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    <title>Global South World Brasil - Aids</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Epidemia de Aids pode retornar; Brasil teve aumento de novos casos em 15 anos</title>
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      <pubDate>Tue, 28 Jul 2026 11:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostra que há risco de a epidemia ressurgir. O estudo aponta que a redução do financiamento internacional e cortes nos serviços comunitários e de prevenção em vários países estão entre os fatores que podem levar a esse retorno.</p>
<p>Os dados foram apresentados na 26ª Conferência Internacional de Aids, que acontece no Rio de Janeiro até a sexta-feira, 31.</p>
<p>Segundo o relatório, em 2025, houve 1,2 milhão de novas infecções por HIV no mundo. Em 2010, esse número foi de 2,1 milhões. Isso representa uma queda de 42% no período.</p>
<p>Em relação às mortes relacionadas à Aids, entre 2010 e 2025, o número anual caiu de 1,3 milhão para 570 mil, uma redução de 57%.</p>
<p>De acordo com o Unaids, registros de novos casos e de mortes relacionadas à Aids estão nos níveis mais baixos dos últimos 30 anos.</p>
<p>Mas a resposta ao avanço da síndrome não é igual na análise por países. Ou seja, os esforços para acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030 – meta do programa – estão sob risco, “a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam abordadas”, como ressalta o Unaids.</p>
<p>Os índices de novas infecções por HIV, no período entre 2010 e 2025, aumentaram em três regiões (América Latina, 25%; Oriente Médio e norte da África,78%; e Europa Oriental e Ásia Central, 17%).</p>
<p>Na relação dos países, sob essa análise, 21 países tiveram aumento superior a 20%. Entre eles, o Brasil.</p>
<p>Por outro lado, sete nações alcançaram uma redução de aproximadamente 80% nas novas infecções desde 2010. A meta é chegar a 90% em 2030. Os sete países são: Benin, Eswatini (antiga Suazilândia), Quênia, Lesoto, Nepal, Ruanda e Zimbábue.</p>
<p>Além disso, 11 nações atingiram as metas de tratamento “95-95-95”. O conceito significa: 95% das pessoas que vivem com HIV sabem que estão infectadas; 95% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento com antirretrovirais; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida, condição que preserva a saúde e reduz o risco de transmissão a níveis próximos de zero.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as0uEnM6TFLdUQ5sD.png?width=800&height=600&quality=75" alt="O infográfico mostra a evolução dos quadros de novas infecções de HIV."/>
<h2>Brasil amplia acesso à profilaxia preventiva</h2>
<p>Apesar de estar na lista dos países que registraram aumento das novas infecções desde 2010, o Brasil tem números positivos em outra frente. O relatório indica que aumentou em 41% o número de pessoas que utilizaram PrEP (profilaxia pré-exposição) ao HIV pelo menos uma vez no ano, passando de 165 mil em 2024 para 233 mil em 2025. Esse crescimento é um exemplo de expansão da prevenção, em contraste com países que sofreram forte redução no acesso a esse tipo de profilaxia devido aos cortes de financiamento.</p>
<p>PrEP é um tratamento preventivo com medicamentos antirretrovirais destinado a pessoas sem HIV, mas com maior risco de infecção. Quando tomada corretamente, reduz de forma significativa a chance de adquirir o vírus.</p>
<h2>Cortes no financiamento ameaçam contenção de epidemia</h2>
<p>Como o relatório demonstra, o financiamento internacional para o HIV proveniente de diversos países caiu mais de US$ 1,5 bilhão, passando de US$ 8,8 bilhões em 2024 para US$ 7,3 bilhões em 2025, uma redução de 18% e o menor nível registrado em quase duas décadas.</p>
<p>O documento ressalta que os serviços de prevenção ao HIV eram amplamente financiados por recursos internacionais. Na África Subsaariana, 83% do financiamento para prevenção veio de apoio externo.</p>
<p>Na ausência do apoio de países e organismos doadores e sem investimentos domésticos mais robustos, os serviços de prevenção e a prestação de serviços de HIV liderados por comunidades correm risco de colapso.</p>
<h2>OMS: nove milhões de pessoas no mundo sem tratamento</h2>
<p>No mesmo dia da apresentação do relatório, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que, até o fim de 2025, cerca de 32 milhões de pessoas vivendo com HIV recebiam tratamento.</p>
<p>Mas nove milhões ainda não têm acesso à terapia preconizada pelas autoridades sanitárias. Outro ponto destacado pela OMS é que as novas infecções continuam aumentando em várias regiões, sobretudo entre populações-chave, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans e pessoas privadas de liberdade.</p>
<h2>Quais são os novos medicamentos de prevenção?</h2>
<p>Apesar dos desafios, o Unaids afirma que a ciência oferece uma oportunidade inédita para melhorar o controle da epidemia. Começa a chegar ao mercado uma nova geração de medicamentos de longa duração, indicados para prevenir a infecção pelo HIV em pessoas que não têm o vírus, mas apresentam maior risco de exposição. Um deles é o cabotegravir, aplicado por injeção a cada dois meses e já recomendado pela OMS.</p>
<p>Outro é o lenacapavir, aplicado por injeção apenas duas vezes ao ano. Em estudos clínicos, ele demonstrou um nível de proteção contra o HIV comparável ao das vacinas, embora não funcione como uma vacina tradicional.</p>
<p>Para o programa da ONU, o principal desafio deixou de ser o desenvolvimento dessas tecnologias e passou a ser garantir sua produção em escala e o acesso equitativo, especialmente nos países de baixa e média renda.</p>
<p>No Brasil, uma dessas inovações pode chegar ao SUS. Na segunda-feira, 27, o Ministério da Saúde informou que enviará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) o pedido para incluir o cabotegravir, da ViiV Healthcare, empresa controlada majoritariamente pela GSK. O governo teria acertado com o laboratório um “valor adequado” para a compra (os números não foram revelados).</p>
<p>Já o lenacapavir, da Gilead Sciences, ficou de fora. O medicamento custa cerca de US$ 28,2 mil por pessoa ao ano nos Estados Unidos — aproximadamente R$ 136 mil —, mas ainda não tem preço comercial oficial no país. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a fabricante recusou a proposta do governo mesmo após o Brasil aceitar pagar até dez vezes o preço oferecido a nações como Indonésia e Tailândia.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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