Terremoto na Venezuela: ONU estima que cerca de 50 mil pessoas estão desparecidas
Principais pontos
- Último balanço divulgado pelo governo venezuelano aponta que 1450 pessoas morreram
- Duplo tremor colapsou centenas de edifícios e imóveis no país
- Ajuda humanitárias de mais de 20 países tem auxiliado nas buscas e enviado mantimentos para a Venezuela

As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas na Venezuela após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira, 24. O governo venezuelano não divulga dados oficiais sobre os desaparecidos.
O último balanço oficial feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, no domingo, 28, confirma 1.450 mortos e 3.150 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos projeta que o total de mortos pode ultrapassar 10 mil, o que posicionaria o evento entre os mais mortais da América Latina no último século.
Ainda segundo a Organização das Nações Unidas, o contingente de profissionais internacionais mobilizados é de mais de 2.600 especialistas. Conforme os dados do governo venezuelano, 27 países enviaram ajuda humanitária, incluindo nações que não mantêm relações diplomáticas formais com Caracas, como o Paraguai e o Peru.
A missão humanitária do Brasil iniciou os trabalhos de busca e salvamento no sábado, 27. A operação é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
A equipe brasileira está operando a partir de uma base temporária instalada na região de Los Corales, onde presta suporte logístico e operacional às autoridades locais.
No último fim de semana, os socorristas retiraram 33 pessoas com vida dos escombros.
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