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    <title>Global South World Brasil - Last news</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>A conta da covid grave em diabéticos pode durar meses</title>
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      <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 15:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pessoas com diabetes podem carregar por mais tempo os efeitos de uma internação por covid, com maior dificuldade para recuperar a autonomia e a qualidade de vida. É o que indica um estudo da Universidade de São Paulo (USP) com 870 pacientes monitorados sete meses após a hospitalização e que ainda estão sendo acompanhados pelos pesquisadores.</p>
<p>Os resultados desse trabalho mostram que entre os pacientes diabéticos houve menor   recuperação dos sintomas, maior fragilidade e incidência de quedas e pior desempenho físico e cognitivo. O estudo reforça, segundo os autores, a necessidade de acompanhamento mais cuidadoso e prolongado de pessoas com diabetes depois de formas mais graves da infecção.</p>
<p>O trabalho foi publicado na Scientific Reports, revista científica do grupo Nature. O artigo ainda passará pela edição final, mas a publicação disponibilizou uma versão para dar acesso aos resultados a outros pesquisadores.</p>
<h2>Quem são os pacientes que fazem parte do estudo</h2>
<p>Os pacientes faziam parte de um grupo de mais de três mil pessoas internadas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP entre março e setembro de 2020, antes do início da vacinação contra a covid.</p>
<p>Para essa pesquisa, foram avaliados 870 adultos que sobreviveram a quadros moderados ou graves: 320 tinham diabetes e 550 não tinham diagnóstico da doença. O acompanhamento ocorreu entre outubro de 2020 e março de 2021 e chegou a 7,1 meses depois da hospitalização.</p>
<p>Os participantes da pesquisa passaram por avaliação presencial, com questionários sobre sintomas e qualidade de vida, exame físico e exames laboratoriais. A análise também considerou a gravidade da internação, incluindo passagem pela UTI, uso de oxigênio, intubação e necessidade de diálise.</p>
<p>Ao final do período, 89,8% dos participantes com diabetes tinham se recuperado dos sintomas, ante 94,3% daqueles sem a doença. A relação entre diabetes e menor recuperação continuou aparecendo depois que os pesquisadores levaram em conta fatores como idade, sexo, circunferência abdominal e doença cardiovascular anterior à covid.</p>
<h2>Dificuldade para recuperar a autonomia</h2>
<p>Os resultados mais evidentes aparecem quando se observa como essas pessoas estavam vivendo meses depois da alta.</p>
<p>Entre os pacientes com diabetes, 21,1% relataram quedas, contra 11,1% entre aqueles sem a doença. O primeiro grupo já apresentava maior fragilidade anteriormente, mas foi o único em que os pesquisadores detectaram aumento significativo dessa condição depois da covid.</p>
<p>Também foram observadas mais dificuldades de mobilidade e para executar atividades cotidianas, além de dor ou desconforto. Em uma avaliação da capacidade funcional desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os participantes com diabetes tiveram resultados piores nos domínios físico e cognitivo.</p>
<p>A recuperação pode ter sido influenciada por uma combinação de fatores. Os pacientes com diabetes passaram, em mediana, 16 dias hospitalizados, três a mais do que os demais, e ficaram 11 dias na UTI, ante nove. Os autores apontam que períodos maiores de imobilização, com perda de massa muscular, podem contribuir para uma recuperação mais difícil.</p>
<p>Há ainda características próprias do diabetes. Inflamação sistêmica de baixo grau, resistência à insulina e alterações nos vasos sanguíneos são frequentes em pessoas com a doença e podem se somar aos efeitos provocados pela infecção. Seis meses depois, o grupo ainda apresentava alterações em diferentes indicadores laboratoriais, que os pesquisadores relacionam à maior frequência de complicações e ao pior estado geral de saúde.</p>
<h2>Efeitos cardiovasculares</h2>
<p>Complicações cardiovasculares também estiveram entre os problemas associados ao diabetes durante o período de acompanhamento.</p>
<p>A análise inicial encontrou maior frequência de infarto, angina, miocardite e pericardite. Quando fatores que poderiam interferir nos resultados foram considerados, infarto e angina isoladamente deixaram de apresentar associação estatística com o diabetes, mas a associação com complicações cardiovasculares de maneira mais ampla permaneceu.</p>
<p>Ao reunir os resultados, os pesquisadores apontam como principais problemas entre os pacientes com diabetes as complicações cardiovasculares, fragilidade, dor, pior qualidade de vida e comprometimento dos desempenhos físico e cognitivo.</p>
