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    <title>Global South World Brasil - Alzheimer</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Setembro Lilás: é possível prevenir o Alzheimer e outros tipos de demência?</title>
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      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 16:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Este mês entidades médicas e de pacientes concentram esforços em uma campanha para falar mais sobre Alzheimer e outros tipos de demência. É o  Setembro Lilás , uma ação que tem como ápice o 21 de setembro, dia mundial de conscientização da doença. No mundo, cerca de 57 milhões de pessoas vivem com demência, um conjunto de sinais e sintomas relacionados a prejuízos nas habilidades cognitivas, incluindo raciocínio, linguagem e memória.</p>
<p>De acordo com a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer), cerca de 10 milhões de novos casos são registrados a cada ano, o que equivale a um novo diagnóstico a cada três segundos no planeta.</p>
<p>No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, realizado em 2024 pelo Ministério da Saúde junto com a Universidade Federal de São Paulo, indica que cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais vive com demência, o que representa aproximadamente 2,71 milhões de pessoas. As projeções calculam que, até 2050, esse número poderá alcançar 5,6 milhões de brasileiros, evidenciando a necessidade de políticas públicas que atendam a essa crescente demanda.</p>
<p>Da população brasileira que vive com demência, entre 70% e 80% têm Alzheimer, aponta a médica geriatra Yngrid Dieguez Ferreira, coordenadora das disciplinas de geriatria e cuidados paliativos da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Alzheimer é a forma mais comum de demência e é caracterizada por alterações no cérebro que causam danos aos neurônios.</p>
<p>Na campanha Setembro Lilás deste ano, organizada pela Febraz (Federação Brasileira das Associações de Alzheimer), o tema é “Alzheimer: o diagnóstico importa. Quanto mais cedo você souber, mais poderá fazer”. Informação faz realmente muita diferença quando se trata de prevenção, diagnóstico e tratamento. E isso leva à pergunta: afinal, é possível prevenir a demência?</p>
<p>Embora ainda não exista cura para o Alzheimer e para outros tipos de demência, uma parte dos casos pode ser prevenida ou adiada. Isso não significa que exista uma maneira de garantir que uma pessoa nunca desenvolverá a doença. Idade e predisposição genética estão entre os elementos que participam do aparecimento desses problemas.</p>
<p>Porém, existem fatores de risco sobre os quais é possível agir ao longo da vida. Um estudo publicado em 2025 na revista científica  The Lancet Regional Health – Americas  estimou que 59,5% dos casos de demência no Brasil estão associados a 14 fatores de risco modificáveis. A redução desses fatores poderia, portanto, evitar ou adiar uma parcela dos casos na população.</p>
<p>Estão entre eles baixa escolaridade, perda auditiva, colesterol LDL elevado, depressão, traumatismo craniano, sedentarismo, diabetes, tabagismo, hipertensão, obesidade, consumo excessivo de álcool, isolamento social, poluição do ar e perda de visão não tratada.</p>
<p>De acordo com Yngrid, há diversas estratégias que ajudam a preservar a cognição ao longo do envelhecimento. Muitas delas envolvem justamente o controle dos fatores de risco.</p>
<p>Isso quer dizer: controle adequado de doenças crônicas, principalmente diabetes, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia (alteração nos níveis de gorduras no sangue, como colesterol e triglicerídeos); alimentação saudável; atividade física; socialização (“a interação com amigos e familiares estimula continuamente o cérebro”, explica a geriatra); e detecção precoce da perda auditiva e seu tratamento, entre outras medidas.</p>
<h2>Novos medicamentos retardam a evolução do Alzheimer</h2>
<p>Quanto ao tratamento, a médica esclarece que ainda não há abordagens curativas. Além dos medicamentos usados para controlar sintomas, surgiram recentemente terapias que buscam interferir nos mecanismos da própria doença. Entre elas estão as terapias anti-amiloides.</p>
