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    <title>Global South World Brasil - Augusto Cury</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Quaest mostra espaço para candidatura fora da polarização entre Lula e Bolsonaro</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 19:16:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A pesquisa  Quaest  divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra o  avanço de um terceiro candidato na disputa presidencial , enquanto os principais nomes que apareciam à frente no levantamento anterior perderam pontos.  Augusto Cury (Avante) chegou a 10% das intenções de voto e assumiu a terceira posição, atrás de Lula (PT), com 37% das intenções de voto, e Flávio (PL), com 29%.  Na pesquisa anterior, Lula tinha 38% e Flávio, 31% — uma perda de um e dois pontos, respectivamente.</p>
<p>Leia também:  Vantagem de Lula em pesquisas mobiliza bolsonarismo contra 'voto nulo da direita '</p>
<p>Renan Santos (Missão) aparece com 3%, ante 4% no levantamento anterior. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. O primeiro caiu de 4% e o segundo, de 2%. Samara Martins (UP) soma 1% e os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>Indecisos são 11% e 7% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou não comparecer às urnas.</p>
<p>“O salto de Cury revela, antes de tudo, que existe espaço eleitoral para uma candidatura que não esteja identificada imediatamente com os dois grandes polos.  Existe, dentro de determinado grupo, uma parcela bastante disponível para experimentar uma candidatura diferente”, diz  Luciana Santana ,  doutora em Ciência Política e professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).  </p>
<p>A chegada do candidato do Avante aos dois dígitos não é, porém, um movimento isolado da nova rodada da Quaest, uma vez que o escritor passou de 2% para 11% na pesquisa BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na Atlas/Intel. </p>
<p>Embora diferentes levantamentos não permitam afirmar que os votos tenham migrado diretamente de um candidato para outro, a repetição do movimento em levantamentos distintos indica que Cury passou a ocupar um espaço que, até poucas semanas atrás, estava pulverizado entre nomes como Renan Santos, Caiado e Zema -- que, ainda que se coloquem como alternativa aos dois polos, mantiveram discursos e pautas que não escapam do campo discursivo de Flávio.</p>
<p>Felipe Nunes, CEO e fundador da Quaest , destacou como um dos números mais expressivos da pesquisa os  24% alcançados por Cury entre os eleitores independentes , percentual que o coloca numericamente à frente de Lula nesse grupo.</p>
<p>Para Luciana Santana, o quadro sugere a possível consolidação de uma parcela do eleitorado que não se identifica com nenhum dos dois polos da disputa, mas ainda não é possível afirmar que esse eleitorado esteja necessariamente em busca de uma política moderada.</p>
<p>“O crescimento pode reunir, ao mesmo tempo, a procura por uma alternativa à polarização, o voto de novidade em uma figura conhecida fora da política e o efeito da exposição recente proporcionada por debates, sabatinas e redes sociais”, explica.</p>
<p>Em comparação à Quaest anterior, o percentual de eleitores que não conhecem Cury caiu de 74% para 54%, enquanto seu potencial de voto dobrou, de 10% para 21%. A rejeição também subiu, de 16% para 25%, indicando que o candidato passou, em poucas semanas, da condição de nome pouco conhecido para a de postulante que começa a ser efetivamente avaliado pelos eleitores. </p>
<p>Depois do debate da Band, em 23 de agosto, Cury se tornou o candidato mais buscado nas redes sociais e acumulou cerca de 2,1 milhões de novos seguidores em menos de uma semana.</p>
<p>A data é apontada pela campanha como um marco importante na candidatura, sobretudo pela forma como o candidato reagiu aos ataques de Renan Santos e ao que chamou de "agressividade".</p>
<p>“Esse episódio produziu algo de que Cury ainda carecia: contraste político; até então, sua principal credencial era biográfica”, analisa Luciana.</p>
<h2>Moraes, Master e a reação dos eleitores</h2>
<p>A pesquisa Datafolha, que será divulgada na quinta-feira, 3, será a primeira a captar o humor do eleitorado depois da repercussão do caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, episódio que ganhou dimensão política após surgirem informações sobre a relação de seu escritório, comandado por sua mulher, com o banco de Daniel Vorcaro e sobre encontros entre o empresário e o ministro.</p>
<p>Leia mais: O que pesa contra Moraes no relatório da PF sobre Vorcaro</p>
<p>O caso passou a alimentar críticas de nomes da direita ao Supremo e a Moraes, o que reabriu uma disputa em torno de um tema que costuma reorganizar o eleitorado em torno dos dois polos.</p>
<p>Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema já defenderam o afastamento do ministro, enquanto Cury defendeu investigação rigorosa e mudanças institucionais, como mandato para ministros do STF. Lula manteve o silêncio.</p>