<h2>Casos de diabetes surgiram após a covid</h2>
<p>O estudo identificou ainda diabetes em 40 pessoas que não tinham diagnóstico anterior, o equivalente a 7,3% dos participantes inicialmente classificados como não diabéticos. Os pesquisadores ressaltam que não é possível separar com segurança casos efetivamente surgidos depois da infecção daqueles em que a doença já estava em desenvolvimento e ainda não tinha sido diagnosticada.</p>
<p>A hipótese discutida pela equipe é que, em pessoas predispostas, o processo inflamatório provocado pela infecção possa acelerar ou revelar alterações metabólicas já em curso. Fatores associados ao período da pandemia, como sedentarismo, estresse, alimentação inadequada e obesidade, também podem ter contribuído.</p>
<h2>Pesquisa acompanha efeitos por mais tempo</h2>
<p>A investigação não terminou nessa avaliação. A equipe continua acompanhando os pacientes e agora analisa dados coletados três anos após a infecção, segundo a Agência Fapesp. A nova etapa poderá ajudar a esclarecer como evoluíram, ao longo dos anos, as alterações encontradas nos primeiros meses.</p>
<p>Os resultados publicados até agora devem ser entendidos dentro do contexto em que a pesquisa foi realizada: são pacientes que tiveram covid moderada ou grave, precisaram de hospitalização e adoeceram antes da vacinação. Os próprios autores ressaltam que as conclusões não podem ser estendidas a pessoas que tiveram formas leves ou assintomáticas da doença.</p>
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        <media:title>diabetes-exame</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Crise no STF mobiliza direita em ato de Flávio pelo 7 de Setembro</title>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 23:51:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Palco das principais manifestações da direita no feriado de 7 de Setembro, a Avenida Paulista reforçou o  STF (Supremo Tribunal Federal) como principal elo de mobilização deste campo em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) .</p>
<p>Na semana em que mensagens extraídas pela Polícia Federal do aparelho celular de Daniel Vorcaro, presidiário e proprietário do Banco Master, e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo explicitaram a  profundidade de sua relação com o ministro Alexandre de Moraes , a principal pauta do ato estava colocada.</p>
<p>Centenas de manifestantes pediam o impeachment de Moraes em faixas, bonecos e adesivos. Por sua vez, outras centenas apoiavam André Mendonça, colega de Moraes e, como relator do inquérito do Master, responsável por determinar as apurações que chegaram ao principal algoz do bolsonarismo no Judiciário. </p>
<p>Pela natureza dessa relação,  populares entrevistados pelo GSW Brasil e políticos que subiram ao trio elétrico para discursar evitaram o discurso -- comum em anos anteriores neste palco -- contrário ao Supremo como um todo.  O alvo era Moraes.</p>
<p>Como tal, o magistrado foi capaz de reunir o campo. Criticados pelo que era considerada uma postura até então distante da campanha de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia deram demonstrativos claros de apoio ao '01'.</p>
<p>O parlamentar mineiro afirmou que será Flávio, e não o presidente Lula (PT), a indicar quatro ministros à corte -- número de vagas que se abrirá até 2030 com as aposentadorias previstas --, enquanto Tarcísio pediu que senadores alinhados aos interesses do grupo sejam eleitos -- é no Senado em que o impeachment de membros do Supremo é votado.</p>
<p>Em todas as falas, a  aposta na aproximação entre Moraes e Lula , mandatário que não citou o magistrado diretamente ao pedir que todos os envolvidos com o Master sejam punidos e que tem relação considerada amistosa com a corte.</p>
<p>" Quem vota em Lula está votando em Moraes. Não vamos permitir que ele indique mais quatro Alexandres ao Supremo ", afirmou Flávio, último a discursar na tarde desta segunda.</p>
<p>"Vou indicar [se eleito] homens e mulheres contra o aborto, contra a ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição e não tenham dversários políticos.  Vou trabalhar para resgatar a credibilidade do Judiciário brasileiro. Precisamos proteger o Supremo do Moraes.   O Supremo, o Judiciário e a magistratura não são Alexandre de Moraes ", concluiu.</p>
<p>O presidenciável não citou diretamente o caso Master, visto que ele mesmo foi flagrado pedindo dinheiro emprestado a Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia ainda inédita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). </p>
