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    <title>Global South World Brasil - Boas Notícias</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>MEC oferece 4,1 mil vagas de mestrado para professores da rede pública</title>
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      <pubDate>Wed, 26 Aug 2026 14:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério da Educação, em parceria com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), oferece  4.143 vagas de mestrado presencial para professores em exercício na rede pública de educação básica . </p>
<p>As oportunidades fazem parte do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica e estão reunidas no Portal de Formação Mais Professores.</p>
<p>A maior parte das vagas está concentrada em  matemática, com 1.848 oportunidades.  Também são oferecidas  919 vagas em letras, 572 em biologia, 340 em computação, 324 em filosofia e 130 em educação tecnológica . </p>
<p>Há ainda oportunidades para professores de artes e educação digital, mas o número de vagas nessas áreas ainda não foi definido. O MEC informa que novas oportunidades deverão ser disponibilizadas posteriormente em áreas como sociologia, educação física, história, educação inclusiva, física, geografia e ciências ambientais.</p>
<h2>Quem tem direito</h2>
<p>A iniciativa integra as ações de formação e qualificação de professores da educação básica. A oferta, no entanto, não segue um único processo seletivo nacional: cada instituição de ensino estabelece, em seu edital, os requisitos para participação, as etapas da seleção e os procedimentos de inscrição. Por isso, os interessados devem consultar as regras específicas do curso antes de se candidatarem.</p>
<p>As informações estão centralizadas no  Portal de Formação Mais Professores , que permite pesquisar as oportunidades por localização, área de conhecimento, instituição, nível do curso e período de inscrição. </p>
<p>Para consultar os editais, o professor deve acessar o painel de divulgação de cursos, selecionar a opção "Oportunidades", utilizar os filtros disponíveis e, depois de escolher uma formação, clicar em "Acesse o site" para ser direcionado à página da instituição responsável.</p>
<p>Além dos mestrados, a plataforma reúne formações complementares voltadas à atuação dos profissionais da educação, com temas como estatística, equidade, relações étnico-raciais, saúde mental no ambiente escolar, recursos educacionais digitais, inclusão e práticas pedagógicas inovadoras.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Rafa Neddermeyer</media:credit>
        <media:title>sala-de-aula-</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>'Não quero ser exceção': estudante da USP cria app gratuito para ajudar jovens no vestibular</title>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 22:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Anos antes de entrar na USP (Universidade de São Paulo) para cursar Ciências da Computação,  Mariana Cardoso  aguardava a mãe chegar do trabalho para pegar  seu celular emprestado, se conectar ao wi-fi de uma residência vizinha e dedicar suas horas livres ao estudo, com o objetivo de ingressar na Etec (Escola Técnica Estadual). </p>
<p>"Era uma das poucas chances que eu tinha para mudar de vida", explicou Mariana ao  Global South World Brasil . Desde o início de julho, ela passou a receber relatos agradecidos de jovens que, como ela, "suavam a camisa" para avançar nos estudos, mas ganharam uma força extra sem precisar pagar por isso.</p>
<p>A razão é o  Tita , um aplicativo disponível para  download gratuito  e acesso offline que reúne videoaulas, apostilas em PDF e centenas de questões -- formuladas com inteligência artificial -- inspiradas em provas da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).</p>
<p>Desenvolvido por Mariana com recursos próprios e conhecimentos de programação adquiridos na Etec e na USP, o app nasceu com o objetivo de transformar as universidades em ambientes onde a estudante deixe de ser a "mínima exceção" entre egressos de escolas privadas e cursinhos preparatórios. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asBuLCTVd80WsMpoD.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="Mariana Cardoso, estudante da USP e criadora do Tita: 'Mercado não quer tanto assim um aplicativo gratuito'"/>
<p>Os números mostram que o acesso ao ensino superior público ainda é elitizado no Brasil, apesar da adoção de medidas para reverter a situação. Foi apenas no vestibular de 2021 que a USP atingiu maioria de ingressantes de escolas públicas, com 51,7% -- após a destinação de porcentagens maiores a cotistas na Fuvest.</p>
<p>Para entender o impacto da educação e do acesso à tecnologia na vida dessa estudante, o  GSW Brasil  entrevistou Mariana Cardoso. </p>
<h2>Leia a íntegra</h2>
<p>GSW  Como surgiu o objetivo de criar um aplicativo de estudos, do zero?</p>
<p>MC  Eu sempre tive o sonho de usar a computação para ajudar a resolver os problemas da sociedade. O principal momento em que eu senti falta de um aplicativo como o Tita foi pouco antes do vestibular da faculdade, quando prestei o 'vestibulinho'para entrar na Etec. </p>
<p>Aos 15 anos e sem celular próprio, eu esperava minha mãe chegar do serviço [para pegar o aparelho emprestado], à noite, sentava num corredor de concreto onde era possível 'roubar' o wi-fi do vizinho, porque não tínhamos condição de assinar um plano de internet, e estudava assistindo vídeos no YouTube. </p>
<p>Não era uma rotina de estudos organizada, e esse era um grande obstáculo. Ao mesmo tempo, precisava continuar porque essa era uma das poucas chances que eu tinha para mudar de vida. </p>