<p>São medicamentos desenvolvidos para agir sobre uma das alterações características do Alzheimer: o acúmulo, no cérebro, de uma proteína chamada beta-amiloide. Essa proteína pode formar placas entre os neurônios, associadas ao processo de degeneração provocado pela doença. As terapias anti-amiloides ajudam a reduzí-las.</p>
<p>No Brasil, há atualmente dois medicamentos desse tipo registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o donanemabe, aprovado em abril de 2025, e o lecanemabe, liberado em dezembro passado.</p>
<p>Segundo Yngrid, eles retardam a evolução da doença e mantêm o paciente mais funcional por mais tempo. No entanto, são terapias indicadas apenas para um grupo seleto de pacientes, com comprometimento cognitivo leve ou demência de Alzheimer leve. Antes de iniciar o tratamento, são necessários exames para confirmar se o paciente apresenta as alterações cerebrais sobre as quais esses medicamentos atuam e avaliar se a terapia é adequada para ele.</p>
<h2>Alertas e prevenção</h2>
<p>A campanha Setembro Lilás 2026  preparou um site repleto de informações abordando sintomas e maneiras de diminuir o risco de demência, além de desfazer mitos em relação à doença.  </p>
<h2>Atenção a estes sinais:</h2>
<p>• Esquecer com frequência informações recentes, compromissos ou conversas, a ponto de prejudicar a rotina.</p>
<p>• Fazer a mesma pergunta várias vezes, mesmo depois de receber a resposta.</p>
<p>• Ter dificuldade para realizar tarefas conhecidas, como cozinhar, pagar contas ou usar aparelhos.</p>
<p>• Perder-se em lugares conhecidos ou se confundir com datas, horários e trajetos.</p>
<p>• Ter dificuldade para encontrar palavras, esquecer nomes de objetos, interromper frases ou não conseguir acompanhar conversas.</p>
<p>• Apresentar mudanças de humor ou comportamento, como irritabilidade, apatia, desconfiança, ansiedade ou retraimento sem motivo claro.</p>
<p>• Ter mais dificuldade para tomar decisões, organizar tarefas, resolver problemas ou lidar com dinheiro.</p>
<p>• Perder o interesse por encontros, hobbies, compromissos ou atividades que antes davam prazer.</p>
<p>• Passar a precisar de ajuda em situações que antes realizava com independência.</p>
<p>Apresentar um desses sinais não significa necessariamente ter demência. As alterações, porém, indicam a necessidade de procurar avaliação profissional.</p>
<h2>Medidas para reduzir o risco de demência</h2>
<p>• Controlar a hipertensão, a diabetes e o colesterol.</p>
<p>• Praticar atividade física regularmente.</p>
<p>• Parar de fumar.</p>
<p>• Evitar o consumo excessivo de álcool.</p>
<p>• Identificar e tratar a perda auditiva.</p>
<p>• Identificar e tratar problemas de visão.</p>
<p>• Cuidar da saúde mental, incluindo a identificação e o tratamento da depressão.</p>
<p>• Manter vínculos sociais e participar de atividades de convivência.</p>
<p>• Ter acesso à educação e continuar aprendendo ao longo da vida, o que contribui para fortalecer a chamada reserva cognitiva, capacidade do cérebro de lidar melhor com alterações e danos.</p>
<p>Nem todos os fatores de risco dependem de escolhas individuais. Condições sociais, ambientais e de acesso à saúde também influenciam o risco de demência, e a proteção da saúde cerebral deve ocorrer ao longo de toda a vida.</p>
<h2>Mitos sobre Alzheimer e outras demências</h2>
<p>“Demência é uma consequência natural do envelhecimento”</p>
<p>A demência não faz parte do envelhecimento normal. Considerar alterações importantes de memória e outras capacidades cognitivas apenas como consequência da idade pode atrasar a procura por ajuda e o diagnóstico.</p>
<p>“Pessoas com demência são incapazes”</p>
<p>Pessoas nos estágios inicial ou moderado podem manifestar suas necessidades e desejos e participar das decisões sobre o próprio tratamento e outros aspectos da vida.</p>
<p>“A pessoa com demência não precisa saber do diagnóstico”</p>
<p>A pessoa deve ser informada de forma cuidadosa para que possa participar das decisões, preservar sua autonomia, aderir ao tratamento e se preparar para as mudanças provocadas pela doença.</p>
<p>“Pessoas com demência são teimosas ou rebeldes”</p>
<p>Comportamentos interpretados dessa maneira podem estar relacionados à tentativa de preservar a autonomia diante das limitações impostas pela doença.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>prevencao-demencia</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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