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        <media:title>Flávio Bolsonaro (PL)</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Candidatos usam o 7 de setembro para reforçar suas propostas e atrair eleitores</title>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 20:59:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os dois principais candidatos à presidência da República nas eleições 2026, apenas um, Flávio Bolsonaro (PL), pode usar este 7 de setembro para fazer um ato político. </p>
<p>Isso porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exercendo mandato presidencial, se limitou a participar do tradicional desfile na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em homenagem à Independência do Brasil.</p>
<p>Flávio Bolsonaro programou um ato na Avenida em Paulista, à tarde (em andamento). Enquanto isso, os demais candidatos aproveitaram a data para fazer campanha e concentraram suas agendas pela manhã. </p>
<h2>Cury reuniu mais de mil pessoas no Rio</h2>
<p>Um dos que reuniu mais gente foi Augusto Cury (Avante), que reuniu cerca de 1,4 mil pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro, segundo estimativa divulgada pelo portal G1. </p>
<p>O candidato caminhou sob chuva, junto com seus apoiadores e discursou em um trio elétrico. Ele encerrou sua participação enviando “um abraço muito especial ao doutor André Mendonça”, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>Durante o discurso, o candidato declarou que não busca ganhos financeiros ou projeção pessoal com a política e anunciou a intenção de doar a remuneração do cargo, caso seja eleito.</p>
<p>“Não preciso do prestígio nem do dinheiro do poder. Até mesmo o salário de presidente vai para financiar 2 microempresas de alunos de escola pública por mês”, afirmou Cury.</p>
<p>O presidenciável concentrou suas propostas na geração de negócios em áreas periféricas. “Em cada escola pública, [vamos] ter uma agência do Banco do Empreendedor e uma Escola do Empreendedor”, disse. </p>
<p>Além disso, prometeu financiar 10 milhões de microempresas “em cada comunidade ou favela”.</p>
<h2>Zema fez críticas ao STF</h2>
<p>Na Avenida Paulista, em São Paulo, com uma mobilização bem menor, o ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a fustigar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e apresentar propostas de alteração nas regras da Corte.</p>
<p>Durante o ato, a equipe do candidato estendeu em um edifício um painel reproduzindo uma imagem do fotógrafo Brenno Carvalho, publicada pelo jornal O GLOBO, na qual ministros do Supremo aparecem sorrindo. </p>
<p>O registro ocorreu um dia após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de investigações da Polícia Federal sobre supostas conexões entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A peça trazia a frase "Chega de Intocáveis" e a representação de uma figura atrás das grades.</p>
<p>O candidato defendeu restrições às deliberações individuais de magistrados, questionando a sobreposição de despachos isolados às decisões do Congresso Nacional.</p>
<p>“Quero também acabar com as decisões monocráticas. Vamos ter que debater: a assinatura de um ministro do Supremo valer mais do que a de 50 senadores ou de 400 deputados? Será que isso é democracia ou é outra coisa?”, disse o presidenciável.</p>
<p>Zema afirmou não ter "medo de prisão" por expor a faixa com a imagem dos magistrados ou por tecer os questionamentos durante a mobilização.</p>
<h2>Renan Santos também bateu no STF</h2>
<p>O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou um manifesto no qual exige a exoneração imediata dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dia Toffoli e Alexandre de Moraes, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.</p>
<p>Em pronunciamento no Parque Ibirapuera, em São Paulo, neste 7 de setembro, Santos demonstrou contrariedade com o cenário político e com o comportamento da população diante de irregularidades, afirmando que os brasileiros estão “viciados no erro”.</p>
<p>“Não há, no seio da sociedade brasileira, nenhuma vontade de abandonar as velhas práticas que dominam a política brasileira, de se revoltar com aqueles que estão nos roubando”, disse.</p>
<p>O presidenciável defendeu a substituição do texto constitucional vigente, argumentando o insucesso do modelo pactuado em 1988, embora não tenha detalhado os mecanismos jurídicos para convocação do processo ou as alterações específicas pretendidas.</p>
<p>Na pauta de segurança pública, Renan defendeu o uso de força letal por agentes policiais contra suspeitos armados. O candidato também questionou o conceito de regimes democráticos que não garantem a ordem urbana.</p>
<h2>Caiado enfocou educação e segurança</h2>
<p>Durante coletiva de imprensa realizada durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Goiânia, o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que pretende instituir provas de proficiência para o ensino superior, caso seja vitorioso nas eleições de outubro.</p>
