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    <title>Global South World Brasil - Agricultura</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Eleições 2026 |  Ronaldo Caiado quer atrair eleitor de direita com agenda conservadora</title>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 20:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Ronaldo Ramos Caiado, de 76 anos, é médico, produtor rural, ex-governador de Goiás e candidato do PSD à Presidência da República nas eleições de 2026. Nascido em 25 de setembro de 1949, em Anápolis (GO), pertence a uma tradicional família de proprietários rurais e políticos goianos. Formado em Medicina, com especialização em ortopedia, iniciou sua projeção nacional como uma das principais lideranças do setor agropecuário.</p>
<p>Caiado entrou na política partidária nos anos 1980, impulsionado por sua atuação como presidente da União Democrática Ruralista (UDR), entidade criada em meio aos conflitos políticos em torno da reforma agrária. Em 1989, aos 40 anos, disputou pela primeira vez a Presidência da República, pelo então PSD, terminando a eleição com menos de 1% dos votos. Posteriormente, construiu uma longa carreira no Congresso Nacional, cumprindo cinco mandatos como deputado federal e sendo eleito senador por Goiás em 2014.</p>
<p>Em 2018, Caiado foi eleito governador de Goiás já no primeiro turno, com 59,7% dos votos válidos. Quatro anos depois, conquistou a reeleição também no primeiro turno. À frente do estado, fez da segurança pública uma das principais vitrines de sua administração, defendendo políticas de endurecimento no combate ao crime e atribuindo à sua gestão a forte redução de indicadores de criminalidade. Também buscou construir uma imagem de gestor fiscalmente conservador e defensor do agronegócio.</p>
<p>Politicamente, Caiado tem uma trajetória ligada à direita e ao conservadorismo, mas manteve uma relação marcada por aproximações e divergências com Jair Bolsonaro. Em janeiro de 2026, deixou o União Brasil e ingressou no PSD, partido comandado por Gilberto Kassab. Em março, foi escolhido como pré-candidato da legenda e, em 26 de julho, teve sua candidatura presidencial oficializada, com Kassab como candidato a vice-presidente.</p>
<p>Na disputa de 2026, Caiado tenta se apresentar como uma alternativa à polarização entre Lula e o bolsonarismo, embora dispute diretamente com Flávio Bolsonaro uma parcela importante do eleitorado conservador. Sua campanha tem como eixos segurança pública, responsabilidade fiscal, redução das despesas obrigatórias e endurecimento das leis penais. Entre suas propostas estão maior integração das forças policiais, penas mais duras para integrantes de facções criminosas e redução da maioridade penal para 16 anos em crimes graves.</p>
<p>Caiado chega, portanto, à sua segunda disputa pela Presidência 37 anos depois de sua primeira candidatura, apostando em uma combinação de experiência política, dois mandatos à frente de Goiás e um discurso conservador na segurança e na economia. Seu principal desafio é romper a polarização eleitoral e transformar sua projeção regional em apoio nacional suficiente para disputar uma vaga no segundo turno.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil pode superar os EUA na liderança das exportações agrícolas</title>
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      <pubDate>Tue, 21 Jul 2026 15:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil pode ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador agrícola do mundo ainda em 2026. Em 2025, os norte-americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, de acordo com o Departamento de Agricultura do país. O Brasil vendeu aproximadamente US$ 169 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura. A diferença foi, portanto, de US$ 2 bilhões. Em 2021, os norte-americanos exportavam US$ 56 bilhões a mais que os brasileiros.</p>
<p>A possibilidade de os produtores brasileiros assumirem a dianteira nesse campo foi apontada nesta terça-feira, 21, pelo jornal britânico   Financial Times , que analisou a perda de espaço dos produtores norte-americanos e o avanço brasileiro no comércio internacional.</p>
