanças climáticas e geográficas ocorridas nos Andes durante o Pleistoceno. A fragmentação das florestas montanhosas pode ter contribuído para o isolamento das populações e sua diferenciação ao longo do tempo.</p>
<p>Ainda não se sabe exatamente qual é a área de distribuição da nova espécie. Até agora, os registros confirmados geneticamente estão restritos aos Yungas da Bolívia.</p>
<h2>Cinco espécies de gatos-tigre</h2>
<p>A descoberta do tilcayo faz parte de um resultado mais amplo. O estudo concluiu que o complexo dos gatos-tigre reúne cinco espécies distintas:  Leopardus guttulus ,  Leopardus emiliae ,  Leopardus pardinoides ,  Leopardus tigrinus  e o recém-descoberto  Leopardus tilcayo .</p>
<p>Duas delas têm ocorrência no Brasil. O  Leopardus guttulus  é nativo da Mata Atlântica, enquanto o  Leopardus emiliae  ocorre na Caatinga e no Cerrado. O trabalho traz novas evidências genômicas que sustentam o reconhecimento do  L. emiliae  como uma espécie própria.</p>
<p>A pesquisa também descreveu uma nova subespécie encontrada no Peru, o  Leopardus tigrinus antisuyo . “Antisuyo” faz referência a Antisuyu, uma das quatro grandes regiões administrativas do Império Inca, que abrangia parte dos Andes.</p>
<p>A nova classificação também pode contribuir para a preservação desses pequenos felinos. Ao identificar espécies e subespécies distintas, os pesquisadores fornecem uma base para que cada uma seja estudada e tenha suas necessidades de conservação avaliadas separadamente.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/assHtZGUKnXJEU7Ie.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Current Biology / Paola Nogales-Ascarrunz</media:credit>
        <media:title>tilcayo-felino-bolivia</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula repete antecessores e reajusta Bolsa Família às vésperas de eleição</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-repete-antecessores-e-reajusta-bolsa-familia-as-vesperas-de-eleicao</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-repete-antecessores-e-reajusta-bolsa-familia-as-vesperas-de-eleicao?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 20:13:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  anunciou nesta quinta-feira, 17, um reajuste de  15,04% nos valores do Bolsa Família . O piso do benefício subirá de  R$ 600 para R$ 691 por família , enquanto o valor médio pago deverá chegar a cerca de R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos na folha de outubro, a partir do dia 19.</p>
<p>O reajuste ocorre a  17 dias  do primeiro turno da eleição presidencial , que terá o petista como candidato à reeleição. Lula vive um momento eleitoral delicado e chegou a ser  ultrapassado por Flávio Bolsonaro (PL) em  intenções de voto para o segundo turno . A rodada mais recente da pesquisa BTG/Nexus mostrou um  recuo na preferência pelo mandatário entre beneficiários do Bolsa Família, de 56% para 51% .</p>
<p>O governo, por sua vez, afasta a hipótese eleitoreira e atribui a correção à  inflação acumulada medida pelo INPC entre março de 2023, quando o atual programa foi relançado, em agosto de 2026 . </p>
<p>A tese é compartilhada por Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda de São Paulo. " O reajuste recompõe a inflação, respeita a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] e a Lei Eleitoral. Não se trata de conceder benefício novo, mas de neutralizar a perda real ", afirmou. </p>
<p>De fato, o piso de R$ 600 estava congelado desde  março de 2023, quando Lula relançou o Bolsa Família e substituiu o Auxílio Brasil . Na ocasião, o governo manteve o mínimo de R$ 600 estabelecido no ano anterior pela gestão de Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p>Com a correção, o Palácio do Planalto considera que recompõe os 15,04% de inflação acumulada desde a reformulação e resgata o poder de consumo perdido pelos beneficiários. A legislação permite a atualização dos valores para preservar o poder de compra, embora a interpretação do governo seja de que a regra autoriza, mas não obriga, a correção periódica. </p>
<h3>O fator eleição</h3>
<p>As circunstâncias do reajuste têm precedentes. Em 2022,  Bolsonaro aumentou de R$ 400 para R$ 600 o piso  do então Auxílio Brasil  poucos meses antes do pleito. Naquele ano, o Planalto também trabalhou pela aprovação da chamada  PEC Kamikaze , que permitiu a ampliação de gastos sociais em período eleitoral. Bolsonaro aparecia em desvantagem nas pesquisas contra Lula, para quem acabou derrotado nas urnas.</p>
<p>Em 2014, ano em que Dilma Rousseff (PT) disputava a reeleição, o governo anunciou em abril um reajuste de 10% no Bolsa Família. O anúncio se deu  após uma  queda de seis pontos percentuais da petista em pesquisa Datafolha . Presidenciáveis à época, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) criticaram o reajuste. </p>
<p>Em 2008,   durante o segundo mandato de Lula, o governo federal reajustou em média 8% os benefícios do programa a cerca de três meses das eleições municipais. Na época, a justificativa foi a necessidade de compensar a inflação, especialmente a alta dos alimentos. </p>
<h2>Munição para a oposição</h2>
