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    <title>Global South World Brasil - Arábia Saudita</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Combates no Iêmen deixam 46 mil deslocados e agravam crise humanitária</title>
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      <pubDate>Sat, 12 Sep 2026 16:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pelo menos 46 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde a retomada, na semana passada, dos combates entre os houthis, movimento político e armado apoiado pelo Irã que controla parte do Iêmen, e forças pró-governo no sudoeste do país. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU, o número de deslocados estava “aumentando de forma alarmante a cada hora”.</p>
<p>A nova onda de deslocamentos ocorre em meio a uma ofensiva dos houthis pela costa do Mar Vermelho. Na sexta-feira, 11, o grupo avançou por cidades e ilhas da região e passou a controlar o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.</p>
<p>O avanço começou com a tomada de Mokha, importante cidade portuária da província de Taiz. Os houthis seguiram, então, para o sul, ocupando Dhubab, a ilha de Perim e outras áreas costeiras.</p>
<p>Bab el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao golfo de Áden e está em uma das principais rotas marítimas entre a Ásia e a Europa. A posição conquistada pelos houthis aumenta a preocupação com a navegação internacional e amplia os efeitos potenciais do conflito para além do Iêmen.</p>
<h2>Famílias fogem novamente</h2>
<p>Após a tomada de Mokha, moradores foram vistos deixando a cidade com seus pertences. Em três distritos de Taiz — Maqbanah, Jabal Habashi e Al Ma’afer — vilarejos inteiros ficaram vazios à medida que os combates se aproximaram de áreas habitadas. A estrada entre Mokha e Taiz, importante para o abastecimento, também teria sido interrompida.</p>
<p>“As famílias estão sendo obrigadas a fugir pela segunda ou terceira vez desde o início deste conflito, praticamente sem nada”, afirmou Amy Pope, diretora-geral da OIM. Segundo ela, a expansão dos combates também dificulta a chegada de assistência humanitária.</p>
<p>A nova escalada atinge um país que já enfrenta uma grave crise humanitária. Segundo informações apresentadas ao Conselho de Segurança da ONU, mais de 22 milhões de pessoas precisam de assistência no Iêmen e mais de 18 milhões enfrentam insegurança alimentar aguda.</p>
<p>Novos deslocados estão chegando às províncias de Lahj e Aden, enquanto há relatos de pessoas seguindo para o norte, em direção a Ibb. A OIM afirma que os estoques de emergência já estão reduzidos depois das recentes operações de socorro às vítimas de enchentes. Entre as necessidades mais urgentes estão abrigo, alimentos, água, itens domésticos, assistência médica e serviços de proteção.</p>
<h2>Sistema de saúde sob pressão</h2>
<p>A escalada também agrava a situação do sistema de saúde. Pelo menos 14 civis, entre eles duas crianças, foram mortos ou feridos desde o início de setembro, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou ainda 67 mortes e 288 feridos entre 6 e 24 de agosto em sete províncias.</p>
<p>Apenas 60% das unidades de saúde do Iêmen estão plenamente operacionais. Hospitais de Marib, Hadramaut e Taiz recebem um fluxo crescente de pacientes com traumas, pressionando serviços de emergência, centros cirúrgicos e unidades de terapia intensiva.</p>
<p>No Hospital Geral de Marib, os serviços de maternidade e obstetrícia foram temporariamente suspensos para liberar recursos para o atendimento dos feridos. O número de mortos também ultrapassou a capacidade do necrotério.</p>
<h2>Tensão com os sauditas e pedido de apoio aos EUA</h2>
<p>A ofensiva também aumentou a tensão entre os houthis e a Arábia Saudita. Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o representante saudita declarou que ataques com mísseis e drones contra Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, em 8 de setembro, deixaram 73 civis feridos, entre eles mulheres e crianças.</p>
<p>Neste sábado, 12, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os houthis procuraram seu governo e sinalizaram que não querem um confronto direto com Washington. “Eles não querem que nós os ataquemos”, disse Trump a jornalistas em Dublin.</p>
<p>O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, procurou Trump em busca de apoio militar americano contra os houthis, mas o presidente decidiu não envolver diretamente os Estados Unidos na ofensiva. Washington ofereceu apoio de inteligência à Arábia Saudita.</p>
<p>Trump também afirmou que o Irã provavelmente está por trás do ataque ao oleoduto que liga campos produtores de petróleo no leste da Arábia Saudita ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. A estrutura chegou a ser temporariamente fechada. Até o momento, ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque.</p>
<p>Os houthis afirmaram que pretendem manter Bab el-Mandeb aberto à navegação, com exceção de embarcações ligadas à Arábia Saudita.</p>
<h2>Uma guerra que se arrasta desde 2014</h2>
<p>Os houthis tomaram Sanaa, a capital, em 2014, expulsando da cidade o governo reconhecido internacionalmente. Desde então, enfrentam forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita. A relativa calmaria que predominava desde 2022 se desfez com a intensificação dos confrontos em diferentes frentes.</p>
<p>A OIM pediu às partes envolvidas que garantam acesso humanitário seguro e contínuo e protejam trabalhadores, instalações e meios utilizados nas operações de ajuda.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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