<p>Quando entrei na USP, eu senti o peso de ser a "mínima exceção", ao lado de pessoas que passaram cinco, dez anos em cursinhos, o que não aconteceu comigo. Mesmo tendo acesso a um ensino de excelência [na Etec], senti falta de conhecimentos que as pessoas tiveram em cursinhos. Faltavam mais pessoas como eu naquele espaço.</p>
<p>Então, o Tita nasceu com esse sonho, de fazer com que mais pessoas pudessem ter a mudança de vida que a educação me proporcionou. Que mais pessoas voltassem a ter, na educação, o  principal meio para essa mudança.</p>
<p>GSW  Qual foi a complexidade de transformar este sonho em um aplicativo, de fato?</p>
<p>MC  Foi muito difícil conciliar o desenvolvimento do aplicativo com universidade,  estágio e demais dificuldades do cotidiano. Usei as férias, virei noites e madrugadas e tive a sorte de, na Etec, ter aulas de desenvolvimento de aplicativos, o que me deu a base de conhecimento necessária. </p>
<p>Foram cerca de oito meses programando, aprendendo e testanto. Tive que fazer sozinha a curadoria dos vídeos [exibidos no app], perguntando para a minha irmã, que está no terceiro ano do Ensino Médio, assim como tive que formular um banco de 1.500 questões.</p>
<p>Mas a maior dificuldade, mesmo, é a falta de condição para bancar tokens de IA -- o que, inclusive, é um problema do Tita. Por mais que eu queira muito que o aplicativo cresça, tenho medo de que ele deixe de atingir todo mundo igualmente, porque não temos patrocínio para esses recursos e tivemos de utilizar modelos que, ainda que não sejam os ideais, permitem que o app se mantenha gratuito.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as3RJAeHpDEujRaai.webp?width=800&height=600&quality=75" alt="Interface de abertura do aplicativo: acesso é gratuito e offline"/>
<p>GSW  Seu relato mostra que o Tita foi financiado com recursos próprios. Desde o lançamento, houve contato de empresas interessadas em investir no seu trabalho?</p>
<p>MC  Desde o início, meu objetivo foi criar um aplicativo 100% acessível. As pessoas me aconselhavam a cobrar um valor simbólico, como R$ 5, mas nem todo mundo tem essa quantia.</p>
<p>Então, sim, 100% [do financiamento do aplicativo] foi por mim, e ainda não houve conversa com nenhuma empresa. Eu até pensei em procurar patrocinadores, buscar recursos para a melhor tecnologia possível, mas é difícil encontrar interessados em uma iniciativa cujo objetivo é ser, para sempre, gratuita.</p>
<p>GSW  E qual foi a importância da universidade para essa iniciativa?</p>
<p>MC  A USP não me incentivou necessariamente a criar o aplicativo, mas o fez na medida em que nos incentiva permanentemente a busca métodos e desenvolver nossos próprios projetos. </p>
<p>O fato de eu ter colocado uma ideia no papel e construído o aplicativo sozinha tem clara influência da USP, que me ensinou a construir códigos, programar corretamente, pensar no custo-benefício do projeto e, enfim, atuar como pesquisadora, não apenas programadora. Não agir necessariamente conforme o 'mercado' quer, até porque ele não deseja tanto assim um aplicativo gratuito.</p>
<p>GSW  Como tem sido ver o impacto que você projetou se concretizar?</p>
<p>MC  O primeiro impacto veio antes mesmo  do aplicativo estar disponível na Play Store, porque eu precisei testá-lo e usei a escola onde estudei para isso. Hoje, minha irmã estuda lá. </p>
<p>Eu sou a primeira da minha família a fazer uma universidade pública. Minha bisavó, minha avó e minha mãe foram empregadas domésticas, e tenho muito orgulho delas, mas eu continuaria esse ciclo, não fosse pela educação. Ao ver a minha irmã testando o Tita para se preparar para o vestibular, eu vi que as opções para ela são outras e senti muito orgulho.</p>
<p>Depois do lançamento para o público geral, recebi [relatos de] que pessoas no Ceará estão usando o aplicativo, uma página relevante no Instagram nos divulgou, alunos e professores me enviaram agradecimentos. Cada vez que leio 'estava perdido nos estudos e o Tita me deu um norte', isso enche meu coração e me faz ver que o esforço valeu a pena.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>Brasil atinge menor nível de insegurança alimentar severa, diz ONU</title>
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      <pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>No triênio de 2023 a 2025, 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar severa no Brasil. Os dados são do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”, publicado na terça-feira, 21, pela ONU (Organização das Nações Unidas).</p>
<p>Segundo o estudo, o percentual de insegurança alimentar da população brasileira segue uma trajetória de queda nos últimos três triênios. Foi de 6,6% entre 2021 e 2023 para 3,4% entre 2022 e 2024. </p>
<p>Entre 2023 e 2025, o patamar chegou a 0,6% da população, o menor patamar da série histórica registrada pelas Nações Unidas.</p>
<h2>Fora do Mapa da Fome</h2>
<p>Os números mantiveram o Brasil fora do Mapa da Fome pelo segundo ano seguido. Em julho de 2025, o relatório divulgado recolocou o país no status das nações onde menos de 2,5% da população corria risco de subalimentação -- quando um indivíduo consome habitualmente menos calorias do que as necessárias para manter-se saudável.</p>
<p>Na ocasião, o país deixou pela segunda vez o Mapa da Fome da ONU. A primeira vez foi em 2014, efeito de uma redução de 82% no número de pessoas com falta crônica de calorias entre 2002 e 2013.</p>
<p>Os dados analisados pela ONU entre 2018 e 2020, no entanto, recolocaram o Brasil no Mapa da Fome. No relatório divulgado em 2021, 9% dos brasileiros enfrentavam a condição de insegurança alimentar severa.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:credit>
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        <media:title>Mapa da Fome</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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