<p>Flávio Bolsonaro classificou o reajuste anunciado pelo oponente como "ilegal" e afirmou que a medida teria motivação eleitoral . Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) acusou o governo de fazer uma "pedalada fiscal"; o argumento  é que o reajuste não constava da proposta de Orçamento de 2027 enviada ao Congresso em agosto. </p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o reajuste "escancara o uso eleitoreiro" do Bolsa Família por Lula . "A dívida do país está no vermelho. É um desgoverno que rifa o futuro do país sem o menor pudor", escreveu o presidenciável nas redes sociais.</p>
<p>Renan Santos (Missão) acusou o petista de cometer um crime eleitoral e prometeu processá-lo . "Lula faz caridade com o bolso alheio e usa isso para comprar votos. A lei eleitoral não permite a alteração de benefícios sociais em ano eleitoral", afirmou em vídeo.</p>
<h2>Pressão nas contas públicas</h2>
<p>Afora questões eleitorais, a estimativa do Planalto é que o reajuste provocará um impacto de  R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026  e de aproximadamente  R$ 22 bilhões em 2027 . O Ministério do Planejamento afirma que os recursos poderão ser acomodados no Orçamento por meio de remanejamentos, sem alteração das metas fiscais. </p>
<p>O bloco governista defende, ainda, a tese de que a ampliação dos pagamentos do benefício gera um efeito de consumo imediato no mercado. Pesquisa do Banco Mundial sobre o Bolsa Família encontrou efeitos positivos sobre consumo e emprego formal nas localidades onde o programa se expandiu, com um  multiplicador estimado em 2,16 sobre a economia local. </p>
<p>Ao mesmo tempo, a expansão relevantes dos gastos públicos pressiona o Planalto quanto aos reajustes do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) e pode provocar um efeito negativo nos mercados. Nesta quinta-feira, o dólar passou a subir e o Ibovespa chegou a cair após o anúncio, movimento atribuído por analistas à preocupação com o impacto fiscal e sobre a demanda.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asU7Xk4sNhYECrffY.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="photographer">Ricardo Stuckert/Presidência da República</media:credit>
        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert/Presidência da República</media:credit>
        <media:title>Lula sanciona lei</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Violência leva 98% das brasileiras a mudar hábitos e até a abrir mão de trabalhos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/medo-violencia-leva-98-das-brasileiras-a-mudar-habitos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/medo-violencia-leva-98-das-brasileiras-a-mudar-habitos?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A violência e o medo de sofrê-la mudam a rotina de praticamente todas as brasileiras. Uma pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, divulgada nesta quarta-feira, 16, mostra que 98% das mulheres entrevistadas adotam pelo menos uma estratégia no dia a dia para reduzir o risco de violência.</p>
<p>Evitar determinados lugares, deixar de sair à noite, mudar o caminho habitual, compartilhar a localização com alguém de confiança e recorrer a um carro ou moto por aplicativo para não andar pelas ruas estão entre essas estratégias.</p>
<p>Mas as consequências vão além das mudanças na rotina. O medo já levou 45% das mulheres ouvidas pela pesquisa a deixar passar oportunidades de trabalho ou estudo. Outras 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam e 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.</p>
<p>Os dados fazem parte da pesquisa “Segurança das mulheres: percepção da sociedade brasileira sobre a violência”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber.</p>
<p>Foram ouvidas 1.500 pessoas acima de 16 anos, de todas as regiões do Brasil, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma digital, por autopreenchimento. A margem de erro informada é de 2,8 pontos percentuais.</p>
<h2>94% se sentem inseguras</h2>
<p>A sensação de insegurança é quase generalizada entre as mulheres ouvidas. A pesquisa encontrou uma diferença de dez pontos percentuais entre elas e os homens:</p>
<p>94% das mulheres se sentem inseguras diante da violência no dia a dia;</p>
<p>84% dos homens têm a mesma percepção.</p>
<p>Nos deslocamentos pela cidade, a diferença diminui, mas o medo continua muito elevado: 94% das mulheres e 90% dos homens dizem temer a violência nessas situações.</p>
<p>A pesquisa também perguntou à população sobre a vulnerabilidade de homens e mulheres a diferentes formas de violência. As mulheres são percebidas como mais vulneráveis principalmente à violência doméstica, sexual, psicológica e física.</p>
<h2>Quase 8 em cada 10 já sofreram violência</h2>
<p>O medo não aparece isolado das experiências vividas pelas próprias mulheres. Entre as entrevistadas:</p>
<p>78% afirmam já ter sofrido pelo menos um dos tipos de violência investigados;</p>
<p>a violência psicológica é a mais declarada;</p>
<p>6 em cada 10 dizem temer atualmente a violência doméstica.</p>
<p>Os resultados ajudam a explicar por que a preocupação com a segurança acompanha as mulheres em diferentes espaços da cidade.</p>
<h2>Onde elas se sentem menos seguras</h2>
<p>Pontos de ônibus e estações estão entre os locais que provocam maior sensação de vulnerabilidade:</p>
<p>42% não se sentem nada seguras em pontos de ônibus e estações;</p>
<p>41% não se sentem nada seguras em bares, festas e baladas;</p>
<p>33% não se sentem nada seguras dentro do transporte público.</p>
<p>A insegurança acaba interferindo não apenas no lugar aonde as mulheres vão, mas também em quando, como e com quem elas se deslocam.</p>
