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    <title>Global South World Brasil - Ajuda humanitária</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Colômbia: ajuda humanitária tem ideologia política?</title>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 20:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Após o violento terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10/8), uma controvérsia se espalhou pelas redes sociais e imprensa nos últimos dias. Afinal, o governo do recém-eleito presidente Abelardo De La Espriella foi ideologicamente seletivo na hora de aceitar ou recusar ajuda humanitária? </p>
<p>Na quarta-feira (12/08), o ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, negou que o país tenha descartado colaborações de determinados países. E disse que não há qualquer critério ideológico ou político envolvido nesse processo.</p>
<p>O próprio Espriella fez um discurso recente em que declarou que esse é um dos momentos de maior solidariedade para com o país, e que essa reconstrução independe de ideologias ou posicionamentos políticos.</p>
<p>Passa de 280 o número de mortos por conta do terremoto. Além disso, há cerca de 3.800 feridos e 377 desaparecidos. Mais de 40 mil famílias foram atingidas.</p>
<p>Após o tremor da segunda-feira, que atingiu 7,4 de magnitude, um novo episódio ocorreu na quinta-feira (13/08), dessa vez mais brando, registrando 3,8.</p>
<p>Vídeos exibidos no início da semana mostraram pessoas desabrigadas sem apoio formal no sentido de receber água, alimentação ou poder ir ao banheiro.</p>
<p>Paralelamente, começaram a correr rumores de que o governo Espriella só estaria aceitando a ajuda de equipes de países alinhados politicamente à direita, como a sua gestão. Na quinta-feira (14/8), no entanto, começaram a ser divulgados desmentidos sobre essa postura. </p>
<p>Uma das explicações, veiculada pelo portal Meridiano, dava conta que a medida havia sido implementada pelo ex-diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), Javier Pava, que fazia parte do governo anterior e estava à frente da agência até 11 de agosto.</p>
<p>O argumento era de que a própria Colômbia teria capacidade de lidar com a situação e que as ofertas de apoio deveriam ser avaliadas.</p>
<p>Nesse sentido, o país teria inicialmente recusado a mão estendida de nações que haviam disponibilizado equipes de busca e resgate para a Colômbia.</p>
<p>Segundo a reportagem do Meridiano, Pava teria estabelecido como prioridade o apoio de grupos especializados em gestão tecnológica da informação – o que os Estados Unidos estavam oferecendo, por exemplo.</p>
<p>Além dos EUA, o governo colombiano aceitou, em princípio, a entrada de times de resgate de apenas três outros países: Equador, El Salvador e Israel. Daí as suspeitas de atrelar a ajuda humanitária dentro do país ao alinhamento ideológico.</p>
<p>No entanto, o governo colombiano, num primeiro momento, também disse não a propostas de ajuda de nações como Chile e Argentina – que são comandados por governos de direita, assim como o de Espriella.</p>
<p>O fato é que a postura inicial do governo colombiano pegou mal internacionalmente. Principalmente ao se considerar que as primeiras 72 horas, em tragédias como essa, são decisivas para o resgate de sobreviventes soterrados sob escombros.</p>
<h2>Doze países vão apoiar a população colombiana</h2>
<p>Movido ou não pelos questionamentos políticos, o governo colombiano divulgou que vai receber ajuda humanitária de 12 países, incluindo o Brasil.</p>
<p>Apesar disso, reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirma que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, havia dito que entraves burocráticos estariam dificultando a entrada de brigadas militares do país na Colômbia, para ajudar nos resgates.</p>
<p>A União Europeia revelou que vai ajudar a Colômbia com € 2 milhões. Por sua vez, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão doar US$10 milhões. Enquanto isso, os Estados Unidos destinaram cerca de US$15 milhões ao país.</p>
<p>Entre outras nações que estão participando dos esforços humanitários pós-terremoto estão Equador, El Salvador, Japão, México, Suécia e Suíça.</p>
<p>A Organização das Nações Unidas liberou US$5 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergência para a Colômbia, com o objetivo de prover alimentos, kits de higiene e abrigos temporários para os milhares de desabrigados.</p>
<p>Nesta mesma semana, o  secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth , confirmou que a  Colômbia vai permitir operações militares dos Estados Unidos  em seu território.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">ONU News/Valentina Escobar Salazar</media:credit>
        <media:title>resgate-colômbia</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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