<p>Segundo ele, o desempenho na avaliação de proficiência servirá como critério para a manutenção das atividades das instituições de ensino. </p>
<p>Caiado não especificou, no entanto, a metodologia de aplicação ou se a medida abrangerá todas as graduações do país.</p>
<p>“Onde não tiver docentes qualificados para poder dar o curso e jovens que sejam capazes de serem aprovados na prova de proficiência, aquela faculdade não terá como continuar. Nós vamos respeitar o dinheiro do cidadão brasileiro”, afirmou.</p>
<p>Ao abordar a simbologia do Dia da Independência, Caiado contestou a situação da ordem pública em âmbito nacional e direcionou críticas ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>O governante goiano citou nominalmente localidades do Rio de Janeiro, Bahia e Ceará para argumentar que a violência limita a liberdade do cidadão nesses locais.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>PM lança bombas de efeito moral contra manifestantes na região da Avenida Paulista</title>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 19:34:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Poucas horas antes do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) marcado para a avenida Paulista neste 7 de Setembro, grupos contrários ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizaram manifestações em dois pontos próximos à avenida. Em um deles, na rua Carlos Comenale, atrás do Museu de Arte de São Paulo (Masp), houve confronto com a Polícia Militar.</p>
<p>Desde a manhã, manifestantes começaram a se concentrar nas imediações da rua Carlos Comenale e da alameda Santos. Portando cartazes com mensagens contra Tarcísio, os manifestantes permaneceram próximos aos acessos à Paulista, onde apoiadores de Flávio Bolsonaro começavam a chegar para o ato marcado para as 15h.</p>
<p>A PM bloqueou o acesso à avenida Paulista pela Carlos Comenale. Segundo policiais ouvidos pela imprensa, um grupo de manifestantes tentou avançar em direção à avenida. Os agentes usaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersá-los.</p>
<h2>Bombas explodindo</h2>
<p>Vídeos registrados no local e publicados nas redes sociais mostram as bombas explodindo e manifestantes deixando a área em meio à fumaça. Por volta das 13h30, a situação já estava controlada e a Cavalaria da Polícia Militar permanecia no local. Até o início da tarde, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre feridos ou detenções. Procurada, a PM afirmou que os dados sobre a ocorrência seriam divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que ainda não havia se manifestado.</p>
<p>O episódio aconteceu em uma região submetida a um forte esquema policial devido às diferentes manifestações programadas para o 7 de Setembro. Pela manhã, o candidato presidencial Romeu Zema (Novo) também realizou um ato na avenida Paulista, no qual fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à repercussão de novas revelações sobre mensagens e contatos entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.</p>
<p>Esta reportagem está em atualização.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula participa de desfile de 7 de Setembro ao lado dos presidentes do STF, da Câmara e do Senado</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-participa-de-desfile-de-7-de-setembro-ao-lado-dos-presidentes-do-stf-da-camara-e-do-senado</link>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu nesta segunda-feira (7) as comemorações da Independência do Brasil, em Brasília, em uma cerimônia que projetou uma imagem de coesão institucional após as turbulências provocadas por novas denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. A mensagem foi reforçada pela presença dos líderes dos Três Poderes: o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanharam Lula no palanque montado para o desfile cívico-militar.</p>
<p>A presença feminina ganhou destaque em uma parada organizada em torno de três eixos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O governo também reforçou, ainda que indiretamente, sua posição diante dos recentes atritos com os Estados Unidos. Em meio às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e às divergências entre Brasília e Washington, a cerimônia adotou como tema “Soberania, a força que une o Brasil”.</p>
<h2>Limites institucionais</h2>
<p>Em ano eleitoral, Lula e integrantes do governo procuraram manter o desfile dentro dos limites institucionais e evitar elementos que pudessem caracterizar propaganda eleitoral. O tom político ficou mais evidente no pronunciamento de Lula pelo 7 de Setembro, transmitido em rede nacional de rádio e televisão. “Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de qualquer interesse estrangeiro”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também fez uma alusão a uma das bandeiras de sua campanha pela reeleição: a redução da jornada de trabalho. Ao falar sobre o significado da independência para os brasileiros, defendeu que trabalhadores tenham mais tempo para ficar com suas famílias, em uma referência à discussão sobre o fim da escala 6x1. Durante o desfile, integrantes do público também fizeram manifestações em defesa da proposta.</p>