<h2>Medo interfere em lazer, transporte e trabalho</h2>
<p>A pesquisa dimensiona algumas dessas mudanças:</p>
<p>62% já mudaram hábitos de lazer;</p>
<p>58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam;</p>
<p>56% já escolheram algum meio de transporte em vez de ir a pé, mesmo quando o destino era próximo;</p>
<p>45% deixaram de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo;</p>
<p>44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.</p>
<p>Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, a insegurança é alimentada por experiências concretas de violência, vividas pelas próprias mulheres ou compartilhadas por outras pessoas próximas. “A pesquisa mostra que o medo da violência atravessa a forma como as mulheres vivem e circulam pelas cidades”.</p>
<p>Segundo ela, as brasileiras acabam adaptando trajetos, horários e formas de deslocamento e até escolhas relacionadas ao trabalho, estudo e lazer. “Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira”, diz.</p>
<h2>O que 98% fazem para tentar se proteger</h2>
<p>Quase todas as brasileiras ouvidas — 98% — adotam pelo menos uma das estratégias pesquisadas para reduzir o risco de violência. Algumas medidas já fazem parte da rotina de mais de oito em cada dez mulheres:</p>
<p>90% evitam determinados locais;</p>
<p>88% evitam compartilhar informações pessoais ou a localização nas redes sociais;</p>
<p>84% evitam usar o celular na rua;</p>
<p>83% avisam alguém sobre seus deslocamentos e horários;</p>
<p>83% evitam sair à noite;</p>
<p>80% evitam utilizar aplicativos bancários no celular quando estão na rua.</p>
<p>Outros comportamentos mostram como a preocupação com a violência interfere diretamente na mobilidade:</p>
<p>77% compartilham a localização com pessoas de confiança;</p>
<p>69% mudam seus trajetos habituais;</p>
<p>66% chamam carro ou moto por aplicativo para não precisar andar pelas ruas;</p>
<p>66% pedem para alguém acompanhá-las quando saem de casa.</p>
<p>Entre outras estratégias, 63% evitam sair com cartão de crédito, 62% utilizam aplicativos com recursos de segurança e 30% andam com um celular reserva.</p>
<p>Há ainda mulheres que adotam medidas específicas de proteção: 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal e 26% carregam itens de proteção pessoal, como spray de pimenta ou alarme pessoal.</p>
<p>Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, ressalta que o estudo confirma que a insegurança deixou de ser uma percepção ocasional. “Ela se transformou numa rotina de cálculos e renúncias silenciosas”, afirma.</p>
<p>De acordo com Vera, isso mostra que a segurança das mulheres não é uma pauta setorial, mas uma condição para o exercício pleno da cidadania. “Por isso, reforçamos a urgência de políticas públicas que ampliem os canais de denúncia, melhorem a infraestrutura das cidades e enfrentem as desigualdades que sustentam esse cenário”.</p>
<h2>Decisão nas urnas</h2>
<p>O tema faz diferença nas escolhas eleitorais. Para 78% das mulheres entrevistadas, ter propostas de enfrentamento à violência e ao assédio contra as mulheres nas ruas e no transporte público influenciará a decisão de voto nas próximas eleições.</p>
<p>A cobrança se estende a diferentes esferas do poder público. Para 73% das entrevistadas, as polícias militar e civil têm responsabilidade na prevenção e no enfrentamento da violência, seguidas pelos governos federal e estadual, ambos com 69%, e pelos municípios, com 66%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a atuação das instituições nesse campo recebe avaliações negativas: Legislativo (74%), governo estadual (72%), Judiciário (71%) e governo federal (71%).</p>
<h2>O que as mulheres consideram importante mudar</h2>
<p>A pesquisa também perguntou quais medidas são consideradas importantes para prevenir e enfrentar a violência:</p>
<p>95% defendem a ampliação dos canais de denúncia e apoio às vítimas;</p>
<p>93% consideram importante melhorar a infraestrutura das cidades, incluindo transporte público, iluminação e espaços públicos;</p>
<p>93% defendem a criação ou ampliação de políticas específicas de proteção às mulheres;</p>
<p>93% consideram importantes ações de prevenção, como educação e medidas voltadas à mudança cultural;</p>
<p>92% apontam a redução das desigualdades sociais e econômicas como parte das estratégias de prevenção e enfrentamento da violência.</p>
<p>As respostas mostram que, para as entrevistadas, enfrentar a violência contra as mulheres envolve tanto proteção e atendimento às vítimas quanto mudanças no espaço urbano e ações preventivas.</p>
<p>Crédito da foto no alto:  Depositphots/ Kraken Images</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asxFpZlYheMY8zn9w.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>insegurança-mulher</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Novas regras da Anac podem suspender passageiros de voos por até um ano</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/novas-regras-da-anac-podem-suspender-passageiros-de-voos-por-ate-um-ano</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/novas-regras-da-anac-podem-suspender-passageiros-de-voos-por-ate-um-ano?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:03:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) endurecem as punições para passageiros indisciplinados em aeroportos e dentro de aeronaves. Em vigor desde segunda-feira (14), as normas preveem multas e, nos casos mais graves, impedimento de viajar de avião por até 12 meses.</p>