<p>No primeiro semestre de 2026, as vendas externas do agronegócio brasileiro aumentaram 6% e alcançaram o recorde de US$ 87 bilhões. Esse é o maior valor para os primeiros seis meses do ano desde o início da série histórica, em 1997. Mantida essa trajetória, o Brasil poderá assumir a liderança mundial neste ano.</p>
<p>O país já ocupa posições de destaque nas exportações de soja, carne bovina, carne de frango, café, açúcar e suco de laranja. Além disso, em 2024, ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador mundial de algodão.</p>
<h2>China mudou o destino de suas compras</h2>
<p>Analistas ouvidos pelo  Financial Times  em Iowa, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, e no Mato Grosso apontam a guerra comercial iniciada pelo presidente Donald Trump, em 2018, como um dos fatores centrais dessa mudança.</p>
<p>Naquele ano, Washington impôs tarifas sobre produtos chineses, e Pequim retaliou com uma taxa adicional de 25% sobre a soja norte-americana. O produto dos Estados Unidos perdeu competitividade na China, que transferiu parte das compras para o Brasil.</p>
<p>Nos primeiros seis meses do ano comercial 2018/2019, as importações chinesas de soja americana caíram de 24,4 milhões para 2,7 milhões de toneladas, enquanto as compras do produto brasileiro aumentaram de 14,2 milhões para 25,7 milhões. As relações comerciais e as rotas de abastecimento criadas desde então se consolidaram.</p>
<p>Dados da plataforma de comércio internacional da ONU, a UN Comtrade, mostram que, em 2016, a China comprava volumes semelhantes de soja brasileira e norte-americana. Depois da disputa tarifária, as trajetórias se distanciaram. Em 2025, o Brasil vendeu mais de 80 milhões de toneladas de soja ao mercado chinês, enquanto as exportações norte-americanas do grão para o país asiático ficaram abaixo de 10 milhões de toneladas.</p>
<p>As relações comerciais, a capacidade de processamento e as rotas de transporte construídas desde então se consolidaram, dificultando a recuperação dos fornecedores dos Estados Unidos. As novas disputas tarifárias promovidas por Trump em seu segundo mandato ampliaram a incerteza enfrentada pelos agricultores norte-americanos.</p>
<p>O governo dos Estados Unidos, porém, contesta a avaliação de declínio. O Departamento de Agricultura projeta exportações de US$ 174 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro de 2026 e afirma estar trabalhando para abrir mercados. O país continua sendo o maior exportador mundial de milho, mas sua participação nesse comércio caiu de 68%, há duas décadas, para aproximadamente 30% atualmente.</p>
<h2>Produção elevada e margens menores nos EUA</h2>
<p>A reportagem do  Financial Times  destaca que os Estados Unidos continuam capazes de produzir grandes safras. O problema está na combinação de preços baixos, perda de mercados externos, custos elevados e crescente dependência de subsídios governamentais.</p>
<p>Estimativas da American Farm Bureau Federation, uma das principais organizações de representação dos agricultores e pecuaristas norte-americanos, indicam prejuízos de US$ 138 por acre no cultivo da soja, US$ 167 no milho, US$ 145 no trigo e US$ 406 no algodão.</p>
<p>Com isso, mesmo propriedades altamente produtivas enfrentam dificuldades para obter lucro. O cenário pode acelerar a concentração das terras em fazendas maiores e reduzir ainda mais o número de agricultores no país.</p>
<h2>Ascensão brasileira começou antes das tarifas</h2>
<p>O  Financial Times  ressalta que o avanço do Brasil não é apenas consequência da política comercial norte-americana. A transformação vem sendo construída ao longo de décadas por meio da expansão territorial, da correção de solos pobres em nutrientes e do desenvolvimento de variedades adaptadas ao clima tropical.</p>