<h2>Contraposição a Bolsonaro</h2>
<p>O tom sóbrio da celebração em Brasília marcou um contraste com o 7 de Setembro de 2022, quando Jair Bolsonaro também disputava a reeleição. Naquele ano, as comemorações tinham um significado especial por marcar o Bicentenário da Independência e contaram, em Brasília, com a presença do então presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Bolsonaro, porém, participou após a cerimônia oficial de um ato de forte caráter eleitoral, no qual discursou ao lado de apoiadores.</p>
<p>Entre eles estavam o empresário Luciano Hang, dono da Havan, e o pastor Silas Malafaia, que também discursaram no evento. Bolsonaro fez referências diretas à eleição, pediu apoio à sua reeleição e apresentou afirmações posteriormente classificadas como falsas ou distorcidas por agências de checagem. Hang também ocupou lugar de destaque na tribuna de honra durante o desfile oficial, chegando a ficar entre Bolsonaro e o presidente português.</p>
<p>A utilização política das comemorações de 2022 teve consequências posteriores na Justiça Eleitoral. Em outubro de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral concluiu que Bolsonaro e seu então candidato a vice, Walter Braga Netto, cometeram abuso de poder político e econômico nas celebrações do Bicentenário em Brasília e no Rio de Janeiro. O tribunal considerou comprovado o desvio de finalidade eleitoral de bens, recursos e serviços públicos empregados nos eventos e declarou ambos inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2022.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>15 brasileiros mudam de nome por dia após mudança em lei; entenda regras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/15-brasileiros-mudam-de-nome-por-dia-em-cartorios-apos-mudanca-em-lei-entenda-regras</link>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 13:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Desde 2022 ficou mais fácil trocar o nome próprio no Brasil diretamente no cartório, sem necessidade de contratar um advogado ou entrar com uma ação na Justiça. De lá pra cá, mais de 24 mil brasileiros adotaram seus registros oficiais, de acordo com dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP)</p>
<p>A Lei nº 14.382, sancionada em 27 de junho de 2022, desburocratizou o procedimento de alteração da certidão de Registro Civil, facilitando a alteração de nomes e sobrenomes, independentemente da motivação. Agora, basta ser maior de 18 anos, ir pessoalmente ao cartório e apresentar os documentos originais.</p>
<p>Antes era bem mais complicado. As pessoas podiam alterar o nome somente após completar 18 anos, mas por um prazo específico: só até completar 19 anos. Em muitos casos, a pessoa precisava ingressar com ação judicial mesmo para ajustes simples.</p>
<p>"Muitas pessoas ainda não conhecem essa possibilidade, mas é um procedimento bem simples", explica Christiane Gonzalez Hepner, Oficial de Registro Civil de Carapicuíba-SP. “Não precisa de advogado, leva poucos dias e, quando é realizado no próprio cartório que a pessoa detém o registro, a taxa é de cerca de R$ 200".</p>
<p>Em 2026, até o início de agosto, 3.231 brasileiros fizeram alteração do pronome nos cartórios do país, o que corresponde a uma média de 15 mudanças por dia. Não há dados atualizados sobre o número de alterações de sobrenome.</p>
<h2>15 trocas de nome em média por dia</h2>
<p>2022: 3632</p>
<p>2023: 6274</p>
<p>2024: 5709</p>
<p>2025: 5520</p>
<p>2026: 3231</p>
<p>Total desde a mudança na lei: 24.366</p>
<p>  Fonte: Arpen/SP</p>
<h2>'Nome não é só identidade, é pertencimento'</h2>
<p>Depois de 28 anos, o analista de RH Juan Xavier Machado agora tem nos documentos o nome com o qual realmente se identifica.</p>
<p>“​Por quase três décadas, assinei documentos como Jonathas, enquanto a vida, os amigos, a família e o trabalho sempre me chamaram de Juan. No Teams era Jonathas, na rotina era Juan. Parecia que eu vivia dividido entre duas pessoas. ​Chegou o momento de dar nome ao que sempre fui”, postou em seu Linkedin ao anunciar a mudança de nome e sua jornada de “pertencimento”.</p>
<p>Em entrevista à reportagem, ele contou que o processo no cartório foi “bem tranquilo e muito fácil.</p>
<p>"M​inha recomendação é ir até um cartório primeiro para verificar a lista exata de documentos necessários. A boa notícia é que uns 90% desses documentos você consegue emitir pela própria internet, explica.</p>