<p>As determinações fazem parte da Resolução nº 800/2026 e abrangem comportamentos que coloquem em risco a segurança, a ordem ou a integridade de passageiros, tripulantes e funcionários. </p>
<p>Conforme a ocorrência, o infrator poderá ser advertido, contido, retirado da aeronave ou encaminhado às autoridades policiais.</p>
<p>Nos episódios classificados como graves ou gravíssimos, a Anac também poderá aplicar multa, com valor-base de R$ 17,5 mil.</p>
<h2>Quais condutas podem ser punidas?</h2>
<p>Entre os atos de indisciplina estão a recusa em seguir orientações de segurança da tripulação, o uso de aparelhos eletrônicos quando proibido, tumultos, agressões verbais e gestos ou expressões obscenas.</p>
<p>Violência física, ameaças que comprometam a segurança do voo, danos intencionais à aeronave, falsa comunicação sobre armas ou explosivos e o ato de fumar a bordo estão entre as infrações consideradas graves.</p>
<p>Já as condutas gravíssimas podem levar ao afastamento do transporte aéreo por seis meses ou um ano, dependendo da infração e de seus efeitos sobre a operação.</p>
<p>O prazo de seis meses pode ser aplicado, por exemplo, em casos de agressão física contra integrantes da tripulação que não prejudiquem o funcionamento do serviço.</p>
<p>A restrição sobe para um ano quando a violência contra um integrante da tripulação impede ou dificulta a operação normal do voo. </p>
<p>O mesmo período vale para o porte ou manuseio irregular de armas ou explosivos, a tentativa de entrar sem autorização na cabine de comando e a tentativa ilegal de assumir o controle da aeronave.</p>
<h2>Empresas poderão compartilhar dados</h2>
<p>As companhias aéreas poderão compartilhar entre si os dados de pessoas suspensas. Durante o período da restrição, deverão adotar medidas para impedir, conforme a viabilidade técnica e operacional, a emissão de bilhetes, o check-in e o embarque.</p>
<p>A penalidade será aplicada pela empresa responsável pelo voo em que ocorreu o episódio. A pessoa deverá ser comunicada sobre a decisão e terá direito a defesa.</p>
<p>Quem já tiver passagens compradas para datas dentro do período de suspensão poderá ter direito ao reembolso integral, conforme as condições previstas na norma.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asmDusxxsogdVs7eZ.webp?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/webp">
        <media:credit role="photographer">Fernando Frazão</media:credit>
        <media:credit role="provider">Fernando Frazão/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>Novas regras da Anac podem suspender passageiros de voos por até um ano</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Discord: seis jovens são detidos em nova fase da investigação sobre morte de adolescente</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/discord-seis-jovens-sao-detidos-em-nova-fase-da-investigacao-sobre-morte-de-adolescente</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/discord-seis-jovens-sao-detidos-em-nova-fase-da-investigacao-sobre-morte-de-adolescente?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As dinâmicas de chantagem e terror psicológico no ambiente virtual voltaram ao centro de uma ofensiva policial articulada em cinco unidades da federação, após suicídio de jovem envolvendo o aplicativo Discord.</p>
<p>A morte de Lívia, de apenas 13 anos, teria sido buscada pelos investigados como o ápice desse engajamento mórbido. O desdobramento do caso gerou forte comoção e desdobramentos institucionais em Brasília. </p>
<p>Com o objetivo de coibir a prática da chamada "escravidão digital" e conter grupos que induzem jovens ao suicídio e à automutilação, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em cooperação com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e autoridades locais, deflagrou a segunda etapa da Operação Lívia. </p>
<p>A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão que detiveram seis adolescentes com idades entre 14 e 17 anos no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.</p>
<p>O avanço das apurações decorre do exame minucioso do material tecnológico apreendido no início de agosto, quando a primeira fase da operação foi deflagrada. </p>
<p>De acordo com a delegada Anne Karine Sanches Trevizan, a extração de dados de computadores e celulares revelou a identidade de moderadores e administradores de comunidades clandestinas conhecidas como “panelas”. </p>
<h2>Perfis falsos e incitação à violência</h2>
<p>Esses núcleos virtuais disputavam prestígio interno por meio da criação de conteúdos violentos e hostis. </p>
<p>A estratégia de aproximação envolvia perfis falsos que simulavam a mesma faixa etária ou gênero das vítimas para angariar confiança antes de dar início a táticas agressivas de coerção, extorsão e intimidação mediante o uso de dados de familiares. </p>
<p>O Ministério da Justiça, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) cobraram esclarecimentos e adotaram medidas operacionais que culminaram no bloqueio dos recursos de transmissão de áudio e vídeo em tempo real da plataforma Discord no Brasil, mantendo ativos apenas os canais de texto e chamadas telefônicas. </p>
<p>As autoridades policiais alertam pais e responsáveis para a importância de fiscalizar o acesso de menores a salas fechadas e fóruns restritos em aplicativos de conversação, enquanto buscam mapear e prestar apoio a outras possíveis vítimas coagidas pela rede.</p>