<p>De acordo com a reportagem, o país, que ainda dependia de importações para alimentar sua população na década de 1970, tornou-se um dos principais fornecedores de alimentos do mundo. A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas mais que dobrou em 13 anos e atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025.</p>
<p>Uma das vantagens é a possibilidade de obter duas safras no mesmo terreno durante o ano. Em áreas irrigadas, podem ser realizadas até três colheitas. No Mato Grosso, mais da metade das terras cultivadas recebe uma segunda plantação, geralmente de milho ou algodão, depois da colheita da soja. O cultivo contínuo permite dividir os custos fixos entre diferentes safras e melhorar as margens das propriedades.</p>
<p>Apesar da expansão, os produtores brasileiros não estão livres de dificuldades. O jornal britânico aponta os juros elevados, a queda dos preços de algumas commodities e a dependência de fertilizantes importados entre os principais riscos.</p>
<p>O Brasil compra no exterior aproximadamente 85% dos fertilizantes de que necessita. Os preços desses produtos aumentaram com a guerra entre Estados Unidos e Irã, elevando os custos de produção.</p>
<p>Em relação ao Mato Grosso, pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, estimaram que o lucro da soja caiu para US$ 10 por acre na última colheita, o menor nível em duas décadas. Ainda assim, o Brasil entrou no atual período de instabilidade em uma posição mais favorável, com presença dominante no mercado chinês de soja e uma estrutura de produção capaz de sustentar sua expansão internacional.</p>
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        <media:title>cultura de algodão</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>A fronteira agrícola e as eleições de outubro</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/a-fronteira-agricola-e-as-eleicoes-de-outubro</link>
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      <pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:24:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançou o relatório "Como a fronteira agrícola vê as relações internacionais", uma pesquisa de opinião pública com mil adultos, em 70 municípios do Centro-Oeste e Norte do Brasil, área conhecida como a fronteira agrícola do país. É também considerada uma das regiões eleitorais mais expostas internacionalmente entre as grandes democracias da América Latina. </p>
<p>O levantamento diz que, até o momento, não existiam dados sistemáticos sobre como os moradores das duas regiões brasileiras enxergam as potências estrangeiras, as regras comerciais e os regimes regulatórios que estruturam suas vidas economicamente.  </p>
<p>Devido à sua exposição econômica internacional e peso na economia brasileira, a fronteira agrícola do Brasil responde por aproximadamente 15% do eleitorado nacional, e emerge como um núcleo decisivo nas eleições presidenciais de outubro de 2026, destaca o relatório da FGV, que tem como autores Matias Spektor, Guilherme N. Fasolin e Enrico Recco. </p>
<p>Os dados mostram que o Centro-Oeste e o Norte juntos respondem por aproximadamente 16% do PIB brasileiro e geram cerca de 25% do total das exportações — equivalente a US$ 86,6 bilhões em 2025. O Centro-Oeste sozinho produz 48% da produção brasileira de grãos e oleaginosas e, em conjunto com o Norte, detém 58% do rebanho bovino nacional.  </p>
<p>Essa concentração da produção em um conjunto restrito de  commodities  comercializadas globalmente — principalmente soja e carne bovina — torna a fronteira extremamente sensível às variações na demanda internacional, na política comercial e nos padrões regulatórios. </p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as6GEm3KIpy5RO8br.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Por que a fronteira agrícola importa é uma imagem tirada do estudo da FGV"/>
<p>Em razão da região ser profundamente integrada aos mercados globais, o relatório examinou três atores externos: a China como compradora dominante da produção de  commodities  da região, os Estados Unidos como provedores da tecnologia, logística e infraestrutura corporativa que levam essa produção ao mercado, e a União Europeia como autoridade regulatória cujos padrões ambientais condicionam cada vez mais o acesso a mercados consumidores de alto valor.  </p>