<p>“O caso pode reativar identidades políticas já construídas em torno do bolsonarismo e do Supremo, devolvendo centralidade à disputa entre Lula e Flávio. Mas também pode produzir uma espécie de fadiga institucional entre os eleitores menos identificados com os polos, que podem reagir com a sensação de que estão novamente diante de Moraes, Bolsonaro, STF e crises institucionais e buscar uma alternativa a esse ciclo” , completa Luciana.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>debate-band</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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      <title>De onde vieram os votos de Augusto Cury, que chegou ao 3º lugar segundo pesquisas</title>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 18:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Augusto Cury  (Avante) apareceu como a principal novidade da corrida presidencial de 2026 nas duas pesquisas  divulgadas nesta segunda-feira, 31. O escritor saltou de 2% para 11% no levantamento do BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na Atlas/Bloomberg.</p>
<p>A alta de Cury acontece ao mesmo tempo em que os dois líderes perderam pontos. No levantamento da BTG/Nexus, Lula passou de 41% para 39%, enquanto Flávio caiu de 37% para 33%. Ronaldo Caiado (PSD) permaneceu com 5%, Renan Santos (Missão) continuou com 3% e Romeu Zema (Novo) caiu de 3% para 1%. </p>
<p>Na Atlas/Bloomberg, Lula aparece com 43,4% das intenções de voto, contra 33,7% de Flávio Bolsonaro. Cury chega a 7,8%, enquanto Renan Santos tem 7,6%, o que coloca os dois em empate técnico dentro da margem de erro. Caiado soma 4,8%, Zema tem 2,6% e Pablo Marçal (PRTB) 1,4%. </p>
<p>A comparação entre as duas rodadas, no entanto, não permite afirmar que os nove pontos conquistados por Cury tenham vindo diretamente de Lula, Flávio ou qualquer outro candidato. Isso porque levantamentos não acompanham os mesmos eleitores individualmente.</p>
<p> O que os dados mostram é uma redução da vantagem dos dois primeiros colocados ao mesmo tempo em que Cury avançou de forma expressiva, enquanto os demais nomes da disputa tiveram pouca oscilação.</p>
<p>Ao UOL, Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, explicou que Cury avançou principalmente sobre um eleitor que não estava necessariamente identificado com nenhum dos dois polos da disputa. Na avaliação de Tokarski, o escritor conquistou parte das pessoas que declaravam voto em Lula ou Flávio mais por falta de uma alternativa do que por identificação com os dois nomes. </p>
<p>Entre os eleitores de Cury, 26% apontam Flávio Bolsonaro como segunda opção, enquanto 14% escolheriam Lula. Outros 19% não têm uma segunda opção entre os candidatos apresentados pela pesquisa, mostrando que uma parcela relevante desse eleitorado ainda não está fechada com outro nome.</p>
<h2>Redes sociais e a influência do Jornal Nacional</h2>
<p>O crescimento de Cury acompanha uma forte expansão de sua presença nas redes sociais. Entre 16 e 29 de agosto, o candidato ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, passando de aproximadamente 8,4 milhões para mais de 10 milhões, segundo levantamento citado pelo UOL. O aumento foi muito superior ao registrado pelos demais candidatos no mesmo período.</p>
<p>A alta nas redes coincide com o primeiro debate presidencial da Band, realizado em 23 de agosto, quando vídeos de Cury passaram a circular com força nas plataformas. Até então, o candidato era pouco conhecido por grande parte dos eleitores.</p>
<p>Cury também apareceu em uma transmissão ao lado de Pablo Marçal, que tem forte presença nas redes, e passou a concentrar uma sequência de conteúdos com influenciadores justamente no período em que seu número de seguidores cresceu de forma acelerada. </p>
<p>O movimento chamou a atenção das campanhas adversárias e levou a equipe de Flávio Bolsonaro a avaliar que o candidato do Avante estaria avançando principalmente sobre eleitores de nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, embora a comparação entre as pesquisas não permita apontar uma transferência direta de votos de um candidato para outro.</p>
<p>Na BTG/Nexus, Zema foi de 3% para 1% entre os dois levantamentos, enquanto Caiado permaneceu em 5% e Renan Santos em 3%; Flávio, por sua vez, caiu quatro pontos, de 37% para 33%, e Lula recuou de 41% para 39%, num intervalo em que Cury saiu de 2% para 11%.</p>
<p>Cury também apresenta um desempenho diferente de outros candidatos quando os números são separados por faixa etária e região. No levantamento BTG/Nexus, ele chega a 22% entre os eleitores de 16 a 24 anos e aparece com 14% no Nordeste, região em que Lula lidera com 48%. A combinação ajuda a explicar por que o crescimento do candidato não pode ser colocado apenas na conta de uma migração do eleitorado bolsonarista.</p>
<p>Os 11% registrados pela BTG/Nexus ainda contrastam com os 7,8% da Atlas/Bloomberg, embora Cury também apareça em terceiro no levantamento mais recente desse instituto, em empate técnico com Renan Santos, que tem 7,6%. A diferença mostra que o tamanho da candidatura ainda varia bastante entre as pesquisas, mesmo com o crescimento aparecendo nos dois levantamentos.</p>
<p>A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.005 pessoas entre 28 e 30 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrada no TSE sob o código BR-08900/2026. Já o levantamento da Atlas/Intel ouviu 5.014 eleitores por recrutamento digital aleatório entre 25 e 30 de agosto, tem margem de erro de um ponto percentual e foi registrada no TSE sob o código BR-07972/2026.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/TV Globo</media:credit>
        <media:title>Augusto Cury durante sabatina no Jornal Nacional</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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