<p>Em manifestação enviada sobre os recentes acontecimentos, o Discord negou qualquer conduta omissa, ressaltou ter apresentado propostas de acordo à AGU e afirmou que o episódio fatídico ocorreu em outro aplicativo, após dados compartilhados pelas próprias instâncias governamentais. </p>
<p>A empresa sustentou que atua preventivamente na remoção de perfis nocivos e que eliminou o espaço restrito associado aos suspeitos antes do desfecho trágico: "O Discord investigou um servidor privado no qual acredita-se que indivíduos envolvidos em atividades criminosas tenham incentivado a automutilação e o desativou antes da morte da adolescente. O acesso ao servidor privado dependia de convite, e ele não podia ser encontrado por outros usuários", declarou a empresa.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asXL0FAEDwtdh36bK.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Deposit Photos</media:credit>
        <media:title>Discord</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Artigo | Misoginia viraliza: qual a resposta da Câmara?</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/artigo-misoginia-viraliza-qual-a-resposta-da-camara</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/artigo-misoginia-viraliza-qual-a-resposta-da-camara?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma pergunta me acompanha quando olho o nosso Congresso Nacional: qual é, afinal, a função da Casa do Povo?</p>
<p>Ali estão servidores e parlamentares sustentados pelo dinheiro da sociedade, com o dever de zelar por quem trabalha no país. Logo, existe uma responsabilidade que ultrapassa mandatos: cuidar do presente e assumir compromisso com as futuras gerações.</p>
<p>Diante de grandes nomes que já passaram por lá, como Ulisses Guimarães, questiona-se se eles reconheceriam a casa do povo, ou se veriam apenas um “sabor povo”, distante das violências da vida real.</p>
<p>Estivemos nas ruas, mobilizamos redes e construímos um manifesto apoiado por figuras como Luiza Trajano, Gabriel Braga Nunes, Luís Roberto Barroso e Gabriela Prioli. Diversos setores reconheceram que estamos diante de uma era de monetização do desprezo contra a mulher. O Senado aprovou por unanimidade o PL 896/2023, e o governo apoiou. Ainda assim, a Câmara rompe com esse pacto democrático e permanece no discurso vazio?</p>
<p>Enquanto se fala em proteção, a pedagogia do desprezo continua viralizando. Influenciadores transformam misoginia em conteúdo, lucram moldando comportamentos e ensinam como dominar mulheres. E o resultado chega à escola.</p>
<p>A escola, que deveria ser segura, tornou-se palco de hostilidades. A “lousa da misoginia” (Costa, 2026) mostra que a violência online ultrapassou as telas: vai à sala de aula, às ruas, às casas e ao IML. Passamos de listas de “estupráveis” a episódios extremos, como suicídios transmitidos ao vivo no Discord.</p>
<p>Professores adoecem junto. Sem formação, condições ou políticas públicas, viram alvos. Com a escola sucateada, que sociedade estamos formando? Isso não é apenas sobre quando a Câmara vai votar o PL 896/2023.</p>
<p>Cada adiamento educa, cada silêncio comunica e cada discurso sem ação nos ignora. Que legado a Casa do Povo pretende deixar? O futuro está sentado nas salas de aula, olhando para nós.</p>
<p>As opiniões expressas neste artigo refletem exclusivamente a opinião do autor.</p>
<p>Vera Cambiatti  é bacharel em Tradução e Interpretação pela Universidade Metodista de São Paulo, licenciada em Letras Português/Inglês pela Fundação Santo André e Pedagoga pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui pós-graduação em Ensino de Língua Inglesa, MBA em Gestão Escolar pela USP, certificações internacionais pela Cambridge e Bridge Education, além de extensões em Blended Learning e Educação Antirracista. Atualmente é pós-graduanda em Políticas e Relações Internacionais pela FAAP.</p>
<p>A professora  faz parte da comunidade Segurança para as Mulheres, que você  acessa  aqui , pelo GSW Brasil.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as9Q0NWmT4nHMg757.webp?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/webp">
        <media:credit role="provider">Tomaz Silva/ Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>IMG_8724</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Vera Cambiatti]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>STF vota separação de julgamentos, tem pedido de vista e não discute investigação contra Moraes</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/stf-vota-separacao-de-julgamentos-tem-pedido-de-vista-e-nao-discute-investigacao-contra-moraes</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/stf-vota-separacao-de-julgamentos-tem-pedido-de-vista-e-nao-discute-investigacao-contra-moraes?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 15 Sep 2026 21:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O primeiro dia do  julgamento histórico no STF (Supremo Tribunal Federal) que poderá abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes  a partir de um relatório da Polícia Federal que revelou a  extensão de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master , foi concluído com  três votos favoráveis e quatro contrários a uma questão de ordem que pedia a junção das avaliações dos casos de Moraes e André Mendonça , responsável por ordenar a investigação e, por isso, acusado de abuso de autoridade pelo colega.</p>
