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    <title>Global South World Brasil - BTS</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Filas e dificuldades no transporte marcam show do BTS em São Paulo</title>
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      <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 14:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Filas extensas, falta de orientação nos acessos e dificuldades no transporte marcaram o primeiro show do BTS no estádio MorumBIS, em São Paulo, na quarta-feira (28). Sob chuva, fãs enfrentaram aglomerações para entrar no local, enquanto bloqueios nas ruas próximas provocaram congestionamentos e transtornos para moradores e trabalhadores da região.</p>
<p>Na volta para casa, relatos compartilhados por fãs em grupos de WhatsApp apontam empurra-empurra, discussões, calor intenso e sensação de sufocamento no acesso ao transporte sobre trilhos. As mensagens também mencionam interrupções na entrada para controlar o fluxo de passageiros e possíveis falhas nas catracas. Esses problemas, porém, não foram confirmados de forma independente.</p>
<p>“Eu não estava nem andando, o povo que estava me levando. De tão apertado e sufocante. Achei que não iria aguentar”, diz uma das mensagens. Outros depoimentos descrevem discussões e pessoas empurrando durante a espera para embarcar.</p>
<p>O grupo sul-coreano ainda tem duas apresentações marcadas para sexta-feira (30) e sábado (31), com ingressos esgotados. A operação de trânsito preparada para os shows considera uma concentração de até 90 mil pessoas na região, incluindo o público esperado no entorno do estádio.</p>
<p>As dificuldades começaram horas antes da abertura dos portões. Fãs reclamaram de filas que se estendiam pelas ruas próximas ao MorumBIS, sinalização insuficiente e falta de informações sobre os locais de entrada. A organização instalou barreiras para restringir o acesso ao entorno a pessoas com ingresso e moradores cadastrados, em uma tentativa de impedir a formação do chamado “setor calçada”, onde fãs sem entrada pretendiam acompanhar a apresentação do lado de fora.</p>
<p>Também houve relatos de fechamento temporário do portão 17 e de compradores de camarotes que não haviam recebido os códigos digitais necessários para entrar. Segundo o Metrópoles, o portão foi fechado por volta das 18h40 e reaberto aproximadamente uma hora depois. Não há um balanço consolidado de quantas pessoas foram afetadas pelos problemas de acesso.</p>
<p>Keila Batista de Sousa estima ter caminhado cerca de três quilômetros acompanhando a fila até conseguir entrar no estádio, antes das 20h. Segundo ela, faltavam funcionários para orientar o público, havia pessoas furando a fila e os próprios espectadores tentavam organizar a espera.</p>
<p>“Ninguém passava informação”, afirma. “A experiência de fila, de organização foi péssima, mas o show em si foi maravilhoso.”</p>
<p>Na saída, Keila também encontrou dificuldades para utilizar o transporte sobre trilhos, em contraste com a viagem de ida, que descreve como tranquila. Segundo ela, o acesso à estação era interrompido diante do grande volume de pessoas. A fã conta que chegou em casa depois das 2h da madrugada de quinta-feira (29).</p>
<p>O esquema de transporte divulgado antes do evento previa embarque na estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, até 0h30. A SPTrans também anunciou alterações nos itinerários de 13 linhas municipais para atender à circulação na região.</p>
<p>Apesar dos transtornos, Keila afirma que se emocionou ao ver os integrantes do BTS e ficou rouca de tanto cantar e gritar. “Eu não acreditava que eu estava vendo eles”, diz.</p>
<p>A fã também criticou o tamanho dos telões utilizados na apresentação. A estrutura audiovisual já havia motivado uma notificação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) à Live Nation Brasil e à Ticketmaster Brasil. O órgão solicitou esclarecimentos sobre a redução do número de painéis na etapa sul-americana da turnê, de 12 para quatro, e sobre as informações fornecidas aos consumidores durante a venda dos ingressos.</p>