<p>O relatório, que foi financiado em parte pelo Departamento de Estado dos EUA, examina como os moradores da fronteira agrícola enxergam cada um desses atores. </p>
<p>Na avaliação dos entrevistados, a dependência econômica da China não compra confiança política. O país asiático absorveu 80% das exportações de soja e 86% das exportações de carne bovina da fronteira em 2022, mas os moradores confiam substancialmente mais nos Estados Unidos.  </p>
<p>A parcela de entrevistados que descrevem os EUA como “muito confiáveis” supera a da China em mais de 9 pontos percentuais, e a confiança na China caiu quase 20 pontos desde 2017 — mesmo com o crescimento dos volumes comerciais.  </p>
<p>Os Estados Unidos são vistos como uma presença tanto econômica quanto política; a China é percebida principalmente como um ator econômico cuja influência política permanece indefinida e aberta a reinterpretações. Enquanto isso, empresas norte-americanas foram responsáveis por 47,9% das exportações de soja da fronteira para a China. </p>
<p>Com relação à regulação ambiental da União Europeia, o relatório diz que quase três quartos dos entrevistados concordam que cumprir os requisitos ambientais relacionados ao comércio com a UE fortaleceria a reputação internacional do Brasil. </p>
<p>No entanto, dois terços também concordam que a conformidade reduziria a competitividade dos produtos brasileiros, e 61,5% acreditam que as regulações servem principalmente aos interesses econômicos europeus.  </p>
<p>Essas avaliações coexistem: os entrevistados tratam a conformidade como benéfica para o posicionamento do Brasil e, simultaneamente, onerosa para os produtores, sem considerar que uma cancela a outra. O resultado é uma conformidade pragmática, não um alinhamento normativo. </p>
<p>O levantamento mostra ainda que 44% dos entrevistados se identificam politicamente como de direita. Para 56% das pessoas, o governo interfere demais na vida cotidiana. Além disso, 64% acreditam que a regulação dos negócios pelo governo faz mais mal do que bem, e dois terços são favoráveis à flexibilização das regulações ambientais domésticas.  </p>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>6 mulheres que estão transformando o futuro agrícola da África com tecnologia</title>
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      <pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em todo o continente, as mulheres contribuem significativamente para a produção agrícola e para os sistemas alimentares, mas continuam a enfrentar grandes barreiras quando tentam deixar de ser apenas agricultoras e produtoras para se tornarem fundadoras de tecnologia, empreendedoras e líderes industriais.</p>
<p>O desequilíbrio é evidente em meio ao rápido crescimento do setor de agrotecnologia, no qual as empresas lideradas por mulheres recebem uma fração menor do investimento disponível em comparação aos homens. Embora a agricultura continue a ser um dos setores econômicos mais importantes de África, as mulheres empreendedoras que trabalham na agricultura e na tecnologia enfrentam frequentemente dificuldades devido ao acesso limitado a capital, redes de contato e visibilidade.</p>
<p>Mas por trás da lacuna de financiamento estão histórias de mulheres que transformam silenciosamente os sistemas alimentares do continente por meio de inovações como ferramentas de inteligência artificial que aconselham os agricultores, a criação de plataformas digitais que ligam os proprietários de gado a serviços veterinários, o desenvolvimento de empresas de agricultura climática inteligente e a utilização da tecnologia para combater a insegurança alimentar e as mudanças climáticas.</p>
<p>Aqui estão algumas das mulheres que mudam o futuro da agricultura africana.</p>
<h2>Priscillah Wakarera, CEO da Rhea Soil (Quênia)</h2>