<p>A tese  foi apresentada pelo ministro  Gilmar Mendes e ganhou as adesões de Cristiano Zanin e do próprio Moraes . Por sua vez, os votos favoráveis a julgamentos separados foram de  Edson Fachin, presidente da corte, do próprio Mendonça ,  de Luiz Fux e Cármen Lúcia . </p>
<p>A sessão que ocupou o plenário nesta terça-feira, 15, nunca chegou ao mérito da questão . A avaliação de  questões de ordem, as trocas de acusações e questionamentos de conduta dos magistrados postergou a discussão  e explicitou a existência de uma  divisão do colegiado entre as alas pró-Moraes e pró-Mendonça . </p>
<p>A condução de Fachin foi chamada de "desastrosa" por Dino , que pediu vista -- mais tempo para analisar os autos -- e, assim, paralisou a análise do caso por até 90 dias. Pelas circunstâncias que antecederam a sessão, a percepção é de saldo positivo para Moraes. Além disso, os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli declararam-se impedidos para participar do julgamento.</p>
<p>Ordenado por Mendonça na condição de relator do inquérito do  Master -- posição hoje ocupada por Fachin --, o  relatório da PF em análise pelos magistrados implicou profundamente o magistrado no escândalo protagonizado por Daniel Vorcaro . </p>
<p>Conforme o material apurado pelos policiais e revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Moraes editou um contrato de cerca de R$ 130 milhões firmado entre o banco e o escritório advocatício de Viviane Barci de Moraes, que é sua esposa, recebeu pedidos de ajuda do banqueiro endereçados ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foi consultado por ele a respeito de uma tentativa de fuga do país.</p>
<p>Mendonça afastou o diretor da PF -- liminar depois revertida por  Dino --, procurou a presidência do STF para levar a plenário as suspeitas contra o colega e foi alvo de celebrações em manifestações da direita no feriado do 7 de Setembro. Em reação, foi incluído por Moraes no inquérito das fake news e teve uma investigação sobre a própria conduta pedida pelo colega. A acusação é de abuso de autoridade.</p>
<p>A  robustez da suspeitas acossou Moraes e tornou-o um "ativo tóxico"  mesmo para políticos ligados ao governo Lula (PT), que historicamente apoiaram suas ações. Ao colocarem em prática a estratégia de  obstruir a discussão do mérito  e somarem quatro votos por uma espécie de "equiparação" entre sua implicação e a de Mendonça em irregularidades, no entanto, os  aliados de Moraes demonstram que o magistrado pode não deixar as cordas quanto à própria imagem, mas tem como fazê-lo no âmbito jurídico . </p>
<p>Na outra "ala",  as posições de Fachin, Fux do próprio Mendonça pela realização de julgamentos distintos eram esperadas. Pairava uma incógnita sobre a postura de Cármen Lúcia, que se declarou "envergonhada" da postura da cúpula do Judiciário. " Eu me sinto até envergonhada de no momento de estamos a menos de 20 dias das eleições, estarmos voltados a questões do STF ", afirmou. Sua fala encerrou o período de votos da sessão.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asxrk7xdD3lVXg2SU.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">GUSTAVO MORENO/STF</media:credit>
        <media:credit role="provider">GUSTAVO MORENO/STF</media:credit>
        <media:title>Supremo Tribunal Federal</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues, Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil sanciona lei que incentiva instalação de data centers no país</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lei-incentiva-instalacao-de-data-centers-brasil</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/lei-incentiva-instalacao-de-data-centers-brasil?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 15 Sep 2026 19:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Foi sancionada, nesta terça-feira (15), a legislação que estabelece o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). </p>
<p>Segundo informações da Agência Brasil, a iniciativa visa impulsionar o mercado nacional de tecnologia da informação ao desonerar a construção e a expansão de centros de processamento de dados em todo o território brasileiro.</p>
<p>Para usufruir dos incentivos fiscais, os empreendimentos deverão atender às exigências fixadas no texto legal e detalhadas em normas operacionais que serão editadas pelo Executivo. </p>
<p>A medida abrange tanto os operadores dos centros de dados quanto a cadeia de fornecedores de equipamentos e produtos tecnológicos associados às infraestruturas credenciadas.</p>
<h2>Matriz limpa e regionalização</h2>
<p>A lei condiciona a concessão dos benefícios a metas socioambientais, priorizando projetos alimentados por fontes de energia renovável. </p>
<p>O texto estipula, ainda, que parcela dos investimentos seja direcionada a fundos de fomento industrial e tecnológico, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O objetivo é diminuir assimetrias regionais.</p>
<p>Apesar da sanção oficial, a aplicação prática do Redata não será imediata. A efetivação dos benefícios fiscais permanece vinculada à publicação de decretos e portarias que vão determinar os fluxos de credenciamento, os requisitos técnicos e as regras de conformidade para o setor.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as0yqhiaNMAqfAXjI.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Pixabay</media:credit>
