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    <title>Global South World Brasil - Ética</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Conheça o primeiro manual de jornalismo indígena do Brasil</title>
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      <pubDate>Sat, 15 Aug 2026 11:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Entender as raízes e acompanhar a evolução do povo brasileiro é extremamente importante para disseminar informação sobre o que anda acontecendo nos mais diversos cantos deste país tão diversos. O jornalismo e a educação cumprem parte disso. E agora ganharam uma ferramenta valiosa para explorar essas vertentes a partir da perspectiva indígena.</p>
<p>É o “Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena”, lançado neste mês na Câmara dos Deputados, em Brasília. </p>
<p>O título não é por acaso.“Boa notícia" é o significado da expressão  Poranga Marandúa,  na língua Nheengatu, da família Tupi-Guarani.</p>
<p>A iniciativa partiu da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), em parceria com mais de 40 povos indígenas. A primeira edição do  Poranga Marandúa  pode ser acessada online, de forma gratuita.</p>
<p>“Este manual carrega essa diversidade e reafirma nosso compromisso com uma comunicação construída a partir dos nossos territórios, das nossas línguas e dos nossos modos de contar histórias”, reforça Luciene Kaxinawá, coordenadora da Abrinjor.</p>
<p>Sônia Kaingáng, jornalista indígena pioneira e comunicadora do Inka, reforça que o manual é um instrumento de trabalho para jornalistas de todo o país, mas também um material educativo.</p>
<p>Isso tem um impacto direto nas escolas de jornalismo, como explica a pesquisadora e comunicóloga Andreza Baré. “Essa é uma grande oportunidade para os currículos, para as ementas dos cursos de jornalismo, incluírem esse manual como uma ferramenta pedagógica de redação antirracista para falar de povos indígenas e de outros povos e comunidades tradicionais", defende.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asGLDJeYkDW2aN5xX.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="O manual Poranga Marandúa foi criado pela Abrinjor em parceria com mais de 40 povos indígenas."/>
<h2>O objetivo do manual pode ser resumido em dois pontos principais:</h2>
<p>Os organizadores do documento explicam que o manual chega em um momento no qual a comunicação indígena vive um momento de afirmação e crescimento. </p>
<p>É um cenário com mais jornalistas e comunicadores indígenas atuando na grande imprensa, veículos de comunicação indígenas digitais e assessorias de comunicação de organizações indígenas e não indígenas – cobrindo desde questões culturais até pautas políticas. </p>
<p>O manual defende que o jornalismo indígena não é uma editoria ou um jornalismo étnico específico. É, sim, uma prática transversal e integradora, que comunica desde a resistência e denúncia de violações até vivências positivas e afirmativas dos povos indígenas.  </p>
<p>Além disso, promove uma comunicação de pertencimento, pautada na autonomia narrativa, no respeito às lideranças e no compromisso com as gerações futuras.</p>
<p>Aprende-se, por exemplo, que o jornalismo indígena se constrói a partir de três bases fundamentais:</p>
<h2>O que jornalistas não indígenas podem aprender</h2>
<p>O público-alvo, no entanto, não são apenas indígenas jornalistas, mas comunicadores de uma maneira mais ampla.</p>
<p>Isso porque  um dos propósitos do manual é contribuir para que os jornalistas, em geral, ao cobrir a pauta indígena, estabeleçam condutas comprometidas com o combate a injustiças e estereótipos.  </p>
<p>Para tanto, o Poranga Marandúa traz uma série de orientações profissionais da comunicação, no que diz respeito a temas associados aos povos indígenas.</p>
<p>Entre os tópicos destrinchados no manual estão:</p>
<p>“O Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena é fruto de um processo político, epistemológico e cultural que vem sendo construído pelos povos indígenas ao longo de décadas de luta por reconhecimento, direitos e autodeterminação narrativa.  Ele é a expressão do momento em que os povos indígenas passam ocupar o campo da comunicação como sujeitos da narrativa e não apenas como objetos da notícia”, afirma a  educadora, pesquisadora e gestora pública indígena Rita Potyguara, no prefácio. </p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram/ @lucienekaxinawa</media:credit>
        <media:title>Luciene-Kaxinawa</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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