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<p>No Quênia, a cientista do solo Priscillah Wakarera estuda a fraca saúde do solo, um desafio que tem prejudicado silenciosamente a produtividade agrícola há décadas.</p>
<p>Como fundadora e CEO da Rhea Soil, Wakarera desenvolveu uma tecnologia que combina sensores IoT, aprendizagem automática e conhecimento agrícola local para tornar os testes de solo mais rápidos, mais baratos e acessíveis aos agricultores.</p>
<p>Ela inspirou-se depois de ver como os métodos tradicionais de teste de solo desincentivavam os agricultores.</p>
<p>“Recolhemos mais de 100 amostras de solo, esperando os resultados em duas semanas. Demorou três meses. Os agricultores acharam o processo tão enfadonho que não quiseram mais fazer. Foi aí que percebi que tinha de haver uma forma melhor”, explicou em uma  entrevista .</p>
<p>Os dispositivos portáteis de teste de solo desenvolvidos por Priscillah podem reduzir o tempo de análise de semanas para minutos, permitindo que os agricultores recebam recomendações imediatas enquanto trabalham nas suas explorações agrícolas.</p>
<p>A empresa expandiu-se por todo o Quênia, alcançando milhares de agricultores por meio de redes de agrônomos, e também testou as suas soluções na Tanzânia e em Ruanda.</p>
<p>Priscillah  Wakarera também criou um chatbot de WhatsApp alimentado por IA que funciona como um agrônomo virtual, fornecendo aos agricultores aconselhamento agrícola em vários idiomas.</p>
<p>“Os agricultores só precisam enviar um simples ‘olá’ para começar”, disse ela, explicando que o chatbot pode apoiar os agricultores com conselhos sobre culturas, identificação de pragas e recomendações de nutrientes.</p>
<p>A sua inovação tirou a inteligência artificial dos laboratórios para transformá-la em uma ferramenta prática nas mãos dos agricultores rurais.</p>
<h2>Dorcas Lukwesa, fundadora da Mobile Aquaponics (Zâmbia)</h2>
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<p>Dorcas Lukwesa é a fundadora da Mobile Aquaponics, um empreendimento social dedicado a fornecer uma resposta resiliente às alterações climáticas por meio de uma técnica agrícola inovadora chamada aquaponia.</p>
<p>A aquaponia é o cultivo de peixes e vegetais em um ecossistema construído e de recirculação que utiliza ciclos bacterianos naturais para converter os resíduos dos peixes em nutrientes para as plantas.</p>
<p>O sistema utiliza 90% menos água do que a agricultura tradicional. É 70% mais produtivo, não necessita de solo, não tem ervas daninhas, tem menos pragas e pode ser construído em qualquer escala, em qualquer parte do mundo.</p>
<p>“Vivi em primeira mão o impacto das alterações climáticas, que provocam uma meteorologia imprevisível, não tendo comida suficiente para nos sustentar quando as secas ou as cheias destruíram as nossas culturas”, afirmou numa  entrevista , aconselhando os agricultores a olharem para a sustentabilidade alimentar.</p>
<p>“Uma coisa que aprendi e que ficou gravada em mim: cada ação em prol da segurança alimentar deve ser sempre acompanhada de sustentabilidade. Podemos resolver a fome hoje, mas na verdade causar a fome de amanhã”, afirmou.</p>
<h2>Martha Fanny Gaisie, CEO da Healthy Choice Agro Consult (Gana)</h2>
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<p>A fundadora e CEO da Healthy Choice Agro Consult, Martha Fanny Gaisie, dedicou-se ao cultivo de cogumelos depois de testemunhar como as alterações climáticas estavam afetando os meios de subsistência rurais.</p>
<p>Para ela, o cultivo de cogumelos tornou-se uma alternativa inteligente contra os desafios do clima, uma vez que o seu negócio utiliza a serradura residual das serrações de madeira como composto, enquanto o substrato de cogumelos restante é transformado em fertilizante orgânico.</p>
<p>“Nos últimos anos, o tempo tornou-se mais imprevisível. Os poços secam após uma seca prolongada. Também temos incêndios florestais que podem queimar toda a propriedade de alguém. Os cogumelos são uma cultura inteligente face ao clima porque não há necessidade de cortar árvores ou queimar culturas. Eles crescem numa área fechada”, disse ela à CAMFED em uma  entrevista .</p>