<h2>O que pode e o que não pode</h2>
<p>É permitido mudar o primeiro nome, colocar um nome duplo, retirar uma parte do prenome (o que vem antes dos sobrenomes dos pais) e, dependendo do caso, e até incluir um apelido.</p>
<p>Pais de bebês com registros de até 15 dias também podem solicitar correção ou mudança direto no cartório, sem a necessidade de um motivo.</p>
<p>Pessoas transgênero têm o direito de alterar tanto o nome como o gênero no registro civil, sendo a mudança baseada unicamente na vontade própria, sem necessidade de cirurgia ou laudo.</p>
<p>A alteração de prenome direto no cartório é permitida apenas uma vez na vida. Se mudar de ideia uma outra vez, a pessoa terá que abrir um processo judicial.</p>
<p>Não é preciso apresentar um motivo para a alteração, mas os funcionários dos cartórios podem intervir em alguns casos, como suspeita de fraude ou má-fé, nome idêntico ao de outro membro da família ou nome que possa expor a pessoa ao ridículo.</p>
<h2>Regras para mudança de sobrenome</h2>
<p>É possível adicionar sobrenomes, mas desde que se comprove a ascendência e a relação ancestral com certidões de pais, avós e bisavós, por exemplo.</p>
<p>É permitido incluir o sobrenome do cônjuge ou parceiro durante o casamento ou união estável, bem como retirá-lo em caso de divórcio ou fim do relacionamento.</p>
<p> É permitido o retorno ao nome de solteiro mesmo durante o casamento ou após o término da relação.</p>
<p>Não é permitido retirar um sobrenome de descendência direto no cartório. Pela lei, a pessoa também deve preservar ao menos um sobrenome de família para manter o vínculo com a sua ancestralidade.</p>
<h2>Como fazer</h2>
<p>Para solicitar a mudança de nome diretamente no cartório é preciso:</p>
<p>Ser maior de 18 anos;</p>
<p>Levar documentos pessoais como certidão de nascimento ou de casamento, RG e CPF (os cartórios costumam pedir apresentação de certidões como antecedentes criminais, cíveis e eleitorais);</p>
<p>Pagar a taxa que varia de acordo com o estado (cerca de R$ 200, mas pode passar de R$ 350 se a solicitação for feita em cartório que não seja o do registro original).</p>
<p>Vale lembrar que após a alteração da certidão de nascimento, será preciso atualizar e pegar taxas de emissão de novos documentos como RG, CPF, CNH e passaporte. Além disso, bancos,empregadores e instituições de ensino também devem ser informadas sobre a mudança.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Darlan Alvarenga]]></dc:creator>
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      <title>‘Estou morrendo aos poucos’: ex-atleta com doença rara perde assistência médica e convive com dores</title>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 13:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A rotina de treinos e jogos em quadras de handebol de Kariny Maria Faustino Assumpção deu lugar a um cotidiano de dores crônicas, desmaios e dependência de cuidados. Aos 28 anos, a ex-atleta enfrenta a progressão da Síndrome de Fabry — uma condição genética rara que interrompeu bruscamente sua rotina esportiva e comprometeu sua saúde.</p>
<p>O primeiro sintoma grave da doença surgiu em 2021, quando a jovem apresentou perda do movimento da perna direita. Nos anos seguintes, enquanto buscava por um diagnóstico por meio da rede pública e privada, o quadro se agravou. Vieram dores neuropáticas nas pernas, braços, mãos e coluna, além de alterações digestivas e oculares. Em 2024, após uma internação prolongada provocada por uma queda seguida por um quadro de sangramento urinário intenso, uma nefrologista levantou a possibilidade de síndrome de Fabry. A jovem passou por exames específicos que confirmaram o diagnóstico. </p>
<p>A Síndrome de Fabry é causada pela deficiência de uma enzima responsável por degradar substâncias gordurosas no organismo, levando ao seu acúmulo nas células e ao comprometimento de órgãos vitais, além de dores neuropáticas severas.</p>
<h3>Sucessivas mudanças na rede de atendimento</h3>
<p>Após o diagnóstico, Kariny iniciou a busca por acompanhamento especializado e chegou a ser encaminhada ao Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, para avaliação relacionada à síndrome. No entanto, segundo ela, a sequência de mudanças na rede credenciada do plano de saúde interrompeu o acompanhamento em diferentes momentos.</p>
<p>A paciente passou por hospitais como Villa-Lobos, Avicena e Samaritano. Em entrevista ao  GSW Brasil , ela afirma que, quando iniciava o tratamento em uma unidade, o hospital era posteriormente desvinculado do plano, obrigando-a a procurar outro serviço e explicar novamente todo o histórico.</p>