<p>Em nota divulgada antes da apresentação, a Live Nation informou ter preparado uma estrutura com pontos de hidratação, distribuição de água, ambulâncias, brigadistas e 400 orientadores para auxiliar o público. A produtora justificou as restrições no entorno do estádio afirmando que a concentração de pessoas sem ingresso poderia comprometer a circulação de moradores e espectadores.</p>
<p>A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou ter mobilizado 118 agentes para a operação, contingente superior ao habitual na região. Segundo a companhia, a expectativa de grande concentração de público, inclusive fora do estádio, exigiu um esquema especial de interdições, definido em conjunto com os organizadores, a Polícia Militar e a Subprefeitura.</p>
<p>A CET recomendou o uso do transporte público e orientou motoristas a evitar as proximidades dos bloqueios. As medidas de trânsito e transporte também estão previstas para as apresentações de sexta-feira e sábado.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Letícia Antunes Teich]]></dc:creator>
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      <title>BTS toma conta de São Paulo: fãs lotam metrô, movimentam o Morumbi e mostram a força do K-pop</title>
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      <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 18:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>São Paulo amanheceu nesta quarta-feira (28) em ritmo de K-pop. Antes mesmo de o sol nascer, fãs do BTS já se concentravam nas imediações do estádio MorumBIS, na Zona Sul da capital, para acompanhar a primeira de três apresentações do grupo sul-coreano no Brasil. Segundo relatos recebidos pelo GSW Brasil, as filas começaram a se formar por volta das 4h da manhã, dando início a uma jornada que transformou a região em um dos principais pontos de encontro da cultura pop nesta semana.</p>
<p>O movimento se espalhou pelas ruas e pelo transporte público. Na Linha 4-Amarela do metrô, principal caminho para chegar ao estádio, fãs relataram filas para embarcar nos trens. No entorno do MorumBIS, a concentração de pessoas e os bloqueios de acesso também provocaram reclamações sobre a organização e a circulação do público.</p>
<p>A expectativa é de aproximadamente 90 mil espectadores por noite, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Com apresentações nesta quarta, sexta-feira (30) e sábado (31), o BTS poderá reunir um público acumulado de 270 mil pessoas em São Paulo, o equivalente a uma multidão distribuída por três dias de shows.</p>
<p>Para os integrantes do ARMY, nome dado à comunidade mundial de fãs do BTS, o espetáculo começa muito antes de os sete integrantes subirem ao palco. A espera envolve encontros organizados pelas redes sociais, troca de lembranças, produção de cartazes e uma série de rituais que ajudam a explicar a dimensão do fenômeno sul-coreano.</p>
<p>O K-pop transformou seus fãs em comunidades altamente organizadas, capazes de mobilizar milhares de pessoas para impulsionar lançamentos musicais, participar de votações internacionais e promover campanhas de solidariedade. No caso do BTS, essa relação também se manifesta na identificação dos admiradores com mensagens sobre autoestima, saúde mental, juventude e inclusão presentes na trajetória do grupo.</p>
<h3>A força dos fandoms chegou até às eleições brasileiras</h3>
<p>Essa capacidade de mobilização ganhou uma dimensão inesperada na reta final da campanha presidencial brasileira de 2026. Comunidades de fãs do BTS, BLACKPINK, TWICE e outros artistas do K-pop se juntaram a fã-clubes de estrelas como Taylor Swift, Beyoncé, Lady Gaga e Anitta em iniciativas de participação política.</p>
<p>Durante o segundo turno, parte dessas comunidades aderiu ao movimento Fandoms com Lula, que utilizou redes sociais, hashtags, materiais informativos e ações coordenadas para apoiar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, representantes do movimento afirmaram ter reunido mais de mil fandoms em torno da mobilização.</p>