<p>Para além da produção, ela utilizou o seu negócio para gerar emprego, dar formação a mulheres e apoiar a capacitação dos jovens por meio da sua fundação.</p>
<h2>Peninah Wanja, fundadora da DigiCow (Quênia)</h2>
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<p>Peninah Wanja é uma técnica de extensão agrícola no Quênia que identificou um problema na produção de leite e decidiu resolvê-lo.</p>
<p>Ao crescer no Quênia, viu a sua mãe lutar para conseguir leite suficiente da vaca da família, apesar de investir tempo e esforço em cuidar dela.</p>
<p>“Apesar de todo o esforço dela, a vaca produzia apenas duas chávenas de leite por dia. Essa experiência ficou gravada em mim. Quando olhamos para as estatísticas, um técnico de extensão atende cerca de 4.000 agricultores. Isso significa que a maioria dos agricultores é deixada por conta própria para descobrir as coisas”,  disse  Wanja à Mercy Corps AgriFin.</p>
<p>Essa lacuna levou-a a criar a DigiCow Africa Limited, uma plataforma digital que ajuda os produtores de leite a melhorar a produtividade por meio de dados. A aplicação DigiCow permite aos agricultores acompanhar a produção de leite, os ciclos de reprodução, a saúde animal e acessar serviços veterinários.</p>
<p>Para superar as barreiras, incluindo o baixo letramento digital, a empresa introduziu serviços de aconselhamento baseados em voz e ferramentas que permitem aos trabalhadores de saúde animal recolher dados das explorações agrícolas em nome dos agricultores.</p>
<p>Hoje, a DigiCow apoia centenas de milhares de agricultores em todo o Quênia, ligando-os a técnicos de extensão, veterinários e prestadores de serviços agrícolas.</p>
<p>“As pessoas não achavam que uma mulher pudesse construir uma empresa de tecnologia que trabalha com veterinários e agricultores. Mas eu sabia que se construísse algo que resolvesse verdadeiramente os problemas dos agricultores, os resultados falariam mais alto do que o preconceito”, referiu ela sobre as percepções sobre as mulheres na tecnologia.</p>
<h2>Forget Shareka, CEO da Chashi Foods (Zimbábue)</h2>
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<p>Forget Shareka é especialista em perdas pós-colheita, um grande desafio que a agricultura africana enfrenta.</p>
<p>Por meio da Chashi Foods, ela transforma o excedente de fruta e vegetais em produtos secos, ajudando os agricultores a reduzir o desperdício e a aumentar os rendimentos.</p>
<p>“Muitas comunidades rurais africanas acabam perdendo uma grande parte das suas colheitas duramente conquistadas devido à falta de instalações de armazenamento a frio e de processamento pós-colheita. Quando os produtos perecem, não é apenas em detrimento dos agricultores e das famílias, mas também do ambiente, porque as culturas emitem metano à medida que se decompõem”,  disse  ela à CAMFED.</p>
<p>A sua empresa seca tomates, maçãs, bananas, mamões, pântanos, ervas aromáticas e especiarias. Para ela, reduzir o desperdício alimentar é uma missão econômica e ambiental.</p>
<h2>Olivia Kipo, Fundadora da Kobaa Farms (Gana)</h2>
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<p>Olivia Kipo fundou a Kobaa Farms para combater a escassez de alimentos causada por desafios agrícolas sazonais no Gana.</p>
<p>Kipo percebeu que muitos agricultores dependiam fortemente da chuva, deixando as comunidades vulneráveis durante as estações secas. Decidiu utilizar sistemas de irrigação e métodos de conservação de água para produzir vegetais durante todo o ano.</p>
<p>“Muitas das explorações agrícolas no norte do Gana não colhem produtos fora da época das chuvas. Isto significa que os vegetais se tornam mais caros, uma vez que têm de ser transportados do sul. Significa também que há menos oportunidades de emprego”, afirmou numa  entrevista .</p>
<p>Ela abastece hotéis, restaurantes e habitações, ao mesmo tempo que cria oportunidades de emprego local.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Ismail Akwei]]></dc:creator>
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