<p>Em determinado momento, chegou a permanecer mais de um mês internada por complicações gastrointestinais. Como apresentou dificuldade para absorver ou manter medicamentos por via oral, passou a depender de medicações intravenosas e de assistência domiciliar.</p>
<h2>Interrupção do  home care</h2>
<p>Entre uma internação e outra, Kariny relata que o convênio chegou a autorizar os serviços de  home care,  no qual uma equipe multidisciplinar - composta por fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros - fazia o acompanhamento dela em casa.</p>
<p>No entanto, em meados do ano passado, a jovem precisou entrar na Justiça para garantir a continuidade da prestação do serviço. Em fevereiro deste ano, contudo, o atendimento foi interrompido. De acordo com a paciente, a empresa prestadora informou que a Ampla Saúde e a Gama Saúde não realizavam os repasses financeiros havia três meses. “Foi aí que começou todo o inferno que estou passando hoje", desabafa Kariny.</p>
<p>A interrupção do atendimento foi seguida, segundo Kariny, por uma série de novas complicações. Para receber medicamentos, a jovem usava um cateter PICC ( Acesso Venoso Central de Inserção Periférica ). Sem o acompanhamento adequado, desenvolveu uma infecção grave, seguida por trombose no braço e embolia pulmonar bilateral, sendo levada à UTI.</p>
<p>Durante uma das internações, Kariny conta que recebeu a informação de que o hospital havia deixado de fazer parte da rede credenciada. “A administração do hospital começou a me pressionar dizendo que, se eu ficasse, seria como paciente particular e teria que pagar um valor inicial de R$ 25 mil. Como eu não tinha esse dinheiro, entrei em desespero, arrumei minhas coisas e fui embora", relembra.</p>
<h2>Empurra-empurra institucional</h2>
<p>O impasse vivenciado pela ex-atleta reflete um imbróglio entre a Ampla, Gama e a administradora Qualicorp. Em março, em um comunicado público divulgado em seu site, a Ampla admitia que a empresa estava passando por um momento de transição administrativa e culpou a Gama Saúde por "falhas operacionais", que, segundo a nota, "comprometeram o atendimento e o repasse de recursos aos prestadores".  </p>
<p>Já em maio a Ampla informou estar passando por um processo de reorganização sob direção técnica da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O regime extraordinário foi instaurado pelo órgão regulador justamente para fiscalizar o redimensionamento da rede credenciada e a gestão assistencial da empresa.</p>
<p>Em novos comunicados em maio, a empresa declarou que havia rescindido o contrato com a Gama, que, conforme a nota, era responsável pela gestão assistencial, autorizações, regulação e atendimento dos beneficiários. O texto informava ainda que as atividades administrativas passariam a ser realizadas pela TecBen.</p>
<p>Também em maio, a Ampla anunciou que estava iniciando a rescisão unilateral do contrato com a Qualicorp, intermediária comercial do plano de saúde de Kariny. No mês seguinte, a empresa informou que após o dia 28 de junho, os beneficiários que permanecessem vinculados aos planos contratados via Qualicorp perderiam a cobertura.</p>
<p>“Tivemos que abrir um novo processo para contestar essa desvinculação unilateral que o convênio fez. Eles alegam que a Gama não faz mais parte da Ampla e que a Ampla virou rede própria, e que por isso eu deveria migrar para um novo plano. Porém, nunca recebi e-mail, boleto ou notificação da Ampla, da Gama ou da Qualicorp informando essa mudança. Descobri tudo sozinha, ligando e pesquisando na internet", alega Kariny. </p>
<p>Em nota ao  GSW Brasil , a Ampla alegou que a situação da jovem “segue em acompanhamento judicial, com o processo em seu regular trâmite e aguardando a realização da perícia técnica já determinada, que é a providência apta a esclarecer, de forma tecnicamente isenta, a necessidade e a adequação dos serviços pleiteados”. A empresa afirma ainda que Kariny estaria inadimplente desde maio de 2026. “Reforça-se que a regularização do pagamento das mensalidades em aberto desde maio de 2026 é também providência necessária para a plena estabilização da prestação dos serviços”, diz a nota.</p>
<p>Segundo a ex-atleta, no entanto, os boletos referentes a julho e agosto só foram enviados pela Qualicorp no início deste mês após novas movimentações no processo judicial.</p>
<p>“De maio para cá tem sido uma luta cansativa e esperanças perdidas, pois a Justiça é demorada. A gente recorre e precisa esperar. Veio um perito judicial aqui em casa, mas até agora não tivemos o laudo ou resposta", afirma Kariny.</p>
<p>Também em nota, a Qualicorp informou que atua na gestão administrativa dos contratos coletivos. “As decisões relacionadas à autorização, manutenção ou suspensão de atendimentos, incluindo atendimento domiciliar, fornecimento de insumos e pagamento de prestadores, são de responsabilidade da operadora de saúde. A própria Ampla Saúde informa publicamente, em diversos canais, que é a única responsável pelo atendimento assistencial de seus clientes", diz a empresa.  </p>