<p>A articulação também saiu das telas. Fãs de artistas do K-pop participaram de manifestações em São Paulo, levando para o ambiente político elementos típicos de seus encontros musicais, como os  lightsticks , bastões luminosos utilizados nos shows.</p>
<p>Nem todas as iniciativas tiveram caráter partidário. O coletivo ARMY Help The Planet, criado por fãs brasileiros do BTS, promoveu uma campanha de incentivo à participação eleitoral sem apoiar candidatos. O grupo também desenvolve projetos socioambientais e de cidadania.</p>
<p>As manifestações políticas de fã-clubes não representam posicionamentos oficiais dos artistas, nem significam que todos os admiradores compartilhem as mesmas preferências eleitorais. Mas revelam como a organização construída em torno da música pode ganhar influência em outras áreas da sociedade.</p>
<h3>Uma multidão que muda a rotina da cidade</h3>
<p>A chegada do BTS também exige uma operação especial de mobilidade urbana. A CET estabeleceu bloqueios em ruas e avenidas próximas ao MorumBIS, incluindo trechos da Giovanni Gronchi, Jorge João Saad e Jules Rimet, para organizar o acesso dos espectadores e permitir a circulação de moradores.</p>
<p>A estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, tornou-se um dos principais pontos de chegada do público. O embarque na estação terá horário ampliado até 0h30, para facilitar o retorno dos fãs após as apresentações. A SPTrans também preparou alterações em 13 linhas de ônibus que atendem à região.</p>
<p>Mas a ansiedade para ver os ídolos de perto veio acompanhada de dificuldades para chegar ao estádio e encontrar o lugar certo nas filas. Fãs relataram ao GSW Brasil problemas com a organização dos acessos e a falta de orientação nos bloqueios estabelecidos para controlar a entrada da multidão.</p>
<p>A nutricionista Ana Carolina de Araújo, que chegou ao Morumbi por volta das 10h da manhã, relatou dificuldades para encontrar uma fila organizada na entrada preferencial do setor de cadeira superior do portão 5.</p>
<p>“Está bem desorganizada, não tem uma fila específica. A gente está tudo aqui como se fosse um bolsão e não sabe quem vai entrar, quem não vai entrar”, relatou Ana Carolina ao GSW Brasil.</p>
<p>Segundo ela, a proximidade com outra fila tornava ainda mais difícil identificar os acessos corretos. O depoimento ilustra os desafios logísticos de um evento que reúne dezenas de milhares de pessoas, muitas delas dispostas a enfrentar horas de espera para acompanhar a apresentação.</p>
<p>A movimentação não se limita ao estádio. Hotéis, restaurantes, comércio e serviços de transporte também devem sentir os efeitos da passagem do grupo pela capital. Estimativas divulgadas pela CNN Brasil apontam para uma movimentação econômica adicional de R$ 75 milhões associada aos shows.</p>
<h3>A espera pelo reencontro</h3>
<p>Para os fãs que adquiriram o pacote VIP com direito ao  soundcheck , a programação prevê entrada a partir das 10h da manhã. A experiência permite acompanhar uma passagem de som com os integrantes do grupo, embora o horário exato dessa atividade ainda não tenha sido confirmado.</p>
<p>Os portões para o público geral devem abrir às 16h, com o início do show previsto para as 20h.</p>
<p>A apresentação faz parte da turnê mundial  Arirang , que marca uma nova etapa da trajetória do BTS após o período em que seus integrantes cumpriram o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.</p>
<p>Mais do que uma sequência de shows, a passagem do BTS por São Paulo é uma demonstração da dimensão alcançada pela cultura pop sul-coreana no Brasil. Um fenômeno que movimenta o transporte, altera a rotina de bairros inteiros, impulsiona a economia e reúne comunidades cuja influência já ultrapassou os limites do entretenimento.</p>
<p>Nesta quarta-feira, porém, para os milhares de fãs que passaram horas nas filas e nos arredores do Morumbi, a política e os números ficam em segundo plano. O que importa é finalmente ver os sete integrantes do BTS juntos no palco.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - bts.bighitofficial</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Letícia Antunes Teich]]></dc:creator>
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