        <media:title>datacenters</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cacique Raoni, 94 anos, enfrenta câncer agressivo e recebe cuidados paliativos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cacique-raoni-enfrenta-cancer-agressivo-e-recebe-cuidados-paliativos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/cacique-raoni-enfrenta-cancer-agressivo-e-recebe-cuidados-paliativos?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 15 Sep 2026 18:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O cacique Raoni Metuktire, uma das mais conhecidas lideranças indígenas do Brasil e do mundo, enfrenta um câncer agressivo no aparelho digestivo e recebe cuidados paliativos. Ele está em Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, próximo da família. Aos 94 anos, ele conta com assistência domiciliar, segundo informações divulgadas pelo Instituto Raoni.</p>
<p>A condição de saúde é considerada delicada e exige acompanhamento contínuo. Os cuidados são voltados ao controle da dor e de outros sintomas, alimentação, hidratação, fisioterapia, administração de medicamentos e monitoramento de possíveis complicações.</p>
<p>Raoni passou por sucessivas internações ao longo de 2026. Os primeiros sinais que levaram à investigação surgiram após o cacique apresentar dores abdominais persistentes. Exames de imagem identificaram uma alteração na região abaixo do fígado, com suspeita de um processo expansivo intestinal ou hepático em estágio avançado.</p>
<p>O quadro se agravou em junho. No dia 13 daquele mês, Raoni começou a apresentar vômitos intensos e, após atendimento em Peixoto de Azevedo, foi transferido para Sinop. Os exames identificaram uma obstrução no duodeno provocada pelo tumor.</p>
<p>Além da obstrução, o cacique enfrentou desidratação, alterações renais, infecção e pneumonia aspirativa. Diante da complexidade do quadro, médicos de Mato Grosso e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram transferi-lo para São Paulo.</p>
<h2>Cirurgia confirmou câncer</h2>
<p>Raoni chegou à capital paulista em 19 de junho e, no dia seguinte, passou por uma cirurgia no Hospital São Paulo. Como o tumor estava bloqueando a passagem dos alimentos, os médicos criaram um desvio para contornar a obstrução. O objetivo era permitir que ele voltasse a se alimentar e tivesse mais conforto.</p>
<p>Exames realizados depois da cirurgia confirmaram um tumor agressivo no aparelho digestivo. Diante da idade de Raoni e de outros problemas de saúde, os médicos avaliaram que tratamentos mais agressivos, como uma nova cirurgia de grande porte ou quimioterapia, representariam riscos elevados.</p>
<p>O cacique tem problemas cardíacos, usa marcapasso e também apresenta uma doença pulmonar crônica. Por isso, a equipe optou pelos cuidados paliativos.</p>
<h2>O que são cuidados paliativos</h2>
<p>A partir dessa avaliação, a assistência passou a priorizar os cuidados paliativos. Esse tipo de cuidado não significa interromper a assistência médica. O objetivo é aliviar a dor e outros sintomas, reduzir desconfortos e preservar, tanto quanto possível, a autonomia e a qualidade de vida do paciente.</p>
<p>No caso de Raoni, a estratégia permite ainda que ele permaneça próximo de seu povo, não apenas da família.  </p>
<p>Depois de receber alta do Hospital São Paulo em 14 de julho, o cacique voltou a Peixoto de Azevedo no dia seguinte. Foi montada uma estrutura de atendimento domiciliar com técnicos de enfermagem e fisioterapeuta, além de apoio de nutricionista e supervisão de enfermagem da Casa de Saúde Indígena (Casai).</p>
<p>O Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp também passou a prestar suporte por telessaúde.</p>
<p>No fim de julho, Raoni voltou a ser internado após sofrer uma hemorragia digestiva que provocou perda significativa de sangue. O tratamento incluiu medicamentos e transfusões. Depois de mais de 72 horas sem novos sinais de sangramento ativo, seu estado voltou a ser considerado estável.</p>
<p>O acompanhamento médico é realizado em conjunto com práticas tradicionais escolhidas pelo cacique e por sua família. Raoni é pajé e tem recebido a presença de outros pajés de sua confiança durante o tratamento.</p>
<p>“Neste momento, nossa prioridade é que o Cacique Raoni esteja bem cuidado, confortável e próximo de sua família e de seu povo. Queremos compartilhar essas informações com transparência, mas também pedimos respeito à sua privacidade, ao seu descanso e às decisões de sua família”, afirmou o Instituto Raoni.</p>
<h2>Quase sete décadas de luta</h2>
<p>Conhecido internacionalmente pela defesa dos povos indígenas e da Amazônia, Raoni construiu uma trajetória de quase sete décadas de atuação.</p>
<p>Nascido no início da década de 1930, no nordeste de Mato Grosso, tornou-se uma das principais vozes indígenas do país. Sua projeção internacional cresceu a partir do fim dos anos 1970 e ganhou novo impulso na década seguinte, quando seu encontro com o músico britânico Sting ajudou a ampliar a visibilidade internacional da defesa da Amazônia.</p>
<p>Raoni também participou das mobilizações indígenas durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988 e, em 1989, esteve no centro do histórico encontro de Altamira, que reuniu povos indígenas e apoiadores contra projetos de grandes hidrelétricas no rio Xingu.</p>