<p>Ainda segundo a Qualicorp, a rescisão dos contratos partiu da Ampla Saúde, “que antecipou o cancelamento dos beneficiários antes do término do aviso prévio e sem que tenha havido nenhum descumprimento contratual por parte da Qualicorp”. “Por dever de sigilo e em respeito à privacidade e à proteção de dados de saúde, a Qualicorp não comenta casos individuais. A companhia também não se manifesta sobre questões submetidas à apreciação judicial", respondeu sobre o caso de Kariny.</p>
<h2>Perda de autonomia e busca por atendimento no SUS</h2>
<p>Enquanto aguarda o desfecho processual, a ex-atleta permanece em casa com episódios frequentes de dor e desmaios, dependendo do suporte da mãe de 72 anos.</p>
<p>“Chegar aos 28 anos com uma mãe de 72, a gente imagina que estaria cuidando dela, e não ela cuidando de mim”, desabafa. “Ela não entende o conceito de tratamento paliativo. O que ela vê, e o que eu sinto na pele todos os dias, é que estou morrendo aos poucos, sem assistência alguma.”</p>
<p>Diante da demora no processo judicial, Kariny busca amparo na rede pública. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informou que ela é acompanhada pela UBS Vila Antonieta, com atendimento médico e multiprofissional, visitas domiciliares, acompanhamento de exames e encaminhamentos para especialistas.</p>
<p>Segundo a assessoria de imprensa da SMS, a paciente tem avaliação com geneticista agendada para 18 de setembro, no Hospital Dia Flávio Giannotti. Também foi solicitado encaminhamento para um serviço especializado em genética médica da Unifesp.</p>
<p>A Secretaria informou ainda que Kariny poderá ser avaliada pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), do Programa Melhor em Casa. A necessidade de cuidados de enfermagem e o uso do PICC serão considerados nessa avaliação.</p>
<p>A pasta também informou que, em junho, Kariny foi atendida na UPA Tatuapé, onde realizou exames e recebeu medicação. O caso foi inserido no Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo) para encaminhamento à atenção de maior complexidade, mas, segundo a unidade, ela deixou o serviço antes da conclusão do processo. Em julho, foi atendida na UPA Carrão e, naquele momento, não apresentava critérios de instabilidade ou internação, de acordo com a Secretaria.</p>
<h2>Uma doença difícil de identificar</h2>
<p>Segundo o médico reumatologista Nilton Salles, a síndrome de Fabry pode passar despercebida durante anos porque seus sintomas aparecem em diferentes fases da vida e podem ser confundidos com outras doenças.</p>
<p>Na forma clássica, sinais como dor nas mãos e nos pés, dificuldade para suar e alterações gastrointestinais podem surgir ainda na infância ou adolescência. Com a progressão da doença, também podem ocorrer danos aos rins, coração e sistema nervoso.</p>
<p>“Se o profissional não estiver atento a essas manifestações e à história familiar, vai passar despercebido”, afirma o médico.</p>
<p>No caso das mulheres, o diagnóstico pode ser ainda mais complexo. A doença está ligada ao cromossomo X e, como as mulheres possuem dois cromossomos X, a manifestação pode variar bastante. Segundo o especialista, a atividade enzimática pode inclusive aparecer normal no sangue de uma mulher afetada, tornando necessária a investigação genética e a avaliação dos órgãos atingidos.</p>
<p>Kariny conta que hoje consegue identificar alguns sinais que estavam presentes antes do diagnóstico. Um deles era a dificuldade de suar durante os treinos de handebol. “Eu treinava intensamente e não suava”, relata. Na época, porém, não imaginava que a característica pudesse estar relacionada a uma doença.</p>
<p>O tratamento da síndrome de Fabry inclui o controle dos sintomas e, para pacientes com indicação, terapias específicas de reposição enzimática. O Ministério da Saúde informa que o SUS incorporou, em 2023, alfagalsidase e beta-agalsidase para pacientes com a forma clássica da doença. </p>
<p>No caso de Kariny, a possibilidade de tratamento com alfagalsidase chegou a ser considerada, mas a sequência de mudanças na rede assistencial interrompeu o processo. A indicação para o estágio atual da doença depende de avaliação especializada.</p>
<p>Para o médico Nilton Salles, o diagnóstico precoce é importante porque parte das lesões provocadas pela doença pode se tornar irreversível. Segundo ele, quando há comprometimento avançado de órgãos, a terapia de reposição enzimática pode ter como objetivo desacelerar a progressão, mas não necessariamente reverter danos já instalados.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Larissa Pereira]]></dc:creator>
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