<p>Em abril de 2025, recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à aldeia Piaraçú, na Terra Indígena Capoto/ Jarinã, em reconhecimento à sua trajetória na defesa dos povos indígenas, da Amazônia e do meio ambiente.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asYbE5OeEqlqeO2py.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Facebook - Instituto Raoni</media:credit>
        <media:title>cacique-raoni</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Prêmio Brasil de Ensino de Matemática vai reconhecer projetos na educação básica</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/premio-brasil-de-ensino-de-matematica-vai-reconhecer-projetos-na-educacao-basica</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/premio-brasil-de-ensino-de-matematica-vai-reconhecer-projetos-na-educacao-basica?feed=Brasil</guid>
      <pubDate>Tue, 15 Sep 2026 18:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Professores e instituições de ensino de todo o país poderão inscrever, até 12 de outubro, experiências voltadas à aprendizagem de matemática na primeira edição do Prêmio Brasil de Ensino de Matemática na Educação Básica. A iniciativa busca reconhecer práticas que já apresentem resultados e possam servir de referência para outras escolas e redes de ensino.</p>
<p>Promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Associação Nacional dos Professores de Matemática na Educação Básica (ANPMat), a premiação contempla projetos desenvolvidos desde os anos iniciais do ensino fundamental até o ensino médio, com a seleção dividida em duas categorias: Docentes e Instituições.</p>
<p>Entre os professores, podem concorrer trabalhos realizados nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio. Já a categoria voltada às instituições contempla iniciativas de escolas, redes de ensino e órgãos responsáveis pela gestão educacional.</p>
<p>As propostas serão avaliadas pelos resultados alcançados e pelas evidências de impacto na aprendizagem dos estudantes. Também serão considerados critérios como equidade, possibilidade de replicação e continuidade das ações. Para os trabalhos inscritos por docentes, a análise considera ainda aspectos como inovação metodológica, inclusão e uso de tecnologias.</p>
<h2>72% dos estudantes estão abaixo do nível básico em matemática</h2>
<p>O prêmio surge em um cenário de desafios no ensino de matemática no Brasil. Os resultados mais recentes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostram que uma parcela expressiva dos jovens avaliados ainda não alcança conhecimentos considerados básicos na disciplina.</p>
<p>No Pisa 2025, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em setembro de 2026, apenas 28% dos estudantes brasileiros de 15 anos atingiram ao menos o nível 2 de proficiência em matemática. Na média dos países da OCDE, esse percentual chegou a 65%.</p>
<p>Com isso, 72% dos alunos avaliados no Brasil ficaram abaixo do nível 2. Nesse patamar, usado como referência básica de proficiência pelo Pisa, os estudantes conseguem interpretar situações matemáticas simples, como comparar a distância total entre duas rotas ou converter preços para uma moeda diferente.</p>
<p>A diferença também aparece entre os alunos de alto desempenho. Segundo a OCDE, a proporção de estudantes brasileiros que alcançou os níveis 5 ou 6 em matemática, os mais elevados da avaliação, foi próxima de zero. Na média dos países da organização, 8% chegaram a esses patamares.</p>
<p>Na pontuação geral, o Brasil obteve 377 pontos em matemática, abaixo dos resultados registrados nas outras duas áreas avaliadas. Os estudantes brasileiros alcançaram 408 pontos em leitura e 409 em ciências.</p>
<h2>Brasil avançou em 20 anos, mas desempenho recente está estável</h2>
<p>Apesar dos resultados ainda baixos, o país reduziu parte da distância em relação à média da OCDE nas últimas duas décadas.</p>
<p>Em matemática, a diferença caiu de 131 pontos em 2006 para 92 em 2025. Entre mais de 50 países com resultados comparáveis no período, o Brasil aparece na 7ª posição entre os que mais avançaram na disciplina.</p>
<p>A evolução de longo prazo, no entanto, contrasta com a estabilidade observada recentemente. Segundo a OCDE, o desempenho brasileiro em 2025 ficou em nível semelhante ao registrado em 2022 e próximo dos resultados observados desde 2015.</p>
<p>No Brasil, 30.140 estudantes de 1.053 escolas participaram do Pisa 2025. A amostra representa cerca de 2,18 milhões de jovens de 15 anos no país.</p>
<h2>Prêmio busca transformar boas práticas em referência</h2>
<p>Além de reconhecer professores e instituições, o prêmio pretende ampliar a circulação de experiências que apresentem resultados no ensino de matemática.</p>
<p>As iniciativas selecionadas poderão integrar o Caderno Nacional de Práticas Exitosas, que reunirá projetos com potencial para servir de referência a professores, escolas e redes de ensino de diferentes regiões do país.</p>
<p>Os vencedores receberão certificados e serão homenageados durante o Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática.</p>
<p>As inscrições ficam abertas até 12 de outubro. A avaliação das propostas está prevista para ocorrer até 1º de novembro, e o resultado será divulgado em 4 de novembro.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/astPqfNiyEEaRrTVA.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="photographer">Bruno Peres</media:credit>
        <media:credit role="provider">Bruno Peres/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>Escola brasileira</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>